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Estudo avaliou bactérias multirresistentes no ambiente hospitalar

Estudo intitulado “Epidemiologia molecular de Staphylococcus Epidermidis multirresistentes” coordenado pelos os pesquisadores Cristina Motta Ferreira e William Antunes Ferreira, e executado pelo grupo de pesquisa que atua na área de bacteriologia Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), buscou avaliar bactérias que são capazes de causar doenças graves nos pacientes internados em hospitais que apresentaram mecanismos de resistência aos antibióticos.

Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-17

O projeto concluído, teve fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, por meio do edital 030/2013 do Programa Apoio à Pesquisa (Universal). Segundo a pesquisadora buscou verificar se os profissionais que trabalham no Hemoam estariam “carreando” em suas vestimentas ou algumas partes do corpo, bactérias resistentes aos antibióticos comumente utilizados no tratamento de infecções causadas por esses agentes e, caso encontrássemos algumas dessas bactérias, estudar com ferramentas da biologia molecular os “mecanismos de resistência”.

“A importância dessa pesquisa é que esses patógenos são capazes de causar doenças graves nas pessoas, principalmente em pacientes internados nos hospitais ou que possam estar sob tratamento de medicamentos que podem comprometer ou reduzir a capacidade de defesa ou resposta imune do organismo”, conta.

 

Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-20

Conforme Cristina Motta,foram coletadas amostras das mãos, nariz e jalecos dos profissionais da saúde do Hemoam. No total de 230 profissionais com média de idade de 44 anos.

“Para a pesquisadora, as pessoas, inclusive os profissionais da saúde, carregam consigo bactérias e algumas delas podem até ser multirresistentes aos antibióticos, portanto, os resultados da pesquisa evidenciam a grande importância das medidas de prevenção já implantadas ou implementadas pelas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) nos hospitais tais como: a lavagem das mãos, uso de toucas, máscaras, luvas, jalecos descartáveis, etc, simples ações que se realizadas pelos profissionais da saúde no exercício de suas atividades, certamente contribuirão para a evitar ou reduzir significativamente os casos ou surtos de infecção hospitalar, afirma.

A pesquisa utilizou procedimentos ou técnicas atuais para a cultura isolamento e identificação dos Staphylococcus epidermidis, e procedimentos automatizados para verificar a sensibilidade delas aos antibióticos, assim como metodologias ou procedimentos específicos de biologia molecular para identificar as respectivas mutações nos genes – dentre outros aspectos – que poderiam configurar que um determinado estafilococo como resistente a vários antibióticos e assim, potencialmente patogênico para causar infecções graves em indivíduos ou pacientes suscetíveis.

Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-10

“Buscamos também conhecer a origem ou a fonte dessas bactérias nos profissionais, apoiar a clínica com o diagnóstico laboratorial dessas infecções e assim sugerir estratégias para evitar a disseminação. Quanto mais pesquisarmos e conhecermos sobre um determinado tipo de patógeno e os processos pelos quais eles se disseminam, seja no HEMOAM, ou em outros Hospitais, ou nos centros de saúde, melhor será a prevenção da disseminação, da transmissão, das infecções e dos possíveis danos causados aos pacientes”, explica.

 

2019-08-30

 

OMS

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano de 2018, dados de vigilância sobre resistência aos antibióticos revelaram elevados níveis de resistência a uma série de infecções bacterianas graves em países de alta e baixa renda. Conforme a Global Antimicrobial Surveillance System (GLASS), há ocorrência generalizada de bactérias com resistência a antibióticos em diferentes países, incluindo o Brasil. Estudos internacionais de vigilância epidemiológica, detectaram mais de 70% de S. epidermidis, multirresistentes, circulando nos hospitais.

Universal

Programa Apoio à Pesquisa (Universal),  tem como objetivo conceder aporte financeiro para atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Amazonas.

Este ano houve uma chamada para o universal que recebeu propostas até 15 de julho de 2019.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suellen Sousa

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Pesquisa buscou avaliar a qualidade de vida de pessoas com deficiência praticantes e não praticantes de atividade física

Avaliar a qualidade de vida de pessoas com deficiência física e visual, praticantes ou não de atividade física, com base na percepção do indivíduo. Esta foi a base de uma pesquisa fomentada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolvida pela educadora física Lionela da Silva Corrêa, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

 

O estudo buscou comprovar cientificamente a importância da atividade física na qualidade de vida da pessoa com deficiência. Segundo a pesquisadora, até então só havia dados a partir de relatos.

Educação Física UFAM - Fotos Érico Xavier-8

“Percebemos de forma empírica que as pessoas que praticavam atividade física regular relatavam melhoras em vários aspectos de vida. Inclusive houve um relato de um participante de dança em cadeira de rodas que disse ter preconceito em dançar, mas depois que começou, recomenda a todos os cadeirantes”, disse.

 

Segundo a coordenadora do Programa de Atividades Motores para Deficientes (Proamde), Minerva Leopoldina de Castro, a ideia do projeto da pesquisadora Lionela surgiu a partir da atuação do programa de extensão da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF) da Ufam, que visa oportunizar o desenvolvimento das potencialidades remanescentes de pessoas com deficiência através de atividades de Educação Física e esportes gratuitos.

Minerva Educação Física UFAM - Fotos Érico Xavier-4

coordenadora do Programa de Atividades Motores para Deficientes (Proamde)

“O  Proamde mudou as vidas das pessoas. Ele tem dois objetivos muito fortes. O primeiro é o de potencializar as pessoas com deficiência, trazer  e mostrar a funcionalidade ate melhorar a qualidade de vida delas. E o segundo é a capacitação de recursos humanos, que incentiva os acadêmicos a desenvolver outros projetos assim como o da Lionela, mostrando a sociedade que podemos  também sair de dentro dos nossos muros acadêmicos”, explica.

 

O estudo  foi aplicado a pessoas que participavam de projetos do  Proamde, e pessoas cadastradas na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped) e associações.

infográfico-sobre-deficiência-física

 

Lionela explica que, ao verificar a qualidade de vida dos participantes, todos apresentaram resultados acima da média, demonstrando uma autopercepção positiva da qualidade de vida.

 

“Quando comparados os resultados de atividade física e qualidade de vida, percebemos que pessoas com deficiência visual que praticam atividade física no trabalho são mais ativas e apresentam percepção mais positiva da qualidade de vida que aquelas não praticantes. Já os deficientes físicos que praticam atividade física (considerados ativos) apresentam qualidade de vida melhor, e também, quando observados por domínios de qualidade de vida – o domínio de qualidade de vida relacionada aos aspectos físicos (domínio físico) – apresentou melhor resultado de qualidade de vida, quando comparados aos insuficientemente ativos”, disse a pesquisadora.

Lionela Educação Física UFAM - Fotos Érico Xavier-2

Lionela da Silva Corrêa, coord. projeto fomentado pela Fapeam

A pesquisadora relata que os deficientes visuais não tiveram atividades práticas. Com eles, foi realizada uma coleta de dados por meio do Questionário Internacional de Atividade Física (Ipaq), cujo objetivo é avaliar os hábitos da atividade física e analisar a percepção da qualidade de vida, além de ser aplicado um questionário sociodemográfico para caracterização dos indivíduos.

 

“No questionário Ipaq, eles responderam sobre as suas atividades, como, por exemplo, lazer, trabalho, transporte, dentre outros, com questionamentos sobre quantas vezes na semana a realizavam e o tempo que levavam com cada atividade por semana. Com o dado da quantidade de vezes que eles faziam, foram classificados como praticantes ou não praticantes (ativos e insuficientemente ativos). Além desse questionário, eles também responderam o de qualidade de vida, em que apontavam o grau de satisfação com cada domínio da qualidade de vida (por exemplo, parte física, psicológica, social e ambiental). A partir disso, comparamos a qualidade de vida dos praticantes e não praticantes”, disse.

 

O projeto finalizado teve seus relatórios finais apresentados no Seminário Amazonense de Atividades Motoras Adaptadas (Saama) em novembro de 2018, conseguindo atingir pessoas com deficiência e professores que atuam na Educação Física, e mais duas submissões  para publicação de artigo científico.

 

Fomento – O projeto recebeu apoio por meio do Programa Apoio à Pesquisa (Universal), edital nº 030/2013, cujo objetivo é conceder aporte financeiro para atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Amazonas.

 

Neste ano, houve uma chamada para o universal que recebeu propostas até 15 de julho de 2019.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suelen Sousa

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Fapeam divulga resultado dos Programas Universal Amazonas e Papac

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou, na sexta-feira (16/8), os resultados das análises das propostas submetidas  ao Programa de Apoio à Publicação de Artigos Científicos (Papac), edital Nº 005/2019, e Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas), edital Nº 006/2019.

Lançados no mês de junho desse ano, juntos os dois editais receberam um total de 414 propostas, nas áreas de Ciências Humanas, Biológicas, Saúde, Agrárias, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes, Exatas e da Terra e Engenharias. Destas, 123 foram enquadradas pelo Conselho Diretor da Fapeam. 

Para o cumprimento do edital Universal Amazonas será alocado o valor de até R$7 milhões oriundos do orçamento da Fapeam para despesas de capital, custeio e bolsas. Para o Papac serão aplicados recursos financeiros estimados em R$ 2,2 milhões provenientes da dotação orçamentária da Fundação, destinados ao fomento de despesas de custeio.

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Universal Amazonas

O objetivo do Programa é financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do estado do Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no estado do Amazonas.

Papac

O Programa tem o objetivo de ampliar a produção científica, tecnológica e de inovação de pesquisadores vinculados aos Programas de Pós-Graduação stricto sensu do Amazonas por meio da concessão de auxílio pesquisa para apoiar a publicação de artigos científicos em revistas.

Resultado do PAPAC -EDITAL N°005/2019

Resultado do Universal Amazonas- Edital N°006/2019

Por Helen de Melo

Arte Suellen Sousa

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Insumo retirado da casca do cupuaçu oferece alternativa sustentável para indústria Amazonas

Polímeros são materiais orgânicos, macromoléculas formadas pela união de unidades estruturais menores (chamados de monômeros). Conhecido, popularmente, como plásticos, os polímeros também podem ser representados pelas borrachas e outros tipos de polímeros que são encontrados na natureza, como, por exemplo, amido, celulose, lipídios e proteínas.

Pesquisa científica, com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolvida pelo doutor em Ciência e Engenharia de Materiais, Rannier Mendonça, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), teve como objetivo identificar compostos orgânicos presentes na casca do cupuaçu (Theobroma grandiforum), fruto típico da região, para efeito de retardamento de cura do poliéster, para futuramente serem utilizados comercialmente como retardantes “verdes”.

Segundo o pesquisador, o poliéster é muito utilizado na indústria automobilística e naval para a confecção de peças e cascos de embarcações. Alguns desses produtos possuem dimensões ou geometrias que necessitam de um tempo maior de manuseio da resina (polímero no estado líquido antes do processo de endurecimento), sendo necessário adicionar um insumo químico chamado de retardante de cura, conforme explica Rannier.

Rannier Marques Mendonça - UFAM_-19 (1)

A ideia da pesquisa foi entender como a casca do cupuaçu reage quimicamente com a resina poliéster insaturada, retardando esse endurecimento. “Ao adicionar a casca de cupuaçu na resina poliéster insaturada, a mesma demorou a finalizar o processo de cura, o que nos levou a investigar o motivo. A cura do polímero trata-se dos processos reacionais entre os componentes poliméricos (chamados de monômeros), que, depois de seu total consumo e formação de novas ligações químicas, possibilita que esse polímero permaneça no estado físico sólido,” contou.

Alternativa sustentável – Conforme o pesquisador, os principais retardantes utilizados hoje são materiais tóxicos e gerados de fontes não renováveis, além de serem muito caros. Com o projeto, além de oferecer uma nova alternativa para a indústria com o insumo mais barato, sem riscos ao operador e de fontes renováveis também garante a geração de emprego e renda para as comunidades produtoras de cupuaçu, que desperdiçam a casca do fruto.

Rannier Marques Mendonça - UFAM_-11

“Normalmente, a casca é jogada em aterros sanitários, poluindo o meio ambiente, ou transformada em adubo. Ou seja, não existe valor econômico algum. Com a comprovação desse trabalho, foi possível incorporar valores tecnológicos que permitem que um produto descartado possa ser revertido como algo de valor, portanto gerando renda aos produtores”, conta o pesquisador.

O retardante de cura é um tipo de inibidor que prolonga o tempo de trabalho do polímero antes de entrar no estado de gel. Na resina poliéster, o retardante tem a propriedade de doar um átomo de hidrogênio para a reação, diminuindo a concentração de radicais livres gerados pelo catalisador. Portanto, desacelerando, inicialmente, as uniões entre os meros.

Universal Amazonas – O estudo recebeu apoio por meio do Programa Apoio à Pesquisa (Universal), que tem como objetivo conceder aporte financeiro para atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Amazonas.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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