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Obsma divulga programação voltada para o dia Mundial do Meio Ambiente

Nas vésperas de sua 10ª edição, a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) traz para reflexão, na interface dos temas Saúde e Meio Ambiente, o compromisso institucional com a divulgação e discussão dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 20/30.

Nesta quarta-feira, 5/6, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através da Regional Norte da Obsma, em parceria com o Departamento de Política e Programas Educacionais (DEPP/SEDUC), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, promove ações educativas em defesa da vida nas escolas, parques e centros culturais da cidade de Manaus, visando comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Para a coordenadora Regional Norte da Obsma, Rita Bacuri, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) a ação possibilita ampla reflexão sobre as questões ambientais e sua interação com a sociedade. “O dia Mundial do Meio Ambiente é uma data mais que especial para Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente – Obsma. Neste dia reunimos todos os esforços, parceiros e apoiadores, na luta em defesa da natureza que é, em sentido amplo, uma luta solidária em defesa da vida. Vida do local, vida da região, vida do país e vida do planeta”, explicou.

SOBRE A OBSMA

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é um projeto educativo bienal promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país. Dentre os principais objetivos da Obsma, destacam-se o reconhecimento do trabalho desenvolvido por professores e alunos nas escolas e a cooperação com a divulgação de ações governamentais, criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

 

Data: 5/6

Local: Escola Estadual Altair Severiano Nunes

Atividades:

Oficina de desenho: “Chão é para plantar sementes”;

Panfletaço do Oswaldinho: O que é a Obsma!;

Jogo do Tapetão dos ODS´s;

Elaboração do painel de arte do Graffiti;

De “Lixeira Viciada” a Canteiro/Jardim – Uma experiência educativa e solidária.

Data: 6/6

Local: Centro Cultural Aníbal Bessa

Atividades:

Projeção de vídeos Olímpicos;

Panfletaço do Oswaldinho: O que é a Obsma!;

Jogo do Tapetão dos ODS´s.

Data:  7/6

Local: Igarapé do 40

Atividades:

De Olho no Ambiente às Margens do Igarapé do Quarenta: Foco na Saúde!

Caminhada Ambiental – O ambiente e sua relação com a saúde;

Plantio de mudas frutíferas nas três escolas do entorno;

Planfletaço do Oswaldinho: O que é a Obsma!

 

Data: 10/6

Local: Parque Estadual Sumaúma

Atividades:

Panfletaço do Oswaldinho: O que é a Obsma!

Produção do Álbum Olímpico – Ensaio fotográfico

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia oficializa Projeto Qualifica SUS

Qualificar mais de 5 mil trabalhadores do SUS no Amazonas, por meio de cursos presenciais é o que pretende o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) com o Projeto Qualifica SUS. A iniciativa que conta com apoio da bancada parlamentar do Amazonas, intermediada por emenda do Senador Omar Aziz, recebeu nesta segunda-feira, 27/5, mais uma importante contribuição, a oficialização de parceria com Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

Em encontro ocorrido no Salão Canoas, na Fiocruz Amazônia, foram recebidos secretários municipais de saúde do interior e da capital, a direção do Cosems-AM, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), e o Senador Omar Aziz.

Fizeram parte da mesa o diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz,  a médica da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon), Mônica Bandeira de Melo, o presidente do Cosems-AM, Januário da Cunha Leite, o vice-presidente do Conasems, Wilames Freire Bezerra, o secretário municipal de Saúde de Manaus (Semsa), Marcelo Magaldi Alves, e o Senador Omar Aziz.

Sérgio Luz, diretor da Fiocruz Amazônia, ressaltou a importância do projeto para o Amazonas. “Com o Qualifica SUS pretendemos oferecer qualificação gradual do corpo técnico de Saúde dos municípios do Amazonas, contribuindo para o aprimoramento do desempenho profissional dos trabalhadores, para que atuem em conformidade com as políticas e diretrizes de saúde, de forma integrada, articulando o ensino com a aplicação prática do conhecimento em suas funções”, explicou.

Para o senador Omar Aziz, o Projeto Qualifica SUS vem ao encontro de outras ações apoiadas por ele e que contribuem para a melhoria da Saúde no Estado. “A qualificação dos trabalhadores para atuar na área da saúde é muito importante, pois se tem uma gama de servidores que não têm essa oportunidade, e a Fiocruz Amazônia se dispôs a fazer isso, levantando as necessidades de treinamento e de endemias no Amazonas. Então, fico muito feliz em contribuir com uma emenda para qualificar pessoas que atendem à população mais carente do meu Estado”, comentou.

PARCERIA COM O COSEMS

A parceria com os secretários municipais de saúde, por meio do Cosems-AM vai possibilitar à Fiocruz Amazônia atender a todos os 62 municípios do Amazonas, por meio do Projeto Qualifica SUS, o que será um grande passo para a melhoria e efetividade dos serviços de saúde no interior do Estado, comentou Januário da Cunha Neto.

Na oportunidade, foi celebrado o Acordo de Cooperação entre Fiocruz Amazônia e Cosems-AM para o apoio à qualificação do corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das secretarias municipais de saúde do Estado e órgãos parceiros, com o comprometimento desses órgãos, de alocarem, dentro de suas possibilidades, recursos humanos e materiais, para projetos conjuntos, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS, no nível da atenção básica.

MEDALHA ZÉ DO SUS

Durante o evento, o Cosems-AM  concedeu ao Senador Omar Aziz, ao médico, professor e pesquisador Bernardino Claudio de Albuquerque e ao pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, a Medalha de Honra ao Mérito Zé do SUS, pelo trabalho dos agraciados para a melhoria da Saúde no Amazonas,

Na ocasião, Januário da Cunha Neto, lembrou que o nome da Medalha Zé do SUS  é uma homenagem a um colaborador da Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (Susam), falecido em 2018, que ingressou no serviço público em 1978, onde ajudou na formulação de diretrizes, orçamento e organização do SUS, construindo um legado de atuação na saúde do Amazonas, que por seu entusiasmo lhe rendeu o apelido de “Zé do SUS”, devido seu compromisso com uma saúde voltada para a melhoria da qualidade de vida da população.

PROJETO QUALIFICA SUS

Durante o evento, o Projeto Qualifica SUS foi apresentado pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Maria Luiza Garnelo, que falou, dentre outras coisas, sobre o número de cursos e público a quem o projeto se destina.

O Qualifica SUS vai ofertar cursos em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. Serão cursos de atualização, especialização e mestrado que estarão disponíveis para trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), que serão capacitados sob um modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, diante da realidade de cada localidade, respeitando o conhecimento e a experiência dos alunos.

PREVENÇÃO DE DOENÇAS

Em tema levantado pela médica Mônica Bandeira de Melo, fortalecido pelo discurso do senador Omar Aziz, esteve a questão da necessidade de ações de prevenção de doenças e promoção da saúde no Amazonas.

Na oportunidade, eles chamaram a atenção para a necessidade da união de esforços para combater o câncer de colo uterino e para a importância da interiorização das ações em saúde. Temáticas que serão continuadas amanhã, 28/5,  no VII Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas, que acontecerá no município de Presidente Figueiredo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Divulgado resultado dos recursos e lista final dos selecionados para o PPGVIDA

A Secretaria Acadêmica (SECA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) divulgou nesta segunda-feira, 27/5, o resultado dos recursos e lista final dos selecionados, no processo seletivo para ingresso no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Os resultados estão disponíveis no sistema Sigass em: http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

SOBRE O CURSO

O PPGVIDA – ILMD/Fiocruz Amazônia é um programa de pós-graduação que tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 5 de agosto deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Pinheiro

Programa Centelha é apresentado a pesquisadores e alunos da Fiocruz Amazônia

Você tem uma ideia inovadora que possa impactar positivamente a vida das pessoas e acredita valer a pena empreender com ela? Então, fique atento ao Programa Centelha, que deve ser lançado, em junho deste ano.

A iniciativa, que no Amazonas será executada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e  Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), operada pela Fundação Certi.

Para falar sobre o Programa Centelha, esteve hoje, 23/5, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a diretora técnico-científica da Fapeam, Marne Vasconcellos, que, na oportunidade, apresentou em linhas gerais o programa, seus objetivos e forma de participação.

“Dentre as instituições visitadas, a Fiocruz tem como diferencial trabalhar com conhecimentos e tecnologias voltados para a saúde, especialmente para o Sistema Único de Saúde (SUS). Então, nossa expectativa é de que pelo Amazonas sejam submetidas ao Programa Centelha boas ideias para a área da Saúde”, comentou Marne Vasconcellos.

Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, vê com bons olhos a oportunidade que será dada pelo Programa Centelha a pesquisadores, estudantes e demais grupos. “Essa iniciativa vem ao encontro de outras já apresentadas pela Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, como o Programa Inova Fiocruz, que apoia projetos tecnológicos e inovadores em Saúde, nas áreas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz”, explicou.

Participaram do encontro com a diretora técnico-científica da Fapeam, estudantes, pesquisadores e equipe do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-ILMD/Fiocruz Amazônia).

Fonte: Programa Centelha.

O Programa Centelha será lançado em 21 estados. Para o Amazonas estão previstos R$ 1.820.000,00 (um milhão, oitocentos e vinte mil reais) em subvenção econômica, sendo uma parte verba federal e, outra, do estado. Estão entre os objetivos do Programa, gerar novas empresas, a partir do conhecimento concebido nas instituições de ciência, tecnologia e inovação; gerar inovações de interesse direto da sociedade e de empresas; formar cultura e fortalecer ecossistema de empreendedorismo inovador.

A expectativa é que pelo Amazonas sejam submetidas ao menos 1.000 novas ideias e que este seja o mesmo número de empreendedores a serem capacitados no Estado. Vão poder concorrer ao Programa pessoas físicas ou empresas, que atenderem às exigências do edital.

WORKSHOP

Amanhã, 24/5, às 9h, será realizado o Workshop de Apresentação do Programa Centelha e Construção da Rede de Parceiros, no Salão Tauató, sede da Fapeam, à  rua Sobradinho, n° 100 – Flores.

O evento destina-se a representantes de instituições de ensino e pesquisa e atores envolvidos no ecossistema de inovação e empreendedorismo, e tem como objetivo formar uma rede de parceiros do Programa Centelha, no Amazonas, para difusão e ampliação tanto de instituições parceiras quanto de Agentes Centelha. Na oportunidade, serão definidas as estratégias de atuação desses parceiros.

Para mais informações acesse Programa Centelha e Fapeam.

ILMD/Fiocruz Amazonia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Fapeam recebe diretoria da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ)

Pesquisadores da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) reuniram-se com a diretoria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para apresentar projetos de pesquisa científica voltados para a melhoria da assistência à saúde da população.

O encontro teve como objetivo aproximar as duas instituições e prospectar parcerias futuras. Representando a FHAJ, estiveram o diretor de ensino e pesquisa, Diego Monteiro de Carvalho e a pesquisadora Isolda Prado.

A reunião ocorreu na sede da Fapeam nesta terça-feira (14/05) no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

O diretor e a pesquisadora foram recebidos pela diretora-presidente, Márcia Perales, e pela diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade. Na ocasião eles apresentaram o trabalho que já vem sendo desenvolvido na FHAJ, bem como perspectiva para parcerias institucionais que possam fortalecer e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população do Estado.

De acordo com o diretor de ensino e pesquisa da FHAJ, Diego Monteiro de Carvalho, além da prevenção e tratamento de doenças, a Fundação atua na área de ensino e pesquisa científica.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Barbara Brito

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Fiocruz Amazônia e Detran-AM assinam termo de Cooperação Técnica

O Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) realizou nesta quinta-feira, 9/5, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, a cerimônia de encerramento do “Maio Amarelo”, evento que visa promover uma ação coordenada entre o poder público e a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos, como órgãos de governo, empresas, entidades de classe, associações, federações, organizações da sociedade civil, entre outras.

Na ocasião, o Detran-AM assinou um Termo de Cooperação Técnica com o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). O termo possibilitará a integração de dados ao projeto de pesquisa “Plataforma digital colaborativa da prevenção e vigilância das violências”, Coordenado pelos pesquisadores Marcílio Medeiros e Rita Bacuri, do laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (TASS), da Fiocruz Amazônia.

O documento foi assinado pelo diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz. “Temos muita coisa para trabalharmos juntos em termo de prevenção e também para aproveitar melhor as informações que são geradas dos sinistros, dos casos de acidente. Com esses dados, poderemos ter uma melhor avaliação sobre o real problema do que acontece, contribuindo para a criação de políticas públicas específicas relacionadas ao trânsito”, ressaltou Luz.

Durante os dois dias de evento, os participantes dos fóruns temáticos discutiram temas como “Repercussão dos acidentes de trânsito na Saúde”, “Segurança viária”, “Municipalização do Trânsito no interior”, e contaram com a participação de diversas instituições, entre elas o Ministério Público, organizações da iniciativa privada, e membros do sistema de segurança, saúde e trânsito.

“O objetivo é realmente construir políticas públicas efetivas que tragam melhorias a população no tocante ao trânsito, seja na capital ou no interior do Estado. Diversos temas estão sendo discutidos, como a municipalização no trânsito no interior, a repercussão dos acidentes de trânsito na área da saúde, com todos os atores envolvidos nessa temática”, disse Rodrigo de Sá, diretor-presidente do Detran-AM.

Na programação dos Fóruns Temáticos, os pesquisadores da Fiocruz Amazônia ministraram as seguintes palestras: “As alterações da Lei 13546/2017 e os reflexos na redução dos crimes cometidos na direção de veículos automotores e discussões sobre a implementação da Lei 13614/2018 que instituiu o PNATRAN e a necessidade de unificação de banco de dados estatísticos” e “A interiorização e o processo de Municipalização do trânsito como ferramentas de redução dos índices de acidentes e inclusão social”.

SOBRE O PROJETO

Aprovado no edital Ideias Inovadoras da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto coordenado por pesquisadores da Fiocruz Amazônia, pretende mobilizar a sociedade para a necessidade de construção de uma agenda pública de saúde e de segurança no trânsito para o enfrentamento das lesões e mortes por ele causados em Manaus, desenvolver conhecimento, competências e habilidades em plataformas digitais colaborativas, além de integrar e qualificar os sistemas de informações dos diversos órgãos responsáveis pelo registro e atendimento das vítimas da violência no trânsito.

Trata-se de um aplicativo denominado “Plataforma Digital Colaborativa da Prevenção e Vigilância da Violência no Trânsito”, que será baseado em métodos de crowdsourcing, que coletam informações da sociedade e, em seguida, devolvem o conhecimento coletivo obtido à sociedade. O público-alvo serão gestores e profissionais que atuam nos sistemas de prevenção, promoção e vigilância em saúde, de assistência à saúde e segurança pública.

A proposta visa o fortalecimento das instâncias do controle social da população em uma espécie de Vigilância Popular em Saúde, apresentando-se como instrumento de defesa e garantia do direito à saúde. Estima-se que o projeto seja executado em 24 meses, e nos últimos seis, a plataforma seja testada na Zona Leste de Manaus, onde ocorre a maior frequência de lesões e mortes no trânsito.

SOBRE O MAIO AMARELO

Com o tema “No trânsito, o sentido é a vida”, o Maio Amarelo 2019 é um movimento internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito. O Movimento nasceu com a proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia abre vagas para curso de atualização sobre caracterização de proteínas por métodos biofísicos

Estão abertas as inscrições para o curso “Caracterização de proteínas por métodos biofísicos: proteômica – modelagem molecular – biologia molecular”, uma atividade promovida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) em parceria com a Fiocruz Ceará e com a Rede de Plataformas Tecnológicas da Fiocruz.

O curso é  de atualização, destinado a alunos de graduação e pós-graduação das áreas de Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde, e será realizado no período de 22 a 25 de abril, das 9h às 17h, na sede da Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus.

A atividade visa apresentar aos alunos a fundamentação teórica necessária para a caracterização de proteínas por proteômica, biologia molecular e modelagem molecular, além de oferecer aos alunos informações (princípios, ferramentas e aplicações) sobre diferentes temas associados ao estudo de proteína, que possibilitem aplicabilidade desse conhecimento.

As aulas serão expositivas e participativas, utilizando metodologias ativas que combinam apresentação de conceitos, acompanhadas de discussões de artigos ou resultados encontrados, com exercícios dos conteúdos apresentados.

O curso é gratuito e tem carga horária de 25h. Estão sendo oferecidas 30 vagas. As inscrições são feitas pelo Campus Virtual da Fiocruz.

Para se inscrever, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Pinheiro

Acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência de saúde no Amazonas é tema de nova pesquisa da Fiocruz Amazônia

Entre os dias 20 e 21/3, pesquisadores do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizam no município de Tefé, no Médio Rio Solimões, a segunda oficina de planejamento do projeto O acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência no Estado do Amazonas”.

O intuito é dialogar com gestores, trabalhadores e pesquisadores da saúde, na tentativa de envolvimento na produção conjunta de dados, para identificar possíveis intervenções nas políticas para esses territórios específicos da região amazônica, tendo em vista que as políticas de saúde têm maior eficácia quando estão mais próximas da realidade das pessoas e que as características do território estão diretamente relacionadas com o acesso dos usuários aos serviços de saúde, exigindo formas de acolhimento diferenciadas, oferta de serviços qualificados e disponibilidade de profissionais ampliadas.

A primeira oficina do projeto ocorreu no município de Parintins, no Baixo Rio Amazonas, entre os dias 14 e 15/3, e contou com a presença da direção do Hospital Regional Dr. Jofre Matos Cohen, direção do Hospital Padre Colombo – Diocese Parintins, coordenações de Vigilância em Saúde, da Atenção Básica, do DSEI Parintins, trabalhadores da atenção básica de saúde, coordenação da Regulação, coordenação da Gestão do Trabalho, e ainda com a direção do hospital e da secretaria municipal de saúde do município de Barreirinha.

Os encontros visam o planejamento das atividades de pesquisa do projeto, que já promoveu uma oficina rápida de escrita científica, e que entre as atividades a serem desenvolvidas está o acompanhando, por meio da metodologia de usuário-guia, e da população ribeirinha que utiliza a Rede de Urgência e Emergência (RUE).

O PROJETO

O projeto que será desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, por meio do LAHPSA, é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do edital do Programa de Pesquisa para o Sistema único de Saúde (SUS/PPSUS) – Gestão Compartilhada em Saúde – Chamada Pública N° 001/2017.

O grupo pretende analisar o acesso da população ribeirinha à Rede de Urgência e Emergência (RUE) no Estado, tendo em vista o fortalecimento do sistema de saúde, por meio da inclusão e da continuidade da população ribeirinha aos serviços de saúde, analisando os principais desafios relacionados ao acesso à RUE nessas regiões.

Para o coordenador do projeto e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio Cesar Schweickardt, a ideia da pesquisa é dar suporte para a população e criar opções de atenção que possam diminuir as barreiras de acesso aos serviços. A Rede de Urgência e Emergência necessita criar estratégias, juntamente com a Atenção Básica, de prevenção, promoção e educação em saúde para melhorar a resolutividade das políticas de saúde em relação aos usuários desses territórios à RUE, explica Schweickardt.

O pesquisador destaca ainda a necessidade de discutir as formas de fazer saúde nesse território com tecnologias que valorizem os modos de vida e a realidade do local. Os resultados da pesquisa são diretamente aplicados ao SUS com a contribuição na elaboração e no aprimoramento das políticas públicas para esse contexto específico, buscando produzir mais acesso e atenção com qualidade para a população ribeirinha da região Amazônica.

LAHPSA/ ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlia Gomes
Fotos: LAHPSA

 

Crise na Venezuela atinge a saúde em países vizinhos

Mais do que uma crise política e econômica, a Venezuela tem enfrentado outros problemas que têm impacto não só no país, mas na saúde pública dos países vizinhos, especialmente no que diz respeito a doenças transmitidas por vetores.

No Brasil, já foi observado um aumento de casos importados de malária da Venezuela, subindo de 1.538 (em 2014), para 3.129 (em 2017). Além da malária, a doença de Chagas, dengue, chikungunya e zika, dentre outras transmitidas por vetores, representam uma crise de saúde pública não só na Venezuela, mas que já vem atingindo os países vizinhos e afetando seriamente seus esforços para eliminação dessas doenças.

Estudo publicado no jornal cientifico The Lancet Infectious Diseases, na semana passada, 21/2, intitulado Venezuela’s humanitarian crisis, resurgence of vector-borne diseases, and implications for spillover in the region, enfatiza a necessidade de medidas para o enfrentamento de epidemias e de ações  estratégicas para impedir a expansão de doenças transmitidas por vetores e infecciosas, para além das fronteiras.

Outro ponto que tem sido afetado pela crise na Venezuela é o trabalho de coleta de dados da vigilância sanitária daquele país, que resultou, no ano passado, no fechamento da Divisão de Epidemiologia e Estatísticas Vitais, do Centro Venezuelano de Classificação de Doenças, órgão responsável por fornecer à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) os indicadores de morbidade e mortalidade atualizados.

Para Sérgio Luz, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), um dos autores do estudo, o trabalho publicado exemplifica o que já vem sendo identificado por pesquisadores da Fiocruz Amazônia: a necessidade de se criar um sistema de vigilância epidemiológica, com uma rede de laboratórios de referência apoiados para o enfrentamento dessas situações.

“Foi pela fronteira de Roraima que o Aedes aegypti foi reintroduzido no Brasil, no final da década de 60, depois do país ter recebido em 1958, certificado da OMS de erradicação do mosquito. Da mesma forma, o aparecimento de alguns sorotipos de dengue ocorreram por essa região. Somado a isso, atualmente, tivemos o reaparecimento do sarampo, da difteria e o aumento exponencial da malária. Em outra região, no município de Tabatinga (AM), na tríplice fronteira com o Peru e Colômbia, vimos entrar o cólera, que teve um grande poder epidêmico no Brasil inteiro. Agora, com a constatação da crise na Venezuela, que afetou o serviço de saúde nesse país, temos certeza da necessidade de criação de um sistema de vigilância epidemiológica organizado, para dar respostas a todos esses problemas”, comentou o pesquisador.

MALÁRIA E OUTRAS DOENÇAS

A Venezuela foi líder em controle de vetores e políticas de saúde pública na América Latina, em 1961, tornando-se o primeiro país certificado pela Organização Mundial da Saúde a eliminar a malária na maior parte de seu território. No entanto, em 2016, o país representou 34,4% do total de casos notificados no mundo (240.613). Esse número sofreu um aumentou de 71%, em 2017.

A incidência de malária na Venezuela vem aumentando desde 2000, mas foi intensificada a partir de 2010. As causas para esse aumento passam também pela questão do desmatamento de florestas e atividades de mineração ilegal, que deixam expostas populações humanas que migram de diferentes regiões do país para áreas de mineração, em busca de oportunidades econômicas.

Vale ressaltar que, esse rápido aumento da carga de malária na Venezuela, e a saída em massa de seus cidadãos afetam diretamente os países vizinhos, particularmente o Brasil e a Colômbia. Além da malária, a doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi,  presente em muitos estados da Venezuela e nos Andes, não vem recebendo atenção das autoridades, desde 2012, quando a vigilância e o controle da transmissão da doença de Chagas foram abandonados no país.

Outras preocupações dos pesquisadores dizem respeito à leishmaniose (Leishmania spp, transmitidas pela picada de flebotomíneos infectados), aos vírus transmitidos por vetores de artrópodes (arbovírus) como dengue, chikungunya e zika, e ao retorno do sarampo e outras doenças infecciosas evitáveis ​​pela vacinação.

Os pesquisadores sugerem colaboração em nível operacional, fortalecimento da vigilância, treinamento de pessoal e ações efetivas de educação para evitar que essas doenças se alastrem e causem danos além das fronteiras.

O estudo também repercutiu no The Telegraph News, em matéria intitulada Venezuela compared to war zone as number of malaria cases rocket , e no The Guardian, Venezuela crisis threatens disease epidemic across continent – experts: Collapse of Venezuela’s healthcare system could fuel spread of malaria and other diseases across region.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Arquivo ILMD/ Fiocruz Amazônia

Vistoria da SUSAM na Fiocruz Amazônia marca continuidade do processo de inclusão da Unidade no CNES

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) recebeu nesta quarta-feira, 6/2, técnicos da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (SUSAM), para vistoriar o Laboratório Multiusuário da Unidade, passo importante no processo de análise para o cadastramento da Fiocruz Amazônia, no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Após o cadastramento, a Unidade poderá prosseguir com o cadastro do ILMD no Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL). Segundo Giovana Pinheiro, da equipe do Núcleo Técnico de Suporte à Pesquisa (NUTP), da Vice Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI/ILMD Fiocruz Amazônia) a concretização do cadastramento da Unidade no CNES possui grande relevância para o reconhecimento da Instituição como referência na área da saúde, em âmbito nacional.

“Desde 2016 passamos por um processo de implementação da Qualidade no ILMD, onde verificou-se a falta de importantes informações e do cadastro do ILMD para que as pessoas possam acessar o CNES, e visualizar nossa Instituição, com o que trabalhamos, quais os profissionais na área de saúde que atuam na Unidade, assim como as pesquisas desenvolvidas aqui. Isso pode nos dar visibilidade como referência como estabelecimento de saúde, dentro das especificidades das nossas pesquisas”.

SOBRE O CNES

O CNES cadastra todos os estabelecimentos de saúde: públicos, conveniados e privados, seja pessoa física ou jurídica, que realizem qualquer tipo de serviço de Atenção à Saúde em território Nacional.

O cadastramento das Instituições proporciona ao gestor público ou privado, o conhecimento real de sua rede assistencial, bem como sua capacidade instalada, tornando-se uma ferramenta de apoio para a tomada de decisão e planejamento de ações baseada na visibilidade do mapeamento assistencial de saúde de seu território.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Giovana Pinheiro