Arquivo da Categoria: Pesquisa

Vigilância em Saúde no Amazonas e Saúde Mental na Pós-Graduação foram temas do Encontro da Pós-Graduação da Fiocruz Amazônia, no dia 31/10

Em seu terceiro dia de realização, o I Encontro da Pós-Graduação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) iniciou as atividades com a mesa-redonda Vigilância em Saúde no Amazonas. Falaram sobre esse tema o pesquisador e diretor da Unidade da Fiocruz no Amazonas, Sérgio Luz (Estratégia Inovadora para o controle de Aedes), o gerente de Doenças de Transmissão Vetorial da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (GDTV-FVS), Daniel Barros de Castro, e o gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa), Jair dos Santos Pinheiro.

Com o tema One Health, o  I Encontro da Pós-Graduação é um evento científico realizado por professores e alunos de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia com o intuito de divulgar pesquisas científicas e promover a integração dos programas de pós-graduação (Mestrado Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA e Mestrado de Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação),  além de propiciar debates sobre os estudos que estão sendo desenvolvidos no Amazonas, de acordo com as áreas e  conexões entre elas.

O evento iniciou no dia 29/10 e termina amanhã, 1º. de novembro. Com uma roda de conversa sobre O futuro da Pós-Graduação, da qual participam Fábio Trindade Maranhão Costa (da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp), Márcia Perales Mendes Silva (da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – Fapeam), Richarlls Martins (coordenador da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz do RJ –  APG-Fiocruz), Patrícia Melchionna Albuquerque (Coordenadora Geral de Pós-Graduação da Universidade do Estado do Amazonas – PROPESP- UEA) Maria Augusta Bessa Rebelo (professora da Universidade Federal do Amazonas – Ufam) e Claudia María Ríos Velásquez (pesquisadora e vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia).

TEMÁTICAS

A coordenadora do evento e pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino, comenta que os temas das palestras foram pensados junto com os alunos da pós-graduação da Unidade e distribuídos conforme as demandas tanto dos discentes quanto dos docentes, e de acordo com as temáticas associadas ao One Health.

Saúde Mental na pós-graduação foi um dos temas selecionados pelos alunos e que foi discorrido pela psicóloga e professora da Ufam, Denise Gutierrez.

Especificidades da Pesquisa Clínica na Amazônia também foi tema de mesa-redonda debatida pelos pesquisadores Marcus Lacerda (ILMD/Fiocruz Amazônia e Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado – FMT/HVD) que discorreu sobre Pesquisa colaborativa: o que queremos ser?; em seguida, Adriana Malheiro Alle Marie (Ufam) falou sobre Pesquisa básica em imunologia associada à aplicação clínica: experiências do grupo de pesquisa em Imunologia Básica e Aplicada; e Jacqueline Sachett (UEA/FMT-HVD) abordou Pesquisa Clínica em acidentes por serpentes: experiência da Fundação de Medicina Tropical – FMT-HVD.

EGRESSOS

Confira os trabalhos apresentados no terceiro dia de evento  pelos alunos egressos dos cursos do ILMD/Fiocruz Amazônia:

  1. Fatores associados à distribuição epidemiológica e espacial das notificações de Leishmaniose visceral, Brasil, 2001 a 2014 – Lisiane Lappe dos Reis;
  2. Investigação diagnóstica de pacientes com Mansonelose, submetidos ao tratamento com Ivermectina no município de São Gabriel da Cachoeira – Uziel Ferreira Suwa;
  3. Análise espacial da mortalidade infantil e condições de vida no arco norte da faixa de fronteira brasileira no período de 2000 a 2015 – Francélio Vieira de Souza;
  4. Análise e caracterização proteica do secretoma e da formação de biofilme por Aspergillus fumigatus – Cláudia Patrícia Mendes de Araújo;
  5. Redes Vivas em Região de Fronteira: usos e percursos na Rede de Saúde Materno-Infantil – Milene Neves da Silva;
  6. Avaliação da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica da Saúde no Brasil através do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) – Orácio Carvalho Ribeiro Júnior;
  7. Investigação de vírus em Flebotomíneos (Diptera: Psychodidae), em uma comunidade de rural na Amazônia central brasileira – Antonio José Leão Cardoso
  8. Bionomia de Migonemyia migonei (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae) em condições experimentais – Eric Fabrício Marialva dos Santos

 

OPINIÃO

O I Encontro da Pós-Graduação está sendo considerado pelos alunos do ILMD/Fiocruz Amazônia um evento exitoso, pois conseguiu agregar várias discussões que conseguem conectar-se com a temática One Health.

Para a aluna do curso  de Mestrado de Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, turma 2018 e orientanda da professora Ormezinda Celeste Cristo Fernandes, “o evento está sendo ótimo, porque nesse Encontro podemos ver temas relevantes de forma geral, das várias linhas de pesquisa dos cursos e não só na que eu desenvolvo, Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, que é mais voltada para pesquisa clínica, e aqui eu vejo pesquisas qualitativas, que eu não tenho tanto contato, quanto a pesquisa quantitativa”, comentou.

DADOS DO ENCONTRO

 

1º. DE NOVEMBRO

Divulgação Científica e O futuro da Pós-graduação são os temas que serão debatidos no último dia de evento. Para falar sobre As narrativas das ciências: do positivismo comteano às crises dos paradigmas contemporâneos relatados pela mídia, o  I Encontro da Pós-Graduação contará com Ricardo Alexino Ferreira, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

O Encontro contou com seguintes parceiros: Projeto QualificaSUS, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Escola de Enfermagem de Manaus (EEM- Ufam) e Gráfica Amazon. Para mais informações sobre o evento, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes e Marlúcia Seixas

Outubro Rosa reforça a importância da prevenção e detecção precoce do câncer de mama

De acordo com levantamento realizado pelo  Instituto Nacional do Câncer (Inca) cerca de 440 novos casos de câncer de mama devem ser registrados no Amazonas, anualmente. No Brasil o câncer de mama é segundo tipo mais comum representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino. Estima-se 59.700 casos novos de câncer de mama em 2019, com risco estimado de 56 casos a cada 100 mil mulheres.

Para falar sobre o assunto a equipe de comunicação da Fapeam conversou com o médico mastologista, Gerson Mourão, que é atualmente o diretor-presidente da  Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Na entrevista, Mourão  fala sobre o câncer de mama, os mitos que circulam sobre a doença e as formas de prevenção. Boa leitura!

1-   Fapeam-  O que é o câncer de mama? Como a doença se desenvolve?

Gerson Mourão  (G.M) – O câncer de mama consiste no crescimento desordenado das células da mama. A célula do câncer, não tem nenhuma função ela simplesmente cresce e vai sugando o alimento das outras células, destruindo o corpo da pessoa e crescendo com uma rapidez muito grande.

2-   Fapeam-  Quais os principais fatores de risco relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama?

G.M- Por exemplo, se uma pessoa já teve alguém na família com câncer de mama o risco aumenta e quanto maior o número de pessoas na família maior o risco. E outro detalhe importante, se na família um homem teve câncer de mama o risco aumenta da mesma forma. Outro exemplo, a pessoa que engorda muito depois da menopausa o risco aumenta assustadoramente. O  consumo excessivo de álcool, tabagismo, sedentarismo, estresse, também estão entre os  fatores de risco.

3-  Fapeam- O câncer de Mama é hereditário?

G.M- As pessoas tem uma ideia que o câncer de mama é genético ou  hereditário, ou seja, se a tia, a mãe ou avó tiveram, não significa que pessoa vai adquirir também, 90% dos cânceres não são hereditários, apenas 10% são hereditários e outros não sabemos qual a causa. No entanto, quem possui histórico familiar de câncer de mama é bom ter uma orientação individualizada com o especialista. É importante destacar que mesmo que não haja casos na família, a partir dos 40 anos, a orientação é que todas as mulheres façam o exame de rastreamento.

4- Fapeam- Existem  sintomas do  câncer de mama?

G.M – O câncer é uma doença silenciosa, quem dera que ele detectasse dor. O nódulo que mulher sente na mama no momento do autoexame cresce devagar sem causar dor, mas quando  atinge 1 cm ele ganha força e vai se desenvolvendo rapidamente. Outro detalhe, nenhum câncer acontece de repente, quando a mulher sente um nódulo de 1 cm ele já existe há uns 10 anos, ele  não nasceu da noite para o dia. A maioria dos nódulos pequenos  que uma mulher apalpa é benigno, agora se for grande pode ser um câncer.

 

25.09.2019 - Dr.Gerson Mourão- FOTOS ÉRICO X._-11

5- Fapeam- A partir de que idade a mulher deve fazer estes exames?

G.M- A mamografia deve ser realizada a partir dos 40 anos, anualmente, para todas as mulheres. Antes disso,  oriento fazer sempre o autoexame que é o toque de mama, após cada ciclo menstrual.

6- Fapeam- Quais as recomendações referentes à prevenção?

G.M- Primeiro ser feliz, que busque sua felicidade; segundo uma alimentação saudável, evitar bebida alcoólica, praticar algum tipo de atividade física, grande parte dos cânceres têm relação com não praticar atividade física, não precisa ser um atleta, mas uma caminhada de 30 minutos todos os dias salva muita gente. Dentro da  parte clínica, a orientação é fazer a mamografia, anualmente,  a partir dos 40 anos.

 7-   Fapeam- Quais são as chances de cura de câncer de mama? Ao ser diagnosticado quais os procedimentos?

G.M- Quando diagnosticado precocemente, existe  95% de chance de cura. Quando  a mulher recebe o diagnóstico, primeiro ela precisa mudar seu estilo de vida, se for sedentária e consome bebida alcóolica ou fumante, de imediato será necessário  repensar em eliminar esses hábitos. Isso tudo vai contribuir para aumentar a resistência e o bem- estar dela, para conseguir enfrentar a doença.

8-  Fapeam- Quais os principais mitos sobre o câncer de mama?

G.M- O primeiro é o desodorante antitranspirante, é preciso desmistificar para a população que o uso de desodorante à noite pode causar câncer de mama. O segundo é a pancada nas mamas, e o terceiro, porém muito importante  é sobre a  mamografia, dizem que quando realizada muitas vezes provoca  o câncer de mama, por conta da irradiação do exame, tudo isso são ideias divulgadas sem respaldo científicos.

9-  Fapeam- A atriz Angelina Jolie devido histórico familiar, ela submeteu a uma mastectomia redutora de risco, após realizar um exame genético. Esse exame é efetivo?

G.M- O caso da Angelina Jolie foi o seguinte, ela fez o teste chamado BRCA1/BRCA2 , que serve para detecção de câncer de mama e ovário hereditários, quando ela fez o teste deu positivo  e decidiu submeter a mastectomia, pois devido o histórico familiar dela ela iria chegar aos 80 anos de idade com 85% de chance de ter o câncer, que no normal para as mulheres sem histórico são de 12 % uma diferença muito grande, esse exame no caso dela foi fundamental. Só que tem um grande detalhe que não foi muito divulgado, ela apenas diminuiu a porcentagem de adquirir o câncer, mas não zerou a possibilidade, ela conseguiu diminuir para 8%  bem menor que da população geral, porém não zerou nenhuma chance.

10-  Fapeam-  Você acha que as mulheres estão mais atentas depois que a campanha Outubro Rosa passou a ser realizada com mais intensidade?

G.M- A campanha contribuiu para a conscientização das mulheres, mas infelizmente ainda não mexeu na quantidade de mortes, esse é o grande problema isso que precisamos resolver. No Brasil o câncer de mama continua tendo o maior índice, com exceção do nosso estado que é o câncer de colo de útero, ele supera o câncer de mama.

 

Por: Jessie Silva

Foto: Érico Xavier

O post Outubro Rosa reforça a importância da prevenção e detecção precoce do câncer de mama apareceu primeiro em FAPEAM.

Palestra na Fiocruz Amazônia apresentará estudos sobre nova via de ação do Mycobaterium tuberculosis

Na próxima sexta-feira, 18/10, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Mycobaterium tuberculosis regula a diferenciação mielóide associada à gravidade da tuberculose”, a ser ministrada por André Luiz Barbosa Báfica, professor da Universidade Federal de Santa Catarina.

Segundo o pesquisador, durante a palestra serão apresentadas evidências recentes do laboratório onde atua, demonstrando a manipulação do Mtb em células tronco hematopoeiéticas humanas. “Os dados revelam uma nova via de ação do Mtb, que envolve um módulo gênico compartilhado entre IL-6 e IFNs”, destacou.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

André é graduado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia e doutor em Patologia Humana na Fundação Oswaldo Cruz. Realizou pós-doutorado no Laboratory of Parasitic Diseases, National Institutes of Health, USA, onde estudou as vias de reconhecimento de patógenos intracelulares durante a infecção.

Atualmente é professor associado de Imunologia na Universidade Federal de Santa Catarina, onde estuda mecanismos imunológicos envolvidos na regulação de eventos infecciosos, empregando como modelo a interação co-evolutiva entre Mycobacterium tuberculosis e Homo sapiens.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia irá promover palestra sobre ética, justiça e equidade no acesso aos cuidados de saúde

Na próxima sexta-feira, 4/10, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Ética, justiça e equidade no acesso aos cuidados de saúde”, a ser ministrada ministrada por Plínio José Cavalcante Monteiro, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Sobre a abordagem da palestra, o pesquisador explicou que, “garantir adequado acesso aos cuidados de saúde é missão nuclear no funcionamento dos sistemas de saúde. Políticas públicas podem promover ou violar direitos humanos, dependendo da forma como são concebidas e/ou executadas. Discriminações e iniquidades no acesso aos cuidados de saúde são eticamente inaceitáveis, haja vista que violam o direito à saúde.”

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Plínio é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, e em Direito pelo Centro Universitário Nilton Lins, especialista em Homeopatia pela Universidade Federal de Uberlândia, especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, em Administração Hospitalar e Gestão de Sistemas de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas. É Mestre em Ensino em Ciências da Saúde (Bioética) pela Universidade Federal de São Paulo, e doutorado em Bioética pela Universidade de Brasília.

Atualmente é Professor Assistente do Departamento de Patologia e Medicina Legal (DPML) da Faculdade de Medicina (FM) e Vice-coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Getúlio Vargas (CEP/HUGV) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atua principalmente nas seguintes áreas: Pediatria, Ética Médica, Bioética e Direito Médico e da Saúde.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

 

 

Fiocruz Amazônia celebra 25 anos de trajetória com programação cultural e sessão solene na ALEAM

Instituído oficialmente por meio da Portaria Fiocruz nº 195, de 19 de agosto de 1994, como Escritório Técnico da Amazônia (ETA-Fiocruz), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) completou na última segunda-feira seus 25 anos.

Eventos científicos, de popularização da ciência e de geração e difusão do conhecimento científico e tecnológico, voltados para a promoção da saúde, qualidade de vida, meio ambiente, sustentabilidade e cidadania marcam as comemorações do jubileu, que vão ocorrer até 2020.

No dia 22/8, a Fiocruz Amazônia assinará um acordo de cooperação entre a Unidade e o Comando Militar da Amazônia (CMA). Ainda durante a tarde, na sede do governo, ocorrerá a assinatura do protocolo de cooperação entre a Fiocruz Amazônia e o Governo do Estado do Amazonas.

No mesmo dia, às 20h, pesquisadores, bolsistas, técnicos, alunos dos cursos de pós-graduação prestigiam, no Teatro Amazonas, o concerto especial da Orquestra Amazonas Filarmônica, um oferecimento da Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas. Na sexta-feira, 23/8, às 9h30, Nísia Trindade, presidente da Fiocruz estará no ILMD para o evento que marcará o início das atividades e recepção dos novos bolsistas do Programa de Iniciação Científica (PIC), intitulada “Conversa com a Presidente”.

ALEAM

Numa propositura da autoria da deputada estadual Alessandra Campelo, no dia 23, às 13h, uma Sessão Especial, a ser realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), marcará o jubileu do ILMD/Fiocruz Amazônia, com o reconhecimento parlamentar da importância da instituição para o Amazonas.

A Sessão Especial será realizada no Plenário Ruy Araujo, na Av. Mario Ypiranga Monteiro, 3.950 – Parque 10. O evento é aberto ao público. Na ocasião será lançada a 4ª edição da Fiocruz Amazônia Revista, uma publicação de divulgação científica do ILMD, que numa edição especial trará um resgate histórico da Unidade.

SELO 25 ANOS

O jubileu do ILMD/Fiocruz Amazônia vem sendo pensado desde o início deste ano e, com o apoio da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), um selo foi criado especialmente para este aniversário.

Durante a última reunião do conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia, ocorreu o lançamento do selo comemorativo em homenagem aos 25 anos da implantação do Instituto. O selo foi desenvolvido pela equipe da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com técnicos do Instituto e será aplicado em todas as peças editoriais e gráficas da instituição ao longo do ano do jubileu.

MOSTRA DE FILMES

As celebrações do jubileu deram início em junho, com a mostra de filmes de “Adrian Cowell – Um olhar sobre a Amazônia”, que abordou questões socioambientais e políticas da Amazônia Brasileira. O evento aconteceu entre os dias 12 e 14 de junho, no Casarão de Ideias, que fica localizado no Centro de Manaus.

SOBRE A FIOCRUZ AMAZÔNIA

Unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas, o ILMD visa contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional do País, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.

Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

A produção de conhecimento científico no ILMD/Fiocruz Amazônia também ocorre por meio das ações de cooperação técnica, realizadas através da assessoria técnico-científica desenvolvida junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), com foco especial no conhecimento das realidades sócio-sanitárias e epidemiológicas da Amazônia.

O ILMD/Fiocruz Amazônia estabelece cooperação com instituições nacionais e internacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (CT&IS), por meio de Acordos de Cooperação Técnico-Científica em Saúde com as demais unidades da Fiocruz, com instituições da Amazônia, nacionais e de outros países.

EDUCAÇÃO

Os programas de pós-graduação, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia têm por finalidade: capacitar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

A Fiocruz tem longa história na formação de mestres e doutores no país. Nas últimas décadas a instituição empreendeu um processo dirigido de expansão de suas unidades técnico científicas, com a presença de cursos de pós-graduação e centros de pesquisa voltados para o campo da saúde. A criação do ILMD/Fiocruz Amazônia, expressa o compromisso da Fiocruz em contribuir com a expansão da produção de conhecimento e do ensino pós-graduado na região amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 A 9ª edição do Congresso Brasileiro de Micologia começou hoje em Manaus

Começou o hoje, 24/6,  em Manaus,  o IX Congresso Brasileiro de Micologia. O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Micologia (SBMy) e acontece até quinta-feira, 27/6, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, na avenida Constantino Nery, bairro de Flores.

Durante a abertura, Maria Aparecida de Jesus, presidente da Comissão Organizadora do evento, falou da importância da realização do Congresso Brasileiro de Micologia em Manaus, uma conquista que já vinha sendo almejada há alguns anos pelos pesquisadores da Região.

Segundo a vice-presidente do evento e pesquisadora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Ani Beatriz Matsuura, o Congresso é uma ótima oportunidade de se reunir no Amazonas um grande número de pesquisadores brasileiros e de outros países para discutirem o que está acontecendo hoje área de micologia. “Estamos na expectativa de termos um ótimo evento. A Fiocruz tem vários pesquisadores participando da programação, tanto na área de micologia médica quanto para falar sobre o Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen)”.

Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, ressaltou a importância do evento, especialmente por abordar a micologia, uma das áreas de estudo da Fiocruz. “Os fungos têm diversos potenciais, não só biotecnológicos, mas também para a área da saúde. Então, este evento torna possível divulgar-se o que vem sendo trabalhado na parte de biotecnologia, de produção de insumos para a saúde, e de estudos com fungos que causam doenças. Além disso, permite uma integração maior entre as instituições brasileiras que atuam nessa área”.

Para Marcia Perales, diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam), apoiar um evento da magnitude do Congresso de Micologia para que ele seja realizado em Manaus é relevante para os estudantes da área, para os pesquisadores,  instituições de ciência, tecnologia e inovação e para a população. “É um importante evento que fortalece uma das linhas de sustentação da Fapeam, que é a difusão e popularização da ciência. Então, isso permite diálogos, discussões, interlocuções, e faz com que a ciência fique mais perto da sociedade, por meio dos resultados que são divulgados”.

Na programação do evento estão minicursos, incursões micológicas, conferencias, apresentações de trabalhos, concurso de fotografia, Prêmio Augusto Chaves Batista, e apresentações de pôsteres.  Acesse a programação no site www.cbmicologia2019.com.br, ou clique.

PÚBLICO

O evento é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores, técnicos de nível médio e superior, profissionais liberais (médicos, odontólogos, farmacêuticos, biólogos, biomédicos, veterinários entre outros), representantes da área industrial, e gestores relacionados a políticas públicas em saúde, ciência e tecnologia.

PARCEIROS

O IX Congresso Brasileiro de Micologia tem como realizadores a Sociedade Brasileira de Micologia (SBMy), o ILMD/Fiocruz Amazônia, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Embrapa-Amazônia Ocidental, e a Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). Conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp),  da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) e da Fapeam.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Érico Xavier (Fapeam)

Estudo pretende viabilizar produtos da madeira de Manejo Florestal para o mercado

O baixo número de espécies florestais que atualmente são exploradas para fins madeireiros no Amazonas motivou a engenheira florestal Daniele Feitosa Fróes, a avaliar o desempenho da espécie Eschweilera, conhecida como Matamatá, para ser empregada em produtos como móveis, instrumentos musicais e artigo de decoração.

O projeto apoiado pela  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad), na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), teve como orientadora a professora Claudete Catanhede do Nascimento,  do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e contou com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Madeiras da Amazônia.

Segundo a pesquisadora, as árvores do gênero Eschweilera são espécies abundantes, amplamente distribuídas na floresta, possuem características importantes para o manejo florestal, porém não são exploradas devido à escassez de estudos sobre sua caracterização tecnológica e potencial, como usinagem e propriedades físicas que contribuam para a inclusão de novas espécies no mercado e sustentabilidade dos ecossistemas florestais.

Daniele Goes - INPA - Madeira  - Fotos EX_-17

Daniele Feitosa Fróes – engenheira Florestal

Para que determinada madeira seja explorada é necessário que se conheça seu potencial madeireiro, ou seja, saber os limites e condicionantes de uso, para o desenvolvimento de produtos.

Para a pesquisa foram selecionadas duas espécies Eschweilera coriacea e Eschweilera truncata, para a caracterização da madeira, compreensão  da densidade e retratibilidade, da parte mecânica, química e, por último, da usinagem que é a confecção da modelagem dos produtos.

“Durante o estudo as madeiras de E. coriacea e E.truncata apresentaram excelente desempenho na avaliação de usinagem, tendo recebido conceito excelente para os testes de plaina, lixa, perfuração por broca, moldura no topo e torno; bom para o teste de rasgo lateral por broca e; ruim para o teste de perfuração por prego, por conseguinte essas madeiras mostram excelente qualidade para usinabilidade”, disse.

Produtos Madeireiros

Daniele explica que após o estudo e avaliação das madeiras foram desenvolvidos produtos com peças utilizadas nos processos de usinagem como: móveis, artigos de decoração, armação para óculos e escala para instrumento musical.

“De forma geral, pode-se concluir que a madeira das espécies estudadas estão aptas para serem empregadas na confecção de produtos de alto valor agregado, podendo ser consideradas como alternativa para subsidiar o mercado madeireiro, uma vez que apresentam características similares às espécies comercializadas e também por serem espécies de grande ocorrência em toda a Amazônia”, ressalta.

Os produtos foram desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar,  composta por engenheiro florestal, designer, luthier e arquiteto com o intuito de projetar peças que possam ser replicadas pela indústria, considerando-se a praticidade no transporte, ou seja, todos os móveis produzidos podem ser desmontáveis e armazenados em caixas próprias.

HD _ Daniele Goes - INPA - Madeira   - Fotos Erico X._-26

Produtos foram desenvolvidos com intuito de projetar peças que possam ser replicadas pela indústria

Resultados

Conforme a pesquisadora, o estudo vai contribuir para o avanço da área de tecnologia da madeira e manejo florestal sustentável, oferecendo respostas para a utilização de madeiras que atualmente não são exploradas.

“A pesquisa superou todas as expectativas, apresentando resultados excelentes, saldo totalmente positivo avaliou a qualidade das madeiras de Eschweilera coriacea e Eschweira truncata, habilitando o potencial madeireiro, afirmando que podem ser comercializadas em diferentes setores da indústria madeireira. Todavia, a pesquisa realizada indica direcionamento para outras pesquisas, como a investigação do potencial tecnológico de outras espécies de menores diâmetros e de elevada ocorrência na floresta. E o resultado mais importante seria a possibilidade de inserir essas espécies na lista de espécies de interesse comercial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que habilita as madeiras para comercialização”, relata Daniele Fróes.

 Posgrad

O Programa de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad), da Fapeam, tem como objetivo apoiar a formação de recursos humanos altamente qualificados nos Programas de Pós-Graduação Strico Senso (PPGSS), aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da concessão de quotas de bolsas de mestrado e doutorado.

INCT

O projeto de pesquisa contou ainda com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Madeiras da Amazônia, do Inpa, com aporte financeiro da Fapeam, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

O post Estudo pretende viabilizar produtos da madeira de Manejo Florestal para o mercado apareceu primeiro em FAPEAM.

Protocolo diagnóstico desenvolvido por pesquisador da Fiocruz Amazônia identifica simultaneamente mayaro e outros arbovírus

Mayaro, um vírus que esta semana passou a assustar a população do sudeste do Brasil, já é estudado desde 2007, pelo pesquisador do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Gomes Naveca.

“Todas as vezes em que temos procurado em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, nós temos encontrado o vírus Mayaro. Já o encontramos no Amazonas e em Roraima”, explica o pesquisador.

A identificação rápida do vírus tem sido possível graças aos protocolos de diagnóstico laboratorial pelo método PCR em Tempo Real, desenvolvidos pelo pesquisador, que identifica Parvovírus B19, sarampo, vírus Oeste do Nilo, oropouche, mayaro e outras arboviroses.

Os insumos específicos para o diagnóstico de mayaro e oropouche já estão publicados e foram patenteados pela Fiocruz, em 2017. No momento, estão sendo usados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e, mais recentemente, pelo de Mato Grosso do Sul.

Os sintomas da infeção por mayaro são semelhantes à chikungunya, como febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, dor nas articulações, fotofobia e dor na região lombar.

O pesquisador explica que a Fiocruz Amazônia tem atuado em parceria com outras instituições e auxiliado com o desenvolvimento de ferramentas para o diagnóstico de arboviroses. Naveca trabalha na execução e coordenação de projetos de vigilância epidemiológica, para a detecção e caracterização genética de possíveis casos humanos de arboviroses e a circulação em potenciais vetores, com financiamento do Decit-MS, CNPq, Capes (a partir da Chamada MCTIC/FNDCT – CNPq / MEC-Capes / MS-Decit Nº 14/2016 – Prevenção e Combate ao Vírus Zika), e do Programa Inova Fiocruz (a partir das chamadas Geração de Conhecimento e Produtos Inovadores).

Felipe Naveca esclarece que os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números demonstram que existe o risco de outros vírus se tornarem um problema de saúde pública. A emergência e o avanço epidêmico dos vírus chikungunya e zika, nos últimos anos, são provas desse risco. Por esse motivo, o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, comentou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Protocolo diagnóstico desenvolvido por pesquisador da Fiocruz Amazônia identifica simultaneamente mayaro e outros arbovírus

Mayaro, um vírus que esta semana passou a assustar a população do sudeste do Brasil, já é estudado desde 2007, pelo pesquisador do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Gomes Naveca.

“Todas as vezes em que temos procurado em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, nós temos encontrado o vírus Mayaro. Já o encontramos no Amazonas e em Roraima”, explica o pesquisador.

A identificação rápida do vírus tem sido possível graças aos protocolos de diagnóstico laboratorial pelo método PCR em Tempo Real, desenvolvidos pelo pesquisador, que identifica Parvovírus B19, sarampo, vírus Oeste do Nilo, oropouche, mayaro e outras arboviroses.

Os insumos específicos para o diagnóstico de mayaro e oropouche já estão publicados e foram patenteados pela Fiocruz, em 2017. No momento, estão sendo usados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e, mais recentemente, pelo de Mato Grosso do Sul.

Os sintomas da infeção por mayaro são semelhantes à chikungunya, como febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, dor nas articulações, fotofobia e dor na região lombar.

O pesquisador explica que a Fiocruz Amazônia tem atuado em parceria com outras instituições e auxiliado com o desenvolvimento de ferramentas para o diagnóstico de arboviroses. Naveca trabalha na execução e coordenação de projetos de vigilância epidemiológica, para a detecção e caracterização genética de possíveis casos humanos de arboviroses e a circulação em potenciais vetores, com financiamento do Decit-MS, CNPq, Capes (a partir da Chamada MCTIC/FNDCT – CNPq / MEC-Capes / MS-Decit Nº 14/2016 – Prevenção e Combate ao Vírus Zika), e do Programa Inova Fiocruz (a partir das chamadas Geração de Conhecimento e Produtos Inovadores).

Felipe Naveca esclarece que os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números demonstram que existe o risco de outros vírus se tornarem um problema de saúde pública. A emergência e o avanço epidêmico dos vírus chikungunya e zika, nos últimos anos, são provas desse risco. Por esse motivo, o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, comentou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

FCecon apresenta à Fapeam atividades desenvolvidas no âmbito da pesquisa

Projetos de pesquisa e parcerias institucionais foram assuntos discutidos em reunião realizada segunda-feira (13/5) entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O encontro ocorreu na sede da Fundação, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Participaram da reunião pela Fapeam, a diretora-presidente, Márcia Perales, e a diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos. Pela FCecon a diretora de ensino e pesquisa, Kátia Luz Torres Silva e a pesquisadora Valquíria Alves.

Segundo Márcia Perales, na reunião a FCecon expôs algumas demandas da instituição e também apresentou o trabalho desenvolvido pelo centro, que vai além da assistência aos pacientes e engloba a  prevenção, ensino e pesquisa.

Disse ainda que Fapeam reconhece o trabalho desenvolvido pela FCecon na execução de projetos científicos, e ressaltou a importância de ouvir as  instituições de ensino e pesquisa para conhecer suas demandas, e verificar a possibilidade de formação de parcerias em projetos que se enquadrem nas  linhas de atuação da Fapeam.

Na oportunidade, Kátia Torres falou sobre a intenção de fortalecer parcerias institucionais que contribuam para o desenvolvimento da pesquisa científica no Amazonas.

“Além de ser uma instituição de referência no diagnóstico e tratamento do câncer em toda a Amazônia Ocidental, a FCecon também se destaca pelas ações desenvolvidas nas áreas de Prevenção, Ensino e Pesquisa, que foram ampliadas significativamente, nos últimos dez anos, inclusive com o apoio da Fapeam”, destacou.

 Por Helen Melo

O post FCecon apresenta à Fapeam atividades desenvolvidas no âmbito da pesquisa apareceu primeiro em FAPEAM.