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Projetos de pesquisadores da Fiocruz Amazônia são aprovados no PCTI-EmergeSaúde/AM

Duas propostas submetidas ao Programa Ciência, Tecnologia e Inovação nas Emergências de Saúde Pública no Amazonas Covid-19 (PCTI-EmergeSaúde/AM) por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foram contempladas pelo Edital N°005/2020 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Os projetos aprovados são da linha temática 2: Pesquisa, serviço e desenvolvimento de protocolos de análises moleculares e/ou imunológicas para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Estado do Amazonas. As propostas foram submetidas por Priscila Aquino e Felipe Naveca.

Para o pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, o apoio da Fapeam “representa a oportunidade de contribuir para a vigilância de vírus respiratórios, no contexto epidemiológico do estado do Amazonas, desenvolvendo ensaios que atendam à necessidade regional e não importando soluções já prontas, as quais nem sempre nos atendem”, comentou.

Da mesma forma, Priscila Aquino considera fundamental o apoio da Fapeam para a execução de seu projeto. “Dada a urgência e rápida propagação de Covid-19 em nosso estado, nosso grupo se propôs a utilizar uma metodologia inovadora para convergir a um painel de proteínas correlacionadas à gravidade clínica dos pacientes. Além disso, esse financiamento também irá contribuir para a compreensão dessa doença em nível proteico, fornecendo dados inclusive para a coalisão internacional de espectrometria de massas aplicada à Covid-19”.

O investimento estadual é de R$ 1.618.912,00, provenientes do orçamento da Fapeam, conforme Plano Plurianual 2020-2023, do Governo do Amazonas. O recurso vai apoiar seis projetos aprovados.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Josue Damacena/Fiocruz

Fiocruz Amazônia lança edital do Programa de Iniciação Científica

Amanhã, 15/5, iniciam as inscrições para o Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia). O processo de inscrição é todo online, através do envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital. No caso de renovação de bolsa, a nota deve ser maior ou igual a 6,0.

Acesse aqui ao edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Os candidatos têm até o dia 12 de junho para fazerem suas inscrições. O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O resultado será divulgado no dia 6 de julho de 2020.

“Este ano foi lançado o Banco de Currículo para os alunos que tenham interesse em realizar iniciação científica no ILMD/Fiocruz Amazônia”, comenta Priscila Aquino, coordenadora do PIC. Ela explica ainda que o Banco vai facilitar o acesso dos pesquisadores aos currículos dos alunos.

Para mais informações sobre o Banco de Currículo, clique.

O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Acesse ao Banco de Currículo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia discute os impactos da Ciência Aberta na Região Norte

Você sabe o que é Ciência Aberta? Uma prática científica em que a partilha, colaboração e contribuição são os pontos fundamentais da pesquisa, bem como os dados de investigação e notas laboratoriais compartilhados entre a comunidade científica, a sociedade e as empresas.

Para falar mais sobre essa nova forma de fazer ciência, ocorreu nesta sexta-feira, 13/3, a palestra “Ciência aberta e a comunicação científica”, ministrada por Célia Regina Simonetti Barbalho, promovida pelo Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A palestra teve como um dos principais tópicos, os impactos da Ciência Aberta na Região Norte do Brasil, além de ressaltar os elementos conectores e os panoramas da implantação dos repositórios digitais.

Célia Regina reforça sobre a resistência dos pesquisadores quanto à abertura dos dados científicos para a comunidade em geral. “A comunidade científica mundial vem trabalhando sobre a ciência aberta há muitos anos. O primeiro registro é em 2001. É importante que a gente lembre que a ciência, quando é produzida especialmente com recurso público, precisa ser pública e ser dada ao público, para que ele tenha acesso aquilo que está sendo produzido, aquilo que a gente vem chamando de uma ciência cidadã, que possa construir efetivamente uma cidadania, para aqueles que tem efetivamente financiado essa ciência”.

SOBRE A PALESTRANTE

Professora titular da Ufam, Célia é graduada em Biblioteconomia pela Ufam, mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 Atualmente realiza Estágio Pós-Doutoral no Programa em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, ponto focal da Universidade de Federal do Rio de Janeiro.

Possui experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em gestão de unidades de informação, gestão da informação e do conhecimento, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino superior, qualidade, biblioteconomia, competências profissionais, propriedade intelectual e planejamento estratégico.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Foto: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia lança livro e biblioteca virtual sobre formação e saúde indígena

A saúde indígena foi destaque ontem, 25/11, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com dois lançamentos que demonstram o compromisso de pesquisadores da Fiocruz com a saúde dos povos indígenas. Primeiro, foi lançado o livro “Atenção diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro”, de autoria de Luiza Garnelo, Sully de Souza Sampaio e Ana Lúcia Pontes. Depois, foi a vez da biblioteca virtual BVS Saúde dos Povos.

O evento reuniu no Salão Canoas, auditório da Fiocruz Amazônia, pesquisadores, indígenas, representantes das instituições envolvidas com a saúde, formação e capacitação dos povos indígenas, e demais interessados.

Luiza Garnelo explicou que o livro é resultado da formação dos agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro, a demanda dos próprios índios foi para o curso ofertado lhes permitisse elevar a escolaridade dos participantes, ao nível de ensino médio. “Muita gente ajudou. Fazer uma coisa dessas não é simples. De uma demanda dos índios do Rio Negro, com o apoio da a Federação das Organizações Indígenas e de outras entidades, e do próprio Conselho do Hospital de Saúde do Alto Rio Negro deu-se o processo de qualificação da força de trabalho dos agentes de saúde”, comentou a pesquisadora, reconhecendo a importância das parcerias para a realização do Curso Técnico de Agentes Comunitários de Saúde,  em especial o apoio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).

Ana Lúcia Pontes falou da importância do curso técnico oferecido no Alto Rio Negro, especialmente porque favoreceu o protagonismo dos agentes indígenas de saúde em sua área de atuação.

Sully Sampaio lembrou dos desafios enfrentados para a realização do curso e as histórias que marcaram alunos e professores, relatos que ainda hoje emocionam quem viveu a experiência da construção, implementação e execução do Curso Técnico de Agentes Comunitários Indígenas de Saúde, que foi concluído em 2015.

Na ocasião do lançamento do livro foi entregue uma simbólica lembrança ao  então, secretário de Estado de Educação e Cultura (Seduc-AM), professor Gedeão Amorim, que na época empreendeu todos os esforços para o êxito do curso.

O livro “Atenção diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro”, integra a Coleção Fazer Saúde, com apoio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde ((VPAAPS/Fiocruz), por meio de cooperação técnica com a Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, do ILMD/Fiocruz Amazônia, e do projeto Formação Profissional do Agente Indígena de Saúde: contextos e discursos do Programa de Apoio à Pesquisa Estratégica em Saúde (PAPES VII) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Este, bem como outros títulos da Editora Fiocruz, podem ser adquiridos no site da editora ou clique.

 

BVS SAÚDE DOS POVOS

A biblioteca virtual BVS Saúde dos Povos é um projeto do grupo de pesquisas Saúde, Epidemiologia e Antropologia dos Povos Indígenas da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz) e equipe da Seção de Informação (CTIC) do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (ICICT/Fiocruz), em parceria com o Grupo de Trabalho em Saúde Indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Bireme/OPAS/OMS.

Sua finalidade é divulgar materiais e produções sobre a saúde dos povos indígenas para diferentes públicos. A BVS reúne, até o momento, mais de 3 mil itens, que estão sendo progressivamente disponibilizados para acesso. Esse acervo representa parte da diversidade das pesquisas, projetos e atividades sobre saúde de diferentes povos indígenas do Brasil.

Para mais informações sobre a BVS, clique

Ao final do evento, para comemorar as conquistas alcançadas foi servido um coquetel com iguarias amazônicas e indígenas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia irá promover palestra sobre ética, justiça e equidade no acesso aos cuidados de saúde

Na próxima sexta-feira, 4/10, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Ética, justiça e equidade no acesso aos cuidados de saúde”, a ser ministrada ministrada por Plínio José Cavalcante Monteiro, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Sobre a abordagem da palestra, o pesquisador explicou que, “garantir adequado acesso aos cuidados de saúde é missão nuclear no funcionamento dos sistemas de saúde. Políticas públicas podem promover ou violar direitos humanos, dependendo da forma como são concebidas e/ou executadas. Discriminações e iniquidades no acesso aos cuidados de saúde são eticamente inaceitáveis, haja vista que violam o direito à saúde.”

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Plínio é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, e em Direito pelo Centro Universitário Nilton Lins, especialista em Homeopatia pela Universidade Federal de Uberlândia, especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, em Administração Hospitalar e Gestão de Sistemas de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas. É Mestre em Ensino em Ciências da Saúde (Bioética) pela Universidade Federal de São Paulo, e doutorado em Bioética pela Universidade de Brasília.

Atualmente é Professor Assistente do Departamento de Patologia e Medicina Legal (DPML) da Faculdade de Medicina (FM) e Vice-coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Getúlio Vargas (CEP/HUGV) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atua principalmente nas seguintes áreas: Pediatria, Ética Médica, Bioética e Direito Médico e da Saúde.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

 

 

Pesquisador da Fiocruz Amazônia recebe homenagem da Câmara Municipal de Manaus

O pesquisador e chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia do Instituto Leônidas & Maria Deane (Lahpsa-ILMD/Fiocruz Amazônia), Júlio César Schweickardt recebeu nesta quinta-feira (25), o diploma de cidadão de Manaus, de propositura da vereadora professora Jacqueline Pinheiro. A solenidade de outorga aconteceu no plenário Adriano Jorge, localizado no Paço Municipal de Manaus.

Dos 27 anos que Schweickardt vive no Amazonas, 17 foram dedicados ao desenvolvimento de pesquisas no campo da saúde do Estado, onde o pesquisador continua coordenando estudos na área de História da Saúde e das Ciências, Antropologia da Saúde, Políticas Públicas de Saúde e Gestão do Trabalho e Educação em Saúde, orientando dissertações e teses, além de ser autor de diversos livros e artigos científicos.

Para a vereadora, a homenagem é um merecido reconhecimento, promovido pela Câmara Municipal de Manaus (CMM), pelo trabalho desenvolvido pelo pesquisador no Amazonas, e especificamente na capital. “A honraria é uma das mais importantes homenagens feitas pela casa do povo a pessoas que de fato contribuem para o avanço do estado e deixam um legado significativo para a sociedade. É uma alegria enorme poder conceder o título de cidadão de Manaus ao doutor Júlio César. Nos sentimos gratos e privilegiados por sua existência e atuação na cidade”.

O pesquisador em seu discurso de agradecimento lembrou seu momento de chegada a Manaus e sua trajetória na cidade. “Há algum tempo me apresento fora daqui como sendo um manauara nascido em Porto Alegre, dois extremos que se unem nas histórias e que trazem o que representa esse país nos extremos, belo, desigual, injusto, alegre, cultural, acolhedor, preconceituoso, rico, pobre, quente, frio. Aprendi a ver o mundo, o Brasil, a Amazônia, a partir de Manaus, ou seja, se tornou o meu lugar de falar e de olhar para todos os outros lugares. Manaus tem muitas cidades invisíveis, que não aparecem no olhar apressado de turistas. Cidades que fui aprendendo a ver nesses 27 anos”, disse Júlio César, completando que “o primeiro peixe que comi foi o jaraqui. Me sinto muito orgulhoso e honrado de, a partir de hoje, dizer: agora é lei, sou manauara”.

Kátia Schweickardt (esposa), Júlio César Schweickardt, vereadora Jacqueline Pinheiro.

O HOMENAGEADO

Júlio César Schweickardt  é doutor em História das Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz, mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), graduado em Teologia pela Escola Superior de Teologia e em Ciências Sociais pela Ufam e foi coordenador nacional da Associação Brasileira Rede Unida (2016-2018) e atualmente membro da coordenação nacional da entidade. Coordena a Série Saúde e Amazônia da Editora Rede Unida, com 8 livros publicados.

SOBRE O LABORATÓRIO

O Lahpsa tem como missão ser referência em pesquisa na área da saúde coletiva, atuando no tripé: desenvolvimento da pesquisa; formação de pesquisadores, profissionais e gestores de saúde; divulgação científica em saúde. Seus membros buscam atuar como sujeitos políticos nos espaços de debate das Políticas Públicas de Saúde e de Ciência, Tecnologia e Inovação na Amazônia.

O grupo tem como objetivo discutir, refletir, produzir conhecimento interdisciplinar acerca da saúde coletiva inserido no cenário amazônico. Os estudos e ações buscam contribuir com as instituições e a sociedade na construção de referenciais científicos que influenciam direta e indiretamente na qualidade de vida e da saúde das populações da região amazônica.

Lahpsa Fiocruz Amazônia, por Mirineia Nascimento
Fotos: Assessoria da Vereadora

Protocolo diagnóstico desenvolvido por pesquisador da Fiocruz Amazônia identifica simultaneamente mayaro e outros arbovírus

Mayaro, um vírus que esta semana passou a assustar a população do sudeste do Brasil, já é estudado desde 2007, pelo pesquisador do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Gomes Naveca.

“Todas as vezes em que temos procurado em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, nós temos encontrado o vírus Mayaro. Já o encontramos no Amazonas e em Roraima”, explica o pesquisador.

A identificação rápida do vírus tem sido possível graças aos protocolos de diagnóstico laboratorial pelo método PCR em Tempo Real, desenvolvidos pelo pesquisador, que identifica Parvovírus B19, sarampo, vírus Oeste do Nilo, oropouche, mayaro e outras arboviroses.

Os insumos específicos para o diagnóstico de mayaro e oropouche já estão publicados e foram patenteados pela Fiocruz, em 2017. No momento, estão sendo usados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e, mais recentemente, pelo de Mato Grosso do Sul.

Os sintomas da infeção por mayaro são semelhantes à chikungunya, como febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, dor nas articulações, fotofobia e dor na região lombar.

O pesquisador explica que a Fiocruz Amazônia tem atuado em parceria com outras instituições e auxiliado com o desenvolvimento de ferramentas para o diagnóstico de arboviroses. Naveca trabalha na execução e coordenação de projetos de vigilância epidemiológica, para a detecção e caracterização genética de possíveis casos humanos de arboviroses e a circulação em potenciais vetores, com financiamento do Decit-MS, CNPq, Capes (a partir da Chamada MCTIC/FNDCT – CNPq / MEC-Capes / MS-Decit Nº 14/2016 – Prevenção e Combate ao Vírus Zika), e do Programa Inova Fiocruz (a partir das chamadas Geração de Conhecimento e Produtos Inovadores).

Felipe Naveca esclarece que os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números demonstram que existe o risco de outros vírus se tornarem um problema de saúde pública. A emergência e o avanço epidêmico dos vírus chikungunya e zika, nos últimos anos, são provas desse risco. Por esse motivo, o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, comentou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Protocolo diagnóstico desenvolvido por pesquisador da Fiocruz Amazônia identifica simultaneamente mayaro e outros arbovírus

Mayaro, um vírus que esta semana passou a assustar a população do sudeste do Brasil, já é estudado desde 2007, pelo pesquisador do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Gomes Naveca.

“Todas as vezes em que temos procurado em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, nós temos encontrado o vírus Mayaro. Já o encontramos no Amazonas e em Roraima”, explica o pesquisador.

A identificação rápida do vírus tem sido possível graças aos protocolos de diagnóstico laboratorial pelo método PCR em Tempo Real, desenvolvidos pelo pesquisador, que identifica Parvovírus B19, sarampo, vírus Oeste do Nilo, oropouche, mayaro e outras arboviroses.

Os insumos específicos para o diagnóstico de mayaro e oropouche já estão publicados e foram patenteados pela Fiocruz, em 2017. No momento, estão sendo usados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e, mais recentemente, pelo de Mato Grosso do Sul.

Os sintomas da infeção por mayaro são semelhantes à chikungunya, como febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, dor nas articulações, fotofobia e dor na região lombar.

O pesquisador explica que a Fiocruz Amazônia tem atuado em parceria com outras instituições e auxiliado com o desenvolvimento de ferramentas para o diagnóstico de arboviroses. Naveca trabalha na execução e coordenação de projetos de vigilância epidemiológica, para a detecção e caracterização genética de possíveis casos humanos de arboviroses e a circulação em potenciais vetores, com financiamento do Decit-MS, CNPq, Capes (a partir da Chamada MCTIC/FNDCT – CNPq / MEC-Capes / MS-Decit Nº 14/2016 – Prevenção e Combate ao Vírus Zika), e do Programa Inova Fiocruz (a partir das chamadas Geração de Conhecimento e Produtos Inovadores).

Felipe Naveca esclarece que os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números demonstram que existe o risco de outros vírus se tornarem um problema de saúde pública. A emergência e o avanço epidêmico dos vírus chikungunya e zika, nos últimos anos, são provas desse risco. Por esse motivo, o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, comentou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Divulgado resultado das inscrições homologadas para pesquisador visitante do ILMD

Divulgado nesta quarta-feira, 8/11, o resultado das inscrições homologadas para o processo seletivo para pesquisador visitante do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). As inscrições iniciaram no dia 18/10/2017.

O processo seletivo é realizado em conformidade com a Portaria ILMD N.044/2017, que institui o Programa de Pesquisador Visitante (PV/ILMD/Fiocruz Amazônia), no âmbito do Programa de Fomento ao Ensino e à Pesquisa do Instituto, sob contrato Nº 26/2016, com a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (PFEP/ILMD/Fiotec).

Confira aqui as inscrições homologadas

O valor mensal da bolsa é de R$ 6.136,00 (seis mil e cento e trinta e seis reais), e terá a duração de dois anos, podendo ser prorrogada por mais dois.

Para esta chamada pública está sendo oferecida uma bolsa na modalidade Pesquisador Visitante, no entanto, pode haver ampliação para até três bolsas, dependendo da disponibilidade orçamentária e financeira do ILMD/Fiocruz Amazônia. A linha de pesquisa da oferta é “Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a Populações Indígenas e outros Grupos em Situações de Vulnerabilidade do Programa de Pós-graduação Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA)”.

Para acesso à Chamada Pública Nº 005/2017, do Programa Pesquisador Visitante, clique na página de editais do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia recebe inscrições para pesquisador visitante até 3/11

Interessados em participar do processo seletivo para pesquisador visitante do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) têm até o dia 3 de novembro para fazerem suas inscrições.

O valor mensal da bolsa é de R$ 6.136,00 (seis mil e cento e trinta e seis reais), e terá a duração de dois anos, podendo ser prorrogada por mais dois.

As inscrições iniciaram no dia 18/10/2017. O processo seletivo é realizado em conformidade com a Portaria ILMD N.044/2017, que institui o Programa de Pesquisador Visitante (PV/ILMD/Fiocruz Amazônia), no âmbito do Programa de Fomento ao Ensino e à Pesquisa do Instituto, sob contrato Nº 26/2016, com a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (PFEP/ILMD/Fiotec).

Para esta chamada pública está sendo oferecida uma bolsa na modalidade Pesquisador Visitante, no entanto, pode haver ampliação para até três bolsas, dependendo da disponibilidade orçamentária e financeira do ILMD/Fiocruz Amazônia. A linha de pesquisa da oferta é “Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a Populações Indígenas e outros Grupos em Situações de Vulnerabilidade do Programa de Pós-graduação Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA)”.

Para acesso à Chamada Pública Nº 005/2017, do Programa Pesquisador Visitante, clique na página de editais do ILMD/Fiocruz Amazônia.

SOBRE O PV-ILMD/FIOCRUZ AMAZÔNIA

O Programa de Pesquisador Visitante tem por objetivos fixar temporariamente pesquisadores com título de doutor, para atuar na Instituição; viabilizar a participação de pesquisadores e profissionais de alto nível nas equipes de pesquisadores e docentes da Instituição, visando o intercâmbio cientifico, tecnológico e a inovação;  possibilitar a participação de pesquisadores e profissionais de alto nível em projetos de pesquisa científica e/ou de desenvolvimento tecnológico, e de desenvolvimento e aperfeiçoamento qualitativo dos Programas de Pós-graduação Stricto e Lato Sensu; além de colaborar com o Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PIC/ILMD), nas áreas de saúde, ciências biológicas e das ciências sociais e humanas em saúde.

Informações sobre o processo seletivo podem ser solicitados através do e-mail posgradvida.ilmd@fiocruz.br

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: divulgação