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Fiocruz Amazônia conclui o primeiro sequenciamento do SARS-CoV-2 da região Norte

Com apoio  da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam), o primeiro  sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi  concluído por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).  O resultado contribui  para a ampliação do  conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19.

O sequenciamento que foi feito pelo pesquisador Felipe Naveca e sua equipe, a partir de amostra de paciente do Amazonas, soma-se a outras iniciativas de genômica no país e no mundo.

Pesquisador Felipe Naveca. Foto: Eduardo Gomes

“As análises iniciais mostraram nove mutações em relação à amostra original de Wuhan na China. Queremos entender se existe relação dessas variações no genoma viral no desfecho da infecção”, explica o pesquisador, ao acrescentar que os estudos continuam para sequenciar outras amostras.

Segundo ele, o sequenciamento do genoma da amostra do Amazonas já  pode ser comparado com outros que circulam no Brasil e no mundo para identificar se existe um marcador de piora ou de melhora do quadro, além de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina ou medicamento contra o  vírus SARS-CoV-2 .

O pesquisador reforça a importância da ciência e do apoio a estudos sobre o coronavírus e lembra que o sequenciamento de vírus é uma das atribuições da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam), que é apoiada pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam).

 

Por: Marlúcia Seixas

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Fungos endofíticos isolados de plantas Amazônicas têm potencial para produção biossurfactantes

Fungos denominados endofíticos, isolados do interior dos tecidos vegetais de duas espécies de plantas nativas da região Amazônica, conhecidas popularmente como pimenta-de-macaco e vassourinha apresentaram enorme potencial para produção de biossurfactantes, compostos químicos, com diversas aplicações a serem utilizados nas indústrias de produtos de limpeza, higiene, petrolífera, alimentícia, cosmética, farmacêutica, entre outras.

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), os pesquisadores produziram biossurfactantes utilizando como matéria-prima óleos residuais de fritura e lubrificante.

Biossurfactante

Biossurfactante produzido pelos fungos endofíticos.

O biossurfactante produzido pelos fungos apresenta ótimo potencial para ser utilizado na biorremediação, processo natural de descontaminação utilizando microrganismos, ou seja, como um detergente biodegradável que pode ser empregado, por exemplo, na recuperação de áreas ambientais atingidas por derramamento de petróleo.

O projeto “Estudo da produção de biossurfactantes por fungos endofíticos utilizando resíduos como substrato” foi desenvolvido no Laboratório de Química Aplicada à Tecnologia da Escola Superior de Tecnologia (EST) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no âmbito do curso de doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede Bionorte, sob orientação da Professora Dra. Patrícia Melchionna Albuquerque, e amparado pelo Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados para o Interior do Estado do Amazonas (RH-Interiorização–Fluxo Contínuo), Edital Nº003 /2015. 

Biossurfactantes

O coordenador da pesquisa, Dr. Messe Elmer Torres da Silva, explica que os biossurfactantes apresentam ampla variedade de aplicações e são largamente utilizados na indústria, principalmente em produtos de limpeza, como detergentes pela capacidade emulsionante, ou seja, de interagir com diferentes líquidos, como as misturas de água e óleo.

DR. MESSE ELMER - FOTOS ÉRICO X._-9

Dr. Messe Elmer Torres da Silva.

Os biossurfactantes realizam um processo de biodegradação, em que os microrganismos atuam para decompor resíduos tóxicos que foram lançados acidentalmente no solo como, por exemplo, em casos de vazamento de petróleo, rejeitos de metais pesados, entre outros. 

Importância

A produção de biossurfactantes fúngicos, isolados de plantas da região Amazônica, ainda é um tema pouco explorado, o que torna o trabalho uns dos pioneiros na área biotecnológica.

O reaproveitamento de resíduos, óleos de fritura e lubrificante, como fonte de carbono para produção de biossurfactantes deve contribuir para o desenvolvimento de bioprocessos obtendo-se a redução de custos para a aquisição desse bioproduto utilizado em larga aplicabilidade industrial.

Os surfactantes sintéticos convencionais disponíveis comercialmente, por serem sintetizados a partir de derivados de petróleo, são usualmente tóxicos ao meio ambiente e não biodegradáveis, o que tem levado à procura por surfactantes naturais como alternativa aos produtos existentes. 

RH-Interiorização

O Programa RH-Interiorização foi substituído pelo Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos para o Interior do Estado do Amazonas (Proint). O objetivo é conceder bolsa de mestrado e doutorado a profissionais graduados residentes no interior do estado do Amazonas há no mínimo 4 (quatro) anos ou que mantenham relação de trabalho ou emprego com instituição municipal, estadual ou federal sediada ou com unidade permanente no interior do Estado, interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em programa credenciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em instituições do Amazonas localizadas em município diferente de onde reside o candidato.

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Fiocruz articula novas estratégias para o enfrentamento do coronavírus

Após a confirmação do primeiro caso do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, a Presidência da Fiocruz realizou uma reunião extraordinária nesta quinta-feira (27/2). No encontro, foram discutidas estratégias adicionais nas áreas de diagnóstico laboratorial, desenvolvimento tecnológico, produção e cooperação internacional no enfrentamento do Covid-19.

“A Fiocruz reafirma o compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS) na busca de soluções e respostas rápidas para a população brasileira frente a essa emergência sanitária, a exemplo do que já fizemos em outros momentos críticos para a saúde pública, como no enfretamento de H1N1, zika, chikungunya, febre amarela e até mesmo casos suspeitos de ebola”, destacou a presidente Nísia Trindade Lima.

A iniciativa faz parte das frentes de atuação da Fiocruz, que, desde o início deste ano, vem se articulando internamente e junto ao Ministério da Saúde para contribuir na preparação do país não apenas para a entrada do vírus em território nacional, mas também para a possibilidade de dar respostas rápidas a uma epidemia em larga escala.

“Temos ampla capacidade de resposta na instituição e estamos trabalhando em diversas frentes, tanto na articulação de iniciativas já em curso, como a produção de kits diagnósticos e a capacitação de laboratórios públicos para o diagnóstico laboratorial, mas também em ações prospectivas voltadas para a pesquisa e produção de fármacos e vacinas”, explicou a vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger.

Além de manter uma articulação permanente entre pesquisadores, gestores e técnicos da instituição, por meio da Sala de Situação em Saúde, criada em 24 de janeiro pela Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação, a Fiocruz participa do Centro de Operações de Emergências (COE), e foi convidada esta semana a integrar um comitê de especialistas, criado pelo Ministério da Saúde. A primeira reunião desse comitê acontecerá na próxima quinta-feira (5/3).

No âmbito interno, foi destacada a importância de permanente diálogo dos diretores e especialistas das unidades e escritórios regionais com os gestores municipais, garantindo a ampla mobilização da Fiocruz junto a todas as esferas do SUS no enfrentamento da emergência.

O campo da comunicação e da disseminação de informação de qualidade para a população também foi tema do encontro. Segundo a coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Elisa Andries, o engajamento dos nossos especialistas no esclarecimento à população e, em especial, aos trabalhadores da saúde, é fundamental, mas deve ser feito de maneira responsável e sempre articulada com os profissionais de comunicação, seja da unidade ou da Presidência, para que, em tempos de fake news, a instituição possa contribuir com informações claras no entendimento dessa nova enfermidade.

Ao longo dos meses de janeiro e fevereiro, a Fiocruz conduziu uma série de iniciativas na área: capacitação de profissionais do Instituto Evandro Chagas, no Pará, e do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para o diagnóstico laboratorial do novo vírus, bem como de representantes técnicos de nove países da América Latina (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai); participação de reunião da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, que reuniu centenas de cientistas de todo mundo para discutir estratégias de enfrentamento e definir prioridades de uma agenda de pesquisa global; realização de uma oficina para jornalistas; e participação no diagnóstico de repatriados da China.

A Fiocruz tem uma experiência de quase 60 anos com vírus respiratórios e é designada pelo Ministério da Saúde como referência para o diagnóstico laboratorial do novo coronavírus, por meio do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e para o atendimento a pacientes, por meio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

Fonte: CCS/Fiocruz

Reunião na Fiocruz Amazônia aborda fortalecimento da rede laboratorial de saúde pública no país

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu, na última sexta-feira (7/2), a visita de uma comitiva do projeto “Fortalecimento da Rede de Laboratórios de Saúde Pública para Atendimento às Emergências em Vigilância em Saúde”, formada por representantes da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) Brasília e do representante do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), órgão americano responsável por investigar doenças infecciosas.

O projeto tem como objetivo o fortalecimento da rede laboratorial de saúde pública no país, com o foco para atendimento às emergências. A comitiva formada pelos técnicos da Fiocruz-Brasília, Mariana Verotti, Thais Minuzzi e Maria Helena Cunha e do CDC, Leonard Peruski, visitou outros dez laboratórios de saúde pública espalhados no Brasil.

O Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, apresentou as atribuições do Instituto, a produção, e pesquisas desenvolvidas. Os consultores também puderam visitar os laboratórios para conhecerem os processos e infraestrutura do Instituto. Durante uma visita guiada, a comitiva conheceu ainda futuras instalações onde serão desenvolvidos estudos realizados por pesquisadores da instituição.

SOBRE O ILMD/FIOCRUZ AMAZÔNIA

O ILMD/Fiocruz Amazônia é a unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas, que visa contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas, integrando pesquisa, educação e ações de saúde pública. Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Estudo da Fiocruz Amazônia comprova transmissão de leishimaniose visceral por novo vetor

Você sabe o que é leishmaniose? Uma enfermidade antes restrita a zonas rurais, mas que com as alterações ambientais, como desmatamento e queimadas, tornou-se também um problema dos espaços urbanos.

A leishmaniose pode ser definida como uma doença infecciosa não contagiosa, causada pelo protozoário do gênero Leishmania, essa doença é transmitida pelo inseto hematófago, flebotomíneo. Mas, no dialeto popular, é conhecida como ferida brava ou calazar. “Aquela ferida que não sara nunca, que se você não tomar a medicação correta, não vai ter cura, vai se espalhar pelo corpo ou vísceras. Uma parasitose,  que pode ocorrer no corpo todo”, explica Eric Marialva, mestre em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que abordou a temática durante a realização de sua dissertação de mestrado.

Para compreender mais sobre a leishmaniose visceral, em especial sobre o protozoário Leishmania infantum chagasi e as formas de transmissão da doença, Eric Marialva, sob orientação do pesquisador Felipe Arley Costa Pessoa, desenvolveram o estudo “Bionomia de Migonemyia migonei (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae) em condições experimentais”.

O estudo teve como principais resultados, a comprovação de um novo vetor de Leishmania infantum chagasi, novos métodos de criação em massa de Migonemyia migonei em laboratório e redescrição das fases imaturas desse vetor, que pode está causando  preocupações à saúde básica por transmitirem doenças viscerais no Brasil e na Argentina.

As  oito espécies de Leishmania catalogadas que causam enfermidades à humanos no Brasil são: Leishmania (V) braziliensis, Leishmania (V) guyanensis, Leishmania (V) lainsoni, Leishmania (L) amazonenses, Le.(V) shawi, Le. (V) naiffi e Le. (V) lindenbergi, sendo essas sete causadoras da forma tegumentar   e Leishmania (L) chagasi, da forma visceral

PESQUISA

A pesquisa de Eric Marialva enfatizou mais um vetor para se tomar cuidado no combate, já que o inseto Migonemyia migonei está vivendo ao mesmo tempo com a outra espécie já conhecida das pessoas, o Lutzomyia longipalpis. Então, as duas espécies preocupam e exigem para seu controle, cuidados com a limpeza do ambiente, para evitar a proliferação desses mosquitos.

O estudo definiu características morfológicas das larvas do flebotomíneo, para destacar aspectos como a taxonomia (classificação, descrição e identificação dos organismos), filogenia (relação evolutiva entre grupos de organismos) e a evolução.

Outra importante descoberta está relacionada às condições de colonização de Migonemyia migonei em laboratório, com o intuito de verificar informações relevantes sobre o inseto, como ciclo de vida, fertilidade, fecundidade, longevidade e preferência de oviposição (deposição de ovos por fêmeas de animais invertebrados). Essas informações serviram para auxiliar na colonização em massa dessa espécie em condições laboratoriais.

O estudo verificou ainda, o desenvolvimento do modelo de transmissão de Leishmania infantum chagasi, através da picada de indivíduos colonizados. “Um dos experimentos realizados foi a infecção de Migonemyia migonei com Leishmania infantum chagasi. Após sete dias era feita a transmissão para um vertebrado em modelo murino. Conseguimos fazer a  transmissão em vivo”, relata Eric Marialva, sobre os métodos e experiências utilizadas no estudo.

Com esse estudo, foi possível incriminar mais um vetor de Leishmania infantum chagasi na América Latina. Essa informação aciona um alerta para a Vigilância em Saúde, pois mais um vetor é capaz de transmitir a leishmaniose.

Para saber mais sobre a pesquisa, acesse aqui o artigo na íntegra.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Fotos / Imagens: Acervo EDTA/ILMD Fiocruz Amazônia

 

 

Vigilância em Saúde no Amazonas e Saúde Mental na Pós-Graduação foram temas do Encontro da Pós-Graduação da Fiocruz Amazônia, no dia 31/10

Em seu terceiro dia de realização, o I Encontro da Pós-Graduação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) iniciou as atividades com a mesa-redonda Vigilância em Saúde no Amazonas. Falaram sobre esse tema o pesquisador e diretor da Unidade da Fiocruz no Amazonas, Sérgio Luz (Estratégia Inovadora para o controle de Aedes), o gerente de Doenças de Transmissão Vetorial da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (GDTV-FVS), Daniel Barros de Castro, e o gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa), Jair dos Santos Pinheiro.

Com o tema One Health, o  I Encontro da Pós-Graduação é um evento científico realizado por professores e alunos de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia com o intuito de divulgar pesquisas científicas e promover a integração dos programas de pós-graduação (Mestrado Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA e Mestrado de Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação),  além de propiciar debates sobre os estudos que estão sendo desenvolvidos no Amazonas, de acordo com as áreas e  conexões entre elas.

O evento iniciou no dia 29/10 e termina amanhã, 1º. de novembro. Com uma roda de conversa sobre O futuro da Pós-Graduação, da qual participam Fábio Trindade Maranhão Costa (da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp), Márcia Perales Mendes Silva (da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – Fapeam), Richarlls Martins (coordenador da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz do RJ –  APG-Fiocruz), Patrícia Melchionna Albuquerque (Coordenadora Geral de Pós-Graduação da Universidade do Estado do Amazonas – PROPESP- UEA) Maria Augusta Bessa Rebelo (professora da Universidade Federal do Amazonas – Ufam) e Claudia María Ríos Velásquez (pesquisadora e vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia).

TEMÁTICAS

A coordenadora do evento e pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino, comenta que os temas das palestras foram pensados junto com os alunos da pós-graduação da Unidade e distribuídos conforme as demandas tanto dos discentes quanto dos docentes, e de acordo com as temáticas associadas ao One Health.

Saúde Mental na pós-graduação foi um dos temas selecionados pelos alunos e que foi discorrido pela psicóloga e professora da Ufam, Denise Gutierrez.

Especificidades da Pesquisa Clínica na Amazônia também foi tema de mesa-redonda debatida pelos pesquisadores Marcus Lacerda (ILMD/Fiocruz Amazônia e Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado – FMT/HVD) que discorreu sobre Pesquisa colaborativa: o que queremos ser?; em seguida, Adriana Malheiro Alle Marie (Ufam) falou sobre Pesquisa básica em imunologia associada à aplicação clínica: experiências do grupo de pesquisa em Imunologia Básica e Aplicada; e Jacqueline Sachett (UEA/FMT-HVD) abordou Pesquisa Clínica em acidentes por serpentes: experiência da Fundação de Medicina Tropical – FMT-HVD.

EGRESSOS

Confira os trabalhos apresentados no terceiro dia de evento  pelos alunos egressos dos cursos do ILMD/Fiocruz Amazônia:

  1. Fatores associados à distribuição epidemiológica e espacial das notificações de Leishmaniose visceral, Brasil, 2001 a 2014 – Lisiane Lappe dos Reis;
  2. Investigação diagnóstica de pacientes com Mansonelose, submetidos ao tratamento com Ivermectina no município de São Gabriel da Cachoeira – Uziel Ferreira Suwa;
  3. Análise espacial da mortalidade infantil e condições de vida no arco norte da faixa de fronteira brasileira no período de 2000 a 2015 – Francélio Vieira de Souza;
  4. Análise e caracterização proteica do secretoma e da formação de biofilme por Aspergillus fumigatus – Cláudia Patrícia Mendes de Araújo;
  5. Redes Vivas em Região de Fronteira: usos e percursos na Rede de Saúde Materno-Infantil – Milene Neves da Silva;
  6. Avaliação da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica da Saúde no Brasil através do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) – Orácio Carvalho Ribeiro Júnior;
  7. Investigação de vírus em Flebotomíneos (Diptera: Psychodidae), em uma comunidade de rural na Amazônia central brasileira – Antonio José Leão Cardoso
  8. Bionomia de Migonemyia migonei (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae) em condições experimentais – Eric Fabrício Marialva dos Santos

 

OPINIÃO

O I Encontro da Pós-Graduação está sendo considerado pelos alunos do ILMD/Fiocruz Amazônia um evento exitoso, pois conseguiu agregar várias discussões que conseguem conectar-se com a temática One Health.

Para a aluna do curso  de Mestrado de Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, turma 2018 e orientanda da professora Ormezinda Celeste Cristo Fernandes, “o evento está sendo ótimo, porque nesse Encontro podemos ver temas relevantes de forma geral, das várias linhas de pesquisa dos cursos e não só na que eu desenvolvo, Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, que é mais voltada para pesquisa clínica, e aqui eu vejo pesquisas qualitativas, que eu não tenho tanto contato, quanto a pesquisa quantitativa”, comentou.

DADOS DO ENCONTRO

 

1º. DE NOVEMBRO

Divulgação Científica e O futuro da Pós-graduação são os temas que serão debatidos no último dia de evento. Para falar sobre As narrativas das ciências: do positivismo comteano às crises dos paradigmas contemporâneos relatados pela mídia, o  I Encontro da Pós-Graduação contará com Ricardo Alexino Ferreira, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

O Encontro contou com seguintes parceiros: Projeto QualificaSUS, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Escola de Enfermagem de Manaus (EEM- Ufam) e Gráfica Amazon. Para mais informações sobre o evento, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes e Marlúcia Seixas

Outubro Rosa reforça a importância da prevenção e detecção precoce do câncer de mama

De acordo com levantamento realizado pelo  Instituto Nacional do Câncer (Inca) cerca de 440 novos casos de câncer de mama devem ser registrados no Amazonas, anualmente. No Brasil o câncer de mama é segundo tipo mais comum representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino. Estima-se 59.700 casos novos de câncer de mama em 2019, com risco estimado de 56 casos a cada 100 mil mulheres.

Para falar sobre o assunto a equipe de comunicação da Fapeam conversou com o médico mastologista, Gerson Mourão, que é atualmente o diretor-presidente da  Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Na entrevista, Mourão  fala sobre o câncer de mama, os mitos que circulam sobre a doença e as formas de prevenção. Boa leitura!

1-   Fapeam-  O que é o câncer de mama? Como a doença se desenvolve?

Gerson Mourão  (G.M) – O câncer de mama consiste no crescimento desordenado das células da mama. A célula do câncer, não tem nenhuma função ela simplesmente cresce e vai sugando o alimento das outras células, destruindo o corpo da pessoa e crescendo com uma rapidez muito grande.

2-   Fapeam-  Quais os principais fatores de risco relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama?

G.M- Por exemplo, se uma pessoa já teve alguém na família com câncer de mama o risco aumenta e quanto maior o número de pessoas na família maior o risco. E outro detalhe importante, se na família um homem teve câncer de mama o risco aumenta da mesma forma. Outro exemplo, a pessoa que engorda muito depois da menopausa o risco aumenta assustadoramente. O  consumo excessivo de álcool, tabagismo, sedentarismo, estresse, também estão entre os  fatores de risco.

3-  Fapeam- O câncer de Mama é hereditário?

G.M- As pessoas tem uma ideia que o câncer de mama é genético ou  hereditário, ou seja, se a tia, a mãe ou avó tiveram, não significa que pessoa vai adquirir também, 90% dos cânceres não são hereditários, apenas 10% são hereditários e outros não sabemos qual a causa. No entanto, quem possui histórico familiar de câncer de mama é bom ter uma orientação individualizada com o especialista. É importante destacar que mesmo que não haja casos na família, a partir dos 40 anos, a orientação é que todas as mulheres façam o exame de rastreamento.

4- Fapeam- Existem  sintomas do  câncer de mama?

G.M – O câncer é uma doença silenciosa, quem dera que ele detectasse dor. O nódulo que mulher sente na mama no momento do autoexame cresce devagar sem causar dor, mas quando  atinge 1 cm ele ganha força e vai se desenvolvendo rapidamente. Outro detalhe, nenhum câncer acontece de repente, quando a mulher sente um nódulo de 1 cm ele já existe há uns 10 anos, ele  não nasceu da noite para o dia. A maioria dos nódulos pequenos  que uma mulher apalpa é benigno, agora se for grande pode ser um câncer.

 

25.09.2019 - Dr.Gerson Mourão- FOTOS ÉRICO X._-11

5- Fapeam- A partir de que idade a mulher deve fazer estes exames?

G.M- A mamografia deve ser realizada a partir dos 40 anos, anualmente, para todas as mulheres. Antes disso,  oriento fazer sempre o autoexame que é o toque de mama, após cada ciclo menstrual.

6- Fapeam- Quais as recomendações referentes à prevenção?

G.M- Primeiro ser feliz, que busque sua felicidade; segundo uma alimentação saudável, evitar bebida alcoólica, praticar algum tipo de atividade física, grande parte dos cânceres têm relação com não praticar atividade física, não precisa ser um atleta, mas uma caminhada de 30 minutos todos os dias salva muita gente. Dentro da  parte clínica, a orientação é fazer a mamografia, anualmente,  a partir dos 40 anos.

 7-   Fapeam- Quais são as chances de cura de câncer de mama? Ao ser diagnosticado quais os procedimentos?

G.M- Quando diagnosticado precocemente, existe  95% de chance de cura. Quando  a mulher recebe o diagnóstico, primeiro ela precisa mudar seu estilo de vida, se for sedentária e consome bebida alcóolica ou fumante, de imediato será necessário  repensar em eliminar esses hábitos. Isso tudo vai contribuir para aumentar a resistência e o bem- estar dela, para conseguir enfrentar a doença.

8-  Fapeam- Quais os principais mitos sobre o câncer de mama?

G.M- O primeiro é o desodorante antitranspirante, é preciso desmistificar para a população que o uso de desodorante à noite pode causar câncer de mama. O segundo é a pancada nas mamas, e o terceiro, porém muito importante  é sobre a  mamografia, dizem que quando realizada muitas vezes provoca  o câncer de mama, por conta da irradiação do exame, tudo isso são ideias divulgadas sem respaldo científicos.

9-  Fapeam- A atriz Angelina Jolie devido histórico familiar, ela submeteu a uma mastectomia redutora de risco, após realizar um exame genético. Esse exame é efetivo?

G.M- O caso da Angelina Jolie foi o seguinte, ela fez o teste chamado BRCA1/BRCA2 , que serve para detecção de câncer de mama e ovário hereditários, quando ela fez o teste deu positivo  e decidiu submeter a mastectomia, pois devido o histórico familiar dela ela iria chegar aos 80 anos de idade com 85% de chance de ter o câncer, que no normal para as mulheres sem histórico são de 12 % uma diferença muito grande, esse exame no caso dela foi fundamental. Só que tem um grande detalhe que não foi muito divulgado, ela apenas diminuiu a porcentagem de adquirir o câncer, mas não zerou a possibilidade, ela conseguiu diminuir para 8%  bem menor que da população geral, porém não zerou nenhuma chance.

10-  Fapeam-  Você acha que as mulheres estão mais atentas depois que a campanha Outubro Rosa passou a ser realizada com mais intensidade?

G.M- A campanha contribuiu para a conscientização das mulheres, mas infelizmente ainda não mexeu na quantidade de mortes, esse é o grande problema isso que precisamos resolver. No Brasil o câncer de mama continua tendo o maior índice, com exceção do nosso estado que é o câncer de colo de útero, ele supera o câncer de mama.

 

Por: Jessie Silva

Foto: Érico Xavier

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Palestra na Fiocruz Amazônia apresentará estudos sobre nova via de ação do Mycobaterium tuberculosis

Na próxima sexta-feira, 18/10, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Mycobaterium tuberculosis regula a diferenciação mielóide associada à gravidade da tuberculose”, a ser ministrada por André Luiz Barbosa Báfica, professor da Universidade Federal de Santa Catarina.

Segundo o pesquisador, durante a palestra serão apresentadas evidências recentes do laboratório onde atua, demonstrando a manipulação do Mtb em células tronco hematopoeiéticas humanas. “Os dados revelam uma nova via de ação do Mtb, que envolve um módulo gênico compartilhado entre IL-6 e IFNs”, destacou.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

André é graduado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia e doutor em Patologia Humana na Fundação Oswaldo Cruz. Realizou pós-doutorado no Laboratory of Parasitic Diseases, National Institutes of Health, USA, onde estudou as vias de reconhecimento de patógenos intracelulares durante a infecção.

Atualmente é professor associado de Imunologia na Universidade Federal de Santa Catarina, onde estuda mecanismos imunológicos envolvidos na regulação de eventos infecciosos, empregando como modelo a interação co-evolutiva entre Mycobacterium tuberculosis e Homo sapiens.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia irá promover palestra sobre ética, justiça e equidade no acesso aos cuidados de saúde

Na próxima sexta-feira, 4/10, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Ética, justiça e equidade no acesso aos cuidados de saúde”, a ser ministrada ministrada por Plínio José Cavalcante Monteiro, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Sobre a abordagem da palestra, o pesquisador explicou que, “garantir adequado acesso aos cuidados de saúde é missão nuclear no funcionamento dos sistemas de saúde. Políticas públicas podem promover ou violar direitos humanos, dependendo da forma como são concebidas e/ou executadas. Discriminações e iniquidades no acesso aos cuidados de saúde são eticamente inaceitáveis, haja vista que violam o direito à saúde.”

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Plínio é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, e em Direito pelo Centro Universitário Nilton Lins, especialista em Homeopatia pela Universidade Federal de Uberlândia, especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, em Administração Hospitalar e Gestão de Sistemas de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas. É Mestre em Ensino em Ciências da Saúde (Bioética) pela Universidade Federal de São Paulo, e doutorado em Bioética pela Universidade de Brasília.

Atualmente é Professor Assistente do Departamento de Patologia e Medicina Legal (DPML) da Faculdade de Medicina (FM) e Vice-coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Getúlio Vargas (CEP/HUGV) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atua principalmente nas seguintes áreas: Pediatria, Ética Médica, Bioética e Direito Médico e da Saúde.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

 

 

Fiocruz Amazônia celebra 25 anos de trajetória com programação cultural e sessão solene na ALEAM

Instituído oficialmente por meio da Portaria Fiocruz nº 195, de 19 de agosto de 1994, como Escritório Técnico da Amazônia (ETA-Fiocruz), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) completou na última segunda-feira seus 25 anos.

Eventos científicos, de popularização da ciência e de geração e difusão do conhecimento científico e tecnológico, voltados para a promoção da saúde, qualidade de vida, meio ambiente, sustentabilidade e cidadania marcam as comemorações do jubileu, que vão ocorrer até 2020.

No dia 22/8, a Fiocruz Amazônia assinará um acordo de cooperação entre a Unidade e o Comando Militar da Amazônia (CMA). Ainda durante a tarde, na sede do governo, ocorrerá a assinatura do protocolo de cooperação entre a Fiocruz Amazônia e o Governo do Estado do Amazonas.

No mesmo dia, às 20h, pesquisadores, bolsistas, técnicos, alunos dos cursos de pós-graduação prestigiam, no Teatro Amazonas, o concerto especial da Orquestra Amazonas Filarmônica, um oferecimento da Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas. Na sexta-feira, 23/8, às 9h30, Nísia Trindade, presidente da Fiocruz estará no ILMD para o evento que marcará o início das atividades e recepção dos novos bolsistas do Programa de Iniciação Científica (PIC), intitulada “Conversa com a Presidente”.

ALEAM

Numa propositura da autoria da deputada estadual Alessandra Campelo, no dia 23, às 13h, uma Sessão Especial, a ser realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), marcará o jubileu do ILMD/Fiocruz Amazônia, com o reconhecimento parlamentar da importância da instituição para o Amazonas.

A Sessão Especial será realizada no Plenário Ruy Araujo, na Av. Mario Ypiranga Monteiro, 3.950 – Parque 10. O evento é aberto ao público. Na ocasião será lançada a 4ª edição da Fiocruz Amazônia Revista, uma publicação de divulgação científica do ILMD, que numa edição especial trará um resgate histórico da Unidade.

SELO 25 ANOS

O jubileu do ILMD/Fiocruz Amazônia vem sendo pensado desde o início deste ano e, com o apoio da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), um selo foi criado especialmente para este aniversário.

Durante a última reunião do conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia, ocorreu o lançamento do selo comemorativo em homenagem aos 25 anos da implantação do Instituto. O selo foi desenvolvido pela equipe da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com técnicos do Instituto e será aplicado em todas as peças editoriais e gráficas da instituição ao longo do ano do jubileu.

MOSTRA DE FILMES

As celebrações do jubileu deram início em junho, com a mostra de filmes de “Adrian Cowell – Um olhar sobre a Amazônia”, que abordou questões socioambientais e políticas da Amazônia Brasileira. O evento aconteceu entre os dias 12 e 14 de junho, no Casarão de Ideias, que fica localizado no Centro de Manaus.

SOBRE A FIOCRUZ AMAZÔNIA

Unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas, o ILMD visa contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional do País, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.

Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

A produção de conhecimento científico no ILMD/Fiocruz Amazônia também ocorre por meio das ações de cooperação técnica, realizadas através da assessoria técnico-científica desenvolvida junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), com foco especial no conhecimento das realidades sócio-sanitárias e epidemiológicas da Amazônia.

O ILMD/Fiocruz Amazônia estabelece cooperação com instituições nacionais e internacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (CT&IS), por meio de Acordos de Cooperação Técnico-Científica em Saúde com as demais unidades da Fiocruz, com instituições da Amazônia, nacionais e de outros países.

EDUCAÇÃO

Os programas de pós-graduação, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia têm por finalidade: capacitar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

A Fiocruz tem longa história na formação de mestres e doutores no país. Nas últimas décadas a instituição empreendeu um processo dirigido de expansão de suas unidades técnico científicas, com a presença de cursos de pós-graduação e centros de pesquisa voltados para o campo da saúde. A criação do ILMD/Fiocruz Amazônia, expressa o compromisso da Fiocruz em contribuir com a expansão da produção de conhecimento e do ensino pós-graduado na região amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes