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Startup oferece soluções tecnológicas de insumos amazônicos por meio de consultoria técnica

Facilitar ao cliente o acesso aos insumos da Amazônia, garantindo a autenticidade e padronização, para serem utilizados pela indústria de alimentos e cosméticos é o objetivo da Startup  Amazon Doors,  que teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Sinapse da Inovação, em parceria com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi).

Amazon Doors - FOTOS ÉRICO XAVIER-38Segundo a sócia da empresa, Sandra Zanotto, que atua  na área de Química Orgânica e Produtos Naturais, o foco é atender  demandas de empresas que querem acessar ingredientes amazônicos com qualidade, comércio justo e sustentabilidade.

“O cliente quer um ingrediente com toda cadeia formada ou às vezes uma pesquisa em algo específico no produto que deseja. Por exemplo, nosso cliente tem uma demanda de produto, temos uma equipe formada por diversos profissionais que colaboram com o desenvolvimento dos serviços, no qual é feito o levantamento dos dados, dos insumos das necessidades da estruturação da cadeia ou da formação do produto. Após todo esse levantamento, a  equipe realiza um estudo para apresentar a melhor solução para a demanda do cliente, que irá decidir qual o tipo de serviço irá realizar”, detalhou.

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Sandra Zanotto- sócia da empresa

Sandra Zanotto destaca que a empresa além de fazer o estudo científico da matéria-prima também fornece protótipos para os clientes que desejam produzir e reforçou que não é realizado produto para a venda comercial, apenas protótipos e amostras.“O cliente deseja uma amostra do ingrediente que pode ser um extrato, óleo, manteiga, ou um processo que ele tenha que estudar. Diante da demanda, fazemos um protótipo, para mostrar a qualidade do rendimento da matéria–prima que será fornecida à ele. Fazemos  um serviço de extração de óleos e extratos  para qualificar a matéria-prima e saber o rendimento e viabilidade”, afirma.

De acordo com o químico e sócio-diretor da empresa, Diego dos Santos Freitas, todo o processo desde a extração do insumo, produção e padronização dos insumos para o comércio são analisados pela Amazon Doors para garantir segurança e qualidades nos produtos, além disso, a empresa realiza consultoria  técnica  e treinamento de boas práticas de manejo aos produtores.

 

“O maior diferencial da empresa é oferecer um insumo natural e autêntico, de caráter totalmente amazônico, através de transferência tecnológica de processos e produtos obtidos por meio de pesquisa, porque é feito um todo um  estudo da literatura sobre a matéria prima”, disse.

Diego Freitas destaca também a valorização das comunidades ribeirinhas, a proposta de adotar preços justos ao produtor rural. “Nós temos um comprometimento com o produtor, adotamos a  política de preço baixo para o produto extrativo, fornecendo assim uma importante garantia de renda para as comunidades tradicionais, ribeirinhas e indígenas do estado do Amazonas”, contou

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Diego dos Santos Freitas- sócio-diretor da empresa

Oportunidade

Para quem pretende começar a empreender a partir de uma ideia inovadora, mas não sabe como? Fique atento e aproveite a oportunidade de inscrever sua ideia no Programa Centelha Amazonas.

A inscrição é gratuita e pode ser feita por meio do site www.programacentelha.com.br até dia 29 de novembro.

Podem participar pessoas físicas, vinculadas ou não a empresas com até 12 meses de existência anteriores à data de publicação do edital e faturamento bruto anual de até R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais), sediadas no Amazonas.

 O Programa Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa será executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

 

 

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Fapeam recebe representante da Embaixada Francesa para discutir projetos em curso do Guyamazon e novas parcerias

Com objetivo de discutir de projetos científicos que estão em curso por meio do Programa de Cooperação Internacional Guyamazon, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebeu no dia 06/11, a visita do Conselheiro de Cooperação e Ação Cultural da Embaixada da França Olivier Giron, na sede da Fundação, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

O Guyamazon é um programa franco-brasileiro de cooperação científica que apoia a execução de projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), no âmbito da colaboração científica e tecnológica entre pesquisadores de instituições do Amazonas e pesquisadores franceses. O apoio foi destinado ao projeto de pesquisa e à mobilidade de pesquisadores e estudantes.

As parcerias com as instituições de Ensino e Pesquisa da França têm resultado em projetos de pesquisa, entre outros, referentes ao meio ambiente e recursos naturais, produção e segurança alimentar, riscos naturais, além de variabilidade e mudanças climáticas.

Participaram da reunião a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, a diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos e a diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade.

06.11.2019 - REUNIÃO FAPEAM E REPRES. DA FRANÇA -  FOTOS ÉRICO X-9

Durante o encontro foram destacados temas como ajustes técnicos de projetos científicos que estão em andamento e prospecção de futuros acordos de cooperação com o Amazonas.

Na oportunidade, Márcia Perales falou da relevância de ajustes técnicos de pesquisas que estão em andamento para que no final do programa os projetos possam ser concluídos com sucesso, e destacou a importância da rede  franco- brasileira para futuras colaborações de projetos ligados a diversas problemáticas que envolvem a região.

“A oportunidade de futuras propostas de rede franco- brasileira com base técnico- científica seria muito importante para nossa região, especialmente de interesse dos próprios amazônidas em função de toda a nossa singularidade, além de contribuir para o fortalecimento da política de CT&I.” salientou.

Para Olivier Giron, os tópicos de pesquisas desenvolvidos através de acordos de cooperação internacional são assuntos importantes para ambos os países.

“São tópicos de pesquisas para a preservação da natureza, do meio ambiente, mas também das populações de pessoas que vivem no ambiente; ter essa interlocução gera troca de conhecimento e uma visão da aplicação das políticas públicas para o estado do Amazonas”, disse.

 Guyamazon

O programa é realizado pela Fapeam, em parceiras com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (Fapema), Embaixada da França, Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) e região da Guiana Francesa.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Fapeam analisa projetos em Seminário de Avaliação Final do Pecti

Cinco projetos selecionados pelo Programa Estratégico de Ciência, Tecnologia & Inovação nas Fundações de Saúde do Amazonas (Pecti/AM-Saúde) foram analisados pelo Comitê Gestor e Avaliador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) durante Seminário de Avaliação Final do Programa. O evento foi realizado no dia 23/10, no Hotel Nobile Suites Manaus Airport, localizado no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.

O Programa foi lançado pela Fapeam, edital Nº 001/2014, com o objetivo de fomentar a inserção de pesquisadores em Projetos Estratégicos de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação nas Fundações de Saúde com sede no Amazonas.

Os projetos foram desenvolvidos por pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Fundação Alfredo da Matta (Fuam), Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) e Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS).

SEMINÁRIO DE AVALIAÇÃOPECTI -AM SAÚDE 2019 - FOTOS ÉRICO XAVIER-29

Os Projetos foram analisados pelo Comitê Gestor e Avaliador da Fapeam.

 

Abertura

Participaram da mesa de abertura a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, o assessor técnico da Susam, Jani Kenta Iwata, o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Jorge Luiz Maia Carneiro e o chefe do Departamento de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), André Luís Willerding.

Durante o seminário, Márcia Perales, reiterou que o Governo do Amazonas tem dado todo apoio para as ações desenvolvidas pela Fundação, para alavancar o cenário de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e que neste ano reposicionou estrategicamente a CT&I, por entender a importância desta área para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado.

Marcia Perales reforçou ainda que os resultados ao fim de uma pesquisa científica precisam ser evidenciados e que a informação deve chegar até a sociedade. “Hoje temos a apresentação de cinco projetos que são vinculados às fundações de saúde do Amazonas e instituições de ensino e pesquisa. Foi uma carta-convite importante lançada em 2014, que priorizou a área da saúde”, comentou.

Márcia Perales

Diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales.

 

Para Jani Kenta Iwata, o fomento para projetos científicos voltados para a área da saúde é importante e traz impacto e fortalecimento para o SUS. “É um programa que fortalece as nossas unidades, principalmente as fundações de saúde do Amazonas”, disse.

O chefe do Departamento de Ações Estratégicas da Sedecti, André Luís Willerding, disse que o PECTI/AM-Saúde é um programa estratégico importante para a área da saúde no Amazonas. “A secretaria executiva de CT&I, dentro da Sedecti, tem toda uma sensibilidade e apoia constantemente pesquisas na área de saúde, porque sabemos da importância desses resultados”, comentou.

Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Jorge Luiz Maia Carneiro, é muito gratificante e interessante participar desses momentos de compartilhamento das informações científicas especificamente participando como representante do Sistema Único de Saúde (SUS) e, vendo o que é produzido pela ciência em benefício desse Sistema.

Projetos

Um dos projetos avaliados durante o Seminário foi desenvolvido pela pesquisadora da Fuam, Maria da Graça Cunha, intitulado “Consolidação da pesquisa científica em infecções sexualmente transmissíveis, hanseníase e outras doenças dermatológicas de interesse sanitário na Fundação Alfredo da Matta”, com o objetivo de consolidar a pesquisa cientifica na Fuam, nos níveis de graduação e pós-graduação, para elaboração de novos projetos visando a captação de recursos para execução de estudos científicos que objetivem identificar ferramentas inovadoras para o diagnóstico, tratamento e controle epidemiológico das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), hanseníase e outras doenças dermatológicas de interesse sanitário.

“É importante que a Fapeam continue com este olhar especial para as Fundações de Saúde porque elas representam um pilar dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e essa proximidade da pesquisa com a assistência tem que continuar a ser incentivada. É preciso tirar o vácuo que existe entre a pesquisa básica e a aplicação dos resultados. A Fapeam tem ajudado nesse processo de investir numa pesquisa que aproxima a ciência da sua utilização no atendimento às pessoas que são o foco principal da nossa atuação como pesquisadores”, disse Maria da Graça.

Maria da Graça

Pesquisadora da Fuam, Maria da Graça Souza Cunha.

 

A pesquisadora informou que o projeto possibilitou a publicação de artigos científicos em periódicos nacionais e internacionais, dissertações de mestrado, teses de doutorado, projetos de iniciação científica e credenciamento em 2017 do Mestrado Profissional de Ciências Aplicadas à Dermatologia (Universidade do Estado do Amazonas-UEA), Fuam e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O pesquisador do Hemoam, Alysson Guimarães da Costa, explica que o projeto “Incorporação de Novas Tecnologias na Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas” permitiu a criação do laboratório de genômica e sua estruturação com equipamentos e equipe treinada, aumento nas publicações que refletiram na consolidação do mestrado em Ciências Aplicadas em Hematologia, além disso, foi possível aumentar o número de mestres e doutores dentro da Fundação.

Projetos Avaliados

Programa Estratégico de Apoio à Pesquisa e ao Ensino na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD);

Programa Estratégico de Consolidação da Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazonas);

Consolidação da Pesquisa Científica em Infecções Sexualmente Transmissíveis, Hanseníase e Outras Doenças Dermatológicas de Interesse Sanitário na Fundação Alfredo da Matta (Fuam);

Fortalecimento das atividades de pesquisa, tecnologia e ou inovação para execução de programas estaduais de prevenção e controle de doenças na Fundação de Vigilância em Saúde (FVS);

Incorporação de Novas Tecnologias na Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Inscrição de ideias inovadoras ao Programa Centelha pode ser feita durante a 2ª Feira do Polo Digital de Manaus

Os interessados em conhecer mais sobre o Programa Centelha Amazonas, esclarecer  dúvidas ou até realizar sua inscrição e submissão de ideias inovadoras  podem visitar  a  2ª Feira do Polo Digital de Manaus, que ocorre no Studio 5 Centro de Convenções, zona sul de Manaus. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam)  participa do evento  no estande do Processamento de Dados Amazonas S/A (Prodam) até a próxima quinta–feira (17/10), no horário de 14h  as 21h, e conta com  equipe técnica  para  orientar a população em relação ao Programa, bem como sobre  a  inscrição.

O Programa Centelha é realizado pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação de Pesquisa (Finep), com objetivo de transformar ideias em negócios de sucesso, oferecendo aos participantes, capacitação e suporte para alavancar o negócio e ampliação do networking. 

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A inscrição de ideias inovadoras ao Programa é  gratuita e pode ser realizada até o dia 29 de outubro, por meio do site www.programacentelha.com.br. Vale destacar que um dos critérios usados para o desempate é a data mais antiga de submissão da proposta. Portanto, deixar para a última hora não é uma boa ideia.

As propostas concorrem a até R$ 65 mil para permitir aos novos empreendedores iniciar um novo negócio. O investimento é por meio de subvenção econômica, ou seja, recurso não reembolsável, para apoiar até 28 projetos de inovação apenas no Amazonas.

Segundo o analista de processo, Alex Alfaia, que visitou o estande e conheceu o Centelha Amazonas,  o  Programa traz  oportunidade para quem quer empreender. “O Centelha  tem um diferencial, pois  abre portas para as pessoas de uma forma geral e  não apenas para especialistas. As pessoas muitas vezes  têm ideias inovadoras mas precisam de uma oportunidade e incentivo para serem desenvolvidas ”, conta.

Para a servidora pública, Márcia Maia,  o Programa permite que possam ser desenvolvidas ideias inovadoras benéficas para a região.”É a oportunidade de buscar novas ideias e produtos atendam as necessidades da região” disse.

Quem pode participar?

Podem participar pessoas físicas, vinculadas ou não a empresas com até 12 meses de existência anteriores à data de publicação do edital e faturamento bruto anual de até R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais), sediadas no Amazonas.

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Sobre o Centelha

O Programa Centelha será realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa será executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

15.10.2019 - II FEIRA DO POLO DIGITAL DE MANAUS  - FOTOS ÉRICO XAVIER._-22ª Feira do Polo Digital de Manaus

O evento é promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese Manaus) e, nesta edição, traz o tema “Manaus Inteligente”, apresentando o que há de mais inovador na Indústria 4.0, além de proporcionar um ambiente para networking e novos negócios.

Acesse o edital do Programa Centelha Amazonas

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Programa Centelha é divulgado para a população de Parintins

Seguindo o roteiro de divulgação do Programa Centelha no Amazonas, a equipe da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) esteve em Parintins na última quinta (26) e sexta-feira (27/09), para apresentar de perto a professores, estudantes e empreendedores o Programa, cujo objetivo é transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso.

Apresentaçäo do Centelha Amazonas- Ufam-ParintinsNo município, os eventos ocorreram na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas (Sebrae). O Instituto Federal do Amazonas (Ifam) também participou com a presença de alunos nos eventos. As cinco instituições são parceiras do Programa Centelha no Amazonas.

Apresentação Centelha na UEA -Parintins

Realizado pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), o Centelha Amazonas oferecerá aos participantes recurso financeiro,  capacitação, ampliação do networking e suporte para tornar ideias em empreendimentos inovadores.

Segundo a coordenadora em exercício do Programa Centelha Amazonas pela Fapeam, Liliane Valente, a ida da equipe a Parintins faz parte de uma série de ações da Fundação para divulgar o Programa no estado, e teve como objetivo apresentar e esclarecer dúvidas de pessoas interessadas em concorrer ao edital.

“A oportunidade para levar uma ideia adiante e torná-la um  empreendimento está sendo dada por meio do Centelha Amazonas. Queremos que mais pessoas no estado conheçam e submetam ideias inovadoras ao Programa. É importante destacar que tanto pessoa física quanto jurídica podem se inscrever, desde que atendam a alguns requisitos especificados  no edital”, disse.

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O programa recebe inscrições de ideias até o dia 29 de outubro, por meio do site www.programacentelha.com.br. Após todas as fases, 28 projetos contemplados de inovação no Amazonas poderão receber o valor unitário de até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais), por meio de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis).

Apresentação Centelha Ufam- Paritins

Parceria

Segundo Luane Pedreno, gestora de projetos do Sebrae-Parintins, o município tem muitas pessoas com ideias criativas e inovadoras, mas que muita vezes não sabem como executá-las. “O programa é de suma importância, principalmente, por incentivar o nascimento de novos negócios, que futuramente poderão gerar economia para o município”, contou.

O diretor do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ) da Ufam- Parintins, José Luiz Fonseca, disse que a população do município é muita criativa e que o Programa traz uma excelente oportunidade para os alunos, professores e a comunidade  empreender na localidade. “É um programa importante, que vem para apoiar a fase de ideias. Isso é algo que estávamos precisando no estado”, disse.

Para a gerente do Senac Parintins, Jocemilda Viana, o Centelha Amazonas é um programa que vem para valorizar ideias e a criatividade sob um olhar empreendedor. “É um incentivo para que os alunos concretizem e coloquem em prática projetos que são criados no decorrer dos cursos, porque trabalhamos com projetos integradores oriundos das nossas marcas formativas. Uma das marcas é a inovação e o empreendedorismo, e o Centelha é um programa que vem ao encontro disso, para incentivar e voltar o nosso olhar para o futuro”, pontuou.

Para a graduanda em Administração, Jéssica Corrêa, que conheceu o Centelha Amazonas durante os eventos de apresentação, o Programa é inovador, uma vez que oportuniza e motiva os estudantes e jovens que têm interesse em empreender. “Às vezes temos a ideia e a vontade, mas precisamos do incentivo, e o Programa traz isso. É uma iniciativa que eu esperava, e acredito que muitas pessoas também. Pretendo submeter várias ideias que já tenho ao Programa”, informou.

Para o contador, Joaquim Lima, o Centelha Amazonas é uma oportunidade para todos os parintinenses de tirar ideias do papel e colocá-las em prática. “O programa é inovador e ainda oferece um recurso financeiro, que é algo que também motiva as pessoas a inscreverem ideias”, contou.

Por Esterffany Martins

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A árdua tarefa de entregar notícias difíceis no ambiente hospitalar é avaliada em pesquisa no Amazonas

Dar uma notícia difícil causa impactos tanto nos pacientes quanto nos profissionais de saúde  tornando-se muitas da vezes, uma árdua tarefa para as equipes de saúde e, principalmente, para os médicos.

A comunicação entre a equipe médica, família e o paciente, no processo de fim de vida é fundamental e indispensável para diminuir o impacto emocional e permitir a assimilação gradual da nova realidade. Diante disto, pesquisa buscou analisar comportamento dos profissionais da medicina em relação à terminalidade dos pacientes, identificando as dificuldades e os conflitos éticos enfrentados na comunicação de diagnósticos e prognósticos de doenças em estágio terminal.

O estudo foi desenvolvido pela estudante do 12° período de Medicina, Priscila Manuela Alves Charlete, da Universidade Nilton Lins, sob orientação do psicólogo, Ms. André Luis Sales da Costa, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon), com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas (Paic).

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Segundo Priscila Charlete, a ideia da pesquisa foi tentar compreender e analisar os motivos que levam alguns profissionais de medicina em algumas situações, a omitirem informação diagnóstica de terminalidade aos pacientes com doenças ameaçadoras da vida, uma vez que a comunicação entre médico e paciente tem fundamental relevância no processo de cura, melhora ou aceitação da doença pelo paciente.

“Precisamos ampliar a discussão sobre a importância do suporte à preparação dos profissionais de medicina no que se refere à transmissão de notícias difíceis e a necessidade de instrumentalizá-los e fortalecê-los em relação ao impacto causado pela  morte. Trabalhando isso, podemos diminuir o desgaste emocional e permitir a assimilação gradual da nova situação do paciente, sem isso, o paciente não tem um bom entendimento sobre a doença que ele está enfrentando e não se constitui uma relação médico- paciente efetiva”, relata.

Para o orientador, a importância da pesquisa foi instigar, provocar e promover mudanças nas atitudes e condutas sobre a entrega de notícias difíceis. Assim, promoveremos debates que ampliem a formação do profissional de saúde a lidar com a dor do outro, desenvolver a escuta ampliada, além de inserir mudanças na grade das disciplinas de saúde que abarque o tema morte e notícias difíceis.

“Percebemos, conforme a literatura, que os profissionais de saúde ainda não sabem lidar com os aspectos emocionais advindos dos familiares e pacientes no momento da entrega da notícia difícil. Destarte, por mais que se entregue ao familiar, a notícia não é entregue de forma humanizada, parcimoniosa, e empática. Alguns casos, são delegados a outros profissionais de outros setores a tarefa da entrega do diagnóstico”, afirma.

Entrevistas

Priscila relata que foi aplicado um questionário dividido em duas partes. A primeira parte objetivou levantar o perfil sociodemográfico dos médicos. A segunda parte foi estruturada com perguntas fechadas e abertas em que o entrevistado pudesse discorrer livremente sobre o tema do roteiro.“Conforme percebido nas entrevistas, a maioria dos médicos entrega o  diagnóstico de notícias ruins, mas ainda é difícil para o profissional o manejo de transmiti-las, o fazendo com restrições ou somente à família. Segundo a literatura, essa dificuldade pode estar ligada à maneira com o médico lida com suas emoções, com o sofrimento humano em sua totalidade e, também, à ênfase deficitária e inadequada durante a graduação médica nos aspectos psicológicos e da problemática da morte”, enfatiza.

Do total de 83 médicos da Fcecon, 13 participaram da entrevista da pesquisa.

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Paic

O programa  apoia instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas. A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

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A osteoporose pode ser prevenida, ainda na adolescência, com atividade física

A prática de atividade física vigorosa e de alto impacto apresenta maior associação com a massa óssea. As fases da infância e adolescência são fundamentais para maior aquisição e manutenção da massa óssea, e esse depósito desempenha um fator importante na prevenção da osteoporose na fase adulta e terceira idade, é o que aponta um estudo científico apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). 

Volei

As fases da infância e adolescência são fundamentais para maior aquisição e manutenção da massa óssea.

 

O projeto “Massa óssea em adolescentes: Qual a relação com atividade física e composição corporal?” é resultado da dissertação de mestrado de Hector Colares, e foi amparado pelo Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado do Amazonas (PROPG-AM), Edital Nº010/2015.

A osteoporose é uma doença metabólica sistêmica caracterizada pela deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, e tem como principal característica a fragilidade esquelética com risco de fraturas osteoporóticas na velhice. 

Atividades físicas regulares como, por exemplo, saltos, corridas e musculação são benéficas para saúde óssea porque desenvolvem entre outros fatores a massa magra que pode influenciar positivamente a massa óssea.  

Corrida dentro

A prática de atividade física vigorosa e de alto impacto apresenta maior associação com a massa óssea.

 

Durante a infância e, especialmente, durante a adolescência, ocorre um processo chamado de pico de massa óssea que é caracterizado pela maior aquisição de massa óssea nessa fase da vida, que consiste na incorporação de minerais, como cálcio e fósforo, aos ossos. Esse processo torna-os resistentes e prontos para exercer algumas de suas funções no corpo: proteção e sustentação. 

Esses depósitos de massa óssea, acumulados na adolescência, acompanham o indivíduo até a fase adulta quando naturalmente os níveis de massa óssea começam a diminuir, e podem tornar a pessoa mais vulnerável a desenvolver a osteoporose. 

“Se a massa óssea construída ao longo da adolescência for baixa ou se tiver diminuição acentuada nesse período, a fragilidade e as fraturas ósseas podem ocorrer”, esclareceu Hector Colares.  

Método 

A coleta de dados foi realizada durante o período de 2016 e 2017, com 118 adolescentes, com idades entre 10 e 14 anos, tomando como base os limites cronológicos da adolescência, definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabelece que adolescentes são indivíduos na faixa etária entre 10 e 19 anos de idade.  

Na investigação foram avaliados 59 indivíduos do grupo controle (adolescentes com peso normal segundo o Índice de Massa Corporal – IMC) e 59 indivíduos do grupo caso (adolescentes com sobrepeso segundo o IMC). 

Para medir a composição corporal (massa óssea, massa magra e massa de gordura) dos adolescentes foi utilizado método padrão ouro, conhecido por Absorciometria por dupla emissão de raios-X, também conhecido como “DEXA”, que faz o exame de imagem (ultrassonografia) por emissão de raios x de dupla energia. 

O pesquisador explica que a DXA calcula a quantidade de ossos em gramas por corpo ou determinado segmento de um indivíduo. Com essa informação é possível verificar se o conteúdo mineral ósseo (quantidade de osso em gramas) apresenta valores normais ou se a pessoa tem o risco de desenvolver osteoporose na fase adulta ou na velhice. 

Hector Colares - Fotos Érico Xavier-8

Hector Colares explica que a prática de atividade física vigorosa e de alto impacto apresenta maior associação com a massa óssea.

 

Quando analisado qual das variáveis antropométricas (massa gorda ou massa magra) teriam maior fator de explicação para a massa óssea dos adolescentes, verificou-se que de maneira geral a massa magra foi a variável mais importante como determinante da massa óssea em adolescentes saudáveis. Com isso pode-se sugerir que atividades que estimulem a massa magra têm elevada importância no estímulo da massa óssea.  

Esse tipo de avaliação, voltada para verificar a composição de massa óssea na adolescência, por meio da prática de atividade física, e fatores antropométricos (massa gorda e massa magra) podem contribuir para fomentar estudos com foco na intervenção e prevenção da osteoporose e consequentemente diminuir os gastos exorbitantes da saúde pública com esse problema de saúde mundial. 

PROPG 

Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do estado do Amazonas (PROPG) tem como objetivo conceder bolsas de mestrado e doutorado a interessados, residentes no estado do Amazonas há no mínimo 4 (quatro) anos, matriculados em curso de pós-graduação stricto sensu, em Programa de Pós-Graduação recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em outros estados da Federação, em áreas estratégicas nas quais o estado do Amazonas ainda não possui programas de Pós-Graduação em nível de Mestrado ou Doutorado, em atendimento a Meta Nº5 do Plano de Trabalho – Apoio a Bolsas fora do Estado, firmado entre a Fapeam e a Capes no âmbito do Acordo para Cooperação Técnica e Científica.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier  

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Estudo avaliou as condições de vida de moradores de rua na cidade de Manaus

O que leva uma pessoa a morar nas ruas? Quais as condições de vida dessas pessoas? Estudo científico buscou avaliar e apresentar essas questões de forma sistematizada a partir de uma investigação qualitativa voltada às condições de vida e saúde de pessoas em situação de rua na cidade de Manaus.

A pesquisa finalizada em 2016 foi desenvolvida na época pela estudante do 5º período do curso Serviço Social, Nayara Campos,  teve uma parte de resultados descritos no livro “(Sobre) Vivências nas ruas de Manaus” que relata histórias, condições de vida e políticas públicas, a inciativa contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic). Dra. Roseane Pinheiro Palheta- Fotos Érico Xavier_-8

O projeto gerou continuidade no tema enfatizando a questão da adesão ao tratamento em HIV pela população de rua,  e atualmente está sendo desenvolvido pela aluna Lucélia Regina Araújo, do 5º período de Direito,  com a orientação da doutora em Serviço Social, Rosiane Pinheiro Palheta, da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa).

Segundo Rosiane, os estudos sobre a chamada população de rua ainda são pouco conhecidos no Brasil devido a realidade de uma população itinerante que dificulta a contagem de maneira mais contundente, e a própria conceituação sobre o que seria o “morador” de rua. “A percepção da população em situação de rua ainda necessita de um olhar mais atento e de políticas públicas que sejam dirigidas a este público, de maneira a minimizar a exclusão de toda ordem de que são vítimas, sobretudo, de políticas de habitação e assistência social, que provenha abrigo e moradia àqueles que assim desejam sair das ruas”, contou.

Para a estudante Lucélia Regina Araújo,  que está em continuidade ao trabalho, focando agora na questão da adesão ao tratamento em HIV pela população de rua, ” Os projetos são a base para as mudanças de muitas realidades e, especialmente, este que abrange uma parte marginalizada da sociedade que também precisa de atenção e ajuda. “Trazer maior qualidade de vida para eles futuramente através da pesquisa é o maior objetivo visado”, relata Lucélia.

Aplicabilidade

O estudo foi aplicado com 144 pessoas no Centro de Manaus  por meio de pesquisa de campo nas ruas, com o  apoio do Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP ) da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania – (Semasc), que visa ofertar  trabalho técnico para a análise das demandas dos usuários, orientação individual e grupal e encaminhamentos a outros serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas que possam contribuir na construção da autonomia, da inserção social e da proteção às situações de violência.

Segundo Rosiane Palheta, algumas características foram observadas conforme o mapeamento: retificou-se que os resultados quanto ao gênero, a população em situação de rua em sua maioria, é do sexo masculino e  que o maior percentual de pessoas em situação de rua é na  faixa etária é de  31 a 40 anos. Pessoas acima de 60 anos registraram o menor número durante o período pesquisa.

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A partir da análise dos dados foi possível compreender as inúmeras estratégias e dificuldades na qual as pessoas em situação de rua têm que enfrentar no seu dia a dia para sobreviver; são pessoas que se encontram expostas a condições de vida precárias, sem acesso aos direitos básicos, entretanto, muitas pessoas optam por estar na rua por considerá-la o lugar de maior representatividade da proteção e da liberdade.

Dra. Roseane Pinheiro Palheta- Fotos Érico Xavier_-5

Rosiane explica que em muitos casos percebeu-se que a saída das ruas não é vista como  evento positivo ou não significa necessariamente melhoria de vida, pois a rua representa por si, fonte de sobrevivência, trabalho e, sobretudo, espaço profícuo de relações sociais e estabelecimento de vínculos afetivos representativos.

“Durante a pesquisa, conversando com os moradores, muitos deles se acostumam com a vida na rua e maioria não quer sair; quando se retira um indivíduo da rua, contra a sua vontade, há todo um processo, que muitas vezes não é o melhor caminho, quando a necessidade de reprodução de vida está vinculada à rua. São conhecidos alguns casos de moradores que foram retirados das ruas e não conseguiram se adaptar em outro estilo de vida, alguns até adoecem”, relata.

A questão das pessoas em situação de rua  na maioria das vezes está ligada à família, desemprego, conflitos familiares, dependência química, problemas psíquicos, abandono, rompimento de vínculos afetivos, dentre outros. “A situação de rua tem um vínculo muito presente com as questões familiares, geralmente, desencadeadas na infância. Em muitos depoimentos foram bem presentes situações de violência e estupro por algum membro da família, o que levou ao abandono do lar, como única forma de sair da situação de violência”,  relata a pesquisadora.

 

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Levantamento

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), uma fundação pública federal vinculada ao Ministério da Economia, com base nos últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de  2015, o Brasil tem 101 mil moradores de rua, a pesquisa aponta que a maior parte  esta concentrada nos municípios.  Conforme a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), em Manaus, a maior parte se concentra no centro da capital Amazonense  e não há dados sobre números oficiais dessa população.

Sobre o Paic

O programa apoia Instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas. A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suellen Sousa

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Estudo avaliou bactérias multirresistentes no ambiente hospitalar

Estudo intitulado “Epidemiologia molecular de Staphylococcus Epidermidis multirresistentes” coordenado pelos os pesquisadores Cristina Motta Ferreira e William Antunes Ferreira, e executado pelo grupo de pesquisa que atua na área de bacteriologia Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), buscou avaliar bactérias que são capazes de causar doenças graves nos pacientes internados em hospitais que apresentaram mecanismos de resistência aos antibióticos.

Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-17

O projeto concluído, teve fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, por meio do edital 030/2013 do Programa Apoio à Pesquisa (Universal). Segundo a pesquisadora buscou verificar se os profissionais que trabalham no Hemoam estariam “carreando” em suas vestimentas ou algumas partes do corpo, bactérias resistentes aos antibióticos comumente utilizados no tratamento de infecções causadas por esses agentes e, caso encontrássemos algumas dessas bactérias, estudar com ferramentas da biologia molecular os “mecanismos de resistência”.

“A importância dessa pesquisa é que esses patógenos são capazes de causar doenças graves nas pessoas, principalmente em pacientes internados nos hospitais ou que possam estar sob tratamento de medicamentos que podem comprometer ou reduzir a capacidade de defesa ou resposta imune do organismo”, conta.

 

Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-20

Conforme Cristina Motta,foram coletadas amostras das mãos, nariz e jalecos dos profissionais da saúde do Hemoam. No total de 230 profissionais com média de idade de 44 anos.

“Para a pesquisadora, as pessoas, inclusive os profissionais da saúde, carregam consigo bactérias e algumas delas podem até ser multirresistentes aos antibióticos, portanto, os resultados da pesquisa evidenciam a grande importância das medidas de prevenção já implantadas ou implementadas pelas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) nos hospitais tais como: a lavagem das mãos, uso de toucas, máscaras, luvas, jalecos descartáveis, etc, simples ações que se realizadas pelos profissionais da saúde no exercício de suas atividades, certamente contribuirão para a evitar ou reduzir significativamente os casos ou surtos de infecção hospitalar, afirma.

A pesquisa utilizou procedimentos ou técnicas atuais para a cultura isolamento e identificação dos Staphylococcus epidermidis, e procedimentos automatizados para verificar a sensibilidade delas aos antibióticos, assim como metodologias ou procedimentos específicos de biologia molecular para identificar as respectivas mutações nos genes – dentre outros aspectos – que poderiam configurar que um determinado estafilococo como resistente a vários antibióticos e assim, potencialmente patogênico para causar infecções graves em indivíduos ou pacientes suscetíveis.

Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-10

“Buscamos também conhecer a origem ou a fonte dessas bactérias nos profissionais, apoiar a clínica com o diagnóstico laboratorial dessas infecções e assim sugerir estratégias para evitar a disseminação. Quanto mais pesquisarmos e conhecermos sobre um determinado tipo de patógeno e os processos pelos quais eles se disseminam, seja no HEMOAM, ou em outros Hospitais, ou nos centros de saúde, melhor será a prevenção da disseminação, da transmissão, das infecções e dos possíveis danos causados aos pacientes”, explica.

 

2019-08-30

 

OMS

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano de 2018, dados de vigilância sobre resistência aos antibióticos revelaram elevados níveis de resistência a uma série de infecções bacterianas graves em países de alta e baixa renda. Conforme a Global Antimicrobial Surveillance System (GLASS), há ocorrência generalizada de bactérias com resistência a antibióticos em diferentes países, incluindo o Brasil. Estudos internacionais de vigilância epidemiológica, detectaram mais de 70% de S. epidermidis, multirresistentes, circulando nos hospitais.

Universal

Programa Apoio à Pesquisa (Universal),  tem como objetivo conceder aporte financeiro para atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Amazonas.

Este ano houve uma chamada para o universal que recebeu propostas até 15 de julho de 2019.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suellen Sousa

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Programa Centelha é apresentado aos presidentes das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas

Para incentivar que mais pessoas consigam colocar ideias inovadoras em prática, representantes da Fundação de Amparo à pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) apresentaram o Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Programa Centelha-AM) aos presidentes das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas (CDL-AM). A apresentação foi realizada na segunda-feira (2/9) durante a 2ª Convenção Estadual da Federação da CDL-AM, no bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus.

O programa realizado pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), conta com investimento na ordem de R$ 1.820.000,00 (um milhão oitocentos e vinte mil reais), para apoiar até 28 projetos de inovação no Amazonas, por meio de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis). Cada projeto poderá receber  até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais). As propostas podem ser submetidas até o dia 29 de outubro, por meio do site www.programacentelha.com.br/am.

Durante o evento, a  diretora técnico-científica da Fapeam, Marne Vasconcellos, destacou que o Programa vem para estimular o empreendedorismo no Amazonas, a partir de ideias inovadoras. “O objetivo é tentar fortalecer esse ecossistema no Amazonas. A Fapeam tem  atuado também  para levar ao  interior do Amazonas essa cultura do empreendedorismo”, disse.

02.09.2019 - PROGRAMA CENTELHA NA FCDL - FOTOS ÉRICO X._-30

Acesse o edital do Progama Centelha Amazonas 

O presidente da  CDL  de Iranduba, Marco Rosas, informou que o município está em pleno desenvolvimento e há perspectivas para incentivar o empreendedorismo inovador no local. A proximidade com a capital faz com que muitas pessoas deixem Manaus para empreender em Iranduba, nas áreas de turismo, indústrias e comércios varejistas e atacadistas.  

“É um município com grande perspectiva de desenvolvimento só que nós precisamos de desenvolvimento planejado, uma coisa é crescer outra é desenvolver e eu não vejo outra maneira de se desenvolver se não de forma planejada, organizada com apoio acadêmico e também de fomentos”, pontuou. 

Segundo o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Ezra Azury, existe interesse da FCDL em firmar parcerias, por meio da CDL dos municípios, com o Programa Centelha.

Quem pode participar do Centelha

Podem participar pessoas físicas, vinculadas ou não a empresas com até 12 meses de existência anteriores à data de publicação do edital e faturamento bruto anual de até R$ 4.800.000, 00 (quatro milhões e oitocentos mil reais), sediadas no Amazonas. Os projetos terão prazo de execução de até 12 meses, não prorrogáveis, contados a partir da data do Termo de Outorga. 

Etapas

A submissão, avaliação e seleção das propostas serão realizadas em três fases distintas e eliminatórias, sendo elas, Fase 1: Ideias Inovadoras; Fase 2: Projeto de Empreendimento e Fase 3: Projeto de Fomento. As propostas  deverão ser submetidas por meio do Sistema Centelha (http://am.programacentelha.com.br), conforme formulário específico para cada uma das fases, respeitando os prazos estabelecidos do cronograma do edital. A data limite para as submissões de propostas na primeira fase é dia 29 de outubro de 2019.

Durante as três fases de seleção, os proponentes receberão capacitação gratuita online ou presencial, ministrada pela Fundação Certi, com o intuito de alinhar alguns conceitos importantes, para aprimorar suas ideias e projetos. 

Sobre o Centelha

O Programa Centelha será realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa será executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Acesse o edital do Progama Centelha Amazonas 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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