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Fapeam recebe diretoria da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ)

Pesquisadores da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) reuniram-se com a diretoria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para apresentar projetos de pesquisa científica voltados para a melhoria da assistência à saúde da população.

O encontro teve como objetivo aproximar as duas instituições e prospectar parcerias futuras. Representando a FHAJ, estiveram o diretor de ensino e pesquisa, Diego Monteiro de Carvalho e a pesquisadora Isolda Prado.

A reunião ocorreu na sede da Fapeam nesta terça-feira (14/05) no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

O diretor e a pesquisadora foram recebidos pela diretora-presidente, Márcia Perales, e pela diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade. Na ocasião eles apresentaram o trabalho que já vem sendo desenvolvido na FHAJ, bem como perspectiva para parcerias institucionais que possam fortalecer e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população do Estado.

De acordo com o diretor de ensino e pesquisa da FHAJ, Diego Monteiro de Carvalho, além da prevenção e tratamento de doenças, a Fundação atua na área de ensino e pesquisa científica.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Barbara Brito

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Fiocruz Amazônia e Detran-AM assinam termo de Cooperação Técnica

O Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) realizou nesta quinta-feira, 9/5, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, a cerimônia de encerramento do “Maio Amarelo”, evento que visa promover uma ação coordenada entre o poder público e a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos, como órgãos de governo, empresas, entidades de classe, associações, federações, organizações da sociedade civil, entre outras.

Na ocasião, o Detran-AM assinou um Termo de Cooperação Técnica com o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). O termo possibilitará a integração de dados ao projeto de pesquisa “Plataforma digital colaborativa da prevenção e vigilância das violências”, Coordenado pelos pesquisadores Marcílio Medeiros e Rita Bacuri, do laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (TASS), da Fiocruz Amazônia.

O documento foi assinado pelo diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz. “Temos muita coisa para trabalharmos juntos em termo de prevenção e também para aproveitar melhor as informações que são geradas dos sinistros, dos casos de acidente. Com esses dados, poderemos ter uma melhor avaliação sobre o real problema do que acontece, contribuindo para a criação de políticas públicas específicas relacionadas ao trânsito”, ressaltou Luz.

Durante os dois dias de evento, os participantes dos fóruns temáticos discutiram temas como “Repercussão dos acidentes de trânsito na Saúde”, “Segurança viária”, “Municipalização do Trânsito no interior”, e contaram com a participação de diversas instituições, entre elas o Ministério Público, organizações da iniciativa privada, e membros do sistema de segurança, saúde e trânsito.

“O objetivo é realmente construir políticas públicas efetivas que tragam melhorias a população no tocante ao trânsito, seja na capital ou no interior do Estado. Diversos temas estão sendo discutidos, como a municipalização no trânsito no interior, a repercussão dos acidentes de trânsito na área da saúde, com todos os atores envolvidos nessa temática”, disse Rodrigo de Sá, diretor-presidente do Detran-AM.

Na programação dos Fóruns Temáticos, os pesquisadores da Fiocruz Amazônia ministraram as seguintes palestras: “As alterações da Lei 13546/2017 e os reflexos na redução dos crimes cometidos na direção de veículos automotores e discussões sobre a implementação da Lei 13614/2018 que instituiu o PNATRAN e a necessidade de unificação de banco de dados estatísticos” e “A interiorização e o processo de Municipalização do trânsito como ferramentas de redução dos índices de acidentes e inclusão social”.

SOBRE O PROJETO

Aprovado no edital Ideias Inovadoras da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto coordenado por pesquisadores da Fiocruz Amazônia, pretende mobilizar a sociedade para a necessidade de construção de uma agenda pública de saúde e de segurança no trânsito para o enfrentamento das lesões e mortes por ele causados em Manaus, desenvolver conhecimento, competências e habilidades em plataformas digitais colaborativas, além de integrar e qualificar os sistemas de informações dos diversos órgãos responsáveis pelo registro e atendimento das vítimas da violência no trânsito.

Trata-se de um aplicativo denominado “Plataforma Digital Colaborativa da Prevenção e Vigilância da Violência no Trânsito”, que será baseado em métodos de crowdsourcing, que coletam informações da sociedade e, em seguida, devolvem o conhecimento coletivo obtido à sociedade. O público-alvo serão gestores e profissionais que atuam nos sistemas de prevenção, promoção e vigilância em saúde, de assistência à saúde e segurança pública.

A proposta visa o fortalecimento das instâncias do controle social da população em uma espécie de Vigilância Popular em Saúde, apresentando-se como instrumento de defesa e garantia do direito à saúde. Estima-se que o projeto seja executado em 24 meses, e nos últimos seis, a plataforma seja testada na Zona Leste de Manaus, onde ocorre a maior frequência de lesões e mortes no trânsito.

SOBRE O MAIO AMARELO

Com o tema “No trânsito, o sentido é a vida”, o Maio Amarelo 2019 é um movimento internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito. O Movimento nasceu com a proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia abre vagas para curso de atualização sobre caracterização de proteínas por métodos biofísicos

Estão abertas as inscrições para o curso “Caracterização de proteínas por métodos biofísicos: proteômica – modelagem molecular – biologia molecular”, uma atividade promovida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) em parceria com a Fiocruz Ceará e com a Rede de Plataformas Tecnológicas da Fiocruz.

O curso é  de atualização, destinado a alunos de graduação e pós-graduação das áreas de Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde, e será realizado no período de 22 a 25 de abril, das 9h às 17h, na sede da Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus.

A atividade visa apresentar aos alunos a fundamentação teórica necessária para a caracterização de proteínas por proteômica, biologia molecular e modelagem molecular, além de oferecer aos alunos informações (princípios, ferramentas e aplicações) sobre diferentes temas associados ao estudo de proteína, que possibilitem aplicabilidade desse conhecimento.

As aulas serão expositivas e participativas, utilizando metodologias ativas que combinam apresentação de conceitos, acompanhadas de discussões de artigos ou resultados encontrados, com exercícios dos conteúdos apresentados.

O curso é gratuito e tem carga horária de 25h. Estão sendo oferecidas 30 vagas. As inscrições são feitas pelo Campus Virtual da Fiocruz.

Para se inscrever, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Pinheiro

Acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência de saúde no Amazonas é tema de nova pesquisa da Fiocruz Amazônia

Entre os dias 20 e 21/3, pesquisadores do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizam no município de Tefé, no Médio Rio Solimões, a segunda oficina de planejamento do projeto O acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência no Estado do Amazonas”.

O intuito é dialogar com gestores, trabalhadores e pesquisadores da saúde, na tentativa de envolvimento na produção conjunta de dados, para identificar possíveis intervenções nas políticas para esses territórios específicos da região amazônica, tendo em vista que as políticas de saúde têm maior eficácia quando estão mais próximas da realidade das pessoas e que as características do território estão diretamente relacionadas com o acesso dos usuários aos serviços de saúde, exigindo formas de acolhimento diferenciadas, oferta de serviços qualificados e disponibilidade de profissionais ampliadas.

A primeira oficina do projeto ocorreu no município de Parintins, no Baixo Rio Amazonas, entre os dias 14 e 15/3, e contou com a presença da direção do Hospital Regional Dr. Jofre Matos Cohen, direção do Hospital Padre Colombo – Diocese Parintins, coordenações de Vigilância em Saúde, da Atenção Básica, do DSEI Parintins, trabalhadores da atenção básica de saúde, coordenação da Regulação, coordenação da Gestão do Trabalho, e ainda com a direção do hospital e da secretaria municipal de saúde do município de Barreirinha.

Os encontros visam o planejamento das atividades de pesquisa do projeto, que já promoveu uma oficina rápida de escrita científica, e que entre as atividades a serem desenvolvidas está o acompanhando, por meio da metodologia de usuário-guia, e da população ribeirinha que utiliza a Rede de Urgência e Emergência (RUE).

O PROJETO

O projeto que será desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, por meio do LAHPSA, é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do edital do Programa de Pesquisa para o Sistema único de Saúde (SUS/PPSUS) – Gestão Compartilhada em Saúde – Chamada Pública N° 001/2017.

O grupo pretende analisar o acesso da população ribeirinha à Rede de Urgência e Emergência (RUE) no Estado, tendo em vista o fortalecimento do sistema de saúde, por meio da inclusão e da continuidade da população ribeirinha aos serviços de saúde, analisando os principais desafios relacionados ao acesso à RUE nessas regiões.

Para o coordenador do projeto e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio Cesar Schweickardt, a ideia da pesquisa é dar suporte para a população e criar opções de atenção que possam diminuir as barreiras de acesso aos serviços. A Rede de Urgência e Emergência necessita criar estratégias, juntamente com a Atenção Básica, de prevenção, promoção e educação em saúde para melhorar a resolutividade das políticas de saúde em relação aos usuários desses territórios à RUE, explica Schweickardt.

O pesquisador destaca ainda a necessidade de discutir as formas de fazer saúde nesse território com tecnologias que valorizem os modos de vida e a realidade do local. Os resultados da pesquisa são diretamente aplicados ao SUS com a contribuição na elaboração e no aprimoramento das políticas públicas para esse contexto específico, buscando produzir mais acesso e atenção com qualidade para a população ribeirinha da região Amazônica.

LAHPSA/ ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlia Gomes
Fotos: LAHPSA

 

Crise na Venezuela atinge a saúde em países vizinhos

Mais do que uma crise política e econômica, a Venezuela tem enfrentado outros problemas que têm impacto não só no país, mas na saúde pública dos países vizinhos, especialmente no que diz respeito a doenças transmitidas por vetores.

No Brasil, já foi observado um aumento de casos importados de malária da Venezuela, subindo de 1.538 (em 2014), para 3.129 (em 2017). Além da malária, a doença de Chagas, dengue, chikungunya e zika, dentre outras transmitidas por vetores, representam uma crise de saúde pública não só na Venezuela, mas que já vem atingindo os países vizinhos e afetando seriamente seus esforços para eliminação dessas doenças.

Estudo publicado no jornal cientifico The Lancet Infectious Diseases, na semana passada, 21/2, intitulado Venezuela’s humanitarian crisis, resurgence of vector-borne diseases, and implications for spillover in the region, enfatiza a necessidade de medidas para o enfrentamento de epidemias e de ações  estratégicas para impedir a expansão de doenças transmitidas por vetores e infecciosas, para além das fronteiras.

Outro ponto que tem sido afetado pela crise na Venezuela é o trabalho de coleta de dados da vigilância sanitária daquele país, que resultou, no ano passado, no fechamento da Divisão de Epidemiologia e Estatísticas Vitais, do Centro Venezuelano de Classificação de Doenças, órgão responsável por fornecer à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) os indicadores de morbidade e mortalidade atualizados.

Para Sérgio Luz, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), um dos autores do estudo, o trabalho publicado exemplifica o que já vem sendo identificado por pesquisadores da Fiocruz Amazônia: a necessidade de se criar um sistema de vigilância epidemiológica, com uma rede de laboratórios de referência apoiados para o enfrentamento dessas situações.

“Foi pela fronteira de Roraima que o Aedes aegypti foi reintroduzido no Brasil, no final da década de 60, depois do país ter recebido em 1958, certificado da OMS de erradicação do mosquito. Da mesma forma, o aparecimento de alguns sorotipos de dengue ocorreram por essa região. Somado a isso, atualmente, tivemos o reaparecimento do sarampo, da difteria e o aumento exponencial da malária. Em outra região, no município de Tabatinga (AM), na tríplice fronteira com o Peru e Colômbia, vimos entrar o cólera, que teve um grande poder epidêmico no Brasil inteiro. Agora, com a constatação da crise na Venezuela, que afetou o serviço de saúde nesse país, temos certeza da necessidade de criação de um sistema de vigilância epidemiológica organizado, para dar respostas a todos esses problemas”, comentou o pesquisador.

MALÁRIA E OUTRAS DOENÇAS

A Venezuela foi líder em controle de vetores e políticas de saúde pública na América Latina, em 1961, tornando-se o primeiro país certificado pela Organização Mundial da Saúde a eliminar a malária na maior parte de seu território. No entanto, em 2016, o país representou 34,4% do total de casos notificados no mundo (240.613). Esse número sofreu um aumentou de 71%, em 2017.

A incidência de malária na Venezuela vem aumentando desde 2000, mas foi intensificada a partir de 2010. As causas para esse aumento passam também pela questão do desmatamento de florestas e atividades de mineração ilegal, que deixam expostas populações humanas que migram de diferentes regiões do país para áreas de mineração, em busca de oportunidades econômicas.

Vale ressaltar que, esse rápido aumento da carga de malária na Venezuela, e a saída em massa de seus cidadãos afetam diretamente os países vizinhos, particularmente o Brasil e a Colômbia. Além da malária, a doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi,  presente em muitos estados da Venezuela e nos Andes, não vem recebendo atenção das autoridades, desde 2012, quando a vigilância e o controle da transmissão da doença de Chagas foram abandonados no país.

Outras preocupações dos pesquisadores dizem respeito à leishmaniose (Leishmania spp, transmitidas pela picada de flebotomíneos infectados), aos vírus transmitidos por vetores de artrópodes (arbovírus) como dengue, chikungunya e zika, e ao retorno do sarampo e outras doenças infecciosas evitáveis ​​pela vacinação.

Os pesquisadores sugerem colaboração em nível operacional, fortalecimento da vigilância, treinamento de pessoal e ações efetivas de educação para evitar que essas doenças se alastrem e causem danos além das fronteiras.

O estudo também repercutiu no The Telegraph News, em matéria intitulada Venezuela compared to war zone as number of malaria cases rocket , e no The Guardian, Venezuela crisis threatens disease epidemic across continent – experts: Collapse of Venezuela’s healthcare system could fuel spread of malaria and other diseases across region.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Arquivo ILMD/ Fiocruz Amazônia

Vistoria da SUSAM na Fiocruz Amazônia marca continuidade do processo de inclusão da Unidade no CNES

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) recebeu nesta quarta-feira, 6/2, técnicos da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (SUSAM), para vistoriar o Laboratório Multiusuário da Unidade, passo importante no processo de análise para o cadastramento da Fiocruz Amazônia, no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Após o cadastramento, a Unidade poderá prosseguir com o cadastro do ILMD no Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL). Segundo Giovana Pinheiro, da equipe do Núcleo Técnico de Suporte à Pesquisa (NUTP), da Vice Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI/ILMD Fiocruz Amazônia) a concretização do cadastramento da Unidade no CNES possui grande relevância para o reconhecimento da Instituição como referência na área da saúde, em âmbito nacional.

“Desde 2016 passamos por um processo de implementação da Qualidade no ILMD, onde verificou-se a falta de importantes informações e do cadastro do ILMD para que as pessoas possam acessar o CNES, e visualizar nossa Instituição, com o que trabalhamos, quais os profissionais na área de saúde que atuam na Unidade, assim como as pesquisas desenvolvidas aqui. Isso pode nos dar visibilidade como referência como estabelecimento de saúde, dentro das especificidades das nossas pesquisas”.

SOBRE O CNES

O CNES cadastra todos os estabelecimentos de saúde: públicos, conveniados e privados, seja pessoa física ou jurídica, que realizem qualquer tipo de serviço de Atenção à Saúde em território Nacional.

O cadastramento das Instituições proporciona ao gestor público ou privado, o conhecimento real de sua rede assistencial, bem como sua capacidade instalada, tornando-se uma ferramenta de apoio para a tomada de decisão e planejamento de ações baseada na visibilidade do mapeamento assistencial de saúde de seu território.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Giovana Pinheiro

Comitiva da Fiocruz Amazônia visita novos gestores de órgãos do Governo do Amazonas

Com intuito de fortalecer parcerias já existentes e prospectar futuras ações no Amazonas, a direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) visitou hoje, 31/1, o novo secretário da pasta de Planejamento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Jório de Albuquerque Veiga Filho.

A comitiva da Fiocruz Amazônia, formada pelo diretor Sérgio Luz, e vice-diretores Claudia Velásquez (de Ensino, Informação e Comunicação) e Felipe Naveca (de Pesquisa e Inovação) fez breve explanação para o secretário sobre a missão e ações da Fiocruz na Amazônia.

“As visitas aos órgãos governamentais são importantes para se renovar os votos de apoio e de confiança aos novos gestores, especialmente os que estão diretamente envolvidos com a nossa missão e com o nosso trabalho e, de certa forma, abrir um canal de comunicação e mostrar as iniciativas da Fiocruz Amazônia, o planejamento e demais assuntos de interesse comum na área de CT&I”, explicou Sérgio Luz.

Na oportunidade Jório Veiga Filho também falou sobre o trabalho que pretende desenvolver na Seplancti, órgão da administração direta do Estado, que abriga a Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação. Sobre as ações em sua gestão e expectativas ele disse que “primeiro, vamos trabalhar no desenvolvimento sustentável, atraindo novos investimentos para o Estado, especialmente investimentos que possam promover o desenvolvimento do interior, sem descuidar da Zona Franca, que será trabalhada junto com as próprias indústrias e com outros setores do Governo,  para que seja fortalecida e modernizada, para atender às novas demandas que vêm pela frente”, ponderou.

As visitas aos gestores de órgãos do Estado serão continuadas no decorrer dos próximos dias, sempre com o intuito de fortalecer e ampliar parcerias institucionais.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Fiocruz vai produzir cinco novos medicamentos para o SUS

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) formalizou no dia 27/3, cinco novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para fabricação de medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). A lista inclui produtos de primeira linha contra HIV/Aids, hepatite C e para evitar rejeição de órgãos transplantados. A partir da produção pública desses medicamentos, estima-se uma economia de cerca de 60% para o Ministério da Saúde em relação aos valores praticados atualmente. A iniciativa permitirá à unidade ampliar o acesso da população a essas formulações.

Um dos medicamentos mais aguardados é o sofosbuvir, principal produto contra a hepatite C, capaz de curar o paciente sem a necessidade de transplante de fígado. O problema, até então, era o preço extremamente alto. O custo da terapia por paciente, que hoje é de 7,5 mil dólares aos cofres públicos, já chegou ao patamar de US$ 84 mil, o que restringia, e continua restringindo, o acesso de quem precisa do medicamento.

Segundo o diretor do Instituto, Jorge Souza Mendonça, graças à iniciativa de Farmanguinhos, e do grupo parceiro, o preço de cada tratamento (84 dias) não chegará a US$ 3 mil. “Economia ao Ministério da Saúde significa ampliar o acesso ao medicamento. Além disso, a fabricação desses produtos por Farmanguinhos significa a garantia do abastecimento do SUS e, consequentemente, do tratamento dos pacientes”, ressalta.

Mendonça frisa que o objetivo é iniciar a distribuição do sofosbuvir a partir do segundo semestre deste ano. “Estamos elaborando o cronograma da transferência de tecnologia. Mas nossa pretensão é otimizar esse processo, para que ele ocorra o mais breve possível”, observa.

PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO (PrEP)

Outro importante medicamento que será fabricado por Farmanguinhos é o antirretroviral composto Emtricitabina+Tenofovir, mais conhecido como Truvada. O medicamento é usado na Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP). Trata-se de um esquema de prevenção que consiste no uso diário do medicamento que funciona como uma “barreira química” contra o vírus HIV. A PrEP faz parte da estratégia combinada, ou seja, quem adota a PrEP não deve abrir mão do uso de preservativos. O Brasil foi pioneiro na América Latina ao adotar a terapia como política de saúde.

OUTROS MEDICAMENTOS

As parcerias compreendem ainda dois antivirais para Hepatite C: simeprevir e daclastavir; e o imunossupressor everolimo, usado para evitar rejeição de órgãos transplantados. Segundo Jorge Mendonça, não haverá necessidade de obras para a internalização das novas tecnologias, uma vez que Farmanguinhos já possui área de antivirais e antirretrovirais, e acaba de inaugurar uma linha especificamente para imunossupressores (tacrolimo e everolimo).

Todos os acordos assinados têm duração de cinco anos. Nos quatro primeiros, a produção será totalmente realizada nos laboratórios parceiros. No último ano, Farmanguinhos/Fiocruz passa a produzir metade da demanda. Ao final da transferência, toda a produção será executada nas instalações da unidade.

Dessa forma, Farmanguinhos/Fiocruz segue sua vocação de oferecer um produto de qualidade e ampliar da população aos mais variados tipos de medicamentos.

Alexandre Matos (Farmanguinhos/Fiocruz)
(foto: Alexandre Matos)

Febre Amarela: Ministério da Saúde distribui guia para profissionais

O Ministério da Saúde elaborou uma cartilha com instruções sobre a doença para auxiliar profissionais e gestores que atuam em unidades básicas de saúde localizadas em regiões com surtos constatados. O documento contou com a colaboração de quatro pesquisadores do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) em sua redação: André Siqueira, José Cerbino Neto, Juliana Arruda de Matos e Marília Santini de Oliveira.

A cartilha traz informações para gestores do SUS e profissionais das unidades básicas sobre como melhor acolher os pacientes e fazer frente ao surto. Além de informações para dar suporte à identificação e manejo de casos, suspeitos e confirmados, e o encaminhamento de casos graves, o guia apresenta medidas de controle e prevenção, identificação e manejo de eventos adversos pós-vacinação e conceitos de vigilância de Febre Amarela.

Febre Amarela: Guia para Profissionais de Saúde pode ser acessado no site do INI.

INI/Fiocruz, por: Antônio Fuchs
Fonte: Portal Fiocruz

Febre Amarela: Ministério da Saúde distribui guia para profissionais

O Ministério da Saúde elaborou uma cartilha com instruções sobre a doença para auxiliar profissionais e gestores que atuam em unidades básicas de saúde localizadas em regiões com surtos constatados. O documento contou com a colaboração de quatro pesquisadores do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) em sua redação: André Siqueira, José Cerbino Neto, Juliana Arruda de Matos e Marília Santini de Oliveira.

A cartilha traz informações para gestores do SUS e profissionais das unidades básicas sobre como melhor acolher os pacientes e fazer frente ao surto. Além de informações para dar suporte à identificação e manejo de casos, suspeitos e confirmados, e o encaminhamento de casos graves, o guia apresenta medidas de controle e prevenção, identificação e manejo de eventos adversos pós-vacinação e conceitos de vigilância de Febre Amarela.

Febre Amarela: Guia para Profissionais de Saúde pode ser acessado no site do INI.

INI/Fiocruz, por: Antônio Fuchs
Fonte: Portal Fiocruz