Arquivo da Categoria: Paic

A árdua tarefa de entregar notícias difíceis no ambiente hospitalar é avaliada em pesquisa no Amazonas

Dar uma notícia difícil causa impactos tanto nos pacientes quanto nos profissionais de saúde  tornando-se muitas da vezes, uma árdua tarefa para as equipes de saúde e, principalmente, para os médicos.

A comunicação entre a equipe médica, família e o paciente, no processo de fim de vida é fundamental e indispensável para diminuir o impacto emocional e permitir a assimilação gradual da nova realidade. Diante disto, pesquisa buscou analisar comportamento dos profissionais da medicina em relação à terminalidade dos pacientes, identificando as dificuldades e os conflitos éticos enfrentados na comunicação de diagnósticos e prognósticos de doenças em estágio terminal.

O estudo foi desenvolvido pela estudante do 12° período de Medicina, Priscila Manuela Alves Charlete, da Universidade Nilton Lins, sob orientação do psicólogo, Ms. André Luis Sales da Costa, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon), com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas (Paic).

Priscila Charlete - Fotos Érico Xavier_-4

Segundo Priscila Charlete, a ideia da pesquisa foi tentar compreender e analisar os motivos que levam alguns profissionais de medicina em algumas situações, a omitirem informação diagnóstica de terminalidade aos pacientes com doenças ameaçadoras da vida, uma vez que a comunicação entre médico e paciente tem fundamental relevância no processo de cura, melhora ou aceitação da doença pelo paciente.

“Precisamos ampliar a discussão sobre a importância do suporte à preparação dos profissionais de medicina no que se refere à transmissão de notícias difíceis e a necessidade de instrumentalizá-los e fortalecê-los em relação ao impacto causado pela  morte. Trabalhando isso, podemos diminuir o desgaste emocional e permitir a assimilação gradual da nova situação do paciente, sem isso, o paciente não tem um bom entendimento sobre a doença que ele está enfrentando e não se constitui uma relação médico- paciente efetiva”, relata.

Para o orientador, a importância da pesquisa foi instigar, provocar e promover mudanças nas atitudes e condutas sobre a entrega de notícias difíceis. Assim, promoveremos debates que ampliem a formação do profissional de saúde a lidar com a dor do outro, desenvolver a escuta ampliada, além de inserir mudanças na grade das disciplinas de saúde que abarque o tema morte e notícias difíceis.

“Percebemos, conforme a literatura, que os profissionais de saúde ainda não sabem lidar com os aspectos emocionais advindos dos familiares e pacientes no momento da entrega da notícia difícil. Destarte, por mais que se entregue ao familiar, a notícia não é entregue de forma humanizada, parcimoniosa, e empática. Alguns casos, são delegados a outros profissionais de outros setores a tarefa da entrega do diagnóstico”, afirma.

Entrevistas

Priscila relata que foi aplicado um questionário dividido em duas partes. A primeira parte objetivou levantar o perfil sociodemográfico dos médicos. A segunda parte foi estruturada com perguntas fechadas e abertas em que o entrevistado pudesse discorrer livremente sobre o tema do roteiro.“Conforme percebido nas entrevistas, a maioria dos médicos entrega o  diagnóstico de notícias ruins, mas ainda é difícil para o profissional o manejo de transmiti-las, o fazendo com restrições ou somente à família. Segundo a literatura, essa dificuldade pode estar ligada à maneira com o médico lida com suas emoções, com o sofrimento humano em sua totalidade e, também, à ênfase deficitária e inadequada durante a graduação médica nos aspectos psicológicos e da problemática da morte”, enfatiza.

Do total de 83 médicos da Fcecon, 13 participaram da entrevista da pesquisa.

medicos-fcecon

Paic

O programa  apoia instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas. A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

O post A árdua tarefa de entregar notícias difíceis no ambiente hospitalar é avaliada em pesquisa no Amazonas apareceu primeiro em FAPEAM.

Estudo avaliou as condições de vida de moradores de rua na cidade de Manaus

O que leva uma pessoa a morar nas ruas? Quais as condições de vida dessas pessoas? Estudo científico buscou avaliar e apresentar essas questões de forma sistematizada a partir de uma investigação qualitativa voltada às condições de vida e saúde de pessoas em situação de rua na cidade de Manaus.

A pesquisa finalizada em 2016 foi desenvolvida na época pela estudante do 5º período do curso Serviço Social, Nayara Campos,  teve uma parte de resultados descritos no livro “(Sobre) Vivências nas ruas de Manaus” que relata histórias, condições de vida e políticas públicas, a inciativa contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic). Dra. Roseane Pinheiro Palheta- Fotos Érico Xavier_-8

O projeto gerou continuidade no tema enfatizando a questão da adesão ao tratamento em HIV pela população de rua,  e atualmente está sendo desenvolvido pela aluna Lucélia Regina Araújo, do 5º período de Direito,  com a orientação da doutora em Serviço Social, Rosiane Pinheiro Palheta, da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa).

Segundo Rosiane, os estudos sobre a chamada população de rua ainda são pouco conhecidos no Brasil devido a realidade de uma população itinerante que dificulta a contagem de maneira mais contundente, e a própria conceituação sobre o que seria o “morador” de rua. “A percepção da população em situação de rua ainda necessita de um olhar mais atento e de políticas públicas que sejam dirigidas a este público, de maneira a minimizar a exclusão de toda ordem de que são vítimas, sobretudo, de políticas de habitação e assistência social, que provenha abrigo e moradia àqueles que assim desejam sair das ruas”, contou.

Para a estudante Lucélia Regina Araújo,  que está em continuidade ao trabalho, focando agora na questão da adesão ao tratamento em HIV pela população de rua, ” Os projetos são a base para as mudanças de muitas realidades e, especialmente, este que abrange uma parte marginalizada da sociedade que também precisa de atenção e ajuda. “Trazer maior qualidade de vida para eles futuramente através da pesquisa é o maior objetivo visado”, relata Lucélia.

Aplicabilidade

O estudo foi aplicado com 144 pessoas no Centro de Manaus  por meio de pesquisa de campo nas ruas, com o  apoio do Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP ) da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania – (Semasc), que visa ofertar  trabalho técnico para a análise das demandas dos usuários, orientação individual e grupal e encaminhamentos a outros serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas que possam contribuir na construção da autonomia, da inserção social e da proteção às situações de violência.

Segundo Rosiane Palheta, algumas características foram observadas conforme o mapeamento: retificou-se que os resultados quanto ao gênero, a população em situação de rua em sua maioria, é do sexo masculino e  que o maior percentual de pessoas em situação de rua é na  faixa etária é de  31 a 40 anos. Pessoas acima de 60 anos registraram o menor número durante o período pesquisa.

Infos-Jessie-1J

A partir da análise dos dados foi possível compreender as inúmeras estratégias e dificuldades na qual as pessoas em situação de rua têm que enfrentar no seu dia a dia para sobreviver; são pessoas que se encontram expostas a condições de vida precárias, sem acesso aos direitos básicos, entretanto, muitas pessoas optam por estar na rua por considerá-la o lugar de maior representatividade da proteção e da liberdade.

Dra. Roseane Pinheiro Palheta- Fotos Érico Xavier_-5

Rosiane explica que em muitos casos percebeu-se que a saída das ruas não é vista como  evento positivo ou não significa necessariamente melhoria de vida, pois a rua representa por si, fonte de sobrevivência, trabalho e, sobretudo, espaço profícuo de relações sociais e estabelecimento de vínculos afetivos representativos.

“Durante a pesquisa, conversando com os moradores, muitos deles se acostumam com a vida na rua e maioria não quer sair; quando se retira um indivíduo da rua, contra a sua vontade, há todo um processo, que muitas vezes não é o melhor caminho, quando a necessidade de reprodução de vida está vinculada à rua. São conhecidos alguns casos de moradores que foram retirados das ruas e não conseguiram se adaptar em outro estilo de vida, alguns até adoecem”, relata.

A questão das pessoas em situação de rua  na maioria das vezes está ligada à família, desemprego, conflitos familiares, dependência química, problemas psíquicos, abandono, rompimento de vínculos afetivos, dentre outros. “A situação de rua tem um vínculo muito presente com as questões familiares, geralmente, desencadeadas na infância. Em muitos depoimentos foram bem presentes situações de violência e estupro por algum membro da família, o que levou ao abandono do lar, como única forma de sair da situação de violência”,  relata a pesquisadora.

 

Infos-Jessie-2-1J

 

 

Levantamento

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), uma fundação pública federal vinculada ao Ministério da Economia, com base nos últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de  2015, o Brasil tem 101 mil moradores de rua, a pesquisa aponta que a maior parte  esta concentrada nos municípios.  Conforme a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), em Manaus, a maior parte se concentra no centro da capital Amazonense  e não há dados sobre números oficiais dessa população.

Sobre o Paic

O programa apoia Instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas. A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suellen Sousa

O post Estudo avaliou as condições de vida de moradores de rua na cidade de Manaus apareceu primeiro em FAPEAM.

Fapeam e Hemoam debatem programas de pesquisa e de formação de recursos humanos

A diretoria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) reuniu-se nesta quarta-feira (26/6) com a diretoria da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) para tratar de assuntos relacionados a programas de pesquisa e formação de recursos humanos. O encontro ocorreu na sede da Fapeam, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Na pauta da reunião estavam o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad) e o Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado), dentre outros assuntos.

26.06.2019 - REUNIÃO FAPEAM E HEMOAM  - FOTOS ÉRICO XAVIER_-10

Na oportunidade, o Hemoam também apresentou à Fapeam o trabalho desenvolvido pela instituição no Amazonas.

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales,  disse que a interlocução entre as instituições é algo importante e necessária. Destacou a relevância  dos resultados de investimentos em ciência, tecnologia e inovação, principalmente oriundos do recurso público, chegarem até a sociedade.

A  diretora-presidente do Hemoam Maria do Perpetuo Socorro Sampaio, destacou a parceria firmada entre o Hemocentro e a  Fapeam na realização de projetos  de pesquisa, ensino e  inovação.  “Nós temos parceria com a Fapeam no curso de Mestrado em Ciências Aplicadas à Hematologia no Amazonas, Paic e outros projetos. Temos um campo de pesquisa muito grande no Hemoam,  que trabalha  toda a parte da hematologia  e hemoterapia do Amazonas”, comentou.

26.06.2019 - REUNIÃO FAPEAM E HEMOAM  - FOTOS ÉRICO XAVIER_-7

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

 

O post Fapeam e Hemoam debatem programas de pesquisa e de formação de recursos humanos apareceu primeiro em FAPEAM.

Trabalhos de iniciação científica apoiados pela Fapeam são premiados em evento

Seis pesquisas desenvolvidas por estudantes de iniciação científica, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), receberam certificado de menção honrosa durante evento de premiação da 16ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), na tarde desta quarta-feira (19/6), no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.

Os trabalhos premiados são nas seguintes categorias: microbiologia, biotecnologia e prospecção, parasitologia, entomologia, saúde coletiva e epidemiologia e inovação tecnológica.

O reconhecimento é pelos resultados obtidos nas pesquisas desenvolvidas durante a edição do Programa de Iniciação Científica (PIC) 2018/2019 na Fiocruz Amazônia.  Os trabalhos foram avaliados por consultores ad hoc, ou seja, especialistas que compõem bancas externas, que selecionaram os melhores projetos da edição.

No total, 27 projetos foram apresentados no período de 17 a 19 de junho, na Raic. Desse número, 22 contaram com apoio da Fapeam, por meio de bolsas, via o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic). “Os estudantes conseguem visualizar o tanto que a pesquisa científica pode ser essencial para dar continuidade ou não, posteriormente, a uma pós-graduação”,  disse a coordenadora do PIC, Priscila Aquino. 

O diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, destacou o trabalho desenvolvido pela Fapeam no apoio à formação de recursos humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), em especial citou o Paic. “É um dos melhores programas que existe na área de formação de recursos humanos, porque você começa a fazer a cadeia de formação por meio dos alunos que ainda estão na graduação. Isso proporciona uma experiência  maravilhosa para os estudantes e também o início da carreira profissional. Por mais que o aluno não siga o caminho da pesquisa, tenho certeza que a vivência no programa é importante e impacta de alguma forma na vida deles”, disse.

Premiados

Os seis bolsistas premiados são: 1. Vitória Graziela Lopes Dutra – Perfil de virulência e resistência à antibióticos de amostras de Enterococcus sp. isolados de amostras clínicase ambientais da comunidade do Lago do Limão no município de Iranduba – AM; 2. Daniela Marinho da Silva – Protease fibrinolítica de Penicillium spp CFAM: otimização e caracterização bioquímica; 3. Thaís Pinto Nascimento – Detecção e identificação de filárias zoonóticas em Sauim de coleira; 4. Heliana Christy Matos Belchior – Identificação de espécies de mosquitos Culex (Melanoconion) Theobald, 1903 em uma área de Assentamento Rural Amazônico; 5. Luiz Antonio Perfeto Oliveira Silva – Controle de Aedes spp. com Estações Disseminadoras de Larvicida no Bairro da Glória, Manaus – AM; 6. Nailu Flor Chenini de Carvalho Reis – Análise de sobrevida e fatores associados ao óbito de doentes internados com tuberculose, Manaus, 2010 a 2018.

FOTO MELHORES PROJETOS

Seis pesquisas desenvolvidas por estudantes de iniciação científica, com apoio da Fapeam, receberam certificado de menção honrosa. Foto: Érico Xavier

Um dos trabalhos premiados foi desenvolvido pela graduanda em Biologia, Heliana Belchior, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas do Amazonas (Ifam).  O estudo foi realizado no Assentamento Rural de Rio Pardo, no município de Presidente Figueiredo, distante a 160 km de Manaus, com objetivo de realizar um levantamento da fauna e identificar as espécies de Culex (Melanoconion) em diferentes ambientes. O material utilizado para o estudo são mosquitos oriundos de coletas realizadas em 2017 e 2018.

Segundo Heliana, existe uma variação bem grande dentro desse grupo e o processo de identificação da espécie é lento, podendo  ter ou não espécies novas no Amazonas, ou pode ser variação fenotípica.

“Trabalhamos com complexo de espécies que são apontados como vetores de arbovírus, quando se chegar à espécie, conseguimos entender quem são esses indivíduos e se eles podem ou não ser vetores dessas doenças. Esse início é fundamental porque a partir dele é possível entender quem é o vetor, onde está, o que ele pode  transmitir e se isso pode causar algum dano para humanos. Já entra a parte da saúde pública. É um trabalho pequeno, mas que faz muita diferença mais a frente” contou.

Outro estudo premiado na Raic foi do  graduando em Licenciatura em Ciências Biológicas, Luiz Antônio Perfeto, da Faculdade Estácio do Amazonas. “Fomos até o bairro e instalamos ovitrampas, (armadilhas que capta larvas e mosquitos) para ajudar no combate ao mosquito transmissor da zika, dengue, chikungunya. As Estações Disseminadoras de Larvicida são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida e que para funcionarem necessitam de certa quantidade de água para atrair os mosquitos. Quando os mosquitos pousam na estação partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpos dos mosquitos, que acabam levando o produto para outros criadouros e, com isso, consegue matar suas larvas, por isso que é chamado de Larvicidas, porque age nas larvas, ocasionando o controle da circulação e multiplicação dos mosquitos”, explicou.

Paic

O programa  apoia instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas.

A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

Por Helen de Melo

 

O post Trabalhos de iniciação científica apoiados pela Fapeam são premiados em evento apareceu primeiro em FAPEAM.

Fapeam amplia número de bolsas para estudantes de iniciação científica no Amazonas

As instituições de ensino e pesquisa do Amazonas vão receber um reforço aos seus programas de iniciação científica. Num empenho do Governo do Estado em fortalecer a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) amplia a oferta de cotas de bolsas para o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) edição 2019-2020.

A nova edição do programa contará com investimento de mais de R$ 7 milhões, divididos em cotas para bolsas e auxílio pesquisa. No total, serão 1.282 cotas de bolsas, distribuídas para estudantes de 14 instituições do Estado. Trata-se de 280 bolsas a mais que em 2018, o que representa um aumento de 28%. O valor da bolsa para estudante de iniciação científica corresponde a R$400, ao mês, por 12 meses.

A Fapeam manteve  o apoio às coleções biológicas das instituições de ensino e pesquisa do Amazonas. Serão 12 bolsas exclusivas para esse pleito, a serem distribuídas entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

 

MICHELE SANCHES - DOUTORANDA - INPA - FOTO ERICO X._-4

Fapeam amplia número de bolsas para estudantes de iniciação científica no Amazonas. Foto: Érico Xavier

 

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, ressaltou que o Governo do Estado, por meio da Fapeam, tem reafirmado seu compromisso com a CT&I no Amazonas, ao dedicar atenção especial aos programas que possibilitam aos jovens vivenciarem o processo de iniciação científica.

“A Fapeam tem avaliado todas as possibilidades para atender às demandas postas pelas instituições de CT&I, sobretudo, dedicando-se estrategicamente no incentivo aos estudantes para que possam crescer nas atividades de pesquisa. O Paic possibilita aos estudantes de graduação o envolvimento com a ciência e qualificação, por meio da vivência em projetos de iniciação científica, bem como fortalece o cenário de formação de recursos humanos  com uma possível continuidade acadêmica em nível de mestrado e doutorado”, disse.

Diretora Presidente da FAPEAM Márcia Perales  - Fotos Érico Xavier. _-2

Márcia Perales – diretora-presidente da Fapeam. Foto: Érico Xavier

 

Cotas de bolsas para instituições

A distribuição das bolsas será entre as seguintes instituições: Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas do Amazonas (Ifam), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta (Fuam), Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), ILMD/Fiocruz Amazônia, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), UEA e Ufam.

Paic

O programa  apoia instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas.

A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 

Por Esterffany Martins

O post Fapeam amplia número de bolsas para estudantes de iniciação científica no Amazonas apareceu primeiro em FAPEAM.

Estudo detecta casos de desvio de septo em pacientes com inflamação no Ouvido

A pesquisa foi realizada no ambulatório detectado em 31 pacientes

Um estudo científico realizado na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) detectou a ligação de problemas relacionados ao ouvido com desvio de septo no nariz, alteração que impede o nariz de realizar suas funções no sistema respiratório. A pesquisa foi realizada pelo graduando em Medicina, Adnaldo Maia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O estudo foi desenvolvido no âmbito do Programa de Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).  O programa é voltado para o desenvolvimento do pensamento científico e iniciação à pesquisa de estudantes de graduação do ensino superior.

Segundo o estudante, para a pesquisa foram avaliados 31 pacientes, acima de 18 anos, atendidos no Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial da FHAJ. Desse número, todos apresentavam queixas no ouvido e sintomas nasais.

IMG_5810

Graduando em Medicina, Adnaldo Maia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

“Alguns pacientes já tinham mais de 10 anos que não escutavam direito junto a isso outro sintoma associado era o prurido, quando o nariz coça muito e também viviam com rinite. Os resultados foram iguais aos que estão descritos na literatura estes pacientes realmente tinham muitas alterações, além de uma duração da doença de ouvido muito longa”, explicou.

Maia diz que o problema se não tratado faz com que o paciente sofra com a doença no ouvido que em alguns casos pode levar até mesmo a perda auditiva, quando os sintomas de rinite e sinusite são frequentes.

Com o resultado da pesquisa, o estudante esperar contribuir para que algum tipo de protocolo seja criado na Fundação e que possa ajudar os profissionais que trabalham no ambulatório no diagnóstico.

“Imagina uma paciente com quase 14 anos com perda da audição e da qualidade de vida. É importante esse conhecimento por meio da pesquisa científica para melhorar o atendimento e a vida nosso paciente”, contou.

Texto- Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon 

O post Estudo detecta casos de desvio de septo em pacientes com inflamação no Ouvido apareceu primeiro em FAPEAM.

Fapeam investe em pesquisas na área da saúde e na formação de capital intelectual no Amazonas

R$22 milhões já foram investidos em projetos na área da saúde, além de 40 mil bolsas na formação de recursos humanos

Mais de 40 mil bolsas nas modalidades de iniciação científica júnior, iniciação científica, mestrado e doutorado foram apoiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), de 2003 a 2017. Os dados foram apresentados na manhã desta quinta-feira (13) pelo diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, durante o seminário de 10 anos do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), bairro Cachoeirinha, zona Sul de Manaus.

Durante o evento, Reis falou sobre o trabalho desenvolvido pela Fapeam, como as áreas de atuação da instituição e  parte do trabalho realizado pela Fundação na área da saúde e na formação de recursos humanos.

IMG_7810

Diretor técnico-científica da Fapeam disse que R$22 milhões já foram investidos em projetos na área da saúde e mais de 40 mil bolsas foram apoiadas na formação de recursos humanos

Sobre os projetos de pesquisas na área da saúde, de 2005 até 2018, já foram investidos mais de R$22 milhões para apoiar 156 projetos científicos.

Reis disse ainda que está previsto para o início de 2019 o lançamento de um edital inédito no Amazonas que é do Programa de Cooperação para Consolidação da Pós-graduação e Formação de Recursos Humanos no Amazonas.

 O programa será realizado pela Fapeam em parceria com Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes),  visando a melhoria da qualidade dos programas de pós-graduação Stricto Sensu no Amazonas.

Seminário

Durante o evento que celebrou uma década do Paic na FHAJ, a Fapeam foi homenageada pela iniciativa do programa no Amazonas. O agraciamento também foi feito aos colaboradores da Fundação pela parceria e presteza no atendimento ao longo de 10 anos.

O Paic é um programa desenvolvido pela Fapeam para apoiar, com recursos financeiros e bolsas institucionais, estudantes de graduação interessados no desenvolvimento de pesquisa em instituições públicas e privadas do Amazonas.

“A Fapeam fica feliz com tantos resultados positivos que o Paic proporcionou durante esse período a FHAJ. Esse é um dos papeis da Fundação, contribuir na formação de pessoas. Nosso grande desafio é elevar o patamar das pesquisas desenvolvidas no Estado e uma das formas de fazer isso é com investimento em pesquisa” afirma o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis.

IMG_7765

Fapeam foi homenageada por fomentar o Programa de Apoio à Iniciação Científica no Amazonas

O diretor de Ensino e Pesquisa da FHAJ, Dr. Raymison Monteiro, parabenizou a Fapeam pelo Paic e disse que o programa é um diferencial na instituição. Segundo ele, as bolsas de iniciação científica têm um marco histórico por ser o primeiro passo para despertar nos estudantes o interesse pela pesquisa.

Monteiro destacou ainda que os projetos desenvolvidos no programa participaram de eventos científicos importantes no âmbito nacional e internacional, acrescentou ainda que vários bolsistas hoje são doutores.

Para a coordenadora do Paic, Dra. Rosiane Palheta, a Fapeam tem um papel primordial para desenvolvimento do programa na FHAJ. Segundo ela, um total de 40% dos estudantes que passaram pelo programa seguem para pós-graduação Stricto Sensu.

“Essa parceria tem sido muito boa, pois a cada ano a cota de bolsa é cedida. Essas bolsas têm contribuído para  formação de recursos humanos no Amazonas. Tudo isso tem sido importante para realização da pesquisa científica na FHAJ”, disse.

Em comemoração aos 10 anos do programa também foi realizado o lançamento dos anais do PAIC, com objetivo de divulgar as pesquisas desenvolvidas e a produção científica no Estado.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

O post Fapeam investe em pesquisas na área da saúde e na formação de capital intelectual no Amazonas apareceu primeiro em FAPEAM.

Fapeam amplia cota de bolsas para o Programa de Apoio à Iniciação Científica

O lançamento do edital do PAIC está previsto para acontecer no mês de maio. A implementação das bolsas deve ocorrer a partir de agosto

 Após investimento da ordem de R$ 26,6 milhões de recursos próprios, nos primeiros meses deste ano, por meio do lançamento dos editais dos programas de fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) anuncia nova conquista. A cota de bolsas do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) será ampliada. A decisão foi divulgada durante reunião da Câmara de Pesquisa da fundação.

 O lançamento do edital do PAIC está previsto para acontecer ainda no mês de maio. A implementação das bolsas deve ocorrer a partir de agosto. A quantidade das bolsas saltará de 773 para 1000 – adicional de 227, o que representa um aumento de aproximadamente 30%.

De acordo com o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, essa decisão fortalece ainda mais as ações governamentais no sentido de promover o desenvolvimento da pesquisa e o estímulo à iniciação científica nas instituições do Estado.  Ele esclarece ainda que as novas vagas serão proporcionalmente distribuídas entre as instituições de pesquisa e/ou ensino superior com atuação no Estado.

No caso do PAIC, o processo de seleção das propostas abrange duas etapas. A primeira consiste na apresentação de carta de manifestação de interesse assinada pelo dirigente da instituição proponente, acompanhada do plano de implantação ou consolidação.  A etapa posterior compreende apresentação do plano de trabalho de cada um dos bolsistas para implementação das bolsas e declaração com a lista nominal dos bolsistas referentes à cota de contrapartida da instituição.

O PAIC prevê adicionalmente a concessão de auxílio-pesquisa, correspondente a um percentual do total de bolsas implementadas em cada instituição para apoio à execução de ações relacionadas à atividade-fim do programa.  O período de concessão da cota de bolsas será de 12 meses. As instituições beneficiadas devem assumir, obrigatoriamente, contrapartida adicional tanto referente às cotas de bolsas quanto do auxílio-pesquisa.

Na última edição, foram beneficiadas pelo programa as seguintes instituições: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ),  Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMTV-HVD), Fundação Universidade do Amazonas (FUAM), Fundação de Vigilância Sanitária (FVS), Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O post Fapeam amplia cota de bolsas para o Programa de Apoio à Iniciação Científica apareceu primeiro em FAPEAM.

Pesquisa mostra avanço no tratamento da ‘boca seca’ com laser em pacientes que passaram por Radioterapia

O estudo está sendo desenvolvido com o apoio da Fapeam por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC)

Imagine ter de comprar saliva em razão do nível baixo ou de nenhuma produção por parte das glândulas responsáveis por este fluído. Difícil imaginar, mas é o que acontece com muitas pessoas. A xerostomia, termo usado para designar a sensação de boca seca, é muito mais recorrente do que se pode imaginar e está relacionada a diversos fatores.

Estudo realizado no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) pela graduanda Bruna Cruz, do 9º período do curso de Odontologia, da Universidade Nilton Lins, visa avaliar o uso da Laserterapia em pacientes, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),  afetados pela Xerostomia em decorrência de Radioterapia na região de cabeça e pescoço.

De acordo com a pesquisadora, a laserterapia é um tratamento feito à base de laser de baixa potência e no caso específico do estudo, o objetivo é que a sua aplicação favoreça a proliferação de novas células de maneira a ampliar a produção das glândulas salivares. O projeto abrange pacientes pós-radioterapia, que não procuraram inicialmente o serviço de saúde para tratar o problema, porém, há casos em que a aplicação do laser é feita em paralelo com a radioterapia.

PesquisadoraBrunaCruzduranteapresentacaodapesquisa_CREDITO_PatríciaTrigueiro_ASCOM_FCECON03

Pesquisa apoiada pela Fapeam foi apresentada durante Congresso de Iniciação Científica na FCECON

Resultado da primeira etapa da pesquisa, já revela sinais de melhoria da qualidade vida dos pacientes assistidos. O primeiro que finalizou o tratamento aumentou 0,11 mililitros de saliva por exemplo. “Tinham pacientes que levantavam de seis a sete vezes à noite para beber água e hoje, levantam uma vez”, comenta Bruna Cruz. “Se para nós esse aumento da produção de saliva não é expressivo, para o paciente já está sendo muito importante”, completou.

Quando não tratada corretamente, a Xerostomia pode causar problemas graves de saúde, uma vez que a saliva possui diversas funções, entre as quais, lubrificar e umedecer o interior da boca, facilitando a própria fala; atuar na formação do bolo alimentar a ser digerido e ainda auxiliar no controle da quantidade de água no organismo. Pacientes xerostômicos têm a pele e lábios secos, podem ter problemas na  fonação e também  sofrer das chamadas infecções oportunistas, como  candidíase oral (infecção causada pelo excesso de fungo na boca) e  mucosite (inflamação nas mucosas orais). “Têm pessoas que precisam andar com bombom, chiclete, garrafinha com água o tempo todo e em casos mais graves, os médicos chegam a prescrever salivas artificiais”, comenta a graduanda de Medicina.

O estudo foi apresentado durante a primeira edição deste ano da Jornada de Iniciação Científica, organizada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O objetivo do evento  foi avaliar resultados parciais de 35 pesquisas. Dessas, 24 recebem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A orientadora do projeto, Prof. Drª Liz Mizobe Ono, frisa que as apresentações são parciais e a análise por parte dos componentes da banca examinadora é extremamente necessária porque auxilia no alinhamento dos projetos. Segundo ela, alguns trabalhos são voltados à qualidade de vida do paciente, como é o caso da pesquisa de tratamento da Xenofobia com Laserterapia, e outros para a melhoria do atendimento.

Conforme a diretora-técnica de Ensino e Pesquisa da FCECON, Prof. Doutora Kátia Luz Torres, o Programa de Iniciação Científica tem a missão de provocar nos alunos esse processo de aprendizagem do método científico e a jornada tem a característica de  propiciar a avaliação de projetos de estudo científico em andamento na FCecon. “Temos egressos do PAIC, que começou há oito anos na Fundação, e hoje, estão fazendo Mestrado e Doutorado”, ressaltou a diretora.

Pesquisadora Bruna Cruz durante apresentacao da pesquisa_CREDITO_Patrícia Trigueiro_ASCOM_FCECON 01

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

O post Pesquisa mostra avanço no tratamento da ‘boca seca’ com laser em pacientes que passaram por Radioterapia apareceu primeiro em FAPEAM.

Pesquisa mostra avanço no tratamento da ‘boca seca’ com laser em pacientes que passaram por Radioterapia

O estudo está sendo desenvolvido com o apoio da Fapeam por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC)

Imagine ter de comprar saliva em razão do nível baixo ou de nenhuma produção por parte das glândulas responsáveis por este fluído. Difícil imaginar, mas é o que acontece com muitas pessoas. A xerostomia, termo usado para designar a sensação de boca seca, é muito mais recorrente do que se pode imaginar e está relacionada a diversos fatores.

Estudo realizado no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) pela graduanda Bruna Cruz, do 9º período do curso de Odontologia, da Universidade Nilton Lins, visa avaliar o uso da Laserterapia em pacientes, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),  afetados pela Xerostomia em decorrência de Radioterapia na região de cabeça e pescoço.

De acordo com a pesquisadora, a laserterapia é um tratamento feito à base de laser de baixa potência e no caso específico do estudo, o objetivo é que a sua aplicação favoreça a proliferação de novas células de maneira a ampliar a produção das glândulas salivares. O projeto abrange pacientes pós-radioterapia, que não procuraram inicialmente o serviço de saúde para tratar o problema, porém, há casos em que a aplicação do laser é feita em paralelo com a radioterapia.

PesquisadoraBrunaCruzduranteapresentacaodapesquisa_CREDITO_PatríciaTrigueiro_ASCOM_FCECON03

Pesquisa apoiada pela Fapeam foi apresentada durante Congresso de Iniciação Científica na FCECON

Resultado da primeira etapa da pesquisa, já revela sinais de melhoria da qualidade vida dos pacientes assistidos. O primeiro que finalizou o tratamento aumentou 0,11 mililitros de saliva por exemplo. “Tinham pacientes que levantavam de seis a sete vezes à noite para beber água e hoje, levantam uma vez”, comenta Bruna Cruz. “Se para nós esse aumento da produção de saliva não é expressivo, para o paciente já está sendo muito importante”, completou.

Quando não tratada corretamente, a Xerostomia pode causar problemas graves de saúde, uma vez que a saliva possui diversas funções, entre as quais, lubrificar e umedecer o interior da boca, facilitando a própria fala; atuar na formação do bolo alimentar a ser digerido e ainda auxiliar no controle da quantidade de água no organismo. Pacientes xerostômicos têm a pele e lábios secos, podem ter problemas na  fonação e também  sofrer das chamadas infecções oportunistas, como  candidíase oral (infecção causada pelo excesso de fungo na boca) e  mucosite (inflamação nas mucosas orais). “Têm pessoas que precisam andar com bombom, chiclete, garrafinha com água o tempo todo e em casos mais graves, os médicos chegam a prescrever salivas artificiais”, comenta a graduanda de Medicina.

O estudo foi apresentado durante a primeira edição deste ano da Jornada de Iniciação Científica, organizada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O objetivo do evento  foi avaliar resultados parciais de 35 pesquisas. Dessas, 24 recebem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A orientadora do projeto, Prof. Drª Liz Mizobe Ono, frisa que as apresentações são parciais e a análise por parte dos componentes da banca examinadora é extremamente necessária porque auxilia no alinhamento dos projetos. Segundo ela, alguns trabalhos são voltados à qualidade de vida do paciente, como é o caso da pesquisa de tratamento da Xenofobia com Laserterapia, e outros para a melhoria do atendimento.

Conforme a diretora-técnica de Ensino e Pesquisa da FCECON, Prof. Doutora Kátia Luz Torres, o Programa de Iniciação Científica tem a missão de provocar nos alunos esse processo de aprendizagem do método científico e a jornada tem a característica de  propiciar a avaliação de projetos de estudo científico em andamento na FCecon. “Temos egressos do PAIC, que começou há oito anos na Fundação, e hoje, estão fazendo Mestrado e Doutorado”, ressaltou a diretora.

Pesquisadora Bruna Cruz durante apresentacao da pesquisa_CREDITO_Patrícia Trigueiro_ASCOM_FCECON 01

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

O post Pesquisa mostra avanço no tratamento da ‘boca seca’ com laser em pacientes que passaram por Radioterapia apareceu primeiro em FAPEAM.