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Projeto do PCE analisa importância da paisagem geográfica de bairro da zona Leste

No Amazonas, professores e estudantes do ensino fundamental (5° ao 9° ano), do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar também são  beneficiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Esse apoio vem por meio do Programa Ciência na Escola (PCE) que dentre seus objetivos visa contribuir para o processo de formação continuada dos professores, despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes do ensino público estadual do Amazonas e municipal de Manaus.

O programa é desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc-AM) e a Secretaria Municipal de Manaus (Semed).

Dentre os projetos selecionados na última edição do PCE, edital N°001/2018, está o intitulado “Geografia e Educação no Contexto Urbano: Moradias em Áreas de Risco Ambiental”, realizado com alunos do ensino médio da Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, no bairro Armando Mendes, zona Leste de Manaus.

Da escola para a comunidade

O projeto de Iniciação Científica Júnior (IC/JR) trabalhou o ensino da Geografia além da sala de aula, tendo como cunho principal analisar o conceito da disciplina e levar o conhecimento adquirido pelos alunos para a comunidade, em relação com a transformação do bairro.

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Projeto do PCE foi coordenado pelo professor de Geografia, Márcio Silveira. Foto: Érico Xavier

Segundo o coordenador do projeto, o professor de Geografia, Márcio Silveira, a ideia foi analisar a importância da paisagem, que é o entorno em que se vive, para a compreensão do espaço vivido e despertar nos alunos o interesse para o planejamento, conservação, uso e ocupação sustentável dos espaços onde vivem.

Para isso foi adotada cartilha produzida pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)- Serviço Geológico do Brasil para informar aos moradores que residem em áreas consideradas de risco ambiental sobre práticas seguras e sustentáveis.

“Sabemos que a paisagem está em constante transformação, muitas pessoas não se sentem como atores dessa mudança e colocam a culpa nas autoridades. Mas as pessoas também contribuem para os problemas ocorrerem. Com o projeto, queremos que a comunidade faça uma leitura do bairro e compreenda que os moradores são atores da transformação geográfica do bairro Armando Mendes”, disse.

Os estudantes realizaram pesquisa bibliográfica e de campo no entorno da escola, ações educativas e reconhecimento das diferentes situações de riscos ambientais, utilizando os conhecimentos adquiridos em sala de aula, nas atividades inerentes ao projeto.

Durante o projeto os estudantes entrevistaram os moradores para saber a ideia que eles têm sobre o espaço em que vivem.

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Estudantes realizaram pesquisa bibliográfica e de campo no entorno da escola. Foto: divulgação

 Além da sala de aula

O projeto foi apresentado na Feira de Ciências da Amazônia, durante a última edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A escola também promoveu no bairro o evento “Ciência na Praça”, com objetivo de apresentar à comunidade os projetos de iniciação científica desenvolvidos na escola.

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Evento Ciência na Praça apresentou trabalhos de Iniciação Científica Junior para a comunidade. Foto: divulgação

Para um dos colaboradores voluntários do projeto, Anderson Castro, e hoje estudante de Pedagogia, a experiência de participar do projeto de iniciação científica é importante para seguir a formação.

“A primeira coisa que me deparei quando cheguei à faculdade foi com o tripé: ensino, pesquisa e extensão. Isso foi algo que vi em projetos dos PCE. A pesquisa foi viabilizada pela prática, porque fomos ao local e conseguirmos obter um bom resultado. Já a extensão foram os projetos aplicados à comunidade por meio da interação com a escola. É muito gratificante levar essa experiência para minha vida acadêmica”, informou.

Por Esterffany Martins

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Projeto usa celular como ferramenta pedagógica

Proposta do trabalho é de viabilizar o uso do aparelho no processo de ensino aprendizagem

O celular tornou-se uma ferramenta indispensável para maioria das pessoas. O aparelho tem sido à base de um projeto desenvolvido no interior do Amazonas, que utiliza o instrumento como ferramenta pedagógica. O trabalho é realizado na Escola Estadual de Tempo Integral Álvaro Maia, no município de Humaitá/AM.

O projeto é desenvolvido por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edição 2018, realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Como forma de conscientização quanto à dependência dos alunos com relação ao celular, a proposta do trabalho é de viabilizar o uso do aparelho no processo de ensino aprendizagem.

O coordenador do projeto, Marcos Antônio Oliveira, disse que decidiu realizar o trabalho na escola devido o celular fazer parte da vida diária dos alunos o que causa também dependência em seu uso. Ele afirma que a ausência do aparelho chega até mesmo a provocar transtornos psicológicos nos alunos. As regras impostas pela família e instituições escolares na tentativa de impedir o uso em sala de aula tem sido ineficiente.

“O objetivo desse trabalho é viabilizar o celular como uma opção a mais de pesquisa escolar funcionando como um ambiente virtual disponível aos alunos 24 horas”, contou.

