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Propostas para o Pronex encerram dia 30 de janeiro

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A parceria conta com um investimento total de 2 milhões

O programa contempla grupos de pesquisas, vinculada a instituições de ensino ou pesquisa sem fins lucrativos, no Amazonas

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), recebe até o dia 30 de janeiro propostas para o Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), que contempla grupos de pesquisas, vinculada a instituições de ensino e/ou pesquisa sem fins lucrativos, no Amazonas.

A parceria conta com um investimento  total de 2 milhões, sendo  1,2 milhões do CNPq e 740 mil da Fapeam, de acordo com as possibilidades orçamentárias, poderão ser incorporados novos recursos.

Propostas

O edital foi lançado em dezembro de 2018 e já está em sua reta final. Os proponentes devem submeter suas propostas via Formulário online específico e enviadas por meio eletrônico através do Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SIGFAPEAM), disponível no site da Fapeam. Para acessar o formulário o proponente deverá utilizar seu login e senha previamente cadastrados. Novos usuários deverão realizar o cadastro no banco de pesquisadores da FAPEAM. Além do envio do Formulário on line, a submissão da proposta requer a apresentação de documentação complementar a ser anexada ao sistema SIGFAPEAM.

Requisitos

O edital é destinado para pesquisadores bolsistas de Produtividade categoria I do CNPq (PQ ou DT), residentes no Estado do Amazonas, que se apresentem como líderes de Núcleos de Excelência e que tenham vínculo empregatício permanente com instituições científicas e tecnológicas sediadas no Amazonas dos seguintes tipos: ensino superior, públicas ou privadas, Institutos e Centros de Pesquisa e Empresas públicas de atividades de pesquisa em Ciência, Tecnologia ou Inovação.

Resultados 

De acordo com o cronograma do edital, os resultados estarão disponíveis no site da Fapeam a partir de maio deste ano.

Acesse o edital 

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Bioconomia vai inspirar a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em 2019

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“Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável” será tema da SNCT 2019

A 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), vai ocorrer de 21 a 27 de outubro de 2019

A 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que vai ocorrer de 21 a 27 de outubro de 2019, será inspirada no tema “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20) pelo secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Elton Zacarias. “É um tema bastante adequado à diversidade natural do Brasil. Em um país continental, com a quantidade de biomas que temos, é um grande gerador de recursos e desenvolvimento. A bioeconomia também é um tema aderente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, ressaltou.

Para o secretário-executivo do MCTIC, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia cresce a cada ano, com a participação de instituições, parceiros e municípios envolvidos cada vez maior. “Faz parte da missão do ministério popularizar a ciência. Um país sem ciência é um país sem futuro, porque precisamos da ciência para o nosso desenvolvimento.”

Até o momento, o MCTIC registra a participação de 1.447 instituições de 889 municípios na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em 2018. Segundo a diretora do Departamento de Políticas e Programas para Inclusão Social, Sônia da Costa, a expectativa é atingir 1,5 mil municípios de todo o país. “No ano passado, tivemos 1.311 municípios participantes. Para este ano a projeção é de que vamos superar este número. Constatamos um aumento de 10% de participação em cada estado.”

Sônia acrescentou que a Semana Nacional tem crescimento expressivo desde 2015, quando começou a ser promovida por meio de editais. “Além dessa nova metodologia, tivemos um esforço organizado das federações de apoio à pesquisa nos estados e uma ótima repercussão na mídia.”

Ela ainda destacou os investimentos do MCTIC para impulsionar a Semana Nacional de 2018, que somaram R$ 6 milhões. Um total de 198 projetos foi aprovado para receber apoio nas duas linhas de apoio disponibilizadas pela chamada pública, 17% a mais do que no ano passado. “A finalidade da Semana é estimular o contato e a interação com a ciência e a tecnologia, com tudo o que há de mais moderno e que está sendo feito pelas instituições brasileiras”, disse.

Durante a cerimônia, o secretário-executivo adjunto do MCTIC, Alfonso Orlandi, entregou certificados a representantes de instituições que participaram da SNCT 2018 no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília. “O sucesso é reflexo das parcerias que o ministério faz, mas o mais importante é a participação dos expositores, que trazem conteúdo para dentro da feira.”

Realizada nacionalmente desde 2004, a SNCT é coordenada pelo MCTIC e conta com a colaboração de empresas e órgãos públicos, escolas, fundações de apoio, institutos de pesquisa, museus, universidades e estados e municípios.

 

Fonte: MCTIC

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Inpa recebe encontro para divulgação do Programa Finep Startup

O programa visa financiar startups com potencial de crescimento e retorno

 

Da Redação – Coeti Inpa

 

Na próxima quarta-feira (23), às 09h, acontece um encontro para divulgação do Programa Finep Startup, que visa o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do apoio às empresas brasileiras nascentes de base tecnológica, que possuam papel fundamental na introdução de novas tecnologias e modelos de negócios no mercado.

 

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O evento será realizado no Auditório da Biblioteca do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), com entrada pela rua Bem-te-vi, bairro Petrópolis. Sem necessidade de inscrição prévia, o encontro é gratuito e aberto aos interessados no tema.

 

Por meio do programa serão disponibilizados recursos financeiros para que startups com alto potencial de crescimento e retorno possam enfrentar com sucesso os principais desafios de seus estágios iniciais de desenvolvimento, contribuindo para a criação de empregos qualificados e geração de renda para o Brasil.

 

A finalidade é promover o crescimento do mercado de capital semente no país, compartilhando com os investidores privados os riscos associados ao investimento em empresas nascentes de base tecnológica, sem substituir a iniciativa privada em seu papel como principal agente formador desse mercado.

 

O encontro para divulgação do Programa Finep Startup conta com o apoio do Inpa (Coordenação de Extensão Tecnológica e Inovação/Coeti e Incubadora), Amoci, Semtepi, Fabriq, Certi, ABio, Ajuri, Cide, INDT, Jaraqui Valley, Uninorte Empreende, Loopa, MeuUp, Rami, Impact Hub, Ulbratech e Cardume Coworking.

Primeiro filhote de peixe-boi do ano é resgatado e levado ao Inpa

O Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, que patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental recebeu hoje um filhote de peixe-boi no Inpa, principal parceiro do projeto executado pela Ampa

 

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Texto e foto por Fernanda Farias – AscomAmpa

Manaus - Um filhote de peixe-boi fêmea foi resgatado na orla do município de Parintins (369 km da capital), por moradores da Comunidade do Máximo e levado hoje (16) para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) para ser reabilitado.

Esse é o primeiro filhote que chega ao Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto para ser reabilitado este ano. De acordo com a coordenadora do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, a pesquisadora do Inpa Vera da Silva, o resgate é uma etapa muito importante para o Programa de Reintrodução de peixes-bois da Amazônia.

“Dentro do nosso projeto temos três etapas principais, o resgate; a reabilitação, que é o cuidado até o filhote ter idade para se alimentar sozinho; e a última etapa que é a reintrodução dos peixes-bois adultos nos rios”, explica a pesquisadora.

O Laboratório de Mamíferos Aquáticos é o principal parceiro do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, que é executado pela Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e tem o apoio financeiro da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Resgate

O filhote de peixe-boi foi resgatado no dia 8 de janeiro pela Comunidade do Máximo de Parintins, nome que foi batizado temporariamente, e levado pelos agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) para a fazenda ecológica localizada em Parintins.

Segundo o veterinário do Inpa Anselmo d´Affonseca, a fêmea tem um mês, pesa 19 kg e está em bom estado de saúde, o que significa que provavelmente a mãe do filhote estava por perto na hora do resgate.

 

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“Se a mãe não estivesse no local o filhote estaria magro e mais fraco. Se a mãe não foi caçada há pouco tempo, com certeza ela estava por perto. Nessa situação o melhor a fazer é observar por um tempo se há a presença da mãe nas proximidades para que seja evitado separar o filhote dela”, explica.

Sobre a Ampa

Associação dos Amigos do Peixe-boi foi criada há 18 anos com o objetivo de promover a pesquisa e a proteção dos mamíferos aquáticos da Amazônia, e ainda propiciar à sociedade um convívio saudável com a fauna da Amazônia.

A Ampa é responsável por executar o Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, cujo principais objetivos são resgatar, reabilitar e reintroduzir peixes-bois (Trichechusinunguis) aos rios da Amazônia, além de auxiliar o projeto Boto do Inpa, que pesquisa a bioecologia do boto-vermelho e do tucuxi para a conservação das espécies.

As pesquisas realizadas em parceria com o Laboratório de Mamíferos Aquáticos geram informações que alertam as autoridades e comunidade internacional sobre a e caça ilegal do peixe-boi para comercialização da carne e a matança do boto-vermelho.

 

Fapeam por meio do Confap e CNPq abrem chamada para a vinda pesquisadores britânicos ao Brasil

O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no conjunto de suas Fundações, e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram a chamada The UK Academies 2018, realizada em conjunto com The Royal SocietyThe Academy of Medical Sciences e British Academy, no escopo do Fundo Newton. O objetivo é fomentar a vinda de pesquisadores britânicos para trabalhar em conjunto com pesquisadores brasileiros, no Brasil.

Fazem parte desta chamada, por meio de suas respectivas Fundações, os estados de Amazonas (Fapeam), Ceará (Funcap), Espírito Santo (Fapes), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Mato Grosso (Fapemat), Mato Grosso do Sul (Fundect), Minas Gerais (Fapemig), Pará (Fapespa), Paraíba (Fapesq), Paraná (Fundação Araucária), Pernambuco (Facepe), Rio de Janeiro (Faperj), Santa Catarina (Fapesc), São Paulo (Fapesp) e do Distrito Federal (FAPDF). Propostas para outros estados poderão receber fomento diretamente do CNPq.

O fomento aos pesquisadores se dará por três maneiras: Fellowships (para período de 6 a 36 meses); Research Mobility Grants (missões de 15 dias a até 3 meses); e Young Investigator Grants (até 4 anos, apenas para o estado de São Paulo). As propostas deverão ser enviadas até o dia 25 de março de 2019 por meio do endereço https://sigconfap.ledes.net/ (para propostas fora do Estado de São Paulo) e diretamente para a Fapesp, no caso de propostas para atuação no Estado de São Paulo (http://www.fapesp.br/12175).

São elegíveis pesquisadores britânicos das áreas de ciências naturais, engenharia, ciências médicas, ciências sociais e humanidades. Os proponentes devem ser pesquisadores doutores a pelo menos dois anos e máximo de sete anos (young researchers) ou acima de sete anos (senior researchers). Para participar é preciso haver um pesquisador doutor colaborador no Brasil, vinculado a uma Instituição de Ensino Superior (IES) no Estado, como co-proponente (host researcher).

Os proponentes devem ficar atentos aos critérios de elegibilidade que podem ser exigidos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado em que pretende desenvolver seu trabalho. O CNPq poderá financiar propostas para proponentes de estados cujas FAPs não aderiram a esta chamada e os proponentes devem observar os critérios específicos de elegibilidade desta instituição.

Mais informações podem ser obtidas diretamente nas Fundações de Amparo à Pesquisa ou pelo e-mail fundonewton.confap@gmail.com. No caso das propostas para o Estado de São Paulo, pelo e-mail chamada_ukacademies@fapesp.br. Para interessados apenas no fomento do CNPq, pelo e-mail UKACA@cnpq.br.

Acesse aqui a Chamada: http://confap.org.br/novo/pt/editais/download/81

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do Confap

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Inpa abriga umas das maiores coleções de formigas do Brasil

A coleção de via úmida está recebendo 58 mil formigas provenientes de monitoramento ambiental da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, durante as fases de pré e pós-enchimento do reservatório da hidrelétrica

 

Da Redação – Inpa*

Fotos: Letícia Misna

                    

Os acervos biológicos mais antigos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) possuem mais de 50 anos e já testemunharam alterações de grande porte na biota amazônica, como a construção das hidrelétricas de Balbina, Tucuruí, Belo Monte e Rio Madeira. Esses acervos trazem o registro da biodiversidade de áreas que nunca mais recuperarão a sua diversidade natural, sendo os únicos testemunhos da existência de várias espécies extintas localmente.

 

A coleção de formigas do Inpa deve conter pelo menos 15 mil exemplares montados em alfinetes entomológicos, distribuídos em 11 subfamílias das 17 viventes no mundo. Já a parte do acervo em via úmida (em álcool a 80%), possui uma quantidade ainda não calculada de exemplares, podendo chegar a dezenas ou mesmo centenas de milhares.

 

Desde 2009, um incremento na identificação e classificação da coleção de Formicidae vem sendo realizado pela Dra. Itanna Fernandes, que em 2012, após a obtenção do título de mestre, passou a auxiliar a curadoria. Desde então, a coleção principal recebeu representantes de outras duas subfamílias, Agroecomyrmecinae Carpenter, 1930, e a raríssima subfamília Martialinae Rabeling & Verhaagh, 2008, possuindo hoje em seu acervo 13 subfamílias.

 

De acordo com Itanna, a subfamília Martialinae é endêmica da região amazônica, possuindo como localidade tipo a região metropolitana de Manaus, e é considerada a espécie mais rara dentro da mirmecologia (ciência que estuda as formigas). A espécie foi inicialmente descrita com base em uma única operária, e mais tarde, devido à visita do pesquisador americano Brendon Boudinot (especialista em machos de formigas), uma série de 25 machos pertencentes à espécie foi descoberta na via úmida da coleção do Inpa, esta, coletada em 1985 por Bert Klein. “A descoberta desses indivíduos tornou a Coleção de Invertebrados do Instituto a maior detentora mundial de representantes da espécie”, contou.

 

Em dezembro último, Dra. Itanna, com a ajuda do curador e pesquisador do Inpa Dr. Marcio Oliveira e do técnico Francisco F. Xavier Filho, incorporaram à coleção principal outras nove mil formigas montadas em alfinetes, distribuídas em 13 subfamílias. Essas formigas pertencem à fauna brasileira e peruana, obtidas durante as inúmeras expedições científicas realizadas no decorrer do seu mestrado e doutorado. Dentre esses indivíduos, há representantes do gênero Syscia Roger, 1861, até então registrado apenas para a Colômbia e que está em processo de publicação.

 

Já a coleção de via úmida está recebendo da Dra. Itanna Oliveira e do Dr. Jorge Souza aproximadamente 58 mil formigas provenientes do monitoramento ambiental da Usina de Santo Antônio no Rio Madeira, durante as fases de pré e pós-enchimento do reservatório da hidrelétrica. O monitoramento e o banco de dados obtidos com o estudo foram mundialmente premiados em 2017 pelo Global Biodiversity Information Facility (GBIF) como o melhor banco de dados na categoria Dados Ecológicos, sendo o Inpa o único detentor desse material.

 

Desde sua criação na década de 1990 (no Programa de Coleções Científicas Biológicas), a coleção de Formicidae não recebe um depósito tão substancial e representativo, tornando-se notável pelas inúmeras visitas científicas, além de pedidos de empréstimos e colaborações. Com a implementação da coleção em via seca e úmida, o Instituto espera uma procura ainda maior pelo acervo, incentivando gerações presentes e futuras no estudo da mirmecofauna.

 

*Informações Dr. Marcio Oliveira e Dr. Itanna Fernandes

Grupo de Estudos Amazônicos do Inpa publica Tomo XI do Caderno de Debates

O Tomo do GEEA está disponível para download gratuito. A obra trata dos temas Zona Franca de Manaus e o bioma Cerrado

 

 

Da Redação – Ascom Inpa

Banner: Rodrigo Verçosa – Editora Inpa

 

Com organização do pesquisador Geraldo Mendes dos Santos e ex-diretor do Inpa Luiz Renato de França, o Tomo XI do GEEA – Caderno de Debates já está disponível para leitura. A obra é composta por dois capítulos, que tratam sobre economia industrial na Amazônia e sobre o Bioma Cerrado.

 

Segundo o secretário-executivo do Grupo de Estudos Amazônicos (GEEA), o pesquisador Geraldo Mendes dos Santos, a ideia de transformar as pautas do Grupo em livro surgiu por duas razões básicas. A primeira é para permitir que muitas outras pessoas, fora do Grupo ou mesmo fora de Manaus e da Amazônia, possam usufruir das ideias e informações que circulam em suas reuniões. “Nesse sentido, o livro editado pelo GEEA, denominado Caderno de Debates, é um elemento multiplicador”.

 

A segunda razão, segundo o pesquisador, é para perenizar aquilo que é dito, pois como diz o ditado, as palavras voam e o escrito fica; o livro é um registro fiel e permanente da visão de mundo daquele que escreve. “Os livros do GEEA são registros maravilhosos de pessoas brilhantes que passaram por aqui, deixaram suas impressões, suas visões de mundo”, comenta o organizador da obra.

 

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Este volume do Caderno de Debates aborda a economia industrial, com enfoque na Zona Franca de Manaus e no Cerrado, bioma sobre o qual estão localizadas as principais fontes hídricas e do agronegócio do Brasil. De acordo com Santos, a obra é destinada a pesquisadores, professores, estudantes, gestores e todo cidadão interessado em conhecer mais profundamente a natureza e as questões relevantes da Amazônia.

 

“Como todos os demais, este Tomo XI tem importância como síntese do conhecimento sobre temas relevantes para a Amazônia, sendo esta tratada com os fundamentos da Ciência e numa linguagem clara e acessível. Especificamente, ele trata de dois temas sumamente importantes para o desenvolvimento da Amazônia: o processo industrial, com enfoque na Zona Franca de Manaus e no Cerrado, bioma sobre o qual estão localizadas as principais fontes hídricas e também do agronegócio do Brasil,” ressalta o organizador.

 

Produção

 

Durante a palestra do profissional responsável por cada tema são feitas gravações em áudio, posteriormente transformadas em texto, que depois são analisados e revisados por Geraldo Mendes dos Santos. O tempo de produção de cada livro é relativo, mas o objetivo é que seja publicado um tomo a cada ano. “Nesses 11 anos de existência, o GEEA já publicou exatamente 11 Tomos e esperamos aumentar essa marca; estamos planejando publicar os Tomos XII, XIII e XIV no começo deste ano”, lembra Mendes.

 

Grupo de Estudos Amazônicos

 

 

O GEEA foi criado pela direção do Inpa em 2007, com o objetivo de constituir um fórum permanente e multidisciplinar para a análise de questões relevantes para a Amazônia e a socialização da ciência através de uma linguagem acessível a todo cidadão interessado. O Grupo é formado por pesquisadores, professores, empresários, humanistas e gestores, que se reúnem geralmente a cada dois meses para debater um tema escolhido previamente e apresentado por um especialista de renome.

 

“A cada tomo, há tomada de consciência de que o GEEA é um Grupo de pessoas altamente compromissadas com a Amazônia e que dão o melhor de si para contribuir com seu desenvolvimento verdadeiramente sustentável, centrado no conhecimento e compartilhamento de ideias, experiências e visões de mundo”, ressalta o secretário-executivo.

 

O Caderno de Debates é publicado desde a primeira edição do GEEA, e tem distribuição digital gratuita. Para ter acesso ao tomo XI e aos demais tomos, clique aqui.

Bosque da Ciência do Inpa é opção de lazer e contato com a natureza

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Espaço reabre nesta sexta-feira. Famílias e turistas são os que mais visitam o bosque durante o período de férias escolares

 

Da Redação – Inpa

Fotos: Letícia Misna

 

Após o recesso de Fim de Ano, o Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) volta a funcionar normalmente nesta sexta-feira (04). Nesse período de férias, o bosque é uma boa opção de lazer e contato com a natureza para família e turistas que estão em Manaus. Por ano, o espaço de visitação pública do Inpa recebe cerca de 120 mil pessoas.

 

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“Vale muito a pena visitar o Bosque da Ciência, esse pedacinho da Amazônia no meio da cidade de Manaus, pois além de ser uma alternativa muito interessante de passeio para os amantes da natureza, é também um local para a criançada que está de férias gastar energia”, disse o coordenador do Bosque, Alexandre Buzaglo, destacando que a experiência permite ao visitante sair com uma bagagem maior de conhecimento sobre fauna e flora amazônicas.

 

Instalado na região central de Manaus, o bosque possui uma área de 13 hectares que conta com diversas atrações. Tanque de peixes-bois, recinto da ariranha, ilha da tanimbuca, maloca indígena, lago amazônico, viveiro de jacarés, Centro de Estudos de Quelônios da Amazônia (Cequa) e mais de 70 espécies arbóreas da Amazônia, como sumaúma, mogno e cacauí.

 

No bosque da ciência, o visitante pode contemplar a natureza, conhecer várias espécies de animais da fauna livre como macacos, cotias e preguiças. Mais recentemente, com o fechamento da Casa da Ciência para reforma, outros atrativos do bosque ganharam novas funções ao absorverem a exposição antes presente na Casa da Ciência.

 

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A exposição sobre a vida do seringueiro foi realocada para a Casa de Madeira, ao lado do Auditório da Ciência, e o Chapéu de Palha, próximo ao Lago Amazônico, recebeu itens que tratam da vida aquática (aquários, peixes e arraias empalhados, quelônios, cobras), além de frutos e fibras da Amazônia.

 

O bosque está localizado na rua Bem-te-vi, s/nº, bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus. Funciona de terça a sexta-feira, das 9h 12h e das 14h às 17h, e sábados e domingo, das 9h às 17h. A bilheteria fecha às 16h. Às segundas-feiras é fechado para manutenção.

 

A entrada custa R$5. Crianças até dez anos e idosos a partir de 60 anos não pagam. Escolas e instituições filantrópicas agendas previamente também são isentas. O agendamento pode ser feito pelo endereço eletrônico http://abc-bosque.inpa.gov.br/

Óleo essencial como alternativa biotecnológica de controle de doenças em hortaliças cultivadas

Os experimentos estão sendo feitos com a cebolinha, tomate e pimenta-de-cheiro

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em parceria com a Embrapa (Laboratório de Produtos Naturais e de Fitoquímica) e com a UEA (Laboratório Central de Análises Químicas), estão desenvolvendo um estudo que tem como objetivo avaliar, em hortaliças cultivadas, o efeito fungitóxico (substância tóxica que inibe o crescimento de micro-organismos que parasitam plantas) de óleos essenciais no controle alternativo das doenças: mancha-alvo em tomateiro e da antracnose em pimenta-de-cheiro e cebolinha. Os óleos essenciais são substâncias oriundas do metabolismo secundário das plantas que se caracterizam por serem voláteis, de natureza complexa, apresentarem baixo peso molecular e geralmente possuírem forte odor.

A pesquisa é desenvolvida com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), através do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas, edital Nº 002/2018.

O coordenador do projeto, doutor em Biotecnologia Rogério Hanada, explica que a mancha-alvo é a principal doença do tomateiro e é caracterizada por lesões que se iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, tipo alvo de coloração castanho-clara a castanho-escura. Já os principais sintomas da antracnose ocorrem nas folhas, que passam a apresentar lesões circulares, deprimidas, com halo de coloração marrom clara. Progressivamente as lesões se unem formando uma grande área necrosada, e assim as folhas secam e morrem.

“A mancha-alvo é causada pelo fungo Corynespora cassiicola, que é um patógeno que infecta inúmeras espécies de plantas, entre elas o tomateiro e outras hortaliças cultivadas. Já a antracnose é uma doença também causada por fungo de várias espécies do gênero Colletotrichum, que afeta o estabelecimento, o crescimento e a produção das plantas. A antracnose é uma doença muito comum em pimentão, pimenta-de-cheiro, cebolinha e em várias outras hortaliças. Essas doenças se desenvolvem principalmente em clima tropical (quente e úmido), como o nosso da Amazônia”, explica o pesquisador.

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As cebolinhas que foram plantadas para o experimento estão sendo cultivadas na estufa do INPA é de lá que devem sair os próximos resultados das pesquisas com a utilização de óleos essenciais

O pesquisador explica que o estudo tem como objetivo avaliar e selecionar produtos naturais eficientes no controle de microorganismos que ocasionam doenças em hortaliças cultivadas, e a partir dessa análise indicar a aplicação dessas substâncias como uma alternativa promissora para reduzir o uso indiscriminado de defensivos agrícolas.

“O estudo tem como propósito impulsionar a utilização de óleos essenciais de plantas com a atenção voltada para uma agricultura sustentável, visando fortalecer os mercados de produtos alternativos e contribuir para a melhoria do cenário agrícola atual, além de gerar bons resultados para que futuramente, esses produtos possam constituir uma alternativa biotecnológica aos fungicidas convencionais”, destacou Hanada.

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Testes feitos no laboratório com óleos essenciais de várias espécies de plantas contra os microorganismos, serão testados em condições de campo (in vivo)

No laboratório foram testados treze óleos essenciais de várias espécies de plantas contra os microorganismos, sendo que 10 foram eficientes e serão testados em condições de campo (in vivo).

Atualmente estão sendo conduzidos os experimentos em condições in vivo onde os óleos essenciais serão aplicados diretamente nas hortaliças cultivadas para verificar se as substâncias inibem o desenvolvimento do patógeno, controla ou reduz a incidência e a severidade da doença, além de verificar se essas substâncias estimulam o crescimento e o desenvolvimento das plantas.
Os pesquisadores começaram os testes avaliando a eficiência dos óleos essenciais no controle da antracnose em cebolinha e em pimenta de cheiro. Posteriormente os testes serão estendidos para análise da mancha-alvo em tomateiro.

As cebolinhas que foram plantadas para o experimento estão sendo cultivadas na estufa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) é de lá que devem sair os próximos resultados das pesquisas com a utilização de óleos essenciais.

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O coordenador do projeto, doutor em Biotecnologia Rogério Hanada explica que o objetivo da pesquisa é avaliar em hortaliças cultivadas, o efeito fungitóxico de óleos essenciais no controle alternativo das doenças

O pesquisador explica que a cebolinha é uma hortaliça facilmente cultivada e utilizada como um dos principais temperos para o preparo de pratos à base de peixes, principalmente caldeiradas, iguaria muito popular entre os amazonenses.

“Mas apesar de ser facilmente cultivada, existem várias doenças que podem afetar a produção da cebolinha e uma das mais severas é a antracnose. Essa doença afeta a qualidade do produto e causa perdas que podem atingir até 100% da produção dependendo das condições de manejo da cultura”, informou Hanada.

Por esse motivo o pesquisador explica que o controle da antracnose na cebolinha é considerado desafiador. Por ser uma planta de ciclo curto e explorada em pequena escala não existem fungicidas registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

“Por isso outros métodos de controle devem ser desenvolvidos para o manejo da doença. O uso de produtos naturais com atividade antimicrobiana ou indutora de resistência pode ser uma alternativa no controle da antracnose”, explicou o pesquisador.

O pesquisador ressalta ainda que os produtos derivados de vegetais (óleos, extratos e hidrolatos) têm vantagem de não agredir o meio ambiente e a saúde do produtor e do consumidor por serem biodegradáveis.

“Na nossa região existe uma enorme biodiversidade e estamos tentando encontrar algum óleo essencial de alguma planta que possa controlar essas doenças. Os nossos estudos com os óleos essenciais estão apenas começando. No experimento in vitro os óleos essenciais inibiram o crescimento do fungo que causa antracnose na cebolinha”, disse Hanada.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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Pesquisa analisa alternativa para controlar parasitos de tambaqui

A ideia é controlar os parasitos através do medicamento Cloridato de Lavamisol

Um estudo científico desenvolvido pelo  aluno de mestrado José Lima vem mostrando resultados satisfatórios para a melhoria da  Aquicultura na região. A ideia da pesquisa é controlar a infestação de acantocéfalo (Neoechinorhynchus buttnerae) espécie de parasito que ataca tanto tambaquis jovens quanto adultos, que absorve nutrientes dos alimentos ingeridos pelo animal impedindo que o peixe se desenvolva e com isso o produtor passa a ter prejuízos.

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José Lima, Mestrando do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu da Universidade Nilton Lins em parceria com o Inpa

Segundo Lima, o objetivo do estudo é avaliar e definir a melhor concentração de Cloridato de Lavamisol (CL),  um medicamento amplamente utilizado para tratar de verminoses intestinais humanas e na medicina veterinária para o tratamento ovinos, caprinos, bovinos, suínos, aves e peixes. Sendo que para peixes são poucos os estudos, e especificamente em tambaqui, esta pesquisa é pioneira.

“Estaremos disponibilizando para os produtores e pesquisadores uma alternativa para o controle desse parasito, de modo seguro tanto para os peixes, os consumidores e para o meio ambiente,”Uma vez que este medicamento é rapidamente eliminado do organismo do animal, e no meio ambiente é rapidamente biodegradado. Além de ser um remédio que já é vendido nas lojas de produtos veterinários da cidade de Manaus, e tem um preço acessível aos produtores”, disse.

Pesquisa

Mestrando do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu da Universidade Nilton Lins em parceria com o Inpa, Lima é natural do município de Barcelos e  conta com apoio do Programa de Bolsas de Pós-Graduação voltado ao Interior do Estado do Amazonas (PROINT-AM) da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado do Amazonas (Fapeam), que tem com objetivo oferecer bolsas de estudos de Pós-Graduação Stricto Sensu (mestrado e doutorado).

De acordo com dados do Anuário da Associação Brasileira de Piscicultura (PEIXE BR), o tambaqui representa 43,7% da produção brasileira.

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O objetivo do estudo é avaliar e definir a melhor concentração de Cloridato de Lavamisol (CL), um medicamento amplamente utilizado para tratar de verminoses intestinais humanas e na medicina veterinária para o tratamento ovinos, caprinos, bovinos, suínos, aves e peixes

Para o pesquisador atualmente a demanda por tambaqui é crescente é a espécie nativa mais produzida no Brasil, sua maior produção se encontra na região Norte do Brasil, com destaque para o Estado de Rondônia o que leva os produtores a intensificar seus sistemas de produção. Com isso gera e um estresse crônico nos animais, causando prejuízos ao sistema imunológicos, tornando-os mais susceptíveis a ação de (patógenos) que são organismos capazes de causar doença em um hospedeiro que no caso é o tambaqui.

“Com aumento de população numa determinada região, aliado ao manejo inadequado, como excesso de manuseio dos peixes, má alimentação, sobra de ração nos viveiros, o que leva a deterioração da água mudando as sua características físicas e químicas, acontece o desenvolvimento de organismos, como fungos, bactérias, protozoários, vírus e parasitos (ex. o acantocéfalo Neoechinorhynchus buttnerae, alvo desta pesquisa,”contou.

 Texto- Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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