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Propostas submetidas no Guyamazon são avaliadas em Brasília

Programa apoia a execução de projetos conjuntos de P&D&I entre os pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa do Amazonas e pesquisadores franceses

As propostas submetidas no Programa de Cooperação Internacional (GuyAmazon), edital N° 002/2017, foram avaliadas pelo Comitê de Pilotagem do projeto.  A reunião ocorreu na última quinta-feira (5) e sexta-feira (6), na sede da Embaixada da França, em Brasília.

O programa apoia a execução de projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I), no âmbito da colaboração científica e tecnológica entre os pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa do Estado do Amazonas e pesquisadores franceses.

Os candidatos brasileiros concorreram no edital lançados pelas Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs). Já os candidatos franceses concorreram em edital específico lançado, simultaneamente, pelo Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) no território Francês. O apoio se destina ao financiamento de pesquisas e mobilidade de pesquisadores e estudantes.

No total, 25 propostas foram submetidas ao programa. Do Amazonas, incluindo instituições e pesquisadores, o GuyAmazon recebeu 13 projetos, sendo que quatro foram aprovados. A previsão é que o resultado seja divulgado ainda nesta semana no site da Fapeam.

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Avaliação do Comitê de Pilotagem do GUYAmazon ocorreu na sede da Embaixada da França, em Brasília

 

Esta edição do programa conta com a participação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (Fapema), Fundação Amazônia de Amparo à Estudos e Pesquisas (Fapespa), Embaixada da França, IRD,  Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento  (CIRAD), o Centro Nacional de Pesquisas Científicas  (CNRS) e a Coletividade Territorial da Guiana (CTGA).

Representando a Fapeam durante a reunião, o diretor técnico-científico da instituição, Dércio Reis, destacou a importância do GuyAmazon. Ele disse que o programa por se tratar de uma cooperação internacional permite o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores franceses e brasileiros.

“Esse é um programa que envolve, obrigatoriamente, a participação de pesquisadores franceses em conjunto com os brasileiros. Os projetos aprovados estão ligados a uma problemática que envolve a região. No programa temos pesquisas que envolvem a flora e fauna amazônica, a mobilidade de pessoas na fronteira, entre outros”, detalhou.

Avaliação

Segundo Reis, a reunião foi dividida em dois momentos: o primeiro com a análise dos projetos pelo Comitê Científico do projeto composto por pesquisadores brasileiros e franceses. O Comitê Científico é responsável pela análise de mérito e classificação das propostas.

Após isso, ocorreu a reunião com o Comitê de Pilotagem do GuyAmazon, que conta com participação de integrantes da Embaixada Francesa, IRD, Cirad e representantes das Faps brasileiras.

“Todos os projetos submetidos passaram pela avaliação de consultores Ad hocs, que fizeram a análise e julgamento de mérito técnico-científico. A partir do resultado e as notas do comitê francês foram selecionados os projetos contemplados com o recurso financeiro no programa”, explicou.

 

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

 

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Projetos desenvolvidos no PRÓ-Rural são avaliados em seminário final

Projetos contribuem para o aumento da produtividade, produção de alimentos e da qualidade de vida da população rural no Amazonas

Os resultados de 10 projetos desenvolvidos no âmbito do Programa Estratégico de Transferência de Tecnologias para o Setor Rural (PRÓ-Rural), edital N° 006/2013 foram apresentados  na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Os projetos contribuem para o aumento da produtividade,  produção de alimentos e na qualidade de vida da população rural no Amazonas.

 O programa é uma ação firmada pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti) e Secretaria de Produção Rural (Sepror), que teve a finalidade de gerar oportunidades quanto à disponibilização, disseminação e adoção de novas e modernas tecnologias no processo produtivo das atividades rurais no Estado do Amazonas.

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No total, foram apresentados os resultados de 10 projetos desenvolvidos no PRÓ-Rural, edital N° 006/2013

De acordo com diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos,  um dos grandes méritos do PRÓ-Rural foi permitir aos recém-formados das áreas ligadas ao setor primário que pudessem conhecer de perto a realidade do caboclo e da agricultura no interior do Estado. Além de entender as principais dificuldades e desafios enfrentados por eles no dia a dia.

 “Na minha visão esse programa também teve como mérito o de preparar profissionais para atuarem nestas áreas. O fortalecimento, a extensão rural e a transferência de tecnologia foram melhorados, pois se teve um ambiente com massa crítica e mais técnica nos municípios por meio das visitas dos coordenadores. O programa também permitiu a transmissão de ensinamentos, onde as três partes envolvidas aprenderam: o coordenador, o recém-formado e o agricultor” destacou.

 Durante a abertura do seminário de avaliação, o secretário executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação, Estevão Monteiro de Paula, elogiou os projetos desenvolvidos no PRÓ-Rural e disse que o desenvolvimento tecnológico é o grande foco.

“Precisamos pensar sobre as metas econômicas para ter resultados consistentes. Temos que transformar o conhecimento em nota fiscal, que é uma responsabilidade não apenas da Ciência e Tecnologia, mas de outras áreas também. Temos que fazer um projeto que agregue todas essas organizações de maneira que possamos dar apoio de maneira integral”, detalhou.

 Fortalecimento

O ‘Fortalecimento da Organização Social e Identificação de Mercados Potenciais, visando a Sustentabilidade Econômica em Comunidades Rurais do Amazonas’ foi um dos projetos apresentados durante o seminário.

Segundo a doutora em Ciências Ambientais, Jozane Lima Santiago, um dos pontos mais importante no projeto foi perceber que existe uma produção no Estado do Amazonas oriunda da agricultura familiar e que é possível o Amazonas abastecer a cidade de Manaus com esses produtos. Ela disse também que a produção pode ser maior mediante o fortalecimento das organizações sociais.

“Coletivamente eles irão conseguir mercado e preços melhores do que sozinhos. Nós tivemos um resultado concreto disso trazendo essas organizações sociais para um espaço de feiras, que se criou na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)”, disse.

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Pesquisadora Jozane disse que a produção pode ser maior mediante o fortalecimento das organizações sociais

Um dos resultados alcançados com o projeto foi o fortalecimento das organizações sociais (associações e cooperativas) identificadas nos 15 municípios do Amazonas em que o projeto foi trabalhado. Do total, 11 municípios participam, atualmente, da feira AgroUfam e o restante devido a distância da capital e a logística expõem os produtos no próprio município, como por exemplo: Caapiranga e Maués.

“Tendo em vista essa dificuldade da distância e logística, uma opção é criar pequenos grupos em municípios próximos, que possam juntar essa produção para vender em outros locais com objetivo de beneficiar aqueles que têm dificuldades em vender no próprio município. Isso é algo possível por meio da organização em rede desses empreendimentos comunitários. Dessa forma, os agricultores podem vender os produtos por um preço justo. Isso é algo que gera emprego e renda para população”, explicou.

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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Em reunião no ILMD/Fiocruz Amazônia, presidente do CNPq  assegura um olhar mais atencioso para Amazônia

Em tom de descontração e esperança o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, esteve nesta segunda-feira, 18/9, em encontro com pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O encontro foi articulado pelo diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, com o objetivo de aproximar a instituição do CNPq, o resultado foi uma reunião animada e participativa onde Mario Neto falou da sua gestão no CNPq, das prioridades e estratégias para o Conselho cumprir seus compromissos, mesmo diante das adversidades.

“A ideia é trazer uma expectativa positiva mesmo num momento de crise e de dificuldade, mas o CNPq está com um olhar muito preocupado, muito dedicado ao potencial que a Amazônia tem, em particular o estado do Amazonas’, declarou Mario Neto ao informar sobre alguns projetos lançados recentemente pelo CNPq, voltados para a região.

“Nós sabemos do potencial que a Amazônia tem, todo brasileiro sabe, então, o CNPq tem essa preocupação no radar. Nós temos desenhados alguns projetos, mesmo nessa dificuldade, como o que foi lançado agora para a biodiversidade da Amazônia; estamos negociando com empresas que têm interesse em explorar a biodiversidade, no sentido de fazer parceria de pesquisa com pesquisadores da área; além de projetos para a questão da saúde, de doenças infecciosas negligenciadas e doenças tropicais”, disse o presidente do CNPq ao defender também a formação de parcerias entre as instituições, inclusive entre as regiões com maior experiência com pesquisa, para o trabalho em conjunto.

Para o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, a vinda de Mario Neto ao Instituto sinaliza parcerias em projetos na área de saúde, desenvolvimento científico e tecnológico, pesquisa e educação.

Mario Neto assegurou que CNPq em sua gestão terá um olhar atencioso para a Amazônia, para as instituições de ensino e pesquisa da região, em especial para o ILMD/Fiocruz Amazônia.

SOBRE O PRESIDENTE DO CNPq

Mario Neto é graduado em Engenharia Elétrica, mestre em Acionamentos Elétricos, e doutor em Inteligência Artificial Aplicada à Educação. Foi presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e membro do conselho da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes