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Projeto da Fiocruz Amazônia concorre ao Prêmio de Incentivo em CT&I para o SUS

O pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), é um dos indicados ao Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS, edição XVI, promovido pela Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS).

A indicação do projeto “Desenvolvimento e avaliação de metodologias simplificadas, com potencial utilização pela rede básica de saúde, para o diagnóstico molecular de agravos importantes na região Amazônica” ao Prêmio foi feita pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas  (Susam).

Felipe Naveca recebeu com entusiasmo a indicação e disse que o projeto teve como objetivo principal avaliar e desenvolver alguns protocolos para detecção de patógenos de interesse da Região Norte, como tuberculose, dengue, malária e outros arbovírus.

“A ideia do projeto era desenvolver um protocolo que fosse o mais simples possível para ser utilizado em laboratórios com pouca estrutura, como por exemplo os laboratórios do interior do Amazonas, que têm uma estrutura menor; para isso trabalhamos com uma metodologia chamada LAMP, e junto com o Instituto Senai de Inovação e Microeletrônica, em Manaus, desenvolvemos o protótipo de um equipamento pensado com esse desafio de ser simples e capaz de nos dar as respostas que necessitamos. O ensaio é realizado dentro desse equipamento, que mantem a temperatura ideal, e o próprio equipamento faz a detecção se a amostra é positiva ou não.  O sistema foi todo desenvolvido pelas equipes da Fiocruz Amazônia e Senai”, explica Naveca.

O pesquisador revelou ainda que foi desenvolvido um aplicativo para celular que se comunica com o equipamento para que ele mostre os resultados, tornando-o mais simples e  fácil de ser levado para qualquer lugar.

O projeto foi financiado pelo Ministério da Saúde inscrito numa chamada do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS), através do Decit/SCTIE/MS e Fapeam.

A premiação ocorrerá em São Paulo, durante o evento “Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde: conectando pesquisas e soluções”, nos dias 29 e 30 de novembro, promovido pela Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS).

Além da entrega do Prêmio, estão previstas palestras, painéis,  feira de oportunidades e rodas de conversas para que os pesquisadores possam apresentar seus produtos/processos a empresas e a gestores como estratégia de investimento no desenvolvimento tecnológico em saúde.

Confira a programação em  http://portalsaude.saude.gov.br/ctis2017

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Pesquisas pretendem potencializar uso da fibra de Curauá no Amazonas

Estudos são realizados por estudantes de engenharia mecânica da UEA e contam com apoio da Fapeam

A fibra extraída das folhas do curauá (Ananas erectifolius), planta típica da região amazônica, tem sido alvo dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho, sob a orientação do professor Gilberto Garcia del Pino, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os estudos são realizados no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

De acordo com os acadêmicos, estudos sobre a fibra de curauá já são realizados em outras localidades da região amazônica, como o Pará, por exemplo. No entanto, a proposta das pesquisas desenvolvidas no Paic/UEA é de potencialização do uso da fibra no Estado, principalmente no Polo Industrial de Manaus (PIM). Eles acreditam que a fibra de curauá poderá ser uma substituta da fibra de vidro.

Para o estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Emanuel Queiroz, o potencial da fibra de curauá ainda é pouco explorado e o estudo pretende contribuir com a mudança deste cenário. Emanuel é bolsista no projeto “Avaliação de materiais compósitos particulados a base de fibra de curauá”.

“O objetivo mesmo é verificar a visibilidade dela (fibra de curauá) em ser uma potencial substituta da fibra de vidro, principalmente aqui no Polo Industrial. Existem outras fibras que são estudadas, como a fibra de piaçaba e a de juta. A fibra de curauá tem um grande potencial que não está sendo totalmente explorado”, disse Queiroz.

projeto-curaua (1)

Estudos são desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho

Conforme o universitário, o custo das fibras de curauá e de vidro é semelhante. O diferencial está na sustentabilidade.

“O processo de fabricação da fibra de curuá é mais fácil de se fazer do que a fibra de vidro. Como a fibra de vidro vem da areia e passa por vários processos industriais para o preparo do produto final, que seria a fibra, que resulta na manta. Já a fibra de curauá, que é vegetal, o processo seria mais fácil, a manufatura seria mais simples”, explicou Emanuel.

O também estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Lucas Rocha, explica sobre a aplicabilidade da fibra de curauá. Bolsista no projeto “Estudo da influência do tratamento da fibra do curauá nas propriedades mecânicas do compósito”, ele reforça que a pesquisa quer comprovar a melhor aplicação da fibra.

“Ela (fibra de curauá) pode ser aplicada no capô de um carro, por exemplo. Várias empresas estão utilizando a fibra de vidro pra fazer o capô do carro, porque não utilizar a fibra de curauá? Há caixas de água feitas com fibra de vidro e que podem ser feitas com fibra de curauá. A fibra também poder ser usada na indústria civil, no revestimento de casas e colunas. A fibra de curauá pode ser até melhor que a fibra de vidro em algumas aplicações. O estudo é feito para comprovar essa melhor aplicação”, contou Rocha.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Rameses Botelho, finalista do curso de Engenharia Mecânica, participou de outros projetos do Paic que também estão envolvidos nas pesquisas sobre a fibra de curauá. O assunto é abordado em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Imerso nos estudos, ele contou como ocorre o processo de captação da fibra e a fase de tratamentos do material.

“Recebemos a fibra direto das mãos dos produtores. A fibra vem sem tratamento, in natura. Aqui nós selecionamos, retiramos as impurezas e penteamos a fibra. No nosso projeto pretendemos fazer uma melhor propriedade mecânica do compósito, por isso, estamos fazendo processos de tratamento nessas fibras. Além de usar a fibra natural, como recebemos, estamos fazendo tratamentos químicos nessa fibra”, disse Botelho.

O tratamento químico usado pelo grupo de pesquisa é o tratamento com o hidróxido de sódio, popularmente conhecido como solda cáustica. “Estamos usando ele (hidróxido de sódio) para tentar fazer uma limpeza maior nessas fibras com intuito de melhorar adesão da fibra com nosso polímero, que é de resina epóxi”, contou Ramases.

Após esta fase, que é a elaboração das amostras, começa a etapa do ensaio de tração. O ensaio será feito com uma máquina universal.

“Pegamos a amostra e prendemos nas garras da máquina, depois programamos a máquina para esticar o material até o rompimento. A partir do rompimento é emitido um gráfico onde podemos ver os resultados. Vemos até que ponto esse material resistiu e assim vamos testando com outras fibras vegetais”, explicou o universitário.

Sustentabilidade

Lucas Rocha destacou que o grande diferencial da fibra de curauá com relação à fibra de vidro está na questão sustentável. Ele explica que as qualidades da fibra de curauá vão além da vida útil do produto.

“Quando acabar a vida útil do material que usamos, caixa da água, capô do carro ou a coluna, o que fazemos com a fibra? Por exemplo, a fibra de vidro quando descartada na natureza é prejudicial ao meio ambiente pela difícil decomposição, porque dura muitos anos. Já a fibra de curauá é vegetal e sua decomposição é mais rápida e não agride a natureza”, contou Rocha.

Expectativa

Os dois projetos desenvolvidos no âmbito do Paic devem ser concluídos no segundo semestre deste ano. Para os bolsistas, a expectativa é que os estudos possam aumentar a visibilidade da fibra de curauá e  comprovar as vantagens do material, como explica Emanuel Queiroz.

“A maior expectativa é aumentar a visibilidade dessa fibra a ponto das empresas do PIM optarem por usar ela ao invés da fibra de vidro. As vantagens não são voltadas a uma área restrita, ela tem diversas aplicações. Inclusive a fibra pode ser mais explorada na construção civil por ter propriedades térmicas de isolamento. São muitas outras aplicações, diferente da fibra de vidro”, finalizou o universitário.

Texto: Francisco Santos – Agência Fapeam

Fotos: Said Medonça – Agência Fapeam

O post Pesquisas pretendem potencializar uso da fibra de Curauá no Amazonas apareceu primeiro em FAPEAM.

Pesquisas pretendem potencializar uso da fibra de Curauá no Amazonas

Estudos são realizados por estudantes de engenharia mecânica da UEA e contam com apoio da Fapeam

A fibra extraída das folhas do curauá (Ananas erectifolius), planta típica da região amazônica, tem sido alvo dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho, sob a orientação do professor Gilberto Garcia del Pino, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os estudos são realizados no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

De acordo com os acadêmicos, estudos sobre a fibra de curauá já são realizados em outras localidades da região amazônica, como o Pará, por exemplo. No entanto, a proposta das pesquisas desenvolvidas no Paic/UEA é de potencialização do uso da fibra no Estado, principalmente no Polo Industrial de Manaus (PIM). Eles acreditam que a fibra de curauá poderá ser uma substituta da fibra de vidro.

Para o estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Emanuel Queiroz, o potencial da fibra de curauá ainda é pouco explorado e o estudo pretende contribuir com a mudança deste cenário. Emanuel é bolsista no projeto “Avaliação de materiais compósitos particulados a base de fibra de curauá”.

“O objetivo mesmo é verificar a visibilidade dela (fibra de curauá) em ser uma potencial substituta da fibra de vidro, principalmente aqui no Polo Industrial. Existem outras fibras que são estudadas, como a fibra de piaçaba e a de juta. A fibra de curauá tem um grande potencial que não está sendo totalmente explorado”, disse Queiroz.

projeto-curaua (1)

Estudos são desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho

Conforme o universitário, o custo das fibras de curauá e de vidro é semelhante. O diferencial está na sustentabilidade.

“O processo de fabricação da fibra de curuá é mais fácil de se fazer do que a fibra de vidro. Como a fibra de vidro vem da areia e passa por vários processos industriais para o preparo do produto final, que seria a fibra, que resulta na manta. Já a fibra de curauá, que é vegetal, o processo seria mais fácil, a manufatura seria mais simples”, explicou Emanuel.

O também estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Lucas Rocha, explica sobre a aplicabilidade da fibra de curauá. Bolsista no projeto “Estudo da influência do tratamento da fibra do curauá nas propriedades mecânicas do compósito”, ele reforça que a pesquisa quer comprovar a melhor aplicação da fibra.

“Ela (fibra de curauá) pode ser aplicada no capô de um carro, por exemplo. Várias empresas estão utilizando a fibra de vidro pra fazer o capô do carro, porque não utilizar a fibra de curauá? Há caixas de água feitas com fibra de vidro e que podem ser feitas com fibra de curauá. A fibra também poder ser usada na indústria civil, no revestimento de casas e colunas. A fibra de curauá pode ser até melhor que a fibra de vidro em algumas aplicações. O estudo é feito para comprovar essa melhor aplicação”, contou Rocha.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Rameses Botelho, finalista do curso de Engenharia Mecânica, participou de outros projetos do Paic que também estão envolvidos nas pesquisas sobre a fibra de curauá. O assunto é abordado em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Imerso nos estudos, ele contou como ocorre o processo de captação da fibra e a fase de tratamentos do material.

“Recebemos a fibra direto das mãos dos produtores. A fibra vem sem tratamento, in natura. Aqui nós selecionamos, retiramos as impurezas e penteamos a fibra. No nosso projeto pretendemos fazer uma melhor propriedade mecânica do compósito, por isso, estamos fazendo processos de tratamento nessas fibras. Além de usar a fibra natural, como recebemos, estamos fazendo tratamentos químicos nessa fibra”, disse Botelho.

O tratamento químico usado pelo grupo de pesquisa é o tratamento com o hidróxido de sódio, popularmente conhecido como solda cáustica. “Estamos usando ele (hidróxido de sódio) para tentar fazer uma limpeza maior nessas fibras com intuito de melhorar adesão da fibra com nosso polímero, que é de resina epóxi”, contou Ramases.

Após esta fase, que é a elaboração das amostras, começa a etapa do ensaio de tração. O ensaio será feito com uma máquina universal.

“Pegamos a amostra e prendemos nas garras da máquina, depois programamos a máquina para esticar o material até o rompimento. A partir do rompimento é emitido um gráfico onde podemos ver os resultados. Vemos até que ponto esse material resistiu e assim vamos testando com outras fibras vegetais”, explicou o universitário.

Sustentabilidade

Lucas Rocha destacou que o grande diferencial da fibra de curauá com relação à fibra de vidro está na questão sustentável. Ele explica que as qualidades da fibra de curauá vão além da vida útil do produto.

“Quando acabar a vida útil do material que usamos, caixa da água, capô do carro ou a coluna, o que fazemos com a fibra? Por exemplo, a fibra de vidro quando descartada na natureza é prejudicial ao meio ambiente pela difícil decomposição, porque dura muitos anos. Já a fibra de curauá é vegetal e sua decomposição é mais rápida e não agride a natureza”, contou Rocha.

Expectativa

Os dois projetos desenvolvidos no âmbito do Paic devem ser concluídos no segundo semestre deste ano. Para os bolsistas, a expectativa é que os estudos possam aumentar a visibilidade da fibra de curauá e  comprovar as vantagens do material, como explica Emanuel Queiroz.

“A maior expectativa é aumentar a visibilidade dessa fibra a ponto das empresas do PIM optarem por usar ela ao invés da fibra de vidro. As vantagens não são voltadas a uma área restrita, ela tem diversas aplicações. Inclusive a fibra pode ser mais explorada na construção civil por ter propriedades térmicas de isolamento. São muitas outras aplicações, diferente da fibra de vidro”, finalizou o universitário.

Texto: Francisco Santos – Agência Fapeam

Fotos: Said Medonça – Agência Fapeam

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Lixo orgânico é transformado em ração animal

 Especial Sinapse da Inovação- A pesquisa usa as larvas das moscas no processo de produção e pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal

 Uma pesquisa desenvolvida no Amazonas com apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) está transformando o lixo orgânico, oriundo de feiras e restaurantes de Manaus, em ração para animais. O produto desenvolvido pela empresa “Natuprotein”, contemplado no programa Sinapse de Inovação, pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal.

MVI_0343.MOV.06_18_14_02.Quadro001As larvas das moscas, que se alimentam do lixo orgânico, desenvolvem uma biomassa proteica rica em nutrientes que pode ser utilizada na produção da ração sustentável 

O coordenador da pesquisa, Carlos Gustavo Nunes, explicou que o projeto constitui na conversão da matéria orgânica residual em proteína. As proteínas são as larvas das moscas  que se alimentam dos resíduos e  se desenvolvem produzindo uma biomassa proteica que é  aproveitada para  produção de uma ração sustentável para animais.

“Essa biomassa proteica é tão boa quanto à proteína que já é utilizada, atualmente, para rações de animais na pecuária, e em quantidade suficiente para que consiga atender a demanda que é muito grande na nossa região. A biomassa proteica tem a palatabilidade interessante para os animais, no caso, da piscicultura e aves, principalmente. Além disso possui uma boa quantidade de nutrientes”, disse o pesquisador.

Assista a reportagem produzida pela TV FAPEAM

Outro ponto que Nunes destacou é que além de oferecer ao mercado um novo produto, a matéria-prima ainda ganha destino sustentável tendo em vista que os resíduos  antes  descartados se tornaram  a nova base para ração.

“Se pensarmos no aspecto mais amplo, estamos convertendo um resíduo que pode ser considerado até problemático na cidade ou no campo em uma matéria-prima abundante para ser utilizado na cadeia produtiva do pescado. Um dos principais gargalos para essa produção de pescado na região são os insumos, ou seja, até 70% do custo na piscicultura é oriundo da ração”, contou.

MVI_0361.MOV.06_20_43_05.Quadro001A pesquisa é desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas via  Fapeam na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

A pesquisa já está em fase de protótipo. Nunes disse que a equipe já dominou a conversão do resíduo orgânico em biomassa proteica  utilizando os insetos. A equipe também  já tem condições, hoje, de fazer o suplemento proteico e com isso adiciona-lo a outros ingredientes da ração. O resíduo desse processo também pode ser utilizado na indústria de biofertilização orgânica como, por exemplo, na nutrição de plantas.

A equipe também trabalha nas análises da massa proteica como: nutricionais e químicas e nas análises dos rejeitos do processo do biofertilizante.

“Do resíduo orgânico retiramos a proteína e o rejeito desse processo pode ser utilizado na agricultura como húmus (adubo produzido por minhocas a partir de restos de matéria orgânica)” concluiu o pesquisador.

Sinapse de Inovação

A ração para animais é um dos 28 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse de novação fruto da parceria firmada entre o Governo do Amazonas, via Fapeam, com a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, além de fortalecer o empreendedorismo o cenário inovador e econômico no Amazonas.

MVI_0342.MOV.06_18_11_04.Quadro001Os resíduos do processos da produção da ração também podem ser usados como biofertilizantes 

 

Texto e Fotos – Esterffany Martins –Agência Fapeam

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Lixo orgânico é transformado em ração animal

 Especial Sinapse da Inovação- A pesquisa usa as larvas das moscas no processo de produção e pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal

 Uma pesquisa desenvolvida no Amazonas com apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) está transformando o lixo orgânico, oriundo de feiras e restaurantes de Manaus, em ração para animais. O produto desenvolvido pela empresa “Natuprotein”, contemplado no programa Sinapse de Inovação, pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal.

MVI_0343.MOV.06_18_14_02.Quadro001As larvas das moscas, que se alimentam do lixo orgânico, desenvolvem uma biomassa proteica rica em nutrientes que pode ser utilizada na produção da ração sustentável 

O coordenador da pesquisa, Carlos Gustavo Nunes, explicou que o projeto constitui na conversão da matéria orgânica residual em proteína. As proteínas são as larvas das moscas  que se alimentam dos resíduos e  se desenvolvem produzindo uma biomassa proteica que é  aproveitada para  produção de uma ração sustentável para animais.

“Essa biomassa proteica é tão boa quanto à proteína que já é utilizada, atualmente, para rações de animais na pecuária, e em quantidade suficiente para que consiga atender a demanda que é muito grande na nossa região. A biomassa proteica tem a palatabilidade interessante para os animais, no caso, da piscicultura e aves, principalmente. Além disso possui uma boa quantidade de nutrientes”, disse o pesquisador.

Assista a reportagem produzida pela TV FAPEAM

Outro ponto que Nunes destacou é que além de oferecer ao mercado um novo produto, a matéria-prima ainda ganha destino sustentável tendo em vista que os resíduos  antes  descartados se tornaram  a nova base para ração.

“Se pensarmos no aspecto mais amplo, estamos convertendo um resíduo que pode ser considerado até problemático na cidade ou no campo em uma matéria-prima abundante para ser utilizado na cadeia produtiva do pescado. Um dos principais gargalos para essa produção de pescado na região são os insumos, ou seja, até 70% do custo na piscicultura é oriundo da ração”, contou.

MVI_0361.MOV.06_20_43_05.Quadro001A pesquisa é desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas via  Fapeam na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

A pesquisa já está em fase de protótipo. Nunes disse que a equipe já dominou a conversão do resíduo orgânico em biomassa proteica  utilizando os insetos. A equipe também  já tem condições, hoje, de fazer o suplemento proteico e com isso adiciona-lo a outros ingredientes da ração. O resíduo desse processo também pode ser utilizado na indústria de biofertilização orgânica como, por exemplo, na nutrição de plantas.

A equipe também trabalha nas análises da massa proteica como: nutricionais e químicas e nas análises dos rejeitos do processo do biofertilizante.

“Do resíduo orgânico retiramos a proteína e o rejeito desse processo pode ser utilizado na agricultura como húmus (adubo produzido por minhocas a partir de restos de matéria orgânica)” concluiu o pesquisador.

Sinapse de Inovação

A ração para animais é um dos 28 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse de novação fruto da parceria firmada entre o Governo do Amazonas, via Fapeam, com a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, além de fortalecer o empreendedorismo o cenário inovador e econômico no Amazonas.

MVI_0342.MOV.06_18_11_04.Quadro001Os resíduos do processos da produção da ração também podem ser usados como biofertilizantes 

 

Texto e Fotos – Esterffany Martins –Agência Fapeam

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