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71ª edição da SBPC é considerada um sucesso pelo presidente do Confap

Quem visitou a mostra de ciência, tecnologia e inovação -ExpoT&C durante a 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) teve a oportunidade de conhecer uma parte do trabalho desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A instituição esteve presente no estande do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).

O evento ocorreu no período de 21 a 27 de julho na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande. Segundo a SBPC, no total, foram realizadas  180 conferências, mesas-redondas, encontros e palestras, mais de 40 atrações culturais, 600 pôsteres e um público que ultrapassa 30 mil pessoas. Encerrada esta edição, a SBPC já se prepara para a próxima Reunião Anual, que será realizada em Natal.

SBPC 2019 - FOTO ESTERFFANY MARTINS-6

Para o presidente do Confap, Evaldo Vilela,  a  Reunião da SBPC, em Campo Grande, foi um sucesso e superou todas as expectativas em relação a participação, qualidade e relevância das palestras e discussões.

“Participar de um ambiente tão rico assim é muito importante para as FAPs reunidas no Confap pela visibilidade que ganham, particularmente entre os jovens. O Confap esteve presente com um belo estande na Expot&C, interagindo com toda a comunidade da SBPC e visitantes, divulgando o nosso papel no financiamento das pesquisas, em prol da ciência, tecnologia e inovação e no desenvolvimento do país e ainda estabelecemos parcerias”, disse.

Sobre a participação da Fapeam na SBPC, Vilela disse que a Fundação mostra a relevância do seu papel na região amazônica e seu dinamismo na formação de parcerias com pesquisadores e instituições nacionais e internacionais.

SBPC 2019 - FOTO ESTERFFANY MARTINS-16

FAPs

No estande do Confap, além da Fapeam,  participaram as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos Estados do Alagoas (Fapeal), Goiás (Fapeg), Mato Grosso (Fapemat), Minas Gerais (Fapemig), Paraíba (Fapesq), Paraná (Fundação Araucária), Rio de Janeiro (Faperj) e São Paulo (Fapesp). As FAPs do Maranhão (Fapema) e do Mato Grosso do Sul (Fundect) – anfitriã do evento – também participam da ExpoT&C com estandes próprio.

SBPC

A SBPC é o maior evento científico da América Latina e tem  como objetivo debater políticas públicas de C&T e difundir os avanços da ciência.  Uma das atividades da SBPC é a ExpoT&C, que reúne centenas de expositores, como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento, entidades governamentais, setor empresarial e outras organizações interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviço.

 

Por Esterffany Martins

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Amazonas marca presença na 71ª Reunião Anual da SBPC, realizada em Campo Grande

O Amazonas marca presença na 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), maior evento científico da América Latina, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Com o tema “Ciência e Inovação nas Fronteiras da Bioeconomia, da Diversidade e do Desenvolvimento Social”, a SBPC ocorre até o dia 27 de julho na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande.

A Fapeam juntamente com outras fundações de amparo à pesquisa do País participa no estande do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), na mostra de ciência, tecnologia e inovação  ExpoT&C.

SBPC  2019 - FOTO ESTERFFANY MARTINS-12

No estande estão informações sobre a atuação da Fapeam, bem como é possível conhecer algumas pesquisas apoiadas  no Amazonas, as suas cinco linhas de ação que são: formação e capacitação de recursos humanos; pesquisa, tecnologia e inovação; infraestrutura e organização institucional CT&I; popularização e difusão de CT&I e intercâmbio e cooperação interinstitucional, nacional e internacional, bem como os programas já lançados e investimentos realizados no primeiro semestre de 2019.

Vale lembrar que de janeiro a junho, a Fapeam já investiu mais de R$ 57 milhões para apoiar a formação de recursos humanos, pesquisa, inovação e popularização e difusão da CT&I no Amazonas.

Nesta edição da SBPC um dos programas destacados pela Fapeam é o Programa Ciência na Escola (PCE). Este ano, o PCE recebeu 742 propostas de professores da educação básica de escolas estaduais e municipais de Manaus e de escolas estaduais do interior do Amazonas. Desse total, 619 foram aprovadas. Ao todo, serão disponibilizadas pelo PCE 2.476 bolsas para capital e interior.

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Além do aumento no número de bolsas  e projetos, em comemoração aos 15 anos do PCE (criado em 2004) esta edição está sendo chamada de Edição Ouro e oferecerá premiação para os melhores projetos do ano,  também será realizado um seminário de apresentação de trabalhos e lançada uma revista com publicação dos resumos  dos trabalhos.

No estande do Confap na SBPC, além da Fapeam, é possível conhecer uma parte dos os trabalhos desenvolvidos por outras fundações de amparo à pesquisa (FAPs) dos Estados do Alagoas (Fapeal), Goiás (Fapeg), Mato Grosso (Fapemat), Minas Gerais (Fapemig), Paraíba (Fapesq), Paraná (Fundação Araucária), Rio de Janeiro (Faperj) e São Paulo (Fapesp). As FAPs do Maranhão (Fapema) e do Mato Grosso do Sul (Fundect) – anfitriã do evento –também participam da ExpoT&C com estandes próprios.

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ExpoT&C

O espaço reúne centenas de expositores, como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento, entidades governamentais, setor empresarial e outras organizações interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviço.

Por Esterffany Martins

 

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Presidente da SBPC concede entrevista à Fiocruz Amazônia

Em entrevista à Fiocruz Amazônia Revista, Ildeu Moreira de Castro, presidente da SBPC, falou sobre a redução e contingenciamentos de recursos que atingem a área de Ciência, Tecnologia e Inovação. O gestor falou ainda sobre o papel da ciência, sobre questões da Amazônia e as estratégias da entidade para fortalecer a Divulgação Científica no Brasil.

CONFIRA A ENTREVISTA:

Professor e pesquisador do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ildeu Moreira de Castro assumiu em julho de 2017 mais um desafio importante em sua extensa carreira: comandar a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A entidade foi criada em 1948 e se dedica ao avanço científico, tecnológico, do desenvolvimento educacional e cultural do País, agregando 127 sociedades científicas associadas de todas as áreas do conhecimento. Em entrevista exclusiva à Fiocruz Amazônia Revista, Ildeu falou sobre a trajetória de sete décadas da SBPC e os principais desafios que a comunidade científica enfrenta.

Nesse sentido, ele manifestou preocupação com a redução e contingenciamentos de recursos que atingem a área de Ciência, Tecnologia e Inovação. “O corte atinge a sociedade em vários aspectos. Primeiro, porque hoje a ciência e tecnologia é cada vez mais um elemento fundamental para as nações”, pontuou.

O gestor falou também sobre os seminários temáticos promovidos por todo o País com assuntos voltados para o desenvolvimento social, educacional e científico. Tratou ainda do papel da ciência sobre questões da Amazônia e as estratégias da entidade para fortalecer a Divulgação Científica no País.

Fiocruz Amazônia Revista – A SBPC completou 70 anos, em 2018. Foram muitos desafios, dificuldades e também conquistas e vitórias em prol da ciência e da sociedade. Como o senhor avalia a atuação da instituição para o avanço das discussões e políticas científicas no País e, sobretudo, quais as perspectivas para o futuro considerando a crise política e institucional que enfrentamos?

Ildeu Castro – Em primeiro lugar, a SBPC tem sete décadas de atuação muito intensa na ciência, na educação e na democracia do País e essa história, de certa maneira, é paralela ao crescimento da ciência brasileira nas últimas décadas. A entidade, desde seu início, batalhou muito pela criação das instituições de pesquisa e das agências de fomento e ainda na sua criação ela estava batalhando pela continuidade das pesquisas de São Paulo.

Ela já nasceu sob esse simbolismo pela ciência brasileira. Logo no início participou da luta pela criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de Anísio Teixeira, grande criador da Capes que foi presidente da SBPC.

Atualmente, estamos vivendo um momento de resistência, de desmonte, portanto muito difícil do ponto de vista de uma política que não valoriza a ciência e tecnologia e tem reduzido muito os recursos para o investimento, atingindo profundamente agências fundamentais como o CNPq, a Capes, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), as agências de inovação. Por isso temos feito inúmeras manifestações junto ao governo, junto ao Congresso Nacional, fizemos abaixo assinado, Marcha pela Ciência, para colocar isso para a população. Fomos ao Congresso Nacional várias vezes.

Nesses últimos anos, passamos a ter atuação ativa no Legislativo, acompanhamos projetos de lei. A entidade tem se posicionado em várias situações junto ao Legislativo. O segundo ponto é essa questão dos recursos que foram diminuídos drasticamente, temos discutido com os presidenciáveis, alguns deles já se comprometeram com esses pontos e estamos insistindo com outros, inclusive deputados e senadores para que haja uma reversão de redução drástica para ciência e tecnologia.

Vínhamos numa ascensão de 2013, depois começou cair de uma maneira muito abrupta. De fundo temos uma bandeira da SBPC de mais de 20 anos que é 2% no mínimo do PIB para Pesquisa & Desenvolvimento. Na Europa já está chegando em 3% em média, a Coréia está nos 4%, China nos 3%, Estados Unidos e Alemanha também. E no Brasil está patinando no 1% há muitos anos então a gente está insistindo que essa é uma meta importante para os próximos governos e isso significa envolver muito mais a iniciativa privada em recurso para P&D, como acontece em outros países do mundo.

No Brasil, não, pois é o recurso público que arca fundamentalmente com boa parte dos gastos com ciência, inovação pesquisa e desenvolvimento. Esse é um desafio. O terceiro é a questão da burocracia, vivemos num país com burocracia excessiva, regras demais, os gestores, pesquisadores são considerados culpados, a priori, parece que você é culpado, então você tem que provar que não é. Enquanto que no mundo inteiro, como exemplo a Coréia e China, que estão crescendo rapidamente isso não acontece. Também outros países, como Alemanha, França, EUA, Inglaterra, que tem uma condição mais livre de ciência, de troca, de compra de equipamentos, muito menos restrições o comportamento em relação aos pesquisadores é diferente do Brasil.

A falta de ambiente para desenvolver empresas inovadoras no país é um problema e a burocracia é evidentemente um entrave muito grande, a educação básica de qualidade, formação de técnicos, pessoal qualificado é outro problema, já mencionei inclusive, então, esses são desafios. Talvez um desafio maior é a falta no país de um projeto que faça com que a comunidade científica trabalhe em um nicho, claro que a ciência é importante, que ela tem liberdade e pesquisa em várias áreas, mas compete ao estado definir linhas mobilizadoras prioritárias para alocar recursos de ciência e tecnologia.

Todos os países do mundo fazem isso, colocam prioridades, fazem planos. EUA, China fazem planos décadas a frente. Poderia te elencar meia dúzia de desafios pela frente. Um deles é melhorar a educação pública do Brasil, a educação básica e em particular a educação científica. Tem uma proposta sendo discutida no CNE (Conselho Nacional de Educação) de Base Comum Curricular que é muito deficiente do ponto de vista da ciência.

Então nós estamos lá, discutindo, criticando, brigando para que jovens tenham acesso a ciência de uma maneira interessante, temos que melhorar muito a educação que está muito ruim em relação ao ensino médio, na educação científica que não pode fazer de uma maneira apressada que joga fora a criança do colo da mãe, é o desenho que está colocado lá, então esse é um desafio muito grande: melhorar a educação básica brasileira, isso é importante para a ciência para a tecnologia e para o país como um todo.

Continue a leitura na edição online da Fiocruz Amazônia Revista. Clique Aqui.

Fiocruz Amazônia Revista, por Cristiane Barbosa
Foto: Divulgação.

Inscrições para a 71ª Reunião Anual da SBPC já estão abertas

O evento será realizado de 21 a 27 de julho de 2019, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande

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O tema será “Ciência e Inovação nas Fronteiras da Bioeconomia, da Diversidade e do Desenvolvimento Social”

As inscrições para a 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que será realizada de 21 a 27 de julho de 2019, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (MS), já estão abertas. O evento terá como tema “Ciência e Inovação nas Fronteiras da Bioeconomia, da Diversidade e do Desenvolvimento Social”.

A Programação Científica é composta por conferências, mesas-redondas, encontros, sessões especiais, minicursos e Sessões de Pôsteres (que inclui a Jornada Nacional de Iniciação Científica). Também são realizadas outras atividades, como a SBPC Jovem (exposição voltada para estudantes do ensino básico e público em geral), a ExpoT&C (mostra de ciência e tecnologia), a SBPC Cultural (apresentação de atividades artísticas regionais e discussões sobre temas relacionados às artes e à cultura), a SBPC Afro e Indígena (conferências e mesas-redondas que abordam essas temáticas).  O evento será encerrado com mais uma edição do Dia da Família na Ciência, em um sábado dedicado à integração entre cultura, ciência e recreação para crianças, jovens e seus familiares.

Os interessados em submeter trabalhos terão até 11 de março de 2019 para fazer a inscrição e o pagamento da taxa, mas o evento também contará com um limite de 1000 trabalhos que, se for atingido, poderá antecipar o encerramento do prazo.

A inscrição online sem o envio de trabalho poderá ser feita até 19/07/2019.

A inscrição no evento é gratuita e dá direito ao certificado de participação geral. Para quem quiser submeter trabalho para apresentação na forma de pôster, frequentar minicurso ou ainda obter o material do evento, serão cobradas taxas cuja informação está disponível nas Normas de Inscrição.

Acesse o site da 71ª Reunião Anual: http://ra.sbpcnet.org.br/campogrande/

A Reunião Anual

A SBPC foi criada em 1948 e é uma entidade voltada à defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Atualmente possui mais de 140 sociedades científicas associadas, em todas as áreas do conhecimento, e cerca de 5 mil sócios ativos.

A cada ano, a Reunião Anual da SBPC é realizada em um estado brasileiro, sempre em universidade pública. O evento reúne milhares de pessoas entre cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes. Além de autoridades e gestores que são formuladores de políticas públicas para ciência e tecnologia no País.

As reuniões anuais da SBPC têm, concomitantemente, os objetivos de debater políticas públicas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação e de difundir os avanços da Ciência nas diversas áreas do conhecimento para toda a população.

Fonte:  Jornal da Ciência

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Saúde 4.0 é um dos assuntos da Fiocruz Amazônia Revista

Já está disponível no site do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) a 3ª edição da Fiocruz Amazônia Revista, um veículo de popularização da ciência, por meio da divulgação científica, com publicação semestral e em formato digital.

Para acessar a Revista, clique.

Com 78 páginas, a nova edição da Fiocruz Amazônia Revista, aborda com destaque o acesso a tecnologias e inovações na saúde, a chamada Saúde Digital ou Saúde 4.0, e apresenta alguns exemplos inovadores de atuação da Fiocruz Amazônia nesse campo. Confira na página 46, a reportagem “Inovação em saúde para a sociedade:  novos cenários na saúde e qualidade de vida”.

Em entrevista especial, Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fala sobre a trajetória da SBPC, os principais desafios enfrentados pela comunidade científica, bem como sobre o papel da ciência em relação à Amazônia e sobre as estratégias adotadas para fortalecer a divulgação científica no País.

Assim como nas edições anteriores, em breve, será lançado o cartão com o QRCode  (código de barras bidimensional) de acesso à   Fiocruz Amazônia Revista.   Por enquanto, o download pode ser feito no site Fiocruz Amazônia.

SOBRE A REVISTA

Criada com a missão de divulgar à sociedade os frutos de esforços científicos desenvolvidos por pesquisadores da Fiocruz, a “Fiocruz Amazônia Revista” é um veículo de popularização da ciência que adota o jornalismo científico para divulgar pesquisas, cursos, ações e eventos que possam contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional.

No site da Fiocruz Amazônia você também acessa a outras publicações da Fiocruz. Confira.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Maloka

Presidente da SBPC enfatiza que a Amazônia continua a ser um desafio

Ildeu de Castro ministrou aula inaugural para Pós-Graduação Stricto Sensu da Ufam

 O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro, disse que a Amazônia é um dos grandes desafios para o país.  A afirmação ocorreu na manhã desta segunda-feira (19), durante aula inaugural da Pós-graduação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Estavam presentes, na ocasião, o reitor da Ufam, Sylvio Puga; o diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Dércio Reis, entre outras autoridades.

Castro acredita que é necessário, no caso da Amazônia, promover ampla discussão sobre alternativas de desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade, considerando o imenso potencial da região e principalmente, a adequação às necessidades da população local. Nesse cenário, ele defende que é preciso maior sensibilidade por parte do restante do país, principalmente dos setores dirigentes, no sentido de “ tratar a Amazônia com a dignidade que merece”.

O presidente da SBPC considera imprescindível o papel da Ciência, Tecnologia & Inovação (CT&I) como mola propulsora do desenvolvimento da Amazônia e cita o papel desenvolvido pela Fapeam como primordial. “A Fapeam é um exemplo de esforço para melhorar a Ciência e a Tecnologia na região”, frisa.  Para ele, a importância da participação dos amazônidas na liderança desse processo é essencial.  “Vocês têm a percepção da importância do papel da região para o mundo todo e a região se vê como fundamental para o Brasil”, completou.

Durante a aula inaugural, Ildeu de Castro destacou outros desafios, entre os quais, a melhoria da educação em todos os níveis – desde a educação básica até a de nível superior – e o excessivo de burocracia que impede o avanço da área. De acordo com ele, o Marco Legal de CT&I, que foi aprovado recentemente, tem o potencial de resolver a questão burocrática, mas não necessariamente. Diante desse quadro, as universidades empreendem grande esforço para reduzir os entraves legais, entretanto,  “a burocracia é excessiva no Brasil e ruim para os cidadãos em geral”.

Presidente SBPC, Ildeu de Castro, disse que a Amazônia é um dos grandes desafios para o País

Cenário de recursos para CT&I em 2018

O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência chama a atenção ainda para o cenário envolvendo os recursos destinados à Ciência, Tecnologia e Inovação para este ano. O Orçamento de Custeio e Capital (OCC), no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), no Projeto de Leio Orçamentária Anual de 2018, passou para R$ 4,6 bilhões para R$ 4,1 bilhões  (R$ 3,4 bilhões para CT&I) devido ao fato de parte do montante sofrer contingenciamento.

Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para operações não reembolsáveis serão de R$ 650 milhões, sendo que, em 2018, a previsão é que sejam arrecadados R$ 4,5 bilhões com este Fundo. Além disso, houve redução em 22% do orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e no financiamento dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), contrastando com a afirmação de representantes governamentais de que eles seriam prioritários na área de CT&I, também terá impacto negativo na ciência brasileira e no seu processo de internacionalização conforme Castro.

Considerando este cenário, foi estabelecida uma agenda prioritária para a CT&I. Segundo Ildeu de Castro, foram definidas inúmeras ações, entre as quais: pressionar o Governo Federal e o Congresso Nacional para que os recursos contingenciados sejam repostos e para que o montante alocado na Reserva de Contingência no Orçamento de 2018, referentes aos recursos do FNDCT, sejam progressivamente liberados. Também se pretende examinar e apoiar os Projetos de Lei no Congresso Nacional que apoiem o Sistema Nacional de CT&I e atuar na implantação e aprimoramento do Marco Legal de CT&I.

“Mandamos diversas cartas para o Executivo e Legislativo, sendo que algumas foram respondidas outras não, mostrando o retorno que os investimentos em C&T já proporcionaram ao Brasil”, frisou Castro. Nesses documentos foram destacados, aspectos relevantes, entre os quais, a importância das universidades públicas e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no processo de fixação do nitrogênio, o que resultou na eliminação de adubos nitrogenados, aumentando a produtividade da soja, bem como a exploração de petróleo em águas profundas, redundando na descoberta do Pré-sal.

Parceria Fapeam e Ufam

Durante a solenidade de abertura da aula inaugural, o reitor da Ufam, Sylvio Puga, destacou a relevância das Universidades como propulsoras da indução do desenvolvimento do país. Ele também fez questão de salientar a nova fase da parceria entre a Universidade Federal do Amazonas e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas adotada após o início de sua gestão. “A Fapeam é uma grande parceria histórica da universidade, mas quando iniciamos nossa gestão, buscamos inaugurar outra fase nessa relação, dialogando sobre as nossas necessidades, mas tendo a certeza de que era preciso trabalhar em parceria”.

Em seu discurso, o diretor técnico-científico da Fapeam ratificou que o apoio à Pós-graduação é uma estratégia fundamental para o Governo do Estado. Ele disse ainda que a Amazônia só conseguirá substituir o atual modelo econômico com ações baseadas no conhecimento e este por sua vez, passa obrigatoriamente pela Pós-graduação. O diretor técnico-científico alertou para a necessidade de se priorizar o desenvolvimento de tecnologias e ressaltou que a região tem um grande trunfo, que o diferencia no mercado: a marca Amazônia. “Amazônia é importante para o mundo, logo o mundo precisa conhecer um pouco mais as riquezas da Amazônia”, comentou Reis, o qual destacou que a Fundação está dialogando com as instituições a fim de que os resultados dos investimentos sejam otimizados.

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Representantes de instituições de ensino e pesquisa participaram da aula inaugural para Pós-Graduação da Ufam

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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