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Estudantes aprendem química por meio da produção de sorvetes

A aprendizagem dos conceitos de química aliada à prática é uma receita que deu certo na Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, bairro Armando Mendes, zona Leste de Manaus. A oportunidade foi possível graças ao apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N°003/2019.

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Projeto foi realizado por meio do PCE

Intitulado “Formulação de Sorvetes Caseiros como Estratégia para o Ensino de Química”, o projeto coordenado pela professora Nancy Granjeiro, deixou as aulas mais dinâmicas e fez com que os alunos tivessem mais interesse pelo conteúdo ministrado em sala de aula.

Segundo a professora, o projeto teve como objetivo popularizar a química por meio da elaboração de sorvetes, mostrando que a disciplina está presente no dia a dia das pessoas, aliando teoria e prática, e consequentemente, contribuindo para um melhor desempenho escolar.

“Sou professora de química e sempre procurei deixar as aulas mais interessantes. Como é a quarta vez que participo do PCE e, antes, já tinha feito cosméticos, óleos essenciais, pães e bolos, percebi que eles gostavam bastante da química relacionada à comida. A ideia do sorvete surgiu devido à facilidade de conseguir fazer tudo no laboratório, além do baixo custo do material para fazer o sorvete, que custa aproximadamente R$15, e todos os alunos gostam”, declarou Nancy.

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Projeto é desenvolvido com apoio da Fapeam

A professora disse ter percebido que os alunos ficam muitas vezes cansados da aula teórica. Logo no início do ano letivo, já perguntam quando serão as aulas no laboratório, a partir daí, ela procurou desenvolver o projeto de uma forma confortável, usando técnicas diferentes de preparo do sorvete. Desenvolvi o projeto no laboratório da escola e no PCE, temos três alunos bolsistas, mas procuro integrar outras turmas nessas atividades também, justamente para que fiquem mais interessados nas aulas”.

No projeto a professora utilizou duas técnicas: uma com emulsificantes (aditivos utilizados para deixar os alimentos com textura mais consistente) e, outra forma mais simples, utilizando creme de leite e leite condensado. “Começamos pelas aulas teóricas para que eles entendam o porquê de usar determinado produto e, depois, vamos para o laboratório”, acrescentou.

Para o estudante e bolsista do PCE, Romildo Parente, o projeto trouxe diversos benefícios para a turma em relação à disciplina de química, dentre eles, a interação dos alunos com o assunto abordado em sala de aula. “O projeto permitiu sair da teoria e passar para a prática, para que todos pudessem participar e entender como a química realmente funciona e que ela está presente no nosso dia a dia, como por exemplo, na formulação de sorvete caseiro”.

2019-12-27

Da escola para a comunidade

A professora comenta que o PCE  tem  contribuído para o engajamento do aluno no ambiente escolar e a inserção dos pais,  por isso, ela  pensa em  envolver os pais nas atividades. “Também queremos realizar oficinas para os pais e para a comunidade para aprenderem  e, quem sabe,  possa surgir novos empreendedores”, disse.

No dia 29/11 a escola promoveu o evento “Ciência na Praça”, na oportunidade, foram apresentados para a comunidade os resultados dos projetos de iniciação científica desenvolvidos na escola.

A docente considera a iniciação científica muito importante, principalmente porque o aluno sai com um diferencial e até  descobre qual área pretende seguir. Nancy também considera o apoio da Fapeam primordial para o incentivo à pesquisa. Nunca fiz pesquisa científica antes, só fiz depois que comecei a trabalhar na escola. Eu achava que nunca teria um projeto aprovado, mas eu submeti minha proposta e vi que sou capaz. Eu sempre digo para os alunos aproveitarem, porque na minha época não era assim, não tinha tanta oportunidade. Aproveitem as oportunidades da Fapeam”.

PCE

O Programa Ciência na Escola é uma  iniciativa da Fapeam, realizada em parceria com a Secretaria de Educação e Desporto (Seduc-AM) e Secretaria de Municipal de Educação (Semed). O programa visa à participação de professores e alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, para despertar a vocação científica e incentivar talentos.

Por: Amanda Bulcão

Fotos: Érico Xavier

Arte: Barbara Brito

 

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Inpa recebe cartões Natalinos confeccionados por alunos de Escola Municipal de Manaus

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Os cartões natalinos foram feitos por alunos da Escola Municipal Professora Regina Vitória Pires Muniz, localizada no bairro do Coroado.

 

Da Redação - Inpa

A direção do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) recebeu cartões natalinos confeccionados por alunos da Escola Municipal Professora Regina Vitória Pires Muniz, localizada no bairro do Coroado, Manaus. A Escola tem como gestora Jacqueline Alencar e os cartões foram entregues por um aluno da 4ª série.

Em nome da diretora, o Inpa agradece e destaca que o amor e empenho dos alunos da escola gera muita gratidão por parte do Instituto. “Foi exatamente o que sentimos com esse ato puro e inspirador, orgulho e gratidão aos alunos, professores e funcionários pela belíssima intenção”, destacou Antônia Franco, diretora do Inpa.

Fapeam reúne com pró-reitores de instituições de ensino e pesquisa do AM

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Com a finalidade de fortalecer a política de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) do Amazonas e conhecer a realidade dos Programas de Pós-Graduação (PPGs) das principais instituições de ensino e pesquisa do Estado, pró-reitores e responsáveis pelos programas apresentaram para a direção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) um prognóstico dos PPGs.

O encontrou ocorreu em dois dias, 18 e 23 de dezembro, na nova sede da Fapeam localizada na Avenida Professor Nilton Lins, 3279, Flores, zona centro-sul de Manaus.

Este é o 5º movimento promovido pela Fapeam com o objetivo de obter um diagnóstico dos PPGs, para identificar prioridades de melhorias na pós-graduação do Estado. Atualmente, o Amazonas possui 59 PPGs, que atendem a 82 cursos de mestrado e doutorado, entretanto, 86% apresentam conceitos 3 e 4.

Segundo a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, com esse diagnóstico será possível obter-se dados consolidados sobre o cenário dos PPGs no Amazonas. “Essa reunião com os representantes das instituições é para alinharmos informações necessárias que devem constar no documento que as instituições devem enviar à Fapeam no dia 6 de janeiro”.

Perales enfatizou que a construção desse diagnóstico não seria possível sem o apoio das instituições de ensino e pesquisa, considerando que cada uma tem especificidades, que precisam ser consideradas para que a política de CT&I possa reconhecê-las e trabalhar essas diversidades.

Segundo a pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Maria Paula Mourão, esse diagnóstico não é um trabalho fácil, mas é importante, pois permite às instituições fazerem um balanço de tudo que foi feito ao longo do ano e programarem as atividades e metas para o ano seguinte.

“As principais instituições de ensino e pesquisa do Amazonas conseguiram se reunir e mostrar com firmeza tudo o que foi feito e apoiado pela Fapeam, ao longo desse triênio. Essa tarefa é importante para que possamos garantir os recursos para a Amazônia, especialmente para a área de ciência e tecnologia. Temos trabalhado de forma muito consistente,  articulando com os principais atores, para que possamos conseguir apoio para a pós-graduação na Amazônia”.

Para a representante da vice-diretoria de Ensino, Informação e Comunicação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Rosana Parente, o diagnóstico institucional é importante e irá contribuir positivamente para a CT&I, principalmente para saber o que é preciso para melhorar e crescer o conceito dos cursos.

Para a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Selma Suely Baçal, “ter esse diálogo com outras pró-reitorias, juntamente com a Fapeam, é importante para ter um levantamento do cenário da pós-graduação do nosso Estado, além de pontuar políticas”, disse.

Participaram da reunião pela Fapeam, a diretora-presidente, Márcia Perales; a diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos; e a diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade. As instituições presentes foram UEA, Ufam e ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa).

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

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Estudo mostra que caramuri tem três vezes mais vitamina C que a laranja

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Fruta Caramuri. Foto: Acervo do Inpa

Pesquisa aponta  que o caramuri (Caramuri Pouteria elegans), fruto nativo da Amazônia, possui alta composição de potássio, ferro e magnésio, além de conter mais  vitamina C que a laranja. Os resultados do estudo desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), foram publicados no Journal of Food Properties, com o artigo Aromatic and nutritional profile of an Amazonian autochthonous species, Caramuri Pouteriaelegans (A.DC.) Baehni.

O trabalho é resultado do projeto “Frutos Amazônicos para produção de Alimentos Funcionais” apoiado pela Fapeam, por meio do programa Universal Amazonas edital Nº 030/2013, desenvolvido pelos pesquisadores do  (Inpa/MCTI), Francisca das Chagas do Amaral Souza e Jaime Paiva Lopes Aguiar. O artigo foi assinado também pelos pesquisadores Dionísia Nagahama, além do bolsista de pós-doutorado, Edson Silva, e o professor do Centro de Estudos Superiores de Tefé (Cest – UEA) Raimundo Junior.

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Jaime Aguiar- Foto: Érico Xavier/Fapeam

Segundo Jaime Aguiar, o estudo buscou englobar o fruto para analisar seus constituintes nutricionais. “Constatamos que Caramuri é muito rico em minerais, fibra, magnésio, ferro, cálcio, potássio. Além de toda essa composição nutricional, descobrimos também  que ele é muito rico em fibras solúveis e fibras insolúveis e  que possui o triplo de  Vitamina C que a laranja” conta.

Francisca Chagas destaca que não existia estudo científico para a fruta e que o resultado da pesquisa indicou que o Caramuri tem potencial para ser utilizado pela indústria alimentícia e farmacêutica.

“Através da pesquisa descobrimos que existe uma comunidade conhecida por “Caramuri”, o mesmo nome da fruta,  que está interessada na utilização do fruto, devido a boa  quantidade de produção. Agora é unir as forças, o conhecimento científico com os produtores e ver os possíveis produtos que poderão ser obtidos a partir dessa matéria-prima, obtendo  uma farinha, ou uma bebida, o que for viável. Vamos  testar para repassar esse conhecimento para a comunidade e quem sabe futuramente gerar produtos alimentícios”, relata.

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Francisca Chagas- Foto: Érico Xavier/Fapeam

Chagas explica que além do valor nutricional foi detectado o valor funcional do fruto que também é um dos focos do estudo. “Observamos que ele é rico em antioxidante dentre eles o Pileno e também antimicrobiano. Identificamos uma série de compostos pertencentes à classe dos monoterpenos e terpenóides, compostos não apenas de interesse para a indústria alimentícia como também para a indústria farmacêutica”.

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Aguiar explica que o período de frutificação do Caramuri é de setembro a fevereiro, com árvores podendo chegar a 30m de altura. “É uma fruta pouco difundida na região principalmente porque existe uma cultura que diz que ela só aparece a cada 4 anos, por meio da pesquisa descobrimos que ela pode ser reproduzida em menos tempo”, disse.

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Francisca Chagas ressalta a importância da pesquisa para a sociedade. “A ideia de fato é poder confirmar o potencial nutricional e funcional dos frutos da Região Amazônica,  ampliando nosso leque de estudos e  aumentando a quantidade de frutos estudados.  Com o apoio da Fapeam foi possível realizar esse estudo, para aumentar esse conhecimento por meio da pesquisa e mostrar para a população que  temos  grande potencial ainda a ser explorado na nossa região”, comenta.

Universal Amazonas

O Programa Universal Amazonas realizado pela Fapeam tem o objetivo de  financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental  do Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no Estado.

 

Por: Jessie Silva

Arte: Suellen Sousa

 

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Bosque da Ciência entra em recesso neste fim de ano e retorna no inicio de janeiro de 2020

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O próximo domingo (22) é a última oportunidade para quem deseja visitar o Bosque da Ciência ainda em 2019.

Da Redação - Inpa

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Fotos - Acervo Inpa

Com o objetivo de realizar manutenções e o planejamento das programações de 2020, o Bosque da Ciência do Instituto Nacional de pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) estará fechado ao público a partir da próxima segunda-feira, 23 de dezembro. O local volta a receber visitantes no dia 7 de janeiro.

Localizado na Rua Bem-te-vi, s/n, bairro Petrópolis, o Bosque da Ciência funciona, normalmente, de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 16h30; aos sábados e domingos, das 9h às 16h. Às segundas-feiras o espaço é fechado para manutenções regulares.

O espaço oferece à população uma opção de lazer diferenciada e contribui com educação ambiental e popularização da ciência. Entre as atrações está a nova Casa da Ciência, reaberta ao público em quatro de junho de 2019.

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Nela, o visitante pode decidir o quanto e o que quer conhecer sobre aves, peixes, mamíferos, répteis e anfíbios, insetos, plantas e interações ecológicas entre os organismos e ambientes. É possível aprender sobre interações animais-plantas, entre animais, de gente com a floresta, do clima e ambiente, evolução, métodos científicos, água, energia e sobre a microfloresta que inclui os organismos minúsculos.

O Bosque da Ciência possui ainda, atrações como Centro de Estudos dos Quelônios da Amazônia (Cequa/Inpa) aberto para visitação, Viveiro dos Jacarés, Tanque dos Peixes-Bois, Casa da Madeira, Lago Amazônico e fauna e flora livres.

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O ingresso custa R$ 5, mas crianças até 10 anos e idosos a partir de 60 anos são isentos. Grupos escolares e instituições filantrópicas também não pagam, porém, precisam agendar a visita, que pode ser feita pelo site http://abc-bosque.inpa.gov.br/.

 

Resultado dos recursos e da lista final dos selecionados

A Comissão de Seleção para ingresso no curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Chamada Pública Nº 008/2019, divulgou o resultado dos recursos e lista final dos selecionados

O resultado está disponível na Plataforma Siga,  da Fiocruz, em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso stricto sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O curso se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Esses diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem formação em áreas estratégicas por sua importância, e que precisam ser desenvolvidas no estado do Amazonas.

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Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia recebe kits para detecção de febre amarela em animais silvestres

O Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu na quinta-feira, 19/12,  do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) kits febre amarela, que são  testes moleculares para diagnóstico da doença, a serem utilizados em animais silvestres.

Segundo o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, os kits recebidos vão contribuir para o serviço de vigilância epidemiológica de febre amarela em Manaus, e serão utilizados em animais silvestres resgatados, que ficam no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

“Recebemos um número significativo de kits que nos permitirão realizar testes em até 100 animais silvestres, e assim poderemos saber se o animal testado já teve contato com o vírus da febre amarela ou não”, comentou.

O kit diagnóstico para febre amarela do IBPM é uma tecnologia desenvolvida  em parceria com o  Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), que utiliza técnica molecular que detecta o material genético do vírus, garantindo níveis de especificidade e sensibilidade potencialmente superiores aos dos testes sorológicos disponibilizados no mercado, além de ser mais rápido que a técnica tradicional, usada para sequenciamento genético desse vírus.

SOBRE O IBMP

O Instituto foi criado em 1999 por meio de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Governo do Estado do Paraná. Atualmente, a instituição opera no desenvolvimento tecnológico, inovação e produção industrial de soluções para a saúde, com destaque para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Clique para mais informações sobre Instituto de Biologia Molecular do Paraná.

Clique para mais informações sobre a Fiocruz Paraná.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Divulgação/IBMP

PPGBIO-Interação divulga resultado de etapas e classificação final do processo seletivo

A Comissão de Seleção para ingresso no curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Chamada Pública Nº 008/2019, divulgou o resultados das seguinte etapas:

  • 3ª etapa: Resultado dos Recursos da Prova Oral;
  • 3ª etapa: Publicação do Resultado Final da prova oral;
  • 4ª etapa: Publicação do Resultado da Análise de Currículo;
  • Etapa Final: Divulgação da Classificação Final da Seleção

O resultado está disponível na Plataforma Siga,  da Fiocruz, em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso stricto sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O curso se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Esses diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem formação em áreas estratégicas por sua importância, e que precisam ser desenvolvidas no estado do Amazonas.

Para informações sobre chamadas da Fiocruz Amazônia, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Egressa da Pós-Graduação em Ecologia do Inpa conquista Grande Prêmio Capes de Tese

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Para a seleção do Grande Prêmio foram formadas três comissões, uma em cada grande área do conhecimento, compostas por, no mínimo, três membros e lideradas pelo presidente da Capes.

 

Da Redação – Inpa/Capes*

 

Carolina Levis, egressa do Programa de Pós-Graduação em Biologia (Ecologia) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), foi uma das vencedoras da 14ª edição do Prêmio Capes de Tese, com cerimônia ocorrida  na quinta-feira (12), em Brasília. Carolina foi contemplada com o Prêmio Graziela Maciel Barroso pela tese em Domesticação das Florestas Amazônicas.

O evento busca premiar as melhores pesquisas de doutorado defendidas em 2018.  Os nomes dos três Grandes  Prêmios são uma homenagem a grandes cientistas brasileiros. “Oscar Sala” é o nome da categoria de Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar, “Graziela Maciel Barroso” da categoria Ciências da Vida e “Josué de Castro” da categoria de Humanidades.

Com este, Carolina Levis totaliza seis prêmios ganhos por sua tese, que trouxe evidências de que a Amazônia tem florestas domesticadas pelos povos indígenas desde, pelo menos, 13 mil anos.  A bióloga foi orientada pelos pesquisadores Flávia Costa e Charles Clement do Inpa, e na Holanda pelos pesquisadores Frans Bongers e Marielos Peña-Claros, da Wageningen University & Research.

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A pesquisa identificou locais com alta riqueza de espécies com algum grau de domesticação, alta diversidade arqueológica e cultural, que devem ser incluídos nos planejamentos de áreas prioritárias de conservação. Outro passo importante é que se começou a compilar práticas de manejo local da floresta, para entender como manter paisagens florestais diversas e de grande utilidade às populações locais.

“Estou sentindo uma emoção enorme porque eu acho que é fantástico poder estar num momento desse, de celebrar as conquistas científicas. Estou vivendo um momento de celebrar todo o trabalho que já realizei ao longo de dez anos em que estou na Ciência”, disse Levis em entrevista para a Capes.

A diretora do Inpa, Antonia Franco, parabenizou Carolina por sua dedicação e a forma como a aluna se voltou para ciência.  “Que ela sirva de exemplo para tantos outros alunos e cientistas que serão o futuro do Brasil”, destacou Franco.

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Além de Carolina, outros dois alunos também foram contemplados com o Prêmio Capes de Tese: Beatriz Schmidt, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e José Holanda da Silva, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os três vencedores receberam R$ 20 mil, Carolina e José de Holanda foram agraciados pelo Instituto Serrapilheira, e Beatriz, pelo Instituto Ayrton Senna.

Prêmio Capes de Tese 2019

O Prêmio Capes de Tese 2019 condecorou 49 teses em categorias distintas, das quais foram escolhidas três para o Grande Prêmio. Dessas 49 teses, duas são da Amazônia. A de Carolina Levis na categoria biodiversidade e a de Vitor Gomes, do Museu Paraense Emílio Goeldi, na área de Ciências Ambientais. Gomes  fez uma Análise dos impactos das mudanças climáticas e do desmatamento sobre a flora arbórea da Amazônia e contou com a orientação da ecóloga Ima Vieira, pesquisadora do Museu Goeldi.

Divulgada lista de inscrições homologadas do ProfSaúde – Polo Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde), divulga a Republicação da lista de inscrições deferidas  do Polo Amazonas, referente à Chamada Pública Nº 01/2019 .

O resultado está disponível na Plataforma Siga da Fiocruz, em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=126

A seleção dos candidatos para o ProfSaúde/ MPSF consta de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Prova de Inglês (eliminatória); 2ª Etapa – Prova escrita de conhecimentos (eliminatória e classificatória); 3ª Etapa – Análise curricular, análise de carta de intenção e prova oral (eliminatória e classificatória).

O curso é  resultado da parceria entre  a  Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)  e a Fiocruz. Conta com o apoio da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e dos ministérios da Saúde e da Educação. O ProfSaúde visa potencializar as atividades de ensino, pesquisa e extensão em Saúde da Família, tanto na academia, quanto nos serviços de saúde.

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas