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Estudo avaliou as condições de vida e saúde de moradores de rua na cidade de Manaus

O que leva uma pessoa a morar nas ruas? Quais as condições de vida dessas pessoas? Estudo científico buscou avaliar  e apresentar essas questões de forma sistematizadas a partir de uma investigação qualitativa voltada às condições de vida e saúde de pessoas em situação de rua na cidade de Manaus.

A pesquisa finalizada em 2015 foi desenvolvida pela pesquisadora com doutorado em Psicologia Social, Rosiane Pinheiro Palheta, da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa) e a estudante do 5º período de Direito, Lucélia Regina Araújo, do Centro Universitário Luterano de Manaus (Ceulm/Ulbra). O projeto teve seus resultados descritos no livro “(Sobre) Vivências nas ruas de Manaus” que relata histórias, condições de vida e políticas públicas, a inciativa contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic).

Segundo a pesquisadora, estudos sobre a chamada população de rua, ainda são pouco conhecidos no Brasil devido a realidade de uma população itinerante que dificulta a contagem de maneira mais contundente, e a própria conceituação sobre o que seria o “morador” de rua. “A percepção da população de moradores de rua ainda necessita de um olhar mais atento e de políticas públicas que sejam dirigidas a este público, de maneira a minimizar a exclusão de toda ordem de que são vítimas, sobretudo, de políticas de habitação e assistência social, que provenha abrigo e moradia àqueles que assim desejam sair das ruas”, conta Rosiane Palheta.

Dra. Roseane Pinheiro Palheta- Fotos Érico Xavier_-8

Para a estudante Lucélia Regina Araújo, os projetos são a base para as mudanças de muitas realidades e, especialmente, este abrange uma parte marginalizada da sociedade que também precisa de atenção e ajuda. Trazer maior qualidade de vida para eles futuramente através da pesquisa é o maior objetivo visado, relata Lucélia.

Aplicabilidade

O estudo foi aplicado através de pesquisa de campo nas ruas,  com o  apoio técnico do Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP ) da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania – (Semasc), que visa ofertar  trabalho técnico para a análise das demandas dos usuários, orientação individual e grupal e encaminhamentos a outros serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas que possam contribuir na construção da autonomia, da inserção social e da proteção às situações de violência.

A partir da análise dos dados foi possível compreender as inúmeras estratégias e dificuldades na qual as pessoas em situação de rua têm que enfrentar no seu dia a dia para sobreviver; são pessoas que se encontram expostas a condições de vida precárias, sem acesso aos direitos básicos, entretanto, muitas pessoas optam por estar na rua por considerá-la o lugar de maior representatividade da proteção e da liberdade.

Dra. Roseane Pinheiro Palheta- Fotos Érico Xavier_-5

Rosiane explica, que em muitos casos foram possíveis percebeu-se que a saída das ruas não é vista como em evento positivo ou não significa necessariamente melhoria de vida, pois a rua representa por si, fonte de sobrevivência, trabalho e, sobretudo, espaço profícuo de relações sociais e estabelecimento de vínculos afetivos representativos.

“Durante a pesquisa, conversando com os moradores, muitos deles se acostumam com a vida na rua e maioria não quer sair; quando se retira um indivíduo tem todo um processo, uma avaliação psicológica. Tiveram casos de moradores que foram retirados das ruas e não conseguiram se adaptar em outro estilo de vida, alguns até adoecem”, relata.

Outro ponto destacado na pesquisa em Manaus, a questão das pessoas em situação de rua, na maioria das vezes, está ligada à família, desemprego, conflitos familiares, dependência química, problemas psíquicos, abandono, rompimento de vínculos afetivos, dentre outros. “A situação de rua tem um vínculo muito presente com as questões familiares, geralmente, desencadeadas na infância. Em muitos depoimentos foram bem presentes situações de violência e estupro por algum membro da família, o que levou ao abandono do lar, como única forma de sair da situação de violência, relata a pesquisadora.

 

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Segundo Rosiane Palheta, algumas características foram observadas conforme o mapeamento: retificou-se que os resultados quanto ao gênero não fogem aos dados já encontrados pelo Centro Pop sendo a maioria do sexo masculino.

 

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Sejusc

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), é realizada um relatório mensal de atendimentos por meio dos dados repassados pela Secretaria Municipal da Assistência Social e Cidadania (Semasc). Somente no primeiro semestre de 2019, foram realizados 565 atendimentos, em 2018, foram 1.241 e em 2017, foram 1.874  atendimentos por meio do Centro Pop.

Paic

O programa apoia Instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas. A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suellen Sousa

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Estudo avaliou bactérias multirresistentes no ambiente hospitalar

Estudo intitulado “Epidemiologia molecular de Staphylococcus Epidermidis multirresistentes” coordenado pelos os pesquisadores Cristina Motta Ferreira e William Antunes Ferreira, e executado pelo grupo de pesquisa que atua na área de bacteriologia Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), buscou avaliar bactérias que são capazes de causar doenças graves nos pacientes internados em hospitais que apresentaram mecanismos de resistência aos antibióticos.

Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-17

O projeto concluído, teve fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, por meio do edital 030/2013 do Programa Apoio à Pesquisa (Universal). Segundo a pesquisadora buscou verificar se os profissionais que trabalham no Hemoam estariam “carreando” em suas vestimentas ou algumas partes do corpo, bactérias resistentes aos antibióticos comumente utilizados no tratamento de infecções causadas por esses agentes e, caso encontrássemos algumas dessas bactérias, estudar com ferramentas da biologia molecular os “mecanismos de resistência”.

“A importância dessa pesquisa é que esses patógenos são capazes de causar doenças graves nas pessoas, principalmente em pacientes internados nos hospitais ou que possam estar sob tratamento de medicamentos que podem comprometer ou reduzir a capacidade de defesa ou resposta imune do organismo”, conta.

 

Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-20

Conforme Cristina Motta,foram coletadas amostras das mãos, nariz e jalecos dos profissionais da saúde do Hemoam. No total de 230 profissionais com média de idade de 44 anos.

“Para a pesquisadora, as pessoas, inclusive os profissionais da saúde, carregam consigo bactérias e algumas delas podem até ser multirresistentes aos antibióticos, portanto, os resultados da pesquisa evidenciam a grande importância das medidas de prevenção já implantadas ou implementadas pelas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) nos hospitais tais como: a lavagem das mãos, uso de toucas, máscaras, luvas, jalecos descartáveis, etc, simples ações que se realizadas pelos profissionais da saúde no exercício de suas atividades, certamente contribuirão para a evitar ou reduzir significativamente os casos ou surtos de infecção hospitalar, afirma.

A pesquisa utilizou procedimentos ou técnicas atuais para a cultura isolamento e identificação dos Staphylococcus epidermidis, e procedimentos automatizados para verificar a sensibilidade delas aos antibióticos, assim como metodologias ou procedimentos específicos de biologia molecular para identificar as respectivas mutações nos genes – dentre outros aspectos – que poderiam configurar que um determinado estafilococo como resistente a vários antibióticos e assim, potencialmente patogênico para causar infecções graves em indivíduos ou pacientes suscetíveis.

Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-10

“Buscamos também conhecer a origem ou a fonte dessas bactérias nos profissionais, apoiar a clínica com o diagnóstico laboratorial dessas infecções e assim sugerir estratégias para evitar a disseminação. Quanto mais pesquisarmos e conhecermos sobre um determinado tipo de patógeno e os processos pelos quais eles se disseminam, seja no HEMOAM, ou em outros Hospitais, ou nos centros de saúde, melhor será a prevenção da disseminação, da transmissão, das infecções e dos possíveis danos causados aos pacientes”, explica.

 

2019-08-30

 

OMS

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano de 2018, dados de vigilância sobre resistência aos antibióticos revelaram elevados níveis de resistência a uma série de infecções bacterianas graves em países de alta e baixa renda. Conforme a Global Antimicrobial Surveillance System (GLASS), há ocorrência generalizada de bactérias com resistência a antibióticos em diferentes países, incluindo o Brasil. Estudos internacionais de vigilância epidemiológica, detectaram mais de 70% de S. epidermidis, multirresistentes, circulando nos hospitais.

Universal

Programa Apoio à Pesquisa (Universal),  tem como objetivo conceder aporte financeiro para atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Amazonas.

Este ano houve uma chamada para o universal que recebeu propostas até 15 de julho de 2019.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suellen Sousa

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Programa Centelha é apresentado aos presidentes das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas

Para incentivar que mais pessoas consigam colocar ideias inovadoras em prática, representantes da Fundação de Amparo à pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) apresentaram o Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Programa Centelha-AM) aos presidentes das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas (CDL-AM). A apresentação foi realizada na segunda-feira (2/9) durante a 2ª Convenção Estadual da Federação da CDL-AM, no bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus.

O programa realizado pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), conta com investimento na ordem de R$ 1.820.000,00 (um milhão oitocentos e vinte mil reais), para apoiar até 28 projetos de inovação no Amazonas, por meio de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis). Cada projeto poderá receber  até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais). As propostas podem ser submetidas até o dia 29 de outubro, por meio do site www.programacentelha.com.br/am.

Durante o evento, a  diretora técnico-científica da Fapeam, Marne Vasconcellos, destacou que o Programa vem para estimular o empreendedorismo no Amazonas, a partir de ideias inovadoras. “O objetivo é tentar fortalecer esse ecossistema no Amazonas. A Fapeam tem  atuado também  para levar ao  interior do Amazonas essa cultura do empreendedorismo”, disse.

02.09.2019 - PROGRAMA CENTELHA NA FCDL - FOTOS ÉRICO X._-30

Acesse o edital do Progama Centelha Amazonas 

O presidente da  CDL  de Iranduba, Marco Rosas, informou que o município está em pleno desenvolvimento e há perspectivas para incentivar o empreendedorismo inovador no local. A proximidade com a capital faz com que muitas pessoas deixem Manaus para empreender em Iranduba, nas áreas de turismo, indústrias e comércios varejistas e atacadistas.  

“É um município com grande perspectiva de desenvolvimento só que nós precisamos de desenvolvimento planejado, uma coisa é crescer outra é desenvolver e eu não vejo outra maneira de se desenvolver se não de forma planejada, organizada com apoio acadêmico e também de fomentos”, pontuou. 

Segundo o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Ezra Azury, existe interesse da FCDL em firmar parcerias, por meio da CDL dos municípios, com o Programa Centelha.

Quem pode participar do Centelha

Podem participar pessoas físicas, vinculadas ou não a empresas com até 12 meses de existência anteriores à data de publicação do edital e faturamento bruto anual de até R$ 4.800.000, 00 (quatro milhões e oitocentos mil reais), sediadas no Amazonas. Os projetos terão prazo de execução de até 12 meses, não prorrogáveis, contados a partir da data do Termo de Outorga. 

Etapas

A submissão, avaliação e seleção das propostas serão realizadas em três fases distintas e eliminatórias, sendo elas, Fase 1: Ideias Inovadoras; Fase 2: Projeto de Empreendimento e Fase 3: Projeto de Fomento. As propostas  deverão ser submetidas por meio do Sistema Centelha (http://am.programacentelha.com.br), conforme formulário específico para cada uma das fases, respeitando os prazos estabelecidos do cronograma do edital. A data limite para as submissões de propostas na primeira fase é dia 29 de outubro de 2019.

Durante as três fases de seleção, os proponentes receberão capacitação gratuita online ou presencial, ministrada pela Fundação Certi, com o intuito de alinhar alguns conceitos importantes, para aprimorar suas ideias e projetos. 

Sobre o Centelha

O Programa Centelha será realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa será executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Acesse o edital do Progama Centelha Amazonas 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Com apoio da Fapeam, Embrapa e Ufam expõe resultados de pesquisa

A Embrapa Amazônia Ocidental e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) participaram da 20ª Feira da Laranja do Município de Rio Preto da Eva, AM (a 80 km de Manaus), apresentando novas tecnologias para a citricultura amazonense. Com informações a respeito dos novos portas-enxertos e copas de laranjeiras que poderão oferecer maior diversidade e produtividade aos plantios do estado do Amazonas, as instituições estiveram com estande na feira nos dias 30, 31 de agosto e 1.º de setembro de 2019.

A laranja, no Estado do Amazonas, apesar de não figurar como principal cultura de importância econômica, tem ampliado áreas de cultivo já ultrapassando 4.000 hectares. Rio Preto da Eva figura como o município com mais de 30% da área plantada no Estado.

A parceria da Embrapa e Ufam está sendo realizada por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que visa fortalecer e ampliar a formação de recursos humanos em nível de pós-graduação stricto sensu, além de apoiar, com recursos financeiros, a melhoria da infraestrutura de pesquisa de instituições vinculadas ao Governo do Estado do Amazonas.

Nos últimos anos vêm sendo realizadas pesquisas em parceria pela Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM), Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas-BA) , Universidade Federal do Amazonas, com apoio da Fapeam e outros órgãos do Governo do Estado do Amazonas como Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf),  Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Secretaria de Produção Rural do Amazonas (Sepror), além do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa).

O professor José Ferreira, da Faculdade de Ciências Agrárias da Ufam, explica que o trabalho começou em 2010, e a partir de então foram realizados três projetos envolvendo várias parcerias que visam o desenvolvimento da citricultura no estado do Amazonas.

O primeiro projeto realizado de 2010 a 2012 foi o “Desenvolvimento da Citricultura e Implantação do Modelo de Produção Integrada no Estado do Amazonas” ; o segundo de 2013 a 2016 com o título “Pesquisa e Transferência de Tecnologias para o Desenvolvimento da Citricultura no Estado do Amazonas” ; e o atual, com vigência de 2018 a 2020, “Avaliação de novas combinações de copas/porta-enxertos, manejo fitossanitário e boas práticas de cultivo, em citros no Estado do Amazonas” .

Entre os problemas enfrentados na citricultura, destaca-se a dependência de porta-enxertos suscetíveis às doenças do declínio e  da morte súbita, deixando o mercado consumidor no  Amazonas praticamente preso à laranja pêra e o produtor ao uso do porta-enxerto que tem os problemas também de gomose, que é uma doença fatal aos citros.

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Diante desses problemas, as equipes da Embrapa e da Ufam implantaram em 2013 o projeto de Pesquisa e Transferência de Tecnologias para o Desenvolvimento da Citricultura no Estado do Amazonas, em parceria com a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e Fapeam. Esse projeto visa à diversificação de copas e de porta-enxertos como boas opções para o citricultor do Amazonas.

Os novos porta-enxertos e copas são provenientes da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA) e foram plantados para avaliação no Amazonas, estando atualmente com a colheita da safra do quinto ano. Foram plantados em três propriedades de produtores parceiros: na Fazenda Panorama, em Rio Preto da Eva; Fazenda Canaã e o Brejo do Matão, em Manaus. Essas três propriedades adotaram essas copas sobre porta-enxertos e estão dando bons resultados.

Segundo José Ferreira, os resultados são preliminares porque ainda falta colher a safrinha, mas já poderiam ser indicados previamente as copas laranja pêra, valência e rubi, que dariam boa produção. Quanto aos porta-enxertos, há três que estão se sobressaindo com bom desempenho sobre as copas: Riverside,  Índio e outro que está em processo de registro no Ministério da Agricultura. Esse conjunto de recomendações será indicado para os produtores do Amazonas em breve.

Essas combinações permitem a resistência às doenças e alta produtividade. O pesquisador Marcos Garcia, da Embrapa Amazônia Ocidental, informa que hoje com a copa da variedade pêra, a produtividade média da laranja no Amazonas fica entre 17 a 20 toneladas por hectare, mas mesmo considerando essa mesma variedade, em um pomar bem conduzido, pode chegar a 30 toneladas por hectare.

O pesquisador ressalta que o mais importante das novas variedades de copa não é somente a produtividade, mas a possiblidade do agricultor cultivar variedades de citros com produção precoce, de meia estação ou tardia, garantindo safras durante todo o ano. Cita por exemplo, a variedade Rubi que é precoce, a Pêra que é de meia estação e a Valência que é tardia. “Então essas três variedades plantadas numa mesma área, proporcionarão produção ao longo do ano inteiro”.

Com relação aos porta-enxertos, explica que também tem influência na produtividade a combinação da copa e porta-enxerto. Mas o aspecto mais importante é dar maior longevidade ao pomar, por que os pomares de laranja que são copas de laranja Pêra enxertada em limão cravo tem uma longevidade máxima de 12 a 14 anos, pois começam a fase produtiva no quinto ano, então produzem frutos somente por cinco a seis anos. Porque à medida que vai envelhecendo, vai havendo mortalidade por doença, principalmente por gomose, morte súbita e declínio (pois o limão cravo não é resistente). Já os Citrandarins, que são os porta-enxertos Índio, Riverside e San Diego, têm uma tolerância maior a essas doenças, além de manter a produtividade, proporcionam  pomares com vida útil maior.

A linha de pesquisa de diversificação de porta-enxerto e copa é apenas uma das linhas do projeto, que tem também por objetivo o aspecto do manejo do pomar.

O professor Ferreira cita que já se conseguiu excelentes resultados com a adoção de plantas de cobertura, devido a diminuição do uso  de herbicida, recicla os nutrientes e diminui a diversidade de plantas invasoras no pomar. Ele cita como exemplo, a braquiária ruziziensis, que é uma planta de cobertura, testada no experimento em Iranduba durante três anos e que obteve um desempenho de 100% de eliminação do mato. Esse resultado já está sendo adotado por alguns produtores. “ É muito interessante ver o produtor usando o resultado da pesquisa”, comemora.

Essas informações foram apresentadas em folhetos e materiais expostos e distribuídos na 20.ª Feira da Laranja, mostrando os resultados de pesquisa ao longo desses anos.

Mais informações sobre essas pesquisas com citricultura no Amazonas podem ser consultadas em http://citrosamazonas.ufam.edu.br/

Fonte: Embrapa Amazônia Ocidental

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Pesquisa buscou avaliar a qualidade de vida de pessoas com deficiência praticantes e não praticantes de atividade física

Avaliar a qualidade de vida de pessoas com deficiência física e visual, praticantes ou não de atividade física, com base na percepção do indivíduo. Esta foi a base de uma pesquisa fomentada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolvida pela educadora física Lionela da Silva Corrêa, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

 

O estudo buscou comprovar cientificamente a importância da atividade física na qualidade de vida da pessoa com deficiência. Segundo a pesquisadora, até então só havia dados a partir de relatos.

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“Percebemos de forma empírica que as pessoas que praticavam atividade física regular relatavam melhoras em vários aspectos de vida. Inclusive houve um relato de um participante de dança em cadeira de rodas que disse ter preconceito em dançar, mas depois que começou, recomenda a todos os cadeirantes”, disse.

 

Segundo a coordenadora do Programa de Atividades Motores para Deficientes (Proamde), Minerva Leopoldina de Castro, a ideia do projeto da pesquisadora Lionela surgiu a partir da atuação do programa de extensão da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF) da Ufam, que visa oportunizar o desenvolvimento das potencialidades remanescentes de pessoas com deficiência através de atividades de Educação Física e esportes gratuitos.

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coordenadora do Programa de Atividades Motores para Deficientes (Proamde)

“O  Proamde mudou as vidas das pessoas. Ele tem dois objetivos muito fortes. O primeiro é o de potencializar as pessoas com deficiência, trazer  e mostrar a funcionalidade ate melhorar a qualidade de vida delas. E o segundo é a capacitação de recursos humanos, que incentiva os acadêmicos a desenvolver outros projetos assim como o da Lionela, mostrando a sociedade que podemos  também sair de dentro dos nossos muros acadêmicos”, explica.

 

O estudo  foi aplicado a pessoas que participavam de projetos do  Proamde, e pessoas cadastradas na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped) e associações.

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Lionela explica que, ao verificar a qualidade de vida dos participantes, todos apresentaram resultados acima da média, demonstrando uma autopercepção positiva da qualidade de vida.

 

“Quando comparados os resultados de atividade física e qualidade de vida, percebemos que pessoas com deficiência visual que praticam atividade física no trabalho são mais ativas e apresentam percepção mais positiva da qualidade de vida que aquelas não praticantes. Já os deficientes físicos que praticam atividade física (considerados ativos) apresentam qualidade de vida melhor, e também, quando observados por domínios de qualidade de vida – o domínio de qualidade de vida relacionada aos aspectos físicos (domínio físico) – apresentou melhor resultado de qualidade de vida, quando comparados aos insuficientemente ativos”, disse a pesquisadora.

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Lionela da Silva Corrêa, coord. projeto fomentado pela Fapeam

A pesquisadora relata que os deficientes visuais não tiveram atividades práticas. Com eles, foi realizada uma coleta de dados por meio do Questionário Internacional de Atividade Física (Ipaq), cujo objetivo é avaliar os hábitos da atividade física e analisar a percepção da qualidade de vida, além de ser aplicado um questionário sociodemográfico para caracterização dos indivíduos.

 

“No questionário Ipaq, eles responderam sobre as suas atividades, como, por exemplo, lazer, trabalho, transporte, dentre outros, com questionamentos sobre quantas vezes na semana a realizavam e o tempo que levavam com cada atividade por semana. Com o dado da quantidade de vezes que eles faziam, foram classificados como praticantes ou não praticantes (ativos e insuficientemente ativos). Além desse questionário, eles também responderam o de qualidade de vida, em que apontavam o grau de satisfação com cada domínio da qualidade de vida (por exemplo, parte física, psicológica, social e ambiental). A partir disso, comparamos a qualidade de vida dos praticantes e não praticantes”, disse.

 

O projeto finalizado teve seus relatórios finais apresentados no Seminário Amazonense de Atividades Motoras Adaptadas (Saama) em novembro de 2018, conseguindo atingir pessoas com deficiência e professores que atuam na Educação Física, e mais duas submissões  para publicação de artigo científico.

 

Fomento – O projeto recebeu apoio por meio do Programa Apoio à Pesquisa (Universal), edital nº 030/2013, cujo objetivo é conceder aporte financeiro para atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Amazonas.

 

Neste ano, houve uma chamada para o universal que recebeu propostas até 15 de julho de 2019.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suelen Sousa

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Software para manutenção preventiva de transporte coletivo é desenvolvido no Amazonas

A manutenção preventiva do veículo, seja de passeio ou utilitário, é um dos pontos importantes para quem deseja evitar problemas mecânicos. Com o pensamento de contribuir nesse processo com as empresas de transporte coletivo, um software e manual foram desenvolvidos no Amazonas para otimizar o sistema de manutenção, e assim contribuir para prolongar a vida útil dos veículos e, consequentemente,  reduzir os custos financeiros.

Coordenado pelo engenheiro  mecânico e  professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA),  Dr. Edry Antônio Garcia, o projeto de pesquisa intitulado “Desenvolvimento do Software para determinação de indicadores classe Mundial aplicáveis na manutenção dos ônibus de transporte público na cidade de Manaus” contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas por meio do Edital N. 024/2013 Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR/AM) Fluxo Contínuo.

 

Segundo o pesquisador, o software permite cálculos de indicadores  de classe mundial aplicáveis em empresas de transportes, gerando relatórios qualitativos e quantitativos favorecendo o gerenciamento da manutenção dos ônibus. Além do software, foi produzido um livro, que traz conceitos e tendências atuais da manutenção, visando a sua utilização na prática produtiva nas empresas de transporte público em Manaus.

O projeto já foi finalizado e testado com algumas empresas de transporte coletivo. Entretanto, Garcia afirma que muitas empresas não dão prioridade à parte  de manutenção preventiva dos veículos  e focam mais na produção do que na manutenção, o que pode gerar, gastos com  manutenção muito acima das expectativas.

software e o livro permitiram a publicação de  artigos científicos pelo Brasil e em Cuba. O manual está disponível em todas as bibliotecas das universidades de Manaus, e contribui para o aperfeiçoamento do ensino de graduação e pós-graduação de Engenharia Mecânica e Engenharia de Manutenção na UEA/EST e de outras universidades da região.

“O projeto foi finalizado, mas permitiu continuidades de outras pesquisas tendo como meta futura o desenvolvimento de uma especialização em manutenção para profissionais e a implementação de um aplicativo para celulares que possibilitará a comunicação online dos ônibus com a equipe de direção das empresas, para a gestão eficiente tanto da manutenção quanto do controle da frota”, comenta o professor.

Transporte Coletivo

Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), atualmente, há 1.356 ônibus operando no sistema convencional de Manaus. Em 2019, em recentes fiscalizações, foram constatados 49 ônibus reprovados. Conforme a instituição é realizada vistoria nas garagens, assim como fiscalização nos terminais de integração onde o fiscal emite autuações em caso de irregularidade de horários ou de falta de manutenção dos veículos.

DCR

O Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR/AM) Fluxo Contínuo (DCR/AM) tem o objetivo de apoiar à fixação de doutores em instituições de ensino superior e/ou pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, localizadas no estado do Amazonas que atuem em investigação científica ou tecnológica.

Por Jessie Silva

Foto 1: Érico Xavier

Foto 2: Altemar Alantara/Semcom

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Anticorpos e testes para detecção de malária são desenvolvidos em pesquisa no Amazonas

A malária continua sendo uma doença que atinge a população no  Brasil e no mundo, e o diagnóstico rápido e preciso desta doença é de fundamental importância para o correto tratamento dos pacientes.

Pensando em buscar novas metodologias para solucionar este problema, o pesquisador doutor em Biotecnologia, Luis André Mariúba, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) vem desenvolvendo juntamente com seu grupo e colaboradores, anticorpos e imunoensaios  específicos para diagnósticos de malária.

O projeto contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde (PROEP).

A pesquisa coordenada pelo Dr. Mariúba desenvolveu e avaliou o desempenho de anticorpos IgG (produzidos em camundongos) e IgY (produzidos em ovos de galinha) capazes de detectar no sangue de pacientes proteínas marcadoras de infecções causadas por Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum, os quais são os principais causadores da malária no Brasil.

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“Avaliamos estes anticorpos na metodologia tradicional de Testes para Diagnóstico Rápido (TDRs) por fluxo lateral (com apoio do Laboratório de Tecnologias de Diagnóstico Bio-Manguinhos/Fiocruz); por um método de fluxo lateral utilizando nanotubos de carbono (desenvolvido pelo Dr. Jin Woo Choi, Louisiana State University-USA), com adaptações desenvolvidas pela equipe; por eletroquímica (com apoio do Dr. Walter Brito – Ufam); e por citometria de fluxo”, disse.

Testes para Diagnóstico Rápido – (TDRs)

Maríuba destaca que os TDRs tornaram-se uma grande alternativa ao diagnóstico, principalmente, em situações onde a microscopia não é de fácil acesso, como em localidades distantes.

“ Vale ressaltar que o Brasil ainda é muito dependente atualmente de TDRs estrangeiros. Exemplos destas tecnologias de conhecimento geral pelo grande público são os testes comprados em farmácias como de gravidez e de glicemia. Ambos os casos estão dentro do conceito “Point-of-Care” (PoC), que são tecnologias que podem ser utilizadas ao lado do leito do paciente e ajudar nas decisões de profissionais da área da saúde”, relata.

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Formação de Recursos Humanos

O projeto possibilitou a realização de trabalhos de  iniciação científica (IC)  e dois de mestrados, e sua continuação atualmente é base para duas IC, um mestrado, dois doutorado e um pós-doutorado. Foram desenvolvidos ainda um protótipo de equipamento para leitura quantitativa de testes rápidos e um aplicativo para registro de casos de malária (MalariaApp), ambos em colaboração com  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)  e Instituto Federal do Amazonas ( Ifam).

Patente

O pesquisador informou ainda que a pesquisa gerou em outubro de 2018 um depósito de patente referente a um método de solubilização de nanotubos de carbono e diferentes aplicações testadas, como em TDRs, sensores eletroquímicos, citometria de fluxo e imunização de animais.

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Malária no Amazonas

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), no primeiro trimestre de 2019 foram registrados 11.358 casos de malária no Amazonas. Até o momento, o Amazonas está com redução 42,36% casos em comparação do mesmo período de 2018, que registrou 19.704.

A malária é causada por um parasita do gênero Plasmodium, transmitida pela picada de mosquitos infectados. Febre alta, sudorese e calafrios, palidez, cansaço, falta de apetite e dores na cabeça e em outras regiões do corpo são os principais sintomas, que podem se manifestar, geralmente, em algumas semanas após a picada.

Grupo de Pesquisa

O projeto contou com apoio dos outros pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia além de pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ifam, Senai e Bio-Manguinhos/Fiocruz.

MARCADOR DIGITAL - FOTOS ÉRICO X._

PROEP

O programa  visou apoiar a promoção e execução de projetos estratégicos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) por meio da concessão de auxílio pesquisa e bolsas; e fortalecer o papel estratégico da pesquisa desenvolvida no Instituto para geração de conhecimentos científicos que possam contribuir com a melhoria da saúde da população Amazônica.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Programa de fomento ao empreendedorismo é apresentado no Cide

Representantes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) deram continuidade, nesta quarta-feira (24/7), à articulação do Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Programa Centelha), com visita ao Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide).

As visitas às instituições de ensino e inovação como, por exemplo, incubadoras e aceleradoras de empresas, espaços de coworking e polos tecnológicos, tiveram início no mês de maio, com o intuito de incentivar a mobilização e a articulação institucional dos atores nos ecossistemas de inovação no Amazonas.

Kathya Thomé

Coordenadora local do Programa Centelha, Kathya Thomé, apresenta o Programa.

 

Por esse motivo, a equipe do Programa Centelha esteve no Cide com o objetivo de apresentar, divulgar e estabelecer potenciais parcerias para atuar no Programa, que tem previsão de lançar edital no mês de agosto pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep).

Para a coordenadora local do Programa Centelha, Kathya Thomé, a visita foi proveitosa com a possibilidade de firmar parcerias na divulgação, captação de ideias e difusão do Programa ao público do Cide.

“Eu acredito que teremos muitas propostas de projetos submetidas pelo Cide e também o estabelecimento de parceria, que é muito importante”, disse.

José Grosso

Diretor executivo do Cide, José Grosso, considerou o Programa muito interessante.

 

O diretor executivo do Cide, José Grosso, considerou o Programa muito interessante no auxílio às startups que estão incubadas e àquelas que futuramente queiram ingressar no Centro.

“A Fapeam pode contar com a adesão do Cide. Muitas vezes os empresários têm ideias inovadoras, mas não têm o recurso financeiro, então esse apoio será essencial para o desenvolvimento desses projetos”, afirmou.

Cide grupo

Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide).

 

Programa Centelha

O Programa Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Brasil. O programa irá oferecer capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso.

No Amazonas a iniciativa será executada pela Fapeam, e é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

O Programa Centelha será realizado em 21 estados. Estão entre os objetivos do Programa, gerar novas empresas, a partir do conhecimento concebido nas instituições de ciência, tecnologia e inovação; gerar inovações de interesse direto da sociedade e de empresas; formar cultura e fortalecer ecossistema de empreendedorismo inovador.

Podem concorrer ao Programa pessoas físicas ou empresas, que atenderem às exigências do edital.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

 

 

 

 

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Formigas são usadas para monitoramento da biodiversidade na Amazônia

As formigas podem prover informações valiosas para o monitoramento da biodiversidade e têm sido usadas, por exemplo, na avaliação de ações de manejo como desmatamentos, proteção dos recursos naturais, impactos de incêndios florestais, instalação de hidrelétricas e os causados pelas mudanças do clima.

Pesquisa científica apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) buscou definir, um protocolo de identificação, que fosse eficiente e economicamente viável, para substituir a identificação de espécies de formigas no monitoramento da biodiversidade na Amazônia.

O projeto “Uso de abordagem taxonômica, ecológica e funcional foi desenvolvido para validar o uso de substitutos de espécies de formigas em monitoramentos da biodiversidade na Amazônia” foi desenvolvido pelo pesquisador Jorge Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e demonstrou que a utilização de gêneros de formigas como substitutos de espécies é uma ferramenta vantajosa, com um custo benefício favorável, para o monitoramento da biodiversidade e capaz de fornecer as mesmas informações que as espécies.

Jorge Luiz

Coordenador do projeto, Jorge Souza.

 

O estudo foi realizado com espécies de formigas coletadas no solo, e de um banco de dados que abrange coletas nos estados do Amazonas (AM), Roraima (RR) e Rondônia (RO), e foi amparado pelo Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam/AM), edital Nº 022/2013.

No mundo existem cerca de 15.500 espécies de formigas, e identificar todas as espécies para o monitoramento ambiental leva muito tempo. Por isso, os pesquisadores resolveram criar mecanismos mais simples para a classificação desses insetos, e que resultassem na escolha, avaliação ou monitoramento mais rápido de áreas de reserva ambiental.

Formigas caixinha

As formigas podem prover informações valiosas para o monitoramento da biodiversidade .

 

Por meio desse controle foi possível verificar que dentro das Reservas os eventos climáticos naturais como a seca, o El Niño e a La Niña, não afetaram as espécies de formigas de maneira drástica, mudam as espécies, mas as funções ecossistêmicas têm se mantido.

O monitoramento é importante também para saber quando a espécie é substituída, perdida ou aparece uma nova, e se esses processos de interação entre as formigas e o ambiente ainda estão acontecendo ou vão mudar.

Para o pesquisador, o estudo permite fomentar discussões relacionadas a políticas públicas direcionadas ao monitoramento da biodiversidade na região Amazônica.

Confira sobre o estudo em:

Diversity and Distributions em 2016

Biodiversity and Conservation em 2018

Fixam

Estimular a fixação de recursos humanos com experiência em ciência, tecnologia e inovação e/ou reconhecida competência profissional em instituições de ensino superior e pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas privadas e microempresas que atuem em investigação científica ou tecnológica. Propiciar o fortalecimento dos grupos de pesquisa existentes e a criação de novas linhas de pesquisa de interesse regional, mediante a contínua integração entre os setores acadêmico, científico e o Estado.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Projeto incentiva empreendedorismo na escola

Trabalhar a educação empreendedora na sala de aula foi à base de um projeto desenvolvido, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com alunos do ensino fundamental, na Escola Municipal Thomás Meirelles, no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus. Intitulado “Pequenos empreendedores: protagonistas da sua própria história”, o trabalho foi desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N° 001/2018.

No projeto, os estudantes criaram uma empresa fictícia e produziram biscoitos caseiros com sabores de frutas regionais. Para isso, contaram com o apoio de uma nutricionista e de graduandos do curso de nutrição da Universidade Nilton Lins.

02.05.2019 - PCE Empreendedorismo - Escola Municipal Thomás Meirelles-3

Segundo a coordenadora do projeto, Suzana Albuquerque Vieira, com os alunos foram trabalhados conceitos da Pedagogia Empreendedora e Empreendedorismo Social, com objetivo de despertar nos alunos o  espírito empreendedor, por meio do estímulo ao autoconhecimento e no desenvolvimento de competências.

“Os biscoitos foram comercializados pelos alunos na comunidade escolar em troca de alimentos não perecíveis e doados aos desabrigados do incêndio que ocorreu do bairro de Educandos, em dezembro de 2018”, conta a professora.

Iniciação Científica Junior

 Os estudantes Maria Clara dos Santos e Miguel Claudio dos Santos, do 5º ano, contam que nunca tinham participado de um projeto de iniciação científica junior antes e que a experiência adquirida no projeto teve impacto na vida escolar e pessoal.

“Conseguir aprender várias coisas e quando crescer pretendo seguir na área do empreendedorismo. Essa é uma experiência que vou levar para minha vida”, relata Maria Clara.

02.05.2019 - PCE Empreendedorismo - Escola Municipal Thomás Meirelles-13

Coordenadora do projeto, Suzana Albuquerque, com os alunos participantes

Mais PCE

No dia 10/7 a Fapeam divulgou o resultado do PCE. Lançado no mês de abril, o programa recebeu 742 propostas de professores da educação básica de escolas estaduais e  municipais de Manaus  e de escolas estaduais do interior do Amazonas. Desse total, 619 foram aprovadas nesta edição. Ao todo, serão disponibilizadas pelo PCE 2.476 bolsas para capital e interior.

Em 2019, o PCE completa 15 anos em comemoração a data esta edição é especial chamada de edição de ouro, e contará com seminário de apresentação ao público, premiação para os melhores trabalhos e revista com resumos dos projetos.

PCE

 O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus.

Desenvolvido pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) e Secretaria Municipal  de Educação  (Semed Manaus), o programa tem como objetivo despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes de ensino público, bem como contribuir para o processo de formação continuada dos professores.

Por Jessie Silva

Fotos- Érico Xavier

 

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