Arquivo da Categoria: Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia conclui o primeiro sequenciamento do SARS-CoV-2  da região Norte

O primeiro  sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi  concluído por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).  O resultado contribui  para a ampliação do  conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19.

O sequenciamento que foi feito pelo pesquisador Felipe Naveca e sua equipe, a partir de amostra de paciente do Amazonas, soma-se a outras iniciativas de genômica no país e no mundo.

Pesquisador Felipe Naveca. Foto: Eduardo Gomes

 “As análises iniciais mostraram nove mutações em relação à amostra original de Wuhan na China. Queremos entender se existe relação dessas variações no genoma viral no desfecho da infecção”, explica o pesquisador, ao acrescentar que os estudos continuam para sequenciar outras amostras.

Segundo ele, o sequenciamento do genoma da amostra do Amazonas já  pode ser comparado com outros que circulam no Brasil e no mundo para identificar se existe um marcador de piora ou de melhora do quadro, além de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina ou medicamento contra o  vírus SARS-CoV-2 .

O pesquisador reforça a importância da ciência e do apoio a estudos sobre o coronavírus e lembra que o sequenciamento de vírus é uma das atribuições da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam), que é apoiada pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam).

Para mais informações sobre coronavírus  acesse https://portal.fiocruz.br/coronavirus

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Resultado do Mestrado Profissional em Saúde da Família

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde), divulga o resultado da 3ª etapa: Análise curricular, análise de carta de intenção e prova oral da Chamada de Seleção Pública nº 01/2019PROFSAUDE/MPSF.

 O resultado está disponível na Plataforma Siga da Fiocruz, em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=126

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/MPSF tem oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

ASCOM – ILMD/Fiocruz Amazônia

Aulas do Projeto QualificaSUS estão suspensas

A Vice-Diretoria de  Ensino, Informação e Comunicação do Instituto Leônidas e Maria Deane (VDEIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) informam que, como medida protetiva e respeitando as recomendações governamentais para prevenção ao novo coronavírus (Covid-19), estão suspensas as aulas de todos os cursos do Projeto QualificaSUS.

Comunicam ainda que o Projeto voltará à normalidade de suas ações de educação, quando as autoridades governamentais recomendarem a retomada desse tipo de atividade.

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado profissional  que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos são ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com apoio de emenda da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

ILMD 2020-03-18 20:01:21

NOTA OFICIAL

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) esclarece que a unidade da Fiocruz no Amazonas não oferece serviço de atendimento e assistência, e assim não realiza diagnósticos laboratoriais de rotina.

O ILMD/Fiocruz Amazônia atua especialmente no ensino e na pesquisa. No campo da pesquisa, a Unidade desenvolve projetos tecnológicos e de inovação dos quais destaca o desenvolvimento de dispositivos de diagnósticos, testes diagnósticos, e genômica.

A Instituição faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Ministério da Saúde (MS). Em nível local, colabora com atividades da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam), da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM) e do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM). Além disso, ainda atua na capacitação e colaboração científica nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública dos estados de Mato Grosso do Sul e Roraima.

O conhecimento sobre a epidemiologia do SARS-Cov-2 e o quadro clínico observado na Covid-19, está cercado por perguntas para as quais os pesquisadores buscam respostas e soluções para salvar vidas e proteger a sociedade.

A pesquisa está no DNA da Fiocruz há 120 anos e no ILMD/Fiocruz Amazônia não é diferente.

A Direção.

NOTA OFICIAL

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) esclarece que a Fiocruz atua em consonância com o  Ministério da Saúde (MS), com a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam), com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM) e com o Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) nos assuntos que dizem respeito ao novo coronavírus (Covid-19). Neste sentido, informa que o anúncio de casos da doença no Amazonas é feito única e exclusivamente pelos órgãos competentes: FVS-AM e Susam.

Desde janeiro de 2020, a Fiocruz participa do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE-Covid-19), que tem o objetivo de nortear uma atuação do MS na resposta às emergências de saúde pública, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Dados atualizados sobre a situação, definição e número de casos da doença no país podem ser consultados na Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde do MS, em http://plataforma.saude.gov.br

A Direção.

Fiocruz lança Plano de Contingência para Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou, nesta sexta-feira (13/3), o seu Plano de Contingência diante da pandemia do novo coronavíus (Covid-19). O documento é um conjunto de orientações, recomendações e medidas para garantir o pleno funcionamento da instituição e a proteção dos trabalhadores, estudantes, pacientes e demais frequentadores dos campi da Fundação em todo o país.

Disponível no Portal Fiocruz, o Plano traz orientações de ordem prática, que vão desde medidas de prevenção individual a proteção nos ambientes de trabalho, até recomendações sobre viagens e realização de eventos. Trata também de procedimentos nos casos de trabalhadores e estudantes com sintomas de doenças respiratórias, fluxo e comunicação entre os setores e manejo de casos suspeitos e confirmados.

O Plano será permanentemente atualizado, de acordo com o estágio da pandemia. Elaborado por um comitê dedicado de especialistas de várias unidades e áreas, sob a orientação da Coordenação de Vigilância e Laboratórios de Referência da Fundação, o documento segue os princípios de planos elaborados e colocados em prática por instituições internacionais que já passaram primeiro pela experiência.

COMPROMISSO

“A minha saúde é a saúde do outro. O compromisso de todos é fundamental”, afirmou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. “Não adianta uma norma se não houver uma cultura na instituição. A gente não está protegendo só a nossa saúde, está protegendo a saúde coletiva”, disse. A presidente destacou a recomendação de evitar concentrações de pessoas e restringir viagens. “Independentemente de eu ter boa saúde, tenho que evitar circular para não ser um agente de transmissão”.

A pandemia do novo coronavírus e o Plano de Contingência foram tema de debate na instituição durante a manhã, no programa on-line Sexta de Conversa. O programa, voltado para o público interno, foi criado pela Presidência para ampliar os canais de diálogo e participação dos trabalhadores na gestão da Fiocruz. Mensalmente, a presidente fala sobre vários temas e responde a perguntas via chat.

Como medida coletiva de prevenção e proteção diante da pandemia, a participação presencial foi suspensa nesta edição. Para a discussão (13/3), Nísia Trindade Lima convidou a chefe do laboratório de Vírus respiratório e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Marilda Siqueira; a diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Valdiléa Veloso; e o vice-diretor de Serviços Clínicos do INI/Fiocruz, Estevão Portela Nunes.

INFORMAÇÃO CONFIÁVEL

Marilda Siqueira ressaltou a importância da comunicação no quadro atual. “Estamos em um momento em que a comunicação é essencial – clara, transparente e responsável”, afirmou. “Quer saber o que está acontecendo? Entre em um site confiável. Ninguém vai lucrar com a quantidade de fake news que temos por aí”, disse. A virologista ressaltou a importância da previsão de outras doenças e d os adultos manterem sua carteira de vacinação atualizada.

“Não temos uma vacina para o coronavírus, provavelmente não vamos ter em menos de um ano pelo menos. A Organização Mundial da Saúde [OMS] já identificou 20 empresas trabalhando nisso, mas até chegar à população, demora”, informou. “A vacina de Influenza não protege contra o coronavírus, mas é importante que os grupos contemplados tomem, porque é uma infecção respiratória a menos. Tem que ser tomada anualmente”, explicou. “Essa gripe é uma doença que nos debilita muito. O vírus já está circulando e os picos da doença são em abril e junho”.

ASSISTÊNCIA

Estevão Portela Nunes reafirmou a importância da informação confiável para a população e fez um panorama da situação. “Não é a primeira vez que estamos passando por isso e certamente não será a última. Pela forma como o mundo é articulado, viroses emergentes e reemergentes surgem periodicamente. Cabe sempre reflexão para que a gente saia disso com algum legado´”, disse.

“A Fiocruz tem um histórico de enfrentamento. Dentro do INI, temos um trabalho nas linhas de pesquisa, mas também um trabalho de fortalecimento do SUS”, destacou. “Quando chegam ameaças assim, a nossa preocupação é com as pessoas mais vulneráveis, seja pela questão social, seja pela da idade. É nosso trabalho ajudar e fortalecer a atuação nesse segmento”, afirmou Estevão.

A diretora do INI alertou para que se evite o pânico. “Nós temos trabalhado reunindo informações e conhecimento, a partir dos casos ocorridos na China, para montar protocolos e planejar como vamos atender nossos pacientes e como trabalhar com a rede para gerar conhecimento”, contou Valdilea Veloso.

O INI é hospital referenciado para internações no caso de coronavírus, onde são atendidos pacientes encaminhados pela rede de postos de saúde. “Temos uma interação com os hospitais que trabalharam com a gente no surto da febre amarela. Com eles nós estamos estruturando uma colaboração para que nós possamos gerar rapidamente informações sobre manejo e tratamento de pacientes do coronavírus”, afirmou Valdilea.

RECOMENDAÇÕES

De acordo com o médico infectologista Estevão Portela Nunes, as pessoas com sintomas de gripe que estejam bem – não tenham outras patologias que tragam risco para uma evolução grave da doença – devem ficar em casa. “Não há tratamento específico, ele é apenas sintomático. O melhor tratamento, como a presidente Nísia falou, é não se locomover”, disse.

Máscaras devem ser usadas apenas por pacientes que estão com sintomas respiratórios e precisam sair de casa. “Se não tiverem máscara, assim que chegarem ao serviço de saúde, devem se identificar como sintomáticos de doenças respiratórias para então receberem uma máscara”, explicou Estevão. Ele alertou para que as pessoas sem sintomas não usarem máscaras. “Os assintomáticos vão utilizar a máscara de forma inadequada e vão acabar desabastecendo os estoques para quem de fato precisa. Isso precisa ser falado. Não temos estoques infinitos de todos esses insumos”, destacou.

O médico reiterou o papel da Fiocruz na assistência. “O INI é referência para internação. O acesso inicial, a porta de entrada, é a rede básica. É assim que foi estruturado o atendimento e é importante para que possa funcionar adequadamente. Atendemos pacientes imunodeprimidos, pacientes graves”, afirmou. “A gente está fortalecendo a nossa articulação com a rede. Assim é a filosofia do SUS, trabalhamos de forma articulada”.

VALOR DO SERVIÇO PÚBLICO

A presidente fechou sua participação no programa destacando o papel das instituições públicas. “É um momento muito importante para que os servidores públicos mostrem o seu valor para a sociedade”, afirmou a Nísia Trindade Lima. “Temos que mostrar à sociedade como somos imprescindíveis. Sem a Fiocruz, não haveria diagnóstico. Sem a Fiocruz e a rede que trabalha pesquisa clínica no Brasil, não haveria uma resposta adequada a esse momento que vivemos”, disse.

O trabalho das duas cientistas brasileiras que lideraram o sequenciamento do novo coronavírus, divulgando sequência completa do genoma viral apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso da doença no Brasil, foi destacado pela presidente. O estudo foi conduzido por Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP), e Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na USP, ao lado de outros pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz (IAL), da Universidade de Oxford e do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT/USP).

“A epidemia nos traz ensinamentos. É o momento de reforçar o papel das instituições públicas”, concluiu Nísia Trindade Lima.

 Agência Fiocruz de Notícias, por Claudia Lima
*Colaboraram Erika Farias e Leonardo Azevedo

Fiocruz Amazônia discute os impactos da Ciência Aberta na Região Norte

Você sabe o que é Ciência Aberta? Uma prática científica em que a partilha, colaboração e contribuição são os pontos fundamentais da pesquisa, bem como os dados de investigação e notas laboratoriais compartilhados entre a comunidade científica, a sociedade e as empresas.

Para falar mais sobre essa nova forma de fazer ciência, ocorreu nesta sexta-feira, 13/3, a palestra “Ciência aberta e a comunicação científica”, ministrada por Célia Regina Simonetti Barbalho, promovida pelo Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A palestra teve como um dos principais tópicos, os impactos da Ciência Aberta na Região Norte do Brasil, além de ressaltar os elementos conectores e os panoramas da implantação dos repositórios digitais.

Célia Regina reforça sobre a resistência dos pesquisadores quanto à abertura dos dados científicos para a comunidade em geral. “A comunidade científica mundial vem trabalhando sobre a ciência aberta há muitos anos. O primeiro registro é em 2001. É importante que a gente lembre que a ciência, quando é produzida especialmente com recurso público, precisa ser pública e ser dada ao público, para que ele tenha acesso aquilo que está sendo produzido, aquilo que a gente vem chamando de uma ciência cidadã, que possa construir efetivamente uma cidadania, para aqueles que tem efetivamente financiado essa ciência”.

SOBRE A PALESTRANTE

Professora titular da Ufam, Célia é graduada em Biblioteconomia pela Ufam, mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 Atualmente realiza Estágio Pós-Doutoral no Programa em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, ponto focal da Universidade de Federal do Rio de Janeiro.

Possui experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em gestão de unidades de informação, gestão da informação e do conhecimento, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino superior, qualidade, biblioteconomia, competências profissionais, propriedade intelectual e planejamento estratégico.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Foto: Eduardo Gomes

Feira de Produtos Orgânicos estimula alimentação livre de agrotóxicos

Manter uma alimentação saudável é importante para a correta funcionalidade do corpo humano. A escolha de alimentos saudáveis é um importante gancho para uma população mais ativa, com mais nutrientes no organismo e com menos riscos de ter doenças, como diabetes e hipertensão. Mamão, couve, beterraba, frutas e alguns legumes orgânicos são substituídos por alimentos industrializados.

Como uma alternativa para estimular o consumo de plantas alimentícias não-convencionais (Pancs), o Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou hoje, 12/3, mais uma edição da Feira de Produtos Orgânicos.

A Feira é coordenada pelo LTASS, em parceria com a Rede Maniva de Agroecologia do Amazonas (REMA), a Coordenação Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma), com apoio da coordenação regional do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-AM).

A atividade visa sensibilizar trabalhadores da Fiocruz Amazônia e comunidade do entorno, para a importância da adoção de uma dieta livre de agrotóxicos. “É uma feirinha agroecológica, porque ela tem adubos orgânicos, é composta de agricultores, que realmente plantam, trazem os alimentos e colhem horas antes, para trazê-los ainda frescos. A diferença desses alimentos para qualquer um outro, além de saudáveis, é que ele tem muito mais durabilidade”, comentou Rejane Marques, Assistente de Gestão da Obsma.

O pesquisador e um dos coordenadores do atividade, Marcílio Medeiros, reforça a mudança do comportamento das pessoas com a propagação de mais feiras de produtos orgânicos na cidade, estimulando o consumo responsável dos manauaras.  “A produção orgânica, por meio da agroecologia, que se preocupa também com a qualidade de vida e a saúde dos trabalhadores. Uma forma de apresentar à sociedade uma outra maneira de consumir, mas também saberem que essa produção vem de um local, onde moram pessoas trabalhadoras, que tem um convívio com o ambiente rural, de forma saudável, e que produzem para atender as necessidades das populações urbanas.”

SOBRE ORGÂNICOS

Os produtos orgânicos são cultivados sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos. São considerados produtos limpos e saudáveis e que respeitam o meio ambiente e contribuem para a preservação dos recursos naturais.

A FEIRA

Participam da Feira de Produtos Orgânicos, agricultores da Associação dos Agricultores São Francisco de Assis – Ramal da Cachoeira, entidade ligada à Rede Maniva de Agroecologia do Amazonas (Rema).

Dentre os produtos agrícolas orgânicos comercializados estão hortaliças, frutos regionais de época, plantas medicinais e plantas comestíveis não convencionais, entre outros. Artesanato, alimentos feitos a partir de produtos orgânicos e mudas de plantas também estão na feira.

A próxima edição da Feira acontecerá no dia 16/4, na Rua Teresina, 476, Adrianópolis. Venha conferir!

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Foto: Eduardo Gomes

Palestra sobre coronavírus reúne 150 pessoas na Fiocruz Amazônia

Aproximadamente 150 pessoas, entre profissionais de saúde, estudantes, pesquisadores e público em geral compareceram a palestra “COVID-19: situação atual e perspectivas”, na última sexta-feira, 6/3, promovida pelo Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A palestra foi ministrada pelo médico Bernardino Claudio de Albuquerque, professor assistente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), pesquisador adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), pesquisador visitante sênior e coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde do ILMD/Fiocruz Amazônia, que acontece no município de Tefé (AM).

Para o pesquisador e Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, a iniciativa de debater temas de interesse popular vai de encontro ao compromisso da Instituição. “A gente está mostrando o nosso trabalho. A população está preocupada, está vindo atrás dessa informação. Todo mundo está falando de coronavírus. É um papel nosso, é um compromisso nosso levar essa informação para a população”, destacou.

O debate abordou a situação epidemiológica no mundo e no Brasil, a produção do conhecimento e aspectos relacionados a prevenção e controle do novo coronavírus. Para responder alguns questionamentos do público, Bernardino falou ainda sobre algumas orientações do Ministério da Saúde para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus.

Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Loren Anselmo, professora de Epidemiologia, da Universidade Paulista (Unip) programou uma aula diferente, trazendo os alunos para conhecerem a instituição e participar da atividade. “A proposta era trazer os alunos para um Instituto de pesquisa e fazer com que eles ouvissem de uma pessoa muito experiente na área de controle epidemiológico, notícias reais e não aquelas que são muito veiculadas. Inclusive, foi enfatizado durante a palestra de hoje, o combate às fake news, informações exageradas. Trazer os alunos para uma conversa real sobre a epidemiologia que tanto se altera, muitas vezes da noite para o dia, foi muito relevante. Eles ficaram muito felizes em participar, principalmente com a apresentação do brilhante Dr. Bernardino, que tanto contribuiu”, relatou.

Em entrevista, Priscila Aquino, pesquisadora e coordenadora do Centro de Estudos avaliou a atividade de forma muito positiva. “Foi algo realmente super relevante para a Instituição e para o Centro de Estudos. Isso nos deixa muito felizes, enquanto coordenação, até mesmo para pensar nas próximas edições, pois a gente está conseguindo chegar em público maior e divulgar um pouco mais temas de relevância para a saúde, para a população em geral, para que a comunidade tenha acesso a essas e outras informações”, pontuou.

SOBRE O PALESTRANTE

Bernardino é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, especialista em Medicina do Trabalho pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e em Auditoria em Serviços de Saúde e Mestre em Medicina (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Atualmente, é professor assistente IIV na Ufam, Pesquisador Adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, que acontece no município de Tefé.

Possui experiência na área de Medicina, com ênfase em Doenças Infecciosas e Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: Doenças Endêmicas da Amazônia, Controle e Epidemiologia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Ciência aberta e comunicação científica serão pautas do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

Na próxima sexta-feira, 13/3, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Ciência aberta e a comunicação científica”, a ser ministrada por Célia Regina Simonetti Barbalho, professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Segunda a pesquisadora, a palestra objetiva caracterizar os aspectos que envolvem a ciência aberta, destacando suas motivações e trajetória, as quais estão configurando um novo modelo de divulgação da comunicação científica. Além disso, irá destacar o papel protagonista do pesquisador neste contexto, e as implicações e impactos deste processo no fazer científico.

Clique Aqui para se inscrever

Interessados em participar devem preencher o formulário de inscrição, no Campus Virtual da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A apresentação ocorrerá na sala de aula 02, prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Professora titular da Ufam, Célia é graduada em Biblioteconomia pela Ufam, mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 Atualmente realiza Estágio Pós-Doutoral no Programa em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, ponto focal da Universidade de Federal do Rio de Janeiro.

Possui experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em gestão de unidades de informação, gestão da informação e do conhecimento, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino superior, qualidade, biblioteconomia, competências profissionais, propriedade intelectual e planejamento estratégico.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes