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Fapeam divulga resultado preliminar da Fase I do Centelha Amazonas

 

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou nesta sexta-feira (17/1)  o resultado preliminar das ideias inovadoras- Fase I submetidas ao Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Centelha Amazonas), edital N° 011/2019. Foram 964 propostas avaliadas de 35 municípios do Amazonas. Nesta etapa, 200 ideias foram aprovadas para a fase II, que consiste no Projeto de Empreendimento.

Lançado no mês de agosto de 2019, o Programa Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Amazonas, oferecendo capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso.

O Programa conta com investimento de R$ 1.820.000,00 (um milhão oitocentos e vinte mil reais), os recursos disponibilizados serão destinados à subvenção econômica (recursos não reembolsáveis) para o apoio de até 28 projetos de inovação, no valor unitário de até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais).

Fase II

Para a Fase II as principais dimensões a serem apresentadas pelos proponentes são: equipe, produto, tecnologia, mercado, capital e gestão. É quando os proponentes farão os detalhamentos das propostas submetidas na fase anterior, agora com foco na viabilidade e no desenvolvimento do empreendimento.

Vale destacar que o prazo limite para interposição de recursos administrativos na Fase I é no período de 20 de janeiro a 3 de fevereiro.

Programa Centelha

O Programa Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa é executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Acesse o Resultado Preliminar das Ideias Inovadoras Fase I- Centelha l AM

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Estudo sobre o primeiro sequenciamento completo de genoma do sarampo na América Latina está na lista Top 10 Accessed do Memórias do IOC

Pesquisa sobre  sequenciamento completo do primeiro genoma de uma amostra selvagem do vírus do sarampo obtida na América Latina está lista Top 10 Accessed do periódico científico Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, volume 114, sob o título Molecular characterisation of the emerging measles virus from Roraima state, Brazil, 2018.

O estudo foi realizado por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), da Secretaria de Estado da Saúde de Roraima e do Ministério da Saúde. O vírus foi obtido a partir da urina de um paciente, da cidade de Boa Vista, em Roraima.

A reconstrução filogenética agrupou o genoma estudado com amostras da Austrália (2015), Coréia do Sul (2016) e Itália (2017). Os dados obtidos fortalecem o conhecimento atual sobre a epidemiologia molecular do sarampo e permitem aprofundar a compreensão dinâmica da doença, a partir do sequenciamento completo do vírus.

Os dados obtidos fortalecem o conhecimento atual sobre a epidemiologia molecular do sarampo e permitem aprofundar a compreensão dinâmica da doença, a partir do sequenciamento completo do vírus.

São autores da pesquisa Cátia Alexandra Ribeiro Meneses, Valdinete Alves do Nascimento, Victor Costa de Souza, Rodrigo Melo Maito, Marconi Aragão Gomes, Claudeth Rocha Santa Brígida Cunha, Ilma de Aguiar Antony, Maria Eliane Oliveira e Silva, Daniela Palha de Souza Campos, André de Lima Guerra Corado, Karina Pinheiro Pessoa, Dana Cristina da Silva Monteiro, Osnei Okumoto, Marília Coelho Cunha, Flávia Caselli Pacheco, e Felipe Gomes Naveca.

SARAMPO NO AMAZONAS

Segundo dados da edição 43, do Boletim Epidemiológico de Surto de Sarampo no Amazonas, de 26 de fevereiro de 2019, da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), referente ao período da Semana Epidemiológica 06/2018 a 08/2019, foram notificados 11.422 casos suspeitos de sarampo provenientes de 50 municípios no Estado, desses,  9.804  foram confirmados, sendo a maioria (82,2%) provenientes da capital Manaus.

SOBRE O SARAMPO

O sarampo é considerado uma doença infecciosa grave, que pode evoluir para óbito. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, no entanto é evitável por meio de vacina. Segundo a FVS-AM, o comportamento endêmico/epidêmico do sarampo varia de um local para outro e depende, basicamente, da relação entre o grau de imunidade/suscebilidade da população e da circulação do vírus na área.

CONCLUSÃO

Segundo os pesquisadores, a principal conclusão da análise de inferência filogenética a partir do conjunto de dados estudados foi que a sequência descrita estudada não se agrupa com as sequências obtidas durante o surto de sarampo em Pernambuco, em 2013. Esse resultado sugere que os vírus do sarampo que causaram os surtos no Brasil em 2013 e 2018 não tiveram a mesma origem. Por outro lado, a falta de sequências de nucleotídeos disponíveis de outras amostras de sarampo D8 dificultam uma análise mais detalhada da transmissão local desse genótipo de sarampo no Brasil e na América Latina.

O estudo foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Capes), Departamento de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Saúde (Decit/MS) e Fiocruz.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

 

Inscrições para curso de especialização em Gestão das Organizações Públicas de Saúde são prorrogadas até 20/1

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou até o dia 20/01, as inscrições para o processo seletivo do curso de pós-graduação lato sensu em Gestão das Organizações Públicas de Saúde, que será realizado no município de Maués (AM).

Confira aqui a republicação do edital.

O curso é gratuito e podem participar da seleção profissionais com nível superior, que atuam no município de Maués e arredores, desempenhando atividades na área de gestão da Atenção Básica da Saúde.

A especialização é promovida pelo ILMD/Fiocruz Amazônia e acontece no âmbito do Projeto QualificaSUS. Para esta ação, a Fiocruz Amazônia conta com parceria do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-AM).

Para o curso estão sendo ofertadas 50 vagas. A especialização tem duração de 12 meses, tempo em que o aluno deverá cursar 400 horas em disciplinas e realizar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Esclarecimentos sobre os documentos e envio da inscrição podem ser solicitados somente através do endereço eletrônico duvidaslato.ilmd@fiocruz.br. Para se inscrever, o candidato deve apresentar a documentação solicitada no edital. A inscrição é feita apenas por e-mail. Para efetivar sua inscrição, o candidato deve enviar toda documentação exigida, digitalizada em um único arquivo, no formato “pdf” de até 10MB, para o endereço eletrônico inscricaolato.ilmd@fiocruz.br

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores que atuam gestão e no atendimento das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São oferecidos cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do trabalhador, entendido como sujeito das práticas desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos estão sendo ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda parlamentar da bancada do Amazonas. Atualmente, a Fiocruz Amazônia, por meio do Projeto QualificaSUS, realiza um curso de mestrado profissional, em Manaus,  mais 3 cursos  de pós-graduação lato sensu, que acontecem nos municípios de Tabatinga, Itacoatiara e Tefé, além de 33 cursos de atualização para profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) nos municípios do Amazonas.

Para acessar este edital e demais chamadas públicas da Fiocruz Amazônia, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisadores desenvolvem células solares empregando pigmentos vegetais do Amazonas

CELULAS SOLARES UFAM  - Fotos Érico Xavier_-22

Pesquisadores pretendem produzir energia elétrica utilizando células solares desenvolvidas a partir de pigmentos vegetais extraídos de plantas Amazônicas como, o bujuju, o açaí, o urucum, o jenipapo, a murtinha e o crajiru. Trata-se de uma solução alternativa de baixo custo para a geração de eletricidade com aplicabilidade de materiais orgânicos como fontes renováveis de energia.

CELULAS SOLARES UFAM  - Fotos Érico Xavier_-19

Estudo foi apoiado pela Fapeam, por meio do Universal AM

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), os pesquisadores desenvolvem células solares fotossensibilizadas por corantes vegetais, baseadas no modelo concebido por Michael Grätzel, no entanto, estas células fazem uso de pigmentos naturais que substitui os custosos corantes sintéticos a base de metais pesados.

Estas células possuem um arranjo estrutural muito simples, condicionadas a um foto-anodo (FTO/TiO2/corante), eletrólito e contra eletrodo. A célula é fechada na conformação similar a um sanduíche, intermediado pelo par redox (eletrólito). Os parâmetros elétricos são obtidos medindo a curva I-V (corrente-tensão).

O projeto “Desenvolvimento de células solares empregando pigmentos vegetais de plantas do Amazonas” foi desenvolvido no Laboratório de Bioeletrônica e Eletroanálises (Label) da Central Analítica (CA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, amparado pelo Programa Universal Amazonas, Edital Nº 030/2013.

Dr. Walter Ricardo Brito - UFAM_-4

Coordenador do projeto, Walter Ricardo Brito.

Para o coordenador do projeto, Walter Ricardo Brito, o aproveitamento da energia solar é uma das alternativas mais promissoras diante de outras fontes como, por exemplo, a hidrelétrica. Além disso, a pesquisa pretende mostrar o potencial do capital científico-tecnológico que a Região possui e, que possibilita desenvolver pesquisas nas áreas de produção de energia a partir de tecnologias de última geração.

“Também será possível a prospecção e seleção de materiais e pigmentos vegetais do Amazonas para aplicar em sistemas sustentáveis de geração de energia”, disse.

A limitação dos recursos energéticos na natureza, o aumento do consumo de energia e o aumento da conscientização para a conservação do meio ambiente favorecem a pesquisa e o desenvolvimento em sistemas de células solares, especialmente em regiões como a Amazônia.

Comunidades isoladas

As novas células solares sensibilizadas por corantes podem ser utilizadas por meio de diferentes tecnologias, principalmente o sistema fotovoltaico, ou seja, painéis solares que captam a luz do sol e a transformam em energia elétrica.

CELULAS SOLARES UFAM  - Fotos Érico Xavier_-7

Pigmentos vegetais extraídos de plantas Amazônicas

No que se refere às comunidades isoladas, a nova geração de painéis solares será uma das opções tecnológicas que permitirá a inclusão da população sem acesso à eletricidade, bem como, potenciar a Bioeconomia através de uma exploração sustentável dos recursos naturais que a Floresta Amazônica oferece.

Esses sistemas estão entre os mais promissores para a redução do consumo de energia gerada a partir de combustíveis fósseis e, de outros fatores negativos, ao mesmo tempo em que oferecem oportunidades para o desenvolvimento e o crescimento econômico da Região. 

Universal Amazonas

O objetivo do Programa Universal Amazonas é financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do  Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no Estado.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Inpa inaugura ampliação e revitalização do Laboratório de Fisiologia Aplicado à Piscicultura

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Importantes pesquisas são realizadas pelo Inpa com bioflocos, microrganismos ricos em nutrientes que diminuem a quantidade de substâncias tóxicas da água, e com novas substâncias para tratamento de doenças em peixes nativos da Amazônia

Da Redação – Inpa

Foto:  Vadelira Fernandes - Inpa

 

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) inaugura nesta terça-feira, (14), às 9 horas, a ampliação e reforma do Laboratório de Fisiologia Aplicado à Piscicultura (Lafap), que conta com infraestrutura moderna e adequada para realizar pesquisas em piscicultura, área com perspectiva produtiva e sustentável para a região, e capacitação. A modernização do laboratório faz parte da revitalização do Centro de Aquicultura, localizado no Campus III, Morada do Sol, zona Centro-Sul de Manaus. 

A obra no Lafap levou três meses para ser concluída e recebeu investimento de R$169.884,10 do Projeto “Implantação de Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia (Iudaa)”, patrocinado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O Iudaa atua nas áreas de piscicultura, coordenado pela pesquisadora Elizabeth Gusmão, e plantios agroflorestais, coordenado pela pesquisadora Rosalee Coelho. A coordenação geral é da titular da Coordenação de Tecnologia Social (Cotes), Denise Gutierrez. 

A finalidade do Lafap é realizar pesquisas em aquicultura, nas linhas sobre nutrição, sanidade e sistema de produção de peixes de cultivo, além de atuar na capacitação de alunos de graduação à pós-graduação (mestrado e doutorado). O laboratório foi implantado em 2002, com uma estrutura simples e espaço limitado, passando por ampliações no decorrer dos anos. 

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Segundo Gusmão, o Lafap desenvolve pesquisas de ponta na área de aquicultura, a exemplos dos projetos com a tecnologia de bioflocos, pioneira com espécies nativas (tambaqui e matrinxã) e que contribui com o futuro da aquicultura na região Norte. Os bioflocos são microrganismos ricos em nutrientes que diminuem a quantidade de substâncias tóxicas da água. 

“Outras pesquisas que serão beneficiadas com esta infraestrutura são as relacionadas com as questões sanitárias, principalmente novas substâncias para tratamento de doenças, como a acantocefalose que tem diminuído a produção de tambaqui, sendo este um dos maiores obstáculos atualmente enfrentado pelo setor”, disse Gusmão, que também é líder do Grupo de Pesquisa em Aquicultura na Amazônia Ocidental do Inpa. 

As duas linhas de pesquisas recebem fomento de projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Banco da Amazônia e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal e Nível Superior (Capes). O Amazonas é o maior consumidor per capita de peixe do país (33 kg por ano), porém não é autossuficiente na piscicultura nem para suprir o mercado local. 

 

Pesquisa e capacitação

 

Segundo Denise Gutierrez, a infraestrutura do Centro de Aquicultura foi modernizada e adaptada para atender as necessidades contemporâneas, com novos equipamentos adquiridos e instalados. “Trata-se de um convênio para execução de projeto voltado não apenas para a pesquisa aplicada, mas também para a capacitação de produtores do interior do Amazonas, o que significa uma resposta efetiva do Inpa para as demandas das populações locais. Nele, pesquisa e capacitação foram perfeitamente articuladas, ficando como exemplo para propostas futuras”, destacou a coordenadora.

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Em 2018, também com recurso do projeto Iudaa/Finep (R$ 357.144,47), a Estação de Aquicultura do Inpa ampliou sua infraestrutura com a construção de uma fábrica de ração e uma sala de aula para curso de extensão, além da revitalização do prédio central desta Estação. Como resultados desses investimentos, o Grupo de Pesquisa "Aquicultura na Amazônia Ocidental", do qual fazem parte os pesquisadores e alunos da Estação, vem contribuindo com a capacitação de profissionais da região Norte, com cursos sobre elaboração de rações e o uso da extrusora, além de minicursos sobre bioflocos e sanidade, ambos oferecidos para toda a sociedade. 

“As pesquisas estão sendo realizadas com uma infraestrutura de melhor qualidade, o que podemos garantir que daqui a poucos anos estaremos disponibilizando serviços para as instituições de pesquisa do Norte do país, e os resultados gerados já podem ser utilizados pelo setor produtivo”, ressaltou Gusmão.  Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail pgusmao1@yahoo.com.br.

 

Saiba mais sobre o Lafap

 

Instalado na Estação de Aquicultura do Inpa, Campus III (V-8), o Laboratório de Fisiologia Aplicado à Piscicultura conta com área total de 200 m2, sendo constituído de salas de pesquisadores, técnicos e alunos, almoxarifado, copa, três sanitários, três laboratórios (1 geral, 1 microscopia e outro de espectrofotometria). Possui um laboratório úmido de 100 m2 composto por vários tanques experimentais de fibra de diferentes tamanhos, aquários de vidro, gerador e sopradores. 

O Laboratório possui inúmeros equipamentos modernos para as linhas de pesquisa na área de sanidade e sistema de produção e fisiologia, sendo os microscópios e o espectrofotômetro os mais modernos nesta área, além de inúmeras sondas multiparamétricas importadas, biofreezer, centrífuga refrigerada, balanças analíticas e muitos outros que fazem parte da rotina do laboratório. A equipe do grupo de pesquisa está se preparando para montar um laboratório de microbiologia para complementar os estudos.

Campanha Janeiro Branco enfatiza a importância dos cuidados com a saúde mental

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A Campanha Janeiro Branco tem como principal objetivo discutir a saúde mental. A escolha do primeiro mês do ano foi pensada porque normalmente, o início do ano, costuma ser um período de reflexão sobre o desejo tanto de cumprir metas quanto repensar as metas que não foram alcançadas no ano anterior como, por exemplo, cuidar da saúde e melhorar o estilo de vida.

Para falar sobre o assunto o Portal da Fapeam conversou com o médico psiquiatra, Rozenval Levinthal. Boa leitura!

 Fapeam: Qual o principal objetivo da Campanha Janeiro Branco?

Rozenval Levinthal: É alertar, dar visibilidade e conscientizar a sociedade sobre as questões relativas à saúde mental e, o impacto dessas questões na vida cotidiana das pessoas. Até bem pouco tempo a saúde mental era relegada a último plano como uma doença silenciosa, em que as pessoas sofriam e eram praticamente invisíveis. Com a mobilização, especialmente dos profissionais da área de saúde mental (psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e etc.), a situação veio à tona e, hoje a doença mental é muito mais discutida e valorizada que algum tempo atrás. Estamos saindo dessa área de invisibilidade e nos tornando mais visíveis. A prevalência das doenças mentais está aumentando muito, aliás, as doenças e os transtornos mentais serão considerados na próxima década como os males mais prevalentes do ser humano.

Fapeam: Por que as doenças mentais serão mais prevalentes?

R.L: Um das causas é principalmente porque melhoraram as condições de diagnóstico. Hoje, as pessoas procuram mais os serviços de atendimento, não têm tanta vergonha de se expor e buscarem tratamento. A outra causa são as condições de vida, trabalho e pressão social que se tornaram maiores atualmente. As pessoas estudam, trabalham, têm que sustentar a família, tem a questão dos relacionamentos e, tudo isso gera muita pressão social. As pessoas são muito mais cobradas e, muitas vezes elas não têm mecanismos compensatórios e, acabam desenvolvendo a doença ou o transtorno mental.

Fapeam: O que são esses mecanismos compensatórios?

R.L: São processos mentais que a maioria das pessoas tem para evitar o adoecimento. A resiliência, por exemplo, que é capacidade de resistir às pressões e, se manter ativo apesar das contrariedades, isso varia muito de pessoa para pessoa. Por exemplo têm pessoas com mais facilidade para superar problemas até mesmo sem ajuda, outras pessoas adoecem mais facilmente. Isso, provavelmente é devido a questões genéticas, a vulnerabilidades sociais, questões relacionadas à infância, relações sociais desde o nascimento, se houve traumas. Na verdade é uma questão muito complexa, mas o fato é que algumas pessoas têm mais susceptibilidade ao adoecimento mental que outras, especialmente se ela já tem componentes genéticos e históricos de doença mental na família.   

Fapeam: Quais são as doenças mentais?

R.L: Primeiro é preciso fazer uma diferença entre doença mental e o transtorno mental. O conceito em si de doença significa uma patologia, nesse caso, uma alteração na saúde mental. Podemos citar alguns exemplos de doenças mentais: transtorno bipolar, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do estresse pós-traumático e a esquizofrenia, esta última é uma doença mental que tem causas e sintomas bem conhecidos e estabelecidos. Nós conhecemos os fatores que levam a essa doença, como a história genética, sinais, sintomas e tratamento. Por isso, hoje o diagnóstico de esquizofrenia é muito mais seguro e, dependendo do grau da doença: leve, moderado ou grave ela pode ser incapacitante para o paciente. A doença mental uma vez estabelecida, na maioria das vezes é incisiva, discriminatória e incapacitante, tem o tratamento, mas não tem cura. Já o transtorno mental, geralmente, tem uma incidência menos incapacitante e, é uma alteração que pode ou não ser passageira, é normalmente pontual como, por exemplo, transtorno de ansiedade que pode está relacionado a certo episódio na vida de uma pessoa e, que causa sofrimento mental. Após o tratamento medicamentoso ou psicoterápico, geralmente, a pessoa tem cura, outras vezes o transtorno persiste por mais tempo. Mas tanto as doenças quanto os transtornos mentais levam a pessoa ao sofrimento.

Fapeam: Por que a escolha do mês de janeiro para tratar sobre saúde mental?

R.L: Normalmente como é o início do ano as pessoas se propõem a cumprir metas e, dentre essas metas está geralmente cuidar da saúde e melhorar o estilo de vida. Quando vira o ano é uma nova oportunidade de vida, das pessoas reverem as suas prioridades na tentativa de fazer com que elas priorizem a saúde mental. Então, a campanha é para conscientizar e aproveitar essa empolgação e motivação das pessoas para correr atrás do tratamento. A cor branca é significativa porque ela expressa uma folha em branco para você reescrever a sua vida, uma oportunidade de repensar, de mudar a sua trajetória, de mudar o seu estilo de vida. Simbolicamente entregando uma folha em branco para que você reescreva a sua história.

Fapeam: Para quem a campanha é direcionada?  

R.L: É direcionada não somente para os pacientes, mas especialmente para as pessoas que estão ao redor deles, como os familiares, os amigos e a população em geral para chamar atenção para o sofrimento muitas vezes silencioso dessas pessoas. O paciente tem vergonha, medo de falar aquilo que ele está sentindo e ser discriminado. Os próprios amigos às vezes minimizam o problema, com convites para sair, se divertir, ir a festas, isso acaba oprimindo a pessoa que está em sofrimento de modo que ela tende muitas vezes a acreditar que isso é passageiro e vai retardando o diagnóstico e o tratamento.   

Fapeam: Em que momento se deve começar a preocupação e a cuidar da saúde mental?

R.L: Todos nós deveríamos ser estimulados a fazer uma avaliação sobre nossas condições psicológicas, especialmente, os profissionais que lidam com a saúde mental (psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e etc). O trabalho dessas pessoas é muito estressante porque exige muita dedicação ao lidar com o sofrimento crônico de outras pessoas. Nós que somos trabalhadores da saúde mental precisamos parar e olhar para a nossa vida e ver o que nós estamos fazendo, tendo jornadas estressantes, plantões em cima de plantões, isso acaba adoecendo os profissionais da saúde mental. Então para essas pessoas especificamente é preciso começar a se questionar e muitas vezes consultar outro profissional.

Fapeam: Qual a importância dessa conscientização?

R.L: A maioria das pessoas ao tratar o assunto acaba minimizando, ou seja, as pessoas não priorizam o atendimento à saúde mental, às vezes só buscam tratamento quando o quadro já está estabelecido, esquecem fundamentalmente a prevenção que na maioria das vezes é relativamente simples. Quando a pessoa começa a sinalizar um problema é o momento da pessoa parar e buscar ajuda, ou pelo menos, procurar olhar para dentro de si e projetar as perspectivas, será se eu tenho condições de melhorar a minha vida, será se isso não vai causar problemas no futuro?

Fapeam: Onde se deve procurar ajuda especializada para que se defina a melhor rota terapêutica?

R.L: Unidades Básicas de Saúde (UBS) Unidade de Saúde da Família, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Policlínicas e Hospital Psiquiátrico Eduardo que atende casos de urgência e emergência.   

 Por: Helen de Melo

 

 

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Cartilha produzida por estudantes do Amazonas alerta sobre consumo de álcool entre universitários

PROJETO PAIC  UEA - CARTILHAS - FOTOS ÉRICO XAVIER_-31

O consumo abusivo de álcool mata mais 3 milhões de pessoas por ano, uma em cada vinte mortes está relacionada com o consumo de bebidas alcoólicas. Entre jovens de 20 a 29 anos a taxa alcança 13,5% , os dados são do Relatório Global sobre Álcool e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em 2018. Com pensamento de contribuir para redução desse índice, no Amazonas, universitários produziram uma cartilha educacional sobre o alcoolismo, com informações sobre o consumo de álcool no Brasil, prevenção e como o excesso da bebida  impacta negativamente na vida das pessoas.

A cartilha educativa destina-se a jovens universitários que em qualquer momento da graduação podem vir a experimentar bebidas alcoólicas e desenvolver hábitos em níveis nocivos. Diante disso, o material vem para contribuir com mais informações sobre o tema, estimular estudos, debates e reflexão sobre o assunto, principalmente entre jovens e estudantes.

Clique aqui para acessar a Cartilha Consumo de Álcool entre Universitários

PROJETO PAIC  UEA - CARTILHAS - FOTOS ÉRICO XAVIER_-33

Rafaela Oliveira- graduanda em Medicina pela UEA

O projeto “Construção e validação de cartilha educacional sobre alcoolismo para estudantes universitários” foi desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), pela graduanda em Medicina, Rafaela Oliveira, que cursa o 7º período na Universidade Estado do Amazonas (UEA), sob a orientação da professora doutora, Elizabeth Texeira.

De acordo com dados da pesquisa contidos na cartilha, no Brasil 19% dos universitários brasileiros já experimentaram algum tipo de bebida alcoólica. Dentre esses, 22% estão em risco de dependência.

Pesquisa

Para elaboração do material, foi  aplicado um estudo com 91 estudantes, dos cursos de Medicina, Odontologia, Enfermagem e Educação Física da UEA, por meio de Tecnologias Educacionais (TE), uma metodologia importante para mediar práticas educativas com diversos públicos sobre diferentes assuntos, e dentre tantos, a prevenção do alcoolismo e a promoção do autocuidado entre universitários.

Rafaela Oliveira explica que o estudo trouxe a reflexão sobre o assunto entre professores e pesquisadores não apenas da UEA, mas de outras instituições. “Os estudantes que participaram leram e contribuíram com a construção da cartilha. O projeto possibilitou aos estudantes-bolsistas se apropriarem da metodologia da pesquisa de validação de TE. Também fortaleceu a área de pesquisas sobre TE, na UEA, que resultou uma linha de pesquisa do Programa de Mestrado Profissional em Enfermagem de Saúde Pública, PROENSP-UEA”, disse.

PROJETO PAIC  UEA - CARTILHAS - FOTOS ÉRICO XAVIER_-22

Dra. Elizabeth Texeira- orientadora do projeto

Segundo Elizabeth Texeira, para a pesquisa foi feita a observação de comportamentos e escuta de relatos sobre situações resultantes do uso abusivo de álcool entre estudantes. A iniciativa partiu do professor Darlisom Sousa Ferreira, autor do projeto pioneiro na UEA, no qual está dando continuidade ao projeto e concluindo a 4ª e última etapa da pesquisa.

Foram realizadas quatro pesquisas todas de iniciação científica. A 1ª foi uma pesquisa na literatura científica, que gerou a 1ª versão da cartilha. A 2ª e a 3ª foram pesquisas de validação com juízes-especialistas (especialistas do campo da saúde). A 4ª e última foi também pesquisa de validação, mas com o público-alvo da cartilha, os estudantes universitários. Também foram analisadas as sugestões propostas pelos participantes, acarretando em mudanças principalmente na estética, além da diminuição do número de páginas e utilização de linguagem mais formal. Dessa forma, validou-se a tecnologia com o respectivo público-alvo, estando pronta para registro de autoria e posterior publicação e divulgação”, explicou a orientadora.

PAIC

O PAIC apoia, com recursos financeiros e bolsas institucionais, estudantes de graduação interessados no desenvolvimento de pesquisa em instituições públicas e privadas do Amazonas.

Clique aqui para acessar a Cartilha Consumo de Álcool entre Universitários

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Prorrogadas as inscrições para curso de especialização em Gestão das Organizações Públicas de Saúde

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou para quarta-feira, 15/01, as inscrições para o processo seletivo do curso de pós-graduação lato sensu em Gestão das Organizações Públicas de Saúde, que será realizado no município de Maués (AM).

Confira aqui a republicação do edital.

O curso é gratuito e podem participar da seleção profissionais com nível superior, que atuam no município de Maués e arredores, desempenhando atividades na área de gestão da Atenção Básica da Saúde.

A especialização é promovida pelo ILMD/Fiocruz Amazônia e acontece no âmbito do Projeto QualificaSUS, Para esta ação, a Fiocruz Amazônia conta com parceria do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-AM).

Para o curso estão sendo ofertadas 50 vagas. A especialização tem duração de 12 meses, tempo em que o aluno deverá cursar 400 horas em disciplinas e realizar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Esclarecimentos sobre os documentos e envio da inscrição podem ser solicitados somente através do endereço eletrônico duvidaslato.ilmd@fiocruz.br. Para se inscrever, o candidato deve apresentar a documentação solicitada no edital. A inscrição é feita apenas por e-mail. Para efetivar sua inscrição, o candidato deve enviar toda documentação exigida, digitalizada em um único arquivo, no formato “pdf” de até 10MB, para o endereço eletrônico inscricaolato.ilmd@fiocruz.br

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores que atuam gestão e no atendimento das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São oferecidos cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do trabalhador, entendido como sujeito das práticas desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos estão sendo ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda parlamentar da bancada do Amazonas. Atualmente, a Fiocruz Amazônia, por meio do Projeto QualificaSUS, realiza um curso de mestrado profissional, em Manaus,  mais 3 cursos  de pós-graduação lato sensu, que acontecem nos municípios de Tabatinga, Itacoatiara e Tefé, além de 33 cursos de atualização para profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) nos municípios do Amazonas.

Para acessar este edital e demais chamadas públicas da Fiocruz Amazônia, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

 

 

Bosque da Ciência do Inpa retoma atividades de visitação nesta terça-feira

Reabertura site

Opção para as férias da garotada, espaço oferece lazer, educação ambiental e popularização da ciência

Da Redação – Inpa

Fotos: Wérica Lima - Inpa

Uma das importantes áreas de lazer de Manaus retoma as atividades nesta terça-feira (07), após recesso de fim de ano para manutenção e planejamento. O Bosque da Ciência, espaço de visitação pública do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), estará aberto aos visitantes com duas novidades - a reativação do Viveiro dos Poraquês e da exposição do Chapéu de Palha, e é opção interessante nesse período de férias escolares.

“É com grande satisfação que retornamos as atividades para 2020 trazendo a reabertura de dois valiosos atrativos do Bosque, o Chapéu de Palha, que aborda a vida aquática amazônica e alguns frutos da região, e o Viveiro dos Poraquês, o ‘lugar’ dos peixes elétricos, localizado no atrativo Recanto dos Inajás, parada obrigatória para a contemplação da natureza no meio do Bosque”, conta o coordenador do Bosque da Ciência, Alexandre Buzaglo.

Chapeudepalha

Fragmento florestal dentro da área urbana de Manaus, o Bosque possui uma área de 13 hectares – equivalente a 13 campos de futebol -, e quase 25 atrativos da fauna e flora amazônica (peixes-boi, ariranha, jacarés, tartarugas, cotias, macacos, Tanimbuca – árvore de 600 anos, sumaúma, entre outras espécies), além da nova exposição da Casa da Ciência – Tramas da Ciência. É possível conhecer ainda unidades demonstrativas de tecnologias desenvolvidas pelo Inpa, como casa de madeira, casa ecológica e purificador de água.

O visitante pode melhorar ainda mais a sua visita utilizando aplicativos gratuitos para celular, que podem ser baixados na Google Play Store. Um deles é o Trilha Animal, que permite ao usuário obter informações de qualidade sobre sete animais (peixe-boi, ariranha, jacaré, poraquê, preguiça, cotia e macaco – os três últimos são da fauna livre), com direito a mapa interativo onde é possível ver os bichos em 3D e com dimensão aumentada. Outro é o Giulia – Mãos que Falam, um roteiro inclusivo para auxiliar pessoas surdas a fazer uma visita ao guiada.

ViveirodoPoraque

Vários projetos e programações especiais são realizadas durante o ano, como Circuito da Ciência, Aniversário do Bosque (1º de abril), Semana do Meio Ambiente, Virada Sustentável, Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. “Queremos que nossos visitantes se sintam pertencentes ao Bosque, aprendam enquanto se divertem, e desfrutem desse pedacinho da Amazônia no meio da cidade, que este ano completará 25 anos de muita ciência e lazer em Manaus”, diz Buzaglo.

Saiba Mais

Em 2019, o Bosque recebeu cerca de 90 mil visitantes. Vinculado à Coordenação de Extensão do Inpa, o espaço funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h, sábados e domingos das 9h às 17h. A portaria fecha às 16h. às segundas, é fechado para manutenção.

Está localizado na rua Bem-te-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus. A entrada custa R$ 5, mas crianças até dez anos e idosos a partir de 60 anos não pagam. Grupos escolares e instituições filantrópicas agendados e confirmados pela coordenação não pagam. Os interessados podem agendar pelo endereço:  http://abc-bosque.inpa.gov.br./

Música auxilia na aprendizagem da língua inglesa em Manaus

21.11.2019 - PROGRAMA PCE - CORAL AULA DE INGLÊS - FOTOS ERICO X-17

Projeto foi desenvolvido com apoio da Fapeam

Quem não gosta de ouvir a canção favorita? Seja para cantar, dançar, refletir, relaxar ou até mesmo para praticar alguma atividade física. A música é universal e possui diferentes ritmos e línguas. Em Manaus, a música também tem sido usada como instrumento inclusivo no ensino da língua inglesa, por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N° 003/2019, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O projeto desenvolvido com 41 alunos do 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Waldir Garcia, zona centro-sul, foi coordenado pela professora, Luana Camila Lima, que buscou trazer novas metodologias para facilitar o aprendizado da língua, além de buscar a inclusão dos estudantes refugiados (haitianos e venezuelanos), bem como os estudantes brasileiros com dificuldade de aprendizagem no ensino da língua inglesa.

2020-01-06

Segundo a professora, o projeto ajudou a melhorar a questão de aquisição de vocabulário, pronúncia das habilidades como leitura, escrita e também a postura no ato do canto e a expressão corporal.

“Espero que essa iniciativa não pare por aqui, que possamos continuar para atingir mais crianças, e que elas vejam que é possível aprender outro idioma de forma prazerosa e dinâmica, não sendo algo cansativo, mas sim algo que elas possam desenvolver de forma agradável”, relata.

21.11.2019 - PROGRAMA PCE - CORAL AULA DE INGLÊS - FOTOS ERICO X-39

Projeto foi realizado por meio do PCE

Para a estudante do 5º ano e integrante do coral, Maria Luíza Nascimento, o projeto ajudou no seu desenvolvimento de aprendizagem do inglês. “Eu acho muito legal poder participar desse projeto, o coral me ajudou a desenvolver melhor a pronúncia do inglês, antes eu não sabia falar quase nada em inglês agora já aprendi muitas coisas. O coral me ajudou bastante.”

Esta é a primeira vez que a professora participa do PCE, Luana lima destaca a importância da música como uma forte aliada no ensino de outro idioma.  “Eu sempre acreditei na potência das artes, então a música vem para trabalhar justamente para que esse processo de inclusão seja mais favorável. Ela contribui muito para o processo de aprendizagem de outro idioma, ajuda a desenvolver vocabulário, a pronúncia, também tem a questão de trabalhar em grupo, a empatia, nós temos alguns alunos autistas, eles têm certa dificuldade de ter empatia com o colega então a música ajuda nesse processo”, relata.

 

Metodologia

Para o projeto as músicas foram trabalhadas de acordo com o nível de inglês de cada turma. Durante os ensaios, foram trabalhadas as habilidades de escuta, pronúncia, leitura, vocabulário e estruturas gramaticais juntamente com o conhecimento de técnicas básicas do canto (coral), que pode envolver o aquecimento prévio das vozes. A identificação dos diferentes tons e notas musicais, os ensaios também tiveram apoio técnico de estudantes do curso de Música da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que auxiliaram na questão de técnicas vocais e aquecimento.

O projeto que iniciou em julho de 2019 realizou um levantamento para saber quais estudantes tinham dificuldades de aprendizagem para analisar cada caso.

PCE

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus. O PCE é desenvolvido Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-Am) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus).

 

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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