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Fiocruz dá início ao seu VIII Congresso Interno

“Onze de dezembro de 2017: um dia após a comemoração dos 69 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Fiocruz celebra seu VIII Congresso Interno, com o tema O futuro do SUS e da democracia. Que a democracia e a defesa dos direitos nos animem nessa jornada, que consolida a tradição da Fiocruz como instituição de ciência, educação, tecnologia e saúde, e seu compromisso frente aos imensos desafios colocados pela sociedade brasileira. Com unidade, com afirmação de nossa missão, estou certa que cumpriremos, com bastante firmeza, nosso papel em defesa da ciência e tecnologia, do SUS e da democracia em nosso país”.

Com essas palavras, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, deu início ao VIII Congresso Interno, que acontece de hoje (11/12/17) a quinta-feira (14/12/17). O Congresso, implantado inicialmente na Fiocruz em 1988, durante a gestão do presidente Sergio Arouca, é a instância máxima de gestão democrática e participativa da Fundação.

Fizeram parte da mesa de abertura, além de Nísia, o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira; Roberto Leher, Reitor da UFRJ; a deputada federal (PCdoB-RJ) Jandira Feghali; o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro; Claudia Rose da Silva, representante do Museu da Maré; Fernando Pigatto, representante do Conselho Nacional de Saúde, Justa Helena Franco, presidente da Asfoc-SN; e Maiara de Carvalho,  da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz.

Mario Moreira começou seu discurso agradecendo nominalmente os integrantes da Comissão Organizadora deste Congresso Interno, que teve, entre outras, a responsabilidade de definir a representação da plenária. “É a primeira vez que temos a presença de observadores externos, como o Conselho Gestor do Projeto Teias, o Museu da Maré, a Rede de Observatórios de Manguinhos, o Conselho Comunitário de Manguinhos, o Conselho Nacional de Saúde e a SBPC”, afirmou. “Também pela primeira vez, de forma oficial, contamos com a participação de estudantes num processo de escolha conduzida pela Associação de Pós-Graduação da Fiocruz”, disse o vice-presidente.

Documento de Referência

O Documento de Referência, debatido nas unidades, em câmaras técnicas e também em consulta interna, traz nesta edição um grau de aperfeiçoamento “O documento faz um diálogo com essa conjuntura complexa que vivemos e permite debater o futuro da Fiocruz. O documento foi elaborado a partir de grandes questões colocadas na trajetória da Fundação, organizado em questões, teses e diretrizes”, explicou Mario Moreira.

Espírito participativo

Roberto Leher, reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição que se organiza para realizar seu Congresso Interno, falou sobre a inspiração deste evento para o que irão realizar. “Precisamos construir agendas que apaixonem a juventude, que apaixonem a luta social, para que, de fato, a agenda que podemos qualificar como de esquerda, aquela que tem em sua matriz as lutas socialistas, possa iluminar a energia criadora de toda juventude em defesa da democracia e dos movimentos sociais”, afirmou Leher.

Para Maiara Carvalho, representante dos estudantes da Fiocruz, o VIII Congresso já traz um grande diferencial em relação às edições anteriores, pois é a primeira vez que os estudantes participam como observadores, o que é um avanço. “Como pensar a Fiocruz sem lembrar daqueles que movem as suas engrenagens? Esse é um espaço de construção e consolidação da participação estudantil da Fiocruz”. Representante do Conselho Nacional de Saúde, Fernando Pigattto também ressaltou a crise política, econômica e social que o Brasil vive e falou sobre os atos de resistência que o Conselho tem organizado. “A Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que foi adiada, acontecerá de 27 de fevereiro a 2 de março. E a Fiocruz tem participado ativamente desses diálogos”, disse.

Um congresso que se abre para olhar externo. Foi assim que Claudia Rose, do Museu da Maré, definiu o VIII Congresso Interno. “Ele conta com a participação de instituições da sociedade civil, de movimentos sociais para juntos pensarmos em possíveis soluções ou indicativos de como devemos encaminhar e reportar as nossas ações”, afirmou a coordenadora. A coordenadora falou sobre “ a nossa frágil democracia”, termo usado em outras falas. “Se ela é frágil, é graças aos nossos movimentos, nossas lutas, nossas lideranças, nossas bandeiras. Se não fosse assim, nem essa frágil democracia existiria”, concluiu.

Assim como os demais integrantes da mesa, o presidente da SBPC, Ildeu de Castro, reforçou a importância do tema do VIII Congresso Interno, especialmente diante da grave crise política que o país enfrenta. “Não dá para ficar esperando salvadores da pátria. Nós temos que fazer isso de baixo para cima. Entidades como a Fiocruz têm o papel fundamental em pensar política pública para a ciência e a tecnologia, para a educação, para a saúde pública e para a economia do país”, disse. A presidente da Asfoc-SN, Justa Helena, também falou sobre a situação. “A despeito desse cenário complexo e de retrocessos, estamos aqui nesse processo congressual buscando contribuir com deliberações efetivas que possam defender e fortalecer a Fiocruz e apontar caminhos para consolidar a ciência, a tecnologia, a pesquisa, o SUS, e por conseguinte, a saúde pública brasileira”, disse.

“Toda vez que eu piso nesse território de resistência, que é a Fiocruz, eu saio daqui com a energia renovada”, afirmou a deputada federal Jandira Feghali. A parlamentar também falou sobre a situação em que se encontra o Congresso Nacional e a preocupação com a manutenção do SUS. “Quando pensamos em SUS, duas coisas nos vêm à cabeça: ‘Estado’ e ‘democracia”. Exatamente as duas coisas que mais estão sob risco nesse momento”, afirmou. “As pessoas, principalmente aqui no Rio, não acreditam mais que a política vale a pena. Mas o Rio de Janeiro é muito mais que essas figuras que isso que nós temos visto”.

Esperança equilibrista

Após a apresentação de um vídeo com fotos que narraram a trajetória dos Congressos Internos da Fiocruz, ao som de O bêbado e o equilibrista, de João Bosco & Aldir Blanc, Nísia Trindade usou a frase de Paulinho da Viola, “Quando penso no futuro, não esqueço de passado”, para reforçar o compromisso de contribuir para o progresso do país. “É fundamental que a gente assuma de forma assertiva, neste momento de VIII Congresso, a defesa do SUS e de um sistema de ciência, tecnologia e inovação a serviço de uma agenda de desenvolvimento para um país com mais justiça, igualdade e equidade. Isso precisa estar acima de possíveis divergências de menor valor”, falou a presidente. “Este é um ato cívico, não apenas pela Fiocruz. É um ato pela democracia no Brasil”, concluiu Nísia Trindade.

Aprovação do Regimento

Na segunda parte da manhã, a plenária deliberou sobre o Regimento do VIII Congresso Interno. A presidente Nísia apresentou o secretário-geral do Congresso Interno, o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mário Moreira – tendo como eventual substituto o coordenador-geral de Gestão de Pessoas, Juliano Lima. Em seguida, submeteu à plenária o nome do superintendente do Canal Saúde, Arlindo Fábio Gómez de Sousa, para ser o relator. Os delegados aprovaram a indicação por unanimidade.

Na sequência, foram apresentadas algumas sugestões de alteração do Regimento que havia sido aprovado anteriormente pelo CD Fiocruz. Foi acatada pela plenária apenas a proposta do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), para que a discussão das teses nos Grupos de Trabalho, a partir da tese três, seja realizada alternadamente.

Por exemplo, amanhã pela manhã (12/12), um terço dos grupos inicia a discussão da tese três; outro terço, pela tese quatro; e o último, pela tese cinco. O objetivo é garantir que ao final dia, quando o sistema for bloqueado, todas as teses recebam contribuições dos grupos, mesmo que alguma delas não tenha sido conclusivamente discutidas por algum grupo.

Cobertura: Erika Farias e Gustavo Carvalho | CCS * Fotos: Peter Ilicciev | CCS

Colaboração: Marlúcia Seixas | Fiocruz Amazônia

 

Projeto auxilia na redução da obesidade infantil com atividades lúdicas

Amarelinha, pingue-pongue e pega-pega são algumas das atividades realizadas para incentivar os alunos a praticarem exercícios físicos

Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, neste ano, apontou que o brasileiro está mais obeso. Em 10 anos, a prevalência da obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros.  Para incentivar uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas, um projeto desenvolvido no Colégio da Policia Militar II , Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, busca reduzir a obesidade ainda na fase infantil  por meio de atividades físicas lúdicas,  informações e conscientização para uma melhor qualidade de vida.

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), uma ação do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a  Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

A amarelinha, pingue-pongue e pega-pega são algumas das atividades realizadas para incentivar os alunos a praticarem exercícios físicos. O projeto, que iniciou no mês de julho, é desenvolvido com alunos do 7º e 8º ano do Ensino Fundamental. Até o momento já foram avaliados quase 300 alunos, na faixa etária de 11 a 14 anos. Os dados da quantidade de estudantes acima do peso na escola ainda estão sendo levantados.

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Atividade lúdica é para estimular alunos a fazerem exercícios físicos e  diminuir o índice de obesidade infantil

Segundo a coordenadora do projeto, a professora Dileni Maria da Silva Xavier, o projeto busca avaliar o Índice de Massa Corporal (IMC) dos estudantes visando diminuir o índice de obesidade infantil por meio da sensibilização para os riscos sobre o sedentarismo, maus hábitos alimentares e com atividades lúdicas. Com os dados da avaliação do IMC dos alunos, a equipe formada por bolsistas de alfabetização científica faz a estatística para saber o índice de obesidade infantil na escola.

“Os alunos ajudaram a fazer o levantamento do peso e da altura para a análise do percentual de estudantes que estão com índice de massa corporal elevado. Os bolsistas que se dedicam no projeto são bem estudiosos e estão levando a sério o projeto”, disse a professora.

O projeto também conta com atenção psicológica, para acompanhamento dos possíveis problemas enfrentados pelas crianças, no ambiente familiar e social, aliando a conscientização dos pais sobre a importância da família neste processo. Esse trabalho é desenvolvido pelos os bolsistas de alfabetização científica: Marcel Castro, Thaís Gabriele de Lima, Silvio Junior, Thanyle Pessoa e Maria Batista sob a coordenação da professora Dileni.

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Bolsistas do PCE fizeram o levantamento do peso e da altura para a análise do  índice de massa corporal

 

PCE

O PCE incentiva a aproximação da ciência no ambiente escolar e pretende envolver professores e estudantes das escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, da 1ª à 3ª série do Ensino Médio, em projetos de pesquisa científica e tecnológica. Essa é a primeira vez que a estudante Thanyle Pessoa, 13 anos, participa de um projeto que envolve pesquisa científica. Ela conta que a experiência no PCE tem sido boa e nova.

“A experiência tem sido ótima. É um aprendizado diferente, pois eu nunca tinha participado de um projeto que envolvesse pesquisa científica na escola. Eu acredito que, de certa forma, o projeto nos prepara até mesmo para graduação” diz a estudante.

O estudante Silvio Júnior, que também integra a equipe de bolsistas do PCE, destaca que o projeto o envolveu mais no campo da pesquisa e aprendeu como alertar aos amigos sobre os riscos da obesidade. “Aprendo como posso ajudar os meus colegas que estão sofrendo com a obesidade e também no futuro todo esse conhecimento que estou adquirindo pode me ajudar também na graduação”, disse.

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

Fotos- Decon

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Empresas e ICTIs amazonenses têm até o 15 dezembro para submeter propostas para parceria com empresas do Israel

Empresas e Instituições de Ciência Tecnologia e Inovação (ICTIs), sediadas no Amazonas, têm até o dia 15 de dezembro para apresentarem propostas conjuntas para projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)  entre empresas brasileiras e israelenses.  O objetivo é fomentar empresas brasileiras e/ou ICTIs que viabilizem projetos de inovação tecnológica em cooperação técnico-científica-empresarial com empresas de Israel, que resultem no desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços de aplicação industrial direcionados à comercialização no mercado doméstico e/ou global.

 No total serão investidos por meio do Governo do Amazonas, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, R$300 mil para projetos de inovação. O valor solicitado por proposta deverá atender ao limite de R$100 mil. Propostas que apresentarem valor fora deste limite serão desconsideradas na chamada.

 Poderá concorrer nesta chamada empresas de pequeno ou médio porte como unidade de negócio empresarial, operando há mais de um ano, com CNPJ no Estado da Amazonas e que se comprometa com uma contrapartida financeira e/ou econômica na forma de dedicação de sua equipe técnica e dirigente, e condições adequadas ao desenvolvimento do projeto de pesquisa ou das atividades correspondentes.  Também é elegível a ICTI que for parceira de uma empresa em um projeto apresentado na chamada MDIC-AII, observadas as condições da chamada pública.

 A chamada pública é uma ação do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) em cooperação com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil (MDIC) e Autoridade Israelense de Inovação de Israel (AII).

 A previsão é que a divulgação com o resultado desta chamada ocorra no mês de fevereiro de 2018. Os projetos aprovados no âmbito da chamada terão vigência de 24 meses, contados a partir da data da assinatura do contrato.

 Submissão de Proposta

 A proposta deverá ser apresentada sob forma de projeto e enviada em versões  eletrônicas por intermédio dos formulários cooperacaointernacional@mdic.gov.br contidos nas plataformas de submissão de projetos do Confap (SIGConfap), disponível no endereço https://sigconfap.ledes.net, e no Sistema de Gestão de Informação da Fapeam (SIGFapeam), disponível na página eletrônica da Fapeam, no endereço www.fapeam.am.gov.br.

 Para acessar o formulário eletrônico, o proponente deverá utilizar seu login e senha previamente cadastrados. Novos usuários deverão realizar o cadastramento na página do SIGConfap e no banco de pesquisadores da Fapeam. Além do envio dos formulários online, via SIGConfap e SigFapeam, a submissão da proposta requer também a apresentação de documentação complementar a ser anexada ao Sistema SIGFapeam, conforme previsto e especifico no edital.

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Propostas submetidas no PAREV são analisadas pela Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa da Fapeam

Programa apoia à realização de eventos científicos e tecnológicos no Amazonas. A previsão é que o resultado seja divulgado ainda neste mês

 

As propostas submetidas na primeira chamada do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (PAREV), edital N°005/2017, foram analisadas na manhã desta quarta-feira (6), pela Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).  No total 35 propostas foram submetidas ao PAREV. A previsão é que o resultado com as propostas aprovadas no programa seja divulgado ainda no mês de dezembro.

O programa conta com um investimento da ordem de R$1,2 milhão para apoiar, em duas chamadas públicas, a realização de eventos locais, regionais, nacionais e internacionais sediados no Amazonas. A primeira chamada do PAREV, conta com um investimento de R$450 mil e, contempla eventos que ocorrerão de março a junho de 2018.

Segundo o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Luiz Reis, o programa possibilita o intercâmbio com as instituições locais, regionais, nacionais e internacionais, o que gera oportunidade à comunidade científica amazonense por meio da participação em eventos importantes dentro de suas respectivas áreas.

“Quase todas as áreas foram contempladas com propostas de atração de eventos científicos. Isso faz com que possamos trazer pesquisadores de outros Estados para disseminar ainda mais o conhecimento no Amazonas e oportunizar para alunos e professores da região o acesso as informações sobre o campo da pesquisa e cenário da Ciência, Tecnologia e Inovação”, informou.

Reis ressaltou que todas as propostas submetidas ao PAREV estão em avaliação por membros da Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa de forma imparcial, que não tenham nenhum tipo de conflito ou ligação com as propostas apresentadas.

Para os membros da Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa o PAREV é um programa importante que possibilita a realização de eventos de cunho científicos na capital e no interior do Amazonas. Além disso, ressaltaram que o programa é uma forma de mostrar para comunidade científica e para população local que o Estado do Amazonas também desenvolve pesquisas impactantes que são publicadas em revistas científicas e que trazem benefícios à população.

2ª Chamada do PAREV

A Fapeam recebe até o dia 19 de fevereiro de 2018 as propostas dos interessados em submeter projeto na segunda chamada do PAREV. Esta chamada é para apoiar a realização de eventos de cunho científico e tecnológico ocorrentes no período de julho a dezembro de 2018.

Os eventos devem estar relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação como: congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

Um dos requisitos para participar do edital é ter vínculo empregatício com instituição de pesquisa e ensino superior, centros de pesquisas, órgãos públicos sediados ou com unidade permanente no Amazonas, a partir de agora denominados instituição executora do evento e ter título de doutor. Segundo o edital, a publicação com os resultados das propostas serão divulgadas em março 2018.

Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa

 A Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa é formada por 35 membros de diferentes áreas do conhecimento. Os membros não têm vínculo empregatício com a Fapeam, sendo suas funções não remuneradas e consideradas prestação de serviço público relevante ao Estado do Amazonas.

 Entre as funções da Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa está o de analisar o mérito científico e técnico dos pleitos de fomento, apoio e incentivos formulados à Fapeam. Para isso é necessário avaliar a execução quanto aos aspectos técnico-científicos dos projetos que tenham recebido apoio financeiro da Fapeam, propor medidas que auxiliem a instituição no cumprimento de seus programas e finalidades e exercer outras atividades compatíveis com os objetivos da Fapeam que lhe sejam designadas pelo conselho superior ou pela diretoria técnico-científica.

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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Seminário Internacional aborda doenças infecciosas negligenciadas da Amazônia

Iniciaram nesta quarta-feira (6/12), as apresentações de palestras do Seminário Internacional Doenças Infecciosas Negligenciadas da Amazônia, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

As palestras são ministradas por pesquisadores convidados nacionais e internacionais que abordaram temas no campo das doenças infecciosas negligenciadas, pesquisas na região Amazônica e projetos em desenvolvimento.

Para o pesquisador da Fiocruz Amazônia, e organizador do evento, Dr. Paulo Nogueira, o tema proposto no seminário contempla demandas da sociedade, e destaca especificidades da região. “Nós estamos numa região tropical, vivemos em um país com desigualdades, é possível ver essas doenças negligencias causando sofrimento em várias pessoas. Nós temos os pesquisadores que estão estudando essas doenças, então essa é uma boa oportunidade de mostrar o que está sendo estudado em prol da saúde da sociedade”.

Compuseram a mesa de abertura do evento, o Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Gomes Naveca; o pesquisador Eduardo Grault, da vice-presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o coordenador do PPGBIO-Interação, Paulo Nogueira, e a pesquisadora Ottavia Romoli, entomologista do laboratório Mathilde Gendrin da filial guianense do Institut Pasteur de la Guyane.

Segundo Naveca, um dos objetivos do evento é aumentar os laços de interação entre instituições internacionais que atuam nas mesmas áreas de pesquisa, promovendo a internacionalização dos cursos de pós-graduação do ILMD. “Esse evento promove uma grande discussão em torno de doenças que tem um impacto na saúde na região amazônica. Além disso, a ideia do evento é promover oportunidade para que os nossos alunos dos programas de pós-graduação da Instituição tenham um contato internacional com pesquisadores de Institutos, como o Instituto Pasteur, que trabalha com assuntos parecidos com os nossos.

Palestras

“The emergence of multi-drug resistant Pseudomonas aeruginosa in three Manaus ICUs” foi o título do estudo apresentado pela doutoranda, Paula Taquita, do Programa de Doutorado em Ciências – Cooperação IOC-ILMD.

“É um congresso desafiador, a barreira linguística é um problema, mas é uma coisa que precisa ser praticada, precisa ser treinada. Como ponta pé inicial foi uma ótima ideia, essa experiência vai facilitar para que nós possamos desenvolver mais a fluência e criar uma cultura para futuros eventos”, destacou Taquita, sobre a apresentação.

Os pesquisadores André Mariuba (ILMD), Antonia Franco (INPA), Priscila Aquino (ILMD), James Lee (ILMD), Claudia Rios (ILMD), Felipe Pessoa (ILMD), Stefanie Lopes (ILMD), Gisely Cardoso (FMT-HVD), Paulo Nogueira (ILMD), Alessandra Nava (ILMD), Benoit de Thoisy (Pasteur Cayenne; French Guyane), Pritesh Lalwani (ILMD), e Raquel Ferraz Nogueira também apresentaram estudos e projetos desenvolvidos dentro da temática.

A primeira atividade do seminário foi o minicurso “Ferramentas para o estudo das interações arbovírus-hospedeiro”, realizado na última segunda-feira (4/12). A programação segue até amanhã (7/12), na sede do Instituto, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus (AM).

Acesse a programação.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é um curso stricto sensu, que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O Programa se enquadra na grande área em Parasitologia. A pesquisa e o ensino desenvolvidos no contexto do PPGBIO-Interação têm ênfases na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores, fatores de virulência, e mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Parceria do Inpa com a FAS leva ferramenta de colheita de açaí para extrativistas

A palmhast é uma vara de 18 metros de altura adaptada com foice e acessórios que pesa 12 quilos e serve para coletar frutos de palmeiras como açaí, buriti, tucumã e pupunha

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Cimone Barros

 

Simples, produtiva e inovadora. Assim é a ferramenta de colheita de cachos de frutos de palmeiras da Amazônia desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). Uma parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) permitirá que moradores de unidades de conservação do Amazonas utilizem a “palmhaste” para aumentar a produtividade da extração de açaí, a renda da comunidade e evitar acidentes, que são comuns quando se utiliza a peconha e outros instrumentos para escalar árvores muito altas.

 

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Nesta quarta-feira (06), a Coordenação de Extensão Tecnológica e Inovação (Coeti) do Inpa fez a entrega de seis kits do palmhast para a FAS, que serão levados para unidades de conservação (UC) que trabalham com a cadeia produtiva do açaí dentro do Programa Bolsa Floresta. Cerca de 300 famílias da unidade do Madeira serão as primeiras a “testar” a ferramenta, depois as do Alto Juruá, Mamiraurá e Piagaçu-Purus. Juntas, essas UC totalizam cerca de 700 famílias.

“Há três anos estamos trabalhando nessa ferramenta, que vem para melhorar a qualidade de vida de extrativistas e produtores rurais que coletam frutos de palmeiras de alto valor econômico. Se aprovada pelos comunitários, podemos produzir em escala e aumentar a geração de renda das pessoas sem que corram risco de vida”, disse um dos inventores, o técnico do Inpa formado em engenharia floresta, Afonso Rabelo. Os ilustradores botânicos Gláucio Belém e Felipe França compartilham da invenção.

 

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De acordo com Rabelo, que desenvolve outras tecnologias de aproveitamento dos frutos nativos, na Amazônia existem cerca de 180 palmeiras, das quais 20 possuem frutos de alto valor econômico como açaí, buriti, tucumã, pupunha, coco e bacaba. A palmhast é uma vara de alumínio naval de 18 metros de altura (pesa 12 quilos) adaptada com uma foice cortadeira e acessórios (a exemplo da lona de carreteiro para aparar os frutos) que pode ser usada nas palmeiras com espinho e sem espinho, e aumenta o ganho, evitando o desperdício.

“Essa é uma tecnologia desenvolvida por necessidade da comunidade, e uma associação com a FAS e a iniciativa privada vai disponibilizar essa ferramenta, que é muito importante do ponto de vista econômico e social”, destacou o diretor do Inpa, o pesquisador Luiz Renato de França.

Para se ter ideia, em quatro horas de trabalho com a palmhast é possível coletar duas sacas de açaí em área de floresta preservada, o que significa difícil acesso. “Isso rende pelo menos 80 litros de açaí de ótima qualidade, que se vendido a 10 reais o litro gera 800 reais em um dia. Ou seja, em pouco tempo se paga a ferramenta”, contou o contador e engenheiro Arley Encarnação, que é um apreciador de açaí e já testou a ferramenta “com sucesso”.

Know How

De acordo com a Coordenadora da Coeti, Noelia Falcão, os kits da palmhast entregues para a FAS foram produzidos pela empresa LM Manutenção, por meio de contrato de sigilo de confidencialidade. A tecnologia não é protegida por patente, e se houver interesse em escala o Inpa deverá fazer um contrato de transferência de tecnologia de Know How.

Nesse tipo de contratohá a transferência para uma empresa do conhecimento de todo o processo de reconhecido valor de mercado, garantindo em instrumento legal prazos e até pagamento de royaties. No Inpa, só o inventor do purificador de água (Água Box), pesquisador Roland Vetter, recebe royalty por invenção.

“Essa é uma tecnologia simples e útil muito importante para o trabalho nas comunidades. O Inpa tem um conhecimento vasto e nós temos outras 69 tecnologias protegidas, além das que não tem proteção que podem ser transferidas para empresas e estarem acessíveis à sociedade”, contou Noelia Falcão, destacando que das tecnologias protegidas, 11 possuem patentes nas áreas dermocosméticos, saúde e alimentação.

 

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Segundo a gerente do Programa Bolsa Floresta, Valcleia Solidade, os kits das palmshast ficarão em teste de dois a três meses nas comunidades. “Se aprovados, poderemos definir em oficina de investimento que a ferramenta é importante e poderemos adquirir mais kits juntos ao Inpa, com quem já temos uma relação antiga e com quem possuímos termo de parceria para testar as tecnologias do Instituto”, contou Solidade.

O Água Box, por exemplo, a FAS instalou em 12 comunidades. Agora em parceria com o projeto Água mais Acesso, a Fundação está levando sistema de captação e distribuição de água, incluindo o aparelho de desinfecção solar de água, para outras duas comunidades do Rio Negro.

As pessoas ou empresas que tiverem interesse em adquirir a palmhast, podem entrar em contato com a Coeti, através do e-mail ceti@inpa.gov.br ou pelos telefones (92) 3643-3324 e 3643-3352.

Propostas submetidas no PAREV são analisadas pela Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa da Fapeam

Programa apoia à realização de eventos científicos e tecnológicos no Amazonas. A previsão é que o resultado seja divulgado ainda neste mês

As propostas submetidas na primeira chamada do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (PAREV), edital N°005/2017, foram analisadas na manhã desta quarta-feira (6), pela Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).  No total 35 propostas foram submetidas ao PAREV. A previsão é que o resultado com as propostas aprovadas no programa seja divulgado ainda no mês de dezembro.

O programa conta com um investimento da ordem de R$1,2 milhão para apoiar, em duas chamadas públicas, a realização de eventos locais, regionais, nacionais e internacionais sediados no Amazonas. A primeira chamada do PAREV, conta com um investimento de R$450 mil e, contempla eventos que ocorrerão de março a junho de 2018.

Segundo o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Luiz Reis, o programa possibilita o intercâmbio com as instituições locais, regionais, nacionais e internacionais, o que gera oportunidade à comunidade científica amazonense por meio da participação em eventos importantes dentro de suas respectivas áreas.

“Quase todas as áreas foram contempladas com propostas de atração de eventos científicos. Isso faz com que possamos trazer pesquisadores de outros Estados para disseminar ainda mais o conhecimento no Amazonas e oportunizar para alunos e professores da região o acesso as informações sobre o campo da pesquisa e cenário da Ciência, Tecnologia e Inovação”, informou.

Reis ressaltou que todas as propostas submetidas ao PAREV estão em avaliação por membros da Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa de forma imparcial, que não tenham nenhum tipo de conflito ou ligação com as propostas apresentadas.

Para os membros da Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa o PAREV é um programa importante que possibilita a realização de eventos de cunho científicos na capital e no interior do Amazonas. Além disso, ressaltaram que o programa é uma forma de mostrar para comunidade científica e para população local que o Estado do Amazonas também desenvolve pesquisas impactantes que são publicadas em revistas científicas e que trazem benefícios à população.

2ª Chamada do PAREV

A Fapeam recebe até o dia 19 de fevereiro de 2018 as propostas dos interessados em submeter projeto na segunda chamada do PAREV. Esta chamada é para apoiar a realização de eventos de cunho científico e tecnológico ocorrentes no período de julho a dezembro de 2018.

Os eventos devem estar relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação como: congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

Um dos requisitos para participar do edital é ter vínculo empregatício com instituição de pesquisa e ensino superior, centros de pesquisas, órgãos públicos sediados ou com unidade permanente no Amazonas, a partir de agora denominados instituição executora do evento e ter título de doutor.

Segundo o edital, a publicação com os resultados das propostas serão divulgadas em março 2018.

Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa

 A Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa é formada por 35 membros de diferentes áreas do conhecimento. Os membros não têm vínculo empregatício com a Fapeam, sendo suas funções não remuneradas e consideradas prestação de serviço público relevante ao Estado do Amazonas.

 Entre as funções da Câmara de Assessoramento Científico-Pesquisa está o de analisar o mérito científico e técnico dos pleitos de fomento, apoio e incentivos formulados à Fapeam. Para isso é necessário avaliar a execução quanto aos aspectos técnico-científicos dos projetos que tenham recebido apoio financeiro da Fapeam, propor medidas que auxiliem a instituição no cumprimento de seus programas e finalidades e exercer outras atividades compatíveis com os objetivos da Fapeam que lhe sejam designadas pelo conselho superior ou pela diretoria técnico-científica.

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Inpa participa de sensibilização ambiental no Dia de Combate ao mosquito Aedes aegypti

Atividades acontecerão nesta quarta-feira, no Grêmio Recreativo Unidos do Alvorada, situado na Rua São Bernardo, a partir das 13h30

 

Texto: Karen Canto - Ascom Inpa

Foto: Luciete Pedrosa e Eduardo Gomes (Acervo) - Inpa

 

No Dia Nacional de Combate ao Aedes aegypti (07), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), por meio do Laboratório de Malaria e Dengue, fará uma sensibilização ambiental sobre os problemas relacionados ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.

Numa iniciativa da Fundação em Vigilância e Saúde do Amazonas (FVS), o encontro acontecerá nesta quinta-feira (7), no Grêmio Recreativo Unidos do Alvorada, situado na Rua São Bernardo, a partir das 13h30. A programação integra as atividades da Semana Nacional de Combate ao Aedes aegypti e tem o objetivo de intensificar o combate ao mosquito transmissor das doenças, chamando a atenção da população para medidas de prevenção e controle de focos do mosquito em Manaus.

 

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Para esclarecer a população como se dá a proliferação do mosquito, o ciclo de desenvolvimento e como a sociedade pode contribuir, o Inpa fará demonstrações práticas. “Mostraremos também uma questão relacionada a um quesito muito importante no processo reprodutivo do mosquito, que é a quiescência”, explica o chefe do Laboratório de Malária e Dengue do Inpa, pesquisador Wanderli Pedro Tadei.

“A quiescência é o período de repouso em que o ovo desse mosquito pode permanecer seco até aproximadamente um ano e meio quando volta a eclodir (nascer mosquitinhos)”, explica o pesquisador. O mosquito tem hábitos diurnos (se alimenta durante o dia) e uma biologia reprodutiva que favorece a sua proliferação e consequentemente a transmissão dessas doenças.

 

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Segundo Tadei, a situação é um problema sério no processo de controle da doença, pois os ovos são frequentemente colocados em vasilhames que estão em terreno baldio, material de oficina de carros e tudo mais que possa acumular água. “Sendo um local sombreado, as fêmeas põem ovos”, alerta.

Na opinião de Tadei, outro agravante enfrentado na Amazônia são as construções no período de inverno. Segundo ele, são locais onde o acúmulo de água no subsolo é propício para a reprodução do Aedes aegypti. “Esses prédios, quando estão sendo construídos, se transformam em criadores de mosquitos”, diz. “Então, os primeiros moradores desses prédios em construção são os Aedes. É preciso de um monitoramente intensivo nesses prédios”, finaliza.  

Diretor do Inpa participa de posse de novo superintendente da Polícia Federal do Amazonas

Alexandre Silva Saraiva é no superintendente da PF no Amazonas. Saraiva substitui o delegado Marcelo Rezende que atualmente é adido da PF na Espanha

 

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Cimone Barros

 

Com um discurso focado no combate à corrupção, ao tráfico de drogas e ao crime ambiental, tomou posse nesta terça-feira (05) o novo Superintendente Regional da Polícia Federal do Estado do Amazonas, o delegado de Polícia Federal Alexandre Silva Saraiva. A cerimônia ocorreu na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e contou a participação do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), Luiz Renato de França, e representantes de outras instituições do Estado.

De acordo com o diretor do Inpa, a interação entre as instituições é fundamental para se trabalhar na região. “A Polícia Federal, além de nos ajudar na gestão olhando contratos e outras questões, ela nos solicita informações para investigações e tem nos procurado para uma interação melhor inclusive relacionada a informações de princípios ativos”, disse França.

 

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Natural do Rio de Janeiro, Saraiva é formado em Direito e atualmente faz doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia (PPG-Casa/Ufam). Saraiva ingressou na PF em 2003 e nos últimos anos esteve à frente da Superintendência Regional da PF de Roraima (2011-2014) e do Maranhão (2014-2017). No início da carreira, no Rio de Janeiro, ele atuou em delegacia de combate a crimes ambientais.

“O combate implacável à corrupção é o nosso carro-chefe. Também vamos trabalhar muito fortemente no combate aos crimes ambientais, desmatamento, tráfico de animais, exploração ilegal de madeiras, e também ao tráfico de drogas nos rios”, disse o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, que substitui Marcelo Rezende, que agora atua como adido da Polícia Federal em Madri (Espanha).

Na área ambiental, o superintendente da PF pretende fazer um trabalho de investigação, de inteligência para mapear os locais de comércio de animais, por exemplo, e de maior com as instituições de ensino e pesquisa. Conforme Saraiva, a polícia precisa da prova científica para fazer um bom trabalho, além de ser peça “importantíssima” num processo judicial.

 

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“Temos buscado esse conhecimento na universidade, no Inpa, porque esse conhecimento tem de gerar retorno para a sociedade. Uma das formas disso acontecer é que os órgãos de segurança pública utilizem desse conhecimento, e estamos sendo muito bem recebidos pela universidade, pelo Inpa, e essa parceria tem aumentado bastante”, contou Saraiva.

No final de 2014, o Inpa ofereceu um treinamento de reconhecimento de madeira para agentes da Polícia Militar, Polícia Federal e Interpol. A proposta foi capacitar os agentes de fiscalização para atuar melhor no combate ao contrabando de madeira.

Chamada internacional busca, no Amazonas, projetos colaborativos de P,D&I abordando questões relativas aos desafios da água

São € 100 mil euros, via Fapeam, para seleção de até três projetos, com duração máxima de 36 meses

Pesquisadores vinculados às Instituições de Pesquisa e Ensino Superior (IPES), localizadas no Estado do Amazonas, têm até o dia 11 de dezembro para submeter proposta de pesquisa para a chamada conjunta “Desafios da Água para um Mundo em Mudança – Gestão de Recursos Hídricos em Apoio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis ​​das Nações Unidas”.

 O objetivo desta chamada é permitir a cooperação transnacional de projetos colaborativos de pesquisa, desenvolvimento e inovação abordando questões relativas aos desafios da água enfrentados pela sociedade.  A chamada é realizada no âmbito da iniciativa de programação conjunta de água, em parceria com a Comissão Europeia sob o H2020as Fundações de Amparo à Pesquisa Estaduais (FAPs), articulada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) também participa da chamada conjunta.

A chamada conjunta Water JPI 2017 será financiada por 14 organizações parceiras de financiamento envolvendo países. Os recursos disponíveis para essa chamada via Fapeam são da ordem  de € 100 mil euros para seleção de até três projetos, com duração máxima de 36 meses, que contarão com o financiamento de despesas de capital e custeio.

 Submissão de Propostas Os pesquisadores interessados em submeter proposta à chamada devem atender as instruções e condições estabelecidas na chamada. Um dos requisitos é ser pesquisador doutor, com até cinco anos de obtenção da referida titulação.  As propostas submetidas devem estar relacionadas aos temas de pesquisas descritos na chamada. Cada proposta apresentada deverá ter um investigador principal do Estado de Amazonas (proponente/coordenador da proposta) e pelo menos dois sócios, sendo cada um de um país diferente entre os países participantes da chamada.

A pré-proposta dos projetos de pesquisas devem ser submetidas até o dia 11 dezembro. A data limite de submissão das propostas completas é até o dia 27 de junho de 2018. As propostas deverão ser enviadas através de uma plataforma web, especialmente projetada para o Convênio Conjunto 2017, na página oficial do JOINT CALL 2017.

(http://www.waterjpi.eu/index.php?option=com_content&view=article&id=583&Itemid=1097)

Esclarecimentos e informações adicionais acerca do conteúdo desta chamada  podem ser obtidos encaminhando mensagem para o endereço: elisa.confap@gmail.comprogramas.pesquisa@fapeam.am.gov.br;

Para acessar ao edital da chamada conjunta clique aqui

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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