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Projeto incentiva empreendedorismo na escola

Trabalhar a educação empreendedora na sala de aula foi à base de um projeto desenvolvido, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com alunos do ensino fundamental, na Escola Municipal Thomás Meirelles, no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus. Intitulado “Pequenos empreendedores: protagonistas da sua própria história”, o trabalho foi desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N° 001/2018.

No projeto, os estudantes criaram uma empresa fictícia e produziram biscoitos caseiros com sabores de frutas regionais. Para isso, contaram com o apoio de uma nutricionista e de graduandos do curso de nutrição da Universidade Nilton Lins.

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Segundo a coordenadora do projeto, Suzana Albuquerque Vieira, com os alunos foram trabalhados conceitos da Pedagogia Empreendedora e Empreendedorismo Social, com objetivo de despertar nos alunos o  espírito empreendedor, por meio do estímulo ao autoconhecimento e no desenvolvimento de competências.

“Os biscoitos foram comercializados pelos alunos na comunidade escolar em troca de alimentos não perecíveis e doados aos desabrigados do incêndio que ocorreu do bairro de Educandos, em dezembro de 2018”, conta a professora.

Iniciação Científica Junior

 Os estudantes Maria Clara dos Santos e Miguel Claudio dos Santos, do 5º ano, contam que nunca tinham participado de um projeto de iniciação científica junior antes e que a experiência adquirida no projeto teve impacto na vida escolar e pessoal.

“Conseguir aprender várias coisas e quando crescer pretendo seguir na área do empreendedorismo. Essa é uma experiência que vou levar para minha vida”, relata Maria Clara.

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Coordenadora do projeto, Suzana Albuquerque, com os alunos participantes

Mais PCE

No dia 10/7 a Fapeam divulgou o resultado do PCE. Lançado no mês de abril, o programa recebeu 742 propostas de professores da educação básica de escolas estaduais e  municipais de Manaus  e de escolas estaduais do interior do Amazonas. Desse total, 619 foram aprovadas nesta edição. Ao todo, serão disponibilizadas pelo PCE 2.476 bolsas para capital e interior.

Em 2019, o PCE completa 15 anos em comemoração a data esta edição é especial chamada de edição de ouro, e contará com seminário de apresentação ao público, premiação para os melhores trabalhos e revista com resumos dos projetos.

PCE

 O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus.

Desenvolvido pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) e Secretaria Municipal  de Educação  (Semed Manaus), o programa tem como objetivo despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes de ensino público, bem como contribuir para o processo de formação continuada dos professores.

Por Jessie Silva

Fotos- Érico Xavier

 

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Fapeam anuncia resultado do Programa Ciência na Escola 2019

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) realizou na tarde desta quarta-feira (10/7) a solenidade de divulgação das propostas aprovadas no Programa Ciência na Escola (PCE) edital Nº 003/2019. O evento ocorreu no auditório da Escola Estadual de Tempo Integral Bilíngue Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo, bairro Educandos, zona Sul de Manaus.

Lançado no mês de abril, o PCE recebeu 742 propostas de professores da educação básica de escolas estaduais e  municipais de Manaus  e de escolas estaduais do interior do Amazonas. Desse total, 619 foram aprovados nesta edição. Ao todo, serão disponibilizadas pelo PCE 2.476 bolsas para capital e interior.

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Pioneiro no país, o PCE é desenvolvido pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) e Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus).

Durante o evento, uma das novidades foram os destaques atribuídos aos projetos submetidos ao programa. Dentre esses, 51 receberam nota máxima e aproximadamente 60% dos trabalhos obteram nota 8,0.

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, disse que todas as novidades anunciadas no dia do lançamento do edital estão sendo cumpridas. Destacou o acréscimo no número de projetos e bolsas para professores e estudantes, bem como reajuste nos valores dessas bolsas.

“O Governo do Amazonas financiou o PCE prometendo e cumprindo o que foi anunciado e tem dado todo apoio para trabalharmos em prol da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do nosso estado. Realizamos oficinas preparatórias para apoiar os professores e fazer com que eles tivessem o maior êxito possível nesse processo. Além disso, vamos trabalhar com um evento amplo de divulgação, com direito a um seminário aberto ao público ao final do programa”, disse.

Márcia Perales reforçou ainda que em comemoração aos 15 anos do PCE está edição é especial chamada de edição de ouro, e contará com premiação para os melhores trabalhos e revista com resumos dos projetos.

Para o titular da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM), Luiz Castro, o programa evidencia a importância da interação entre a educação e a ciência. “Foram mais de 600 propostas contempladas, a maioria da rede pública estadual. É um grande avanço, um momento importante, pois são 15 anos de PCE. A Fapeam traz, portanto, uma contribuição significativa para o Governo do Estado”, pontuou o secretário de Educação.

 

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Para a subsecretária da Semed Manaus, Euzeni Araújo, o PCE contribui de forma significativa na melhoria da qualidade do ensino na rede pública municipal e estadual. “O programa trouxe muitos frutos a rede pública de ensino, por ser um programa que estimula a criatividade e o desenvolvimento da ciência na educação básica” comentou.

Menção Honrosa

 Os municípios de Itacoatiara (1º lugar), Parintins (2° lugar) e Manacapuru (3° Lugar) receberam menção honrosa por se destacarem entre os municípios com maior número de projetos aprovados nesta edição do PCE 2019.

A  Escola Estadual de Tempo Integral Engenheiro Professor Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo (Seduc Manaus), Centro de Tempo Integral Dom Jorge Edward Marskell (Seduc Interior- Itacoatiara) e Escola Municipal Jorge de Resende Sobrinho (Semed Manaus) receberam menção honrosa pelas escolas com maior número de propostas aprovadas no PCE.

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Ampliação

A edição do PCE 2019 contou, inicialmente, com investimentos da ordem de R$ R$3.366.000,00 (três milhões, trezentos e sessenta e seis mil reais) para apoiar até 600 projetos, sendo 200 (duzentos) destinados para escolas estaduais e municipais de Manaus e 400 (quatrocentos) para escolas estaduais do interior do Amazonas.

Diante do expressivo número de projetos aprovados na análise de mérito do PCE, o Conselho Diretor da Fapeam aprovou o acréscimo de R$106.590,00, que vai impactar no aumento de 19 projetos e 76 bolsas na capital e no interior.

Outro aumento desta edição é no valor da bolsa que valor saiu de R$120,00 (em 2018) para R$150,00 (em 2019). Para professores a bolsa salta de R$ 461 (em 2018) para R$560,00 (em 2019). Já o número de projetos saiu de 540 para 619, em comparação a 2018.

PCE

 O programa tem como objetivo despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes de ensino público, bem como contribuir para o processo de formação continuada dos professores.

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus.

Por Esterffany Martins e Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

 

 

 

 

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Fapeam participa da 12ª Reunião do Fórum de Gestores de Instituições de Ensino e Pesquisa do Amazonas

Fortalecer a colaboração entre as instituições de ensino e pesquisa no Amazonas em favor do desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) foi o objetivo da 12ª Reunião do Fórum de Gestores de Instituições de Ensino e Pesquisa do Amazonas realizada na terça-feira (28/05) na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), bairro Flores, zona centro-sul de Manaus.

Promovido pela Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), o Fórum reuniu reitores de universidades públicas e particulares e gestores de instituições de ciência, tecnologia e inovação no Amazonas, com intuito de trocar informações, experiências e cooperação técnica.

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12ª Reunião do Fórum de Gestores de Instituições de Ensino e Pesquisa do Amazonas. Foto: Érico Xavier

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, destacou a importância do Fórum e do diálogo entre as instituições de ensino e pesquisa para o fortalecimento da CT&I do Amazonas.

Durante o encontro, Márcia Perales apresentou os investimentos e principais programas desenvolvidos pela Fapeam ao longo de 10 anos (2008-2018), bem como os novos editais lançados e com previsão de lançamento ainda  em 2019.

“A Fapeam interage com todas as instituições de ensino e pesquisa do Estado e o Fórum tem o intuito de aproximar ainda mais as instituições para que possam atuar de forma conjunta para o desenvolvimento da CT&I no Amazonas, com uma agenda convergente, que contemple as reivindicações e demandas institucionais”, comentou.

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Márcia Perales – Diretora-presidente da Fapeam. Foto: Érico Xavier

O Programa Centelha foi um dos destaques apresentado pela Fapeam, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), que será executado no Amazonas pela Fundação.

Dentre os programas desenvolvidos pela Fapeam, a diretora-presidente evidenciou a importância do Programa Ciência na Escola (PCE), desenvolvido pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc-AM) e Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed), direcionado a professores e estudantes da educação básica de escolas públicas do Amazonas, que esse ano completa 15 anos.  Em comemoração à data, o programa contará com premiação para os melhores projetos de 2019.

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Tatiana Schor- Secretária executiva de CT&I. Foto: Érico Xavier

A secretária executiva de CT&I, Tatiana Schor, destacou a retomada do Fórum e a importância da participação das instituições para garantir a estruturação e o fortalecimento das políticas públicas de ciência e tecnologia.

“No fórum conseguimos reunir forças, pensar juntos e tentar fazer com que essa área da CT&I no Amazonas se fortaleça. Então, a retomada do fórum é extremamente importante, essa é a 12ª reunião, sendo que a 11ª foi em 2014, 5 anos atrás”, pontuou.

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Cleinaldo Costa – reitor da UEA. Foto: Érico Xavier

Segundo o reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleinaldo Costa, a retomada do Fórum faz jus ao papel estratégico que o estado tem na área de ciência e tecnologia.

“É um Fórum colaborativo em que as universidades, instituições de pesquisa trabalham juntas e contribuem para o crescimento do Amazonas no cenário de ciência e tecnologia nacional e internacional. Esse fórum tem esse foco, esse objetivo e eu parabenizo essa ação tão importante”, comentou.

Pauta

Dentre as pautas discutidas na reunião pela Seplancti foi destacada a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, evento tradicional do calendário de popularização e divulgação da ciência. A previsão é que seja uma expoxição ,Expo- CTI, um evento com maior participação de diversos segmentos da sociedade, a ser realizado em novembro, no Centro de Convenções Vasco Vasques, com transmissões via Central de Mídias da Seduc.

Outro tema discutido durante o Fórum foi a futura parceria do Governo do Amazonas com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que conforme a chefe do departamento de políticas públicas da Seplancti, Nina Best, a proposta  está em trâmite para firmar parceria.

 Calendário

 As próximas reuniões do Fórum de Gestores foram definidas para os dias 27 de agosto, 12 de novembro e 18 de fevereiro de 2020.

Por Jessie Silva

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Fapeam encerra ciclo de visitas em instituições de Manaus para articulação do Programa Centelha

Um total de 15 instituições de Manaus recebeu visitas de representantes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para apresentar e divulgar o Programa Centelha. O encerramento dessa etapa de articulação e preparação das instituições de ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo finalizou com palestras ministradas no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/Amazônia Ocidental) Centro Universitário do Norte (UniNorte) e Instituto Federal do Amazonas (Ifam).

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Representantes da Embrapa Amazônia Ocidental

O Programa Centelha no Amazonas será executado pela Fapeam. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e  Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), operada pela Fundação Certi.

As visitas iniciaram no dia 15 de maio e tiveram como objetivo conquistar parcerias institucionais e incentivar a participação de pessoas físicas para submeterem ideias inovadoras ao edital do Programa, que será lançado no mês de junho.

A diretora técnico-científica da Fapeam, Marne Vasconcellos, destacou que em todas as visitas às instituições os representantes da Fapeam foram bem recebidos, assim como o Programa Centelha bem aceito, independente das características específicas de cada uma.

“Todas as visitas tiveram êxito. Encerramos a primeira etapa e iremos agora para a formalização dos agentes centelhas que serão os atores fundamentais desse processo, os multiplicadores da divulgação e da capacitação de ideias para a submissão de propostas ao Centelha ”, disse.

 

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diretora técnico-científica da Fapeam, Marne Vasconcellos ao centro, com diretores da Fiocruz

 

O chefe geral da Embrapa, Celso Paulo de Azevedo, disse que a instituição deve ajudar não somente na divulgação do Programa, mas também na seleção de ideias, auxiliando principalmente produtores e estudantes que tenham alguma solução para o setor primário.

“O Programa é excelente, resolve alguns problemas locais. A Embrapa desenvolve tecnologias e às vezes essas tecnologias não chegam aos produtores, então acreditamos que através do Centelha nós aproximaremos um pouco o resultado das pesquisas com a solução chegando ao produtor”, disse.

Segundo a reitora do UniNorte, Nilzete Teixeira Santiago, é uma satisfação firmar parceria para o Programa e o centro universitário poderá contribuir em todas as etapas do Centelha.

O diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, vê com bons olhos a oportunidade que será dada pelo Programa Centelha a pesquisadores, estudantes e demais grupos.

“Essa iniciativa vem ao encontro de outras já apresentadas pela Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, como o Programa Inova Fiocruz, que apoia projetos tecnológicos e inovadores em Saúde, nas áreas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz”, explicou.

A coordenadora geral de Empreendedorismo e Incubadoras (CGEI/ Ifam), Maria Goretti Araújo, explica a importância do Centelha para os estudantes, o programa será uma oportunidade e incentivo  de desenvolvimento de  projetos de  inovação, vai preparar  o aluno  ser para modelar ideias  na  construção de futuras  empresas incubadoras.

 

Por Esterffany Martins, Helen de Melo e Jessie Silva

Fotos: Barbara Brito e Érico Xavier

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Fapeam recebe diretoria da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ)

Pesquisadores da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) reuniram-se com a diretoria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para apresentar projetos de pesquisa científica voltados para a melhoria da assistência à saúde da população.

O encontro teve como objetivo aproximar as duas instituições e prospectar parcerias futuras. Representando a FHAJ, estiveram o diretor de ensino e pesquisa, Diego Monteiro de Carvalho e a pesquisadora Isolda Prado.

A reunião ocorreu na sede da Fapeam nesta terça-feira (14/05) no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

O diretor e a pesquisadora foram recebidos pela diretora-presidente, Márcia Perales, e pela diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade. Na ocasião eles apresentaram o trabalho que já vem sendo desenvolvido na FHAJ, bem como perspectiva para parcerias institucionais que possam fortalecer e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população do Estado.

De acordo com o diretor de ensino e pesquisa da FHAJ, Diego Monteiro de Carvalho, além da prevenção e tratamento de doenças, a Fundação atua na área de ensino e pesquisa científica.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Barbara Brito

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Encontro debate resultados preliminares de estudo de cooperação que busca entender origem da diversidade de anfíbios na Amazônia

Pesquisadores brasileiros e franceses discutiram os resultados preliminares do projeto científico intitulado “Biogeografia comparada de anfíbios amazônicos/Comparative Biogeography of Amazonian Amphibians (Combia)”, desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) no âmbito da cooperação internacional do programa Guyamazon.

O programa busca entender os processos responsáveis pela origem da diversidade de anfíbios da Amazônia, com o objetivo de fomentar a conservação das espécies na megadiversa Amazônia.

O encontro ocorreu no período de 7 a 10 de maio no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), localizado no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus, e na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no bairro Coroado I, zona Leste da cidade.

Foto da turma

Pesquisadores brasileiros e franceses discutiram os resultados preliminares do projeto científico intitulado “Biogeografia comparada de anfíbios amazônicos/Comparative Biogeography of Amazonian Amphibians (Combia)”.

 

O projeto é realizado no âmbito do Programa Guyamazon da Fapeam edital Nº 002/2017 é desenvolvido no Inpa, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Centre National de la Recherche Scientifique-CNRS, Laboratoire Evolution & Diversité Biologique da Université Toulouse.

A pesquisa propõe a integração de uma equipe de especialistas brasileiros e franceses em anfíbios e diversificação Neotropical para realizar análises biogeográficas comparativas na ampla escala amazônica para entender as origens e processos que geraram e mantêm a diversidade amazônica de anfíbios, com base em abordagens analíticas integrativas e comparativas.

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Coordenadora do projeto, no Brasil, Dra. Fernanda Werneck.

 

Segundo a coordenadora do projeto, Dra. Fernanda Werneck, o conhecimento básico sobre a diversidade de anfíbios, particularmente, na região Amazônica, ainda é pouco desenvolvido. Os anfíbios são organismos extremamente diversos em todo planeta, sobretudo, na Amazônia.

Fernanda esclarece que o intuito da reunião foi aproximar os grupos de pesquisa (Brasil e França) e engajá-los no planejamento das atividades e produtos do projeto, na definição dos estudos preliminares e dos estudos comparativos aprofundados e na apresentação de resultados preliminares.

“Durante o encontro foram apresentados os resultados preliminares dos estudos de delimitação de espécies que vêm sendo desenvolvidos pelos grupos de pesquisa para os grupos taxonômicos focais do projeto, para então subsidiarmos o planejamento das atividades futuras da pesquisa”, disse.

Os anfíbios são animais sensíveis às variações ambientais. De acordo com as estimativas da International Union for Conservation of Nature (IUCN), cerca de 40% das espécies encontram-se sob elevado risco de extinção.

Fernanda explica ainda que o projeto está organizado em torno de dois objetivos principais. O primeiro é delimitar as espécies e as respectivas distribuições geográficas de oito grupos focais de anfíbios cuidadosamente selecionados com ampla distribuição na Amazônia (grupos pan-Amazônicos e endêmicos da região).

O segundo objetivo é investigar padrões de diversificação dentro de cada grupo e testar as hipóteses biogeográficas alternativas de diversificação para esses grupos na Amazônia através de análises comparativas entre eles.

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Coordenador do projeto, na França, Dr. Antoine Fouquet.

 

No estudo serão usados métodos rápidos de sequenciamento de DNA de próxima geração (Next Generation Sequencing – NGS) acessíveis para estudos de biodiversidade, em conjunto com novos métodos analíticos com rigor estatístico para a identificação de linhagens com base nas informações contidas no DNA e o teste da congruência (ou não) de eventos diversificação espacial e temporal.

Além disso, serão promovidas diversas atividades de treinamento e capacitação entre os grupos de pesquisa envolvidos, como reuniões de planejamento, visitas científicas de intercâmbio entre laboratórios, co-supervisão de estudantes, divulgação científica, entre outros.

Mobilidade científica

Para fomentar a coleta de dados e fazer o intercâmbio com o grupo de pesquisa francês, o bolsista da Fapeam, Leandro Moraes, viaja ainda esse mês para a França para fazer estágio de três meses na Université Toulouse.

“Na França vou contribuir com o levantamento de dados moleculares no laboratório de genética, trabalhando com as amostras de espécies amazônicas”, disse.

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Bolsista da Fapeam, Leandro Moraes, fará estágio de três meses na Université Toulouse.

 

O coordenador francês do projeto, Dr. Antoine Fouquet, explica que após a comparação de oito diferentes grupos de anfíbios distribuídos na Amazônia será possível entender a diversificação desses organismos na região.

Guyamazon

O Programa de Cooperação Internacional Guyamazon é resultado de uma cooperação internacional entre a Fapeam, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (Fapema), a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), a Embaixada da França, o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) e a Coletividade Territorial da Guiana (CTGA).

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

 

 

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Fapeam e Seplancti discutem estratégias de CT&I para o Estado

Discutir uma política de fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) que atenda às demandas prioritárias de desenvolvimento do Amazonas e beneficie a população do Estado foram os assuntos tratados em reunião, ocorrida na quarta-feira, 8/5, na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Segundo a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, na pauta da reunião estava o alinhamento de ações prioritárias, consideradas estratégicas para o Estado, e que devem ser observadas na elaboração de novos editais a serem lançados, ainda este ano, pela Fapeam.

Pela Fapeam participaram do encontro Márcia Perales, a diretora técnico-científica – Marne Vasconcellos, e a diretora administrativo-financeira – Márcia Irene Andrade. Pela Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), o titular da pasta Jório de Albuquerque Veiga Filho e a secretária executiva de CT&I, Tatiana Schor.

Reunião Seplancti Fapeam

Reunião entre Seplancti e Fapeam.

 

Márcia Perales destacou ainda a importância de ouvir o que as instituições de ensino e pesquisa do Amazonas têm a dizer, e por meio da convergência de ideias, buscar soluções para atender às demandas do cenário científico.

Conhecer as demandas das instituições do Estado que buscam apoio para ações de CT&I e pesquisa científica têm sido uma estratégia da Fapeam para viabilizar parcerias amparar o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Para o titular da Seplancti,  Jório Veiga Filho, o encontro foi uma oportunidade de discutir ações estratégicas em conjunto entre Seplancti e Fapeam de forma a gerar benefícios para a população amazonense.

De acordo com Tatiana Schor a reunião serviu para delinear possíveis linhas temáticas para apoio ao desenvolvimento do Amazonas.

 

Por Helen de Melo

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Pesquisa avalia baixos níveis de antibióticos no sangue de pacientes sob tratamento da tuberculose em Manaus

Dependendo do alcance da concentração medicamentosa na corrente sanguínea de pessoas com tuberculose, ela pode evoluir para a cura ou para uma resistência, e consequentemente, falha terapêutica.

Pesquisa científica apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) buscou responder quais fatores estão relacionados aos diferentes níveis de medicamentos antituberculose encontrados no sangue de pacientes atendidos na Policlínica Cardoso Fontes, unidade de referência no diagnóstico e tratamento de pessoas acometidas por tuberculose, em Manaus.

De acordo com o coordenador do projeto, Igor Magalhães, no estudo foram abordados somente pacientes com tuberculose pulmonar considerados casos novos, ou seja, pacientes que nunca haviam tratado a doença.

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Coordenador do projeto, Igor Magalhães.

 

O estudo foi desenvolvido na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), unidades pertencentes à Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), Chamada Pública Nº 001/2013.

Sobre a tuberculose

O pesquisador explica que a tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada principalmente pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, sendo o pulmão o principal alvo da ação desse microrganismo.

O quadro clínico clássico da tuberculose pulmonar inclui tosse persistente, com ou sem secreção, cansaço excessivo, falta de ar, febre baixa, mais comum à tarde, sudorese noturna, falta de apetite e perda de peso. 

Tratamento

O pesquisador explica que no Brasil o tratamento padrão para a tuberculose é medicamentoso, padronizado pelo Ministério da Saúde, e utiliza a combinação de quatro antibióticos: a isoniazida, a rifampicina, a pirazinamida e o etambutol, em uma terapia de, no mínimo, seis meses.

Segundo Igor Magalhães, apesar da grande eficácia do esquema terapêutico, determinados pacientes não respondem adequadamente ao tratamento e ocorre o desenvolvimento de linhagens de microrganismos resistentes aos fármacos utilizados para combater a infecção pulmonar.

Laboratório

Apesar da grande eficácia do esquema terapêutico, determinados pacientes não respondem adequadamente ao tratamento.

 

Durante o estudo foi observado que, apesar de alguns pacientes, por exemplo, tomarem um comprimido do mesmo medicamento, do mesmo lote, as concentrações desses fármacos no sangue podiam variar de uma pessoa para outra, o que compromete a eficiência da terapia.

“Neste contexto, diversos pesquisadores têm buscado entender os determinantes das baixas concentrações dos fármacos antituberculose, mesmo em pacientes submetidos ao tratamento supervisionado”, explicou.

Identificar o efeito das concentrações medicamentosas na corrente sanguínea pode ajudar a individualizar a posologia para adequá-la às necessidades de cada paciente.

Controle Terapêutico

Com o intuito de contribuir para o correto entendimento das possíveis falhas terapêuticas, verificadas na região Amazônica, foram realizadas análises bioquímicas, moleculares e as concentrações dos remédios antituberculose encontradas nas amostras biológicas (sangue) de 222 pacientes, com idades entre 18 e 87 anos, diagnosticados com tuberculose pulmonar.

Para o estudo foi relacionada uma série de fatores: genéticos, sociodemográficos, clínico-laboratoriais, sexo, idade, escolaridade, ocupação, pacientes com doenças crônicas e comorbidades (diabetes e pacientes que relataram o uso de álcool e tabaco durante o tratamento).

“Estudos recentes sugerem que há diferenças entre as concentrações de medicamentos alcançadas no sangue devido a diversas razões, incluindo a constituição genética de cada paciente”, disse o coordenador.

Foto material biológico

Foram realizadas análises bioquímicas, moleculares e as concentrações dos remédios antituberculose.

 

De acordo com ele, cada indivíduo absorve, metaboliza e elimina medicamentos com taxas diferentes que variam em função de idade, estado geral de saúde, e interferência de outros medicamentos que estejam utilizando.

A diabetes ocasiona uma série de alterações no funcionamento do organismo, por exemplo, no trato gastrointestinal. Também pode influenciar na absorção dos medicamentos antituberculose. Se absorver menos, a concentração do fármaco que alcança no sangue provavelmente será menor.

Para o pesquisador, conhecer melhor o que pode estar influenciando nessas concentrações de medicamentos no sangue desses pacientes, e dependendo do resultado, será possível estabelecer estratégias junto com as unidades de saúde para fazer ou não ajustes de doses dos antibióticos. 

Resultados

O estudo apontou baixas concentrações dos fármacos antituberculose no sangue dos pacientes. De acordo com o pesquisador o resultado é mais expressivo para os medicamentos isoniazida e rifampicina, em que aproximadamente 60% dos pacientes apresentaram níveis de medicamentos considerados reduzidos.

Dentre as variáveis empregadas no estudo para explicar os resultados, houve significância estatística entre o uso de álcool (etilistas) e metabolizadores rápidos da enzima N-acetiltransferase 2 (NAT-2) e concentrações reduzidas de isoniazida.

Equipamento

O estudou mostrou a alta prevalência de indivíduos que fazem uso de álcool, mesmo sob tratamento da tuberculose.

 

O estudou mostrou a alta prevalência de indivíduos que fazem uso de álcool, mesmo sob tratamento da tuberculose. Dentre eles, boa parcela apresentou baixos níveis de isoniazida, um dos principais fármacos elencados para o tratamento da doença. O que alerta para a necessidade de orientação correta e acompanhamento terapêutico adequado para esses pacientes.

As baixas concentrações dos fármacos de primeira linha também foram relatadas em outros estudos realizados no mundo, por exemplo, na Holanda, Turquia, Indonésia e África do Sul e podem sugerir a necessidade de reavaliação da faixa terapêutica tida como referência na literatura. No entanto, estudos adicionais devem ser realizados para avaliar o impacto da farmacogenética nestes resultados, bem como investigar a influência das baixas concentrações no desfecho do tratamento.

Casos no Amazonas 

O Amazonas possui a maior taxa de incidência de tuberculose no Brasil com 72,4 casos por 100 mil habitantes. Segundo o parâmetro do Ministério da Saúde, os números registrados são considerados altos. A taxa de incidência mede o risco de adoecimento na população, o que significa que o Amazonas é considerado o estado com maior risco de adoecimento por tuberculose no país e com a terceira maior taxa de mortalidade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), o Estado registrou em 2017, 3.060 novos casos de tuberculose. Em 2018, foram 3.163 casos registrados no Amazonas. Em 2019, até o momento foram registrados 563 casos novos.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Trypanosoma cruzi circulantes no Amazonas pode auxiliar no diagnóstico da Doença de Chagas Crônica

Pesquisa científica apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) tem o intuito de desenvolver em laboratório testes imunológicos, in house, para o diagnóstico sorológico da Doença de Chagas Crônica, utilizando linhagens de Trypanosoma cruzi, agente etiológico da enfermidade, circulantes no Estado.

A intenção é produzir um kit de teste imunológico in house, que significa em casa (no laboratório), considerando que a matéria-prima, ou seja, a linhagem do parasito circulante na região foi isolado, pelos pesquisadores, e conservado para os ensaios.

A pesquisa é desenvolvida nos laboratórios de entomologia da Fundação de Medicina Tropical, Dr.Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), por meio do Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas), edital N°002/2018, e envolve alunos de mestrado e doutorado em doenças tropicais e infecciosas, do programa de Pós-graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) que funciona em parceria com a FMT-HVD.

 

13.03.2019 - SABRINA BRITA - FOTOS ÉRICO XAVIER._-14

A intenção é desenvolver em laboratório testes imunológicos, in house, para o diagnóstico sorológico da Doença de Chagas Crônica.

 

Sobre a Doença de Chagas

A coordenadora do projeto, Maria das Graças Vale Barbosa Guerra, explica que a Doença de Chagas é uma enfermidade infecto-parasitária, causada pelo protozoário T. cruzi, encontrado nas fezes de insetos conhecidos como barbeiros. A doença se manifesta em duas formas clínicas, uma fase aguda e uma fase crônica. Nas duas fases pode haver manifestação ou não de sintomas clínicos. Quando há manifestação na fase aguda os sintomas podem ser febre, miocardites, mialgia (dor muscular), e na fase crônica problemas cardíacos e digestivos são os mais frequentes.

“Se houver o surgimento de sintomas no início da doença, a pessoa pode ser diagnosticada e tratada. Porém, se não houver sintomas e passado o tempo que caracteriza a fase aguda da doença (oito semanas), a pessoa infectada pode se tornar portadora da doença crônica, sem saber, pois pode continuar assintomática, e ser diagnosticada eventualmente ou quando já estiver com comprometimentos sérios, principalmente, cardíacos”, explicou.

 

13.03.2019 - Dra. GRAÇA BARBOSA - FMT - FOTOS ÉRICO XAVIER._-5

Coordenadora do projeto Maria das Graças Vale Barbosa Guerra.

 

Por esse motivo, Maria das Graças explica que o diagnóstico precoce é altamente recomendado para que o tratamento seja realizado o quanto antes, visando a redução das graves consequências que a infecção pelo T. cruzi pode causar em longo prazo. A identificação deve basear-se em uma combinação de resultados, incluindo exames laboratoriais, o histórico clínico e epidemiológico, a detecção do parasito e/ou a realização de testes sorológicos.

Método

Para a pesquisadora, de maneira geral, há uma grande dificuldade no diagnóstico da Doença de Chagas Crônica, principalmente, porque os testes para o diagnóstico sorológicos disponíveis no mercado, não apresentam boa sensibilidade, particularmente para nossa região, em razão de diferentes fatores, entre eles, o fato de que os testes comerciais não utilizam em seus protocolos as mesmas linhagens de T. cruzi encontradas na Amazônia e particularmente no Estado.

“O nosso objetivo é obtermos antígenos de isolados de T. cruzi conservados em nosso laboratório para utilizá-los em testes imunológicos, buscando detectar maior sensibilidade no teste, com perspectivas de melhorar o diagnóstico da Doença de Chagas Crônica no Estado”, disse.

 

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O objetivo é obter antígenos de isolados de T. cruzi conservados em laboratório para utilizá-los em testes imunológicos, buscando detectar maior sensibilidade no teste.

 

Segundo Maria das Graças, o grupo de trabalho obteve 28 diferentes extratos de antígenos utilizando os isolados de T. cruzi encontrados no Amazonas. Essas substâncias já foram avaliadas pelo método de ELISA in house, e na próxima fase esses antígenos serão submetidos a testes mais específicos para avaliar as atividades e a sensibilidade desses testes.

Doença Negligenciada

A pesquisadora destaca a importância de validar o estudo sobre o tema porque a Doença de Chagas é uma doença negligenciada que afeta entre 6-7 milhões de pessoas no mundo, sendo 1.6 milhão no Brasil.

“Hoje a Amazônia é a região responsável pelo maior número de casos da doença na sua forma aguda principalmente em surtos associados ao consumo do açaí (nos casos em que o fruto esteja contaminado pelo T. cruzi a partir das fezes de barbeiros silvestres) um importante alimento que faz parte da dieta nutricional da população”, disse.

Transmissão

Existem diferentes formas de transmissão, ou contaminação do homem pelo T. cruzi. A forma de transmissão clássica é a vetorial, transmitida pelo contato com as fezes de insetos triatomíneos infectados, conhecidos também como barbeiros. No entanto, existem outras formas de transmissão, como a vertical (congênita – da mãe para o bebê), por transfusão de sangue ou transplantes de órgãos contaminados, acidentes laboratoriais e a forma oral, que tem sido reportada frequente na Amazônia associada ao consumo de frutos como o açaí e a bacaba contaminados.

 

13.03.2019 - INSETO BARBEIRO FOTO DENTRO

A Doença de Chagas é uma enfermidade infecto-parasitária, causada pelo protozoário T. cruzi, encontrado nas fezes de insetos conhecidos como barbeiros.

 

De acordo com Maria das Graças, atualmente os barbeiros estão sendo encontrados cada vez mais com frequência dentro de casas e apartamentos, construídos próximos a áreas de floresta fragmentadas, em diferentes áreas dentro de Manaus, sejam urbanas, periurbanas ou rurais, e isso vulnerabiliza a população porque possibilita o contato desses insetos com as pessoas, na medida em que não conhecendo a dinâmica de transmissão da doença, muitas vezes matam os barbeiros esmagando-os. Nesse caso, se o barbeiro estiver infectado, podem ter contado com as fezes do parasito e se infectar.

Doença de Chagas no Amazonas

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) em 2017 foram notificados nove (9) casos da Doença de Chagas no estado do Amazonas contra 32 em 2018. E entre anos de 2011 e 2018 foram notificados 96 casos da Doença de Chagas no Amazonas.

 

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Lançado o segundo vídeo da série Lugar de Mulher é Onde ela quer Estar

A Fundação de Amparo à  Pesquisa do Estado Amazonas (Fapeam), por meio do Departamento de Comunicação e Difusão do Conhecimento (Decon), lança nesta sexta-feira, 15/3, o segundo vídeo da série Lugar de Mulher é Onde ela quer Estar.

Neste segundo vídeo foi entrevistada a aluna de iniciação científica da Fiocruz Amazônia, Heliana Belchior, que fala de suas conquistas e como foi ingressar na pesquisa, bem como onde pretende chegar profissionalmente.

A série Lugar de Mulher é Onde ela quer Estar apresenta vídeos que contam a história de mulheres que atuam na produção do conhecimento científico no Amazonas. Os vídeos são publicados às sextas-feiras do mês de março nas redes sociais e no portal da Fapeam, em celebração ao mês da mulher.

O primeiro vídeo foi feito a médica Mônica Santos, dermatologista  da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta (Fuam).

Produção- Jessie Silva

Imagens e edição de vídeo- Érico Xavier e Esterffany Martins

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