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Assinaturas de acordos e homenagens marcam a passagem dos 25 anos da Fiocruz Amazônia

Com uma extensa programação o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) celebrou nos dias 22 e 23/8 seus 25 anos. Para o jubileu de prata estiveram presentes nas atividades comemorativas, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), Cristiani Vieira Machado, diretores, coordenadores e assessores de unidades da Fiocruz.

O ILMD/Fiocruz Amazônia foi instituído oficialmente por meio da Portaria Fiocruz nº 195, de 19 de agosto de 1994, de lá pra cá a instituição tem superado desafios e focado no desenvolvimento de ações que colaboram para o cumprimento da sua missão que é contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional e do País, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.

ACORDO E PROTOCOLO

As atividades comemorativas iniciaram no dia 22/8, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre o Comando do Exército, por meio do Comando Militar da Amazônia, representado pelo comandante do CMA, Gen Ex César Augusto Nardi de Souza, e pela presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), um convênio que concede entre outras responsabilidades e atribuições, a cessão de imóvel da União, para a construção da nova sede da Fiocruz Amazônia.

“A nova sede é fundamental para consolidar e ampliar o papel da Fiocruz na Amazônia, através do Instituto Leônidas & Maria Deane. Já sabemos há muito tempo dessa necessidade, e vinha sendo trabalhada essa alternativa de conseguir a cessão do terreno para a construção de uma nova sede, o que é fundamental para os passos que já vêm sendo dados no campo da pesquisa, da vigilância em saúde, da vigilância de fronteira, da formação de recursos humanos. A estrutura física combinada com o que nós já temos, que é a nossa riqueza humana, serão primordiais para que o Instituto cumpra plenamente o seu papel, pensando-se não só nos seus 25 anos, mas o período que vem pela frente, o futuro da saúde no Brasil e o papel da Amazônia, nesse momento em que a Fiocruz está caminhando para os seus 120 anos”, comentou Nísia Trindade Lima.

Após a solenidade de assinatura do acordo no 2º Grupamento de Engenharia do Exército, a comitiva da Fiocruz Amazônia foi para sede do Governo do Amazonas, onde ocorreu a assinatura de um Protocolo de Cooperação entre o Governo Estado, representado pelo vice-governador Carlos Almeida, e a presidente da Fiocruz, no qual os participantes se propõem a desenvolver programas de mútua cooperação, que podem subsidiar futuras parcerias.

Para o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, as assinaturas do acordo com o Comando do Exército e do protocolo de cooperação com o Governo do Amazonas fortalecem o compromisso da Fiocruz com a Amazônia. “Sabemos que esse compromisso não se limita ao estudo de sua biodiversidade, mas, sobretudo, enxerga e abraça as pessoas que vivem nesta região, e para isso a Fiocruz Amazônia  vem desenvolvendo pesquisas e ações na área da saúde voltadas para as populações, estudos sobre endemias, e capacitação de recursos humanos, sempre considerando as singularidades da região e os modelos de atenção, qualidade e acessibilidade aos serviços, com foco na Atenção Primária à Saúde”, comentou.

TEATRO AMAZONAS

Ainda no dia 22/8,  à noite, convidados e a comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia, composta por pesquisadores, técnicos, bolsistas, estagiários, alunos dos cursos de pós-graduação e de iniciação científica, trabalhadores terceirizados e prestadores de serviço assistiram, no Teatro Amazonas, ao concerto especial da Orquestra Amazonas Filarmônica, em apresentação oferecida pela Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas (SEC). Os eventos desse dia encerraram num lounge ambientado na frente do Teatro.

Confira aqui a galeria de imagens.

SESSÃO ESPECIAL

As atividades do dia 23/8 iniciaram na sede da Fiocruz Amazônia com uma palestra ministrada pela presidente da Fiocruz no formato de “Conversa com a Presidente”, da qual participaram trabalhadores e os novos ingressantes do Programa de Iniciação Científica (PIC).

