Arquivo da Categoria: Governo do Amazonas

Frequência de infecções fúngicas em pacientes com doenças hematológicas são avaliadas em estudo científico

A incidência de infecções fúngicas, principalmente, no ambiente hospitalar pode representar uma das principais complicações infecciosas no quadro de pacientes hospitalizados com baixa imunidade, podendo até ser mortal em alguns casos. Uma pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) buscou caracterizar a nível molecular espécies de fungos isolados de processos infecciosos de pacientes atendidos na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam).Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-19

A pesquisa é  resultado da dissertação de mestrado de Lucyane Mendes Silva, que contou com bolsa da Fapeam , por meio do projeto intitulado “Epidemiologia molecular de Staphylococcus epidermidis multirresistentes” coordenado pelos pesquisadores Cristina Motta Ferreira (FHemoam) e William Antunes Ferreira da  Fundação da Fundação Alfredo da Matta (Fuam) no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas) edital N°030/2013.

O estudo  publicado na Biomedicentral (BMC public health) avaliou 162 pacientes com o objetivo de conhecer a frequência dessas doenças e seus respectivos agentes etiológicos, como o perfil de suscetibilidade a drogas antifúngicas das espécies isoladas, a  verificação de possível correlação com os dados clínicos,  os diferentes genótipos circulantes e a identificação do ancestral comum através da filogenia.

Lucyane Mendes Silva Hemoam  - Fotos Érico Xavier_-9

Lucyane Mendes Silva

Segundo Lucyane, dentre os pacientes hospitalizados com maior risco para aquisição de infecções fúngicas estão os pacientes com doenças hematológicas que são submetidos à internação para tratamento quimioterápico, o que afeta o sistema imune e os deixa mais suscetíveis. “As infecções fúngicas de origem hospitalar são de grande relevância devido ao aumento progressivo das taxas de morbidade e mortalidade. Muitas dessas infecções são de origem endógena e outras podem ser adquiridas por via exógena, pelas mãos, jaleco de profissionais das áreas da saúde, infusos contaminados, biomateriais e fontes inanimadas ambientais”, explicou.

 

Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-21

Cristina Motta Ferreira (FHemoam)

Para Cristina Ferreira trata-se de um estudo transversal, no qual o período de coleta de dados ocorreu de novembro de 2017 a outubro de 2018 e, que ainda existem outros dados que estão sendo analisados e que podem gerar futuras publicações. “Com esses resultados foi possível identificar e contextualizar diversos aspectos importantes desses patógenos como as questões relacionadas à saúde pública, à clínica, epidemiologia molecular e à terapêutica recomendada para os mais diversos processos infecciosos causados por esses agentes”, comenta.

As informações obtidas nesse primeiro trabalho sobre fungos realizado na FHemoam foram de alta relevância e poderão  contribuir para prevenção dessas infecções. “As abordagens propostas no projeto de pesquisa trazem benefícios como a ajuda na implantação do protocolo de monitoramento de infecções fúngicas em pacientes neutropênicos com malignidades hematológicas, protocolo diagnóstico através de técnicas moleculares, e consequentemente, a importância da implantação do laboratório de micologia na instituição, além do conhecimento dos tipos de infecções que os acometem, características genéticas dos agentes e um adequado tratamento profilático para este grupo de pacientes”, acrescenta Lucyane. 

Aplicação

Participaram do estudo, 162 pacientes sendo 91 (56,2%) do sexo masculino e 71 (44%) feminino, com média de idade de 32 anos, todos de nacionalidade brasileira. Dos 162 pacientes com suspeita de processo infeccioso, 30 (18,51%) apresentaram infecção por espécies de fungos onde 13 (39,39%) de espécies de Penicillium spp.

No total, foram isoladas 12 (36,36%) amostras de hemocultura. A maioria dos isolados leveduriformes apresentou dentro da faixa sensível frente aos antifúngicos testados, não detectando nenhum gene de resistência. Apenas dois isolados de Candida glabrata apresentaram sensibilidade reduzida ao Fluconazol, afirma Lucyane.

Lucyane relata que os agentes etiológicos mais comuns responsáveis pelos processos infecciosos foram Aspergillus spp. 38-80% e Candida spp. 28-58%, sendo relatado resistência frente a antifúngicos amplamente utilizados na terapia. Já a parte de identificação das espécies de leveduras e teste de suscetibilidade (Fluconazol, Voriconazol, Caspofungina, Micafungina, Anfotericina B e Flucitosina) foram realizados com o equipamento automatizado Vitek-2 Compact.

Universal Amazonas

O Programa Universal Amazonas da Fapeam financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do estado do Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no estado do Amazonas.

 

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Resultado preliminar fase 3 do Programa Centelha Amazonas

2020-06-19

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou nesta sexta-feira (19/06) o resultado preliminar dos projetos de fomento selecionados na fase 3 do Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Centelha Amazonas), edital N° 011/2019. O prazo-limite para interposição de recursos administrativos na fase 3 ocorre no período de 22 de junho a 3 de julho.

A partir de hoje, faltam 29 dias para a publicação do resultado final do Programa Centelha Amazonas. Realizado pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), a lista  com os 28 projetos de inovação aprovados no Programa será divulgada no dia 17 de julho.

Cada projeto pode receber até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais), por meio de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis),  para transformar ideias inovadoras em empreendimentos que incorporem novas tecnologias aos setores econômicos estratégicos do Estado do Amazonas.

Lançado no mês de agosto de 2019 pela Fapeam, o Programa Centelha  recebeu 964 ideias submetidas de 35 municípios do Amazonas.

Programa Centelha

O Programa é realizado em 21 estados, no Amazonas a iniciativa é executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela  Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Clique aqui para acessar o Resultado Preliminar da Fase 3 Programa Centelha Amazonas

Por: Esterffany Martins

Arte: Barbara Brito

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Estudo avaliou os potenciais de plantas medicinais amazônicas para elaboração de bioprodutos

Pesquisadores analisaram substâncias isoladas de extratos e óleos essenciais de espécies vegetais amazônicas, utilizadas como plantas medicinais, com objetivo de obter conhecimento científico de suas propriedades para futura elaboração de bioprodutos,  como  fitoterápicos ou alimentos nutracêuticos.

O estudo desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam), foi coordenado pela Dra. Jaqueline de Araújo Bezerra, do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A pesquisa avaliou uma estimativa de 35 espécies, das quais destacaram-se cientificamente Myrtaceae (plantas arbóreas, representadas principalmente pelas plantas frutíferas) e Piperaceae (plantas medicinais, ornamentais) que apresentaram potenciais bioativos.  

MAM2019

Jaqueline Bezerra- coord. do estudo

“Fizemos um screening de espécies nas quais se destacaram mais promissoras foram às ativas nos ensaios de capacidade antioxidante, enzimáticos e por apresentaram baixa toxicidade in vitro. As amostras vegetais foram analisadas quimicamente por técnicas cromatográficas e espectrométricas, para obter os perfis químicos”, explicou.

Segundo Jaqueline, todo conhecimento da constituição química e das propriedades antioxidantes, enzimáticas, citotóxicas e antimicrobianas contribuem para a elaboração de uma variedade de bioprodutos a base de espécies vegetais com maior valor agregado.

Resultados

Com o estudo foi possível a implantação dos protocolos de diversos ensaios de rotina nos laboratórios durante a execução do projeto, a seleção das espécies mais promissoras para continuidade dos estudos e futura elaboração de produtos biotecnológicos.

 “Os trabalhos desenvolvidos geraram publicações no período de 2018 a 2020 que tiveram apoio do projeto, utilizando a plataforma de ensaios com diversas matrizes, incluíram: 3 artigos com óleos essenciais; 6 artigos de sucos de frutas amazônicas, 3 artigos com sucos encapsulados; 2 artigos com bebidas fermentadas e 1 artigo de extratos vegetais. E por fim elaboramos bebidas fermentadas a base de frutos com propriedades antioxidantes que está em processo de patenteamento em parceria com Ifam-Ufam”,disse.

Para a pesquisadora o Programa Fixam foi essencial para o início da carreira científica e o desenvolvimento do estudo. “O recém-doutor adquire experiência para coordenar um projeto com recurso financeiro, orientar bolsistas de apoio técnico, desenvolver uma pesquisa, colaborar com a academia e consolidar uma linha de pesquisa”,destacou.

Parcerias

Jaqueline destaca a importância da consolidação de pesquisadores parceiros entre as áreas da química, biologia, engenharia de alimentos e farmácia, assim como a contribuição científica de propriedades das diversas matrizes com a publicação de artigos, junto aos parceiros, utilizando as plataformas de ensaios químicos. “Existiu uma  equipe técnica envolvida com pessoas que foram  fundamentais em uma análise ou outra. A equipe deu certo pois cada um ficou responsável por sua área. Eu como química contribui com as análises químicas de todos os artigos”, acrescentou a pesquisadora. 

Contribuíram com a pesquisa o prof. Dr. Marcos Batista Machado, prof. Dr. Edgar Aparecido Sanches, prof. Dr. Pedro Henrique Campelo da Ufam, profa. Dra. Lucia Schuch Boeira e prof. Dr. Valdely Ferreira Kinupp do Ifam, profa. Dra. Francinete Ramos Campos da UFPR, que continuam como parceiros de pesquisa do projeto Universal em desenvolvimento. Participaram também MSc. Josina Moreira Mar, a MSc. Laiane Santos Silva e MSc. Edinilze, todas bolsistas do Fixam e junto com as integrantes do grupo de pesquisa MSc. Amanda dos Santos (ex-aluna de mestrado) e Dra. Andrezza da Silva Ramos que contribuíram também na execução das análises.

Fixam

O programa consiste em estimular a fixação de recursos humanos com experiência em ciência, tecnologia e inovação e/ou reconhecida competência profissional em instituições de ensino superior e pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas privadas e microempresas que atuem em investigação científica ou tecnológica.

Por: Jessie Silva

Fotos- Arquivo do pesquisador

 

 

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Fapeam lança edital para Emergências de Saúde Pública no Amazonas – Covid-19

A ciência, tecnologia e inovação para o enfrentamento da Covid-19 ganham mais um reforço no Amazonas. O Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), lança nesta terça-feira, 14/4, o Programa CT&I em Emergências de Saúde Pública no Amazonas – Covid-19 (PCTI-EmergeSaúde/AM).

O programa é destinado a cientistas que atuam no Amazonas em pesquisas estratégicas que tenham a aplicação de seus resultados na resolutividade de questões relativas à pandemia do novo coronavírus – Covid-19.

“Estamos vivendo uma situação inédita diante do avanço dos casos da Covid-19 no Estado e no mundo. Neste sentido, a Fapeam, dentro da sua área de competência, une-se às demais iniciativas das secretariais estaduais, para subsidiar a Política Pública de Saúde do Amazonas e apoiar a ciência na busca por soluções, para enfrentamento do novo coronavírus”, comentou Márcia Perales, diretora-presidente da Fapeam.

Por seu caráter emergencial, o período para submissão de propostas é curto, iniciando hoje, 14, e finalizando no dia 23/4/2020, portanto, os pesquisadores interessados devem ficar atentos aos prazos.

Para o PCTI-EmergeSaúde/AM, a Fapeam destina o valor de até R$ 1.618.912,00 (um milhão, seiscentos e dezoito mil, novecentos e doze reais) para despesas de capital, custeio e bolsas. O recurso irá apoiar pesquisas e/ou serviços estratégicos em duas linhas temáticas. A primeira, “Pesquisa e desenvolvimento de insumos para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 no estado do Amazonas” e, a segunda, “Pesquisa, serviço e desenvolvimento de protocolos de análises moleculares e/ou imunológicas para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 no estado do Amazonas”.

A expectativa é apoiar até quatro projetos, sendo dois em cada linha temática. Os projetos a serem apoiados terão prazo de execução de 12 meses, a contar da liberação do recurso, podendo ser prorrogados a critério da Fapeam.

As propostas devem ser apresentadas em formulário online específico e enviadas por meio eletrônico, via Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SigFapeam), disponível no site da Fundação http://www.fapeam.am.gov.br. Para acessar ao formulário, o proponente deve utilizar seu login e senha previamente cadastrados.

Os recursos destinados ao PCTI-EmergeSaúde/AM são provenientes do Programa 33306 – Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas, ação de Fomento a Projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação, com orçamento da Fapeam, oriundo do Tesouro Estadual.

Vale lembrar que as publicações científicas e outros meios de divulgação de trabalhos de pesquisa, apoiados pelo edital devem citar o apoio público recebido.

Acesse aqui o edital.

 Por: Marlúcia Seixas

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Investimento da Fapeam em genômica fortalece a pesquisa no contexto da Covid-19

2020-03-27

Apoiar a ciência nunca foi tão necessário, especialmente quando consideramos a realidade da pandemia da Covid-19. Foi com a visão da necessidade de investir em áreas prioritárias para desenvolvimento cientifico, tecnológico, ambiental, social e econômico do Estado, que o Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) decidiu apoiar a Rede Genômica de Vigilância em Saúde   (Regesam).

Em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) a Fapeam, no final de 2019, anunciou apoio a instituições de saúde do Amazonas, por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado/Saúde). A Regesam, que é formada por órgãos do Estado, instituições de ensino e pesquisa e laboratórios, em pouco tempo, já apresenta resultados importantes da genômica, no contexto da Covid-19, por meio de seus parceiros.

13.03.2020 - REUNIÃO FAPEAM E FAS - FOTOS ÉRICO X._-6

Diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales.

Para a presidente da Fapeam, Márcia Perales,  o anúncio do primeiro sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte, realizado pelo pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), instituição que integra a Regesam, revela o alcance da ciência quando é apoiada pelo Estado.

“Neste momento, pesquisadores do mundo todo dedicam seu tempo e conhecimento para investigar o SARS-CoV-2. Conhecer o comportamento desse vírus é possível, por meio da genética, o que demonstra que estamos no caminho certo quando apoiamos as instituições e pesquisadores do Amazonas, para que contribuam ao encontro de soluções de problemas que aflijam a sociedade”, comentou Márcia Perales.

Katia Torres - Foto Érico X.

Kátia Torres, coordenadora da Regesam

As instituições que formam a Regesam idealizaram a Rede desde 2008, no entanto, apenas em 2019 foram aprovados para receberem recursos da Fapeam para fortalecimento da Rede. Kátia Torres,  diretora de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amaonas (FCecon) e coordenadora da Regesam, explica que além da FCecon, a Rede é formada por pesquisadores da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Fiocruz Amazônia.

“A genômica é uma área do conhecimento, que depende de tecnologias avançadas e de equipamentos de alto desempenho, para gerar dados necessários para fazer a análise. No momento da pandemia, que nós estamos passando, o sequenciamento do genoma do vírus é importantíssimo para que a gente possa entender a  sua dinâmica, a dinâmica dessa infecção, a taxa de mutação que o vírus gera e, essas informações, abrem o leque para  perspectivas de produção de vacinas, de abordagens terapêuticas ou diagnósticas”, disse Kátia Torres.

FELIPE NAVECA - VICE DIRETOR DE PESQUISA DA FIOCRUZ AMAZONAS - FOTOS ÉRICO X._-2

Felipe Naveca, pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia

Felipe Naveca ressaltou a importância do trabalho dos pesquisadores da Rede e de como suas atividades em genômica necessitam do apoio do Estado para acontecerem e anteverem situações como as do contexto do Covid-19.

“A realização do primeiro sequenciamento completo do genoma do novo coronavírus aqui na Região Norte mostra a importância de termos a Rede funcionando e, é através dela, que vamos conseguir fazer e acompanhar a evolução desse vírus no nosso Estado, fazendo outros genomas completos do novo coronavírus, que  também vão nos auxiliar a entender a dinâmica de transmissão, como, por exemplo, saber quantas vezes esse vírus foi introduzido no Amazonas. A situação é grave, mas nós temos o apoio da Fapeam e a formação dessa Rede que nos consolida para continuarmos no pioneirismo desta pesquisa”, conclui Naveca.

Sequenciamento do Genoma 

O primeiro  sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi  anunciado recentemente pelo pesquisador Felipe Naveca (Fiocruz Amazônia) e sua equipe.  O resultado contribui  para a ampliação do  conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19, somando-se a outras iniciativas de genômica no país e no mundo.

 “As análises iniciais mostraram nove mutações em relação à amostra original de Wuhan na China. Queremos entender se existe relação dessas variações no genoma viral no desfecho da infecção”, explica o pesquisador, ao acrescentar que os estudos continuam para sequenciar outras amostras.

Segundo ele, o sequenciamento do genoma da amostra do Amazonas já  pode ser comparado com outros que circulam no Brasil e no mundo para identificar se existe um marcador de piora ou de melhora do quadro, além de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina ou medicamento contra o  vírus SARS-CoV-2 .

O depósito  do sequenciamento foi feito na base de dados Global Initiative on Sharing All Influenza Data (GISAID), em  https://www.gisaid.org), sob o número EPI_ISL_417034.

Regesam

A Rede iniciou suas atividades neste ano, a partir  da assinatura do termo de outorga junto à Fapeam. A Regesam começa suas atividades já  fortalecida pelo trabalho da Fiocruz Amazônia que vem confirmar a atuação e capacidade  das instituições de saúde no Estado de darem respostas, especialmente nessa fase critica da saúde pública.

Pesquisadores e instituições que formam a Rede atuam na perspectiva de todas as doenças, em diferentes grupos seja no trabalho com malária, com tuberculose, com doenças crônicas, associadas à genética ou a outros fatores, como o câncer, visando conhecer melhor a dinâmica de cada doença e a dinâmica dos organismos no enfrentamento das doenças.

Os recursos destinados pela Fapeam à Regesam vão permitir a manutenção de máquinas e equipamentos já existentes, aumentar o arsenal que o Estado tem de uso compartilhado desses equipamentos pelas instituições, potencializar o desenvolvimento de mais projetos, potencializar a formação de mestres e doutores, aumentar o número de publicações científicas de alto impacto, dentre outras ações planejadas para quatro anos.

Pró-Estado Saúde

O Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa  (Pró-Estado) tem por objetivo incentivar e consolidar o desenvolvimento da pesquisa científica, tecnológica e inovação nas instituições estaduais do governo, por meio de financiamento de projetos induzidos, com o intuito de promover o desenvolvimento econômico e social do Estado do Amazonas.

O programa é de fluxo contínuo direcionado à modernização de infraestrutura para pesquisa. Em 2019, a  área de saúde foi considerada prioritária para receber investimentos do programa, que chegaram a R$ 11 milhões para 7 projetos, a serem executadas durante quatro anos, com vistas à melhoria dos serviços de saúde ofertados à população amazonense. Uma iniciativa do Governo do Estado para fortalecer a pesquisa na área da saúde no Amazonas.

Por: Marlúcia Seixas

Fotos: Érico Xavier

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Fiocruz Amazônia conclui o primeiro sequenciamento do SARS-CoV-2 da região Norte

Com apoio  da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam), o primeiro  sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi  concluído por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).  O resultado contribui  para a ampliação do  conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19.

O sequenciamento que foi feito pelo pesquisador Felipe Naveca e sua equipe, a partir de amostra de paciente do Amazonas, soma-se a outras iniciativas de genômica no país e no mundo.

Pesquisador Felipe Naveca. Foto: Eduardo Gomes

“As análises iniciais mostraram nove mutações em relação à amostra original de Wuhan na China. Queremos entender se existe relação dessas variações no genoma viral no desfecho da infecção”, explica o pesquisador, ao acrescentar que os estudos continuam para sequenciar outras amostras.

Segundo ele, o sequenciamento do genoma da amostra do Amazonas já  pode ser comparado com outros que circulam no Brasil e no mundo para identificar se existe um marcador de piora ou de melhora do quadro, além de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina ou medicamento contra o  vírus SARS-CoV-2 .

O pesquisador reforça a importância da ciência e do apoio a estudos sobre o coronavírus e lembra que o sequenciamento de vírus é uma das atribuições da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam), que é apoiada pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam).

 

Por: Marlúcia Seixas

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Mulheres na ciência: pesquisadoras que atuam no cenário científico do Amazonas

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A participação feminina em diversas áreas obteve crescimento. Entretanto, a luta por igualdade de gênero e de raça é uma jornada que ainda está sendo percorrida. Quando se trata de representação da mulher na ciência, tecnologia e inovação, elas estão em número bem menor. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres, ou seja ainda há um número baixo de mulheres nos campos científicos.

No Amazonas, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) tem em seu sistema de cadastro de pesquisadores em torno de 54% mulheres. Entretanto, quando se busca qualificar essa informação para saber qual posição elas ocupam, há uma inversão e os homens passam a ser 54% como coordenadores de projetos.

Para mudar esse cenário, a Fapeam adotou, em 2020, em seu calendário anual, atividades de apoio ao movimento Mulheres e Meninas na Ciência, com o objetivo estimular o acesso integral e igualitário de mulheres e meninas na ciência.

As mulheres têm participação na ciência e para mostrar um pouco desse cenário, a equipe de comunicação da Fapeam conversou com três mulheres pesquisadoras que atuam no campo científico do Amazonas e que têm estudos amparados pela Fapeam. Boa leitura!

Maria das Graças Vale Barbosa Guerra- Pesquisadora com graduação em Ciências Biológicas pela Ufam, mestrado e doutorado em Ciências Biológicas (Entomologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Atualmente é pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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Dra. Maria das Graças – pesquisadora da FMT-HVD

Maria das Graças conta que seu primeiro contato com a pesquisa começou ainda quando era aluna de graduação da Ufam, por conta de uma disciplina de zoologia na parte de invertebrados. Naquela época, um aluno de mestrado do Inpa buscava por estagiários para trabalhar em Entomologia, foi quando ela ingressou no grupo do pesquisador Inpa, Jorge Luiz Nessimian.

No doutorado trabalhou com ecologia de diversidades de insetos. Em 2000 concluiu o doutorado e começou a atuar na área de entomologia. A pesquisadora também tem projetos amparados pela Fapeam como estudos e testes imunológicos para o diagnóstico sorológico da Doença de Chagas Crônica e Coleções Entomológicas.

Para a Maria das Graças existe espaço para todo mundo, mas as mulheres têm mais sensibilidade, em alguns aspectos, que os homens não têm, não sendo melhores que ninguém, cada um com seu papel e com a sua visão.

“O problema é que o nosso mundo enxerga o homem como denominador de tudo, eu acho que, por mais que sejamos em menor número na pesquisa científica, somos grandes quando se analisa a história, com grandes descobertas realizadas por mulheres. Somos em menor número, porém conquistamos nosso espaço. A mulher tem papel importante nesse processo, se a pesquisa científica não tivesse mulheres envolvidas, muita coisa tinha passado despercebida e talvez nunca tivesse sido descoberta. Hoje, temos uma receptividade maior,  temos menos portas fechadas, se a mulher quiser ela consegue fazer pesquisa em qualquer lugar do mundo”, relata.

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Trypanosoma cruzi circulantes no Amazonas pode auxiliar no diagnóstico da Doença de Chagas Crônica

Cristina Motta Ferreira- Farmacêutica-Bioquímica com Especialização em Imunohematologia pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Doutorado em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Universidade do Estado do Amazonas pela (UEA). Atua na Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) como pesquisadora nas linhas de Hematologia, Hemoterapia, Genética Microbiana e Epidemiologia Molecular .

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Dra. Cristina Motta- pesquisadora do Hemoam

Durante sua fase de estudante, desde a escola primária até a faculdade, sempre gostou de estudar e de pesquisar os trabalhos que os professores passavam. Seu interesse na pesquisa iniciou na faculdade, mas foi no mestrado que percebeu que realmente se identificava com o campo científico e que poderia encontrar satisfação em exercer sua profissão e, ao mesmo tempo, desenvolver projetos que pudessem trazer avanços e melhorias para a área da saúde pública.

Hoje, Cristina avalia o cenário da participação feminina na pesquisa científica como relevante e com aumento a cada dia. “Cada vez mais as cientistas estão deixando “suas marcas”, ampliando seu espaço em praticamente todas as áreas do conhecimento. Diversas mulheres já se destacaram na área da pesquisa, inclusive sendo premiadas com o Nobel. Para aquelas que pretendem dedicar sua vida profissional atuando na pesquisa, posso dizer que não meçam esforços para atingir esse objetivo e não se deixem abater pelos momentos de dificuldades, sejam eles quais forem. Não sei se podemos dizer que é uma mensagem, mas, quando estou com meus alunos, sempre digo que fazer pesquisa científica é trabalhoso, requer muita dedicação, estudo, caráter, responsabilidade e ética, mas que, no final de todo o trabalho, teremos a grande satisfação de ver que todos os nossos objetivos foram atingidos e que nossa contribuição que foi dada à ciência”, destaca.

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Estudo avaliou bactérias multirresistentes no ambiente hospitalar

 

Lionela da Silva- É professora da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e doutoranda em Educação Física e Esporte na Universidade de São Paulo (USP), atua nas áreas de educação física adaptada, ginástica e dança.

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Lionela da Silva-doutoranda em Educação Física e Esporte

Começou a fazer pesquisa logo que entrou na Faculdade de Educação Física. No primeiro período entrou como voluntária para o Programa de Atividades Motoras para Deficientes (Proamde). Em 2015 concorreu ao edital do Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas) da Fapeam, no qual coordenou a pesquisa intitulada “Estudo sobre qualidade de vida de pessoas com deficiência praticantes e não praticantes de atividade física”.

Lionela conta que o incentivo de outra mulher na sua vida foi peça fundamental para a vivência na pesquisa. “A minha orientadora, a Dra. Kathya Thomé sempre perguntava o que te inquieta? Transforme isso em pesquisa e terá a resposta para essa inquietação. Mulheres sejam inquietas! e incentivem outras mulheres a serem também. Eu sempre estava envolvida na equipe de pesquisa, isso me dava conhecimento e acendia ainda mais minha vontade de pesquisar, pois uma pesquisa leva a outras. Acho que a mulher ganhou espaços em muitos lugares que antes era habitado, principalmente, por homens e a ciência é um deles. Hoje, temos muitas mulheres pesquisando e incentivando outras e ganhando destaques” conta.

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Pesquisa avaliou a qualidade de vida de pessoas com deficiência praticantes e não praticantes de atividade físicas

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Fapeam divulga resultado final da Fase 1 do Centelha Amazonas

2020-02-13

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou nesta quinta-feira (13/02) o resultado final da Fase I das propostas submetidas ao Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Programa Centelha-AM), edital N°011/2019. No total, 207 ideias foram aprovadas para a Fase II, que consiste no projeto de empreendimento.

Realizado pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), o  Programa Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Amazonas, oferecendo capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso

No dia 17 de janeiro deste ano, a Fapeam divulgou a lista preliminar da primeira fase, com 200 ideias inovadoras aprovadas para a fase  2 do Programa. Após a análise dos recursos impretados pelos proponentes, o Comitê Técnico do Programa Centelha deferiu sete propostas, o que justifica o acréscimo de projetos para a próxima etapa do Centelha Amazonas.

O programa é divido em três fases distintas e eliminatórias, sendo elas: Fase 1- Ideias Inovadoras; Fase 2: Projeto de Empreendimento e Fase 3: Projeto de Fomento.

O Programa conta com investimento de R$ 1.820.000,00 (um milhão oitocentos e vinte mil reais), os recursos disponibilizados serão destinados à subvenção econômica (recursos não reembolsáveis) para o apoio de até 28 projetos de inovação, no valor unitário de até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais).

Capacitação

A Fapeam promoverá Oficinas de Capacitação para a Fase 2 do Programa Centelha Amazonas para os 207 proponentes que tiveram propostas aprovadas nesta etapa.

Na Fase 2, as principais dimensões a serem apresentadas pelos proponentes são: equipe, produto, tecnologia, mercado, capital e gestão. É quando os proponentes farão detalhamentos das propostas submetidas na fase anterior, agora com foco na viabilidade e no desenvolvimento do empreendimento.

Programa Centelha

O Programa Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa é executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Resultado Final-Fase 1 do Programa Centelha Amazonas 

Por: Esterffany Martins

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Apoio da Fapeam permite o desenvolvimento de pesquisas da educação básica ao doutorado

Oriundo do município de Nova Olinda do Norte, município amazonense a 135 quilômetros da capital, Rallyson Ferreira é hoje doutorando em Informática. O pesquisador contou  com bolsa no mestrado e agora também no doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos para o Interior do Estado do Amazonas (Proint-AM), para estudar em Manaus, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Rallyson é apenas um dos 5.877 bolsistas beneficiados pela Fapeam em 2019. O auxílio financeiro via bolsa permite que estudantes e pesquisadores como Rallyson Ferreira se dediquem ao estudo, auxiliando em despesas como alimentação, deslocamentos para a universidade e compra de livros e materiais para o desenvolvimento de pesquisas.

2020-02-06

Rallyson Ferreira -doutorando em Informática na Ufam

“Hoje sou professor em Itacoatiara, mas estou de licença para o doutorado. Para pessoas na minha situação, advindas do interior do Amazonas, o incentivo que a Fapeam oferece é muito importante, pois necessitamos de recursos em inúmeras situações. Primeiro, posso colocar a questão de que alguns estudantes têm família, e sem esses recursos não têm condições de ir para a capital estudar. A segunda questão é quanto a estadia e transporte em Manaus”, disse.

A formação de recursos humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) é uma das linhas de ação da Fapeam, que possibilita apoiar, por meio de bolsas, a qualificação de estudantes em Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu dentro e fora do estado, visando à instalação de competências profissionais.

A formação de jovens cientistas comprometidos com a realidade do Amazonas  tem sido estimulada desde a educação básica, com o Programa Ciência na Escola (PCE) e com o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), ambos desenvolvidos pela Fapeam.

Em 2019, 50,7% do orçamento executado pela Fapeam referiu-se a investimentos na formação de recursos humanos, o que propicia atuação de pessoas qualificadas não apenas no ensino e pesquisa, mas também para concorrer a outras vagas no mercado de trabalho e ocupar cargos de alto nível.

“Sabemos da importância desse investimento, que permite ampliar as competências relacionadas à capacitação de pessoal com iniciação científica, mestrado e doutorado no Amazonas. Este tem sido um dos compromissos do Governo do Estado: disponibilizar o pagamento das bolsas em dia para os estudantes envolvidos em projetos apoiados pela Fapeam”, disse a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales.

Apoio essencial

Carla Andrea Mendonça - Bolsista Fapeam Mestrado_-3

Carla Andrea- mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia- UEA

Carla Andrea Mendonça sabe bem como esta modalidade de apoio tem beneficiado pessoas no Amazonas. Mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), ela  também contou com apoio da Fapeam, por meio do Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad). Para ela, que defenderá no mês de março a dissertação, o curso superou as expectativas e foi algo importante para a sua formação, enquanto docente e cidadã.

“O apoio da Fapeam, por meio da bolsa, é algo muito bom, porque o aluno precisa se deslocar, comprar material didático e até mesmo participar de eventos científicos. As bolsas são importantes, principalmente, para auxiliar as pessoas que vêm do interior do estado para se dedicar exclusivamente ao estudo na capital”, comentou.

Dra. Geina Faria - Ufam Coari - Fotos Érico X._-66

Geina Faria – Doutora em Alimentos e Nutrição

Hoje doutora em Alimentos e Nutrição e professora da Ufam, no município de Coari, Geina Faria também foi beneficiada pela Fapeam com bolsa durante o mestrado e o doutorado, via Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados para o Interior do Estado do Amazonas (RH-Interiorização). Este apoio permitiu sua formação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP), na área em que sonhava, e retornasse para o Amazonas.

“O apoio da Fapeam para os bolsistas dentro e fora do Amazonas é de suma importância, porque muitas vezes essa é a única renda que a pessoa tem para se manter na execução de seus projetos de pesquisa e também para arcar com participação em congressos e taxas de revistas científicas. As bolsas que recebi foram importantes para minha manutenção e também na execução das minhas pesquisas. Por exemplo, durante o mestrado precisei me deslocar até o município de Coari para coletar dados e, no doutorado, para Manaus”.

Iniciação Científica

A aproximação da ciência com o ambiente escolar permitiu que Romildo Parente, estudante e bolsista do PCE em 2019, na  Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, compreendesse a importância da ciência e como ela está presente na vida das pessoas.

Romildo Pereira da Silva  - PCE. Fotos EX._-9

Romildo Parente- Bolsista do PCE

“O projeto do PCE trouxe diversos benefícios para a turma em relação à disciplina de Química. O objetivo foi popularizar a disciplina por meio da elaboração de sorvetes. Isso permitiu sair da teoria e passar para a prática, para que todos pudessem participar e entender como a química realmente funciona e que ela está presente no nosso dia a dia”, comentou.

Mateus Barros cursa Biomedicina no Centro Universitário Fametro, e participa pela primeira vez de um projeto de iniciação científica. A atividade realizada com apoio do Paic/Fapeam é desenvolvida na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam).

“O que me motiva é o grande contato que temos com as atividades de pesquisa da FHemoam. Além das novidades científicas, principalmente na minha área de pesquisa, que é a Imunologia, também somos familiarizados com as novas tecnologias utilizadas para a produção científica, o que proporciona um diferencial para quem participa ou participou do Programa. Acredito que tudo isso nos motiva a adentrar no campo da ciência”, disse.

Editais on-line

Os programas e chamadas públicas para concessão de bolsas são disponibilizados e executados pela Fapeam,  por meio de editais públicos, lançados  com recursos do Governo do Estado e também por meio de parcerias. Os programas contemplam diversas áreas do conhecimento e abrangem desde a pesquisa básica à aplicada; formação de recursos humanos por meio da concessão de bolsas para alunos da rede pública de ensino fundamental e médio, graduação, mestrado, doutorado do Estado, dentre outros.

Os editais são lançados e ficam disponíveis no site da instituição, no endereço eletrônico www.fapeam.am.gov.br

Por: Esterffany Martins

Fotos: Érico Xavier

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Negócio inovador: empreendedor fala sobre sua trajetória e apoio da Fapeam

Jorge Carlos Seco - Warabu- Fotos Erico X-203

O fomento à tecnologia e o empreendedorismo inovador para fortalecer o ecossistema de inovação faz parte de uma das linhas de ação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O empreendedor Jorge Carlos Seco Neves sabe como esta modalidade tem beneciado pessoas no Amazonas e contribuído para alavancar negócios inovadores no Estado. Ele teve dois projetos aprovados no Programa de Subvenção Econômica à Inovação Tecnológica em Micro e Empresas de Pequeno Porte – Tecnova/AM, edital N°025/2013, e no  Programa de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte na Modalidade Subvenção Econômica (Pappe Integração), edital N°007/2017, ambos executados pela Fapeam em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep),

Nascido em Portugal, Jorge mora há 12 anos em Manaus, e iniciou no ramo de panificação portuguesa na feira da Eduardo Ribeiro, no centro. Mas, foi com produtos elaborados a partir de insumos da floresta amazônica que viu a oportunidade de inovar no mercado e expandir seu negócio.

Em entrevista para a equipe de comunicação da Fapeam, o empresário conta como foi sua trajetória, importância do fomento da Fapeam e dicas para quem pretende empreender. Boa leitura!

Como iniciou sua trajetória profissional e o interesse em empreender?

Em 2010, criei a empresa Sabores de Tradição, em Manaus. O impacto do empreendedorismo no mundo inteiro era grande, principalmente no que se refere às mudanças no mercado, que se tornou mais competitivo. Resolvi ingressar no setor alimentício, usando uma grande variedade de frutas, raízes, sementes e ervas da Amazônia, que não existem em qualquer lugar do mundo, e as incorporando em novos produtos como, por exemplo, com um chocolate amazônico, orgânico, sustentável, respeitando e valorizando as comunidades da floresta.

Quando iniciou sua relação com a Fapeam?

Minha relação com a Fapeam iniciou 2015 com um projeto submetido pelo programa Tecnova/AM  chamado “Pães Inovadores com insumos Amazônicos e funcionais”, cuja finalidade é utilizar produtos feitos a partir das fibras do caroço do açaí e do ouriço da castanha como opções para dietas alimentares de pessoas com restrição a glúten, lactose ou gordura. Em 2018 iniciei outro projeto que está em andamento chamado “Warabu Bean To Bar Chocolate da Floresta Amazônica”, do Pappe Integração. A proposta tem o objetivo de inovar na produção de barras de chocolate usando matéria-prima da região com extratos naturais de frutas como, por exemplo, camu-camu, açaí, mangarataia, guaraná, puxuri, cumaru, entre outros.

Atualmente onde funciona sua empresa e de que forma seus produtos são disponibilizados para o mercado?

A empresa está localizada no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide). Nós atendemos clientes aqui, mas queremos expandir, por isso estamos na fase de pré-lançamento de lojas gourmet em Shoppings .

Seus produtos são comercializados  em outras cidades do Brasil? 

O projeto tem como objetivo comercializar os produtos para os Estados Unidos, União Europeia e também cidades do Brasil, ainda não está em prática devido o processo de certificação ser demorado e burocrático.  A  venda de produtos está sendo feita somente em Manaus, por enquanto.

Como você avalia a importância da Fapeam para o incentivo ao empreendedorismo de inovação em nosso estado?

Comparo a Fapeam como uma flecha em direção ao alvo, pois gera resultados expressivos para o desenvolvimento da nossa região e até de nosso País, devido o incentivo para empreendedores trabalharem com os próprios recursos do Estado, valorizando assim a Amazônia.

Para finalizar nossa conversa, qual dica você pode deixar para quem pretende iniciar o empreendedorismo inovador?

Procurar por informações sobre programas de empreendedorismo, analisar órgãos que ajudem na iniciação empresarial, estudar o governo atuante, sempre trabalhar hoje, porém, pensando no amanhã. É importante participar de palestras e congressos que falem sobre empreendedorismo e conseguir parcerias promissoras.

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

 

 

 

 

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