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Anticorpos e testes para detecção de malária são desenvolvidos em pesquisa no Amazonas

A malária continua sendo uma doença que atinge a população no  Brasil e no mundo, e o diagnóstico rápido e preciso desta doença é de fundamental importância para o correto tratamento dos pacientes.

Pensando em buscar novas metodologias para solucionar este problema, o pesquisador doutor em Biotecnologia, Luis André Mariúba, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) vem desenvolvendo juntamente com seu grupo e colaboradores, anticorpos e imunoensaios  específicos para diagnósticos de malária.

O projeto contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde (PROEP).

A pesquisa coordenada pelo Dr. Mariúba desenvolveu e avaliou o desempenho de anticorpos IgG (produzidos em camundongos) e IgY (produzidos em ovos de galinha) capazes de detectar no sangue de pacientes proteínas marcadoras de infecções causadas por Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum, os quais são os principais causadores da malária no Brasil.

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“Avaliamos estes anticorpos na metodologia tradicional de Testes para Diagnóstico Rápido (TDRs) por fluxo lateral (com apoio do Laboratório de Tecnologias de Diagnóstico Bio-Manguinhos/Fiocruz); por um método de fluxo lateral utilizando nanotubos de carbono (desenvolvido pelo Dr. Jin Woo Choi, Louisiana State University-USA), com adaptações desenvolvidas pela equipe; por eletroquímica (com apoio do Dr. Walter Brito – Ufam); e por citometria de fluxo”, disse.

Testes para Diagnóstico Rápido – (TDRs)

Maríuba destaca que os TDRs tornaram-se uma grande alternativa ao diagnóstico, principalmente, em situações onde a microscopia não é de fácil acesso, como em localidades distantes.

“ Vale ressaltar que o Brasil ainda é muito dependente atualmente de TDRs estrangeiros. Exemplos destas tecnologias de conhecimento geral pelo grande público são os testes comprados em farmácias como de gravidez e de glicemia. Ambos os casos estão dentro do conceito “Point-of-Care” (PoC), que são tecnologias que podem ser utilizadas ao lado do leito do paciente e ajudar nas decisões de profissionais da área da saúde”, relata.

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Formação de Recursos Humanos

O projeto possibilitou a realização de trabalhos de  iniciação científica (IC)  e dois de mestrados, e sua continuação atualmente é base para duas IC, um mestrado, dois doutorado e um pós-doutorado. Foram desenvolvidos ainda um protótipo de equipamento para leitura quantitativa de testes rápidos e um aplicativo para registro de casos de malária (MalariaApp), ambos em colaboração com  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)  e Instituto Federal do Amazonas ( Ifam).

Patente

O pesquisador informou ainda que a pesquisa gerou em outubro de 2018 um depósito de patente referente a um método de solubilização de nanotubos de carbono e diferentes aplicações testadas, como em TDRs, sensores eletroquímicos, citometria de fluxo e imunização de animais.

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Malária no Amazonas

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), no primeiro trimestre de 2019 foram registrados 11.358 casos de malária no Amazonas. Até o momento, o Amazonas está com redução 42,36% casos em comparação do mesmo período de 2018, que registrou 19.704.

A malária é causada por um parasita do gênero Plasmodium, transmitida pela picada de mosquitos infectados. Febre alta, sudorese e calafrios, palidez, cansaço, falta de apetite e dores na cabeça e em outras regiões do corpo são os principais sintomas, que podem se manifestar, geralmente, em algumas semanas após a picada.

Grupo de Pesquisa

O projeto contou com apoio dos outros pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia além de pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ifam, Senai e Bio-Manguinhos/Fiocruz.

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PROEP

O programa  visou apoiar a promoção e execução de projetos estratégicos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) por meio da concessão de auxílio pesquisa e bolsas; e fortalecer o papel estratégico da pesquisa desenvolvida no Instituto para geração de conhecimentos científicos que possam contribuir com a melhoria da saúde da população Amazônica.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Novas abordagens para descoberta de alvos moleculares contra malária serão apresentadas no Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 14/6, às 10h, a palestra “Novas abordagens para descoberta de alvos moleculares contra malária”, a ser ministrada pelo pesquisador, Fábio Trindade Maranhão Costa, professor associado do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

A apresentação ocorrerá no Salão Canoas, auditório da Instituição, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Fábio é biólogo graduado pela Universidade de Brasília, mestre e doutor em microbiologia, imunologia e parasitologia pela Universidade Federal de São Paulo e livre docente em Parasitologia pela Universidade Estadual de Campinas.

Atualmente é professor associado do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde desenvolve pesquisa translacional em doenças tropicais, com ênfase no entendimento de aspectos imunopatológicos da Malária e ZIKA, bem como na descoberta de novas drogas. É coordenador de ações internacionais do IB, membro da coordenação de área Saúde IV da FAPESP e Editor acadêmico das revistas PLoS One e Frontiers in Immunology.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Seminário Alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Malária

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) realiza amanhã e quinta-feira (24 e 25/4) o IV Seminário Estadual Alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Malária, no auditório do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), localizado na avenida Pedro Teixeira, nº 2354, Dom Pedro, Manaus.

Durante o evento, especialistas compartilham suas experiências no combate, controle e tratamento da malária no Estado. O Dia Mundial de Luta Contra a Malária,   25 de abril,  foi  instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2007, com a finalidade de reconhecer o esforço global para o controle efetivo da doença.

Quando? 24 e 25 de abril

Hora?   8h às 18h

Local?  Dia 24/4 – Pré-evento: Oficinas – Local: Sede do Governo (Av. Brasil, 513 – Compensa) e Cetam (Av. Pedro Teixeira, nº 2354, Dom Pedro.

             Dia 25/04 –  Evento: IV Seminário Alusivo ao Dia Mundial de Luta contra a Malária – Local: Auditório Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) à  Av. Pedro Teixeira, nº 2354, Dom Pedro, Manaus – AM.

Confira a programação aqui.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, com informações da FVS-AM
Imagem: Fiocruz Imagens, por Rodrigo Mexas

 

Fiocruz Amazônia promoverá Conferências Ciências Sociais e Saúde: diálogos de fronteira

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS) realizará no dia 13/12, as Conferências Ciências Sociais e Saúde: Diálogos de Fronteira.

O encontro tem por objetivo explorar as possibilidades de diálogo entre os saberes das ciências da saúde e das ciências sociais, mostrando de que forma recortes teóricos, referenciais teóricos e abordagens podem contribuir para uma bem-vinda complexificação das explicações de questões de saúde na Amazônia.

Segundo a pesquisadora responsável  pelo evento, Fabiane Vinente, a primeira edição das Conferências Ciências Sociais e Saúde: Diálogos de Fronteira terá como convidado o professor João Siqueira, antropólogo, doutor em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que ministrará a palestra “Malária e Ciências Sociais: a intermitência do diálogo com outros saberes”

João Siqueira atua em linhas de pesquisa que incluem Etnicidade, Estado e conflitos territoriais na Amazônia, e Doença e representação social. Em sua conferência, irá discutir a problemática do estudo da malária na perspectiva das ciências sociais e explorar a relação entre a representação da malária e as práticas de atenção e cuidado no processo saúde-doença, observando que, se por um lado a questão da malária pressupõe ações políticas e medidas interventivas que são operadas no campo da saúde pública, de outro lado, ela possibilita e até potencializa a problematização da ordem social vigente, tendo em vista que saúde e doença tendem a legitimar, no espaço público, a emergência de determinado problema social.

O evento tem inscrições gratuitas que podem ser feitas no dia e local de sua realização.

LANÇAMENTO

No mesmo encontro João Siqueira irá lançar o livro “Uma doença, diversos olhares: Representação da malária em Nossa Senhora de Fátima, em Manaus”, da Editora Valer.

SERVIÇO

Evento: Conferências Ciências Sociais e Saúde: Diálogos de Fronteira

Quando? 13/12/2017

Onde?  Sede da Fiocruz Amazônia, no Salão Canoas, à rua Teresina, 476, Adrianópolis – Manaus (AM).

Horário?  De 14h30 às 17h

Informações com Edmilson Bibiani (Eventos), pelo telefone (92)3621-2430

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagens: divulgação

Após tendência de queda, casos de malária no mundo sobem em 2016, aponta OMS

O número de casos confirmados de malária no mundo diminuiu entre 2010 e 2015, mas voltou a crescer em 2016, informa relatório da Organização Mundial da Saúde divulgado nesta quarta-feira (29). O mundo registrou 216 milhões de casos em 2016, contra 211 milhões em 2015. Segundo a OMS, o registro do ano passado interrompe uma tendência de queda: entre 2010 e 2015, a incidência da doença apresentava uma diminuição de 21%.

“Quando há uma tendência de queda, acredita-se que a doença está controlada, os serviços começam a falhar e, aí, o número de casos aumenta novamente”, diz Marcos Boulos, infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

O Brasil confirmou 129.251 casos em 2016, segundo a Organização Mundial da Saúde. E a tendência era de queda, já que 143.161 casos foram registrados em 2015. Especialistas, no entanto, apontam para uma tendência de aumento em 2017.

Na região amazônica, já se registra um crescimento das infecções para esse ano. A região apresentou 7,3 mil casos a mais que o primeiro semestre do ano passado. Tocantins vive um surto (aumento repentino da doença). O estado apresentou 58 casos no primeiro semestre, em comparação com 23 em relação ao ano passado.

SOBRE A MALÁRIA

A malária é uma doença infecciosa causada pelo parasita Plasmodium. É transmitida pela picada do mosquito de gênero Anopheles ou por contato pelo sangue, como o compartilhamento de seringas.

Os sintomas incluem mal-estar, calafrios, seguido de suor intenso e prostração. No caso do plasmodium do tipo falciparum, pode ocorrer uma grave amenia, potencialmente fatal.

O G1 aguarda um retorno do Ministério da Saúde sobre os dados consolidados para este ano no Brasil, mas especialistas como Claudia Rios, pesquisadora da Fiocruz na Amazônia, confirmam uma tendência de aumento, na esteira da média global.

“O Brasil vinha avançando na redução do número de casos desde 2010, entretanto, em 2017, até o mês de agosto, foi registrado um aumento de 44% no número de casos para a região amazônica”, diz.

Surto de malária em Macapá, no Amapá, em registro de setembro desse ano (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Tanto Marcos Boulos como Claudia Rios citam que o aumento pode ser explicado em parte a uma mudança nas políticas de controle e também por influência de questões climásticas.

“Quando você tem ano eleitoral no município, alguns prefeitos destinam parte do pessoal para outras funções. Ano passado foi ano eleitoral e os serviços ficaram sobrecarregados. Também sempre quando muda a gestão, há uma tendência de aumento”, diz Boulos.

“A incidência de malária no Brasil, ao longo do tempo, é muito variável, e isso está associado a múltiplos fatores como mudanças climáticas, mudança nas lideranças municipais e, portanto, nas políticas de controle”, afirma Cláudia.

MORTES NO MUNDO E REGIÕES AFETADAS

Apesar da tendência global de aumento, morre menos gente em decorrência da doença. Em 2016, a OMS estimava 445 mil mortes globalmente, contra 446 mil em 2015.

A África ainda é a região mais atingida pela doença, com 90% dos casos. Lá, é mais prevalente a malária transmitida pelo Plasmodium falciparum – representando 99% dos casos. A malária transmitida por esse protozoário leva à forma mais grave da doença: o falciparum destroi os glóbulos vermelhos do sangue, o que provoca um quadro grave de anemia.

Já nas Américas, é mais prevalente o Plasmodium vivax, que corresponde a 64% dos casos. Ainda nas Américas, Brasil e Venezuela respondem por 65% dos casos.

No Brasil, a maior parte dos casos é registrada na região amazônica, onde a malária é endêmica (ocorre com frequência na região).

META DE ELIMINAÇÃO DA OMS

Segundo o documento, mais países estão perto de eliminar a malária: em 2016, 37 países reportavam menos de 10 mil casos, contra 37 países em 2010.

A OMS informa que países como Emirados Árabes Unidos (2007), Marrocos (2010), Armênia (2011), Maldivas (2015) e Sri Lanka (2016) eliminaram a doença. Países como a Argentina estão em processo de eliminação.

A eliminação, no entanto, só ocorre quando não há mais transmissão interna da doença e é diferente da erradicação, quando quase não são registrados novos casos. Também são necessários serviços constantes de vigilância para que a eliminação seja garantida.

O Brasil não está entre os países com menos de 10 mil casos — com 129.251 casos em 2016 — e, portanto, a meta de eliminação não é uma realidade para o nosso território.

Marcos Boulos, da USP, diz que há um ano se discutia a eliminação da malária causada pelo Plasmodium falciparum, já que havia uma tendência de queda nos casos provocados especificamente pelo parasita. Comissões de especialistas debatiam se se fazia uma estratégia focada de eliminação ou se se esperava que a eliminação fosse alcançada com a natural queda observada.

“Agora, no entanto, com o aumento, vamos ter de rever essa meta e a prioridade é a reorganização dos serviços para garantir o que vinha sendo feito”, diz.

Hoje, o país tem mais de 23 milhões de pessoas em risco para a doença.

RESISTÊNCIA A ANTIBIÓTICOS E INSETICIDAS

A Organização Mundial de Saúde cita que há registros de casos de resistência do parasita a medicamentos. Também, segundo a entidade, vetores também apresentam resistência a inseticidas. A entidade aponta sobre a necessidade do investimento em pesquisas.

“O problema da resistência existe e isso afeta diretamente as medidas de controle existentes, contribuindo para a manutenção da doença e dificultando a sua eliminação”, diz Cláudia Rios.

Cláudia cita que a Fiocruz da Amazônia desenvolve pesquisas para buscar novas moléculas que possam bloquear a transmissão. A entidade também testa substâncias naturais e sintéticas para o controle do parasita.

Fonte: G1, por Monique Oliveira, G1
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Inscrições abertas para curso online sobre Prevenção e Vigilância da Malária na Região Amazônica

Estão abertas as inscrições para o ‘II Curso de Formação na Gestão de Prevenção e Vigilância da Malária na Região Amazônica”. O curso é em formato e-learning, desenvolvido com conteúdos detalhados, incluindo vídeos, animações e modelagem 3D.

Trata-se de uma atividade de formação, com carga horária de 60 horas e duração de quatro meses, que enfatizará o diagnóstico e manejo clínico da malária. O público-alvo são profissionais da saúde.

A inscrição é de responsabilidade da instuição a que pertence o interessado, que deve enviar e-mail para paulo.nogueira@fiocruz.br e marmutis@ioc.fiocruz.br,  com o assunto:  II Curso de Formação na Gestão de Prevenção e Vigilância da Malária na Região Amazônica, informando nome completo, e-mail, telefone, whatsapp,  RG, Município onde trabalha, Estado, instituição e profissão/função dos candidatos, em lista conforme formulário anexo.

O objetivo do curso é fortalecer a capacidade científica dos profissionais da saúde para distinguir os principais aspectos biológicos, clínicos, terapêuticos e epidemiológicos da malária que possibilitem uma gestão adequada dos pacientes na Amazônia.

O curso utiliza ferramentas que permitem conferência e  treinamento virtual (como Moodle e plataforma WebEx).

Durante a realização do curso serão feitas duas avaliações, uma inicial e a outra após a conclusão do curso, a fim de verificar o conhecimento alcançado.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

O conteúdo do curso foi produzido por especialistas em malária na Amazônia, com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Serão 10 aulas, distribuídas em três módulos, totalizando 60 horas.

Confira a programação:

  1. Módulo I: etiologia e fisiologia Malária
    Lição 1: etiologia
    Lição 2: ciclo da malária
    Lição 3: fisiopatologia da doença
  2. Módulo II: Epidemiologia / clínica e diagnóstico
    Lição 4: epidemiologia da malária
    Lição 5: principais aspectos da malária grave
    Lição 6: infecção assintomática de plasmodium
    Lição 7: diagnóstico diferencial
    Lição 8: tratamento
  3. Módulo III: Destaques do vetor da doença na Amazônia (controle, eliminação, erradicação)
    Lição 9: aspectos do controle
    Lição 10: Controle, erradicação e eliminação: é possível?

A cada mês, um módulo estará disponível na plataforma, sendo a data de início de cada módulo acordada entre tutores e alunos.

MAIS INFORMAÇÕES

O curso será gratuito e as aulas estarão disponíveis em espanhol e português. Os certificados serão emitidos pela UFMG, para estudantes aprovados e que tiveram participação em mais de 70% do curso.

A  proposta do curso foi  desenvolvida pela PS /OTTO junto à UFMG, Fiocruz, em Manaus e Rio de Janeiro. O aporte financeiro vem do Programa Regional da Amazônia (PRA).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Estudo investiga possível uso da Ivermectina na eliminação da malária

Pesquisa desenvolvida com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e das Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados do Amazonas e Minas Gerais (Fapeam) e (Fapemig) avaliou a susceptibilidade do vetor da malária, Anopheles aquasalis in vitro e também alimentados em voluntários tratados com a ivermectina.

O trabalho foi apresentado no Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), na última sexta-feira 7/7. A palestra “Efeitos da ivermectina na biologia de Anopheles aquasalis: implicações no controle e eliminação da malária” foi apresentada pelo pesquisador da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Vanderson Sampaio.

O estudo “Filling gaps on ivermectin knowledge: effects on the survival and reproduction of Anopheles aquasalis, a Latin American malaria vector”, foi publicado em setembro de 2016, no Malaria Journal. Os achados apontam interessantes características de uma droga com grande potencial para ser utilizada como ferramenta na eliminação da malária na Amazônia e na América Latina.

A ivermectina, conhecida como um endectocida (possui efeitos em parasitos internos e externos), é indicada para o​ tratamento de oncocercose, escabiose, pediculose, helmintoses, etc. De acordo com Sampaio, “o principal mecanismo de ação da Ivermectina é nos canais de cloro mediados pelo glutamato. A droga se liga nesses lugares, promovendo desequilíbrio eletrolítico e causando paralisia muscular, levando o organismo-alvo à morte”. O pesquisador destaca que se trata de um medicamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), que não é exatamente novo, mas que um novo uso foi dado para ele.

A descoberta foi realizada pelos pesquisadores Vanderson de Souza Sampaio, Gustavo Bueno da Silva Rivas, Kevin Kobylinski, Tatiana Pinilla Beltrán, Andre Machado de Siqueira, Marcos Ennes Barreto Paulo, Paulo Pimenta, José Bento Pereira Lima, Rafaela Vieira Bruno, Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, e Wuelton Marcelo Monteiro.

Também foram avaliados o efeito da droga na reprodução, a sobrevida de mosquitos alimentados em Ensaios de Alimentação em Membrana (EAM) e Alimentação Direta (EAD), além de verificar os impactos na atividade locomotora do vetor. Os Pesquisadores apontam que a Ivermectina, uma droga eficaz contra mosquitos, poderia ser adicionada a tais intervenções, pois parece ser eficaz contra mosquitos com hábitos extradomiciliares, algo impossível com as ferramentas de controle vetorial disponíveis atualmente como mosquiteiros impregnados e borrifação intradomiciliar.

ANOPHELES AQUASALIS

O Anopheles aquasalis é um mosquito, hospedeiro e transmissor da malária, encontrado geralmente no litoral, devido a sua preferência por águas com alguma salinidade, preferência esta que deu origem a seu nome.

Sua distribuição é limitada pelo fator salinidade, pois é mais favorável para o desenvolvimento de suas larvas em ambientes com teor elevado de cloreto de sódio, preferindo águas paradas e salobras, como terrenos temporariamente inundados pelas águas do mar.

SOBRE O PALESTRANTE

Vanderson Sampaio é doutor em Medicina Tropical pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará (UFPA), especialista em Bioinformática pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e graduado em Biologia também pela UFPA.

É biólogo da FVS-AM desde 2006. Atua principalmente nas áreas de Epidemiologia, bioestatística e análise de dados, entomologia, controle vetorial, georreferenciamento, uso de sistemas de informação geográfica e desenvolvimento de softwares e scripts para análise de bancos de dados computacionais.

(Foto: Edmilson Bibiani)

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 

Centro de Estudos vai abordar efeitos da ivermectina na biologia de vetor da malária

A palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) tem como título “Efeitos da ivermectina na biologia de Anopheles aquasalis: implicações no controle e eliminação da malária”. O tema será abordado pelo pesquisador da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Vanderson Sampaio, na sexta-feira, 7/7, às 9h, no Salão Canoas, na sede do Instituto, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

O objetivo é apresentar à ​comunidade científica as descobertas mais recentes sobre os efeitos da Ivermectina, em um dos vetores de malária da América Latina, e as implicações no controle de malária na região. A Ivermectina é uma droga conhecida como endectocida, ou seja, possui efeitos em parasitos internos e externos, é indicada para o​ tratamento de oncocercose, escabiose, pediculose, helmintoses etc.

De acordo com Sampaio, “o principal mecanismo de ação da Ivermectina é nos canais de cloro mediados pelo glutamato. A droga se liga nesses lugares, promovendo desequilíbrio eletrolítico e causando paralisia muscular, levando o organismo-alvo à morte”. O pesquisador destaca que trata-se de um medicamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), que não é exatamente novo, mas que um novo uso foi dado para ele.

ANOPHELES AQUASALIS

O Anopheles aquasalis é um mosquito, hospedeiro e transmissor da malária, encontrado geralmente no litoral, devido a sua preferência por águas com alguma salinidade, preferência esta que deu origem a seu nome.

Sua distribuição é limitada pelo fator salinidade, pois é mais favorável para o desenvolvimento de suas larvas em ambientes com teor elevado de cloreto de sódio, preferindo águas paradas e salobras, como terrenos temporariamente inundados pelas águas do mar.

SOBRE O PALESTRANTE

Vanderson Sampaio é doutor em Medicina Tropical pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará (UFPA), especialista em Bioinformática pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e graduado em Biologia também pela UFPA.

É biólogo da FVS-AM desde 2006. Atua principalmente nas áreas de Epidemiologia, bioestatística e análise de dados, entomologia, controle vetorial, georreferenciamento, uso de sistemas de informação geográfica e desenvolvimento de softwares e scripts para análise de bancos de dados computacionais.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: divulgação

Instituto de pesquisa focado na eliminação da malária será tema do Centro de Estudos

Gerar conhecimento para avançar no processo de eliminação da malária no Brasil é o foco do Instituto ELIMINA, que será tema de palestra do Centro de Estudos, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Ficoruz Amazônia), na próxima sexta-feira, dia 12/05, às 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição.

A temática será abordada pelo pesquisador do ILMD, Dr. Marcus Lacerda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, pesquisador e diretor de Ensino e Pesquisa da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Coordenado por Lacerda, devem integrar o projeto outros 102 pesquisadores (74% deles brasileiros e 26% estrangeiros), de 40 instituições distribuídas por várias partes do mundo, entre elas o Instituto Pasteur, da França, Universidade de Ottawa, do Canadá, Universidade de Ciências e Humanidades, do Peru, Universidade Johns Hopkins e Institutos Nacionais de Saúde (INH), ambos dos Estados Unidos.

De acordo com o pesquisador, o Instituto vai se concentrar na geração de dados de alta qualidade, por meio de redes de pesquisa colaborativas, organizadas em nove linhas de estudo, que vão funcionar de forma independente, mas também interagindo ocasionalmente, compartilhando dados, insumos, infraestrutura e experiências técnicas.

Em junho de 2016, a FMT-HVD, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), aprovou junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a criação do Instituto Nacional de Ciência da Eliminação da Malária (Instituto ELIMINA). A proposta do Instituto ELIMINA é se concentrar na geração da evidência científica que ainda é necessária para os gestores, a fim de desenvolver planos de eliminação da Malária, específicos para cada região.

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

Marcus Lacerda é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília, com residência médica em Infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e doutor em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília em parceria com a Universidade de Nova York. O pesquisador é Médico da FMT-HVD e Especialista em Saúde Pública do ILMD/ Fiocruz Amazônia, além de colaborador do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas, e professor adjunto da Kent State University.

Lacerda coordena o Centro Internacional de Pesquisa Clínica em Malária (CIPCliM) em Manaus, e atualmente ocupa o cargo de Diretor de Ensino e Pesquisa da FMT-HVD. Além disso, é membro do Comitê de Assessoramento Técnico do Programa Nacional de Controle da Malária e do Sub-comitê de Terapêutica em Malária, do Ministério da Saúde do Brasil, e consultor eventual da Organização Mundial da Saúde em malária por Plasmodium vivax, e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical de 2015 a 2017.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Ministério da Saúde lança campanha para combate à malária

O Ministério da Saúde lança, nesta terça-feira (25), no Dia Mundial da Malária, campanha de prevenção e incentivo ao tratamento da doença. Com o slogan “Faça o Tratamento até o fim. Sem a doença, você vive muito melhor”, o foco é incentivar as pessoas a procurarem o diagnóstico de malária em uma unidade de saúde para fazer o exame e, caso positivo, realizar o tratamento completo. A publicidade será veiculada na televisão, rádio, internet e outdoors a partir de hoje na Região Amazônica (AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR e TO) do país, que concentra 99% dos casos. A campanha será divulgada também em carros e barcos de som, para que a informação chegue à população das localidades mais vulneráveis à doença.

“É fundamental que as pessoas diagnosticadas com malária sigam com o tratamento recomendado até o final. Quem não completa o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam, pode acabar tendo agravamento do quadro, e além disso mantém o ciclo de transmissão da doença”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O esforço do Ministério da Saúde, em conjunto com os estados e municípios, para prevenir, controlar e reduzir a malária tem demonstrado resultados positivos a cada ano. Em 2016, foram notificados 129.195 casos (dados preliminares) em todo o país, que representa uma redução de 9,7% em relação a 2015 (143.161 casos). Na comparação dos últimos dez anos, a redução foi de 76,5%, uma vez que em 2006 foram registrados 550.847 mil casos da doença. Em relação ao número de óbitos por malária, também houve uma queda expressiva de 67,6%, passando de 105 em 2006 para 34 em 2015.

AÇÕES – Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde repassou R$ 11,9 milhões para intensificação das ações de combate e controle de malária na Região Amazônica. Cabe esclarecer que estados de outras regiões podem apresentar casos da doença, portanto, a vigilância não deve ser negligenciada, diante do risco de reintrodução, agravado pelo fluxo migratório em áreas suscetíveis. Dos 129.195 casos registrados no país, 501 foram notificados fora da Região Amazônica.

O Ministério da Saúde realizou, na semana passada, a 26ª Reunião de Monitoramento e Avaliação do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária, que teve como objetivo analisar e discutir ações desenvolvidas, em 2016, pelos estados e municípios, além de avaliar o plano de ações para 2017 das coordenações estaduais. A Região Amazônica apresentou uma redução de aproximadamente 10% do número de casos em 2016 (128.694), comparado com o ano de 2015 (142.644).

METAS – Em 2015, o Ministério da Saúde lançou o Plano de Eliminação da Malária no Brasil, com ênfase na doença causada pelo Plasmodium falciparum. A medida faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) lançados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em substituição aos Objetivos do Milênio

O documento fornece orientação técnica para os municípios, define estratégias diferenciadas para o diagnóstico, tratamento, controle vetorial, educação em saúde e mobilização social. O Plano de Eliminação da Malária no Brasil é uma iniciativa para deter a doença com potencial de maior gravidade. Em 2000, a malária falciparum era responsável por 21% dos casos, caindo para 12% em 2016. Em 2016 foram registrados 13.828 (dados preliminares) casos autóctones de malária falciparum, uma redução de 10% em relação ao ano anterior, quando tinham sido registrados mais de 15 mil casos.