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Pesquisa que analisou modelo de fábricas chinesas instaladas em Manaus recebe menção honrosa em Prêmio Capes

Investigar o estilo gerencial das fábricas chinesas instaladas em Manaus foi objetivo da pesquisa desenvolvida, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), pelo amazonense, Cleiton Ferreira Maciel Brito. O estudo realizado durante seu curso de doutorado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), em São Paulo, recebeu Menção Honrosa no Prêmio Capes de Tese 2018, na área de Sociologia, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A tese intitulada Made in China/produzido no polo industrial da Zona Franca de Manaus: o trabalho nas fábricas chinesas” publicada em revistas acadêmicas, buscou compreender a forma da organização do trabalho e o tipo de gestão implantado em quatro fábricas chinesas instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM).

Segundo o pesquisador, o estudou mostrou como as fábricas chinesas vêm operando na região e a mudança da ZFM com a chegada da China.

“Tentei investigar como a ZFM se comporta nesse contexto de ascensão da China. Pode se compreender que ela não é mais a Zona Franca de anos atrás. Um exemplo bem nítido é que boa parte dos celulares, que antes tinha produção local, hoje com o barateamento dos componentes da China, as empresas começaram a importar, ou seja, atualmente, 90% são importados, as máquinas vão montando os celulares com todas as peças importadas”, explicou.

Dr. Cleiton Brito Fotos Erico X._-25

Cleiton Brito, recebeu o prêmio de menção honrosa em Prêmio Capes 2018

O estudo também constatou que os chineses trabalham com formas organizacionais peculiares.

“As empresas chinesas têm organização de trabalho baseada em uma gestão mais técnica e menos participativa. Os chineses chamam essa política de no feelings. Nesse sentido, no lugar de uma política de produção de colaboradores, que vinha sendo realizado nas fábricas sob influência da gestão japonesa, os chineses introduziram a produção de operadores. Ao invés da produção de “colaboradores”, as companhias chinesas vêm desenvolvendo a “produção de operadores”. Eles não incentivam conversas, diálogos, o famoso  “almoço” com o chefe, funcionário do mês, premiações, somente são realizadas sob iniciativa dos brasileiros, porque os chineses não adotam esse tipo de política na empresa”, detalhou.

Conforme Brito, outro ponto observado é que existe interesse do país na própria Amazônia e no que ela pode oferecer como incentivo à expansão asiática na região.

“As conversas com gestores chineses e com diretores da ZFM revelaram que as fábricas se instalam na região, mas desembarca também toda uma burocracia chinesa que vem prospectar oportunidades de investimentos na área mineral, madeireira, na piscicultura, na esfera naval e até mesmo no agronegócio no Sul da região amazônica. O que quero dizer é que as fábricas são uma forma também de se adentrar na Amazônia e colocá-la como objeto útil na rota econômica e geopolítica da China,” relata.

Competitividade

Brito ressalta que a influência que a China tem, pode impactar nas outras fábricas. Devido à concorrência, de algum modo as outras fábricas podem adotar o modelo chinês, assim como adotaram em outros tempos  o modelo japonês.

“O peso que os chineses começam a ter no mundo pode fazer com que sua política de salários e benefícios se torne nova régua para o mercado de trabalho local. Não que eles estejam distantes do que fazem outras empresas, mas um player do tamanho da China, em processo de competição, faz com que outras empresas tenham de seguir certas padronizações de preço, de salários para poderem competir,” afirma.

Dr. Cleiton Brito Fotos Erico X._-12

O estudo buscou investigar o estilo gerencial das fábricas chinesas instaladas em Manaus

Apoio

O estudo contou com apoio da Fapeam, por meio do programa RH-Doutorado-Fluxo Contínuo, edital N°005/2012. A tese foi defendida sob a orientação do professor doutor, Jacob Carlos Lima, do Programa de Pós Graduação em Sociologia da UFSCAR.

“Foi uma alegria e ao mesmo tempo uma recompensa. O reconhecimento por meio da Capes nos encheu de orgulho. Eu falo “nos encheu” porque a pesquisa é um trabalho coletivo. A transformação do pensamento em análise somente tem sucesso em função de instituições, ambiente e pessoas que concorrem para isso”, disse.

Criado em 2005, o Prêmio CAPES de Tese é oferecido anualmente às melhores teses de doutorado de cada uma das 49 áreas do conhecimento. Os critérios de premiação devem considerar a originalidade do trabalho, sua relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação, o valor agregado pelo sistema educacional ao candidato.

Oportunidades

O programa RH-Doutorado foi substituído pelo Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado do Amazonas (PROPG-Capes/Fapeam), que concede bolsas de doutorado a profissionais interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em cursos recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em outros Estados da Federação.

O PROPG/Capes/Fapeam está com edital aberto e recebe propostas até o dia 13 de maio. Outras informações sobre o programa acesse o portal Fapeam.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

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Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS divulga classificados

O Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS divulgou a lista dos projetos classificados na 1ª fase de avaliação, que visa reconhecer e premiar trabalhos, projetos e pesquisas com temas indispensáveis para o desenvolvimento das políticas públicas de saúde no País.

A avaliação dos trabalhos nas categorias acadêmicas (Trabalho científico publicado, Tese de doutorado e Dissertação de mestrado) é realizada em duas fases: a primeira por especialistas e a segunda por comissão julgadora. A categoria Experiência exitosa do PPSUS também terá duas fases de avaliação, a primeira de responsabilidade das FAPs e SES de cada UF e a segunda por comissão julgadora. A categoria Produtos e inovação em saúde será avaliada em fase única pela comissão julgadora, junto às avaliações da segunda fase das demais categorias.

Os prêmios variam entre R$20 mil a R$50 mil. Os vencedores serão anunciados no evento “Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde 2017: conectando pesquisas e soluções”, que ocorrerá em 29 e 30 de novembro em São Paulo (SP). O prêmio está na décima sexta edição e contabilizou 522 projetos inscritos em cinco categorias: Trabalho Científico Publicado; Tese de Doutorado; Dissertação de Mestrado; Produtos e Inovação em Saúde e Experiência Exitosa do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde – PPSUS.

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Nesta edição, na categoria PPSUS, indicados pelas Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), concorrem pesquisadores de 18 Estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

As Chamadas PPSUS têm a proposta de aplicar a pesquisa científica, tecnológica e de inovação na melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e, consequentemente, no aumento da qualidade de vida da população. O objetivo do Programa é apoiar e fortalecer o desenvolvimento de projetos de pesquisa que busquem soluções para as prioridades de saúde e atendam as peculiaridades e especificidades de cada Unidade Federativa, fortalecendo a Política Nacional de Saúde.

Confira os projetos classificados: http://brasil.evipnet.org/wp-content/uploads/2017/10/classificados_1a_fase_premio_2017_publicacao.pdf

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do Confap, com informações do Ministério da Saúde

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Últimos dias de inscrição para o prêmio Fapeam de Jornalismo Científico

A inscrição pode ser realizada até o dia 30 de outubro por meio do sistema SigFapeam

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebe até o dia 30 de outubro as inscrições dos profissionais da área de comunicação interessados em participar da 8ª edição do Prêmio Fapeam de Jornalismo Científico. O prêmio busca incentivar a prática do jornalismo científico e estimula a cultura de popularização da CT&I no Amazonas premiando trabalhos jornalísticos que tenham contribuído, ao longo de 2016, com a divulgação da ciência nos meios de comunicação do Estado.

Profissionais e estudantes poderão concorrer na modalidade Comunicação Midiática que contempla as seguintes categorias: impresso-jornal/revista, audiovisual – reportagem ou videorreportagem, audiovisual – imagem cinematográfica, rádio, internet e fotojornalismo.

De acordo com o edital, materiais jornalísticos sobre Ciência, Tecnologia ou Inovação a partir de ações ou projetos realizados no Estado estão aptos a concorrer ao prêmio. Os produtos midiáticos só podem os que foram divulgados entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2016.

Inscrições

As inscrições podem ser feitas, até às 23h59 do dia 30 de outubro de 2017, via formulário online disponibilizado no SigFAPEAM, conforme o prazo já citado. No ato da inscrição deverão ser anexados os seguintes documentos: cópia do diploma de conclusão do curso de Comunicação Social, declaração de matrícula para estudantes de graduação da área de Comunicação Social, registro profissional ou comprovação de exercício da profissão.

Além da documentação comprobatória, o candidato que irá concorrer nas categorias impresso-jornal/revista, internet, rádio, audiovisual – reportagem ou videorreportagem, audiovisual – imagem cinematográfica e fotojornalismo, deve ficar atento aos requisitos descritos no edital para que a submissão da proposta seja efetivada.

A lista com o nome dos indicados ao Prêmio Fapeam de Jornalismo Científico deverá ser divulgada a partir de fevereiro de 2018. A expectativa é que a solenidade de entrega dos troféus aos vencedores ocorra a partir de abril do próximo ano.

Veja o edital do prêmio, clique aqui

 

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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Últimos dias de inscrição para o prêmio Fapeam de Jornalismo Científico

A inscrição pode ser realizada até o dia 30 de outubro por meio do sistema SigFapeam

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebe até o dia 30 de outubro as inscrições dos profissionais da área de comunicação interessados em participar da 8ª edição do Prêmio Fapeam de Jornalismo Científico. O prêmio busca incentivar a prática do jornalismo científico e estimula a cultura de popularização da CT&I no Amazonas premiando trabalhos jornalísticos que tenham contribuído, ao longo de 2016, com a divulgação da ciência nos meios de comunicação do Estado.

Profissionais e estudantes poderão concorrer na modalidade Comunicação Midiática que contempla as seguintes categorias: impresso-jornal/revista, audiovisual – reportagem ou videorreportagem, audiovisual – imagem cinematográfica, rádio, internet e fotojornalismo.

De acordo com o edital, materiais jornalísticos sobre Ciência, Tecnologia ou Inovação a partir de ações ou projetos realizados no Estado estão aptos a concorrer ao prêmio. Os produtos midiáticos só podem os que foram divulgados entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2016.

Inscrições

As inscrições podem ser feitas, até às 23h59 do dia 30 de outubro de 2017, via formulário online disponibilizado no SigFAPEAM, conforme o prazo já citado. No ato da inscrição deverão ser anexados os seguintes documentos: cópia do diploma de conclusão do curso de Comunicação Social, declaração de matrícula para estudantes de graduação da área de Comunicação Social, registro profissional ou comprovação de exercício da profissão.

Além da documentação comprobatória, o candidato que irá concorrer nas categorias impresso-jornal/revista, internet, rádio, audiovisual – reportagem ou videorreportagem, audiovisual – imagem cinematográfica e fotojornalismo, deve ficar atento aos requisitos descritos no edital para que a submissão da proposta seja efetivada.

A lista com o nome dos indicados ao Prêmio Fapeam de Jornalismo Científico deverá ser divulgada a partir de fevereiro de 2018. A expectativa é que a solenidade de entrega dos troféus aos vencedores ocorra a partir de abril do próximo ano.

Veja o edital do prêmio, clique aqui

 

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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Pesquisadora do ILMD recebe Prêmio Enfermeira Miracy Vasconcelos Guimarães

A pesquisadora Joycenea Matsuda, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi uma das personalidades agraciadas com o Prêmio Enfermeira Miracy Vasconcelos Guimarães, durante a realização do I Simpósio Estadual de Tuberculose e HIV do Amazonas, organizado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), ocorrido de 16 a 18/10, no auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

O Amazonas é o Estado com maior número de casos de tuberculose no País. O Simpósio teve como objetivo apresentar o contexto atual da Tuberculose, sua interação com outras doenças nos municípios do Estado e as medidas necessárias para o controle da doença. Durante o evento, Joycenea Matsuda ministrou a palestra “Diagnóstico e Tratamento da Tuberculose em maiores de 10 anos”.

PREMIAÇÃO

O Prêmio Enfermeira Miracy Vasconcelos Gonçalves foi lançado no Simpósio, chamado de ‘Oscar da TB’, e homenageou instituições, personalidades, profissionais e municípios que se destacam na luta pelo controle da tuberculose no Estado.

Joycenea Matsuda recebeu o prêmio na categoria Destaque Profissional, por sua atuação no tratamento e controle da tuberculose no Amazonas.

SOBRE A PESQUISADORA

Joycenea Matsuda é graduada em medicina pela Universidade do Rio de Janeiro (Unirio), especialista em Pneumologia Sanitária pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp-Fiocruz), mestre em Clínica Médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, é pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia e médica da Policlínica Cardoso Fontes, da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam). Sua atuação médica é na área de Pneumologia Sanitária, especialmente com as temáticas Tuberculose, Epidemiologia e Micologia Médica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Divulgação

 

Projeto da Fiocruz Amazônia concorre ao Prêmio de Incentivo em CT&I para o SUS

O pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), é um dos indicados ao Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS, edição XVI, promovido pela Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS).

A indicação do projeto “Desenvolvimento e avaliação de metodologias simplificadas, com potencial utilização pela rede básica de saúde, para o diagnóstico molecular de agravos importantes na região Amazônica” ao Prêmio foi feita pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas  (Susam).

Felipe Naveca recebeu com entusiasmo a indicação e disse que o projeto teve como objetivo principal avaliar e desenvolver alguns protocolos para detecção de patógenos de interesse da Região Norte, como tuberculose, dengue, malária e outros arbovírus.

“A ideia do projeto era desenvolver um protocolo que fosse o mais simples possível para ser utilizado em laboratórios com pouca estrutura, como por exemplo os laboratórios do interior do Amazonas, que têm uma estrutura menor; para isso trabalhamos com uma metodologia chamada LAMP, e junto com o Instituto Senai de Inovação e Microeletrônica, em Manaus, desenvolvemos o protótipo de um equipamento pensado com esse desafio de ser simples e capaz de nos dar as respostas que necessitamos. O ensaio é realizado dentro desse equipamento, que mantem a temperatura ideal, e o próprio equipamento faz a detecção se a amostra é positiva ou não.  O sistema foi todo desenvolvido pelas equipes da Fiocruz Amazônia e Senai”, explica Naveca.

O pesquisador revelou ainda que foi desenvolvido um aplicativo para celular que se comunica com o equipamento para que ele mostre os resultados, tornando-o mais simples e  fácil de ser levado para qualquer lugar.

O projeto foi financiado pelo Ministério da Saúde inscrito numa chamada do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS), através do Decit/SCTIE/MS e Fapeam.

A premiação ocorrerá em São Paulo, durante o evento “Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde: conectando pesquisas e soluções”, nos dias 29 e 30 de novembro, promovido pela Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS).

Além da entrega do Prêmio, estão previstas palestras, painéis,  feira de oportunidades e rodas de conversas para que os pesquisadores possam apresentar seus produtos/processos a empresas e a gestores como estratégia de investimento no desenvolvimento tecnológico em saúde.

Confira a programação em  http://portalsaude.saude.gov.br/ctis2017

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes