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Projeto Sonora é destaque durante Feira de Produtos Orgânicos da Fiocruz Amazônia

Você já visitou um museu imaginário? Uma dupla de artistas de São Paulo que criam uma espécie de imersão sonora sobre a biodiversidade da floresta estiveram ontem, 15/8, apresentado o “projeto sonora”, durante mais uma edição da Feira de Produtos Orgânicos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

O Sonora é uma organização independente e sem fins lucrativos que desenvolve museus imaginários, que atuam como ferramenta de ensino e aprendizagem para promover acesso a conhecimentos sobre ciência, conservação, mobilidade urbana, sustentabilidade e justiça social.

As atividades de imersão sonora se utilizam de som e palavra para comunicar ideias, pesquisas e narrativas. A intenção é proporcionar elementos que instigam o repertório individual dos participantes através de um território de co-imaginação. O ILMD/Fiocruz Amazônia recebeu para esta edição os alunos da Escola Estadual Angelo Ramazzotti e do Instituto Batista Ida Nelson.

Vendados os estudantes ouviam a voz suave do músico Bruno Garibaldi narrando a aventura, interpelada pela sonoplastia amazônica, manejada eletronicamente pela também artista Luisa Puterman. Criado em 2016, o projeto usa o som como ferramenta de deslocamento imaginativo, apresentando-se em escolas, hospitais, penitenciárias e outros espaços, a dupla ativa a capacidade imaginativa de quem se dispõe a fechar os olhos.

Garibaldi, um dos coordenadores do projeto, conta que a equipe escolheu a Amazônia por diversos fatores, como falar sobre biodiversidade, aspectos da biologia, zoologia, da botânica, além da possibilidade de criar museus imaginários de história natural do Amazônia. “Trabalhar com um imaginário da Amazônia é muito profundo no tecido social brasileiro, usar da Amazônia para estimular esse imaginário, também vinculado ao exercício do pensamento científico, ainda mais no contexto político que nos encontramos hoje, onde a Amazônia está com seu futuro correndo perigo, com o pensamento científico sendo desvalorizado, o projeto vem justamente para democratizar e fazer essa ponte entre a sociedade e a ciência”, destacou.

Em atividades pela cidade de Manaus, o Projeto Sonora desenvolve ações que fazem parte do projeto Imersão Amazônia, uma atividade de divulgação científica que visa produzir e apresentar experiências de imersão com o apoio do Instituto Serrapilheira e colaboração com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e o LABVERDE.

A cada edição da Feira de Produtos Orgânicos da Fiocruz Amazônia, são realizadas palestras que visam incorporar questões de agendas públicas que precisam de visibilidade nos espaços públicos.

SOBRE A FEIRA

O evento é promovido pelo Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (Tass) do ILMD/Fiocruz Amazônia, em parceria com a Coordenação Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma), com apoio da coordenação regional Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública  (Asfoc-AM).

Participam da Feira de Produtos Orgânicos, agricultores da Associação dos Agricultores São Francisco de Assis – Ramal da Cachoeira, entidade ligada à Rede Maniva de Agroecologia do Amazonas (Rema).

Dentre os produtos agrícolas orgânicos comercializados, estão hortaliças, frutos regionais de época, plantas medicinais e plantas comestíveis não convencionais, entre outros. Artesanato, alimentos feitos a partir de produtos orgânicos e mudas de plantas também estão na feira. São produtos orgânicos os cultivados sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos, portanto produtos considerados limpos e saudáveis, que respeitam o meio ambiente e contribuem para a preservação dos recursos naturais.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fapeam divulga resultado dos Programas Universal Amazonas e Papac

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou, na sexta-feira (16/8), os resultados das análises das propostas submetidas  ao Programa de Apoio à Publicação de Artigos Científicos (Papac), edital Nº 005/2019, e Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas), edital Nº 006/2019.

Lançados no mês de junho desse ano, juntos os dois editais receberam um total de 414 propostas, nas áreas de Ciências Humanas, Biológicas, Saúde, Agrárias, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes, Exatas e da Terra e Engenharias. Destas, 123 foram enquadradas pelo Conselho Diretor da Fapeam. 

Para o cumprimento do edital Universal Amazonas será alocado o valor de até R$7 milhões oriundos do orçamento da Fapeam para despesas de capital, custeio e bolsas. Para o Papac serão aplicados recursos financeiros estimados em R$ 2,2 milhões provenientes da dotação orçamentária da Fundação, destinados ao fomento de despesas de custeio.

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Universal Amazonas

O objetivo do Programa é financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do estado do Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no estado do Amazonas.

Papac

O Programa tem o objetivo de ampliar a produção científica, tecnológica e de inovação de pesquisadores vinculados aos Programas de Pós-Graduação stricto sensu do Amazonas por meio da concessão de auxílio pesquisa para apoiar a publicação de artigos científicos em revistas.

Resultado do PAPAC -EDITAL N°005/2019

Resultado do Universal Amazonas- Edital N°006/2019

Por Helen de Melo

Arte Suellen Sousa

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PPGVIDA da Fiocruz Amazônia abre inscrições para seleção de alunos estrangeiros

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) inicia nesta sexta-feira, 16/8, a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos estrangeiros, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Gondições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

As vagas são destinadas a candidatos oriundos da Colômbia e do Peru. O ingresso de alunos estrangeiros ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo simplificado, nos termos da chamada pública e cronograma com todos os eventos das etapas, disponíveis no Edital.

Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas seis vagas, devendo o candidato, obrigatoriamente, escolher uma das duas linhas de pesquisas e os respectivos projetos: Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, com 3 vagas; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade, com 3 vagas.

Poderão participar do processo de seleção, candidatos que até a data da matrícula institucional, possuam diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pela instância competente de seu país. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 meses e máxima de 24 meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

Os candidatos estrangeiros interessados em cursar o Mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia no ILMD/Fiocruz Amazônia devem encaminhar a documentação descrita no edital para o e-mail selecaoppgvida.ilmd@f iocruz.br

O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 4/9. As aulas iniciam no dia 9/9, conforme o cronograma do processo de seleção.

SOBRE O CURSO

O curso de Mestrado de Condições de vida e situações de saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Ascom/ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Grupo de Estudos Estratégicos debate processo natural do envelhecimento humano

Para a professora e psicóloga Cláudia Henrique Bandeira de Sousa, o sucesso do envelhecimento depende de um constante cuidado com o corpo e a mente, um envolvimento ativo com o mundo e uma boa capacidade de adaptação às mudanças físicas, emocionais e sociais

 

Da Redação – Geea

Fotos: Wérica Lima – Inpa


Gerontologia - processo natural do envelhecimento humano: fatos e perspectivas.
Esse foi o tema de debates do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (Geea) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) na sua 62ª reunião, realizada na quarta-feira (14), no auditório da diretoria do Instituto. A apresentação do tema esteve a cargo da professora Cláudia Henrique Bandeira de Sousa, psicóloga, professora na Universidade do Estado do Amazonas, mestra em Gerontologia e Especialista em Recursos Humanos e Saúde do Idoso.

 

 

Sousa preferiu tratar o tema com amenidade, conferindo a ele o título de “conversando sobre envelhecimento”. Segundo a palestrante, a velhice é uma fase natural do ciclo de vida que começa na concepção, passa pelo nascimento, infância e adolescência e antecede a morte. Para ela, todas as fases são interessantes, cada qual com suas características peculiares. Conforme o próprio termo, velho ou velha deveria ser simplesmente a pessoa que se encontra na fase da velhice, no entanto o termo é carregado de preconceito e temeridade para muitos. Nesse caso, idoso ou terceira idade não passa de termos alternativos, na tentativa de amenização.

 

 

De maneira mais acadêmica, Sousa define o envelhecimento como “um processo sequencial, acumulativo, irreversível, universal e ao mesmo tempo individual, pois cada pessoa age e reage de um modo particular frente a ela. Além disso, ele se caracteriza por ser não patológico, mas submetido a uma natural deterioração do organismo maduro, de maneira que o tempo o torna menos capaz de atuar frente ao estresse do meio ambiente e, portanto, mais suscetível à morte”.

 

 

A palestrante ao mostrar uma figura ilustrativa de uma fisionomia típica de cada etapa da idade e enfatiza que cada tem sua beleza própria e por isso todos devem assumir isso com naturalidade, autoconfiança e alegria. Para ela, a única alternativa para quem não deseja ficar velho seria morrer, no entanto, poucos preferem isso, por razões óbvias. Então, a melhor maneira de enfrentar a situação é buscar um envelhecimento bem-sucedido.

 

 

A partir da longa experiência com pessoas que se encontram na fase da velhice, Sousa aponta que o sucesso do envelhecimento depende de um constante cuidado com o corpo e a mente, um envolvimento ativo com o mundo e uma boa capacidade de adaptação às mudanças físicas, emocionais e sociais. Para ela, as condições impostas pela velhice podem não ser excelentes, mas podem ser muito boas ou ótimas.

 

Depois de explanar sobre algumas experiências que tem tido com idosos, a palestrante aborda a relação da Geriatria com a Gerontologia, lembrando que a primeira é uma especialidade médica que trata das pessoas com idade avançada, tal qual a pediatria lida com pessoas com pouca idade. Por outro lado, a Gerontologia é um campo interdisciplinar e que visa o estudo das mudanças típicas do processo do envelhecimento e de seus determinantes biológicos, psicológicos e socioculturais. Nesse caso, a Gerontologia é campo bem mais amplo, multiprofissional e multidisciplinar e que envolve muitas outras profissões, incluindo Farmácia, Nutrição, Odontologia, Arquitetura e outras.

 

A palestrante também esclareceu sobre outros termos muito aplicados nessa área do conhecimento e que são importantes para ser ter uma compreensão mais abrangente e profunda das condições humanas frente à velhice e ao processo de envelhecimento, cujo limite cronológico é quase impossível de ser estabelecido, uma vez que há jovens com estilo de velho e velhos com estilos muito joviais.

 

 

Um desses termos é senescência, que diz respeito ao envelhecimento normal, de acordo com as mudanças típicas da idade e de caráter universal. Outro termo muito comum é senilidade, um envelhecimento patológico, com envolvimento de doenças psiquiátricas e neurológicas e culminando com o estágio final da vida. Outro termo forte é autonomia, o exercício do autogoverno, o direito da privacidade, a capacidade de ser responsável por si mesmo, ter a liberdade de fazer escolhes, tomar decisões e ter a sua privacidade respeitada.

 

 

Dois outros termos muito vinculados ao tema são fragilidade e dependência. Fragilidade é uma vulnerabilidade que o indivíduo apresenta aos desafios do próprio ambiente; condição observada em pessoas que apresentam uma combinação de doenças ou limitações que reduzam sua capacidade de se adaptar a doenças ou situações de risco. A dependênciase traduz por uma ajuda indispensável para a realização dos atos elementares da vida; ela não é um estado permanente; é um processo dinâmico cuja evolução pode se modificar e até ser prevenida ou reduzida se houver um ambiente e assistência adequados; não é apenas a incapacidade que cria a dependência, mas sim o somatório da incapacidade com a necessidade.

 

A nomenclatura foi completada com o termo qualidade de vida, significando a percepção do indivíduo de sua posição no contexto da cultura e do sistema de valores nos quais ele vive e também em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações; qualidade boa é aquela que proporciona um alto grau de satisfação a um indivíduo, sem prejuízo de outros.

 

 

A palestrante fez um convite à reflexão dos presentes, propondo que respondessem à pergunta de quando e como perceberam a chegada da velhice em suas vidas. As respostas foram variadas, com muitos exemplos engraçados, mas extremamente sinceros e todos levando à compreensão de que o envelhecimento é algo sutil, sequencial, universal e irreversível, mas com um perfil pessoal, pois ela também depende da atitude de cada pessoa.

 

LIVROS DO GRUPO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS AMAZÔNICOS

Inpa está com inscrições abertas para 107 vagas em sete cursos de Mestrado

Seleção Mestrado INPA 107 VAGAS 2019

Os interessados têm até o dia 27 de setembro. O ingresso ocorrerá em março do próximo ano

Da Redação - Inpa

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) está com inscrições abertas para seleção em sete cursos de Mestrado da Instituição. Ao todo são oferecidas 107 vagas. As inscrições seguem até  o dia 27 de setembro. O ingresso está previsto para março de 2020.

Das vagas abertas, 20 vagas são para o curso de Biologia de Água Doce e Pesca Interior, 10 vagas para Clima e Ambiente, 11 vagas em Botânica, 15 vagas em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva, 18 vagas em Ecologia, 13 vagas em Entomologia e no curso de Ciências de Florestas Tropicais 20 vagas.

O candidato deve acessar o edital do curso pretendido e verificar etapas, critérios e cronograma de cada processo seletivo.

ACESSE AQUI OS EDITAIS

 Genética, Conservação e Biologia Evolutiva

 Biologia de Água Doce e Pesca Interior

 Ciências de Florestas Tropicais

 Clima e Ambiente

 Entomologia

 Botânica

 Ecologia

Pesquisa aponta alternativa para rastrear possíveis casos de câncer de colo de útero

A prevenção ainda é a melhor forma de combater as doenças. Por isso, uma pesquisa científica fomentada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) analisou uma nova tecnologia de rastreio do câncer do colo de útero, por autocoleta, e teste rápido para o Papilomavírus Humano (HPV) em mulheres ribeirinhas do município de Coari (AM), localizado a 363 km de Manaus.

O método alternativo de rastreamento vai auxiliar no diagnóstico precoce das lesões precursoras do câncer de colo uterino, bem como subsidiar discussões que reduzam os números de morbidade e mortalidade das Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NICs).

Dra. Valquiria Martins- Fotos Érico Xavier_-3

Coordenadora do projeto, Valquíria Martins.

 

Coordenado pela pesquisadora Valquíria Martins, o projeto  “Descrição da frequência de lesões de alto grau do colo do útero pela presença da proteína E6 e da genotipagem do Papilomavírus Humano (HPV) encontrados em mulheres ribeirinhas do município de Coari/AM, utilizando técnica de autocoleta” foi desenvolvido na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) e amparado pelo Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas), Edital Nº 030/2013. O estudo foi publicado na Plos One.

 

Infográfico HPV 1 (1)

 

A autocoleta consiste no uso de um dispositivo estéril com o qual a própria mulher faz coleta de células do canal vaginal e do colo do útero para avaliar a presença do HPV.

O estudo foi realizado com 412 mulheres, com idades entre 18 e 81 anos, selecionadas de 32 comunidades ribeirinhas, no período de agosto de 2014 a fevereiro de 2015. As amostras foram obtidas por autocoleta nas casas das mulheres utilizando dispositivo próprio (escova Rovers® Evalyn®).

Mapa Coari

Localização geográfica das comunidades incluídas no estudo. Foto: DIvulgação

 

O procedimento permite aumentar o índice de cobertura do exame ginecológico em regiões remotas e de difícil acesso, pois não demanda o deslocamento das pacientes, para a coleta de amostra cervical, e possibilita que parte da população, sem acesso aos programas de prevenção, se integre a eles.

A autocoleta com escova foi uma ferramenta aceita por 97,8% das mulheres entrevistadas e considerada de fácil manuseio por 95,4% das participantes. Quanto mais esse instrumento se tornar familiar ao público, mais mulheres estariam dispostas a utilizar esta opção de coleta no futuro.  

escovas

Dispositivo estéril (escova) para a coleta de células do canal vaginal e do colo do útero. Foto: Divulgação

 

Amostras analisadas

Nas amostras cérvico-vaginais estudadas foram constatadas a prevalência de infecção por HPV em 77 mulheres (18,7%). Em seis mulheres (1,4%) foi observada a expressão da proteína E6, que é altamente oncogênica. Estudos relatam que a expressão dessa proteína seja responsável pelo início e a manutenção do processo que culmina no câncer cervical.

As mulheres com triagem positiva para um dos testes foram submetidas à avaliação colposcópica (procedimento médico diagnóstico para avaliar o colo do útero e os tecidos da vagina e vulva) e exame histopatológico (permite afirmar a natureza de uma lesão) quando necessário.

O resultado histopatológico das mulheres positivas no teste identificou 1 caso de neoplasia intraepitelial cervical de grau I (NIC I), 1 caso de neoplasia intraepitelial cervical de grau III (NIC III) e 1 carcinoma invasor.

De acordo com Valquíria Martins, um diagnóstico preciso de HPV é essencial, pois vai definir se o vírus presente é de alto risco ou não, podendo influenciar no prognóstico da doença.

O estudo também contribuiu na formação de recursos humanos e resultou na dissertação de mestrado da aluna Josiane Montanho Mariño,  da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

 

Infográfico Câncer colo útero

 

Universal Amazonas

O programa tem o objetivo de financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do estado do Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no estado do Amazonas.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suellen Sousa

 

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Iniciação científica em políticas atuais será tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

Na próxima sexta-feira, 16/8, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Iniciação Científica em políticas atuais; temos de ser polímatas? O vai e volta de políticas públicas para o Brasil para ciência e cultura?”, a ser ministrada pelo pesquisador, Felipe Arley Costa Pessoa, da Fiocruz Amazônia.

Segundo Pessoa, o processo de implantação da carreira de cientista e de formação do conhecimento de cunho acadêmico nacional não foi um processo contínuo. “Políticas de formação de base como a iniciação científica é algo relativamente novo. Nessa palestra serão abordados tópicos sobre a história da iniciação científica, conceitos, impactos na vida do bolsista de IC, mudanças de paradigmas e retorno de algumas formas de condução de pensamento científico no país”, destacou.

A apresentação ocorrerá no Sala de aula 1, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Felipe Pessoa é biólogo graduado pela Universidade Federal do Ceará, Mestre e Doutor em Ciências Biológicas (Entomologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Atualmente é Pesquisador Titular em Saúde Pública, da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, no Centro de Pesquisa Leônidas & Maria Deane, Amazônia, em Manaus .

Possui experiência na área de Parasitologia, com ênfase em entomologia médica (ecologia, epidemiologia, sistemática e filogenia). É orientador nos cursos de Condições de Vida e Situações de saúde na Amazônia; Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, ambos sediados no Instituto Leônidas e Maria Deane, AM, no PPG entomologia do INPA e como colaborador no curso de Biodiversidade em Saúde do Instituto Oswaldo Cruz, RJ.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia abre vagas para o Curso de Atualização em Validade e Confiabilidade de Instrumento de Pesquisa

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa que estão abertas até o dia 30 de agosto as inscrições para o Curso de Atualização em Validade e Confiabilidade de Instrumento de Pesquisa. O curso é destinado a estudantes de pós graduação e de graduação da área da saúde e afins, assim como para profissionais do campo da saúde, que pretendam aprimorar seus conhecimentos.

O curso tem como objetivos compreender os aspectos teóricos gerais da validação e confiabilidade de instrumentos de aferição na pesquisa epidemiológica; discutir os principais critérios de validade de instrumentos de aferição em pesquisa epidemiológica; apresentar os principais estimadores de confiabilidade, sua utilização e interpretação; e identificar os aspectos básicos da adaptação transcultural de instrumentos de pesquisa.

As aulas serão ministradas pela Professora Odaleia Barbosa de Aguiar, docente na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e acontecerão no período de 16 a 20 de setembro, horário matutino, totalizando a carga horária de 20h. O curso será realizado na sede da Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus.

Para inscrição acesse a plataforma do Campus Virtual da Fiocruz.

As inscrições estão sendo feitas pelo Campus Virtual da Fiocruz, por meio de Formulário disponível para este fim. Ao preencher o Formulário de Inscrição o candidato deve inserir o link do seu Currículo Lattes, no local indicado.

Estão sendo ofertadas 40 vagas cujo preenchimento obedecerá às condições dispostas no processo seletivo. Haverá cadastro reserva para o caso de desistência de algum aluno no primeiro dia do curso.

SOBRE A CERTIFICAÇÃO

Receberão certificados os alunos que tiverem assegurada, pelo menos, 75% (setenta e cinco por cento) de frequência no Curso de Atualização em Validade e Confiabilidade de Instrumento de Pesquisa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Divulgado resultado da primeira etapa da seleção para Facilitadores de Ações de Educação em Saúde, do Projeto QualificaSUS     

A Comissão de Seleção do Processo Seletivo do Curso para Facilitadores de Ações de Educação em Saúde, no âmbito do Projeto QualificaSUS, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) informa o resultado  da primeira etapa: Avaliação de Currículo  com Comprovação dos Itens de Pontuação,  para os candidatos inscritos na Chamada Pública Nº 006/2019.

Confira aqui o resultado, ou acesse a página de Chamadas Públicas.

2ª. ETAPA DO PROCESSO

A Comissão informa ainda que o local de realização da 2ª etapa do processo seletivo da referida chamada pública será comunicado aos candidatos classificados até 72 horas antes de seu início.

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do atendimento das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos serão ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas  (Cosems-AM).

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento