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Trabalhadores das unidades da Fiocruz do Amazonas e de Rondônia participam em Manaus do I Fórum Regional de Gestão de Pessoas      

Com o objetivo de discutir com os trabalhadores das unidades regionais da Fiocruz Amazonas e de Rondônia questões como aposentadoria, insalubridade, ponto eletrônico, e projeto mobilidade dentre outras questões, iniciou nesta segunda-feira, 24/6, a primeira edição do Fórum Regional de Gestão de Pessoas da Fiocruz.

O evento é uma iniciativa da direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com a Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (Cogepe/Fiocruz), e com a direção da Fiocruz Rondônia.

“Quando vi a pauta desse evento acontecendo no Rio de Janeiro, fiquei com inveja e quis trazê-lo para a unidade do Amazonas, pois são assuntos do dia a dia e sobre os quais temos dúvidas, que precisam ser esclarecidas. Então, para um melhor aproveitamento dessas informações e otimização de pessoal e recursos, conversamos com a unidade de Rondônia, que conosco faz parte da Amazônia, da mesma Região, para que trouxéssemos o Fórum para Manaus”, comentou Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Para a coordenadora-Geral de Gestão de Pessoas da Fiocruz (Cogepe/Fiocruz), Andrea da Luz Carvalho, a primeira edição do Fórum marca um processo inédito na área de gestão de pessoas na Fiocruz. “O Fórum tem como principal objetivo criar integração entre os níveis central e regionais, para entender as questões das unidades, esclarecer os servidores e demais trabalhadores sobre seus direitos, sobre as políticas da área de gestão de pessoas da Fiocruz e promover uma maior sinergia institucional”.

Jansen Fernandes de Medeiros, coordenador da Fiocruz Rondônia, ressaltou o trabalho das unidades regionais da Fiocruz na Amazônia que têm procurado otimizar suas atividades e acrescentou que o Fórum “é o primeiro passo, um caminho para que as duas unidades possam estender outras agendas comuns”.

Em seu primeiro dia, o Fórum abordou os seguintes temas: Gestão de Pessoas na Fiocruz: ações atuais e perspectivas; Aspectos sobre Administração de Pessoas; e Programa Fiocruz Saudável e Ações de Saúde do Trabalhador.

Amanhã, 25/6, a programação vai tratar dos “Aspectos do Desenvolvimento de Pessoas”, “Ações da Escola Corporativa Fiocruz”, e “Aposentadoria do Servidor Público”. O evento no dia 26/6 envolverá reuniões com gestores do ILMD/Fiocruz Amazônia e de Rondônia e com os novos servidores.

 ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fotos: Marlúcia Seixas

 

Pesquisa da Fiocruz Rondônia aponta sífilis como IST mais prevalente em quatro unidades prisionais

Relatório anual de um projeto realizado pela Fundação Oswaldo Cruz Rondônia (Fiocruz Rondônia), junto à população carcerária do Estado, aponta a sífilis como a Infecção Sexualmente Transmissível (IST) mais prevalente entre detentos em, pelo menos, quatro unidades prisionais e uma Organização Não Governamental (ONG), voltada para atendimento de egressos do sistema penitenciário. Com o apoio do Ministério Público de Rondônia, o estudo realizado em 2017 revela que, dos 846 reeducandos atendidos pela Fundação, 8,6% foram diagnosticados com sífilis.

O dado é apenas uma das conclusões extraídas do projeto intitulado ‘Prevalência de Hepatites Virais B, C e Delta, Sífilis e HIV na população privada de liberdade em sistema prisional fechado no Estado de Rondônia’, desenvolvido pela Fiocruz-RO, em parceria com o MP, Centro de Pesquisa em Medicina Tropical de Rondônia (Cepem); Agência de Vigilância em Saúde (Agevisa); Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e Faculdade de Rondônia (Faro).

O Ministério Público de Rondônia atuou na iniciativa, como mediador junto ao Governo do Estado de Rondônia, visando articular a execução dos estudos. O apoio da Instituição também possibilitou que a Fiocruz obtivesse acesso aos dados referentes à população carcerária do Estado e às unidades prisionais.

NÚMEROS

Os números do estudo revelam que, do total de apenados submetidos aos exames, 1,4% apresentou resultado positivo para Hepatite B; 0,8% para Hepatite C e 1,4% para HIV. Os trabalhos foram realizados na Casa de Detenção José Mário Alves, o Urso Branco; Unidade Penitenciária Aruana; Centro de Ressocialização Vale do Guaporé e Unidade Penitenciária Milton Soares de Carvalho (conhecido como 470), além da Associação Cultural e de Desenvolvimento Do Reeducando e Egresso (Acuda).

Após os diagnósticos, os pacientes foram encaminhados aos especialistas para iniciar acompanhamento clínico e laboratorial.

Dos 846 presos atendidos, 40,4% tinham entre 18 e 27 anos e 39,2% tinham entre 28 a 37 anos, representando uma população jovem. A etnia autodeclarada de modo mais recorrente foi a raça parda, com 59%, seguida de branco, 18%; e negro, 17,4%. Já o grau de escolaridade dos reeducandos foi considerado baixo. Segundo os estudos, 3,5% do público foi formado por analfabetos; 55,9% não concluíram o ensino fundamental e apenas 2,5% tiveram acesso ao ensino superior. Pelo menos 2% iniciaram uma graduação e 0,5% obtiveram diploma.

OBJETIVOS

Iniciado em 2016, o projeto tem como objetivo aferir o índice das doenças junto à população carcerária. Conforme detalham os responsáveis pela pesquisa, o médico infectologista Juan Miguel Villalobos Salcedo e a virologista Deusilene Souza Vieira,  infecções sexualmente transmissíveis são consideradas um grande problema de saúde pública no Brasil, tendo a região Norte e, mais especificamente, o Estado de Rondônia números expressivos em relação às doenças.

Apenas para se ter ideia do alarmante cenário local, dados apresentados pelo Ministério da Saúde (2017) dão conta de que a prevalência de HIV no Brasil é de 0,39%. Somente no ano de 2017, foram detectados 16371 casos novos, Rondônia, concentrou 0,8% (110/16.371) casos.

Os pesquisadores da Fiocruz justificam a importância do estudo que vêm sendo realizado não apenas pelo panorama já identificado no Estado, mas por considerar que a vulnerabilidade e a ausência de pesquisas direcionadas a pessoas em situação de encarceramento podem fazer desse público um foco de concentração e dispersão das doenças para a população em geral.

Assim, de acordo com os responsáveis pela pesquisa, os resultados obtidos poderão colaborar para um melhor entendimento sobre a situação das doenças na população privada de liberdade e servirão de base para analisar a eficácia de ações preventivas na sociedade em geral e dentro do sistema prisional, de modo a propor mudanças com relação à prevenção.

O projeto tem previsão de continuidade para 2018 e 2019.

Por: Ascom MP/RO
Fonte: Fiocruz Rondônia

Tese da Amazônia é aprovada no VIII Congresso Interno da Fiocruz

Encerrou ontem (14/12) o VIII Congresso Interno da Fiocruz. Durante a última sessão plenária foi aprovada a Tese 9, proposta pelos servidores e demais membros da comunidade do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A tese da Amazônia, como foi por diversas vezes chamada, não se fechou no bioma, mas no reconhecimento de que a Amazônia é estratégica para a humanidade e de que a Fiocruz pode cooperar, com outras instituições da região, na geração de conhecimento e inovação em saúde.

A Fiocruz está presente na Amazônia com duas unidades: no Amazonas e em Rondônia. Para a presidente da Fiocruz e do Congresso Interno, Nísia Trindade, a Tese 9 veio como uma proposta nova e de importância reconhecida por todos os grupos  de trabalho e delegações. Na oportunidade, ela congratulou-se com os delegados que coletivamente defenderam a importância estratégica da Amazônia para a Fiocruz.

A delegação do ILMD/Fiocruz Amazônia comemorou a aprovação da Tese 9 e suas diretrizes. Para o diretor, Sérgio Luz, a aprovação da Tese como uma das grandes estratégias e diretrizes institucionais para o período 2017-2020, traz grandes benefícios para a Fiocruz e para a Região Amazônica na área da saúde, educação, ciência, tecnologia e inovação.

Ricardo Godoi, diretor da Fiocruz Rondônia e um dos defensores da Tese 9, lembrou que a Fiocruz na Amazônia é ILMD e Rondônia, e que muitas vezes, na Região, estas unidades são convidadas por outras instituições para cooperarem com importantes projetos de tecnologia e inovação em saúde.

O VIII Congresso Interno da Fiocruz aconteceu no período de 11 a 14/12, no campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, e teve como objetivo debater e aprovar as grandes estratégias e diretrizes institucionais para o período 2017-2020, bem como contribuir para a sua implementação, a partir do documento de referência “A Fiocruz e o Futuro do SUS e da Democracia”.

OPINIÃO DOS DELEGADOS DA AMAZÔNIA

Sonia Oliveira: Gostei muito de poder ter participado deste congresso, foi muito enriquecedor. Cada momento ficará marcado na memória, no coração e na história, com a aprovação da Tese 9.

Rodrigo Tobias: O sucesso do congresso foi brindado com nossa tese amazônica aprovada. Isso foi fruto de trabalho de todos, desde a gestão que trouxe a causa como possibilidade, a construção da tese, a discussão de grupos ainda em Manaus, a eleição de delegados, a nossa atuação coordenada, colaborativa e solidária no ato da participação dos grupos no RJ e a aprovação da plenária final do congresso. Isso significa mais trabalho, mais responsabilidade e empenho em aproximar a Fiocruz da sociedade e canalizar esforços das outras unidades, para a nossa realidade amazônica. Considero a Amazônia a principal fronteira científica do Brasil e, sendo assim, vamos fazer jus à nossa missão institucional na Região.

Aldemir Maquiné: Esse congresso me remeteu há 15 anos, quando participei pela primeira vez de um Congresso Interno da Fiocruz. Cada Congresso é único. Nesta edição, no meu grupo de trabalho, nós tivemos ao nosso lado pessoas que desenvolvem trabalhos na Amazônia e que entenderam a Tese 9, como uma proposta estratégica da Fiocruz. A aprovação desta Tese mostra a maturidade do ILMD/Fiocruz Amazônia na sua propositura e da Fiocruz por perceber a importância estratégica da Região.

Priscila  Aquino: O Congresso Interno da Fiocruz foi uma oportunidade única de imergir na política institucional e discutir os direcionamentos que guiarão os próximos 4 anos da instituição. Acredito na necessidade da Fiocruz reforçar seu papel estratégico na Amazônia.

Cláudio Peixoto: Sucesso é a palavra que reflete esse momento.

Anízia Aguiar: Estou feliz e agradecida. Feliz por ter tido, finalmente, a oportunidade de participar do Congresso Interno da Fiocruz, com toda a riqueza que ele contém.Foi lindo ver a defesa das teses e o conteúdo delas sempre interessado na equidade, na justiça e no bem estar social, buscando garantir que a Fiocruz mantenha sua capacidade de continuar atuando como instituição de Estado.

Cláudia Rios: O primeiro sentimento com a aprovação da Tese 9 é de alivio, por termos, pela primeira vez, conseguido aprovar uma tese. Isso é fundamental. Daqui pra frente, temos que analisar tudo que foi discutido e aprovado, e começar a planejar o que vamos fazer para alcançar o que foi proposto. Vamos ter que trabalhar muito e contar com o comprometimento de todos, para atender a essas diretrizes.

As teses aprovadas no VIII Congresso Interno da Fiocruz serão posteriormente encaminhadas para homologação do Conselho Deliberativo da Fiocruz.

ILMD/Fiocruz Amazonia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Obsma: professores de Porto Velho (RO) participam de oficina de audiovisual

Com muita atenção, curiosidade e entusiasmo professores de Porto Velho (RO) participaram ontem  (22/11) da Oficina de Audiovisual, oferecida pela Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma).

No segundo dia de realização das Oficinas Pedagógicas da Obsma, ninguém ficou parado. Com as orientações recebidas do instrutor Wagner Nagib, e utilizando os recursos disponíveis – seus smartphones –  os professores  partiram para a prática e produziram vídeos com enfoques na saúde e  no meio ambiente. Roteiro e produção ficaram por conta deles, que esbanjaram criatividade e sensibilidade na escolha dos temas.

Wagner Nagib apresentou aos professores possibilidades de produção audiovisual, mesmo diante da falta de equipamentos sofisticados ou mesmo de recursos financeiros. Os professores encararam o desafio e produziram material que lhes serve de inspiração para projetos a serem desenvolvidos em suas escolas.

O professor Odair José Ferreira, de São Francisco do Guaporé (RO), observou que o momento é propício para se adquirir novos conhecimentos, conhecer novos possíveis parceiros, e contribuir para a divulgação da Obsma nas escolas de sua região, bem como socializar com os colegas o conhecimento apreendido para a elaboração de novos projetos para a 9ª. Olimpíada.

As Oficinas Pedagógicas da Obsma estão sendo realizadas em Porto velho, no período de 21 a 23 de novembro, e acontecem com o apoio da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc-RO), por meio da Coordenação do Núcleo do Programa Saúde na Escola (PSE) e organização da Coordenação Regional Norte da Olimpíada.

 

SOBRE A OBSMA

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é um projeto educativo bienal promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país. Dentre os principais objetivos da Obsma, destacam-se o reconhecimento do trabalho desenvolvido por professores e alunos nas escolas e a cooperação com a divulgação de ações governamentais, criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas