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Pesquisadores desenvolvem células solares empregando pigmentos vegetais do Amazonas

CELULAS SOLARES UFAM  - Fotos Érico Xavier_-22

Pesquisadores pretendem produzir energia elétrica utilizando células solares desenvolvidas a partir de pigmentos vegetais extraídos de plantas Amazônicas como, o bujuju, o açaí, o urucum, o jenipapo, a murtinha e o crajiru. Trata-se de uma solução alternativa de baixo custo para a geração de eletricidade com aplicabilidade de materiais orgânicos como fontes renováveis de energia.

CELULAS SOLARES UFAM  - Fotos Érico Xavier_-19

Estudo foi apoiado pela Fapeam, por meio do Universal AM

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), os pesquisadores desenvolvem células solares fotossensibilizadas por corantes vegetais, baseadas no modelo concebido por Michael Grätzel, no entanto, estas células fazem uso de pigmentos naturais que substitui os custosos corantes sintéticos a base de metais pesados.

Estas células possuem um arranjo estrutural muito simples, condicionadas a um foto-anodo (FTO/TiO2/corante), eletrólito e contra eletrodo. A célula é fechada na conformação similar a um sanduíche, intermediado pelo par redox (eletrólito). Os parâmetros elétricos são obtidos medindo a curva I-V (corrente-tensão).

O projeto “Desenvolvimento de células solares empregando pigmentos vegetais de plantas do Amazonas” foi desenvolvido no Laboratório de Bioeletrônica e Eletroanálises (Label) da Central Analítica (CA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, amparado pelo Programa Universal Amazonas, Edital Nº 030/2013.

Dr. Walter Ricardo Brito - UFAM_-4

Coordenador do projeto, Walter Ricardo Brito.

Para o coordenador do projeto, Walter Ricardo Brito, o aproveitamento da energia solar é uma das alternativas mais promissoras diante de outras fontes como, por exemplo, a hidrelétrica. Além disso, a pesquisa pretende mostrar o potencial do capital científico-tecnológico que a Região possui e, que possibilita desenvolver pesquisas nas áreas de produção de energia a partir de tecnologias de última geração.

“Também será possível a prospecção e seleção de materiais e pigmentos vegetais do Amazonas para aplicar em sistemas sustentáveis de geração de energia”, disse.

A limitação dos recursos energéticos na natureza, o aumento do consumo de energia e o aumento da conscientização para a conservação do meio ambiente favorecem a pesquisa e o desenvolvimento em sistemas de células solares, especialmente em regiões como a Amazônia.

Comunidades isoladas

As novas células solares sensibilizadas por corantes podem ser utilizadas por meio de diferentes tecnologias, principalmente o sistema fotovoltaico, ou seja, painéis solares que captam a luz do sol e a transformam em energia elétrica.

CELULAS SOLARES UFAM  - Fotos Érico Xavier_-7

Pigmentos vegetais extraídos de plantas Amazônicas

No que se refere às comunidades isoladas, a nova geração de painéis solares será uma das opções tecnológicas que permitirá a inclusão da população sem acesso à eletricidade, bem como, potenciar a Bioeconomia através de uma exploração sustentável dos recursos naturais que a Floresta Amazônica oferece.

Esses sistemas estão entre os mais promissores para a redução do consumo de energia gerada a partir de combustíveis fósseis e, de outros fatores negativos, ao mesmo tempo em que oferecem oportunidades para o desenvolvimento e o crescimento econômico da Região. 

Universal Amazonas

O objetivo do Programa Universal Amazonas é financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do  Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no Estado.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Alunos do interior do Amazonas aprendem a importância da floresta e biodiversidade Amazônica

02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-39

Mais de 40 estudantes da Escola Estadual Isaías Vasconcelos, no município de Iranduba, participaram de oficina e atividades interativas que trouxeram a reflexão sobre os ganhos e perdas que ocorrem no ecossistema com a manutenção e derrubada da floresta Amazônica. A atividade foi realizada na segunda-feira (2/12).

A ação faz parte do projeto intitulado “Brincando se a aprende: a importância da floresta e biodiversidade amazônica”, desenvolvido pela pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e coordenadora do projeto, Genoveva Chagas de Azevedo, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação  (POP CT&I), edital N°009/2019.

O proje02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-29to foi desenvolvido em seis escolas, com alunos do Ensino Médio e Fundamental, da rede pública de Manaus, Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo. Também foi realizada oficina para simular o trabalho de campo no Bosque da Ciência do Inpa, para os visitantes em geral.

Segundo a coordenadora do projeto, Genoveva Azevedo, especificamente para esse projeto, o tema desenvolvido e debatido foi à floresta amazônica.

“Criamos uma espécie de jogo com base no que a gente ganha com a floresta em pé e o que a gente perde com a floresta no chão, trazer essa discussão levar informação de conhecimento científico  e propor essa reflexão aos estudantes  o que  a gente ganha , o que a gente perde se não cuidar da nossa floresta.  Sendo um debate tão presente e tão atual”, conta.

  Jogo

Segundo Genoveva, o jogo utiliza dois painéis, que retratam a floresta em pé, exuberante e o outro a floresta no chão (queimada/derrubada). Cada painel é composto por 20 quadrados nas laterais enumerados de 1 a 6, que os participantes escolhem após jogar o dado. Cada quadrado corresponde a uma possível consequência de cada cenário.  Ao final o aluno leva consigo um cartão informativo sobre o cenário apresentado.

02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-29

“Essa atividade possibilita ao estudante de forma lúdica e interativa o conhecimento sobre o papel da floresta no ecossistema. A gente acredita que o conhecimento aliado com o processo educativo e com a reflexão crítica, é possível que o cidadão se coloque também na condição de co-responsável  e isso venha gerar uma conduta diferente na questão dos cuidados com o meio ambiente”, disse.

O estudante Lucas Albuquerque, do 3º ano do ensino médio, que participou da atividade, conta que aprendeu muito com o tema abordado na oficina. “Achei legal, muitas coisas que ocorrem no processo natural da floresta que eu não conhecia. Isso permitiu que refletisse sobre a importância da floresta para nosso meio ambiente e também para nossa vida”.

Segundo a estudante, Larissa Dantas, também do 3º ano do ensino médio,  oficinas como essas nas escolas é muito importante para o conhecimento. “Aprendi mais do que nunca que devemos preservar nossa floresta, ela serve para tudo e se continuar o crescimento do desmatamento das florestas, nós seremos os maiores prejudicados”, disse.

No Amazonas, o Governo do Estado, por meio do POP CT&I da Fapeam, apoia a realização de 26 eventos de popularização da ciência, em diversas áreas, na capital e no interior. Lançado no mês de junho, o POP CT&I, conta com recursos financeiros da ordem de R$800 mil, para apoiar a realização de exposições, feiras, oficinas, minicursos, palestras e outras atividades interativas sobre CT&I, em locais públicos, organizados por temas, campos ou áreas do conhecimento.

Para a coordenadora do projeto a iniciativa da Fapeam é fundamental, que editais como POP CT&I têm alcance bastante interessante junto à população.02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-55

 

“É

uma forma também de saber que existe investimento de popularização da ciência para apoiar pesquisadores, professores para desenvolver atividades dessa natureza, onde podemos criar mecanismos recursos que possam mediar essa discussão, essa questão do conhecimento científico. O pesquisador publica seu artigo,  mas  como vai fazer para decodificar isso? Como torna esse tipo de conhecimento acessível a outros grupos? e esse tipo de projeto é fundamental ele instiga e desafia o pesquisador a buscar uma forma de tornar esse  conhecimento acessível em uma linguagem que os cidadãos de um modo geral entendam”, relata a pesquisadora.

Por Jessie Silva

Fotos: Jessie Silva

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Coordenadores de projetos do Programa Ciência na Escola participam de oficina de qualificação

Com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualificação na elaboração dos relatórios finais dos projetos do Programa Ciência na Escola (PCE) foi realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), na sexta-feira (29/11), a “Oficina de Elaboração de Relatório Final” direcionada aos professores que são coordenadores dos projetos de escolas municipais de Manaus.

Capa

Coordenadores na Oficina de Elaboração de Relatório Final.

O evento reuniu aproximadamente 40 professores no auditório da Divisão de Desenvolvimento profissional do Magistério (DDPM), no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul de Manaus.

Para a integrante da Coordenação do Processo de Avaliação do PCE, Maria Fulgência Bandeira, o intuito é ajudar os coordenadores a qualificar esses relatórios finais e ter o diagnóstico de como a alfabetização científica está sendo implementada nas escolas.

“Dessa forma teremos como avaliar os indicadores e, assim acompanharmos a contribuição do PCE com o conhecimento dos nossos alunos tanto da rede estadual quanto municipal”, disse Fulgência.  

Para o coordenador do PCE na Semed, Romualdo Caetano, a oficina é um momento de troca de experiências que vai dar suporte aos coordenadores para que eles possam desenvolver o trabalho cada vez melhor.

Coordenadores

Para a coordenadora do projeto “Los colores y la gastronomía de la cultura mexicana” desenvolvido na Escola Municipal  Raimundo Botinelly, no bairro Cidade Nova I, zona Norte de Manaus, a iniciativa vai otimizar muito o tempo tanto dos coordenadores quanto dos avaliadores.

“Esses esclarecimentos devem sanar as dúvidas que são comuns a todos os coordenadores na elaboração dos relatórios finais”, comentou Ádria.

Alvanir Filho

Coordenador de projeto do PCE, Alvanir Filho.

O professor Alvanir Carolino da Silva Filho da Escola Municipal Anastácio Assunção, localizada no bairro São Lázaro, zona Sul de Manaus, coordenador do projeto “História e transformações urbanas em Manaus: uma abordagem sobre as edificações antigas construídas até metade do século XX no bairro Cachoeirinha”, disse que a Fapeam formou uma excelente equipe para dar orientações e esclarecimentos aos coordenadores desde a elaboração até a avaliação final dos projetos.  

“É através da elaboração de um bom relatório final de pesquisa que a comunidade científica poderá divulgar o conhecimento científico para a comunidade em geral”, disse, Alvanir.   

Maria Lúcia

Professora Maria Lúcia Moraes.

Com o projeto Histórias em quadrinhos: o personagem “Curumim” como formador de opinião e criticidade no contexto da EJA, é o primeiro ano em que a professora Maria Lúcia Moraes, da Escola Municipal Anastácio Assunção, coordena um projeto no PCE.  

“Para mim que sou iniciante, a oficina foi muito esclarecedora e deve ajudar na elaboração de um relatório final de qualidade”, ressaltou Maria Lúcia.

A próxima Oficina de Relatório Final do PCE ocorrerá dia 9/12, de 14h as 17h, no auditório da Escola Estadual de Tempo Integral Bilíngue Professor Djalma da Cunha Batista, no bairro Japiim, zona Sul de Manaus. A atividade é voltada para professores coordenadores de escolas estaduais.

 
PCE 

Lançado no mês de abril, o PCE recebeu 742 propostas de professores da educação básica de escolas estaduais e  municipais de Manaus e de escolas estaduais do interior do Amazonas. Desse total, 619 foram aprovadas nesta edição. Ao todo, foram disponibilizadas pelo PCE 2.476 bolsas para capital e interior.

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus. O PCE é desenvolvido Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-AM) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus).

Por: Helen de Melo

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Workshop populariza alimentos da Amazônia

Promover a discussão de temas relacionados ao perfil nutricional e potencial bioativos de alimentos amazônicos e sua relação com a saúde humana é o objetivo do I Workshop de Alimentos Funcionais que iniciou nesta segunda-feira (25/11), no Laboratório de Alimentos Funcionais (Labaf), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus.

Workshop conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do Programa de Apoio à Popularização da CT&I (POP CT&I), edital N°009/2019.

WORKSHOP DE ALIMENTOS FUNCIONAIS - FOTOS ÉRICO X._-89

Segundo a coordenadora do evento, a doutora em Biotecnologia, Francisca das Chagas do Amaral, que atua com pesquisa de frutos amazônicos  no Inpa, o Workshop tem a finalidade de popularizar os alimentos funcionais da Amazônia, por meio de palestras, mesas-redondas e minicursos que objetivam aprimorar o desenvolvimento científico e a troca de conhecimento entre os participantes do evento.

“A importância desse evento é mostrar para a população o grande potencial que temos com alimentos amazônicos e aproveitarmos  esses alimentos de forma integral, além de usarmos o potencial que temos em simples preparações de receitas funcionais ou até em produtos”, disse.

Workshop

A programação é voltada para  estudantes de graduação, pós-graduação, professores  e profissionais interessados nas áreas de alimentos funcionais e será realizado até o dia 26/11.

No primeiro dia foi realizado o minicurso “Popularizações de Preparações com Alimentos Funcionais” apresentado pela nutricionista, Midore Nakamura Marques, mestranda da área de Tecnologia de Alimentos do Inpa. Na oportunidade, ela mostrou também a composição de alimentos vendidos em supermercados para alertar sobre os produtos industrializados consumidos pela população

WORKSHOP DE ALIMENTOS FUNCIONAIS - FOTOS ÉRICO X._-162

“Queremos mostrar que sempre existe uma alternativa saudável e composta de bioativos por meio de alimentos naturais. Espero que as pessoas tenham um despertar interno e que elas consigam, nem que seja um pouco, melhorar a alimentação do seu cotidiano”, relata.

A nutricionista, Bianca Nazaré, assistiu o Workshop e disse ser “Uma experiência enriquecedora para nosso conhecimento, conhecendo verdadeiramente os alimentos funcionais e suas propriedades de ricos nutrientes para saúde e bem-estar”, comentou.

POP CT&I

No Amazonas, o Governo do Estado, por meio do POP CT&I da Fapeam, apoia a realização de 26 eventos de popularização da ciência, em diversas áreas, na capital e no interior. Lançado no mês de junho, o POP CT&I, conta com recursos financeiros da ordem de R$800 mil, para apoiar a realização de exposições, feiras, oficinas, minicursos, palestras e outras atividades interativas sobre CT&I, em locais públicos, organizados por temas, campos ou áreas do conhecimento.

A pesquisadora Francisca das Chagas comenta que  o Programa, realizado por meio da Fapeam, é importante por fomentar diretamente ações de popularização da ciência. ”O suporte que a Fapeam oferece facilita para que possamos difundir ainda mais a ciência na região”, conta.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Estudo aponta importância dos fatores genéticos na suscetibilidade da leishmaniose cutânea

Pesquisadores identificaram através de um estudo genético do hospedeiro (homem) quais genes estão associados à resposta imune e na cicatrização das lesões cutâneas em pacientes diagnosticados com leishmaniose causada pelo protozoário Leishmania guyanensis.

A pesquisa, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) investigou o que torna um indivíduo suscetível a desenvolver a doença, enquanto outros se mostram resistentes, mesmo vivendo em um ambiente com incidência significativa de casos registrados de leishmaniose.

O fato de nem todas as pessoas infectadas desenvolverem a doença, sugere a existência de um conjunto de fatores genéticos nesse controle, embora fatores nutricionais e ambientais também possam contribuir com o desenvolvimento de doenças infecciosas.

O projeto “Perfis citocinas e variantes dos genes envolvidos na resposta imune e na cicatrização das lesões em pacientes com leishmaniose cutânea em uma população caso-controle de Manaus, Amazonas”, foi coordenado pelo pesquisador Rajendranath Ramasawmy.

Dr.Rajendranath Ramasawmy - FMT - Fotos Érico X._

Coordenador da pesquisa, Rajendranath Ramasawmy.

 

A pesquisa foi desenvolvida no laboratório multidisciplinar da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), centro de referência no atendimento para leishmaniose no Estado, e amparada pelo Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas), Edital Nº 030/2013.

Estudo

Na investigação foram utilizadas amostras biológicas (sangue) de 1.600 indivíduos com faixa etária entre 12 e 65 anos de idade. Sendo 800 pacientes (amostra populacional de indivíduos com diagnóstico positivo para leishmaniose) atendidos na FMT-HVD, e 800 indivíduos do grupo controle (pessoas saudáveis sem histórico de leishmaniose, procedentes das mesmas áreas endêmicas dos pacientes infectados por L. guyanensis).

Laboratório

A pesquisa foi desenvolvida no laboratório multidisciplinar da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

 

Trata-se de um estudo caso-controle de análise de associação genética em que os pesquisadores estudaram os polimorfismos genéticos (variações nas sequências de DNA) presentes em genes que codificam proteínas que desempenham papéis importantes para o sistema imunológico.

Com isso, os pesquisadores identificaram os marcadores genéticos associados à resposta imune do hospedeiro, os mecanismos moleculares envolvidos na cicatrização ou mesmo desenvolvimento das lesões na pele.

Resposta imune

Os pesquisadores conseguiram demonstrar que indivíduos com baixo nível de citocina IFN (Interferon gamma), proteína produzida pelo gene IFNG, associado a um conjunto polimorfismo, são mais susceptíveis à infecção uma vez que essa substância é muito importante para o controle parasitário.

Equipe

Grupo de pesquisa.

 

O estudo apontou que polimorfismos de IL-1B, citocina pró-inflamatória, cuja produção excessiva está ligada à severidade da doença, e baixos níveis de IL-1RA (receptor antagonista) parecem estar associados à susceptibilidade à infecção. Já polimorfismos dos genes IL-2, IL-2RB e JAK3 não conferem susceptibilidade ou proteção contra a leishmaniose cutânea.

Leishmaniose cutânea no Amazonas

De acordo com os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan/Astec), entre os meses de janeiro e julho de 2019 foram notificados  710 novos casos de Leishmaniose Cutânea. Em 2018, foram 1.612 novos casos registrados no Estado.

Em um período de 10 anos (2007 a 2017), o Estado registrou 18.677 casos novos de Leishmaniose Cutânea, e fez o Amazonas ocupar a 5ª posição no ranque dos estados com maior número de notificações.

A comparação entre todos os estados é feita com base nos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde no portal DATASUS. Nesse portal, estão disponíveis dados até 2017.

Segundo a estratificação de risco de leishmaniose cutânea e mucosa utilizada pela Organização Pan-Americana de Saúde, o Amazonas está classificado como área com transmissão muita intensa (incidência de LTA no Amazonas em 2018 = 39,5 casos/ 100 mil hab.).

Leishmaniose cutânea

É uma doença infecciosa não contagiosa causada pelo protozoário Leishmania que é transmitido ao homem e aos animais silvestres pela picada do mosquito-palha infectado. O parasita é controlado pelo sistema imunológico do hospedeiro. Indivíduos que não possuem uma resposta imunológica eficaz contra Leishmania desenvolvem úlceras na pele e nas mucosas das vias aéreas superiores. Há duas formas de leishmaniose: a cutânea e a visceral.

Genes

Os genes são sequências de DNA (molécula que contém informações genéticas) com instruções para produzir proteínas que desempenham uma função específica no corpo. Os pesquisadores identificaram que vários genes estão envolvidos na ação de cicatrização tecidual e cura mais rápida das lesões. Verificou-se também que polimorfismos em alguns genes estão associados à leishmaniose cutânea no estado do Amazonas.

Importância do estudo

Ainda não foi desenvolvida uma vacina contra leishmaniose, e o tratamento padrão para a doença é medicamentoso com efeitos colaterais adversos. No Brasil, o Antimoniato de Meglumina é a droga de escolha para o tratamento de Leishmaniose Cutânea; Anfotericina B e a Pentamidina são a segunda linha de opção terapêutica.

Recentemente, a Miltefosina mostrou ser eficaz e segura para o tratamento de Leishmaniose causada por L. guyanensis e L. braziliensis, mas ainda não está disponível no país. A dose de Antimoniato Meglumina recomendada é de 10–20 mg/kg/dia injetada por 20 dias seguidos com taxa de eficácia entre 26,3% a 81,6%. Para a injeção de Anfotericina B, o paciente precisa ficar sob observação no hospital para monitoramento da função renal.

Desse modo, é importante estudar os mecanismos imunogenéticos envolvidos na cicatrização ou desenvolvimento das lesões, a fim de contribuir com a futura elaboração de tratamentos mais eficazes como, por exemplo, a combinação da imunoterapia com o tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde.

O estudo resultou na publicação de seis artigos em revistas internacionais, confira.

Universal Amazonas

O programa tem o objetivo de financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do estado do Amazonas, em instituição de pesquisa ou de ensino superior ou centros de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no Estado. A última edição do Programa foi lançada em junho de 2019.

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Programa Centelha Amazonas é divulgado em Manacapuru

Estimular o empreendedorismo inovador por meio de capacitações para o desenvolvimento de produtos (bens e serviços) ou de processos inovadores é o objetivo do Programa Centelha Amazonas apresentado pela equipe da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para estudantes, professores e empreendedores no município de Manacapuru, nesta terça-feira, (19/11).

A ação ocorreu na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) com o objetivo de incentivar as pessoas a submeterem suas ideias inovadoras ao programa para obtenção de apoio financeiro de até R$65 mil, por meio de subvenção econômica, para desenvolver o projeto e transformá-lo no empreendimento.

Os parceiros do Programa Centelha que participaram da ação foram a UEA, Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL- Manacapuru), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae- Manacapuru) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac- Manacapuru).

PROGRAMA CENTELHA EM MANACAPURU - FOTOS ESTERFFANY-4

Vale destacar que a inscrição no Programa é gratuita e contempla diversas áreas do conhecimento, podendo ser realizada até o dia 29 de novembro (sem nova prorrogação), por meio do site www.programacentelha.com.br/am.

A coordenadora em exercício do Centelha Amazonas pela Fapeam, Liliane Valente, destacou que o Programa é pioneiro e ocorre em três fases: ideias inovadoras, projeto de empreendimento e projeto de fomento. O program  oferecerá capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócio de sucesso.

PROGRAMA CENTELHA EM MANACAPURU - FOTOS ESTERFFANY-2

A gerente do Núcleo de Ensino Superior da UEA Campus Manacapuru, Andréa Barreto, destacou que a oficina de submissão de ideias ao Programa foi importante para  orientar  as pessoas a  se inscreverem corretamente.

Segundo a gerente do Sebrae em Manacapuru, Cleonice Fonseca, a instituição apoia o Programa Centelha por entender a importância dele no processo de inovação e no impulsionamento do empreendedorismo no Amazonas. “É muito importante o Centelha para trazer novas ideias para o município e para o Estado”, disse.

A professora do Senac, Dejean Mafra, destacou que o programa é inovador e tem despertado o interesse dos alunos. “Manacapuru tem vários projetos de alunos que estão prontos para se inscreverem no programa”, comentou.

Para o estudante em contabilidade, Jhonata Alves, o programa traz o incentivo para quem quer empreender, colocando em prática as ideias e sonhos. “Gostei de conhecer o programa e penso sim em submeter a minha proposta”, contou.

Segundo a graduanda em Licenciatura em Matemática da UEA, Helora Rosas, o programa possibilita aos amazonenses trabalharem seus projetos e com isso contribuir com a melhoria de serviços e produtos para Estado. “O Programa Centelha dá esse suporte para que possamos expandir nossas ideias”, revelou.

Também cursando Licenciatura em Matemática da UEA, Lucas Serrão, disse que o Programa é importante, principalmente por apoiar financeiramente projetos que ainda estão na fase da ideia. “Eu gostei do Programa, porque a ideia pode ser transformada em um negócio e oportuniza à pessoa tornar-se empreendedor”.

Sobre Centelha

No Amazonas,  o Programa é desenvolvido pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), e visa apoiar ideias inovadoras para transformá-las em negócios de sucesso. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Acesse o edital do Programa Centelha Amazonas

Por Esterffany Martins

Fotos : Esterffany Martins

 

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Startup oferece soluções tecnológicas de insumos amazônicos por meio de consultoria técnica

Facilitar ao cliente o acesso aos insumos da Amazônia, garantindo a autenticidade e padronização, para serem utilizados pela indústria de alimentos e cosméticos é o objetivo da Startup  Amazon Doors,  que teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Sinapse da Inovação, em parceria com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi).

Amazon Doors - FOTOS ÉRICO XAVIER-38Segundo a sócia da empresa, Sandra Zanotto, que atua  na área de Química Orgânica e Produtos Naturais, o foco é atender  demandas de empresas que querem acessar ingredientes amazônicos com qualidade, comércio justo e sustentabilidade.

“O cliente quer um ingrediente com toda cadeia formada ou às vezes uma pesquisa em algo específico no produto que deseja. Por exemplo, nosso cliente tem uma demanda de produto, temos uma equipe formada por diversos profissionais que colaboram com o desenvolvimento dos serviços, no qual é feito o levantamento dos dados, dos insumos das necessidades da estruturação da cadeia ou da formação do produto. Após todo esse levantamento, a  equipe realiza um estudo para apresentar a melhor solução para a demanda do cliente, que irá decidir qual o tipo de serviço irá realizar”, detalhou.

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Sandra Zanotto- sócia da empresa

Sandra Zanotto destaca que a empresa além de fazer o estudo científico da matéria-prima também fornece protótipos para os clientes que desejam produzir e reforçou que não é realizado produto para a venda comercial, apenas protótipos e amostras.“O cliente deseja uma amostra do ingrediente que pode ser um extrato, óleo, manteiga, ou um processo que ele tenha que estudar. Diante da demanda, fazemos um protótipo, para mostrar a qualidade do rendimento da matéria–prima que será fornecida à ele. Fazemos  um serviço de extração de óleos e extratos  para qualificar a matéria-prima e saber o rendimento e viabilidade”, afirma.

De acordo com o químico e sócio-diretor da empresa, Diego dos Santos Freitas, todo o processo desde a extração do insumo, produção e padronização dos insumos para o comércio são analisados pela Amazon Doors para garantir segurança e qualidades nos produtos, além disso, a empresa realiza consultoria  técnica  e treinamento de boas práticas de manejo aos produtores.

 

“O maior diferencial da empresa é oferecer um insumo natural e autêntico, de caráter totalmente amazônico, através de transferência tecnológica de processos e produtos obtidos por meio de pesquisa, porque é feito um todo um  estudo da literatura sobre a matéria prima”, disse.

Diego Freitas destaca também a valorização das comunidades ribeirinhas, a proposta de adotar preços justos ao produtor rural. “Nós temos um comprometimento com o produtor, adotamos a  política de preço baixo para o produto extrativo, fornecendo assim uma importante garantia de renda para as comunidades tradicionais, ribeirinhas e indígenas do estado do Amazonas”, contou

Amazon Doors - FOTOS ÉRICO XAVIER-22

Diego dos Santos Freitas- sócio-diretor da empresa

Oportunidade

Para quem pretende começar a empreender a partir de uma ideia inovadora, mas não sabe como? Fique atento e aproveite a oportunidade de inscrever sua ideia no Programa Centelha Amazonas.

A inscrição é gratuita e pode ser feita por meio do site www.programacentelha.com.br até dia 29 de novembro.

Podem participar pessoas físicas, vinculadas ou não a empresas com até 12 meses de existência anteriores à data de publicação do edital e faturamento bruto anual de até R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais), sediadas no Amazonas.

 O Programa Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa será executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

 

 

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Fapeam recebe representante da Embaixada Francesa para discutir projetos em curso do Guyamazon e novas parcerias

Com objetivo de discutir de projetos científicos que estão em curso por meio do Programa de Cooperação Internacional Guyamazon, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebeu no dia 06/11, a visita do Conselheiro de Cooperação e Ação Cultural da Embaixada da França Olivier Giron, na sede da Fundação, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

O Guyamazon é um programa franco-brasileiro de cooperação científica que apoia a execução de projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), no âmbito da colaboração científica e tecnológica entre pesquisadores de instituições do Amazonas e pesquisadores franceses. O apoio foi destinado ao projeto de pesquisa e à mobilidade de pesquisadores e estudantes.

As parcerias com as instituições de Ensino e Pesquisa da França têm resultado em projetos de pesquisa, entre outros, referentes ao meio ambiente e recursos naturais, produção e segurança alimentar, riscos naturais, além de variabilidade e mudanças climáticas.

Participaram da reunião a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, a diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos e a diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade.

06.11.2019 - REUNIÃO FAPEAM E REPRES. DA FRANÇA -  FOTOS ÉRICO X-9

Durante o encontro foram destacados temas como ajustes técnicos de projetos científicos que estão em andamento e prospecção de futuros acordos de cooperação com o Amazonas.

Na oportunidade, Márcia Perales falou da relevância de ajustes técnicos de pesquisas que estão em andamento para que no final do programa os projetos possam ser concluídos com sucesso, e destacou a importância da rede  franco- brasileira para futuras colaborações de projetos ligados a diversas problemáticas que envolvem a região.

“A oportunidade de futuras propostas de rede franco- brasileira com base técnico- científica seria muito importante para nossa região, especialmente de interesse dos próprios amazônidas em função de toda a nossa singularidade, além de contribuir para o fortalecimento da política de CT&I.” salientou.

Para Olivier Giron, os tópicos de pesquisas desenvolvidos através de acordos de cooperação internacional são assuntos importantes para ambos os países.

“São tópicos de pesquisas para a preservação da natureza, do meio ambiente, mas também das populações de pessoas que vivem no ambiente; ter essa interlocução gera troca de conhecimento e uma visão da aplicação das políticas públicas para o estado do Amazonas”, disse.

 Guyamazon

O programa é realizado pela Fapeam, em parceiras com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (Fapema), Embaixada da França, Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) e região da Guiana Francesa.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Fapeam analisa projetos em Seminário de Avaliação Final do Pecti

Cinco projetos selecionados pelo Programa Estratégico de Ciência, Tecnologia & Inovação nas Fundações de Saúde do Amazonas (Pecti/AM-Saúde) foram analisados pelo Comitê Gestor e Avaliador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) durante Seminário de Avaliação Final do Programa. O evento foi realizado no dia 23/10, no Hotel Nobile Suites Manaus Airport, localizado no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.

O Programa foi lançado pela Fapeam, edital Nº 001/2014, com o objetivo de fomentar a inserção de pesquisadores em Projetos Estratégicos de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação nas Fundações de Saúde com sede no Amazonas.

Os projetos foram desenvolvidos por pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Fundação Alfredo da Matta (Fuam), Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) e Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS).

SEMINÁRIO DE AVALIAÇÃOPECTI -AM SAÚDE 2019 - FOTOS ÉRICO XAVIER-29

Os Projetos foram analisados pelo Comitê Gestor e Avaliador da Fapeam.

 

Abertura

Participaram da mesa de abertura a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, o assessor técnico da Susam, Jani Kenta Iwata, o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Jorge Luiz Maia Carneiro e o chefe do Departamento de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), André Luís Willerding.

Durante o seminário, Márcia Perales, reiterou que o Governo do Amazonas tem dado todo apoio para as ações desenvolvidas pela Fundação, para alavancar o cenário de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e que neste ano reposicionou estrategicamente a CT&I, por entender a importância desta área para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado.

Marcia Perales reforçou ainda que os resultados ao fim de uma pesquisa científica precisam ser evidenciados e que a informação deve chegar até a sociedade. “Hoje temos a apresentação de cinco projetos que são vinculados às fundações de saúde do Amazonas e instituições de ensino e pesquisa. Foi uma carta-convite importante lançada em 2014, que priorizou a área da saúde”, comentou.

Márcia Perales

Diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales.

 

Para Jani Kenta Iwata, o fomento para projetos científicos voltados para a área da saúde é importante e traz impacto e fortalecimento para o SUS. “É um programa que fortalece as nossas unidades, principalmente as fundações de saúde do Amazonas”, disse.

O chefe do Departamento de Ações Estratégicas da Sedecti, André Luís Willerding, disse que o PECTI/AM-Saúde é um programa estratégico importante para a área da saúde no Amazonas. “A secretaria executiva de CT&I, dentro da Sedecti, tem toda uma sensibilidade e apoia constantemente pesquisas na área de saúde, porque sabemos da importância desses resultados”, comentou.

Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Jorge Luiz Maia Carneiro, é muito gratificante e interessante participar desses momentos de compartilhamento das informações científicas especificamente participando como representante do Sistema Único de Saúde (SUS) e, vendo o que é produzido pela ciência em benefício desse Sistema.

Projetos

Um dos projetos avaliados durante o Seminário foi desenvolvido pela pesquisadora da Fuam, Maria da Graça Cunha, intitulado “Consolidação da pesquisa científica em infecções sexualmente transmissíveis, hanseníase e outras doenças dermatológicas de interesse sanitário na Fundação Alfredo da Matta”, com o objetivo de consolidar a pesquisa cientifica na Fuam, nos níveis de graduação e pós-graduação, para elaboração de novos projetos visando a captação de recursos para execução de estudos científicos que objetivem identificar ferramentas inovadoras para o diagnóstico, tratamento e controle epidemiológico das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), hanseníase e outras doenças dermatológicas de interesse sanitário.

“É importante que a Fapeam continue com este olhar especial para as Fundações de Saúde porque elas representam um pilar dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e essa proximidade da pesquisa com a assistência tem que continuar a ser incentivada. É preciso tirar o vácuo que existe entre a pesquisa básica e a aplicação dos resultados. A Fapeam tem ajudado nesse processo de investir numa pesquisa que aproxima a ciência da sua utilização no atendimento às pessoas que são o foco principal da nossa atuação como pesquisadores”, disse Maria da Graça.

Maria da Graça

Pesquisadora da Fuam, Maria da Graça Souza Cunha.

 

A pesquisadora informou que o projeto possibilitou a publicação de artigos científicos em periódicos nacionais e internacionais, dissertações de mestrado, teses de doutorado, projetos de iniciação científica e credenciamento em 2017 do Mestrado Profissional de Ciências Aplicadas à Dermatologia (Universidade do Estado do Amazonas-UEA), Fuam e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O pesquisador do Hemoam, Alysson Guimarães da Costa, explica que o projeto “Incorporação de Novas Tecnologias na Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas” permitiu a criação do laboratório de genômica e sua estruturação com equipamentos e equipe treinada, aumento nas publicações que refletiram na consolidação do mestrado em Ciências Aplicadas em Hematologia, além disso, foi possível aumentar o número de mestres e doutores dentro da Fundação.

Projetos Avaliados

Programa Estratégico de Apoio à Pesquisa e ao Ensino na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD);

Programa Estratégico de Consolidação da Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazonas);

Consolidação da Pesquisa Científica em Infecções Sexualmente Transmissíveis, Hanseníase e Outras Doenças Dermatológicas de Interesse Sanitário na Fundação Alfredo da Matta (Fuam);

Fortalecimento das atividades de pesquisa, tecnologia e ou inovação para execução de programas estaduais de prevenção e controle de doenças na Fundação de Vigilância em Saúde (FVS);

Incorporação de Novas Tecnologias na Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Inscrição de ideias inovadoras ao Programa Centelha pode ser feita durante a 2ª Feira do Polo Digital de Manaus

Os interessados em conhecer mais sobre o Programa Centelha Amazonas, esclarecer  dúvidas ou até realizar sua inscrição e submissão de ideias inovadoras  podem visitar  a  2ª Feira do Polo Digital de Manaus, que ocorre no Studio 5 Centro de Convenções, zona sul de Manaus. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam)  participa do evento  no estande do Processamento de Dados Amazonas S/A (Prodam) até a próxima quinta–feira (17/10), no horário de 14h  as 21h, e conta com  equipe técnica  para  orientar a população em relação ao Programa, bem como sobre  a  inscrição.

O Programa Centelha é realizado pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação de Pesquisa (Finep), com objetivo de transformar ideias em negócios de sucesso, oferecendo aos participantes, capacitação e suporte para alavancar o negócio e ampliação do networking. 

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A inscrição de ideias inovadoras ao Programa é  gratuita e pode ser realizada até o dia 29 de outubro, por meio do site www.programacentelha.com.br. Vale destacar que um dos critérios usados para o desempate é a data mais antiga de submissão da proposta. Portanto, deixar para a última hora não é uma boa ideia.

As propostas concorrem a até R$ 65 mil para permitir aos novos empreendedores iniciar um novo negócio. O investimento é por meio de subvenção econômica, ou seja, recurso não reembolsável, para apoiar até 28 projetos de inovação apenas no Amazonas.

Segundo o analista de processo, Alex Alfaia, que visitou o estande e conheceu o Centelha Amazonas,  o  Programa traz  oportunidade para quem quer empreender. “O Centelha  tem um diferencial, pois  abre portas para as pessoas de uma forma geral e  não apenas para especialistas. As pessoas muitas vezes  têm ideias inovadoras mas precisam de uma oportunidade e incentivo para serem desenvolvidas ”, conta.

Para a servidora pública, Márcia Maia,  o Programa permite que possam ser desenvolvidas ideias inovadoras benéficas para a região.”É a oportunidade de buscar novas ideias e produtos atendam as necessidades da região” disse.

Quem pode participar?

Podem participar pessoas físicas, vinculadas ou não a empresas com até 12 meses de existência anteriores à data de publicação do edital e faturamento bruto anual de até R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais), sediadas no Amazonas.

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Sobre o Centelha

O Programa Centelha será realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa será executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

15.10.2019 - II FEIRA DO POLO DIGITAL DE MANAUS  - FOTOS ÉRICO XAVIER._-22ª Feira do Polo Digital de Manaus

O evento é promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese Manaus) e, nesta edição, traz o tema “Manaus Inteligente”, apresentando o que há de mais inovador na Indústria 4.0, além de proporcionar um ambiente para networking e novos negócios.

Acesse o edital do Programa Centelha Amazonas

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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