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Evento promovido pela Fiocruz Amazônia em parceria com a Susam reunirá parteiras indígenas em São Gabriel da Cachoeira

Um total de 45 parteiras de diferentes etnias indígenas, estarão reunidas na comunidade Uaretê, de São Gabriel da Cachoeira, nos dias 6 e 7 de agosto, para a realização da 15ª oficina de troca de saberes do projeto “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”.

O projeto é desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) e conta com aporte financeiro do Ministério da Saúde (MS).

Com apoio do Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena (DSEI) de São Gabriel da Cachoeira, durante os dois dias, parteiras, gestores e profissionais de saúde do município participarão de atividades para explorar os aspectos de atuação, localização e forma de cuidado com gestantes e recém-nascidos.

Para o coordenador do projeto e pesquisador do Lahpsa/ILMD/Fiocruz Amazônia, Júlio Cesar Schweickardt, além de ser uma prática de assistência ao parto, as parteiras atuam como lideranças e referência nos seus locais e contextos comunitários. “Conhecer e reconhecer o trabalho das parteiras tradicionais, principalmente as indígenas, significa valorizar as ações dessas mulheres no campo da saúde, garantindo o seu lugar junto às equipes de saúde nas comunidades”, salientou.

Segundo uma das coordenadoras do projeto e coordenadora da Saúde da Mulher da Susam, Sandra Cavalcante, a Secretaria reconhece a importância das parteiras tradicionais na Amazônia e vem sistematicamente trabalhando com essas mulheres desde 2008, com muitas ações para o fortalecimento dessa categoria.

ATIVIDADES DO PROJETO

A cada oficina realizada, o grupo de pesquisa ajuda as parteiras a escrever uma Carta de Demanda que será encaminhada à gestão das secretarias de saúde, Distrito Sanitária Especial de Saúde Indígena (DSEI) e maternidades.

O projeto tem como área de abrangência nove regiões de saúde do Amazonas e as comunidades indígenas. As oficinas já foram realizadas em Manaus, Itacoatiara, Parintins, Borba, Maués, Nova Olinda do Norte, Tefé (duas oficinas), Tabatinga (três oficinas), Belém do Solimões, Boa Vista dos Ramos e Jutaí.

O projeto ainda desenvolve ações de educação permanente e popular em saúde, produção do conhecimento com as parteiras tradicionais, preparação de material pedagógico e produção de material de divulgação.

SERVIÇO

O quê: Oficina Troca de Saberes Parteiras do Amazonas

Quando: Terça e quarta-feira, 6 e 7 de agosto

Horário: 08h às 17h

Onde: Comunidade Uaretê, de São Gabriel da Cachoeira

Lahpsa / ILMD Fiocruz Amazônia, por Mirineia Nascimento
Foto: Arquivo Lahpsa

Fiocruz Amazônia abre vagas para curso de atualização em Aspectos Teóricos e Práticos do Processo de Estimativa da Carga de Doença

Iniciam na próxima segunda-feira, 27/5, as inscrições para o curso de atualização em “Aspectos Teóricos e Práticos do Processo de Estimativa da Carga de Doença”, uma atividade promovida pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), sob coordenação do pesquisador, Júlio César Schweickardt.

A iniciativa será oferecida para profissionais de saúde, alunos de mestrado, doutorado e pesquisadores com atuação na área de Saúde Pública. A ação visa oferecer informações sobre a metodologia do estudo da Carga Global de Doença, enfatizando os aspectos teóricos e práticos para o cálculo do DALY e de seus componentes de mortalidade (YLL) e morbidade (YLD).

As aulas serão ministradas pelos professores: Ana Paula Lopes Maricato, Analista de Gestão em Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP); Jéssica Nunes Belchior, mestre em Saúde Pública pela Fiocruz/RJ; Joyce Mendes de Andrade Schramm, pesquisadora-docente da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP); Maria de Fátima dos Santos Costa, tecnologista do Instituto Fernandes Figueira (IFF); Mônica Rodrigues Campos, pesquisadora-docente da Fiocruz/RJ; Raulino Sabino da Silva, pesquisador da Fiocruz/RJ.

O curso dispõe de 20 vagas, cujo preenchimento obedecerá às condições dispostas na Chamada de Seleção Pública Simplificada. O processo será realizado através do Campus Virtual, por meio de Formulário de Inscrição. É importante que o candidato preencha o Formulário de Inscrição disponibilizado no Hotsite, não esquecendo de inserir o link do Currículo Lattes atualizado, no local indicado, visto que o mesmo será importante no processo de avaliação.

As aulas acontecerão no período de 24 a 28 de junho, em horário integral, totalizando a carga horária de 40h, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à Rua Teresinha, 476, Bairro Adrianópolis.

Para se inscrever, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Pinheiro

Acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência de saúde no Amazonas é tema de nova pesquisa da Fiocruz Amazônia

Entre os dias 20 e 21/3, pesquisadores do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizam no município de Tefé, no Médio Rio Solimões, a segunda oficina de planejamento do projeto O acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência no Estado do Amazonas”.

O intuito é dialogar com gestores, trabalhadores e pesquisadores da saúde, na tentativa de envolvimento na produção conjunta de dados, para identificar possíveis intervenções nas políticas para esses territórios específicos da região amazônica, tendo em vista que as políticas de saúde têm maior eficácia quando estão mais próximas da realidade das pessoas e que as características do território estão diretamente relacionadas com o acesso dos usuários aos serviços de saúde, exigindo formas de acolhimento diferenciadas, oferta de serviços qualificados e disponibilidade de profissionais ampliadas.

A primeira oficina do projeto ocorreu no município de Parintins, no Baixo Rio Amazonas, entre os dias 14 e 15/3, e contou com a presença da direção do Hospital Regional Dr. Jofre Matos Cohen, direção do Hospital Padre Colombo – Diocese Parintins, coordenações de Vigilância em Saúde, da Atenção Básica, do DSEI Parintins, trabalhadores da atenção básica de saúde, coordenação da Regulação, coordenação da Gestão do Trabalho, e ainda com a direção do hospital e da secretaria municipal de saúde do município de Barreirinha.

Os encontros visam o planejamento das atividades de pesquisa do projeto, que já promoveu uma oficina rápida de escrita científica, e que entre as atividades a serem desenvolvidas está o acompanhando, por meio da metodologia de usuário-guia, e da população ribeirinha que utiliza a Rede de Urgência e Emergência (RUE).

O PROJETO

O projeto que será desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, por meio do LAHPSA, é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do edital do Programa de Pesquisa para o Sistema único de Saúde (SUS/PPSUS) – Gestão Compartilhada em Saúde – Chamada Pública N° 001/2017.

O grupo pretende analisar o acesso da população ribeirinha à Rede de Urgência e Emergência (RUE) no Estado, tendo em vista o fortalecimento do sistema de saúde, por meio da inclusão e da continuidade da população ribeirinha aos serviços de saúde, analisando os principais desafios relacionados ao acesso à RUE nessas regiões.

Para o coordenador do projeto e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio Cesar Schweickardt, a ideia da pesquisa é dar suporte para a população e criar opções de atenção que possam diminuir as barreiras de acesso aos serviços. A Rede de Urgência e Emergência necessita criar estratégias, juntamente com a Atenção Básica, de prevenção, promoção e educação em saúde para melhorar a resolutividade das políticas de saúde em relação aos usuários desses territórios à RUE, explica Schweickardt.

O pesquisador destaca ainda a necessidade de discutir as formas de fazer saúde nesse território com tecnologias que valorizem os modos de vida e a realidade do local. Os resultados da pesquisa são diretamente aplicados ao SUS com a contribuição na elaboração e no aprimoramento das políticas públicas para esse contexto específico, buscando produzir mais acesso e atenção com qualidade para a população ribeirinha da região Amazônica.

LAHPSA/ ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlia Gomes
Fotos: LAHPSA

 

Fiocruz Amazônia e Susam realizam oficina de troca de saberes com parteiras, gestores e profissionais de saúde em Nova Olinda do Norte

Começou hoje, 28/02, e vai até quinta-feira, 01/03, a sexta oficina de trocas de saberes do projeto “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”. As atividades acontecem na sede da Associação Pestalozzi, em Nova Olinda do Norte, no horário das 8h às 17h.

O projeto é desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), através do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (LAHPSA) em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) e conta com aporte financeiro do Ministério da Saúde (MS).

Com apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Nova Olinda do Norte, articulado pela Susam, durante os dois dias, parteiras, gestores e profissionais de saúde do município participam das atividades para explorar os aspectos de atuação, localização e forma de cuidado com gestantes e recém-nascidos.

Segundo o coordenador do projeto, Júlio Cesar Schweickardt, conhecer e reconhecer o trabalho das parteiras tradicionais significa mudar as concepções sobre as ações dessas mulheres no campo da saúde, garantindo o seu lugar como um agente de saúde nos territórios. Para ele, além de ser uma prática milenar de assistência ao parto, essas personagens atuam como lideranças e referência nos seus locais e contextos comunitários. “Estamos operando não somente com conceitos, mas também com formas de realizar a saúde nos diferentes territórios e grupos sociais da Amazônia”, destacou o coordenador.

A cada oficina realizada, o grupo de pesquisa ajuda as parteiras a escrever uma Carta de Demanda que é encaminhada à gestão das secretarias de saúde e maternidades. Amanhã a oficina contará com a participação da Secretária Municipal de Saúde de Nova Olinda do Norte, Romina Alves de Brito.

O projeto tem como área de abrangência 20 regiões de saúde do Amazonas e sua conclusão está prevista para o final de 2018. As oficinas já foram realizadas em Manaus, Lindoia, Tefé, Maués e Parintins e no final de março, o destino da equipe do projeto será o município de Lábrea, distante 702 quilômetros de Manaus.

Lahpsa/Fiocruz Amazônia, por Mirinéia Nascimento
Fotos: Mirinéia Nascimento

Fiocruz Amazônia promove oficina de troca de saberes com parteiras e profissionais de saúde em Vila de Lindoia – Itacoatiara

Valorizar as práticas tradicionais e populares das parteiras através da pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher no Estado do Amazonas é o objetivo geral do projeto “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no estado do Amazonas”, que está sendo desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) e apoio financeiro do Ministério da Saúde (MS).

Dentre as atividades do projeto, está a realização de 20 oficinas de troca de saberes, em nove regiões de saúde do Amazonas até 2018, sendo a segunda programada para os dias 10, 11 e 12 de maio, no horário das 8h às 17h, na Comunidade de Lindóia (km 190 da AM-010), em Itacoatiara, município do Amazonas.

A primeira oficina de troca de saberes, realizada de 18 a 20 de abril, no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed) teve um total de 30 participantes, dentre elas parteiras, gestores e profissionais de saúde, que ao final o encontro escreveram uma Carta de Demanda a ser encaminhada à gestão das secretarias de saúde e maternidades.

Para esta segunda oficina, o projeto conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Itacoatiara e a Unidade Básica de Saúde (UBS) de Lindóia.

ATIVIDADES

Durante os três dias de oficina, acontecerão rodas de conversas para explorar os aspectos de atuação, localização e forma de cuidado com gestantes e recém-nascidos.

Segundo uma das Coordenadoras do Projeto e Coordenadora da Saúde da Mulher da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Sandra Cavalcante, a Secretaria da Saúde reconhecendo a importância das Parteiras Tradicionais na Amazônia, vem sistematicamente trabalhando com essas mulheres desde 2008, com muitas ações para o fortalecimento dessa categoria.

“Hoje no Amazonas contamos com aproximadamente 1.270 Parteiras Tradicionais cadastradas e cerca de 480 capacitadas. Com esse novo projeto, essa parceria entre Susam e Fiocruz Amazônia visa propiciar a valorização das práticas populares das parteiras por meio de pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher no Estado”, explica Cavalcante.

Para a outra Coordenadora do Projeto, Luena Matheus de Xerez, que também coordena o Grupo Condutor Estadual da Rede Cegonha e Comissão Intergestores Regional de Manaus, Alto Rio Negro e Entorno na Susam, o encontro demonstra a compreensão da importância destas pessoas na construção do Sistema Único de Saúde (SUS) e na atenção prestada às mulheres. “As práticas deste projeto alimentam a reflexão sobre o modelo biomédico centrado no hospital e no profissional, enquanto o cuidado delas é todo norteado para as necessidades, inclusive emocionais, das mulheres e famílias. Essas práticas se sustentam no vinculo, na responsabilidade e na solidariedade, valores tão caros a uma sociedade que cuida dos seus cidadãos”, conclui Xerez.

Após a conclusão das 20 oficinas, a próxima etapa do projeto será a promoção de ações de educação permanente e popular em saúde, nos processos de qualificação e de produção do conhecimento com as parteiras tradicionais, que se dará por meio da formação de apoiadores/facilitadores dos cursos, preparação de material pedagógico e produção de material de divulgação.

Mirinéia Nascimento (Lahpsa- ILMD/Fiocruz Amazônia)

Fiocruz Amazônia e Susam realizam oficina de troca de saberes com parteiras, gestores e profissionais de saúde

Começa hoje, 18/4, e vai até quinta-feira, 20/4, a oficina de trocas de saberes, do projeto “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”. A atividade acontece no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed), das 8h às 17h (dias 18 e 19), e das 8h às 12h ( dia 20).

O projeto é desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), através do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas  (Susam), com financiamento do Ministério da Saúde (MS).

A atividade visa valorizar as práticas tradicionais e populares das parteiras, através da pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher no Estado do Amazonas. O projeto tem como área de abrangência 20 regiões de saúde do Amazonas e sua conclusão está prevista para 2018.

TROCA DE SABERES

Durante três dias, parteiras do Amazonas, gestores e profissionais da saúde participam de rodas de conversas para explorar os aspectos de atuação, localização e forma de cuidado com gestantes e recém-nascidos.

Segundo o coordenador do projeto, Júlio Cesar Schweickardt, as técnicas utilizadas na oficina são entrevistas, grupo focal e usuário-guia. Para o mapeamento, a metodologia utilizada será a da cartografia social, que produzirá os mapas juntamente com as parteiras a partir da noção de territorialidade, ou seja, dos usos e significados dos territórios. “Conhecer e reconhecer o trabalho das parteiras tradicionais significa mudar as nossas concepções sobre as ações dessas mulheres no campo da saúde, garantindo o seu lugar como um agente de saúde nos territórios”, destacou o coordenador.

Para ele, além de ser uma prática milenar de assistência ao parto, essas personagens atuam como lideranças e referência nos seus locais e contextos comunitários. “Desse modo, estamos operando não somente com conceitos, mas também com formas de realizar a saúde nos diferentes territórios e grupos sociais da Amazônia”, concluiu.

Após a conclusão das 20 oficinas, a próxima etapa do projeto será a a promoção de ações de educação permanente e popular em saúde, nos processos de qualificação e de produção do conhecimento com as parteiras tradicionais, que se dará por meio da formação de apoiadores/facilitadores dos cursos, preparação de material pedagógico e produção de material de divulgação.

Assessoria Lahpsa/Fiocruz Amazônia, por Mirineia Nascimento