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Comissão do processo seletivo do mestrado PPGVIDA informa locais das provas

Já está publicada na Plataforma Siga a relação dos locais de realização das provas referentes à segunda etapa do processo seletivo para o curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a informação é da Comissão de Seleção.

Confira no link http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

A segunda etapa compreende a submissão às provas escritas de saúde coletiva, de conhecimentos específicos e prova de inglês. Estão aptos para esta fase os candidatos que tiveram as inscrições homologadas.

O edital recomenda que os candidatos compareçam ao local das provas, com antecedência mínima de trinta minutos do horário estabelecido para o início das provas, e apresentem o documento de identificação usado no ato da inscrição.

As respostas devem ser escritas com caneta esferográfica (tinta azul ou preta). Em todas as provas os dois últimos candidatos devem permanecer na sala e sair somente após assinatura da ata.

Vale ressaltar que não haverá segunda chamada para as provas, seja qual for o motivo alegado para justificar a ausência do candidato.

O processo seletivo do PPGVIDA está sendo realizado em três etapas. Para esta chamada pública foram oferecidas 17 vagas, distribuídas nas linhas de pesquisa: Fatores sociobiológicos no processo saúde-doença na Amazônia (6 vagas), e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (11 vagas).

SOBRE O CURSO

O curso de Mestrado de Condições de vida e situações de saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos vai abordar o uso de modelos teóricos na pesquisa científica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 13/4, a partir de 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “Uso de modelos teóricos na pesquisa científica”, a ser ministrada pela pesquisadora Maria Jacirema Gonçalves, docente do Programa de Pós-graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA/ Fiocruz Amazônia).

Segundo a pesquisadora, a reflexão possibilita observar e entender melhor importantes etapas da pesquisa científica, que antecipam a prática. “Os modelos teóricos auxiliam na organização do pensamento científico, para que a partir de uma reflexão teórica possamos pensar a realidade e quais aspectos possuem relação com tal realidade. A ideia é levar o pesquisador a essa reflexão antes de estrutura sua pesquisa”, pontuou.

SOBRE A PALESTRANTE

Maria Jacirema Gonçalves é graduada em enfermagem e obstetrícia pela Escola de Enfermagem de Manaus, mestre em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e doutora em Saúde Coletiva, pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

É Pesquisadora em Saúde Pública na Fiocruz-Amazônia, e docente do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA/Fiocruz Amazônia). Atua como professora da Universidade Federal do Amazonas nas disciplinas de saúde coletiva, terapias alternativas e complementares, vigilância em saúde e informática em saúde. Desenvolve pesquisas na área de epidemiologia de doenças infecciosas.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Divulgado resultado da homologação das inscrições para o  mestrado PPGVIDA        

Divulgado hoje (10/4) o resultado da primeira etapa do processo seletivo do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

O resultado refere-se à homologação das inscrições. Os candidatos que tiveram suas inscrições homologadas estão aptos para a segunda etapa do processo seletivo, que compreende a submissão às provas escritas de Saúde Coletiva, de Conhecimentos Específicos e de Inglês.

O resultado da homologação das inscrições está disponível na Plataforma Sigass no link http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

O processo seletivo do PPGVIDA será realizado em três etapas. Para esta chamada pública estão sendo oferecidas 17 vagas, distribuídas nas linhas de pesquisa: Fatores sociobiológicos no processo saúde-doença na Amazônia (6 vagas), e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (11 vagas).

SOBRE O CURSO

O curso de Mestrado de Condições de vida e situações de saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

13º Congresso Internacional da Rede Unida lança prêmio Antônio Levino

A comissão organizadora do 13º Congresso Internacional da Rede Unida lança edital do Prêmio Antônio Levino – Experiências de Políticas Públicas Inclusivas. As inscrições ocorrem de 3/4 a 2/5 de 2018, e podem ser feitas através do preenchimento da ficha de inscrição, disponível no site do congresso.

