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Fomento à CT&I no Amazonas é apresentado em audiência pública

O fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) foi apresentado na segunda-feira (16/9) pela diretora-presidente, Márcia Perales, durante audiência pública realizada no Auditório Belarmino Lins na Assembleia Legislativa do Estado Amazonas (Aleam), bairro Flores, zona Centro Sul de Manaus.

O debate foi uma iniciativa do presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação, Informática e Inovação da Aleam, deputado estadual Serafim Corrêa (PSB),  e trouxe como tema “A Amazônia não tem solução fora da ciência e tecnologia”.

Segundo Serafim Corrêa, o objetivo da reunião foi colocar as instituições de ensino, pesquisa e CT&I para conversarem, e a audiência permitiu esse diálogo entre os órgãos e o Parlamento, em conjunto com a sociedade.

Comissão de CTi - ALEAM   - Fotos Érico Xavier_-4

Durante a audiência pública, Márcia Perales, apresentou o panorama dos investimentos realizados pela Fapeam ao longo de 10 anos (2008-2018) e evidenciou que o investimento para a CT&I no Amazonas tem retomado crescimento em 2019. De janeiro a agosto deste ano, a Fapeam já lançou 13 programas para apoiar a formação de recursos humanos, pesquisa, inovação, difusão e popularização da ciência no Estado.

Para 2019 estão provisionados de fomento à CT&I pela Fapeam investimentos da ordem de R$85.671.650,00 muito mais do que nos anos de 2017 e 2018, R$39.213.917,00 e R$ 63.355.350, 00 respectivamente.

“A Ciência tem sido a principal mola propulsora de todas as transformações societárias produtivas, tecnológicas e culturais, com um papel muito grande em todos os processos da nossa vida, inclusive no nosso cotidiano. Por exemplo, todas às vezes que entramos numa farmácia ali está o resultado de uma pesquisa. Manter os investimentos em CT&I para o Amazonas tem sido uma prioridade do Governo do Estado, para que essa produção tecnológica e científica contribua no desenvolvimento social, econômico e ambiental do nosso Estado. A ciência tem que estar a serviço da sociedade” disse a diretora-presidente.

Comissão de CTi - ALEAM   - Fotos Érico Xavier_-10

Atualmente, a Fapeam conta com três editais abertos. Na área de inovação e empreendedorismo tem o Programa de Apoio à Incubadoras (Pró-Incubadoras), que recebe propostas até o dia 21 de outubro, e o Programa Centelha Amazonas, que recebe inscrição até o dia 29 de outubro.  Já o Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev) recebe propostas de interessados, em realizar eventos no segundo semestre de 2020, até o dia 31 de janeiro de 2020.

Além da Fapeam, participaram ainda da audiência pública representantes do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti) e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

 

Por: Esterffany Martins

Fotos: Érico Xavier

 

 

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Oficina de trabalho debate compreensão de acidentes, lesões, mortes e violência no trânsito

Lesões e mortes no trânsito geram mudanças sociais e sofrimentos incalculáveis à vida das pessoas, lidar com a situação requer ações de vigilância e prevenção de lesões e mortes e que promovam a paz no trânsito.

Assim, nos dias 17 e 18/9, os pesquisadores Edinilsa Souza – do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves), da  Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) – e Marcílio Medeiros,  do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizam a Oficina de Trabalho Plataforma Digital Colaborativa de Prevenção da Violência no Trânsito, a acontecer no auditório da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS/AM), à  avenida Torquato Tapajós, 4.010, Colônia Santo Antônio.

A Oficina faz parte do projeto Plataforma Digital Colaborativa da Prevenção e Vigilância das Violências, de autoria de Marcilio Medeiros, do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS/Fiocruz Amazônia). O projeto é financiado pelo Programa Fiocruz de Fomento à Inovação: Inova Fiocruz.

O Projeto visa promover práticas comunicativas participativas de intervenção social relacionadas à prevenção e redução da violência no trânsito e usar informações não oficiais produzidas no espaço cibernético para a melhoria da qualidade dos registro e ações de intervenção mais adequadas relacionadas às lesões e mortes no trânsito. O produto final da pesquisa será o desenvolvimento de um aplicativo para telefone móvel ou equipamento de transmissão de dados por internet, que permita otimizar a troca de informações entre pessoas e instituições, e assim, acelerar o fluxo de conhecimento sobre lesões e mortes no trânsito para ação/intervenção dos órgãos competentes.

A Oficina de Trabalho conta com apoio do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), FVS-AM e Processamento de Dados do Amazonas S/A (Prodam).

SOBRE A OFICINA DE TRABALHO

A Oficina de Trabalho tem como objetivo definir o que a pesquisa, assim como os sujeitos representantes das instituições implicadas na temática, compreende como acidente de trânsito ou lesões e morte no trânsito ou violência no trânsito, se tratando do ponto de partida para customização do aplicativo.

O público-alvo são gestores e profissionais que atuam nos sistemas de controle de tráfico: instituto municipal de mobilidade urbana, segurança pública, Detran, Corpo de Bombeiros; sistema de prevenção, promoção e vigilância em saúde: Semsa, FVS, clínicas de médicas; de assistência à saúde: hospitais e Samu; e profissionais do volantes (sindicato de taxistas, motoristas de  ônibus e mototaxistas).

SOBRE O INOVA FIOCRUZ

O Programa Fiocruz de Fomento à Inovação: Inova Fiocruz, tem como objetivo incentivar a transferência para a sociedade do conhecimento gerado em todas as áreas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz, e conta com financiamento do Fundo de Inovação da Fiocruz e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia abre inscrições para o curso de atualização em Biologia Computacional: Análise de Transcriptomas Públicos

De 16 de setembro a 4 de outubro estão abertas as inscrições para o curso de atualização em Biologia Computacional: Análise de Transcriptomas Públicos, promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O curso é gratuito e destinado a alunos de pós-graduação e profissionais da área de saúde que atuam ou desejam atuar na área de bioinformática.

Para o curso estão sendo disponibilizadas 20 vagas e o seu preenchimento obedece às condições dispostas no processo seletivo. Acesse aqui a chamada pública simplificada.

A inscrição é feita pelo Campus Virtual da Fiocruz. Vale ressaltar que, ao preencher o formulário de inscrição, o candidato deve inserir o link do seu Currículo Lattes no local indicado, para efetivação da inscrição.

SOBRE O CURSO

O curso é coordenado pelo Prof. Dr. PriteshJaychand Lalwani, Imunologista, e será realizado na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, localizada na Rua Teresina, 476, Bairro Adrianópolis.

As aulas serão ministradas pelos professores Andre Luiz Barbosa Bafica, Professor Associado de Imunologia, e Edroaldo Lummertz da Rocha, pesquisador, ambos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As aulas acontecerão no período de 14 a 17 de outubro, em horário integral (manhã e tarde), totalizando a carga horária de 30h.

Saiba mais sobre o curso de atualização em Biologia Computacional: Análise de Transcriptomas Públicos.

Acesse o portal do Campus Virtual da Fiocruz e conheça outras oportunidades.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Imagem: Mackesy Nascimento

Regras e procedimentos de biossegurança são abordados durantes palestras na Fiocruz Amazônia

A Comissão de Biossegurança do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu, no dia 9/9, as palestras “Organismo Geneticamente Modificado (OGM) e Biossegurança” e “Atualização, regras e procedimentos de Biossegurança”, ministradas pelos pesquisadores, Paulo Roberto de Carvalho, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio e, Simone Cavalher Machado, da Vice Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Pesquisadores, técnicos e bolsistas de iniciação científica participaram da atividade que teve como objetivo capacitar e disseminar informações sobre regras e procedimentos de biossegurança aos colaboradores e servidores da Fiocruz Amazônia.

SOBRE A CIBio/ILMD

A biossegurança é uma orientação prioritária no ILMD/Fiocruz Amazônia, uma vez que há o desenvolvimento de atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, realizadas no Laboratório Multiusuários e nas cinco Plataformas Tecnológicas.

Para orientar e incentivar as boas práticas e ações de biossegurança foi instituída a Comissão Interna de Biossegurança do Instituto – CIBio/ILMD (Portaria N. 003/2016-GAB/ILMD), subordinada à vice-diretoria de Pesquisa.

A CIBio/ILMD vem atuando para oferecer cursos e treinamentos que promovam a capacitação dos profissionais e a disseminação dos princípios da biossegurança no Instituto e nas instituições parceiras.

Essas ações visam melhor atender as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e otimizar um conjunto de ações para prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente.

Ascom/ ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Em Fonte Boa (AM), oficina aborda atenção à saúde das populações do campo, floresta e águas

O Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) promoveu entre os dias 27 e 29 de agosto, a oficina “Atenção à Saúde das Populações do campo, floresta e águas: Perspectivas de um sistema de garantias de direitos para populações ribeirinhas das unidades de conservação ambiental”, no município de Fonte Boa (AM). A atividade foi coordenada em parceria com outros laboratórios e pesquisadores do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz – PE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fiocruz CE.

Durante os três dias de evento, os participantes debateram assuntos, desafios, ações e experiências de intervenções de caráter intersetorial, que possam tornar mais eficientes a gestão pública do Sistema Único de Saúde (SUS) para a melhoria das condições de vida e de saúde das populações ribeirinhas.

Participaram da Oficina de Trabalho a Defensoria Pública da União, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, 3º Batalhão da Polícia Militar de Tefé, Movimento de Mulheres da Reserva Mamirauá, Conselheiros Municipais de Saúde, agentes comunitários de Saúde e lideranças comunitárias, mestrandos, estudantes, assim como a população de Fonte Boa.

A atividade é uma das ações previstas no projeto de pesquisa “Atenção à saúde das populações do campo, da floresta e das águas: Perspectivas de um sistema de garantias de direitos para as populações ribeirinhas das unidades de conservação ambiental”, aprovado no edital “Geração de Conhecimento” e financiado pelo Programa “Novos Talentos” do edital Inova da Fiocruz.

Segundo Marcílio Medeiros, pesquisador da Fiocruz Amazônia, em outras palavras, “a proposta da Oficina de Trabalho é pensar como melhor gerir a forma de garantir os direitos assegurados pela Constituição Federativa, e assim melhorar as condições de vida e a situação de saúde das populações ribeirinhas, no sentido de tornar todos e todas responsáveis pela sua efetivação por meio de um sistema de garantias de direitos”, explicou.

Técnicos das instituições estatais e não estatais, além de representantes comunitários, foram distribuídos em Grupos de Trabalho, representando as dimensões da reprodução social: Dimensão Ecológica; Política; Trabalho; Cultura; Biocomunal. Nos grupos, a partir de situações e problemas levantados pela pesquisa, realizada entre os anos de 2013 e 2018, os participantes debateram as melhores estratégias de ação integrada, para garantir o direito dos ribeirinhos aos bens e serviços sociais.

SOBRE O PROJETO

O projeto de pesquisa conta com apoio das Prefeituras de Fonte Boa, Alvarães, Jutaí, Japurá, Maraã, Tonantins e Uarini. Também estiveram envolvidos nas atividades representantes da Igreja Nossa Sra do Guadalupe, Prelazia Tefé, Associação de Moradores e Usuários da RDS Mamirauá Antônio Martins (AMURMAM), Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de UC da Secretaria de estado do Meio Ambiente (DEMUC/SEMA), Secretaria de Estado de Saúde (SUSAM), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS – AM), Instituto de Desenvolvimento Sustentável (IDS) Fonte Boa / Mamirauá e Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Arquivo LTASS

Tese sobre Domesticação das Florestas Amazônicas do curso de Ecologia do Inpa conquista Prêmio

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Este ano o Prêmio Capes de Teses obteve recorde de inscrições com 1.140 candidaturas

 

Da Redação –Inpa

Banner: Lailla Pontes

 

A egressa do curso de doutorado em Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), a bióloga Carolina Levis, conquistou o Prêmio Capes de Teses – 2019 na área de biodiversidade, uma das 49 áreas avaliadas. O trabalho “Domesticação das Florestas Amazônicas” trouxe evidências de que a Amazônia tem florestas domesticadas pelos povos indígenas desde pelo menos 13 mil anos.

Este é mais um reconhecimento ao trabalho de Levis, que já foi premiada com o 2º lugar no Prêmio Jovem Cientista - CNPq, em 2018, e com o II Prêmio Cientista e Empreendedor do Ano-“Biotecnologia Agro&Indrustrial” do Instituto Nanocell, em 2017. A tese foi defendida em 2018.

A bióloga foi orientada no doutora do do Programa de Pós-Graduação em Biologia (Ecologia) do Inpa pelos pesquisadores Flávia Costa e Charles Clement, e na Holanda pelos pesquisadores Frans Bongers e Marielos Peña-Claros, da Wageningen University & Research.

De acordo com Levis, a tese evidenciou efeitos persistentes das atividades humanas passadas na composição florística das florestas amazônicas atuais, especialmente em áreas próximas a sítios arqueológicos, onde o grupo de pesquisadores encontrou evidências de ocupação humana de longa duração. O estudo também descreveu múltiplas práticas de manejo locais que levaram à criação e manutenção de florestas com alta concentração de plantas muito importantes para a dieta dos povos amazônicos, como açaí, castanha e cacau.

“Nossos resultados indicam como parte da flora amazônica tem sido moldada pela interação entre processos naturais e práticas culturais dos seres humanos”, contou Levis, que atualmente é bolsista de pos-doc no PPG-Ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Insights obtidos na tese incentivaram cientistas a reavaliarem estudos de ecologia e incorporarem o efeito da influência das populações humanas pré-colombianas (anteriores a conquista européia) e contemporâneas em suas áreas e objetos de pesquisa.

 

Manejo humano nas florestas

 

Carol Levis INPA Foto Acervo Pesquisadora

 

Segundo Carolina Levis, o tema do papel do manejo humano de longa duração sobre as florestas amazônicas atuais é raramente explorado nos estudos ecológicos, porém é de alta relevância para o planejamento e direcionamento de ações futuras de conservação e manejo dos patrimônios naturais e culturais ainda abundantes na região.

“Com base nos resultados da tese, a Amazônia também pode ser entendida como um patrimônio natural-cultural misto da humanidade, que merece ações integradas de conservação. Neste sentido, algumas ações concretas começaram a ser desenvolvidas durante a tese e deveriam ser expandidas em trabalhos futuros de conservação”, conta a bióloga.

A pesquisa identificou locais com alta riqueza de espécies com algum grau de domesticação, alta diversidade arqueológica e cultural, que devem ser incluídos nos planejamentos de áreas prioritárias de conservação. Outro passo importante é que se começou a compilar práticas de manejo local da floresta, para entender como manter paisagens florestais diversas e de grande utilidade às populações locais.

A parceria com a comunidade é outra vertente fundamental nas ações de conservação. “Também começamos a desenvolver atividades de educação científica em escolas dentro das unidades de conservação que trabalhamos (Flona Tapajós), dando poder às populações locais para se apropriarem do conhecimento científico e se tornarem parceiros na conservação do legado deixado pelos antigos habitantes da região”, disse Levis.

 

Estudos atuais

 

 

Carol Levis e Flavia Costa esq e dir INPA1 Foto Acervo Pesquisadora

 

Agraciada com uma bolsa no Prêmio Jovem Cientista do CNPq, Carolina Levis iniciou em março deste ano o Pós-doutorado no PPG Ecologia na UFSC. Ela continua estudando o efeito humano de longa duração nas paisagens florestais da América do Sul usando abordagens interdisciplinares. Além da Amazônia, a bióloga expandiu o trabalho para outros ecossistemas do Brasil, como a Mata Atlântica e o Cerrado.

No momento, estamos construindo as bases de dados e integrando novos conjuntos de dados biológicos, arqueológicos e ambientais para o Brasil, para replicar as análises que fiz na Amazônia nestes outros biomas. Esperamos que essas bases possibilitem o desenvolvimento de muitas pesquisas interdisciplinares, mas isso dependerá do investimento contínuo na pesquisa”, revelou.

 

Reconhecimento

 

Nos últimos anos, alunos e ex-alunos de mestrado e doutorado do Inpa têm conquistado premiações importantes, especialmente em função de estudos relevantes e publicações em revista de alto impacto. Entre eles, destacam-se alunos do PPG-Ecologia, único programa do Amazonas com nota 6 (a avaliação vai até 7) da Capes, considerado de nível internacional.

Para a pesquisadora do Inpa, Flávia Costa, esse reconhecimento é resultado de um longo e intensivo investimento que o PPG-Ecologia faz na formação dos estudantes, na dedicação intensa dos orientadores aos alunos, à exposição a um ambiente inter e multidisciplinar no curso, que permite aos estudantes irem além de seus assuntos específicos e ampliar a relevância de seus estudos.

Somam-se a isso o investimento na criação de importante infraestrutura de pesquisa pelos grandes projetos e programas do Inpa (como Peld, PPBio, LBA, Pronex, INCTs) que possibilita ao aluno obter grandes bases de dados que não poderiam obter sozinhos, e à atração de parcerias nacionais e internacionais.

“Isso significa um ambiente muito ativo de pesquisa, que induz os alunos a se comportarem como verdadeiros pesquisadores, estimulando sua originalidade, autonomia, multidisciplinaridade”, disse Costa, destacando que esse ambiente foi propício em função da dedicação das pessoas e ao financiamento contínuo da pesquisa científica nos últimos anos.

“Entretanto, vemos com muita preocupação os cortes de bolsas e financiamento de pesquisa que tivemos neste ano. Só em 2019, o PPG Ecologia já perdeu cinco bolsas de doutorado, e, em conjunto, os PPGs do INPA já perderam pelo menos 40 bolsas, o que representa uma perda muito importante de investimento na formação de recursos humanos de alta qualidade, principalmente em uma região ainda carente de pesquisadores como a Amazônia, completou.

 

Saiba Mais

 

A tese já rendeu cinco publicações, e mais duas devem sair ainda este ano.

  1. https://www.academia.edu/23437962/Antes_de_Orellana._Actas_del_3er_Encuentro_Internacional_de_Arqueología_Da_Amazônica
  2. https://science.sciencemag.org/content/355/6324/466
  3. https://science.sciencemag.org/content/355/6328/925
  4. https://science.sciencemag.org/content/358/6361/eaan8837
  5. https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fevo.2017.00171/full

Resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição do PPGBIO-Interação

A Comissão de Seleção da Chamada Pública Nº 008/2019,  do  Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), divulga o resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição, que pode ser acessado em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

Chamada Pública Nº 008/2019 do Programa oferece 20 vagas, distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital. A admissão no curso de mestrado será feita através de processo seletivo que é composto das seguintes etapas: Homologação das inscrições, Prova Escrita, Prova Oral e análise do currículo lattes. A 2ª e 3ª etapas do processo seletivo são eliminatórias. As inscrições ocorrem até o dia 16/10.

A primeira etapa compreenderá a análise, pela Comissão de Seleção da documentação, apresentada pelo candidato. A segunda etapa, Prova Escrita, será discursiva e valerá 10 (dez) pontos. A terceira etapa será a Prova Oral, que compreende a avaliação do projeto de pesquisa e entrevista. A quarta etapa, referente a análise do currículo será classificatória.

O início das aulas está previsto para o dia 2/3/2020.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Programa Centelha Amazonas é apresentado no 2º Confex Roda de Conversa com a Rami

Transformar ideias inovadoras em empreendimentos de sucesso, esse é o objetivo do Programa Centelha Amazonas apresentado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) durante o 2º Confex na Roda com a Rede de Inovação e Empreendedorismo da Amazônia (Rami), no sábado (14/06), no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, bairro Crespo, zona Sul de Manaus.

A Rami é uma das 26 instituições parceiras do Programa Centelha Amazonas, a iniciativa visa transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, oferecendo aos participantes, capacitação e suporte para alavancar o negócio e ampliação do networking.

II CONFEX NA RODA COM A RAMI  - Fotos Érico Xavier_-7

Na oportunidade, a coordenadora do Centelha Amazonas pela Fapeam, Kathya Thomé, destacou que  o Programa conta  com investimento de R$ 1.820.000,00 (um milhão oitocentos e vinte mil reais) para apoiar, por meio de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis),  até 28 projetos de inovação no Amazonas, no valor unitário de até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais).

“O Centelha é um incentivo ao empreendedorismo inovador, visando empreendimentos de sucesso ao final do programa, que recebe até o dia 29 de outubro as propostas de interessados em inscrever ideias inovadoras, por meio do site: www.programacentelha.com.br/am”, destacou, informando que com o cadastro na plataforma a pessoa já tem acesso aos vídeos de capacitação.

O Programa Centelha será realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa será executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Outro programa de fomento na área de empreendedorismo e inovação da Fapeam destacado foi o Programa de Apoio à Incubadoras (Pró-Incubadoras), cujo o objetivo é fomentar a estruturação de novas incubadoras e o desenvolvimento de incubadoras de empresas alinhadas ao Modelo de Centros de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne), de forma a ampliar o número e a qualidade de empreendimentos inovadores no Amazonas.  O Pró-Incubadoras recebe propostas até o dia 21 de outubro, via SigFapeam disponível em www.fapeam.am.gov.br.

Roda de Conversa – Além da Fapeam, participaram da Roda de Conversa com a Rami o  Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT), que apresentaram parte do trabalho desenvolvido nas suas instituições.

A presidente da Rami, Olinda Marinho, disse que o evento é itinerante,  e tem o intuito de fomentar a inovação e empreendedorismo no ecossistema da Região Norte, com apresentações de pitchs de startups e empresas selecionadas da região a investidores convidados.

II CONFEX NA RODA COM A RAMI  - Fotos Érico Xavier_

Edital do Pró-Incubadoras

Acesse ao edital do Programa Centelha Amazonas 

Por: Esterffany Martins

Fotos: Érico Xavier

 

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Fiocruz Amazônia participa da cerimônia de posse da nova diretoria da Escola de Enfermagem de Manaus

Nesta sexta-feira, 13/9, diretor e pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) participaram da cerimônia de posse de Esron Rocha, eleito novo Diretor da Escola de Enfermagem de Manaus, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), para o quadriênio 2019-2023.

Instituição parceira da Fiocruz Amazônia, a Escola de Enfermagem de Manaus foi dirigida na última gestão, durante oito anos, por Nair Chase, graduada em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Manaus, mestra em Educação pela Ufam e doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Púiblica Sérgio Arouca/Fiocruz. O Professor Esron Rocha será o 15º diretor da Escola de Enfermagem desde sua fundação em 1949.

Para Nair Chase o sentimento é de gratidão e dever cumprido. “O momento é de profunda satisfação. Entendo que eu cumpri a missão, me dediquei, pois reconheço o que a instituição fez por mim. Estou muito satisfeita, irei continuar na Escola exercendo minhas atividades. Tenho pesquisas em andamento, aulas no mestrado, e estarei disponível para a gestão atual, para aquilo que eles entendam que eu posso contribuir”, destacou.

Em entrevista, Sérgio Luz, diretor da Fiocruz Amazônia destacou a parceria entre as instituições e desejou votos de sucesso para a nova gestão. “A Escola de Enfermagem de Manaus é nossa instituição irmã, desde a implantação. Tivemos a gestão da professora Nair que esteve conosco desde a implantação dos nossos programas de mestrado e doutorado, e agora estamos presenciando a posse do professor Rocha, nosso amigo de trabalho, de bancos escolares. É com grande satisfação que a gente recebe essa nova gestão e desejamos sucesso para eles. Que possamos construir e reforçar cada vez mais essa parceria”, disse.

NOVO DIRETOR

Esron Rocha é Doutor em Ciência na área de concentração Enfermagem na Saúde do Adulto pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia e Especialista em Saúde Pública com ênfase em Saúde Indígena pela Ufam.

Atualmente é professor adjunto III da universidade, nas disciplinas Saúde Coletiva, Saúde Indígena e Estágio Curricular I (módulo rural), Coordenador estadual no âmbito da Ufam do Programa de Acesso e Melhoria da Qualidade – PMAq, Coordenador Pedagógico do curso de Qualificação de Agentes Indígenas de Saúde, Agente Indígena de Saneamento no Alto Rio Negro e Professor Permanente do Mestrado Profissional em Enfermagem da Ufam.

O diretor eleito também é Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn/Amazonas), Membro Titular da Comissão Intersetorial de Saúde Indígena (CISI), Avaliador ADOC da Revista Latino América de Enfermagem e Revista Brasileira de Enfermagem (REBEn), Presidente do 71º Congresso Brasileiro de Enfermagem 2019 e Coordenador da Telesaúde Indígena no âmbito da Ufam.  Foi também Coordenador do Programa de Pós-Graduação Latu Sensu da Fiocruz/ Amazônia).

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

 

Estudo inédito ajuda a desvendar espetacular diversidade de peixes da bacia amazônica

peixes AcervoINPA

 

Pesquisa publicada na revista Science Advances foi desenvolvida por cientistas de oito países, incluindo o pesquisador do Inpa Jansen Zuanon

 

Da Redação – Inpa

Fotos: Gislene Torrente-Vilara  

                                             

Um trabalho colaborativo de cientistas de várias partes do mundo permitiu construir o mais completo banco de dados já reunido sobre a espetacular diversidade de peixes amazônicos. Estudos realizados a partir dessas informações sugerem que o principal centro de diversidade de peixes da bacia amazônica estava localizado na porção mais a oeste da bacia – onde hoje se situam os territórios da Colômbia e Peru.

Por outro lado, o estudo revelou uma tendência de redução na riqueza de espécies no sentido cabeceiras-foz, ao contrário das previsões de aumento da riqueza em locais que ficam mais rio abaixo ao longo do gradiente fluvial (o aumento progressivo dos corpos d’água ao longo de uma bacia, desde os pequenos igarapés de cabeceiras até a foz do rio).

Liderado pelo pesquisador francês Thierry Oberdorff, o estudo “Unexpected fish diversity gradients in the Amazon Basin" (Gradientes inesperados de diversidade de peixes na Bacia Amazônica) publicado na quarta-feira (11) na revista Science Advances conta com a colaboração de cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) e de outras instituições do Brasil e do mundo.

Os autores do artigo sugerem que a redução na diversidade de peixes no sentido cabeceiras-foz pode estar ligada à história da rede de drenagem da Amazônia. Eles entendem que após um longo período de isolamento como duas grandes bacias a oeste e leste durante o período Mioceno (entre 23 e 5 milhões de anos atrás), a formação das montanhas andinas na parte oeste fez com que os principais rios da bacia começassem a fluir para o leste, formandoa Bacia Amazônica como conhecemos hoje. Os cientistas acreditam que rio Amazonas assumiu seu curso moderno em direção ao Atlântico em algum período entre 9 e 4,5 milhões de anos atrás.

 

INPA Jansen Zuanon Gislene Torrente Viana

 

“Esse processo de dispersão dos peixes para o leste parece ainda não ter sido completado, o que apóia a hipótese de uma formação recente do atual sistema amazônico. Na prática, isso significa que as partes mais rio abaixo da Bacia Amazônica ainda poderiam ser colonizadas por espécies que hoje ocorrem apenas nas regiões mais distantes da foz”, explicou o pesquisador do Inpa e um dos autores do artigo, o doutor em ecologia Jansen Zuanon.

De acordo com Zuanon, modelos estatísticos revelaram que a diversidade de peixes encontrada atualmente nas sub-bacias da Amazônia foi significativamente influenciada pelas condições climáticas do passado e do presente, tamanho e produtividade biológica das sub-bacias. Assim, as sub-bacias maiores, com maior diversidade de habitats e produtividade biológica e localizadas em partes da Amazônia que sofreram pouca variação climática ao longo do tempo evolutivo abrigam maior riqueza de espécies.

Banco de Dados

O banco de dados de ocorrência de peixes é formado por informações obtidas de mais de 100 coleções, 22.000 localidades de coleta, 305.000 registros de ocorrência e 2.257 espécies. A partir dele, pesquisadores da França, Bélgica, Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia e Estados Unidos, ligados ao Projeto AmazonFish avaliaram a importância de fatores ecológicos e históricos nos padrões de diversidade das sub-bacias de drenagem em toda a Bacia Amazônica.

Para Zuanon, um dos pesquisadores que mais entendem de peixes amazônicos no mundo, esses resultados são importantes por revelarem informações sobre um aspecto pouco compreendido a respeito da biodiversidade amazônica, que são os processos ecológicos e históricos que geraram e mantêm essa “fabulosa biodiversidade” de peixes.

“Conhecendo melhor esses processos, será possível refinar nossas estratégias para conservar essa biodiversidade e prever com mais precisão os possíveis impactos decorrentes das alterações ambientais que vêm ocorrendo na Amazônia, seja pela ação direta humana (desmatamentos, queimadas, uso desordenado dos recursos naturais, construção de hidrelétricas, avanço da poluição e degradação de habitats), seja por efeito das mudanças climáticas em curso no planeta”.

Saiba Mais

A bacia amazônica cobre mais de 6 milhões quilômetros quadrados, produz aproximadamente 16% da descarga de água doce do mundo e contém a maior biodiversidade de água doce da Terra. Para os peixes, isso também é verdadeiro. Na região há 2.257 espécies reconhecidas - mais da metade (1.248 espécies) são endêmicas, encontradas em nenhum outro lugar da Terra - e representam aproximadamente 15% dos peixes de água doce do mundo (www.amazon-fish.com).

Projeto AmazonFish

INPA Jansen Zuanon Foto Gislene Torrente Viana

 

Montar o banco de dados de ocorrência de peixes amazônicos foi o primeiro passo para que os pesquisadores pudessem desvendar os padrões de distribuição de peixes na escala da Bacia Amazônica, de forma a contribuir para um melhor entendimento dos fatores que geraram e mantêm a megadiversidade de peixes no bioma.

Para elaborar o banco de dados, foram acessadas informações publicadas na literatura, registros de exemplares de peixes depositados em museus e coleções científicas de todo o mundo, e bancos de dados pessoais de pesquisadores. Todos esses registros passaram por um processo cuidadoso de “limpeza”, que é a correção de informações, atualização taxonômica, checagem de distribuição geográfica e descarte de informações imprecisas ou pouco confiáveis.

Após essa fase muito trabalhosa, os dados foram analisados por meio de métodos estatísticos sofisticados e passaram pelo crivo de revisores muito competentes e exigentes, até chegar a essa publicação do artigo.

O banco de dados em breve estará disponível para consulta pela comunidade científica. Para Zuanon, se bem mantido e atualizado constantemente, será uma ferramenta muito útil e poderosa para subsidiar novas pesquisas sobre a ictiofauna amazônica e sobre a ecologia de ambientes aquáticos no bioma, por muitos anos ainda.