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Fapeam apresenta resultados de pesquisas durante seminário na área da saúde no Amazonas

No total 30 projetos de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação realizadas no âmbito do PPSUS serão apresentados durante seminário de avaliação

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) promove, nos dias 23 e 24 de novembro de 2017, das 8 às 17 horas, o Seminário de Avaliação do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS). Serão apresentados os resultados de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação desenvolvidas na área da saúde no Amazonas.

O PPSUS é desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fapeam, em parceria com o Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam), e tem como objetivo apoiar a execução de projetos de pesquisa que promovam a formação e a melhoria da qualidade de atenção à saúde no Estado, dentro do contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), representando significativa contribuição para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia & Inovação em Saúde e para a implantação das redes de atenção à saúde no Amazonas.

No total, 30 projetos serão apresentados durante o seminário. Um deles é a pesquisa desenvolvida pela Doutoranda do curso de Medicina Interna e Terapêutica/ Saúde Baseada em Evidências/Escola de Medicina/Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Celsa da Silva Moura, que analisa a efetividade de ações para prevenção da pré-eclâmpsia.

No estudo, a suplementação à base de cálcio em baixas doses tem se mostrado uma forte aliada na prevenção da pré-eclâmpsia. A doença surge durante a gestação, em algumas mulheres, e acontece quando a pressão sobe subitamente, a ponto de provocar edema cerebral, convulsão e levar a mulher ao coma, se não houver tratamento.

O trabalho vem sendo realizado dentro da proposta da Rede Cegonha em Manaus. A pesquisa conta com uma amostra de 1.020 mulheres a partir de 12 anos de idade, as quais recebem acompanhamento a partir da 16ª semana de gestação, ou seja, a partir do quarto mês, quando é feito as coletas, intervenções e orientações necessárias.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e cadastrado no banco de dados de registros e resultados de estudos clínicos com humanos, plataforma Clinical Trial.gov. O estudo é o maior do Brasil, os resultados estão sendo esperados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Outro projeto que será apresentado é o da médica, Joycenea da Silva Matsuda, que teve como objetivo identificar a frequência de casos de infecção pulmonar provocada por fungos, e assim orientar os pacientes quanto ao tratamento correto e, com isso, reduzir os custos dos atendimentos ao SUS. O estudo foi realizado com pacientes da Policlínica Cardoso Fontes, em Manaus.

A pesquisadora disse que teve o interesse pelo estudo devido à semelhança dos sintomas entre pessoas infectadas por fungos com as suspeitas de estarem com tuberculose. “Se a pessoa já tem um histórico de tuberculose, mesmo que o escarro dê negativo para doença, se inicia um tratamento para essa patologia. Quando conseguimos identificar a infecção pulmonar, mudamos para o tratamento. Isso beneficia a população e o serviço de saúde que não gasta na aplicação de medicamentos e exames de doenças pulmonares”, informou Matsuda.

Programação completa aqui  Programação PPSUS 2017

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

 

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Evento na Fiocruz Amazônia comemora os 10 anos do Comitê de Controle da Tuberculose no Amazonas

O Comitê Estadual de Controle da Tuberculose no Amazonas, promove nesta sexta-feira (17), às 9h, no Salão Canoas, auditório do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), cerimônia em comemoração aos seus 10 anos de trabalho, na prevenção e a disseminação de informações sobre o diagnóstico e tratamento da tuberculose.

O evento contará com a presença do Presidente da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento e Defesa dos Direitos da Pessoa com DST/HIV/Aids e Tuberculose (Frendhat), deputado Luiz Castro, e de representantes da Fiocruz Amazônia, Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SUSAM), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM).

O Comitê de Tuberculose, do qual fazem parte órgãos públicos e instituições filantrópicas, tem ampliado o trabalho educativo e de prevenção junto à população, esclarecendo causas, diagnóstico e tratamento da doença.

O trabalho tem como público principal alunos da rede pública de ensino, detentos do sistema prisional do Estado e moradores de rua. Constituído em 2007, o comitê é formado por representantes de instituições filantrópicas, das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde e Educação, Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), além de órgãos federais, como a Fiocruz e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). As reuniões do comitê acontecem mensalmente na Policlínica Cardoso Fontes, Centro da cidade, onde são definidas as áreas de abordagem e as medidas que serão aplicadas.

Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS divulga classificados

O Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS divulgou a lista dos projetos classificados na 1ª fase de avaliação, que visa reconhecer e premiar trabalhos, projetos e pesquisas com temas indispensáveis para o desenvolvimento das políticas públicas de saúde no País.

A avaliação dos trabalhos nas categorias acadêmicas (Trabalho científico publicado, Tese de doutorado e Dissertação de mestrado) é realizada em duas fases: a primeira por especialistas e a segunda por comissão julgadora. A categoria Experiência exitosa do PPSUS também terá duas fases de avaliação, a primeira de responsabilidade das FAPs e SES de cada UF e a segunda por comissão julgadora. A categoria Produtos e inovação em saúde será avaliada em fase única pela comissão julgadora, junto às avaliações da segunda fase das demais categorias.

Os prêmios variam entre R$20 mil a R$50 mil. Os vencedores serão anunciados no evento “Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde 2017: conectando pesquisas e soluções”, que ocorrerá em 29 e 30 de novembro em São Paulo (SP). O prêmio está na décima sexta edição e contabilizou 522 projetos inscritos em cinco categorias: Trabalho Científico Publicado; Tese de Doutorado; Dissertação de Mestrado; Produtos e Inovação em Saúde e Experiência Exitosa do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde – PPSUS.

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Nesta edição, na categoria PPSUS, indicados pelas Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), concorrem pesquisadores de 18 Estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

As Chamadas PPSUS têm a proposta de aplicar a pesquisa científica, tecnológica e de inovação na melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e, consequentemente, no aumento da qualidade de vida da população. O objetivo do Programa é apoiar e fortalecer o desenvolvimento de projetos de pesquisa que busquem soluções para as prioridades de saúde e atendam as peculiaridades e especificidades de cada Unidade Federativa, fortalecendo a Política Nacional de Saúde.

Confira os projetos classificados: http://brasil.evipnet.org/wp-content/uploads/2017/10/classificados_1a_fase_premio_2017_publicacao.pdf

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do Confap, com informações do Ministério da Saúde

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Novo relatório da OMS indica urgência no combate à tuberculose

Os esforços globais para combater a tuberculose pouparam cerca de 53 milhões de vidas desde 2000 e reduziram a taxa de mortalidade pela doença em 37%, de acordo com o Global TB Report 2017, divulgado no dia (30/11) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar dessas conquistas, o último cenário é sombrio. A tuberculose continuou a ser a principal assassina infecciosa em 2016. Também é a principal causa de mortes relacionadas à resistência antimicrobiana e entre pessoas com HIV. O progresso na maioria dos países está paralisado e não é rápido o suficiente para atingir as metas globais ou preencher as lacunas persistentes nos cuidados e prevenção da doença. “O mundo se comprometeu a acabar com a epidemia de tuberculose até 2030, mas as ações e investimentos não correspondem à retórica política. Precisamos de uma abordagem dinâmica, global e multissetorial”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

“A boa notícia é que finalmente temos duas ótimas oportunidades para avançar: a primeira Conferência Ministerial Mundial da OMS para Acabar com a Tuberculose, em Moscou ainda este ano, seguida da primeira Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre a doença, em 2018. As duas iniciativas vão criar um impulso, engajar diferentes setores e acelerar nossos esforços para tornar a tuberculose parte do passado.”

ALTA CARGA GLOBAL DA DOENÇA E DE MORTES EM 2016

Em 2016, havia cerca de 10,4 milhões de novos casos de tuberculose em todo o mundo, dos quais 10% aconteceram entre pessoas que vivem com HIV. Sete países representaram 64% da carga total, com a Índia no topo, seguida pela Indonésia, China, Filipinas, Paquistão, Nigéria e África do Sul. Estima-se que 1,7 milhão de pessoas morreram pela doença, incluindo cerca de 400 mil pessoas que foram coinfectadas com HIV. Essa é uma queda de 4% em relação a 2015.

A tuberculose multidroga resistente (TB-MDR) continua a ser uma crise de saúde pública e uma ameaça à segurança da saúde. A OMS estima que houve 600 mil novos casos de resistência à Rifampicina – o medicamento de primeira linha mais eficaz. Do total de casos, 490 mil representavam TB-MDR. Quase metade deles se concentrou na Índia, na China e na Federação Russa.

“O grande número de mortes e sofrimento falam por si mesmos – não estamos acelerando o suficiente”, afirmou Mario Raviglione, diretor do Programa Global de Tuberculose da OMS. “A ação rápida para a cobertura universal de saúde e proteção social, bem como avanços em pesquisa e inovações, será fundamental para permitir o acesso aos cuidados dos mais altos padrões, centrados nos pacientes, especialmente para pessoas mais pobres e desfavorecidas em todos os lugares.”

LACUNAS PERSISTENTES NO CUIDADO E NO FINANCIAMENTO

O enfrentamento da epidemia requer ações para reduzir as lacunas nos cuidados e no financiamento. Também requer progresso em um subconjunto específico de países com grande carga de tuberculose. A subnotificação e o subdiagnóstico dos casos da doença continuam a ser um desafio, especialmente em países com grandes setores privados não regulamentados e sistemas de saúde inconsistentes. Dos 10,4 milhões de novos casos estimados, apenas 6,3 milhões foram detectados e notificados oficialmente em 2016, deixando uma diferença de 4,1 milhões. Índia, Indonésia e Nigéria representaram quase metade desse hiato global.

Apenas um em cinco casos de TB-MDR teve tratamento iniciado. Índia e China representam 39% da lacuna global. O sucesso do tratamento permanece baixo – 54% em nível mundial. Dos quase meio milhão de casos de tuberculose relatados em associação ao HIV, 15% não estavam em terapia antirretroviral, conforme recomendado pela OMS. A maioria das lacunas relacionadas à doença associada ao HIV esté na Região Africana da OMS.

O tratamento preventivo da tuberculose está se expandindo em dois grupos de risco prioritários: pessoas vivendo com HIV e crianças menores de cinco anos. No entanto, a maioria das pessoas elegíveis para tratamento preventivo não está conseguindo acessá-lo.

Para cuidados e prevenção da tuberculose, os investimentos em países de baixa e média renda caíram para quase US$ 2,3 bilhões abaixo dos US$ 9,2 bilhões necessários neste ano. Além disso, é preciso pelo menos US$ 1,2 bilhão por ano para acelerar o desenvolvimento de novas vacinas, diagnósticos e medicamentos.

“O déficit no financiamento da tuberculose é uma das principais razões pelas quais o progresso não é rápido o suficiente para estar no caminho certo e atingir os objetivos finais”, argumentou Katherine Floyd, coordenadora da Unidade de Monitoramento e Avaliação da OMS no Programa Global de Tuberculose. “Temos um duplo desafio. Mais financiamento interno é necessário em países de média renda, sendo necessário também um maior apoio internacional aos doadores para apoiar os países de baixa renda”.

COMPROMISSO POLÍTICO E AÇÃO MULTISSETORIAL

Acabar com a epidemia de tuberculose requer ações além do setor da saúde para enfrentar os fatores de risco e determinantes da doença. Pela primeira vez, o relatório global apresenta os resultados de um novo quadro multissetorial de monitoramento, que identifica vínculos com a epidemia da tuberculose em sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A análise do estado mais recente dos indicadores para os 30 países com alta carga de tuberculose mostra que a maioria deles será desafiada a atingir as metas dos ODS.

A fim de aumentar a ação multissetorial, os planos para reanimar todos os setores e garantir a atenção nos mais níveis mais resultaram na Conferência Ministerial Mundial da OMS sobre para Acabar com a Tuberculose na Era do Desenvolvimento Sustentável, que acontecerá em Moscou de 16 a 17 de novembro deste ano. O evento será seguido pela primeira reunião de alto nível da Assembleia Geral da ONU sobre tuberculose em 2018, que buscará o compromisso dos chefes de Estado.

Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS)

Fonte: Informe Ensp

Fiocruz Amazônia inicia em Tabatinga (AM) curso de especialização em Vigilância em Saúde na Rede de APS

O município de Tabatinga (AM) recebe nesta semana profissionais de saúde do Brasil, Peru e Colômbia para o Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

 A abertura do curso ocorreu na segunda-feira (23/10), no auditório do Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga) e contou com a presença de autoridades, parceiros e alunos.

O curso inicia com 45 alunos, sendo 33 brasileiros e 12 profissionais da Colômbia e do Peru.  A mesa de abertura foi composta por Carlós Campelo (Organização Panamericana de Saúde – Opas), Edgar Magalhães (Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde – Aisa/MS), Miriam de Moura Mar  (Laboratório de Fronteira de Tabatinga), Hermísio Coelho Pedrosa (Coordenadoria Regional da Fundação Nacional do Índio – Funai), Ercivan Gomes de Oliveira (Ifam/Campus Tabatinga), Fernando Herkrath (coordenador do curso, do ILMD/Fiocruz Amazônia) e Sérgio Luz (diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia).

Sérgio Luz revelou que há algum tempo a Fiocruz Amazônia vinha tentando trazer um curso dessa magnitude para os profissionais que atuam no Alto Solimões, na tríplice fronteira, e que dessa vez, com apoio dos parceiros, foi possível para a Fiocruz oferecer curso presencial, que une a parte de vigilância com a atenção primaria e percebe essa região como um único território.

“Nossa finalidade com este curso é justamente capacitar os profissionais que estão à frente desses serviços e começar a ter um olhar diferenciado para essa região, que será transformado em medidas diretas para a população que aqui vive, e que enfrenta sérios problemas de saúde. Esse quadro nós começamos a reverter, a partir do momento em que se tem profissionais mais capacitados e prontos para agir e pensar o que é melhor para resolução dos nossos problemas”, disse Sérgio Luz.

Carlós Campelo, parabenizou a Fiocruz Amazônia pela iniciativa e disse que a proposta do curso de integrar a vigilância em saúde com a atenção primária é uma oportunidade e também um desafio, especialmente por estar numa região de fronteira amazônica.  “Esse curso vai ter muita história a contar”, presumiu, recomendando também que os alunos aproveitem o curso ao máximo.

Edgar Magalhães lembrou que a Aisa-MS é apoiadora do curso desde a sua concepção, principalmente por apresentar uma possibilidade de proposta internacional e por pensar a vigilância em saúde e a atenção primária não só na bacia do Rio Solimões, mas também do Rio Amazonas, que é uma bacia plurinacional e que compartilha as mesmas experiências, o que torna o curso uma oportunidade riquíssima.

Para Fernando Herkrath, o curso é resultado um grande esforço e investimento das instituições e profissionais envolvidos para a realização da especialização em  Tabatinga. Além disso,  haverá um esforço permanente no decorrer do curso para a compreensão por parte dos alunos dos distintos sistemas de saúde e de vigilância dos países envolvidos, como ferramenta indutora de futuros programas e ações conjuntas.

ALUNOS

Para o aluno Moises Solimões Pinheiro, antropólogo, que atua na vigilância sanitária, no município de Benjamin Constant (AM), região fronteiriça, o curso é uma oportunidade para enriquecer o conhecimento e também melhorar o serviço que desempenha na fronteira com o Peru.

O agente de endemias, Adriano Saldanha, também de Benjamim Constant, espera aprimorar seus conhecimentos e tornar-se multiplicador de tudo que aprender para compartilhar com os profissionais de saúde que atuam na fronteira.

 

Para a bióloga e especialista em  análises clínicas,  Deijane Alves Grandes, de Tabatinga, que trabalha na Prefeitura, o curso é uma excelente para interagir com outros profissionais da saúde e a partir dessas experiências enriquecer seu conhecimento, juntamente com o que for levado pelos professores.

 

Para Wieslawa Guivanni Alava Flores, do Centro de Investigacion em Enfermidades Tropicales – INS-Cietrop, de Iquitos- Peru, o curso irá oferecer uma grande oportunidade de integração e discussão em torno das endemias comuns na região.

INÍCIO DAS AULAS

Após a abertura do evento os alunos deslocaram-se à sala de aula, no Ifam/Tabatinga, para receberem informações sobre o curso, como carga horária, presença, sistema de avaliação etc. e iniciarem o primeiro módulo: “Políticas de saúde, o território e o contexto da APS em regiões de fronteira”, ministrado por professores da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo  (ProEpi/MS).

Segundo a professora Sarah Ferraz, do ProEpi/MS, que atua em saúde pública, saúde coletiva e em vigilância em saúde com foco em APS, a disciplina tem como finalidade fazer a integração entre os alunos, conduzindo-os para que cada um conheça um pouco do cenário do outro, de outro país, e discutir possibilidade de integração entre países e sistemas de saúde.

Ainda nesta semana, os alunos terão Metodologia, com o coordenador e professor do curso, Fernando Herkrath.

PARCEIROS

O curso é resultado de parceria com a Opas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Aisa-MS, Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Ifam/Campus Tabatinga, ProEpi/MS e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia inicia em Tabatinga (AM) curso de especialização em Vigilância em Saúde na Rede de APS

O município de Tabatinga (AM) recebe nesta semana profissionais de saúde do Brasil, Peru e Colômbia para o Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

 A abertura do curso ocorreu na segunda-feira (23/10), no auditório do Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga) e contou com a presença de autoridades, parceiros e alunos.

O curso inicia com 45 alunos, sendo 33 brasileiros e 12 profissionais da Colômbia e do Peru.  A mesa de abertura foi composta por Carlós Campelo (Organização Panamericana de Saúde – Opas), Edgar Magalhães (Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde – Aisa/MS), Miriam de Moura Mar  (Laboratório de Fronteira de Tabatinga), Hermísio Coelho Pedrosa (Coordenadoria Regional da Fundação Nacional do Índio – Funai), Ercivan Gomes de Oliveira (Ifam/Campus Tabatinga), Fernando Herkrath (coordenador do curso, do ILMD/Fiocruz Amazônia) e Sérgio Luz (diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia).

Sérgio Luz revelou que há algum tempo a Fiocruz Amazônia vinha tentando trazer um curso dessa magnitude para os profissionais que atuam no Alto Solimões, na tríplice fronteira, e que dessa vez, com apoio dos parceiros, foi possível para a Fiocruz oferecer curso presencial, que une a parte de vigilância com a atenção primaria e percebe essa região como um único território.

“Nossa finalidade com este curso é justamente capacitar os profissionais que estão à frente desses serviços e começar a ter um olhar diferenciado para essa região, que será transformado em medidas diretas para a população que aqui vive, e que enfrenta sérios problemas de saúde. Esse quadro nós começamos a reverter, a partir do momento em que se tem profissionais mais capacitados e prontos para agir e pensar o que é melhor para resolução dos nossos problemas”, disse Sérgio Luz.

Carlós Campelo, parabenizou a Fiocruz Amazônia pela iniciativa e disse que a proposta do curso de integrar a vigilância em saúde com a atenção primária é uma oportunidade e também um desafio, especialmente por estar numa região de fronteira amazônica.  “Esse curso vai ter muita história a contar”, presumiu, recomendando também que os alunos aproveitem o curso ao máximo.

Edgar Magalhães lembrou que a Aisa-MS é apoiadora do curso desde a sua concepção, principalmente por apresentar uma possibilidade de proposta internacional e por pensar a vigilância em saúde e a atenção primária não só na bacia do Rio Solimões, mas também do Rio Amazonas, que é uma bacia plurinacional e que compartilha as mesmas experiências, o que torna o curso uma oportunidade riquíssima.

Para Fernando Herkrath, o curso é resultado um grande esforço e investimento das instituições e profissionais envolvidos para a realização da especialização em  Tabatinga. Além disso,  haverá um esforço permanente no decorrer do curso para a compreensão por parte dos alunos dos distintos sistemas de saúde e de vigilância dos países envolvidos, como ferramenta indutora de futuros programas e ações conjuntas.

ALUNOS

Para o aluno Moises Solimões Pinheiro, antropólogo, que atua na vigilância sanitária, no município de Benjamin Constant (AM), região fronteiriça, o curso é uma oportunidade para enriquecer o conhecimento e também melhorar o serviço que desempenha na fronteira com o Peru.

O agente de endemias, Adriano Saldanha, também de Benjamim Constant, espera aprimorar seus conhecimentos e tornar-se multiplicador de tudo que aprender para compartilhar com os profissionais de saúde que atuam na fronteira.

 

Para a bióloga e especialista em  análises clínicas,  Deijane Alves Grandes, de Tabatinga, que trabalha na Prefeitura, o curso é uma excelente para interagir com outros profissionais da saúde e a partir dessas experiências enriquecer seu conhecimento, juntamente com o que for levado pelos professores.

 

Para Wieslawa Guivanni Alava Flores, do Centro de Investigacion em Enfermidades Tropicales – INS-Cietrop, de Iquitos- Peru, o curso irá oferecer uma grande oportunidade de integração e discussão em torno das endemias comuns na região.

INÍCIO DAS AULAS

Após a abertura do evento os alunos deslocaram-se à sala de aula, no Ifam/Tabatinga, para receberem informações sobre o curso, como carga horária, presença, sistema de avaliação etc. e iniciarem o primeiro módulo: “Políticas de saúde, o território e o contexto da APS em regiões de fronteira”, ministrado por professores da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo  (ProEpi/MS).

Segundo a professora Sarah Ferraz, do ProEpi/MS, que atua em saúde pública, saúde coletiva e em vigilância em saúde com foco em APS, a disciplina tem como finalidade fazer a integração entre os alunos, conduzindo-os para que cada um conheça um pouco do cenário do outro, de outro país, e discutir possibilidade de integração entre países e sistemas de saúde.

Ainda nesta semana, os alunos terão Metodologia, com o coordenador e professor do curso, Fernando Herkrath.

PARCEIROS

O curso é resultado de parceria com a Opas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Aisa-MS, Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Ifam/Campus Tabatinga, ProEpi/MS e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Evento na Fiocruz Amazônia aborda infecção fúngica negligenciada no Amazonas

Pneumologistas, infectologistas, biomédicos, biólogos, profissionais da área da saúde e estudantes de graduação e pós-graduação participaram na última sexta-feira (20/10) do “I Encontro de Criptococose em Pacientes Imunocompetentes – Manaus/AM”. O evento foi promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), organizado pelas pesquisadoras da Instituição, Joycenea Matsuda, Ormezinda Fernandes, e Ani Beatriz Matsuura.

Segundo a coordenadora do encontro, Joycenea Matsuda, o objetivo principal do evento foi reunir profissionais da saúde pública para discutir sobre a doença negligenciada, e propor iniciativas que auxiliem na criação de programas que possam orientar melhor os pacientes no Amazonas. “A ideia inicial era organizar com várias instituições, profissionais de saúde para tentar dar início a um ciclo de debates sobre os problemas dessa doença, que ocorre no nosso Estado”, explicou.

Durante palestra, a médica e pesquisadora do Laboratório de Micologia do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Márcia dos Santos Lazéra, apresentou um panorama da Criptococose no Brasil. Ainda na ocasião, houve mesa-redonda sobre Cryptococcus sp. e Criptococose no Amazonas, e relatos de casos.

“Essa micose é na verdade uma infecção fúngica, que entra pelo organismo humano através da respiração, da mesma maneira como a tuberculose, se instala nos pulmões e pode progredir para outras áreas do corpo. Essa é uma realidade que precisa ser conhecida”, destacou a pesquisadora.

Márcia Lazéra avaliou de forma positiva o evento. “Foi uma proposta muito feliz do grupo das diversas instituições que trabalham com doenças infecciosas aqui no Estado do Amazonas. Foi uma percepção muito boa, que nasceu de uma necessidade de uma situação que já ocorre na Amazônia”.

SOBRE A CRIPTOCOCOSE

A criptococose é uma doença infecciosa causada por um fungo, Cryptococcus neoformans ou pelo Cryptococcus gattii, levando a uma micose sistêmica, pode acometer o homem e mamíferos domésticos. São leveduras encapsuladas podendo causar pneumonia ou meningoencefalite. Estão presentes, principalmente, no solo contaminado por excretas de aves.

Matsuda destacou que é importante difundir os conhecimentos sobre a criptococose, uma vez que os sintomas podem assemelhar-se com outras doenças. “A imagem que o fungo ocasiona no pulmão é semelhante a imagem do câncer. Muitos casos de Criptococose são confundidos com outras doenças”, disse.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

Evento na Fiocruz Amazônia aborda infecção fúngica negligenciada no Amazonas

Pneumologistas, infectologistas, biomédicos, biólogos, profissionais da área da saúde e estudantes de graduação e pós-graduação participaram na última sexta-feira (20/10) do “I Encontro de Criptococose em Pacientes Imunocompetentes – Manaus/AM”. O evento foi promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), organizado pelas pesquisadoras da Instituição, Joycenea Matsuda, Ormezinda Fernandes, e Ani Beatriz Matsuura.

Segundo a coordenadora do encontro, Joycenea Matsuda, o objetivo principal do evento foi reunir profissionais da saúde pública para discutir sobre a doença negligenciada, e propor iniciativas que auxiliem na criação de programas que possam orientar melhor os pacientes no Amazonas. “A ideia inicial era organizar com várias instituições, profissionais de saúde para tentar dar início a um ciclo de debates sobre os problemas dessa doença, que ocorre no nosso Estado”, explicou.

Durante palestra, a médica e pesquisadora do Laboratório de Micologia do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Márcia dos Santos Lazéra, apresentou um panorama da Criptococose no Brasil. Ainda na ocasião, houve mesa-redonda sobre Cryptococcus sp. e Criptococose no Amazonas, e relatos de casos.

“Essa micose é na verdade uma infecção fúngica, que entra pelo organismo humano através da respiração, da mesma maneira como a tuberculose, se instala nos pulmões e pode progredir para outras áreas do corpo. Essa é uma realidade que precisa ser conhecida”, destacou a pesquisadora.

Márcia Lazéra avaliou de forma positiva o evento. “Foi uma proposta muito feliz do grupo das diversas instituições que trabalham com doenças infecciosas aqui no Estado do Amazonas. Foi uma percepção muito boa, que nasceu de uma necessidade de uma situação que já ocorre na Amazônia”.

SOBRE A CRIPTOCOCOSE

A criptococose é uma doença infecciosa causada por um fungo, Cryptococcus neoformans ou pelo Cryptococcus gattii, levando a uma micose sistêmica, pode acometer o homem e mamíferos domésticos. São leveduras encapsuladas podendo causar pneumonia ou meningoencefalite. Estão presentes, principalmente, no solo contaminado por excretas de aves.

Matsuda destacou que é importante difundir os conhecimentos sobre a criptococose, uma vez que os sintomas podem assemelhar-se com outras doenças. “A imagem que o fungo ocasiona no pulmão é semelhante a imagem do câncer. Muitos casos de Criptococose são confundidos com outras doenças”, disse.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

Alunos do ILMD são aprovados em Programa de Mobilidade Acadêmica da Fiocruz

A Coordenação Geral de Pós-graduação (CGPG) da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou lista dos candidatos aprovados para o Programa de Mobilidade Acadêmica da Instituição. Dos cinco alunos selecionados, três são do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

Thayana Cruz de Souza, aluna do Programa de Doutorado em Ciências – Cooperação IOC-ILMD, Eric Fabrício Marialva e Ismael Alexandre da Silva Nascimento, alunos do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) foram aprovados na chamada de seleção pública, oferecida para alunos de pós-graduação Stricto sensu, matriculados em programas de mestrado acadêmico, mestrado profissional ou doutorado da Fiocruz.

O objetivo do programa é selecionar alunos, que tenham interesse em desenvolver projetos de pesquisa em unidades ou escritórios da Fiocruz, distintas daquelas nas quais estão regularmente associados. A ideia é induzir a formação de profissionais da saúde, ampliando a possibilidade de capacitação técnico-cientifica dos pós-graduandos, além de amplificar as oportunidades de interdisciplinaridade.

PESQUISA E MOBILIDADE

Com o objetivo de estudar a biologia de L. migonei em condições de laboratório e sua interação com Leishmania infantum chagasi, o mestrando Eric Marialva desenvolverá no Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), o estudo “Biologia experimental de Lutzomyia migonei (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae): Aprimoramento de técnicas de criação em massa e modelo experimental para infecção e transmissão de Leishmania infantum chagasi.

Segundo Marialva, a Fiocruz Minas “possui expertise em modelos de transmissão experimental de diversos insetos vetores e agentes etiológicos, incluindo modelos flebótomos-leishmânias. Irei desenvolver na unidade: Infecção experimental de Lutzomyia migonei por Leishmania infantum chagasi e Le. braziliensis; transmissão de Leishmania pela picada de L. migonei e qPCR em tempo real para detecção e quantificação das leishmânias, sob a orientação e supervisão da Dra. Nagila Francinete Costa Secundino, entre outubro e dezembro de 2017”.

Sob orientação do Dr. Felipe Gomes Naveca, o mestrando Ismael Nascimento teve aprovado o projeto “Diversidade genética do vírus Chikungunya e sua relação com sintomatologia observada durante a circulação em dois estados da Amazônia Ocidental (Amazonas e Roraima). O objetivo principal do estudo é analisar a diversidade genética intra e inter-hospedeiro, processos evolutivos e manifestações da infecção, relacionados ao vírus Chikungunya circulante nos estados de Roraima e Amazonas, entre os anos de 2014 e 2017.

Segundo Nascimento, outro objetivo deste intercâmbio é o treinamento em ferramentas de bioinformática para a análise da história evolutiva e filogeográfica de agentes virais e análise de dados gerados por Sequenciamento de Nova Geração (NGS).

“As atividades serão desenvolvidas no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), sob supervisão do Dr Gonzalo Bello, e compreenderão a inferência filogenética, entre sequências derivadas de genomas virais, reconstrução filogeográfica baseada nas sequencias de nucleotídeo e análises variadas de dados obtidos por NGS, como diversidade genética”, explicou.

A doutoranda Thayana Cruz está desenvolvendo o estudo “Identificação de proteases fibrinolíticas em bactérias e fungos da Coleção Biológica da Fiocruz Amazônia, sua expressão em E. coli, purificação e caracterização bioquímica”, sob coorientação da Dra Ormezinda Fernandes.

Parte da tese será desenvolvida no Laboratório de Genômica Funcional e Bioinformática (LAGFB) do IOC, sob orientação do Dr. Wim Degrave, e pretende identificar e selecionar proteases fibrinolíticas em bactérias e fungos estocados no acervo da Coleção Biológica da Fiocruz Amazônia, visando desenvolver biomoléculas com potencial terapêutico, expressando os mesmos sob forma recombinante em E. coli.

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

 

 

Outubro rosa alerta para diagnóstico precoce do câncer de mama

O movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu na década de 1990 e tem como objetivo compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, e responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano.

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Ainda segundo o Inca, especificamente no Brasil, o percentual de casos desse tipo de câncer é um pouco mais elevado e chega a 28,1%. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A seguir, Viviane Ferreira Esteves, gerente da Área de Atenção Clínico-cirúrgica à Mulher do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), esclarece dúvidas sobre a doença.

  1. Câncer de mama não acometeu nenhum membro de minha família, por isso eu não corro risco?

Toda mulher tem risco de câncer de mama, mesmo aquelas sem histórico familiar.

  1. Quais são os sintomas do câncer de mama?

Os principais sintomas do câncer de mama são nódulos endurecidos, alterações na pele ou retrações, saída de secreção espontânea pelo mamilo, alterações no mamilo e gânglios aumentados na região da axila. No entanto, o ideal é diagnosticar o câncer de mama na ausência de sintomas, pelo exame de mamografia.

  1. Como faço o autoexame da mama?

Não é mais recomendada a realização do autoexame como diagnóstico precoce do câncer de mama. A orientação atual é que a mulher faça a observação e a auto palpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de uma técnica específica de autoexame, em um determinado período do mês, como preconizado nos anos 80. E, diante de alguma anormalidade, procure o especialista.

  1. Quais são os exames para diagnóstico da doença?

Para diagnóstico precoce do câncer de mama os exames recomendados são a mamografia e o exame clínico das mamas. Além desses, podemos realizar a ultrassonografia e a ressonância magnética das mamas em situações especiais, por exemplo em alguns casos de mamas densas.

  1. Quando devo fazer o exame de mamografia? Qual a finalidade desse exame?

O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia em mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos. A mulher com risco elevado de câncer de mama deve ter seu caso avaliado pelo médico especialista.

A finalidade da mamografia é a detecção precoce do câncer, em fases com maior possibilidade de cura e com menores taxas de cirurgias radicais.

  1. A mamografia é um exame doloroso?

A compressão mamária é desconfortável, mas necessária para a correta avaliação do médico radiologista.

  1. Mulheres que têm silicone na mama podem fazer o exame da mamografia?

Sim. Inclusive existe uma incidência específica para avaliação destas mulheres com silicone.

  1. Qual é o tratamento para a doença?

Existe o tratamento local e o tratamento sistêmico. O tratamento local é realizado com a cirurgia, que pode ser radical, ou seja, mastectomia, ou parcial, com as ressecções segmentares, que consiste na remoção do tumor com margem de segurança. Além da cirurgia da mama, deve ser realizada a investigação dos gânglios da axila. A cirurgia é complementada com a radioterapia em casos selecionados. O tratamento sistêmico pode ser realizado com a quimioterapia, o tratamento hormonal ou, ainda, a imunoterapia.

  1. Como deve ser feita a prevenção?

A prevenção primária evita o aparecimento da doença. Nesse caso, uma alimentação saudável, exercício físico, evitar bebidas alcoólicas e tabagismo são estratégias de prevenção. A amamentação também funciona como fator protetor. A prevenção secundária é o diagnóstico precoce da doença em fases com maior possibilidade de cura. Esse tipo de prevenção é garantida com a realização da mamografia e do exame clínico das mamas.

Por: Juliana Xavier (IFF/Fiocruz)