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Chamadas Públicas com foco na saúde da mulher e em campanhas de saúde

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), em parceria com a Fundação Bill & Melinda Gates, disponibiliza duas Chamadas por meio do programa Grand Challenges Explorations  em busca de inovações com foco na saúde menstrual da mulher e na melhoria do impacto das campanhas de saúde em países de baixa e média renda. O prazo final para envio de propostas para as duas Chamadas  é  até o dia o dia 22 de abril de 2020.

Os cientistas brasileiros selecionados para o financiamento do Grand Challenges Explorations receberão o valor de US$ 100.000 da Fundação Gates e um apoio adicional de US$ 100.000 da Fapeam. Vale destacar que a Fapeam dispõe de diretrizes específicas para participação nas chamadas  (Clique aqui).

Entre os requisitos por parte do coordenador é necessário ter título de  de doutor;  vínculo permanente com a instituição de pesquisa e/ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no estado do Amazonas; ter experiência compatível e comprovada com o tema da proposta apresentada (coordenação de projetos, integrante de equipe, publicação na área, entre outras experiências que serão avaliadas).

Lançado em 2008 pela Fundação Gates, o programa de financiamento de pesquisa Grand Challenges Explorations procura ideias arrojadas de indivíduos inovadores para solucionar os maiores desafios em Saúde e Desenvolvimento.

Em 2011, a Fundação Gates estabeleceu uma parceria em torno do Grand Challenges Explorations com 20 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) para ajudar a catalisar inovações no Brasil.

Chamada 1 –  Inovações no desenvolvimento de um produto transformador para a saúde menstrual

A Fundação Gates busca projetos com foco na inovação e no desenvolvimento de novos produtos relacionados a saúde menstrual e higiene íntima que prezem pela segurança, discrição, eficácia (sem vazamentos), aceitabilidade cultural e sustentabilidade.  Link para a Chamada:  Clique Aqui.

Acesse aqui o Material de Suporte para submissão de propostas para esta chamada

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Chamada 2- Inovações para melhorar o impacto das campanhas de saúde

A Fundação Gates financia propostas com soluções inovadoras que acelerem a melhoria na cobertura, alcance, eficiência e eficácia das campanhas de saúde em países de baixa e média renda.  Link para a Chamada: Clique Aqui

Acesse aqui o Material de Suporte para submissão de propostas para esta chamada

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Para se inscrever acesse: gcgh.grandchallenges.org/application-instructions

 Dúvidas entrar em contato por e-mail: internacionalizacao@fapeam.am.gov.br

Por: Fapeam com informações do Confap

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Fapeam adere chamada para desenvolvimento de terapêutica e diagnóstico para combater infecções por coronavírus

2020-03-25

A Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), considerando as implicações humanitárias e à saúde pública diante da pandemia do Covid-19,  aderiu à chamada lançada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), designada “Desenvolvimento de terapêutica e diagnóstico para combater infecções por coronavírus”. Essa chamada é uma iniciativa do Innovative Medicines Initiative, junto com a Comissão Europeia e a European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations (EFPIA). A chamada é aberta a pesquisadores e instituições brasileiras, com previsão de co-financiamento.

Foram destinados EUR 45 milhões para a iniciativa que não estabelece limites mínimos ou máximos para as instituições participantes. Lançada de forma emergencial, diante da pandemia de Covid-19 que atinge o mundo, a chamada estabelece o dia 31 de março como data limite para a submissão de propostas, que serão avaliadas pelo lado europeu até 15 de abril.

Acesse as Diretrizes Específicas da Fapeam (Clique aqui)

Consórcios proponentes são convidados a submeterem propostas que abordem pelo menos um dos objetivos do tópico. O tamanho e a composição de cada um dos consórcios devem ser adaptados a fim de que correspondam aos objetivos científicos e aos resultados/produtos chave esperados.

Consórcios proponentes, durante todas as etapas do processo de avaliação, devem considerar a natureza e a dimensão do programa IMI2 JU como uma colaboração público-privada.

Enquanto são preparadas as suas propostas, os consórcios proponentes devem garantir que as necessidades dos pacientes sejam adequadamente abordadas e, quando apropriado, é incentivado o envolvimento de pacientes.

Os proponentes devem garantir que as dimensões de gênero também sejam consideradas. As sinergias e complementaridades com outras nações e projetos internacionais e iniciativas devem ser exploradas, a fim de que se evite a duplicação dos esforços e a fim de criar colaboração a nível global para maximizar o valor agregado Europeu em pesquisa da saúde. Quando apropriado, é também incentivado fortemente o envolvimento de reguladores.

Os consórcios proponentes devem assegurar que, quando pertinente, suas propostas estão em conformidade com a Regulamentação Geral para Proteção de Dados (EU) 2016/679 e Regulamentação de Ensaios Clínicos (EU) 536/2014 (e/ou a Diretiva 2001/20EC) e qualquer outra legislação que se aplique.

Antes de submeter à proposta, os consórcios proponentes devem se familiarizar com todos os documentos da Chamada, tais como o Manual para submissão, avaliação e concessão de benefício da IMI2 JU, e os critérios de avaliação da IMI2. Os proponentes devem consultar os formulários específicos e os processos de avaliação associados com o tipo de tópico da Ação de Pesquisa e Inovação (RIA).

  • Link da Chamada:  (Clique Aqui)
  • Para mais informações – Webinar sobre a Chamada:   (Clique Aqui)
  • Para a busca de parceiros:   (Clique Aqui)
  • Perguntas e respostas sobre a Chamada:  (Clique Aqui)
  • Link da Chamada no portal Horizon 2020 / plataforma de busca de parceiros: (Clique Aqui)
  • Anexo 1- Diretrizes específicas Fapeam (Clique aqui)

Dúvidas entrar em contato por e-mail: internacionalizacao@fapeam.am.gov.br

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Fiocruz Amazônia conclui o primeiro sequenciamento do SARS-CoV-2 da região Norte

Com apoio  da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam), o primeiro  sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi  concluído por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).  O resultado contribui  para a ampliação do  conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19.

O sequenciamento que foi feito pelo pesquisador Felipe Naveca e sua equipe, a partir de amostra de paciente do Amazonas, soma-se a outras iniciativas de genômica no país e no mundo.

Pesquisador Felipe Naveca. Foto: Eduardo Gomes

“As análises iniciais mostraram nove mutações em relação à amostra original de Wuhan na China. Queremos entender se existe relação dessas variações no genoma viral no desfecho da infecção”, explica o pesquisador, ao acrescentar que os estudos continuam para sequenciar outras amostras.

Segundo ele, o sequenciamento do genoma da amostra do Amazonas já  pode ser comparado com outros que circulam no Brasil e no mundo para identificar se existe um marcador de piora ou de melhora do quadro, além de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina ou medicamento contra o  vírus SARS-CoV-2 .

O pesquisador reforça a importância da ciência e do apoio a estudos sobre o coronavírus e lembra que o sequenciamento de vírus é uma das atribuições da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam), que é apoiada pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam).

 

Por: Marlúcia Seixas

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Direção da Fapeam reúne com representantes da FAS

Fortalecer parcerias institucionais e debater ações voltadas para a Popularização e Difusão da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) foram os assuntos abordados durante reunião realizada entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Fundação Amazonas Sustentável (FAS). O encontro ocorreu nesta sexta-feira (13/3) na sede da Fapeam, no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus.

Participaram da reunião pela Fapeam a diretora- presidente Márcia Perales, a diretora técnico-científica, Márcia Irene Andrade, e a diretora administrativo–financeira, Kathya Thomé, o coordenador de relacionamento institucional da FAS, Carlos Bueno,  e o jornalista científico, Sérgio Deodato.

Na oportunidade, conversaram sobre os trabalhos desenvolvidos pelas duas instituições e sobre a importância da popularização e difusão da ciência, tecnologia e inovação (CT&I), que inclusive é umas das linhas de ações da Fapeam, cujo objetivo é fomentar a popularização e difusão da CT&I produzida no Amazonas para melhoria do acesso ao conhecimento, às tecnologias e seus benefícios, construindo mecanismos democráticos de apropriação por parte da sociedade dos produtos gerados, a partir da ciência produzida no Estado.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Alunos com bolsa de doutorado concedida pela Fapeam ou Capes podem concorrer a intercâmbio na Alemanha

Alunos que cursam doutorado e possuem bolsas concedidas pela  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) ou Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)  podem realizar intercâmbio científico na Alemanha, por meio da nova rodada da Chamada do Programa do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), que concede auxílio para estadias de pesquisa para estudantes de doutorado com bolsa no Brasil.

Os interessados têm até o dia 2 abril  para fazer a inscrição e participar.   Vale destacar que o período da realização da mobilidade ocorrerá entre 1/9/2020 e 30/4/2021. O objetivo do programa é viabilizar a permanência de estudantes brasileiros de doutorado em universidades, institutos de pesquisa, laboratórios ou bibliotecas na Alemanha para pesquisas específicas, relevantes para o desenvolvimento da tese de doutorado, por dois a seis meses, sem interrupção da vigência da bolsa cedida pela Fapeam. Enquanto, o DAAD é responsável pela passagem aérea, seguro viagem e complemento da bolsa.

A Fapeam participa da  chamada por meio do  Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap),  em parceria com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD).

Requisitos

Bolsa de doutorado da Capes ou Fapeam, em modalidade que permita o afastamento para estudos no exterior por até seis meses sem interrupção de financiamento. O aluno deve estar com a matrícula regular no curso de doutorado em uma universidade brasileira. É necessário carta de recomendação do orientador brasileiro e aceite do orientador da instituição alemã.

Quem já recebeu auxílio ou uma bolsa de doutorado sanduíche do DAAD pode se candidatar novamente desde que não seja no ano de vigência da primeira estadia.  O doutorado não pode ter sido iniciado há mais de três anos, contando do momento da submissão da candidatura. No momento da inscrição, os candidatos não podem estar residindo há mais de 15 meses na Alemanha.

É necessário registrar-se no portal do DAAD online, escolher o programa 57378178 Co-financed ShortTerm Research Grant Brazil 2020 e fazer o upload dos documentos indicados. Após realizar o upload, é necessário enviar a versão impressa do formulário online e a carta de recomendação por correio para o Escritório Regional do DAAD no Rio de Janeiro.

Todos os detalhes sobre o financiamento, os requisitos e o processo de candidatura se encontram neste   documento   (em português) e no   edital   no site do DAAD.

Cronograma da Chamada 2020

Primeira chamada aberta de 2/3/2020 até 2/4/2020:
para estadias de pesquisa entre 1/9/2020 e 30/4/2021

Segunda chamada aberta de 15/10/2020 até 15/11/2020:
para estadias de pesquisa entre 1/5/2021 e 31/1/2022.

 

Por: Fapeam com informações do  Confap

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Mestranda da Fiocruz Amazônia relata trajetória na pesquisa durante roda de conversa promovida pela Fapeam

Com o objetivo de estimular o acesso integral e igualitário de mulheres e meninas na ciência, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) promoveu na última sexta-feira, 6/3, uma roda de conversa com pesquisadoras e estudantes do Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas, V Tenente Coronel Cândido José Mariano, em alusão ao Dia Internacional da Mulher (8 de março) e de Meninas e Mulheres na Ciência (11 de fevereiro).

Participaram da Roda de Conversa a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Elizabeth Gusmão, que atua com estudos relacionados a sistemas de produção de peixe, estresse fisiológico, nutrição, fármacos para fins terapêuticos de espécies como tambaqui, pirarucu e matrinxã, e a bióloga Heliana Belchior, mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que iniciou sua carreira no ensino fundamental, por meio do Programa Pibic Jr, e passou pelo Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic).

Na oportunidade, a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, falou sobre o objetivo da Fundação de fomentar a ciência, tecnologia e inovação no Amazonas, bem como a importância da participação de mulheres à frente de pesquisas científicas. “No mundo menos de 30% de pesquisadores são mulheres, segundo a Unesco. Tenho certeza de que não é por falta de capacidade e muito menos inteligência, muitas vezes é por falta de oportunidade e de incentivo. Diante disso, a Fapeam, por meio do Governo do Amazonas, abraçou essa causa, o movimento é um lembrete de que as mulheres e as meninas desempenham papel fundamental na ciência e que sua participação deve ser fortalecida” comentou Márcia Perales.

RODA DE CONVERSA

Segundo Elizabeth Gusmão, atualmente as mulheres estão em todas as áreas de atuação e não existe mais uma profissão que elas não possam atuar. A pesquisadora reforça que as oportunidades que as mulheres buscam são voltadas para a sua capacitação. “Isso torna as mulheres mais atuantes e mais capacitadas, atuando em cargos de destaque dentro da sociedade. A mulher tem essa força, essa flexibilidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, que muitas vezes é um pouco mais limitado para o homem, ela é dona de casa, profissional e consegue de uma forma harmônica desenvolver todas as atividades com muita eficiência. Dentro da sua área de atuação ela tem uma seriedade e um compromisso muito grande com qualquer atividade que se propõe a fazer”, disse.

Heliana Belchior relata sua experiência na ciência e destaca que em toda sua trajetória na pesquisa sempre teve incentivo de mulheres pesquisadoras. “Por incrível que pareça eu sempre fui incentivada por mulheres, por exemplo, quem me colocou dentro do mundo da pesquisa foi minha professora de Ciências do Ensino Fundamental. Durante a graduação também tive outra mulher me orientando. Todas são mulheres dedicadas e esforçadas e no meu convívio nos últimos anos tenho prestado atenção que nós mulheres somos muito presentes. Eventos como esses mostram para as meninas que ainda estão no ensino fundamental e médio que elas também são capazes, que podemos habitar qualquer lugar e ingressar em qualquer área que quiser”, comentou.

MOVIMENTO MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA

Comemorado em 11 de fevereiro o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela ONU Mulheres.  Segundo a Unesco, apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres.

A atividade ocorreu no auditório Vânia Pimentel na Universidade Nilton Lins, bairro Flores. Esta é a terceira ação promovida pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

*Com informações da Fapeam
Fotos: Érico Xavier

Mulheres na ciência: pesquisadoras que atuam no cenário científico do Amazonas

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A participação feminina em diversas áreas obteve crescimento. Entretanto, a luta por igualdade de gênero e de raça é uma jornada que ainda está sendo percorrida. Quando se trata de representação da mulher na ciência, tecnologia e inovação, elas estão em número bem menor. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres, ou seja ainda há um número baixo de mulheres nos campos científicos.

No Amazonas, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) tem em seu sistema de cadastro de pesquisadores em torno de 54% mulheres. Entretanto, quando se busca qualificar essa informação para saber qual posição elas ocupam, há uma inversão e os homens passam a ser 54% como coordenadores de projetos.

Para mudar esse cenário, a Fapeam adotou, em 2020, em seu calendário anual, atividades de apoio ao movimento Mulheres e Meninas na Ciência, com o objetivo estimular o acesso integral e igualitário de mulheres e meninas na ciência.

As mulheres têm participação na ciência e para mostrar um pouco desse cenário, a equipe de comunicação da Fapeam conversou com três mulheres pesquisadoras que atuam no campo científico do Amazonas e que têm estudos amparados pela Fapeam. Boa leitura!

Maria das Graças Vale Barbosa Guerra- Pesquisadora com graduação em Ciências Biológicas pela Ufam, mestrado e doutorado em Ciências Biológicas (Entomologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Atualmente é pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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Dra. Maria das Graças – pesquisadora da FMT-HVD

Maria das Graças conta que seu primeiro contato com a pesquisa começou ainda quando era aluna de graduação da Ufam, por conta de uma disciplina de zoologia na parte de invertebrados. Naquela época, um aluno de mestrado do Inpa buscava por estagiários para trabalhar em Entomologia, foi quando ela ingressou no grupo do pesquisador Inpa, Jorge Luiz Nessimian.

No doutorado trabalhou com ecologia de diversidades de insetos. Em 2000 concluiu o doutorado e começou a atuar na área de entomologia. A pesquisadora também tem projetos amparados pela Fapeam como estudos e testes imunológicos para o diagnóstico sorológico da Doença de Chagas Crônica e Coleções Entomológicas.

Para a Maria das Graças existe espaço para todo mundo, mas as mulheres têm mais sensibilidade, em alguns aspectos, que os homens não têm, não sendo melhores que ninguém, cada um com seu papel e com a sua visão.

“O problema é que o nosso mundo enxerga o homem como denominador de tudo, eu acho que, por mais que sejamos em menor número na pesquisa científica, somos grandes quando se analisa a história, com grandes descobertas realizadas por mulheres. Somos em menor número, porém conquistamos nosso espaço. A mulher tem papel importante nesse processo, se a pesquisa científica não tivesse mulheres envolvidas, muita coisa tinha passado despercebida e talvez nunca tivesse sido descoberta. Hoje, temos uma receptividade maior,  temos menos portas fechadas, se a mulher quiser ela consegue fazer pesquisa em qualquer lugar do mundo”, relata.

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Trypanosoma cruzi circulantes no Amazonas pode auxiliar no diagnóstico da Doença de Chagas Crônica

Cristina Motta Ferreira- Farmacêutica-Bioquímica com Especialização em Imunohematologia pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Doutorado em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Universidade do Estado do Amazonas pela (UEA). Atua na Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) como pesquisadora nas linhas de Hematologia, Hemoterapia, Genética Microbiana e Epidemiologia Molecular .

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Dra. Cristina Motta- pesquisadora do Hemoam

Durante sua fase de estudante, desde a escola primária até a faculdade, sempre gostou de estudar e de pesquisar os trabalhos que os professores passavam. Seu interesse na pesquisa iniciou na faculdade, mas foi no mestrado que percebeu que realmente se identificava com o campo científico e que poderia encontrar satisfação em exercer sua profissão e, ao mesmo tempo, desenvolver projetos que pudessem trazer avanços e melhorias para a área da saúde pública.

Hoje, Cristina avalia o cenário da participação feminina na pesquisa científica como relevante e com aumento a cada dia. “Cada vez mais as cientistas estão deixando “suas marcas”, ampliando seu espaço em praticamente todas as áreas do conhecimento. Diversas mulheres já se destacaram na área da pesquisa, inclusive sendo premiadas com o Nobel. Para aquelas que pretendem dedicar sua vida profissional atuando na pesquisa, posso dizer que não meçam esforços para atingir esse objetivo e não se deixem abater pelos momentos de dificuldades, sejam eles quais forem. Não sei se podemos dizer que é uma mensagem, mas, quando estou com meus alunos, sempre digo que fazer pesquisa científica é trabalhoso, requer muita dedicação, estudo, caráter, responsabilidade e ética, mas que, no final de todo o trabalho, teremos a grande satisfação de ver que todos os nossos objetivos foram atingidos e que nossa contribuição que foi dada à ciência”, destaca.

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Estudo avaliou bactérias multirresistentes no ambiente hospitalar

 

Lionela da Silva- É professora da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e doutoranda em Educação Física e Esporte na Universidade de São Paulo (USP), atua nas áreas de educação física adaptada, ginástica e dança.

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Lionela da Silva-doutoranda em Educação Física e Esporte

Começou a fazer pesquisa logo que entrou na Faculdade de Educação Física. No primeiro período entrou como voluntária para o Programa de Atividades Motoras para Deficientes (Proamde). Em 2015 concorreu ao edital do Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas) da Fapeam, no qual coordenou a pesquisa intitulada “Estudo sobre qualidade de vida de pessoas com deficiência praticantes e não praticantes de atividade física”.

Lionela conta que o incentivo de outra mulher na sua vida foi peça fundamental para a vivência na pesquisa. “A minha orientadora, a Dra. Kathya Thomé sempre perguntava o que te inquieta? Transforme isso em pesquisa e terá a resposta para essa inquietação. Mulheres sejam inquietas! e incentivem outras mulheres a serem também. Eu sempre estava envolvida na equipe de pesquisa, isso me dava conhecimento e acendia ainda mais minha vontade de pesquisar, pois uma pesquisa leva a outras. Acho que a mulher ganhou espaços em muitos lugares que antes era habitado, principalmente, por homens e a ciência é um deles. Hoje, temos muitas mulheres pesquisando e incentivando outras e ganhando destaques” conta.

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Pesquisa avaliou a qualidade de vida de pessoas com deficiência praticantes e não praticantes de atividade físicas

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Roda de Conversa com pesquisadoras e estudantes aborda participação da mulher na ciência

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher (8 de março) e de Meninas e Mulheres na Ciência (11 de fevereiro), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) realizou nesta sexta-feira (06/03) uma Roda de Conversa com pesquisadoras e estudantes do Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas V Tenente Coronel Cândido José Mariano, sobre a participação da mulher na ciência.

A atividade ocorreu no auditório Vânia Pimentel na Universidade Nilton Lins, bairro Flores. Esta é a terceira ação promovida pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), cujo objetivo é estimular o acesso integral e igualitário de mulheres e meninas na ciência.

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Márcia Perales- diretora-presidente da Fapeam

Na oportunidade, a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, falou sobre o objetivo da Fundação de fomentar a ciência, tecnologia e inovação no Amazonas, bem como a importância da participação de mulheres à frente de pesquisas científicas. “No mundo menos de 30% de pesquisadores são mulheres, segundo a Unesco. Tenho certeza de que não é por falta de capacidade e muito menos inteligência, muitas vezes é por falta de oportunidade e de incentivo. Diante disso, a Fapeam, por meio do Governo do Amazonas, abraçou essa causa, o movimento é um lembrete de que as mulheres e as meninas desempenham papel fundamental na ciência e que sua participação deve ser fortalecida” comentou Márcia Perales.

Roda de Conversa

Participaram da Roda de Conversa a doutora e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Elizabeth Gusmão, que atua com estudos relacionados a sistemas de produção de peixe, estresse fisiológico, nutrição, fármacos para fins terapêuticos de espécies como tambaqui, pirarucu e matrinxã, e também a mestranda Heliana Belchior, que iniciou sua carreira no ensino fundamental, por meio do Programa Pibic Jr, passou pelo Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), e atualmente é mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro do ILMD/Fiocruz Amazônia.

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Elizabeth Gusmão- pesquisadora do Inpa

Segundo Elizabeth Gusmão, atualmente as mulheres estão em todas as áreas de atuação e não existe mais  uma profissão que elas não possam atuar. A pesquisadora reforça que as oportunidades que  as mulheres buscam são voltadas para a sua capacitação. “Isso torna as mulheres mais atuantes e mais capacitadas, atuando em cargos de destaque dentro da sociedade. A mulher tem essa força, essa flexibilidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, que muitas vezes é um pouco mais limitado para o homem, ela é dona de casa, profissional e consegue de uma forma harmônica desenvolver todas as atividades com muita eficiência. Dentro da sua área de atuação ela tem uma seriedade e um compromisso muito grande com qualquer atividade que se propõe a fazer”, disse.

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Heliana Belchior- Biológa

Heliana Belchior  relata sua experiência na ciência e destaca que em toda sua trajetória na pesquisa sempre teve incentivo de mulheres pesquisadoras. “Por incrível que pareça eu sempre fui incentivada por mulheres, por exemplo, quem me colocou dentro do mundo da pesquisa foi minha professora de Ciências do Ensino Fundamental. Durante a graduação também tive outra mulher me orientando. Todas são mulheres dedicadas e esforçadas e no meu convívio nos últimos anos tenho prestado atenção que nós mulheres somos muito presentes. Eventos como esses mostram para as meninas que ainda estão no ensino fundamental e médio que elas também são capazes, que podemos habitar qualquer lugar e ingressar em qualquer área que quiser”, comentou.

Movimento Mulheres e Meninas na Ciência

Comemorado em 11 de fevereiro o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela ONU Mulheres.  Segundo a Unesco, apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres.

 

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Fapeam realizará Oficinas de Capacitação para a Fase 2 do Programa Centelha Amazonas

Recentemente a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) anunciou as propostas aprovadas na primeira fase do Programa Centelha. Agora, para contribuir com a formação dos proponentes para os desafios a serem enfrentados na Fase 2 do Programa, a Fapeam oferece nos dias 5 e 6 de março oficinas de Capacitação  para quem está concorrendo às próximas etapas.

A abertura será  às 8h30 com a palestra  intitulada “De Centelha a uma startUp de sucesso: como aprimorar sua ideia” . As oficinas serão realizadas das 13h às 18h e acontecerão no auditório Vânia Pimentel da Universidade Nilton Lins, bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Para participar, os proponentes devem se inscrever no link: https://bit.ly/2VHTClm. No ato da inscrição, o candidato poderá selecionar o grupo e a data (5 ou 6/3) em que deseja participar da Oficina de Capacitação.

Programa Centelha

Lançado em agosto de 2019,  o Programa Centelha Amazonas recebeu 964 propostas de 35 municípios do Amazonas. No total, 207 ideias foram aprovadas para a Fase II, que consiste no projeto de empreendimento.

O Programa Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa é executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

O Programa visa estimular a criação de empreendimentos inovadores, bem como disseminar  a cultura do empreendedorismo inovador em todo território nacional, incentivando a mobilização e a articulação institucional dos atores nos ecossistemas locais, estaduais e regionais de inovação do país.

Por: Esterffany Martins

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Movimento Mulheres e Meninas na Ciência da Fapeam apresenta trabalho e trajetória de pesquisadora da Fiocruz Amazônia

Na última segunda-feira (02/03) a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), promoveu a segunda atividade proposta para a celebração do movimento Mulheres e Meninas na Ciência, cujo objetivo é estimular o acesso integral e igualitário de mulheres e meninas na ciência.

A atividade foi realizada desta vez para as alunas dos cursos técnicos das áreas de Edificações, Estética, Podologia, Massoterapia, dentre outros, do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), unidade Escola de Educação Profissional Padre Estélio Dálison, no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus.

O evento contou com a participação da pesquisadora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Ani Beatriz Jackish Matsuura, que abordou  pesquisas coordenadas por ela na temática de diversidade microbiana (fungos).  A pesquisadora atua na área de Microbiologia, principalmente nos seguintes temas: micologia médica, taxonomia, ecologia de fungos e produção de biossurfactantes.

Na oportunidade a pesquisadora também relatou parte de sua trajetória no campo científico, inspirando assim outras mulheres. “Falar sobre este assunto é muito importante e quanto mais estiver inserido no centro de debates mais estará despertando o interesse e trabalhando a questão do igualitário. Fiquei muito feliz hoje quando uma das participantes comentou que agora iria pensar diferente. Eu acho que esse é o ponto que precisamos despertar: o questionamento, para sempre querer conhecer mais”, acrescentou a pesquisadora.

Para a estudante do curso técnico em Estética, Priscila Alves, o incentivo é fundamental para estimular e incentivar as mulheres na busca do conhecimento. “Podemos ver que nosso espaço está ampliando em diversas áreas, mas precisamos ser inclusas também nessa área da ciência. A tecnologia está cada dia mais avançada, um mercado onde vemos mais homens do que mulheres. Iniciativas como essa da Fapeam faz com o que a gente comece a ver o mundo de outra forma, e poder ver histórias de mulheres que lutaram pelo seu espaço, levando essas informações a outras mulheres é uma experiência muito boa”, disse.

MOVIMENTO MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA

Comemorado em 11 de fevereiro o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela ONU Mulheres.  Segundo a Unesco, apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres.

Em função disso, a Fapeam está promovendo diversas ações em referência a data. O movimento é um lembrete de que as mulheres e as meninas desempenham papel fundamental na ciência e que sua participação deve ser fortalecida.

A terceira e última atividade será realizada no dia 6 de março, das 9h às 10h, com estudantes do Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas V Tenente Coronel Cândido José Mariano, no Auditório Vânia Pimentel da Universidade Nilton Lins, bairro Flores, com uma roda de conversa com a doutora e pesquisadora do Inpa, Elizabeth Gusmão, que atua principalmente nos seguintes temas: sistemas de produção de peixe, estresse fisiológico, nutrição, fármacos para fins terapêuticos das espécies: tambaqui (Colossoma macropomum), pirarucu (Arapaima gigas) e matrinxã (Brycon amazonicus).

Desta atividade também participará Heliana Belchior, que iniciou como bolsista do Programa Ciência na Escola (PCE), passou pelo Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), e atualmente é mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospeideiro do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Por Jessie Silva / Fapeam
Fotos: Érico Xavier / Fapeam