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Estudo identifica diferentes linhagens do novo coronavírus circulando no Amazonas

Três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no Amazonas, é o que aponta estudo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que investigou amostras dos municípios de Manacapuru, Autazes, Careiro e Manaquiri (Região Metropolitana), Santa Isabel do Rio Negro (Rio Negro), Tabatinga e Santo Antônio do Içá (Alto Solimões), e Manicoré (Rio Madeira), além da capital Manaus.

A investigação foi realizada pela equipe do pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca. Segundo ele, a existência das 3 linhagens  do SARS-CoV-2: A2; B1.1; B1, sugere ao menos 3 introduções do vírus no Estado.

Em Manaus foram identificadas as três linhagens. Em Manacapuru, Manaquiri e Manicoré a pesquisa encontrou 2 linhagens circulando, e nos demais municípios uma linhagem.

As linhagens achadas no Amazonas são frequentemente encontradas em amostras da Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

37 GENOMAS SEQUENCIADOS

O estudo de Epidemiologia Molecular do SARS-CoV-2 no Amazonas sequenciou 37 genomas do novo coronavírus. Felipe Naveca alerta para a importância desses dados, especialmente diante da escassez de informações sobre os vírus que causam síndromes respiratórias na população do Estado.

Em março deste ano Naveca concluiu o primeiro genoma SARS-CoV-2 do Norte do país. Agora, foram mais 36 sequenciamentos.

O sequenciamento dos genomas de amostras do SARS-CoV-2 contribuem para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra o vírus. Os genomas identificados no Amazonas agora podem ser comparados a outros que circulam no Brasil e no mundo.

O estudo é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisa revela que desigualdades sociais contribuíram para o aumento explosivo de mortes em Manaus

Estudo aponta que a gravidade da epidemia de Covid-19 em Manaus e o elevado número de mortalidade têm suas raízes na grande desigualdade social, fraca efetividade de políticas públicas e fragilidade dos serviços de saúde na cidade.

Para a investigação foram usados dados de mortalidade oriundos da Central de Informações do Registro Civil (CRC) Nacional e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), durante a 11ª e a 16ª semana epidemiológica (período de 15 de março a 25 de abril de 2020), revela o pesquisador Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Ele adianta que apesar das incertezas sobre mortalidade específica por Covid-19 é possível estimar o impacto da epidemia indiretamente, mediante o indicador de mortalidade geral, que avalia o excesso de óbitos ou o número de mortes não esperadas na população.

Jesem Orellana

“Normalmente, o indicador de mortalidade geral, varia pouco ou quase nada em curto espaço de tempo. Somente em situações excepcionais como desastres naturais, guerras ou de crise sociossanitária pode haver repentina e sustentada variação no padrão de mortalidade da população. Portanto, em tempos de ampla disseminação do novo coronavírus, especialmente em contexto sociossanitário desfavorável, espera-se não só maciço contágio e adoecimento, como também elevado e atípico número de óbitos”, comenta o pesquisador.

Além da Covid-19, outras possíveis causas de mortes foram consideradas pela CRC, como síndrome respiratória aguda grave (SRAG); pneumonia; septicemia; e insuficiência respiratória. Os óbitos não classificados em nenhuma dessas condições foram incluídos na categoria “demais causas”. Por fim, as mortes “indeterminadas” (causas de mortes ligadas a doenças respiratórias, mas não conclusivas) que representaram menos de 1% da amostra avaliada e não foram apresentadas separadamente.

A análise mostrou uma similaridade entre o total de óbitos registrados em 2019 e 2018, ao longo das semanas selecionadas em março e abril. Porém, ao se fazer uma comparação entre o total de óbitos de 2020 e 2019, observou-se um excesso de mortalidade, a partir da 14ª semana epidemiológica de 2020 e uma explosão na 16ª semana na qual o número de óbitos foi 200% maior do que o observado em 2019.

O expressivo aumento de mortes a partir da 14ª semana, deu-se aproximadamente 15 dias após a confirmação dos 30 primeiros casos de Covid-19 em Manaus. Já o alarmante e inédito aumento do número de mortes na 16ª semana, coincidiu com o colapso da rede pública hospitalar, gerando um aumento três vezes maior de sepultamentos diários.

Nesse período, as mortes em casa e em via pública também aumentaram, bem como os casos de Covid-19 nos municípios vizinhos. Esse conjunto de acontecimentos resultou, provavelmente, de uma grande aceleração da epidemia em Manaus nas semanas anteriores, contribuindo para a consolidação de uma crise sociossanitária sem precedentes.

“Variações no indicador de mortalidade geral, em cenário de crise sociossanitária, não estão restritas  a países de baixa e média renda, pois um número excessivo de mortes, também foi observado em Nova York e outras cidades da Europa, especialmente na Itália e Espanha, reforçando que a subnotificação na mortalidade específica por Covid-19 tem ocorrido nos mais diferentes contextos e regiões do planeta”, observa o pesquisador.

O estudo também aponta ainda que em Manaus quase 70% das mortes ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais, um dado semelhante aos mostrados em estudos realizados em outros países, e que confirmam que nesse segmento populacional, as comorbidades têm sido associadas com um prognóstico pior em casos de internação por Covid-19.

Outro dado que corrobora com outros estudos, diz respeito aos diferenciais por sexo, com risco de mortalidade maior entre os homens, e um aumento explosivo de mortalidade por problemas respiratórios, que são complicações comuns da Covid-19.

Para o pesquisador, “reforços devem ser envidados rapidamente por gestores das três esferas de governo de modo a conter ou minorar o efeito deletério da Covid-19 em Manaus, sobretudo em áreas mais precárias, onde o impacto da pandemia sobre a mortalidade tende a ser mais acentuado”, conclui Orellana.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes-ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia lança edital do Programa de Iniciação Científica

Amanhã, 15/5, iniciam as inscrições para o Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia). O processo de inscrição é todo online, através do envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital. No caso de renovação de bolsa, a nota deve ser maior ou igual a 6,0.

Acesse aqui ao edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Os candidatos têm até o dia 12 de junho para fazerem suas inscrições. O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O resultado será divulgado no dia 6 de julho de 2020.

“Este ano foi lançado o Banco de Currículo para os alunos que tenham interesse em realizar iniciação científica no ILMD/Fiocruz Amazônia”, comenta Priscila Aquino, coordenadora do PIC. Ela explica ainda que o Banco vai facilitar o acesso dos pesquisadores aos currículos dos alunos.

Para mais informações sobre o Banco de Currículo, clique.

O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Acesse ao Banco de Currículo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

NOTA EM DEFESA DA CIÊNCIA E DOS PESQUISADORES DA FIOCRUZ

O Conselho Deliberativo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vem a público manifestar seu apoio aos pesquisadores responsáveis pelo estudo CloroCovid-19, que vem sendo realizado por mais de 70 pesquisadores, estudantes de pós-graduação e colaboradores de instituições com tradição em pesquisa, como Fiocruz, Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Universidade do Estado do Amazonas e Universidade de São Paulo.

A instituição considera inaceitáveis os ataques que alguns de seus pesquisadores vem sofrendo nas redes sociais, após a divulgação de resultados preliminares com o uso da cloroquina em pacientes graves com a Covid-19. Estudos como esse são parte do esforço da ciência na busca por medicamentos e terapêuticas que possam contribuir para superar as incertezas da pandemia de Covid-19. A pesquisa CloroCovid-19 permanece em andamento e foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

A Fiocruz tem trabalhado incansavelmente em diversas frentes de atuação e vem a público clamar pela tranquilidade e segurança de seus pesquisadores, requisitos essenciais para o desenvolvimento de seus estudos. É fundamental alertar que a busca por soluções não pode prescindir do rigor científico e do tempo exigido para obtenção de resultados seguros e que as pesquisas devem se manter, portanto, fora do campo narrativo que constrói esperanças em cima de respostas rápidas e ainda inconclusivas.

A Fundação apoia incondicionalmente seu corpo de pesquisadores, que estão absolutamente comprometidos com a ciência e com a busca de soluções para o enfrentamento dessa pandemia, e reafirma seu compromisso com a missão de produzir, disseminar e compartilhar conhecimentos e tecnologias voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira.

Pesquisa “Distanciamento social durante a epidemia de Covid-19 no Brasil”

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) divulgam questionário do projeto de pesquisa “Distanciamento social durante a epidemia de Covid-19 no Brasil”.

O objetivo é compreender a opinião sobre o distanciamento social e o impacto da medida durante a pandemia do novo coronavírus.

O questionário aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) pode ser acessado aqui ou https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfsVjbgC_a580Jt4aOrx4C6VhTnOLmd3RERZLbrVbv827bGJA/viewform

Os pesquisadores solicitam ao público que compartilhe o questionário nas redes sociais Whatsapp, Facebook e outras, para que mais pessoas possam respondê-lo.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Aumento da Covid-19 no Amazonas pode não estar relacionado apenas às mutações do novo coronavírus

“Vários fatores do ponto de vista biológico podem contribuir para o aumento, ou maior gravidade de casos de uma doença em uma determinada região”, a explicação é do pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ao falar sobre o aumento de casos de Covid-19 e a relação desses com possíveis mutações do SARS-CoV-2, no Amazonas.

O pesquisador alerta que os fatores biológicos podem ter causas não apenas na mutação de um vírus, mas também na própria diversidade genética de uma população, ou numa combinação desses dois agentes.

“No caso do novo coronavírus, esses dois fatores: humano e vírus, precisam ser estudados o mais rápido possível, em diferentes partes do mundo. Aqui no Amazonas, nós estamos à frente porque temos uma iniciativa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a Rede Genômica em Saúde, que iniciou no final do ano passado, ou seja, antes da Covid-19, e que hoje nos possibilita investigar o SARS-CoV-2”, comenta Naveca.

Responsável pela realização do primeiro sequenciamento genético do novo coronovírus no Norte do Brasil, o pesquisador acredita que não devem ter ocorrido diferentes entradas do vírus no Amazonas, ou que uma ou mais dessas entradas possam ter tido mais sucesso em se espalhar, mas adverte que para se ter certeza dessa afirmação, é necessário que se faça outros estudos de genomas do vírus no Estado, tal qual o que apresentou no final de março.

No estudo desenvolvido por Naveca e sua equipe, as mutações descritas mostram diferenças entre o vírus original de Wuhan (China) e o caso que chegou a Manaus, oriundo da Espanha.

“Para se dizer que uma mutação está associada a um quadro mais ou menos grave é necessário estudar um número grande de amostras e observar as mutações, em uma frequência muito superior. Aplicamos testes estatísticos que suportam ou não essa hipótese e, aí, podemos sugerir essa relação”, adverte o pesquisador.

Ele lembra que aguarda autorização do comitê de ética em pesquisa para iniciar estudos da genética humana e do vírus em uma escala bem maior.

SEQUENCIAMENTO DO GENOMA

O primeiro sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi concluído por Felipe Naveca e sua equipe. O resultado contribui  para a ampliação do conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19.

O estudo foi feito a partir de amostra de paciente do Amazonas, oriundo da Espanha.

Para mais informações sobre o novo coronavírus, acesse https://portal.fiocruz.br/coronavirus

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia conclui o primeiro sequenciamento do SARS-CoV-2 da região Norte

Com apoio  da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam), o primeiro  sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi  concluído por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).  O resultado contribui  para a ampliação do  conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19.

O sequenciamento que foi feito pelo pesquisador Felipe Naveca e sua equipe, a partir de amostra de paciente do Amazonas, soma-se a outras iniciativas de genômica no país e no mundo.

Pesquisador Felipe Naveca. Foto: Eduardo Gomes

“As análises iniciais mostraram nove mutações em relação à amostra original de Wuhan na China. Queremos entender se existe relação dessas variações no genoma viral no desfecho da infecção”, explica o pesquisador, ao acrescentar que os estudos continuam para sequenciar outras amostras.

Segundo ele, o sequenciamento do genoma da amostra do Amazonas já  pode ser comparado com outros que circulam no Brasil e no mundo para identificar se existe um marcador de piora ou de melhora do quadro, além de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina ou medicamento contra o  vírus SARS-CoV-2 .

O pesquisador reforça a importância da ciência e do apoio a estudos sobre o coronavírus e lembra que o sequenciamento de vírus é uma das atribuições da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam), que é apoiada pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam).

