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Estudo realizado em Manaus avaliou homicídios intencionais em mulheres, com enfoque em feminicídios

Saúde e violência contra mulher são temas que ainda temos muito que discutir com a sociedade e com organizações que defendem os direitos básicos das mulheres.

O Brasil é um dos campeões em mortes violentas, e nessa triste estatística entram os casos de feminicídios, onde 50% das mortes nesses casos são causadas por parceiros íntimos, companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

Em estudo sobre o assunto, o pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Jesem Orellana, apurou que cerca de 50% dos assassinatos de mulheres no Brasil no ano de 2017, envolveram agressões por enforcamentos/estrangulamentos, queimaduras por chamas/fogo, facas, arma de fogo, pauladas e objetos contundentes, agressões físicas fatais e agressões sexuais por meio de força física. Há de se destacar que o montante de agressões por meio de armas de fogo, considerado no estudo, representa apenas 20% do total de agressões registradas por essas armas, no país.

O estudo abordou ainda os  homicídios intencionais de mulheres com enfoque nos feminicídios, em Manaus, nos anos de 2016/2017,  e apontou que cerca de 40% das mortes de mulheres maiores de 11 anos foram feminicídios, ou seja, a cada 10 homicídios de mulheres, em Manaus, nesse período, quatro foram feminicídios, e em torno de 30% e 20% das vítimas de homicídio, sofreram violência sexual e fizeram uso de álcool antes da agressão, respectivamente.

Outro dado identificado no estudo é que na Região Norte a ocorrência de feminicídio parece ser maior, comparando-se com outras regiões do país. Jesem Orellana explica que não se tem uma resposta exata para esse complexo fenômeno e receia que não seja possível determinar suas causas, diante da reduzida visibilidade dada ao assunto e à carência de informações qualificadas e de estudos compreensivos a respeito. “Mas, de modo geral, podemos supor que parte dessa explicação esteja associada ao patriarcado dominante e ao sentimento masculino de que a mulher é propriedade privada, algo que historicamente foi sedimentado na sociedade brasileira, especialmente naquelas em que alguns desses valores ainda são bastante difundidos e valorizados, como pode ser o caso da Região Norte do Brasil. Porém, é possível que esse fenômeno seja parcialmente influenciado pelos elevados padrões de violência urbana observados na região, que na maior parte das vezes, é superior aos padrões de regiões socioeconomicamente mais desenvolvidas”, explica.

Orellana alerta  ainda que até meados de 2018, no Amazonas, não havia nenhuma condenação por feminicídio. “Esta é uma triste realidade que assola não somente o Amazonas, mas outros Estados, e os motivos são diversos e podem incluir o subdimensionamento desse problema – feminicídio – e a lentidão da justiça, por exemplo. O subdimensionamento do problema, porque muitas mortes violentas de mulheres sequer chegam a ser investigadas, seja porque não há corpo ou porque nunca foram identificadas como mortes por razões de gênero. Nesses casos, não há como a polícia civil tomar conhecimento do crime e abrir uma investigação e um inquérito policial para, em seguida, caso ele não seja interrompido por falta de pessoal ou “provas”, possa fornecer elementos à tramitação desses casos, na justiça”.

MARÇO

No Brasil, o número de mortes de mulheres é aproximadamente cinco vezes menor que o de homens. Mas, a diferença que incomoda e requer reflexão, diz respeito a quem pratica o ato criminoso. Segundo o estudo, no caso dos homens, menos de 10% das mortes são causadas por mulheres. Já entre as mulheres, em quase 50% das mortes, o agressor é o homem.

O pesquisador observa que trazer a violência contra a mulher para o rol de assuntos a serem discutidos no mês de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher (8/3) é oportuno e urgente, para dar maior visibilidade a um problema que carece de respostas efetivas da sociedade, do executivo, do legislativo e judiciário.

Vale ressaltar que com a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, e da Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015, feminicídio tornou-se crime hediondo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento
Foto: Eduardo Gomes

Pesquisa aponta meios para combater pragas e doenças no cultivo do cupuaçu no Amazonas

 

Pesquisadores desenvolveram um estudo que aponta estratégias de manejo de pragas e doenças nos plantios de cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) no Amazonas. A pesquisa indica que para a sustentabilidade do cultivo dessa frutífera são necessárias algumas medidas como, por exemplo, boas práticas agrícolas e capacitação de técnicos, agricultores e produtores rurais do Estado.

Desenvolvida em unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no Amazonas, Rondônia e Brasília, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac AM e RO) e áreas de produtores, a pesquisa conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado) edital Resolução N. 002/2008.

Aparecida das Graças Claret de Souza explica que a pesquisa teve foco na vassoura-de-bruxa e no inseto-praga.

A coordenadora do projeto, Aparecida das Graças Claret de Souza, explica que a pesquisa teve foco em dois dos principais problemas fitossanitários: a doença conhecida como vassoura-de-bruxa e o inseto-praga popularmente conhecido como broca-do-fruto, que atacam as lavouras de cupuaçuzeiros e causam prejuízos e perdas ao plantio.

“O cupuaçuzeiro é uma cultura geradora de renda aos agricultores, que geralmente comercializam o fruto inteiro, a polpa congelada ou mesmo iguarias como balas, tortas, bolos, biscoitos, sucos e cremes. Porém, os produtores perdem em competitividade, pois normalmente cultivam o cupuaçuzeiro sem as práticas tecnológicas recomendadas” explicou.

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A vassoura-de-bruxa é uma doença causada pelo fungo Moniliophtora perniciosa.

A pesquisadora informa que as larvas do inseto-praga, broca-do-fruto, se desenvolvem no interior do cupuaçu, e consequentemente os frutos ficam impróprios para o consumo, para a comercialização e causam perdas na produção e na renda do produtor.

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As larvas do inseto-praga, broca-do-fruto, se desenvolvem no interior do cupuaçu.

Já o outro problema agrícola muito comum é a vassoura-de-bruxa, uma doença causada pelo fungo Moniliophtora perniciosa, que tem gerado mais de 70% de perda na produção de cupuaçu em muitas áreas de plantios no Amazonas.

Para Aparecida boas práticas de manejo podem mitigar esses problemas agrícolas, bem como evitar que se alastrem em uma área de cultivo.

“Se um produtor não toma nenhuma medida para o controle da broca-do-fruto e da vassoura-de-bruxa, não somente o plantio dele ficará prejudicado, mas o plantio dos vizinhos também”, disse.

Resultados

O estudo apontou que somente 25% dos agricultores fazem a poda fitossanitária da vassoura-de-bruxa e, na grande maioria, os plantios são tomados pela doença, acarretando perdas. Verificou-se também a incidência da broca-do-fruto que foi encontrada em 65% das propriedades, causando perda em torno de 60% da produção. Portanto, é importante realizar pesquisa envolvendo todo o sistema de produção e levar conhecimento para o produtor, visando melhoria no cultivo dessa espécie frutífera.

De acordo com a pesquisadora o estudo contribuiu para o uso de métodos inovadores, para o controle de pragas e doenças, menos prejudiciais ao meio ambiente e que contribuem para o desenvolvimento do sistema de produção do cupuaçuzeiro sustentável.

O projeto capacitou 485 participantes entre técnicos da extensão rural, agricultores e produtores por meio de cursos administrados de forma prática, para que o produtor entendesse a importância das boas práticas agrícolas no manejo de pragas e doenças e consequentemente no aumento da produtividade dos cupuaçuzeiros.

Cartilha

O projeto resultou no lançamento de duas cartilhas sobre boas práticas agrícolas na cultura do cupuaçuzeiro. As publicações têm o objetivo de ajudar o produtor a combater tanto a broca-do-fruto quanto a vassoura-de-bruxa, que afetam a cultura do cupuaçu na região Norte e causam prejuízos e perdas para agricultores. As informações devem auxiliar no aumento da produtividade daqueles que cultivam o cupuaçu no Amazonas.

O projeto de desenvolvimento da cultura do cupuaçuzeiro no Amazonas abrangeu ações integradas entre a pesquisa, a extensão e os agricultores.

As cartilhas podem ser acessadas aqui.

Boas práticas agrícolas da cultura do cupuaçuzeiro: broca-do-fruto.

Boas práticas agrícolas da cultura do cupuaçuzeiro: vassoura-de-bruxa.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Alimentos funcionais são criados a partir de frutas amazônicas

O açaí (Euterpe oleracea Mart.) e o camu-camu (Myrciaria dubia (Kunth) Mac vaugh), frutas típicas da região Amazônica, mostraram ser capazes de auxiliar na redução do colesterol. Os resultados são de uma pesquisa científica que busca extrair dos frutos da região, propriedades nutricionais e benéficas para saúde, com objetivo de produzir alimentos funcionais como, por exemplo, barra de cereal, bebidas, farinhas, cereal matinal e produtos de panificação, para oferecer ao mercado alimentício.

Intitulado “Estudo de Frutos Amazônicos para a Produção de Alimentos Funcionais”, o projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Cooperação Internacional (GUYAMAZON).

Em andamento, o estudo coordenado pela doutora em Biotecnologia, Francisca Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), também já analisou o cubiu (Solanum sessiliflorum), a pupunha (Bactris gasipaes H.B.K) e o tucumã (Astrocaryum aculeatum).

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Estudo é coordenado pela doutora em Biotecnologia, Francisca Souza, do Inpa

Segundo a pesquisadora, já foram elaborados os cereais com o açaí e com a pupunha. Também foi feita bebida, tipo shake (que mistura o pó do fruto na água) de camu-camu, que apresentou potencial para auxiliar no tratamento da obesidade e diabetes.

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Bebida, tipo shake que mistura o pó do camu-camu na água, apresentou potencial para auxiliar no tratamento da obesidade e diabetes

“A bebida foi capaz de reduzir as taxas de colesterol e diabetes. O cubiu também conseguiu reduzir. Mas o efeito desse fruto comparado ao camu-camu foi menor. Mas os dois apresentaram resultados significativos. Já a pupunha tem como benefício melhorar a saúde da visão”, explicou.

