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Fapeam amplia cota de bolsas para o Programa de Apoio à Iniciação Científica

O lançamento do edital do PAIC está previsto para acontecer no mês de maio. A implementação das bolsas deve ocorrer a partir de agosto

 Após investimento da ordem de R$ 26,6 milhões de recursos próprios, nos primeiros meses deste ano, por meio do lançamento dos editais dos programas de fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) anuncia nova conquista. A cota de bolsas do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) será ampliada. A decisão foi divulgada durante reunião da Câmara de Pesquisa da fundação.

 O lançamento do edital do PAIC está previsto para acontecer ainda no mês de maio. A implementação das bolsas deve ocorrer a partir de agosto. A quantidade das bolsas saltará de 773 para 1000 – adicional de 227, o que representa um aumento de aproximadamente 30%.

De acordo com o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, essa decisão fortalece ainda mais as ações governamentais no sentido de promover o desenvolvimento da pesquisa e o estímulo à iniciação científica nas instituições do Estado.  Ele esclarece ainda que as novas vagas serão proporcionalmente distribuídas entre as instituições de pesquisa e/ou ensino superior com atuação no Estado.

No caso do PAIC, o processo de seleção das propostas abrange duas etapas. A primeira consiste na apresentação de carta de manifestação de interesse assinada pelo dirigente da instituição proponente, acompanhada do plano de implantação ou consolidação.  A etapa posterior compreende apresentação do plano de trabalho de cada um dos bolsistas para implementação das bolsas e declaração com a lista nominal dos bolsistas referentes à cota de contrapartida da instituição.

O PAIC prevê adicionalmente a concessão de auxílio-pesquisa, correspondente a um percentual do total de bolsas implementadas em cada instituição para apoio à execução de ações relacionadas à atividade-fim do programa.  O período de concessão da cota de bolsas será de 12 meses. As instituições beneficiadas devem assumir, obrigatoriamente, contrapartida adicional tanto referente às cotas de bolsas quanto do auxílio-pesquisa.

Na última edição, foram beneficiadas pelo programa as seguintes instituições: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ),  Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMTV-HVD), Fundação Universidade do Amazonas (FUAM), Fundação de Vigilância Sanitária (FVS), Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

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Pesquisa mostra avanço no tratamento da ‘boca seca’ com laser em pacientes que passaram por Radioterapia

O estudo está sendo desenvolvido com o apoio da Fapeam por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC)

Imagine ter de comprar saliva em razão do nível baixo ou de nenhuma produção por parte das glândulas responsáveis por este fluído. Difícil imaginar, mas é o que acontece com muitas pessoas. A xerostomia, termo usado para designar a sensação de boca seca, é muito mais recorrente do que se pode imaginar e está relacionada a diversos fatores.

Estudo realizado no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) pela graduanda Bruna Cruz, do 9º período do curso de Odontologia, da Universidade Nilton Lins, visa avaliar o uso da Laserterapia em pacientes, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),  afetados pela Xerostomia em decorrência de Radioterapia na região de cabeça e pescoço.

De acordo com a pesquisadora, a laserterapia é um tratamento feito à base de laser de baixa potência e no caso específico do estudo, o objetivo é que a sua aplicação favoreça a proliferação de novas células de maneira a ampliar a produção das glândulas salivares. O projeto abrange pacientes pós-radioterapia, que não procuraram inicialmente o serviço de saúde para tratar o problema, porém, há casos em que a aplicação do laser é feita em paralelo com a radioterapia.

PesquisadoraBrunaCruzduranteapresentacaodapesquisa_CREDITO_PatríciaTrigueiro_ASCOM_FCECON03

Pesquisa apoiada pela Fapeam foi apresentada durante Congresso de Iniciação Científica na FCECON

Resultado da primeira etapa da pesquisa, já revela sinais de melhoria da qualidade vida dos pacientes assistidos. O primeiro que finalizou o tratamento aumentou 0,11 mililitros de saliva por exemplo. “Tinham pacientes que levantavam de seis a sete vezes à noite para beber água e hoje, levantam uma vez”, comenta Bruna Cruz. “Se para nós esse aumento da produção de saliva não é expressivo, para o paciente já está sendo muito importante”, completou.

Quando não tratada corretamente, a Xerostomia pode causar problemas graves de saúde, uma vez que a saliva possui diversas funções, entre as quais, lubrificar e umedecer o interior da boca, facilitando a própria fala; atuar na formação do bolo alimentar a ser digerido e ainda auxiliar no controle da quantidade de água no organismo. Pacientes xerostômicos têm a pele e lábios secos, podem ter problemas na  fonação e também  sofrer das chamadas infecções oportunistas, como  candidíase oral (infecção causada pelo excesso de fungo na boca) e  mucosite (inflamação nas mucosas orais). “Têm pessoas que precisam andar com bombom, chiclete, garrafinha com água o tempo todo e em casos mais graves, os médicos chegam a prescrever salivas artificiais”, comenta a graduanda de Medicina.

O estudo foi apresentado durante a primeira edição deste ano da Jornada de Iniciação Científica, organizada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O objetivo do evento  foi avaliar resultados parciais de 35 pesquisas. Dessas, 24 recebem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A orientadora do projeto, Prof. Drª Liz Mizobe Ono, frisa que as apresentações são parciais e a análise por parte dos componentes da banca examinadora é extremamente necessária porque auxilia no alinhamento dos projetos. Segundo ela, alguns trabalhos são voltados à qualidade de vida do paciente, como é o caso da pesquisa de tratamento da Xenofobia com Laserterapia, e outros para a melhoria do atendimento.

Conforme a diretora-técnica de Ensino e Pesquisa da FCECON, Prof. Doutora Kátia Luz Torres, o Programa de Iniciação Científica tem a missão de provocar nos alunos esse processo de aprendizagem do método científico e a jornada tem a característica de  propiciar a avaliação de projetos de estudo científico em andamento na FCecon. “Temos egressos do PAIC, que começou há oito anos na Fundação, e hoje, estão fazendo Mestrado e Doutorado”, ressaltou a diretora.

Pesquisadora Bruna Cruz durante apresentacao da pesquisa_CREDITO_Patrícia Trigueiro_ASCOM_FCECON 01

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Pesquisa mostra avanço no tratamento da ‘boca seca’ com laser em pacientes que passaram por Radioterapia

O estudo está sendo desenvolvido com o apoio da Fapeam por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC)

Imagine ter de comprar saliva em razão do nível baixo ou de nenhuma produção por parte das glândulas responsáveis por este fluído. Difícil imaginar, mas é o que acontece com muitas pessoas. A xerostomia, termo usado para designar a sensação de boca seca, é muito mais recorrente do que se pode imaginar e está relacionada a diversos fatores.

Estudo realizado no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) pela graduanda Bruna Cruz, do 9º período do curso de Odontologia, da Universidade Nilton Lins, visa avaliar o uso da Laserterapia em pacientes, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),  afetados pela Xerostomia em decorrência de Radioterapia na região de cabeça e pescoço.

De acordo com a pesquisadora, a laserterapia é um tratamento feito à base de laser de baixa potência e no caso específico do estudo, o objetivo é que a sua aplicação favoreça a proliferação de novas células de maneira a ampliar a produção das glândulas salivares. O projeto abrange pacientes pós-radioterapia, que não procuraram inicialmente o serviço de saúde para tratar o problema, porém, há casos em que a aplicação do laser é feita em paralelo com a radioterapia.

PesquisadoraBrunaCruzduranteapresentacaodapesquisa_CREDITO_PatríciaTrigueiro_ASCOM_FCECON03

Pesquisa apoiada pela Fapeam foi apresentada durante Congresso de Iniciação Científica na FCECON

Resultado da primeira etapa da pesquisa, já revela sinais de melhoria da qualidade vida dos pacientes assistidos. O primeiro que finalizou o tratamento aumentou 0,11 mililitros de saliva por exemplo. “Tinham pacientes que levantavam de seis a sete vezes à noite para beber água e hoje, levantam uma vez”, comenta Bruna Cruz. “Se para nós esse aumento da produção de saliva não é expressivo, para o paciente já está sendo muito importante”, completou.

Quando não tratada corretamente, a Xerostomia pode causar problemas graves de saúde, uma vez que a saliva possui diversas funções, entre as quais, lubrificar e umedecer o interior da boca, facilitando a própria fala; atuar na formação do bolo alimentar a ser digerido e ainda auxiliar no controle da quantidade de água no organismo. Pacientes xerostômicos têm a pele e lábios secos, podem ter problemas na  fonação e também  sofrer das chamadas infecções oportunistas, como  candidíase oral (infecção causada pelo excesso de fungo na boca) e  mucosite (inflamação nas mucosas orais). “Têm pessoas que precisam andar com bombom, chiclete, garrafinha com água o tempo todo e em casos mais graves, os médicos chegam a prescrever salivas artificiais”, comenta a graduanda de Medicina.

O estudo foi apresentado durante a primeira edição deste ano da Jornada de Iniciação Científica, organizada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O objetivo do evento  foi avaliar resultados parciais de 35 pesquisas. Dessas, 24 recebem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A orientadora do projeto, Prof. Drª Liz Mizobe Ono, frisa que as apresentações são parciais e a análise por parte dos componentes da banca examinadora é extremamente necessária porque auxilia no alinhamento dos projetos. Segundo ela, alguns trabalhos são voltados à qualidade de vida do paciente, como é o caso da pesquisa de tratamento da Xenofobia com Laserterapia, e outros para a melhoria do atendimento.

Conforme a diretora-técnica de Ensino e Pesquisa da FCECON, Prof. Doutora Kátia Luz Torres, o Programa de Iniciação Científica tem a missão de provocar nos alunos esse processo de aprendizagem do método científico e a jornada tem a característica de  propiciar a avaliação de projetos de estudo científico em andamento na FCecon. “Temos egressos do PAIC, que começou há oito anos na Fundação, e hoje, estão fazendo Mestrado e Doutorado”, ressaltou a diretora.

Pesquisadora Bruna Cruz durante apresentacao da pesquisa_CREDITO_Patrícia Trigueiro_ASCOM_FCECON 01

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Pesquisa testa se o medicamento Gabapentina é capaz de controlar a dor de pacientes no pós-operatório

Estudo pioneiro no Amazonas é feito com pacientes submetidos à cirurgia de cabeça e pescoço na FCecon

O medicamento Gabapentina, utilizado na área neurológica para tratar convulsões e dor neuropática, está sendo testado com objetivo de descobrir se ele pode ser usado no controle da dor pós-operatória em pacientes submetidos à cirurgia de cabeça e pescoço na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).

A pesquisa que conta com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC), é desenvolvida pela graduanda em Medicina, Amanda Puigcerver, que está no 5° período do curso na Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo a estudante o benefício da pesquisa é saber mais sobre a Gabapentina, um medicamento considerado muito comum no país, mas que ainda não é comumente utilizado para essa finalidade.

“No Brasil, um estudo científico envolvendo pacientes submetidos à cirurgia oncológica igual a esse ainda não foi realizado. Se os resultados apontarem o bom desempenho da Gabapentina existe a alternativa de colocarmos como um medicamento fixo na anestesia�, disse.

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Pesquisa é desenvolvida pela graduanda em Medicina, Amanda Puigcerver, da UEA no âmbito do PAIC

 

Aplicação

Conforme Amanda, para saber os efeitos da Gabapentina está sendo realizado um estudo duplo-cego com o paciente, onde o grupo de pesquisa atua com duas medicações, sendo um a Gabapentina e o outro Pregabalina, que são colocados em envelopes denominados como A e B. Os medicamentos são administrados nos pacientes sem que o grupo de pesquisa e os pacientes saibam a medicação ingerida. A identificação de cada um: A ou B é descrita apenas no prontuário de cada paciente.

“No estudo é dado o envelope A ou B para os pacientes e pedimos para eles tomem a medicação antes de se preparar para a cirurgia. Após isso, seguem para a preparação anestésica e fazem a cirurgia. Mas, antes da cirurgia verificamos numa escala de 0 a 10 o grau de dor que eles estão sentindo. Além disso, após a cirurgia, fazemos o acompanhamento com os pacientes no período de 24h e 48h  para saber o grau de  dor que ele ainda sente�, explicou.

O estudo, que começou em setembro de 2017, já analisou 20 pacientes. A previsão é que o número aumente e alcance no mínimo 80 pacientes até o fim do projeto previsto para finalizar no segundo semestre deste ano.

A estudante explicou que no fim do estudo a equipe irá analisar a medicação A e B e descobrir qual medicamento foi mais eficiente nos relatos dos pacientes para diminuir a dor.

“A partir dos resultados, vamos saber se a Gabapentina é realmente eficiente para o tratamento anestésico�, disse.

Os resultados parciais da pesquisa científica serão divulgados durante o Congresso de Iniciação Científica no FCecon no mês de fevereiro.

PAIC

 O programa visa disseminar o conhecimento científico por meio do envolvimento das instituições, pesquisadores e estudantes de graduação em todo o processo de investigação, proporcionando principalmente aos alunos a experiência prática e o desenvolvimento de habilidades em pesquisas.

 

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Texto e fotos – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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Pesquisa utilizará almofadas com dispositivos de áudio com objetivo de trazer mais conforto a pacientes da FCecon

No momento, a equipe trabalha na confecção das almofadas e finaliza a produção dos dispositivos de áudio

Uma almofada com um dispositivo de áudio será colocada em teste com objetivo de trazer mais conforto e qualidade de vida aos pacientes atendidos na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).  O equipamento foi desenvolvido pelos estudantes do Programa de Educação Tutorial (PET) de Computação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e será avaliado na prática por meio de um estudo desenvolvido pelo graduando em Medicina Mateus Catique, que está no 3º ano do curso na Ufam.

O ‘Estudo de Alternativa Humanizadora e seu Reflexo na Terapia Medicamentosa e Qualidade de Vida de Pacientes em Tratamento Quimioterápico no Serviço de Cuidados Paliativos da FCecon’, realizado por Mateus Catique, é desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) via Programa de Apoio à Pesquisa Científica (Paic).

“Estamos estudando uma alternativa, no caso deste trabalho, será feito por meio de dispositivos de áudio dentro de almofadas para os pacientes se sentirem mais confortáveis dentro do hospital e terem um contato mais próximo com os familiares. Uma vez que existe o limite de pessoas para visitação”, explicou.

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Segundo Catique, o aparelho de áudio é semelhante ao MP3, mas com algumas especificações para ser trabalhado em conjunto com a almofada.

“ O objetivo é que o dispositivo grave as mensagens dos familiares, religiosas, ou de algo que o paciente goste. É importante que tudo que será colocado no dispositivo de áudio remeta a alegria para o paciente. Tudo isso tem como objetivo fazer com que a pessoa se sinta mais confortável durante o período em que ficará no hospital”, disse.

A ideia é que a pesquisa seja feita com pacientes que permaneçam por, no mínimo, cinco dias no hospital e que estejam sob a atenção do Serviço de Tratamento da Dor e Cuidados Paliativos da FCecon.

Catique, que participa também do PET em Medicina da Ufam, disse que a questão da humanização dos pacientes é um dos assuntos priorizados durante a graduação. O estudante afirma também que existem estudos que comprovam que uma melhor estadia no hospital é capaz de proporcionar melhores resultados durante o tratamento.

Além de proporcionar mais conforto aos pacientes, o estudante disse que será feito um levantamento para saber os benefícios que as almofadas eletrônicas irão trazer para o paciente e de que forma isso irá impactar no tratamento.

No momento, a equipe trabalha na confecção das almofadas e na finalização da produção dos dispositivos de áudio. O estudo também está tramitando pelo Comitê de Ética e Pesquisa.

“Após a aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa, vamos começar a entrevistar os pacientes para selecionar os interessados em participar do estudo e também saber quais são as mensagens e o que eles gostariam que o dispositivo trouxesse até eles, assim como ensinar sobre o uso”, disse Catique.

 PAIC 

O programa visa disseminar o conhecimento científico por meio do envolvimento das instituições, pesquisadores e estudantes de graduação em todo o processo de investigação, proporcionando principalmente aos alunos a experiência prática e o desenvolvimento de habilidades em pesquisas.

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/Fapeam

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Pesquisa analisa qualidade de vida do cuidador de paciente com câncer em Manaus

O estudo quer saber como anda a qualidade de vida do cuidador para assim propor ações preventivas para ajudar na saúde do acompanhante

Uma pesquisa desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) vem analisando a qualidade de vida do cuidador familiar do paciente em internação hospitalar com diagnóstico de câncer, na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).

O estudo é realizado pela graduanda em Enfermagem Giselle Luany Jefres e orientado pela pesquisadora Júlia Mônica Benevides. O trabalho iniciou em 2016, no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica, e já avaliou 74 pessoas, que ficaram de um mês até dois anos como cuidador de paciente na FCecon. Desse número 70 são mulheres, na faixa etária de 30 a 40 anos.

A pesquisa tem previsão para terminar em 2019. Até lá, se espera coletar dados de quase 400 cuidadores. “Estamos tentando verificar não apenas o paciente, mas também o cuidador para evitar que esse acompanhante venha desencadear alguma doença e se tornar também um paciente. Na pesquisa estamos verificando de que forma podemos agir com o cuidador para evitar isso como, por exemplo, por meio da área de psicologia do hospital através de diálogos e conversas”, conta Giselle.

Segundo Giselle, para a coleta e avaliação foram realizados dois questionários, com questões sobre a vida pessoal e financeira, além das informações sobre o ambiente onde cuidador reside e sobre o tempo que acompanha o paciente durante o tratamento.

IMG_2041A graduanda em Enfermagem Giselle Luany Jefres tem previsão para terminar a pesquisa em 2019, com dados de quase 400 cuidadores

A graduanda em Enfermagem diz que o resultado do questionário mostra que todos os 74 cuidadores avaliados apresentaram qualidade de vida regular, ou seja, não é um nível elevado e nem muito baixo. Um dos fatores que pode estar associado a isso é a condição financeira.

“O fato de receber um salário mínimo pode acabar estressando o cuidador, pois não tem renda suficiente, por exemplo, para pegar o transporte e manter sua ida ao hospital. Isso acarreta estresse, desconforto e pode prejudicar o paciente, fazendo ele se sentir um “fardo” para o cuidador”, afirmou.

Essa é a primeira vez que a estudante participa de um projeto de iniciação científica. Ela destacou a importância do apoio da Fapeam no andamento da pesquisa.

“O apoio da Fapeam nos permitiu fazer essa coleta de dados, pesquisar, ampliar o nosso conhecimento e contribuir com a sociedade por meio de ações de prevenção à saúde”, destacou.

Sobre o Paic

 O programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) visa disseminar o conhecimento científico por meio do envolvimento das instituições, pesquisadores e estudantes de graduação em todo o processo de investigação, proporcionando principalmente aos alunos a experiência prática e o desenvolvimento de habilidades em pesquisas.

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Fiocruz Amazônia promove 14ª Reunião Anual de Iniciação Científica

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizará na próxima quinta-feira, dia 8/6, a 25ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) e 14ª Raic do ILMD, no âmbito do Programa de Iniciação Científica (Paic) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) da Fiocruz Amazônia de 2016/2017, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo o coordenador do Programa de Iniciação Científica (Pic) da Fiocruz Amazônia, o objetivo da reunião é divulgar e avaliar 23 projetos de pesquisa de graduandos de diferentes Instituições de ensino de Manaus. “Essa é uma oportunidade de apresentar, avaliar e fazer uma reflexão sobre os trabalhos, de fazermos também uma avaliação indireta do orientador, no intuito de sabermos se ele soube formar aquele estudante, se soube despertar vocação científica no aluno”, destacou.

Entre os trabalhos apresentados há pesquisas nas áreas epidemiologia, parasitologia, imunologia, microbiologia, inovação tecnológica, científica e social. Segundo dados do PIC/ILMD, 75% dos alunos de iniciação científica que participaram do programa, desde seu início, conseguiram se formar como mestres e doutores, além de ter conseguido ingressar na Escola Nacional de Pública de Saúde (Ensp/Fiocruz).

(Foto: Eduardo Gomes)

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica (PIC) do ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com o CNPq e Fapeam, com o objetivo de despertar a vocação científica e incentivar novos potenciais entre estudantes de graduação, além de estimular pesquisadores a envolverem os estudantes em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais.

Para Pessoa, o programa tem obtidos resultados relevantes e mostra-se como uma importante abertura de oportunidades no campo científico. “Nesses últimos anos o programa evoluiu bastante, e temos quantitativos que mostram essa evolução. Temos estudantes publicando como autores de artigos em revistas científicas em nível internacional, com bom índice de impacto. Eles estão passando nos nossos cursos de pós-graduação e também em cursos de outras instituições, como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). Temos acompanhado nesses últimos dez anos o desenvolvimento desses estudantes e só tem melhorado”, relatou.

As apresentações ocorrem no Salão Canoas, auditório da Instituição, situado à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Confira a programação AQUI.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes