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Fiocruz Amazônia recebe inscrições para curso de especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, até 9/7

Profissionais da área de saúde que atuam na Região do Alto Solimões que compreende os municípios de Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tonantins e Tabatinga têm até o dia 9 de julho para fazer suas inscrições no Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde.

 O curso é uma atividade do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e será realizado em Tabatinga. Para esta edição estão sendo oferecidas 50 vagas, sendo 20 para brasileiros e 30 para profissionais de saúde estrangeiros, dos seguintes países: Peru, Colômbia e Equador. As vagas destinadas aos candidatos estrangeiros são de responsabilidade exclusiva da Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde doo Ministério da Saúde (Aisa-MS).

As inscrições estão sendo recebidas no campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga), que fica no bairro Vila Verde, na sala de Departamento de Administração e Planejamento – DAP, no horário de 8h30 às 12h e de 14h às 17h, por Valderice Mendes, secretária do curso, no município.

Acesse o edital do curso em no site da Fiocruz Amazônia em  https://amazonia.fiocruz.br  ou clique.

A oferta do curso integra as ações de Educação definidas no Projeto QualificaSUS, do ILMD/Fiocruz Amazônia, e nesta atividade conta com em parceria da Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde (Aisa-MS), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Organização Panamericana de Saúde (Opas), do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Amazonas  (Cosems) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

Para a inscrição o candidato necessita preencher Formulário de Inscrição para o Processo Seletivo; Carteira de Identidade Civil ou Militar ou Carteira do Conselho de Classe; CPF; Diploma do curso de graduação; Certidão de casamento; Histórico Escolar do curso superior; Carta de liberação da chefia imediata para cursar a pós-graduação lato sensu ou Declaração própria de que tem condições de frequentar o curso, durante os 12 meses (para os candidatos sem vínculo funcional) além do Currículo Vitae.

A oferta do curso integra as ações de Educação definidas no Projeto QualificaSUS, do ILMD/Fiocruz Amazônia, e nesta atividade conta com em parceria da Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde (Aisa-MS), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Organização Panamericana de Saúde (Opas), do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Amazonas  (Cosems) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Esclarecimentos sobre os documentos e envio da inscrição podem ser solicitados somente pelo e-mail duvidaslato.ilmd@fiocruz.br

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotarão modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos serão ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com apoio da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria Cosems-AM.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

 

 

Crise na Venezuela atinge a saúde em países vizinhos

Mais do que uma crise política e econômica, a Venezuela tem enfrentado outros problemas que têm impacto não só no país, mas na saúde pública dos países vizinhos, especialmente no que diz respeito a doenças transmitidas por vetores.

No Brasil, já foi observado um aumento de casos importados de malária da Venezuela, subindo de 1.538 (em 2014), para 3.129 (em 2017). Além da malária, a doença de Chagas, dengue, chikungunya e zika, dentre outras transmitidas por vetores, representam uma crise de saúde pública não só na Venezuela, mas que já vem atingindo os países vizinhos e afetando seriamente seus esforços para eliminação dessas doenças.

Estudo publicado no jornal cientifico The Lancet Infectious Diseases, na semana passada, 21/2, intitulado Venezuela’s humanitarian crisis, resurgence of vector-borne diseases, and implications for spillover in the region, enfatiza a necessidade de medidas para o enfrentamento de epidemias e de ações  estratégicas para impedir a expansão de doenças transmitidas por vetores e infecciosas, para além das fronteiras.

Outro ponto que tem sido afetado pela crise na Venezuela é o trabalho de coleta de dados da vigilância sanitária daquele país, que resultou, no ano passado, no fechamento da Divisão de Epidemiologia e Estatísticas Vitais, do Centro Venezuelano de Classificação de Doenças, órgão responsável por fornecer à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) os indicadores de morbidade e mortalidade atualizados.

Para Sérgio Luz, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), um dos autores do estudo, o trabalho publicado exemplifica o que já vem sendo identificado por pesquisadores da Fiocruz Amazônia: a necessidade de se criar um sistema de vigilância epidemiológica, com uma rede de laboratórios de referência apoiados para o enfrentamento dessas situações.

“Foi pela fronteira de Roraima que o Aedes aegypti foi reintroduzido no Brasil, no final da década de 60, depois do país ter recebido em 1958, certificado da OMS de erradicação do mosquito. Da mesma forma, o aparecimento de alguns sorotipos de dengue ocorreram por essa região. Somado a isso, atualmente, tivemos o reaparecimento do sarampo, da difteria e o aumento exponencial da malária. Em outra região, no município de Tabatinga (AM), na tríplice fronteira com o Peru e Colômbia, vimos entrar o cólera, que teve um grande poder epidêmico no Brasil inteiro. Agora, com a constatação da crise na Venezuela, que afetou o serviço de saúde nesse país, temos certeza da necessidade de criação de um sistema de vigilância epidemiológica organizado, para dar respostas a todos esses problemas”, comentou o pesquisador.

MALÁRIA E OUTRAS DOENÇAS

A Venezuela foi líder em controle de vetores e políticas de saúde pública na América Latina, em 1961, tornando-se o primeiro país certificado pela Organização Mundial da Saúde a eliminar a malária na maior parte de seu território. No entanto, em 2016, o país representou 34,4% do total de casos notificados no mundo (240.613). Esse número sofreu um aumentou de 71%, em 2017.

A incidência de malária na Venezuela vem aumentando desde 2000, mas foi intensificada a partir de 2010. As causas para esse aumento passam também pela questão do desmatamento de florestas e atividades de mineração ilegal, que deixam expostas populações humanas que migram de diferentes regiões do país para áreas de mineração, em busca de oportunidades econômicas.

Vale ressaltar que, esse rápido aumento da carga de malária na Venezuela, e a saída em massa de seus cidadãos afetam diretamente os países vizinhos, particularmente o Brasil e a Colômbia. Além da malária, a doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi,  presente em muitos estados da Venezuela e nos Andes, não vem recebendo atenção das autoridades, desde 2012, quando a vigilância e o controle da transmissão da doença de Chagas foram abandonados no país.

Outras preocupações dos pesquisadores dizem respeito à leishmaniose (Leishmania spp, transmitidas pela picada de flebotomíneos infectados), aos vírus transmitidos por vetores de artrópodes (arbovírus) como dengue, chikungunya e zika, e ao retorno do sarampo e outras doenças infecciosas evitáveis ​​pela vacinação.

Os pesquisadores sugerem colaboração em nível operacional, fortalecimento da vigilância, treinamento de pessoal e ações efetivas de educação para evitar que essas doenças se alastrem e causem danos além das fronteiras.

O estudo também repercutiu no The Telegraph News, em matéria intitulada Venezuela compared to war zone as number of malaria cases rocket , e no The Guardian, Venezuela crisis threatens disease epidemic across continent – experts: Collapse of Venezuela’s healthcare system could fuel spread of malaria and other diseases across region.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Arquivo ILMD/ Fiocruz Amazônia

Curso de especialização inicia módulo Vigilância Epidemiológica II, na próxima semana, em Tabatinga

De 19 a 24 de março será realizado em Tabatinga (AM), o quinto módulo do Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A disciplina Vigilância Epidemiológica II será ministrada pelos professores Antonio José Costa e Cecília Carmen Nicolai. O objetivo deste módulo é identificar a produção e distribuição de agravos relevantes no território; compreender,  acessar e extrair informações dos sistemas de dados em saúde; efetuar registros, notificações e monitoramento de casos no nível local; manejar indicadores epidemiológicos habilitando-se a construir perfis epidemiológicos capazes de orientar a tomada de decisão no âmbito da unidade básica; e dominar técnicas de espacialização de agravos em saúde no território, sob responsabilidade sanitária da equipe para a identificação de áreas prioritárias de ação.

A Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões iniciou no dia 23/10/2017, com alunos do Brasil, Peru e Colômbia. O curso é resultado de parceria com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Assessoria de Assuntos Internacionais, do Ministério da Saúde (Aisa-MS), Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do MS, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga), Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi/MS) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Durante a disciplina serão apresentados os  Sistemas de informação em saúde: tipos, propósitos e aplicações no diagnóstico de saúde da população adstrita às unidades básicas de saúde; sistemas de vigilância epidemiológica: tipos, propósitos e características; diagnóstico da saúde da população residente na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru, incluindo as principais doenças transmissíveis, condições crônicas e agravos não transmissíveis, causas externas e vigilância de agravos em grupos populacionais específicos: doenças diarreicas na infância e óbitos materno e infantil; introdução à investigação de surtos e epidemias: propósitos, etapas e operacionalização; métodos e técnicas básicas de espacialização para monitoramento de agravos e situações de risco no território.

As aulas são ministradas no campus Tabatinga, na sede do Ifam.

Para outras informações sobre o curso, clique.

SOBRE OS PROFESSORES

Antonio José Leal Costa – graduado em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), possui residência médica em Medicina Preventiva e Social pela UFF, mestre em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como médico sanitarista nas secretarias municipais de saúde de Niterói e do Rio de Janeiro (RJ). Atualmente é professor associado III do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC) e do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina (DMP/FM) da UFRJ, onde atua como membro dos corpos docentes dos cursos de graduação em Medicina e em Saúde Coletiva, do Curso de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva e do Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: indicadores de saúde e qualidade de vida, vigilância epidemiológica das doenças transmissíveis e epidemiologia materno-infantil. Pesquisador bolsista da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) nos triênios 2009/2011 e 2012/2014,  e diretor do IESC/UFRJ desde de 2015.

Cecília Carmen Nicolai – graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Residência Médica em Medicina Preventiva e Social Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e Especialização em Epidemiologia para Gerentes de Saúde Pública – Johns Hopkins School of Public Health e Organização Panamericana. Mestrado em Saúde Coletiva – IESC/UFRJ. Foi responsável pela Vigilância Epidemiológica da Prefeitura da Cidade do Rio e Janeiro, com atuação destacada na área de controle e prevenção do dengue. Atualmente, exerce o cargo de médica em Saúde Pública na Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia lança edital para curso de especialização que será realizado em Tabatinga (AM)

Começam na terça-feira, 22/8, as inscrições para o processo seletivo do Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de APS na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Vigilância em Saúde, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).  O curso será realizado no município de Tabatinga (AM), localizada à margem esquerda do Rio Solimões, na fronteira com a Colômbia e o Peru .

Conforme o edital da Chamada Pública Nº 004/2017, estão sendo oferecidas 20 vagas. A carga horaria é de 440 horas, distribuídas em disciplinas e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que ocorrerão em 12 meses, em período integral – matutino e vespertino – em sistema modular, uma semana por mês, de segunda a sábado.

O curso é resultado de parceria com Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), ​Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde (Aisa), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Organização Panamericana de Saúde(Opas), Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

PÚBLICO-ALVO

O curso é destinado aos profissionais de nível superior que desempenham suas funções e exerçam atividades em unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família, ou equivalente, na microrregião do Alto Solimões.

INSCRIÇÃO   

As inscrições são feitas online e ocorrem de 22/8 a 18/9/2017. Antes de se inscrever o candidato deve ler com atenção o edital.

Dentre os documentos solicitados estão: formulário de inscrição preenchido por meio da Plataforma SIGA no endereço eletrônico www.sigals.fiocruz.br, Carteira de Identidade Civil ou Militar ou Carteira do Conselho de Classe, CPF, Diploma do curso de graduação devidamente reconhecido pelo MEC, Certidão de casamento (caso haja mudança de nome em relação o diploma de graduação), Histórico Escolar do curso superior devidamente carimbado pela instituição emitente, e  Declaração própria de que tem condições de frequentar o curso, durante os doze meses.

Após o preenchimento,  o formulário de inscrição deve ser impresso, assinado pelo candidato e encaminhado juntamente com toda documentação exigida em formato “PDF”, para o endereço eletrônico inscricaolato.ilmd@fiocruz.br

As inscrições com documentos ilegíveis, excluem o candidato do Processo Seletivo. Para esclarecimento sobre acesso ao sistema SIGA e preenchimento do formulário de inscrição podem ser solicitados através do endereço eletrônico duvidaslato.ilmd@fiocruz.br

O ILMD/Fiocruz Amazônia não concederá bolsa de estudo para os classificados.

As aulas iniciam no próximo mês de outubro e ocorrem de 23/10 a 29/10/17.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto divulgação