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Pesquisas científicas na área da saúde são avaliadas em seminário no Amazonas

Estudos fazem parte do Programa de Pesquisa para o SUS desenvolvidos com apoio da Fapeam em parceria com MS, CNPq e Susam

Os resultados de 29 pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação desenvolvidas na área da saúde no Amazonas foram apresentados durante o Seminário de Avaliação do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão compartilhada em saúde (PPSUS), que ocorreu nos dias 23 e 24 de novembro.

O PPSUS é desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam). Nas três chamadas públicas do edital, lançadas de 2012 a 2013, foram investidos mais de R$ 5 milhões.

O programa tem como objetivo apoiar a execução de projetos de pesquisa que promovam a formação e a melhoria da qualidade de atenção à saúde no Estado no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), representando significativa contribuição para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia & Inovação em Saúde e para a implantação das redes de atenção à saúde no Amazonas.

O Secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Estevão Monteiro de Paula, disse que a saúde é área prioritária do Governo do Estado e que a pesquisa científica é fundamental neste campo.

“É importante que continuem sendo desenvolvidas pesquisas na área da saúde. Gostaria de agradecer aos consultores, que participaram da avaliação dos projetos do PPSUS, dedicando-se para que possamos continuar gerando conhecimento e trazendo benefícios a população amazonense”, disse

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Diretor -presidente da Fapeam, René Levy Aguiar, disse que há previsão de lançar, em 2018, um programa específico para a saúde, a exemplo do PPSUS

Durante o seminário, o diretor-presidente da Fapeam, René Levy Aguiar, elogiou o trabalho desempenhado por todos os envolvidos no PPSUS e destacou a importante parceria realizada pelo Governo do Amazonas, via Fapeam, com o Governo Federal por meio do Ministério da Saúde.

“Temos a perspectiva de continuar avançando em projetos que são de suma importância para o Estado do Amazonas como é o caso, em especial, os da área da saúde”, disse.

Levy lembrou ainda que a avaliação das propostas submetidas à chamada pública de N° 001/2017 do PPSUS, lançada em maio deste ano, já estão em fase conclusiva pela Fapeam, CNPq e Ministério da Saúde. Antecipou ainda que há previsão de lançar, em 2018,  um programa específico para a saúde, a exemplo do PPSUS, mas que prevê a participação da iniciativa privada e instituições de fora do Estado.

“Temos um edital que já está sendo elaborado para que seja homologado, prevendo diversas parcerias. O Governo do Amazonas tem atenção especial à área da saúde que precisa levar em conta, principalmente, as peculiaridades da nossa região, para que, dessa forma, possamos somar esforços no sentido de minimizar as dificuldades e estabelecer melhores condições e alternativas para nossa população”, completou Levy.

Roberta Ataídes, que faz parte da equipe técnica do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE) do MS, ressaltou a importância do PPSUS na saúde local e disse que o programa traz a possibilidade de fazer pesquisas conforme as demandas do Estado.

“O programa traz mais realidade para que esses projetos sejam incorporados no Sistema Único de Saúde (SUS). Participar do seminário é importante para sabermos os resultados dessas pesquisas e como elas podem contribuir na saúde local”, informou.

Avaliação

Todos os projetos desenvolvidos no âmbito do PSSUS foram avaliados, criteriosamente, por um grupo de consultores formados por doutores qualificados e renomados.

A doutora em Ciências, Paula Moreira, da Universidade de Pernambuco e da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (UPE/Hemope), destacou que o PPSUS é um programa incrível que faz a integração do ensino e serviço. Em relação aos projetos, Paula informou que ficou bem impressionada e que todos cumpriram, rigorosamente, os objetivos propostos dentro do PPSUS.

“O PPSUS no Estado foi um sucesso, virmos a integração do ensino e do serviço através das universidades e das fundações de saúde que são muitas no Amazonas”, “Todos os projetos atendem muito bem os problemas, que são bem específicos, da Amazônia”, elogiou.

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Resultados dos projetos desenvolvidos no âmbito do PPSUS foram avaliados por pesquisadores qualificados e renomados

Na avaliação do doutor em Microbiologia, Bruno Mota, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), todos os projetos aprovados são interessantes e com aplicabilidade para o SUS.

“Achei muito interessante que tivemos várias vertentes e projetos como de doenças infecciosas, não infecciosas, alguns agravos à saúde, mas todos bem focados na questão da saúde do Estado”, contou.

Já a Doutora em Medicina, Sueli Carneiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que ficou contente com a qualidade das pesquisas científicas apresentadas no seminário. Segundo Sueli, isso mostra que o Estado do Amazonas está bem inserido dentro do desenvolvimento tecnológico e educacional do país e também e com a inserção internacional.

“Os projetos foram excelentes e vejo que todos os pesquisadores do Amazonas estão envolvidos com o desenvolvimento da região. e creio que todos esses projetos têm a sua aplicação no SUS”, enalteceu.

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

Fotos- Decon

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Fapeam apresenta resultados de pesquisas durante seminário na área da saúde no Amazonas

No total 30 projetos de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação realizadas no âmbito do PPSUS serão apresentados durante seminário de avaliação

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) promove, nos dias 23 e 24 de novembro de 2017, das 8 às 17 horas, o Seminário de Avaliação do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS). Serão apresentados os resultados de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação desenvolvidas na área da saúde no Amazonas.

O PPSUS é desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fapeam, em parceria com o Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam), e tem como objetivo apoiar a execução de projetos de pesquisa que promovam a formação e a melhoria da qualidade de atenção à saúde no Estado, dentro do contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), representando significativa contribuição para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia & Inovação em Saúde e para a implantação das redes de atenção à saúde no Amazonas.

No total, 30 projetos serão apresentados durante o seminário. Um deles é a pesquisa desenvolvida pela Doutoranda do curso de Medicina Interna e Terapêutica/ Saúde Baseada em Evidências/Escola de Medicina/Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Celsa da Silva Moura, que analisa a efetividade de ações para prevenção da pré-eclâmpsia.

No estudo, a suplementação à base de cálcio em baixas doses tem se mostrado uma forte aliada na prevenção da pré-eclâmpsia. A doença surge durante a gestação, em algumas mulheres, e acontece quando a pressão sobe subitamente, a ponto de provocar edema cerebral, convulsão e levar a mulher ao coma, se não houver tratamento.

O trabalho vem sendo realizado dentro da proposta da Rede Cegonha em Manaus. A pesquisa conta com uma amostra de 1.020 mulheres a partir de 12 anos de idade, as quais recebem acompanhamento a partir da 16ª semana de gestação, ou seja, a partir do quarto mês, quando é feito as coletas, intervenções e orientações necessárias.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e cadastrado no banco de dados de registros e resultados de estudos clínicos com humanos, plataforma Clinical Trial.gov. O estudo é o maior do Brasil, os resultados estão sendo esperados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Outro projeto que será apresentado é o da médica, Joycenea da Silva Matsuda, que teve como objetivo identificar a frequência de casos de infecção pulmonar provocada por fungos, e assim orientar os pacientes quanto ao tratamento correto e, com isso, reduzir os custos dos atendimentos ao SUS. O estudo foi realizado com pacientes da Policlínica Cardoso Fontes, em Manaus.

A pesquisadora disse que teve o interesse pelo estudo devido à semelhança dos sintomas entre pessoas infectadas por fungos com as suspeitas de estarem com tuberculose. “Se a pessoa já tem um histórico de tuberculose, mesmo que o escarro dê negativo para doença, se inicia um tratamento para essa patologia. Quando conseguimos identificar a infecção pulmonar, mudamos para o tratamento. Isso beneficia a população e o serviço de saúde que não gasta na aplicação de medicamentos e exames de doenças pulmonares”, informou Matsuda.

Programação completa aqui  Programação PPSUS 2017

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

 

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3ª Conferência sobre processos inovativos na Amazônia   

Na próxima segunda-feira (13/11), inicia a 3º Conferência Sobre Processos Inovativos na Amazônia – Interfaces entre ICT, empresários e investidores, realizada pelo Arranjo de NIT da Amazônia Ocidental – AMOCI, no Auditório da Ciência, no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com entrada pela rua Otávio Cabral, s/nº, Petrópolis.

O evento será realizado pelo arranjo NIT da Amazônia Ocidental (AMOCI) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do ILMD/Fiocruz Amazônia

Confira a programação da conferência.

Na terça-feira (14/11), com o tema “Inovação x Conexão e Inspiração”, o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) realiza de 14h às 18h, o 3º Workshop de Inovação da Instituição.

O objetivo do Workshop é potencializar a Inovação sobre o contexto das Startups e empresas da região, conectar oportunidades e inspirar pessoas. O evento será composto por três atividades distintas e conectadas pelos pilares condutores do Workshop; Inovação, Conexão e Inspiração.

Conheça os palestrantes

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia promove 3º Workshop de Inovação

Com a temática “Inovação x Conexão e Inspiração”, o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) realiza no dia 14/11, de 14h às 18h, o 3º Workshop de Inovação da Instituição, que será realizado durante a 3º Conferência Sobre Processos Inovativos na Amazônia – Interfaces entre ICT, empresários e investidores.

O evento acontece no Auditório da Ciência, no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com entrada pela rua Otávio Cabral, s/nº, Petrópolis. As inscrições podem ser feitas por meio de formulário online.

O objetivo do Workshop é potencializar a Inovação sobre o contexto das Startups e empresas da região, conectar oportunidades e inspirar pessoas. O evento será composto por três atividades distintas e conectadas pelos pilares condutores do Workshop; Inovação, Conexão e Inspiração.

Confira a programação da conferência.

START IP

Representando o pilar Inovação, o Start IP, será um espaço dedicado para que “startups caboclas” mostrem quem elas são, onde estão e o que podem oferecer. Realizado e apoiado pela Fiocruz Amazônia, em parceria com o Arranjo de NIT da Amazônia Ocidental – AMOCI e a Incubadora de Empresas do INPA, o Start IP é um evento pensado para difundir e fortalecer o empreendedorismo da Amazônia.

Convidados e demais participantes inscritos terão a oportunidade de conhecer os negócios desenvolvidos por empresas e startups do ecossistema de inovação local, em um palco voltado ao empreendedorismo da região, além de apresentações de empresas por meio de Pitchs, ferramentas usadas pelos empreendedores para “vender” o projeto da sua empresa para potenciais investidores.

A ação contará também com oficinas paralelas sobre inovação, e empreendedorismo socioambiental por meio da participação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS). O Start IP contará com a presença de várias startups que foram convidas para expor modelo de negócios, seus produtos e serviços, uma oportunidade ímpar para gerar insights, fazer networking e fechar negócios.

CAFÉ DE NEGÓCIOS

Representando o pilar Conexão, o Café de Negócios, pretende conectar pessoas, organizações e empreendedores, potencializando futuras parcerias. No espaço, os potenciais empreendedores poderão se relacionar diretamente, conectando oportunidades, recebendo feedback sobre seus negócios, além da possibilidade de ampliação do networking.

INSPIRAÇÃO

Representando o pilar “Inspiração”, o empreendedor e professor, Salvio Rizzato, membro honorário da academia de indivíduos em prol do empreendedorismo inovador, irá ministrar a palestra: “O Papel do Empreendedorismo no Processo de Inovação”.

O objetivo da palestra é desmitificar o empreendorismo, quebrando qualquer paradigma que o coloque como uma profissão ou a qualquer outra possibilidade atrelada a um CNPJ, demonstrando a importância de se praticar o empreendedorismo, para que a inovação se torne realidade.

SOBRE O NIT

O Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) tem o objetivo de prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz) para elaboração de pedidos para depósito de patentes e acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.

O NIT atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Projeto da Fiocruz Amazônia concorre ao Prêmio de Incentivo em CT&I para o SUS

O pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), é um dos indicados ao Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS, edição XVI, promovido pela Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS).

A indicação do projeto “Desenvolvimento e avaliação de metodologias simplificadas, com potencial utilização pela rede básica de saúde, para o diagnóstico molecular de agravos importantes na região Amazônica” ao Prêmio foi feita pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas  (Susam).

Felipe Naveca recebeu com entusiasmo a indicação e disse que o projeto teve como objetivo principal avaliar e desenvolver alguns protocolos para detecção de patógenos de interesse da Região Norte, como tuberculose, dengue, malária e outros arbovírus.

“A ideia do projeto era desenvolver um protocolo que fosse o mais simples possível para ser utilizado em laboratórios com pouca estrutura, como por exemplo os laboratórios do interior do Amazonas, que têm uma estrutura menor; para isso trabalhamos com uma metodologia chamada LAMP, e junto com o Instituto Senai de Inovação e Microeletrônica, em Manaus, desenvolvemos o protótipo de um equipamento pensado com esse desafio de ser simples e capaz de nos dar as respostas que necessitamos. O ensaio é realizado dentro desse equipamento, que mantem a temperatura ideal, e o próprio equipamento faz a detecção se a amostra é positiva ou não.  O sistema foi todo desenvolvido pelas equipes da Fiocruz Amazônia e Senai”, explica Naveca.

O pesquisador revelou ainda que foi desenvolvido um aplicativo para celular que se comunica com o equipamento para que ele mostre os resultados, tornando-o mais simples e  fácil de ser levado para qualquer lugar.

O projeto foi financiado pelo Ministério da Saúde inscrito numa chamada do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS), através do Decit/SCTIE/MS e Fapeam.

A premiação ocorrerá em São Paulo, durante o evento “Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde: conectando pesquisas e soluções”, nos dias 29 e 30 de novembro, promovido pela Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS).

Além da entrega do Prêmio, estão previstas palestras, painéis,  feira de oportunidades e rodas de conversas para que os pesquisadores possam apresentar seus produtos/processos a empresas e a gestores como estratégia de investimento no desenvolvimento tecnológico em saúde.

Confira a programação em  http://portalsaude.saude.gov.br/ctis2017

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Pesquisas pretendem potencializar uso da fibra de Curauá no Amazonas

Estudos são realizados por estudantes de engenharia mecânica da UEA e contam com apoio da Fapeam

A fibra extraída das folhas do curauá (Ananas erectifolius), planta típica da região amazônica, tem sido alvo dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho, sob a orientação do professor Gilberto Garcia del Pino, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os estudos são realizados no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

De acordo com os acadêmicos, estudos sobre a fibra de curauá já são realizados em outras localidades da região amazônica, como o Pará, por exemplo. No entanto, a proposta das pesquisas desenvolvidas no Paic/UEA é de potencialização do uso da fibra no Estado, principalmente no Polo Industrial de Manaus (PIM). Eles acreditam que a fibra de curauá poderá ser uma substituta da fibra de vidro.

Para o estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Emanuel Queiroz, o potencial da fibra de curauá ainda é pouco explorado e o estudo pretende contribuir com a mudança deste cenário. Emanuel é bolsista no projeto “Avaliação de materiais compósitos particulados a base de fibra de curauá”.

“O objetivo mesmo é verificar a visibilidade dela (fibra de curauá) em ser uma potencial substituta da fibra de vidro, principalmente aqui no Polo Industrial. Existem outras fibras que são estudadas, como a fibra de piaçaba e a de juta. A fibra de curauá tem um grande potencial que não está sendo totalmente explorado”, disse Queiroz.

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Estudos são desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho

Conforme o universitário, o custo das fibras de curauá e de vidro é semelhante. O diferencial está na sustentabilidade.

“O processo de fabricação da fibra de curuá é mais fácil de se fazer do que a fibra de vidro. Como a fibra de vidro vem da areia e passa por vários processos industriais para o preparo do produto final, que seria a fibra, que resulta na manta. Já a fibra de curauá, que é vegetal, o processo seria mais fácil, a manufatura seria mais simples”, explicou Emanuel.

O também estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Lucas Rocha, explica sobre a aplicabilidade da fibra de curauá. Bolsista no projeto “Estudo da influência do tratamento da fibra do curauá nas propriedades mecânicas do compósito”, ele reforça que a pesquisa quer comprovar a melhor aplicação da fibra.

“Ela (fibra de curauá) pode ser aplicada no capô de um carro, por exemplo. Várias empresas estão utilizando a fibra de vidro pra fazer o capô do carro, porque não utilizar a fibra de curauá? Há caixas de água feitas com fibra de vidro e que podem ser feitas com fibra de curauá. A fibra também poder ser usada na indústria civil, no revestimento de casas e colunas. A fibra de curauá pode ser até melhor que a fibra de vidro em algumas aplicações. O estudo é feito para comprovar essa melhor aplicação”, contou Rocha.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Rameses Botelho, finalista do curso de Engenharia Mecânica, participou de outros projetos do Paic que também estão envolvidos nas pesquisas sobre a fibra de curauá. O assunto é abordado em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Imerso nos estudos, ele contou como ocorre o processo de captação da fibra e a fase de tratamentos do material.

“Recebemos a fibra direto das mãos dos produtores. A fibra vem sem tratamento, in natura. Aqui nós selecionamos, retiramos as impurezas e penteamos a fibra. No nosso projeto pretendemos fazer uma melhor propriedade mecânica do compósito, por isso, estamos fazendo processos de tratamento nessas fibras. Além de usar a fibra natural, como recebemos, estamos fazendo tratamentos químicos nessa fibra”, disse Botelho.

O tratamento químico usado pelo grupo de pesquisa é o tratamento com o hidróxido de sódio, popularmente conhecido como solda cáustica. “Estamos usando ele (hidróxido de sódio) para tentar fazer uma limpeza maior nessas fibras com intuito de melhorar adesão da fibra com nosso polímero, que é de resina epóxi”, contou Ramases.

Após esta fase, que é a elaboração das amostras, começa a etapa do ensaio de tração. O ensaio será feito com uma máquina universal.

“Pegamos a amostra e prendemos nas garras da máquina, depois programamos a máquina para esticar o material até o rompimento. A partir do rompimento é emitido um gráfico onde podemos ver os resultados. Vemos até que ponto esse material resistiu e assim vamos testando com outras fibras vegetais”, explicou o universitário.

Sustentabilidade

Lucas Rocha destacou que o grande diferencial da fibra de curauá com relação à fibra de vidro está na questão sustentável. Ele explica que as qualidades da fibra de curauá vão além da vida útil do produto.

“Quando acabar a vida útil do material que usamos, caixa da água, capô do carro ou a coluna, o que fazemos com a fibra? Por exemplo, a fibra de vidro quando descartada na natureza é prejudicial ao meio ambiente pela difícil decomposição, porque dura muitos anos. Já a fibra de curauá é vegetal e sua decomposição é mais rápida e não agride a natureza”, contou Rocha.

Expectativa

Os dois projetos desenvolvidos no âmbito do Paic devem ser concluídos no segundo semestre deste ano. Para os bolsistas, a expectativa é que os estudos possam aumentar a visibilidade da fibra de curauá e  comprovar as vantagens do material, como explica Emanuel Queiroz.

“A maior expectativa é aumentar a visibilidade dessa fibra a ponto das empresas do PIM optarem por usar ela ao invés da fibra de vidro. As vantagens não são voltadas a uma área restrita, ela tem diversas aplicações. Inclusive a fibra pode ser mais explorada na construção civil por ter propriedades térmicas de isolamento. São muitas outras aplicações, diferente da fibra de vidro”, finalizou o universitário.

Texto: Francisco Santos – Agência Fapeam

Fotos: Said Medonça – Agência Fapeam

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Pesquisas pretendem potencializar uso da fibra de Curauá no Amazonas

Estudos são realizados por estudantes de engenharia mecânica da UEA e contam com apoio da Fapeam

A fibra extraída das folhas do curauá (Ananas erectifolius), planta típica da região amazônica, tem sido alvo dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho, sob a orientação do professor Gilberto Garcia del Pino, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os estudos são realizados no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

De acordo com os acadêmicos, estudos sobre a fibra de curauá já são realizados em outras localidades da região amazônica, como o Pará, por exemplo. No entanto, a proposta das pesquisas desenvolvidas no Paic/UEA é de potencialização do uso da fibra no Estado, principalmente no Polo Industrial de Manaus (PIM). Eles acreditam que a fibra de curauá poderá ser uma substituta da fibra de vidro.

Para o estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Emanuel Queiroz, o potencial da fibra de curauá ainda é pouco explorado e o estudo pretende contribuir com a mudança deste cenário. Emanuel é bolsista no projeto “Avaliação de materiais compósitos particulados a base de fibra de curauá”.

“O objetivo mesmo é verificar a visibilidade dela (fibra de curauá) em ser uma potencial substituta da fibra de vidro, principalmente aqui no Polo Industrial. Existem outras fibras que são estudadas, como a fibra de piaçaba e a de juta. A fibra de curauá tem um grande potencial que não está sendo totalmente explorado”, disse Queiroz.

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Estudos são desenvolvidos pelos estudantes Emanuel Queiroz, Lucas Rocha e Rameses Botelho

Conforme o universitário, o custo das fibras de curauá e de vidro é semelhante. O diferencial está na sustentabilidade.

“O processo de fabricação da fibra de curuá é mais fácil de se fazer do que a fibra de vidro. Como a fibra de vidro vem da areia e passa por vários processos industriais para o preparo do produto final, que seria a fibra, que resulta na manta. Já a fibra de curauá, que é vegetal, o processo seria mais fácil, a manufatura seria mais simples”, explicou Emanuel.

O também estudante do 7º período de Engenharia Mecânica, Lucas Rocha, explica sobre a aplicabilidade da fibra de curauá. Bolsista no projeto “Estudo da influência do tratamento da fibra do curauá nas propriedades mecânicas do compósito”, ele reforça que a pesquisa quer comprovar a melhor aplicação da fibra.

“Ela (fibra de curauá) pode ser aplicada no capô de um carro, por exemplo. Várias empresas estão utilizando a fibra de vidro pra fazer o capô do carro, porque não utilizar a fibra de curauá? Há caixas de água feitas com fibra de vidro e que podem ser feitas com fibra de curauá. A fibra também poder ser usada na indústria civil, no revestimento de casas e colunas. A fibra de curauá pode ser até melhor que a fibra de vidro em algumas aplicações. O estudo é feito para comprovar essa melhor aplicação”, contou Rocha.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Fibra de curauá é uma alternativa sustentável, segundo os universitários.

Rameses Botelho, finalista do curso de Engenharia Mecânica, participou de outros projetos do Paic que também estão envolvidos nas pesquisas sobre a fibra de curauá. O assunto é abordado em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Imerso nos estudos, ele contou como ocorre o processo de captação da fibra e a fase de tratamentos do material.

“Recebemos a fibra direto das mãos dos produtores. A fibra vem sem tratamento, in natura. Aqui nós selecionamos, retiramos as impurezas e penteamos a fibra. No nosso projeto pretendemos fazer uma melhor propriedade mecânica do compósito, por isso, estamos fazendo processos de tratamento nessas fibras. Além de usar a fibra natural, como recebemos, estamos fazendo tratamentos químicos nessa fibra”, disse Botelho.

O tratamento químico usado pelo grupo de pesquisa é o tratamento com o hidróxido de sódio, popularmente conhecido como solda cáustica. “Estamos usando ele (hidróxido de sódio) para tentar fazer uma limpeza maior nessas fibras com intuito de melhorar adesão da fibra com nosso polímero, que é de resina epóxi”, contou Ramases.

Após esta fase, que é a elaboração das amostras, começa a etapa do ensaio de tração. O ensaio será feito com uma máquina universal.

“Pegamos a amostra e prendemos nas garras da máquina, depois programamos a máquina para esticar o material até o rompimento. A partir do rompimento é emitido um gráfico onde podemos ver os resultados. Vemos até que ponto esse material resistiu e assim vamos testando com outras fibras vegetais”, explicou o universitário.

Sustentabilidade

Lucas Rocha destacou que o grande diferencial da fibra de curauá com relação à fibra de vidro está na questão sustentável. Ele explica que as qualidades da fibra de curauá vão além da vida útil do produto.

“Quando acabar a vida útil do material que usamos, caixa da água, capô do carro ou a coluna, o que fazemos com a fibra? Por exemplo, a fibra de vidro quando descartada na natureza é prejudicial ao meio ambiente pela difícil decomposição, porque dura muitos anos. Já a fibra de curauá é vegetal e sua decomposição é mais rápida e não agride a natureza”, contou Rocha.

Expectativa

Os dois projetos desenvolvidos no âmbito do Paic devem ser concluídos no segundo semestre deste ano. Para os bolsistas, a expectativa é que os estudos possam aumentar a visibilidade da fibra de curauá e  comprovar as vantagens do material, como explica Emanuel Queiroz.

“A maior expectativa é aumentar a visibilidade dessa fibra a ponto das empresas do PIM optarem por usar ela ao invés da fibra de vidro. As vantagens não são voltadas a uma área restrita, ela tem diversas aplicações. Inclusive a fibra pode ser mais explorada na construção civil por ter propriedades térmicas de isolamento. São muitas outras aplicações, diferente da fibra de vidro”, finalizou o universitário.

Texto: Francisco Santos – Agência Fapeam

Fotos: Said Medonça – Agência Fapeam

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Lixo orgânico é transformado em ração animal

 Especial Sinapse da Inovação- A pesquisa usa as larvas das moscas no processo de produção e pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal

 Uma pesquisa desenvolvida no Amazonas com apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) está transformando o lixo orgânico, oriundo de feiras e restaurantes de Manaus, em ração para animais. O produto desenvolvido pela empresa “Natuprotein”, contemplado no programa Sinapse de Inovação, pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal.

MVI_0343.MOV.06_18_14_02.Quadro001As larvas das moscas, que se alimentam do lixo orgânico, desenvolvem uma biomassa proteica rica em nutrientes que pode ser utilizada na produção da ração sustentável 

O coordenador da pesquisa, Carlos Gustavo Nunes, explicou que o projeto constitui na conversão da matéria orgânica residual em proteína. As proteínas são as larvas das moscas  que se alimentam dos resíduos e  se desenvolvem produzindo uma biomassa proteica que é  aproveitada para  produção de uma ração sustentável para animais.

“Essa biomassa proteica é tão boa quanto à proteína que já é utilizada, atualmente, para rações de animais na pecuária, e em quantidade suficiente para que consiga atender a demanda que é muito grande na nossa região. A biomassa proteica tem a palatabilidade interessante para os animais, no caso, da piscicultura e aves, principalmente. Além disso possui uma boa quantidade de nutrientes”, disse o pesquisador.

Assista a reportagem produzida pela TV FAPEAM

Outro ponto que Nunes destacou é que além de oferecer ao mercado um novo produto, a matéria-prima ainda ganha destino sustentável tendo em vista que os resíduos  antes  descartados se tornaram  a nova base para ração.

“Se pensarmos no aspecto mais amplo, estamos convertendo um resíduo que pode ser considerado até problemático na cidade ou no campo em uma matéria-prima abundante para ser utilizado na cadeia produtiva do pescado. Um dos principais gargalos para essa produção de pescado na região são os insumos, ou seja, até 70% do custo na piscicultura é oriundo da ração”, contou.

MVI_0361.MOV.06_20_43_05.Quadro001A pesquisa é desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas via  Fapeam na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

A pesquisa já está em fase de protótipo. Nunes disse que a equipe já dominou a conversão do resíduo orgânico em biomassa proteica  utilizando os insetos. A equipe também  já tem condições, hoje, de fazer o suplemento proteico e com isso adiciona-lo a outros ingredientes da ração. O resíduo desse processo também pode ser utilizado na indústria de biofertilização orgânica como, por exemplo, na nutrição de plantas.

A equipe também trabalha nas análises da massa proteica como: nutricionais e químicas e nas análises dos rejeitos do processo do biofertilizante.

“Do resíduo orgânico retiramos a proteína e o rejeito desse processo pode ser utilizado na agricultura como húmus (adubo produzido por minhocas a partir de restos de matéria orgânica)” concluiu o pesquisador.

Sinapse de Inovação

A ração para animais é um dos 28 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse de novação fruto da parceria firmada entre o Governo do Amazonas, via Fapeam, com a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, além de fortalecer o empreendedorismo o cenário inovador e econômico no Amazonas.

MVI_0342.MOV.06_18_11_04.Quadro001Os resíduos do processos da produção da ração também podem ser usados como biofertilizantes 

 

Texto e Fotos – Esterffany Martins –Agência Fapeam

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Lixo orgânico é transformado em ração animal

 Especial Sinapse da Inovação- A pesquisa usa as larvas das moscas no processo de produção e pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal

 Uma pesquisa desenvolvida no Amazonas com apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) está transformando o lixo orgânico, oriundo de feiras e restaurantes de Manaus, em ração para animais. O produto desenvolvido pela empresa “Natuprotein”, contemplado no programa Sinapse de Inovação, pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal.

MVI_0343.MOV.06_18_14_02.Quadro001As larvas das moscas, que se alimentam do lixo orgânico, desenvolvem uma biomassa proteica rica em nutrientes que pode ser utilizada na produção da ração sustentável 

O coordenador da pesquisa, Carlos Gustavo Nunes, explicou que o projeto constitui na conversão da matéria orgânica residual em proteína. As proteínas são as larvas das moscas  que se alimentam dos resíduos e  se desenvolvem produzindo uma biomassa proteica que é  aproveitada para  produção de uma ração sustentável para animais.

“Essa biomassa proteica é tão boa quanto à proteína que já é utilizada, atualmente, para rações de animais na pecuária, e em quantidade suficiente para que consiga atender a demanda que é muito grande na nossa região. A biomassa proteica tem a palatabilidade interessante para os animais, no caso, da piscicultura e aves, principalmente. Além disso possui uma boa quantidade de nutrientes”, disse o pesquisador.

Assista a reportagem produzida pela TV FAPEAM

Outro ponto que Nunes destacou é que além de oferecer ao mercado um novo produto, a matéria-prima ainda ganha destino sustentável tendo em vista que os resíduos  antes  descartados se tornaram  a nova base para ração.

“Se pensarmos no aspecto mais amplo, estamos convertendo um resíduo que pode ser considerado até problemático na cidade ou no campo em uma matéria-prima abundante para ser utilizado na cadeia produtiva do pescado. Um dos principais gargalos para essa produção de pescado na região são os insumos, ou seja, até 70% do custo na piscicultura é oriundo da ração”, contou.

MVI_0361.MOV.06_20_43_05.Quadro001A pesquisa é desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas via  Fapeam na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

A pesquisa já está em fase de protótipo. Nunes disse que a equipe já dominou a conversão do resíduo orgânico em biomassa proteica  utilizando os insetos. A equipe também  já tem condições, hoje, de fazer o suplemento proteico e com isso adiciona-lo a outros ingredientes da ração. O resíduo desse processo também pode ser utilizado na indústria de biofertilização orgânica como, por exemplo, na nutrição de plantas.

A equipe também trabalha nas análises da massa proteica como: nutricionais e químicas e nas análises dos rejeitos do processo do biofertilizante.

“Do resíduo orgânico retiramos a proteína e o rejeito desse processo pode ser utilizado na agricultura como húmus (adubo produzido por minhocas a partir de restos de matéria orgânica)” concluiu o pesquisador.

Sinapse de Inovação

A ração para animais é um dos 28 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse de novação fruto da parceria firmada entre o Governo do Amazonas, via Fapeam, com a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, além de fortalecer o empreendedorismo o cenário inovador e econômico no Amazonas.

MVI_0342.MOV.06_18_11_04.Quadro001Os resíduos do processos da produção da ração também podem ser usados como biofertilizantes 

 

Texto e Fotos – Esterffany Martins –Agência Fapeam

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