Arquivo da Categoria: ILMD

Comissão do processo seletivo do mestrado PPGVIDA informa locais das provas

Já está publicada na Plataforma Siga a relação dos locais de realização das provas referentes à segunda etapa do processo seletivo para o curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a informação é da Comissão de Seleção.

Confira no link http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

A segunda etapa compreende a submissão às provas escritas de saúde coletiva, de conhecimentos específicos e prova de inglês. Estão aptos para esta fase os candidatos que tiveram as inscrições homologadas.

O edital recomenda que os candidatos compareçam ao local das provas, com antecedência mínima de trinta minutos do horário estabelecido para o início das provas, e apresentem o documento de identificação usado no ato da inscrição.

As respostas devem ser escritas com caneta esferográfica (tinta azul ou preta). Em todas as provas os dois últimos candidatos devem permanecer na sala e sair somente após assinatura da ata.

Vale ressaltar que não haverá segunda chamada para as provas, seja qual for o motivo alegado para justificar a ausência do candidato.

O processo seletivo do PPGVIDA está sendo realizado em três etapas. Para esta chamada pública foram oferecidas 17 vagas, distribuídas nas linhas de pesquisa: Fatores sociobiológicos no processo saúde-doença na Amazônia (6 vagas), e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (11 vagas).

SOBRE O CURSO

O curso de Mestrado de Condições de vida e situações de saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado da homologação das inscrições para o  mestrado PPGVIDA        

Divulgado hoje (10/4) o resultado da primeira etapa do processo seletivo do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

O resultado refere-se à homologação das inscrições. Os candidatos que tiveram suas inscrições homologadas estão aptos para a segunda etapa do processo seletivo, que compreende a submissão às provas escritas de Saúde Coletiva, de Conhecimentos Específicos e de Inglês.

O resultado da homologação das inscrições está disponível na Plataforma Sigass no link http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

O processo seletivo do PPGVIDA será realizado em três etapas. Para esta chamada pública estão sendo oferecidas 17 vagas, distribuídas nas linhas de pesquisa: Fatores sociobiológicos no processo saúde-doença na Amazônia (6 vagas), e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (11 vagas).

SOBRE O CURSO

O curso de Mestrado de Condições de vida e situações de saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Aviso de prorrogação do prazo de inscrição para o processo seletivo PPGVIDA/2018: Chamada Pública nº 001/2018

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia-PPGVIDA, considerando o ponto facultativo do dia 29 de março de 2018, informa que o período de inscrição para o processo seletivo, objeto da Chamada Pública nº 001/2018, será prorrogado até o dia 1º. de abril de 2018, às 21h (horário de Manaus).  Informa ainda, que as demais datas contidas no Anexo III – Cronograma do processo seletivo da citada chamada pública – permanecem inalteradas.

 

Manaus, 29 de março de 2018

Coordenação do PPGVIDA

 

Para acessar o edital e demais informações, clique.

Curso de especialização inicia módulo Vigilância Epidemiológica II, na próxima semana, em Tabatinga

De 19 a 24 de março será realizado em Tabatinga (AM), o quinto módulo do Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A disciplina Vigilância Epidemiológica II será ministrada pelos professores Antonio José Costa e Cecília Carmen Nicolai. O objetivo deste módulo é identificar a produção e distribuição de agravos relevantes no território; compreender,  acessar e extrair informações dos sistemas de dados em saúde; efetuar registros, notificações e monitoramento de casos no nível local; manejar indicadores epidemiológicos habilitando-se a construir perfis epidemiológicos capazes de orientar a tomada de decisão no âmbito da unidade básica; e dominar técnicas de espacialização de agravos em saúde no território, sob responsabilidade sanitária da equipe para a identificação de áreas prioritárias de ação.

A Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões iniciou no dia 23/10/2017, com alunos do Brasil, Peru e Colômbia. O curso é resultado de parceria com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Assessoria de Assuntos Internacionais, do Ministério da Saúde (Aisa-MS), Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do MS, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga), Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi/MS) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Durante a disciplina serão apresentados os  Sistemas de informação em saúde: tipos, propósitos e aplicações no diagnóstico de saúde da população adstrita às unidades básicas de saúde; sistemas de vigilância epidemiológica: tipos, propósitos e características; diagnóstico da saúde da população residente na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru, incluindo as principais doenças transmissíveis, condições crônicas e agravos não transmissíveis, causas externas e vigilância de agravos em grupos populacionais específicos: doenças diarreicas na infância e óbitos materno e infantil; introdução à investigação de surtos e epidemias: propósitos, etapas e operacionalização; métodos e técnicas básicas de espacialização para monitoramento de agravos e situações de risco no território.

As aulas são ministradas no campus Tabatinga, na sede do Ifam.

Para outras informações sobre o curso, clique.

SOBRE OS PROFESSORES

Antonio José Leal Costa – graduado em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), possui residência médica em Medicina Preventiva e Social pela UFF, mestre em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como médico sanitarista nas secretarias municipais de saúde de Niterói e do Rio de Janeiro (RJ). Atualmente é professor associado III do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC) e do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina (DMP/FM) da UFRJ, onde atua como membro dos corpos docentes dos cursos de graduação em Medicina e em Saúde Coletiva, do Curso de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva e do Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: indicadores de saúde e qualidade de vida, vigilância epidemiológica das doenças transmissíveis e epidemiologia materno-infantil. Pesquisador bolsista da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) nos triênios 2009/2011 e 2012/2014,  e diretor do IESC/UFRJ desde de 2015.

Cecília Carmen Nicolai – graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Residência Médica em Medicina Preventiva e Social Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e Especialização em Epidemiologia para Gerentes de Saúde Pública – Johns Hopkins School of Public Health e Organização Panamericana. Mestrado em Saúde Coletiva – IESC/UFRJ. Foi responsável pela Vigilância Epidemiológica da Prefeitura da Cidade do Rio e Janeiro, com atuação destacada na área de controle e prevenção do dengue. Atualmente, exerce o cargo de médica em Saúde Pública na Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Marlúcia Seixas

A mulher do século XXI: desafios, dilemas e oportunidades

Dia Internacional da Mulher, 8/3, tantas conquistas a serem alcançadas, tantas batalhas que parecem estar longe de serem vencidas, as mulheres em pleno século XXI ainda precisam lutar por igualdade, direitos, respeito, saúde, segurança e levantar muitas bandeiras.

Perguntamos às mulheres que trabalham no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), quem é a mulher do século XXI, seus desafios, dilemas e oportunidades? Acompanhe algumas respostas a respeito do assunto.

Da esquerda para a direita: Muriel Saragoussi, Marinete Martins e Jacirema Gonçalves. Foto: Eduardo Gomes

“A mulher do Século XXI é a mulher da coexistência: (a) mulher ainda sem acesso aos avanços científicos e tecnológicos da contemporaneidade, vivendo em contexto cultural marcado pela visão de mulher como mãe, da casa e da família; (b) mulher que agrega ao seu papel de mãe e cuidadora da família, o trabalho fora do lar, em que a competitividade, o capitalismo e a luta de contrários na sociedade lhe impõe desafios cotidianos a superar; (c) a mulher  que se estabeleceu, com sua resiliência, impondo-se ao mostrar à sociedade que não deveria haver diferenças de sexos, visto todos serem humanos”  –  Jacirema Goncalves.

“É aquela mulher que busca mudar sua história, está preparada para assumir novos desafios,  está engajada em movimentos, para transformar a sociedade em defesa dos seus direitos e proteção, também, em mudar a visão que as culturas possuem sobre sexo feminino, está em busca da conquista por espaço mais igualitário dentro do ciclo da sua convivência, e principalmente essa mulher que vem lutando pelos seus objetivos, realizações pessoais e profissionais” – Marinete Martins.

“A mulher do século XXI é ecofeminista: não aceita as relações de poder estabelecidas pelo patriarcado, não aceita o racismo, o sexismo, o especismo, as desigualdades sociais nem a exploração insustentável da natureza. A mulher do século XXI continua cooperativa, solidária e assume o seu papel de mudar a sociedade para melhor, a partir de um olhar feminino e feminista. A mulher do século XXI não é uma cópia dos homens do século XX. A mulher do século XXI tem ou não tem filhos, tem ou não tem carreira, tem ou não tem parceiro(a)(s). A mulher do século XXI é … o que ela quiser”! – Muriel Saragoussi.

Da esquerda para a direita: Carla De Paula, Luciene Araújo e Alessandra Nava. Foto: Eduardo Gomes

“O reconhecimento que hoje as mudanças estão fazendo efeito. O feminismo é tão importante como o ar que respiramos”. Alessandra Nava.

“A mulher do século XXI é uma mulher politizada, versátil e  empoderada. É uma guerreira incansável. Seu desafio ainda é o alcance da igualdade no mercado de trabalho e na política. Seu dilema ainda é a tríade: família, trabalho e vida pessoal. Essa mulher vencedora de tantas batalhas, busca a cada dia oportunidades em todos os campos”. Luciene Araújo.

“Herdeira de todas as mulheres que lutaram para afirmar o protagonismo feminino perante à sociedade, a mulher do século XXI é aquela que possui voz ativa e que ocupa vários espaços. Cidadã que clama pela liberdade e direito de expressão, não silencia diante das desigualdades, desconstrói conceitos, não permite opressões e está na linha de frente na tomada de decisões importantes. Mesmo diante de tantas conquistas, as lutas por empoderamento, respeito e direitos sociais ainda são os desafios neste processo de construção, aceitação e pertencimento”. Carla De Paula.

Rita Bacuri. Foto: arquivo pessoal

“Não sei seus dilemas e oportunidades mesmo porque cada ser tem um jeito diferente de lidar com estas particularidades. Umas transformam desafios em oportunidades. Outras transformam oportunidades em dilemas. Uma maioria, quase esmagadora, transforma desafios e dilemas em oportunidades de ser e viver.  A mulher do século XXI é aquela que deve escolher para si o caminhar ombreado com seus pares,  em todos os aspectos e setores da vida em sociedade”. Rita Bacuri.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

A mulher do século XXI: desafios, dilemas e oportunidades

Dia Internacional da Mulher, 8/3, tantas conquistas a serem alcançadas, tantas batalhas que parecem estar longe de serem vencidas, as mulheres em pleno século XXI ainda precisam lutar por igualdade, direitos, respeito, saúde, segurança e levantar muitas bandeiras.

Perguntamos às mulheres que trabalham no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), quem é a mulher do século XXI, seus desafios, dilemas e oportunidades? Acompanhe algumas respostas a respeito do assunto.

Da esquerda para a direita: Muriel Saragoussi, Marinete Martins e Jacirema Gonçalves. Foto: Eduardo Gomes

“A mulher do Século XXI é a mulher da coexistência: (a) mulher ainda sem acesso aos avanços científicos e tecnológicos da contemporaneidade, vivendo em contexto cultural marcado pela visão de mulher como mãe, da casa e da família; (b) mulher que agrega ao seu papel de mãe e cuidadora da família, o trabalho fora do lar, em que a competitividade, o capitalismo e a luta de contrários na sociedade lhe impõe desafios cotidianos a superar; (c) a mulher  que se estabeleceu, com sua resiliência, impondo-se ao mostrar à sociedade que não deveria haver diferenças de sexos, visto todos serem humanos”  –  Jacirema Goncalves.

“É aquela mulher que busca mudar sua história, está preparada para assumir novos desafios,  está engajada em movimentos, para transformar a sociedade em defesa dos seus direitos e proteção, também, em mudar a visão que as culturas possuem sobre sexo feminino, está em busca da conquista por espaço mais igualitário dentro do ciclo da sua convivência, e principalmente essa mulher que vem lutando pelos seus objetivos, realizações pessoais e profissionais” – Marinete Martins.

“A mulher do século XXI é ecofeminista: não aceita as relações de poder estabelecidas pelo patriarcado, não aceita o racismo, o sexismo, o especismo, as desigualdades sociais nem a exploração insustentável da natureza. A mulher do século XXI continua cooperativa, solidária e assume o seu papel de mudar a sociedade para melhor, a partir de um olhar feminino e feminista. A mulher do século XXI não é uma cópia dos homens do século XX. A mulher do século XXI tem ou não tem filhos, tem ou não tem carreira, tem ou não tem parceiro(a)(s). A mulher do século XXI é … o que ela quiser”! – Muriel Saragoussi.

Da esquerda para a direita: Carla De Paula, Luciene Araújo e Alessandra Nava. Foto: Eduardo Gomes

“O reconhecimento que hoje as mudanças estão fazendo efeito. O feminismo é tão importante como o ar que respiramos”. Alessandra Nava.

“A mulher do século XXI é uma mulher politizada, versátil e  empoderada. É uma guerreira incansável. Seu desafio ainda é o alcance da igualdade no mercado de trabalho e na política. Seu dilema ainda é a tríade: família, trabalho e vida pessoal. Essa mulher vencedora de tantas batalhas, busca a cada dia oportunidades em todos os campos”. Luciene Araújo.

“Herdeira de todas as mulheres que lutaram para afirmar o protagonismo feminino perante à sociedade, a mulher do século XXI é aquela que possui voz ativa e que ocupa vários espaços. Cidadã que clama pela liberdade e direito de expressão, não silencia diante das desigualdades, desconstrói conceitos, não permite opressões e está na linha de frente na tomada de decisões importantes. Mesmo diante de tantas conquistas, as lutas por empoderamento, respeito e direitos sociais ainda são os desafios neste processo de construção, aceitação e pertencimento”. Carla De Paula.

Rita Bacuri. Foto: arquivo pessoal

“Não sei seus dilemas e oportunidades mesmo porque cada ser tem um jeito diferente de lidar com estas particularidades. Umas transformam desafios em oportunidades. Outras transformam oportunidades em dilemas. Uma maioria, quase esmagadora, transforma desafios e dilemas em oportunidades de ser e viver.  A mulher do século XXI é aquela que deve escolher para si o caminhar ombreado com seus pares,  em todos os aspectos e setores da vida em sociedade”. Rita Bacuri.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Abertura do ano letivo na Fiocruz Amazônia aborda capacitação de pessoal para o SUS

“Capacitação de pessoal para o Sistema Único de Saúde (SUS): desafios e perspectivas” este foi o tema da palestra de abertura do ano letivo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ministrada pelo vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz), Manoel Barral Netto.

A abertura do ano letivo aconteceu na manhã desta terça-feira, 6/3, no Salão Canoas, na sede da Fiocruz Amazônia, e contou com a presença de alunos, professores, pesquisadores e convidados.

Sérgio Luz, diretor da Fiocruz Amazônia, falou da importância do momento não só para os alunos dos programas de pós-graduação do Instituto, mas para promover reflexões sobre a importância da educação e capacitação de profissionais, para atuarem no SUS e para realização de mudanças na saúde e no país.

Presente no evento, o diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Amazonas (Fapeam), Edson Barcelos da Silva, destacou a disposição da Fapeam em participar e apoiar eventos científicos da Fiocruz Amazônia, bem como de intensificar a parceria entre as instituições.

A vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Cláudia Rios Velásquez, lembrou dos avanços alcançados, por meios dos programas de pós-graduação oferecidos pelo Instituto, para a formação de recursos humanos para o SUS, para atuarem na Amazônia e recomendou aos alunos “que se entreguem à pesquisa e a vivam”.

CAPACITAÇÃO DE PESSOAL PARA O SUS

Barral Netto iniciou a palestra ponderando sobre a necessidade de reflexão sobre as exigências corretas para uma boa educação e a necessidade de se integrar mais a pesquisa com a formação de pessoal.

“A Fiocruz oferece educação e formação de pessoal, desde o início da Fundação, mas isso precisa ser repensado e renovado, a cada período. Inclusive, uma das teses aprovadas no último Congresso Interno da Fiocruz, trata da necessidade de reflexão e aperfeiçoamento da nossa política de educação”.

Barral explicou que a Fiocruz  titula mais de 200 doutores por ano, porém capacitar pessoal para o SUS é muito complexo já que o Sistema demanda vários níveis de capacitação na área da saúde, daí a importância de se trabalhar em rede. “Esse é um trabalho que já estamos começando. Essa palestra realizada hoje já faz parte do início desse processo, que é, justamente, trabalhar junto com as unidades regionais, o planejamento educacional. As unidades têm autonomia e, evidentemente, precisam estar relacionadas com seus estados, suas demandas, mas a Fiocruz possui uma missão que precisa ser cumprida, então, em decorrência dessa característica nacional, a Fiocruz tem que equilibrar esses dois aspectos, e isso deve ser completamente harmônico, não será uma política feita na presidência, é uma política que a presidência coordena, mas que é baseada no diálogo com as unidades”.

CURSOS DE MESTRADO

Atualmente, a Fiocruz Amazônia oferece os seguintes cursos de mestrado: Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Os programas, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia visam qualificar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

Para mais informações sobre os cursos de mestrado do ILMD/Fiocruz Amazônia, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Turma de 2017 do curso de mestrado PPGBIO-Interação inicia exames de qualificação

Começa na quarta-feira, 7/2,  às 10h, a temporada de exames de qualificação da turma de 2017 do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). As apresentações acontecerão na sede da Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus.

A primeira qualificação será da mestranda Juliana Cardoso Leal, orientanda da professora Priscila Aquino. O projeto tem como título: Análise proteômica do secretoma dos fungos termotolerantes Trichoderma harzianum e Fusarium solani. São membros da banca as professoras Stefanie Lopes, Ormezinda Fernandes, e Ani Beatriz Matsuura.

SOBRE O PROJETO

O estudo consiste em  investigar o nível proteico de duas espécies fúngicas: Trichoderma harzianum e Fusarium solani. Essa espécies são encontradas predominante no solo, porém há relatos na literatura da capacidade de crescimento de ambos os fungos na temperatura corpórea e de casos de infecções em humanos.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) é curso stricto sensu tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Saiba mais sobre PPGBIO-Interação.

Fique por dentro dos eventos do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Os exames de qualificação do ILMD/Fiocruz Amazônia são abertos ao público.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Pinheiro

 

Estudo de pesquisadores da Fiocruz Amazônia aponta para a necessidade de vigilância ativa para a prevenção de doenças infecciosas

Mudanças climáticas, destruição de ecossistemas, desmatamento e urbanização contribuem para o aumento de várias doenças infecciosas como síndrome pulmonar de hantavírus, dengue, febre amarela, malária, tripanossomíases, leishmaniose e leptospirose no Brasil.

A afirmação é da pesquisadora Alessandra Nava, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Em artigo publicado recentemente, a pesquisadora conclui que “há evidências fortes de que algumas dessas mudanças ambientais se intensificarão no futuro próximo se as principais atividades antropogênicas não forem controladas�, o que hoje é preocupante, diante do aumento dos casos de febre amarela e de outras doenças.

No artigo publicado em 15/12/2017, no National Research Council, Institute of Laboratory Animal Resources (ILAR), Alessandra Nava e os pesquisadores Juliana Suieko Shimabukuro, Aleksei A. Chmura, e Sérgio Luiz Bessa Luz alertam para a necessidade de uma vigilância ativa na prevenção do aparecimento de doenças, especialmente focada em identificar possíveis áreas de risco, antes que estas possam tornar-se ameaça para a saúde humana e animal.

Para a pesquisadora, é necessário que se observe as ações antropogênicas em regiões-chaves que envolvem interações de populações humana, animais e vetores e que dessas interações possam resultar o surgimento de doenças emergentes e reemergentes. Esse cuidado deve estar inserido antes da tomada de decisões e da adoção de políticas públicas para construção de obras que possam alterar significativamente o ecossistema.

“Com esses cuidados seria possível não só estabelecer um sistema de alerta precoce sobre prováveis surtos, bem como fazer a modelagem de propagação, análises e aplicação de medidas rápidas de controle ou mitigação�, reforça a pesquisadora.

Além disso, o artigo sugere que a mortalidade e morbidade humana e animal causada pelas doenças infecciosas emergentes só serão controladas quando for delineada uma abordagem holística e transdisciplinar que seja efetivamente implementada.

BRASIL

No Brasil, a situação é crítica, especialmente dada a ocupação de espaços de florestas e o consequente desmatamento para urbanização, construção de hidrelétricas e expansão da fronteira agrícola, para a produção de alimentos e criação de animais em larga escala.

A consequência disso é que vírus antes identificados apenas em primatas e outros animais, agora estão mais perto de humanos.

Para acessar ao artigo clique.

SOBRE A PESQUISADORA

Alessandra Nava atua no ILMD/Fiocruz Amazônia, é doutora em Ciências em Epidemiologia Experimental e Aplicada às Zoonoses pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, USP. Graduada em Medicina Veterinária pela Universidade de Marília (Unimar), professora e pesquisadora em Epidemiologia e Saúde Pública, membro da Associação Internacional em Ecologia e Saúde IAEH e do grupo especialista em Taiassuídeos da IUCN e membro da Comissão de Ética no Uso de Animais da Universidade Federal do Oeste do Pará.

A pesquisadora atua principalmente nos seguintes temas: Ecologia de doenças infecto contagiosas, doenças emergentes, Saúde Pública, Medicina da Conservação, Epidemiologia, Biologia da Conservação e Enfermidades Infecciosas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Especialista esclarece dúvidas sobre refluxo de bebês

Cerca de 67% dos bebês prematuros regurgitam entre o quarto e o quinto mês de vida, no entanto, não são só eles que podem sofrer de refluxo, todos os recém-nascidos são suscetíveis. Na maioria das vezes, trata-se do refluxo fisiológico, provocado pela imaturidade do sistema digestivo dos pequenos e não causa maior desconforto. Esse tipo regride espontaneamente conforme a criança cresce e pode ser contornado com soluções paliativas.

A volta do leite não é o único sinal do refluxo, há casos em que o bebê tosse, apresenta chiado no peito e tem dificuldade para respirar. “A mãe também pode desconfiar do problema quando a criança chora demais, fica irritada, inquieta, dorme mal e recusa alimentos. Essas reações são resultado do desconforto causado pela acidez. Não é raro também que o refluxo seja confundido com cólicas”, afirma Cynthia Amaral, coordenadora da área de Atenção Clínica ao Recém-Nascido do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

Abaixo, a profissional esclarece as principais dúvidas sobre o assunto.

O que é o refluxo?
O refluxo é caracterizado pelo retorno do conteúdo do estômago para o esôfago e outras áreas como a boca. É um evento comum nos primeiros meses de vida, que na maioria das vezes não causa sintomas graves e está ligada à regurgitação, também conhecida como golfada. Essas acontecem duas ou mais vezes por dia em quase metade das crianças até os dois meses, e em 1% daquelas com cerca de um ano. A melhora, espontânea, está relacionada ao crescimento e desenvolvimento da criança.

Como identificar o refluxo?
Cabe ao pediatra diferenciar o refluxo fisiológico — ou seja, aquele sem sintomas — do caracterizado como doença do refluxo, que pode provocar complicações. Assim, ele orientará a família adequadamente e definirá um tratamento se julgar necessário. A maioria dos diagnósticos são clínicos, ou seja, feito pela história, exame físico e avaliação do ganho de peso. Os exames complementares geralmente não são necessários

O que pode indicar quadros mais acentuados?
O refluxo torna-se doença quando a frequência, a duração e a quantidade do material refluído são elevadas e associam-se a alguns sintomas. Entre eles estão recusa alimentar, sangramento digestivo, dificuldade respiratória, episódios de bradicardia (redução do ritmo cardíaco), anemia, irritabilidade excessiva, ganho de peso insatisfatório e choro constante.

Qual o tratamento para o refluxo?
A maioria dos bebês precisa apenas de algumas medidas para diminuir o desconforto. São elas: evitar balançá-los, não vestir roupas que apertem a barriga, não deixar chorarem por muito tempo, botar um calço de 10 cm para manter a cabeceira do berço elevada cerca de 30 graus, ter uma boa posição durante as mamadas para prevenir a entrada de ar pela boca e, após terminar, deixá-los no colo, na posição vertical, por mais ou menos 30 minutos.

Os casos graves devem ser acompanhados por pediatra e/ou gastroenterologista, somente eles têm capacitação para interpretar os exames e escolher a terapia correta para cada paciente.

IFF/Fiocruz, por Juliana Xavier