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Fapeam analisa projetos em Seminário de Avaliação Final do Pecti

Cinco projetos selecionados pelo Programa Estratégico de Ciência, Tecnologia & Inovação nas Fundações de Saúde do Amazonas (Pecti/AM-Saúde) foram analisados pelo Comitê Gestor e Avaliador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) durante Seminário de Avaliação Final do Programa. O evento foi realizado no dia 23/10, no Hotel Nobile Suites Manaus Airport, localizado no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.

O Programa foi lançado pela Fapeam, edital Nº 001/2014, com o objetivo de fomentar a inserção de pesquisadores em Projetos Estratégicos de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação nas Fundações de Saúde com sede no Amazonas.

Os projetos foram desenvolvidos por pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Fundação Alfredo da Matta (Fuam), Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) e Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS).

SEMINÁRIO DE AVALIAÇÃOPECTI -AM SAÚDE 2019 - FOTOS ÉRICO XAVIER-29

Os Projetos foram analisados pelo Comitê Gestor e Avaliador da Fapeam.

 

Abertura

Participaram da mesa de abertura a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, o assessor técnico da Susam, Jani Kenta Iwata, o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Jorge Luiz Maia Carneiro e o chefe do Departamento de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), André Luís Willerding.

Durante o seminário, Márcia Perales, reiterou que o Governo do Amazonas tem dado todo apoio para as ações desenvolvidas pela Fundação, para alavancar o cenário de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e que neste ano reposicionou estrategicamente a CT&I, por entender a importância desta área para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado.

Marcia Perales reforçou ainda que os resultados ao fim de uma pesquisa científica precisam ser evidenciados e que a informação deve chegar até a sociedade. “Hoje temos a apresentação de cinco projetos que são vinculados às fundações de saúde do Amazonas e instituições de ensino e pesquisa. Foi uma carta-convite importante lançada em 2014, que priorizou a área da saúde”, comentou.

Márcia Perales

Diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales.

 

Para Jani Kenta Iwata, o fomento para projetos científicos voltados para a área da saúde é importante e traz impacto e fortalecimento para o SUS. “É um programa que fortalece as nossas unidades, principalmente as fundações de saúde do Amazonas”, disse.

O chefe do Departamento de Ações Estratégicas da Sedecti, André Luís Willerding, disse que o PECTI/AM-Saúde é um programa estratégico importante para a área da saúde no Amazonas. “A secretaria executiva de CT&I, dentro da Sedecti, tem toda uma sensibilidade e apoia constantemente pesquisas na área de saúde, porque sabemos da importância desses resultados”, comentou.

Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Jorge Luiz Maia Carneiro, é muito gratificante e interessante participar desses momentos de compartilhamento das informações científicas especificamente participando como representante do Sistema Único de Saúde (SUS) e, vendo o que é produzido pela ciência em benefício desse Sistema.

Projetos

Um dos projetos avaliados durante o Seminário foi desenvolvido pela pesquisadora da Fuam, Maria da Graça Cunha, intitulado “Consolidação da pesquisa científica em infecções sexualmente transmissíveis, hanseníase e outras doenças dermatológicas de interesse sanitário na Fundação Alfredo da Matta”, com o objetivo de consolidar a pesquisa cientifica na Fuam, nos níveis de graduação e pós-graduação, para elaboração de novos projetos visando a captação de recursos para execução de estudos científicos que objetivem identificar ferramentas inovadoras para o diagnóstico, tratamento e controle epidemiológico das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), hanseníase e outras doenças dermatológicas de interesse sanitário.

“É importante que a Fapeam continue com este olhar especial para as Fundações de Saúde porque elas representam um pilar dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e essa proximidade da pesquisa com a assistência tem que continuar a ser incentivada. É preciso tirar o vácuo que existe entre a pesquisa básica e a aplicação dos resultados. A Fapeam tem ajudado nesse processo de investir numa pesquisa que aproxima a ciência da sua utilização no atendimento às pessoas que são o foco principal da nossa atuação como pesquisadores”, disse Maria da Graça.

Maria da Graça

Pesquisadora da Fuam, Maria da Graça Souza Cunha.

 

A pesquisadora informou que o projeto possibilitou a publicação de artigos científicos em periódicos nacionais e internacionais, dissertações de mestrado, teses de doutorado, projetos de iniciação científica e credenciamento em 2017 do Mestrado Profissional de Ciências Aplicadas à Dermatologia (Universidade do Estado do Amazonas-UEA), Fuam e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O pesquisador do Hemoam, Alysson Guimarães da Costa, explica que o projeto “Incorporação de Novas Tecnologias na Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas” permitiu a criação do laboratório de genômica e sua estruturação com equipamentos e equipe treinada, aumento nas publicações que refletiram na consolidação do mestrado em Ciências Aplicadas em Hematologia, além disso, foi possível aumentar o número de mestres e doutores dentro da Fundação.

Projetos Avaliados

Programa Estratégico de Apoio à Pesquisa e ao Ensino na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD);

Programa Estratégico de Consolidação da Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazonas);

Consolidação da Pesquisa Científica em Infecções Sexualmente Transmissíveis, Hanseníase e Outras Doenças Dermatológicas de Interesse Sanitário na Fundação Alfredo da Matta (Fuam);

Fortalecimento das atividades de pesquisa, tecnologia e ou inovação para execução de programas estaduais de prevenção e controle de doenças na Fundação de Vigilância em Saúde (FVS);

Incorporação de Novas Tecnologias na Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Pesquisadores da Fiocruz Amazônia apresentam projetos em seminários do PPSUS e PECTI da Fapeam

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participaram nos dias 22 e 23/10, do Seminário Parcial de Avaliação do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS) e do Seminário de Avaliação Final do Programa de Apoio a Projetos Estratégicos de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e/ou Inovação na Área de Saúde no Amazonas (PECTI/AM-Saúde), no Hotel Nobile Suíte Manaus Airport, no bairro Tarumã, em Manaus.

Os encontros foram promovidos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), executora dos Programas, e tiveram por finalidade apresentar resultados parciais (PPSUS) e final (PECTI) de projetos fomentados pelo Ministério da Saúde. Na abertura dos eventos, a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, destacou a importância dos Seminários, uma vez que o monitoramento, acompanhamento e avaliação são etapas determinantes para o alcance de objetivos e êxito dos projetos.

PPSUS

O Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) é uma iniciativa do Ministério da Saúde de fomento à pesquisa em saúde, nos Estados, com o intuito de promover o desenvolvimento científico e tecnológico, visando atender as peculiaridades e especificidades de cada unidade federativa e contribuir para a redução das desigualdades regionais.

Neste Seminário (22/10) dentre os projetos apresentados estiveram os dos pesquisadores Júlio César Schweickardt (O acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência no Estado do Amazonas); Maria Luiza Garnelo Pereira (Estudo exploratório das condições de vida, saúde e acesso aos serviços de saúde de populações rurais ribeirinhas de Manaus e Novo Airão, Amazonas); Luís André Mariuba (Desenvolvimento de teste para detecção eletroquímica de ensaios moleculares aplicados ao diagnóstico de doenças); e Priscila Ferreira de Aquino (Avaliação das características epidemiológicas  e moleculares de mulheres  tratadas com lesões precursoras  do câncer  de colo de útero no Amazonas).

André Mariuba comentou a importância do seminário para acompanhamento do seu projeto que vem sendo desenvolvido junto com Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-AM). “Esse projeto visa desenvolver um sensor eletroquímico, tanto para malária, quanto para o zika vírus. Vamos apresentar aqui o resultado de seis meses de trabalho e as perspectivas para os próximos um ano e meio de projeto”, acrescentou.

Priscila Aquino destacou que o objetivo de sua pesquisa é mostrar e caracterizar fatores epidemiológicos e moleculares, que possam estar correlacionadas à população, que hoje é atendida no Centro de Referência Oncológica, com lesões de câncer de colo de útero. Adiantou que o estudo tem quatro vertentes. “Uma vertente é a seleção dos pacientes a participar desse estudo, que está concluída. A segunda vertente é a análise dos dados epidemiológicos, eles estão 80% concluídos. A terceira vertente é a parte da análise do DNA do HPV, que foi iniciada há pouco tempo. E o fechamento do trabalho vai ser justamente uma indicação de proteínas que possam estar correlacionados de forma geral a todas essas etapas anteriores”.

Os projetos apresentados no Seminário se referem ao edital N°001/2017 do PPSUS. Essa edição contou com investimento de aproximadamente R$ 3 milhões. Os projetos têm duração de 24 meses.  O programa é uma ação do Governo do Amazonas, executado pela Fapeam, em parceria com o Ministério da Saúde (MS), por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE/MS), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com a Secretaria de Estado da Saúde do Estado do Amazonas (Susam).

PECTI/AM-SAÚDE

O Programa foi lançado pela Fapeam em duas Cartas-Convites: 001/2012 e 001/2014 com o objetivo de fomentar a inserção de pesquisadores em projetos estratégicos de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação nas fundações de saúde do Amazonas.

Este Seminário aconteceu no dia 23/10 e contou com a apresentação diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia Sérgio Luz, que apresentou o projeto “Programa estratégico de consolidação da pesquisa”.

As atividades de pesquisa dos projetos amparados pelo PECTI/AM-Saúde foram acompanhadas pela Fapeam por meio de relatórios técnicos-científicos parcial e final e avaliações dos projetos feitas por consultores externos nos Seminários de Acompanhamento e Avaliação.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Érico Xavier

 

Palestra na Fiocruz Amazônia irá abordar ativismo e saúde trans em Manaus

Com o objetivo de discutir o acesso à saúde de pessoas trans (travestis, mulheres trans e homens trans) como processo concomitante à sua constituição enquanto sujeito político, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 25/10, às 10h, a palestra “Entre biografias e o fazer político: ativismo e saúde trans em Manaus”, a ser ministrada por André Luiz Machado das Neves, pesquisador e professor da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Na ocasião, o pesquisador fará uma apresentação de um estudo compreensivo do repertório de formas de ação política, mobilizadas na construção das políticas públicas de saúde para travestis e transexuais em Manaus, capital do Amazonas. Segundo André, um dos focos do estudo foi conhecer a diversidade no engajamento das(os) ativistas envolvidas(os) em processos de construção de políticas públicas.

“A pesquisa que sustenta o trabalho combinou observação participante nos múltiplos espaços onde essas políticas se gestam e entrevistas com membros de duas organizações trans existentes em Manaus, durante o período em que o trabalho de campo foi realizado, entre janeiro de 2016 a julho de 2018: a Associação de Travestis, Transexuais, e Transgêneros do Amazonas (ASSOTRAM), gerida por travestis e mulheres trans, e o Coletivo O Gênero, liderado por homens trans. Através de narrativas biográficas que coletei durante o período, busquei compreender a variedade de trajetórias de engajamento das(os) ativistas envolvidas(os) nesse processo de construção de políticas públicas”, explicou Neves.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 1, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

André Luiz é psicólogo, doutor em Saúde Coletiva, na área de concentração em ciências humanas e saúde, pelo Instituto de Medicina Social (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e especialista em Psicologia Educacional com ênfase em psicopedagogia preventiva pela Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Atualmente é Professor e pesquisador efetivo da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), professor do mestrado no programa de pós-graduação em segurança pública, direitos humanos e cidadania da Escola Superior de Ciências Sociais (ESO) da UEA, líder do Grupo de Pesquisa: Núcleo de Estudos Psicossociais sobre Direitos Humanos e Saúde (NEPDES) e pesquisador do Laboratório de Desenvolvimento e Educação da Faculdade de Psicologia da UFAM.

Na área da pesquisa segue três eixos distintos e interligados: o primeiro consiste nos estudos sobre corpo, gênero e sexualidade na educação e na saúde coletiva. O segundo eixo, consiste no fato de buscar aprimoramentos e desenvolvimentos técnicos nas pesquisas sobre psicologia do desenvolvimento humano e aprendizagem. O terceiro eixo corresponde aos estudos sobre psicologia social e comunitária, na perspectiva dos direitos humanos, participação e ativismo.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

No Dia Mundial da Saúde Mental, Fiocruz Amazônia realiza roda de conversa sobre luta antimanicomial no Amazonas

Em referência ao Dia Mundial da Saúde Mental, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu na ultima quinta-feira, 10/10, uma roda de conversa para falar sobre portadores de transtornos psíquicos e enfrentamentos pela luta antimanicomial no Amazonas. A atividade fez parte da disciplina “Saúde Coletiva”, coordenada pelos pesquisadores Marcílio Medeiros e Fernando Herkrath, no âmbito do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Segundo Marcílio Medeiros, a ideia foi promover uma maior aproximação com a atual situação com que a saúde mental é tratada no Estado do Amazonas. “Trouxemos para conversar com nossos alunos, um usuário desse sistema, que se transformou em um ícone da saúde mental no Brasil, que participa da associação Brasileira de Saúde Mental, e possui uma visão muito apurada desse atual cenário”, explicou.

A roda de conversa contou com a participação de José Setemberg Rabelo, representante da Comissão de Usuários e Profissionais da Saúde Mental do Amazonas. Na oportunidade, Rabelo destacou que sua militância pela reforma psiquiátrica foi motivada pelo horror vivido durante as internações no hospital psiquiátrico. “Eu achava que estava preso em uma penitenciária. Demorei a me dar conta de que era um hospício, me perguntava por que fui parar ali”.

Depois da passagem pelo hospital, foi a vez do preconceito. “Você é chamado de louco. As pessoas começam a te olhar com medo, no supermercado, na fila do pão”. Rabelo buscou o apoio do Instituto Silvério de Almeida Tundis (Isat), organização não governamental que dá suporte à reforma psiquiátrica no estado, e passou a contar sua experiência em eventos sobre saúde mental pelo Brasil e até no exterior.

Usuário de um dos centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Manaus, o ex-interno quer usar a experiência dos anos vividos atrás das grades do hospício para não repetir erros e garantir a implementação dos serviços de saúde mental de base comunitária no município de Manacapuru.“Pensamos não só em construir Caps, nosso compromisso é implantar uma rede de cuidados. O desafio vai ser mostrar que a loucura está dentro do contexto da sociedade, que ela não pega. Se a comunidade compreender isso, as pessoas com transtornos mentais sofrerão menos”, avalia.

Para a especialista em saúde mental, Glenda Vieira, aluna do PPGVIDA, a atividade foi extremamente positiva e auxiliou ao alunos a entenderem como a política de saúde mental está sendo implementada no Estado. “Falar sobre saúde mental é falar sobre representatividade. Durante a roda de conversa, tivemos uma prova prática em relação a isso, onde nossos professores trouxeram para a sala de aula uma voz que possui voz representativa na área da saúde mental. Trazer este tipo de debate para dentro de um programa que trabalha a interação multiprofissional é muito relevante”, destacou.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Além disso, o PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 

Inscrições para Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde) iniciam nesta quarta-feira, 2/10.

Com o objetivo de formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançaram novo edital de seleção para o Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde). As inscrições para o processo seletivo iniciam nesta quarta-feira, 2/10.

De acordo com o presente edital, 210 vagas serão distribuídas entre as 22 instituições que fazem parte da rede ProfSaúde, divididas nas seguintes categorias: Enfermeiros (as), Médicos (as) e Odontólogos (as). Para o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), foram disponibilizadas sete vagas, correspondentes a candidatos dos estados do Amazonas e Amapá.

Confira o Edital AQUI.

INSCRIÇÕES

A inscrição dos candidatos para a Fiocruz será realizada através do preenchimento do formulário de inscrição disponível na plataforma SIGA: www.sigass.fiocruz.br. É importante que no campo “Área de Concentração”, que consta no formulário de inscrição do referido link, seja informado o polo da Fiocruz ao qual estará se candidatando.

No campo “Linha de Pesquisa”, informar para qual vaga está concorrendo (Medicina, Enfermagem ou Odontologia). A documentação exigida no item 4.2 dessa Chamada Pública deverá ser enviada através de Correios (via SEDEX), para a secretaria da respectiva Instituição Associada, pelo candidato ou seu procurador legalmente constituído, dentro do prazo de inscrição.

PROCESSO DE SELEÇÃO

A seleção dos candidatos para o ProfSaúde/ MPSF constará de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Prova de Inglês (eliminatória); 2ª Etapa – Prova escrita de conhecimentos (eliminatória e classificatória); 3ª Etapa – Análise curricular, análise de carta de intenção e prova oral (eliminatória e classificatória). Em cada etapa, o candidato receberá nota na escala de 0,0 (zero) a 10,0 (dez), com aproximação de até uma casa decimal.

O candidato deverá: ser portador de diploma de curso superior em Medicina, Enfermagem ou Odontologia, devidamente registrado no Ministério da Educação; possuir registro no respectivo Conselho Regional e Federal. Além de atender a uma das seguintes situações: ser docente da graduação e/ou residência em Medicina de Família e Comunidade ou Multiprofissional em Saúde da Família de instituições públicas de ensino superior; ser preceptor e/ou tutor de residências multiprofissionais e/ou da graduação em uma das três áreas em instituições públicas de ensino superior; ser profissional com atuação na atenção básica, nas equipes de saúde da Estratégia de Saúde da Família do Sistema Único de Saúde.

O curso, resultado da parceria entre Abrasco e Fiocruz, conta com o apoio da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e dos ministérios da Saúde e da Educação. O ProfSaúde visa potencializar as atividades de ensino, pesquisa e extensão em Saúde da Família, tanto na academia, quanto nos serviços de saúde.

O resultado do Processo seletivo será divulgado no dia 6/3/2020. O início das aulas está previsto para abril de 2020.

LINHAS DE PESQUISA

O ProfSaúde/ MPSF está dividido nas seguintes linhas de pesquisa: Atenção integral aos ciclos de vida e grupos vulneráveis; Atenção à saúde, acesso e qualidade na atenção básica em saúde; Educação e saúde: tendências contemporâneas da educação, competências e estratégias de formação profissional; Gestão e avaliação de serviços na Estratégia de saúde da família/atenção básica; Informação e saúde; Pesquisa Clínica: interesse da atenção básica; Vigilância em Saúde.

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/ MPSF é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

ASCOM – ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 

 

Fiocruz Amazônia oferece curso de atualização em Organização de Ações de Vigilância, Prevenção e Controle de Agravos Notificáveis para agentes de saúde de Manaus

A primeira turma do curso de atualização em Organização de Ações de Vigilância, Prevenção e Controle de Agravos Notificáveis promovida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) iniciou as aulas nesta segunda-feira, 30/9, e vai até sexta-feira, 4/10. O curso acontece na sede da Fiocruz no Amazonas, no Salão Canoas, bairro de Adrianópolis, de 8h às 17h.

Participam desta primeira turma Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE) de Manaus. O curso é desenvolvido no âmbito do QualificaSUS, projeto do ILMD/Fiocruz Amazônia para qualificar trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), visando a prestação de um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS,.

Durante a abertura do curso, o diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, falou do desafio de se promover capacitação para todo o Amazonas. “O QualificaSUS surge com a perspectiva de oferecer cursos na área de saúde para todo o Amazonas. Esta é uma turma piloto que contará com os facilitadores, que são nossos apoiadores e que foram selecionados entre mais de 700 pessoas, para ministrar este curso. Eles foram treinados e capacitados para nos ajudar nesse grande desafio: qualificar os profissionais de saúde dos municípios do estado do Amazonas”.

Na oportunidade, Luciana Fabrício, gerente do Distrito de Saúde Rural da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa) disse estar muito feliz com a parceria com a Fiocruz Amazônia e com a oportunidade da capacitação das equipes do Distrito Rural, que são os primeiros a receberem essa qualificação. “Receber esse curso como os primeiros é uma honra e uma grande satisfação. Eu quero agradecer por essa oportunidade, sabemos que não é fácil trazer todos para este curso, mas as nossas ações não param e não podemos relaxar com relação ao nosso trabalho na  endemia. Conseguimos trazer o máximo de agentes para participar do curso”.

Para o pesquisador visitante sênior da Fiocruz Amazônia, Bernardino Albuquerque, a proposta do QualificaSUS, de abrangência dos 62 municípios do estado do Amazonas não é fácil, principalmente para quem conhece o interior. “No entanto, nós vamos ter o apoio e participação efetiva dos nossos facilitadores nesse curso; são profissionais que realmente já estão preparados para desenvolver essa missão. Exatamente eles que vão passar três semanas no interior e uma semana aqui em Manaus e voltar novamente para o interior. Vai ser um trabalho muito duro”, concluiu.

O curso está sendo ministrado por profissionais selecionados na Chamada Pública Nº 006/2019, para atuarem como facilitadores do curso de atualização em Organização de Ações de Vigilância, Prevenção e Controle de Agravos Notificáveis, que será ministrado em todo o Amazonas, para agentes de saúde do SUS.

VAGAS ABERTAS PARA OS MUNICÍPIOS

O ILMD/Fiocruz Amazônia está com inscrições abertas desde o dia 19/9 para o curso de atualização em Organização de Ações de Vigilância, Prevenção e Controle de Agravos Notificáveis, a ser realizado em municípios do Amazonas.

O curso é dirigido aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE), vinculados às secretarias municipais de saúde dos municípios, e que desempenham suas funções e/ou atividades no cuidado primário à saúde da população.

Confira o Edital Aqui

O curso possui os seguintes objetivos: Conhecer tópicos da dinâmica de transmissão passíveis de intervenções pela atenção básica; Sensibilizar a atenção básica à incorporação de estratégias e ações destinadas à prevenção e controle das doenças de transmissão vetorial; Conhecer ferramentas utilizadas pela educação em saúde para a prevenção e controle das doenças de transmissão vetorial; e, Construir plano de trabalho frente às diferentes realidades na esfera municipal.

As inscrições são gratuitas.

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos estão sendo ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com apoio da bancada parlamentar do Amazonas e parceria do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas 

A árdua tarefa de entregar notícias difíceis no ambiente hospitalar é avaliada em pesquisa no Amazonas

Dar uma notícia difícil causa impactos tanto nos pacientes quanto nos profissionais de saúde  tornando-se muitas da vezes, uma árdua tarefa para as equipes de saúde e, principalmente, para os médicos.

A comunicação entre a equipe médica, família e o paciente, no processo de fim de vida é fundamental e indispensável para diminuir o impacto emocional e permitir a assimilação gradual da nova realidade. Diante disto, pesquisa buscou analisar comportamento dos profissionais da medicina em relação à terminalidade dos pacientes, identificando as dificuldades e os conflitos éticos enfrentados na comunicação de diagnósticos e prognósticos de doenças em estágio terminal.

O estudo foi desenvolvido pela estudante do 12° período de Medicina, Priscila Manuela Alves Charlete, da Universidade Nilton Lins, sob orientação do psicólogo, Ms. André Luis Sales da Costa, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon), com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas (Paic).

Priscila Charlete - Fotos Érico Xavier_-4

Segundo Priscila Charlete, a ideia da pesquisa foi tentar compreender e analisar os motivos que levam alguns profissionais de medicina em algumas situações, a omitirem informação diagnóstica de terminalidade aos pacientes com doenças ameaçadoras da vida, uma vez que a comunicação entre médico e paciente tem fundamental relevância no processo de cura, melhora ou aceitação da doença pelo paciente.

“Precisamos ampliar a discussão sobre a importância do suporte à preparação dos profissionais de medicina no que se refere à transmissão de notícias difíceis e a necessidade de instrumentalizá-los e fortalecê-los em relação ao impacto causado pela  morte. Trabalhando isso, podemos diminuir o desgaste emocional e permitir a assimilação gradual da nova situação do paciente, sem isso, o paciente não tem um bom entendimento sobre a doença que ele está enfrentando e não se constitui uma relação médico- paciente efetiva”, relata.

Para o orientador, a importância da pesquisa foi instigar, provocar e promover mudanças nas atitudes e condutas sobre a entrega de notícias difíceis. Assim, promoveremos debates que ampliem a formação do profissional de saúde a lidar com a dor do outro, desenvolver a escuta ampliada, além de inserir mudanças na grade das disciplinas de saúde que abarque o tema morte e notícias difíceis.

“Percebemos, conforme a literatura, que os profissionais de saúde ainda não sabem lidar com os aspectos emocionais advindos dos familiares e pacientes no momento da entrega da notícia difícil. Destarte, por mais que se entregue ao familiar, a notícia não é entregue de forma humanizada, parcimoniosa, e empática. Alguns casos, são delegados a outros profissionais de outros setores a tarefa da entrega do diagnóstico”, afirma.

Entrevistas

Priscila relata que foi aplicado um questionário dividido em duas partes. A primeira parte objetivou levantar o perfil sociodemográfico dos médicos. A segunda parte foi estruturada com perguntas fechadas e abertas em que o entrevistado pudesse discorrer livremente sobre o tema do roteiro.“Conforme percebido nas entrevistas, a maioria dos médicos entrega o  diagnóstico de notícias ruins, mas ainda é difícil para o profissional o manejo de transmiti-las, o fazendo com restrições ou somente à família. Segundo a literatura, essa dificuldade pode estar ligada à maneira com o médico lida com suas emoções, com o sofrimento humano em sua totalidade e, também, à ênfase deficitária e inadequada durante a graduação médica nos aspectos psicológicos e da problemática da morte”, enfatiza.

Do total de 83 médicos da Fcecon, 13 participaram da entrevista da pesquisa.

medicos-fcecon

Paic

O programa  apoia instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas. A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

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Palestra do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia vai abordar condições de vida e serviços de saúde em assentamentos na Amazônia

Na próxima sexta-feira, 13/9, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Dimensões do abandono como dispositivo de uma condição subalterna: a ausência do Estado e seus rebatimentos nas condições de vida e nos serviços de saúde em assentamentos na Amazônia”, a ser ministrada pela pesquisadora, Ana Cláudia Fernandes Nogueira, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A palestra pretende apresentar a potência discursiva presente na vivência cotidiana, atravessada pelas condições naturais e políticas que assentamentos embrenhados na Amazônia impõem. Condições, que segundo a pesquisadora, na maioria dos assentamentos, têm sua gênese na exploração dos seringais, que por toda a região levava uma legião de humanos à precarização da vida.

De acordo com Ana Cláudia, a discussão sobre dimensões do abandono como dispositivo da condição de subalternidade “é costurada, como retalhos, principalmente a partir da fala das mulheres, uma vez que independente de suas origens, estas trazem em si a marca da renúncia e lançam seus olhares sobre os acontecimentos como maneira de justificar a partida ou a permanência nos assentamentos”, explicou.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 1, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Ana Cláudia é graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas, especialista em Antropologia da Saúde pela Fiocruz Amazônia, Mestre em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, na área de Política de Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Amazonas, e Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Tem experiência na área de Sociologia, Antropologia e Ciências do Ambiente, com ênfase em Sociologia Rural, Meio Ambiente e Saúde, Agroecologia, Educação do Campo, atuando nos seguintes temas: meio ambiente, assentamentos rurais, conflitos rurais, política pública e cultura .

Atualmente é professora Adjunta da Universidade Federal do Amazonas no Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente – IEAA, Campus do Vale do Madeira e membro do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Ambiente, Socioeconomia e Agroecologia – NUPEAS, no IEAA.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Ciclo de debates na Fiocruz Amazônia aborda Saúde, Ambiente e Sustentabilidade

Nos dias 2 e 3/9, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fioruz Amazônia) sediou o 3º Ciclo de Debates de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz). O evento visa discutir, a partir do olhar ampliado sobre questões relacionadas à saúde, o ambiente e a saúde indígena para o desenvolvimento da Amazônia – malária, vulnerabilidade ambiental e território.

O ciclo de debates teve o objetivo de contribuir com a atualização da produção, disseminação e compartilhamento de conhecimentos e tecnologias em Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira.

Compuseram a mesa de abertura do evento: Marco Menezes – Vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde, Claudia Ríos Velásquez– Diretora substituta e Vice-Diretora Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Cristina Araripe  – Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação – VPEIC/Fiocruz, Wenderson de Souza Monteiro –  Superintendência Estadual da Funasa no AM – Suest/AM, Rosemary Pinto – Direto da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas e Glenda Pinheiro – Assessora do Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidades de Conservação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas – SEMA.

Confira aqui a galeria de imagens.

Durante os dois dias de discussões, palestrantes e público buscaram atualizar e expandir o conhecimento sobre ambiente e saúde na Fiocruz, tendo como orientador da discussão interdisciplinar as áreas temáticas que constituem a publicação da Coleção de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade da Série Fiocruz – Documentos Institucionais, a saber: Agrotóxicos e Saúde; Biodiversidade e Saúde; Clima e Saúde; Grandes Empreendimentos e Saúde; Saúde dos Povos do Campo, da Floresta e Água e Saúde do Trabalhador.

A ação ocorrerá nas cinco Regiões do Brasil: Sudeste, Nordeste, Sul, Centro Oeste e Norte, com a participação das Unidades Regionais da Fiocruz. No ano passado, foi realizado na Região Sudeste, em março deste ano aconteceu em Brasília.

Participaram das atividades, interessados no estudo de questões relacionadas ao tema Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, especialmente pesquisadores envolvidos na elaboração dos documentos da coleção, autores, colaboradores, e convidados envolvidos em processos relacionados às áreas a serem discutidas.

O destaque do primeiro dia de evento foi a exibição do filme “O Fio da Meada”, de Silvio Tendler –  com roteiro de Marcelo Firpo, Silvio Tendler e Marina Fasanello, seguido por um debate com o público. No início da noite, o público prestigiou a apresentação cultural do grupo Arte sem fronteiras: uma Amazônia de cores e sons.

Além de ampliar a discussão sobre questões relacionadas à área de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, o Ciclo de Debates pretende possibilitar uma discussão interdisciplinar entre as áreas que compõe o Programa de SAS: Agrotóxicos e Saúde, Biodiversidade e Saúde, Clima e Saúde, Grandes Empreendimentos e Saúde, Povos do Campo, da Floresta e Água e Saúde do Trabalhador, integrando as Unidades Regionais na discussão. Um das idéias centrais do grupo é iniciar um processo de construção de uma Rede Integrada de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade.

O evento contou com discussões temáticas sobre saúde, ambiente e desenvolvimento da Amazônia. Pesquisadores discutiram sobre ecologias, epistemologias e promoção emancipatória da saúde, desigualdades sociais e saúde indígena.

COLEÇÃO SAÚDE, AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

Na oportunidade, aconteceu também o lançamento da Coleção Saúde, Ambiente e Sustentabilidade. A Série Fiocruz – Documentos Institucionais foi elaborada pela Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS). A coleção apresenta a trajetória, a produção científica e reflexões da área de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade no âmbito da Fiocruz, em torno dos temas definidos em seu programa institucional, e se destina à sua própria comunidade científica e a instituições externas, a pesquisadores e ao conjunto da sociedade brasileira.

Alinhada à missão institucional, a coleção tem como objetivos contribuir para a produção, disseminação e compartilhamento de conhecimentos e tecnologias em Saúde, Ambiente e Sustentabilidade (SA&S), voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira; e consolidar o Programa Institucional de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade da Fiocruz, como processo estratégico, a partir da sistematização dos conteúdos deste campo.

A organização dos volumes, e sua construção, contou com ampla participação da comunidade científica da Fiocruz e convidados, reunindo o conjunto de conhecimentos e de diferentes aspectos relacionados aos temas. A coleção é resultado da contribuição de mais de duzentos pesquisadores. A metodologia utilizada ao longo desse processo possibilitou maior integração e articulação dos diversos campos de atuação. Nos volumes, foram respeitadas as singularidades de cada área, possibilitando o exame concomitante da obra como um todo e de suas especificidades.

Para Marcílio Medeiros, pesquisador da Fiocruz Amazônia, a obra é também uma articulação de capacitação e conhecimento sobre os estudos desenvolvidos pela Instituição em diversos setor da saúde. “Através de iniciativas como esta, nós podemos revisitar o que vários pesquisadores estão produzindo de conhecimento em várias temáticas”, pontuou.

 

FEIRA DE ORGÂNICOS

No segundo dia, a programação contou com mais uma edição da Feira de Produtos Orgânicos, evento promovido pelo Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (Tass), em parceria com a Asfoc-AM. A atividade visa sensibilizar trabalhadores da Fiocruz Amazônia e comunidade do entorno para a importância da adoção de uma dieta livre de agrotóxicos, além de estimular o consumo de plantas alimentícias não-convencionais (Pancs).

Participam da Feira de Produtos Orgânicos, agricultores da Associação dos Agricultores São Francisco de Assis – Ramal da Cachoeira, entidade ligada à Rede Maniva de Agroecologia do Amazonas (Rema).

Dentre os produtos agrícolas orgânicos comercializados estão hortaliças, frutos regionais de época, plantas medicinais e plantas comestíveis não convencionais, entre outros. Artesanato, alimentos feitos a partir de produtos orgânicos e mudas de plantas também estão na feira.

SOBRE ORGÂNICOS

Os produtos orgânicos são cultivados sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos. São considerados produtos limpos e saudáveis e que respeitam o meio ambiente e contribuem para a preservação dos recursos naturais.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

 

3º Ciclo de Debates Saúde, Ambiente e Sustentabilidade será nos dias 2 e 3 de setembro na Fiocruz Amazônia

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), promove em Manaus, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD Fiocruz Amazônia) nos dias 2 e 3 de setembro, o 3º Ciclo de Debates de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade. O evento inicia às 14h do dia 2/9, e será realizado na sede da Fiocruz Amazônia à rua Teresina, 476, Adrianópolis.

O 3º Ciclo de Debates vai debater, a partir do olhar ampliado sobre questões relacionadas à saúde, o ambiente e a saúde indígena para o desenvolvimento da Amazônia – malária, vulnerabilidade ambiental e território. Seu objetivo é contribuir com a atualização da produção, disseminação e compartilhamento de conhecimentos e tecnologias em Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira

A ação tem caráter continuado e ocorrerá nas cinco Regiões do Brasil: Sudeste, Nordeste, Sul, Centro Oeste e Norte, com a participação das Unidades Regionais da Fiocruz. No ano passado, foi realizado na Região Sudeste,  em março deste ano aconteceu em Brasília.

DEBATES

Os debates visam atualizar e expandir o conhecimento sobre ambiente e saúde na Fiocruz, tendo como orientador da discussão interdisciplinar as áreas temáticas que constituem a publicação da Coleção de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade da Série Fiocruz – Documentos Institucionais, a saber: Agrotóxicos e Saúde; Biodiversidade e Saúde; Clima e Saúde; Grandes Empreendimentos e Saúde; Saúde dos Povos do Campo, da Floresta e Água e Saúde do Trabalhador.

A principal característica desta proposta é a apresentação do acúmulo institucional do conjunto de conhecimentos neste campo de atuação, trazendo conteúdo e reflexão acumulada em cada tema abordado, além da integração dos diversos campos de atuação respeitando as singularidades de cada área e sua articulação no contexto da instituição.

PÚBLICO-ALVO

O evento é aberto ao público e podem participar interessados no estudo de questões relacionadas ao tema Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, especialmente pesquisadores envolvidos na elaboração dos documentos da coleção, autores, colaboradores, e convidados envolvidos em processos relacionados às áreas a serem discutidas.

OBJETIVOS DO CICLO DE DEBATES

  • Ampliar a discussão sobre questões relacionadas à área de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade;
  • Possibilitar uma discussão interdisciplinar entre as áreas que compõe o Programa de SAS: Agrotóxicos e Saúde, Biodiversidade e Saúde, Clima e Saúde, Grandes Empreendimentos e Saúde, Povos do Campo, da Floresta e Água e Saúde do Trabalhador;
  • Integrar as Unidades Regionais na discussão do campo da Saúde, Ambiente e Sustentabilidade;
  • Iniciar um processo de construção de uma Rede Integrada de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade.

A cada Ciclo de Debates é gerada uma síntese da discussão.

PROGRAMAÇÃO DO 3º CICLO DE DEBATES

Dia 2 de setembro de 2019

Local: ILMD/Fiocruz Amazônia: rua Teresina, 476, Adrianópolis

14h – Recepção e Abertura:

  • Marco Menezes – Vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde
  • Guilherme Franco Netto – Coordenador da área de Saúde e Ambiente/VPAAPS
  • Sérgio Luz – Diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia)
  • Silvia Nobre Waiãpi – Secretária Especial de Saúde Indígena – Sesai/MS
  • Rodrigo Tobias de Sousa Lima –   Secretário de Estado da Saúde do Amazonas – Susam
  • Eduardo Costa Taveira –  Secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas  – Sema
  • Cristina Araripe  – Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação – VPEIC/Fiocruz
  • Wenderson de Souza Monteiro –  Superintendência Estadual da Funasa no AM – Suest/AM
  • Francisco Castro  – Coordenador Regional da Fundação Nacional do Índio – Funai
  • Ilair Pereira dos Santos  – Etnia Mura Aldeia São Felix, Autazes/AM  – Representação Indígena

Atividade Cultural – Exibição do filme “O Fio da Meada”, de Silvio Tendler  –  com roteiro de Marcelo Firpo, Silvio Tendler e Marina Fasanello

Debate com os pesquisadores: Marcelo Firpo e Marina Fasanello.

19h – Jantar e apresentação Cultural – Arte sem fronteiras: uma Amazônia de cores e sons

Dia 3 de setembro de 2019

ILMD/Fiocruz Amazônia: rua Teresina, 476, Adrianópolis

9h – Mesa Redonda – Saúde, ambiente  e desenvolvimento da Amazônia Coordenação: Marco Menezes (VPAAPS/Fiocruz)

  • Ecologias, Epistemologias e Promoção Emancipatória da Saúde Marcelo Firpo – Ensp/Fiocruz
  • Desigualdades Sociais e Saúde Indígena Paulo Basta – EnspFiocruz

Exposição Ambiental e Saúde na Amazônia – um olhar sobre o mercúrio e a saúde indígena Sandra Hacon – Ensp/Fiocruz

10h30 – Mesa Redonda – “Saúde indígena: condições de vida, vulnerabilidade e agravos em povos amazônicos” –  Coordenação: Maria Luiza Garnelo Pereira

  • Condições de vida, vulnerabilidade Ana Lúcia de Moura Pontes – Ensp/Fiocruz
  • Saúde, doença e cura na cosmovisão indígena João Paulo Lima Barreto – Centro de Medicina Indígena da Amazônia
  • Malária e vulnerabilidade ambiental – Flor Ernestina Martinez-Espinosa – ILMD/Fiocruz Amazônia

12h – Lançamento da Série Fiocruz Documentos Institucionais: Coleção Saúde, Ambiente e Sustentabilidade

Almoço

Atividade Cultural – Exibição do documentário “MBORAIHV”, de Paulo Basta. O vídeo será exibido hall da Fiocruz Amazônia das 12h30 às 13h30

14h  – Mesa Redonda – Território Amazônico Coordenação: Jansen Medeiros – Fiocruz RO

  • Projeto população ribeirinha na Amazônia Marcilio Sandro Medeiros – ILMD/Fiocruz Amazônia
  • Amazônia, biodiversidade e Saúde  – Marcia Chame – Presidência/Fiocruz
  • Construção de Territórios Saudáveis e Sustentáveis para a promoção da Saúde –  Jorge Machado – Gereb/Fiocruz

15h30 – Saúde e a Agenda 2030 –  Paulo Gadelha – Coordenador da Estratégia Agenda 2030/Fiocruz  – Coordenação: Sergio Luz – ILMD/Fiocruz Amazônia

16h30 – Síntese Guilherme Franco Netto – Coordenador da área de Saúde e Ambiente – VPAAPS/Fiocruz e  Ilair Pereira dos Santos  Etnia Mura Aldeia São Felix, Autazes-AM Rep. Indígena

17h30 – Homenagens

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento