Hemoam atinge, pela sexta vez, 100% de satisfação na avaliação nacional da qualidade dos Hemocentros

Laboratório de Sorologia e Núcleo de Agências Transfusionais (NAT) da Fundação Hemoam conquistam mais uma vez o certificado de proficiência técnica pelo programa de AvaliaçãoExterna da Qualidade  (AEQ), da Coordenação de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, conforme as legislações atuais, portaria 158° e a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 34/2014, que estabelecem [...]



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Futebol solidário reúne artistas em prol da Liga Amazonense Contra o Câncer

No próximo dia 17, às 18h, a Arena Amadeu Teixeira – situada na avenida Pedro Teixeira, Dom Pedro, zona centro-peste de Manaus -, será palco do 1o Futebol Solidário dos Artistas, evento realizado em prol da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc). A partida de futebol society contará com a presença de mais de 60 artistas [...]



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Especialistas locais em pesca são treinados pela FAO para avaliar perdas do pescado

O Workshop visa proporcionar aos especialistas locais em pesca uma ferramenta a ser aplicada na prática para avaliar o quanto há de perdas na produção de pescado e contribuir para o seu declínio. Dados da FAO indicam que cerca de 30% dos alimentos produzidos são desperdiçados

Por Luciete Pedrosa  – Ascom Inpa

SitePescadonaFeira

Mapear as perdas e reunir evidências para aplicar medidas que possam reduzir as perdas pós-captura do pescado. Este é o foco de uma metodologia estatística desenvolvida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), que é apresentada a técnicos envolvidos com a pesca na Amazônia, em workshop que começou nesta segunda-feira (08) e segue até sexta-feira (12), no auditório da Biblioteca do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

Durante cinco dias, cerca de 30 especialistas de diversos órgãos do Amazonas serão treinados pelos técnicos da FAO e da Infopesca no “Workshop Regional para a Capacitação de Formadores na avaliação das perdas de peixes capturados com redes de malhadeiras e arrastão na pesca artesanal na bacia amazônica”. O objetivo é proporcionar aos especialistas locais em pesca uma ferramenta a ser aplicada na prática para avaliar o quanto há de perdas na produção de pescado e contribuir para o seu declínio.

Nesta segunda e terça-feira (8 e 9, respectivamente) acontece a parte teórica da formação e na quarta e quinta-feira (10 e 11), será a parte  prática com visitas dos especialistas a campo, às 7h30, na Feira da Panair (bairro de Educandos). A área da Panair é um dos principais pontos de abastecimento, comercialização e distribuição de pescado de Manaus.    

SiteEspecailsitasFAOWorshopPesca

O diretor do Inpa, Luiz Renato de França, prestigiou a abertura do evento. “O pescado é uma das fontes de proteína de que o ser humano precisa, e a segurança alimentar é importante porque não basta só ter alimento, é preciso ter um alimento de qualidade”, disse o diretor.  “Existem técnicas sofisticadas nas quais é possível produzir peixes transgênicos com qualidade desejável”, acrescentou França ao comentar que o grupo de pesquisa que faz parte, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desenvolve trabalhos com a biologia da reprodução desde peixes até seres humanos.  

Segundo explica o coordenador do workshop, o pesquisador do Inpa Rogério de Jesus, na visita de campo na feira os especialistas avaliarão as condições do que é perdido, além de quantificar as diferentes variáveis das perdas do pescado local aplicando a ferramenta para verificar a realidade local e como acontecem essas perdas. 

Para o pesquisador, há espécies de pescado na região que são mais desperdiçadas do que outras, a exemplo do jaraqui. “Na entressafra do jaraqui, que acontece no segundo semestre quando o rio está baixo e a produção aumenta, não há condições satisfatórias para o armazenamento e o que foi produzido há um grande desperdício”, diz.

A metodologia da FAO já foi aplicada em vários países e adaptada conforme as condições locais como na África, na Ásia e no México. Dados da FAO indicam que cerca de 30% dos alimentos que são produzidos são perdidos. “Mas ninguém sabe se isso é verdade, não há uma metodologia desenvolvida que quantifica essas perdas, por isso a FAO está propondo uma ferramenta estatística que considera várias variáveis (socioeconômica, tecnológica, acondicionamento do pescado, etc) e aplicar as medidas para reduzir as perdas locais do pescado”, explica Rogério de Jesus.     

SitePisciculturaAcervoEeizabethGusmão

Para o diretor de Projetos da Infopesca, Nelson Avdalov, a ideia é implementar uma técnica simples para  pontuar um valor estatístico para se ter ideia do quanto é perdido em cada etapa da cadeia do pescado – como captura, desembarque, transporte e venda. Segundo ele, o objetivo é trabalhar em conjunto com os pescadores para que se reduza a perda e se garanta uma segurança alimentar de qualidade. “A cadeia de alimento pesqueiro é bem complexa para o pescador, para o atacadista, para o distribuidor e outros segmentos envolvidos”, destaca. A Infopesca é uma agência intergovernamental espalhada em vários países com sede em Montevideo, no Uruguai.

Participaram da mesa de abertura, além do diretor do Inpa, a diretora da Infopesca Graciela Pereira, e a especialista da Indústria Pesqueira da FAO, Suzana Siar.

Pesquisadores da Fiocruz Amazônia desenvolvem método de diagnóstico molecular da infecção pelos arbovírus Mayaro e Oropouche

Método desenvolvido por pesquisadores do Instituto Leônidas e Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebe aprovação de depósito de patente. Denominado Conjunto de oligonucleotídeos e método para o diagnóstico molecular da infecção pelos vírus Mayaro e Oropouche, a invenção é dos pesquisadores Felipe Gomes Naveca e Valdinete Alves do Nascimento

Com o novo método torna-se possível realizar o diagnóstico molecular da infecção pelos arbovírus Mayaro e Oropouche de maneira simultânea, com alta sensibilidade e especificidade, utilizando a técnica de PCR em Tempo Real.

Valdinete Nascimento e Felipe Naveca. Foto: Eduardo Gomes

Valdinete Nascimento e Felipe Naveca. Foto: Eduardo Gomes

Segundo Naveca, o método já está em uso e o protocolo tem sido utilizado para o estudo de casos humanos suspeitos, mas não confirmados, de Dengue, Zika e Chikungunya, tanto em projetos coordenados por pesquisadores do ILMD, quanto em projetos coordenados por pesquisadores de outras instituições parceiras.

“Temos novos resultados já obtidos com a utilização do protocolo, os quais foram informados ao sistema de vigilância em saúde e estão em fase de redação dos artigos científicos. Fomos contatados por algumas empresas que demonstram interesse pela invenção, estamos conversando”, acrescentou o pesquisador.

OBJETIVOS

A proposta é que o invento se torne uma nova ferramenta na identificação de casos de febre Mayaro e Oropouche, utilizando uma estrutura já existente nos laboratórios centrais dos estados brasileiros.

A ferramenta utiliza estrutura já existente nos laboratórios centrais. Foto Eduardo Gomes

A ferramenta utiliza estrutura já existente nos laboratórios centrais. Foto Eduardo Gomes

Naveca explica que arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números nos mostram que existe o risco de outros vírus se tornarem um importante problema de saúde pública. De fato, a emergência e o avanço epidêmico dos vírus Chikungunya e Zika nos últimos anos, é uma prova irrefutável desse risco. Por este motivo o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, disse.

O projeto teve como escopo desenvolver e validar estratégias para a detecção de dois arbovírus emergentes e de importância médica, em especial na região Amazônica e foi financiado pelo edital 012/2009 do Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores Programa Primeiros Projetos (PPP-CNPq/Fapeam).

PERSPECTIVA

O pesquisador salienta que a experiência com o depósito do pedido de patente permitiu aos pesquisadores reavaliar o potencial de outras invenções desenvolvidas por seu grupo de pesquisa, e adianta que em breve devem ocorrer novos pedidos de patentes, sempre com o foco de inovação para o SUS.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

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