À tarde, desse dia, foi realizada homenagem para Fiocruz Amazônia na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), propositura das deputadas estaduais Alessandra Campelo e Mayara Pinheiro. A Sessão Especial aconteceu no Plenário Ruy Araujo, em evento aberto ao público e que contou com as participações do deputado federal José Ricardo Wendling, representando a Câmara Federal, sendo composta a mesa pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, pelo vice-diretor de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Felipe Gomes Naveca, pelo secretário de Saúde do Amazonas, Rodrigo Tobias Lima, pela subsecretária municipal de Saúde de Manaus, Adriana Lopes Elias, representando o prefeito de Manaus, pelo procurador institucional Osmarino Pereira Souza, representando a Universidade Federal do Amazonas, pela pró-reitora  de Planejamento, Maria Olivia Simão, representando a Universidade do Estado Amazonas, pelo general de brigada Marcus Vinicius Fontoura de Melo,  pelo coordenador de Relações Institucionais Carlos Roberto Bueno, representando a Fundação Amazônia Sustentável, pelo superintendente da Fundação Nacional de Saúde Wenderson de Souza Monteiro, pelo diretor de Ensino e Pesquisa da Fundação de Medicina Tropical Wuelton Monteiro, e pelo vice-presidente do Conselho de  Secretários Municipais de Saúde do Amazonas Manoel Barbosa.

Após apresentação de vídeo sobre a Fiocruz, Alessandra Campelo entregou a Felipe Gomes Naveca, no ato representando o diretor da Fiocruz Amazônia, uma placa comemorativa da Aleam para a Fiocruz Amazônia,  em reconhecimento à sua relevante contribuição em prol do desenvolvimento científico e tecnológico regional, integrando pesquisa, educação e ações de saúde pública no Estado do Amazonas, ao longo dos seus 25 anos de existência.  Da mesma forma a presidente da Fiocruz recebeu um certificado em razão do jubileu de prata do ILMD/Fiocruz Amazônia pelos serviços prestados em prol da saúde e bem estar da sociedade amazonense.

Confira o vídeo da sessão especial.

HOMENAGEADOS NA ALEAM

Foram homenageados durante a Sessão Especial na Aleam:  Marli dos Santos Dias (aposentada da Fiocruz), Manoel Rodrigues Dias (aposentado da Fiocruz), Olga D´Ark Pimentel (aposentada da Fiocruz) representada pelo pesquisador Julio César Schweickardt, Heloísa Maria Lopes Veiga (aposentada da Fiocruz) representada por Aldemir Lima Maquiné, Sônia de Oliveira (aposentada da Fiocruz), Joycenea da Silva Matsuda (aposentada da Fiocruz), Wenderson de Souza Monteiro (Funasa-Suest-AM), Marcus Vinitius de Farias Guerra (FMT-HVD), representado por Wuelton Monteiro, e Marcus Vinicius Fontoura de Melo (General de Brigada do CMA).

Para a Nísia Trindade Lima, a presença da Fiocruz no Amazonas durante esses 25 anos foi cheia de desafios e êxitos. “O sentimento é de alegria por ver muitas ações se concretizarem e também de preocupação diante dos desafios e das dificuldades para a área de ciência e tecnologia nesse momento, mas, é, sobretudo, de compromisso e aposta no engajamento da nossa instituição, dos nossos trabalhadores, das nossas ações em pesquisa, em vigilância, em atenção, do nosso papel frente ao Sistema Único de Saúde, porque isso resume o papel da Fiocruz. Além disso, é bom lembrar que o VIII Congresso Interno definiu como uma das suas teses o desenvolvimento científico e tecnológico voltado para saúde e desenvolvimento sustentável na Amazônia. É uma região que não é apenas vista como região, mas que é parte indissociável do desenvolvimento do País”, comentou.

FIOCRUZ AMAZÔNIA REVISTA

Ao final da Sessão Especial, foi lançada a revista da Fiocruz Amazônia, que nesta edição especial oferece aos leitores matérias sobre a história do Instituto Leônidas & Maria Deane, seus personagens, desafios e conquistas para a consolidação da Unidade da Fiocruz no Amazonas.

Atividades comemorativas dos 25 anos do ILMD/Fiocruz Amazônia devem ocorrer por todo este ano até agosto de 2020, quando o Instituto completar novo aniversário.

Confira aqui a galeria de fotos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Fapeam divulga resultado dos Programas Universal Amazonas e Papac

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou, na sexta-feira (16/8), os resultados das análises das propostas submetidas  ao Programa de Apoio à Publicação de Artigos Científicos (Papac), edital Nº 005/2019, e Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas), edital Nº 006/2019.

Lançados no mês de junho desse ano, juntos os dois editais receberam um total de 414 propostas, nas áreas de Ciências Humanas, Biológicas, Saúde, Agrárias, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes, Exatas e da Terra e Engenharias. Destas, 123 foram enquadradas pelo Conselho Diretor da Fapeam. 

Para o cumprimento do edital Universal Amazonas será alocado o valor de até R$7 milhões oriundos do orçamento da Fapeam para despesas de capital, custeio e bolsas. Para o Papac serão aplicados recursos financeiros estimados em R$ 2,2 milhões provenientes da dotação orçamentária da Fundação, destinados ao fomento de despesas de custeio.

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Universal Amazonas

O objetivo do Programa é financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do estado do Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no estado do Amazonas.

Papac

O Programa tem o objetivo de ampliar a produção científica, tecnológica e de inovação de pesquisadores vinculados aos Programas de Pós-Graduação stricto sensu do Amazonas por meio da concessão de auxílio pesquisa para apoiar a publicação de artigos científicos em revistas.

Resultado do PAPAC -EDITAL N°005/2019

Resultado do Universal Amazonas- Edital N°006/2019

Por Helen de Melo

Arte Suellen Sousa

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Com apoio da Fapeam, Manaus sedia o IX Congresso Brasileiro de Micologia

As temáticas  relevantes e atuais da área de micologia serão debatidas durante o IX Congresso Brasileiro de Micologia, que iniciou nesta segunda-feira (24/6) e segue até o dia 27 de junho, no Centro de Convenções do Amazonas– Vasco Vasques, bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus. O evento é voltado para estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e demais profissionais da área de saúde.

Promovido pela Sociedade Brasileira de Micologia, o congresso conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev) edital Nº 009/2018.

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Temáticas relevantes e atuais da área de micologia serão debatidas durante o IX Congresso Brasileiro de Micologia. Foto: Érico Xavier

Durante abertura do congresso, a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, destacou o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação, para ações voltadas à popularização e difusão da ciência no Estado, bem como para  formação de recursos humanos, pesquisa e inovação.

No dia 14 de junho a Fapeam lançou seis editais de apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), dentre eles o Parev 2019. A nova edição do Programa conta com investimento da ordem de R$2,2 milhões. Um aumento de 60% em comparação a 2018, para apoiar à realização de eventos regionais, nacionais e internacionais sediados no Amazonas, relacionados à CT&I.

“Os eventos científicos permitem diálogos, discussões, interlocuções e faz com que a ciência se aproxime  da sociedade, por meio dos resultados que são divulgados. Queremos cada vez fortalecer essa linha da Fapeam de fomento à popularização e difusão da CT&I no Amazonas”, disse Márcia Perales.

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IX Congresso Brasileiro de Micologia conta com apoio da Fapeam, por meio do Parev. Foto: Érico Xavier

Para a presidente da Comissão Organizadora do Congresso, Maria Aparecida de Jesus, o evento contribui com o intercâmbio de pesquisadores de diferentes instituições de ensino e pesquisa que atuam na área de Micologia.

“Na Amazônia temos uma diversidade tanto de plantas quanto de fungos. Acredito que o evento traz um intercâmbio de conhecimentos entre pesquisadores em nível regional, nacional e internacional”, comentou.

Programação

O evento conta com uma programação diversificada com conferências, simpósios, mesas-redondas, palestras, minicursos, oficinas, reuniões, excursões e o Prêmio Augusto Chaves Batista, destinado aos melhores artigos científicos de estudantes de graduação, pós-graduação e recém-doutores, que poderão ter trabalhos publicados no livro de resumo do CBMy.

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IX Congresso Brasileiro de Micologia ocorre até o dia 27 de junho. Foto: Érico Xavier

PAREV

O Parev está com edital Nº007/2019 aberto para submissão de propostas. A primeira chamada contempla eventos a serem realizados de março a junho de 2020 e podem ser submetidas até o dia 16 de agosto deste ano.  A segunda chamada recebe propostas até o dia 31 de janeiro para eventos ocorrentes de julho a dezembro de 2020.

Edital Parev N°007/20019

Programação IX Congresso Brasileiro de Micologia

 

Por Jessie Silva

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Fapeam realiza workshop para consolidação de parcerias institucionais do Programa Centelha

Representantes de 21 instituições de ensino e pesquisa e atores envolvidos no ecossistema de ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo no Amazonas firmaram parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para dar apoio e suporte à edição regional do Programa Centelha, previsto para ser lançado no mês de junho.

A cooperação foi formalizada durante o Workshop Regional para Consolidação de Parceiros do Programa Centelha, promovido pela Fapeam na sexta-feira (24/05), na sede da instituição, bairro Flores, zona centro-sul de Manaus.

Os parceiros têm papel importante no desenvolvimento do Programa. Eles podem auxiliar na realização de eventos de divulgação do Centelha, orientação aos interessados em participar do programa, esclarecimentos de dúvidas, dentre outras formas.

Participaram da mesa de abertura do Wokshop pela Fapeam a diretora-presidente, Márcia Perales, a diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos, o gerente técnico da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), Nonato Aguiar, e a chefe de Departamento de Políticas Públicas da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Nina Best.

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Workshop Regional para Consolidação de Parceiros do Programa Centelha- AM. Foto: Érico Xavier

Márcia Perales disse que o Programa Centelha se destaca como uma ferramenta que irá catalisar e apoiar potenciais ideias para produzir não só impacto na área científica e tecnológica, mas também impacto social, econômico e político para o Estado.

“Queremos contar também com o apoio de um conjunto mais amplo de instituições, porque se conseguirmos fortalecer esse ecossistema de inovação teremos resultados ainda mais promissores para a sociedade amazonense, para a ciência e a inovação”, comentou, enfatizando que outras parcerias institucionais podem ser formalizadas para o Programa Centelha.

Nina Best disse que o Centelha é uma iniciativa fantástica e importante no fomento de ideias inovadoras, principalmente nesse momento no qual é discutida a Matriz Econômica do Estado. Destacou ainda que a Seplancti entra como parceiro interveniente para apoiar na disseminação do Programa, que tem futuro promissor.

Representando a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), o gerente técnico, Nonato Aguiar, destacou que o Programa Centelha é importante por trabalhar o empreendedorismo criativo, por meio da transformação de ideias inovadoras em produtos e serviços para serem disponibilizados à sociedade.

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Parceiros institucionais têm papel importante no desenvolvimento do Programa Centelha-AM. Foto: Érico Xavier

 

Visão dos parceiros

O representante do sistema de startup Jaraqui Valley, Macaulay Souza, explica que para o ecossistema de startups se consolidar precisa de cinco pilares e um desses  é justamente capital financeiro,  e o Programa Centelha vem contribuir com isso.

“O Centelha é um programa muito interessante para o ecossistema e  vamos apoiar, compartilhando com outros empreendedores da nossa rede para que eles submetam ideias e, possivelmente,  sejam selecionados”, disse.

Para o coordenador da incubadora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Sálvio Rizzato, a parceria com a Fapeam, por meio do Centelha, surge num momento importante no desenvolvimento da economia do Estado.

“A grande contribuição da UEA é formar alunos multiplicadores do Programa para que eles possam fomentar essa centelha do empreendedorismo no Amazonas, com a possibilidade de geração de negócios no interior e para desenvolver não somente a capital, mas também a região como um todo”, disse.

Segundo o coordenador da incubadora do Centro Universitário do Norte (UniNorte), Ramdas Lopes, a instituição concederá apoio institucional, técnico e de infraestrutura, além de capital intelectual como assessoria, consultoria e treinamentos de capacitação sobre o Programa Centelha.

O coordenador de empreendedorismo da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Wildney Mourão, informou que a Fundação entrará como parceira para participar, se possível, de todas as etapas do Centelha, desde a qualificação dos empreendedores, sensibilização, oficinas e propostas de projetos para estimular empreendedores a participarem do Programa.

Para o coordenador de pós-graduação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Paulo Maurício, o Programa Centelha traz um grande estímulo para que os institutos dedicados à ciência e à pesquisa possam tirar seus conhecimentos de laboratório para a geração de produtos.

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Instituições de ensino e pesquisa e atores que fazem parte do ecossistema de empreendedorismo no Amazonas participaram do Workshop. Foto: Érico Xavier

 

Programa Centelha

A iniciativa, que no Amazonas será executada pela Fapeam, é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), operada pela Fundação Certi.

Com previsão para ser lançado a partir do mês de junho, o Programa Centelha será realizado em 21 estados. Estão entre os objetivos do Programa, gerar novas empresas, a partir do conhecimento concebido nas instituições de ciência, tecnologia e inovação; gerar inovações de interesse direto da sociedade e de empresas; formar cultura e fortalecer ecossistema de empreendedorismo inovador.

Podem concorrer ao Programa pessoas físicas ou empresas, que atenderem às exigências do edital, a ser lançado.

Por Jessie Silva e Helen Melo

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Estudo sobre diversidade microbiana do trato genital feminino é desenvolvida em Manaus

O Papilomavírus Humano (HPV) é um vírus transmitido por meio de contato sexual, apontado como um dos principais agentes causadores do câncer de colo de útero. Segundo a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Manaus apresentou percentual de 50,3% de jovens infectados pelo HPV (sendo 33,9% de infecções por HPV de alto risco oncogênico).

Diante desse contexto, pesquisa científica apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) desenvolveu estudo com a finalidade de investigar a composição microbiana em pacientes com microbiota autóctone (normal) e microbiota de pacientes com lesões pré-malignas e malignas.

O projeto coordenado pela doutora em Biotecnologia, Cristina Maria Borborema dos Santos, foi desenvolvido no Centro de Apoio Multidisciplinar (CAM) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio do Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas) edital N° 021/2011, da Fapeam.

A pesquisa surgiu com objetivo de responder o porquê que 90% das mulheres infectadas por HPV têm suas infecções resolvidas, ou seja, evoluem para a cura, enquanto 10% têm a infecção persistente com progressão para malignidade.

“Ao realizar esse trabalho surgiram inúmeras perguntas, como por exemplo, se haveria algum fator característico, próprio de cada mulher que estivesse interferindo para persistência do vírus. Se estaria esse fator relacionado ao microambiente vaginal. Queríamos saber o que havia de diferente entre os grupos de mulheres em diferentes condições clínicas. E partimos em busca de uma metodologia por meio de uma busca bibliográfica e no diálogo com pesquisadores com a finalidade de que conseguíssemos obter as respostas às nossas indagações,” disse.

Dra. Cristina Barbosa - UFAM - Fotos Érico X-12

Estudo foi coordenado pela doutora em Biotecnologia, Cristina Maria Borborema dos Santos, na Ufam.

Resultados

Um total de 187 mulheres residentes em Manaus participou do estudo. A maioria atendida em Unidade Básica de Saúde (UBS) Leonor Mendonça de Freitas, da zona Oeste de Manaus. Também participaram da pesquisa mulheres atendidas na FCecon, centro de referência na rede pública para mulheres que apresentam lesões pré-malignas e malignas do colo do útero.

O diagnóstico molecular do HPV foi realizado em todas as mulheres participantes do estudo, revelando uma alta prevalência do HPV16, tipo oncogênico de alto risco para o desenvolvimento do câncer de colo do útero, como pode ser conferido no artigo científico Prevalence of human papillomavirus, Chlamydia trachomatis, and Trichomonas vaginalis infections in Amazonian women with normal and abnormal cytology, publicado pelo grupo de pesquisa, como parte dos resultados gerados pela pesquisa.

Integrante do grupo de pesquisa, a doutoranda em Biotecnologia, Évelyn Costa, explicou que o gênero Ureaplasma (gênero que abrange bactérias pleomórficas, desprovida de parede celular e envolvida em infeções urogenitais) foi detectado em maior abundância no grupo de mulheres que apresentavam lesões pré-malignas do colo do útero.

Dra. Evellyn Costa - UFAM - Fotos Érico X

Doutoranda em Biotecnologia, Évelyn Costa, integrante do grupo de pesquisa.

Após a coleta, o DNA genômico total foi isolado e, em seguida, foram amplificadas as regiões V1-V2 do gene 16S rRNA. Os produtos foram então sequenciados e analisados por bioinformática, em parceria com a Dra. Tainá Raiol da Fiocruz de Brasília, para este fim.

Evelyn ressalta a necessidade de continuação da pesquisa, pioneira no âmbito nacional, que se encontra ainda no início, podendo trazer grande colaboração científica.

Grupo de Pesquisa

A pesquisa também contou com a colaboração de vários pesquisadores  dentre eles Prof. Dr. Spartaco Astolfi Filho da Ufam, a Dra. Enedina Assunção, Msc. Roberto Alexandre Barbosa Filho e dos alunos de graduação Lucas Munareto, Priscila Rocha e Arine Heloíse.

 Câncer de colo de útero

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no biênio 2018/2019, estima-se para o Brasil 16.370 casos novos de câncer de colo uterino, uma taxa bruta de 15,43 a cada 100 mil mulheres. Para o Amazonas, estima-se cerca de 840 casos novos de câncer de colo uterino, uma taxa bruta de 40,97 a cada 100 mil mulheres. Desses casos novos do estado, cerca de 640 serão mulheres residentes em Manaus.

Atualmente, o câncer de colo de útero é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres do mundo inteiro com 70% dos novos casos ocorrendo nos países em desenvolvimento.

Dra. Evellyn e Dra. Cristina  - UFAM - Fotos Érico X-5

Por Jessie Silva

Fotos-Érico Xavier

 

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Comitê alinha detalhes para a formulação do novo edital do Programa Ciência na Escola, edição 2019

Com o objetivo de alinhar os últimos detalhes para o lançamento do edital do Programa Ciência na Escola (PCE) edição 2019, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) realizou reunião com o Comitê de Análise, Acompanhamento e Avaliação do PCE,  na tarde da segunda-feira, 18/3, na sede da Fundação, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Na ocasião, estiveram presentes representantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e do Conselho Estadual de Educação (CEE), além da diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos, e chefe do Departamento de Análise de Projetos (Deap), Michele Brito.

Pioneiro no país, o PCE apoia a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus.

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Reunião foi alinhar os últimos detalhes para o lançamento do edital do Programa Ciência na Escola (PCE) edição 2019

NOVO EDITAL

Durante a reunião foram discutidos pontos do novo edital como critérios para concorrer ao programa, calendário previsto que inclui: abertura do edital, previsão de lançamento, enquadramento de propostas, análise de mérito, resultado e implementação dos projetos. A previsão é que o edital seja lançado no mês de abril.

Também foi apresentado um panorama da edição 2018. A última edição do PCE contou 526 projetos aprovados em 27 municípios. Desse total, 324 projetos foram desenvolvidos por escolas estaduais e municipais de Manaus e 202 projetos em escolas estaduais do interior.

PROGRAMA ESTRATÉGICO

Márcia Perales, reforçou que o PCE é um programa estratégico para o Estado do Amazonas, por incentivar desde cedo o estudante à vocação científica. Destacou ainda a importância da parceria firmada com os órgãos que atuam na área de educação no Estado, para o apoio na execução do programa.

“A Fapeam apoia o que é considerado estratégico para o avanço da Ciência, Tecnologia e Inovação no Estado, e o PCE é um programa que tem como objetivo contribuir para a formação científica de estudantes e incentivar o envolvimento de professores da educação básica em projetos de pesquisa. É um importante programa que oferecemos em parceria com instituições como a Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Seduc, Semed e o CEE”, disse.

Marne Vasconcellos explicou que a reunião com o comitê foi para reiterar a importância das parcerias para a realização do PCE, além de possibilitar ouvir os órgãos parceiros para a elaboração do novo edital do programa.

Por Esterffany Martins

Fotos-Érico Xavier

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Projeto do PCE analisa importância da paisagem geográfica de bairro da zona Leste

No Amazonas, professores e estudantes do ensino fundamental (5° ao 9° ano), do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar também são  beneficiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Esse apoio vem por meio do Programa Ciência na Escola (PCE) que dentre seus objetivos visa contribuir para o processo de formação continuada dos professores, despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes do ensino público estadual do Amazonas e municipal de Manaus.

O programa é desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc-AM) e a Secretaria Municipal de Manaus (Semed).

Dentre os projetos selecionados na última edição do PCE, edital N°001/2018, está o intitulado “Geografia e Educação no Contexto Urbano: Moradias em Áreas de Risco Ambiental”, realizado com alunos do ensino médio da Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, no bairro Armando Mendes, zona Leste de Manaus.

Da escola para a comunidade

O projeto de Iniciação Científica Júnior (IC/JR) trabalhou o ensino da Geografia além da sala de aula, tendo como cunho principal analisar o conceito da disciplina e levar o conhecimento adquirido pelos alunos para a comunidade, em relação com a transformação do bairro.

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Projeto do PCE foi coordenado pelo professor de Geografia, Márcio Silveira. Foto: Érico Xavier

Segundo o coordenador do projeto, o professor de Geografia, Márcio Silveira, a ideia foi analisar a importância da paisagem, que é o entorno em que se vive, para a compreensão do espaço vivido e despertar nos alunos o interesse para o planejamento, conservação, uso e ocupação sustentável dos espaços onde vivem.

Para isso foi adotada cartilha produzida pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)- Serviço Geológico do Brasil para informar aos moradores que residem em áreas consideradas de risco ambiental sobre práticas seguras e sustentáveis.

“Sabemos que a paisagem está em constante transformação, muitas pessoas não se sentem como atores dessa mudança e colocam a culpa nas autoridades. Mas as pessoas também contribuem para os problemas ocorrerem. Com o projeto, queremos que a comunidade faça uma leitura do bairro e compreenda que os moradores são atores da transformação geográfica do bairro Armando Mendes”, disse.

Os estudantes realizaram pesquisa bibliográfica e de campo no entorno da escola, ações educativas e reconhecimento das diferentes situações de riscos ambientais, utilizando os conhecimentos adquiridos em sala de aula, nas atividades inerentes ao projeto.

Durante o projeto os estudantes entrevistaram os moradores para saber a ideia que eles têm sobre o espaço em que vivem.

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Estudantes realizaram pesquisa bibliográfica e de campo no entorno da escola. Foto: divulgação

 Além da sala de aula

O projeto foi apresentado na Feira de Ciências da Amazônia, durante a última edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A escola também promoveu no bairro o evento “Ciência na Praça”, com objetivo de apresentar à comunidade os projetos de iniciação científica desenvolvidos na escola.

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Evento Ciência na Praça apresentou trabalhos de Iniciação Científica Junior para a comunidade. Foto: divulgação

Para um dos colaboradores voluntários do projeto, Anderson Castro, e hoje estudante de Pedagogia, a experiência de participar do projeto de iniciação científica é importante para seguir a formação.

“A primeira coisa que me deparei quando cheguei à faculdade foi com o tripé: ensino, pesquisa e extensão. Isso foi algo que vi em projetos dos PCE. A pesquisa foi viabilizada pela prática, porque fomos ao local e conseguirmos obter um bom resultado. Já a extensão foram os projetos aplicados à comunidade por meio da interação com a escola. É muito gratificante levar essa experiência para minha vida acadêmica”, informou.

Por Esterffany Martins

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Confap e British Council lançam chamada para melhoria do ensino e aprendizado da língua inglesa

Iniciativa é voltada para o fomento de projetos conjuntos entre instituições de ensino superior brasileiras e britânicas

Com o objetivo de fomentar a pesquisa aplicada em língua inglesa, o British Council e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no conjunto de suas Fundações, lançaram a Chamada UK Brazil English Collaboration. A iniciativa é voltada para o fomento de projetos conjuntos entre instituições de ensino superior brasileiras e britânicas.

O apoio financeiro se dará em duas linhas de pesquisa. A primeira é direcionada a políticas para a língua inglesa como componente do processo de internacionalização de instituições de ensino superior brasileiras, alinhadas com a agenda da “internacionalização em casa”. A segunda linha de fomento é voltada para a educação básica com o apoio a pesquisas sobre o aprimoramento do ensino e aprendizagem de inglês na rede pública brasileira – ensino fundamental e médio. Essa linha inclui temas como desenvolvimento de currículo, formação inicial e continuada de professores, uso de tecnologias e avaliação.

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Propostas conjuntas poderão ser submetidas por universidades, faculdades ou outras instituições privadas do Reino Unido em colaboração com institutos federais e universidades, públicas e privadas, do Brasil. A submissão será realizada entre 16 de julho e 21 de setembro de 2018. O resultado esperado é o aumento no intercâmbio de conhecimento e pesquisa, com o objetivo de desfazer as barreiras que impedem o aprimoramento de aprendizado (English Language Learning – ELL) e Ensino de Inglês (English Language Teaching – ELT) em um país com as dimensões do Brasil.

As Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) brasileiras apoiarão acordos bilaterais, envolvendo instituições dos estados de Alagoas (Fapeal), Amapá (Fapeap), Amazonas (Fapeam), Distrito Federal (FAPDF), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Mato Grosso (Fapemat), Minas Gerais (Fapemig), Paraná (Fundação Araucária) e Piauí (Fapepi). Serão financiados projetos de valor máximo de dez mil libras esterlinas a serem implementados em um período de até sete meses. Os recursos são destinados à mobilidade acadêmica, organização de eventos, custos de viagem e licenças de software.

As Fundações poderão exigir requisitos específicos em cada Estado. O edital completo pode ser acessado no link: http://confap.org.br/news/wp-content/uploads/2018/06/0_uk-brazil_english_collaboration_call_21062018-en_0.pdf

Mais informações: https://www.britishcouncil.org.br/en/uk-brazil-english-collaboration-call

Fonte:  Comunicação Social do Confap

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Projetos submetidos ao PPP são avaliados por consultores externos

Programa conta com investimento de R$1,5 milhão oriundos da Fapeam e CNPq

Mais de 140 propostas submetidas no Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores-Programa Primeiro Projetos (PPP), edital Nº 004/2017, foram avaliadas, nesta quarta-feira (18), na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A previsão é que o resultado com as propostas aprovadas seja divulgado ainda no mês de abril.

A avaliação foi  feita  por sete consultores externos de várias áreas do conhecimento vindos de diferentes localidades do país. A ação é para garantir segurança e transparência  na seleção dos projetos.

O edital tem como objetivo apoiar a aquisição, instalação, modernização, ampliação ou recuperação da infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica nas instituições públicas e particulares, sem fins lucrativos, de ensino superior e/ou de pesquisa, sediadas ou com unidades permanentes no Estado do Amazonas visando dar suporte à fixação de jovens pesquisadores doutores de novos grupos, em quaisquer áreas do conhecimento.

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Com um investimento de quase R$1,5 milhão, o programa  é uma ação do Governo do Amazonas por meio da Fapeam, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os projetos aprovados terão vigência de até 24 meses, a contar da assinatura do termo, com término em até 30 dias após o prazo de execução.

“A partir desta reunião serão definidos quais serão os projetos aprovados para o financiamento. As propostas podem requerer até R$100 mil de auxilio pesquisa, sendo que 70% deverão ser destinados a despesas de capital e 30% a despesas de custeio”, disse a responsável pelo Departamento de Análise de Projetos (Deap) da Fapeam, Michele Brito.

 No caso de instituições de ensino superior e/ou pesquisa privada, os recursos financeiros destinados a custeio formarão parte da contrapartida da instituição, sendo os recursos deste edital somente poderão ser aplicados em despesas de capital no valor máximo de R$ 70 mil.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Obra “Tambor dos Pretos” será lançada pelo antropólogo amazonense João Siqueira no próximo dia 19

A obra é resultado de pesquisa de Doutorado do autor, que contou com recursos da Fapeam

Narrar e refletir sobre a história dos quilombos no Brasil não é algo comum, principalmente, em se tratando das comunidades instaladas na Amazônia, mesmo com toda a sua representatividade sociocultural, étnica e econômica para o País. Porém, novas publicações estão surgindo com o intuito de dar vez e voz à história dessas comunidades. Uma delas é o livro “Tambor dos pretos: processos sociais e diferenciação étnica no rio Jaú, Amazonas”. A obra é de autoria do antropólogo amazonense João Siqueira e será lançada no próximo dia 19 de abril, no Rio de Janeiro. A publicação é da editora da Universidade Federal Fluminense.

Resultado da pesquisa de Doutorado do autor, defendida em 2012, o livro apresenta uma ampla re­flexão sobre a formação de unidades sociopolíticas identificadas com o quilombo do Tambor e ainda, sobre o caso da Associação Quilombola de São Raimundo do Pirativa, no Amapá. Nesse cenário, a obra traz a trajetória dos principais responsáveis pelo estabelecimento do Quilombo do Tambor: José Maria dos Santos e sua esposa, Otília Maurícia dos Santos. Foram eles os desbravadores do lugar, que se tornou mais tarde locus de organização e de resistência de seus descendentes.

“Consta que, após a chegada da família, esse lugar se tornou um ponto de referência para os moradores do rio Jaú. Em decorrência do desenvolvimento do grupo doméstico, foi escolhido um novo lugar, oito quilômetros rio abaixo do Tambor Velho, também à margem esquerda, para construir a atual comunidade do Tambor”, explica Siqueira.

Antropólogo João Siqueira

Livro é resultado da pesquisa de doutorado do autor, defendida em 2012, que contou com apoio da Fapeam

 

Em meio à narrativa da trajetória desse povo quilombola, o autor chama a atenção para os mecanismos de vigilância e de repressão adotados pelo Poder Público com o objetivo de expulsar os moradores do Quilombo do Tambor de suas áreas tradicionais de ocupação. Essas tentativas se deram num contexto da exploração extrativista e do funcionamento de empreendimentos seringalistas na região do Jaú.

O livro também aborda sobre a percepção do domínio exercido por essas famílias na localidade ao ponto das pessoas de fora da comunidade passarem a designar o local, com base num viés racial, indicativo também de uma classi­ficação social, utilizando termos como “rio dos pretos”, “rio da pretalhada”, “pretos do Paunini” e “Tambor dos pretos”.

Esta é a terceira obra de João Siqueira. Ele já publicou, em 2016, o livro “Uma doença, diversos olhares: representação da malária em Nossa Senhora de Fátima, em Manaus” e também uma obra acerca dos trabalhadores rurais no Tarumã-Mirim em parceria com outros autores. O autor destaca o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) na etapa de elaboração da pesquisa. “Quero  fazer o devido agradecimento à Fapeam pelo apoio recebido. Vale destacar que, por meio de seus programas e bolsas, esta Instituição tem apoiado os pesquisadores e contribuído  ativamente para o desenvolvimento da pesquisa no Estado do Amazonas”, disse o antropólogo.

Sobre o autor – Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), João Siqueira possui mestrado interinstitucional em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia – programa resultante de parceria entre a Ufam, a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e é doutor em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense-UFF.

Ele trabalhou como professor na UFAM no período de 2000 a 2002, em seguida, atuou como pesquisador da área de Antropologia na Fundação Estadual de Política Indigenista (Fepi-AM). A partir de 2004, Siqueira passou a integrar o corpo docente na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde permaneceu até meados de 2011. Em 2006, o autor ingressou no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e atualmente, está vinculado à Delegacia Federal de Desenvolvimento Agrário do Amazonas (DFDA), atuando como antropólogo e analista em desenvolvimento e reforma agrária.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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