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Feira de Produtos Orgânicos na Fiocruz Amazônia, nesta quinta-feira, 11/4 

Nesta quinta-feira, 11/4, de 8h30 às 13h, na calçada do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) será realizada mais uma edição da Feira de Produtos Orgânicos, evento promovido pelo Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (Tass), em parceria com a Asfoc-AM.

A atividade visa sensibilizar trabalhadores da Fiocruz Amazônia e comunidade do entorno para a importância da adoção de uma dieta livre de agrotóxicos, além de estimular o consumo de plantas alimentícias não-convencionais (Pancs).

O quê? Feira de Produtos Orgânicos na Fiocruz Amazônia

Quando? Quinta-feira, 11/4/2019

Horário? 8h30 às 13h

Onde? Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus-AM

A FEIRA

Participam da Feira de Produtos Orgânicos, agricultores da Associação dos Agricultores São Francisco de Assis – Ramal da Cachoeira, entidade ligada à  Rede Maniva de Agroecologia do Amazonas (Rema).

Dentre os produtos agrícolas orgânicos comercializados estão hortaliças, frutos regionais de época, plantas medicinais e plantas comestíveis não convencionais, entre outros. Artesanato, alimentos feitos a partir de produtos orgânicos e mudas de plantas também estão na feira.

SOBRE ORGÂNICOS

Os produtos orgânicos são cultivados sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos. São considerados produtos limpos e saudáveis e que respeitam o meio ambiente e contribuem para a preservação dos recursos naturais.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Orgânicos e PANCs foram assuntos na Fiocruz Amazônia

Você já ouviu falar em “mato de comer” ou em Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs)?

A Feira de Produtos Orgânicos, evento promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia,  por meio do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (Tass) e da Asfoc-AM, recebeu na última edição, ocorrida no dia 14/3, um reforço na sensibilização para uma alimentação saudável, a palestra “Momento PANC”.

Organizada pela Coordenação da Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) e ministrada pela chef de cozinha Thábita Cunha, a palestra abordou os seguintes assuntos: O que é PANC? Por que consumir PANC?  A importância da escolha do alimento; PANC é cultura; Consumo de PANC na feira; e Apresentação das espécies da mesa PANC.

Participaram do encontro trabalhadores da Fiocruz Amazônia e produtores rurais que comercializam na Feira de Orgânicos.

A maioria do público, pouco ou quase nada sabia sobre PANCs, mesmo os produtores rurais disseram ter pouca informação de como se pode consumir algumas plantas.

Thábita Cunha disse sentir-se feliz quando usam a expressão “mato de comer”, pois remete a uma alimentação saudável, acessível e cuja produção não afeta o meio ambiente, principalmente em se tratando de plantas nativas. No entanto, ela alerta para que se tenha cautela no preparo desses alimentos e aconselha os interessados no consumo de PANCs a buscarem informações sobre o produto que desejam consumir, e evitar plantas que possam apresentar toxidade.

Acompanhe algumas receitas oferecidas pela  chef:

A Feira de Produtos Orgânicos da Fiocruz Amazônia acontece uma vez por mês e visa sensibilizar trabalhadores da Fiocruz Amazônia e comunidade do entorno para a importância da adoção de uma dieta livre de agrotóxicos. Os produtos orgânicos são considerados limpos, saudáveis e respeitam o meio ambiente, além de contribuírem para a preservação dos recursos naturais.

A próxima edição da feira será no dia 11 de abril.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Estudo químico é realizado em Plantas Alimentícias Não Convencionais da região Amazônica

Vitória-régia e urtiga são as plantas analisadas na pesquisa com objetivo de endossar o uso dessas plantas como alimento funcional e fonte de nutrientes

 Já pensou em inserir a urtiga ou a vitória-régia na sua alimentação? Essas plantas fazem parte da pesquisa científica realizada pela doutora em Química de Produtos Naturais Patrícia Hidalgo, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A pesquisadora está avaliando a composição química e atividade biológica dos frutos e outras hortaliças conhecidas como Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs).

As PANCs estão inseridas em um grupo de vegetais que podem ser utilizadas na alimentação, mas que não são usadas no dia a dia.

O projeto que teve início em 2017 faz parte do Programa de Apoio a Pesquisa (Universal Amazonas) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas( Fapeam). A pesquisa é desenvolvida em parceria com o doutor em Fitotecnia, Valdely Kinupp, criador do conceito PANCs e referência na área.

Patrícia explica que a vitória-régia é um ícone da região e o que muita gente não sabe que a planta também é comestível. Por isso, a ideia do estudo é alavancar o setor hortifrúti de espécies amazônicas com o fornecimento de informações científicas que agregarão valor econômico as plantas estudadas do ponto de vista nutricional e de segurança alimentar.

 “Muitas dessas plantas não têm qualquer informação sobre a composição centesimal, quanto a proteínas, lipídeos, carboidratos e outros nutrientes. O estudo pretende trazer maiores informações quanto à composição química e até verificar a segurança de seu consumo” disse.

Vitória Régia

Vitória-régia é um ícone da região amazônica, mas  muita gente não sabe  que a planta também é comestível.

Outra planta que faz parte do estudo é a urtiga, muito comum em campos, beiras de estradas e jardins. Segundo Patrícia, a proposta é ir além de estudar as plantas como alimento funcional é analisar também como fonte de nutracêuticos, que são nutrientes específicos presentes em um alimento.

“A partir do momento que você faz trabalho sobre a química dessas plantas você endossa tanto o uso delas como alimento, como uma fonte de substâncias que podem suprir necessidades do organismo ou prevenir alguma doença, e apontar como fonte de um novo produto para a indústria farmacêutica, na forma de suplementos dietéticos, em cápsulas ou medicamentos manipulados, como fibras, proteínas, aminoácidos, vitaminas antioxidantes, ou minerais ”, conta Patrícia.

urtiga

Outra planta que faz parte do estudo é a urtiga, muito comum em campos, beiras de estradas e jardins

Conforme a pesquisadora em nossa região há uma diversidade de plantas, frutos, castanhas, tubérculos que são comestíveis. Mas, ela observa que a maioria dessas plantas não tem o uso comum ou qualquer estudo científico sobre elas.

“Pensei em estudar um pouco mais sobre a química dessas plantas para valorizar o que temos em nossa região, já que muito do que comemos vem de fora. Nós temos uma grande riqueza em termos de frutas, hortaliças, entre outros, sendo negligenciadas. Aos poucos, vamos aumentar a aceitação das pessoas por essas espécies, como foi feito com o nosso açaí, castanha do Pará, cupuaçu, dentre outros, que se tornaram conhecidos pelo mundo afora” conta.

Pesquisadora Patrícia Hidalgo

Estudo é coordenado pela doutora em Química de Produtos Naturais Patrícia Hidalgo, da UEA

Iniciação Científica

O estudo conta também com a participação de estudantes de Iniciação Científica (IC) que participam do estudo científico sob a orientação da coordenadora do estudo, Patrícia Hidalgo.

A graduanda em Química pela UEA Sara Loiola relata que alguns resultados já apontam que a vitória-régia possui potencial antioxidante.

“O nosso objetivo é justamente verificar se ela é uma planta alimentícia não convencional com um valor de nutrientes específico, que pode ser usado como um alimento funcional”, disse.

Já Luciana Castro, que também é graduanda em Química pela UEA, conta que a urtiga já é servida em alguns restaurantes de Manaus. Mas, que ainda se tem um estudo químico ou biológico sobre a planta.

“A gente precisa saber o que tem para avisar a comunidade como um todo, se pode enriquecer a dieta de uma maneira positiva ou se pode ser usada como fitoterápico” disse.

PANCs

O conceito de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) foi criado por Valdely Kinupp, biólogo e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, Campus Manaus-Zona Leste (IFAM-CMZL) e autor do livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) no Brasil.

Valdely kinupp

Conceito de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) foi criado por Valdely Kinupp, biólogo e professor do IFAM-CMZL

O professor afirma que é muito comum as pessoas associarem as PANCs àquelas plantas que nascem sozinhas, de maneira espontânea. Entretanto, nem todas as PANCs seguem essa característica, e algumas espécies são cultivadas.

“É por isso que é preciso estar atento e utilizar apenas plantas que apresentam seus componentes conhecidos a fim de evitar qualquer tipo de intoxicação. Assim como todos vegetais que conhecemos, cada PANCs apresenta uma forma diferente de preparo. Muitas plantas podem ser consumidas in natura, utilizadas na forma de suco ou em saladas. Outras podem ser ingeridas cozidas ou refogadas, e existem ainda aquelas que, obrigatoriamente, devem passar por cozimento”, destaca.

Segundo Kinupp, a ideia é plantar aquilo que pode ser produzido na região, neste caso é de suma importância a divulgação dessas plantas.

“Se você trabalhar com as PANCs de forma agroecológica, vai continuar preservando a natureza e mantendo a floresta em pé”, conta.

vitória régia laboratorio

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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