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Com experimentos nos estudos de Química e Física, alunos produzem perfume em sala de aula

Muito comercializado na indústria de cosméticos, o perfume é usado por grande parte das pessoas e pode até marcar a vida delas, fazendo reviver emoções, pessoas e lugares. Agora, já imaginou aprender o processo de produção de um perfume? Essa foi a experiência que o professor Roberth José Pereira Fernandes colocou em prática entre seus alunos do Ensino Médio, ao utilizar o processo de extração de essências naturais para a produção de perfume como didática nas aulas de Química e Física.

PCE - PERFUME - FOTOS ÉRICO X._-2

O experimento fez parte de projeto desenvolvido com estudantes do 1º ao 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Tempo Integral Profª Lecita Fonseca Ramos, localizada no bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus. A iniciativa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE).

 O professor destaca que a proposta foi a de contextualizar os conteúdos ministrados dentro de sala de aula, nas disciplinas de Química e Física, por meio da extração de essências das plantas encontradas na horta escolar para a produção de perfumes, utilizando práticas experimentais.

 “A iniciativa da produção de perfumes caseiros no laboratório de química com os alunos é uma forma de auxiliar no estudo de temas abordados e estudados na disciplina, como estruturas, misturas, soluções, densidade de uma solução e concentração, essências, visto que também são usados no processo de produção dos perfumes”, conta.

PCE - PERFUME - FOTOS ÉRICO X._-19

 Experiência – No projeto, o professor e os alunos construíram uma espécie de destilador artesanal, feito com materiais alternativos de baixo custo e fácil acesso, como panela de pressão, garrafão PET de 20 litros, cobre e torneiras. Os instrumentos foram utilizados na extração de essências naturais de plantas cultivadas dentro da horta escolar, como capim-limão, capim-cidreira, manjericão, hortelã, dentre outras.

 “Foram desenvolvidas técnicas de separação, medição de volume, densidade, concentração e massa de produtos químicos, para a produção dos perfumes, foram feitas a mistura das essências produzidas pelo destilador, e no fim foi feita uma avaliação de verificação dos conhecimentos científicos adquiridos durante o processo e desenvolvimento do projeto”, acrescentou.

 Aprendizado – Esta é a segunda vez que Vitória Lima Sampaio, participa de um projeto do PCE. A estudante está no 1° ano e comenta a importância da atividade que alia teoria e prática em sala de aula. “Assuntos ministrados dentro de sala de aula colocados em prática nos estimula bastante. Tive a oportunidade de aprender através da prática na produção de perfume e obter mais conhecimento”, disse.

 Paulo Gilberto Viana Junior, do 3° ano, destaca que o projeto proporcionou aprendizado e conhecimento único. “Pude perceber que o projeto me ajudou bastante. Eu, no caso, não tenho dificuldade nas disciplinas de Química e Física, porém a participação do projeto contribuiu ainda mais para o conhecimento dessas matérias. Tirei bom proveito desse experimento, e acho que utilizar o método de aula prática ajuda muito no aprendizado do aluno”, disse.

 Ciência na Escola – O Programa Ciência na Escola (PCE) é uma iniciativa da Fapeam, realizada em parceria com a Secretaria de Educação e Desporto, e Secretaria de Municipal de Educação (Semed). O programa visa a participação de professores e alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, da 1ª a 3ª série do Ensino Médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, para despertar a vocação científica e incentivar talentos.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Apoio da Fapeam permite o desenvolvimento de pesquisas da educação básica ao doutorado

Oriundo do município de Nova Olinda do Norte, município amazonense a 135 quilômetros da capital, Rallyson Ferreira é hoje doutorando em Informática. O pesquisador contou  com bolsa no mestrado e agora também no doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos para o Interior do Estado do Amazonas (Proint-AM), para estudar em Manaus, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Rallyson é apenas um dos 5.877 bolsistas beneficiados pela Fapeam em 2019. O auxílio financeiro via bolsa permite que estudantes e pesquisadores como Rallyson Ferreira se dediquem ao estudo, auxiliando em despesas como alimentação, deslocamentos para a universidade e compra de livros e materiais para o desenvolvimento de pesquisas.

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Rallyson Ferreira -doutorando em Informática na Ufam

“Hoje sou professor em Itacoatiara, mas estou de licença para o doutorado. Para pessoas na minha situação, advindas do interior do Amazonas, o incentivo que a Fapeam oferece é muito importante, pois necessitamos de recursos em inúmeras situações. Primeiro, posso colocar a questão de que alguns estudantes têm família, e sem esses recursos não têm condições de ir para a capital estudar. A segunda questão é quanto a estadia e transporte em Manaus”, disse.

A formação de recursos humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) é uma das linhas de ação da Fapeam, que possibilita apoiar, por meio de bolsas, a qualificação de estudantes em Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu dentro e fora do estado, visando à instalação de competências profissionais.

A formação de jovens cientistas comprometidos com a realidade do Amazonas  tem sido estimulada desde a educação básica, com o Programa Ciência na Escola (PCE) e com o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), ambos desenvolvidos pela Fapeam.

Em 2019, 50,7% do orçamento executado pela Fapeam referiu-se a investimentos na formação de recursos humanos, o que propicia atuação de pessoas qualificadas não apenas no ensino e pesquisa, mas também para concorrer a outras vagas no mercado de trabalho e ocupar cargos de alto nível.

“Sabemos da importância desse investimento, que permite ampliar as competências relacionadas à capacitação de pessoal com iniciação científica, mestrado e doutorado no Amazonas. Este tem sido um dos compromissos do Governo do Estado: disponibilizar o pagamento das bolsas em dia para os estudantes envolvidos em projetos apoiados pela Fapeam”, disse a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales.

Apoio essencial

Carla Andrea Mendonça - Bolsista Fapeam Mestrado_-3

Carla Andrea- mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia- UEA

Carla Andrea Mendonça sabe bem como esta modalidade de apoio tem beneficiado pessoas no Amazonas. Mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), ela  também contou com apoio da Fapeam, por meio do Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad). Para ela, que defenderá no mês de março a dissertação, o curso superou as expectativas e foi algo importante para a sua formação, enquanto docente e cidadã.

“O apoio da Fapeam, por meio da bolsa, é algo muito bom, porque o aluno precisa se deslocar, comprar material didático e até mesmo participar de eventos científicos. As bolsas são importantes, principalmente, para auxiliar as pessoas que vêm do interior do estado para se dedicar exclusivamente ao estudo na capital”, comentou.

Dra. Geina Faria - Ufam Coari - Fotos Érico X._-66

Geina Faria – Doutora em Alimentos e Nutrição

Hoje doutora em Alimentos e Nutrição e professora da Ufam, no município de Coari, Geina Faria também foi beneficiada pela Fapeam com bolsa durante o mestrado e o doutorado, via Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados para o Interior do Estado do Amazonas (RH-Interiorização). Este apoio permitiu sua formação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP), na área em que sonhava, e retornasse para o Amazonas.

“O apoio da Fapeam para os bolsistas dentro e fora do Amazonas é de suma importância, porque muitas vezes essa é a única renda que a pessoa tem para se manter na execução de seus projetos de pesquisa e também para arcar com participação em congressos e taxas de revistas científicas. As bolsas que recebi foram importantes para minha manutenção e também na execução das minhas pesquisas. Por exemplo, durante o mestrado precisei me deslocar até o município de Coari para coletar dados e, no doutorado, para Manaus”.

Iniciação Científica

A aproximação da ciência com o ambiente escolar permitiu que Romildo Parente, estudante e bolsista do PCE em 2019, na  Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, compreendesse a importância da ciência e como ela está presente na vida das pessoas.

Romildo Pereira da Silva  - PCE. Fotos EX._-9

Romildo Parente- Bolsista do PCE

“O projeto do PCE trouxe diversos benefícios para a turma em relação à disciplina de Química. O objetivo foi popularizar a disciplina por meio da elaboração de sorvetes. Isso permitiu sair da teoria e passar para a prática, para que todos pudessem participar e entender como a química realmente funciona e que ela está presente no nosso dia a dia”, comentou.

Mateus Barros cursa Biomedicina no Centro Universitário Fametro, e participa pela primeira vez de um projeto de iniciação científica. A atividade realizada com apoio do Paic/Fapeam é desenvolvida na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam).

“O que me motiva é o grande contato que temos com as atividades de pesquisa da FHemoam. Além das novidades científicas, principalmente na minha área de pesquisa, que é a Imunologia, também somos familiarizados com as novas tecnologias utilizadas para a produção científica, o que proporciona um diferencial para quem participa ou participou do Programa. Acredito que tudo isso nos motiva a adentrar no campo da ciência”, disse.

Editais on-line

Os programas e chamadas públicas para concessão de bolsas são disponibilizados e executados pela Fapeam,  por meio de editais públicos, lançados  com recursos do Governo do Estado e também por meio de parcerias. Os programas contemplam diversas áreas do conhecimento e abrangem desde a pesquisa básica à aplicada; formação de recursos humanos por meio da concessão de bolsas para alunos da rede pública de ensino fundamental e médio, graduação, mestrado, doutorado do Estado, dentre outros.

Os editais são lançados e ficam disponíveis no site da instituição, no endereço eletrônico www.fapeam.am.gov.br

Por: Esterffany Martins

Fotos: Érico Xavier

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Projeto do PCE alia tecnologia a aprendizagem da matemática

27.11.2019 - PROGRAMA PCE APLICATIVO KAHOOT - FOTOS ÉRICO X._-8

O celular se tornou um item indispensável na vida da maioria das pessoas. A cada instante novos aparelhos e  produtos são lançados no mercado. Mas, como unir essa tecnologia ao ensino? Esse foi o questionamento feito pela professora de matemática, Kleid Melo de Souza. Para atrair a atenção dos alunos e deixar as aulas mais dinâmicas, ela apostou na utilização de um aplicativo, o Kahoot, uma ferramenta de ensino gratuita que incentiva o aluno a estudar e também a competir, estimulando o conhecimento adquirido na sala de aula.

O projeto desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital 003/2019, foi desenvolvido com 45 alunos, do ensino fundamental II, da Escola Estadual Profª Leonilla Marinho, no bairro Parque dez, zona centro–sul de Manaus.

27.11.2019 - PROGRAMA PCE APLICATIVO KAHOOT - FOTOS ÉRICO X._-4

Professora e estudantes que participaram do projeto

A ideia do projeto foi fazer com que os estudantes usassem o celular não apenas para acessar as redes sociais e jogos, mas também para outras atividades que trouxessem retorno positivo para a vida do aluno e a ação deu certo. O uso da tecnologia permitiu aliar os conteúdos teóricos da disciplina com a prática. Também foi possível identificar quais áreas precisavam ser mais trabalhadas e as dificuldades enfrentadas pelos alunos.

“Eu crio os questionários e os estudantes respondem online, usando o dispositivo conectado a internet no celular ou no tablete. Por meio de um código respondem as perguntas. Quem acerta pontua, mas quem acerta mais rápido, consequentemente pontua mais também. Essa dinâmica do jogo acaba tornando a aula mais competitiva”, conta a professora.

27.11.2019 - PROGRAMA PCE APLICATIVO KAHOOT - FOTOS ÉRICO X._-20

App auxilia no ensino e aprendizagem da matemática

Segundo Kleid, a tecnologia garante envolvimento total da turma, transformando a sala de aula em um game show. Após o projeto, os alunos conseguiram fazer as atividades propostas em cada aula de forma dinâmica e interativa. “O projeto teve resultado, totalmente, positivo. Por ser uma geração antenada as novas tecnologias, tentei instigar o interesse deles e consegui implantar a sala de aula invertida, porque eles preparavam em casa as atividades para dominar os conteúdos.  O PCE me proporcionou isso de poder melhorar o ensino em sala de aula”, comenta.

A evolução do aluno em sala e o espírito competitivo trazem a vontade em querer aprender mais, comenta a aluna Evelyn Beatriz Soares Amorim. “A participação e interação durante a aplicação da atividade é algo divertido que torna o ensino prazeroso”.

Kahoot – É uma plataforma tecnológica gratuita, bastante eficaz e aplicado em sala de aula na forma de ‘game quiz’. Foi criado em 2013, baseado em jogos com perguntas de múltipla escolha, que permite aos educadores e estudantes pesquisar, criar, contribuir e partilhar conteúdos e conhecimentos, funcionando em qualquer dispositivo tecnológico conectado à internet.

PCE – O PCE é desenvolvido Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-Am) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus). Pioneiro no país, o Programa aproxima a ciência do ambiente escolar e desperta a vocação científica entre professores e estudantes da educação básica no Amazonas.

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

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Música auxilia na aprendizagem da língua inglesa em Manaus

21.11.2019 - PROGRAMA PCE - CORAL AULA DE INGLÊS - FOTOS ERICO X-17

Projeto foi desenvolvido com apoio da Fapeam

Quem não gosta de ouvir a canção favorita? Seja para cantar, dançar, refletir, relaxar ou até mesmo para praticar alguma atividade física. A música é universal e possui diferentes ritmos e línguas. Em Manaus, a música também tem sido usada como instrumento inclusivo no ensino da língua inglesa, por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N° 003/2019, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O projeto desenvolvido com 41 alunos do 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Waldir Garcia, zona centro-sul, foi coordenado pela professora, Luana Camila Lima, que buscou trazer novas metodologias para facilitar o aprendizado da língua, além de buscar a inclusão dos estudantes refugiados (haitianos e venezuelanos), bem como os estudantes brasileiros com dificuldade de aprendizagem no ensino da língua inglesa.

2020-01-06

Segundo a professora, o projeto ajudou a melhorar a questão de aquisição de vocabulário, pronúncia das habilidades como leitura, escrita e também a postura no ato do canto e a expressão corporal.

“Espero que essa iniciativa não pare por aqui, que possamos continuar para atingir mais crianças, e que elas vejam que é possível aprender outro idioma de forma prazerosa e dinâmica, não sendo algo cansativo, mas sim algo que elas possam desenvolver de forma agradável”, relata.

21.11.2019 - PROGRAMA PCE - CORAL AULA DE INGLÊS - FOTOS ERICO X-39

Projeto foi realizado por meio do PCE

Para a estudante do 5º ano e integrante do coral, Maria Luíza Nascimento, o projeto ajudou no seu desenvolvimento de aprendizagem do inglês. “Eu acho muito legal poder participar desse projeto, o coral me ajudou a desenvolver melhor a pronúncia do inglês, antes eu não sabia falar quase nada em inglês agora já aprendi muitas coisas. O coral me ajudou bastante.”

Esta é a primeira vez que a professora participa do PCE, Luana lima destaca a importância da música como uma forte aliada no ensino de outro idioma.  “Eu sempre acreditei na potência das artes, então a música vem para trabalhar justamente para que esse processo de inclusão seja mais favorável. Ela contribui muito para o processo de aprendizagem de outro idioma, ajuda a desenvolver vocabulário, a pronúncia, também tem a questão de trabalhar em grupo, a empatia, nós temos alguns alunos autistas, eles têm certa dificuldade de ter empatia com o colega então a música ajuda nesse processo”, relata.

 

Metodologia

Para o projeto as músicas foram trabalhadas de acordo com o nível de inglês de cada turma. Durante os ensaios, foram trabalhadas as habilidades de escuta, pronúncia, leitura, vocabulário e estruturas gramaticais juntamente com o conhecimento de técnicas básicas do canto (coral), que pode envolver o aquecimento prévio das vozes. A identificação dos diferentes tons e notas musicais, os ensaios também tiveram apoio técnico de estudantes do curso de Música da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que auxiliaram na questão de técnicas vocais e aquecimento.

O projeto que iniciou em julho de 2019 realizou um levantamento para saber quais estudantes tinham dificuldades de aprendizagem para analisar cada caso.

PCE

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus. O PCE é desenvolvido Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-Am) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus).

 

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Estudantes aprendem química por meio da produção de sorvetes

A aprendizagem dos conceitos de química aliada à prática é uma receita que deu certo na Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, bairro Armando Mendes, zona Leste de Manaus. A oportunidade foi possível graças ao apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N°003/2019.

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Projeto foi realizado por meio do PCE

Intitulado “Formulação de Sorvetes Caseiros como Estratégia para o Ensino de Química”, o projeto coordenado pela professora Nancy Granjeiro, deixou as aulas mais dinâmicas e fez com que os alunos tivessem mais interesse pelo conteúdo ministrado em sala de aula.

Segundo a professora, o projeto teve como objetivo popularizar a química por meio da elaboração de sorvetes, mostrando que a disciplina está presente no dia a dia das pessoas, aliando teoria e prática, e consequentemente, contribuindo para um melhor desempenho escolar.

“Sou professora de química e sempre procurei deixar as aulas mais interessantes. Como é a quarta vez que participo do PCE e, antes, já tinha feito cosméticos, óleos essenciais, pães e bolos, percebi que eles gostavam bastante da química relacionada à comida. A ideia do sorvete surgiu devido à facilidade de conseguir fazer tudo no laboratório, além do baixo custo do material para fazer o sorvete, que custa aproximadamente R$15, e todos os alunos gostam”, declarou Nancy.

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Projeto é desenvolvido com apoio da Fapeam

A professora disse ter percebido que os alunos ficam muitas vezes cansados da aula teórica. Logo no início do ano letivo, já perguntam quando serão as aulas no laboratório, a partir daí, ela procurou desenvolver o projeto de uma forma confortável, usando técnicas diferentes de preparo do sorvete. Desenvolvi o projeto no laboratório da escola e no PCE, temos três alunos bolsistas, mas procuro integrar outras turmas nessas atividades também, justamente para que fiquem mais interessados nas aulas”.

No projeto a professora utilizou duas técnicas: uma com emulsificantes (aditivos utilizados para deixar os alimentos com textura mais consistente) e, outra forma mais simples, utilizando creme de leite e leite condensado. “Começamos pelas aulas teóricas para que eles entendam o porquê de usar determinado produto e, depois, vamos para o laboratório”, acrescentou.

Para o estudante e bolsista do PCE, Romildo Parente, o projeto trouxe diversos benefícios para a turma em relação à disciplina de química, dentre eles, a interação dos alunos com o assunto abordado em sala de aula. “O projeto permitiu sair da teoria e passar para a prática, para que todos pudessem participar e entender como a química realmente funciona e que ela está presente no nosso dia a dia, como por exemplo, na formulação de sorvete caseiro”.

2019-12-27

Da escola para a comunidade

A professora comenta que o PCE  tem  contribuído para o engajamento do aluno no ambiente escolar e a inserção dos pais,  por isso, ela  pensa em  envolver os pais nas atividades. “Também queremos realizar oficinas para os pais e para a comunidade para aprenderem  e, quem sabe,  possa surgir novos empreendedores”, disse.

No dia 29/11 a escola promoveu o evento “Ciência na Praça”, na oportunidade, foram apresentados para a comunidade os resultados dos projetos de iniciação científica desenvolvidos na escola.

A docente considera a iniciação científica muito importante, principalmente porque o aluno sai com um diferencial e até  descobre qual área pretende seguir. Nancy também considera o apoio da Fapeam primordial para o incentivo à pesquisa. Nunca fiz pesquisa científica antes, só fiz depois que comecei a trabalhar na escola. Eu achava que nunca teria um projeto aprovado, mas eu submeti minha proposta e vi que sou capaz. Eu sempre digo para os alunos aproveitarem, porque na minha época não era assim, não tinha tanta oportunidade. Aproveitem as oportunidades da Fapeam”.

PCE

O Programa Ciência na Escola é uma  iniciativa da Fapeam, realizada em parceria com a Secretaria de Educação e Desporto (Seduc-AM) e Secretaria de Municipal de Educação (Semed). O programa visa à participação de professores e alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, para despertar a vocação científica e incentivar talentos.

Por: Amanda Bulcão

Fotos: Érico Xavier

Arte: Barbara Brito

 

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Professores do interior recebem orientações sobre elaboração de relatório final do PCE

16.12.2019 - OFICINA RELATÓRIO FINAL PCE -  ÉRICO XAVIER_

Oficina foi realizada no Centro de Mídias da Seduc/AM

Professores de nove municípios do Amazonas assistiram a transmissão de videoconferência da “Oficina de Elaboração de Relatório Final” do Programa Ciência da Escola (PCE) realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que ocorreu na segunda-feira (16/12), no Centro de Mídias da Secretaria de Estado de Educação e  Desporto (Seduc-AM),  no bairro Japiim, zona Sul de Manaus.

O objetivo da oficina foi apontar questões detalhadas  para melhoria da qualificação dos relatórios finais do PCE, que serão entregues ao final da edição do programa. Participaram da transmissão professores dos municípios de Parintins, Itacoatiara, Itapiranga, Caapiranga, Boca do Acre, Barreirinha, Nova Olinda do Norte e Santo Antônio do Içá, que tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas por meio do chat online.

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Fulgência Bandeira ministrou a oficina do PCE

A integrante da Coordenação do Processo de Avaliação do PCE, Maria Fulgência Bandeira relata a importância da aproximação do PCE no interior com a capital.

“A oficina possibilita essa aproximação. A ideia é que não haja o distanciamento do conhecimento, que a Fapeam esteja sempre presente tanto na capital quanto no interior. A oficina é importante porque podemos passar orientações tanto na parte de elaboração de projeto quanto na avaliação de produção do relatório final, para que esses relatórios atendam a proposta do PCE”, conta.

Para o coordenador do PCE na Seduc, Mailson Rafael Ferreira, a inciativa é uma ação positiva,  na qual muitas dúvidas podem ser sanadas. “Além disso, as orientações ajudam a montar um relatório mais contundente, permitindo a finalização correta dos projetos”, disse.

PCE

Lançado no mês de abril, o PCE recebeu 742 propostas de professores da educação básica de escolas estaduais e municipais de Manaus e de escolas estaduais do interior do Amazonas. Desse total, 619 foram aprovadas nesta edição. Ao todo, foram disponibilizadas pelo PCE 2.476 bolsas para capital e interior.

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus. O PCE é desenvolvido Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-Am) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus).

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Coordenadores de projetos do PCE da rede estadual de ensino participam de oficina de qualificação

A “Oficina de Elaboração de Relatório Final” do Programa Ciência da Escola (PCE) realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) teve continuidade na segunda-feira (9/12) com a participação de 150 coordenadores de projetos de escolas estaduais localizadas em Manaus.

A atividade foi realizada no auditório da Escola Estadual Djalma da Cunha Batista, localizada no bairro Japiim, zona Sul de Manaus, com o objetivo de contribuir para melhoria da qualificação dos relatórios finais que serão entregues pelos coordenadores dos projetos do PCE ao término da edição do Programa.

Palestra

Integrante da Coordenação do Processo de Avaliação do PCE, Maria Fulgência Bandeira, fala aos coordenadores.

 

A integrante da Coordenação do Processo de Avaliação do PCE, Maria Fulgência Bandeira, explica que nas oficinas são abordados tópicos como, o papel dos comitês de ética responsáveis pelas normas nacionais de regulamentação de projetos de pesquisa com seres humanos, análise dos indicadores que são meios para monitorar e avaliar como está o andamento dos projetos.

“A Fapeam decidiu oferecer essas oficinas com o objetivo de ajudar os coordenadores a qualificar esses relatórios finais e ter o diagnóstico de como a alfabetização científica está sendo implementada nas escolas e influenciando os estudantes”, disse Fulgência.

Para o coordenador do PCE na Seduc, Mailson Rafael Ferreira, a iniciativa da Fapeam em realizar a oficina é de extrema importância porque os coordenadores tinham a necessidade dessa orientação no momento de elaborar o relatório final dos projetos.

“Ao longo dos anos nós vimos que era uma demanda que os coordenadores tinham e essa orientação vai facilitar em especial aqueles que iniciaram no PCE em 2019 e não têm experiência em elaborar o relatório final dos projetos”, explicou Mailson. 

Mailson Rafael

Coordenador do PCE na Seduc, Mailson Rafael Ferreira.

 

Coordenadores

A professora Socorro Oliveira explica que esse ano é a primeira vez que ela coordena um projeto do PCE e, por isso, é fundamental a oficina para esclarecer quais são os critérios a serem observados na composição do relatório final.

“Eu coordeno o projeto “O teatro como meio de promover o ensino aprendizado das principais obras literárias brasileiras no ensino médio”, desenvolvido na Escola Estadual Des. André Vidal de Araújo, Cidade Nova, zona Norte de Manaus, é importante produzir um relatório correto com as devidas orientações para não ocorrer erros, finalizou Socorro.

 

Socorro Oliveira

Coordenadora de um projeto do PCE, Socorro Oliveira.

 

É na Escola Estadual Professora Ruth Prestes Gonçalves, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, que a professora Andressa Primavera coordena o projeto “Sustentabilidade na era Hashtag – Usando as mídias sociais como ferramentas para disseminar práticas de sustentabilidade na escola”. Para ela, mesmo sendo a terceira vez que coordena um projeto do PCE, as orientações continuam pertinentes.

 

Andressa Primavera

Coordenadora de um projeto do PCE, Andressa Primavera.

 

A próxima Oficina de Elaboração de Relatório Final do PCE ocorrerá dia 16/12, de 14h as 17h, no Centro de Mídias de Educação do Amazonas, no bairro Japiim II, zona Sul de Manaus, e será destinada aos professores coordenadores de escolas estaduais localizadas no interior do Amazonas. 

PCE

Lançado no mês de abril, o PCE recebeu 742 propostas de professores da educação básica de escolas estaduais e municipais de Manaus e de escolas estaduais do interior do Amazonas. Desse total, 619 foram aprovadas nesta edição. Ao todo, foram disponibilizadas pelo PCE 2.476 bolsas para capital e interior.

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus. O PCE é desenvolvido Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-Am) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus).

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Projeto do PCE promove educação ambiental no Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa

Promover a percepção ambiental e a reflexão das relações individuais e coletivas relacionadas ao meio ambiente, utilizando a prática da reciclagem de óleo de cozinha na produção de sabão, é a base do projeto de iniciação científica júnior desenvolvido por alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Josephina de Melo, que funciona nas dependências do Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa, situada no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus.

Intitulado “Educação ambiental e reciclagem de óleo de cozinha na produção de sabão: uma experiência com adolescentes do Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa”, o projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE)- edital N° 003/2019.

FOTOS Michel Mello - Secom_-5

Projeto é coordenado pela professora Danielle Portela.

A professora e coordenadora do projeto, Danielle Portela,  disse que no Centro Socioeducativo encontrou a oportunidade  para colocar o projeto em prática, uma vez que o local atua no processo de ressocialização e trabalha muito a área pedagógica.

“No primeiro momento realizamos com os bolsistas as leituras de artigos científicos e depois discutimos em sala de aula abordando a importância da reciclagem e a educação ambiental. Em seguida,  iniciamos a coleta do óleo de cozinha que recebemos no centro socioeducativo. No local destinado para a produção do sabão coamos esse óleo e começamos os procedimentos  de reciclagem para a produção”, detalhou.

Oficina

No mês de novembro foram realizadas duas oficinas no Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa com objetivo de apresentar e divulgar os resultados parciais  do projeto na escola e na comunidade. Desenvolvido desde o mês julho deste ano, o projeto conta com a participação de dois alunos adolescentes internos no Centro Socioeducativo.

