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Palestra na Fiocruz Amazônia irá abordar métodos de estudo de comunidades microbianas e aplicações

O estudo da composição e estrutura de comunidades microbianas não é uma questão trivial.  As metodologias disponíveis para identificação taxonômica de microrganismos sejam elas baseadas em métodos dependentes ou independentes de cultivo possuem limitações. Em termos de cultivo bacteriano, é ainda mais difícil prover todas as condições apropriadas para indução do crescimento de microrganismos fastidiosos.

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 12/7, na sala de aula 1, prédio anexo, a palestra “Métodos de estudo de comunidades microbianas e aplicações”, a ser ministrada pela pesquisadora, Lorena Nacif, professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A palestra trará como estudo de caso o tema de pesquisa do Laboratório de Biologia Molecular/ICB da Ufam: Microrganismos associados a abelhas nativas da Amazônia. Segundo a palestrante, o desenvolvimento de técnicas independentes de cultivo, ultrapassou a necessidade de isolamento prévio do microrganismo representando um grande avanço para os estudos de diversidade microbiana.

“Recentemente, as tecnologias de Sequenciamento de Nova Geração (SNG) revolucionaram os estudos de diversidade microbiana com a possibilidade de se analisar milhões de fragmentos de DNA. A alta cobertura dessas tecnologias permite que a estrutura microbiana de uma dada amostra  seja revelada minuciosamente, incluindo os microrganismos menos abundantes. Mesmo com tantos avanços, as diferentes técnicas de estudo de comunidades microbianas possuem viés diferentes que devem ser considerados para um adequado desenho experimental”, explicou Nacif.

SOBRE A PALESTRANTE

Lorena é bacharel em Ciências Biológicas e mestre em Biologia Celular e Estrutural pela Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG), doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

Possui experiência nas áreas de Microbiologia e Biologia Celular e Molecular atuando principalmente no estudo da microbiota associada à abelhas nativas da Amazônia, com interesse nas relações entre insetos sociais e micro-organismos simbiontes, prospecção de bioativos e catalogação da biodiversidade Amazônica.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Palestra do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia aborda desenvolvimento e aplicações da tecnologia do DNA recombinante

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu nesta sexta-feira, 14/6, a palestra “Desenvolvimento e aplicações da tecnologia do DNA recombinante”, ministrada pelo pesquisador, Luis André Moraes Mariuba, pesquisador e coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia.

Na ocasião, Mariuba também explanou sobre as atividades desenvolvidas na Fiocruz Amazônia, no âmbito do NIT, em especial sobre depósito de patentes e aplicações de tecnologias que beneficiam diretamente a sociedade. “A gente tem trabalhado muito com o desenvolvimento de imunoensaios, voltados principalmente para malária e também em outras linhas que atuam com outras doenças”, pontuou.

Os imunoensaios são técnicas para a detecção e/ou quantificação de antígenos e anticorpos, ou outras substâncias que desempenhem o papel de antígeno no ensaio, tais como drogas, hormônios, DNA, RNA e citocinas. Durante a apresentação, o pesquisador apresentou também projetos que receberam recursos para serem executados, assim como destacou algumas alternativas desenvolvidas nos laboratórios, publicações e patentes depositadas pelo Instituto.

SOBRE O PALESTRANTE

Mariuba é graduado em Ciências Biologicas pela Faculdade São Lucas, mestre em Biologia Experimental pela Universidade Federal de Rondônia e doutor em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas.

Atualmente, trabalha com biologia molecular, mais especificamente com a produção de proteínas recombinantes e Imunologia aplicada como tecnologista no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Possui colaboração com diferentes institutos de pesquisa dentro e fora do Estado/País, nas áreas de desenvolvimentos de OGM e de testes para diagnóstico rápido de doenças infecciosas.

Realiza estudos com foco no desenvolvimento de novos veículos vacinais e diagnóstico para malária, e desenvolvimento de anticorpos IgY para tratamento e controle de doenças. Mariuba é colaborador em projetos que buscam desenvolver ferramentas moleculares e metodologia para estudo em nanocristais de celulose, piscicultura, hepatite, entomologia, microbiologia, dentre outros.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Desafios para programas de pós-graduação será tema de palestra na Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promove na próxima terça-feira, 21/5, às 9h, a palestra “Desafios para os programas de pós-graduação e estratégias de integração e cooperação”, a ser ministrada pelo professor, Jose Roberto Mineo, coordenador da área de ciências biológicas 3, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A conferência acontecerá no Salão Canoas, auditório da Instituição, situado à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus. A palestra é aberta ao público

SOBRE O PALESTRANTE

Mineo é graduado em ciências biológicas – modalidade médica pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, mestre em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, e doutor em Microbiologia e Imunologia pela Universidade de São Paulo – Instituto de Ciências Biomédicas.

Atualmente, é professor titular de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas, da Universidade Federal de Uberlândia e coordenador da área Ciências Biológicas III da Capes, compreendendo as seguintes áreas do conhecimento: Microbiologia, Imunologia e Parasitologia.

Possui experiência na área de imunologia, com ênfase em imunologia aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: biologia celular e molecular do Toxoplasma gondii; fatores de virulência associados aos genótipos de T. gondii e outros parasitos filogeneticamente relacionados; caracterização da resposta imune em modelos experimentais de infecções por microrganismos intracelulares; imunodiagnóstico da toxoplasmose aguda em gestantes e recém-nascidos, e da reativação desta infecção em pacientes imunodeprimidos; imunodiagnóstico de infecções congênitas em outras protozooses que acometem a espécie humana e animais domésticos.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia vai abordar revisões sistemáticas e metanálise

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 10/5, às 10h, a palestra “Revisões Sistemáticas e Metanálise”, a ser ministrada por Fernando Herkrath, pesquisador do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI), da Fiocruz Amazônia.

“Iremos abordar um tipo de estudo que tem por objetivo sintetizar a literatura disponível, para produzir a melhor evidência científica. A intenção é apresentar o modelo para os alunos, visto que muitos não conhecem, e dar ferramentas para que eles possam desenvolver este tipo de estudo, principalmente os alunos de pós-graduação”, explicou Herkrath.

A apresentação ocorrerá na sala de aula 101, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Fernando Herkrath é graduado em odontologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo, especialista em ortodontia pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, da Universidade de São Paulo, especialista em bioestatística pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, mestre em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e doutor em Saúde Coletiva, área de concentração Epidemiologia, pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Atualmente é Pesquisador em Saúde Pública na Fiocruz Amazônia e professor adjunto da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Como preencher e incrementar seu currículo Lattes?

Apesar da grande utilização no meio acadêmico, especialmente para quem deseja dar continuidade aos seus estudos através de cursos de mestrado e doutorado, ou por aqueles que desde a graduação se interessam por pesquisa e fazem iniciação científica, muitas pessoas ainda não sabem exatamente o que é o currículo Lattes, ou quando sabem, têm dificuldade para preenchê-lo ou atualizá-lo.

O currículo é uma ferramenta criada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da Plataforma Lattes, com o objetivo de integrar as bases de dados, organizar e padronizar os currículos do território nacional.

Com o tema “Como preencher e incrementar seu currículo Lattes”, a pesquisadora Elizabeth Teixeira, professora do Centro Universitário Luterano de Manaus (CEULM/Ulbra), apresentou nesta sexta-feira, 6/4, no Salão Canoas, auditório do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), palestra com sugestões e dicas sobre o currículo Lattes.

A palestra foi organizada pelo Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia, núcleo que oportuniza encontros, conferências, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa, ensino e promoção da saúde.

Acompanhe a entrevista com Elizabeth Teixeira:

Fiocruz Amazônia: Qual a importância do Lattes no meio acadêmico?

Elizabeth – O Lattes vai começar a espelhar a trajetória da pessoa, vai revelar o que ela tem feito, o que tem buscado, as participações, as movimentações interinstitucionais e extrainstitucionais. Quando se está num campo acadêmico é preciso se preparar para um campo profissional, e o lattes é um elemento representador, um cartão de visitas, um retrato profissional e acadêmico, sem falar nos processos seletivos. Durante a graduação a pessoa pode desejar tornar-se um bolsista de iniciação científica, de um programa ou projeto e o processo seletivo é realizado inicialmente pela análise do Lattes.

Fiocruz Amazônia: Qual a melhor maneira elaborar o resumo do Lattes?

Elizabeth – O resumo pode ser automático, cedido pela própria plataforma Lattes, extremamente quantitativo. Eu sugiro que as pessoas façam seus próprios textos, na primeira pessoa, apresentando sua trajetória em uma ordem cronológica. Na medida que você vai caminhando, você vai ter outros elementos para destacar, mas não precisa colocar nesse texto a quantidade de coisas que faz, pois o lattes já faz essa tabulação. O resumo é um texto descritivo qualitativo.

Fiocruz Amazônia: Quais as principais dificuldades encontradas no preenchimento do Lattes?

Elizabeth – Como a gente possui uma tendência de acumular, muito certificado, muito papel, e pouco tempo para atualizar, a pessoa acaba ficando parada na mesma tela e não descendo com o cursor, com isso preenche apenas as opções que são obrigatórias para o Lattes. Palavras-chaves não são obrigatória, outras informações também não, o campo das grandes áreas não é obrigatório, e acabam ficando todos em branco. A gente sugere que periodicamente, com maior regularidade, o usuário da plataforma Lattes a atualize, para não acumular papel e querer inserir vários itens de uma só vez.

Fiocruz Amazônia: Como delimitar um bom perfil profissional dentro da plataforma?

Elizabeth – O que vai definir o perfil é a palavra-chave, pois nesse campo você constrói a tendência.

Fiocruz Amazônia: Que eventos devem ser considerados como “formação complementar” e como diferenciá-los do campo  de“participação em eventos”?

Elizabeth – Formação complementar é quando o pesquisador está se formando, podendo ser a institucional formal, e a complementar é a que você pode fazer participando de oficinas, cursos, processos de atualização. Hoje, neste encontro, cada um que aqui esteve fez uma formação complementar, ou seja, são os cursos onde  se aluno ou estudante. No entanto, se durante um evento apresenta-se trabalhos, tipo resumos, pôsteres, banners, neste caso é participação em eventos. É importante salientar que na mesma oportunidade pode-se ter as duas ações.

Fiocruz Amazônia: Como você analisa a presença dos tópicos “inovação” e “popularização da ciência e tecnologia dentro da plataforma?

Elizabeth – Acredito que nos tópicos de inovação e popularização da ciência e tecnologia, nós ainda estamos muito tímidos. As pessoas tendem a imaginar que inovação é apenas quanto se patenteia algo, da mesma forma que imaginam sobre o que é a popularização. Se eu estou em um evento apresentando um trabalho, eu não estou popularizando ciência e tecnologia? É claro que eu estou. Nós precisamos quebrar essas representações que colocam tudo muito longe de nós.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Como preencher e incrementar seu currículo Lattes?

Apesar da grande utilização no meio acadêmico, especialmente para quem deseja dar continuidade aos seus estudos através de cursos de mestrado e doutorado, ou por aqueles que desde a graduação se interessam por pesquisa e fazem iniciação científica, muitas pessoas ainda não sabem exatamente o que é o currículo Lattes, ou quando sabem, têm dificuldade para preenchê-lo ou atualizá-lo.

O currículo é uma ferramenta criada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da Plataforma Lattes, com o objetivo de integrar as bases de dados, organizar e padronizar os currículos do território nacional.

Com o tema “Como preencher e incrementar seu currículo Lattes”, a pesquisadora Elizabeth Teixeira, professora do Centro Universitário Luterano de Manaus (CEULM/Ulbra), apresentou nesta sexta-feira, 6/4, no Salão Canoas, auditório do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), palestra com sugestões e dicas sobre o currículo Lattes.

A palestra foi organizada pelo Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia, núcleo que oportuniza encontros, conferências, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa, ensino e promoção da saúde.

Acompanhe a entrevista com Elizabeth Teixeira:

Fiocruz Amazônia: Qual a importância do Lattes no meio acadêmico?

Elizabeth – O Lattes vai começar a espelhar a trajetória da pessoa, vai revelar o que ela tem feito, o que tem buscado, as participações, as movimentações interinstitucionais e extrainstitucionais. Quando se está num campo acadêmico é preciso se preparar para um campo profissional, e o lattes é um elemento representador, um cartão de visitas, um retrato profissional e acadêmico, sem falar nos processos seletivos. Durante a graduação a pessoa pode desejar tornar-se um bolsista de iniciação científica, de um programa ou projeto e o processo seletivo é realizado inicialmente pela análise do Lattes.

Fiocruz Amazônia: Qual a melhor maneira elaborar o resumo do Lattes?

Elizabeth – O resumo pode ser automático, cedido pela própria plataforma Lattes, extremamente quantitativo. Eu sugiro que as pessoas façam seus próprios textos, na primeira pessoa, apresentando sua trajetória em uma ordem cronológica. Na medida que você vai caminhando, você vai ter outros elementos para destacar, mas não precisa colocar nesse texto a quantidade de coisas que faz, pois o lattes já faz essa tabulação. O resumo é um texto descritivo qualitativo.

Fiocruz Amazônia: Quais as principais dificuldades encontradas no preenchimento do Lattes?

Elizabeth – Como a gente possui uma tendência de acumular, muito certificado, muito papel, e pouco tempo para atualizar, a pessoa acaba ficando parada na mesma tela e não descendo com o cursor, com isso preenche apenas as opções que são obrigatórias para o Lattes. Palavras-chaves não são obrigatória, outras informações também não, o campo das grandes áreas não é obrigatório, e acabam ficando todos em branco. A gente sugere que periodicamente, com maior regularidade, o usuário da plataforma Lattes a atualize, para não acumular papel e querer inserir vários itens de uma só vez.

Fiocruz Amazônia: Como delimitar um bom perfil profissional dentro da plataforma?

Elizabeth – O que vai definir o perfil é a palavra-chave, pois nesse campo você constrói a tendência.

Fiocruz Amazônia: Que eventos devem ser considerados como “formação complementar” e como diferenciá-los do campo  de“participação em eventos”?

Elizabeth – Formação complementar é quando o pesquisador está se formando, podendo ser a institucional formal, e a complementar é a que você pode fazer participando de oficinas, cursos, processos de atualização. Hoje, neste encontro, cada um que aqui esteve fez uma formação complementar, ou seja, são os cursos onde  se aluno ou estudante. No entanto, se durante um evento apresenta-se trabalhos, tipo resumos, pôsteres, banners, neste caso é participação em eventos. É importante salientar que na mesma oportunidade pode-se ter as duas ações.

Fiocruz Amazônia: Como você analisa a presença dos tópicos “inovação” e “popularização da ciência e tecnologia dentro da plataforma?

Elizabeth – Acredito que nos tópicos de inovação e popularização da ciência e tecnologia, nós ainda estamos muito tímidos. As pessoas tendem a imaginar que inovação é apenas quanto se patenteia algo, da mesma forma que imaginam sobre o que é a popularização. Se eu estou em um evento apresentando um trabalho, eu não estou popularizando ciência e tecnologia? É claro que eu estou. Nós precisamos quebrar essas representações que colocam tudo muito longe de nós.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Estudantes conhecem mais detalhes sobre vírus da Aids,  na Semana de C&T

Mesmo com muita informação disponível e o avanço de pesquisas, ainda há muito desconhecimento sobre o vírus da Imunodeficiência humana (Human Immunodeficency Virus – HIV), causador da Aids. Nesse sentido, o biólogo e doutorando em Biologia Celular e Molecular pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), André de Lima Corado, ministrou na quinta-feira (23/11), a palestra ‘Epidemiologia Molecular do HIV’, para alunos do Ensino Fundamental, do Colégio da Polícia Militar Áurea Braga, localizado no bairro Cidade do Leste.

A atividade fez parte da programação da 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pela Fiocruz Amazônia, no Espaço da Cidadania Ambiental (Ecam), no Manauara Shopping, das 10h às 16h. O evento ocorre também na sede do ILMD, a partir das 19h, até esta sexta-feira (24/11).

A temática é muito importante porque o Amazonas, desde 2006, vem ultrapassando a média nacional de detecção de pessoas infectadas pelo vírus HIV, sendo o segundo no ranking nacional, há dois anos consecutivos, segundo a Coordenação Estadual de DST/Aids, via Boletim Epidemiológico do (MS). Outro motivo de grande preocupação é que em alguns grupos, o HIV/Aids vem crescendo substancialmente, dentre esses em jovens na faixa dos 15 e 24 anos e em homens que praticam sexo com homens.

Para ele, a ciência e a academia têm que se aproximar cada vez mais da população e esta iniciativa da Fiocruz Amazônia fortalece ainda mais a divulgação científica. “É fantástico poder passar numa linguagem popular o que você está aprendendo, pois as pessoas se informam e isso se torna um círculo de conhecimento e isso contribui para mudar a visão das pessoas sobre determinados assuntos”, afirmou André Corado, a respeito de sua experiência na SNCT.

Durante a palestra, foram explicadas desde a origem e história do vírus, os diferentes tipos, as maneiras de transmissão, como prevenir, os principais sintomas, o diagnóstico e o tratamento. Além disso, o pesquisador mostrou o cenário de ocorrências do HIV no mundo e no Amazonas.

“É um dos Estados com maior incidência do vírus. Isso acontece, principalmente, na minha opinião, devido ao desenvolvimento dos testes diagnósticos, de forma eficaz e também a carência de informação por parte das pessoas contribui, mas há diversos fatores”, informou.

Sob a orientação do professor doutor Felipe Naveca, ele desenvolve a pesquisa de doutorado voltada para a Zika e a Imunogenética. “Buscamos entender se as diferenças genéticas nos indivíduos trazem diferença na infecção pela Zika. Se por exemplo, o indivíduo, que apresenta os sintomas da doença, tem uma genética diferente dos que não tiveram. Se a genética pode favorecer a doença”, explicou, informando que até 2020 o doutorado deverá ser concluído.

PROGRAMAÇÃO ENCERRA NESTA SEXTA-FEIRA

As atividades da 14ª SNCT, realizada pela Fiocruz Amazônia em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), continuam nesta sexta-feira (24/11), das 10h às 12h, com uma palestra no Espaço Ecam, realizada pela pesquisadora Luiza Garnelo, intitulada ‘Desigualdades Sociais na Amazônia’. No período da tarde, das 14h às 16h, a palestrante Laissa Barroso, falará sobre ‘Dermatófitos’. À noite, das 19h às 21h, no Salão Canoas, o público poderá assistir a palestra sobre a ‘Pesquisa no diagnóstico e controle da malária’, com as estudantes de pós-graduação Juliana Glória e Késsia Caroline Alves. As atividades são abertas ao público, com entrada franca.

SERVIÇO

O quê? Atividades da Fiocruz Amazônia na 14ª SNCT

Quando? 21 a 24 de novembro de 2017

Onde? Espaço Ecam (Manauara Shopping) e Salão Canoas  (sede do ILMD/Fiocruz Amazônia)

Que horas? 10h às 16h (Espaço Ecam – no Manauara Shoping) e das 19h às 21h (ILMD/Fiocruz Amazônia – rua Teresina, 476, Adrianópolis).

Por Cristiane Barbosa
Fotos: Cristiane Barbosa
Edição Marlúcia Seixas

Centro de Estudos do ILMD promove palestra sobre flebotomíneos

Os insetos estão presentes em todos os ambientes, e algumas espécies não encontram barreiras nos espaços urbanos, pelo contrário, reproduzem-se facilmente nas cidades.  A palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), traz em seu título o questionamento “Os flebotomíneos estão se tornando sinantrópicos na Amazônia Central”?

O tema será abordado pelo pesquisador e professor Felipe Arley Pessoa, na sexta-feira, 24/3, às 9h, no Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Segundo Felipe Pessoa, devido ao longo processo de desmatamento e ocupação, particularmente no Nordeste e Sudeste do País, pesquisadores observaram um processo de urbanização ou sinantropização  dos flebotomíneos e, consequentemente, a transmissão de leishmanioses em áreas urbanizadas, particularmente em áreas socioeconômicas de baixa renda.

Ele alerta que na Região Amazônica, esse processo de sinantropização dos flebótomos, ainda vem sendo pouco acompanhado, no entanto, há alguns resultados que mostram que esse fenômeno pode estar avançando em áreas ocupadas por assentamentos rurais, próximas de Manaus.

Os flebótomos são insetos pequenos que habitam em praticamente todos os ecótopos brasileiros, algumas espécies são transmissoras de leishmanioses, doenças que antes eram associadas apenas a áreas florestadas e rurais.

SOBRE O PALESTRANTE

Felipe Arley Pessoa é biólogo, graduado pela Universidade Federal do Ceará, mestre e doutor em Ciências Biológicas (Entomologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e pesquisador titular em Saúde Pública do ILMD/Fiocruz Amazônia. Atua em Parasitologia, com ênfase em entomologia médica (ecologia, epidemiologia, sistemática e filogenia).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia  Seixas

Foto: Arquivo ILMD/Fiocruz Amazônia