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Pesquisa analisou encontro entre Amazônia e o pensamento marxista brasileiro

Estudo será apresentado ao público na Ufam, na próxima segunda-feira (9), às 14h

Analisar o encontro entre a Amazônia e o pensamento marxista brasileiro foi objetivo de um estudo desenvolvido pelo doutor em Sociologia Luiz Fernando de Souza Santos. A pesquisa é fruto da tese de doutorado dele e será apresentada ao público na próxima segunda-feira (9), às 14h, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e Sociais (ICHL), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Intitulado “Entre o Mágico e o Cruel: a Amazônia no Pensamento Marxista Brasileiro” a pesquisa contou com apoio do Governo do Amazonas, via a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado do Amazonas (PROPG-AM).

Desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com a Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, Santos disse que o estudo partiu das seguintes hipóteses: a Amazônia não é o relicário de um passado remoto, mas é presente, intimamente ligada que está às formas de acumulação capitalista. E mais que uma espacialidade geográfica particular, ela se constitui para as ciências sociais, para o marxismo brasileiro, num potente elemento de explicação heurística, que nos ajuda a refletir melhor sobre o sentido de nossa época.

“A possível contribuição desta pesquisa para a sociedade, reside no debate que faz entre os nexos do local/regional com a nação e o mundo. Os projetos de desenvolvimento à nação e a região devem estar submetidos a uma lógica que faça a ruptura com dualismos como centro e periferia, que só reificam as desigualdades. O desenvolvimento da região se baseia no padrão que rompe  modelos, que a destinam como um lugar de acumulação primitiva de capital em favor do capital industrial e financeiro, como até aqui tem se dado”, pontuou.

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Pesquisa contou com apoio da Fapeam e foi realizada pelo doutor em Sociologia Luiz Fernando de Santos

Segundo Santos, a linha da pesquisa é do pensamento social e de teoria sociológica.  Na era dos discursos científicos assépticos, ou de críticas radicais que não ultrapassam os umbrais das formas estetizadas de enunciação, próprias do império dos termos acompanhados pelo prefixo pós (pós-moderno, pós-estruturalismo, pós-marxismo, pós- colonialismo).

“Este é um trabalho que se envolve com uma página da sociologia brasileira, particularmente da Escola Sociológica Paulista, que pretende retirar da quietude, do silêncio, seus nexos com a tradição marxista e os desdobramentos destes no encontro dessa escola e dessa tradição intelectual com a Amazônia”, explicou.

Entre os resultados da pesquisa ele destaca a contribuição teórica para uma apreensão da Amazônia como artefato sócio-histórico-cultural.  Trazer para o âmbito da teoria sociológica o encontro que remonta ao século XIX, atravessa o século e chega até o presente, do marxismo com a região Amazônica.

“Conexo ao item anterior, esta pesquisa pôde demonstrar que Karl Marx, em sua obra fundamental, O Capital, já possui marcas dos trópicos em sua exposição da crítica da economia política. Por fim, derivado da hipótese assinalada antes, a tese pôde demonstrar que, através da Amazônia, é possível uma leitura sociológica da nação e do mundo”, disse.

Metodologia

 Para o estudo foram usados elementos diversos: leitura e análise de livros, capítulos de livros, dos autores centrais à pesquisa. Também foram realizadas entrevistas com os pesquisadores da Amazônia que trazem marcas da influência da Escola Sociológica Paulista. Assim como foi coletado e analisado uma massa documental elativa aos cursos de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará e Universidade Federal do Amazonas que informavam sobre o processo de formação dos pesquisadores destas universidades e o contexto de institucionalização dos referidos cursos.

“Os autores analisados são aqueles da chamada Escola Sociológica Paulista e aqueles que, professores-pesquisadores das Universidades Federais do Amazonas e Pará, dialogaram com a referida Escola, a saber: Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Fernando Henrique Cardoso, José de Souza Martins, Francisco de Oliveira, Renan Freitas Pinto, Marilene Correa da Silva Freitas, Violeta Refkaleski Loureiro e Alex Fiúza de Melo”, explicou.

PROPG-AM

O programa concede bolsas de mestrado e doutorado aos profissionais graduados, residentes no Estado do Amazonas há, no mínimo, quatro anos, interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em Programa de Pós-Graduação recomendado pela Capes em outros Estados da Federação.

“O apoio da Fapeam  foi de suma importância para o desenvolvimento desta pesquisa. Compreendo que esta Fundação é estratégica para o desenvolvimento de uma política de Ciência, Tecnologia e Inovação que efetivamente contribua para que a região tenha melhor destino”, disse.

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Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Pesquisa analisou encontro entre Amazônia e o pensamento marxista brasileiro

Estudo será apresentado ao público na Ufam, na próxima segunda-feira (9), às 14h

Analisar o encontro entre a Amazônia e o pensamento marxista brasileiro foi objetivo de um estudo desenvolvido pelo doutor em Sociologia Luiz Fernando de Souza Santos. A pesquisa é fruto da tese de doutorado dele e será apresentada ao público na próxima segunda-feira (9), às 14h, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e Sociais (ICHL), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Intitulado “Entre o Mágico e o Cruel: a Amazônia no Pensamento Marxista Brasileiro” a pesquisa contou com apoio do Governo do Amazonas, via a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado do Amazonas (PROPG-AM).

Desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com a Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, Santos disse que o estudo partiu das seguintes hipóteses: a Amazônia não é o relicário de um passado remoto, mas é presente, intimamente ligada que está às formas de acumulação capitalista. E mais que uma espacialidade geográfica particular, ela se constitui para as ciências sociais, para o marxismo brasileiro, num potente elemento de explicação heurística, que nos ajuda a refletir melhor sobre o sentido de nossa época.

“A possível contribuição desta pesquisa para a sociedade, reside no debate que faz entre os nexos do local/regional com a nação e o mundo. Os projetos de desenvolvimento à nação e a região devem estar submetidos a uma lógica que faça a ruptura com dualismos como centro e periferia, que só reificam as desigualdades. O desenvolvimento da região se baseia no padrão que rompe  modelos, que a destinam como um lugar de acumulação primitiva de capital em favor do capital industrial e financeiro, como até aqui tem se dado”, pontuou.

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Pesquisa contou com apoio da Fapeam e foi realizada pelo doutor em Sociologia Luiz Fernando de Santos

Segundo Santos, a linha da pesquisa é do pensamento social e de teoria sociológica.  Na era dos discursos científicos assépticos, ou de críticas radicais que não ultrapassam os umbrais das formas estetizadas de enunciação, próprias do império dos termos acompanhados pelo prefixo pós (pós-moderno, pós-estruturalismo, pós-marxismo, pós- colonialismo).

“Este é um trabalho que se envolve com uma página da sociologia brasileira, particularmente da Escola Sociológica Paulista, que pretende retirar da quietude, do silêncio, seus nexos com a tradição marxista e os desdobramentos destes no encontro dessa escola e dessa tradição intelectual com a Amazônia”, explicou.

Entre os resultados da pesquisa ele destaca a contribuição teórica para uma apreensão da Amazônia como artefato sócio-histórico-cultural.  Trazer para o âmbito da teoria sociológica o encontro que remonta ao século XIX, atravessa o século e chega até o presente, do marxismo com a região Amazônica.

“Conexo ao item anterior, esta pesquisa pôde demonstrar que Karl Marx, em sua obra fundamental, O Capital, já possui marcas dos trópicos em sua exposição da crítica da economia política. Por fim, derivado da hipótese assinalada antes, a tese pôde demonstrar que, através da Amazônia, é possível uma leitura sociológica da nação e do mundo”, disse.

Metodologia

 Para o estudo foram usados elementos diversos: leitura e análise de livros, capítulos de livros, dos autores centrais à pesquisa. Também foram realizadas entrevistas com os pesquisadores da Amazônia que trazem marcas da influência da Escola Sociológica Paulista. Assim como foi coletado e analisado uma massa documental elativa aos cursos de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará e Universidade Federal do Amazonas que informavam sobre o processo de formação dos pesquisadores destas universidades e o contexto de institucionalização dos referidos cursos.

“Os autores analisados são aqueles da chamada Escola Sociológica Paulista e aqueles que, professores-pesquisadores das Universidades Federais do Amazonas e Pará, dialogaram com a referida Escola, a saber: Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Fernando Henrique Cardoso, José de Souza Martins, Francisco de Oliveira, Renan Freitas Pinto, Marilene Correa da Silva Freitas, Violeta Refkaleski Loureiro e Alex Fiúza de Melo”, explicou.

PROPG-AM

O programa concede bolsas de mestrado e doutorado aos profissionais graduados, residentes no Estado do Amazonas há, no mínimo, quatro anos, interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em Programa de Pós-Graduação recomendado pela Capes em outros Estados da Federação.

“O apoio da Fapeam  foi de suma importância para o desenvolvimento desta pesquisa. Compreendo que esta Fundação é estratégica para o desenvolvimento de uma política de Ciência, Tecnologia e Inovação que efetivamente contribua para que a região tenha melhor destino”, disse.

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Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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