 

Por: Marlúcia Seixas

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Fungos endofíticos isolados de plantas Amazônicas têm potencial para produção biossurfactantes

Fungos denominados endofíticos, isolados do interior dos tecidos vegetais de duas espécies de plantas nativas da região Amazônica, conhecidas popularmente como pimenta-de-macaco e vassourinha apresentaram enorme potencial para produção de biossurfactantes, compostos químicos, com diversas aplicações a serem utilizados nas indústrias de produtos de limpeza, higiene, petrolífera, alimentícia, cosmética, farmacêutica, entre outras.

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), os pesquisadores produziram biossurfactantes utilizando como matéria-prima óleos residuais de fritura e lubrificante.

Biossurfactante

Biossurfactante produzido pelos fungos endofíticos.

O biossurfactante produzido pelos fungos apresenta ótimo potencial para ser utilizado na biorremediação, processo natural de descontaminação utilizando microrganismos, ou seja, como um detergente biodegradável que pode ser empregado, por exemplo, na recuperação de áreas ambientais atingidas por derramamento de petróleo.

O projeto “Estudo da produção de biossurfactantes por fungos endofíticos utilizando resíduos como substrato” foi desenvolvido no Laboratório de Química Aplicada à Tecnologia da Escola Superior de Tecnologia (EST) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no âmbito do curso de doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede Bionorte, sob orientação da Professora Dra. Patrícia Melchionna Albuquerque, e amparado pelo Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados para o Interior do Estado do Amazonas (RH-Interiorização–Fluxo Contínuo), Edital Nº003 /2015. 

Biossurfactantes

O coordenador da pesquisa, Dr. Messe Elmer Torres da Silva, explica que os biossurfactantes apresentam ampla variedade de aplicações e são largamente utilizados na indústria, principalmente em produtos de limpeza, como detergentes pela capacidade emulsionante, ou seja, de interagir com diferentes líquidos, como as misturas de água e óleo.

DR. MESSE ELMER - FOTOS ÉRICO X._-9

Dr. Messe Elmer Torres da Silva.

Os biossurfactantes realizam um processo de biodegradação, em que os microrganismos atuam para decompor resíduos tóxicos que foram lançados acidentalmente no solo como, por exemplo, em casos de vazamento de petróleo, rejeitos de metais pesados, entre outros. 

Importância

A produção de biossurfactantes fúngicos, isolados de plantas da região Amazônica, ainda é um tema pouco explorado, o que torna o trabalho uns dos pioneiros na área biotecnológica.

O reaproveitamento de resíduos, óleos de fritura e lubrificante, como fonte de carbono para produção de biossurfactantes deve contribuir para o desenvolvimento de bioprocessos obtendo-se a redução de custos para a aquisição desse bioproduto utilizado em larga aplicabilidade industrial.

Os surfactantes sintéticos convencionais disponíveis comercialmente, por serem sintetizados a partir de derivados de petróleo, são usualmente tóxicos ao meio ambiente e não biodegradáveis, o que tem levado à procura por surfactantes naturais como alternativa aos produtos existentes. 

RH-Interiorização

O Programa RH-Interiorização foi substituído pelo Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos para o Interior do Estado do Amazonas (Proint). O objetivo é conceder bolsa de mestrado e doutorado a profissionais graduados residentes no interior do estado do Amazonas há no mínimo 4 (quatro) anos ou que mantenham relação de trabalho ou emprego com instituição municipal, estadual ou federal sediada ou com unidade permanente no interior do Estado, interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em programa credenciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em instituições do Amazonas localizadas em município diferente de onde reside o candidato.

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Fiocruz articula novas estratégias para o enfrentamento do coronavírus

Após a confirmação do primeiro caso do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, a Presidência da Fiocruz realizou uma reunião extraordinária nesta quinta-feira (27/2). No encontro, foram discutidas estratégias adicionais nas áreas de diagnóstico laboratorial, desenvolvimento tecnológico, produção e cooperação internacional no enfrentamento do Covid-19.

“A Fiocruz reafirma o compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS) na busca de soluções e respostas rápidas para a população brasileira frente a essa emergência sanitária, a exemplo do que já fizemos em outros momentos críticos para a saúde pública, como no enfretamento de H1N1, zika, chikungunya, febre amarela e até mesmo casos suspeitos de ebola”, destacou a presidente Nísia Trindade Lima.

A iniciativa faz parte das frentes de atuação da Fiocruz, que, desde o início deste ano, vem se articulando internamente e junto ao Ministério da Saúde para contribuir na preparação do país não apenas para a entrada do vírus em território nacional, mas também para a possibilidade de dar respostas rápidas a uma epidemia em larga escala.

“Temos ampla capacidade de resposta na instituição e estamos trabalhando em diversas frentes, tanto na articulação de iniciativas já em curso, como a produção de kits diagnósticos e a capacitação de laboratórios públicos para o diagnóstico laboratorial, mas também em ações prospectivas voltadas para a pesquisa e produção de fármacos e vacinas”, explicou a vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger.

Além de manter uma articulação permanente entre pesquisadores, gestores e técnicos da instituição, por meio da Sala de Situação em Saúde, criada em 24 de janeiro pela Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação, a Fiocruz participa do Centro de Operações de Emergências (COE), e foi convidada esta semana a integrar um comitê de especialistas, criado pelo Ministério da Saúde. A primeira reunião desse comitê acontecerá na próxima quinta-feira (5/3).

No âmbito interno, foi destacada a importância de permanente diálogo dos diretores e especialistas das unidades e escritórios regionais com os gestores municipais, garantindo a ampla mobilização da Fiocruz junto a todas as esferas do SUS no enfrentamento da emergência.

O campo da comunicação e da disseminação de informação de qualidade para a população também foi tema do encontro. Segundo a coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Elisa Andries, o engajamento dos nossos especialistas no esclarecimento à população e, em especial, aos trabalhadores da saúde, é fundamental, mas deve ser feito de maneira responsável e sempre articulada com os profissionais de comunicação, seja da unidade ou da Presidência, para que, em tempos de fake news, a instituição possa contribuir com informações claras no entendimento dessa nova enfermidade.

Ao longo dos meses de janeiro e fevereiro, a Fiocruz conduziu uma série de iniciativas na área: capacitação de profissionais do Instituto Evandro Chagas, no Pará, e do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para o diagnóstico laboratorial do novo vírus, bem como de representantes técnicos de nove países da América Latina (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai); participação de reunião da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, que reuniu centenas de cientistas de todo mundo para discutir estratégias de enfrentamento e definir prioridades de uma agenda de pesquisa global; realização de uma oficina para jornalistas; e participação no diagnóstico de repatriados da China.

A Fiocruz tem uma experiência de quase 60 anos com vírus respiratórios e é designada pelo Ministério da Saúde como referência para o diagnóstico laboratorial do novo coronavírus, por meio do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e para o atendimento a pacientes, por meio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

Fonte: CCS/Fiocruz

Reunião na Fiocruz Amazônia aborda fortalecimento da rede laboratorial de saúde pública no país

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu, na última sexta-feira (7/2), a visita de uma comitiva do projeto “Fortalecimento da Rede de Laboratórios de Saúde Pública para Atendimento às Emergências em Vigilância em Saúde”, formada por representantes da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) Brasília e do representante do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), órgão americano responsável por investigar doenças infecciosas.

O projeto tem como objetivo o fortalecimento da rede laboratorial de saúde pública no país, com o foco para atendimento às emergências. A comitiva formada pelos técnicos da Fiocruz-Brasília, Mariana Verotti, Thais Minuzzi e Maria Helena Cunha e do CDC, Leonard Peruski, visitou outros dez laboratórios de saúde pública espalhados no Brasil.

O Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, apresentou as atribuições do Instituto, a produção, e pesquisas desenvolvidas. Os consultores também puderam visitar os laboratórios para conhecerem os processos e infraestrutura do Instituto. Durante uma visita guiada, a comitiva conheceu ainda futuras instalações onde serão desenvolvidos estudos realizados por pesquisadores da instituição.

SOBRE O ILMD/FIOCRUZ AMAZÔNIA

O ILMD/Fiocruz Amazônia é a unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas, que visa contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas, integrando pesquisa, educação e ações de saúde pública. Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes