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Diretor-presidente da Fapeam participa do programa Roda Vida Amazonas

Edson Barcelos falou sobre os investimentos e o cenário de Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas

O diretor-presidente  da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Edson Barcelos, foi o convidado da semana no Programa Roda Viva Amazonas,  exibido na TV Cultura. Durante a entrevista, Barcelos falou  sobre assuntos relacionados a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), além do cenário atual da pesquisa científica no Amazonas, entre outros assuntos ligados ao desenvolvimento do Estado.

Assista o programa 

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Novo edital da Fapeam visa financiar Empresas Juniores

O valor disponibilizado é de R$ 220 mil. As propostas deverão ser apresentadas até o dia oito de junho

 Promover o aumento das atividades de inovação e o desenvolvimento socioeconômico do Estado é o objetivo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Para tanto, a entidade lançou recentemente novo edital (08/2018), do Programa de Apoio a Empresas Juniores (EJs), que conta com um montante de investimento de R$ 220 mil.

 A chamada do programa, que tem por finalidade contribuir para a ampliação e o aprimoramento das atividades desenvolvidas por EJS no Estado, pretende apoiar EJs vinculadas às instituições de ensino superior (IES), com pelo menos cinco anos de atuação. Isso porque já deverão ter auferido resultado de, ao menos, uma turma de formandos e, prioritariamente, já obtido reconhecimento do Ministério da Educação (MEC).

Serão selecionadas propostas em duas modalidades. A primeira delas é a Empresa Júnior Federada (Nível 1), compreendendo as que estão de acordo com o Conceito Nacional de Empresa Júnior (CNEJ) e que cumprem todos os critérios de regulamentação exigidos pelo Selo Empresa Júnior – organização regularizada perante o Governo, com amadurecimento gerencial, a qual está apta a prestar consultorias com padrão mínimo de qualidade. A segunda modalidade é a Empresa Júnior Não Federada (Nível II), englobando as que não possuem direito de voz e voto nas reuniões do Conselho Administrativo da Federação das Empresas Juniores do Estado do Amazonas e não são reconhecidas por órgãos representativos como participante da Brasil Júnior, representante nacional no Movimento Empresa Júnior (MEJ).

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Cada modalidade contará com 50% do montante global disponibilizado. Para Empresas Juniores Federadas (Nível I), poderá ser destinado auxílio-pesquisa no valor de até R$ 20 mil. Já o auxílio-pesquisa para Empresas Juniores Não Federadas (Nível II) pode ser de até R$ 10 mil. Caso o número de propostas aprovadas não englobe o total de recursos disponibilizado para uma das modalidades, haverá remanejamento do saldo para o outro nível, tendo como prioridade o atendimento das demandas oriunda do interior do Estado.

As propostas deverão ser apresentadas até o dia oito de junho por meio de Formulário online específico e enviadas por meio eletrônico, via Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (Sigfapeam), disponível no endereço eletrônico: http://www.fapeam.am.gov.br. A equipe técnica da Fapeam procederá ao enquadramento das propostas apresentadas, objetivando a verificação do cumprimento de todos os requisitos indicado no edital. Cada proposta enquadrada será submetida à avaliação de um Comitê de Especialistas designados pela Diretoria Técnico-Científica.

A divulgação do resultado está prevista para o mesmo mês e a contratação das propostas aprovadas para Financiamento serão feitas a partir de julho. O prazo de execução é de até 12 meses.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Presidente da SBPC enfatiza que a Amazônia continua a ser um desafio

Ildeu de Castro ministrou aula inaugural para Pós-Graduação Stricto Sensu da Ufam

 O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro, disse que a Amazônia é um dos grandes desafios para o país.  A afirmação ocorreu na manhã desta segunda-feira (19), durante aula inaugural da Pós-graduação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Estavam presentes, na ocasião, o reitor da Ufam, Sylvio Puga; o diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Dércio Reis, entre outras autoridades.

Castro acredita que é necessário, no caso da Amazônia, promover ampla discussão sobre alternativas de desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade, considerando o imenso potencial da região e principalmente, a adequação às necessidades da população local. Nesse cenário, ele defende que é preciso maior sensibilidade por parte do restante do país, principalmente dos setores dirigentes, no sentido de “ tratar a Amazônia com a dignidade que merece”.

O presidente da SBPC considera imprescindível o papel da Ciência, Tecnologia & Inovação (CT&I) como mola propulsora do desenvolvimento da Amazônia e cita o papel desenvolvido pela Fapeam como primordial. “A Fapeam é um exemplo de esforço para melhorar a Ciência e a Tecnologia na região”, frisa.  Para ele, a importância da participação dos amazônidas na liderança desse processo é essencial.  “Vocês têm a percepção da importância do papel da região para o mundo todo e a região se vê como fundamental para o Brasil”, completou.

Durante a aula inaugural, Ildeu de Castro destacou outros desafios, entre os quais, a melhoria da educação em todos os níveis – desde a educação básica até a de nível superior – e o excessivo de burocracia que impede o avanço da área. De acordo com ele, o Marco Legal de CT&I, que foi aprovado recentemente, tem o potencial de resolver a questão burocrática, mas não necessariamente. Diante desse quadro, as universidades empreendem grande esforço para reduzir os entraves legais, entretanto,  “a burocracia é excessiva no Brasil e ruim para os cidadãos em geral”.

Presidente SBPC, Ildeu de Castro, disse que a Amazônia é um dos grandes desafios para o País

Cenário de recursos para CT&I em 2018

O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência chama a atenção ainda para o cenário envolvendo os recursos destinados à Ciência, Tecnologia e Inovação para este ano. O Orçamento de Custeio e Capital (OCC), no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), no Projeto de Leio Orçamentária Anual de 2018, passou para R$ 4,6 bilhões para R$ 4,1 bilhões  (R$ 3,4 bilhões para CT&I) devido ao fato de parte do montante sofrer contingenciamento.

Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para operações não reembolsáveis serão de R$ 650 milhões, sendo que, em 2018, a previsão é que sejam arrecadados R$ 4,5 bilhões com este Fundo. Além disso, houve redução em 22% do orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e no financiamento dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), contrastando com a afirmação de representantes governamentais de que eles seriam prioritários na área de CT&I, também terá impacto negativo na ciência brasileira e no seu processo de internacionalização conforme Castro.

Considerando este cenário, foi estabelecida uma agenda prioritária para a CT&I. Segundo Ildeu de Castro, foram definidas inúmeras ações, entre as quais: pressionar o Governo Federal e o Congresso Nacional para que os recursos contingenciados sejam repostos e para que o montante alocado na Reserva de Contingência no Orçamento de 2018, referentes aos recursos do FNDCT, sejam progressivamente liberados. Também se pretende examinar e apoiar os Projetos de Lei no Congresso Nacional que apoiem o Sistema Nacional de CT&I e atuar na implantação e aprimoramento do Marco Legal de CT&I.

“Mandamos diversas cartas para o Executivo e Legislativo, sendo que algumas foram respondidas outras não, mostrando o retorno que os investimentos em C&T já proporcionaram ao Brasil”, frisou Castro. Nesses documentos foram destacados, aspectos relevantes, entre os quais, a importância das universidades públicas e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no processo de fixação do nitrogênio, o que resultou na eliminação de adubos nitrogenados, aumentando a produtividade da soja, bem como a exploração de petróleo em águas profundas, redundando na descoberta do Pré-sal.

Parceria Fapeam e Ufam

Durante a solenidade de abertura da aula inaugural, o reitor da Ufam, Sylvio Puga, destacou a relevância das Universidades como propulsoras da indução do desenvolvimento do país. Ele também fez questão de salientar a nova fase da parceria entre a Universidade Federal do Amazonas e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas adotada após o início de sua gestão. “A Fapeam é uma grande parceria histórica da universidade, mas quando iniciamos nossa gestão, buscamos inaugurar outra fase nessa relação, dialogando sobre as nossas necessidades, mas tendo a certeza de que era preciso trabalhar em parceria”.

Em seu discurso, o diretor técnico-científico da Fapeam ratificou que o apoio à Pós-graduação é uma estratégia fundamental para o Governo do Estado. Ele disse ainda que a Amazônia só conseguirá substituir o atual modelo econômico com ações baseadas no conhecimento e este por sua vez, passa obrigatoriamente pela Pós-graduação. O diretor técnico-científico alertou para a necessidade de se priorizar o desenvolvimento de tecnologias e ressaltou que a região tem um grande trunfo, que o diferencia no mercado: a marca Amazônia. “Amazônia é importante para o mundo, logo o mundo precisa conhecer um pouco mais as riquezas da Amazônia”, comentou Reis, o qual destacou que a Fundação está dialogando com as instituições a fim de que os resultados dos investimentos sejam otimizados.

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Representantes de instituições de ensino e pesquisa participaram da aula inaugural para Pós-Graduação da Ufam

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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