Arquivo da Categoria: Fapeam

Protótipos de aeronaves são desenvolvidos por alunos de Engenharias

Projeto é desenvolvido por estudantes dos cursos de engenharias da UEA

 Incentivar os estudantes de engenharia a participarem de atividades multidisciplinares, que abrangem desde a concepção até a construção de aeronaves, colocando a universidade entre as mais competitivas na área de engenharia da mobilidade é o objetivo do projeto Urutau Aerodesign.

O trabalho é desenvolvido na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado) da Fapeam, que visa fortalecer e ampliar a formação de recursos humanos ao nível de Pós-Graduação Stricto Sensu, além de apoiar com recursos financeiros, a melhoria da infraestrutura de pesquisa de instituições vinculadas ao Governo do Estado.

O projeto que surgiu em 2013, teve apoio financeiro da Fundação com recurso de R$ 298 mil. O apoio financeiro possibilitou a construção de um laboratório que atualmente funciona como oficina de trabalho para  a construção das aeronaves, com estrutura de equipamentos, computadores e softwares apropriados para a criação dos protótipos.

A iniciativa foi idealizada pelo professor doutor, Antônio Kieling, que tem assumido o desenvolvimento de todas as etapas do projeto na Universidade desde sua criação.

“Tudo começou quando um grupo de alunos visitou uma apresentação de mobilidade na área de engenharia na cidade de Florianópolis-SC e voltaram com a ideia de montar um projeto aeronáutico para a universidade.  A partir disso, apoiei essa inciativa e estou como coordenador e orientador até hoje”, disse.

IMG_8328

Iniciativa foi idealizada pelo professor doutor, Antônio Kieling, que tem assumido o desenvolvimento de todas as etapas do projeto na Universidade desde sua criação

Kieling ainda ressalta que sem o apoio da Fapeam seria inviável tirar o projeto do   papel. “Sem apoio financeiro não teríamos condições para construir o laboratório, inclusive equipes de outros Estados que já participaram de competições, visitaram nosso laboratório e ficaram impressionados, porque muitos não têm toda essa estrutura que temos aqui na UEA”, destacou.

Equipe Urutau

Atualmente, o grupo é formado por 25 estudantes das engenharias:  mecânica, controle e automação, elétrica, civil, produção, naval e eletrônica, naval e química, que são empenhados na construção de protótipos de aeromodelismo, com a finalidade de participarem de competições.

Segundo o coordenador, todo ano é lançado um edital para a seleção dos candidatos. “Selecionamos os alunos, através de provas de etapas eliminatórias compostas no edital, realizamos primeiro uma prova teórica, após isso,  uma dinâmica com várias atividades que são propostas para avaliar o comportamento em equipe e os mais aptos são selecionados para compor o time”, explicou.

Grupo é formado por 25 estudantes da área de engenharias com a finalidade de participarem de competições

Competição

O Campeonato é realizado anualmente na pista de decolagem do aeroporto da cidade de São José dos Campos-SP. O evento é organizado pelo projeto SAE BRASIL Aerodesing, que tem como principal objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre diversos estudantes.

Em 2017, a equipe de Manaus  conquistou  o 3 º lugar. Em 2018, os estudantes ficaram em 5º lugar. O grupo é único representante do Estado do Amazonas e também da Região Norte.

WhatsApp Image 2018-11-23 at 10.26.51

Projeto incentiva os estudantes a participarem de atividades multidisciplinares, que abrangem desde a concepção até a construção de aeronaves

Para o estudante do 2º período de Engenharia de Controle e Automação, Rodrigo Oliveira, o projeto traz uma grande experiência profissional. “Desde criança fui muito apaixonado por aviação e desde os 18 anos eu pratico aeromodelismo. Logo quando entrei na UEA já tinha muita vontade de  participar do Urutau. Além disso, é perceptivo que um projeto desses tem um peso muito grande para meu desenvolvimento pessoal e profissional”, enalteceu.

Com mais de anos no projeto,  Yuri Silva, do 6º período de Engenharia Mecânica, conta que desde o ensino médio já participava de campeonatos de competições, mas de outros segmentos.

“A função que desenvolvo no projeto é de cargas e estruturas, entrei no 1º período da faculdade, pois já tinha uma base de eventos de competição. Assim que ingressei  na UEA tive a oportunidade de fazer parte do Urutau, comecei a criar uma paixão para o segmento da aeronáutica. Após terminar a graduação penso em fazer um mestrado na área”, relata o estudante.

WhatsApp Image 2018-11-23 at 10.26.53 (2)

Em 2017, a equipe de Manaus conquistou o 3 º lugar. Em 2018, os estudantes ficaram em 5º lugar

Resultados

Para o coordenador, a ideia é que futuramente  a iniciativa venha firmar um corpo técnico nas diversas áreas da engenharia aeronáutica.

“Esperamos que em um futuro próximo, o fruto de todo esse trabalho gere um núcleo de pessoas altamente qualificadas para a criação de um curso tecnológico na área de aeronáutica ou até mesmo de engenharia. Vivemos na região com uma necessidade muito grande de deslocamento aéreo, no qual temos aeroportos, aeronaves, mas não temos um curso de formação para futuros engenheiros de aeronáutica”, explicou.

WhatsApp Image 2018-11-23 at 10.26.55

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

O post Protótipos de aeronaves são desenvolvidos por alunos de Engenharias apareceu primeiro em FAPEAM.

Óleo essencial como alternativa biotecnológica de controle de doenças em hortaliças cultivadas

Os experimentos estão sendo feitos com a cebolinha, tomate e pimenta-de-cheiro

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em parceria com a Embrapa (Laboratório de Produtos Naturais e de Fitoquímica) e com a UEA (Laboratório Central de Análises Químicas), estão desenvolvendo um estudo que tem como objetivo avaliar, em hortaliças cultivadas, o efeito fungitóxico (substância tóxica que inibe o crescimento de micro-organismos que parasitam plantas) de óleos essenciais no controle alternativo das doenças: mancha-alvo em tomateiro e da antracnose em pimenta-de-cheiro e cebolinha. Os óleos essenciais são substâncias oriundas do metabolismo secundário das plantas que se caracterizam por serem voláteis, de natureza complexa, apresentarem baixo peso molecular e geralmente possuírem forte odor.

A pesquisa é desenvolvida com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), através do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas, edital Nº 002/2018.

O coordenador do projeto, doutor em Biotecnologia Rogério Hanada, explica que a mancha-alvo é a principal doença do tomateiro e é caracterizada por lesões que se iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, tipo alvo de coloração castanho-clara a castanho-escura. Já os principais sintomas da antracnose ocorrem nas folhas, que passam a apresentar lesões circulares, deprimidas, com halo de coloração marrom clara. Progressivamente as lesões se unem formando uma grande área necrosada, e assim as folhas secam e morrem.

“A mancha-alvo é causada pelo fungo Corynespora cassiicola, que é um patógeno que infecta inúmeras espécies de plantas, entre elas o tomateiro e outras hortaliças cultivadas. Já a antracnose é uma doença também causada por fungo de várias espécies do gênero Colletotrichum, que afeta o estabelecimento, o crescimento e a produção das plantas. A antracnose é uma doença muito comum em pimentão, pimenta-de-cheiro, cebolinha e em várias outras hortaliças. Essas doenças se desenvolvem principalmente em clima tropical (quente e úmido), como o nosso da Amazônia”, explica o pesquisador.

IMG_0187

As cebolinhas que foram plantadas para o experimento estão sendo cultivadas na estufa do INPA é de lá que devem sair os próximos resultados das pesquisas com a utilização de óleos essenciais

O pesquisador explica que o estudo tem como objetivo avaliar e selecionar produtos naturais eficientes no controle de microorganismos que ocasionam doenças em hortaliças cultivadas, e a partir dessa análise indicar a aplicação dessas substâncias como uma alternativa promissora para reduzir o uso indiscriminado de defensivos agrícolas.

“O estudo tem como propósito impulsionar a utilização de óleos essenciais de plantas com a atenção voltada para uma agricultura sustentável, visando fortalecer os mercados de produtos alternativos e contribuir para a melhoria do cenário agrícola atual, além de gerar bons resultados para que futuramente, esses produtos possam constituir uma alternativa biotecnológica aos fungicidas convencionais”, destacou Hanada.

Foto 01

Testes feitos no laboratório com óleos essenciais de várias espécies de plantas contra os microorganismos, serão testados em condições de campo (in vivo)

No laboratório foram testados treze óleos essenciais de várias espécies de plantas contra os microorganismos, sendo que 10 foram eficientes e serão testados em condições de campo (in vivo).

Atualmente estão sendo conduzidos os experimentos em condições in vivo onde os óleos essenciais serão aplicados diretamente nas hortaliças cultivadas para verificar se as substâncias inibem o desenvolvimento do patógeno, controla ou reduz a incidência e a severidade da doença, além de verificar se essas substâncias estimulam o crescimento e o desenvolvimento das plantas.
Os pesquisadores começaram os testes avaliando a eficiência dos óleos essenciais no controle da antracnose em cebolinha e em pimenta de cheiro. Posteriormente os testes serão estendidos para análise da mancha-alvo em tomateiro.

As cebolinhas que foram plantadas para o experimento estão sendo cultivadas na estufa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) é de lá que devem sair os próximos resultados das pesquisas com a utilização de óleos essenciais.

IMG_0203

O coordenador do projeto, doutor em Biotecnologia Rogério Hanada explica que o objetivo da pesquisa é avaliar em hortaliças cultivadas, o efeito fungitóxico de óleos essenciais no controle alternativo das doenças

O pesquisador explica que a cebolinha é uma hortaliça facilmente cultivada e utilizada como um dos principais temperos para o preparo de pratos à base de peixes, principalmente caldeiradas, iguaria muito popular entre os amazonenses.

“Mas apesar de ser facilmente cultivada, existem várias doenças que podem afetar a produção da cebolinha e uma das mais severas é a antracnose. Essa doença afeta a qualidade do produto e causa perdas que podem atingir até 100% da produção dependendo das condições de manejo da cultura”, informou Hanada.

Por esse motivo o pesquisador explica que o controle da antracnose na cebolinha é considerado desafiador. Por ser uma planta de ciclo curto e explorada em pequena escala não existem fungicidas registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

“Por isso outros métodos de controle devem ser desenvolvidos para o manejo da doença. O uso de produtos naturais com atividade antimicrobiana ou indutora de resistência pode ser uma alternativa no controle da antracnose”, explicou o pesquisador.

O pesquisador ressalta ainda que os produtos derivados de vegetais (óleos, extratos e hidrolatos) têm vantagem de não agredir o meio ambiente e a saúde do produtor e do consumidor por serem biodegradáveis.

“Na nossa região existe uma enorme biodiversidade e estamos tentando encontrar algum óleo essencial de alguma planta que possa controlar essas doenças. Os nossos estudos com os óleos essenciais estão apenas começando. No experimento in vitro os óleos essenciais inibiram o crescimento do fungo que causa antracnose na cebolinha”, disse Hanada.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

O post Óleo essencial como alternativa biotecnológica de controle de doenças em hortaliças cultivadas apareceu primeiro em FAPEAM.

Pesquisa analisa alternativa para controlar parasitos de tambaqui

A ideia é controlar os parasitos através do medicamento Cloridato de Lavamisol

Um estudo científico desenvolvido pelo  aluno de mestrado José Lima vem mostrando resultados satisfatórios para a melhoria da  Aquicultura na região. A ideia da pesquisa é controlar a infestação de acantocéfalo (Neoechinorhynchus buttnerae) espécie de parasito que ataca tanto tambaquis jovens quanto adultos, que absorve nutrientes dos alimentos ingeridos pelo animal impedindo que o peixe se desenvolva e com isso o produtor passa a ter prejuízos.

IMG_6169

José Lima, Mestrando do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu da Universidade Nilton Lins em parceria com o Inpa

Segundo Lima, o objetivo do estudo é avaliar e definir a melhor concentração de Cloridato de Lavamisol (CL),  um medicamento amplamente utilizado para tratar de verminoses intestinais humanas e na medicina veterinária para o tratamento ovinos, caprinos, bovinos, suínos, aves e peixes. Sendo que para peixes são poucos os estudos, e especificamente em tambaqui, esta pesquisa é pioneira.

“Estaremos disponibilizando para os produtores e pesquisadores uma alternativa para o controle desse parasito, de modo seguro tanto para os peixes, os consumidores e para o meio ambiente,”Uma vez que este medicamento é rapidamente eliminado do organismo do animal, e no meio ambiente é rapidamente biodegradado. Além de ser um remédio que já é vendido nas lojas de produtos veterinários da cidade de Manaus, e tem um preço acessível aos produtores”, disse.

Pesquisa

Mestrando do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu da Universidade Nilton Lins em parceria com o Inpa, Lima é natural do município de Barcelos e  conta com apoio do Programa de Bolsas de Pós-Graduação voltado ao Interior do Estado do Amazonas (PROINT-AM) da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado do Amazonas (Fapeam), que tem com objetivo oferecer bolsas de estudos de Pós-Graduação Stricto Sensu (mestrado e doutorado).

De acordo com dados do Anuário da Associação Brasileira de Piscicultura (PEIXE BR), o tambaqui representa 43,7% da produção brasileira.

IMG_6176

O objetivo do estudo é avaliar e definir a melhor concentração de Cloridato de Lavamisol (CL), um medicamento amplamente utilizado para tratar de verminoses intestinais humanas e na medicina veterinária para o tratamento ovinos, caprinos, bovinos, suínos, aves e peixes

Para o pesquisador atualmente a demanda por tambaqui é crescente é a espécie nativa mais produzida no Brasil, sua maior produção se encontra na região Norte do Brasil, com destaque para o Estado de Rondônia o que leva os produtores a intensificar seus sistemas de produção. Com isso gera e um estresse crônico nos animais, causando prejuízos ao sistema imunológicos, tornando-os mais susceptíveis a ação de (patógenos) que são organismos capazes de causar doença em um hospedeiro que no caso é o tambaqui.

“Com aumento de população numa determinada região, aliado ao manejo inadequado, como excesso de manuseio dos peixes, má alimentação, sobra de ração nos viveiros, o que leva a deterioração da água mudando as sua características físicas e químicas, acontece o desenvolvimento de organismos, como fungos, bactérias, protozoários, vírus e parasitos (ex. o acantocéfalo Neoechinorhynchus buttnerae, alvo desta pesquisa,”contou.

 Texto- Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

O post Pesquisa analisa alternativa para controlar parasitos de tambaqui apareceu primeiro em FAPEAM.

Projeto usa celular como ferramenta pedagógica

Proposta do trabalho é de viabilizar o uso do aparelho no processo de ensino aprendizagem

O celular tornou-se uma ferramenta indispensável para maioria das pessoas. O aparelho tem sido à base de um projeto desenvolvido no interior do Amazonas, que utiliza o instrumento como ferramenta pedagógica. O trabalho é realizado na Escola Estadual de Tempo Integral Álvaro Maia, no município de Humaitá/AM.

O projeto é desenvolvido por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edição 2018, realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Como forma de conscientização quanto à dependência dos alunos com relação ao celular, a proposta do trabalho é de viabilizar o uso do aparelho no processo de ensino aprendizagem.

O coordenador do projeto, Marcos Antônio Oliveira, disse que decidiu realizar o trabalho na escola devido o celular fazer parte da vida diária dos alunos o que causa também dependência em seu uso. Ele afirma que a ausência do aparelho chega até mesmo a provocar transtornos psicológicos nos alunos. As regras impostas pela família e instituições escolares na tentativa de impedir o uso em sala de aula tem sido ineficiente.

“O objetivo desse trabalho é viabilizar o celular como uma opção a mais de pesquisa escolar funcionando como um ambiente virtual disponível aos alunos 24 horas”, contou.

Professor de História na escola, Oliveira explicou que os slides trabalhados em sala de aula são postados no grupo de um aplicativo para smartphone, que é administrado pelo professor coordenador e a gestora da escola. Antes de cada avaliação é cedido em torno de 10 minutos para que os alunos possam consultar os slides enviados, os quais contêm os conteúdos que serão cobrados nas avaliações.

“Para permitir que os alunos que não possuem celulares sejam beneficiados pela produção de conhecimento obtido no grupo são efetuados debates em sala aula com os membros participantes com foco nos materiais postados”, disse. 

Comportamento dos Alunos

Conforme o professor, os livros também são usados durante as aulas, mas  o efeito produzido por meio do projeto no processo de ensino aprendizagem aumentou com a leitura dos conteúdos digitais.

“A maioria dos estudantes, seja por desinteresse ou pelo peso dos livros, não levam os mesmos para a sala de aula. Quando isso acontece, há uma prioridade para os livros de português e matemática. Mas, quase todos  possuem aparelhos celulares de última geração e os transportam diariamente às escola em seus bolsos ou bolsas escolares. O que se percebe com relação aos celulares utilizados pelos alunos é que a qualidade e custo dos mesmos muitas vezes é maior daqueles utilizados pelos professores”, detalhou.

Outro ponto positivo do projeto é que nas aulas os alunos demonstram interesse em discutir determinados trechos de textos ou imagens postadas aumentando o desempenho durante as avaliações.

BeFunky-collage

O projeto é desenvolvido por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edição 2018, realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed)

Para aluna e bolsista do PCE, Laís Ferreira dos Santos, 3° ano do Ensino Médio, o projeto é importante por tornar os conteúdos debatidos em sala de aula atrativos e digitais.

“É algo que nos ajuda não apenas na aprendizagem em sala de aula, mas também nos auxilia como preparatório para prestarmos o vestibular, pois os conteúdos postados também são relacionados a estes temas”, informou.

A estudante, Thalia Aparecida dos Santos, do 2º ano do Ensino Médio,  conta que a atividade proporciona estudar história de maneira diferente.

“São postados no grupo materiais que reforçam o estudo em sala de aula, tais como textos, imagem, vídeos e o próprio slide que o professor usa em sala de aula e faz com que o aluno adquira mais conhecimento por conta do celular está presente na vida dos jovens 24h por dia”, disse.

Já para Radyjia de Lima, do 2º ano do Ensino Médio,  o projeto atrai os alunos por envolver a tecnologia no ensino. A estudante conta ainda que como alguns materiais são enviados pelo celular quando não está próxima dos livros fica mais fácil de ter o conteúdo a um toque da mão.

“Esse projeto nos ajuda a estudar em vários lugares diferentes, na escola, em casa. Com temos acesso mais fácil ao celular nós podemos levar para vários lugares e facilita o nosso aprendizado no dia a dia”, contou.

PCE

O PCE apoia a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais sediadas no Amazonas e municipal.

Lançado no mês de março, o programa conta com investimento de quase R$2,5 milhões para incentivar a aproximação da ciência no ambiente escolar, visando à participação de professores e estudantes, por meio de projetos de Iniciação Científica Junior (ICT/JR).

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

O post Projeto usa celular como ferramenta pedagógica apareceu primeiro em FAPEAM.

Estudo detecta casos de desvio de septo em pacientes com inflamação no Ouvido

A pesquisa foi realizada no ambulatório detectado em 31 pacientes

Um estudo científico realizado na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) detectou a ligação de problemas relacionados ao ouvido com desvio de septo no nariz, alteração que impede o nariz de realizar suas funções no sistema respiratório. A pesquisa foi realizada pelo graduando em Medicina, Adnaldo Maia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O estudo foi desenvolvido no âmbito do Programa de Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).  O programa é voltado para o desenvolvimento do pensamento científico e iniciação à pesquisa de estudantes de graduação do ensino superior.

Segundo o estudante, para a pesquisa foram avaliados 31 pacientes, acima de 18 anos, atendidos no Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial da FHAJ. Desse número, todos apresentavam queixas no ouvido e sintomas nasais.

IMG_5810

Graduando em Medicina, Adnaldo Maia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

“Alguns pacientes já tinham mais de 10 anos que não escutavam direito junto a isso outro sintoma associado era o prurido, quando o nariz coça muito e também viviam com rinite. Os resultados foram iguais aos que estão descritos na literatura estes pacientes realmente tinham muitas alterações, além de uma duração da doença de ouvido muito longa”, explicou.

Maia diz que o problema se não tratado faz com que o paciente sofra com a doença no ouvido que em alguns casos pode levar até mesmo a perda auditiva, quando os sintomas de rinite e sinusite são frequentes.

Com o resultado da pesquisa, o estudante esperar contribuir para que algum tipo de protocolo seja criado na Fundação e que possa ajudar os profissionais que trabalham no ambulatório no diagnóstico.

“Imagina uma paciente com quase 14 anos com perda da audição e da qualidade de vida. É importante esse conhecimento por meio da pesquisa científica para melhorar o atendimento e a vida nosso paciente”, contou.

Texto- Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon 

O post Estudo detecta casos de desvio de septo em pacientes com inflamação no Ouvido apareceu primeiro em FAPEAM.

Estudo químico é realizado em Plantas Alimentícias Não Convencionais da região Amazônica

Vitória-régia e urtiga são as plantas analisadas na pesquisa com objetivo de endossar o uso dessas plantas como alimento funcional e fonte de nutrientes

 Já pensou em inserir a urtiga ou a vitória-régia na sua alimentação? Essas plantas fazem parte da pesquisa científica realizada pela doutora em Química de Produtos Naturais Patrícia Hidalgo, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A pesquisadora está avaliando a composição química e atividade biológica dos frutos e outras hortaliças conhecidas como Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs).

As PANCs estão inseridas em um grupo de vegetais que podem ser utilizadas na alimentação, mas que não são usadas no dia a dia.

O projeto que teve início em 2017 faz parte do Programa de Apoio a Pesquisa (Universal Amazonas) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas( Fapeam). A pesquisa é desenvolvida em parceria com o doutor em Fitotecnia, Valdely Kinupp, criador do conceito PANCs e referência na área.

Patrícia explica que a vitória-régia é um ícone da região e o que muita gente não sabe que a planta também é comestível. Por isso, a ideia do estudo é alavancar o setor hortifrúti de espécies amazônicas com o fornecimento de informações científicas que agregarão valor econômico as plantas estudadas do ponto de vista nutricional e de segurança alimentar.

 “Muitas dessas plantas não têm qualquer informação sobre a composição centesimal, quanto a proteínas, lipídeos, carboidratos e outros nutrientes. O estudo pretende trazer maiores informações quanto à composição química e até verificar a segurança de seu consumo” disse.

Vitória Régia

Vitória-régia é um ícone da região amazônica, mas  muita gente não sabe  que a planta também é comestível.

Outra planta que faz parte do estudo é a urtiga, muito comum em campos, beiras de estradas e jardins. Segundo Patrícia, a proposta é ir além de estudar as plantas como alimento funcional é analisar também como fonte de nutracêuticos, que são nutrientes específicos presentes em um alimento.

“A partir do momento que você faz trabalho sobre a química dessas plantas você endossa tanto o uso delas como alimento, como uma fonte de substâncias que podem suprir necessidades do organismo ou prevenir alguma doença, e apontar como fonte de um novo produto para a indústria farmacêutica, na forma de suplementos dietéticos, em cápsulas ou medicamentos manipulados, como fibras, proteínas, aminoácidos, vitaminas antioxidantes, ou minerais ”, conta Patrícia.

urtiga

Outra planta que faz parte do estudo é a urtiga, muito comum em campos, beiras de estradas e jardins

Conforme a pesquisadora em nossa região há uma diversidade de plantas, frutos, castanhas, tubérculos que são comestíveis. Mas, ela observa que a maioria dessas plantas não tem o uso comum ou qualquer estudo científico sobre elas.

“Pensei em estudar um pouco mais sobre a química dessas plantas para valorizar o que temos em nossa região, já que muito do que comemos vem de fora. Nós temos uma grande riqueza em termos de frutas, hortaliças, entre outros, sendo negligenciadas. Aos poucos, vamos aumentar a aceitação das pessoas por essas espécies, como foi feito com o nosso açaí, castanha do Pará, cupuaçu, dentre outros, que se tornaram conhecidos pelo mundo afora” conta.

Pesquisadora Patrícia Hidalgo

Estudo é coordenado pela doutora em Química de Produtos Naturais Patrícia Hidalgo, da UEA

Iniciação Científica

O estudo conta também com a participação de estudantes de Iniciação Científica (IC) que participam do estudo científico sob a orientação da coordenadora do estudo, Patrícia Hidalgo.

A graduanda em Química pela UEA Sara Loiola relata que alguns resultados já apontam que a vitória-régia possui potencial antioxidante.

“O nosso objetivo é justamente verificar se ela é uma planta alimentícia não convencional com um valor de nutrientes específico, que pode ser usado como um alimento funcional”, disse.

Já Luciana Castro, que também é graduanda em Química pela UEA, conta que a urtiga já é servida em alguns restaurantes de Manaus. Mas, que ainda se tem um estudo químico ou biológico sobre a planta.

“A gente precisa saber o que tem para avisar a comunidade como um todo, se pode enriquecer a dieta de uma maneira positiva ou se pode ser usada como fitoterápico” disse.

PANCs

O conceito de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) foi criado por Valdely Kinupp, biólogo e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, Campus Manaus-Zona Leste (IFAM-CMZL) e autor do livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) no Brasil.

Valdely kinupp

Conceito de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) foi criado por Valdely Kinupp, biólogo e professor do IFAM-CMZL

O professor afirma que é muito comum as pessoas associarem as PANCs àquelas plantas que nascem sozinhas, de maneira espontânea. Entretanto, nem todas as PANCs seguem essa característica, e algumas espécies são cultivadas.

“É por isso que é preciso estar atento e utilizar apenas plantas que apresentam seus componentes conhecidos a fim de evitar qualquer tipo de intoxicação. Assim como todos vegetais que conhecemos, cada PANCs apresenta uma forma diferente de preparo. Muitas plantas podem ser consumidas in natura, utilizadas na forma de suco ou em saladas. Outras podem ser ingeridas cozidas ou refogadas, e existem ainda aquelas que, obrigatoriamente, devem passar por cozimento”, destaca.

Segundo Kinupp, a ideia é plantar aquilo que pode ser produzido na região, neste caso é de suma importância a divulgação dessas plantas.

“Se você trabalhar com as PANCs de forma agroecológica, vai continuar preservando a natureza e mantendo a floresta em pé”, conta.

vitória régia laboratorio

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

O post Estudo químico é realizado em Plantas Alimentícias Não Convencionais da região Amazônica apareceu primeiro em FAPEAM.

Biocida Nanotecnológico produzido com óleos essenciais de plantas amazônicas pode substituir agrotóxicos sintéticos

A formulação do inseticida natural de liberação controlada pode ser utilizada no combate aos ácaros, insetos, fungos e bactérias em plantações de mamão, cupuaçu e abacaxi

Um biocida de liberação controlada produzido a partir de óleos essenciais extraídos de plantas coletadas da região Amazônica está em fase de desenvolvimento com a finalidade de combater a ação de microrganismos como insetos, ácaros, fungos e bactérias em plantações de frutas como o mamão, o abacaxi e o cupuaçu. Os pesquisadores pretendem produzir um tipo de inseticida natural que não cause prejuízos ao meio ambiente, aos agricultores e aos consumidores, e que tenha eficiência suficiente para substituir, de maneira sustentável, os agrotóxicos sintéticos disponíveis no mercado.

A pesquisa é desenvolvida no Laboratório de Polímeros Nanoestruturados (NANOPOL), pelos pesquisadores do Departamento de Física da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), através do Programa de Apoio Estratégico ao Desenvolvimento Econômico-Ambiental do Estado do Amazonas – Amazonas Estratégico, edital Nº 004/2018.

IMG_3958

Os pesquisadores pretendem produzir um tipo de inseticida natural que não cause prejuízos ao meio ambiente, aos agricultores e aos consumidores, e que tenha eficiência suficiente para substituir, de maneira sustentável, os agrotóxicos sintéticos disponíveis no mercado

O coordenador do projeto e pós-doutor em Bionanotecnologia, Edgar Sanches, explica que os óleos essenciais, responsáveis pelas ações inseticidas e acaricidas, são substâncias químicas naturais e de baixíssima toxicidade. Segundo o pesquisador, a concentração utilizada nessas formulações é tão baixa que é possível considerá-las atóxicas, ou seja, não nocivas à saúde.

Os estudos realizados até o momento mostram que existem óleos essenciais com ações similares aos produtos sintéticos. Outro ponto é que a equipe também obteve sucesso nas formulações de nanopartículas feitas a partir de polímeros biodegradáveis, além de elevada eficiência de encapsulamento e ação prolongada desses óleos essenciais com a liberação dessas nanopartículas.

O pesquisador explica que os agrotóxicos naturais à base de óleos essenciais possuem constituintes altamente voláteis e por isso a aplicação direta dessas substâncias nas plantas se torna inviável.

“É aí que entra a nanotecnologia, ela permite que possamos encapsulá-los, ou seja, inseri-los dentro de uma nanopartícula feita de polímeros biodegradáveis, para protegê-los da volatilização”, explicou.

IMG_3888

Edgar Sanches, coordenador do projeto e pós-doutor em Bionanotecnologia,

Conforme Sanches é possível comparar essa partícula a uma bala recheada, onde o recheio é o óleo essencial e a casca da bala é o polímero biodegradável, e no momento em que essas nanopartículas recheadas de óleo essencial são aplicadas sobre as plantas, as cascas externas feitas de polímeros biodegradáveis se rompem e liberam o óleo essencial diretamente sobre as plantas e os microrganismos.

“Essa liberação pode ser modulada, ou seja, ela pode ser programada para que a liberação do óleo essencial aconteça durante um longo período de tempo. Essa é a liberação controlada ou liberação prolongada. Essa tecnologia faz com que a concentração do óleo essencial utilizado seja baixa, além de diminuir consideravelmente o número de reaplicações, já que o efeito é prolongado, podendo muitas vezes ser realizada apenas uma aplicação semanal”, detalhou

Segundo Sanches as pesquisas para desenvolvimento desses biocidas são extensas e multidisciplinares por se tratar de produtos naturais e biodegradáveis com formulações 100% constituídas de produtos biodegradáveis e atóxicos. Para o pesquisador o desafio é precisar a estabilização desses sistemas, ou seja, mantê-los estáveis, livres da rápida degradação e com elevada eficiência de encapsulamento pelo maior tempo possível, para que um dia essas substâncias possam vir a se tornar produtos de prateleiras.

Desde 2013 o grupo de pesquisa vem estudando e identificando pelo menos 15 espécies de plantas, em que os óleos essenciais são altamente eficazes contra insetos, ácaros e larvas, especialmente as de Aedes aegypti.

“Esse rastreamento permitiu chegarmos a quatro espécies com elevada ação biológica, que se tornaram o carro chefe das pesquisas realizadas em nosso laboratório”, explicou

Biocidas x Agrotóxicos

Edgar explica que o controle químico por meios de métodos convencionais que envolvem o uso de agrotóxicos sintéticos é atualmente o recurso mais utilizado para combater pragas nas plantações. Por esse motivo é que os pesquisadores estão desenvolvendo um produto que possa substituir agrotóxicos químicos por outros de igual ou superior eficácia. A partir disso, indicar a aplicação dessas substâncias como uma alternativa promissora para reduzir o uso indiscriminado de defensivos agrícolas.

 “O que se discute aqui não é a função química dos agrotóxicos. O que se discute aqui é a ação consciente do homem, ou seja, a criação de regulamentações eficazes e condizentes com a realidade do país, o uso de concentrações corretas, a manutenção de um número mínimo de reaplicações, o cuidado com a possível contaminação de águas e o cuidado com o manuseio dos produtos, sem ainda deixar de pensar, claro, no consumidor final”, contou

O pesquisador explica que existem disponíveis no mercado vários produtos de base tecnológica e de ação prolongada, como fármacos, cosméticos, produtos para animais domésticos (linha pet), suplementos alimentares, fertilizantes, repelentes e até mesmo agrotóxicos. No entanto, ainda não estão à disposição no mercado nenhum tipo de biocida de base nanotecnológica e de liberação controlada feito integralmente a partir de produtos naturais, atóxicos e biodegradáveis.

IMG_3911

As pesquisas para desenvolvimento desses biocidas são extensas e multidisciplinares por se tratar de produtos naturais e biodegradáveis com formulações 100% constituídas de produtos biodegradáveis e atóxicos

“Existem inseticidas de liberação controlada baseados em substâncias ativas sintéticas e com toxicidade ainda duvidosa, como o DEET que é um composto químico utilizado como repelente de insetos”, destacou

Edgar ressalta que esses compostos químicos convencionais causam um enorme prejuízo ao meio ambiente com a contaminação do solo e das águas, especialmente de lençóis freáticos, para os organismos aquáticos, além de riscos às pessoas que o manuseiam e ao consumidor final.

“Embora alguns agrotóxicos façam uso da nanotecnologia na formulação de inseticidas de ação prolongada, nenhum deles é baseado na ação de óleos essenciais e de nanopartículas feitas a base de polímeros biodegradáveis. Esse é um nicho de mercado que pode ser explorado, especialmente porque as pessoas estão muito mais preocupadas com produtos que preservem o meio ambiente, o próprio consumidor, e que sejam formulados a partir de materiais naturais e de baixa toxicidade. Além disso, a utilização sustentável de nossos recursos regionais torna esse biocida ainda mais interessante”, disse o pesquisador.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

O post Biocida Nanotecnológico produzido com óleos essenciais de plantas amazônicas pode substituir agrotóxicos sintéticos apareceu primeiro em FAPEAM.

Torneio de robótica marca encerramento de projeto do RH-TI da Fapeam

Programa RH-TI estimula estudantes a seguirem carreira acadêmica na área da Tecnologia da Informação

 

Estudantes do ensino médio de escolas  públicas de Manaus e de oito municípios do Amazonas participaram de uma competição de robótica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), no Distrito Industrial, na Zona Sul de Manaus. O evento ocorreu no último sábado (8) e marcou o encerramento do projeto intitulado “Robô-TI”, desenvolvido no Programa Estratégico em Tecnologia da Informação (RH-TI), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Com um investimento de R$600 mil, o programa é uma ação do Governo do Amazonas por meio da Fapeam para estimular estudantes, da capital e do interior do Amazonas, a partir do primeiro ano do Ensino Médio, a seguirem carreira acadêmica e profissional na área de Tecnologia da Informação (TI), através de atividades orientadas, executadas em escolas das redes públicas estaduais de ensino sediadas nos Estados da Amazônia Ocidental.

IMG_7569

Um total de 16 equipes formadas por alunos entre 15 e 17 anos participaram do torneio que reuniu estudantes de Manacapuru, Coari, Tefé, Maués, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Parintins e Manaus.

Um total de 16 equipes formadas por alunos entre 15 e 17 anos participaram do torneio que reuniu estudantes de Manacapuru, Coari, Tefé, Maués, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Parintins e Manaus. A equipe XD – Manaus da Escola Estadual Brigadeiro João Camarão Telles Ribeiro foi a premiada com a primeira colocação na competição.

Segundo  a coordenadora do Projeto Robô-TI e doutora em Informática, Joyce Miranda, a proposta do projeto é estimular e promover o interesse de alunos do Ensino Médio do Estado no ingresso em carreiras na área de TI.

“Estamos propondo aplicar a prática da robótica educacional voltada para programação de uma forma lúdica, mais didática, para tentar estimular esses alunos a ingressarem em carreiras na área de TI, de forma a suprir o mercado local e nacional de uma forma geral,” contou.

Joyce explicou também que a execução do projeto  foi através de kits Lego Mindstorm escolhido por ser considerado um kit de referência em robótica educacional. A ferramenta se destaca tanto por sua característica lúdica como por apresentar significativa liberdade e flexibilidade para a montagem de estruturas mecânicas. A coordenadora explica que as etapas da competição consistem basicamente em os robôs executarem tarefas pré-definidas pelas equipes de estudantes.

“Os competidores têm a liberdade de montar o robô com sensores que vieram disponíveis nas estruturas dos kits Lego. Os estudantes programaram utilizando a lógica de programação para que os robôs concluam a tarefa que foi proposta pelas equipes, além do robô ter que cumprir outros desafios estabelecidos pelos alunos para solucionar determinado problema”, explicou

A coordenadora explica ainda que os kits Lego Mindstorm vão ficar para os municípios e isso vai permitir que o projeto se perpetue, porque os professores foram capacitados pelo projeto e podem formar outras turmas na área de robótica.

O Pró-reitor de Pesquisa Pós-graduação e Inovação do Ifam, José Pinheiro de Queiroz Neto, diz que o objetivo do projeto foi alcançado com a fomentação de recursos, propiciando aos alunos do Ensino Médio o interesse pela área de informática.

IMG_7610

A execução do projeto foi através de kits Lego Mindstorm escolhido por ser considerado um kit de referência em robótica educacional

Interiorização

Para o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, esse projeto reflete o que a instituição deseja em termos de formação de recursos humanos qualificados a partir da base do ensino.  O diretor explica que o projeto Robô-TI permitiu a interiorização dessas ações da Fapeam em termos de igualdade entre a capital e o interior do Estado.

“O primeiro ponto positivo é que abrange uma área como a robótica, com a tecnologia da informação esse projeto está alinhado com o que se faz no mundo inteiro, porque cada vez mais todas as nossas atividades estão sendo influenciadas ou impactadas pelas tecnologias da informação e comunicação”, disse.

IMG_7580

Para o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, esse projeto Robô-TI permitiu a interiorização dessas ações da Fapeam em termos de igualdade entre a capital e o interior do Amazonas

Para a estudante Ana Kelly de Oliveira Mendonça, 16 anos, do 2º ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Dep. Armando de Souza Mendes, do município de Tefé (AM), a participação no projeto a ajudou a discernir sobre a escolha da profissão a seguir. A estudante vai prestar vestibular para o curso de Engenharia de Software.

Para o estudante Reginaldo da Silva Souza Júnior, 17 anos, do 3º ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Emanuel Vicente Ferreira Lima, do município de Coari (AM), o projeto ajudou muito a desenvolver o raciocínio lógico, aliar teoria com a prática, de uma forma lúdica.

1º lugar - Robô Ti Manaus

1º lugar: equipe XD – Manaus – Escola Estadual Brigadeiro João Camarão Telles Ribeiro

2º Lugar - Robô Ti Pres. Figueiredo

2º lugar: equipe Clock Town – Presidente Figueiredo – Escola Estadual Maria Calderaro

3º Lugar Robô Ti - Itacoatiara

3º lugar: Mister robô – Itacoatiara – Escola Estadual Professora Mirtes Rosa Mendes de Mendonca Lima

 

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

O post Torneio de robótica marca encerramento de projeto do RH-TI da Fapeam apareceu primeiro em FAPEAM.

Pesquisas científicas aplicadas em saúde são apresentadas em Seminário de Avaliação

Projetos foram coordenados por pesquisadores servidores do Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane da Fundação Oswaldo Cruz

Quase R$1 milhão foi investido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em pesquisas básicas aplicadas em saúde para geração de conhecimentos científicos, que possam contribuir com a melhoria da saúde da população Amazônica, por meio do Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde (Proep).

Os resultados de nove projetos científicos desenvolvidos no programa foram apresentados nesta sexta-feira (7), na sede Fapeam, no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus. O Proep foi realizado pela Fapeam em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ via o Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane (CpqLMD).

Para a gerente do Departamento de Acompanhamento e Avaliação (DEAC) da Fapeam, Aline Lauria, os resultados dos projetos servirão de base para ações e programas, que podem contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas na área da saúde.

 O Proep foi realizado pela Fapeam em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ via o Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane (CpqLMD)


O Proep foi realizado pela Fapeam em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ via o Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane (CpqLMD)

“O objetivo do programa é facilitar o processo de diagnósticos de doenças endêmicas no Estado. Essas pesquisas impactam na sociedade contribuindo com melhoria no atendimento, por exemplo, nos postos de saúde, pois com mais conhecimento sobre a doença é possível utilizar os medicamentos mais eficazes para solução de doenças consideradas comuns no Amazonas”, contou.

Ainda conforme Aline, todos os projetos foram avaliados por consultores com amplo conhecimento nos projetos desenvolvidos.

Projetos

Entre os projetos apresentados durante o seminário está o da doutora em alimentos, Ani Beatriz Jackisch Matsuura, que realizou um estudo etio-epidemiológico e molecular dos dermatófitos, causadores de dermatofitoses em pessoas atendidas em serviços públicos de micologia de Manaus.

A dermatofitose é uma doença causada por fungos ou cogumelos chamados dermatófitos. Estes fungos alimentam-se de queratina e se localizam na pele, no pelo e nas unhas.

Doutora em alimentos, Ani Beatriz Jackisch Matsuura, que realizou um estudo etio-epidemiológico e molecular dos dermatófitos, causadores de dermatofitoses em pessoas atendidas em serviços públicos de micologia de Manaus

A pesquisa foi realizada com o objetivo de identificar possíveis fontes de infecção das dermatofitoses, e consequentemente, oferecer subsídios para a prevenção e controle desse problema de saúde pública.

Outro projeto apresentado foi do doutor em Biotecnologia, Luis André Morais Mariúba, sobre o desenvolvimento de um sensor eletrônico para detecção de malária, utilizando nanotubos de carbono.

 

TEXTO – Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

O post Pesquisas científicas aplicadas em saúde são apresentadas em Seminário de Avaliação apareceu primeiro em FAPEAM.

Estudo pretende avaliar o impacto das queimadas na qualidade do ar de Manaus

Pesquisa desenvolvida por meio de projeto de doutorado pretende identificar as possíveis regiões de origem de queimadas

 

Avaliar o impacto das queimadas na qualidade do ar de diferentes localidades da região metropolitana de Manaus é o foco da pesquisa científica desenvolvida pelo doutorando em Clima e Ambiente, Igor Ribeiro, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A ideia de realizar o estudo surgiu após o episódio de queimadas em 2015, que deixou a cidade de Manaus com alto índice de poluição e com difícil visualização devido a fumaça.

O estudo conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Percebemos a necessidade de identificar a região de origem desses poluentes e começamos um monitoramento contínuo, em  agosto de 2017, para observar compostos específicos emitidos pelas queimadas. Com o monitoramento da variação da concentração desses compostos ao longo do ano associado ao uso de dados por satélite e de modelos climáticos, poderemos determinar quais são as principais regiões que estão influenciando na qualidade do ar da cidade de Manaus ao longo do ano”, disse Igor.

IMG_6542 (1)

Para o doutorando Igor Ribeiro a pesquisa tem um impacto importante nas questões públicas de saúde e conservação do meio ambiente da região Norte

Aumento de focos de queimadas

Conforme dados do Instituto de Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) houve um aumento do número de focos de queimadas no Estado do Amazonas no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Cerca de 361 focos de queimadas foram registrados no primeiro semestre deste ano. Em 2017, houve o registro de 264 focos, o que comprova um aumento 36,7%.

Para o doutorando, a pesquisa tem um impacto importante nas questões públicas de saúde e conservação do meio ambiente da nossa região.

“Entendendo a dinâmica do impacto das queimadas na qualidade do ar de Manaus, os resultados da pesquisa auxiliarão nas políticas públicas de gestão da qualidade do ar no âmbito municipal e regional que visem à prevenção, o combate e a redução das emissões de poluentes pelas queimadas”, afirmou.

Ribeiro explicou que as queimadas ao longo do ano contribuem para um aumento da concentração de Material Particulado (MP2.5), que  entende-se por ser uma mistura de partículas presentes no ar que são emitidas por diferentes fontes.

“Dentre as diversas partículas que são coletadas, em minha tese estamos interessados em analisar apenas as partículas menores que 2,5 micrômetros (MP2.5)  que são emitidas pela queima de vegetação”, detalhou.

queimada

 

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

O post Estudo pretende avaliar o impacto das queimadas na qualidade do ar de Manaus apareceu primeiro em FAPEAM.