Conheça os ganhadores do 20º sorteio da Nota Fiscal Amazonense

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AM) realizou nesta sexta-feira, dia 7, 20º sorteio mensal da Campanha Nota Fiscal Amazonense (NFA), no programa “Agora” da TV Em Tempo, afiliada do SBT Brasil. Foram sorteados R$ 98 mil em prêmios. O sorteio coordenado pela apresentadora Márcia Lasmar contou com a [...]



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Seleção Brasileira investe em time mesclado, com experientes e estreantes, para amistoso deste domingo (9) contra a Bolívia

O domingo, dia 09, promete ser de muita emoção com o primeiro amistoso do ano entre a Seleção Brasileira Feminina x Bolívia. O jogo, que acontece às 19h30 (horário local), na Arena da Amazônia, vai contar com as principais craques do time canarinho em campo, como Marta, Cristiane e Bia, e será um teste precioso [...]



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Mulheres Indígenas Ianomâmis transmitem experiências de artesanato e pintura

Estudantes de teatro e de pedagogia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) trocaram a sala de aula convencional por uma tarde de aprendizado sobre artesanato e pintura Ianomâmis com 12 mulheres indígenas. A oficina faz parte da programação do ‘Suwë Pë Kõkamôu: Arte, Cultura e Articulação de Mulheres Indígena’ realizada na tarde desta sexta-feira [...]



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Governador do Amazonas, José Melo, anuncia reforma do Hospital Adriano Jorge e início das obras do centro de oncologia da Fundação Cecon

Em cumprimento à agenda de visitas nas áreas de infraestrutura e saúde na capital amazonense, o governador do Amazonas, Professor José Melo, acompanhou nesta sexta-feira (7) o andamento das obras do Centro de Nefrologia da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), onde também assegurou a reforma do hospital, e da Fundação de Centro de Controle de [...]



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Conversar sobre depressão é preciso

“Depressão: vamos conversar” é o lema da campanha lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) neste 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. Segundo estimativas da OMS, no período de 2005 a 2015 houve um aumento de 18% no número de pessoas que vivem com depressão. Quase sete em cada 10 pessoas com depressão, nas Américas, não recebem o tratamento que necessitam.

O médico psiquiatra e pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) Maximiliano Loiola Ponte, considera a temática da campanha da OMS muito importante visto que a depressão ainda é um tema negligenciado no sistema de saúde.

A depressão causa sofrimento ao indivíduo, a seus familiares, tem uma forte associação com o suicídio, e é um grave fator de afastamento do trabalho, além de piorar o prognóstico de doenças como diabetes e cardíacas.

Maximiliano Loiola Ponte. Foto: Eduardo Gomes

Maximiliano Loiola Ponte. Foto: Eduardo Gomes

“A depressão não é tão visível como algo que dá num exame, ou algo que a gente possa medir, daí a importância deste tema, mas é preciso lembrar que a depressão é uma condição que não é igual a tristeza. A tristeza todos nós temos, é normal, é importante que a tenhamos, ela é necessária para refletirmos sobre a vida, e para que os outros percebam que a gente precisa de ajuda. Como diz o poeta Vinícius de Moraes: pra fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza … – mas, o que difere a depressão da tristeza é o caráter continuado da depressão, a pessoa fica por pelo menos duas semanas com a tristeza, com o desânimo, com a desesperança, com dificuldades de se concentrar, de tomar decisões, de se alimentar, no sono, no desejo sexual, e tudo isso de forma constante, que não alivia nem quando coisas boas acontecem”, explica Maximiliano.

O pesquisador alerta que tem grupos em situação de vulnerabilidade como idosos e presos em que se torna ainda mais difícil se reconhecer a presença de sintomas depressivos. No entanto, não é incomum pessoas deprimidas sentirem-se mal, e buscarem tratamento no sistema público de saúde. “Mas é preciso que se verifique a rede de assistência psicossocial, precisamos entender que este é um problema de alta prevalência, que precisa ser abordado nos diferentes níveis de atenção”, recomenda.

Vamos conversar

A OMS alerta para as necessidades de investimentos em saúde mental e de acesso a um atendimento efetivo da depressão, pois negligenciar a doença causa um alto custo às nações.

Para Maximiliano Ponte a campanha indica uma reflexão sobre quem deve ser chamado para uma conversa, ou seja, esta conversa deve ser estabelecida com vários atores, entre eles gestores e profissionais de saúde – para que possam identificar a comorbidade com o quadro depressivo, ainda nos níveis primários do atendimento; precisa-se conversar também com a sociedade para que possa perceber as nuances entre tristeza e depressão; com os familiares da pessoa depressiva, para que possam entender e acompanhá-la;  e com a própria pessoa depressiva, para que ela possa entender a doença.

Segundo a OMS, mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão. As estimativas foram divulgadas em 30 de março, pouco antes do Dia Mundial da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Com informações da Opas/OMS.

Exposição itinerante Amazônia |Os Extremos mostra destruição da floresta

Com imagens de vídeos e 40 fotografias, exposição “Amazônia |Os Extremos” traz à memória visual estes fenômenos naturais, assim como os impactos ambientais do desmatamento e das queimadas pelos olhares de 12 profissionais

 

Da Redação - Ascom Inpa*

Fotos: Joel Rosa, Alberto César Araújo e Paulo Santos ( Acervo H) - Amazônia Real

 

A partir deste domingo (9), o Paiol da Cultura do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), em Manaus (AM), recebe a exposição itineranteAmazônia |Os Extremos, promovida pela Agência de Jornalismo Independente Amazônia Real. Com imagens de fotos e vídeos, a mostra faz um alerta sobre a destruição da floresta amazônica causada pelos desmatamentos e pelas queimadas.

 

A exposição faz parte da programação de aniversário de 22 anos do Bosque da Ciência, completados no dia 1º de abril. A abertura da exposição neste domingo acontecerá a partir das 10h30, com a presença da coordenadora de Extensão do Inpa, a pesquisadora Rita Mesquita, os fotógrafos Alberto César Araújo (curador da exposição), Chico batata, Joel Rosa, Raphael Alves e repórter cinematográfico Orlando Júnior.

 

Patrocinada por um prêmio concedido pela Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil, a exposição inclui fotografias da escassez de água potável e de inundações nas regiões ribeirinhas, fenômenos estes provocados por eventos climáticos extremos.

 

 

SECAJOEL ROSAAmazoniaReal

 

 

 

A exposição itinerante é parte da programação do debate Mudança climática e seu impacto nas populações tradicionais da Amazônia. O que esperar?, que teve início no mês passado, pelo Instituto Cultural Brasil – Estados Unidos (ICBEU). O debate reuniu indígenas, ribeirinhos e cientistas, entre eles, Foster Brown, da Universidade Federal do Acre, Philip Fearnside, do Inpa, Davi Kopenawa Yanomami, Mayra Wapichana e Sineia Vale, de Roraima.

 

Conforme os organizadores, a exposição Amazônia|Os Extremos conta com imagens de vídeos e 40 fotografias nos tamanhos A2 e A3+ padrão fine art, e traz à memória visual estes fenômenos naturais, assim como os impactos ambientais do desmatamento e das queimadas pelos olhares e lentes de 12 profissionais: Odair Leal (Acre), Alberto César Araújo, Chico Batata, Joel Rosa, Raphael Alves e Orlando Júnior (Amazonas), Jorge Macêdo (Roraima), Marcela Bonfim (Rondônia), Paulo Santos, do Acervo H (Pará), Ana Mendes (Maranhão), Flávio Forner, do InfoAmazônia (São Paulo) e Pablo La Rosa (Uruguai).

 

A exposição Amazônia | Os Extremos ficará em cartaz até 7 de maio, no Paiol da Cultura, que fica dentro do Bosque da Ciência do Inpa. Os interessados podem visitar a mostra no horário de funcionamento do espaço de visitação do Inpa, de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 16h30. Aos sábados e domingos das 9h às 16h, sem intervalo para almoço. Às segundas-feiras, o bosque é fechado para manutenção.

 

 

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No mês de abril, a entrada no bosque é gratuita, em comemoração ao aniversário do espaço. As visitas guiadas na exposição pelo curador acontecerão nas sextas-feiras pela manhã. Os interessados devem entrar em contato com os organizadores, pelo telefone (92) 98207-5542 (também no whatsapp).

 

Para o curador da exposiçãoAmazônia|Os Extremos, o repórter-fotográfico Alberto César Araújo, a mostra também reflete o processo de transformação do fotojornalismo na Amazônia.

 

“Ao ganhar espaço em uma galeria de arte, [a exposição] ressignifica as imagens de cada fotógrafo com seus estilos. Do trabalho já nascido autoral, como o de Raphael Alves, Marcela Bonfim, pela documentação mais clássica de Jorge Macêdo, da contundência de Joel Rosa, da perseverança de Chico Batata e Odair Leal, passando pela dedicação e a coerência de Ana Mendes, pelo olhar da experiência de Paulo Santos, da imersão de Flavio Forner e pelo arrojo de Orlando Júnior, todos ávidos por mostrar as mudanças que estamos enfrentando a cada ano com o nosso clima amazônico. Cheias recordes, secas nunca antes vistas, incêndios florestais e tanta fumaça que não conseguimos mais nos enxergar”, diz Alberto César.

 

De acordo com o curador, unir todos esses olhares em um só espaço também foi um desafio. “A grande maioria deles, quase todos colaboradores de primeira hora da Agência Amazônia Real, está documentando a região há mais de duas décadas, em alguns casos há três. Por , o comprometimento e o engajamento com as causas ambientais e sociais são inerente às suas obras”, destaca o curador.

 

Castanheira queimada em Querencia MT 2015 Foto Paulo Santos Acervo H 2

 

 

Amazônia Real

A agência de jornalismo independente Amazônia Real, dirigida pelas jornalistas Kátia Brasil e Elaíze Farias, publica em seu site reportagens que provocam o debate na sociedade sobre a preservação da floresta amazônica e sua população.

Em atividade desde 21 de outubro de 2013, com sede em Manaus, no Amazonas, a Amazônia Realestá classificada por especialistas da Comunicação Social como uma das iniciativas do novo modelo do jornalismo investigativo e empreendedorismo Brasil.

A iniciativa é financiada pela Fundação Ford no âmbito do Projeto de Acesso à Mídia das populações invisíveis na imprensa tradicional.

Em 2016, a Amazônia Real foi reconhecida internacionalmente pelo trabalho na internet pela defesa dos direitos humanos com o Prêmio The Bobs (Heróis da Internet), da empresa de comunicação alemã DW.

 

*Com informações da Amazônia Real

Especialistas discutem impactos de barragens em aves de áreas alagáveis da Amazônia

Simpósio terá apresentação de 13 especialistas. Evento é gratuito e aberto ao público

 

Da Redação – Ascom Inpa

Fotos: Tomaz Nascimento de Melo

 

Estudos mostram que as barragens alteram o ciclo de inundação das áreas alagáveis da Amazônia (várzeas, igapós, ilhas fluviais) ameaçando esses ambientes e as aves que dependem deles. Para discutir o assunto e estabelecer parcerias para otimizar a execução de um projeto de pesquisa que visa fornecer informações para ajudar na avaliação de impacto ambiental sobre esses ambientes alagáveis, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTIC) realiza, na próxima segunda-feira (10), um simpósio com especialistas de sete instituições brasileiras.

O Simpósio “História e diversificação de comunidades de aves de áreas alagáveis na Amazônia: subsídios para um plano integrado de conservação” acontece das 8h45 às 17h30, no auditório da Ciência do Inpa, dentro do Bosque da Ciência, que fica na rua Otávio Cabral, S/nº, Petrópolis, Manaus (AM). O evento é aberto ao público e os interessados em participar não precisam fazer inscrição. Veja aqui a programação.

De acordo com o pesquisador e curador da Coleção de Aves do Inpa, o ornitólogo Mario Cohn-Haft, estima-se que haja 250 espécies de aves dependentes de áreas alagáveis na Amazônia - ambientes que sofrem influência da água por um período longo do ano -, mas essa diversidade é ainda pouco conhecida. Poucas dessas espécies foram estudadas de forma detalhada genética e fenotipicamente, e dentre as espécies já estudadas parece haver significativa diversidade ainda não descrita. Cohn-Haft dividirá uma mesa-redonda no evento, a partir das 16h, sobre “Aves como indicadores para estratégias de conservação de ambientes alagáveis” com Fernando d’Horta (Inpa) e Alexandre Aleixo (MPEG).

“A avifauna associada aos ambientes alagáveis representa uma porção significativa da avifauna Amazônica, que é mal conhecida e agora especialmente ameaçada devido à exploração hidroelétrica”, disse a pesquisadora Camila Ribas, curadora da Coleção de Recursos Genéticos do Inpa e organizadora do evento. “Além disso, a história recente dessa avifauna está associada à história dos ambientes alagáveis, que também é pouco conhecida e provavelmente bastante heterogênea entre as porções leste e oeste da Amazônia, com potencial impacto na diversidade genética das espécies”, completou a pesquisadora.

De acordo com Camila Ribas, o projeto “History and diversification of floodplain forest bird communities in Amazonia: towards an integrated conservation plan” foi concebido considerando a potencial ameaça aos ambientes alagáveis representada pelo modelo de exploração energética adotado na atualidade na Amazônia. Esse modelo se baseia em reservatórios "fiod'água", que não origina vastos lagos – como ocorreu em Balbina-AM - mas que impactam longas extensões de ambientes alagáveis. O projeto foi um dos dois projetos brasileiros selecionados no ciclo 5 da chamada Partnerships for EnhancedEngagement in Research / United States Agency for InternationalDevelopment (PEER/USAID). Iniciado em dezembro de 2016, o projeto estende-se até dezembro de 2018.

 

sakesphorus luctuosus br319 careiro da varzea choca dagua Foto Thmaz N. de Melo

 

 “As barragens impactam os ambientes alagáveis por alterar o ciclo de inundação (enchente/cheia/vazante/seca). Nesse projeto, vamos utilizar as aves como indicadores para estimar o impacto das barragens construídas, em construção e planejadas na Amazônia”, contou a pesquisadora.

A expectativa é que os resultados obtidos pelo projeto colaborem para o planejamento do aproveitamento hidroelétrico, a partir do conhecimento gerado sobre o ambiente antes mesmo que sejam definidos os locais prioritários para construção de barragens, ao invés de fazer os estudos apenas quando o projeto já está em fase de avaliação de impacto, que é o que acontece mais frequentemente.

 

Pressões

 

Conforme a pesquisadora Camila Ribas, as pressões que essas comunidades de aves sofrem estão relacionadas ao modo de aproveitamento hidroelétrico vigente. A mudança de estratégia para geração de energia, abandonando os grandes lagos, como o de Balbina, que alagavam grandes extensões de floresta de terra firme, e utilizando um modelo que alaga os ambientes alagáveis foi visto como uma solução para o impacto ambiental das barragens na Amazônia.

“Porém, o alagamento permanente dos ambientes alagáveis também causa grandes impactos potenciais a esses ambientes que só agora vamos começar a estudar, investigando as consequências do alagamento permanente causado pelas barragens de Santo Antônio e Jirau no Rio Madeira”, adianta a pesquisadora. “É importante conhecer esses impactos e tentar mensurar as áreas e espécies mais vulneráveis, para contribuir com o planejamento do aproveitamento hidroelétrico, evitando uma crença não fundamentada no baixo impacto das usinas com reservatório no modelo ‘fio d'água’”, conta.

Por serem pouco conhecidas, as aves de áreas alagáveis têm poucos estudos de revisão taxonômica para definir as espécies e suas distribuições. Para ajudar nessa lacuna, o projeto parte para conhecer a distribuição e diversidade genética de 30 espécies, revisar sua taxonomia, conhecer sua distribuição e então usar esses dados para fazer previsões de impacto. A proposta dos especialistas é partir do conhecimento básico sobre as espécies de aves de ambientes alagados para chegar a dados específicos sobre grau de ameaça levando em conta o planejamento do setor energético.

 

dendroplex kienerii arapacu ferrugem Foto Tomaz N. de Melo

 

“Para isso, vamos gerar dados sobre diversidade genética, distribuição geográfica e afinidades ambientais das espécies de aves, mapeamento dos ambientes alagáveis por sensoriamento remoto, estudos de cronologia para caracterizar a evolução dos ambientes alagáveis, e estudos de ecologia de paisagem para caracterizar a conectividade desses ambientes para as espécies estudadas e como as barragens iriam impactar essas populações”, revelou Ribas.

Público-alvo

O simpósio é voltado a estudantes de graduação e pós-graduação em biologia, geologia e áreas afins, pesquisadores interessados na evolução da biota relacionada aos ambientes alagáveis na Amazônia e representantes de organizações governamentais e não-governamentais envolvidas em análises de impacto ambiental e em planejamento do aproveitamento hidroelétrico.

Conforme a organização do evento, o simpósio não está associado diretamente a nenhum curso de pós-graduação do Inpa, e não gera contabilização de créditos. Haverá lista de presença e certificados de participação podem ser fornecidos sob demanda.

Saiba mais

O programa Partnerships for EnhancedEngagement in Research (PEER) é patrocinado pela United States Agency for International Development (USAID) para fomentar parcerias entre pesquisadores de países em desenvolvimento e pesquisadores com projetos financiados pelo Governo Americano com o objetivo de realizar pesquisa e capacitação em tópicos com grande potencial de impacto sobre o desenvolvimento.

O projeto foi proposto pela Curadora da Coleção de Recursos Genéticos do Inpa, Dra Camila Ribas, e pelo Curador da Coleção de Aves do MPEG, DrAlexandre Aleixo, em parceria com o Curador da Coleção de Aves do American Museumof Natural History, Dr. Joel Cracraft. A equipe inclui os pesquisadores Fernando d'Horta (Inpa), José Maria Cardoso da Silva (Univ. of Miami), John Bates (Field Museum of Natural History), Michael Harvey (Univ. Michigan), Sergio Borges (Ufam), Thiago Silva (Unesp), André Sawakuchi (USP) e Edgardo Latrubesse (Univ. Texas). Já estão envolvidos no projeto também pelo menos três alunos de mestrado, dois alunos de doutorado e dois pós-doutorandos.

Do lixo ao luxo: estudantes do IEA transformam produtos descartados em artigos sustentáveis

Brinquedos, máscaras, estátuas e fruteiras foram alguns dos produtos confeccionados pelos alunos, com atividades desenvolvidas no âmbito do PCE da Fapeam

 

Os materiais que antes eram descartados no lixo como garrafas pets, caixas, jornais, entre outros, se tornaram artigos de luxo nas mãos dos estudantes do Instituto de Educação do Amazonas (IEA), localizado no Centro de Manaus. Brinquedos, estátuas, máscaras,  são alguns dos produtos confeccionados. A atividade desenvolvida com alunos do ensino fundamental une o conhecimento da disciplina de arte com a conscientização do uso sustentável dos materiais e a percepção dos impactos do lixo no meio ambiente.

O projeto intitulado “A Metamorfose do Lixo em Objetos Artísticos: arte e sustentabilidade” foi desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE).

O trabalho, desenvolvido no segundo semestre de 2016, contou com a participação de seis alunos, entre bolsistas de alfabetização científica e voluntários. A equipe formada por Caroline Rayane, Marechal Filho, Marcella Wolfarth, Marco Ruas, Thiago Santos e Zyon Puga, compreendeu, na prática, as relações existentes entre arte e sustentabilidade a partir da alfabetização científica, com a sensibilização artística e reciclagem de materiais que seriam descartados no lixo.

“Descobrimos que podemos reaproveitar tudo que encontramos jogado no lixo. Eu fiquei muito feliz de ter participado do PCE. O projeto me ensinou que podemos contribuir com iniciativas sustentáveis para um meio ambiente mais limpo”, conta o estudante Marco Ruas.

METAMORFOSE DO LIXO - PROJETO NO IEA - PROF. DENIZE BEZERRA - FOTO ERICO X._-26A professora Denise Gomes disse que os alunos tiveram informações sobre educação ambiental e sustentabilidade

A ação desenvolvida na escola, recebeu, no ano passado, uma menção honrosa da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) devido relevância do projeto. Os estudantes tiveram também o trabalho aceito no Congresso de Educação Ambiental no Paraná e no Congresso Brasileiro de Educação Ambiental Interdisciplinar, em Juazeiro, na Bahia.

A cientista júnior, Marcella Wolfart, disse que o projeto foi essencial para obter novos conhecimentos. Segundo a estudante, a atividade fez com que tivesse uma visão ampliada sobre o cenário de poluição e sobre as medidas que se devem tomar para contribuir com ambiente sem lixo e mais sustentável.

“Aprendi coisas que não tinha a mínima ideia que poderiam ser feitas por meio do projeto do PCE. Além disso, hoje sei que, com pequenos atos, podemos ajudar na preservação da natureza. Outro ponto interessante na nossa atividade é que levamos todo esse conhecimento adquirido a outros alunos da escola para que eles tivessem essa noção de quanto o descarte incorreto prejudica a natureza e, principalmente, a todos”, contou a estudante.

METAMORFOSE DO LIXO - PROJETO NO IEA - PROF. DENIZE BEZERRA - FOTO ERICO X._-14Usando a arte para ajudar na preservação da natureza com a reciclagem do lixo

A coordenadora do projeto, Denise Bezerra Rodrigues Gomes, disse que os alunos tinham muita dificuldade em saber o que é educação ambiental e o conceito de sustentabilidade, por isso ela decidiu unir a arte com esse trabalho.

“Tivemos resultados positivos. O projeto aconteceu durante seis meses e foi dividido em cinco etapas que consistiu, na leitura e interpretação, sensibilização teórica, coleta de dados e questionários com os alunos sobre o que eles conheciam sobre sustentabilidade. Na quarta fase os alunos trouxeram materiais recolhidos de casa como: garrafas, copos, caixa, jornais, paletes, entre outros. A ideia de criar os produtos surgiu da  criatividade de cada um”, destacou a professora.

2017-03-30-PHOTO-00000042 (1)Bolsistas do PCE apresentaram  o projeto para graduandos de Relações Públicas (Ufam) dentro da grade de educação ambiental

 Edital PCE

Atenção professores, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebe, até as 24h do dia 24 de abril, a submissão de propostas ao Programa Ciência na Escola, edição 2017. As propostas deverão ser apresentadas em formulário on-line específico e enviadas, através do sistema SigFapeam.

O PCE incentiva a aproximação da ciência do ambiente escolar e visa a participação de professores e estudantes, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e da 1ª à 3ª série do ensino médio, de escolas públicas da rede estadual do Amazonas e municipal de Manaus, em projetos de pesquisa científica e tecnológica, a serem desenvolvidos nas escolas.

O programa contará com um investimento de mais de R$ 2,4 milhões. A estimativa do PCE é de apoiar até 420 projetos, sendo 200 na capital e 220 nos municípios do interior do Amazonas.

METAMORFOSE DO LIXO - PROJETO NO IEA - PROF. DENIZE BEZERRA - FOTO ERICO X._-29

 

Clique aqui para acessar o edital completo do PCE

 

Repórter- Esterffany Martins (Agência Fapeam)

Fotos – Érico Xavier (Agência Fapeam)

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