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Do laboratório para a Sociedade

TV FAPEAM-  Extratos do jucá (Libidibia ferrea), maracujá do mato (Passiflora nitida), piquiá (Caryocar vilosum) e breu-branco (Protium sp.), frutas e plantas amazônicas, apresentam substâncias bioativas que podem ser aplicadas na indústria cosmética e farmacêutica. Os resultados são de uma pesquisa científica, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que teve como objetivo descobrir novos bioativos com aplicação no mercado.

Coordenado pelo doutor em Farmácia, Emerson Lima, o estudo foi realizado no Laboratório de Atividade Biológica da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no âmbito do Programa de Apoio à Núcleos Emergentes de Pesquisa (Pronem), edital N°009/2011.

Assista ao vídeo produzido pela TV FAPEAM

Imagens e edição de imagens- Érico Xavier e Esterffany Martins

Arte- Suellen Sousa

 

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Planetário Digital é apresentado a professores da rede pública durante encontro de astronomia

Professores da rede estadual e municipal de ensino do Estado do Amazonas participaram do 76° Encontro Regional de Ensino de Astronomia (Erea). Realizado pela primeira vez em Manaus, o evento foi promovido pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), com intuito de colaborar na capacitação e atualização de professores que atuam no ensino de conteúdos como Astronomia, Ciências, Geografias e Física.

O encontro iniciou na última quarta-feira, 13/3, e seguiu até esta sexta-feira (15/3), na Universidade do Estado do Amazonas (UEA)- Escola Normal Superior, no bairro Parque 10, zona Centro-Sul de Manaus.

O Erea é um dos maiores eventos de ensino da Astronomia da América Latina. No Amazonas, a atividade foi organizada pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa em Astronomia (Nepa) com apoio do Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia, ambos da UEA. No encontro os professores tiveram a oportunidade de conhecer desde os princípios básicos aos mais avançados de Astronomia. Também foram apresentadas ferramentas que podem ser aplicadas pelos professores durante o ensino na escola.

No evento, os participantes conheceram o Planetário Digital-Parintins/Manaus. O projeto criado em 2014 surgiu com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), via o Programa de Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e Pesquisa (Pró-Estado), com objetivo de levar uma poderosa ferramenta para o ensino e divulgação da ciência por meio da Astronomia.

Na oportunidade, o coordenador do Nepa, doutor em Física, Nélio Sasaki, destacou que a Fapeam sempre foi uma parceira do núcleo desde a sua criação em 2013. “O projeto da Fapeam deu origem ao planetário Parintins-Manaus, sempre trabalhamos no sentido da popularização da ciência e no engajamento científico. Graças ao apoio da Fapeam temos uma estrutura que é referência na região Norte e temos trabalhos consolidados no Brasil e no exterior”, informou.

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Coordenador do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Astronomia (Nepa) da UEA, doutor em Física, Nélio Sasaki

Segundo o coordenador da OBA, João Canalle, o encontro foca na capacitação de professores em Ciências, Astronomia e Astronáutica, áreas que, geralmente, não fazem parte dos cursos de formação.

“Estamos trazendo um conjunto de atividades práticas que permite os professores ensinarem o conteúdo de forma mais objetiva, concreta e simples, para o aluno compreender e até se divertir, além de fazer a atividade prática que o professor está mostrando em sala”, explicou.

O professor de Ciências da Escola Estadual Agra Reis, no município de Manacapuru-AM, Samuel Feitosa do Carmo, avaliou de forma positiva a capacitação para professores, principalmente pelas novas metodologias apresentadas no evento.

“Uma experiência maravilhosa e de certa forma inovadora. Várias metodologias foram mostradas. Em Manacapuru, eu faço uma feira de ciências com meus alunos e já surgiram várias ideias do que podemos fazer no evento”, informou.

 Formação de professores no ensino de Ciências

No Amazonas, o Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia da UEA impacta positivamente no ensino de Ciências na educação básica no Estado. Criado em 2006, o curso de mestrado tem a finalidade de formar docentes pesquisadores, em nível de mestrado, tanto em termos teóricos quanto didáticos-metodológicos de pesquisa, para atuação no ensino e na produção de conhecimentos, dando ênfase às questões da Amazônia.

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Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia da UEA, José Vicente Souza Aguiar

O programa conta com apoio da Fapeam por meio de bolsa de estudos para mestrandos. Para o coordenador, José Vicente Souza Aguiar, eventos como o Erea estimulam o pensamento científico em professores da rede pública no Estado, que trabalham, diretamente, com a oferta do ensino público para a sociedade.

“Para nós é fundamental estimular na criança a percepção da natureza mediada por princípios e valores científicos. Os professores precisam ingressar nesses processos de informação, sejam por meio do encontro de Astronomia ou de outras atividades oferecidas. No curso de mestrado temos grupos de pesquisas abertos para recepcionar alunos egressos da UEA e professores da rede pública, para estimular a visão científica dos alunos”, disse, destacando que o curso atualmente tem nota 5 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Por Esterffany Martins

Fotos: Said Mendonça

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Programa Centelha promove capacitação para criação de empreendimentos inovadores

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) participou nos dias 12 e 13 de março, em Brasília, da segunda capacitação presencial das Equipes Executoras dos estados participantes do Programa Centelha. Foram dois dias intensos de troca de informações sobre o programa e esclarecimento de dúvidas sobre a metodologia, com o objetivo de capacitar as equipes para operacionalizar o programa em âmbito estadual.

O Programa Centelha foi idealizado com o objetivo de estimular a criação de empreendimentos inovadores, a partir da geração de novas ideias, e disseminar a cultura do empreendedorismo inovador em todo território nacional, incentivando a mobilização e a articulação institucional dos atores nos ecossistemas locais, estaduais e regionais de inovação do país.

A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

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Segunda capacitação presencial das Equipes Executoras dos estados participantes do Programa Centelha

Nesta segunda turma de capacitação, estiveram presentes as Equipes Executoras de 14 estados participantes do programa: Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Piauí e Sergipe. Os demais estados estiveram presentes na primeira turma de capacitação, que ocorreu nos dias 21 e 22/02, no Rio de Janeiro.

Pela Fapeam participaram da capacitação a diretora técnico-científica (Ditec), Marne Vasconcellos, a chefe do Departamento de Análise de Projetos (Deap), Michele Brito, e a Assessora do Núcleo de Convênios (NUCV), Moema Amorim.

Capacitação reuniu equipes executoras de 14 estados participantes do Programa Centelha

O encontro foi aberto com a fala do secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, Paulo Alvim, e estiveram presentes o Gerente do Departamento de Fomento a Interação entre Ciências Aplicadas e Inovação da Finep, Marcelo Camargo; a presidente do Confap, Maria Zaira Turchi; e o Diretor de Empreendedorismo Inovador da Fundação Certi, Leandro Carioni.

Inicialmente, foi feita a apresentação detalhada do Programa Centelha, seus delineamentos estratégicos e objetivos, e de sua metodologia. Na sequência, Antônio Rogério de Souza e Fernanda Konradt de Campos, coordenadores de projeto da Fundação Certi, apresentaram as primeiras etapas do programa: (1) Articulação e Preparação e (2) Divulgação e Captação, com o detalhamento das principais atividades a serem desenvolvidas no âmbito do programa e o esclarecimento de dúvidas das Equipes Executoras.

A programação do primeiro dia contou ainda com a fala de Luciana de Paiva, coordenadora de projetos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes),  que compartilhou o caso do Programa Sinapse da Inovação Espírito Santo, destacando as lições aprendidas da instituição na execução de programas de incentivo ao empreendedorismo inovador.

O segundo dia de capacitação abrangeu a Etapa 3 do programa, relacionada a fase de submissão, avaliação e seleção das ideias inovadoras, onde foi apresentado o passo a passo das atividades. Para encerrar o encontro, a Finep repassou as orientações jurídicas e de prestação de contas, além de repassar os encaminhamentos de próximos passos do programa.

Sobre o Programa Centelha

O programa será executado de forma descentralizada, por meio da articulação institucional e cooperação com órgãos e entidades da administração pública estadual que atuam na área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), com o apoio técnico e financeiro do MCTIC e das agências federais de fomento.

Do total de 21 projetos aprovados pela Finep na seleção pública de propostas dos parceiros operacionais estaduais, 19 são provenientes das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos estados. No total, a previsão é de que sejam investidos R$ 34 milhões, sendo R$ 21 milhões pela Finep e R$ 13 milhões pelos parceiros nos estados.

Os principais benefícios a serem oferecidos pelo programa são capacitações, recursos financeiros e suporte para ajudar empreendedores a transformarem suas ideias em negócios de sucesso. O Programa Centelha irá oferecer mais de R$ 40 mil reais por empresa contemplada em subvenção da Finep e de seus respectivos parceiros estaduais para ajudar os novos empreendedores a tirarem seu negócio do papel.

O programa visa também contribuir para ampliação da quantidade e melhoria da qualidade das propostas de empreendimentos de base tecnológica submetidas aos ambientes promotores de inovação existentes no país, tais como incubadoras, aceleradoras de empresas, espaços de coworking, laboratórios abertos de prototipagem, parques e polos tecnológicos.

O período de inscrições para empreendedores interessados deve acontecer ainda no primeiro semestre de 2019. Enquanto isso, o programa já oferece informações para a comunidade empreendedora por meio do FacebookInstagramLinkedIn e Twitter, e também dicas para que os empreendedores cheguem com suas ideias mais preparadas no lançamento do edital.

Fonte: Decon com informações do Programa Centelha

Fotos:Programa Centelha

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Fapeam participa de reuniões com CNPq, Capes e Confap, em Brasília

Agenda com presidentes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e participação no Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) são compromissos desta quinta-feira e sexta-feira (14, 15/3) de Márcia Perales, diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em Brasília.

As pautas com o CNPq e Capes incluem conversas para a formação de possíveis parcerias institucionais em ações de cooperação com a Fapeam. No Confap, participação no Fórum, que reúne presidentes e diretores das 26 Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos Estados, além de representantes de agências federais de fomento, ministérios e de organismos internacionais, parceiros do Confap em atividades conjuntas de fomento à pesquisa científica, tecnológica e de inovação.

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As pautas com o CNPq e Capes incluem conversas para a formação de possíveis parcerias institucionais em ações de cooperação com a Fapeam

O Fórum aborda assuntos importantes para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no país e possibilita para o Estado do Amazonas, no campo científico e tecnológico, o fortalecimento de parcerias em níveis nacional e internacional.

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Durante o Fórum também será realizada a assinatura do Convênio entre a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) e Fundações de Amparo à Pesquisa para o início do Programa Tecnova 2, de fomento à inovação por meio de recursos de subvenção econômica.

O evento contará com mesas com parceiros nacionais incluindo CNPq, Finep, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Capes, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Ministério da Saúde e o Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), de evento também participam representantes da Comissão Europeia e do Conselho Britânico.

Departamento de Comunicação e  Difusão do Conhecimento- Decon

 

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Projeto do PCE analisa importância da paisagem geográfica de bairro da zona Leste

No Amazonas, professores e estudantes do ensino fundamental (5° ao 9° ano), do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar também são  beneficiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Esse apoio vem por meio do Programa Ciência na Escola (PCE) que dentre seus objetivos visa contribuir para o processo de formação continuada dos professores, despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes do ensino público estadual do Amazonas e municipal de Manaus.

O programa é desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc-AM) e a Secretaria Municipal de Manaus (Semed).

Dentre os projetos selecionados na última edição do PCE, edital N°001/2018, está o intitulado “Geografia e Educação no Contexto Urbano: Moradias em Áreas de Risco Ambiental”, realizado com alunos do ensino médio da Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, no bairro Armando Mendes, zona Leste de Manaus.

Da escola para a comunidade

O projeto de Iniciação Científica Júnior (IC/JR) trabalhou o ensino da Geografia além da sala de aula, tendo como cunho principal analisar o conceito da disciplina e levar o conhecimento adquirido pelos alunos para a comunidade, em relação com a transformação do bairro.

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Projeto do PCE foi coordenado pelo professor de Geografia, Márcio Silveira. Foto: Érico Xavier

Segundo o coordenador do projeto, o professor de Geografia, Márcio Silveira, a ideia foi analisar a importância da paisagem, que é o entorno em que se vive, para a compreensão do espaço vivido e despertar nos alunos o interesse para o planejamento, conservação, uso e ocupação sustentável dos espaços onde vivem.

Para isso foi adotada cartilha produzida pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)- Serviço Geológico do Brasil para informar aos moradores que residem em áreas consideradas de risco ambiental sobre práticas seguras e sustentáveis.

“Sabemos que a paisagem está em constante transformação, muitas pessoas não se sentem como atores dessa mudança e colocam a culpa nas autoridades. Mas as pessoas também contribuem para os problemas ocorrerem. Com o projeto, queremos que a comunidade faça uma leitura do bairro e compreenda que os moradores são atores da transformação geográfica do bairro Armando Mendes”, disse.

Os estudantes realizaram pesquisa bibliográfica e de campo no entorno da escola, ações educativas e reconhecimento das diferentes situações de riscos ambientais, utilizando os conhecimentos adquiridos em sala de aula, nas atividades inerentes ao projeto.

Durante o projeto os estudantes entrevistaram os moradores para saber a ideia que eles têm sobre o espaço em que vivem.

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Estudantes realizaram pesquisa bibliográfica e de campo no entorno da escola. Foto: divulgação

 Além da sala de aula

O projeto foi apresentado na Feira de Ciências da Amazônia, durante a última edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A escola também promoveu no bairro o evento “Ciência na Praça”, com objetivo de apresentar à comunidade os projetos de iniciação científica desenvolvidos na escola.

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Evento Ciência na Praça apresentou trabalhos de Iniciação Científica Junior para a comunidade. Foto: divulgação

Para um dos colaboradores voluntários do projeto, Anderson Castro, e hoje estudante de Pedagogia, a experiência de participar do projeto de iniciação científica é importante para seguir a formação.

“A primeira coisa que me deparei quando cheguei à faculdade foi com o tripé: ensino, pesquisa e extensão. Isso foi algo que vi em projetos dos PCE. A pesquisa foi viabilizada pela prática, porque fomos ao local e conseguirmos obter um bom resultado. Já a extensão foram os projetos aplicados à comunidade por meio da interação com a escola. É muito gratificante levar essa experiência para minha vida acadêmica”, informou.

Por Esterffany Martins

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Lugar de Mulher é Onde ela quer Estar

Oito de Março é o Dia Internacional da Mulher. O Departamento de Comunicação e Difusão do Conhecimento (Decon) da Fapeam escolheu essa data para iniciar a publicação  de uma série de vídeos que contam a história de mulheres que atuam na produção do conhecimento científico no Amazonas.

 O título da série é Lugar de Mulher é Onde ela quer Estar. Os vídeos serão publicados às  sextas-feiras do mês de março nas redes sociais e no portal da Fapeam.

O primeiro vídeo é com a médica Mônica Santos, dermatologista  da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta (Fuam).

 

Vídeo – TV Fapeam

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Alimentos funcionais são criados a partir de frutas amazônicas

O açaí (Euterpe oleracea Mart.) e o camu-camu (Myrciaria dubia (Kunth) Mac vaugh), frutas típicas da região Amazônica, mostraram ser capazes de auxiliar na redução do colesterol. Os resultados são de uma pesquisa científica que busca extrair dos frutos da região, propriedades nutricionais e benéficas para saúde, com objetivo de produzir alimentos funcionais como, por exemplo, barra de cereal, bebidas, farinhas, cereal matinal e produtos de panificação, para oferecer ao mercado alimentício.

Intitulado “Estudo de Frutos Amazônicos para a Produção de Alimentos Funcionais”, o projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Cooperação Internacional (GUYAMAZON).

Em andamento, o estudo coordenado pela doutora em Biotecnologia, Francisca Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), também já analisou o cubiu (Solanum sessiliflorum), a pupunha (Bactris gasipaes H.B.K) e o tucumã (Astrocaryum aculeatum).

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Estudo é coordenado pela doutora em Biotecnologia, Francisca Souza, do Inpa

Segundo a pesquisadora, já foram elaborados os cereais com o açaí e com a pupunha. Também foi feita bebida, tipo shake (que mistura o pó do fruto na água) de camu-camu, que apresentou potencial para auxiliar no tratamento da obesidade e diabetes.

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Bebida, tipo shake que mistura o pó do camu-camu na água, apresentou potencial para auxiliar no tratamento da obesidade e diabetes

“A bebida foi capaz de reduzir as taxas de colesterol e diabetes. O cubiu também conseguiu reduzir. Mas o efeito desse fruto comparado ao camu-camu foi menor. Mas os dois apresentaram resultados significativos. Já a pupunha tem como benefício melhorar a saúde da visão”, explicou.

Francisca conta que o estudo continua na avaliação da quantidade e biodisponibilidade de nutrientes em frutos da região para produção de alimentos funcionais.

“Nosso objetivo é oferecer à sociedade mais informações sobre o consumo e benefícios das frutas amazônicas. Na pesquisa buscamos comprovar se realmente elas trazem benefícios à saúde e de que forma podem auxiliar no tratamento, por exemplo, de doenças crônicas”, disse.

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O programa apoia a execução de projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), no âmbito da colaboração científica e tecnológica entre pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa do Estado do Amazonas e pesquisadores franceses. O apoio se destina ao financiamento de pesquisa e mobilidade de pesquisadores e estudantes.

O programa é realizado pela Fapeam, em parceiras com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (Fapema), Embaixada da França, Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) e região da Guiana Franceses.

Por Esterffany Martins

Fotos- Barbara Brito

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Curso de mestrado que forma docentes-pesquisadores para a educação básica

Trabalhar com a diversidade de alunos e formar, em nível de mestrado, um profissional docente-pesquisador atuante em projetos e ações que promovam a qualidade do ensino e aprendizagem na educação básica, na formação inicial e continuada de professores. Com esse objetivo, o Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), realizou, na manhã desta segunda-feira (18/02), a abertura de mais uma turma.

Criado em 2006, o curso tem a finalidade de formar docentes pesquisadores, em nível de mestrado, tanto em termos teóricos quanto didáticos-metodológicos de pesquisa, para atuação no ensino e na produção de conhecimentos, dando ênfase às questões da Amazônia.

O curso conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que oferece bolsas de estudos para os mestrandos. O fomento e a capacitação de Recursos Humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas é uma das linhas de ação da Fundação.

--Mauro Gomes da Costa - Vice Coord. do PPG em Ed. e Ens. da Amaz._-35

O curso tem turma com 23 alunos. Desse número, 21 são do Estado do Amazonas, um da Colômbia e outro de Moçambique

A edição 2019 do curso tem turma com 23 alunos. Desse número, 21 são do Estado do Amazonas, um da Colômbia e outro de Moçambique, os dois últimos ingressaram no curso por meio de acordo de cooperação internacional.

Desde o ano passado, o curso recebe estudantes com deficiência e contará, pela primeira vez, com a participação de um aluno surdo, que será acompanhado por uma tradutora e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), durante as aulas. Trata-se de um professor da universidade.

Com bolsa da Fapeam, a mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia da UEA, Carla Andrea Mendonça, ingressou em 2018. Graduada em História, Carla é professora da rede municipal de ensino e tem distonia, uma doença que causa contrações musculares involuntárias, movimentos repetitivos ou de torção.

“É um curso excelente que está indo além das minhas expectativas. Tem sido algo muito importante para minha formação, enquanto docente e como cidadã. O apoio da Fapeam, por meio da bolsa, é algo muito bom, porque o aluno precisa se deslocar, comprar material didático e até mesmo participar de eventos científicos. As bolsas são importantes, principalmente, para auxiliar as pessoas que vêm do interior do Estado para se dedicar, exclusivamente, ao estudo na capital” comentou.

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Com bolsa da Fapeam, a mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia da UEA, Carla Andrea Mendonça, ingressou em 2018

Segundo o vice-coordenador, Mauro Gomes da Costa, a diversidade de alunos é importante por mostrar que as limitações, por exemplo, motora ou de audição não são barreiras para se progredir na escolaridade.

Costa explica que o curso é organizado em torno de duas linhas de pesquisa que envolvem o ensino de Ciências. A primeira abrange o currículo, cognição e formação de professores. Já a segunda envolve epistemologias, divulgação científica e espaços não-formais.

“A importância de formar pessoas nessa área é devido o Estado do Amazonas ter um déficit grande em relação ao quadro de professores com nível de mestrado. Nós que trabalhamos com cursos que funcionam no interior, precisamos nos deslocar de Manaus, muitas vezes, por conta da carência de profissionais com essa qualificação, especialmente, nos núcleos da UEA”, disse.

Atualmente, o curso está com nota 5 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

“O curso vem crescendo, estamos com a nota 5 da Capes. A nota máxima é 7. Estamos trabalhando, em primeiro lugar, para manter a nota, porque isso permite o fornecimento de bolsas, além de outros incentivos relacionados ao programa. Com o ingresso de alunos surdos, distônicos e alunos vindos de outros países, estamos dando um novo passo para aumentar a nossa nota para nível 6”, disse, lembrando que um dos requisitos para passar de nível na Capes é a cooperação internacional.

O curso tem ainda uma revista científica intitulada Areté, cuja vertente é voltada para ensino e aprendizagem, e conta com uma média de 12 artigos publicados, com tiragem semestral. E considerada pela Capes como Revista Qualis A2 (Área de Ensino). Além disso, anualmente é realizado o Simpósio de Ensino de Ciências na Amazônia (Secam), um evento que conta com a participação de alunos do curso e público externo.

A abertura do curso foi realizada na Escola Normal Superior da UEA, no bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus. Na ocasião, foi apresentado o corpo docente, administrativo e explanação do regimento do programa para os estudantes.

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Por Esterffany Martins

Foto: Érico Xavier

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Consultores da Anprotec visitam incubadoras apoiadas pela Fapeam

O objetivo foi verificar o grau de implementação das práticas do Modelo Cerne

As cinco incubadoras contempladas no Programa de Apoio à Incubadoras (PRÓ-Incubadoras), edital N°019/2014, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) receberam visita técnica de consultores da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

As visitas foram realizadas no período de 11 a 13 de fevereiro na sede de cada incubadora que participa do programa: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas  (Ifam), Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide), Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O objetivo da visita foi verificar o grau de implementação das práticas do Modelo de Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne) e indicar melhorias para cada gestão poder alcançar a certificação Cerne.

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Visita técnica da Anprotec e Fapeam na incubadora da Universidade do Estado do Amazonas

Segundo informações do Departamento de Avaliação e Acompanhamento de Projetos (Deac), responsável pelo programa PRÓ-Incubadoras na Fapeam, a metodologia Cerne traz às incubadoras a padronização de seus processos, de forma a facilitar o gerenciamento e avaliação de seus indicadores, para tornar a relação com seus stakeholders (em português – partes interessadas)  mais dinâmica e com resultados mais adequados.

A Anprotec foi contratada pela Fapeam para acompanhar essas ações por meio de Termo de Convênio assinado em maio de 2014. A visita é importante  para que as incubadoras estejam totalmente aptas à certificação do Cerne.

A consultora da Anprotec, Evelin Cristina Astolpho, afirmou que foram evidenciadas evoluções ao longo do processo de implementação do modelo Cerne, principalmente em comparação com a primeira visita.

Segundo a consultora, na visita é avaliado todo o processo no modelo Cerne, uma metodologia que tem várias práticas, que vão desde o processo de atração dos empreendimentos  e o desenvolvimento das empresas, até o momento em que elas já estejam maduras o suficiente para saírem da incubadora.

Sobre a importância da certificação Cerne, Evelin conta que o primeiro passo é que a incubadora implemente as práticas visando ter um modelo estruturado de gestão para os empreendimentos. “É ter regras para apoiar melhor os empreendimentos incubados e levar para eles o que necessitam para amadurecer. A certificação dá mais visibilidade para incubadora”, explicou, lembrando que existem no mercado instituições que abrem edital de fomento que aceitam apenas a participação de incubadoras Cerne, como são chamadas.

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Consultoras da Anprotec durante  visita na incubadora da Fundação Amazonas Sustentável

Visão das Incubadoras

Para a coordenadora de Extensão Tecnológica e Inovação (Ceti) do Inpa, Noélia Falcão, a implantação do modelo Cerne, desenvolvido pela Anprotec, é fundamental para que se tenha um norte de gestão da incubadora.

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Rosália Padilha, coordenadora do projeto do PRÓ-Incubadoras no Cide, disse que a visita foi importante por servir como balizador, no qual a equipe teve a oportunidade de verificar em cada processo, as práticas colocadas no papel e identificar as que não foram executadas.

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Para a coordenadora sistêmica da Ayty (em Tupi-Guarani significa Ninho) do Ifam, Maria Goretti Araújo, a vinda de consultores da Anprotec é importante para se fazer uma análise, com objetivo de saber se a incubadora está atuando da forma correta, conforme os procedimentos do Cerne, para sua certificação.

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Modelo Cerne

Criado pela Anprotec, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o modelo Cerne adota níveis de maturidade que representam um passo da incubadora em direção à melhoria contínua: Cerne 1,2,3 e 4. Em Manaus, a visita técnica foi para comprovação da implantação das práticas relevantes do Cerne 2, nas incubadoras participantes do programa, cuja a importância visa elevar  o nível do Estado, rumo ao desenvolvimento regional de melhorias, especialmente em relação à qualidade do processo de incubação de empresas.

Lançado em 2014, por meio da Fapeam, o PRÓ-Incubadoras contou recursos para auxílio pesquisa e bolsas, com a finalidade de fomentar a estruturação de novas incubadoras e desenvolver  empresas de acordo com o Cerne. No total, 43 empresas fazem parte das incubadoras apoiadas pela Fapeam no Amazonas.

Por Esterffany Martins

Fotos: Barbara Brito e Érico Xavier

Arte: Suelen Fonseca

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Fapeam recebe visita de representantes do Inpa

Diálogo favorece a aproximação entre instituições parceiras

Com o objetivo de dar boas-vindas à gestão, apresentar  novas diretrizes e intensificar parcerias já existentes entre as instituições, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), recebeu na manhã desta quarta- feira, (13), visita da equipe do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Participaram da reunião Márcia Perales (diretora-presidente da Fapeam), Antônia Maria Pereira (diretora do Inpa), Marne Vasconcellos (diretora Técnico-Científica da Fapeam), Hillândia Brandão (diretora-substituta do Inpa), Beatriz Ronchi (coordenadora de Capacitação do Inpa) e  Paulo Mauricio Graça (coordenador de Pesquisa do Inpa).

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Presidente da Fapeam Márcia Perales com equipe do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)

Durante o encontro Márcia Perales destacou que a Fapeam tem como missão fomentar ações voltadas para pesquisa e que essas ações precisam estar alinhadas às necessidades de cada instituição.

“Quando você recebe uma instituição como o Inpa, podemos relacionar demandas estratégicas voltadas à ciência com demandas de outras instituições que já vieram aqui. Então, esse diálogo com as instituições parceiras tem sido permanente, para avaliar convergências. Neste sentido, precisamos pensar em estratégias para atender a essas demandas. Acredito que as interlocuções são fundamentais também para o Inpa”, enfatizou.

Para a diretora do Inpa, a Fapeam tem importante missão na construção da ciência no Amazonas.

“Antes de ser gestora fui pesquisadora e a Fapeam teve uma grande importância no desenvolvimento das minhas pesquisas e ainda tem no grupo que lidero. Sendo no Amazonas primordial, porque ela é uma esperança para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação na nossa região”, finalizou.

Por  Jessie Silva 

Fotos: Bárbara Brito 

 

 

 

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