Arquivo da Categoria: Pesquisa

Confap e MDIC lançam chamada para cooperação entre empresas brasileiras e alemãs

O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no conjunto de suas Fundações, e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil (MDIC) publicaram Chamada Pública para apresentação de propostas conjuntas para projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) entre empresas alemãs e brasileiras do MDIC e do Ministério Federal da Economia e da Energia da República Federal da Alemanha (BMWi). O objetivo é fomentar empresas brasileiras e Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação – ICTIs (que desenvolvam projetos em parceria com empresas brasileiras) na concepção e viabilização de projetos de inovação tecnológica em cooperação técnico-científica-empresarial com empresas da Alemanha, que resultem no desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços de aplicação industrial direcionados à comercialização no mercado doméstico e global.

Participam desta chamada, financiados por suas respectivas Fundações, os estados do Amazonas (Fapeam), Amapá (Fapeap), Bahia (Fapesb), Distrito federal (FAPDF), Espírito Santo (Fapes), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Minas Gerais (Fapemig), Mato Grosso do Sul (Fundect), Pernambuco (Facepe), Paraná (Fundação Araucária), Rio de Janeiro (Faperj), Rio Grande do Sul (Fapergs), Sergipe (Fapitec), Santa Catarina (Fapesc) e Tocantins (Fapt). O montante de recursos aportados por projeto, bem como o número de projetos financiados, será definido e publicado por cada FAP. As FAPs que aderiram a este edital poderão apoiar projetos aprovados no âmbito da Chamada MDIC-BMWi com recursos provenientes de seus orçamentos próprios.

As propostas deverão ser cadastradas no site do MDIC para Cooperação Internacional, submetidas na Plataforma do SIGConfap (http://sigconfap.ledes.net) e enviadas para o e-mail cooperacaointernacional@mdic.gov.br. Será permitida somente uma proposta por Empresa ou ICT e o prazo para a submissão termina no dia 31 de maio de 2018.

Acesse aqui a Chamada Pública CONFAP-MDIC nº 02/2017.

 

Fonte:  Confap

O post Confap e MDIC lançam chamada para cooperação entre empresas brasileiras e alemãs apareceu primeiro em FAPEAM.

Fapeam e Ministério da Saúde avaliam propostas submetidas ao PPSUS- AM

Programa tem o objetivo de fomentar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação na área da saúde

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), começou nesta quinta-feira, a avaliação das propostas submetidas à chamada pública de N° 001/2017 do Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS).  A previsão é que os resultados com as propostas aprovadas no programa sejam divulgados em até 90 dias.

O edital conta com investimento da ordem de R$ 2,9 milhões. O programa é uma parceria da Fapeam com o Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE/MS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Secretaria de Estado da Saúde do Estado do Amazonas (Susam).

Segundo o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, os projetos serão implementados após as avaliações e liberação dos resultados pelo MS e CNPq. Reis destacou a importância do programa PPSUS para a área da saúde no Amazonas.

“As pesquisas realizadas na área da saúde para nossa região são fundamentais porque temos alguns problemas que são, praticamente, exclusivos da Região Norte. Por isso, investimentos dentro dessas linhas de pesquisas são importantes para o conhecimento das doenças e tratamento”, destacou o diretor técnico-científico da Fapeam.

O consultor técnico do Ministério da Saúde do Programa de Pesquisa para o SUS, José Eloy dos Santos Junior, informou que o programa teve, aproximadamente, 80 propostas submetidas.

Segundo Junior, as propostas avaliadas no momento passaram por uma comissão formada por especialistas de diversas áreas da saúde de fora do Estado do Amazonas, onde foram avaliadas questões como mérito e relevância das propostas. A ideia de usar pesquisadores de outros Estados é para deixar o processo transparente e imparcial.

“Nessa fase, agora, já temos o ranking a partir das melhores notas. Todas as propostas são avaliadas e o que se espera é que a gente consiga a partir destas comissões fomentar as melhores pesquisas conforme as prioridades do Estado na área da saúde. Todas as pesquisas avaliadas até o momento são muito boas e tem mérito técnico científico, mas temos que apontar as prioridades na área da saúde. Todo esse trabalho está sendo feito de forma criteriosa”, detalhou.

Junior disse ainda que o grande diferencial do PPSUS é que se trata de um edital local, diferente dos editais lançados a nível nacional, ou seja, possui um recurso destinado para cada unidade federativa.

“Antes da chamada do edital ser lançada é feita uma oficina de prioridade, onde os pesquisadores e gestores da área da saúde participam de uma grande reunião onde são apontadas as prioridades. Quem indica as prioridades são os gestores e pesquisadores locais, um caráter mais íntimo ao programa de pesquisa”, acrescentou.

PPSUS

O PPSUS financia projetos de pesquisa que promovam a melhoria da qualidade da atenção à saúde no Estado do Amazonas no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), representando significativa contribuição para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) local.

banner_ppsus

No mês de maio o Governo do Amazonas por meio da Fapeam lançou a chamada pública do edital Nº001/2017 do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS). Cada pesquisador pôde apresentar uma proposta de pesquisa e solicitar até R$ 200 mil reais para o desenvolvimento do projeto. A submissão de propostas foi realizada até o mês de agosto de 2017.

 

 

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

 

 

 

 

 

 

 

O post Fapeam e Ministério da Saúde avaliam propostas submetidas ao PPSUS- AM apareceu primeiro em FAPEAM.

Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS divulga classificados

O Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS divulgou a lista dos projetos classificados na 1ª fase de avaliação, que visa reconhecer e premiar trabalhos, projetos e pesquisas com temas indispensáveis para o desenvolvimento das políticas públicas de saúde no País.

A avaliação dos trabalhos nas categorias acadêmicas (Trabalho científico publicado, Tese de doutorado e Dissertação de mestrado) é realizada em duas fases: a primeira por especialistas e a segunda por comissão julgadora. A categoria Experiência exitosa do PPSUS também terá duas fases de avaliação, a primeira de responsabilidade das FAPs e SES de cada UF e a segunda por comissão julgadora. A categoria Produtos e inovação em saúde será avaliada em fase única pela comissão julgadora, junto às avaliações da segunda fase das demais categorias.

Os prêmios variam entre R$20 mil a R$50 mil. Os vencedores serão anunciados no evento “Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde 2017: conectando pesquisas e soluções”, que ocorrerá em 29 e 30 de novembro em São Paulo (SP). O prêmio está na décima sexta edição e contabilizou 522 projetos inscritos em cinco categorias: Trabalho Científico Publicado; Tese de Doutorado; Dissertação de Mestrado; Produtos e Inovação em Saúde e Experiência Exitosa do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde – PPSUS.

Projeto-PPSUS-300x162

Nesta edição, na categoria PPSUS, indicados pelas Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), concorrem pesquisadores de 18 Estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

As Chamadas PPSUS têm a proposta de aplicar a pesquisa científica, tecnológica e de inovação na melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e, consequentemente, no aumento da qualidade de vida da população. O objetivo do Programa é apoiar e fortalecer o desenvolvimento de projetos de pesquisa que busquem soluções para as prioridades de saúde e atendam as peculiaridades e especificidades de cada Unidade Federativa, fortalecendo a Política Nacional de Saúde.

Confira os projetos classificados: http://brasil.evipnet.org/wp-content/uploads/2017/10/classificados_1a_fase_premio_2017_publicacao.pdf

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do Confap, com informações do Ministério da Saúde

O post Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS divulga classificados apareceu primeiro em FAPEAM.

Fiocruz Amazônia promove 3º Workshop de Inovação

Com a temática “Inovação x Conexão e Inspiração”, o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) realiza no dia 14/11, de 14h às 18h, o 3º Workshop de Inovação da Instituição, que será realizado durante a 3º Conferência Sobre Processos Inovativos na Amazônia – Interfaces entre ICT, empresários e investidores.

O evento acontece no Auditório da Ciência, no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com entrada pela rua Otávio Cabral, s/nº, Petrópolis. As inscrições podem ser feitas por meio de formulário online.

O objetivo do Workshop é potencializar a Inovação sobre o contexto das Startups e empresas da região, conectar oportunidades e inspirar pessoas. O evento será composto por três atividades distintas e conectadas pelos pilares condutores do Workshop; Inovação, Conexão e Inspiração.

Confira a programação da conferência.

START IP

Representando o pilar Inovação, o Start IP, será um espaço dedicado para que “startups caboclas” mostrem quem elas são, onde estão e o que podem oferecer. Realizado e apoiado pela Fiocruz Amazônia, em parceria com o Arranjo de NIT da Amazônia Ocidental – AMOCI e a Incubadora de Empresas do INPA, o Start IP é um evento pensado para difundir e fortalecer o empreendedorismo da Amazônia.

Convidados e demais participantes inscritos terão a oportunidade de conhecer os negócios desenvolvidos por empresas e startups do ecossistema de inovação local, em um palco voltado ao empreendedorismo da região, além de apresentações de empresas por meio de Pitchs, ferramentas usadas pelos empreendedores para “vender” o projeto da sua empresa para potenciais investidores.

A ação contará também com oficinas paralelas sobre inovação, e empreendedorismo socioambiental por meio da participação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS). O Start IP contará com a presença de várias startups que foram convidas para expor modelo de negócios, seus produtos e serviços, uma oportunidade ímpar para gerar insights, fazer networking e fechar negócios.

CAFÉ DE NEGÓCIOS

Representando o pilar Conexão, o Café de Negócios, pretende conectar pessoas, organizações e empreendedores, potencializando futuras parcerias. No espaço, os potenciais empreendedores poderão se relacionar diretamente, conectando oportunidades, recebendo feedback sobre seus negócios, além da possibilidade de ampliação do networking.

INSPIRAÇÃO

Representando o pilar “Inspiração”, o empreendedor e professor, Salvio Rizzato, membro honorário da academia de indivíduos em prol do empreendedorismo inovador, irá ministrar a palestra: “O Papel do Empreendedorismo no Processo de Inovação”.

O objetivo da palestra é desmitificar o empreendorismo, quebrando qualquer paradigma que o coloque como uma profissão ou a qualquer outra possibilidade atrelada a um CNPJ, demonstrando a importância de se praticar o empreendedorismo, para que a inovação se torne realidade.

SOBRE O NIT

O Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) tem o objetivo de prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz) para elaboração de pedidos para depósito de patentes e acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.

O NIT atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Cortes em Ciência e Tecnologia podem inviabilizar pesquisas

A queda no orçamento público para Ciência e Tecnologia neste ano e no próximo pode inviabilizar pesquisas em andamento no país. Este é o diagnóstico dos pesquisadores brasileiros que estiveram na Câmara dos Deputados na última terça-feira (10/10) para entregar um abaixo-assinado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contra os cortes. O documento da campanha Conhecimento sem Cortes reuniu mais de 80 mil assinaturas. Proposto pelo deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), o debate envolveu membros da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Academia Brasileira de Ciências (ABC), do Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), além de universidades e outras entidades representativas.

A comunidade científica afirma que o orçamento de investimentos do setor passou de R$ 8,4 bilhões em 2014 para R$ 3,2 bilhões este ano. Para 2018, o programado é ainda menor, de R$ 2,7 bilhões.

Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, Ildeu Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), lembrou que 23 ganhadores do Prêmio Nobel enviaram uma carta ao presidente Michel Temer em setembro, alertando que os cortes podem comprometer o futuro do Brasil.

“Reconhecer a importância da ciência brasileira, assinar uma carta, o que não é comum. Assinar uma carta ao presidente da República de um país, dizendo da importância da ciência brasileira, que ela tenha continuidade. E, no entanto, nos envergonha que a gente veja que cientistas do exterior, desse alto quilate, tenham mais sensibilidade com a ciência brasileira que nossos governantes”, afirmou o presidente da SBPC.

O coordenador de Estratégias de Integração Regional e Nacional da Fiocruz, Wilson Savino, que representou a presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima, na audiência pública, disse que “sem sombra de dúvida, a resposta que o Brasil deu na epidemia de zika, quando fomos confrontados com uma doença cuja causa era até então desconhecida, só foi possível porque estávamos preparados do ponto de vista de informação e equipamentos. Uma política que dê continuidade aos cortes fará com que, em outra epidemia, não tenhamos condições de dar a resposta que demos. É fundamental que em todas as áreas do conhecimento, inclusive na Saúde, possamos recuperar o orçamento”.

MINISTÉRIO

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações informou, por meio de nota, que está trabalhando para elevar os recursos deste ano e que os valores de 2018 ainda não estão fechados.

Helena Nader, da Academia Brasileira de Ciências, disse que o trabalho dos pesquisadores está presente na alta produtividade agrícola do país e na exploração de petróleo em águas profundas. Ela disse que países como a Coreia do Sul gastam mais de 4% do Produto Interno Bruto em Ciência e Tecnologia; enquanto o Brasil investe cerca de 1%.

O presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica, Fernando Peregrino, disse que o problema também é de gerenciamento de recursos. Segundo ele, o sistema de Justiça brasileiro gasta quase 2% do PIB, o dobro do que tem o setor de Ciência e Tecnologia. Nos Estados Unidos, segundo ele, os gastos com C&T representam 2,4% do PIB enquanto o sistema de justiça tem 0,2%.

A deputada Luiza Erundina (Psol-SP) pediu aos colegas que atuem para reverter os cortes. “Como é que se quer disputar a hegemonia no mundo – e isso não se fará sem ciência, sem tecnologia, sem inovação – se vai se andando para trás na destinação de recursos públicos para essas áreas? É algo incompreensível, é algo burro, me desculpe a força da expressão”, disse.

TETO DE GASTOS

Outros deputados e convidados afirmaram que os cortes decorrem da emenda constitucional que fixou um teto de gastos para o país pelos próximos 20 anos, enquanto o pagamento da dívida pública não sofre interrupções. Eles também defenderam a manutenção do ensino superior público.

Fonte: Agência Fiocruz, por Ricardo Valverde (CCS/Fiocruz)

Pesquisa analisa qualidade de vida do cuidador de paciente com câncer em Manaus

O estudo quer saber como anda a qualidade de vida do cuidador para assim propor ações preventivas para ajudar na saúde do acompanhante

Uma pesquisa desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) vem analisando a qualidade de vida do cuidador familiar do paciente em internação hospitalar com diagnóstico de câncer, na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).

O estudo é realizado pela graduanda em Enfermagem Giselle Luany Jefres e orientado pela pesquisadora Júlia Mônica Benevides. O trabalho iniciou em 2016, no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica, e já avaliou 74 pessoas, que ficaram de um mês até dois anos como cuidador de paciente na FCecon. Desse número 70 são mulheres, na faixa etária de 30 a 40 anos.

A pesquisa tem previsão para terminar em 2019. Até lá, se espera coletar dados de quase 400 cuidadores. “Estamos tentando verificar não apenas o paciente, mas também o cuidador para evitar que esse acompanhante venha desencadear alguma doença e se tornar também um paciente. Na pesquisa estamos verificando de que forma podemos agir com o cuidador para evitar isso como, por exemplo, por meio da área de psicologia do hospital através de diálogos e conversas”, conta Giselle.

Segundo Giselle, para a coleta e avaliação foram realizados dois questionários, com questões sobre a vida pessoal e financeira, além das informações sobre o ambiente onde cuidador reside e sobre o tempo que acompanha o paciente durante o tratamento.

IMG_2041A graduanda em Enfermagem Giselle Luany Jefres tem previsão para terminar a pesquisa em 2019, com dados de quase 400 cuidadores

A graduanda em Enfermagem diz que o resultado do questionário mostra que todos os 74 cuidadores avaliados apresentaram qualidade de vida regular, ou seja, não é um nível elevado e nem muito baixo. Um dos fatores que pode estar associado a isso é a condição financeira.

“O fato de receber um salário mínimo pode acabar estressando o cuidador, pois não tem renda suficiente, por exemplo, para pegar o transporte e manter sua ida ao hospital. Isso acarreta estresse, desconforto e pode prejudicar o paciente, fazendo ele se sentir um “fardo” para o cuidador”, afirmou.

Essa é a primeira vez que a estudante participa de um projeto de iniciação científica. Ela destacou a importância do apoio da Fapeam no andamento da pesquisa.

“O apoio da Fapeam nos permitiu fazer essa coleta de dados, pesquisar, ampliar o nosso conhecimento e contribuir com a sociedade por meio de ações de prevenção à saúde”, destacou.

Sobre o Paic

 O programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) visa disseminar o conhecimento científico por meio do envolvimento das instituições, pesquisadores e estudantes de graduação em todo o processo de investigação, proporcionando principalmente aos alunos a experiência prática e o desenvolvimento de habilidades em pesquisas.

IMG_2051

 

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

O post Pesquisa analisa qualidade de vida do cuidador de paciente com câncer em Manaus apareceu primeiro em FAPEAM.

Alunos do ILMD são aprovados em Programa de Mobilidade Acadêmica da Fiocruz

A Coordenação Geral de Pós-graduação (CGPG) da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou lista dos candidatos aprovados para o Programa de Mobilidade Acadêmica da Instituição. Dos cinco alunos selecionados, três são do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

Thayana Cruz de Souza, aluna do Programa de Doutorado em Ciências – Cooperação IOC-ILMD, Eric Fabrício Marialva e Ismael Alexandre da Silva Nascimento, alunos do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) foram aprovados na chamada de seleção pública, oferecida para alunos de pós-graduação Stricto sensu, matriculados em programas de mestrado acadêmico, mestrado profissional ou doutorado da Fiocruz.

O objetivo do programa é selecionar alunos, que tenham interesse em desenvolver projetos de pesquisa em unidades ou escritórios da Fiocruz, distintas daquelas nas quais estão regularmente associados. A ideia é induzir a formação de profissionais da saúde, ampliando a possibilidade de capacitação técnico-cientifica dos pós-graduandos, além de amplificar as oportunidades de interdisciplinaridade.

PESQUISA E MOBILIDADE

Com o objetivo de estudar a biologia de L. migonei em condições de laboratório e sua interação com Leishmania infantum chagasi, o mestrando Eric Marialva desenvolverá no Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), o estudo “Biologia experimental de Lutzomyia migonei (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae): Aprimoramento de técnicas de criação em massa e modelo experimental para infecção e transmissão de Leishmania infantum chagasi.

Segundo Marialva, a Fiocruz Minas “possui expertise em modelos de transmissão experimental de diversos insetos vetores e agentes etiológicos, incluindo modelos flebótomos-leishmânias. Irei desenvolver na unidade: Infecção experimental de Lutzomyia migonei por Leishmania infantum chagasi e Le. braziliensis; transmissão de Leishmania pela picada de L. migonei e qPCR em tempo real para detecção e quantificação das leishmânias, sob a orientação e supervisão da Dra. Nagila Francinete Costa Secundino, entre outubro e dezembro de 2017”.

Sob orientação do Dr. Felipe Gomes Naveca, o mestrando Ismael Nascimento teve aprovado o projeto “Diversidade genética do vírus Chikungunya e sua relação com sintomatologia observada durante a circulação em dois estados da Amazônia Ocidental (Amazonas e Roraima). O objetivo principal do estudo é analisar a diversidade genética intra e inter-hospedeiro, processos evolutivos e manifestações da infecção, relacionados ao vírus Chikungunya circulante nos estados de Roraima e Amazonas, entre os anos de 2014 e 2017.

Segundo Nascimento, outro objetivo deste intercâmbio é o treinamento em ferramentas de bioinformática para a análise da história evolutiva e filogeográfica de agentes virais e análise de dados gerados por Sequenciamento de Nova Geração (NGS).

“As atividades serão desenvolvidas no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), sob supervisão do Dr Gonzalo Bello, e compreenderão a inferência filogenética, entre sequências derivadas de genomas virais, reconstrução filogeográfica baseada nas sequencias de nucleotídeo e análises variadas de dados obtidos por NGS, como diversidade genética”, explicou.

A doutoranda Thayana Cruz está desenvolvendo o estudo “Identificação de proteases fibrinolíticas em bactérias e fungos da Coleção Biológica da Fiocruz Amazônia, sua expressão em E. coli, purificação e caracterização bioquímica”, sob coorientação da Dra Ormezinda Fernandes.

Parte da tese será desenvolvida no Laboratório de Genômica Funcional e Bioinformática (LAGFB) do IOC, sob orientação do Dr. Wim Degrave, e pretende identificar e selecionar proteases fibrinolíticas em bactérias e fungos estocados no acervo da Coleção Biológica da Fiocruz Amazônia, visando desenvolver biomoléculas com potencial terapêutico, expressando os mesmos sob forma recombinante em E. coli.

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

 

 

Pesquisas pretendem potencializar uso da fibra de Curauá no Amazonas

Estudos são realizados por estudantes de engenharia mecânica da UEA e contam com apoio da Fapeam

A fibra extraída das folhas do curauá (Ananas erectifolius), planta típica da região amazônica, tem sido alvo dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho, sob a orientação do professor Gilberto Garcia del Pino, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os estudos são realizados no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

De acordo com os acadêmicos, estudos sobre a fibra de curauá já são realizados em outras localidades da região amazônica, como o Pará, por exemplo. No entanto, a proposta das pesquisas desenvolvidas no Paic/UEA é de potencialização do uso da fibra no Estado, principalmente no Polo Industrial de Manaus (PIM). Eles acreditam que a fibra de curauá poderá ser uma substituta da fibra de vidro.

Para o estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Emanuel Queiroz, o potencial da fibra de curauá ainda é pouco explorado e o estudo pretende contribuir com a mudança deste cenário. Emanuel é bolsista no projeto “Avaliação de materiais compósitos particulados a base de fibra de curauá”.

“O objetivo mesmo é verificar a visibilidade dela (fibra de curauá) em ser uma potencial substituta da fibra de vidro, principalmente aqui no Polo Industrial. Existem outras fibras que são estudadas, como a fibra de piaçaba e a de juta. A fibra de curauá tem um grande potencial que não está sendo totalmente explorado”, disse Queiroz.

projeto-curaua (1)

Estudos são desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho

Conforme o universitário, o custo das fibras de curauá e de vidro é semelhante. O diferencial está na sustentabilidade.

“O processo de fabricação da fibra de curuá é mais fácil de se fazer do que a fibra de vidro. Como a fibra de vidro vem da areia e passa por vários processos industriais para o preparo do produto final, que seria a fibra, que resulta na manta. Já a fibra de curauá, que é vegetal, o processo seria mais fácil, a manufatura seria mais simples”, explicou Emanuel.

O também estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Lucas Rocha, explica sobre a aplicabilidade da fibra de curauá. Bolsista no projeto “Estudo da influência do tratamento da fibra do curauá nas propriedades mecânicas do compósito”, ele reforça que a pesquisa quer comprovar a melhor aplicação da fibra.

“Ela (fibra de curauá) pode ser aplicada no capô de um carro, por exemplo. Várias empresas estão utilizando a fibra de vidro pra fazer o capô do carro, porque não utilizar a fibra de curauá? Há caixas de água feitas com fibra de vidro e que podem ser feitas com fibra de curauá. A fibra também poder ser usada na indústria civil, no revestimento de casas e colunas. A fibra de curauá pode ser até melhor que a fibra de vidro em algumas aplicações. O estudo é feito para comprovar essa melhor aplicação”, contou Rocha.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Rameses Botelho, finalista do curso de Engenharia Mecânica, participou de outros projetos do Paic que também estão envolvidos nas pesquisas sobre a fibra de curauá. O assunto é abordado em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Imerso nos estudos, ele contou como ocorre o processo de captação da fibra e a fase de tratamentos do material.

“Recebemos a fibra direto das mãos dos produtores. A fibra vem sem tratamento, in natura. Aqui nós selecionamos, retiramos as impurezas e penteamos a fibra. No nosso projeto pretendemos fazer uma melhor propriedade mecânica do compósito, por isso, estamos fazendo processos de tratamento nessas fibras. Além de usar a fibra natural, como recebemos, estamos fazendo tratamentos químicos nessa fibra”, disse Botelho.

O tratamento químico usado pelo grupo de pesquisa é o tratamento com o hidróxido de sódio, popularmente conhecido como solda cáustica. “Estamos usando ele (hidróxido de sódio) para tentar fazer uma limpeza maior nessas fibras com intuito de melhorar adesão da fibra com nosso polímero, que é de resina epóxi”, contou Ramases.

Após esta fase, que é a elaboração das amostras, começa a etapa do ensaio de tração. O ensaio será feito com uma máquina universal.

“Pegamos a amostra e prendemos nas garras da máquina, depois programamos a máquina para esticar o material até o rompimento. A partir do rompimento é emitido um gráfico onde podemos ver os resultados. Vemos até que ponto esse material resistiu e assim vamos testando com outras fibras vegetais”, explicou o universitário.

Sustentabilidade

Lucas Rocha destacou que o grande diferencial da fibra de curauá com relação à fibra de vidro está na questão sustentável. Ele explica que as qualidades da fibra de curauá vão além da vida útil do produto.

“Quando acabar a vida útil do material que usamos, caixa da água, capô do carro ou a coluna, o que fazemos com a fibra? Por exemplo, a fibra de vidro quando descartada na natureza é prejudicial ao meio ambiente pela difícil decomposição, porque dura muitos anos. Já a fibra de curauá é vegetal e sua decomposição é mais rápida e não agride a natureza”, contou Rocha.

Expectativa

Os dois projetos desenvolvidos no âmbito do Paic devem ser concluídos no segundo semestre deste ano. Para os bolsistas, a expectativa é que os estudos possam aumentar a visibilidade da fibra de curauá e  comprovar as vantagens do material, como explica Emanuel Queiroz.

“A maior expectativa é aumentar a visibilidade dessa fibra a ponto das empresas do PIM optarem por usar ela ao invés da fibra de vidro. As vantagens não são voltadas a uma área restrita, ela tem diversas aplicações. Inclusive a fibra pode ser mais explorada na construção civil por ter propriedades térmicas de isolamento. São muitas outras aplicações, diferente da fibra de vidro”, finalizou o universitário.

Texto: Francisco Santos – Agência Fapeam

Fotos: Said Medonça – Agência Fapeam

O post Pesquisas pretendem potencializar uso da fibra de Curauá no Amazonas apareceu primeiro em FAPEAM.

Pesquisas pretendem potencializar uso da fibra de Curauá no Amazonas

Estudos são realizados por estudantes de engenharia mecânica da UEA e contam com apoio da Fapeam

A fibra extraída das folhas do curauá (Ananas erectifolius), planta típica da região amazônica, tem sido alvo dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho, sob a orientação do professor Gilberto Garcia del Pino, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os estudos são realizados no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

De acordo com os acadêmicos, estudos sobre a fibra de curauá já são realizados em outras localidades da região amazônica, como o Pará, por exemplo. No entanto, a proposta das pesquisas desenvolvidas no Paic/UEA é de potencialização do uso da fibra no Estado, principalmente no Polo Industrial de Manaus (PIM). Eles acreditam que a fibra de curauá poderá ser uma substituta da fibra de vidro.

Para o estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Emanuel Queiroz, o potencial da fibra de curauá ainda é pouco explorado e o estudo pretende contribuir com a mudança deste cenário. Emanuel é bolsista no projeto “Avaliação de materiais compósitos particulados a base de fibra de curauá”.

“O objetivo mesmo é verificar a visibilidade dela (fibra de curauá) em ser uma potencial substituta da fibra de vidro, principalmente aqui no Polo Industrial. Existem outras fibras que são estudadas, como a fibra de piaçaba e a de juta. A fibra de curauá tem um grande potencial que não está sendo totalmente explorado”, disse Queiroz.

projeto-curaua (1)

Estudos são desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho

Conforme o universitário, o custo das fibras de curauá e de vidro é semelhante. O diferencial está na sustentabilidade.

“O processo de fabricação da fibra de curuá é mais fácil de se fazer do que a fibra de vidro. Como a fibra de vidro vem da areia e passa por vários processos industriais para o preparo do produto final, que seria a fibra, que resulta na manta. Já a fibra de curauá, que é vegetal, o processo seria mais fácil, a manufatura seria mais simples”, explicou Emanuel.

O também estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Lucas Rocha, explica sobre a aplicabilidade da fibra de curauá. Bolsista no projeto “Estudo da influência do tratamento da fibra do curauá nas propriedades mecânicas do compósito”, ele reforça que a pesquisa quer comprovar a melhor aplicação da fibra.

“Ela (fibra de curauá) pode ser aplicada no capô de um carro, por exemplo. Várias empresas estão utilizando a fibra de vidro pra fazer o capô do carro, porque não utilizar a fibra de curauá? Há caixas de água feitas com fibra de vidro e que podem ser feitas com fibra de curauá. A fibra também poder ser usada na indústria civil, no revestimento de casas e colunas. A fibra de curauá pode ser até melhor que a fibra de vidro em algumas aplicações. O estudo é feito para comprovar essa melhor aplicação”, contou Rocha.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Rameses Botelho, finalista do curso de Engenharia Mecânica, participou de outros projetos do Paic que também estão envolvidos nas pesquisas sobre a fibra de curauá. O assunto é abordado em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Imerso nos estudos, ele contou como ocorre o processo de captação da fibra e a fase de tratamentos do material.

“Recebemos a fibra direto das mãos dos produtores. A fibra vem sem tratamento, in natura. Aqui nós selecionamos, retiramos as impurezas e penteamos a fibra. No nosso projeto pretendemos fazer uma melhor propriedade mecânica do compósito, por isso, estamos fazendo processos de tratamento nessas fibras. Além de usar a fibra natural, como recebemos, estamos fazendo tratamentos químicos nessa fibra”, disse Botelho.

O tratamento químico usado pelo grupo de pesquisa é o tratamento com o hidróxido de sódio, popularmente conhecido como solda cáustica. “Estamos usando ele (hidróxido de sódio) para tentar fazer uma limpeza maior nessas fibras com intuito de melhorar adesão da fibra com nosso polímero, que é de resina epóxi”, contou Ramases.

Após esta fase, que é a elaboração das amostras, começa a etapa do ensaio de tração. O ensaio será feito com uma máquina universal.

“Pegamos a amostra e prendemos nas garras da máquina, depois programamos a máquina para esticar o material até o rompimento. A partir do rompimento é emitido um gráfico onde podemos ver os resultados. Vemos até que ponto esse material resistiu e assim vamos testando com outras fibras vegetais”, explicou o universitário.

Sustentabilidade

Lucas Rocha destacou que o grande diferencial da fibra de curauá com relação à fibra de vidro está na questão sustentável. Ele explica que as qualidades da fibra de curauá vão além da vida útil do produto.

“Quando acabar a vida útil do material que usamos, caixa da água, capô do carro ou a coluna, o que fazemos com a fibra? Por exemplo, a fibra de vidro quando descartada na natureza é prejudicial ao meio ambiente pela difícil decomposição, porque dura muitos anos. Já a fibra de curauá é vegetal e sua decomposição é mais rápida e não agride a natureza”, contou Rocha.

Expectativa

Os dois projetos desenvolvidos no âmbito do Paic devem ser concluídos no segundo semestre deste ano. Para os bolsistas, a expectativa é que os estudos possam aumentar a visibilidade da fibra de curauá e  comprovar as vantagens do material, como explica Emanuel Queiroz.

“A maior expectativa é aumentar a visibilidade dessa fibra a ponto das empresas do PIM optarem por usar ela ao invés da fibra de vidro. As vantagens não são voltadas a uma área restrita, ela tem diversas aplicações. Inclusive a fibra pode ser mais explorada na construção civil por ter propriedades térmicas de isolamento. São muitas outras aplicações, diferente da fibra de vidro”, finalizou o universitário.

Texto: Francisco Santos – Agência Fapeam

Fotos: Said Medonça – Agência Fapeam

O post Pesquisas pretendem potencializar uso da fibra de Curauá no Amazonas apareceu primeiro em FAPEAM.

Em reunião no ILMD/Fiocruz Amazônia, presidente do CNPq  assegura um olhar mais atencioso para Amazônia

Em tom de descontração e esperança o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, esteve nesta segunda-feira, 18/9, em encontro com pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O encontro foi articulado pelo diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, com o objetivo de aproximar a instituição do CNPq, o resultado foi uma reunião animada e participativa onde Mario Neto falou da sua gestão no CNPq, das prioridades e estratégias para o Conselho cumprir seus compromissos, mesmo diante das adversidades.

“A ideia é trazer uma expectativa positiva mesmo num momento de crise e de dificuldade, mas o CNPq está com um olhar muito preocupado, muito dedicado ao potencial que a Amazônia tem, em particular o estado do Amazonas’, declarou Mario Neto ao informar sobre alguns projetos lançados recentemente pelo CNPq, voltados para a região.

“Nós sabemos do potencial que a Amazônia tem, todo brasileiro sabe, então, o CNPq tem essa preocupação no radar. Nós temos desenhados alguns projetos, mesmo nessa dificuldade, como o que foi lançado agora para a biodiversidade da Amazônia; estamos negociando com empresas que têm interesse em explorar a biodiversidade, no sentido de fazer parceria de pesquisa com pesquisadores da área; além de projetos para a questão da saúde, de doenças infecciosas negligenciadas e doenças tropicais”, disse o presidente do CNPq ao defender também a formação de parcerias entre as instituições, inclusive entre as regiões com maior experiência com pesquisa, para o trabalho em conjunto.

Para o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, a vinda de Mario Neto ao Instituto sinaliza parcerias em projetos na área de saúde, desenvolvimento científico e tecnológico, pesquisa e educação.

Mario Neto assegurou que CNPq em sua gestão terá um olhar atencioso para a Amazônia, para as instituições de ensino e pesquisa da região, em especial para o ILMD/Fiocruz Amazônia.

SOBRE O PRESIDENTE DO CNPq

Mario Neto é graduado em Engenharia Elétrica, mestre em Acionamentos Elétricos, e doutor em Inteligência Artificial Aplicada à Educação. Foi presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e membro do conselho da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes