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Fapeam divulga resultado preliminar da Fase I do Centelha Amazonas

 

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou nesta sexta-feira (17/1)  o resultado preliminar das ideias inovadoras- Fase I submetidas ao Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Centelha Amazonas), edital N° 011/2019. Foram 964 propostas avaliadas de 35 municípios do Amazonas. Nesta etapa, 200 ideias foram aprovadas para a fase II, que consiste no Projeto de Empreendimento.

Lançado no mês de agosto de 2019, o Programa Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Amazonas, oferecendo capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso.

O Programa conta com investimento de R$ 1.820.000,00 (um milhão oitocentos e vinte mil reais), os recursos disponibilizados serão destinados à subvenção econômica (recursos não reembolsáveis) para o apoio de até 28 projetos de inovação, no valor unitário de até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais).

Fase II

Para a Fase II as principais dimensões a serem apresentadas pelos proponentes são: equipe, produto, tecnologia, mercado, capital e gestão. É quando os proponentes farão os detalhamentos das propostas submetidas na fase anterior, agora com foco na viabilidade e no desenvolvimento do empreendimento.

Vale destacar que o prazo limite para interposição de recursos administrativos na Fase I é no período de 20 de janeiro a 3 de fevereiro.

Programa Centelha

O Programa Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa é executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Acesse o Resultado Preliminar das Ideias Inovadoras Fase I- Centelha l AM

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Pesquisadores desenvolvem células solares empregando pigmentos vegetais do Amazonas

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Pesquisadores pretendem produzir energia elétrica utilizando células solares desenvolvidas a partir de pigmentos vegetais extraídos de plantas Amazônicas como, o bujuju, o açaí, o urucum, o jenipapo, a murtinha e o crajiru. Trata-se de uma solução alternativa de baixo custo para a geração de eletricidade com aplicabilidade de materiais orgânicos como fontes renováveis de energia.

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Estudo foi apoiado pela Fapeam, por meio do Universal AM

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), os pesquisadores desenvolvem células solares fotossensibilizadas por corantes vegetais, baseadas no modelo concebido por Michael Grätzel, no entanto, estas células fazem uso de pigmentos naturais que substitui os custosos corantes sintéticos a base de metais pesados.

Estas células possuem um arranjo estrutural muito simples, condicionadas a um foto-anodo (FTO/TiO2/corante), eletrólito e contra eletrodo. A célula é fechada na conformação similar a um sanduíche, intermediado pelo par redox (eletrólito). Os parâmetros elétricos são obtidos medindo a curva I-V (corrente-tensão).

O projeto “Desenvolvimento de células solares empregando pigmentos vegetais de plantas do Amazonas” foi desenvolvido no Laboratório de Bioeletrônica e Eletroanálises (Label) da Central Analítica (CA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, amparado pelo Programa Universal Amazonas, Edital Nº 030/2013.

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Coordenador do projeto, Walter Ricardo Brito.

Para o coordenador do projeto, Walter Ricardo Brito, o aproveitamento da energia solar é uma das alternativas mais promissoras diante de outras fontes como, por exemplo, a hidrelétrica. Além disso, a pesquisa pretende mostrar o potencial do capital científico-tecnológico que a Região possui e, que possibilita desenvolver pesquisas nas áreas de produção de energia a partir de tecnologias de última geração.

“Também será possível a prospecção e seleção de materiais e pigmentos vegetais do Amazonas para aplicar em sistemas sustentáveis de geração de energia”, disse.

A limitação dos recursos energéticos na natureza, o aumento do consumo de energia e o aumento da conscientização para a conservação do meio ambiente favorecem a pesquisa e o desenvolvimento em sistemas de células solares, especialmente em regiões como a Amazônia.

Comunidades isoladas

As novas células solares sensibilizadas por corantes podem ser utilizadas por meio de diferentes tecnologias, principalmente o sistema fotovoltaico, ou seja, painéis solares que captam a luz do sol e a transformam em energia elétrica.

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Pigmentos vegetais extraídos de plantas Amazônicas

No que se refere às comunidades isoladas, a nova geração de painéis solares será uma das opções tecnológicas que permitirá a inclusão da população sem acesso à eletricidade, bem como, potenciar a Bioeconomia através de uma exploração sustentável dos recursos naturais que a Floresta Amazônica oferece.

Esses sistemas estão entre os mais promissores para a redução do consumo de energia gerada a partir de combustíveis fósseis e, de outros fatores negativos, ao mesmo tempo em que oferecem oportunidades para o desenvolvimento e o crescimento econômico da Região. 

Universal Amazonas

O objetivo do Programa Universal Amazonas é financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do  Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no Estado.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Campanha Janeiro Branco enfatiza a importância dos cuidados com a saúde mental

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A Campanha Janeiro Branco tem como principal objetivo discutir a saúde mental. A escolha do primeiro mês do ano foi pensada porque normalmente, o início do ano, costuma ser um período de reflexão sobre o desejo tanto de cumprir metas quanto repensar as metas que não foram alcançadas no ano anterior como, por exemplo, cuidar da saúde e melhorar o estilo de vida.

Para falar sobre o assunto o Portal da Fapeam conversou com o médico psiquiatra, Rozenval Levinthal. Boa leitura!

 Fapeam: Qual o principal objetivo da Campanha Janeiro Branco?

Rozenval Levinthal: É alertar, dar visibilidade e conscientizar a sociedade sobre as questões relativas à saúde mental e, o impacto dessas questões na vida cotidiana das pessoas. Até bem pouco tempo a saúde mental era relegada a último plano como uma doença silenciosa, em que as pessoas sofriam e eram praticamente invisíveis. Com a mobilização, especialmente dos profissionais da área de saúde mental (psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e etc.), a situação veio à tona e, hoje a doença mental é muito mais discutida e valorizada que algum tempo atrás. Estamos saindo dessa área de invisibilidade e nos tornando mais visíveis. A prevalência das doenças mentais está aumentando muito, aliás, as doenças e os transtornos mentais serão considerados na próxima década como os males mais prevalentes do ser humano.

Fapeam: Por que as doenças mentais serão mais prevalentes?

R.L: Um das causas é principalmente porque melhoraram as condições de diagnóstico. Hoje, as pessoas procuram mais os serviços de atendimento, não têm tanta vergonha de se expor e buscarem tratamento. A outra causa são as condições de vida, trabalho e pressão social que se tornaram maiores atualmente. As pessoas estudam, trabalham, têm que sustentar a família, tem a questão dos relacionamentos e, tudo isso gera muita pressão social. As pessoas são muito mais cobradas e, muitas vezes elas não têm mecanismos compensatórios e, acabam desenvolvendo a doença ou o transtorno mental.

Fapeam: O que são esses mecanismos compensatórios?

R.L: São processos mentais que a maioria das pessoas tem para evitar o adoecimento. A resiliência, por exemplo, que é capacidade de resistir às pressões e, se manter ativo apesar das contrariedades, isso varia muito de pessoa para pessoa. Por exemplo têm pessoas com mais facilidade para superar problemas até mesmo sem ajuda, outras pessoas adoecem mais facilmente. Isso, provavelmente é devido a questões genéticas, a vulnerabilidades sociais, questões relacionadas à infância, relações sociais desde o nascimento, se houve traumas. Na verdade é uma questão muito complexa, mas o fato é que algumas pessoas têm mais susceptibilidade ao adoecimento mental que outras, especialmente se ela já tem componentes genéticos e históricos de doença mental na família.   

Fapeam: Quais são as doenças mentais?

R.L: Primeiro é preciso fazer uma diferença entre doença mental e o transtorno mental. O conceito em si de doença significa uma patologia, nesse caso, uma alteração na saúde mental. Podemos citar alguns exemplos de doenças mentais: transtorno bipolar, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do estresse pós-traumático e a esquizofrenia, esta última é uma doença mental que tem causas e sintomas bem conhecidos e estabelecidos. Nós conhecemos os fatores que levam a essa doença, como a história genética, sinais, sintomas e tratamento. Por isso, hoje o diagnóstico de esquizofrenia é muito mais seguro e, dependendo do grau da doença: leve, moderado ou grave ela pode ser incapacitante para o paciente. A doença mental uma vez estabelecida, na maioria das vezes é incisiva, discriminatória e incapacitante, tem o tratamento, mas não tem cura. Já o transtorno mental, geralmente, tem uma incidência menos incapacitante e, é uma alteração que pode ou não ser passageira, é normalmente pontual como, por exemplo, transtorno de ansiedade que pode está relacionado a certo episódio na vida de uma pessoa e, que causa sofrimento mental. Após o tratamento medicamentoso ou psicoterápico, geralmente, a pessoa tem cura, outras vezes o transtorno persiste por mais tempo. Mas tanto as doenças quanto os transtornos mentais levam a pessoa ao sofrimento.

Fapeam: Por que a escolha do mês de janeiro para tratar sobre saúde mental?

R.L: Normalmente como é o início do ano as pessoas se propõem a cumprir metas e, dentre essas metas está geralmente cuidar da saúde e melhorar o estilo de vida. Quando vira o ano é uma nova oportunidade de vida, das pessoas reverem as suas prioridades na tentativa de fazer com que elas priorizem a saúde mental. Então, a campanha é para conscientizar e aproveitar essa empolgação e motivação das pessoas para correr atrás do tratamento. A cor branca é significativa porque ela expressa uma folha em branco para você reescrever a sua vida, uma oportunidade de repensar, de mudar a sua trajetória, de mudar o seu estilo de vida. Simbolicamente entregando uma folha em branco para que você reescreva a sua história.

Fapeam: Para quem a campanha é direcionada?  

R.L: É direcionada não somente para os pacientes, mas especialmente para as pessoas que estão ao redor deles, como os familiares, os amigos e a população em geral para chamar atenção para o sofrimento muitas vezes silencioso dessas pessoas. O paciente tem vergonha, medo de falar aquilo que ele está sentindo e ser discriminado. Os próprios amigos às vezes minimizam o problema, com convites para sair, se divertir, ir a festas, isso acaba oprimindo a pessoa que está em sofrimento de modo que ela tende muitas vezes a acreditar que isso é passageiro e vai retardando o diagnóstico e o tratamento.   

Fapeam: Em que momento se deve começar a preocupação e a cuidar da saúde mental?

R.L: Todos nós deveríamos ser estimulados a fazer uma avaliação sobre nossas condições psicológicas, especialmente, os profissionais que lidam com a saúde mental (psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e etc). O trabalho dessas pessoas é muito estressante porque exige muita dedicação ao lidar com o sofrimento crônico de outras pessoas. Nós que somos trabalhadores da saúde mental precisamos parar e olhar para a nossa vida e ver o que nós estamos fazendo, tendo jornadas estressantes, plantões em cima de plantões, isso acaba adoecendo os profissionais da saúde mental. Então para essas pessoas especificamente é preciso começar a se questionar e muitas vezes consultar outro profissional.

Fapeam: Qual a importância dessa conscientização?

R.L: A maioria das pessoas ao tratar o assunto acaba minimizando, ou seja, as pessoas não priorizam o atendimento à saúde mental, às vezes só buscam tratamento quando o quadro já está estabelecido, esquecem fundamentalmente a prevenção que na maioria das vezes é relativamente simples. Quando a pessoa começa a sinalizar um problema é o momento da pessoa parar e buscar ajuda, ou pelo menos, procurar olhar para dentro de si e projetar as perspectivas, será se eu tenho condições de melhorar a minha vida, será se isso não vai causar problemas no futuro?

Fapeam: Onde se deve procurar ajuda especializada para que se defina a melhor rota terapêutica?

R.L: Unidades Básicas de Saúde (UBS) Unidade de Saúde da Família, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Policlínicas e Hospital Psiquiátrico Eduardo que atende casos de urgência e emergência.   

 Por: Helen de Melo

 

 

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Música auxilia na aprendizagem da língua inglesa em Manaus

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Projeto foi desenvolvido com apoio da Fapeam

Quem não gosta de ouvir a canção favorita? Seja para cantar, dançar, refletir, relaxar ou até mesmo para praticar alguma atividade física. A música é universal e possui diferentes ritmos e línguas. Em Manaus, a música também tem sido usada como instrumento inclusivo no ensino da língua inglesa, por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N° 003/2019, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O projeto desenvolvido com 41 alunos do 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Waldir Garcia, zona centro-sul, foi coordenado pela professora, Luana Camila Lima, que buscou trazer novas metodologias para facilitar o aprendizado da língua, além de buscar a inclusão dos estudantes refugiados (haitianos e venezuelanos), bem como os estudantes brasileiros com dificuldade de aprendizagem no ensino da língua inglesa.

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Segundo a professora, o projeto ajudou a melhorar a questão de aquisição de vocabulário, pronúncia das habilidades como leitura, escrita e também a postura no ato do canto e a expressão corporal.

“Espero que essa iniciativa não pare por aqui, que possamos continuar para atingir mais crianças, e que elas vejam que é possível aprender outro idioma de forma prazerosa e dinâmica, não sendo algo cansativo, mas sim algo que elas possam desenvolver de forma agradável”, relata.

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Projeto foi realizado por meio do PCE

Para a estudante do 5º ano e integrante do coral, Maria Luíza Nascimento, o projeto ajudou no seu desenvolvimento de aprendizagem do inglês. “Eu acho muito legal poder participar desse projeto, o coral me ajudou a desenvolver melhor a pronúncia do inglês, antes eu não sabia falar quase nada em inglês agora já aprendi muitas coisas. O coral me ajudou bastante.”

Esta é a primeira vez que a professora participa do PCE, Luana lima destaca a importância da música como uma forte aliada no ensino de outro idioma.  “Eu sempre acreditei na potência das artes, então a música vem para trabalhar justamente para que esse processo de inclusão seja mais favorável. Ela contribui muito para o processo de aprendizagem de outro idioma, ajuda a desenvolver vocabulário, a pronúncia, também tem a questão de trabalhar em grupo, a empatia, nós temos alguns alunos autistas, eles têm certa dificuldade de ter empatia com o colega então a música ajuda nesse processo”, relata.

 

Metodologia

Para o projeto as músicas foram trabalhadas de acordo com o nível de inglês de cada turma. Durante os ensaios, foram trabalhadas as habilidades de escuta, pronúncia, leitura, vocabulário e estruturas gramaticais juntamente com o conhecimento de técnicas básicas do canto (coral), que pode envolver o aquecimento prévio das vozes. A identificação dos diferentes tons e notas musicais, os ensaios também tiveram apoio técnico de estudantes do curso de Música da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que auxiliaram na questão de técnicas vocais e aquecimento.

O projeto que iniciou em julho de 2019 realizou um levantamento para saber quais estudantes tinham dificuldades de aprendizagem para analisar cada caso.

PCE

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus. O PCE é desenvolvido Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-Am) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus).

 

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Estudantes aprendem química por meio da produção de sorvetes

A aprendizagem dos conceitos de química aliada à prática é uma receita que deu certo na Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, bairro Armando Mendes, zona Leste de Manaus. A oportunidade foi possível graças ao apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N°003/2019.

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Projeto foi realizado por meio do PCE

Intitulado “Formulação de Sorvetes Caseiros como Estratégia para o Ensino de Química”, o projeto coordenado pela professora Nancy Granjeiro, deixou as aulas mais dinâmicas e fez com que os alunos tivessem mais interesse pelo conteúdo ministrado em sala de aula.

Segundo a professora, o projeto teve como objetivo popularizar a química por meio da elaboração de sorvetes, mostrando que a disciplina está presente no dia a dia das pessoas, aliando teoria e prática, e consequentemente, contribuindo para um melhor desempenho escolar.

“Sou professora de química e sempre procurei deixar as aulas mais interessantes. Como é a quarta vez que participo do PCE e, antes, já tinha feito cosméticos, óleos essenciais, pães e bolos, percebi que eles gostavam bastante da química relacionada à comida. A ideia do sorvete surgiu devido à facilidade de conseguir fazer tudo no laboratório, além do baixo custo do material para fazer o sorvete, que custa aproximadamente R$15, e todos os alunos gostam”, declarou Nancy.

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Projeto é desenvolvido com apoio da Fapeam

A professora disse ter percebido que os alunos ficam muitas vezes cansados da aula teórica. Logo no início do ano letivo, já perguntam quando serão as aulas no laboratório, a partir daí, ela procurou desenvolver o projeto de uma forma confortável, usando técnicas diferentes de preparo do sorvete. Desenvolvi o projeto no laboratório da escola e no PCE, temos três alunos bolsistas, mas procuro integrar outras turmas nessas atividades também, justamente para que fiquem mais interessados nas aulas”.

No projeto a professora utilizou duas técnicas: uma com emulsificantes (aditivos utilizados para deixar os alimentos com textura mais consistente) e, outra forma mais simples, utilizando creme de leite e leite condensado. “Começamos pelas aulas teóricas para que eles entendam o porquê de usar determinado produto e, depois, vamos para o laboratório”, acrescentou.

Para o estudante e bolsista do PCE, Romildo Parente, o projeto trouxe diversos benefícios para a turma em relação à disciplina de química, dentre eles, a interação dos alunos com o assunto abordado em sala de aula. “O projeto permitiu sair da teoria e passar para a prática, para que todos pudessem participar e entender como a química realmente funciona e que ela está presente no nosso dia a dia, como por exemplo, na formulação de sorvete caseiro”.

2019-12-27

Da escola para a comunidade

A professora comenta que o PCE  tem  contribuído para o engajamento do aluno no ambiente escolar e a inserção dos pais,  por isso, ela  pensa em  envolver os pais nas atividades. “Também queremos realizar oficinas para os pais e para a comunidade para aprenderem  e, quem sabe,  possa surgir novos empreendedores”, disse.

No dia 29/11 a escola promoveu o evento “Ciência na Praça”, na oportunidade, foram apresentados para a comunidade os resultados dos projetos de iniciação científica desenvolvidos na escola.

A docente considera a iniciação científica muito importante, principalmente porque o aluno sai com um diferencial e até  descobre qual área pretende seguir. Nancy também considera o apoio da Fapeam primordial para o incentivo à pesquisa. Nunca fiz pesquisa científica antes, só fiz depois que comecei a trabalhar na escola. Eu achava que nunca teria um projeto aprovado, mas eu submeti minha proposta e vi que sou capaz. Eu sempre digo para os alunos aproveitarem, porque na minha época não era assim, não tinha tanta oportunidade. Aproveitem as oportunidades da Fapeam”.

PCE

O Programa Ciência na Escola é uma  iniciativa da Fapeam, realizada em parceria com a Secretaria de Educação e Desporto (Seduc-AM) e Secretaria de Municipal de Educação (Semed). O programa visa à participação de professores e alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, para despertar a vocação científica e incentivar talentos.

Por: Amanda Bulcão

Fotos: Érico Xavier

Arte: Barbara Brito

 

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Fapeam reúne com pró-reitores de instituições de ensino e pesquisa do AM

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Com a finalidade de fortalecer a política de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) do Amazonas e conhecer a realidade dos Programas de Pós-Graduação (PPGs) das principais instituições de ensino e pesquisa do Estado, pró-reitores e responsáveis pelos programas apresentaram para a direção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) um prognóstico dos PPGs.

O encontrou ocorreu em dois dias, 18 e 23 de dezembro, na nova sede da Fapeam localizada na Avenida Professor Nilton Lins, 3279, Flores, zona centro-sul de Manaus.

Este é o 5º movimento promovido pela Fapeam com o objetivo de obter um diagnóstico dos PPGs, para identificar prioridades de melhorias na pós-graduação do Estado. Atualmente, o Amazonas possui 59 PPGs, que atendem a 82 cursos de mestrado e doutorado, entretanto, 86% apresentam conceitos 3 e 4.

Segundo a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, com esse diagnóstico será possível obter-se dados consolidados sobre o cenário dos PPGs no Amazonas. “Essa reunião com os representantes das instituições é para alinharmos informações necessárias que devem constar no documento que as instituições devem enviar à Fapeam no dia 6 de janeiro”.

Perales enfatizou que a construção desse diagnóstico não seria possível sem o apoio das instituições de ensino e pesquisa, considerando que cada uma tem especificidades, que precisam ser consideradas para que a política de CT&I possa reconhecê-las e trabalhar essas diversidades.

Segundo a pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Maria Paula Mourão, esse diagnóstico não é um trabalho fácil, mas é importante, pois permite às instituições fazerem um balanço de tudo que foi feito ao longo do ano e programarem as atividades e metas para o ano seguinte.

“As principais instituições de ensino e pesquisa do Amazonas conseguiram se reunir e mostrar com firmeza tudo o que foi feito e apoiado pela Fapeam, ao longo desse triênio. Essa tarefa é importante para que possamos garantir os recursos para a Amazônia, especialmente para a área de ciência e tecnologia. Temos trabalhado de forma muito consistente,  articulando com os principais atores, para que possamos conseguir apoio para a pós-graduação na Amazônia”.

Para a representante da vice-diretoria de Ensino, Informação e Comunicação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Rosana Parente, o diagnóstico institucional é importante e irá contribuir positivamente para a CT&I, principalmente para saber o que é preciso para melhorar e crescer o conceito dos cursos.

Para a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Selma Suely Baçal, “ter esse diálogo com outras pró-reitorias, juntamente com a Fapeam, é importante para ter um levantamento do cenário da pós-graduação do nosso Estado, além de pontuar políticas”, disse.

Participaram da reunião pela Fapeam, a diretora-presidente, Márcia Perales; a diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos; e a diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade. As instituições presentes foram UEA, Ufam e ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa).

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

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Estudo mostra que caramuri tem três vezes mais vitamina C que a laranja

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Fruta Caramuri. Foto: Acervo do Inpa

Pesquisa aponta  que o caramuri (Caramuri Pouteria elegans), fruto nativo da Amazônia, possui alta composição de potássio, ferro e magnésio, além de conter mais  vitamina C que a laranja. Os resultados do estudo desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), foram publicados no Journal of Food Properties, com o artigo Aromatic and nutritional profile of an Amazonian autochthonous species, Caramuri Pouteriaelegans (A.DC.) Baehni.

O trabalho é resultado do projeto “Frutos Amazônicos para produção de Alimentos Funcionais” apoiado pela Fapeam, por meio do programa Universal Amazonas edital Nº 030/2013, desenvolvido pelos pesquisadores do  (Inpa/MCTI), Francisca das Chagas do Amaral Souza e Jaime Paiva Lopes Aguiar. O artigo foi assinado também pelos pesquisadores Dionísia Nagahama, além do bolsista de pós-doutorado, Edson Silva, e o professor do Centro de Estudos Superiores de Tefé (Cest – UEA) Raimundo Junior.

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Jaime Aguiar- Foto: Érico Xavier/Fapeam

Segundo Jaime Aguiar, o estudo buscou englobar o fruto para analisar seus constituintes nutricionais. “Constatamos que Caramuri é muito rico em minerais, fibra, magnésio, ferro, cálcio, potássio. Além de toda essa composição nutricional, descobrimos também  que ele é muito rico em fibras solúveis e fibras insolúveis e  que possui o triplo de  Vitamina C que a laranja” conta.

Francisca Chagas destaca que não existia estudo científico para a fruta e que o resultado da pesquisa indicou que o Caramuri tem potencial para ser utilizado pela indústria alimentícia e farmacêutica.

“Através da pesquisa descobrimos que existe uma comunidade conhecida por “Caramuri”, o mesmo nome da fruta,  que está interessada na utilização do fruto, devido a boa  quantidade de produção. Agora é unir as forças, o conhecimento científico com os produtores e ver os possíveis produtos que poderão ser obtidos a partir dessa matéria-prima, obtendo  uma farinha, ou uma bebida, o que for viável. Vamos  testar para repassar esse conhecimento para a comunidade e quem sabe futuramente gerar produtos alimentícios”, relata.

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Francisca Chagas- Foto: Érico Xavier/Fapeam

Chagas explica que além do valor nutricional foi detectado o valor funcional do fruto que também é um dos focos do estudo. “Observamos que ele é rico em antioxidante dentre eles o Pileno e também antimicrobiano. Identificamos uma série de compostos pertencentes à classe dos monoterpenos e terpenóides, compostos não apenas de interesse para a indústria alimentícia como também para a indústria farmacêutica”.

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Aguiar explica que o período de frutificação do Caramuri é de setembro a fevereiro, com árvores podendo chegar a 30m de altura. “É uma fruta pouco difundida na região principalmente porque existe uma cultura que diz que ela só aparece a cada 4 anos, por meio da pesquisa descobrimos que ela pode ser reproduzida em menos tempo”, disse.

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Francisca Chagas ressalta a importância da pesquisa para a sociedade. “A ideia de fato é poder confirmar o potencial nutricional e funcional dos frutos da Região Amazônica,  ampliando nosso leque de estudos e  aumentando a quantidade de frutos estudados.  Com o apoio da Fapeam foi possível realizar esse estudo, para aumentar esse conhecimento por meio da pesquisa e mostrar para a população que  temos  grande potencial ainda a ser explorado na nossa região”, comenta.

Universal Amazonas

O Programa Universal Amazonas realizado pela Fapeam tem o objetivo de  financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental  do Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no Estado.

 

Por: Jessie Silva

Arte: Suellen Sousa

 

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Professores do interior recebem orientações sobre elaboração de relatório final do PCE

16.12.2019 - OFICINA RELATÓRIO FINAL PCE -  ÉRICO XAVIER_

Oficina foi realizada no Centro de Mídias da Seduc/AM

Professores de nove municípios do Amazonas assistiram a transmissão de videoconferência da “Oficina de Elaboração de Relatório Final” do Programa Ciência da Escola (PCE) realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que ocorreu na segunda-feira (16/12), no Centro de Mídias da Secretaria de Estado de Educação e  Desporto (Seduc-AM),  no bairro Japiim, zona Sul de Manaus.

O objetivo da oficina foi apontar questões detalhadas  para melhoria da qualificação dos relatórios finais do PCE, que serão entregues ao final da edição do programa. Participaram da transmissão professores dos municípios de Parintins, Itacoatiara, Itapiranga, Caapiranga, Boca do Acre, Barreirinha, Nova Olinda do Norte e Santo Antônio do Içá, que tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas por meio do chat online.

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Fulgência Bandeira ministrou a oficina do PCE

A integrante da Coordenação do Processo de Avaliação do PCE, Maria Fulgência Bandeira relata a importância da aproximação do PCE no interior com a capital.

“A oficina possibilita essa aproximação. A ideia é que não haja o distanciamento do conhecimento, que a Fapeam esteja sempre presente tanto na capital quanto no interior. A oficina é importante porque podemos passar orientações tanto na parte de elaboração de projeto quanto na avaliação de produção do relatório final, para que esses relatórios atendam a proposta do PCE”, conta.

Para o coordenador do PCE na Seduc, Mailson Rafael Ferreira, a inciativa é uma ação positiva,  na qual muitas dúvidas podem ser sanadas. “Além disso, as orientações ajudam a montar um relatório mais contundente, permitindo a finalização correta dos projetos”, disse.

PCE

Lançado no mês de abril, o PCE recebeu 742 propostas de professores da educação básica de escolas estaduais e municipais de Manaus e de escolas estaduais do interior do Amazonas. Desse total, 619 foram aprovadas nesta edição. Ao todo, foram disponibilizadas pelo PCE 2.476 bolsas para capital e interior.

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus. O PCE é desenvolvido Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-Am) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus).

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Coordenadores de projetos do PCE da rede estadual de ensino participam de oficina de qualificação

A “Oficina de Elaboração de Relatório Final” do Programa Ciência da Escola (PCE) realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) teve continuidade na segunda-feira (9/12) com a participação de 150 coordenadores de projetos de escolas estaduais localizadas em Manaus.

A atividade foi realizada no auditório da Escola Estadual Djalma da Cunha Batista, localizada no bairro Japiim, zona Sul de Manaus, com o objetivo de contribuir para melhoria da qualificação dos relatórios finais que serão entregues pelos coordenadores dos projetos do PCE ao término da edição do Programa.

Palestra

Integrante da Coordenação do Processo de Avaliação do PCE, Maria Fulgência Bandeira, fala aos coordenadores.

 

A integrante da Coordenação do Processo de Avaliação do PCE, Maria Fulgência Bandeira, explica que nas oficinas são abordados tópicos como, o papel dos comitês de ética responsáveis pelas normas nacionais de regulamentação de projetos de pesquisa com seres humanos, análise dos indicadores que são meios para monitorar e avaliar como está o andamento dos projetos.

“A Fapeam decidiu oferecer essas oficinas com o objetivo de ajudar os coordenadores a qualificar esses relatórios finais e ter o diagnóstico de como a alfabetização científica está sendo implementada nas escolas e influenciando os estudantes”, disse Fulgência.

Para o coordenador do PCE na Seduc, Mailson Rafael Ferreira, a iniciativa da Fapeam em realizar a oficina é de extrema importância porque os coordenadores tinham a necessidade dessa orientação no momento de elaborar o relatório final dos projetos.

“Ao longo dos anos nós vimos que era uma demanda que os coordenadores tinham e essa orientação vai facilitar em especial aqueles que iniciaram no PCE em 2019 e não têm experiência em elaborar o relatório final dos projetos”, explicou Mailson. 

Mailson Rafael

Coordenador do PCE na Seduc, Mailson Rafael Ferreira.

 

Coordenadores

A professora Socorro Oliveira explica que esse ano é a primeira vez que ela coordena um projeto do PCE e, por isso, é fundamental a oficina para esclarecer quais são os critérios a serem observados na composição do relatório final.

“Eu coordeno o projeto “O teatro como meio de promover o ensino aprendizado das principais obras literárias brasileiras no ensino médio”, desenvolvido na Escola Estadual Des. André Vidal de Araújo, Cidade Nova, zona Norte de Manaus, é importante produzir um relatório correto com as devidas orientações para não ocorrer erros, finalizou Socorro.

 

Socorro Oliveira

Coordenadora de um projeto do PCE, Socorro Oliveira.

 

É na Escola Estadual Professora Ruth Prestes Gonçalves, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, que a professora Andressa Primavera coordena o projeto “Sustentabilidade na era Hashtag – Usando as mídias sociais como ferramentas para disseminar práticas de sustentabilidade na escola”. Para ela, mesmo sendo a terceira vez que coordena um projeto do PCE, as orientações continuam pertinentes.

 

Andressa Primavera

Coordenadora de um projeto do PCE, Andressa Primavera.

 

A próxima Oficina de Elaboração de Relatório Final do PCE ocorrerá dia 16/12, de 14h as 17h, no Centro de Mídias de Educação do Amazonas, no bairro Japiim II, zona Sul de Manaus, e será destinada aos professores coordenadores de escolas estaduais localizadas no interior do Amazonas. 

PCE

Lançado no mês de abril, o PCE recebeu 742 propostas de professores da educação básica de escolas estaduais e municipais de Manaus e de escolas estaduais do interior do Amazonas. Desse total, 619 foram aprovadas nesta edição. Ao todo, foram disponibilizadas pelo PCE 2.476 bolsas para capital e interior.

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus. O PCE é desenvolvido Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-Am) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus).

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Oficina aborda práticas e soluções tecnológicas para aplicar na área de saúde

Acadêmicos dos cursos de Medicina, Enfermagem, Psicologia, Odontologia e Nutrição de diversas universidades de Manaus participaram de oficina de capacitação sobre novos conceitos e práticas voltada para tecnologias que possam ser aplicadas na área de saúde. A atividade  foi realizada pela Fundação Hospital Adriano Jorge FHAJ/Lab, no período de 26/11 a 6 de dezembro, e ocorreu na Manaós Tech, no bairro Adrianópolis.

O FHAJ Lab é realizado, em parceria com a escola de educação tecnológica Manaós Tech, sob a coordenação do pesquisador, Juliano Monteiro de Oliveira, que integra a Diretoria de Ensino e Pesquisa da FHAJ. O projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação  (POP CT&I), edital N°009/2019.

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coordenador do projeto Juliano Monteiro

Juliano Monteiro explica que o FHAJ Lab, além da parte de tecnologia e inovação, também é voltado para o empreendedorismo, no qual o profissional  ou  estudante da área da  saúde têm a oportunidade de trazer o conhecimento e a experiência  para  propor soluções tecnológicas. “Estamos capacitando profissionais de uma área totalmente diferente que é da saúde para desenvolver tecnologias. Alguns alunos que estão participando dessa oportunidade, possivelmente, poderão ser empreendedores e poderão montar, por exemplo, uma startup, para a área da saúde, além de está inserido no ecossistema de inovação”.

Segundo o CEO da Manaós Tech, Glauco Aguiar, as oficinas foram positivas e mostraram o interesse do público para o assunto. “A quantidade de alunos que se inscreveram foi uma resposta da importância dessa iniciativa. A gente percebe que nas faculdades a disciplina da área tecnológica nos cursos de saúde é muito rara, às vezes é apenas uma disciplina e quando tem. Então percebemos que os alunos saem para o mercado e quando se deparam com ferramentas tecnológicas para desenvolver algum serviço para a área da saúde sentem dificuldade”, comentou.

Visão dos alunos

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Na oficina os alunos também aprenderam sobre criação de aplicativos e  Internet das Coisas. Para o estudante do 5° período de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), João Pedro Pio, a atualização do profissional no mercado é algo necessário. “O projeto vem com intuito de incentivar o estudante a pensar fora da caixa, inovar e ter diferencial. O mercado está cada vez mais competitivo”, disse.

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Segundo a estudante do 8º período Medicina da Ufam, Thainá Mendonça Bentes, o projeto traz um tema importante que é a melhoria para a área da saúde. “Fico feliz em poder participar dessa oportunidade que conecta a saúde e a tecnologia, porque  são duas áreas que devem se manter juntas”.

Pop CT & I 

No Amazonas, o Governo do Estado, por meio do POP CT&I da Fapeam, apoia a realização de 26 eventos de popularização da ciência, em diversas áreas, na capital e no interior. Lançado no mês de junho, o POP CT&I, conta com recursos financeiros da ordem de R$800 mil, para apoiar a realização de exposições, feiras, oficinas, minicursos, palestras e outras atividades interativas sobre CT&I, em locais públicos, organizados por temas, campos ou áreas do conhecimento.

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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