Francisca conta que o estudo continua na avaliação da quantidade e biodisponibilidade de nutrientes em frutos da região para produção de alimentos funcionais.

“Nosso objetivo é oferecer à sociedade mais informações sobre o consumo e benefícios das frutas amazônicas. Na pesquisa buscamos comprovar se realmente elas trazem benefícios à saúde e de que forma podem auxiliar no tratamento, por exemplo, de doenças crônicas”, disse.

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O programa apoia a execução de projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), no âmbito da colaboração científica e tecnológica entre pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa do Estado do Amazonas e pesquisadores franceses. O apoio se destina ao financiamento de pesquisa e mobilidade de pesquisadores e estudantes.

O programa é realizado pela Fapeam, em parceiras com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (Fapema), Embaixada da França, Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) e região da Guiana Franceses.

Por Esterffany Martins

Fotos- Barbara Brito

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Por que algumas pessoas têm predisposição a desenvolver hanseníase?

Pesquisa pretende validar novas alternativas de diagnóstico ou de prognóstico para serem aplicadas em suspeitos da doença

Pesquisadores do Amazonas investigam o que torna uma pessoa predisposta a desenvolver hanseníase, enquanto outras se mostram resistentes à doença, mesmo em contato prolongado e frequente com um indivíduo infectado e sem tratamento.

Para responder a esse questionamento, o coordenador do projeto, Marcadores Moleculares, Genéticos e Sorológicos na hanseníase: suporte ao diagnóstico clínico de pacientes e vigilância dos contatos, e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical, André Luiz Leturiondo, iniciou em março de 2016, um estudo com dois enfoques importantes na vigilância epidemiológica da hanseníase. Um deles nos pacientes e o outro nos contatos domiciliares de pacientes com hanseníase.

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Estudo investiga o que torna uma pessoa predisposta a desenvolver hanseníase, enquanto outras se mostram resistentes à doença, mesmo em contato prolongado e frequente com um indivíduo infectado

A pesquisa está sendo desenvolvida no laboratório de Biologia Molecular da Fundação Alfredo da Matta (Fuam), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão compartilhada em saúde (PPSUS),  chamada pública Nº 001/2013. A Fuam é a unidade de referência para o diagnóstico, tratamento e pesquisa da hanseníase no Amazonas e na região Norte do país.

De acordo com o coordenador a manifestação da doença não depende somente da infecção pelo bacilo Mycobacterium leprae, mas de outros fatores como o nutricional, o status socioeconômico e principalmente o fator genético do hospedeiro também influenciam.

“A maioria das pessoas que tem o bacilo em seu organismo, o próprio sistema imunológico consegue destruir o patógeno. Apenas uma parcela pequena da população, em torno de 10% dos contatos, desenvolve a doença”, disse.

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Pesquisa é coordenada pelo doutorando em Medicina Tropical, André Luiz Leturiondo, no âmbito do programa PPSUS

 

Metodologia

Para embasar o estudo foram colhidas amostras biológicas de 980 indivíduos sadios (linfa do lóbulo auricular), 413 pacientes (sangue) e 415 contatos (sangue + linfa), com idades entre 10 a 77 anos.

Para validar o estudo, o pesquisador procurou identificar três tipos de biomarcadores: a) sorológico: detecção de anticorpos anti-PGL1 no soro dos voluntários (pacientes + sadios). Esses anticorpos identificam o antígeno do M. leprae, o PGL1 (Phenolic Glycolipid 1); b) detecção molecular do gene 16S (DNA do bacilo) no lóbulo auricular dos contatos que convivem com o doente; e c) polimorfismos em genes envolvidos com a resposta imune inata e adaptativa dos pacientes e indivíduos sadios.

O teste rápido sorológico foi aplicado para avaliar a sua performance, ou seja, a capacidade de identificar indivíduos com e sem a doença. Na técnica molecular, Leturiondo explica, o teste é capaz de detectar o DNA do bacilo mesmo na ausência de lesões na pele.

“Nosso estudo procurou validar novas alternativas de diagnóstico ou de prognóstico, para serem aplicadas em suspeitos da doença ou contatos, respectivamente. Geralmente a doença apresenta os sinais cardinais que facilitam o diagnóstico: lesões na pele que apresentam insensibilidade a dor, ao tato e ao calor. Porém, em 30% dos casos, os suspeitos da doença não apresentam esses sinais, dificultando o diagnóstico precoce e o tratamento imediato. Outro agravante é que na nossa região existem muitas dermatoses que são semelhantes com as lesões da hanseníase, dificultando um diagnóstico diferencial até mesmo para os profissionais experientes da Instituição”, explicou.

O coordenador informou ainda que os resultados da pesquisa poderão auxiliar o médico na tomada de decisão dos casos difíceis (suspeitos com a doença) para o teste sorológico; ou de identificar os prováveis sujeitos que poderão adoecer (contatos) para os testes moleculares e genéticos.  Neste último caso, poderão tratar talvez com quimioprofilaxia.

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Estudo valida novas alternativas de diagnóstico ou de prognóstico para serem aplicadas em suspeitos da doença

 

Hanseníase no Amazonas

A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e transmitida pelas vias aéreas superiores, afetando principalmente nervos periféricos e pele, e quando não tratada pode levar a incapacidades físicas muitas vezes irreversíveis.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), em 2018 foram detectados 411 novos casos da doença.

O Sistema Nacional de Atendimento Médico (Sinam) registrou desde 2010, 5.031 novos casos de hanseníase no estado do Amazonas.

Segundo o parâmetro do Ministério da Saúde, no estado do Amazonas, a Hanseníase apresenta comportamento descendente com redução da incidência nos últimos anos, passando de 44,3/100.000 habitantes em 2000 para 10,11/100.000 habitantes em 2018, o que representou uma redução de 77,1%, mas, com parâmetro de endemicidade ainda alto.

Atualmente, o tratamento é feito à base de antibióticos fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem duração de 6 a 12 meses

Por Helen de Melo

Fotos: Said Mendonça

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Fungos encontrados no rio Amazonas são analisados como possível fonte para composição de fármacos contra o câncer

Pesquisadores buscam identificar novas substâncias antitumorais que futuramente possam ser utilizadas na produção de fármacos contra o câncer

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O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da UEA

Pesquisa pretende descobrir se linhagens de fungos filamentosos encontradas no fundo do rio Amazonas produzem substâncias anticancerígenas contra os cânceres de fígado, mama, colo do útero e sangue (leucemia). O estudo tem a finalidade de investigar o potencial biológico desses microrganismos por meio de ensaios de atividade antioxidante, microbiológica e citotóxica. A descoberta de novos compostos bioativos é o primeiro passo para auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos capazes de combater a proliferação de células tumorais.

O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz – BA), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio Estratégico ao Desenvolvimento Econômico-Ambiental do Estado do Amazonas – Amazonas Estratégico.

O coordenador do projeto  pós-doutor em Química Orgânica e professor da UEA, Héctor Koolen, explica que os resultados alcançados por meio dos estudos com os fungos filamentosos devem fomentar a pesquisa de base na área de química e farmácia no estado do Amazonas, além de descobrir as potencialidades da biodiversidade Amazônica, bem como a necessidade da preservação do ecossistema.

“A pesquisa especificamente com esses fungos encontra-se na etapa microbiológica, ou seja, é a fase em que os fungos estão sendo propagados e em seguida preservados. Entretanto, os estudos laboratoriais identificaram moléculas com potencial biotecnológico em fungos endofíticos e em plantas da região”, informou.

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Coordenador do projeto pós-doutor em Química Orgânica e professor da UEA

Koolen busca identificar se é possível isolar essas substâncias e utilizá-las farmacologicamente contra o câncer, serão feitas a caracterização química de 110 linhagens de amostras desses novos microrganismos, e verificar se esses compostos são responsáveis pela atividade antitumoral.

“A produção de medicamentos será possível se ao longo do processo de estudos as substâncias forem aprovadas nos testes pré-clínicos (in vivo) com camundongos. Mas não basta que a molécula seja ativa, ela necessita não ser prejudicial ao restante do organismo. Isso será avaliado neste projeto de modo a fomentar o interesse de alguma indústria farmacêutica para as sínteses e estudos clínicos (ensaios em seres humanos). Vale ressaltar que o processo para que um candidato vire fármaco é custoso, e leva em média 15 anos para a aprovação final. Esse projeto visa fomentar possíveis estudos clínicos”, ressaltou.

Pesquisa

Desde 2015, o grupo de pesquisa estuda linhagens de fungos, com o trabalho de identificar, catalogar e preservar as estirpes.

Para Koolen, a principal meta do projeto é a descoberta de uma molécula orgânica com potencial anticâncer in vitro e in vivo que seja produzido por um fungo do Amazonas.

“Iniciativas na área, como a que esse projeto se propõe constituem o primeiro, e bastante importante, passo para o apoio estratégico ao desenvolvimento econômico-ambiental do estado do Amazonas”, disse

Segundo Héctor, a pesquisa se justifica pela necessidade de adquirir um amplo conhecimento em relação ao potencial do estado do Amazonas em gerar um novo candidato a insumo farmacêutico no combate ao câncer.

“O estado do Amazonas por toda sua riqueza de recursos naturais constitui um depósito de moléculas bioativas ainda por descobrir. Infindáveis espécies de fungos, muitas delas ainda nem descritas habitam o nosso Estado e podem fornecer novas moléculas com atividade anticâncer”, informou

Programa Amazonas Estratégico

É uma iniciativa da Fapeam destinada à coordenação das ações de investigação, fomento e seleção de projetos de pesquisa que contemplem atividades de prospecção, desenvolvimento, engenharia e/ou absorção tecnológica, produção e comercialização de produtos, processos e/ou serviços inovadores, estratégicos e demais ações necessárias para que esses sejam levados ao mercado de forma competitiva, visando ao desenvolvimento de empresas e tecnologias brasileiras nas cadeias produtivas.

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Inpa realiza encontro para divulgação do Programa Finep Startup

O programa visa financiar startups com potencial de crescimento e retorno

Na próxima quarta-feira (23), às 09h, acontece um encontro para divulgação do Programa Finep Startup, que visa o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do apoio às empresas brasileiras nascentes de base tecnológica, que possuam papel fundamental na introdução de novas tecnologias e modelos de negócios no mercado.

 O evento será realizado no Auditório da Biblioteca do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), com entrada pela rua Bem-te-vi, bairro Petrópolis. Os interessados podem fazer a inscrição acessando o link. O encontro é gratuito e aberto aos interessados no tema.

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O encontro é gratuito e aberto aos interessados no tema

Por meio do programa serão disponibilizados recursos financeiros para que startups com alto potencial de crescimento e retorno possam enfrentar com sucesso os principais desafios de seus estágios iniciais de desenvolvimento, contribuindo para a criação de empregos qualificados e geração de renda para o Brasil.

A finalidade é promover o crescimento do mercado de capital semente no país, compartilhando com os investidores privados os riscos associados ao investimento em empresas nascentes de base tecnológica, sem substituir a iniciativa privada em seu papel como principal agente formador desse mercado.

O encontro para divulgação do Programa Finep Startup conta com o apoio do Inpa (Coordenação de Extensão Tecnológica e Inovação/Coeti e Incubadora), Amoci, Semtepi, Fabriq, Certi, ABio, Ajuri, Cide, INDT, Jaraqui Valley, Uninorte Empreende, Loopa, MeuUp, Rami, Impact Hub, Ulbratech e Cardume Coworking.

Fonte: Inpa

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Camu-camu é avaliado em pesquisa para o tratamento de úlceras de pressão em pacientes acamados

Fruto possui alta concentração de vitamina C e pode ajudar na cicatrização das feridas

Um dos principais problemas enfrentando pelos pacientes quando estão acamados são os surgimentos de úlceras de pressão. As feridas ocorrem em função da falta de oxigenação superficial da pele, provocada por compressão prolongada em pacientes acamados por longos períodos.

Uma pesquisa desenvolvida pela médica Tamara Menezes busca no camu-camu, fruto nativo da região Amazônica, uma nova terapia de tratamento para pacientes que sofrem com a doença.

O estudo é desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio Estratégico ao Desenvolvimento Econômico Ambiental do Estado do Amazonas (Amazonas Estratégico).

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Pesquisa desenvolvida pela médica Tamara Menezes

Segundo Tamara, o estudo começou em razão do índice elevado de pacientes acamados com vulnerabilidade a formação de úlcera de pressão. Nas pesquisas, o camu-camu já mostrou possuir alta concentração de vitamina C, superando frutos como a acerola, laranja e limão. A vitamina é uma das principais responsáveis por estimular a formação das fibras colágenas, presentes em todos os tecidos do corpo, que ajudam no processo de cicatrização das úlceras após tratadas.

“A nossa pele é formada por colágeno, o nosso organismo em si tem uma deficiência de uma enzima que não produz a vitamina C, ou seja, nós temos que ingerir para poder essa enzima sintetizar e acontecer à produção de colágeno. Nós precisamos ingerir pelo menos 100mg de vitamina C por dia, um camu-camu possui 180mg de vitamina C, ou seja, um fruto já ultrapassa a necessidade do corpo”, afirmou.

A pesquisadora conta que o processo de cicatrização das úlceras é considerado bastante complexo. Os fatores sistêmicos como: idade, doença de base, o uso de alguns medicamentos, além de fatores locais como presença de corpos estranhos, infecção ou necrose e localização da ferida podem interferir no processo de restauração da ferida, prolongando ainda mais o tempo de cicatrização.

“Um paciente que chega com uma ferida aberta contaminada é iniciado o tratamento com o antibiótico. A infecção foi tratada, agora preciso cuidar da parte da cicatrização dessa ferida, onde é necessário estimular as células do colágeno, aí que entramos com a ingestão do fruto camu-camu”, conta a pesquisadora.

Pesquisa

Durante a pesquisa, Tamara afirma que percebeu uma concentração maior de vitamina C quando o fruto está verde.  Ainda conforme a pesquisadora, a ideia é fazer um suplemento oral e utilizar o mesmo extrato do fruto para produção, por exemplo: spray, pomada, cápsulas, gel e adesivos.

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O camu-camu é rico em vitamina C, possui até 60 vezes mais comparado a outros frutos

“O camu-camu é rico em vitamina C, possui até 60 vezes mais comparado a outros frutos. Não vamos extrair apenas a vitamina C, mas também analisar outras potencialidades do fruto como a ação antioxidante.Vamos avaliar os componentes importantes que contém no fruto e depois fazer análise laboratorial utilizando o fruto como base no processo de cicatrização”, contou.

Amazonas Estratégico

O programa Amazonas Estratégico da Fapeam tem o objetivo financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em diversas linhas temáticas.

 

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Pesquisa revela impacto da Era Vargas em Itacoatiara

Intitulado “Amazonas no contexto da Era Vargas”, o projeto foi financiado pela Fapeam por meio do Programa Ciência na Escola (PCE)

 

É do conhecimento de pequena parcela da população que as águas do rio Amazonas, mais precisamente em frente ao município de Itacoatiara, foi palco da única batalha naval ocorrida na América do Sul, no século XX, antes da Guerra das Malvinas (Argentina). O fato, acontecido em 24 de agosto de 1932, estaria vinculado à Revolução Constitucionalista de 1932, iniciada em São Paulo, com o objetivo de derrubar o Governo provisório de Getúlio Vargas.

Esses e outros acontecimentos, pouco conhecidos da história do Amazonas, foram objetos de pesquisa dos então alunos Giovana Vasconcelos, Isis Araújo, Felipe Gomes, Sullivan Luís e Eduarda Macedo,  da Escola Estadual Deputado Vital de Mendonça, localizada naquele município. O projeto, intitulado “O Amazonas no contexto da Era Vargas”, foi coordenado pelo professor de História, especialista e graduando em Direito pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Alessandro Lúcio Melo.

A iniciativa contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE). “O objetivo era estimular o interesse pelo conhecimento histórico do Brasil no período conhecido como ´Era Vargas´, compreendendo a conjuntura, os movimentos que afetaram a vida do cidadão amazonense e a história do povo de Itacoatiara”, explicou o professor-coordenador.

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Projeto, intitulado “O Amazonas no contexto da Era Vargas”, foi coordenado pelo professor de História, especialista e graduando em Direito pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Alessandro Lúcio Melo

Levantamento de dados feito durante a pesquisa indica que o então presidente Getúlio Vargas tinha um olhar estratégico para com a região devido à extensão, fronteiras e a importância para a soberania nacional.  Conforme o coordenador, algumas medidas adotadas pelo Governo, na época, comprovam esse posicionamento.  Os chamados “Acordos de Washington”, firmados após a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, são exemplos.

Esses acordos previam, entre outras medidas, o aumento da produção de borracha para envio aos norte-americanos como insumo de material bélico – foi o período denominado 2˚ Ciclo da Borracha, que durou de 1942 a 1945.  “Em Itacoatiara, existe um prédio público, onde funciona um dos principais postos de saúde da cidade atualmente, construído em 1942 e mantido na época pela Fundação Rockefeller, com o objetivo de dar assistência médica aos produtores de borracha”, destaca o professor.

A grande Batalha Naval

Outros acontecimentos que, apesar da relevância, possuem poucos registros históricos, também evidenciam essa relação estreita do município com a Era Vargas.   Um dos principais foi a Batalha Naval do rio Amazonas, ocorrida em 1942, em frente ao município, e que também foi objeto de estudo.

O professor destaca a importância desse fato para a história do município.  Segundo a pesquisa, homens do 4º Grupo de Artilharia de Costa, de Óbidos (PA), rebelaram-se em apoio ao movimento tenentista, iniciado em São Paulo contra Getúlio Vargas, e enviaram um ultimato ao 27º Batalhão de Caçadores, em Manaus, para que aderissem, caso contrário, Manaus e as cidades ribeirinhas, situadas no trajeto até a capital, seriam atacadas.

“Os rebeldes saíram da cidade de Óbidos, com destino a Manaus, a bordo do navio Jaguaribe artilhado com 4 canhões e do navio Andirá, com homens armados de fuzis. Enquanto as forças legalistas, com 130 homens, saíram de Manaus para  enfrentar os rebeldes nos navios Baependi, Ingá, Rio Curuçá, e nos barcos auxiliares Rio Jamari, Rio Aripuanã e Isis”, diz o coordenador.

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A participação no projeto rendeu frutos importantes

Alessandro Melo frisa que um dos historiadores, cujas obras serviram de base para a coleta de informações, foi Francisco Gomes. Em seus relatos, o historiador relata que, em 24 de agosto de 1942, às 10h, a frota rebelde estacionou em frente à Itacoatiara, iniciando as negociações, porém, a tropa de terra pediu duas horas para evacuar a cidade e ao expirar o prazo, ao meio-dia, começou a famosa Batalha Naval de Itacoatiara. “A batalha durou aproximadamente 40 minutos, com os navios Jaguaribe e Andirá sendo afundados”, recorda o professor, destacando que o número de mortos até hoje é indefinido, uma vez que não se se sabe o número exato de rebelados, e que, na orla da cidade, existe um monumento em alusão ao acontecimento.

O coordenador ressalta que a história do Brasil sempre foi dinâmica e mesmo com as idas e vindas dos mais recentes governos, nada mais empolgante e controverso do que a chamada Era Vargas, principalmente, no que se refere às medidas que afetaram o Estado e em especial, Itacoatiara – cujos registros são poucos – o que motivou o projeto. “Conhecer a nossa própria história é fundamental para trilharmos o melhor caminho e conhecer a história do nosso País é essencial para transformarmos nossa sociedade”, salienta.

Pesquisa é apresentada à comunidade

Até se alcançar a riqueza de informações coletadas, os alunos-cientistas passaram por um processo de preparação. Eles participaram, na primeira etapa, de uma oficina sobre investigação científica, fontes históricas e pesquisas bibliográficas. Em seguida, iniciaram a pesquisa propriamente dita dentro e fora da escola, em bibliotecas, biografias sobre Getúlio Vargas, revistas, coleções históricas e na Internet, além de entrevistas com historiadores locais, professores, pais e membros mais antigos da comunidade.

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Os alunos-cientistas passaram por um processo de preparação até se alcançar a riqueza de informações coletadas

Com o material em mãos, os alunos cientistas iniciaram a produção textual sobre o assunto analisado e apresentaram os resultados, em formato de palestras e debates, em sala de aula, e depois, em seminários e feiras científicas e literárias sob a orientação da coordenadoria local da Fapeam naquele município.

Experiência para os alunos

A participação no projeto rendeu frutos importantes. Para o aluno-bolsista, Felipe Gomes, a participação no projeto contribuiu para o aprimoramento como pesquisador. “A pesquisa me estimulou a conhecer a história do Brasil, especificamente do período da Era Vargas, e me deu a oportunidade, junto com meus colegas, de compreender melhor esse momento conturbado, que afetou a vida do cidadão amazonense e a história do povo de Itacoatiara”, disse. Isis Nogueira Araújo, também aluna-bolsista, comentou sobre a relevância para o seu desempenho escolar e em preparação para a própria faculdade.  “Foi muito produtivo, principalmente, porque estava me preparando para ingressar na faculdade, um lugar onde a pesquisa científica é fundamental”.

 Departamento de Difusão do Conhecimento – DECON

Fotos: Acervo do Pesquisador

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Pesquisa mostra avanço no tratamento da ‘boca seca’ com laser em pacientes que passaram por Radioterapia

O estudo está sendo desenvolvido com o apoio da Fapeam por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC)

Imagine ter de comprar saliva em razão do nível baixo ou de nenhuma produção por parte das glândulas responsáveis por este fluído. Difícil imaginar, mas é o que acontece com muitas pessoas. A xerostomia, termo usado para designar a sensação de boca seca, é muito mais recorrente do que se pode imaginar e está relacionada a diversos fatores.

Estudo realizado no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) pela graduanda Bruna Cruz, do 9º período do curso de Odontologia, da Universidade Nilton Lins, visa avaliar o uso da Laserterapia em pacientes, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),  afetados pela Xerostomia em decorrência de Radioterapia na região de cabeça e pescoço.

De acordo com a pesquisadora, a laserterapia é um tratamento feito à base de laser de baixa potência e no caso específico do estudo, o objetivo é que a sua aplicação favoreça a proliferação de novas células de maneira a ampliar a produção das glândulas salivares. O projeto abrange pacientes pós-radioterapia, que não procuraram inicialmente o serviço de saúde para tratar o problema, porém, há casos em que a aplicação do laser é feita em paralelo com a radioterapia.

PesquisadoraBrunaCruzduranteapresentacaodapesquisa_CREDITO_PatríciaTrigueiro_ASCOM_FCECON03

Pesquisa apoiada pela Fapeam foi apresentada durante Congresso de Iniciação Científica na FCECON

Resultado da primeira etapa da pesquisa, já revela sinais de melhoria da qualidade vida dos pacientes assistidos. O primeiro que finalizou o tratamento aumentou 0,11 mililitros de saliva por exemplo. “Tinham pacientes que levantavam de seis a sete vezes à noite para beber água e hoje, levantam uma vez”, comenta Bruna Cruz. “Se para nós esse aumento da produção de saliva não é expressivo, para o paciente já está sendo muito importante”, completou.

Quando não tratada corretamente, a Xerostomia pode causar problemas graves de saúde, uma vez que a saliva possui diversas funções, entre as quais, lubrificar e umedecer o interior da boca, facilitando a própria fala; atuar na formação do bolo alimentar a ser digerido e ainda auxiliar no controle da quantidade de água no organismo. Pacientes xerostômicos têm a pele e lábios secos, podem ter problemas na  fonação e também  sofrer das chamadas infecções oportunistas, como  candidíase oral (infecção causada pelo excesso de fungo na boca) e  mucosite (inflamação nas mucosas orais). “Têm pessoas que precisam andar com bombom, chiclete, garrafinha com água o tempo todo e em casos mais graves, os médicos chegam a prescrever salivas artificiais”, comenta a graduanda de Medicina.

O estudo foi apresentado durante a primeira edição deste ano da Jornada de Iniciação Científica, organizada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O objetivo do evento  foi avaliar resultados parciais de 35 pesquisas. Dessas, 24 recebem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A orientadora do projeto, Prof. Drª Liz Mizobe Ono, frisa que as apresentações são parciais e a análise por parte dos componentes da banca examinadora é extremamente necessária porque auxilia no alinhamento dos projetos. Segundo ela, alguns trabalhos são voltados à qualidade de vida do paciente, como é o caso da pesquisa de tratamento da Xenofobia com Laserterapia, e outros para a melhoria do atendimento.

Conforme a diretora-técnica de Ensino e Pesquisa da FCECON, Prof. Doutora Kátia Luz Torres, o Programa de Iniciação Científica tem a missão de provocar nos alunos esse processo de aprendizagem do método científico e a jornada tem a característica de  propiciar a avaliação de projetos de estudo científico em andamento na FCecon. “Temos egressos do PAIC, que começou há oito anos na Fundação, e hoje, estão fazendo Mestrado e Doutorado”, ressaltou a diretora.

Pesquisadora Bruna Cruz durante apresentacao da pesquisa_CREDITO_Patrícia Trigueiro_ASCOM_FCECON 01

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Pesquisa mostra avanço no tratamento da ‘boca seca’ com laser em pacientes que passaram por Radioterapia

O estudo está sendo desenvolvido com o apoio da Fapeam por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC)

Imagine ter de comprar saliva em razão do nível baixo ou de nenhuma produção por parte das glândulas responsáveis por este fluído. Difícil imaginar, mas é o que acontece com muitas pessoas. A xerostomia, termo usado para designar a sensação de boca seca, é muito mais recorrente do que se pode imaginar e está relacionada a diversos fatores.

Estudo realizado no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) pela graduanda Bruna Cruz, do 9º período do curso de Odontologia, da Universidade Nilton Lins, visa avaliar o uso da Laserterapia em pacientes, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),  afetados pela Xerostomia em decorrência de Radioterapia na região de cabeça e pescoço.

De acordo com a pesquisadora, a laserterapia é um tratamento feito à base de laser de baixa potência e no caso específico do estudo, o objetivo é que a sua aplicação favoreça a proliferação de novas células de maneira a ampliar a produção das glândulas salivares. O projeto abrange pacientes pós-radioterapia, que não procuraram inicialmente o serviço de saúde para tratar o problema, porém, há casos em que a aplicação do laser é feita em paralelo com a radioterapia.

PesquisadoraBrunaCruzduranteapresentacaodapesquisa_CREDITO_PatríciaTrigueiro_ASCOM_FCECON03

Pesquisa apoiada pela Fapeam foi apresentada durante Congresso de Iniciação Científica na FCECON

Resultado da primeira etapa da pesquisa, já revela sinais de melhoria da qualidade vida dos pacientes assistidos. O primeiro que finalizou o tratamento aumentou 0,11 mililitros de saliva por exemplo. “Tinham pacientes que levantavam de seis a sete vezes à noite para beber água e hoje, levantam uma vez”, comenta Bruna Cruz. “Se para nós esse aumento da produção de saliva não é expressivo, para o paciente já está sendo muito importante”, completou.

Quando não tratada corretamente, a Xerostomia pode causar problemas graves de saúde, uma vez que a saliva possui diversas funções, entre as quais, lubrificar e umedecer o interior da boca, facilitando a própria fala; atuar na formação do bolo alimentar a ser digerido e ainda auxiliar no controle da quantidade de água no organismo. Pacientes xerostômicos têm a pele e lábios secos, podem ter problemas na  fonação e também  sofrer das chamadas infecções oportunistas, como  candidíase oral (infecção causada pelo excesso de fungo na boca) e  mucosite (inflamação nas mucosas orais). “Têm pessoas que precisam andar com bombom, chiclete, garrafinha com água o tempo todo e em casos mais graves, os médicos chegam a prescrever salivas artificiais”, comenta a graduanda de Medicina.

O estudo foi apresentado durante a primeira edição deste ano da Jornada de Iniciação Científica, organizada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O objetivo do evento  foi avaliar resultados parciais de 35 pesquisas. Dessas, 24 recebem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A orientadora do projeto, Prof. Drª Liz Mizobe Ono, frisa que as apresentações são parciais e a análise por parte dos componentes da banca examinadora é extremamente necessária porque auxilia no alinhamento dos projetos. Segundo ela, alguns trabalhos são voltados à qualidade de vida do paciente, como é o caso da pesquisa de tratamento da Xenofobia com Laserterapia, e outros para a melhoria do atendimento.

Conforme a diretora-técnica de Ensino e Pesquisa da FCECON, Prof. Doutora Kátia Luz Torres, o Programa de Iniciação Científica tem a missão de provocar nos alunos esse processo de aprendizagem do método científico e a jornada tem a característica de  propiciar a avaliação de projetos de estudo científico em andamento na FCecon. “Temos egressos do PAIC, que começou há oito anos na Fundação, e hoje, estão fazendo Mestrado e Doutorado”, ressaltou a diretora.

Pesquisadora Bruna Cruz durante apresentacao da pesquisa_CREDITO_Patrícia Trigueiro_ASCOM_FCECON 01

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

O post Pesquisa mostra avanço no tratamento da ‘boca seca’ com laser em pacientes que passaram por Radioterapia apareceu primeiro em FAPEAM.