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Em Fonte Boa (AM), oficina aborda atenção à saúde das populações do campo, floresta e águas

O Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) promoveu entre os dias 27 e 29 de agosto, a oficina “Atenção à Saúde das Populações do campo, floresta e águas: Perspectivas de um sistema de garantias de direitos para populações ribeirinhas das unidades de conservação ambiental”, no município de Fonte Boa (AM). A atividade foi coordenada em parceria com outros laboratórios e pesquisadores do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz – PE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fiocruz CE.

Durante os três dias de evento, os participantes debateram assuntos, desafios, ações e experiências de intervenções de caráter intersetorial, que possam tornar mais eficientes a gestão pública do Sistema Único de Saúde (SUS) para a melhoria das condições de vida e de saúde das populações ribeirinhas.

Participaram da Oficina de Trabalho a Defensoria Pública da União, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, 3º Batalhão da Polícia Militar de Tefé, Movimento de Mulheres da Reserva Mamirauá, Conselheiros Municipais de Saúde, agentes comunitários de Saúde e lideranças comunitárias, mestrandos, estudantes, assim como a população de Fonte Boa.

A atividade é uma das ações previstas no projeto de pesquisa “Atenção à saúde das populações do campo, da floresta e das águas: Perspectivas de um sistema de garantias de direitos para as populações ribeirinhas das unidades de conservação ambiental”, aprovado no edital “Geração de Conhecimento” e financiado pelo Programa “Novos Talentos” do edital Inova da Fiocruz.

Segundo Marcílio Medeiros, pesquisador da Fiocruz Amazônia, em outras palavras, “a proposta da Oficina de Trabalho é pensar como melhor gerir a forma de garantir os direitos assegurados pela Constituição Federativa, e assim melhorar as condições de vida e a situação de saúde das populações ribeirinhas, no sentido de tornar todos e todas responsáveis pela sua efetivação por meio de um sistema de garantias de direitos”, explicou.

Técnicos das instituições estatais e não estatais, além de representantes comunitários, foram distribuídos em Grupos de Trabalho, representando as dimensões da reprodução social: Dimensão Ecológica; Política; Trabalho; Cultura; Biocomunal. Nos grupos, a partir de situações e problemas levantados pela pesquisa, realizada entre os anos de 2013 e 2018, os participantes debateram as melhores estratégias de ação integrada, para garantir o direito dos ribeirinhos aos bens e serviços sociais.

SOBRE O PROJETO

O projeto de pesquisa conta com apoio das Prefeituras de Fonte Boa, Alvarães, Jutaí, Japurá, Maraã, Tonantins e Uarini. Também estiveram envolvidos nas atividades representantes da Igreja Nossa Sra do Guadalupe, Prelazia Tefé, Associação de Moradores e Usuários da RDS Mamirauá Antônio Martins (AMURMAM), Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de UC da Secretaria de estado do Meio Ambiente (DEMUC/SEMA), Secretaria de Estado de Saúde (SUSAM), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS – AM), Instituto de Desenvolvimento Sustentável (IDS) Fonte Boa / Mamirauá e Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Arquivo LTASS