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Webconferência discute a Agrobiodiversidade e a Soberania Alimentar nas Comunidades

Palestra on-line é promovida pelo Centro Regional de C&T em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional na Região Norte, coordenado pelo Inpa. O Centro busca investigar as potencialidades da biodiversidade amazônica, valorizar alimentos regionais, apoiar a geração de renda e a melhoria das condições de saúde e nutrição da população


Da Redação - Inpa


Nesta sexta-feira (10) acontece a segunda palestra, via webconferência, promovida pelo Centro Regional de C&T em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional na Região Norte (CTSSAN Norte), coordenado pelo Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). O convidado é o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental José Nestor Lourenço que falará sobre "A agrobiodiversidade e a Soberania Alimentar nas Comunidades". Para participar, basta acessar https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/sigssan-norte


Durante uma hora e meia (das 15h às 16h30 horário de Manaus/ das 16h às 17h30 de Brasília) serão tratados temas relacionados à conservação, manejo e uso da agrobiodiversidade em comunidades rurais amazônicas. “Práticas e saberes associados permitiram a contínua adaptação desse patrimônio biológico às modificações dos contextos ecológicos e socioeconômicos locais e nacionais e foram elementos decisivos para a autonomia e a segurança alimentar das comunidades tradicionais e dos pequenos agricultores”, contou o pesquisador.


Segundo Lourenço, a diversidade genética, manejada por populações tradicionais e por agricultores familiares, conservada no campo e pelo agricultor, é resultado de um longo e diversificado processo de seleção, adaptado à realidade local. Ainda conforme o pesquisador, apesar de sua importância, ainda carece de reconhecimento e de esforços especiais voltados à sua conservação e valorização.

“Nesta diversidade, expressa em uma infinidade de cultivares tradicionais de mandioca, milho, feijão, amendoim, plantas frutíferas, medicinais e outras, observam-se múltiplas adaptações às mais diferentes condições ambientais (solo e clima, por exemplo) em associação com as mais diversas representações e práticas culturais. Uma ampla gama de produtos agrícola é ofertada a partir deste estoque de variedades”, explicou.

Saiba Mais


Os Grupos de Interesse Especial (SIG, na sigla em inglês), da NutriSSAN (Plataforma de Ensino, Pesquisa e Extensão em Soberania, Segurança Alimentar e Nutricional), são sessões colaborativas, nos quais os profissionais de saúde das instituições pertencentes à rede se reúnem virtualmente para discutir temas de ensino, pesquisa e assistência, gestão e avaliação remota.
As webconferências acontecerão no decorrer do ano, sempre na segunda sexta-feira de cada mês. A agenda pode ser consultada em https://nutrissan.rnp.br/web/sig-ssan-norte

Palestra 1 (junho/2020) - `Agricultura Familiar e Segurança Alimentar` - Jozane Lima Santiago.
Disponível em: https://conferenciaweb.rnp.br/spaces/sigssan-norte/recordings

Estudo identifica diferentes linhagens do novo coronavírus circulando no Amazonas

Três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no Amazonas é o que aponta estudo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que investigou amostras dos municípios de Manacapuru, Autazes, Careiro e Manaquiri (Região Metropolitana), Santa Isabel do Rio Negro (Rio Negro), Tabatinga e Santo Antônio do Içá (Alto Solimões), e Manicoré (Rio Madeira), além da capital Manaus.

A pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam),  foi realizada pela equipe do pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca. Segundo ele, a existência das 3 linhagens  do SARS-CoV-2: A2; B1.1; B1, sugere ao menos 3 introduções do vírus no Estado.

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Em Manaus foram identificadas as três linhagens. Em Manacapuru, Manaquiri e Manicoré a pesquisa encontrou 2 linhagens circulando, e nos demais municípios uma linhagem.

As linhagens achadas no Amazonas são frequentemente encontradas em amostras da Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

37 GENOMAS SEQUENCIADOS

O estudo de Epidemiologia Molecular do SARS-CoV-2 no Amazonas sequenciou 37 genomas do novo coronavírus. Felipe Naveca alerta para a importância desses dados, especialmente diante da escassez de informações sobre os vírus que causam síndromes respiratórias na população do Estado.

Em março deste ano Naveca concluiu o primeiro genoma SARS-CoV-2 do Norte do país. Agora, foram mais 36 sequenciamentos.

O sequenciamento dos genomas de amostras do SARS-CoV-2 contribuem para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra o vírus. Os genomas identificados no Amazonas agora podem ser comparados a outros que circulam no Brasil e no mundo.

Por: Marlúcia Seixas

 

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Pesquisadores abordam estudos desenvolvidos sobre o novo coronavírus no Amazonas durante live

Com o tema “Em favor da vida: pesquisas sobre o novo coronavírus no Amazonas”, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) realizou nesta quarta-feira (8/7) live com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube. A atividade é uma das ações realizadas em alusão ao Dia Nacional da Ciência e Dia do Pesquisador Científico, celebrado em 8 de julho.

LIVE FAPEAM - 08.07.2020 - CRISTOVÃO NONATO - MEDIADOR_-12live foi mediada pelo jornalista Cristóvão Nonato, e contou com a participação dos pesquisadores Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Kátia Luz Torres, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),  e Marcus Vinícius Lacerda, da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado  (FMT-HVD) e ILMD/Fiocruz Amazônia.

Durante a live, os pesquisadores destacaram os estudos realizados por seus grupos de pesquisa relacionados à Covid-19 no Amazonas e também as dificuldades enfrentadas diante das fakes news (notícias falsas) sobre os resultados e pesquisas.

LIVE FAPEAM - 08.07.2020 - CRISTOVÃO NONATO - MEDIADOR_-35Na ocasião, Kátia Luz, que também é coordenadora da Rede Genômica de Vigilância em Saúde (Regesam), destacou a importância da instituição da Rede e de que forma ela vem atuando no desenvolvimento de pesquisas referentes ao novo coronavírus.

“Perpetuar a Rede Genômica é extremamente importante é onde instituições estão juntando seus esforços, sua estrutura, compartilhando seus espaços, equipamentos e conhecimento acumulado para dar saltos mais largos em genômica, na área de saúde, em nosso estado. A covid-19 não acabou, apenas deu uma trégua, temos um caminhada longa pela frente, temos pesquisas em andamento e a Regesam está à serviço desse desafio”, disse.

O pesquisador Felipe Naveca, coordenou e concluiu ainda em março, o primeiro sequenciamento completo do genoma do SARS-CoV-2 (novo coronavírus) do Norte do País. Um relevante estudo para se conhecer o vírus que recém chegava ao Amazonas.

Naveca explicou que o sequenciamento genético do Coronavírus serve para entender o percurso da transmissão e o tempo que o vírus está presente em determinada região e, dessa forma é possível adotar  medidas adequadas para tentar conter a sua propagação.

A celeridade no sequenciamento genético se deu conforme o alerta dado pelas autoridades de saúde, no fim do ano passado, sobre a existência do novo coronavírus. Os pesquisadores trataram de adquirir insumos específicos para desenvolver suas pesquisas e, se preparam para um possível cenário pandêmico.

“Dentro desse projeto de vigilância de vírus de grau emergente, que nós temos na Fiocruz, em parceria com diversos órgãos do Estado, dentre eles a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), estávamos monitorando casos suspeitos e identificamos a presença do novo coronavírus. Em pouco tempo, fizemos o sequenciamento genético, o que nos mostra como a ciência avançou”, disse Naveca.

Durante a transmissão online, Naveca informou ainda que  a nova fase do estudo investiga se algum marcador genético do paciente é responsável pela melhora ou piora do quadro clínico das pessoas que desenvolvem a Covid-19. O estudo tem apoio da Fapeam, por meio da Regesam, e pode auxiliar no desenvolvimento de uma vacina ou medicamento contra o novo vírus.

Ele destacou ainda o compromisso da ciência na busca pela verdade, por meio da produção do conhecimento científico e, disse que as fake news , divulgadas principalmente nas redes sociais afetaram boa parte da população nesse período de pandemia, como uma tentativa de desqualificar o trabalho científico.

“A ciência é pautada pela busca da verdade em oposição a essas mentiras que se espalham rapidamente e não têm compromisso com a veracidade científica”, destacou Naveca.

O pesquisador Marcus Lacerda publicou o primeiro artigo científico sobre o uso da cloroquina em pacientes em estado grave diagnosticados com Covid-19, internados no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, em Manaus (AM).

O estudo apontou que o uso da cloroquina não é eficaz em pacientes com Covid-19 e, portanto, o medicamento não deveria ser utilizado fora de ensaios laboratoriais.

Lacerda destacou o desafio da pesquisa clínica, ou seja, o processo de investigação científica envolvendo seres humanos e, enfatizou que o estudo clínico, para verificar os efeitos farmacológicos e, as possíveis reações adversas do medicamento em pacientes deve sempre observar a segurança e eficácia da droga.

“Nosso trabalho foi feito de uma forma rápida, porque já tínhamos uma equipe treinada para trabalhar com a pesquisa clínica e essa velocidade fez com que fôssemos o primeiro grupo do mundo a mostrar alguns problemas com a cloroquina,  por exemplo, que o medicamento não consegueria negativar o vírus em até cinco dias. Nós já trabalhamos com a cloroquina há muito tempo para tratamento da malária e, portanto conhecemos bastante sobre a droga e essa foi outra motivação que nos levou a desenvolver o estudo” disse.

Data

Este ano, a Fapeam adotou em seu calendário de atividades o Dia Nacional da Ciência (Lei nº 10.221, de 18 de abril de 2001) e o Dia do Pesquisador Científico (Lei nº 11.807, de 13 de novembro de 2008). As datas foram criadas para colocar em destaque a importância da ciência para o desenvolvimento do país.  A live foi apenas uma das atividades realizadas pela Fundação em comemoração à data.

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Fapeam empossa novos membros do Conselho Superior da Instituição

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) realizou nesta terça-feira (7/7) a 1ª Reunião Ordinária do Conselho Superior da Instituição. Durante a sessão foram empossados, com efeito retroativo,  os 10 novos membros para cumprimento de mandato referente ao biênio 2019/2021.

A reunião ocorreu online e após a posse dos novos conselheiros,  a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, apresentou aos membros o trabalho desenvolvido na Fundação referente ao ano de 2019 e, ao primeiro semestre de 2020, além de atividades que estão programadas para os próximos meses e ano vindouro.

Destacou-se em  2019 o lançamento de 19 programas de apoio à ciência, tecnologia e inovação (CT&I),  desenvolvidos de acordo com as linhas de ação da Fapeam. Além disso, foram apresentados o aprimoramento do sistema de cadastro do pesquisador, os resultados de pesquisa de satisfação realizada pela Fap, estudo técnico sobre a estrutura administrativa e projeto de ampliação da antiga sede,  dentre outras realizações.

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1ª Reunião Ordinária e Posse do Conselho Superior

Neste primeiro semestre de 2020 já foram lançados 10 programas  com destaque também para editais direcionados ao enfrentamento da Covid-19. Outras ações estão programadas para segundo semestre.

 “Para 2021, a Fapeam prospecta realizar concurso público para o quadro de pessoal efetivo da Instituição, iniciar as obras de recuperação e ampliação da antiga sede, além de dar  continuidade às  ações programadas por linha de ação”, disse Márcia Perales sobre o ano que vem.

Na oportunidade, os novos membros aprovaram os relatórios administrativos, financeiros e técnicos, sendo esta uma das competências do Conselho Superior.

Participaram também da posse as diretoras  técnico-científica, Marcia Irene Andrade e a administrativo-financeira, Kathya Thomé, da Fapeam.

Membros do Conselho

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A posse e a reunião foram virtual

O Conselho Superior  é formado pelo titular da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Jório de Albuquerque Veiga Filho (presidente do Conselho), bem como os membros Alessandra Campelo da Silva (Assembleia Legislativa do Estado – Aleam), Katia Luz Torres da Silva (Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas – FCecon), Euler Guimarães Menezes de Souza (Empresa de Base Tecnológica), Altigran Soares da Silva (Universidade Federal do Amazonas – Ufam – Empresa de Base tecnológica), Solange Dourado de Andrade (Fundação de Medicina Tropical – Doutor Heitor Vieira Dourado – FMT-HVD), Rosemary Costa Pinto (Universidade do Estado do Amazonas – UEA), Cristina Maria Borborema dos Santos (Universidade Federal do Amazonas – Ufam), Antônia Maria Ramos Franco Pereira (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Inpa), Celso Paulo de Azevedo (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa) e Sérgio Luiz Bessa Luz (Instituto Leônidas e Maria Deane – ILMD/ Fiocruz Amazônia).

Por: Helen de Mello

Fotos: Érico Xavier

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Estudo identifica diferentes linhagens do novo coronavírus circulando no Amazonas

Três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no Amazonas, é o que aponta estudo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que investigou amostras dos municípios de Manacapuru, Autazes, Careiro e Manaquiri (Região Metropolitana), Santa Isabel do Rio Negro (Rio Negro), Tabatinga e Santo Antônio do Içá (Alto Solimões), e Manicoré (Rio Madeira), além da capital Manaus.

A investigação foi realizada pela equipe do pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca. Segundo ele, a existência das 3 linhagens  do SARS-CoV-2: A2; B1.1; B1, sugere ao menos 3 introduções do vírus no Estado.

Em Manaus foram identificadas as três linhagens. Em Manacapuru, Manaquiri e Manicoré a pesquisa encontrou 2 linhagens circulando, e nos demais municípios uma linhagem.

As linhagens achadas no Amazonas são frequentemente encontradas em amostras da Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

37 GENOMAS SEQUENCIADOS

O estudo de Epidemiologia Molecular do SARS-CoV-2 no Amazonas sequenciou 37 genomas do novo coronavírus. Felipe Naveca alerta para a importância desses dados, especialmente diante da escassez de informações sobre os vírus que causam síndromes respiratórias na população do Estado.

Em março deste ano Naveca concluiu o primeiro genoma SARS-CoV-2 do Norte do país. Agora, foram mais 36 sequenciamentos.

O sequenciamento dos genomas de amostras do SARS-CoV-2 contribuem para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra o vírus. Os genomas identificados no Amazonas agora podem ser comparados a outros que circulam no Brasil e no mundo.

O estudo é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado final do processo seletivo para iniciação científica da Fiocruz Amazônia

A coordenação do Programa de Iniciação Científica (PIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta segunda-feira, 6/7, o resultado final do processo seletivo para bolsas de iniciação científica. Foram selecionados 32 estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

Acesse aqui o resultado.

Os candidatos aprovados devem entregar documentação solicitada para implementação da bolsa, nos dias e horários marcados, à secretaria do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia, conforme email enviado aos selecionados. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

Segundo explicou Priscila Aquino, coordenadora do PIC na Fiocruz Amazônia, nesta edição, o processo de seleção foi realizado em formato diferente, devido à pandemia de covid-19. “Esse ano a seleção do PIC foi feita de forma um pouco diferente. O processo foi realizado de forma online, onde os pesquisadores entraram em contato com os alunos para uma possível entrevista e, posteriormente submeteram a documentação desses alunos ao email do PIC. Esses projetos passaram por duas análises, uma técnica e outra administrativa, realizada por 13 avaliadores, de acordo com cada categoria”, explicou.

As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, de agosto de 2020 até julho de 2021, com possibilidades de renovação. O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fapeam realiza live sobre pesquisas relacionadas ao novo coronavírus no Amazonas

No dia 8 de julho, celebrado o Dia Nacional da Ciência e Dia do Pesquisador Científico, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) realiza a live “Em favor da vida: pesquisas sobre o novo coronavírus no Amazonas”, às 10h, com transmissão ao vivo no canal do youtube e facebook da Fapeam.

live será mediada pelo jornalista Cristóvão Nonato, com a participação dos pesquisadores Felipe Naveca do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Kátia Luz Torres da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon)  e Marcus Vinícius Lacerda da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado  (FMT-HVD).

2020-07-03

Este ano, a Fapeam adotou em seu calendário de atividades o Dia Nacional da Ciência (Lei nº 10.221, de 18 de abril de 2001) e o Dia do Pesquisador Científico (Lei nº 11.807, de 13 de novembro de 2008). As datas foram criadas para colocar em destaque a importância da ciência para o desenvolvimento do país.  A live é apenas uma das atividades realizadas pela Fapeam em comemoração à data.

 

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Confap reúne diretores presidentes de fundações de amparo à pesquisa em fórum virtual

O I Fórum Virtual do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) foi realizado nesta sexta-feira (03/07),  com transmissão, ao vivo, pelo youtube, e reuniu diretores-presidentes e representantes das 26 Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos EstadosO Amazonas também participou do evento online por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O Fórum  é um espaço de intercâmbio de ideias, boas práticas e apresentação das ações desenvolvidas entre as FAPs. Pela primeira vez, a reunião foi realizada online, como medida de segurança para os participantes, devido à pandemia do novo coronavírus.

Durante o evento, a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Evaldo Vilela, anunciaram o lançamento das novas edições do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD) e do Programa de Apoio a projetos de Pesquisas para a capacitação e Formação de Recursos Humanos em Taxonomia (Protax).

“A ecologia, a conservação, o uso sustentável da biodiversidade e a taxonomia são áreas importantes e de interesse global. Das 26 FAPs do país, 21 manifestaram, formalmente, interesse em participar e apoiar projetos vinculados ao Protax e PELD. É um momento importante no qual reiteramos e consolidamos essa parceria” destacou  Márcia Perales.

Na ocasião, Evaldo Vilela, fez a apresentação dos dois programas e destacou que a continuidade de programas de longa duração como o PELD e o Protax significa um importante investimento na produção de conhecimento científico de qualidade, direcionado a responder demandas da sociedade brasileira e mundial. “Os dois programas são importantes. O PELD voltado para a questão do entendimento dos biomas brasileiros e o Protax direcionado para a área da taxonomia, com estudos da denominação de plantas, animais, dentre outros organismos biológicos”, disse.

 As chamadas têm vigência de 48 meses e contemplam bolsas de estudos nas modalidades de mestrado e doutorado e contam com a parceria do CNPq, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e Confap.

Outros lançamentos

No Fórum também foi lançada a Chamada do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) – Parcerias Estratégicas nos Estados – Capes/Confap e a Chamada Pública de Modernização e Qualificação de Laboratórios Emergentes para Infraestrutura NB3 – MCTI/Finep/Confap. Na agenda também entrou como pautas o balanço e as perspectivas em relação às parcerias internacionais.

O presidente do Confap, Fábio Guedes Gomes, enfatizou que a ciência é o eixo estruturante do desenvolvimento econômico-social do país e, o Confap reunido com todas as FAPs é uma força coletiva. “Nesse momento de pandemia, 18 FAPs fizeram 21 Chamadas que chegaram a R$100 milhões, o que representa um número expressivo e, mostra que as Fundações também têm trabalhado muito nesse momento”, comentou.

Participaram ainda do Fórum representantes de entidades acadêmicas e científicas, ministérios e agências de fomento federais e internacionais, como MCTI, CNPq, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Protax e PELD

O Protax tem por objetivo apoiar projetos de pesquisa que visem contribuir de forma significativa para formação de recursos humanos especializados na área da taxonomia biológica para atuação em revisões, inventários, curadorias, gestão de coleções biológicas e a validação dos espécimes depositados em seus acervos, visando preencher as lacunas do conhecimento sobre a biodiversidade brasileira. 

O PELD tem por objetivo apoiar uma rede sítios de pesquisa de alta relevância nacional e mundial nas áreas de ecologia, conservação e uso sustentável da biodiversidade para investigar as relações entre biodiversidade, o funcionamento dos ecossistemas, a saúde pública e o bem-estar humano. Os estudos são focados nos ecossistemas brasileiros, sua biodiversidade, processos naturais e os efeitos de impactos antrópicos e das mudanças ambientais sore o funcionamento desses ecossistemas.  

Por: Helen de Mello

 

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Debate da Fiocruz reúne intelectuais indígenas e lança chamadas públicas

Por meio do Observatório Covid-19, a Fiocruz promoveu o debate virtual Povos indígenas na produção de conhecimento: por uma saúde não silenciada. O encontro, que pode ser assistido no canal da Fundação no YouTube, reuniu pesquisadores da Fiocruz e intelectuais indígenas. Estes apresentaram suas trajetórias acadêmicas e no mundo da pesquisa e comentaram os muitos percalços que ainda precisam superar. A atividade teve o apoio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz) e integra o projeto Vozes Indígenas na Produção do Conhecimento, que se originou a partir de um diálogo entre intelectuais indígenas de diversas regiões do Brasil e pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). O objetivo é dar visibilidade ao conhecimento produzido por pesquisadoras e pesquisadores indígenas, envolvê-los nos eventos tecno-científicos, estimular trabalhos conjuntos e a circulação de ideias e reflexões.

O evento marcou o lançamento de duas chamadas públicas voltadas para pesquisadores indígenas de toda a América Latina que sejam autores principais dos trabalhos. Co-autores podem ser não-indígenas. As chamadas também buscam contribuições que versem sobre a vivência dos povos indígenas no contexto da Covid-19. O objetivo das chamadas é reunir contribuições que deem visibilidade às múltiplas especificidades inerentes às realidades sócio-territoriais de cada povo, com ênfase nas complexas inter-relações sócio-culturais e políticas com a saúde dos povos indígenas.

Em ambas as chamadas podem ser enviadas contribuições em português e línguas indígenas (maternas, nativas ou originárias), desde que contem com a tradução para o português. Além das chamadas, durante o evento houve ainda o lançamento de uma série de curtas sob o título Vozes indígenas do território à academia, produzido em uma parceria da VideoSaúde/Fiocruz com a Canoa Produções que apresenta as trajetórias de indígenas acadêmicos e suas carreiras na universidade e na docência.

A pesquisadora da Ensp e coordenadora do GT de Saúde Indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) Ana Lúcia Pontes, que faz parte da coordenação da iniciativa, abriu o evento virtual lembrando que o projeto surgiu entre pesquisadores da Fiocruz e da Abrasco, em articulação com profissionais de outras instituições que também atuam nas áreas de antropologia e saúde indígena. O intuito é valorizar e dar visibilidade à produção do conhecimento de pesquisadores indígenas e abrir caminhos para que participem de eventos científicos na área de saúde coletiva.

Em seguida ela apresentou o primeiro dos vídeos exibidos durante o debate, no qual a pesquisadora Braulina Aurora Baniwa conta a sua trajetória no mestrado na UnB e na produção de conhecimento. Ela narrou os muitos obstáculos que os indígenas precisam superar para chegar (e permanecer) na academia. “Ainda somos vistos por muitos como inúteis. Não reconhecem o nosso potencial. Também não somos apenas uma sociedade indígena, mas várias. Somos 300 povos e 380 línguas. Apesar das dificuldades, estamos abrindo portas”.

O pesquisador Ricardo Ventura Santos, da Ensp e do Museu Nacional/UFRJ, disse em seguida que é importante amplificar as vozes dos povos indígenas. Ele louvou a iniciativa, que permitiu pensar em chamadas que terão a participação de intelectuais indígenas, algo improvável até poucos anos atrás. Segundo ele, na última década houve um importante avanço, no ensino superior, de alunos vindos de povos indígenas, o que agora começa a se refletir em dissertações de mestrado e teses de doutorado. “Diante desse avanço podemos começar a olhar para o futuro com altivez e esperança”.

A vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, afirmou em sua intervenção que “o tema é necessário e relevante e reúne pesquisadores de variadas unidades da Fundação que trabalham em articulação com os povos indígenas”. Ela elogiou a qualidade dos vídeos produzidos e disse que “esses povos precisam ser sujeitos e vocalizar seus direitos, além de manifestar suas especificidades, como o direito ao território, a defesa da natureza, a luta pelas florestas e pela preservação da sua história e da sua memória. Sem dúvida eles têm muito a nos ensinar, sobretudo neste momento de crise sanitária e humanitária sem precedentes pelo qual o planeta vem passando”.

Logo após a participação da vice-presidente houve a exibição de um novo vídeo, com a mestranda em sociologia Urawive Suruí. Segundo ela, seu projeto acadêmico tem como proposta contar a experiência dos suruí para as próximas gerações, refletindo o conhecimento social desse povo. Após o vídeo, Inara do Nascimento Tavares, do Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena, disse em sua intervenção que a universidade, para os indígenas, é mais um espaço de luta, para o qual os povos indígenas levam seus corpos, seus sonhos e suas cores.

O doutorando em direito Dinamam Tuxá, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, observou que reunir as lideranças intelectuais indígenas é fundamental para que alcancem o objetivo de democratizar o espaço acadêmico. “E nossas pesquisas também contribuem para a divulgação e maior disseminação dos saberes tradicionais. É necessário quebrar o paradigma de que apenas o conhecimento europeu é válido e científico. No mundo de hoje é inadmissível que se duvide da capacidade intelectual dos nossos povos. Infelizmente, mesmo na universidade, que deveria ser mais aberta e inclusiva, ainda percebemos esse preconceito”.

A psicóloga Nita Tuxá, da Articulação Brasileiras dos (as) Psicólogos (as) Indígenas, disse que a discriminação aos povos indígenas “gera sofrimento e nos faz lutar diariamente por nossos direitos”. Para ela, “a escolarização é uma arma de luta, visando transformar uma ciência colonizadora e abrir espaço para a diversidade de conhecimento. Precisamos de uma ciência acolhedora e inclusiva. E o nosso desafio é também o de traduzir para os nossos povos o conhecimento que adquirimos”. Nita listou alguns dos problemas enfrentados pelos indígenas, como a violação de direitos, a invasão de terras, o garimpo e o desmatamento ilegal. “Os indígenas passaram muito tempo silenciados. Não mais. Esse tempo ficou para trás”.

Mário Nicácio, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), afirmou estar havendo uma contaminação em massa de indígenas pela Covid-19. “E esse cenário desolador está destruindo grande parte de nossas enciclopédias vivas, os anciãos indígenas. É uma perda incalculável e irreparável”. Segundo Nicácio, os povos indígenas buscam não ser mais identificados como objetos, e sim autores, sujeitos soberanos que pensam, refletem, criam, pesquisam, lecionam.

A última intervenção foi de Joziléia Daniza Kaigang, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina. Ela disse que o evento representa “nós falando por nós”. A professora afirmou que tem aumentado significativamente a qualidade da pesquisa feita por indígenas, que muitas vezes está ligada à ancestralidade e à conexão com o território. “Somos diversidade e pluralidade e temos múltiplas possibilidades para caminhar na produção de conhecimento”, disse. Junto com a intervenção de Joziléia ocorreu a exibição do vídeo da advogada Simone Terena, pesquisadora na área de violência contra a mulher indígena.

CHAMADAS

Para participar das chamadas, os autores indígenas precisam submeter os trabalhos até 30 de agosto, pelo e-mail vozes.indigenas.fiocruz@gmail.com, seguindo as orientações dos editais:

Chamada 1: “Corpo, Território, Saúde e Existência/Resistência dos Povos indígenas da América Latina”

Chamada 2: “Diversidade de Vozes dos Territórios Indígenas: Saúde Silenciada”

Agência Fiocruz de Notícias, por Ricardo Valverde

Divulgado resultado preliminar do processo seletivo para o Programa de Iniciação Científica

A coordenação do Programa de Iniciação Científica (PIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quinta-feira, 2/7, o resultado preliminar do processo seletivo para bolsas de iniciação científica, edição 2020-2021.

Os candidatos que tiveram projetos enquadrados foram encaminhados para análise técnica com os avaliadores ad-hoc. Candidatos e orientadores tem o prazo de 48 horas (até o dia 4 de julho) para encaminhar o recurso de forma virtual ao email do PIC ( pic.ilmd@fiocruz.br ), conforme descrito no item 9 do edital.

Foram enquadrados 32 estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

Acesse aqui o resultado preliminar.

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec/Fiocruz).,

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia.

O PIC visa ainda estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes