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Reunião entre Fiocruz Amazônia e Cosems marca a possibilidade de nova parceria em projeto de qualificação para o interior do Amazonas

Em articulação para o desenvolvimento de projeto de qualificação para trabalhadores da gestão da Saúde nos municípios do Amazonas, o diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Sérgio Luz e equipe reuniram-se nesta quinta-feira, 11/4, com membros do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), com a finalidade de discutir estratégias para essa ação, que deve ter início ainda neste ano.

Sérgio Luz adiantou que os cursos estão sendo delineados para aprimorar o desempenho profissional dos trabalhadores da saúde, para atuarem de acordo com as políticas e diretrizes, de modo a propiciar um gerenciamento integrado dos processos de trabalho e impulsionar o espírito inovador, alinhando ensino e aplicação prática, por meio do uso de tecnologias, métodos e instrumentos que auxiliem na gestão e nas práticas em saúde.

O projeto de qualificação da Fiocruz Amazônia, Projeto Qualifica SUS, será destinado a profissionais que desempenham suas funções ou atividades no nível da gestão e técnico-operacional, em secretarias municipais de saúde e em órgãos parceiros.

Durante o encontro, alguns ajustes ao projeto foram recomendados pela comitiva do Cosems. Segundo Januário da Cunha Neto, presidente do Conselho, esse momento foi muito especial para que o projeto possa atingir seus objetivos e metas. Ele reconheceu a importância de se ouvir os secretários municipais de saúde, para que todos contribuam para o melhor desempenho do projeto.

Outra reunião sobre o assunto ficou agendada para a próxima quinzena, e depois disso será feita a formalização de acordos de cooperação entre a Fiocruz Amazônia e possíveis parceiro do projeto.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Fortaleza recebe projeto da Fiocruz Amazônia que usa mosquitos para disseminar larvicida em criadouros

De 18 a 22 de março, no bairro São João do Tauape, em Fortaleza, cerca de 1.200 Estações Disseminadoras de Larvicida serão instaladas por agentes de endemias, coordenadores e pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio de projeto que avalia a eficácia dessa alternativa no controle de mosquitos Aedes aegypti e Ae. albopictus, transmissores dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

A tática do projeto é usar os mosquitos para disseminarem larvicida em seus próprios criadouros e assim eliminar suas larvas e pupas. Uma das vantagens do uso dos mosquitos na disseminação do produto é que eles podem encontrar quaisquer possíveis criadouros, mesmo os que estão em locais de difícil acesso como em calhas de telhados, em terrenos baldios, em  casas abandonadas etc.

Esse estudo iniciou em 2014 nas cidades de Manaus e Manacapuru, no Amazonas. Atualmente,  está sendo testado em outras cidades brasileiras e tem apresentado resultados animadores mesmo em diferentes paisagens geográficas e escalas.

 

Para a implantação em Fortaleza, o projeto conta com a parceria da Fiocruz Ceará, Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância em Saúde e Vigilância Epidemiológica, e equipe das Unidades Básicas de Saúde (UBs) de São João do Tauape. “Nas salas de situação de saúde das UBs do bairro, os resultados serão acompanhados pela equipe em tempo real”, comemora Joaquín Carvajal, pesquisador da Fiocruz Amazônia.

 

O projeto conta com apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Decit & Devit/MS), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas-OMS), e com apoio de secretarias municipais e estaduais de Saúde. Os ensaios ocorrem em diferentes regiões do Brasil, visando avaliar a eficácia da tática do uso das Estações Disseminadoras de Larvicida.

SOBRE AS ESTAÇÕES DISSEMINADORAS

As Estações Disseminadoras de Larvicida são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida, e que para funcionarem necessitam de uma certa quantidade de água para atrair os mosquitos.

Ao pousarem na superfície da Estação, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpo dos mosquitos, que acabam levando esse produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar larvas e pupas, inclusive em criadouros que muitas vezes não poderiam ser localizados pela população e equipes de vigilância.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Google Maps
Infográfico: Mackesy Nascimento

Fungos encontrados no rio Amazonas são analisados em estudo no combate ao câncer

Pesquisadores buscam identificar novas substâncias antitumorais que possam ser utilizadas na produção de fármacos contra a doença

 O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da UEA

O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da UEA

Projeto desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Instituto Gonçalo Moniz da Bahia (Fiocruz – BA), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Amazonas Estratégico, pretende descobrir se linhagens de fungos filamentosos encontrados no fundo do rio Amazonas produzem substâncias contra os cânceres de fígado, mama, colo do útero e sangue (leucemia).

O estudo tem a finalidade de investigar o potencial biológico desses microrganismos, por meio de ensaios de atividade antioxidante, microbiológica e citotóxica. A descoberta de novos compostos bioativos é o primeiro passo para auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos capazes de combater a proliferação de células tumorais.

O coordenador do projeto, pós-doutor em Química Orgânica e professor da Universidade do Estado do Amazonas, Héctor Koolen, explica que os resultados alcançados por meio dos estudos com os fungos filamentosos devem fomentar a pesquisa de base na área de química e farmácia no Estado do Amazonas, além de descobrir as potencialidades da biodiversidade amazônica, bem como a necessidade da preservação do ecossistema.

“A pesquisa especificamente com esses fungos está na etapa microbiológica, ou seja, é a fase em que os fungos estão sendo propagados e em seguida preservados. Entretanto, os estudos laboratoriais identificaram moléculas com potencial biotecnológico em fungos endofíticos e em plantas da região”, informou Héctor.

Koolen, busca identificar se é possível isolar essas substâncias e utilizá-las farmacologicamente contra o câncer

Pesquisa 

 Ele explica que para identificar se é possível isolar essas substâncias e utilizá-las farmacologicamente contra o câncer serão feitas a caracterização química de 110 linhagens de amostras desses novos microrganismos, verificando se esses compostos são responsáveis pela atividade antitumoral.

“A produção de medicamentos será possível se ao longo do processo de estudos as substâncias forem aprovadas nos testes pré-clínicos (in vivo) com camundongos. Mas não basta que a molécula seja ativa, ela necessita não ser prejudicial ao restante do organismo. Isso será avaliado neste projeto de modo a fomentar o interesse de alguma indústria farmacêutica para as sínteses e estudos clínicos (ensaios em seres humanos). Vale ressaltar que o processo para que um candidato vire fármaco é custoso, e leva em média 15 anos para a aprovação final. Esse projeto visa fomentar possíveis estudos clínicos”, ressaltou.

Desde 2015, o grupo de pesquisa estuda linhagens de fungos, com o trabalho de identificar, catalogar e preservar as estirpes.

Para Koolen, a principal meta do projeto é a descoberta de uma molécula orgânica com potencial anticâncer in vitro e in vivo que seja produzido por um fungo do Amazonas. “Iniciativas na área como a que esse projeto se propõe constituem o primeiro, e bastante importante, passo para o apoio estratégico ao desenvolvimento econômico-ambiental do Estado do Amazonas”.

Segundo Héctor, a pesquisa se justifica pela necessidade de adquirir um amplo conhecimento em relação ao potencial do Amazonas em gerar um novo candidato a insumo farmacêutico no combate ao câncer. “O Estado do Amazonas por toda sua riqueza de recursos naturais constitui um depósito de moléculas bioativas ainda por descobrir. Infindáveis espécies de fungos, muitas delas ainda nem descritas, habitam o nosso Estado e podem fornecer novas moléculas com atividade anticâncer”, completa Koolen.

Programa Amazonas Estratégico

  É uma iniciativa da Fapeam destinada à coordenação das ações de investigação, fomento e seleção de projetos de pesquisa que contemplem atividades de prospecção, desenvolvimento, engenharia e/ou absorção tecnológica, produção e comercialização de produtos, processos e/ou serviços inovadores, estratégicos e demais ações necessárias para que esses sejam levados ao mercado de forma competitiva, visando ao desenvolvimento de empresas e tecnologias brasileiras nas cadeias produtivas.

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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