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Projeto usa paródias no ensino de Ciências

Projeto foi realizado no município de Manacapuru com apoio da Fapeam por meio do Programa Ciência na Escola

As paródias têm conquistado cada vez o público jovem. Sucesso na internet, a paródia consiste na recriação de uma obra já existente, a partir de um ponto de vista cômicoUm projeto desenvolvido na Escola Estadual Agra Reis, no município de Manacapuru, interior do Amazonas, inovou no ensino de Ciências e utilizou as paródias para facilitar aprendizagem dos estudantes na disciplina.

O projeto, realizado em 2017 na escola, foi desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE).

No total, sete paródias foram desenvolvidas por alunos e apresentadas na hora cívica da escola.

Segundo a professora e coordenadora do trabalho, Josiane Menezes, a atividade foi um trabalho que integrou o ensino e a música dentro da sala de aula. O objetivo foi propiciar aos alunos um ensino diferenciado e ao mesmo tempo prazeroso, que é o de estudar os conteúdos de Ciências através das paródias.

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Para o projeto foram selecionados alunos que gostam de música e que tinham habilidades nessa área. Após isso, foi feita também a identificação das músicas conhecidas e fáceis de aprender a cantar e tocar. Outro passo do trabalho foi à elaboração da paródia destacando as características e funções específicas da disciplina de Ciências.

“Os cinco bolsistas e os dois voluntários se empenharam na construção das paródias e estudaram a fundo os assuntos escolhidos por eles para escreverem as paródias, tudo sob minha orientação. Além das paródias, os bolsistas também foram desafiados a aprenderem a tocar instrumentos musicais como o violão. Foi um grande desafio”, detalhou.

Segundo a professora, o conhecimento adquirido por meio do projeto PCE é algo que o aluno levará para a vida, sendo capaz de influenciar sua família, amigos, comunidade e todos que vivem à sua volta, além de despertar o interesse para pesquisa científica.

Assista a paródia feita pelos bolsistas do PCE

A professora disse ainda que um dos pontos positivos foi à mudança no comportamento dos alunos em sala de aula. Segundo Josiane, o projeto tornou os estudantes mais participativos durante as aulas e aumentou a curiosidade e  o interesse deles pela disciplina.

“Alguns alunos eram desinteressados, mas com o início do projeto podemos ver o aumento na média ao final do bimestre, não só na disciplina Ciências, mas também em outras matérias”, informou.

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PCE

O PCE incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico.

A edição 2017 do PCE, contou com 396 propostas aprovadas que contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Xeque-mate da Educação – Escola utiliza xadrez como ferramenta de aprendizagem

A iniciativa do projeto partiu do professor Bruno Castro, sendo desenvolvida na Escola Estadual Gentil Belém

Um xeque-mate da educação pode ser comemorado pela Escola Estadual Gentil Belém. Localizada no município de Parintins, a unidade de ensino participou da última edição do Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com um projeto que buscou fazer a interação entre o ensino da matemática e o xadrez

A iniciativa do projeto partiu do professor Bruno Castro, que buscou motivação em experiência vivenciada como monitor de pesquisa há alguns anos. Na época, o projeto, que contava também com o financiamento da Fapeam, previa o uso de um software específico como ferramenta para o ensino da Matemática. “Através dessa experiência, surgiu interesse em desenvolver um projeto para estimular a busca de informações, o raciocínio lógico e o desenvolvimento de habilidades para a melhoria do aprendizado, daí, foi idealizado o ‘Xadrez, formando vencedores’”, afirmou o professor, que atualmente está lotado na Escola Estadual Brandão de Amorim, no mesmo município.

O projeto, desenvolvido durante seis meses, contou com cinco alunos bolsistas, do 6º ao 9º ano. Eles atuaram nas pesquisas bibliográficas, com levantamento de material didático sobre xadrez, organização de peças e tabuleiros e ainda realizaram palestras, na escola e em outros locais, sobre o assunto, abordando desde o contexto histórico, curiosidades, regras e jogadas, e foram os primeiros a iniciarem a prática do esporte, influenciando dezenas de outros estudantes.

A partir de situações desafiadoras colocadas no tabuleiro, os alunos foram motivados a desenvolver estratégias e definir o caminho a seguir ou mais precisamente, a melhor jogada a realizar.  Mas, para alcançar esse nível,  eles antes realizaram diversas pesquisas em sites e livros especializados na modalidade. Em seguida, organizaram o material coletado, debateram as regras do jogo, aprenderam sobre posicionamento correto e movimento das peças no tabuleiro, movimentos particulares de cada peça, técnicas de abertura, finalizações rápidas, além de estratégias de ataque e defesa.

O projeto, desenvolvido durante seis meses, contou com cinco alunos bolsistas, do 6º ao 9º ano

Um dos bolsistas, o aluno Aldrin Pontes conta que aceitou de imediato o convite para participar do projeto porque já tinha certa prática com a modalidade. Ele participou de todas as etapas, desde o planejamento até as apresentações dentro e fora da escola, e diz que o “Xadrez, formando vencedores”  ajudou a mudar não somente a sua vida escolar, como também a de outros alunos. O menino diz que pretende continuar jogando e que o seu sonho é representar a escola na competição de xadrez dos Jogos Escolares Estudantis. “Espero orgulhar minha escola e meu município”, disse.

Benefícios para a vida

Entretanto, os benefícios não ficaram somente no conhecimento adquirido sobre o jogo. Os alunos envolvidos aperfeiçoaram outras habilidades, entre as quais, o nível de concentração. Segundo o educador, a falta de concentração dos estudantes em sala de aula foi outro motivo que levou a idealizar o projeto, sobretudo porque esse fator pode acarretar uma reação em cadeia, levando ao desinteresse, indisciplina e problemas ainda mais graves.

Houve avanços ainda no que se refere às relações interpessoais tanto entre alunos, quanto alunos-professores e os demais profissionais de educação que atuam na unidade de ensino. “Trabalhamos valores, como respeito mútuo, e características no âmbito mais pessoal, como disciplina, controle da ansiedade e o aprender a perder e a ganhar”, frisou o coordenador do projeto, o qual esclareceu que esses aspectos foram avaliados a partir de aplicação de questionário junto aos docentes e servidores da unidade ensino.

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Os benefícios não ficaram somente no conhecimento adquirido sobre o jogo. Os alunos envolvidos aperfeiçoaram outras habilidades, entre as quais, o nível de concentração

Outra importante semente plantada pelo projeto foi a percepção de que as regras do jogo podem ser aplicadas na vida cotidiana. “O xadrez nos ensina a relacionar os movimentos com suas respectivas consequências e isso serve para a nossa vida, na medida em que  cada movimento ou algo que fazemos tem suas consequências”, analisa a aluna Amanda Oliveira.

Para o educador, cabe à escola adotar mecanismos  que possam atrair, envolver, inspirar e motivar os alunos, portanto, o “Xadrez, formando vencedores” conseguiu alcançar esse objetivo, com impacto positivo  não só na Matemática, mas também em outras disciplinas, assim como contribuiu para o aperfeiçoamento do raciocínio lógico.  “Só o fato de utilizarmos um esporte como ferramenta para o aprendizado, levando os alunos a se familiarizarem com uma prática desportiva, já foi uma conquista, porém, conseguimos obter  benefícios muito além do que se esperava”, destacou o professor, ressaltando ainda que o projeto significou “um aprendizado para a vida”.

Sobre o Xadrez

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”Xadrez, formando vencedores” conseguiu alcançar esse objetivo, com impacto positivo não só na Matemática, mas também em outras disciplinas, assim como contribuiu para o aperfeiçoamento do raciocínio lógico

De origem controversa, a versão mais difundida é de que o jogo teria surgido na Índia. Considerado um esporte por alguns, uma arte por outros e ainda uma verdadeira ciência por muitos, o xadrez é um jogodisputado em um tabuleiro de casas claras e escuras. Cada enxadrista (como são chamados os jogadores) devem controlar 16 peças com diferentes formatos e características, sendo que o maior objetivo é dar xeque-mate no rei adversário. Apartida mais demorada de xadrez já registrada durou 24 horas e 30 minutos, tendo ocorrido em 1980.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Pesquisa revela impacto da Era Vargas em Itacoatiara

Intitulado “Amazonas no contexto da Era Vargas”, o projeto foi financiado pela Fapeam por meio do Programa Ciência na Escola (PCE)

 

É do conhecimento de pequena parcela da população que as águas do rio Amazonas, mais precisamente em frente ao município de Itacoatiara, foi palco da única batalha naval ocorrida na América do Sul, no século XX, antes da Guerra das Malvinas (Argentina). O fato, acontecido em 24 de agosto de 1932, estaria vinculado à Revolução Constitucionalista de 1932, iniciada em São Paulo, com o objetivo de derrubar o Governo provisório de Getúlio Vargas.

Esses e outros acontecimentos, pouco conhecidos da história do Amazonas, foram objetos de pesquisa dos então alunos Giovana Vasconcelos, Isis Araújo, Felipe Gomes, Sullivan Luís e Eduarda Macedo,  da Escola Estadual Deputado Vital de Mendonça, localizada naquele município. O projeto, intitulado “O Amazonas no contexto da Era Vargas”, foi coordenado pelo professor de História, especialista e graduando em Direito pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Alessandro Lúcio Melo.

A iniciativa contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE). “O objetivo era estimular o interesse pelo conhecimento histórico do Brasil no período conhecido como ´Era Vargas´, compreendendo a conjuntura, os movimentos que afetaram a vida do cidadão amazonense e a história do povo de Itacoatiara”, explicou o professor-coordenador.

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Projeto, intitulado “O Amazonas no contexto da Era Vargas”, foi coordenado pelo professor de História, especialista e graduando em Direito pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Alessandro Lúcio Melo

Levantamento de dados feito durante a pesquisa indica que o então presidente Getúlio Vargas tinha um olhar estratégico para com a região devido à extensão, fronteiras e a importância para a soberania nacional.  Conforme o coordenador, algumas medidas adotadas pelo Governo, na época, comprovam esse posicionamento.  Os chamados “Acordos de Washington”, firmados após a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, são exemplos.

Esses acordos previam, entre outras medidas, o aumento da produção de borracha para envio aos norte-americanos como insumo de material bélico – foi o período denominado 2˚ Ciclo da Borracha, que durou de 1942 a 1945.  “Em Itacoatiara, existe um prédio público, onde funciona um dos principais postos de saúde da cidade atualmente, construído em 1942 e mantido na época pela Fundação Rockefeller, com o objetivo de dar assistência médica aos produtores de borracha”, destaca o professor.

A grande Batalha Naval

Outros acontecimentos que, apesar da relevância, possuem poucos registros históricos, também evidenciam essa relação estreita do município com a Era Vargas.   Um dos principais foi a Batalha Naval do rio Amazonas, ocorrida em 1942, em frente ao município, e que também foi objeto de estudo.

O professor destaca a importância desse fato para a história do município.  Segundo a pesquisa, homens do 4º Grupo de Artilharia de Costa, de Óbidos (PA), rebelaram-se em apoio ao movimento tenentista, iniciado em São Paulo contra Getúlio Vargas, e enviaram um ultimato ao 27º Batalhão de Caçadores, em Manaus, para que aderissem, caso contrário, Manaus e as cidades ribeirinhas, situadas no trajeto até a capital, seriam atacadas.

“Os rebeldes saíram da cidade de Óbidos, com destino a Manaus, a bordo do navio Jaguaribe artilhado com 4 canhões e do navio Andirá, com homens armados de fuzis. Enquanto as forças legalistas, com 130 homens, saíram de Manaus para  enfrentar os rebeldes nos navios Baependi, Ingá, Rio Curuçá, e nos barcos auxiliares Rio Jamari, Rio Aripuanã e Isis”, diz o coordenador.

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A participação no projeto rendeu frutos importantes

Alessandro Melo frisa que um dos historiadores, cujas obras serviram de base para a coleta de informações, foi Francisco Gomes. Em seus relatos, o historiador relata que, em 24 de agosto de 1942, às 10h, a frota rebelde estacionou em frente à Itacoatiara, iniciando as negociações, porém, a tropa de terra pediu duas horas para evacuar a cidade e ao expirar o prazo, ao meio-dia, começou a famosa Batalha Naval de Itacoatiara. “A batalha durou aproximadamente 40 minutos, com os navios Jaguaribe e Andirá sendo afundados”, recorda o professor, destacando que o número de mortos até hoje é indefinido, uma vez que não se se sabe o número exato de rebelados, e que, na orla da cidade, existe um monumento em alusão ao acontecimento.

O coordenador ressalta que a história do Brasil sempre foi dinâmica e mesmo com as idas e vindas dos mais recentes governos, nada mais empolgante e controverso do que a chamada Era Vargas, principalmente, no que se refere às medidas que afetaram o Estado e em especial, Itacoatiara – cujos registros são poucos – o que motivou o projeto. “Conhecer a nossa própria história é fundamental para trilharmos o melhor caminho e conhecer a história do nosso País é essencial para transformarmos nossa sociedade”, salienta.

Pesquisa é apresentada à comunidade

Até se alcançar a riqueza de informações coletadas, os alunos-cientistas passaram por um processo de preparação. Eles participaram, na primeira etapa, de uma oficina sobre investigação científica, fontes históricas e pesquisas bibliográficas. Em seguida, iniciaram a pesquisa propriamente dita dentro e fora da escola, em bibliotecas, biografias sobre Getúlio Vargas, revistas, coleções históricas e na Internet, além de entrevistas com historiadores locais, professores, pais e membros mais antigos da comunidade.

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Os alunos-cientistas passaram por um processo de preparação até se alcançar a riqueza de informações coletadas

Com o material em mãos, os alunos cientistas iniciaram a produção textual sobre o assunto analisado e apresentaram os resultados, em formato de palestras e debates, em sala de aula, e depois, em seminários e feiras científicas e literárias sob a orientação da coordenadoria local da Fapeam naquele município.

Experiência para os alunos

A participação no projeto rendeu frutos importantes. Para o aluno-bolsista, Felipe Gomes, a participação no projeto contribuiu para o aprimoramento como pesquisador. “A pesquisa me estimulou a conhecer a história do Brasil, especificamente do período da Era Vargas, e me deu a oportunidade, junto com meus colegas, de compreender melhor esse momento conturbado, que afetou a vida do cidadão amazonense e a história do povo de Itacoatiara”, disse. Isis Nogueira Araújo, também aluna-bolsista, comentou sobre a relevância para o seu desempenho escolar e em preparação para a própria faculdade.  “Foi muito produtivo, principalmente, porque estava me preparando para ingressar na faculdade, um lugar onde a pesquisa científica é fundamental”.

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Fotos: Acervo do Pesquisador

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Fapeam divulga resultado de enquadramento do PCE

Esta etapa consiste na análise do cumprimento dos requisitos e documentos solicitados para a concorrência ao edital Nº 001/2018 do PCE

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou, nesta segunda-feira (21), o resultado da etapa do enquadramento do edital Nº 001/2018, do Programa Ciência na Escola (PCE). Mais de 600 propostas foram enquadradas da capital e do interior do Amazonas.

As propostas enquadradas passarão pela análise de mérito. A previsão é que o resultado com os projetos aprovados no programa seja divulgado no mês de junho.

O PCE é uma ação do Governo do Amazonas por meio da Fapeam, Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Inovação (Seplancti), que incentiva a aproximação da ciência no ambiente escolar a partir do envolvimento de professores e estudantes de escolas públicas estaduais e municipais em projetos de pesquisa científica e tecnológica.

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Lançado no mês de março, o edital conta com um investimento de quase R$2,5 milhões para apoiar até 540. Desse total, 200 serão desenvolvidos na capital e 340 no interior do Estado.

Outra novidade para este ano do PCE é a ampliação da abrangência do público-alvo. Agora, também podem participar estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental I. Os editais anteriores contemplavam estudantes a partir do 6° ano do Ensino Fundamental II.

Resultado de Enquadramento

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Programa Ciência na Escola recebe propostas até o dia 4 de maio

TV FAPEAM- Atenção professores da capital e do interior do Amazonas!!  Vocês têm até o dia 4 de maio para submeter proposta no Programa Ciência na Escola (PCE). Esta edição conta com um investimento de quase R$2,5 milhões para apoiar até 540 projetos. Saiba mais sobre o PCE no vídeo tutorial que preparamos especialmente para vocês.

 

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Escola do interior inova ao adotar o teatro nas aulas de Matemática

O projeto foi desenvolvido na Escola Estadual Professor Ronaldo Marques da Silva, localizada em Itacoatiara, e contou com apoio do Programa Ciência na Escola, da Fapeam

Imagine uma aula sobre as quatro operações matemáticas que é interrompida, repentinamente, por figuras geométricas planas falantes. Difícil imaginar que isso possa acontecer, não é? Nem tanto. Esta é a realidade de estudantes de uma escola pública do interior do Amazonas, participantes do projeto Teatro Matemático.

Desenvolvido na Escola Estadual Professor Ronaldo Marques da Silva, que fica no município de Itacoatiara, o projeto foi implantado no ano passado e beneficia alunos do 6˚ ano do Ensino Fundamental. A ideia inovadora saiu do papel pelas mãos do professor de Matemática Adson Ramos e contou com a ajuda de alunos-bolsistas.

“Como professor de Matemática, no decorrer dos anos, pude observar a falta de motivação de muitos alunos com a disciplina. Devido ao acesso a novas tecnologias, as aulas aplicadas no quadro branco, na maior parte das vezes, se tornaram menos  interessantes, o que me levou a apresentar a proposta à  Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas)”, frisou o professor, esclarecendo que o objetivo do projeto é  resgatar de forma divertida e prazerosa o interesse dos educandos pela Matemática.

Coordenador e bolsistas resolveram escolher o teatro de fantoche como apoio às aulas por favorecer a abordagem de uma variedade de temas e ainda, estimular a socialização. Os assuntos do conteúdo da disciplina escolhidos para serem retratados nas apresentações foram os apontados como sendo de maior dificuldade para a maioria dos alunos das turmas de 6˚ ano.

Superada esta etapa, chegou a hora de colocar a mão na massa, ou melhor, nos materiais. “Os alunos-bolsistas confeccionaram e desenvolveram fantoches, além de pequenos cenários para as apresentações”, explicou o coordenador. Porém, o processo criativo não parou por aí. Sob a supervisão do coordenador, os estudantes passaram a criar as histórias a serem abordadas.

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Os fantoches alteraram a rotina das aulas de matemática e fizeram sucesso entre a criançada na escola

 

Impacto do Teatro Matemático

O processo de adaptação ao novo estilo de aula não foi tão fácil. O primeiro obstáculo foi a “quebra” dos padrões na mente dos próprios alunos, que estavam acostumados com as aulas convencionais. Por outro lado, os bolsistas do projeto também precisaram vencer a timidez – algo muito comum nesta faixa etária. Para superar essas situações, foi feito um trabalho motivacional tanto para dar mais segurança no momento das apresentações quanto para promover o máximo possível de interação.

Feito esses ajustes, os fantoches alteraram a rotina das aulas de matemática e fizeram sucesso entre a criançada. “Em uma das apresentações, saímos do ensino da tabuada tradicional para as formas geométricas que ganharam vida e interagiam com os alunos de uma maneira muito divertida”, lembra o professor.

O resultado do trabalho não poderia ser melhor. O interesse dos alunos pela disciplina aumentou consideravelmente e o mais relevante: houve uma evolução significativa no que se refere à aprendizagem dos estudantes. “Foi uma experiência muito boa, pois aprendemos os benefícios da Matemática no nosso dia a dia e desenvolver melhor o raciocínio lógico”, ressaltou o Ângelo Brandão de Souza, um dos alunos-bolsistas.

Além dos benefícios diretos no processo de ensino-aprendizagem, o projeto também teve impacto no comportamento dos próprios alunos.  “Com o teatro, perdi um pouco da timidez e passei a ter mais criatividade nas atividades escolares – não só em Matemática, mas também nas outras matérias”, disse Ângelo, satisfeito com o seu melhor desempenho nos estudos.

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Com o projeto do PCE na escola o interesse e o desempenho dos alunos pela disciplina aumentaram

 

Ampliação do Projeto

 Com os resultados promissores, alunos de outras turmas foram envolvidos no projeto. “Percebemos a necessidade de outras turmas da escola participarem do projeto e vivenciarem essa oportunidade diferenciada de adquirir  conhecimento”, comentou o professor.

Segundo ele, está sendo avaliada a possibilidade de adotar o Teatro como ferramenta para o ensino de outras disciplinas. “O teatro pode ser uma ferramenta útil não só na Matemática, mas também em outras disciplinas, que podem usá-lo  para desenvolver no aluno, por exemplo, a oratória, a linguagem corporal, o conhecimento, de forma divertida, dos fatos ocorridos em nossa sociedade e  no mundo”, frisou Ramos, o qual ressalta ainda que a Matemática é uma ciência  que faz parte do cotidiano das pessoas e a empatia pela disciplina, tornará a criança um adulto capaz de desenvolver o raciocino lógico e  com isso, melhor contribuir com o desenvolvimento da sociedade.

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Nova edição do PCE contará com mais de 500 projetos

Edital do programa será lançado no dia 13 de março e conta com investimento de quase R$2,5 milhões

A edição 2018 do Programa Ciência na Escola (PCE) contará com mais de 500 projetos.  A novidade foi apresentada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), na manhã desta quinta-feira (8), aos representantes da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Inovação (Seplancti).

O PCE é uma ação do Governo do Amazonas por meio da Fapeam, em parceria com a Seduc e Semed, e incentiva a aproximação da ciência no ambiente escolar a partir do envolvimento de professores e estudantes de escolas públicas estaduais e municipais em projetos de pesquisa científica e tecnológica.

Uma das novidades da nova edição do programa é o aumento do número de projetos que passou de 420 para 540. Desse número, 200 serão desenvolvidos na capital e 340 no interior do Estado.

O edital do programa será lançado no dia 13 de março, no site da Fapeam, e conta com um investimento de quase R$2,5 milhões. A submissão de propostas poderá ser feita até o dia 27 de abril de 2018.

O diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, disse que outra mudança no programa é relacionada à abrangência do público-alvo, que passou a ser a partir do 5º ano do Ensino Fundamental I, antes o edital contemplava estudantes a partir do 6° ano do Ensino Fundamental II.

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O programa permite ainda a participação de alunos das modalidades Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar. Além da possibilidade de substituição de bolsistas de Iniciação Científica e Tecnológica, até o terceiro mês de vigência do projeto, desde que devidamente justificada e com a aprovação da Fapeam.

“Houve a necessidade de reduzimos a idade das crianças que estavam participando do PCE. Agora estamos incluindo crianças a partir do 5º ano do Ensino Fundamental. Vamos avaliar como será o comportamento do projeto a partir desta mudança. Com os resultados, quem sabe no futuro podermos reduzir ainda mais a idade e até mesmo aumentar a quantidade de projetos, para que mais crianças participem desde cedo do programa e tenham o contato com o cenário científico”, explicou.

Reis disse que houve uma redução do número de alunos por projeto de Iniciação Científica e Tecnológica de cinco para três. A mudança foi uma solicitação da Seduc, devido à maioria dos eventos científicos nacionais envolver equipes com no máximo três alunos. A alteração possibilitou ampliar o número de projetos e, consequentemente, contemplar um número maior de escolas e municípios no PCE.

O diretor técnico-científico da Fapeam também falou sobre a possibilidade de lançamento de um novo edital que será realizado em parceria com as instituições de ensino superior do Amazonas, com o intuito de auxiliar o acompanhamento dos projetos implementados nas escolas das redes públicas de ensino.

“Estamos alinhando parcerias com as instituições públicas do Amazonas para que façam o acompanhamento mais próximo dos projetos desenvolvidos no interior do Amazonas. Hoje, podemos aproveitar os núcleos e unidades de instituições públicas como: Universidade Federal do Amazonas, Universidade do Estado do Amazonas, Instituto Federal do Amazonas, que atuam no Estado aproveitando as instalações no interior. Com isso, criamos uma grande rede entre o ensino superior e o fundamental criando um envolvimento das crianças com os pesquisadores. Isso será benéfico para ambos os lados, pois todos que participam do processo aprendem” informou.

 

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Nova edição do PCE contará com mais de 500 projetos

Edital do programa será lançado no dia 13 de março e conta com investimento de quase R$2,5 milhões

A edição 2018 do Programa Ciência na Escola (PCE) contará com mais de 500 projetos.  A novidade foi apresentada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), na manhã desta quinta-feira (8), aos representantes da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Inovação (Seplancti).

O PCE é uma ação do Governo do Amazonas por meio da Fapeam, em parceria com a Seduc e Semed, e incentiva a aproximação da ciência no ambiente escolar a partir do envolvimento de professores e estudantes de escolas públicas estaduais e municipais em projetos de pesquisa científica e tecnológica.

Uma das novidades da nova edição do programa é o aumento do número de projetos que passou de 420 para 540. Desse número, 200 serão desenvolvidos na capital e 340 no interior do Estado.

O edital do programa será lançado no dia 13 de março, no site da Fapeam, e conta com um investimento de quase R$2,5 milhões. A submissão de propostas poderá ser feita até o dia 27 de abril de 2018.

O diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, disse que outra mudança no programa é relacionada à abrangência do público-alvo, que passou a ser a partir do 5º ano do Ensino Fundamental I, antes o edital contemplava estudantes a partir do 6° ano do Ensino Fundamental II.

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O programa permite ainda a participação de alunos das modalidades Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar. Além da possibilidade de substituição de bolsistas de Iniciação Científica e Tecnológica, até o terceiro mês de vigência do projeto, desde que devidamente justificada e com a aprovação da Fapeam.

“Houve a necessidade de reduzimos a idade das crianças que estavam participando do PCE. Agora estamos incluindo crianças a partir do 5º ano do Ensino Fundamental. Vamos avaliar como será o comportamento do projeto a partir desta mudança. Com os resultados, quem sabe no futuro podermos reduzir ainda mais a idade e até mesmo aumentar a quantidade de projetos, para que mais crianças participem desde cedo do programa e tenham o contato com o cenário científico”, explicou.

Reis disse que houve uma redução do número de alunos por projeto de Iniciação Científica e Tecnológica de cinco para três. A mudança foi uma solicitação da Seduc, devido à maioria dos eventos científicos nacionais envolver equipes com no máximo três alunos. A alteração possibilitou ampliar o número de projetos e, consequentemente, contemplar um número maior de escolas e municípios no PCE.

O diretor técnico-científico da Fapeam também falou sobre a possibilidade de lançamento de um novo edital que será realizado em parceria com as instituições de ensino superior do Amazonas, com o intuito de auxiliar o acompanhamento dos projetos implementados nas escolas das redes públicas de ensino.

“Estamos alinhando parcerias com as instituições públicas do Amazonas para que façam o acompanhamento mais próximo dos projetos desenvolvidos no interior do Amazonas. Hoje, podemos aproveitar os núcleos e unidades de instituições públicas como: Universidade Federal do Amazonas, Universidade do Estado do Amazonas, Instituto Federal do Amazonas, que atuam no Estado aproveitando as instalações no interior. Com isso, criamos uma grande rede entre o ensino superior e o fundamental criando um envolvimento das crianças com os pesquisadores. Isso será benéfico para ambos os lados, pois todos que participam do processo aprendem” informou.

 

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Exposição fotográfica retrata Teatro Amazonas e seu entorno sob o olhar de estudantes

 A exposição acontece no Teatro Chaminé ate o dia 2 de fevereiro. As fotografias foram feitas por alunos do IEA

O Teatro Amazonas e seu entorno foram registrados de ângulos diferentes pelas lentes dos alunos do Instituto de Educação do Amazonas (IEA). As fotografias fazem parte da exposição “Minha Cultura, Meu Maior Patrimônio”, que está no Teatro Chaminé, no Centro de Manaus, até o dia 2 de fevereiro de 2018.

A ação que contribui para a valorização da cultura conta 30 registros fotográficos. A exposição está aberta para visitação de terça a sábado, 13h às 17h. No domingo de 11h às 15h. A entrada é gratuita.

A exposição fotográfica é uma das fases do projeto intitulado ‘Minha cultura, meu maior patrimônio: a valorização dos patrimônios materiais do centro histórico de Manaus pelos alunos do 6º e 7º anos do IEA’, aprovado na edição 2017 do Programa Ciência na Escola (PCE).

De acordo com a coordenadora do projeto, Denise Bezerra, o público que visitar a exposição poderá encontrar por meio das fotografias o olhar dos estudantes através da valorização dos patrimônios históricos de Manaus.

“Esta é uma das atividades desenvolvidas dentro do projeto do PCE 2017. Após a exposição, pensamos em fazer com as fotos um leilão beneficente em prol do Abrigo Coração do Pai, bairro Japiim. As peças serão leiloadas e expostas no abrigo com objetivo de fazer com que as pessoas conheçam e ajudem o local. A data do evento ainda está sendo definida. Mas, quem visitar a exposição já pode escolher a fotografia e deixar anotado o lance”, contou a professora.

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Exposição fotográfica é uma das fases do projeto desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE)

Antes da exposição, as histórias por trás dos patrimônios materiais do centro histórico de Manaus estavam sendo conhecidas e registradas pelos alunos  a partir da perspectiva artística, educação patrimonial e alfabetização científica.

O projeto do PCE também contou com a parceria dos graduandos do curso de Comunicação Social-Relações Públicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A parceria possibilitou a realização de cursos e oficinas de fotografias para os alunos do IEA.

A bolsista de alfabetização científica, Marcella Wolfarth, que participa pela segunda vez do PCE, conta que a exposição mostra uma parte do aprendizado adquirido na sala de aula e que o público pode conferir de perto este trabalho.

“Tivemos oficinas com os alunos da Ufam que passaram dicas sobre ângulos e o uso da câmera para fazermos as melhores fotografias. No projeto, procuramos saber mais sobre os monumentos, teve toda uma pesquisa antes de fazermos as fotos. As fotografias, que fazem parte da exposição, mostram detalhes que muitas vezes passam despercebidos pela população”, disse Marcella.

A bolsista do PCE, Leika Silveira, disse que foi gratificante fazer o registro do Teatro Amazonas e do entorno.

“A cada registro foi possível conhecer mais sobre a história de cada local. Por meio do projeto, percebemos que os patrimônios culturais da nossa cidade devem ser valorizados e preservados”, contou a estudante.

Para a aluna, Rayandra Paz,  foi um privilégio participar do projeto e ver o trabalho fazer parte de uma exposição. Uma experiência, segundo ela, que levará para a vida.

“Eu consegui fazer foto próximo ao Teatro Amazonas e da Igreja São Sebastião. Muitas pessoas que moram em Manaus não conhecem os pontos turísticos da cidade, como estudante tive essa oportunidade de conhecer e saber a história deles”, disse Rayandra.

FOTO EXPOSIÇÃO TEATRO CHAMINÉ

Exposição conta 30 registros fotográficos e fica aberta para visitação de terça a sábado, 13h às 17h. No domingo de 11h às 15h. A entrada é gratuita.

 

PCE

O PCE incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico.

A atividade é realizada com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

A edição 2017 do PCE, contou com 396 propostas aprovadas que contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado.

A Secretária Executiva Adjunta Pedagógica da Seduc, Luciana Cáuper, destacou que o programa dar suporte  na capacitação técnica do professor em relação a  área científica, tecnológica e inovadora e que isso contribui na formação dos alunos.

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Coordenadora do projeto na escola com os alunos expositores e a Secretária Executiva Adjunta Pedagógica da Seduc, Luciana Cáuper

“É um programa que contribui com  todo o desenvolvimento da escola, porque eles passam a ter contado com a pesquisa científica aliada as práticas pedagógicas que já estão sendo desenvolvidas na escola. Isso é muito positivo para os alunos e para a escola”, contou.

A coordenadora institucional do PCE/ Seduc, Simara Couto de Abrantes, disse que o programa é muito importante para os alunos e professores, uma vez que o incentivo a pesquisa desperta no aluno o interesse para pesquisa científica.

“Este incentivo, desde a educação básica, faz com que o aluno tenha mais interesse e certeza também sobre a área que irá seguir e continuar trilhando o caminho da ciência”, disse.

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Texto e fotos – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Estudantes aprendem Geografia por meio de jogos lúdicos

Projeto é desenvolvido via o Programa Ciência na Escola e tem auxiliado alunos na aprendizagem da disciplina

Quem disse que aprender brincando não é possível? Os estudantes da Escola Municipal Antonina Borges de Sá, no bairro São José, Zona Leste de Manaus, estão aprendendo de uma forma diferente a disciplina de Geografia. As aulas agora contam com o apoio de jogos lúdicos que auxiliam no ensino e aprendizagem desta matéria.

Amarelinha, jogo da velha, trilha dos países, caça palavras, quebra-cabeça, roleta magnética e dominó são alguns exemplos de jogos trabalhados na escola.  O projeto trabalha com alunos do 8º ano do ensino fundamental e mostrou que os jogos têm influenciado e melhorado o desempenho dos alunos na disciplina.

O projeto é desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) via o Programa Ciência na Escola (PCE), realizado em parceria com a  Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

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Jogos têm influenciado e melhorado o desempenho dos alunos na disciplina de Geografia na Escola Municipal Antonina Borges de Sá

 

Segundo a coordenadora do projeto, Raquel Vieira, a atividade conseguiu despertar e aumentar o interesse dos estudantes em aprender a disciplina.

“Sabemos que os alunos adoram jogar. Fizemos uma pesquisa para saber se eles gostavam das aulas com jogos lúdicos e o resultado foi positivo. Os dados mostram que eles acham as aulas dinâmicas mais atrativas e, consequentemente, auxilia na aprendizagem” conta Raquel.

Raquel disse ainda que o projeto é oportuno porque identifica e contextualiza as atividades lúdicas como instrumento pedagógico, interagindo com materiais e procedimentos variados ao ampliar as concepções relativas ao ensino da geografia.

O projeto conta a participação de cinco bolsistas da alfabetização científica do PCE, que ajudam a levar o conhecimento adquirido com o projeto aos demais estudantes da escola. A equipe é formada pelos estudantes: Ana Paula Mendonça, Mikael da Silva, Luiz de Souza, Keven Ribeiro e Jennifer Laredo.

A bolsista Jennifer Laredo disse que o projeto de alfabetização científica conseguiu despertar seu interesse pela pesquisa e em aprender mais sobre a disciplina.

“Os jogos lúdicos da forma como está sendo aplicado têm nos ajudado a aprender e entender a disciplina de forma mais fácil” disse a estudante.

PCE

O PCE incentiva a aproximação da ciência no ambiente escolar e pretende envolver professores e estudantes das Escolas Públicas Estaduais do Amazonas e Municipais de Manaus, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, da 1ª à 3ª série do Ensino Médio, em projetos de pesquisa científica e tecnológica.

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Texto e fotos – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon

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