Arquivo da Categoria: Sem categoria

Alunos com bolsa de doutorado concedida pela Fapeam ou Capes podem concorrer a intercâmbio na Alemanha

Alunos que cursam doutorado e possuem bolsas concedidas pela  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) ou Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)  podem realizar intercâmbio científico na Alemanha, por meio da nova rodada da Chamada do Programa do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), que concede auxílio para estadias de pesquisa para estudantes de doutorado com bolsa no Brasil.

Os interessados têm até o dia 2 abril  para fazer a inscrição e participar.   Vale destacar que o período da realização da mobilidade ocorrerá entre 1/9/2020 e 30/4/2021. O objetivo do programa é viabilizar a permanência de estudantes brasileiros de doutorado em universidades, institutos de pesquisa, laboratórios ou bibliotecas na Alemanha para pesquisas específicas, relevantes para o desenvolvimento da tese de doutorado, por dois a seis meses, sem interrupção da vigência da bolsa cedida pela Fapeam. Enquanto, o DAAD é responsável pela passagem aérea, seguro viagem e complemento da bolsa.

A Fapeam participa da  chamada por meio do  Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap),  em parceria com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD).

Requisitos

Bolsa de doutorado da Capes ou Fapeam, em modalidade que permita o afastamento para estudos no exterior por até seis meses sem interrupção de financiamento. O aluno deve estar com a matrícula regular no curso de doutorado em uma universidade brasileira. É necessário carta de recomendação do orientador brasileiro e aceite do orientador da instituição alemã.

Quem já recebeu auxílio ou uma bolsa de doutorado sanduíche do DAAD pode se candidatar novamente desde que não seja no ano de vigência da primeira estadia.  O doutorado não pode ter sido iniciado há mais de três anos, contando do momento da submissão da candidatura. No momento da inscrição, os candidatos não podem estar residindo há mais de 15 meses na Alemanha.

É necessário registrar-se no portal do DAAD online, escolher o programa 57378178 Co-financed ShortTerm Research Grant Brazil 2020 e fazer o upload dos documentos indicados. Após realizar o upload, é necessário enviar a versão impressa do formulário online e a carta de recomendação por correio para o Escritório Regional do DAAD no Rio de Janeiro.

Todos os detalhes sobre o financiamento, os requisitos e o processo de candidatura se encontram neste   documento   (em português) e no   edital   no site do DAAD.

Cronograma da Chamada 2020

Primeira chamada aberta de 2/3/2020 até 2/4/2020:
para estadias de pesquisa entre 1/9/2020 e 30/4/2021

Segunda chamada aberta de 15/10/2020 até 15/11/2020:
para estadias de pesquisa entre 1/5/2021 e 31/1/2022.

 

Por: Fapeam com informações do  Confap

O post Alunos com bolsa de doutorado concedida pela Fapeam ou Capes podem concorrer a intercâmbio na Alemanha apareceu primeiro em FAPEAM.

Direção da Fapeam reúne com representantes da FAS

Fortalecer parcerias institucionais e debater ações voltadas para a Popularização e Difusão da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) foram os assuntos abordados durante reunião realizada entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Fundação Amazonas Sustentável (FAS). O encontro ocorreu nesta sexta-feira (13/3) na sede da Fapeam, no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus.

Participaram da reunião pela Fapeam a diretora- presidente Márcia Perales, a diretora técnico-científica, Márcia Irene Andrade, e a diretora administrativo–financeira, Kathya Thomé, o coordenador de relacionamento institucional da FAS, Carlos Bueno,  e o jornalista científico, Sérgio Deodato.

Na oportunidade, conversaram sobre os trabalhos desenvolvidos pelas duas instituições e sobre a importância da popularização e difusão da ciência, tecnologia e inovação (CT&I), que inclusive é umas das linhas de ações da Fapeam, cujo objetivo é fomentar a popularização e difusão da CT&I produzida no Amazonas para melhoria do acesso ao conhecimento, às tecnologias e seus benefícios, construindo mecanismos democráticos de apropriação por parte da sociedade dos produtos gerados, a partir da ciência produzida no Estado.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

O post Direção da Fapeam reúne com representantes da FAS apareceu primeiro em FAPEAM.

Palestra marca o início das atividades do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia

Palestra com o tema “Perspectivas de Ensino e Pesquisa da Área de Ensino” marca oficialmente o início das atividades, em 2020, do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino da Ciência na Amazônia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio de concessão de bolsas, através do Programa de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad).

Aula Inaugural - Curso de Mestrado UEA em Ed. e Ensino - Fotos Erico X._-24

A edição 2020 do curso de Mestrado tem turma com 24 alunos matriculados. Desse total, 23 são brasileiros e uma de nacionalidade colombiana. Ao todo, o curso conta com 42 mestrandos. Desses, 25 estudam com bolsas concedidas pela Fapeam.

A conferência de aula inaugural foi nesta segunda-feira (9/3) e proferida pela professora da Universidade Estadual de Roraima (UERR) e Coordenadora de Programas Profissionais da Área de Ensino (46 Capes) Profª Drª Ivanise Maria Rizatti, no auditório anexo da Escola Normal Superior, no bairro Chapada, Zona Centro-Sul de Manaus.

Ivanise

Profª Drª Ivanise Maria Rizatti.

 

Para a palestrante, a Fapeam exerce um papel importante no fortalecimento da Pós-graduação na região Norte, porque tem esse olhar regional e isso é um avanço dado que contribui com a melhoria e qualidade da educação e, com a possibilidade de capacitar profissionais e mantê-los na região.

“Há alguns anos, a maioria dos professores precisava de ir para outras regiões do Brasil para fazer cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) e, desenvolviam os trabalhos científicos voltados para realidade da região onde estavam e muitos deles não retornavam. Hoje realidade é diferenciada, os pesquisadores se formam dentro da região e produzem conhecimento de acordo com essa realidade e, isso tem contribuído para esse fortalecimento”, destacou Ivanise Rizatti.

Mauro Gomes

Coordenador do curso, Mauro Gomes da Costa.

 

O coordenador do curso, Mauro Gomes da Costa, explica que a  importância da Fapeam no fomento da pesquisa no Amazonas reside no fato de que  o curso recebe  dois tipos de auxílios: (1) bolsas de estudos para acadêmicos e (2) auxílio-pesquisa para despesa de capital e de custeio para o Mestrado, considerados investimento público em ensino, pesquisa e extensão.

“Dadas as peculiaridades da Região Amazônica esse investimento possibilita o desenvolvimento das pesquisas de campo em diferentes municípios do Amazonas bem como a manutenção da infraestrutura do Mestrado para seu adequado funcionamento. Esse aporte financeiro, associado a outros fatores, tem contribuído ao longo dos anos para que o Mestrado tenha alcançado o conceito 5 pela avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio em vigência (os anos 2017 a 2020)”, disse Mauro Gomes.

Mestrandos

Com a bolsa da Fapeam, a mestranda Sílvia Pantoja de Souza, que mora em Parintins/AM, desenvolve o projeto de pesquisa em uma escola ribeirinha localizada em um assentamento na comunidade Vila Amazônia, na região do Miriti, zona rural do município. Para ela, o fomento é primordial para aquisição de material para a execução do projeto de pesquisa científica, além de custear as despesas com o transporte fluvial e terrestre, com a compra de passagens para ir até a comunidade e, também para vir a Manaus para receber orientação acadêmica, além de subsidiar outras despesas relacionadas ao desenvolvimento do projeto.

 

Sílvia

Mestranda Sílvia Pantoja de Souza.

 

A bolsista da Fapeam, mestranda Ercilene do Nascimento Silva de Oliveira ressaltou a importância do fomento para custear a execução do projeto de pesquisa científica bem como auxiliar na participação em eventos acadêmico-científicos.

Ercilene

Mestranda Ercilene do Nascimento Silva de Oliveira.

 

Curso

Criado em 2006, o curso tem a finalidade de formar docentes pesquisadores, em nível de mestrado, tanto em termos teóricos quanto didáticos-metodológicos de pesquisa, para atuação no ensino e na produção de conhecimentos, dando ênfase às questões da Amazônia. Com apoio da Fapeam, o curso oferece bolsas de estudos para os mestrandos, além da capacitação de Recursos Humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas é uma das linhas de ação da Fundação. O Curso a nota 5 da Capes. A nota máxima é 7.

Posgrad

O Posgrad é um Programa desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Fapeam, para apoiar a formação de recursos humanos altamente qualificados nos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu (PPGSS), aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

 

 

 

 

O post Palestra marca o início das atividades do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia apareceu primeiro em FAPEAM.

Fapeam capacita participantes para a Fase II do Programa Centelha Amazonas

“De centelha a uma startup de sucesso: como aprimorar a sua ideia” foi o tema da palestra de abertura da Oficina de Capacitação promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para os proponentes que tiveram propostas de projetos aprovadas na Fase I do Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Programa Centelha-AM), edital N°011/2019.

O objetivo da Oficina é auxiliar os 207 participantes a estruturar os projetos de empreendimento a serem submetidos na Fase II do Centelha. A atividade ocorre nos dias 5 e 6 de março no auditório Vânia Pimentel, localizado na Universidade Nilton Lins, bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

IMG_1123

Oficina de Capacitação promovida pela Fapeam.

 

Segundo a diretora técnico-científica da Fapeam, Márcia Irene Andrade, a Oficina é mais uma opção para colaborar com a qualificação de propostas que serão submetidas na Fase II do Centelha e, dessa forma colocar o estado do Amazonas e a região Norte no circuito da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) .

Capacitação

Para assessorar os participantes, a Fapeam convidou o consultor técnico do Centro de Empreendedorismo Inovador da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), Carlos Eduardo Negrão Bizzotto, que atua na orientação de empreendedores na elaboração de planos de negócios.

“A ideia principal é ajudar os empreendedores a qualificar a proposta e ampliar a chance de sucesso no momento de submetê-la na Fase II do Centelha.  Para isso, vou explorar alguns pontos que geralmente são os erros mais cometidos por aqueles que submetem propostas”, disse Bizzotto.

Carlos Eduardo Negrão Bizzotto

Carlos Eduardo Negrão Bizzotto.

 

Para Ruth Neves, que submeteu proposta ao Programa, a capacitação é de extrema importância e irá ajudar a refinar a estrutura do projeto, com uma visão mais ampla e apurada do que realmente é importante na submissão de propostas.

Outro proponente, Erick Garantizado, também estava na oficina em busca de orientação para aperfeiçoar a ideia de empreendimento. Para ele, a palestra o ajudou a ter uma nova visão sobre empreendedorismo, como se comportar no mercado e, se portar com os clientes.

Etapas

O Programa é divido em três fases distintas e eliminatórias, sendo elas: Fase I- Ideias Inovadoras; Fase II: Projeto de Empreendimento e Fase III: Projeto de Fomento.

Na Fase II, as principais dimensões a serem apresentadas pelos proponentes são: equipe, produto, tecnologia, mercado, capital e gestão. Nesse período, os participantes farão os detalhamentos das propostas submetidas na fase anterior com foco na viabilidade e no desenvolvimento do empreendimento.

Sobre o Centelha

O Programa conta com investimento de R$ 1.820.000,00 (um milhão oitocentos e vinte mil reais), os recursos disponibilizados serão destinados à subvenção econômica (recursos não reembolsáveis) para o apoio de até 28 projetos de inovação, no valor unitário de até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais).

O Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa é executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi e visa transformar ideias em negócios de sucesso, oferecendo aos participantes, capacitação e suporte para alavancar o negócio e, ampliação do networking.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

O post Fapeam capacita participantes para a Fase II do Programa Centelha Amazonas apareceu primeiro em FAPEAM.

Fapeam realizará Oficinas de Capacitação para a Fase 2 do Programa Centelha Amazonas

Recentemente a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) anunciou as propostas aprovadas na primeira fase do Programa Centelha. Agora, para contribuir com a formação dos proponentes para os desafios a serem enfrentados na Fase 2 do Programa, a Fapeam oferece nos dias 5 e 6 de março oficinas de Capacitação  para quem está concorrendo às próximas etapas.

A abertura será  às 8h30 com a palestra  intitulada “De Centelha a uma startUp de sucesso: como aprimorar sua ideia” . As oficinas serão realizadas das 13h às 18h e acontecerão no auditório Vânia Pimentel da Universidade Nilton Lins, bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Para participar, os proponentes devem se inscrever no link: https://bit.ly/2VHTClm. No ato da inscrição, o candidato poderá selecionar o grupo e a data (5 ou 6/3) em que deseja participar da Oficina de Capacitação.

Programa Centelha

Lançado em agosto de 2019,  o Programa Centelha Amazonas recebeu 964 propostas de 35 municípios do Amazonas. No total, 207 ideias foram aprovadas para a Fase II, que consiste no projeto de empreendimento.

O Programa Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa é executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

O Programa visa estimular a criação de empreendimentos inovadores, bem como disseminar  a cultura do empreendedorismo inovador em todo território nacional, incentivando a mobilização e a articulação institucional dos atores nos ecossistemas locais, estaduais e regionais de inovação do país.

Por: Esterffany Martins

O post Fapeam realizará Oficinas de Capacitação para a Fase 2 do Programa Centelha Amazonas apareceu primeiro em FAPEAM.

Fapeam e Seas discutem parcerias institucionais

20.02.2020 - Reunião Fapeam e Seas - Fotos Erico X._-7

A direção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) reuniu-se na quinta-feira (20/2) com a titular da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), Márcia Sahdo, com a finalidade de discutir e estabelecer possíveis parcerias que contribuam, prioritariamente, para a promoção da assistência social no Amazonas.

Um das pautas da reunião foi a necessidade de elaborar um diagnóstico socioterritorial com pesquisa com dados, especificamente, sobre violência, abuso sexual e maus-tratos contra crianças e adolescentes. Atualmente, a consulta de dados é feita com base nos registros do sistema do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas)

O levantamento de indicadores oficiais é uma ferramenta que deve, futuramente, embasar, qualificar e estabelecer rumos e diretrizes para a construção de políticas públicas de assistência social com direcionamento de recursos financeiros para atender demandas específicas da população.

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, acolheu as demandas expostas pela secretária da Seas, para verificar a possibilidade de formação de parcerias para o desenvolvimento de projetos voltados especificamente para área da assistência social que se enquadrem nas linhas de atuação da Fundação.

“A ciência embora tenha características acadêmicas próprias, ela pode apoiar as gestões nas soluções de problemas do Estado e, a Fapeam atua nas duas formas”, disse Márcia Perales.

A titular da Seas, Márcia Sahdo, reconhece que os dados precisam ser melhor qualificados para identificar e enfrentar as questões de vulnerabilidades sociais no Amazonas.

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

O post Fapeam e Seas discutem parcerias institucionais apareceu primeiro em FAPEAM.

Com experimentos nos estudos de Química e Física, alunos produzem perfume em sala de aula

Muito comercializado na indústria de cosméticos, o perfume é usado por grande parte das pessoas e pode até marcar a vida delas, fazendo reviver emoções, pessoas e lugares. Agora, já imaginou aprender o processo de produção de um perfume? Essa foi a experiência que o professor Roberth José Pereira Fernandes colocou em prática entre seus alunos do Ensino Médio, ao utilizar o processo de extração de essências naturais para a produção de perfume como didática nas aulas de Química e Física.

PCE - PERFUME - FOTOS ÉRICO X._-2

O experimento fez parte de projeto desenvolvido com estudantes do 1º ao 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Tempo Integral Profª Lecita Fonseca Ramos, localizada no bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus. A iniciativa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE).

 O professor destaca que a proposta foi a de contextualizar os conteúdos ministrados dentro de sala de aula, nas disciplinas de Química e Física, por meio da extração de essências das plantas encontradas na horta escolar para a produção de perfumes, utilizando práticas experimentais.

 “A iniciativa da produção de perfumes caseiros no laboratório de química com os alunos é uma forma de auxiliar no estudo de temas abordados e estudados na disciplina, como estruturas, misturas, soluções, densidade de uma solução e concentração, essências, visto que também são usados no processo de produção dos perfumes”, conta.

PCE - PERFUME - FOTOS ÉRICO X._-19

 Experiência – No projeto, o professor e os alunos construíram uma espécie de destilador artesanal, feito com materiais alternativos de baixo custo e fácil acesso, como panela de pressão, garrafão PET de 20 litros, cobre e torneiras. Os instrumentos foram utilizados na extração de essências naturais de plantas cultivadas dentro da horta escolar, como capim-limão, capim-cidreira, manjericão, hortelã, dentre outras.

 “Foram desenvolvidas técnicas de separação, medição de volume, densidade, concentração e massa de produtos químicos, para a produção dos perfumes, foram feitas a mistura das essências produzidas pelo destilador, e no fim foi feita uma avaliação de verificação dos conhecimentos científicos adquiridos durante o processo e desenvolvimento do projeto”, acrescentou.

 Aprendizado – Esta é a segunda vez que Vitória Lima Sampaio, participa de um projeto do PCE. A estudante está no 1° ano e comenta a importância da atividade que alia teoria e prática em sala de aula. “Assuntos ministrados dentro de sala de aula colocados em prática nos estimula bastante. Tive a oportunidade de aprender através da prática na produção de perfume e obter mais conhecimento”, disse.

 Paulo Gilberto Viana Junior, do 3° ano, destaca que o projeto proporcionou aprendizado e conhecimento único. “Pude perceber que o projeto me ajudou bastante. Eu, no caso, não tenho dificuldade nas disciplinas de Química e Física, porém a participação do projeto contribuiu ainda mais para o conhecimento dessas matérias. Tirei bom proveito desse experimento, e acho que utilizar o método de aula prática ajuda muito no aprendizado do aluno”, disse.

 Ciência na Escola – O Programa Ciência na Escola (PCE) é uma iniciativa da Fapeam, realizada em parceria com a Secretaria de Educação e Desporto, e Secretaria de Municipal de Educação (Semed). O programa visa a participação de professores e alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, da 1ª a 3ª série do Ensino Médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, para despertar a vocação científica e incentivar talentos.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

O post Com experimentos nos estudos de Química e Física, alunos produzem perfume em sala de aula apareceu primeiro em FAPEAM.

Brownies com produtos amazônicos, livre de glúten, lácteos e conservantes é desenvolvido no Amazonas

Desenvolver um produto alimentício funcional que favorecesse os indivíduos com intolerância ao glúten e à lactose e, ao mesmo tempo atendesse às expectativas dos consumidores do ponto de vista nutricional, sensorial (aparência, aroma, consistência e sabor) e que tivesse propriedades benéficas à saúde foi a base de uma pesquisa desenvolvida pela doutora em Alimentos e Nutrição e professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no município de Coari, Geina Faria. Ela criou brownies funcionais, isentos de glúten, lácteos, conservantes e, com redução de gordura, a partir de produtos oriundos da região Amazônica como o açaí, a castanha da Amazônia e o extrato de cumaru.

brownie cesta

Brownie funcional, isento de glúten, lácteos, conservantes e, com redução de gordura.

 

“A pesquisa mostrou que utilizando ingredientes amazônicos com propriedades funcionais é possível produzir, para o público celíaco e intolerante às proteínas do leite de vaca, um alimento viável, acessível, saboroso, nutritivo e, mais saudável que as opções existentes no mercado”, explica Geina.

Diante da necessidade que esses indivíduos têm de aderir a uma dieta restritiva, a pesquisadora propôs a fabricação de um alimento funcional, com características que permitissem o consumo tanto pelo público celíaco e intolerante à lactose, quanto de consumidores que buscam produtos saudáveis.

Dra. Geina Faria - Ufam Coari - Fotos Érico X._-65

Coordenadora do projeto, Geina Faria.

Pessoas com doença celíaca, caracterizada por uma intolerância permanente ao glúten, um tipo de proteína que pode ser encontrada nos cereais como trigo, centeio ou cevada e, com intolerância à lactose, principal açúcar do leite, precisam excluir esses componentes da dieta alimentar.

Preparo

Para o preparo dos brownies, a pesquisadora substituiu a farinha de trigo por um mix de farinhas sem glúten, com composição mais nutritiva, o açúcar refinado pelo demerara e, da manteiga pelo açaí e, acrescentou castanha da Amazônia e cacau 100%. Houve também a substituição da essência de baunilha pelo extrato de cumaru, produto natural, amplamente utilizado na confeitaria para aromatizar alimentos.  Por não possuir conservantes adicionados à formulação, a durabilidade do produto em média é de 72 horas. 

ingredientes

Ingredientes para o preparo do brownie.

Valor nutritivo dos brownies 

Para avaliar a formulação foi realizada análise da composição centesimal – g/100g (proteínas, gorduras e carboidratos). Os brownies possuem cerca de 56g de carboidratos, 6g de proteínas, 4,5g de gordura em 100g dos produtos. Com isso, foi possível comprovar que os brownies possuem quantidade de gordura quase quatro vezes menor quando comparados aos brownies comerciais, vendidos com o mesmo apelo (sem glúten e lácteos).

Para a comparação da composição nutricional dos produtos foram analisados os rótulos de sete marcas comerciais de brownies. Cada 40g de brownie comercial tem cerca de 160 kcal e 7g de gordura enquanto que o valor energético dos bolinhos fabricados para o estudo, também com 40g, ficou em 117 kcal e 1,9g de gordura.

Brownie

Os brownies produzidos possuem quantidade de gordura quase quatro vezes menor quando comparados aos brownies comerciais.

Os brownies desenvolvidos podem ser classificados como light e baixo em gorduras, por apresentarem uma diferença relativa mínima de 25% no valor energético e no conteúdo desse nutriente dos alimentos comparados e, ainda, uma diferença absoluta mínima no conteúdo de gordura de 3g de gorduras/100g, estipulado pela legislação vigente.

As substituições dos ingredientes resultaram produtos com baixa quantidade de gordura, devido à utilização somente do açaí como aporte lipídico, gerando um menor valor calórico. Em relação ao custo, se caracterizaram como acessíveis quando comparados aos comerciais com o mesmo apelo (sem glúten e lácteos).

Aceitação 

Os testes sensoriais para avaliar atributos como a aparência, o aroma, o sabor, a textura e a impressão global, dos brownies desenvolvidos, foram divididos em oito etapas e, cerca de 1000 pessoas, entre as cidades de Campinas (SP) e Manaus (AM), participaram do estudo.

Os produtos obtiveram cerca de 76% de aceitação em todos os atributos sensoriais avaliados em ambas cidades estudadas, e a intenção de compra foi de aproximadamente 85%. 

RH-Interiorização

O Programa RH-Interiorização foi substituído pelo Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos para o Interior do Estado do Amazonas (Proint). O objetivo é conceder bolsa de mestrado e doutorado a profissionais graduados residentes no interior do estado do Amazonas há no mínimo 4 (quatro) anos ou que mantenham relação de trabalho ou emprego com instituição municipal, estadual ou federal sediada ou com unidade permanente no interior do Estado, interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em programa credenciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em instituições do Amazonas localizadas em município diferente de onde reside o candidato.

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

O post Brownies com produtos amazônicos, livre de glúten, lácteos e conservantes é desenvolvido no Amazonas apareceu primeiro em FAPEAM.

Pesquisadores desenvolvem células solares empregando pigmentos vegetais do Amazonas

CELULAS SOLARES UFAM  - Fotos Érico Xavier_-22

Pesquisadores pretendem produzir energia elétrica utilizando células solares desenvolvidas a partir de pigmentos vegetais extraídos de plantas Amazônicas como, o bujuju, o açaí, o urucum, o jenipapo, a murtinha e o crajiru. Trata-se de uma solução alternativa de baixo custo para a geração de eletricidade com aplicabilidade de materiais orgânicos como fontes renováveis de energia.

CELULAS SOLARES UFAM  - Fotos Érico Xavier_-19

Estudo foi apoiado pela Fapeam, por meio do Universal AM

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), os pesquisadores desenvolvem células solares fotossensibilizadas por corantes vegetais, baseadas no modelo concebido por Michael Grätzel, no entanto, estas células fazem uso de pigmentos naturais que substitui os custosos corantes sintéticos a base de metais pesados.

Estas células possuem um arranjo estrutural muito simples, condicionadas a um foto-anodo (FTO/TiO2/corante), eletrólito e contra eletrodo. A célula é fechada na conformação similar a um sanduíche, intermediado pelo par redox (eletrólito). Os parâmetros elétricos são obtidos medindo a curva I-V (corrente-tensão).

O projeto “Desenvolvimento de células solares empregando pigmentos vegetais de plantas do Amazonas” foi desenvolvido no Laboratório de Bioeletrônica e Eletroanálises (Label) da Central Analítica (CA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, amparado pelo Programa Universal Amazonas, Edital Nº 030/2013.

Dr. Walter Ricardo Brito - UFAM_-4

Coordenador do projeto, Walter Ricardo Brito.

Para o coordenador do projeto, Walter Ricardo Brito, o aproveitamento da energia solar é uma das alternativas mais promissoras diante de outras fontes como, por exemplo, a hidrelétrica. Além disso, a pesquisa pretende mostrar o potencial do capital científico-tecnológico que a Região possui e, que possibilita desenvolver pesquisas nas áreas de produção de energia a partir de tecnologias de última geração.

“Também será possível a prospecção e seleção de materiais e pigmentos vegetais do Amazonas para aplicar em sistemas sustentáveis de geração de energia”, disse.

A limitação dos recursos energéticos na natureza, o aumento do consumo de energia e o aumento da conscientização para a conservação do meio ambiente favorecem a pesquisa e o desenvolvimento em sistemas de células solares, especialmente em regiões como a Amazônia.

Comunidades isoladas

As novas células solares sensibilizadas por corantes podem ser utilizadas por meio de diferentes tecnologias, principalmente o sistema fotovoltaico, ou seja, painéis solares que captam a luz do sol e a transformam em energia elétrica.

CELULAS SOLARES UFAM  - Fotos Érico Xavier_-7

Pigmentos vegetais extraídos de plantas Amazônicas

No que se refere às comunidades isoladas, a nova geração de painéis solares será uma das opções tecnológicas que permitirá a inclusão da população sem acesso à eletricidade, bem como, potenciar a Bioeconomia através de uma exploração sustentável dos recursos naturais que a Floresta Amazônica oferece.

Esses sistemas estão entre os mais promissores para a redução do consumo de energia gerada a partir de combustíveis fósseis e, de outros fatores negativos, ao mesmo tempo em que oferecem oportunidades para o desenvolvimento e o crescimento econômico da Região. 

Universal Amazonas

O objetivo do Programa Universal Amazonas é financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do  Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no Estado.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

O post Pesquisadores desenvolvem células solares empregando pigmentos vegetais do Amazonas apareceu primeiro em FAPEAM.

Alunos do interior do Amazonas aprendem a importância da floresta e biodiversidade Amazônica

02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-39

Mais de 40 estudantes da Escola Estadual Isaías Vasconcelos, no município de Iranduba, participaram de oficina e atividades interativas que trouxeram a reflexão sobre os ganhos e perdas que ocorrem no ecossistema com a manutenção e derrubada da floresta Amazônica. A atividade foi realizada na segunda-feira (2/12).

A ação faz parte do projeto intitulado “Brincando se a aprende: a importância da floresta e biodiversidade amazônica”, desenvolvido pela pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e coordenadora do projeto, Genoveva Chagas de Azevedo, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação  (POP CT&I), edital N°009/2019.

O proje02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-29to foi desenvolvido em seis escolas, com alunos do Ensino Médio e Fundamental, da rede pública de Manaus, Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo. Também foi realizada oficina para simular o trabalho de campo no Bosque da Ciência do Inpa, para os visitantes em geral.

Segundo a coordenadora do projeto, Genoveva Azevedo, especificamente para esse projeto, o tema desenvolvido e debatido foi à floresta amazônica.

“Criamos uma espécie de jogo com base no que a gente ganha com a floresta em pé e o que a gente perde com a floresta no chão, trazer essa discussão levar informação de conhecimento científico  e propor essa reflexão aos estudantes  o que  a gente ganha , o que a gente perde se não cuidar da nossa floresta.  Sendo um debate tão presente e tão atual”, conta.

  Jogo

Segundo Genoveva, o jogo utiliza dois painéis, que retratam a floresta em pé, exuberante e o outro a floresta no chão (queimada/derrubada). Cada painel é composto por 20 quadrados nas laterais enumerados de 1 a 6, que os participantes escolhem após jogar o dado. Cada quadrado corresponde a uma possível consequência de cada cenário.  Ao final o aluno leva consigo um cartão informativo sobre o cenário apresentado.

02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-29

“Essa atividade possibilita ao estudante de forma lúdica e interativa o conhecimento sobre o papel da floresta no ecossistema. A gente acredita que o conhecimento aliado com o processo educativo e com a reflexão crítica, é possível que o cidadão se coloque também na condição de co-responsável  e isso venha gerar uma conduta diferente na questão dos cuidados com o meio ambiente”, disse.

O estudante Lucas Albuquerque, do 3º ano do ensino médio, que participou da atividade, conta que aprendeu muito com o tema abordado na oficina. “Achei legal, muitas coisas que ocorrem no processo natural da floresta que eu não conhecia. Isso permitiu que refletisse sobre a importância da floresta para nosso meio ambiente e também para nossa vida”.

Segundo a estudante, Larissa Dantas, também do 3º ano do ensino médio,  oficinas como essas nas escolas é muito importante para o conhecimento. “Aprendi mais do que nunca que devemos preservar nossa floresta, ela serve para tudo e se continuar o crescimento do desmatamento das florestas, nós seremos os maiores prejudicados”, disse.

No Amazonas, o Governo do Estado, por meio do POP CT&I da Fapeam, apoia a realização de 26 eventos de popularização da ciência, em diversas áreas, na capital e no interior. Lançado no mês de junho, o POP CT&I, conta com recursos financeiros da ordem de R$800 mil, para apoiar a realização de exposições, feiras, oficinas, minicursos, palestras e outras atividades interativas sobre CT&I, em locais públicos, organizados por temas, campos ou áreas do conhecimento.

Para a coordenadora do projeto a iniciativa da Fapeam é fundamental, que editais como POP CT&I têm alcance bastante interessante junto à população.02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-55

 

“É

uma forma também de saber que existe investimento de popularização da ciência para apoiar pesquisadores, professores para desenvolver atividades dessa natureza, onde podemos criar mecanismos recursos que possam mediar essa discussão, essa questão do conhecimento científico. O pesquisador publica seu artigo,  mas  como vai fazer para decodificar isso? Como torna esse tipo de conhecimento acessível a outros grupos? e esse tipo de projeto é fundamental ele instiga e desafia o pesquisador a buscar uma forma de tornar esse  conhecimento acessível em uma linguagem que os cidadãos de um modo geral entendam”, relata a pesquisadora.

Por Jessie Silva

Fotos: Jessie Silva

O post Alunos do interior do Amazonas aprendem a importância da floresta e biodiversidade Amazônica apareceu primeiro em FAPEAM.