O objetivo é premiar experiências na área das políticas públicas, desenvolvidas por instituições públicas ou privadas, organizações da sociedade civil ou coletivos que possuam capacidade de inclusão de grupos populacionais vulneráveis, promovendo cidadania e atuando sobre a qualidade de vida do grupo e a defesa dos direitos humanos. A iniciativa deverá ser apresentada por associados da Rede Unida ou instituições parceiras, contendo a identificação, justificativa e apresentação, para análise da comissão julgadora.

De acordo com a comissão organizadora do congresso, essa é uma homenagem à trajetória do médico e pesquisador, Antônio Levino, e às iniciativas das quais ele participou. A comissão ressalta também a importância dessa ação política realizada pela Rede Unida, para dar visibilidade à resistência democrática e às políticas inclusivas, destacando o desenvolvimento social, as experiências de fortalecimento das diversidades de pensamento e modos de existir, e de superação das adversidades que marcam a existência de expressivos segmentos da população brasileira e mundial, colocados à margem do chamado “desenvolvimento econômico” e expostos em momentos de crises.

PROPOSTAS

Além de ações diretas inclusivas, as experiências deverão demonstrar capacidade de problematizar a cultura de violência e vulnerabilização, com iniciativas que possibilitem expandir o debate para além dos grupos diretamente atendidos e renovar a cultura vigente, fortalecendo e fazendo circular ideias de direitos humanos, democratização e cidadania.

Os premiados receberão certificado, publicação da experiência em diferentes mídias, e inscrição na próxima edição do Congresso. A premiação correrá durante a abertura do do 13º Congresso Internacional da Rede Unida.

HOMENAGEADO

Antônio Levino foi graduado em medicina e especialista em vigilância da saúde pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), mestre e doutor em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).

Atuou como professor da Faculdade de Medicina da UFAM, pesquisador em Saúde Pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) no Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), orientador permanente e Sub-Coordenador do Programa Multiinstitucional de Pós-Graduação em Saúde Sociedade e Endemias na Amazônia (PPGSSEA) da UFAM/Fiocruz Amazônia.

Suas experiências na área de Saúde Coletiva tiveram foco principalmente nos seguintes temas: saúde pública, políticas públicas na área de saúde, avaliação de programas e serviços de saúde, saúde em áreas de fronteira, geoprocessamento, epidemiologia e educação em saúde.

Foi militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), no qual atuou nas direções nacional, estadual do Amazonas e municipal de Manaus. Atuou intensamente, desde sua inserção no movimento estudantil universitário, na defesa de direitos sociais, da educação e da saúde públicas, da ciência & tecnologia comprometidas com o desenvolvimento social e econômico e dos direitos do trabalhador. Faleceu aos 55 anos, em 20 de abril de 2017.

SOBRE O CONGRESSO

O 13º Congresso Internacional da Rede Unida acontece entre os dias 30/5 e 2/6 de 2018, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Realizado pela primeira vez na Região Norte e na Cidade de Manaus, o congresso pretende propor o debate em torno da saúde, educação, arte e cultura, da participação cidadã, da gestão e do trabalho em saúde na perspectiva do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com o tema “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas”, o 13ª Congresso Internacional da Rede Unida reunirá trabalhadores da saúde, usuários do SUS, pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais.

São parceiros desta edição a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde (MS), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e ILMD/Fiocruz Amazônia, co-organizador do Congresso.

Ascom/ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes 

Fiocruz Amazônia anuncia programação do Centro de Estudos

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) anunciou hoje, 2/4, as próximas atividades do Centro de Estudos da Instituição. Na sexta-feira 6/4, a partir de 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “Como preencher e incrementar seu currículo Lattes”, será ministrada pela pesquisadora Elizabeth Teixeira, professora do Centro Universitário Luterano de Manaus (CEULM/ULBRA).

“A primeira palestra vai enfatizar justamente a construção da carreira científica, abordando o preenchimento e elaboração do Currículo Lattes. É um desafio que a gente possui, um sistema complicado de inserir os dados, principalmente para quem está iniciando na carreira”, destacou Stefanie Lopes, responsável pelo Centro de Estudos e coordenadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

No dia 13/3, a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Maria Jacirema Gonçalves, irá ministrar a palestra “Uso de modelos teóricos na pesquisa científica”.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

“A ideia é trazer o que temos de mais novo, com pesquisadores convidados, brasileiros que atuam no Amazonas ou em outras instituições do Brasil, e também pesquisadores internacionais, quando temos a possibilidade de tê-los visitando Manaus”, explicou Stefanie.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Aviso de prorrogação do prazo de inscrição para o processo seletivo PPGVIDA/2018: Chamada Pública nº 001/2018

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia-PPGVIDA, considerando o ponto facultativo do dia 29 de março de 2018, informa que o período de inscrição para o processo seletivo, objeto da Chamada Pública nº 001/2018, será prorrogado até o dia 1º. de abril de 2018, às 21h (horário de Manaus).  Informa ainda, que as demais datas contidas no Anexo III – Cronograma do processo seletivo da citada chamada pública – permanecem inalteradas.

 

Manaus, 29 de março de 2018

Coordenação do PPGVIDA

 

Para acessar o edital e demais informações, clique.

Vacina de febre amarela será ampliada para todo o país

Todo o território brasileiro será área de recomendação para vacina contra a febre amarela. A ampliação, anunciada na terça-feira (20/3) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, será feita de forma gradual, iniciando neste ano e sendo concluída até abril de 2019. A medida é preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção contra a doença para toda população em caso de um aumento na área de circulação do vírus. A parceria entre o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz) com o laboratório Libbs Farmacêutica, em São Paulo, pretende aumentar a capacidade de produção da vacina de febre amarela. A expectativa é que o laboratório passe a fornecer vacinas ao Ministério da Saúde a partir do segundo semestre deste ano. Atualmente, Biomanguinhos/Fiocruz é o maior produtor da vacina de febre amarela do mundo.

“Estamos agindo antecipadamente ao estabelecer um cronograma para vacinar toda a população brasileira. É uma ação de prevenção, não de emergência. Buscaremos os mecanismos necessários para vacinar todos brasileiros ainda não imunizados dentro da cobertura adequada para cada uma dessas áreas. Vamos fazer por precaução, pois a melhor forma de evitar a doença é vacinando a população”, destacou o ministro Ricardo Barros.

Atualmente, alguns estados do Nordeste e parte do Sul e Sudeste não fazem parte das áreas de recomendação de vacina. Com a ampliação, devem ser vacinadas 77,5 milhões de pessoas em todo o país. O quantitativo corresponde à estimativa atual de pessoas não vacinadas nessas novas áreas.

A estratégia de vacinação em todo o Brasil será feita de forma gradativa, conforme cronograma do Ministério da Saúde de produção e distribuição da vacina. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia são os primeiros a estenderem a vacinação, que começou neste ano, a todos os municípios. Apenas estes três estados continuarão vacinando a população com a dose fracionada, seguindo a Campanha de Fracionamento da Vacina de Febre Amarela deste ano. Serão contempladas 40,9 milhões de pessoas nestes estados.

” Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia iniciaram a vacinação fracionada de febre amarela por conta da circulação do vírus e casos confirmados nessas localidades. Por isso, os três estados concluirão a vacinação com a dose fracionada, que tem a mesma proteção que vacina padrão. A Organização Mundial da Saúde indica a vacina fracionada em localidades onde o vírus está circulando e áreas de grande contingente populacional que precisa vacinar rapidamente”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Adeilson Cavalcante.

Em seguida, em julho deste ano, os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul adotarão a vacina padrão em todos os municípios para mais 11,3 milhões de pessoas. Em janeiro de 2019, os estados do Nordeste começam a vacinação da dose padrão. Os estados do Piauí, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Sergipe e Rio Grande do Norte totalizarão 25,3 milhões de pessoas. O estado do Maranhão não entra nessa medida porque já é considerado área com recomendação de vacina, ou seja, a vacina da febre amarela faz parte da rotina do estado.

Com isso, até abril de 2019, 1.586 novos municípios estarão incluídos como áreas com recomendação de vacina, atingindo 100% do território nacional. Desde 1997, o Ministério da Saúde vem ampliando as áreas de recomendação de vacinação. Até então, a vacina de febre amarela fazia parte da rotina de 23 estados, sendo nove com áreas parciais de recomendação de vacinação.

CASOS

Entre 1º de julho de 2017 e 13 de março de 2018 foram confirmados 920 casos de febre amarela no país, sendo que 300 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 3.483 casos suspeitos, sendo que 1.794 foram descartados e 769 permanecem em investigação, neste período. No ano passado, de julho de 2016 a 13 de março de 2017, eram 610 casos confirmados e 196 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

Embora os casos do atual período de monitoramento tenham sido superiores à sazonalidade passada, o vírus da febre amarela circula hoje em regiões metropolitanas do país com maior contingente populacional, atingindo 32 milhões de pessoas que moram, inclusive, em áreas que nunca tiveram recomendação de vacina. Na sazonalidade passada, por exemplo, o surto atingiu uma população de 8,9 milhões de pessoas.

Isso explica a incidência da doença neste período ser menor que no período passado. A incidência da doença no período de monitoramento 2017/2018, até 13 de março, é de 2,7 casos para 100 mil/habitantes. Já na sazonalidade passada, 2016/2017, a incidência foi de 6,8/100 mil habitantes, no mesmo período.

Agência Saúde
Fonte: AFN
Foto: (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Movimento cultural, roda de conversa, e homenagens marcam mês da mulher na Fiocruz Amazônia

O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, marca a luta contra o machismo, pelos direitos das mulheres e pelo fim das desigualdades de gênero. Em alusão ao mês da mulher, o Sindicado dos Trabalhadores da Fiocruz no Amazonas (ASFOC/AM) promoveu na última quinta-feira, 15/3, o evento “Entre Mulheres”, reunindo pesquisadoras, bolsistas, técnicas e colaboradoras do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A programação teve início com a apresentação do grupo Maracatu Baque Mulher, um grupo de Maracatu de baque Virado, formado somente por mulheres batuqueiras. Fundado em 2016, o grupo ressalta o empoderamento de mulheres cis e trans, prezando pela sororidade, afirmando que as mulheres exibem perfeita condições instrumentais para tocar tambores, e que o fazem com maestria.

O Maracatu Baque Mulher está empenhado com a difusão da cultura afro-brasileira, manutenção e preservação dos saberes tradicionais, igualdade social, igualdade de gênero e racial. Durante a apresentação, Carla De Paula, integrante do grupo e bolsista da Instituição, relembrou a frase de sua autoria, vencedora do concurso cultural que selecionou mensagens sobre empoderamento, para compor a Homenagem da Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pelo Dia Internacional da Mulher.

A seleção foi feita pela Campanha do Dia Internacional da Mulher, promovida pela Coordenação de Comunicação Social da Presidência (CCS), com apoio da Editora Fiocruz. A campanha lançou a seguinte pergunta: O que você faz para se empoderar ou empoderar as mulheres ao seu redor? “Acolho as outras mulheres como irmãs, amigas e companheiras. Empoderar-se e empoderar é fortalecer o protagonismo feminino perante à sociedade. Empoderamento é autoconhecimento”, enfatizou Carla.

HOMENAGEM

Na oportunidade, as mulheres da Fiocruz Amazônia juntamente ao diretor, Sérgio Luz, prestaram homenagens à vereadora Marielle Franco, assassinada em seu carro, com o motorista Anderson Pedro Gomes, na quarta-feira (14), na Zona Norte do Rio de Janeiro. “Nos unimos a essas manifestações que estão ocorrendo, devido ao assassinato da Marielle, uma pessoa que tinha ligação direta com a área de ensino da Fiocruz. É com muito pesar que hoje estamos prestando essa homenagem, tentando nos unir aos diversos atos que estão acontecendo pelo Brasil inteiro e pelo mundo”, pontuou Sérgio Luz.

Vereadora do PSOL, mulher, negra, nascida e criada na Maré, ativista dos Direitos Humanos, Marielle era grande parceira e colaboradora da Fiocruz. No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, durante a abertura do ano letivo da Fundação, com o tema Olhares femininos no cárcere, Marielle falou sobre a garantia dos direitos, especialmente das mulheres negras, na sociedade brasileira.

RODA DE CONVERSA

Mediada pela pesquisadora Muriel Saragoussi, socioambientalista e bolsista do Instituto, a roda de conversa: “O empoderamento feminino na sociedade contemporânea” trouxe para o centro do debate o empoderamento das mulheres e suas jornadas nas diversas áreas de atuação profissional, incluindo o campo da pesquisa científica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

 

 

 

Curso de especialização inicia módulo Vigilância Epidemiológica II, na próxima semana, em Tabatinga

De 19 a 24 de março será realizado em Tabatinga (AM), o quinto módulo do Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A disciplina Vigilância Epidemiológica II será ministrada pelos professores Antonio José Costa e Cecília Carmen Nicolai. O objetivo deste módulo é identificar a produção e distribuição de agravos relevantes no território; compreender,  acessar e extrair informações dos sistemas de dados em saúde; efetuar registros, notificações e monitoramento de casos no nível local; manejar indicadores epidemiológicos habilitando-se a construir perfis epidemiológicos capazes de orientar a tomada de decisão no âmbito da unidade básica; e dominar técnicas de espacialização de agravos em saúde no território, sob responsabilidade sanitária da equipe para a identificação de áreas prioritárias de ação.

A Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões iniciou no dia 23/10/2017, com alunos do Brasil, Peru e Colômbia. O curso é resultado de parceria com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Assessoria de Assuntos Internacionais, do Ministério da Saúde (Aisa-MS), Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do MS, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga), Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi/MS) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Durante a disciplina serão apresentados os  Sistemas de informação em saúde: tipos, propósitos e aplicações no diagnóstico de saúde da população adstrita às unidades básicas de saúde; sistemas de vigilância epidemiológica: tipos, propósitos e características; diagnóstico da saúde da população residente na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru, incluindo as principais doenças transmissíveis, condições crônicas e agravos não transmissíveis, causas externas e vigilância de agravos em grupos populacionais específicos: doenças diarreicas na infância e óbitos materno e infantil; introdução à investigação de surtos e epidemias: propósitos, etapas e operacionalização; métodos e técnicas básicas de espacialização para monitoramento de agravos e situações de risco no território.

As aulas são ministradas no campus Tabatinga, na sede do Ifam.

Para outras informações sobre o curso, clique.

SOBRE OS PROFESSORES

Antonio José Leal Costa – graduado em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), possui residência médica em Medicina Preventiva e Social pela UFF, mestre em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como médico sanitarista nas secretarias municipais de saúde de Niterói e do Rio de Janeiro (RJ). Atualmente é professor associado III do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC) e do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina (DMP/FM) da UFRJ, onde atua como membro dos corpos docentes dos cursos de graduação em Medicina e em Saúde Coletiva, do Curso de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva e do Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: indicadores de saúde e qualidade de vida, vigilância epidemiológica das doenças transmissíveis e epidemiologia materno-infantil. Pesquisador bolsista da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) nos triênios 2009/2011 e 2012/2014,  e diretor do IESC/UFRJ desde de 2015.

Cecília Carmen Nicolai – graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Residência Médica em Medicina Preventiva e Social Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e Especialização em Epidemiologia para Gerentes de Saúde Pública – Johns Hopkins School of Public Health e Organização Panamericana. Mestrado em Saúde Coletiva – IESC/UFRJ. Foi responsável pela Vigilância Epidemiológica da Prefeitura da Cidade do Rio e Janeiro, com atuação destacada na área de controle e prevenção do dengue. Atualmente, exerce o cargo de médica em Saúde Pública na Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Marlúcia Seixas

2ª Republicação de Chamada Pública: mestrado acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia  

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) anuncia a 2ª Republicação da Chamada Pública Nº 001/2018, com alterações no item 2, referentes a inscrição no processo seletivo para o curso de mestrado acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Para a republicação acesse http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 10 de setembro deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Além disso, o PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes