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Com apoio da Fapeam Fiocruz Amazônia lança edital de iniciação científica

Colocar o estudante em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico esse é o objetivo da iniciação científica. O Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), tem apoiado a formação de jovens cientistas por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic).

O Programa permite às instituições de ensino e pesquisa do Estado desenvolver projetos de pesquisa com a colaboração de estudantes de graduação. Neste contexto de pandemia da Covid-19, as instituições têm inovado nos seus processos de seleção de jovens cientistas.

É o que acontece com o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que lançou na quinta-feira, 14/5, o edital e abertura de inscrições online para o Programa de Iniciação Científica (PIC), destinado a estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas, reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

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Márcia Perales, diretora-presidente da Fapeam

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, destaca que um programa de iniciação científica é majoritariamente o primeiro contato do estudante de graduação com o mundo científico, por meio da pesquisa aplicada ou básica. “Por meio desse “primeiro passo” abrem-se aos jovens pesquisadores perspectivas acadêmicas, antes desconhecidas. Além disso, ampliam-se horizontes em direção à produção inicial de novos conhecimentos nas diversas áreas, que podem contribuir para uma postura criativa, indagadora e executiva frente ao mundo e à sociedade. Esse é um caminho que também possibilita o acesso à ciência, contribuindo para a sua popularização”, acrescentou.

A parceria entre ILMD/Fiocruz Amazônia e Fapeam contribui fortemente para a consolidação da Política de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do Amazonas. Para a coordenadora do PIC da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino, o apoio da Fapeam aos estudantes, por meio de bolsas, é fundamental para a existência e desenvolvimento dos projetos de iniciação científica da Fiocruz Amazônia. “Com o financiamento das bolsas e também do auxílio-pesquisa ao PIC, a Fapeam propicia aos alunos uma experiência única, estimulando o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade para a resolutividade dos problemas estudados ou alvo da pesquisa”, comentou.

Dra. Priscila Ferreira Aquino - Fotos Érico Xavier_-152

Priscila Aquino, coordenadora do PIC no ILMD/Fiocruz Amazônia

Foram  disponibilizadas 32 cotas de bolsas, incluindo duas bolsas para as coleções existentes na Unidade, para a Fiocruz Amazônia. “Para este ano esperamos obter o preenchimento total dessas cotas com a submissão de projetos pelos pesquisadores nas diferentes linhas de pesquisa. Além disso, o incremento no número de bolsas do programa de iniciação científica pela Fapeam, diante dos diversos cortes que a ciência vem sofrendo no País, demonstra um diferencial positivo quanto ao apoio à formação de recursos humanos no Estado”, explica Priscila.

As inscrições no Programa de Iniciação Científica (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia)  iniciam na sexta-feira (15/5) e seguem até o dia 12 de junho, com o envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br

Acesse aqui ao edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

O ILMD/Fiocruz Amazonia também lançou um Banco de Currículo, para que os estudantes possam depositar seus currículos e assim facilitar o acesso dos pesquisadores aos novos talentos.

Requisitos para o PIC

Para participar do processo de seleção do PIC do ILMD/Fiocruz Amazônia o candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital. No caso de renovação de bolsa, a nota deve ser maior ou igual a 6,0.

Devido ao contexto de pandemia, o processo seletivo do PIC será todo online, e o Banco de Currículo vai facilitar aos pesquisadores a busca e seleção de estudantes interessados em participar de iniciação cientifica na Fiocruz Amazônia.

PAIC

A Fapeam via Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) oferta para a edição 2020-2021 um total de 1.283 cotas de bolsas, distribuídas para estudantes de 14 instituições de ensino e pesquisa do Estado. O valor da bolsa para estudante de iniciação científica corresponde a R$400, ao mês, por 12 meses.

Por: Departamento de Difusão do Conhecimento-Decon/Fapeam

 

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Apoio da Fapeam permite o desenvolvimento de pesquisas da educação básica ao doutorado

Oriundo do município de Nova Olinda do Norte, município amazonense a 135 quilômetros da capital, Rallyson Ferreira é hoje doutorando em Informática. O pesquisador contou  com bolsa no mestrado e agora também no doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos para o Interior do Estado do Amazonas (Proint-AM), para estudar em Manaus, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Rallyson é apenas um dos 5.877 bolsistas beneficiados pela Fapeam em 2019. O auxílio financeiro via bolsa permite que estudantes e pesquisadores como Rallyson Ferreira se dediquem ao estudo, auxiliando em despesas como alimentação, deslocamentos para a universidade e compra de livros e materiais para o desenvolvimento de pesquisas.

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Rallyson Ferreira -doutorando em Informática na Ufam

“Hoje sou professor em Itacoatiara, mas estou de licença para o doutorado. Para pessoas na minha situação, advindas do interior do Amazonas, o incentivo que a Fapeam oferece é muito importante, pois necessitamos de recursos em inúmeras situações. Primeiro, posso colocar a questão de que alguns estudantes têm família, e sem esses recursos não têm condições de ir para a capital estudar. A segunda questão é quanto a estadia e transporte em Manaus”, disse.

A formação de recursos humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) é uma das linhas de ação da Fapeam, que possibilita apoiar, por meio de bolsas, a qualificação de estudantes em Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu dentro e fora do estado, visando à instalação de competências profissionais.

A formação de jovens cientistas comprometidos com a realidade do Amazonas  tem sido estimulada desde a educação básica, com o Programa Ciência na Escola (PCE) e com o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), ambos desenvolvidos pela Fapeam.

Em 2019, 50,7% do orçamento executado pela Fapeam referiu-se a investimentos na formação de recursos humanos, o que propicia atuação de pessoas qualificadas não apenas no ensino e pesquisa, mas também para concorrer a outras vagas no mercado de trabalho e ocupar cargos de alto nível.

“Sabemos da importância desse investimento, que permite ampliar as competências relacionadas à capacitação de pessoal com iniciação científica, mestrado e doutorado no Amazonas. Este tem sido um dos compromissos do Governo do Estado: disponibilizar o pagamento das bolsas em dia para os estudantes envolvidos em projetos apoiados pela Fapeam”, disse a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales.

Apoio essencial

Carla Andrea Mendonça - Bolsista Fapeam Mestrado_-3

Carla Andrea- mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia- UEA

Carla Andrea Mendonça sabe bem como esta modalidade de apoio tem beneficiado pessoas no Amazonas. Mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), ela  também contou com apoio da Fapeam, por meio do Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad). Para ela, que defenderá no mês de março a dissertação, o curso superou as expectativas e foi algo importante para a sua formação, enquanto docente e cidadã.

“O apoio da Fapeam, por meio da bolsa, é algo muito bom, porque o aluno precisa se deslocar, comprar material didático e até mesmo participar de eventos científicos. As bolsas são importantes, principalmente, para auxiliar as pessoas que vêm do interior do estado para se dedicar exclusivamente ao estudo na capital”, comentou.

Dra. Geina Faria - Ufam Coari - Fotos Érico X._-66

Geina Faria – Doutora em Alimentos e Nutrição

Hoje doutora em Alimentos e Nutrição e professora da Ufam, no município de Coari, Geina Faria também foi beneficiada pela Fapeam com bolsa durante o mestrado e o doutorado, via Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados para o Interior do Estado do Amazonas (RH-Interiorização). Este apoio permitiu sua formação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP), na área em que sonhava, e retornasse para o Amazonas.

“O apoio da Fapeam para os bolsistas dentro e fora do Amazonas é de suma importância, porque muitas vezes essa é a única renda que a pessoa tem para se manter na execução de seus projetos de pesquisa e também para arcar com participação em congressos e taxas de revistas científicas. As bolsas que recebi foram importantes para minha manutenção e também na execução das minhas pesquisas. Por exemplo, durante o mestrado precisei me deslocar até o município de Coari para coletar dados e, no doutorado, para Manaus”.

Iniciação Científica

A aproximação da ciência com o ambiente escolar permitiu que Romildo Parente, estudante e bolsista do PCE em 2019, na  Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, compreendesse a importância da ciência e como ela está presente na vida das pessoas.

Romildo Pereira da Silva  - PCE. Fotos EX._-9

Romildo Parente- Bolsista do PCE

“O projeto do PCE trouxe diversos benefícios para a turma em relação à disciplina de Química. O objetivo foi popularizar a disciplina por meio da elaboração de sorvetes. Isso permitiu sair da teoria e passar para a prática, para que todos pudessem participar e entender como a química realmente funciona e que ela está presente no nosso dia a dia”, comentou.

Mateus Barros cursa Biomedicina no Centro Universitário Fametro, e participa pela primeira vez de um projeto de iniciação científica. A atividade realizada com apoio do Paic/Fapeam é desenvolvida na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam).

“O que me motiva é o grande contato que temos com as atividades de pesquisa da FHemoam. Além das novidades científicas, principalmente na minha área de pesquisa, que é a Imunologia, também somos familiarizados com as novas tecnologias utilizadas para a produção científica, o que proporciona um diferencial para quem participa ou participou do Programa. Acredito que tudo isso nos motiva a adentrar no campo da ciência”, disse.

Editais on-line

Os programas e chamadas públicas para concessão de bolsas são disponibilizados e executados pela Fapeam,  por meio de editais públicos, lançados  com recursos do Governo do Estado e também por meio de parcerias. Os programas contemplam diversas áreas do conhecimento e abrangem desde a pesquisa básica à aplicada; formação de recursos humanos por meio da concessão de bolsas para alunos da rede pública de ensino fundamental e médio, graduação, mestrado, doutorado do Estado, dentre outros.

Os editais são lançados e ficam disponíveis no site da instituição, no endereço eletrônico www.fapeam.am.gov.br

Por: Esterffany Martins

Fotos: Érico Xavier

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Cartilha produzida por estudantes do Amazonas alerta sobre consumo de álcool entre universitários

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O consumo abusivo de álcool mata mais 3 milhões de pessoas por ano, uma em cada vinte mortes está relacionada com o consumo de bebidas alcoólicas. Entre jovens de 20 a 29 anos a taxa alcança 13,5% , os dados são do Relatório Global sobre Álcool e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em 2018. Com pensamento de contribuir para redução desse índice, no Amazonas, universitários produziram uma cartilha educacional sobre o alcoolismo, com informações sobre o consumo de álcool no Brasil, prevenção e como o excesso da bebida  impacta negativamente na vida das pessoas.

A cartilha educativa destina-se a jovens universitários que em qualquer momento da graduação podem vir a experimentar bebidas alcoólicas e desenvolver hábitos em níveis nocivos. Diante disso, o material vem para contribuir com mais informações sobre o tema, estimular estudos, debates e reflexão sobre o assunto, principalmente entre jovens e estudantes.

Clique aqui para acessar a Cartilha Consumo de Álcool entre Universitários

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Rafaela Oliveira- graduanda em Medicina pela UEA

O projeto “Construção e validação de cartilha educacional sobre alcoolismo para estudantes universitários” foi desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), pela graduanda em Medicina, Rafaela Oliveira, que cursa o 7º período na Universidade Estado do Amazonas (UEA), sob a orientação da professora doutora, Elizabeth Texeira.

De acordo com dados da pesquisa contidos na cartilha, no Brasil 19% dos universitários brasileiros já experimentaram algum tipo de bebida alcoólica. Dentre esses, 22% estão em risco de dependência.

Pesquisa

Para elaboração do material, foi  aplicado um estudo com 91 estudantes, dos cursos de Medicina, Odontologia, Enfermagem e Educação Física da UEA, por meio de Tecnologias Educacionais (TE), uma metodologia importante para mediar práticas educativas com diversos públicos sobre diferentes assuntos, e dentre tantos, a prevenção do alcoolismo e a promoção do autocuidado entre universitários.

Rafaela Oliveira explica que o estudo trouxe a reflexão sobre o assunto entre professores e pesquisadores não apenas da UEA, mas de outras instituições. “Os estudantes que participaram leram e contribuíram com a construção da cartilha. O projeto possibilitou aos estudantes-bolsistas se apropriarem da metodologia da pesquisa de validação de TE. Também fortaleceu a área de pesquisas sobre TE, na UEA, que resultou uma linha de pesquisa do Programa de Mestrado Profissional em Enfermagem de Saúde Pública, PROENSP-UEA”, disse.

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Dra. Elizabeth Texeira- orientadora do projeto

Segundo Elizabeth Texeira, para a pesquisa foi feita a observação de comportamentos e escuta de relatos sobre situações resultantes do uso abusivo de álcool entre estudantes. A iniciativa partiu do professor Darlisom Sousa Ferreira, autor do projeto pioneiro na UEA, no qual está dando continuidade ao projeto e concluindo a 4ª e última etapa da pesquisa.

Foram realizadas quatro pesquisas todas de iniciação científica. A 1ª foi uma pesquisa na literatura científica, que gerou a 1ª versão da cartilha. A 2ª e a 3ª foram pesquisas de validação com juízes-especialistas (especialistas do campo da saúde). A 4ª e última foi também pesquisa de validação, mas com o público-alvo da cartilha, os estudantes universitários. Também foram analisadas as sugestões propostas pelos participantes, acarretando em mudanças principalmente na estética, além da diminuição do número de páginas e utilização de linguagem mais formal. Dessa forma, validou-se a tecnologia com o respectivo público-alvo, estando pronta para registro de autoria e posterior publicação e divulgação”, explicou a orientadora.

PAIC

O PAIC apoia, com recursos financeiros e bolsas institucionais, estudantes de graduação interessados no desenvolvimento de pesquisa em instituições públicas e privadas do Amazonas.

Clique aqui para acessar a Cartilha Consumo de Álcool entre Universitários

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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A árdua tarefa de entregar notícias difíceis no ambiente hospitalar é avaliada em pesquisa no Amazonas

Dar uma notícia difícil causa impactos tanto nos pacientes quanto nos profissionais de saúde  tornando-se muitas da vezes, uma árdua tarefa para as equipes de saúde e, principalmente, para os médicos.

A comunicação entre a equipe médica, família e o paciente, no processo de fim de vida é fundamental e indispensável para diminuir o impacto emocional e permitir a assimilação gradual da nova realidade. Diante disto, pesquisa buscou analisar comportamento dos profissionais da medicina em relação à terminalidade dos pacientes, identificando as dificuldades e os conflitos éticos enfrentados na comunicação de diagnósticos e prognósticos de doenças em estágio terminal.

O estudo foi desenvolvido pela estudante do 12° período de Medicina, Priscila Manuela Alves Charlete, da Universidade Nilton Lins, sob orientação do psicólogo, Ms. André Luis Sales da Costa, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon), com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas (Paic).

Priscila Charlete - Fotos Érico Xavier_-4

Segundo Priscila Charlete, a ideia da pesquisa foi tentar compreender e analisar os motivos que levam alguns profissionais de medicina em algumas situações, a omitirem informação diagnóstica de terminalidade aos pacientes com doenças ameaçadoras da vida, uma vez que a comunicação entre médico e paciente tem fundamental relevância no processo de cura, melhora ou aceitação da doença pelo paciente.

“Precisamos ampliar a discussão sobre a importância do suporte à preparação dos profissionais de medicina no que se refere à transmissão de notícias difíceis e a necessidade de instrumentalizá-los e fortalecê-los em relação ao impacto causado pela  morte. Trabalhando isso, podemos diminuir o desgaste emocional e permitir a assimilação gradual da nova situação do paciente, sem isso, o paciente não tem um bom entendimento sobre a doença que ele está enfrentando e não se constitui uma relação médico- paciente efetiva”, relata.

Para o orientador, a importância da pesquisa foi instigar, provocar e promover mudanças nas atitudes e condutas sobre a entrega de notícias difíceis. Assim, promoveremos debates que ampliem a formação do profissional de saúde a lidar com a dor do outro, desenvolver a escuta ampliada, além de inserir mudanças na grade das disciplinas de saúde que abarque o tema morte e notícias difíceis.

“Percebemos, conforme a literatura, que os profissionais de saúde ainda não sabem lidar com os aspectos emocionais advindos dos familiares e pacientes no momento da entrega da notícia difícil. Destarte, por mais que se entregue ao familiar, a notícia não é entregue de forma humanizada, parcimoniosa, e empática. Alguns casos, são delegados a outros profissionais de outros setores a tarefa da entrega do diagnóstico”, afirma.

Entrevistas

Priscila relata que foi aplicado um questionário dividido em duas partes. A primeira parte objetivou levantar o perfil sociodemográfico dos médicos. A segunda parte foi estruturada com perguntas fechadas e abertas em que o entrevistado pudesse discorrer livremente sobre o tema do roteiro.“Conforme percebido nas entrevistas, a maioria dos médicos entrega o  diagnóstico de notícias ruins, mas ainda é difícil para o profissional o manejo de transmiti-las, o fazendo com restrições ou somente à família. Segundo a literatura, essa dificuldade pode estar ligada à maneira com o médico lida com suas emoções, com o sofrimento humano em sua totalidade e, também, à ênfase deficitária e inadequada durante a graduação médica nos aspectos psicológicos e da problemática da morte”, enfatiza.

Do total de 83 médicos da Fcecon, 13 participaram da entrevista da pesquisa.

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Paic

O programa  apoia instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas. A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

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Estudo avaliou as condições de vida de moradores de rua na cidade de Manaus

O que leva uma pessoa a morar nas ruas? Quais as condições de vida dessas pessoas? Estudo científico buscou avaliar e apresentar essas questões de forma sistematizada a partir de uma investigação qualitativa voltada às condições de vida e saúde de pessoas em situação de rua na cidade de Manaus.

A pesquisa finalizada em 2016 foi desenvolvida na época pela estudante do 5º período do curso Serviço Social, Nayara Campos,  teve uma parte de resultados descritos no livro “(Sobre) Vivências nas ruas de Manaus” que relata histórias, condições de vida e políticas públicas, a inciativa contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic). Dra. Roseane Pinheiro Palheta- Fotos Érico Xavier_-8

O projeto gerou continuidade no tema enfatizando a questão da adesão ao tratamento em HIV pela população de rua,  e atualmente está sendo desenvolvido pela aluna Lucélia Regina Araújo, do 5º período de Direito,  com a orientação da doutora em Serviço Social, Rosiane Pinheiro Palheta, da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa).

Segundo Rosiane, os estudos sobre a chamada população de rua ainda são pouco conhecidos no Brasil devido a realidade de uma população itinerante que dificulta a contagem de maneira mais contundente, e a própria conceituação sobre o que seria o “morador” de rua. “A percepção da população em situação de rua ainda necessita de um olhar mais atento e de políticas públicas que sejam dirigidas a este público, de maneira a minimizar a exclusão de toda ordem de que são vítimas, sobretudo, de políticas de habitação e assistência social, que provenha abrigo e moradia àqueles que assim desejam sair das ruas”, contou.

Para a estudante Lucélia Regina Araújo,  que está em continuidade ao trabalho, focando agora na questão da adesão ao tratamento em HIV pela população de rua, ” Os projetos são a base para as mudanças de muitas realidades e, especialmente, este que abrange uma parte marginalizada da sociedade que também precisa de atenção e ajuda. “Trazer maior qualidade de vida para eles futuramente através da pesquisa é o maior objetivo visado”, relata Lucélia.

Aplicabilidade

O estudo foi aplicado com 144 pessoas no Centro de Manaus  por meio de pesquisa de campo nas ruas, com o  apoio do Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP ) da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania – (Semasc), que visa ofertar  trabalho técnico para a análise das demandas dos usuários, orientação individual e grupal e encaminhamentos a outros serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas que possam contribuir na construção da autonomia, da inserção social e da proteção às situações de violência.

Segundo Rosiane Palheta, algumas características foram observadas conforme o mapeamento: retificou-se que os resultados quanto ao gênero, a população em situação de rua em sua maioria, é do sexo masculino e  que o maior percentual de pessoas em situação de rua é na  faixa etária é de  31 a 40 anos. Pessoas acima de 60 anos registraram o menor número durante o período pesquisa.

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A partir da análise dos dados foi possível compreender as inúmeras estratégias e dificuldades na qual as pessoas em situação de rua têm que enfrentar no seu dia a dia para sobreviver; são pessoas que se encontram expostas a condições de vida precárias, sem acesso aos direitos básicos, entretanto, muitas pessoas optam por estar na rua por considerá-la o lugar de maior representatividade da proteção e da liberdade.

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Rosiane explica que em muitos casos percebeu-se que a saída das ruas não é vista como  evento positivo ou não significa necessariamente melhoria de vida, pois a rua representa por si, fonte de sobrevivência, trabalho e, sobretudo, espaço profícuo de relações sociais e estabelecimento de vínculos afetivos representativos.

“Durante a pesquisa, conversando com os moradores, muitos deles se acostumam com a vida na rua e maioria não quer sair; quando se retira um indivíduo da rua, contra a sua vontade, há todo um processo, que muitas vezes não é o melhor caminho, quando a necessidade de reprodução de vida está vinculada à rua. São conhecidos alguns casos de moradores que foram retirados das ruas e não conseguiram se adaptar em outro estilo de vida, alguns até adoecem”, relata.

A questão das pessoas em situação de rua  na maioria das vezes está ligada à família, desemprego, conflitos familiares, dependência química, problemas psíquicos, abandono, rompimento de vínculos afetivos, dentre outros. “A situação de rua tem um vínculo muito presente com as questões familiares, geralmente, desencadeadas na infância. Em muitos depoimentos foram bem presentes situações de violência e estupro por algum membro da família, o que levou ao abandono do lar, como única forma de sair da situação de violência”,  relata a pesquisadora.

 

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Levantamento

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), uma fundação pública federal vinculada ao Ministério da Economia, com base nos últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de  2015, o Brasil tem 101 mil moradores de rua, a pesquisa aponta que a maior parte  esta concentrada nos municípios.  Conforme a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), em Manaus, a maior parte se concentra no centro da capital Amazonense  e não há dados sobre números oficiais dessa população.

Sobre o Paic

O programa apoia Instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas. A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suellen Sousa

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Fapeam e Hemoam debatem programas de pesquisa e de formação de recursos humanos

A diretoria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) reuniu-se nesta quarta-feira (26/6) com a diretoria da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) para tratar de assuntos relacionados a programas de pesquisa e formação de recursos humanos. O encontro ocorreu na sede da Fapeam, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Na pauta da reunião estavam o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad) e o Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado), dentre outros assuntos.

26.06.2019 - REUNIÃO FAPEAM E HEMOAM  - FOTOS ÉRICO XAVIER_-10

Na oportunidade, o Hemoam também apresentou à Fapeam o trabalho desenvolvido pela instituição no Amazonas.

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales,  disse que a interlocução entre as instituições é algo importante e necessária. Destacou a relevância  dos resultados de investimentos em ciência, tecnologia e inovação, principalmente oriundos do recurso público, chegarem até a sociedade.

A  diretora-presidente do Hemoam Maria do Perpetuo Socorro Sampaio, destacou a parceria firmada entre o Hemocentro e a  Fapeam na realização de projetos  de pesquisa, ensino e  inovação.  “Nós temos parceria com a Fapeam no curso de Mestrado em Ciências Aplicadas à Hematologia no Amazonas, Paic e outros projetos. Temos um campo de pesquisa muito grande no Hemoam,  que trabalha  toda a parte da hematologia  e hemoterapia do Amazonas”, comentou.

26.06.2019 - REUNIÃO FAPEAM E HEMOAM  - FOTOS ÉRICO XAVIER_-7

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

 

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Trabalhos de iniciação científica apoiados pela Fapeam são premiados em evento

Seis pesquisas desenvolvidas por estudantes de iniciação científica, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), receberam certificado de menção honrosa durante evento de premiação da 16ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), na tarde desta quarta-feira (19/6), no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.

Os trabalhos premiados são nas seguintes categorias: microbiologia, biotecnologia e prospecção, parasitologia, entomologia, saúde coletiva e epidemiologia e inovação tecnológica.

O reconhecimento é pelos resultados obtidos nas pesquisas desenvolvidas durante a edição do Programa de Iniciação Científica (PIC) 2018/2019 na Fiocruz Amazônia.  Os trabalhos foram avaliados por consultores ad hoc, ou seja, especialistas que compõem bancas externas, que selecionaram os melhores projetos da edição.

No total, 27 projetos foram apresentados no período de 17 a 19 de junho, na Raic. Desse número, 22 contaram com apoio da Fapeam, por meio de bolsas, via o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic). “Os estudantes conseguem visualizar o tanto que a pesquisa científica pode ser essencial para dar continuidade ou não, posteriormente, a uma pós-graduação”,  disse a coordenadora do PIC, Priscila Aquino. 

O diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, destacou o trabalho desenvolvido pela Fapeam no apoio à formação de recursos humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), em especial citou o Paic. “É um dos melhores programas que existe na área de formação de recursos humanos, porque você começa a fazer a cadeia de formação por meio dos alunos que ainda estão na graduação. Isso proporciona uma experiência  maravilhosa para os estudantes e também o início da carreira profissional. Por mais que o aluno não siga o caminho da pesquisa, tenho certeza que a vivência no programa é importante e impacta de alguma forma na vida deles”, disse.

Premiados

Os seis bolsistas premiados são: 1. Vitória Graziela Lopes Dutra – Perfil de virulência e resistência à antibióticos de amostras de Enterococcus sp. isolados de amostras clínicase ambientais da comunidade do Lago do Limão no município de Iranduba – AM; 2. Daniela Marinho da Silva – Protease fibrinolítica de Penicillium spp CFAM: otimização e caracterização bioquímica; 3. Thaís Pinto Nascimento – Detecção e identificação de filárias zoonóticas em Sauim de coleira; 4. Heliana Christy Matos Belchior – Identificação de espécies de mosquitos Culex (Melanoconion) Theobald, 1903 em uma área de Assentamento Rural Amazônico; 5. Luiz Antonio Perfeto Oliveira Silva – Controle de Aedes spp. com Estações Disseminadoras de Larvicida no Bairro da Glória, Manaus – AM; 6. Nailu Flor Chenini de Carvalho Reis – Análise de sobrevida e fatores associados ao óbito de doentes internados com tuberculose, Manaus, 2010 a 2018.

FOTO MELHORES PROJETOS

Seis pesquisas desenvolvidas por estudantes de iniciação científica, com apoio da Fapeam, receberam certificado de menção honrosa. Foto: Érico Xavier

Um dos trabalhos premiados foi desenvolvido pela graduanda em Biologia, Heliana Belchior, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas do Amazonas (Ifam).  O estudo foi realizado no Assentamento Rural de Rio Pardo, no município de Presidente Figueiredo, distante a 160 km de Manaus, com objetivo de realizar um levantamento da fauna e identificar as espécies de Culex (Melanoconion) em diferentes ambientes. O material utilizado para o estudo são mosquitos oriundos de coletas realizadas em 2017 e 2018.

Segundo Heliana, existe uma variação bem grande dentro desse grupo e o processo de identificação da espécie é lento, podendo  ter ou não espécies novas no Amazonas, ou pode ser variação fenotípica.

“Trabalhamos com complexo de espécies que são apontados como vetores de arbovírus, quando se chegar à espécie, conseguimos entender quem são esses indivíduos e se eles podem ou não ser vetores dessas doenças. Esse início é fundamental porque a partir dele é possível entender quem é o vetor, onde está, o que ele pode  transmitir e se isso pode causar algum dano para humanos. Já entra a parte da saúde pública. É um trabalho pequeno, mas que faz muita diferença mais a frente” contou.

Outro estudo premiado na Raic foi do  graduando em Licenciatura em Ciências Biológicas, Luiz Antônio Perfeto, da Faculdade Estácio do Amazonas. “Fomos até o bairro e instalamos ovitrampas, (armadilhas que capta larvas e mosquitos) para ajudar no combate ao mosquito transmissor da zika, dengue, chikungunya. As Estações Disseminadoras de Larvicida são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida e que para funcionarem necessitam de certa quantidade de água para atrair os mosquitos. Quando os mosquitos pousam na estação partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpos dos mosquitos, que acabam levando o produto para outros criadouros e, com isso, consegue matar suas larvas, por isso que é chamado de Larvicidas, porque age nas larvas, ocasionando o controle da circulação e multiplicação dos mosquitos”, explicou.

Paic

O programa  apoia instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas.

A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

Por Helen de Melo

 

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Fapeam amplia número de bolsas para estudantes de iniciação científica no Amazonas

As instituições de ensino e pesquisa do Amazonas vão receber um reforço aos seus programas de iniciação científica. Num empenho do Governo do Estado em fortalecer a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) amplia a oferta de cotas de bolsas para o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) edição 2019-2020.

A nova edição do programa contará com investimento de mais de R$ 7 milhões, divididos em cotas para bolsas e auxílio pesquisa. No total, serão 1.282 cotas de bolsas, distribuídas para estudantes de 14 instituições do Estado. Trata-se de 280 bolsas a mais que em 2018, o que representa um aumento de 28%. O valor da bolsa para estudante de iniciação científica corresponde a R$400, ao mês, por 12 meses.

A Fapeam manteve  o apoio às coleções biológicas das instituições de ensino e pesquisa do Amazonas. Serão 12 bolsas exclusivas para esse pleito, a serem distribuídas entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

 

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Fapeam amplia número de bolsas para estudantes de iniciação científica no Amazonas. Foto: Érico Xavier

 

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, ressaltou que o Governo do Estado, por meio da Fapeam, tem reafirmado seu compromisso com a CT&I no Amazonas, ao dedicar atenção especial aos programas que possibilitam aos jovens vivenciarem o processo de iniciação científica.

“A Fapeam tem avaliado todas as possibilidades para atender às demandas postas pelas instituições de CT&I, sobretudo, dedicando-se estrategicamente no incentivo aos estudantes para que possam crescer nas atividades de pesquisa. O Paic possibilita aos estudantes de graduação o envolvimento com a ciência e qualificação, por meio da vivência em projetos de iniciação científica, bem como fortalece o cenário de formação de recursos humanos  com uma possível continuidade acadêmica em nível de mestrado e doutorado”, disse.

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Márcia Perales – diretora-presidente da Fapeam. Foto: Érico Xavier

 

Cotas de bolsas para instituições

A distribuição das bolsas será entre as seguintes instituições: Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas do Amazonas (Ifam), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta (Fuam), Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), ILMD/Fiocruz Amazônia, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), UEA e Ufam.

Paic

O programa  apoia instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas.

A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 

Por Esterffany Martins

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Estudo detecta casos de desvio de septo em pacientes com inflamação no Ouvido

A pesquisa foi realizada no ambulatório detectado em 31 pacientes

Um estudo científico realizado na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) detectou a ligação de problemas relacionados ao ouvido com desvio de septo no nariz, alteração que impede o nariz de realizar suas funções no sistema respiratório. A pesquisa foi realizada pelo graduando em Medicina, Adnaldo Maia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O estudo foi desenvolvido no âmbito do Programa de Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).  O programa é voltado para o desenvolvimento do pensamento científico e iniciação à pesquisa de estudantes de graduação do ensino superior.

Segundo o estudante, para a pesquisa foram avaliados 31 pacientes, acima de 18 anos, atendidos no Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial da FHAJ. Desse número, todos apresentavam queixas no ouvido e sintomas nasais.

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Graduando em Medicina, Adnaldo Maia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

“Alguns pacientes já tinham mais de 10 anos que não escutavam direito junto a isso outro sintoma associado era o prurido, quando o nariz coça muito e também viviam com rinite. Os resultados foram iguais aos que estão descritos na literatura estes pacientes realmente tinham muitas alterações, além de uma duração da doença de ouvido muito longa”, explicou.

Maia diz que o problema se não tratado faz com que o paciente sofra com a doença no ouvido que em alguns casos pode levar até mesmo a perda auditiva, quando os sintomas de rinite e sinusite são frequentes.

Com o resultado da pesquisa, o estudante esperar contribuir para que algum tipo de protocolo seja criado na Fundação e que possa ajudar os profissionais que trabalham no ambulatório no diagnóstico.

“Imagina uma paciente com quase 14 anos com perda da audição e da qualidade de vida. É importante esse conhecimento por meio da pesquisa científica para melhorar o atendimento e a vida nosso paciente”, contou.

Texto- Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon 

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Fapeam investe em pesquisas na área da saúde e na formação de capital intelectual no Amazonas

R$22 milhões já foram investidos em projetos na área da saúde, além de 40 mil bolsas na formação de recursos humanos

Mais de 40 mil bolsas nas modalidades de iniciação científica júnior, iniciação científica, mestrado e doutorado foram apoiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), de 2003 a 2017. Os dados foram apresentados na manhã desta quinta-feira (13) pelo diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, durante o seminário de 10 anos do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), bairro Cachoeirinha, zona Sul de Manaus.

Durante o evento, Reis falou sobre o trabalho desenvolvido pela Fapeam, como as áreas de atuação da instituição e  parte do trabalho realizado pela Fundação na área da saúde e na formação de recursos humanos.

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Diretor técnico-científica da Fapeam disse que R$22 milhões já foram investidos em projetos na área da saúde e mais de 40 mil bolsas foram apoiadas na formação de recursos humanos

Sobre os projetos de pesquisas na área da saúde, de 2005 até 2018, já foram investidos mais de R$22 milhões para apoiar 156 projetos científicos.

Reis disse ainda que está previsto para o início de 2019 o lançamento de um edital inédito no Amazonas que é do Programa de Cooperação para Consolidação da Pós-graduação e Formação de Recursos Humanos no Amazonas.

 O programa será realizado pela Fapeam em parceria com Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes),  visando a melhoria da qualidade dos programas de pós-graduação Stricto Sensu no Amazonas.

Seminário

Durante o evento que celebrou uma década do Paic na FHAJ, a Fapeam foi homenageada pela iniciativa do programa no Amazonas. O agraciamento também foi feito aos colaboradores da Fundação pela parceria e presteza no atendimento ao longo de 10 anos.

O Paic é um programa desenvolvido pela Fapeam para apoiar, com recursos financeiros e bolsas institucionais, estudantes de graduação interessados no desenvolvimento de pesquisa em instituições públicas e privadas do Amazonas.

“A Fapeam fica feliz com tantos resultados positivos que o Paic proporcionou durante esse período a FHAJ. Esse é um dos papeis da Fundação, contribuir na formação de pessoas. Nosso grande desafio é elevar o patamar das pesquisas desenvolvidas no Estado e uma das formas de fazer isso é com investimento em pesquisa” afirma o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis.

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Fapeam foi homenageada por fomentar o Programa de Apoio à Iniciação Científica no Amazonas

O diretor de Ensino e Pesquisa da FHAJ, Dr. Raymison Monteiro, parabenizou a Fapeam pelo Paic e disse que o programa é um diferencial na instituição. Segundo ele, as bolsas de iniciação científica têm um marco histórico por ser o primeiro passo para despertar nos estudantes o interesse pela pesquisa.

Monteiro destacou ainda que os projetos desenvolvidos no programa participaram de eventos científicos importantes no âmbito nacional e internacional, acrescentou ainda que vários bolsistas hoje são doutores.

Para a coordenadora do Paic, Dra. Rosiane Palheta, a Fapeam tem um papel primordial para desenvolvimento do programa na FHAJ. Segundo ela, um total de 40% dos estudantes que passaram pelo programa seguem para pós-graduação Stricto Sensu.

“Essa parceria tem sido muito boa, pois a cada ano a cota de bolsa é cedida. Essas bolsas têm contribuído para  formação de recursos humanos no Amazonas. Tudo isso tem sido importante para realização da pesquisa científica na FHAJ”, disse.

Em comemoração aos 10 anos do programa também foi realizado o lançamento dos anais do PAIC, com objetivo de divulgar as pesquisas desenvolvidas e a produção científica no Estado.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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