Professor de História na escola, Oliveira explicou que os slides trabalhados em sala de aula são postados no grupo de um aplicativo para smartphone, que é administrado pelo professor coordenador e a gestora da escola. Antes de cada avaliação é cedido em torno de 10 minutos para que os alunos possam consultar os slides enviados, os quais contêm os conteúdos que serão cobrados nas avaliações.

“Para permitir que os alunos que não possuem celulares sejam beneficiados pela produção de conhecimento obtido no grupo são efetuados debates em sala aula com os membros participantes com foco nos materiais postados”, disse. 

Comportamento dos Alunos

Conforme o professor, os livros também são usados durante as aulas, mas  o efeito produzido por meio do projeto no processo de ensino aprendizagem aumentou com a leitura dos conteúdos digitais.

“A maioria dos estudantes, seja por desinteresse ou pelo peso dos livros, não levam os mesmos para a sala de aula. Quando isso acontece, há uma prioridade para os livros de português e matemática. Mas, quase todos  possuem aparelhos celulares de última geração e os transportam diariamente às escola em seus bolsos ou bolsas escolares. O que se percebe com relação aos celulares utilizados pelos alunos é que a qualidade e custo dos mesmos muitas vezes é maior daqueles utilizados pelos professores”, detalhou.

Outro ponto positivo do projeto é que nas aulas os alunos demonstram interesse em discutir determinados trechos de textos ou imagens postadas aumentando o desempenho durante as avaliações.

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O projeto é desenvolvido por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edição 2018, realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed)

Para aluna e bolsista do PCE, Laís Ferreira dos Santos, 3° ano do Ensino Médio, o projeto é importante por tornar os conteúdos debatidos em sala de aula atrativos e digitais.

“É algo que nos ajuda não apenas na aprendizagem em sala de aula, mas também nos auxilia como preparatório para prestarmos o vestibular, pois os conteúdos postados também são relacionados a estes temas”, informou.

A estudante, Thalia Aparecida dos Santos, do 2º ano do Ensino Médio,  conta que a atividade proporciona estudar história de maneira diferente.

“São postados no grupo materiais que reforçam o estudo em sala de aula, tais como textos, imagem, vídeos e o próprio slide que o professor usa em sala de aula e faz com que o aluno adquira mais conhecimento por conta do celular está presente na vida dos jovens 24h por dia”, disse.

Já para Radyjia de Lima, do 2º ano do Ensino Médio,  o projeto atrai os alunos por envolver a tecnologia no ensino. A estudante conta ainda que como alguns materiais são enviados pelo celular quando não está próxima dos livros fica mais fácil de ter o conteúdo a um toque da mão.

“Esse projeto nos ajuda a estudar em vários lugares diferentes, na escola, em casa. Com temos acesso mais fácil ao celular nós podemos levar para vários lugares e facilita o nosso aprendizado no dia a dia”, contou.

PCE

O PCE apoia a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais sediadas no Amazonas e municipal.

Lançado no mês de março, o programa conta com investimento de quase R$2,5 milhões para incentivar a aproximação da ciência no ambiente escolar, visando à participação de professores e estudantes, por meio de projetos de Iniciação Científica Junior (ICT/JR).

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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Estudantes produzem álcool em gel antisséptico para assepsia das mãos para combater vírus e bactérias

Projeto de iniciação científica júnior  é desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam

A produção do composto químico para assepsia das mãos é feito pelos alunos no laboratório da escola sob a orientação e supervisão do coordenador do projeto o professor doutor em biotecnologia, Manoel Feitosa Jeffreys, que começou a desenvolver o projeto como alternativa simples, prática e acessível no combate à proliferação de doenças como, por exemplo, o sarampo e a gripe H1N1. Além de ensinar os alunos sobre a importância de prevenir de doenças, o professor também quer contribuir com o desenvolvimento da pesquisa científica, por meio da formação integral dos estudantes.

“O ingresso dos alunos na iniciação científica ajudará na criação de um conhecimento científico em estreita relação com as aplicações tecnológicas e suas implicações socioambientais, políticas e econômicas”, ressaltou Manoel

O projeto é desenvolvido através do Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com estudantes do ensino médio, na Escola Estadual Sant’Ana, localizada no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus.

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O projeto é desenvolvido através do PCE com estudantes do ensino médio, na Escola Estadual Sant’Ana, localizada no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus

Com a produção do álcool em gel antisséptico, o professor quer transformar a atividade teórica em uma atividade prática que seja prazerosa para os alunos com a aplicação direta dessas ciências, química e biologia, na vida diária das pessoas, é que futuramente o composto produzido pelos estudantes poderá ser usado pela escola para higienização das mãos dos estudantes, auxiliando na prevenção de enfermidades.

“Pretendo enfatizar os conhecimentos científicos tanto no campo da Química como da Biologia na formulação bioquímica do processo, desde a pesquisa no campo da Bioquímica Ambiental, Farmacologia e Meio Ambiente. O projeto possibilitará a compreensão dos alunos sobre os efeitos químicos e biológicos, especialmente as reações químicas e biológicas no processo de prevenção de doenças”, disse o professor.

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Projeto do professor Doutor em biotecnologia, Manoel Feitosa Jeffreys e alunos no laboratório da escola

Para dar sustentação aos experimentos laboratoriais os bolsistas do projeto iniciaram os trabalhos com as pesquisas bibliográficas sobre o princípio ativo das substâncias químicas que estruturam a fórmula do composto.

Para o teste de produção de um litro de álcool em gel antisséptico, os estudantes utilizaram os seguintes os materiais: 1L de álcool 70%, 30ml de glicerina, 10g de carbopol 940 (polímero), AMP 95 (trietanolamina), corante, essência, colher, coador, vasilhame de 1 L, vidrarias para o preparo de soluções. Esses produtos são encontrados em lojas especializadas em venda de produtos químicos, de beleza e limpeza.

 

Modo de preparo do composto – Para 1L de álcool em gel antisséptico

Em um recipiente mistura 100mL de álcool 70% a 1 colher de chá de carbopol e diluiu essa substância até formar a consistência de um líquido viscoso (solução aquosa). Em seguida adiciona 0,5ml de glicerina líquida mistura e se preferir pode acrescentar 3 gotas de essência concentrada e o composto está pronto para o uso. Depois de finalizado, o produto pode ser depositado em frascos.  Essa produção de álcool em gel tem validade de três meses e o custo de produção é em média de R$ 25,00.

Para o bolsista do projeto, Cassius Clay Magalhães de Oliveira Filho, de 18 anos, e do 3º ano do Ensino Médio, o experimento científico nas aulas de química serviu para que os alunos aprendessem a produzir o próprio material de higiene e ainda praticar conhecimento teórico com a aplicação das fórmulas, através do experimento laboratorial.  “É uma ótima experiência a possibilidade de aprender mais sobre química e biologia. Na sala de aula aprendemos a teoria, e no laboratório colocamos em prática”, ressaltou Cassius.

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Teste de produção de um litro de álcool em gel antisséptico

Para o outro bolsista do projeto, Lucas Vinícius Campos da Silva, 17 anos, estudante do 3º ano do Ensino Médio, o primeiro contato com a pesquisa científica tem sido proveitoso não somente pela possibilidade de acesso ao estudo das ciências, mas também poder beneficiar a sociedade. “Tem sido uma experiência nova e muito proveitosa poder aprender sobre a química e biologia através de um projeto de pesquisa científica”, destacou Lucas

O coordenador do projeto destaca a importância do apoio da Fapeam através do PCE para a formação complementar na vida profissional e acadêmica desses estudantes. “A iniciativa da Fapeam capacita os alunos a vislumbrar campos de pesquisas que eles não tinham conhecimento e futuramente esses cientistas Júnior vão contribuir de alguma forma com o desenvolvimento da ciência”, disse o coordenador.

TEXTO: Departamento de Difusão do conhecimento – Decom/ Fapeam

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Estudantes de escola pública de Manaus passam para etapa nacional de competição de robótica

Olimpíada Brasileira de Robótica ocorrerá no mês de novembro na Paraíba

Os estudantes da Escola Municipal Jorge de Rezende Sobrinho, no bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus, passaram na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). A competição ocorreu no Sesi Clube do Trabalhador, no mês de setembro. A partir de agora, os alunos se preparam para representar o Amazonas na competição nacional, que será realizada na Paraíba, no mês de novembro.

A OBR reunirá equipes de todo país. Na competição os estudantes participam na modalidade nível 1, que abrange o ensino fundamental II, do 6º ao 9º ano. Na etapa estadual, os estudantes conquistaram a 2ª, 6ª e 12ª colocação.

O projeto intitulado ‘A Inclusão Tecnológica por meio da Robótica Educacional’  é desenvolvido na escola no  âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Segundo a coordenadora do projeto, Grasielle Souza, os alunos competiram com 40 equipes, formada por 4 alunos cada, de escolas públicas e particulares do Amazonas.

A equipe Capitan of My Soul (Capitão da minha alma) conquistou a 2ª colocação na etapa estadual. Os alunos produziram um robô a partir de peças de lego e desenvolveram um trabalho de diário de bordo, mostrando todo o processo construtivo do robô.

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Estudantes se preparam para competição da Olimpíada Brasileira de Robótica

Já a equipe Invictus (Invicto), que ficou na 6ª posição, criou um robô capaz de seguir um percurso delimitado por uma linha, além de conseguir se desviar de obstáculos no caminho, subir rampas e resgatar vítimas durante o trajeto.

“O Invictus usou o material da  Pesc robótica. A equipe trouxe um título muito importante para escola a de ‘Melhor Escola de Robótica Pública do Estado’. Essa foi uma premiação muito especial, principalmente, pelo fato dos  estudantes  serem os mais jovens, mas já com grande destaque numa competição”, disse.

O robô da equipe Unconquerable (Invencível), que ficou na 12ª colocação, também foi feito com peças de lego. A ideia é que o equipamento siga a referência até encontrar algum obstáculo que dificulte o atrito com o solo ou que os sensores encontrem a sala de resgate onde deverá escanear o ambiente para encontrar as vítimas e resgatá-las com sucesso.

Segundo a professora, a escola é referência na região Norte por trabalhar a robótica e desenvolver o trabalho de inclusão dos alunos da rede pública de ensino na área de tecnologias, especificamente, em robótica.

“Fiquei muito feliz com o resultado, principalmente, por ver o esforço dos alunos, a vontade de aprender e o envolvimento deles no projeto. Nossos alunos alcançaram colocações acima de escolas particulares o que mostra que estamos no caminho certo com nosso trabalho de ensino e aprendizagem”, conta Grasielle.

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Trabalho de inclusão da robótica na educação básica é desenvolvido no âmbito do PCE

A professora conta ainda que essa não é primeira vez que os alunos conquistam uma vaga na OBR. Em 2016 os estudantes venceram em 1º lugar.

Em 2017, os alunos foram campeões na etapa estadual do Torneio da First Lego League, alcançando vaga para disputar a fase nacional em Brasília. No mesmo ano também conquistaram vaga para participar da etapa internacional European Championship, realizada na Dinamarca, onde de 118 equipes participantes do mundo inteiro ficaram na 34ª posição. Além dessas conquistas, no mesmo período foram os vencedores em nível estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR).

Outro foco também é o Torneio da Firts Lego League deste ano, que ocorrerá no dia 30 de novembro e 1° dezembro. A competição é coordenada no Brasil pelo Serviço Social da Indústria (Sesi).

Expectativa

Participar da competição nacional na Paraíba significa muito para o estudante Lucas Melo. Bolsista de iniciação científica do PCE, esta será a primeira viagem do aluno.

“Será a minha primeira viagem e já representando o Amazonas em outro Estado. Estou feliz por isso e espero que nossa equipe vença a olimpíada conquistando a medalha de ouro para o Estado”, diz o estudante.

Para Maria Eduarda Alexandre, que já participou de outras competições de robótica, cada premiação representa superação, conhecimento e experiência.

“Quando conseguimos o 2° lugar foi emocionante por participamos com várias escolas que tinham potencial alto também. Mas, nossa equipe deu o melhor e agora vamos representar a nossa escola na Paraíba”, informou.

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PCE

O PCE apoia a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais sediadas no Amazonas e municipal.

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Projeto usa paródias no ensino de Ciências

Projeto foi realizado no município de Manacapuru com apoio da Fapeam por meio do Programa Ciência na Escola

As paródias têm conquistado cada vez o público jovem. Sucesso na internet, a paródia consiste na recriação de uma obra já existente, a partir de um ponto de vista cômicoUm projeto desenvolvido na Escola Estadual Agra Reis, no município de Manacapuru, interior do Amazonas, inovou no ensino de Ciências e utilizou as paródias para facilitar aprendizagem dos estudantes na disciplina.

O projeto, realizado em 2017 na escola, foi desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE).

No total, sete paródias foram desenvolvidas por alunos e apresentadas na hora cívica da escola.

Segundo a professora e coordenadora do trabalho, Josiane Menezes, a atividade foi um trabalho que integrou o ensino e a música dentro da sala de aula. O objetivo foi propiciar aos alunos um ensino diferenciado e ao mesmo tempo prazeroso, que é o de estudar os conteúdos de Ciências através das paródias.

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Para o projeto foram selecionados alunos que gostam de música e que tinham habilidades nessa área. Após isso, foi feita também a identificação das músicas conhecidas e fáceis de aprender a cantar e tocar. Outro passo do trabalho foi à elaboração da paródia destacando as características e funções específicas da disciplina de Ciências.

“Os cinco bolsistas e os dois voluntários se empenharam na construção das paródias e estudaram a fundo os assuntos escolhidos por eles para escreverem as paródias, tudo sob minha orientação. Além das paródias, os bolsistas também foram desafiados a aprenderem a tocar instrumentos musicais como o violão. Foi um grande desafio”, detalhou.

Segundo a professora, o conhecimento adquirido por meio do projeto PCE é algo que o aluno levará para a vida, sendo capaz de influenciar sua família, amigos, comunidade e todos que vivem à sua volta, além de despertar o interesse para pesquisa científica.

Assista a paródia feita pelos bolsistas do PCE

A professora disse ainda que um dos pontos positivos foi à mudança no comportamento dos alunos em sala de aula. Segundo Josiane, o projeto tornou os estudantes mais participativos durante as aulas e aumentou a curiosidade e  o interesse deles pela disciplina.

“Alguns alunos eram desinteressados, mas com o início do projeto podemos ver o aumento na média ao final do bimestre, não só na disciplina Ciências, mas também em outras matérias”, informou.

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PCE

O PCE incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico.

A edição 2017 do PCE, contou com 396 propostas aprovadas que contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Xeque-mate da Educação – Escola utiliza xadrez como ferramenta de aprendizagem

A iniciativa do projeto partiu do professor Bruno Castro, sendo desenvolvida na Escola Estadual Gentil Belém

Um xeque-mate da educação pode ser comemorado pela Escola Estadual Gentil Belém. Localizada no município de Parintins, a unidade de ensino participou da última edição do Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com um projeto que buscou fazer a interação entre o ensino da matemática e o xadrez

A iniciativa do projeto partiu do professor Bruno Castro, que buscou motivação em experiência vivenciada como monitor de pesquisa há alguns anos. Na época, o projeto, que contava também com o financiamento da Fapeam, previa o uso de um software específico como ferramenta para o ensino da Matemática. “Através dessa experiência, surgiu interesse em desenvolver um projeto para estimular a busca de informações, o raciocínio lógico e o desenvolvimento de habilidades para a melhoria do aprendizado, daí, foi idealizado o ‘Xadrez, formando vencedores’”, afirmou o professor, que atualmente está lotado na Escola Estadual Brandão de Amorim, no mesmo município.

O projeto, desenvolvido durante seis meses, contou com cinco alunos bolsistas, do 6º ao 9º ano. Eles atuaram nas pesquisas bibliográficas, com levantamento de material didático sobre xadrez, organização de peças e tabuleiros e ainda realizaram palestras, na escola e em outros locais, sobre o assunto, abordando desde o contexto histórico, curiosidades, regras e jogadas, e foram os primeiros a iniciarem a prática do esporte, influenciando dezenas de outros estudantes.

A partir de situações desafiadoras colocadas no tabuleiro, os alunos foram motivados a desenvolver estratégias e definir o caminho a seguir ou mais precisamente, a melhor jogada a realizar.  Mas, para alcançar esse nível,  eles antes realizaram diversas pesquisas em sites e livros especializados na modalidade. Em seguida, organizaram o material coletado, debateram as regras do jogo, aprenderam sobre posicionamento correto e movimento das peças no tabuleiro, movimentos particulares de cada peça, técnicas de abertura, finalizações rápidas, além de estratégias de ataque e defesa.

O projeto, desenvolvido durante seis meses, contou com cinco alunos bolsistas, do 6º ao 9º ano

Um dos bolsistas, o aluno Aldrin Pontes conta que aceitou de imediato o convite para participar do projeto porque já tinha certa prática com a modalidade. Ele participou de todas as etapas, desde o planejamento até as apresentações dentro e fora da escola, e diz que o “Xadrez, formando vencedores”  ajudou a mudar não somente a sua vida escolar, como também a de outros alunos. O menino diz que pretende continuar jogando e que o seu sonho é representar a escola na competição de xadrez dos Jogos Escolares Estudantis. “Espero orgulhar minha escola e meu município”, disse.

Benefícios para a vida

Entretanto, os benefícios não ficaram somente no conhecimento adquirido sobre o jogo. Os alunos envolvidos aperfeiçoaram outras habilidades, entre as quais, o nível de concentração. Segundo o educador, a falta de concentração dos estudantes em sala de aula foi outro motivo que levou a idealizar o projeto, sobretudo porque esse fator pode acarretar uma reação em cadeia, levando ao desinteresse, indisciplina e problemas ainda mais graves.

Houve avanços ainda no que se refere às relações interpessoais tanto entre alunos, quanto alunos-professores e os demais profissionais de educação que atuam na unidade de ensino. “Trabalhamos valores, como respeito mútuo, e características no âmbito mais pessoal, como disciplina, controle da ansiedade e o aprender a perder e a ganhar”, frisou o coordenador do projeto, o qual esclareceu que esses aspectos foram avaliados a partir de aplicação de questionário junto aos docentes e servidores da unidade ensino.

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Os benefícios não ficaram somente no conhecimento adquirido sobre o jogo. Os alunos envolvidos aperfeiçoaram outras habilidades, entre as quais, o nível de concentração

Outra importante semente plantada pelo projeto foi a percepção de que as regras do jogo podem ser aplicadas na vida cotidiana. “O xadrez nos ensina a relacionar os movimentos com suas respectivas consequências e isso serve para a nossa vida, na medida em que  cada movimento ou algo que fazemos tem suas consequências”, analisa a aluna Amanda Oliveira.

Para o educador, cabe à escola adotar mecanismos  que possam atrair, envolver, inspirar e motivar os alunos, portanto, o “Xadrez, formando vencedores” conseguiu alcançar esse objetivo, com impacto positivo  não só na Matemática, mas também em outras disciplinas, assim como contribuiu para o aperfeiçoamento do raciocínio lógico.  “Só o fato de utilizarmos um esporte como ferramenta para o aprendizado, levando os alunos a se familiarizarem com uma prática desportiva, já foi uma conquista, porém, conseguimos obter  benefícios muito além do que se esperava”, destacou o professor, ressaltando ainda que o projeto significou “um aprendizado para a vida”.

Sobre o Xadrez

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”Xadrez, formando vencedores” conseguiu alcançar esse objetivo, com impacto positivo não só na Matemática, mas também em outras disciplinas, assim como contribuiu para o aperfeiçoamento do raciocínio lógico

De origem controversa, a versão mais difundida é de que o jogo teria surgido na Índia. Considerado um esporte por alguns, uma arte por outros e ainda uma verdadeira ciência por muitos, o xadrez é um jogodisputado em um tabuleiro de casas claras e escuras. Cada enxadrista (como são chamados os jogadores) devem controlar 16 peças com diferentes formatos e características, sendo que o maior objetivo é dar xeque-mate no rei adversário. Apartida mais demorada de xadrez já registrada durou 24 horas e 30 minutos, tendo ocorrido em 1980.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Pesquisa revela impacto da Era Vargas em Itacoatiara

Intitulado “Amazonas no contexto da Era Vargas”, o projeto foi financiado pela Fapeam por meio do Programa Ciência na Escola (PCE)

 

É do conhecimento de pequena parcela da população que as águas do rio Amazonas, mais precisamente em frente ao município de Itacoatiara, foi palco da única batalha naval ocorrida na América do Sul, no século XX, antes da Guerra das Malvinas (Argentina). O fato, acontecido em 24 de agosto de 1932, estaria vinculado à Revolução Constitucionalista de 1932, iniciada em São Paulo, com o objetivo de derrubar o Governo provisório de Getúlio Vargas.

Esses e outros acontecimentos, pouco conhecidos da história do Amazonas, foram objetos de pesquisa dos então alunos Giovana Vasconcelos, Isis Araújo, Felipe Gomes, Sullivan Luís e Eduarda Macedo,  da Escola Estadual Deputado Vital de Mendonça, localizada naquele município. O projeto, intitulado “O Amazonas no contexto da Era Vargas”, foi coordenado pelo professor de História, especialista e graduando em Direito pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Alessandro Lúcio Melo.

A iniciativa contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE). “O objetivo era estimular o interesse pelo conhecimento histórico do Brasil no período conhecido como ´Era Vargas´, compreendendo a conjuntura, os movimentos que afetaram a vida do cidadão amazonense e a história do povo de Itacoatiara”, explicou o professor-coordenador.

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Projeto, intitulado “O Amazonas no contexto da Era Vargas”, foi coordenado pelo professor de História, especialista e graduando em Direito pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Alessandro Lúcio Melo

Levantamento de dados feito durante a pesquisa indica que o então presidente Getúlio Vargas tinha um olhar estratégico para com a região devido à extensão, fronteiras e a importância para a soberania nacional.  Conforme o coordenador, algumas medidas adotadas pelo Governo, na época, comprovam esse posicionamento.  Os chamados “Acordos de Washington”, firmados após a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, são exemplos.

Esses acordos previam, entre outras medidas, o aumento da produção de borracha para envio aos norte-americanos como insumo de material bélico – foi o período denominado 2˚ Ciclo da Borracha, que durou de 1942 a 1945.  “Em Itacoatiara, existe um prédio público, onde funciona um dos principais postos de saúde da cidade atualmente, construído em 1942 e mantido na época pela Fundação Rockefeller, com o objetivo de dar assistência médica aos produtores de borracha”, destaca o professor.

A grande Batalha Naval

Outros acontecimentos que, apesar da relevância, possuem poucos registros históricos, também evidenciam essa relação estreita do município com a Era Vargas.   Um dos principais foi a Batalha Naval do rio Amazonas, ocorrida em 1942, em frente ao município, e que também foi objeto de estudo.

O professor destaca a importância desse fato para a história do município.  Segundo a pesquisa, homens do 4º Grupo de Artilharia de Costa, de Óbidos (PA), rebelaram-se em apoio ao movimento tenentista, iniciado em São Paulo contra Getúlio Vargas, e enviaram um ultimato ao 27º Batalhão de Caçadores, em Manaus, para que aderissem, caso contrário, Manaus e as cidades ribeirinhas, situadas no trajeto até a capital, seriam atacadas.

“Os rebeldes saíram da cidade de Óbidos, com destino a Manaus, a bordo do navio Jaguaribe artilhado com 4 canhões e do navio Andirá, com homens armados de fuzis. Enquanto as forças legalistas, com 130 homens, saíram de Manaus para  enfrentar os rebeldes nos navios Baependi, Ingá, Rio Curuçá, e nos barcos auxiliares Rio Jamari, Rio Aripuanã e Isis”, diz o coordenador.

Apresentacao no auditorio da escola 1

A participação no projeto rendeu frutos importantes

Alessandro Melo frisa que um dos historiadores, cujas obras serviram de base para a coleta de informações, foi Francisco Gomes. Em seus relatos, o historiador relata que, em 24 de agosto de 1942, às 10h, a frota rebelde estacionou em frente à Itacoatiara, iniciando as negociações, porém, a tropa de terra pediu duas horas para evacuar a cidade e ao expirar o prazo, ao meio-dia, começou a famosa Batalha Naval de Itacoatiara. “A batalha durou aproximadamente 40 minutos, com os navios Jaguaribe e Andirá sendo afundados”, recorda o professor, destacando que o número de mortos até hoje é indefinido, uma vez que não se se sabe o número exato de rebelados, e que, na orla da cidade, existe um monumento em alusão ao acontecimento.

O coordenador ressalta que a história do Brasil sempre foi dinâmica e mesmo com as idas e vindas dos mais recentes governos, nada mais empolgante e controverso do que a chamada Era Vargas, principalmente, no que se refere às medidas que afetaram o Estado e em especial, Itacoatiara – cujos registros são poucos – o que motivou o projeto. “Conhecer a nossa própria história é fundamental para trilharmos o melhor caminho e conhecer a história do nosso País é essencial para transformarmos nossa sociedade”, salienta.

Pesquisa é apresentada à comunidade

Até se alcançar a riqueza de informações coletadas, os alunos-cientistas passaram por um processo de preparação. Eles participaram, na primeira etapa, de uma oficina sobre investigação científica, fontes históricas e pesquisas bibliográficas. Em seguida, iniciaram a pesquisa propriamente dita dentro e fora da escola, em bibliotecas, biografias sobre Getúlio Vargas, revistas, coleções históricas e na Internet, além de entrevistas com historiadores locais, professores, pais e membros mais antigos da comunidade.

Amazonas no contexto da Era Vargas 2

Os alunos-cientistas passaram por um processo de preparação até se alcançar a riqueza de informações coletadas

Com o material em mãos, os alunos cientistas iniciaram a produção textual sobre o assunto analisado e apresentaram os resultados, em formato de palestras e debates, em sala de aula, e depois, em seminários e feiras científicas e literárias sob a orientação da coordenadoria local da Fapeam naquele município.

Experiência para os alunos

A participação no projeto rendeu frutos importantes. Para o aluno-bolsista, Felipe Gomes, a participação no projeto contribuiu para o aprimoramento como pesquisador. “A pesquisa me estimulou a conhecer a história do Brasil, especificamente do período da Era Vargas, e me deu a oportunidade, junto com meus colegas, de compreender melhor esse momento conturbado, que afetou a vida do cidadão amazonense e a história do povo de Itacoatiara”, disse. Isis Nogueira Araújo, também aluna-bolsista, comentou sobre a relevância para o seu desempenho escolar e em preparação para a própria faculdade.  “Foi muito produtivo, principalmente, porque estava me preparando para ingressar na faculdade, um lugar onde a pesquisa científica é fundamental”.

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Fotos: Acervo do Pesquisador

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Fapeam divulga resultado de enquadramento do PCE

Esta etapa consiste na análise do cumprimento dos requisitos e documentos solicitados para a concorrência ao edital Nº 001/2018 do PCE

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou, nesta segunda-feira (21), o resultado da etapa do enquadramento do edital Nº 001/2018, do Programa Ciência na Escola (PCE). Mais de 600 propostas foram enquadradas da capital e do interior do Amazonas.

As propostas enquadradas passarão pela análise de mérito. A previsão é que o resultado com os projetos aprovados no programa seja divulgado no mês de junho.

O PCE é uma ação do Governo do Amazonas por meio da Fapeam, Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Inovação (Seplancti), que incentiva a aproximação da ciência no ambiente escolar a partir do envolvimento de professores e estudantes de escolas públicas estaduais e municipais em projetos de pesquisa científica e tecnológica.

pce

Lançado no mês de março, o edital conta com um investimento de quase R$2,5 milhões para apoiar até 540. Desse total, 200 serão desenvolvidos na capital e 340 no interior do Estado.

Outra novidade para este ano do PCE é a ampliação da abrangência do público-alvo. Agora, também podem participar estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental I. Os editais anteriores contemplavam estudantes a partir do 6° ano do Ensino Fundamental II.

Resultado de Enquadramento

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Programa Ciência na Escola recebe propostas até o dia 4 de maio

TV FAPEAM- Atenção professores da capital e do interior do Amazonas!!  Vocês têm até o dia 4 de maio para submeter proposta no Programa Ciência na Escola (PCE). Esta edição conta com um investimento de quase R$2,5 milhões para apoiar até 540 projetos. Saiba mais sobre o PCE no vídeo tutorial que preparamos especialmente para vocês.

 

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Escola do interior inova ao adotar o teatro nas aulas de Matemática

O projeto foi desenvolvido na Escola Estadual Professor Ronaldo Marques da Silva, localizada em Itacoatiara, e contou com apoio do Programa Ciência na Escola, da Fapeam

Imagine uma aula sobre as quatro operações matemáticas que é interrompida, repentinamente, por figuras geométricas planas falantes. Difícil imaginar que isso possa acontecer, não é? Nem tanto. Esta é a realidade de estudantes de uma escola pública do interior do Amazonas, participantes do projeto Teatro Matemático.

Desenvolvido na Escola Estadual Professor Ronaldo Marques da Silva, que fica no município de Itacoatiara, o projeto foi implantado no ano passado e beneficia alunos do 6˚ ano do Ensino Fundamental. A ideia inovadora saiu do papel pelas mãos do professor de Matemática Adson Ramos e contou com a ajuda de alunos-bolsistas.

“Como professor de Matemática, no decorrer dos anos, pude observar a falta de motivação de muitos alunos com a disciplina. Devido ao acesso a novas tecnologias, as aulas aplicadas no quadro branco, na maior parte das vezes, se tornaram menos  interessantes, o que me levou a apresentar a proposta à  Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas)”, frisou o professor, esclarecendo que o objetivo do projeto é  resgatar de forma divertida e prazerosa o interesse dos educandos pela Matemática.

Coordenador e bolsistas resolveram escolher o teatro de fantoche como apoio às aulas por favorecer a abordagem de uma variedade de temas e ainda, estimular a socialização. Os assuntos do conteúdo da disciplina escolhidos para serem retratados nas apresentações foram os apontados como sendo de maior dificuldade para a maioria dos alunos das turmas de 6˚ ano.

Superada esta etapa, chegou a hora de colocar a mão na massa, ou melhor, nos materiais. “Os alunos-bolsistas confeccionaram e desenvolveram fantoches, além de pequenos cenários para as apresentações”, explicou o coordenador. Porém, o processo criativo não parou por aí. Sob a supervisão do coordenador, os estudantes passaram a criar as histórias a serem abordadas.

Teatro Matematico 3

Os fantoches alteraram a rotina das aulas de matemática e fizeram sucesso entre a criançada na escola

 

Impacto do Teatro Matemático

O processo de adaptação ao novo estilo de aula não foi tão fácil. O primeiro obstáculo foi a “quebra” dos padrões na mente dos próprios alunos, que estavam acostumados com as aulas convencionais. Por outro lado, os bolsistas do projeto também precisaram vencer a timidez – algo muito comum nesta faixa etária. Para superar essas situações, foi feito um trabalho motivacional tanto para dar mais segurança no momento das apresentações quanto para promover o máximo possível de interação.

Feito esses ajustes, os fantoches alteraram a rotina das aulas de matemática e fizeram sucesso entre a criançada. “Em uma das apresentações, saímos do ensino da tabuada tradicional para as formas geométricas que ganharam vida e interagiam com os alunos de uma maneira muito divertida”, lembra o professor.

O resultado do trabalho não poderia ser melhor. O interesse dos alunos pela disciplina aumentou consideravelmente e o mais relevante: houve uma evolução significativa no que se refere à aprendizagem dos estudantes. “Foi uma experiência muito boa, pois aprendemos os benefícios da Matemática no nosso dia a dia e desenvolver melhor o raciocínio lógico”, ressaltou o Ângelo Brandão de Souza, um dos alunos-bolsistas.

Além dos benefícios diretos no processo de ensino-aprendizagem, o projeto também teve impacto no comportamento dos próprios alunos.  “Com o teatro, perdi um pouco da timidez e passei a ter mais criatividade nas atividades escolares – não só em Matemática, mas também nas outras matérias”, disse Ângelo, satisfeito com o seu melhor desempenho nos estudos.

Teatro Matematico 2

Com o projeto do PCE na escola o interesse e o desempenho dos alunos pela disciplina aumentaram

 

Ampliação do Projeto

 Com os resultados promissores, alunos de outras turmas foram envolvidos no projeto. “Percebemos a necessidade de outras turmas da escola participarem do projeto e vivenciarem essa oportunidade diferenciada de adquirir  conhecimento”, comentou o professor.

Segundo ele, está sendo avaliada a possibilidade de adotar o Teatro como ferramenta para o ensino de outras disciplinas. “O teatro pode ser uma ferramenta útil não só na Matemática, mas também em outras disciplinas, que podem usá-lo  para desenvolver no aluno, por exemplo, a oratória, a linguagem corporal, o conhecimento, de forma divertida, dos fatos ocorridos em nossa sociedade e  no mundo”, frisou Ramos, o qual ressalta ainda que a Matemática é uma ciência  que faz parte do cotidiano das pessoas e a empatia pela disciplina, tornará a criança um adulto capaz de desenvolver o raciocino lógico e  com isso, melhor contribuir com o desenvolvimento da sociedade.

Teatro Matematico 1

 

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