Segundo o estudante e bolsista do PCE, João (nome fictício), o projeto permite adquirir novos conhecimentos. “Além de aprender  de forma  diferente, poderei contribuir com o meio ambiente e passar esta  experiência para outras pessoas”.

O estudante e bolsista, Pedro (nome fictício), destaca a importância de poder participar do seu primeiro projeto científico. “Essa experiência tem sido muito significativa, porque agora sei como trabalhar em projeto de pesquisa e a forma como isso pode melhorar meu aprendizado futuramente”, disse.

FOTOS Michel Mello - Secom_-2

Transformando óleo reciclado em sabão

Educação Ambiental

Conforme a professora, parte dos estudantes não tem o conhecimento dos malefícios causados pelo óleo ao meio ambiente e muito menos que o material pudesse ser reciclado e transformado em sabão, por exemplo. Com essa perspectiva, acredita-se alcançar resultados relevantes e significativos no ambiente socioeducativo em que os adolescentes convivem e posteriormente no ambiente familiar.

“Esperamos sensibilizar esses adolescentes para as questões ambientais e que esse conhecimento adquirido durante a realização do projeto possa ocasionar  mudanças de atitudes e respeito pelo meio ambiente. O projeto está em fase de  conclusão, mas  almejamos que  o Centro Socioeducativo  continue com esse incentivo a prática de reciclagem do óleo  com os futuros internos”, relata.

Dagmar Feitosa

No Amazonas, o sistema Socioeducativo é composto por cinco unidades, sendo três de internação, uma de internação provisória (quando o jovem vem da delegacia e fica aguardando a aplicação da medida pelo juiz) e outra de semi-liberdade (depois que cumpre a medida de internação que o juiz determina uma medida de cumprimento de liberdade assistida, onde fica por um período sob a responsabilidade do Estado, e frequenta escola regular fora da unidade e também os cursos profissionalizantes em parceria com o Cetam.

PCE

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus.

Por: Jessie Silva

Fotos: Michel Mello

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Projeto que incentiva a cultura e a educação patrimonial será apresentando em congressos no Brasil e Portugal

Oportunizar a vivência na arte por meio dos patrimônios culturais de Manaus foi o objetivo do projeto “Guardiões do Patrimônio” desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam)  via o Programa Ciência na Escola (PCE)- edital N° 001/2018, com alunos do 6º ano, da Escola Estadual Nathália Uchôa, localizada no bairro Japiim 2, Zona Sul de Manaus.

No projeto, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer a partir da perspectiva artística, educação patrimonial e alfabetização científica  vários patrimônios no Centro Histórico de Manaus, como o Teatro Amazonas, Largo São Sebastião, Palácio da Justiça, além da Universidade Federal do Estado do Amazonas.

O projeto coordenado pela professora Denise Gomes  resultou na aprovação em três congressos: dois nacionais e um internacional. O trabalho será apresentado no XII Seminário Nacional de Formação dos Profissionais da Educação da ANFOPE/40° Encontro Nacional do FORUMDIR, que ocorrerá de 16 a 19 de setembro, em Salvador (BA); no III Congresso Internacional de Pedagogia Educação em Tempos Incertos em Braga,  a ser realizado de 10 a 12 de outubro, em Portugal,  e  no VI Congresso Nacional de Educação (CONEDU), que ocorre em Fortaleza (CE), no período de 24 a 26 de outubro,  todos este ano.

“Esses congressos vêm para somar e também para mostrar quão importante são os projetos do PCE, porque esses desdobramentos fazem com que possamos  compartilhar não apenas experiência desse projeto, mas mostrar  também  que a educação aqui no nosso Estado é de qualidade” explicou.

Segundo Denise, a ideia do projeto surgiu a partir dos estudos sobre as dimensões da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que tem como novidade o objeto de conhecimento “Patrimônio Cultural”, dentro da unidade temática Artes Integradas, onde consta diversos desdobramentos, um deles é  o estudo dos patrimônios materiais e imateriais, que foi o foco dos alunos.

PROFa. DENISE RODRIGUES - PCE    - FOTOS ÉRICO X._-3

Etapas

Conforme a professora,  a metodologia utilizada foi a de Maria de Lurdes Parreira Horta, teórica da Universidade de São Paulo (USP), que consiste em 4 etapas: leitura e observação, registro, exploração e apropriação.

A primeira etapa preparou teoricamente os alunos para as visitas,  por meio de leituras e observações sobre os patrimônios culturais. Em seguida, foram feitos registros  sobre o que foi visto e estudado de forma didática e criativa, tomando processos artísticos diversos – como desenho, fotografia e pintura, como base.

Paralelamente, os bolsistas realizaram uma investigação sobre a percepção que os demais colegas de classe têm sobre patrimônio cultural material, imaterial e arqueológico, para levantar hipóteses, discussões, questionamentos sobre os resultados da observação e das opiniões dos alunos.

Já as fases finais foram mediadas por procedimentos científicos, exploração artística e marcadas por oficinas de ressignificação dos patrimônios culturais visitados, ampliando o conhecimento sobre os mesmos.

Iniciação científica júnior

Os estudantes Daniel Zacarias Pinheiro Jardim e Eduardo Cunha da Costa, do 7º e 6º, respectivamente, participaram  pela primeira vez de um projeto de iniciação científica júnior e avaliaram de forma positiva a experiência, principalmente por contribuir  com o conhecimento cultural maior sobre a cidade.

“A parte que eu mais gostei foi de descobrir novas coisas, sair para conhecer mais, de ajudar também a imagem cultural da nossa cidade. Esse foi o primeiro projeto que participei, mas espero participar de outros”, disse Eduardo.

Para Denise o PCE é um programa importante por incentivar os alunos ainda na educação básica a ter o contato com projetos de iniciação científica júnior.

“O PCE é de extrema relevância. A Fapeam é uma fundação que realmente ampara a pesquisa no Amazonas, não só com projetos de ensino superior, mas também de nível básico. Com o projeto, um aluno do 6º ano teve a capacidade de desenvolver sua fala, sua oratória, além da criticidade, isso tudo é muito importante não só para a pesquisa, mas para a vida deles” contou.

PCE - ESCOLA ESTADUAL NATHÁLIA UCHÔA    - FOTOS ÉRICO X._-10

PCE

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus.

Desenvolvido pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) e Secretaria Municipal  de Educação  (Semed Manaus), o programa tem como objetivo despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes de ensino público, bem como contribuir para o processo de formação continuada dos professores.

 

Por Caio Alencar

Fotos- Érico Xavier

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Projeto incentiva empreendedorismo na escola

Trabalhar a educação empreendedora na sala de aula foi à base de um projeto desenvolvido, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com alunos do ensino fundamental, na Escola Municipal Thomás Meirelles, no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus. Intitulado “Pequenos empreendedores: protagonistas da sua própria história”, o trabalho foi desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N° 001/2018.

No projeto, os estudantes criaram uma empresa fictícia e produziram biscoitos caseiros com sabores de frutas regionais. Para isso, contaram com o apoio de uma nutricionista e de graduandos do curso de nutrição da Universidade Nilton Lins.

02.05.2019 - PCE Empreendedorismo - Escola Municipal Thomás Meirelles-3

Segundo a coordenadora do projeto, Suzana Albuquerque Vieira, com os alunos foram trabalhados conceitos da Pedagogia Empreendedora e Empreendedorismo Social, com objetivo de despertar nos alunos o  espírito empreendedor, por meio do estímulo ao autoconhecimento e no desenvolvimento de competências.

“Os biscoitos foram comercializados pelos alunos na comunidade escolar em troca de alimentos não perecíveis e doados aos desabrigados do incêndio que ocorreu do bairro de Educandos, em dezembro de 2018”, conta a professora.

Iniciação Científica Junior

 Os estudantes Maria Clara dos Santos e Miguel Claudio dos Santos, do 5º ano, contam que nunca tinham participado de um projeto de iniciação científica junior antes e que a experiência adquirida no projeto teve impacto na vida escolar e pessoal.

“Conseguir aprender várias coisas e quando crescer pretendo seguir na área do empreendedorismo. Essa é uma experiência que vou levar para minha vida”, relata Maria Clara.

02.05.2019 - PCE Empreendedorismo - Escola Municipal Thomás Meirelles-13

Coordenadora do projeto, Suzana Albuquerque, com os alunos participantes

Mais PCE

No dia 10/7 a Fapeam divulgou o resultado do PCE. Lançado no mês de abril, o programa recebeu 742 propostas de professores da educação básica de escolas estaduais e  municipais de Manaus  e de escolas estaduais do interior do Amazonas. Desse total, 619 foram aprovadas nesta edição. Ao todo, serão disponibilizadas pelo PCE 2.476 bolsas para capital e interior.

Em 2019, o PCE completa 15 anos em comemoração a data esta edição é especial chamada de edição de ouro, e contará com seminário de apresentação ao público, premiação para os melhores trabalhos e revista com resumos dos projetos.

PCE

 O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus.

Desenvolvido pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) e Secretaria Municipal  de Educação  (Semed Manaus), o programa tem como objetivo despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes de ensino público, bem como contribuir para o processo de formação continuada dos professores.

Por Jessie Silva

Fotos- Érico Xavier

 

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