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Economia Comportamental foi tema da I Jornada de Economia do Amazonas

Discussões sobre decisões financeiras, preferências sociais, consumo irracional, poupança, escolha intertemporal e economia comportamental  foram os temas abordados na I Jornada de Economia.  O evento ocorreu no período de 7 a 10 de outubro, no auditório Rio Amazonas,  da Faculdade de Estudos Sociais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e no auditório da Escola Superior de Ciências Sociais (ESO), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev), o evento foi organizado por meio dos cursos de Ciências Econômicas da Ufam e UEA.  O evento integrou  a 8ª Semana do Curso de Economia da Ufam.

A jornada teve o objetivo de promover o intercâmbio técnico-científico entre a comunidade acadêmica dos cursos de economia com especialistas da área. Participaram cerca de 300 pessoas e 22 palestrantes regionais e locais.

I JORNADA DE ECONOMIA DO AMAZONAS - UFAM - 10.10.2019_-14

Segundo a coordenadora do evento, Rosana Zau Mafra, professora da Ufam, a maioria das pessoas tem interesse em investimentos, ações, mercado financeiro, mas para justificar esse tema foi aprofundado na literatura e foi descoberta uma nova área do conhecimento que se chama Economia Comportamental considerada uma disciplina relativamente nova no campo das teorias econômicas.

“A Ecomomia Comportamental enxerga uma realidade formada por hábitos, experiências pessoais fortemente influenciadas pela emoção e não a razão, ou seja o ser humano age primeiramente pela emoção e por último pela razão”, contou.

Rosana Mafra destacou que o apoio da  Fapeam foi essencial para a realização do evento e que a partir de uma pesquisa de satisfação na universidade identificou-se o tema  como  uma demanda solicitada pelos próprios alunos. Com o evento, eles trocaram experiências sobre economia comportamental, empreendedorismo, mercado financeiro. “A jornada trouxe uma compreensão melhor sobre a educação financeira, que as pessoas possam se proteger do consumo excessivo, do endividamento elevado, para não se tornarem reféns das dívidas e juros de cartões e bancos ”,relata.

I JORNADA DE ECONOMIA DO AMAZONAS - UFAM - 10.10.2019_-2

Parev

O Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev) da Fapeam tem o objetivo de apoiar a realização de eventos locais, regionais, nacionais e internacionais sediados no Estado do Amazonas  relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação, como congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

A segunda chamada do programa recebe propostas até o dia 31 de janeiro, online, via SIGFapeam,   de interessados em realizar eventos  de CT&I no período de  julho a dezembro de 2020.

Acesse aqui o edital do PAREV N° 007/2019

Texto e fotos: Jessie Silva

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Fapeam e Uea debatem projetos de pesquisas em prol ao desenvolvimento do CT&I no Amazonas

Debater projetos de pesquisa e intensificar parcerias já existentes de demandas específicas e outros temas, visando o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), foram assuntos abordados durante a reunião realizada entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) nesta quarta-feira, 15/5, na sede da Fundação, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Do encontro participaram diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos e diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade. Pela UEA, a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Maria Paula Mourão, a coordenadora da pós-graduação, Patrícia Albuquerque, o coordenador do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas Otavio Portela e os professores Alfredo Wagner de Almeida e Murana Arenillas Oliveira.

15.05.2019 - Reunião FAPEAM e UEA - Fotos Érico Xavier. _-3

Demandas específicas e outros temas, foram discutidos durante a reunião na sede da Fapeam

“É muito importante a interlocução das instituições para tratar questões do dia a dia e outras mais específicas o que torna relevante para a possibilidade de colaborações futuras em prol ao desenvolvimento da CT&I do nosso estado”, disse a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, da UEA.

Na oportunidade Márcia Perales destacou a importância para o desenvolvimento do CT&I Estado, que as instituições, entenda as suas demandas e identifique aquilo que é convergente, para a melhoria da qualidade de vida da população.

“O objetivo sempre é que, por meio da ciência, tecnologia e inovação, pesquisa e desenvolvimento, a gente consiga chegar até, até a população e fazer com que a ciência possa também ser uma ferramenta de melhoria de vida”, disse.

Por Jessie Silva

Fotos:  Barbara Brito

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Fungos encontrados no rio Amazonas são analisados como possível fonte para composição de fármacos contra o câncer

Pesquisadores buscam identificar novas substâncias antitumorais que futuramente possam ser utilizadas na produção de fármacos contra o câncer

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O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da UEA

Pesquisa pretende descobrir se linhagens de fungos filamentosos encontradas no fundo do rio Amazonas produzem substâncias anticancerígenas contra os cânceres de fígado, mama, colo do útero e sangue (leucemia). O estudo tem a finalidade de investigar o potencial biológico desses microrganismos por meio de ensaios de atividade antioxidante, microbiológica e citotóxica. A descoberta de novos compostos bioativos é o primeiro passo para auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos capazes de combater a proliferação de células tumorais.

O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz – BA), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio Estratégico ao Desenvolvimento Econômico-Ambiental do Estado do Amazonas – Amazonas Estratégico.

O coordenador do projeto  pós-doutor em Química Orgânica e professor da UEA, Héctor Koolen, explica que os resultados alcançados por meio dos estudos com os fungos filamentosos devem fomentar a pesquisa de base na área de química e farmácia no estado do Amazonas, além de descobrir as potencialidades da biodiversidade Amazônica, bem como a necessidade da preservação do ecossistema.

“A pesquisa especificamente com esses fungos encontra-se na etapa microbiológica, ou seja, é a fase em que os fungos estão sendo propagados e em seguida preservados. Entretanto, os estudos laboratoriais identificaram moléculas com potencial biotecnológico em fungos endofíticos e em plantas da região”, informou.

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Coordenador do projeto pós-doutor em Química Orgânica e professor da UEA

Koolen busca identificar se é possível isolar essas substâncias e utilizá-las farmacologicamente contra o câncer, serão feitas a caracterização química de 110 linhagens de amostras desses novos microrganismos, e verificar se esses compostos são responsáveis pela atividade antitumoral.

“A produção de medicamentos será possível se ao longo do processo de estudos as substâncias forem aprovadas nos testes pré-clínicos (in vivo) com camundongos. Mas não basta que a molécula seja ativa, ela necessita não ser prejudicial ao restante do organismo. Isso será avaliado neste projeto de modo a fomentar o interesse de alguma indústria farmacêutica para as sínteses e estudos clínicos (ensaios em seres humanos). Vale ressaltar que o processo para que um candidato vire fármaco é custoso, e leva em média 15 anos para a aprovação final. Esse projeto visa fomentar possíveis estudos clínicos”, ressaltou.

Pesquisa

Desde 2015, o grupo de pesquisa estuda linhagens de fungos, com o trabalho de identificar, catalogar e preservar as estirpes.

Para Koolen, a principal meta do projeto é a descoberta de uma molécula orgânica com potencial anticâncer in vitro e in vivo que seja produzido por um fungo do Amazonas.

“Iniciativas na área, como a que esse projeto se propõe constituem o primeiro, e bastante importante, passo para o apoio estratégico ao desenvolvimento econômico-ambiental do estado do Amazonas”, disse

Segundo Héctor, a pesquisa se justifica pela necessidade de adquirir um amplo conhecimento em relação ao potencial do estado do Amazonas em gerar um novo candidato a insumo farmacêutico no combate ao câncer.

“O estado do Amazonas por toda sua riqueza de recursos naturais constitui um depósito de moléculas bioativas ainda por descobrir. Infindáveis espécies de fungos, muitas delas ainda nem descritas habitam o nosso Estado e podem fornecer novas moléculas com atividade anticâncer”, informou

Programa Amazonas Estratégico

É uma iniciativa da Fapeam destinada à coordenação das ações de investigação, fomento e seleção de projetos de pesquisa que contemplem atividades de prospecção, desenvolvimento, engenharia e/ou absorção tecnológica, produção e comercialização de produtos, processos e/ou serviços inovadores, estratégicos e demais ações necessárias para que esses sejam levados ao mercado de forma competitiva, visando ao desenvolvimento de empresas e tecnologias brasileiras nas cadeias produtivas.

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Pesquisa aponta necessidade de implantação de sistema de monitoramento da qualidade do ar em Manaus

O estudo também contou com o apoio da Fapeam, a qual foi protagonista na assinatura de termo de cooperação, que viabilizou o intercâmbio de pesquisadores

Implantar um sistema para monitoramento da qualidade do ar na área urbana de Manaus. Esta é uma das conclusões a que chegou o doutor em Clima e Ambiente, Adan Medeiros, em sua tese “Efeitos da mudança de combustíveis das usinas termelétricas de Manaus na qualidade do ar”, uma das primeiras voltadas ao estudo desse fator em um ambiente de floresta tropical, no caso específico, a Amazônia.

 A pesquisa foi produzida no âmbito do projeto GoAmazon, resultado de parceria entre universidades e institutos de pesquisa brasileiros, norte-americanos e europeus, cujo objetivo é analisar a influência dos processos de urbanização em Manaus sobre o ecossistema e o clima na Amazônia. O estudo também contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Escola de Engenharia de Ciências e Engenharia de Harvard (Seas-Harvard), as quais foram protagonistas na assinatura do termo de cooperação, que viabilizou o intercâmbio de pesquisadores participantes do projeto.

Medeiros explica que, em razão da chegada do gás natural, oriundo da região de Urucu à Manaus, está havendo mudança gradual da matriz energética nas termoelétricas da capital e foi  justamente esse o motivo que o levou a explorar a área de estudo. Baseada em simulações de cenários de dispersão de gases a partir do uso do modelo conhecido como WRF-Chem, a pesquisa tomou como referência dados sobre fontes fixas e móveis de emissão de compostos químicos poluentes detectados em Manaus.

Localizacao termoeletricas

Localização das termoelétricas

Esse inventário de emissões foi capaz de representar a composição química da atmosfera na região.  “Tínhamos o Cenário A, em que foi considerado o padrão histórico de queima de combustíveis fósseis por parte das termoelétricas de Manaus, com 100 % da energia gerada a partir da queima de diesel e óleo combustível; O Cenário B, em que foi considerado o padrão de 2014, já com a mudança parcial para gás natural, em que cerca de 65% da energia gerada em Manaus ocorreu a partir da queima deste combustível; e por fim, a simulação do cenário com geração de energia em 100% a partir  da queima de gás natural”, explicou o pesquisador, que possui graduação e mestrado na área da Física.

As simulações indicaram que, em um cenário de mudança total da fonte de geração de energia para gás natural, as concentrações de ozônio urbano devem reduzir drasticamente e, em contrapartida, haverá um salto significativo na melhoria da qualidade do ar. Uma das consequências positivas será a diminuição da exposição da população a altas concentrações desse poluente.

A pesquisa esclarece que o cenário atual tem capacidade de gerar altas concentrações de ozônio, mesmo no período chuvoso, considerado de melhor qualidade do ar na região. Isso ocorre porque mesmo em menores quantidades, a queima de diesel e óleo combustível possui alta capacidade de geração de ozônio, uma vez que emitem grandes quantidades de NOx (principal precursor de ozônio troposférico), o qual em grande quantidade interfere significativamente na saúde da população.

Outro agravante, nesse cenário, é a expansão demográfica na cidade. Segundo o pesquisador, o crescimento do número de habitantes aliado ao aumento da demanda por energia e da frota de veículos tem um impacto grande na alteração da qualidade do ar.

Pesquisador Adan Sady durante apresentacao da Tese na UEA

Pesquisador Adan Sady durante apresentacao da Tese na UEA

Para ele, seria adequado a implementação de um sistema de monitoramento da qualidade do ar na área urbana da cidade, o qual permitiria nortear a adoção de medidas mitigadoras dessas concentrações urbanas de poluentes atmosféricos. “A não mitigação das emissões antropogênicas de poluentes atmosféricos irá alterar cada vez mais a composição da atmosfera na região, o que pode causar sérias consequências na saúde humana, bem como alterar a dinâmica atmosférica regional”, alerta.

Ele também defende um planejamento no sentido da ampliação da rede de geração de energia a partir deste combustível fóssil mais limpo. Conforme dados levantados, cerca de 65 % da energia que abastece a capital amazonense é gerada a partir da queima de gás natural, enquanto os 35 % restantes foram obtidos a partir da queima de diesel e/ou óleo combustível – levando em consideração apenas a energia obtida a partir da queima de combustíveis fósseis.

Conforme estabelecido pela empresa geradora de energia, as termoelétricas analisadas, durante a execução do estudo, possuem as seguintes denominações: Aparecida, Mauá, Flores, Cidade Nova, São José, Iranduba, Breitener Tambaqui, Breitener Jaraqui, Ponta Negra, Manauara e Cristiano Rocha.

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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Manaus sedia evento internacional sobre Gestão da Amazônia

A realização é da Universidade do Estado do Amazonas em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, com o apoio da Fapeam

De 29 a 31 de agosto, a capital amazonense sediará evento internacional inédito. Trata-se do  Amazonian Management Symposium – AMAS (1˚ Congresso de Gestão da Amazônia). Palestrantes nacionais e internacionais participarão do evento, debatendo a temática central sob a ótica da Inovação, Sustentabilidade e Governança.

O AMAS, que será realizado no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques,  é uma realização da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP).  “Este evento é resultado da parceria firmada entre as duas instituições de ensino há mais de um ano e o objetivo principal é debater o tripé Inovação, Sustentabilidade e Governança a partir da interação entre Academia e setor produtivo”, destaca o professor da UEA e vice-presidente da Comissão Organizadora, Dr. Paulo César Araújo.

A estimativa de público é de aproximadamente 300 congressistas, entre os quais, pesquisadores, estudantes, representantes do setor produtivo, de órgãos governamentais, entre outros. Interessados em participar já podem realizar inscrição pelo site https://amasconference.com/.

A cerimônia de abertura e Palestra Magna ocorrerá no dia 29 de agosto, das 18h30 às 19h30. Na programação, estão previstas ainda plenárias com pesquisadores internacionais; painéis para debater os temas Governança&Sustentabilidade e Empreendedorismo&Inovação; bem como apresentações orais de artigos selecionados e Oficinas Metodológicas sobre Softwares Analíticos e Estratégias Metodológicas.

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Segundo o presidente da Comissão Organizadora e professor titular da FEA/USP, Dr. Roberto Sbragia, a Amazônia é um habitat que possui extraordinária biodiversidade, ampla dimensão geográfica e conta com população em todos os países por ela abrangidos de mais de 30 milhões de habitantes, sendo assim, o AMAS será um evento focado na busca de alternativas em Inovação, especialmente tecnológica e social; Sustentabilidade e Governança abrangendo inclusive a questão de políticas públicas.

 Conforme o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, ao longo dos últimos anos, a Fundação tem atuado fortemente na formação de capital intelectual, no fomento a empresas e no fortalecimento da infraestrutura de inovação do Estado e, por outro lado, Manaus conta com um dos mais importantes polos fabris da América Latina, constituído por empresas nacionais e multinacionais, oriundas de diversos países, entre os quais, Japão, China e França, além de contar com diversas organizações não-governamentais que não necessariamente produzem bens ou serviços. “Nesse sentido, o AMAS proporcionará uma importante troca de experiência entre a Academia e todos esses atores no sentido de fortalecer as ações de integração para o desenvolvimento da inovação, da sustentabilidade e da governança”, salientou.

Submissão de artigos e visitas técnicas

Professores, pesquisadores, especialistas e estudantes também podem submeter artigos ao Congresso. Para isso, as inscrições estarão disponíveis a partir do próximo mês. Os artigos podem estar relacionados tanto aos temas centrais do Congresso, como a áreas correlatas.

As propostas deverão ser submetidas mediante resumo, o qual deve conter itens como, por exemplo, tipo de contribuição, finalidade e resultados, a ser disponibilizado no sistema de submissão. Uma comissão científica formada por representantes do corpo docente da USP e UEA ficará responsável pela avaliação dos artigos que poderão, inclusive, ser publicados em revistas renomadas da área de Administração. A escolha dos artigos a serem publicados será feita com base na linha editorial de cada periódico e na adequação temática e estrutural dos textos.

Também serão realizadas Visitas Técnicas às seguintes empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM): Moto Honda, Samsung e Pharmakos. Serão disponibilizadas 90 vagas – 30 para cada uma das empresas. A escolha dos locais a serem visitados ocorrerá durante a inscrição. O preenchimento das vagas seguirá a ordem de inscrição dos congressistas.

Amazonian Management Symposium conta com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Programa de Pós-graduação em Administração da FEA/USP, Fundação Instituto de Administração (FIA Business School), Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e Associação Latino-Iberoamericana de Gestão Tecnológica (Altec).

A realização é da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), com o apoio da Fapeam.

De 29 a 31 de agosto, a capital amazonense sediará evento internacional inédito. Trata-se do  Amazonian Management Symposium – AMAS (1˚ Congresso de Gestão da Amazônia). Palestrantes nacionais e internacionais participarão do evento, debatendo a temática central sob a ótica da Inovação, Sustentabilidade e Governança.

O AMAS, que será realizado no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques é uma realização da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP).  “Este evento é resultado da parceria firmada entre as duas instituições de ensino há mais de um ano e o objetivo principal é debater o tripé Inovação, Sustentabilidade e Governança a partir da interação entre Academia e setor produtivo”, destaca o professor da UEA e vice-presidente da Comissão Organizadora, Dr. Paulo César Araújo.

A estimativa de público é de aproximadamente 300 congressistas, entre os quais, pesquisadores, estudantes, representantes do setor produtivo, de órgãos governamentais, entre outros. Interessados em participar já podem realizar inscrição pelo site https://amasconference.com/.

A cerimônia de abertura e Palestra Magna ocorrerá no dia 29 de agosto, das 18h30 às 19h30. Na programação, estão previstas ainda plenárias com pesquisadores internacionais; painéis para debater os temas Governança&Sustentabilidade e Empreendedorismo&Inovação; bem como apresentações orais de artigos selecionados e Oficinas Metodológicas sobre Softwares Analíticos e Estratégias Metodológicas.

Segundo o presidente da Comissão Organizadora e professor titular da FEA/USP, Dr. Roberto Sbragia, a Amazônia é um habitat que possui extraordinária biodiversidade, ampla dimensão geográfica e conta com população em todos os países por ela abrangidos de mais de 30 milhões de habitantes, sendo assim, o AMAS será um evento focado na busca de alternativas em Inovação, especialmente tecnológica e social; Sustentabilidade e Governança abrangendo inclusive a questão de políticas públicas.

Conforme o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, ao longo dos últimos anos, a Fundação tem atuado fortemente na formação de capital intelectual, no fomento a empresas e no fortalecimento da infraestrutura de inovação do Estado e, por outro lado, Manaus conta com um dos mais importantes polos fabris da América Latina, constituído por empresas nacionais e multinacionais, oriundas de diversos países, entre os quais, Japão, China e França, além de contar com diversas organizações não-governamentais que não necessariamente produzem bens ou serviços. “Nesse sentido, o AMAS proporcionará uma importante troca de experiência entre a Academia e todos esses atores no sentido de fortalecer as ações de integração para o desenvolvimento da inovação, da sustentabilidade e da governança”, salientou.

Submissão de artigos e visitas técnicas

Professores, pesquisadores, especialistas e estudantes também podem submeter artigos ao Congresso. Para isso, as inscrições estarão disponíveis a partir do próximo mês. Os artigos podem estar relacionados tanto aos temas centrais do Congresso, como a áreas correlatas.

As propostas deverão ser submetidas mediante resumo, o qual deve conter itens como, por exemplo, tipo de contribuição, finalidade e resultados, a ser disponibilizado no sistema de submissão. Uma comissão científica formada por representantes do corpo docente da USP e UEA ficará responsável pela avaliação dos artigos que poderão, inclusive, ser publicados em revistas renomadas da área de Administração. A escolha dos artigos a serem publicados será feita com base na linha editorial de cada periódico e na adequação temática e estrutural dos textos.

Também serão realizadas Visitas Técnicas às seguintes empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM): Moto Honda, Samsung e Pharmakos. Serão disponibilizadas 90 vagas – 30 para cada uma das empresas. A escolha dos locais a serem visitados ocorrerá durante a inscrição. O preenchimento das vagas seguirá a ordem de inscrição dos congressistas.

Amazonian Management Symposium conta com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Programa de Pós-graduação em Administração da FEA/USP, Fundação Instituto de Administração (FIA Business School), Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e Associação Latino-Iberoamericana de Gestão Tecnológica (Altec).

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Edição Integral e atualizada da Obra Poranduba Amazonense é lançada em Manaus

Livro traz resgaste da literatura indígena na Amazônia e foi organizado a partir da pesquisa e o contato do Barbosa Rodrigues com as populações indígenas e ribeirinhas da Amazônia

O livro “Poranduba Amazonense”, do cientista e pesquisador João Barbosa Rodrigues foi lançado na última quarta-feira (28), na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O Livro traz o resgaste da literatura indígena e foi organizado a partir da pesquisa e o contato do Barbosa Rodrigues com as populações indígenas e ribeirinhas da Amazônia. A nova edição, organizada pelo professor Tenório Telles, recupera a edição original com todas as narrativas e mais o Dicionário Português/Nheengatu.

A obra tem 663 páginas divididas em lendas mitológicas, contos zoológicos, contos astronômicos e botânicos, cantigas e vocabulário indígena.

“O mais importante é que Barbosa Rodrigues, quando esteve na Amazônia, se apaixonou pela região e começou a perceber o valor das culturas indígenas, passando a estudar a cultura destas populações. Ele recolheu os mitos, as narrativas, as lendas regionais, cantigas e fez também um dicionário Português/ Nheengatu. Tudo isso ouvindo os relatos das pessoas mais experientes das aldeias e tribos, registrou isso na língua que na época era a mais popular na região o Nheengatu e fez a transcrição e tradução para o português”, explicou Tenório Telles.

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Nova edição, organizada pelo professor Tenório Telles, recupera a edição original com todas as narrativas e mais o Dicionário Português/Nheengatu.

 

Segundo Telles, a nova edição da obra, que levou 10 anos, foi feita como forma de resgatar do esquecimento os mitos e narrativas que são fundamentais nos dias de hoje para compreender o processo cultural, a história e o universo simbólico. Além de ser uma fonte de pesquisa para os estudiosos, pesquisadores e escritores.

“O que tem de precioso nesse livro são as introduções que ele faz para cada bloco de narrativas. É impressionante a clareza que Barbosa tinha, era um homem à frente do seu tempo. Ele já chamava atenção para importância desses mitos, lendas e  a defesa das populações indígenas numa época que não havia ainda essa consciência do significado e valor em termo de preservação dessas culturas. Por toda a contribuição, Barbosa merece esse resgate”, enalteceu.

Ainda segundo Telles, o livro foi publicado pela Revista do Instituto Geográfico e Histórico, em 1980. Após isso, não teve uma edição integral da obra, apenas parcial. Essa é a primeira publicação integral com a linguagem atualizada.

“Eu organizei tudo nesta edição, corrigindo os erros da edição original, atualização da língua, alguns ajustes de falhas que aconteceram na primeira edição, atualizando de acordo com a nova ortografia e acrescentei nesta edição o vocabulário Português/ Nheengatu. A Poranduba Amazonense é um tesouro com as narrativas orais da Amazônia”, acrescentou.

Amazônia

Conforme Telles, Poranduba Amazonense é considerado um dos livros mais importantes produzidos na Amazônia. A obra é resultado de uma experiência na região, em especial no Amazonas, do botânico Barbosa Rodrigues, que veio para Amazônia motivado por duas razões: a primeira o interesse pela flora amazônica. A segunda foi devida a missão dada pela princesa Isabel, pelo Império, para criação do Museu Botânico em Manaus.

A experiência resultou uma série de trabalhos como: catalogação de espécimes, documentos, descrição de plantas, criação de uma revista científica, na metade do século XIX, entre outros.

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Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

 

 

 

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Prorrogadas as inscrições para o curso de doutorado em Clima e Ambiente do Inpa/UEA

A inscrição pode ser feita até o dia 2 de fevereiro de 2018. O processo contará com três etapas eliminatórias. 

Foram prorrogadas até o dia 2 de fevereiro de 2018 as inscrições para o curso de doutorado em Clima e Ambiente, uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). De acordo com a Coordenação de Capacitação (Cocap), o curso oferece 10 vagas com ingresso em março de 2018.

Pelo Edital Inpa/Cocap nº19, os interessados em participar do processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente (PPG-Cliamb) podem fazer a inscrição, por meio de formulário que deve ser preenchido, assinado e encaminhado em formato digital (PDF) para o email selecao.cliamb@gmail.com. O formulário está disponível em http://portal.inpa.gov.br/index.php/pos-graduacao/regulamentos-e-documentos.

O processo contará com três etapas eliminatórias. A primeira é análise curricular, a segunda é a avaliação do anteprojeto e a terceira, entrevista, todas coordenadas pela comissão de seleção.

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 Sobre o PPG-Cliamb

O PPG-Cliamb desenvolve pesquisas em diversas áreas tratando das questões dos impactos climáticos e ambientais na Amazônia advindos das mudanças de uso da terra na região e das mudanças climáticas globais, de maneira multi e interdisciplinar, na formação e treinamento de recursos humanos, e é aprovado pelo CAPES/MEC.

Fonte: Inpa

Foto: Luiz Claudio Marigo

 

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Pesquisas pretendem potencializar uso da fibra de Curauá no Amazonas

Estudos são realizados por estudantes de engenharia mecânica da UEA e contam com apoio da Fapeam

A fibra extraída das folhas do curauá (Ananas erectifolius), planta típica da região amazônica, tem sido alvo dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho, sob a orientação do professor Gilberto Garcia del Pino, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os estudos são realizados no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

De acordo com os acadêmicos, estudos sobre a fibra de curauá já são realizados em outras localidades da região amazônica, como o Pará, por exemplo. No entanto, a proposta das pesquisas desenvolvidas no Paic/UEA é de potencialização do uso da fibra no Estado, principalmente no Polo Industrial de Manaus (PIM). Eles acreditam que a fibra de curauá poderá ser uma substituta da fibra de vidro.

Para o estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Emanuel Queiroz, o potencial da fibra de curauá ainda é pouco explorado e o estudo pretende contribuir com a mudança deste cenário. Emanuel é bolsista no projeto “Avaliação de materiais compósitos particulados a base de fibra de curauá”.

“O objetivo mesmo é verificar a visibilidade dela (fibra de curauá) em ser uma potencial substituta da fibra de vidro, principalmente aqui no Polo Industrial. Existem outras fibras que são estudadas, como a fibra de piaçaba e a de juta. A fibra de curauá tem um grande potencial que não está sendo totalmente explorado”, disse Queiroz.

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Estudos são desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho

Conforme o universitário, o custo das fibras de curauá e de vidro é semelhante. O diferencial está na sustentabilidade.

“O processo de fabricação da fibra de curuá é mais fácil de se fazer do que a fibra de vidro. Como a fibra de vidro vem da areia e passa por vários processos industriais para o preparo do produto final, que seria a fibra, que resulta na manta. Já a fibra de curauá, que é vegetal, o processo seria mais fácil, a manufatura seria mais simples”, explicou Emanuel.

O também estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Lucas Rocha, explica sobre a aplicabilidade da fibra de curauá. Bolsista no projeto “Estudo da influência do tratamento da fibra do curauá nas propriedades mecânicas do compósito”, ele reforça que a pesquisa quer comprovar a melhor aplicação da fibra.

“Ela (fibra de curauá) pode ser aplicada no capô de um carro, por exemplo. Várias empresas estão utilizando a fibra de vidro pra fazer o capô do carro, porque não utilizar a fibra de curauá? Há caixas de água feitas com fibra de vidro e que podem ser feitas com fibra de curauá. A fibra também poder ser usada na indústria civil, no revestimento de casas e colunas. A fibra de curauá pode ser até melhor que a fibra de vidro em algumas aplicações. O estudo é feito para comprovar essa melhor aplicação”, contou Rocha.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Rameses Botelho, finalista do curso de Engenharia Mecânica, participou de outros projetos do Paic que também estão envolvidos nas pesquisas sobre a fibra de curauá. O assunto é abordado em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Imerso nos estudos, ele contou como ocorre o processo de captação da fibra e a fase de tratamentos do material.

“Recebemos a fibra direto das mãos dos produtores. A fibra vem sem tratamento, in natura. Aqui nós selecionamos, retiramos as impurezas e penteamos a fibra. No nosso projeto pretendemos fazer uma melhor propriedade mecânica do compósito, por isso, estamos fazendo processos de tratamento nessas fibras. Além de usar a fibra natural, como recebemos, estamos fazendo tratamentos químicos nessa fibra”, disse Botelho.

O tratamento químico usado pelo grupo de pesquisa é o tratamento com o hidróxido de sódio, popularmente conhecido como solda cáustica. “Estamos usando ele (hidróxido de sódio) para tentar fazer uma limpeza maior nessas fibras com intuito de melhorar adesão da fibra com nosso polímero, que é de resina epóxi”, contou Ramases.

Após esta fase, que é a elaboração das amostras, começa a etapa do ensaio de tração. O ensaio será feito com uma máquina universal.

“Pegamos a amostra e prendemos nas garras da máquina, depois programamos a máquina para esticar o material até o rompimento. A partir do rompimento é emitido um gráfico onde podemos ver os resultados. Vemos até que ponto esse material resistiu e assim vamos testando com outras fibras vegetais”, explicou o universitário.

Sustentabilidade

Lucas Rocha destacou que o grande diferencial da fibra de curauá com relação à fibra de vidro está na questão sustentável. Ele explica que as qualidades da fibra de curauá vão além da vida útil do produto.

“Quando acabar a vida útil do material que usamos, caixa da água, capô do carro ou a coluna, o que fazemos com a fibra? Por exemplo, a fibra de vidro quando descartada na natureza é prejudicial ao meio ambiente pela difícil decomposição, porque dura muitos anos. Já a fibra de curauá é vegetal e sua decomposição é mais rápida e não agride a natureza”, contou Rocha.

Expectativa

Os dois projetos desenvolvidos no âmbito do Paic devem ser concluídos no segundo semestre deste ano. Para os bolsistas, a expectativa é que os estudos possam aumentar a visibilidade da fibra de curauá e  comprovar as vantagens do material, como explica Emanuel Queiroz.

“A maior expectativa é aumentar a visibilidade dessa fibra a ponto das empresas do PIM optarem por usar ela ao invés da fibra de vidro. As vantagens não são voltadas a uma área restrita, ela tem diversas aplicações. Inclusive a fibra pode ser mais explorada na construção civil por ter propriedades térmicas de isolamento. São muitas outras aplicações, diferente da fibra de vidro”, finalizou o universitário.

Texto: Francisco Santos – Agência Fapeam

Fotos: Said Medonça – Agência Fapeam

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Pesquisas pretendem potencializar uso da fibra de Curauá no Amazonas

Estudos são realizados por estudantes de engenharia mecânica da UEA e contam com apoio da Fapeam

A fibra extraída das folhas do curauá (Ananas erectifolius), planta típica da região amazônica, tem sido alvo dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho, sob a orientação do professor Gilberto Garcia del Pino, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os estudos são realizados no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

De acordo com os acadêmicos, estudos sobre a fibra de curauá já são realizados em outras localidades da região amazônica, como o Pará, por exemplo. No entanto, a proposta das pesquisas desenvolvidas no Paic/UEA é de potencialização do uso da fibra no Estado, principalmente no Polo Industrial de Manaus (PIM). Eles acreditam que a fibra de curauá poderá ser uma substituta da fibra de vidro.

Para o estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Emanuel Queiroz, o potencial da fibra de curauá ainda é pouco explorado e o estudo pretende contribuir com a mudança deste cenário. Emanuel é bolsista no projeto “Avaliação de materiais compósitos particulados a base de fibra de curauá”.

“O objetivo mesmo é verificar a visibilidade dela (fibra de curauá) em ser uma potencial substituta da fibra de vidro, principalmente aqui no Polo Industrial. Existem outras fibras que são estudadas, como a fibra de piaçaba e a de juta. A fibra de curauá tem um grande potencial que não está sendo totalmente explorado”, disse Queiroz.

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Estudos são desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho

Conforme o universitário, o custo das fibras de curauá e de vidro é semelhante. O diferencial está na sustentabilidade.

“O processo de fabricação da fibra de curuá é mais fácil de se fazer do que a fibra de vidro. Como a fibra de vidro vem da areia e passa por vários processos industriais para o preparo do produto final, que seria a fibra, que resulta na manta. Já a fibra de curauá, que é vegetal, o processo seria mais fácil, a manufatura seria mais simples”, explicou Emanuel.

O também estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Lucas Rocha, explica sobre a aplicabilidade da fibra de curauá. Bolsista no projeto “Estudo da influência do tratamento da fibra do curauá nas propriedades mecânicas do compósito”, ele reforça que a pesquisa quer comprovar a melhor aplicação da fibra.

“Ela (fibra de curauá) pode ser aplicada no capô de um carro, por exemplo. Várias empresas estão utilizando a fibra de vidro pra fazer o capô do carro, porque não utilizar a fibra de curauá? Há caixas de água feitas com fibra de vidro e que podem ser feitas com fibra de curauá. A fibra também poder ser usada na indústria civil, no revestimento de casas e colunas. A fibra de curauá pode ser até melhor que a fibra de vidro em algumas aplicações. O estudo é feito para comprovar essa melhor aplicação”, contou Rocha.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Rameses Botelho, finalista do curso de Engenharia Mecânica, participou de outros projetos do Paic que também estão envolvidos nas pesquisas sobre a fibra de curauá. O assunto é abordado em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Imerso nos estudos, ele contou como ocorre o processo de captação da fibra e a fase de tratamentos do material.

“Recebemos a fibra direto das mãos dos produtores. A fibra vem sem tratamento, in natura. Aqui nós selecionamos, retiramos as impurezas e penteamos a fibra. No nosso projeto pretendemos fazer uma melhor propriedade mecânica do compósito, por isso, estamos fazendo processos de tratamento nessas fibras. Além de usar a fibra natural, como recebemos, estamos fazendo tratamentos químicos nessa fibra”, disse Botelho.

O tratamento químico usado pelo grupo de pesquisa é o tratamento com o hidróxido de sódio, popularmente conhecido como solda cáustica. “Estamos usando ele (hidróxido de sódio) para tentar fazer uma limpeza maior nessas fibras com intuito de melhorar adesão da fibra com nosso polímero, que é de resina epóxi”, contou Ramases.

Após esta fase, que é a elaboração das amostras, começa a etapa do ensaio de tração. O ensaio será feito com uma máquina universal.

“Pegamos a amostra e prendemos nas garras da máquina, depois programamos a máquina para esticar o material até o rompimento. A partir do rompimento é emitido um gráfico onde podemos ver os resultados. Vemos até que ponto esse material resistiu e assim vamos testando com outras fibras vegetais”, explicou o universitário.

Sustentabilidade

Lucas Rocha destacou que o grande diferencial da fibra de curauá com relação à fibra de vidro está na questão sustentável. Ele explica que as qualidades da fibra de curauá vão além da vida útil do produto.

“Quando acabar a vida útil do material que usamos, caixa da água, capô do carro ou a coluna, o que fazemos com a fibra? Por exemplo, a fibra de vidro quando descartada na natureza é prejudicial ao meio ambiente pela difícil decomposição, porque dura muitos anos. Já a fibra de curauá é vegetal e sua decomposição é mais rápida e não agride a natureza”, contou Rocha.

Expectativa

Os dois projetos desenvolvidos no âmbito do Paic devem ser concluídos no segundo semestre deste ano. Para os bolsistas, a expectativa é que os estudos possam aumentar a visibilidade da fibra de curauá e  comprovar as vantagens do material, como explica Emanuel Queiroz.

“A maior expectativa é aumentar a visibilidade dessa fibra a ponto das empresas do PIM optarem por usar ela ao invés da fibra de vidro. As vantagens não são voltadas a uma área restrita, ela tem diversas aplicações. Inclusive a fibra pode ser mais explorada na construção civil por ter propriedades térmicas de isolamento. São muitas outras aplicações, diferente da fibra de vidro”, finalizou o universitário.

Texto: Francisco Santos – Agência Fapeam

Fotos: Said Medonça – Agência Fapeam

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