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Fiocruz Amazônia celebra 25 anos de trajetória com programação cultural e sessão solene na ALEAM

Instituído oficialmente por meio da Portaria Fiocruz nº 195, de 19 de agosto de 1994, como Escritório Técnico da Amazônia (ETA-Fiocruz), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) completou na última segunda-feira seus 25 anos.

Eventos científicos, de popularização da ciência e de geração e difusão do conhecimento científico e tecnológico, voltados para a promoção da saúde, qualidade de vida, meio ambiente, sustentabilidade e cidadania marcam as comemorações do jubileu, que vão ocorrer até 2020.

No dia 22/8, a Fiocruz Amazônia assinará um acordo de cooperação entre a Unidade e o Comando Militar da Amazônia (CMA). Ainda durante a tarde, na sede do governo, ocorrerá a assinatura do protocolo de cooperação entre a Fiocruz Amazônia e o Governo do Estado do Amazonas.

No mesmo dia, às 20h, pesquisadores, bolsistas, técnicos, alunos dos cursos de pós-graduação prestigiam, no Teatro Amazonas, o concerto especial da Orquestra Amazonas Filarmônica, um oferecimento da Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas. Na sexta-feira, 23/8, às 9h30, Nísia Trindade, presidente da Fiocruz estará no ILMD para o evento que marcará o início das atividades e recepção dos novos bolsistas do Programa de Iniciação Científica (PIC), intitulada “Conversa com a Presidente”.

ALEAM

Numa propositura da autoria da deputada estadual Alessandra Campelo, no dia 23, às 13h, uma Sessão Especial, a ser realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), marcará o jubileu do ILMD/Fiocruz Amazônia, com o reconhecimento parlamentar da importância da instituição para o Amazonas.

A Sessão Especial será realizada no Plenário Ruy Araujo, na Av. Mario Ypiranga Monteiro, 3.950 – Parque 10. O evento é aberto ao público. Na ocasião será lançada a 4ª edição da Fiocruz Amazônia Revista, uma publicação de divulgação científica do ILMD, que numa edição especial trará um resgate histórico da Unidade.

SELO 25 ANOS

O jubileu do ILMD/Fiocruz Amazônia vem sendo pensado desde o início deste ano e, com o apoio da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), um selo foi criado especialmente para este aniversário.

Durante a última reunião do conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia, ocorreu o lançamento do selo comemorativo em homenagem aos 25 anos da implantação do Instituto. O selo foi desenvolvido pela equipe da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com técnicos do Instituto e será aplicado em todas as peças editoriais e gráficas da instituição ao longo do ano do jubileu.

MOSTRA DE FILMES

As celebrações do jubileu deram início em junho, com a mostra de filmes de “Adrian Cowell – Um olhar sobre a Amazônia”, que abordou questões socioambientais e políticas da Amazônia Brasileira. O evento aconteceu entre os dias 12 e 14 de junho, no Casarão de Ideias, que fica localizado no Centro de Manaus.

SOBRE A FIOCRUZ AMAZÔNIA

Unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas, o ILMD visa contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional do País, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.

Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

A produção de conhecimento científico no ILMD/Fiocruz Amazônia também ocorre por meio das ações de cooperação técnica, realizadas através da assessoria técnico-científica desenvolvida junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), com foco especial no conhecimento das realidades sócio-sanitárias e epidemiológicas da Amazônia.

O ILMD/Fiocruz Amazônia estabelece cooperação com instituições nacionais e internacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (CT&IS), por meio de Acordos de Cooperação Técnico-Científica em Saúde com as demais unidades da Fiocruz, com instituições da Amazônia, nacionais e de outros países.

EDUCAÇÃO

Os programas de pós-graduação, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia têm por finalidade: capacitar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

A Fiocruz tem longa história na formação de mestres e doutores no país. Nas últimas décadas a instituição empreendeu um processo dirigido de expansão de suas unidades técnico científicas, com a presença de cursos de pós-graduação e centros de pesquisa voltados para o campo da saúde. A criação do ILMD/Fiocruz Amazônia, expressa o compromisso da Fiocruz em contribuir com a expansão da produção de conhecimento e do ensino pós-graduado na região amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 A 9ª edição do Congresso Brasileiro de Micologia começou hoje em Manaus

Começou o hoje, 24/6,  em Manaus,  o IX Congresso Brasileiro de Micologia. O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Micologia (SBMy) e acontece até quinta-feira, 27/6, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, na avenida Constantino Nery, bairro de Flores.

Durante a abertura, Maria Aparecida de Jesus, presidente da Comissão Organizadora do evento, falou da importância da realização do Congresso Brasileiro de Micologia em Manaus, uma conquista que já vinha sendo almejada há alguns anos pelos pesquisadores da Região.

Segundo a vice-presidente do evento e pesquisadora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Ani Beatriz Matsuura, o Congresso é uma ótima oportunidade de se reunir no Amazonas um grande número de pesquisadores brasileiros e de outros países para discutirem o que está acontecendo hoje área de micologia. “Estamos na expectativa de termos um ótimo evento. A Fiocruz tem vários pesquisadores participando da programação, tanto na área de micologia médica quanto para falar sobre o Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen)”.

Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, ressaltou a importância do evento, especialmente por abordar a micologia, uma das áreas de estudo da Fiocruz. “Os fungos têm diversos potenciais, não só biotecnológicos, mas também para a área da saúde. Então, este evento torna possível divulgar-se o que vem sendo trabalhado na parte de biotecnologia, de produção de insumos para a saúde, e de estudos com fungos que causam doenças. Além disso, permite uma integração maior entre as instituições brasileiras que atuam nessa área”.

Para Marcia Perales, diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam), apoiar um evento da magnitude do Congresso de Micologia para que ele seja realizado em Manaus é relevante para os estudantes da área, para os pesquisadores,  instituições de ciência, tecnologia e inovação e para a população. “É um importante evento que fortalece uma das linhas de sustentação da Fapeam, que é a difusão e popularização da ciência. Então, isso permite diálogos, discussões, interlocuções, e faz com que a ciência fique mais perto da sociedade, por meio dos resultados que são divulgados”.

Na programação do evento estão minicursos, incursões micológicas, conferencias, apresentações de trabalhos, concurso de fotografia, Prêmio Augusto Chaves Batista, e apresentações de pôsteres.  Acesse a programação no site www.cbmicologia2019.com.br, ou clique.

PÚBLICO

O evento é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores, técnicos de nível médio e superior, profissionais liberais (médicos, odontólogos, farmacêuticos, biólogos, biomédicos, veterinários entre outros), representantes da área industrial, e gestores relacionados a políticas públicas em saúde, ciência e tecnologia.

PARCEIROS

O IX Congresso Brasileiro de Micologia tem como realizadores a Sociedade Brasileira de Micologia (SBMy), o ILMD/Fiocruz Amazônia, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Embrapa-Amazônia Ocidental, e a Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). Conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp),  da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) e da Fapeam.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Érico Xavier (Fapeam)

Estudo pretende viabilizar produtos da madeira de Manejo Florestal para o mercado

O baixo número de espécies florestais que atualmente são exploradas para fins madeireiros no Amazonas motivou a engenheira florestal Daniele Feitosa Fróes, a avaliar o desempenho da espécie Eschweilera, conhecida como Matamatá, para ser empregada em produtos como móveis, instrumentos musicais e artigo de decoração.

O projeto apoiado pela  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad), na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), teve como orientadora a professora Claudete Catanhede do Nascimento,  do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e contou com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Madeiras da Amazônia.

Segundo a pesquisadora, as árvores do gênero Eschweilera são espécies abundantes, amplamente distribuídas na floresta, possuem características importantes para o manejo florestal, porém não são exploradas devido à escassez de estudos sobre sua caracterização tecnológica e potencial, como usinagem e propriedades físicas que contribuam para a inclusão de novas espécies no mercado e sustentabilidade dos ecossistemas florestais.

Daniele Goes - INPA - Madeira  - Fotos EX_-17

Daniele Feitosa Fróes – engenheira Florestal

Para que determinada madeira seja explorada é necessário que se conheça seu potencial madeireiro, ou seja, saber os limites e condicionantes de uso, para o desenvolvimento de produtos.

Para a pesquisa foram selecionadas duas espécies Eschweilera coriacea e Eschweilera truncata, para a caracterização da madeira, compreensão  da densidade e retratibilidade, da parte mecânica, química e, por último, da usinagem que é a confecção da modelagem dos produtos.

“Durante o estudo as madeiras de E. coriacea e E.truncata apresentaram excelente desempenho na avaliação de usinagem, tendo recebido conceito excelente para os testes de plaina, lixa, perfuração por broca, moldura no topo e torno; bom para o teste de rasgo lateral por broca e; ruim para o teste de perfuração por prego, por conseguinte essas madeiras mostram excelente qualidade para usinabilidade”, disse.

Produtos Madeireiros

Daniele explica que após o estudo e avaliação das madeiras foram desenvolvidos produtos com peças utilizadas nos processos de usinagem como: móveis, artigos de decoração, armação para óculos e escala para instrumento musical.

“De forma geral, pode-se concluir que a madeira das espécies estudadas estão aptas para serem empregadas na confecção de produtos de alto valor agregado, podendo ser consideradas como alternativa para subsidiar o mercado madeireiro, uma vez que apresentam características similares às espécies comercializadas e também por serem espécies de grande ocorrência em toda a Amazônia”, ressalta.

Os produtos foram desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar,  composta por engenheiro florestal, designer, luthier e arquiteto com o intuito de projetar peças que possam ser replicadas pela indústria, considerando-se a praticidade no transporte, ou seja, todos os móveis produzidos podem ser desmontáveis e armazenados em caixas próprias.

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Produtos foram desenvolvidos com intuito de projetar peças que possam ser replicadas pela indústria

Resultados

Conforme a pesquisadora, o estudo vai contribuir para o avanço da área de tecnologia da madeira e manejo florestal sustentável, oferecendo respostas para a utilização de madeiras que atualmente não são exploradas.

“A pesquisa superou todas as expectativas, apresentando resultados excelentes, saldo totalmente positivo avaliou a qualidade das madeiras de Eschweilera coriacea e Eschweira truncata, habilitando o potencial madeireiro, afirmando que podem ser comercializadas em diferentes setores da indústria madeireira. Todavia, a pesquisa realizada indica direcionamento para outras pesquisas, como a investigação do potencial tecnológico de outras espécies de menores diâmetros e de elevada ocorrência na floresta. E o resultado mais importante seria a possibilidade de inserir essas espécies na lista de espécies de interesse comercial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que habilita as madeiras para comercialização”, relata Daniele Fróes.

 Posgrad

O Programa de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad), da Fapeam, tem como objetivo apoiar a formação de recursos humanos altamente qualificados nos Programas de Pós-Graduação Strico Senso (PPGSS), aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da concessão de quotas de bolsas de mestrado e doutorado.

INCT

O projeto de pesquisa contou ainda com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Madeiras da Amazônia, do Inpa, com aporte financeiro da Fapeam, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Protocolo diagnóstico desenvolvido por pesquisador da Fiocruz Amazônia identifica simultaneamente mayaro e outros arbovírus

Mayaro, um vírus que esta semana passou a assustar a população do sudeste do Brasil, já é estudado desde 2007, pelo pesquisador do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Gomes Naveca.

“Todas as vezes em que temos procurado em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, nós temos encontrado o vírus Mayaro. Já o encontramos no Amazonas e em Roraima”, explica o pesquisador.

A identificação rápida do vírus tem sido possível graças aos protocolos de diagnóstico laboratorial pelo método PCR em Tempo Real, desenvolvidos pelo pesquisador, que identifica Parvovírus B19, sarampo, vírus Oeste do Nilo, oropouche, mayaro e outras arboviroses.

Os insumos específicos para o diagnóstico de mayaro e oropouche já estão publicados e foram patenteados pela Fiocruz, em 2017. No momento, estão sendo usados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e, mais recentemente, pelo de Mato Grosso do Sul.

Os sintomas da infeção por mayaro são semelhantes à chikungunya, como febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, dor nas articulações, fotofobia e dor na região lombar.

O pesquisador explica que a Fiocruz Amazônia tem atuado em parceria com outras instituições e auxiliado com o desenvolvimento de ferramentas para o diagnóstico de arboviroses. Naveca trabalha na execução e coordenação de projetos de vigilância epidemiológica, para a detecção e caracterização genética de possíveis casos humanos de arboviroses e a circulação em potenciais vetores, com financiamento do Decit-MS, CNPq, Capes (a partir da Chamada MCTIC/FNDCT – CNPq / MEC-Capes / MS-Decit Nº 14/2016 – Prevenção e Combate ao Vírus Zika), e do Programa Inova Fiocruz (a partir das chamadas Geração de Conhecimento e Produtos Inovadores).

Felipe Naveca esclarece que os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números demonstram que existe o risco de outros vírus se tornarem um problema de saúde pública. A emergência e o avanço epidêmico dos vírus chikungunya e zika, nos últimos anos, são provas desse risco. Por esse motivo, o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, comentou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Protocolo diagnóstico desenvolvido por pesquisador da Fiocruz Amazônia identifica simultaneamente mayaro e outros arbovírus

Mayaro, um vírus que esta semana passou a assustar a população do sudeste do Brasil, já é estudado desde 2007, pelo pesquisador do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Gomes Naveca.

“Todas as vezes em que temos procurado em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, nós temos encontrado o vírus Mayaro. Já o encontramos no Amazonas e em Roraima”, explica o pesquisador.

A identificação rápida do vírus tem sido possível graças aos protocolos de diagnóstico laboratorial pelo método PCR em Tempo Real, desenvolvidos pelo pesquisador, que identifica Parvovírus B19, sarampo, vírus Oeste do Nilo, oropouche, mayaro e outras arboviroses.

Os insumos específicos para o diagnóstico de mayaro e oropouche já estão publicados e foram patenteados pela Fiocruz, em 2017. No momento, estão sendo usados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e, mais recentemente, pelo de Mato Grosso do Sul.

Os sintomas da infeção por mayaro são semelhantes à chikungunya, como febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, dor nas articulações, fotofobia e dor na região lombar.

O pesquisador explica que a Fiocruz Amazônia tem atuado em parceria com outras instituições e auxiliado com o desenvolvimento de ferramentas para o diagnóstico de arboviroses. Naveca trabalha na execução e coordenação de projetos de vigilância epidemiológica, para a detecção e caracterização genética de possíveis casos humanos de arboviroses e a circulação em potenciais vetores, com financiamento do Decit-MS, CNPq, Capes (a partir da Chamada MCTIC/FNDCT – CNPq / MEC-Capes / MS-Decit Nº 14/2016 – Prevenção e Combate ao Vírus Zika), e do Programa Inova Fiocruz (a partir das chamadas Geração de Conhecimento e Produtos Inovadores).

Felipe Naveca esclarece que os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números demonstram que existe o risco de outros vírus se tornarem um problema de saúde pública. A emergência e o avanço epidêmico dos vírus chikungunya e zika, nos últimos anos, são provas desse risco. Por esse motivo, o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, comentou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

FCecon apresenta à Fapeam atividades desenvolvidas no âmbito da pesquisa

Projetos de pesquisa e parcerias institucionais foram assuntos discutidos em reunião realizada segunda-feira (13/5) entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O encontro ocorreu na sede da Fundação, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Participaram da reunião pela Fapeam, a diretora-presidente, Márcia Perales, e a diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos. Pela FCecon a diretora de ensino e pesquisa, Kátia Luz Torres Silva e a pesquisadora Valquíria Alves.

Segundo Márcia Perales, na reunião a FCecon expôs algumas demandas da instituição e também apresentou o trabalho desenvolvido pelo centro, que vai além da assistência aos pacientes e engloba a  prevenção, ensino e pesquisa.

Disse ainda que Fapeam reconhece o trabalho desenvolvido pela FCecon na execução de projetos científicos, e ressaltou a importância de ouvir as  instituições de ensino e pesquisa para conhecer suas demandas, e verificar a possibilidade de formação de parcerias em projetos que se enquadrem nas  linhas de atuação da Fapeam.

Na oportunidade, Kátia Torres falou sobre a intenção de fortalecer parcerias institucionais que contribuam para o desenvolvimento da pesquisa científica no Amazonas.

“Além de ser uma instituição de referência no diagnóstico e tratamento do câncer em toda a Amazônia Ocidental, a FCecon também se destaca pelas ações desenvolvidas nas áreas de Prevenção, Ensino e Pesquisa, que foram ampliadas significativamente, nos últimos dez anos, inclusive com o apoio da Fapeam”, destacou.

 Por Helen Melo

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Fapeam recebe diretoria da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ)

Pesquisadores da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) reuniram-se com a diretoria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para apresentar projetos de pesquisa científica voltados para a melhoria da assistência à saúde da população.

O encontro teve como objetivo aproximar as duas instituições e prospectar parcerias futuras. Representando a FHAJ, estiveram o diretor de ensino e pesquisa, Diego Monteiro de Carvalho e a pesquisadora Isolda Prado.

A reunião ocorreu na sede da Fapeam nesta terça-feira (14/05) no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

O diretor e a pesquisadora foram recebidos pela diretora-presidente, Márcia Perales, e pela diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade. Na ocasião eles apresentaram o trabalho que já vem sendo desenvolvido na FHAJ, bem como perspectiva para parcerias institucionais que possam fortalecer e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população do Estado.

De acordo com o diretor de ensino e pesquisa da FHAJ, Diego Monteiro de Carvalho, além da prevenção e tratamento de doenças, a Fundação atua na área de ensino e pesquisa científica.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Barbara Brito

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Programa oferece passagens e auxílio de estadia a pesquisadores para realizar estudos no Museu do Amanhã

Ciência, sustentabilidade, futuro, astronomia, inovação, alimentação, ecologia e educação esses são alguns dos temas abordados e aprofundados pelo Museu do Amanhã, que, além de ser uma atração  para os visitantes, também tem sido objeto de estudo em diversas áreas. Para atender pesquisadores e pesquisadoras de fora do Rio de Janeiro, que queiram levantar dados e informações no Museu para seus estudos acadêmicos,  foi criado o Programa Amanhã em Pesquisa que está com inscrições abertas até o dia 20 de maio.

Os participantes selecionados terão direito a passagens ( aéreas ou terrestres) e diárias no mesmo valor das oferecidas pelo CNPq para pesquisadores no país (R$320), bem como auxílio para estadia até no máximo de três semanas. Em contrapartida, precisarão elaborar  relatório sobre o trabalho desenvolvido e indicar apoio do Museu do Amanhã em produtos derivados da pesquisa.

Para se candidatar é preciso residir fora do Rio de Janeiro, preencher formulário online e enviar documentos como: link do currículo Lattes, carta de interesse e resumo do projeto. Os selecionados poderão realizar seus trabalhos no Museu entre os meses de julho e novembro de 2019.

Entre os critérios de avaliação estão experiência de pesquisa do/a pesquisador/a e/ou do/a orientador/a; a consistência do projeto de pesquisa; uma conexão clara entre o plano de trabalho a ser realizado no museu e o projeto de pesquisa; e, por fim, a diversidade de temas, de gênero e de distribuição geográfica.

O link para inscrições e mais informações está no site do Museu do Amanhã.

Fonte: Comunicação Museu do Amanhã

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Formulação da pergunta na pesquisa científica é tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 26/4, às 9h, a palestra “Narrow down research question”, a ser ministrada pelo pesquisador, Antonio Luiz Boechat, professor adjunto da disciplina de imunologia médica e psiconeuroimunologia, no Instituto de Ciências Biológicas e coordenador do Programa de Imunologia Básica e Aplicada (PPGIBA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A palestra irá abordar um dos importantes pontos no planejamento da pesquisa científica: a delimitação das questões a serem investigadas. Os interessados em participar desta edição do Centro de estudos devem baixar o texto “Selection of the Questions: Finding the Research Question”, leitura obrigatória indicada pelo palestrante.

A apresentação ocorrerá na sala de aula 1, prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Antônio Boechat é graduado em Medicina pela Ufam, especialista em clinica médica e medicina de urgência pela Sociedade Brasileira de Clinica Médica, e em reumatologia pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, doutor em Biotecnologia na Universidade Federal do Amazonas (área de concentração: biotecnologias para saúde).

Atualmente é professor adjunto da disciplina de imunologia médica e psiconeuroimunologia no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Amazonas. Possui experiência em reumatologia clínica, desenvolvendo pesquisas nas áreas de imunogenética, biologia molecular das doenças autoimunes e infecciosas, modelos experimentais de inflamação e autoimunidade, farmacologia das drogas antiartríticas e imunobiológicas, além de aspectos cardiovasculares da artrite reumatóide.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Apresentação dos indicadores da pesquisa na Fiocruz Amazônia marcou o encerramento do Seminário Interno de Avaliação Institucional da Pesquisa

O segundo dia do Seminário Interno de Avaliação Institucional da Pesquisa do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu continuidade às apresentações e compartilhamento de informações entre laboratórios, pesquisadores e alunos dos cursos de pós graduação da unidade.

A programação do dia 17/4 iniciou com a apresentação dos pesquisadores seniores: Bernardo Horta, Yara Cseko, e Ana Carolina Vicente, momento em que cada um falou sobre sua atuação na Fiocruz Amazônia e sobre estudos e pesquisas para os quais estão contribuindo no Instituto.

Ana Carolina Vicente ressaltou a importância do momento de compartilhamento de informações entre os pesquisadores, laboratórios, e entre as áreas de atuação do Instituto, bem como lembrou que os projetos dos seniores têm dois vieses: a pós-graduação e os laboratórios. “Quando se tem interação e sinergismo as ações tomam outro significado, que é algo fantástico. A Fiocruz Amazônia está de parabéns por isso”, concluiu.

Outro ponto de destaque da programação foi a apresentação dos indicadores institucionais da pesquisa, referentes aos anos 2016/2017 e 2018. Segundo o vice-diretor de Pesquisa e Inovação, Felipe Naveca, os indicadores do Instituto “são frutos de vários anos de discussão de um grupo de trabalho que envolveu representantes de todos os laboratórios, mas eles não são imutáveis, e precisam estar sempre sendo aprimorados. A ideia dos indicadores é saber se a gente está melhorando, em que caminhos se deve seguir e o que fortalecer, no sentido do planejamento a médio e longo prazos. A partir desses indicadores, temos três anos para avaliação e planejamento para os anos seguintes ”, disse.

Depois, foi aberta discussão sobre os indicadores e apontamentos das Diretrizes da Pesquisa e Inovação no ILMD/Fiocruz Amazônia para o triênio 2019/2020 e 2021. O evento encerrou com as considerações sobre os dois dias do Seminário, 16 e 17/4.

Saiba mais em https://bit.ly/2PdvhP8

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes