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Estudantes aprendem química por meio da produção de sorvetes

A aprendizagem dos conceitos de química aliada à prática é uma receita que deu certo na Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, bairro Armando Mendes, zona Leste de Manaus. A oportunidade foi possível graças ao apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N°003/2019.

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Projeto foi realizado por meio do PCE

Intitulado “Formulação de Sorvetes Caseiros como Estratégia para o Ensino de Química”, o projeto coordenado pela professora Nancy Granjeiro, deixou as aulas mais dinâmicas e fez com que os alunos tivessem mais interesse pelo conteúdo ministrado em sala de aula.

Segundo a professora, o projeto teve como objetivo popularizar a química por meio da elaboração de sorvetes, mostrando que a disciplina está presente no dia a dia das pessoas, aliando teoria e prática, e consequentemente, contribuindo para um melhor desempenho escolar.

“Sou professora de química e sempre procurei deixar as aulas mais interessantes. Como é a quarta vez que participo do PCE e, antes, já tinha feito cosméticos, óleos essenciais, pães e bolos, percebi que eles gostavam bastante da química relacionada à comida. A ideia do sorvete surgiu devido à facilidade de conseguir fazer tudo no laboratório, além do baixo custo do material para fazer o sorvete, que custa aproximadamente R$15, e todos os alunos gostam”, declarou Nancy.

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Projeto é desenvolvido com apoio da Fapeam

A professora disse ter percebido que os alunos ficam muitas vezes cansados da aula teórica. Logo no início do ano letivo, já perguntam quando serão as aulas no laboratório, a partir daí, ela procurou desenvolver o projeto de uma forma confortável, usando técnicas diferentes de preparo do sorvete. Desenvolvi o projeto no laboratório da escola e no PCE, temos três alunos bolsistas, mas procuro integrar outras turmas nessas atividades também, justamente para que fiquem mais interessados nas aulas”.

No projeto a professora utilizou duas técnicas: uma com emulsificantes (aditivos utilizados para deixar os alimentos com textura mais consistente) e, outra forma mais simples, utilizando creme de leite e leite condensado. “Começamos pelas aulas teóricas para que eles entendam o porquê de usar determinado produto e, depois, vamos para o laboratório”, acrescentou.

Para o estudante e bolsista do PCE, Romildo Parente, o projeto trouxe diversos benefícios para a turma em relação à disciplina de química, dentre eles, a interação dos alunos com o assunto abordado em sala de aula. “O projeto permitiu sair da teoria e passar para a prática, para que todos pudessem participar e entender como a química realmente funciona e que ela está presente no nosso dia a dia, como por exemplo, na formulação de sorvete caseiro”.

2019-12-27

Da escola para a comunidade

A professora comenta que o PCE  tem  contribuído para o engajamento do aluno no ambiente escolar e a inserção dos pais,  por isso, ela  pensa em  envolver os pais nas atividades. “Também queremos realizar oficinas para os pais e para a comunidade para aprenderem  e, quem sabe,  possa surgir novos empreendedores”, disse.

No dia 29/11 a escola promoveu o evento “Ciência na Praça”, na oportunidade, foram apresentados para a comunidade os resultados dos projetos de iniciação científica desenvolvidos na escola.

A docente considera a iniciação científica muito importante, principalmente porque o aluno sai com um diferencial e até  descobre qual área pretende seguir. Nancy também considera o apoio da Fapeam primordial para o incentivo à pesquisa. Nunca fiz pesquisa científica antes, só fiz depois que comecei a trabalhar na escola. Eu achava que nunca teria um projeto aprovado, mas eu submeti minha proposta e vi que sou capaz. Eu sempre digo para os alunos aproveitarem, porque na minha época não era assim, não tinha tanta oportunidade. Aproveitem as oportunidades da Fapeam”.

PCE

O Programa Ciência na Escola é uma  iniciativa da Fapeam, realizada em parceria com a Secretaria de Educação e Desporto (Seduc-AM) e Secretaria de Municipal de Educação (Semed). O programa visa à participação de professores e alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, para despertar a vocação científica e incentivar talentos.

Por: Amanda Bulcão

Fotos: Érico Xavier

Arte: Barbara Brito

 

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Projeto do PCE transforma química em arte

A atividade que une o conhecimento teórico com a prática da disciplina tem ultrapassado as portas da sala de aula e levado oficinas de produção de cosméticos para a comunidade.

 

Estudantes da Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, no bairro Armando Mendes, Zona Leste de Manaus, estão aprendendo a disciplina de química de uma forma diferente por meio do projeto “Transformando Química em Arte”. A ação é desenvolvida com o apoio do Governo do Amazonas, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE).

A atividade foi desenvolvida em 2016 no âmbito do PCE, mas continua na escola até o momento. No projeto os estudantes unem o conhecimento adquirido dentro da sala de aula com a prática da disciplina de química. As garrafas que antes eram jogadas no entorno da escola, por exemplo, ganharam nova roupagem nas mãos dos estudantes na confecção de velas. Eles também produzem sabonetes artesanais com essências da Amazônia e reutilizam o óleo de cozinha na produção de sabão sustentável.

 

FOTO DO PCE EDITADASEstudantes também aprendem na prática sobre a reciclagem de embalagens que iriam o para o lixo

O projeto ultrapassou as portas da sala de aula e aproximou os alunos da comunidade. Eles já ministraram oficinais ensinando passo a passo de como é feita a produção dos cosméticos, o que possibilitou a geração de uma renda extra para a população.

De acordo com a coordenadora do projeto, Nancy Grangeiro, a ideia de desenvolver a atividade na escola surgiu ao ver a dificuldade e até mesmo o desinteresse dos alunos em aprender a disciplina de química. Por isso, ela decidiu submeter a proposta ao PCE, e assim mostrar aos alunos na prática como a química está presente no cotidiano das pessoas.

“A maioria dos alunos têm muita dificuldade em aprender a disciplina, procurei uma metodologia que associasse química, prática e arte. Além disso, uma forma de demonstrar como ela está presente no nosso dia a dia. Apresentamos, por exemplo, que uma simples produção de sabonete é formado por vários componentes químicos. Assim, os alunos associam a parte teórica com a prática”, conta Nancy.

O projeto conta com a participação de cinco bolsistas de iniciação científica júnior: Carla Samara Fonseca, Laura Maria Pinheiro, Anderson Rosas, Fabiano Maciel e Vitória Rabelo, todos do ensino médio.

A cientista júnior, Carla Samara Fonseca, que participa pela primeira de um projeto de iniciação científica dessa categoria, diz que quando começou no projeto era uma das alunas que mais tinha dificuldades na disciplina, mas depois mudou seu conceito sobre química e revela que hoje até pretende fazer graduação nesta área.

“Com a chegada do projeto, fomos nos dedicando, pesquisando e descobrindo outras coisas nesta área. Tudo isso foi maravilhoso, mostrei para minha família e começamos a fazer até mesmo para vender. Hoje em dia penso fazer a graduação na área de química”, conta a estudante.

Para estudante Laura Maria foi um grande aprendizado participar do projeto. “Aprendemos muito por meio do PCE. O mais incrível de tudo é que com o tempo conseguimos atender e passar todos os ensinamentos para os alunos e comunidade”, informou.

 

IMG_8423São confeccionados velas, sabonetes artesanais com essências da Amazônia e o óleo de cozinha é reutilizado na produção de sabão sustentável

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Repórter- Esterffany Martins (Agência Fapeam)

Fotos- Esterffany Martins (Agência Fapeam)

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