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Fiocruz Amazônia lança exposições durante simpósio na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru

A popularização da ciência é tema essencial para sociedades atuais e, em particular, para os países em desenvolvimento ou emergentes, como o Brasil. Mais do que nunca, o cidadão está sendo chamado a participar ativamente dos rumos da sociedade e apropriar-se dos conteúdos de CT&I.

Pensando nisso, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lançou esta semana, duas exposições que visam popularizar o conhecimento produzido pela Instituição. “Malária – O caminho da gota espessa” e “DigiCiência”, projetos aprovados no edital N. 009/2019 – POP CT&I, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), foram apresentadas ao público, entre os dias 27 e 29/11, durante a “Feira Ciência & Saúde Para Você”, realizada no município de Tabatinga (AM) e em Letícia, na Colômbia.

As exposições fazem parte da Política de Extensão, Divulgação e Popularização da Ciência do  ILMD/Fiocruz Amazônia, visando o compromisso com a disseminação e compartilhamento de conhecimento e tecnologias voltadas para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), que contribuam para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população, redução das desigualdades sociais e dinâmica nacional de inovação, tendo em vista a defesa do direito à saúde. O circuito de atividade promovidas pela Fiocruz Amazônia, comtemplam também a 16ª Semana Nacional de Ciência & Tecnologia (SNCT).

Mais de 200 visitantes passaram pelo Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga), para conferir as exposições que retratam pesquisas, o trabalho de pesquisadores e alunos da Unidade, além de contar a trajetória da Instituição na Amazônia.

MALÁRIA – O CAMINHO DA GOTA ESPESSA

A região amazônica concentra quase totalidade dos casos de malária do Brasil. Para se ter o diagnóstico da doença, é realizado o exame de Gota Espessa. A técnica é muito simples e eficaz no diagnóstico e combate à malária, e atende às especificidades do território amazônico, além do acesso aos serviços de saúde.

No entanto, há um longo caminho construído pelo sistema de saúde até se chegar ao exame amplamente conhecido pela população. Uma forma de buscar a diminuição das desigualdades construídas no acesso aos tratamentos de saúde, passa pela compreensão das ações necessárias ao seu enfrentamento.

Cientes desse quadro, pesquisadores e estudantes do ILMD/Fiocruz Amazônia, sobretudo do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), vêm desenvolvendo ações de pesquisa nesta área, utilizando esta técnica de coleta, tendo gerado, inclusive, publicações científicas.

Ao lado disso, o grupo também empreende esforços na estratégia de sensibilizar a população para a importância de um diagnóstico rápido e eficaz, o que é oportunizado pelo exame da Gota Espessa. A exposição abre a possibilidade de uma sensibilização coletiva para a importância da realização do exame.

Painéis, cartilhas e 25 expositores destacam, de forma didática, as fases de execução do exame da Gota Espessa para o diagnóstico da malária, potencializando a ampliação da divulgação do conhecimento acerca do exame.

O projeto pretende beneficiar os moradores da Comunidade Rural do Rio Pardo, em Presidente Figueiredo e Lago do Limão, Iranduba, Amazonas, onde o ILMD/Fiocruz Amazônia mantém estações de trabalho, além do município de Tabatinga, fronteira com Colômbia e Peru, onde o Instituto tem ações com parceiros Panamazônicos, visando dar continuidade às atividades de pesquisa, extensão e popularização científica que já vêm ocorrendo nessas comunidades.

Eric Fabrício Marialva, membro do laboratório, explicou que estas ocasiões são extremamente relevantes para aproximar ciência e comunidade. “Ter participado desse evento foi muito gratificante, pois nos possibilita ter um contato maior com a comunidade. Nós que desenvolvemos pesquisa, geralmente temos dificuldade de passar os resultados para a população de uma maneira mais acessível. Foi uma experiência muito boa”, disse.

“DIGICIÊNCIA”

Apresentar através de conteúdos audiovisuais o trabalho de pesquisadores e alunos da Fiocruz Amazônia é uma das metas do projeto “DigiCiência – Oficina de Vídeos Digitais para Divulgar Ciência (II Edição)”. Nesse sentido, alunos da Instituição, selecionados durante a Oficina promovida pelo projeto, estiveram em Tabatinga (AM), para apresentar os resultados dos vídeos produzidos e dialogar com os visitantes sobre a produção de conteúdos multimídia, de fácil entendimento ao público em geral.

A primeira etapa do projeto, promoveu oficinas de comunicação com a finalidade de orientar os alunos de pós-graduação a promoverem a divulgação científica, de forma criativa e lúdica, utilizando a tecnologia e uso do smartphone no processo de comunicação da ciência.

Os vídeos produzidos durante a oficina foram expostos, em Tabatinga, e posteriormente devem ser disponibilizados na homepage institucional, nas mídias sociais digitais da instituição, além de apresentados em eventos científicos e distribuídos em forma de DVD a parceiros e interessados.

A ideia dos organizadores é gerar um produto de divulgação e conscientização que chegue, em linguagem fácil e acessível, ao grande público e que tenha um caráter mais duradouro e menos ocasional, contribuindo, para o alcance de um importante compromisso institucional.

Ana Elizabeth Reis, mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), foi uma das selecionadas para participar da ação em Tabatinga. “Foi uma experiência muito exitosa. Precisamos mostrar para a sociedade o que o ILMD faz, o que a pesquisa pode gerar de benefícios. Essa atividade deu a oportunidade para os estudantes se aproximarem mais da pesquisa. Estou levando as experiências dessa ação para serem aplicadas no laboratório onde estou atuando”, destacou.

SOBRE A SNCT

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) é uma ação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e tem o objetivo de aproximar Ciência e Tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições, a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o País. A SNCT tem como premissa levar a ciência em uma linguagem acessível à população, por meios inovadores que estimulem sua curiosidade e motivem a discutir as implicações sociais da Ciência, além de aprofundarem seu conhecimento sobre o tema.

Com 25 anos de atuação, o ILMD/Fiocruz Amazônia, por meio de seus pesquisadores, tecnologistas, técnicos e bolsistas, promove e protagoniza ações de extensão, divulgação e popularização científica, o que tem gerado um conjunto de projetos e produtos, que estabelecem um diálogo direto e efetivo com a sociedade.

Ascom – ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Edmilson Bibiani

Estudantes do PCE expõem trabalhos em shopping de Manaus

Três projetos do PCE envolvendo sustentabilidade, jogos lúdicos e na área da saúde foram apresentados ao público na última segunda-feira (30)

Três projetos desenvolvidos no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) participaram na última segunda-feira (30) de uma exposição realizada no Espaço Cultural da Cidadania Ambiental (Ecam), no Manauara Shopping.  Produtos feitos a partir de materiais reciclados, jogos lúdicos para o  ensino da disciplina da Geografia e cuidados com a saúde foram os trabalhos apresentados ao público pelos bolsistas de alfabetização científica do programa.

O programa é desenvolvido pelo Governo do Amazonas via a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, em parceria com as Secretarias Estadual e Municipal de ensino, e permite a produção da ciência dentro do espaço escolar por meio do desenvolvimento de projetos de pesquisa que oportunizam a formação acadêmica e a transformação do pensar, fazer e entender ciência pelo cidadão.

O projeto intitulado ‘Jovens empreendedores: artesanato sustentável’, realizado na Escola Municipal Vicente de Paula, no bairro Japiim, mostrou os produtos desenvolvidos na escola a partir das ações da educação ambiental e reaproveitamento dos materiais como garrafa pet e caixas de leite, que antes teriam como o destino o lixo.

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Bolsistas do PCE reaproveitam materiais descartados e transformam em produtos sustentáveis em Manaus

A atividade é realizada com alunos do 6º ano do ensino fundamental. De acordo com a coordenadora do projeto, Socorro Brelaz, a ideia de trabalhar essa ação na escola surgiu ao ver a grande quantidade lixo jogado nas ruas.

Na prática, os alunos aprendem sobre a reciclagem e a importância da sustentabilidade na preservação do meio ambiente.

“Os alunos se tornaram multiplicadores deste conhecimento, eles fazem as coletas dos materiais que serão usados para confeccionar os produtos. Utilizamos caixas de leite, CD, garrafas plásticas e retalhos de tecidos que são transformados em jogos, enfeites natalinos, objetos de decoração para casa e utilidades”, disse a professora.

A bolsista do projeto Lívia Oliveira contou que já aprendeu muito sobre quais  produtos podem ser criados a partir do reaproveitamento de materiais, além de saber a importância da reciclagem e como tudo isso impacta no meio ambiente.

Para a Lorena Flávia, que também participa do projeto, a atividade traz benefício não apenas aos estudantes da escola, mas para toda sociedade.

“Isso nos ajuda fazer com que as pessoas entendam sobre o que é reciclagem, um incentivo para não descartarem o lixo em qualquer lugar”, destacou.

Jogos Lúdicos

 Os jogos lúdicos utilizados por estudantes da Escola Municipal Antonina Borges de Sá, no bairro São José, também foram expostos no Ecam. O projeto intitulado ‘Os Jogos Lúdicos no Ensino-Aprendizagem nas Aulas de Geografia’ trabalha com alunos do 8º ano do ensino fundamental e mostrou como os jogos têm influenciado e melhorado o desempenho dos alunos na disciplina.

Amarelinha, jogo da velha, trilha dos países, caça palavras, quebra-cabeça, roleta magnética e dominó são alguns exemplos de jogos trabalhados na escola. De acordo com a coordenadora do projeto, Raquel Vieira, a atividade desperta e aumenta o interesse dos estudantes pela disciplina de Geografia.

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Jogos lúdicos têm aumentado o interesse e desempenho de alunos na disciplina de Geografia

“Sabemos que os alunos adoram jogar. Fizemos uma pesquisa para saber se eles gostavam das aulas com jogos lúdicos e o resultado foi positivo. Os dados mostram que eles acham as aulas dinâmicas mais atrativas e, consequentemente, auxilia na aprendizagem” conta Raquel.

 Saúde

Na área da saúde, os bolsistas do PCE do ensino de Educação de Jovens e Adultos (EJA) realizaram aferição de pressão, tudo supervisionado pelo coordenador do projeto, o professor da disciplina de Ciências Arthur Castro.

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Projeto do PCE desenvolvido na área da saúde  tem objetivo de fazer um  pré-diagnóstico verificando a pressão dos alunos e funcionários da escola

O projeto intitulado ‘Pré-diagnóstico da Hipertensão Arterial’ desenvolvido na Escola Municipal Madre Tereza de Calcutá, no bairro Jorge Teixeira, tem o objetivo de desenvolver ações de rastreamento de possíveis hipertensos inseridos na escola.

“Queremos fazer um pré-diagnóstico para verificar pressão dos alunos e funcionários. Todos os alunos da escola estão envolvidos na atividade. Eles têm mostrado um desempenho muito bom dentro do projeto, aprendendo todo dia e na prática como é realizada a pesquisa científica” disse o professor.

A estudante Adriana Campos informou que esta é a primeira vez que participa de um projeto que envolve pesquisa científica. Ela informou que por essa experiência tudo indica que seguirá carreira na área da saúde.

“Com esse incentivo tenho a oportunidade de crescer e adquirir mais conhecimento. É um trabalho em conjunto que permitirá eu chegar na graduação mais preparada, no que diz respeito a pesquisa”, disse Adriana.

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

Fotos – Decon

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Exposição ‘Corpo, Saúde e Ciência: o Museu da Patologia do Instituto Oswaldo Cruz’ em ambiente virtual

Peças anatômicas, objetos e conteúdo de cunho histórico-científicos que compõem o acervo do Museu da Patologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) agora estão acessíveis a todos com apenas um clique. Lançado nesta sexta-feira, 19/05, durante sessão do Centro de Estudos do IOC, o ambiente virtual retrata a exposição ‘Corpo, Saúde e Ciência: o Museu da Patologia do Instituto Oswaldo Cruz’, que expõe itens e oferece informações referentes a três Coleções Biológicas mantidas pela Unidade: a Coleção da Seção de Anatomia Patológica, criada por Oswaldo Cruz em 1903; a Coleção de Febre Amarela (1930 – 1970), que registra a história das epidemias da doença no Brasil; e a Coleção do Departamento de Patologia, que teve início em 1984, composta por material biológico e documental a partir de amostras humanas e animais.

:: Realize agora um passeio online pela Exposição

O evento integrou a programação da 15ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O ambiente virtual é uma realização do Laboratório de Patologia do IOC em parceria com a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Clique aqui e navegue por anos de história da ciência e da saúde.

“Vamos levar os visitantes a uma viagem rumo ao conhecimento da patologia, explorando contextos históricos, científicos e tecnológicos. Pretendemos ampliar o acesso de estudantes, pesquisadores e demais interessados na área a assuntos de ciência e saúde, oferecendo informações precisas e de qualidade”, destaca Barbara Cristina Dias, do Laboratório de Patologia do IOC, curadora da mostra juntamente com Marcelo Pelajo Machado, chefe do Laboratório, e Pedro Paulo Soares, da COC.

Barbara explica que a visita virtual tem como referência a exposição ‘Corpo, Saúde e Ciência’, realizada em 2013, no Castelo da Fiocruz. “A ideia de possibilitar um passeio online surgiu a partir da demanda do público. A partir do empenho de uma grande equipe conseguimos tornar a exposição permanente e acessível a todos, sejam moradores do Rio, de outras cidades, estados e até países”, comemorou. O projeto conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

A navegação é dividida em três módulos temáticos. O primeiro reúne informações sobre as primeiras descobertas da anatomia e destaca curiosidades, em especial a relação entre corpo, ciência e arte – nos séculos XV e XVI era comum que anatomistas também fossem pintores, o que contribuiu para que a tentativa de representação anatômica ganhasse inspirações artísticas. No segundo, é traçado um panorama do Museu da Patologia, com destaque aos renomados especialistas que contribuíram para a construção do espaço, como Gaspar de Oliveira Vianna, Carlos Burle de Figueiredo e Emmanuel Dias. Esta etapa também ressalta a importância das atividades atuais de preservação do patrimônio, pesquisa, desenvolvimento tecnológico, ensino e divulgação científica. O último módulo traz uma breve passagem sobre os primeiros passos da anatomia no Brasil, bem como da histologia patológica, que se desenvolveu, inicialmente, relacionada à atuação da saúde pública diante das doenças parasitárias e infecciosas enfrentadas no país.

Multimídia
No tour virtual, a função do guia fica a cargo do pesquisador Marcelo Pelajo. Por meio de vídeos explicativos o material aborda, por exemplo, o processo de digitalização das lâminas histológicas, que amplifica a consulta ao acervo por pesquisadores brasileiros e estrangeiros; a evolução da tecnologia de análise e armazenamento do material; a descrição de peças anatômicas de pulmões, cérebro, artérias, rins e de fragmentos representativos de outros órgãos que compõem o museu. O visitante virtual também tem acesso a uma série de arquivos complementares à mostra, como artigos e textos sobre anatomia, produção da vacina contra a febre amarela, trajetória de Rocha Lima e teoria da história celular. Confira aqui.

IOC/Fiocruz, por Lucas Rocha
Foto: José de Carvalho Filho