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Protocolo diagnóstico desenvolvido por pesquisador da Fiocruz Amazônia identifica simultaneamente mayaro e outros arbovírus

Mayaro, um vírus que esta semana passou a assustar a população do sudeste do Brasil, já é estudado desde 2007, pelo pesquisador do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Gomes Naveca.

“Todas as vezes em que temos procurado em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, nós temos encontrado o vírus Mayaro. Já o encontramos no Amazonas e em Roraima”, explica o pesquisador.

A identificação rápida do vírus tem sido possível graças aos protocolos de diagnóstico laboratorial pelo método PCR em Tempo Real, desenvolvidos pelo pesquisador, que identifica Parvovírus B19, sarampo, vírus Oeste do Nilo, oropouche, mayaro e outras arboviroses.

Os insumos específicos para o diagnóstico de mayaro e oropouche já estão publicados e foram patenteados pela Fiocruz, em 2017. No momento, estão sendo usados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e, mais recentemente, pelo de Mato Grosso do Sul.

Os sintomas da infeção por mayaro são semelhantes à chikungunya, como febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, dor nas articulações, fotofobia e dor na região lombar.

O pesquisador explica que a Fiocruz Amazônia tem atuado em parceria com outras instituições e auxiliado com o desenvolvimento de ferramentas para o diagnóstico de arboviroses. Naveca trabalha na execução e coordenação de projetos de vigilância epidemiológica, para a detecção e caracterização genética de possíveis casos humanos de arboviroses e a circulação em potenciais vetores, com financiamento do Decit-MS, CNPq, Capes (a partir da Chamada MCTIC/FNDCT – CNPq / MEC-Capes / MS-Decit Nº 14/2016 – Prevenção e Combate ao Vírus Zika), e do Programa Inova Fiocruz (a partir das chamadas Geração de Conhecimento e Produtos Inovadores).

Felipe Naveca esclarece que os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números demonstram que existe o risco de outros vírus se tornarem um problema de saúde pública. A emergência e o avanço epidêmico dos vírus chikungunya e zika, nos últimos anos, são provas desse risco. Por esse motivo, o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, comentou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Protocolo diagnóstico desenvolvido por pesquisador da Fiocruz Amazônia identifica simultaneamente mayaro e outros arbovírus

Mayaro, um vírus que esta semana passou a assustar a população do sudeste do Brasil, já é estudado desde 2007, pelo pesquisador do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Gomes Naveca.

“Todas as vezes em que temos procurado em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, nós temos encontrado o vírus Mayaro. Já o encontramos no Amazonas e em Roraima”, explica o pesquisador.

A identificação rápida do vírus tem sido possível graças aos protocolos de diagnóstico laboratorial pelo método PCR em Tempo Real, desenvolvidos pelo pesquisador, que identifica Parvovírus B19, sarampo, vírus Oeste do Nilo, oropouche, mayaro e outras arboviroses.

Os insumos específicos para o diagnóstico de mayaro e oropouche já estão publicados e foram patenteados pela Fiocruz, em 2017. No momento, estão sendo usados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e, mais recentemente, pelo de Mato Grosso do Sul.

Os sintomas da infeção por mayaro são semelhantes à chikungunya, como febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, dor nas articulações, fotofobia e dor na região lombar.

O pesquisador explica que a Fiocruz Amazônia tem atuado em parceria com outras instituições e auxiliado com o desenvolvimento de ferramentas para o diagnóstico de arboviroses. Naveca trabalha na execução e coordenação de projetos de vigilância epidemiológica, para a detecção e caracterização genética de possíveis casos humanos de arboviroses e a circulação em potenciais vetores, com financiamento do Decit-MS, CNPq, Capes (a partir da Chamada MCTIC/FNDCT – CNPq / MEC-Capes / MS-Decit Nº 14/2016 – Prevenção e Combate ao Vírus Zika), e do Programa Inova Fiocruz (a partir das chamadas Geração de Conhecimento e Produtos Inovadores).

Felipe Naveca esclarece que os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números demonstram que existe o risco de outros vírus se tornarem um problema de saúde pública. A emergência e o avanço epidêmico dos vírus chikungunya e zika, nos últimos anos, são provas desse risco. Por esse motivo, o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, comentou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

FCecon apresenta à Fapeam atividades desenvolvidas no âmbito da pesquisa

Projetos de pesquisa e parcerias institucionais foram assuntos discutidos em reunião realizada segunda-feira (13/5) entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O encontro ocorreu na sede da Fundação, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Participaram da reunião pela Fapeam, a diretora-presidente, Márcia Perales, e a diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos. Pela FCecon a diretora de ensino e pesquisa, Kátia Luz Torres Silva e a pesquisadora Valquíria Alves.

Segundo Márcia Perales, na reunião a FCecon expôs algumas demandas da instituição e também apresentou o trabalho desenvolvido pelo centro, que vai além da assistência aos pacientes e engloba a  prevenção, ensino e pesquisa.

Disse ainda que Fapeam reconhece o trabalho desenvolvido pela FCecon na execução de projetos científicos, e ressaltou a importância de ouvir as  instituições de ensino e pesquisa para conhecer suas demandas, e verificar a possibilidade de formação de parcerias em projetos que se enquadrem nas  linhas de atuação da Fapeam.

Na oportunidade, Kátia Torres falou sobre a intenção de fortalecer parcerias institucionais que contribuam para o desenvolvimento da pesquisa científica no Amazonas.

“Além de ser uma instituição de referência no diagnóstico e tratamento do câncer em toda a Amazônia Ocidental, a FCecon também se destaca pelas ações desenvolvidas nas áreas de Prevenção, Ensino e Pesquisa, que foram ampliadas significativamente, nos últimos dez anos, inclusive com o apoio da Fapeam”, destacou.

 Por Helen Melo

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Fapeam recebe diretoria da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ)

Pesquisadores da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) reuniram-se com a diretoria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para apresentar projetos de pesquisa científica voltados para a melhoria da assistência à saúde da população.

O encontro teve como objetivo aproximar as duas instituições e prospectar parcerias futuras. Representando a FHAJ, estiveram o diretor de ensino e pesquisa, Diego Monteiro de Carvalho e a pesquisadora Isolda Prado.

A reunião ocorreu na sede da Fapeam nesta terça-feira (14/05) no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

O diretor e a pesquisadora foram recebidos pela diretora-presidente, Márcia Perales, e pela diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade. Na ocasião eles apresentaram o trabalho que já vem sendo desenvolvido na FHAJ, bem como perspectiva para parcerias institucionais que possam fortalecer e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população do Estado.

De acordo com o diretor de ensino e pesquisa da FHAJ, Diego Monteiro de Carvalho, além da prevenção e tratamento de doenças, a Fundação atua na área de ensino e pesquisa científica.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Barbara Brito

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Programa oferece passagens e auxílio de estadia a pesquisadores para realizar estudos no Museu do Amanhã

Ciência, sustentabilidade, futuro, astronomia, inovação, alimentação, ecologia e educação esses são alguns dos temas abordados e aprofundados pelo Museu do Amanhã, que, além de ser uma atração  para os visitantes, também tem sido objeto de estudo em diversas áreas. Para atender pesquisadores e pesquisadoras de fora do Rio de Janeiro, que queiram levantar dados e informações no Museu para seus estudos acadêmicos,  foi criado o Programa Amanhã em Pesquisa que está com inscrições abertas até o dia 20 de maio.

Os participantes selecionados terão direito a passagens ( aéreas ou terrestres) e diárias no mesmo valor das oferecidas pelo CNPq para pesquisadores no país (R$320), bem como auxílio para estadia até no máximo de três semanas. Em contrapartida, precisarão elaborar  relatório sobre o trabalho desenvolvido e indicar apoio do Museu do Amanhã em produtos derivados da pesquisa.

Para se candidatar é preciso residir fora do Rio de Janeiro, preencher formulário online e enviar documentos como: link do currículo Lattes, carta de interesse e resumo do projeto. Os selecionados poderão realizar seus trabalhos no Museu entre os meses de julho e novembro de 2019.

Entre os critérios de avaliação estão experiência de pesquisa do/a pesquisador/a e/ou do/a orientador/a; a consistência do projeto de pesquisa; uma conexão clara entre o plano de trabalho a ser realizado no museu e o projeto de pesquisa; e, por fim, a diversidade de temas, de gênero e de distribuição geográfica.

O link para inscrições e mais informações está no site do Museu do Amanhã.

Fonte: Comunicação Museu do Amanhã

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Formulação da pergunta na pesquisa científica é tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 26/4, às 9h, a palestra “Narrow down research question”, a ser ministrada pelo pesquisador, Antonio Luiz Boechat, professor adjunto da disciplina de imunologia médica e psiconeuroimunologia, no Instituto de Ciências Biológicas e coordenador do Programa de Imunologia Básica e Aplicada (PPGIBA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A palestra irá abordar um dos importantes pontos no planejamento da pesquisa científica: a delimitação das questões a serem investigadas. Os interessados em participar desta edição do Centro de estudos devem baixar o texto “Selection of the Questions: Finding the Research Question”, leitura obrigatória indicada pelo palestrante.

A apresentação ocorrerá na sala de aula 1, prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Antônio Boechat é graduado em Medicina pela Ufam, especialista em clinica médica e medicina de urgência pela Sociedade Brasileira de Clinica Médica, e em reumatologia pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, doutor em Biotecnologia na Universidade Federal do Amazonas (área de concentração: biotecnologias para saúde).

Atualmente é professor adjunto da disciplina de imunologia médica e psiconeuroimunologia no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Amazonas. Possui experiência em reumatologia clínica, desenvolvendo pesquisas nas áreas de imunogenética, biologia molecular das doenças autoimunes e infecciosas, modelos experimentais de inflamação e autoimunidade, farmacologia das drogas antiartríticas e imunobiológicas, além de aspectos cardiovasculares da artrite reumatóide.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Apresentação dos indicadores da pesquisa na Fiocruz Amazônia marcou o encerramento do Seminário Interno de Avaliação Institucional da Pesquisa

O segundo dia do Seminário Interno de Avaliação Institucional da Pesquisa do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu continuidade às apresentações e compartilhamento de informações entre laboratórios, pesquisadores e alunos dos cursos de pós graduação da unidade.

A programação do dia 17/4 iniciou com a apresentação dos pesquisadores seniores: Bernardo Horta, Yara Cseko, e Ana Carolina Vicente, momento em que cada um falou sobre sua atuação na Fiocruz Amazônia e sobre estudos e pesquisas para os quais estão contribuindo no Instituto.

Ana Carolina Vicente ressaltou a importância do momento de compartilhamento de informações entre os pesquisadores, laboratórios, e entre as áreas de atuação do Instituto, bem como lembrou que os projetos dos seniores têm dois vieses: a pós-graduação e os laboratórios. “Quando se tem interação e sinergismo as ações tomam outro significado, que é algo fantástico. A Fiocruz Amazônia está de parabéns por isso”, concluiu.

Outro ponto de destaque da programação foi a apresentação dos indicadores institucionais da pesquisa, referentes aos anos 2016/2017 e 2018. Segundo o vice-diretor de Pesquisa e Inovação, Felipe Naveca, os indicadores do Instituto “são frutos de vários anos de discussão de um grupo de trabalho que envolveu representantes de todos os laboratórios, mas eles não são imutáveis, e precisam estar sempre sendo aprimorados. A ideia dos indicadores é saber se a gente está melhorando, em que caminhos se deve seguir e o que fortalecer, no sentido do planejamento a médio e longo prazos. A partir desses indicadores, temos três anos para avaliação e planejamento para os anos seguintes ”, disse.

Depois, foi aberta discussão sobre os indicadores e apontamentos das Diretrizes da Pesquisa e Inovação no ILMD/Fiocruz Amazônia para o triênio 2019/2020 e 2021. O evento encerrou com as considerações sobre os dois dias do Seminário, 16 e 17/4.

Saiba mais em https://bit.ly/2PdvhP8

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia promove Seminário Interno de Avaliação Institucional da Pesquisa

Pesquisadores e alunos de programas de pós-graduação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participam hoje e amanhã (16 e 17/4) do Seminário Interno de Avaliação Institucional da Pesquisa. O evento acontece no Salão Canoas, na sede do Instituto, no bairro de Adrianópolis, em Manaus, de 9h às 17h.

Durante a abertura do evento, o pesquisador e diretor da unidade da Fiocruz no Amazonas, Sérgio Luz, falou da importância do evento especialmente por conta do compartilhamento de informações entre os laboratórios, o que pode estimular a realização de estudos e pesquisas em parceria entre os mesmos.

“Nossa intenção é avançar numa gestão mais participativa e mais equilibrada da pesquisa, por isso a ideia do seminário, para que cada laboratório se apresente e com isso todos tenham dimensão das áreas em que são desenvolvidas pesquisas na Fiocruz Amazônia”, explicou o diretor.

Uma linha do tempo até a realização do Seminário Interno foi apresentada, demonstrando que essa atividade teve início com a realização das jornadas de pesquisa, depois com a análise dos indicadores institucionais, até o atual momento, de avaliação institucional da pesquisa.

Para a pesquisadora Ormezinda Fernandes, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS/Fiocruz Amazônia), eventos como o Seminário Interno de Avaliação Institucional da Pesquisa são muito importantes para a instituição, pois demonstram a necessidade dos pesquisadores saberem mais sobre o que seus pares estão fazendo.

“Comungo com a ideia de que existem projetos de pesquisa que devem ser institucionalizados, que não sejam apenas de um ou de outro laboratório, mas que sejam abraçados pela instituição. No laboratório DMAIS temos profissionais com expertise em micologia, bacteriologia e parasitologia, e somos agraciados com profissionais que atuam na epidemiologia, que desenvolvem suas ações nessa relação entre saúde, ambiente e o homem. Nesse contexto queremos fortalecer nosso laboratório com a ideia de uma saúde global, que envolve o homem e o ambiente e, nesse ambiente, vamos encontrar os animais, que podem ser vetores ou hospedeiros intermediários de determinadas doenças”, explica Ormezinda.

O SEMINÁRIO

Amanhã, 17/4, a programação do seminário constará de apresentação dos indicadores institucionais da pesquisa, bem como das diretrizes da pesquisa no ILMD/Fiocruz Amazônia (2018-2020).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Pesquisa classifica mais de 400 rios e igarapés para conservação de áreas úmidas na Amazônia

A Organização das Nações Unidas (ONU) decretou 22 de março o Dia Mundial da Água, por meio da resolução de 47/193 em 1992. Segundo o site ONU Brasil, existe uma crise causada pela crescente demanda de recursos hídricos para atender às necessidades agrícolas e comerciais da humanidade, bem como a crescente necessidade de saneamento básico.

No Amazonas, pesquisa científica desenvolvida com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) avaliou a classificação química da água em mais de 400 rios e igarapés, incluindo os principais rios da região amazônica sendo eles: rio Juruá, Jutaí, Tefé, Tapajós, Uatumã e Jaú, dentre outros. A pesquisa teve a finalidade de subsidiar novos estudos para práticas de conservação e manejo dos recursos hídricos em áreas úmidas da Amazônia (AUs).

Coordenado pelo doutor em Clima e Ambiente, Eduardo Antonio Rios Villamizar, a pesquisa é desenvolvida pelo grupo de Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas Amazônicas (Maua/Codam), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

20.03.2019 - Dr. Eduardo Antônio - FOTOS-12

Estudo foi coordenado pelo doutor em Clima e Ambiente, Eduardo Antonio Rios Villamizar, do Inpa

Segundo o pesquisador, o estudo foi feito com base na classificação de águas pretas do Rio Negro, águas brancas Rio Solimões e águas claras do Rio Tapajós. A pesquisa utilizou a literatura já existente e vem acrescentando novos levantamentos para refinar a caracterização de águas da Amazônia.

Conforme Villamizar, a pesquisa é continuidade do trabalho desenvolvido no doutorado, no qual foram coletadas informações da água dos rios da Amazônia para reavaliar a classificação dos rios em termo da qualidade química da água.

“Quando falamos águas pretas aqui na região destacamos o rio Negro, águas brancas o Solimões e rio Amazonas, e águas claras o Tapajós. Busquei trabalhar em cima dessa classificação tentando detalhar um pouco mais esse tipo de água, em vista que, hoje em dia, temos muitas informações químicas dos rios e de muitos igarapés” disse.

Segundo o pesquisador, a contribuição para a sociedade acontece por meio do monitoramento de ambientes de áreas úmidas dentre os menos estudados do bioma Amazônico (igapó e savanas em áreas interfluviais), no intuito de fornecer para a comunidade científica e sociedade civil dados para auxiliar na elaboração de diretrizes que garantam a sua proteção e uso sustentável.

“As áreas úmidas são as várzeas, igapós, campinas, campinaranas, dentre outras. Nestas áreas o nível da água flutua ao longo do ano, alguns locais são alagados temporariamente e outros completamente e o tipo de água determina também o tipo de área úmida,” explicou.

20.03.2019 - Dr. Eduardo Antônio - FOTOS

A pesquisa teve a finalidade de subsidiar novos estudos para práticas de conservação e manejo dos recursos hídricos em áreas úmidas da Amazônia (AUs)

Resultados

O pesquisador afirma que os resultados foram às descobertas de mais três categorias de água juntando com as categorias já existentes na literatura sendo elas  as águas brancas, pretas e claras.

“Além das três categorias já existentes, sugeri mais duas categorias intermediárias e uma categoria de água salobres, quando se fala de águas brancas, pretas e claras se refere mais a grandes rios, águas pretas Rio Negro, águas brancas rio Solimões, águas claras rio Tapajós que são os rios de grande porte, mas quando começamos a ver os pequenos rios e igarapés eles não se encaixam nessas categorias clássicas, aí que entra a importância das categorias intermediárias,” disse.

Villamizar explica que as três categorias propostas ficaram classificadas em intermediárias tipo A e tipo B, e águas salobres.

“ A tipo A é um subtipo das águas claras, a B é para as águas que estão entre brancas e pretas, e a categoria das águas salobres, que é para água com alta condutividade elétrica (alto conteúdo de íons ou eletrólitos na água). A gente manteve as três categorias já existentes e juntamos com as da pesquisa no total 6 categorias. Com esse resultado podemos ter um detalhamento bem mais amplo da classificação das águas amazônicas, pois essas novas categorias de água serão importantes para o manejo e conservação tantos dos rios quanto das áreas úmidas.” contou.

Fixam

A pesquisa foi concluída em 2017 no âmbito do Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam/AM ) da Fapeam, que tem a finalidade de estimular a fixação de recursos humanos com experiência em ciência, tecnologia e inovação e/ou reconhecida competência profissional em instituições de ensino superior e pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas privadas e microempresas que atuem em investigação científica ou tecnológica.

Por Esterffany Martins e Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Estudo realizado em Manaus avaliou homicídios intencionais em mulheres, com enfoque em feminicídios

Saúde e violência contra mulher são temas que ainda temos muito que discutir com a sociedade e com organizações que defendem os direitos básicos das mulheres.

O Brasil é um dos campeões em mortes violentas, e nessa triste estatística entram os casos de feminicídios, onde 50% das mortes nesses casos são causadas por parceiros íntimos, companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

Em estudo sobre o assunto, o pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Jesem Orellana, apurou que cerca de 50% dos assassinatos de mulheres no Brasil no ano de 2017, envolveram agressões por enforcamentos/estrangulamentos, queimaduras por chamas/fogo, facas, arma de fogo, pauladas e objetos contundentes, agressões físicas fatais e agressões sexuais por meio de força física. Há de se destacar que o montante de agressões por meio de armas de fogo, considerado no estudo, representa apenas 20% do total de agressões registradas por essas armas, no país.

O estudo abordou ainda os  homicídios intencionais de mulheres com enfoque nos feminicídios, em Manaus, nos anos de 2016/2017,  e apontou que cerca de 40% das mortes de mulheres maiores de 11 anos foram feminicídios, ou seja, a cada 10 homicídios de mulheres, em Manaus, nesse período, quatro foram feminicídios, e em torno de 30% e 20% das vítimas de homicídio, sofreram violência sexual e fizeram uso de álcool antes da agressão, respectivamente.

Outro dado identificado no estudo é que na Região Norte a ocorrência de feminicídio parece ser maior, comparando-se com outras regiões do país. Jesem Orellana explica que não se tem uma resposta exata para esse complexo fenômeno e receia que não seja possível determinar suas causas, diante da reduzida visibilidade dada ao assunto e à carência de informações qualificadas e de estudos compreensivos a respeito. “Mas, de modo geral, podemos supor que parte dessa explicação esteja associada ao patriarcado dominante e ao sentimento masculino de que a mulher é propriedade privada, algo que historicamente foi sedimentado na sociedade brasileira, especialmente naquelas em que alguns desses valores ainda são bastante difundidos e valorizados, como pode ser o caso da Região Norte do Brasil. Porém, é possível que esse fenômeno seja parcialmente influenciado pelos elevados padrões de violência urbana observados na região, que na maior parte das vezes, é superior aos padrões de regiões socioeconomicamente mais desenvolvidas”, explica.

Orellana alerta  ainda que até meados de 2018, no Amazonas, não havia nenhuma condenação por feminicídio. “Esta é uma triste realidade que assola não somente o Amazonas, mas outros Estados, e os motivos são diversos e podem incluir o subdimensionamento desse problema – feminicídio – e a lentidão da justiça, por exemplo. O subdimensionamento do problema, porque muitas mortes violentas de mulheres sequer chegam a ser investigadas, seja porque não há corpo ou porque nunca foram identificadas como mortes por razões de gênero. Nesses casos, não há como a polícia civil tomar conhecimento do crime e abrir uma investigação e um inquérito policial para, em seguida, caso ele não seja interrompido por falta de pessoal ou “provas”, possa fornecer elementos à tramitação desses casos, na justiça”.

MARÇO

No Brasil, o número de mortes de mulheres é aproximadamente cinco vezes menor que o de homens. Mas, a diferença que incomoda e requer reflexão, diz respeito a quem pratica o ato criminoso. Segundo o estudo, no caso dos homens, menos de 10% das mortes são causadas por mulheres. Já entre as mulheres, em quase 50% das mortes, o agressor é o homem.

O pesquisador observa que trazer a violência contra a mulher para o rol de assuntos a serem discutidos no mês de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher (8/3) é oportuno e urgente, para dar maior visibilidade a um problema que carece de respostas efetivas da sociedade, do executivo, do legislativo e judiciário.

Vale ressaltar que com a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, e da Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015, feminicídio tornou-se crime hediondo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento
Foto: Eduardo Gomes