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Sepror, Embrapa e Fapeam discutem possíveis parcerias

Prospectar parcerias e discutir ações estratégicas para o desenvolvimento e ampliação de sistemas de produção no Amazonas foram assuntos abordados durante reunião com a Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Amazônia Ocidental (Embrapa) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O encontro ocorreu nesta terça-feira, 16/4, na sede da Fapeam, no bairro Flores, zona centro-sul de Manaus.

Estiveram presentes na reunião o titular da Sepror, Petrucio Pereira de Magalhães  Júnior, o chefe geral da Embrapa, Celso Paulo de Azevedo. Pela Fapeam participaram a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, a diretora Técnico-Científica, Marne Vasconcellos, e a diretora Administrativo-Financeira, Márcia Irene Andrade.

16.04.2019 - Diretora FAPEAM Márcia Perales - Fotos Erico X-3

Diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales. Foto: Érico Xavier

A diretora-presidente da Fapeam disse que a Sepror tem interesse em desenvolver pesquisas, por meio da Embrapa, que sejam de interesse do governo do Amazonas para o desenvolvimento socioeconômico do Estado.

Segundo o titular da Sepror, o Amazonas tem várias cadeias produtivas de grande potencial econômico-social, que são sustentáveis, e que precisam encontrar soluções tecnológicas para superar alguns componentes que limitam o desempenho ou a capacidade de todo um sistema de produção rural no Estado.

16.04.2019 - Sec. SEPROR - Petrucio Per. de Magalhães Jr.- Fotos Erico X

Secretário da Sepror, Petrucio Pereira de Magalhães Júnior. Foto: Érico Xavier.

O chefe geral da Embrapa disse que o intuito da reunião foi estabelecer parcerias que contribuam para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas, que fomentem as cadeias produtivas no Amazonas.

16.04.2019 -CHEFE GERAL EMBRAPA DR. CELSO AZEVEDO- Fotos Erico X-4

chefe geral da Embrapa, Celso Paulo de Azevedo. Foto: Érico Xavier

Por Helen Melo

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Pesquisa aponta meios para combater pragas e doenças no cultivo do cupuaçu no Amazonas

 

Pesquisadores desenvolveram um estudo que aponta estratégias de manejo de pragas e doenças nos plantios de cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) no Amazonas. A pesquisa indica que para a sustentabilidade do cultivo dessa frutífera são necessárias algumas medidas como, por exemplo, boas práticas agrícolas e capacitação de técnicos, agricultores e produtores rurais do Estado.

Desenvolvida em unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no Amazonas, Rondônia e Brasília, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac AM e RO) e áreas de produtores, a pesquisa conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado) edital Resolução N. 002/2008.

Aparecida das Graças Claret de Souza explica que a pesquisa teve foco na vassoura-de-bruxa e no inseto-praga.

A coordenadora do projeto, Aparecida das Graças Claret de Souza, explica que a pesquisa teve foco em dois dos principais problemas fitossanitários: a doença conhecida como vassoura-de-bruxa e o inseto-praga popularmente conhecido como broca-do-fruto, que atacam as lavouras de cupuaçuzeiros e causam prejuízos e perdas ao plantio.

“O cupuaçuzeiro é uma cultura geradora de renda aos agricultores, que geralmente comercializam o fruto inteiro, a polpa congelada ou mesmo iguarias como balas, tortas, bolos, biscoitos, sucos e cremes. Porém, os produtores perdem em competitividade, pois normalmente cultivam o cupuaçuzeiro sem as práticas tecnológicas recomendadas” explicou.

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A vassoura-de-bruxa é uma doença causada pelo fungo Moniliophtora perniciosa.

A pesquisadora informa que as larvas do inseto-praga, broca-do-fruto, se desenvolvem no interior do cupuaçu, e consequentemente os frutos ficam impróprios para o consumo, para a comercialização e causam perdas na produção e na renda do produtor.

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As larvas do inseto-praga, broca-do-fruto, se desenvolvem no interior do cupuaçu.

Já o outro problema agrícola muito comum é a vassoura-de-bruxa, uma doença causada pelo fungo Moniliophtora perniciosa, que tem gerado mais de 70% de perda na produção de cupuaçu em muitas áreas de plantios no Amazonas.

Para Aparecida boas práticas de manejo podem mitigar esses problemas agrícolas, bem como evitar que se alastrem em uma área de cultivo.

“Se um produtor não toma nenhuma medida para o controle da broca-do-fruto e da vassoura-de-bruxa, não somente o plantio dele ficará prejudicado, mas o plantio dos vizinhos também”, disse.

Resultados

O estudo apontou que somente 25% dos agricultores fazem a poda fitossanitária da vassoura-de-bruxa e, na grande maioria, os plantios são tomados pela doença, acarretando perdas. Verificou-se também a incidência da broca-do-fruto que foi encontrada em 65% das propriedades, causando perda em torno de 60% da produção. Portanto, é importante realizar pesquisa envolvendo todo o sistema de produção e levar conhecimento para o produtor, visando melhoria no cultivo dessa espécie frutífera.

De acordo com a pesquisadora o estudo contribuiu para o uso de métodos inovadores, para o controle de pragas e doenças, menos prejudiciais ao meio ambiente e que contribuem para o desenvolvimento do sistema de produção do cupuaçuzeiro sustentável.

O projeto capacitou 485 participantes entre técnicos da extensão rural, agricultores e produtores por meio de cursos administrados de forma prática, para que o produtor entendesse a importância das boas práticas agrícolas no manejo de pragas e doenças e consequentemente no aumento da produtividade dos cupuaçuzeiros.

Cartilha

O projeto resultou no lançamento de duas cartilhas sobre boas práticas agrícolas na cultura do cupuaçuzeiro. As publicações têm o objetivo de ajudar o produtor a combater tanto a broca-do-fruto quanto a vassoura-de-bruxa, que afetam a cultura do cupuaçu na região Norte e causam prejuízos e perdas para agricultores. As informações devem auxiliar no aumento da produtividade daqueles que cultivam o cupuaçu no Amazonas.

O projeto de desenvolvimento da cultura do cupuaçuzeiro no Amazonas abrangeu ações integradas entre a pesquisa, a extensão e os agricultores.

As cartilhas podem ser acessadas aqui.

Boas práticas agrícolas da cultura do cupuaçuzeiro: broca-do-fruto.

Boas práticas agrícolas da cultura do cupuaçuzeiro: vassoura-de-bruxa.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Embrapa realizará série de treinamentos para popularizar o Nutrisolo

O aplicativo visa auxiliar agricultores rurais no processo de recomendação de adubação e calagem do solo para as culturas de abacaxi, banana, citros e mandioca no Amazonas

 

Popularizar o aplicativo Nutrisolo é um dos grandes objetivos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Para tanto, serão organizados treinamentos com profissionais a fim de que se tornem disseminadores do aplicativo junto aos agricultores da capital e dos municípios do interior.

Lançado no mês de Maio, o Nutrisolo tem por finalidade oferecer auxílio aos agricultores rurais no processo de recomendação de adubação e calagem do solo para as culturas de abacaxi, banana, citros e mandioca no Amazonas.  Os treinamentos serão voltados aos técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos e profissionais de extensão do quadro profissional da própria Embraga e também de outros órgãos públicos, com atuação no setor primário, como é o caso do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e da Secretaria de Produção Rural do Amazonas (Sepror).

O critério básico para utilização do aplicativo é que se tenha em mãos o resultado da análise química do solo em que se deseja efetuar o plantio de uma das quatro culturas. “Depois, basta selecionar a cultura desejada, clicar na opção Recomendação, inserir os valores, clicar no botão Resultado e uma tela será aberta com a recomendação de calcário para ser aplicado antes do plantio, de adubo para uso durante o plantio e em cobertura, após o plantio, com todos os períodos definidos”, explica o analista de Tecnologia da Informação da Embrapa Amazônia Ocidental e coordenador do projeto, Marcos Salame.

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Analista de Tecnologia da Informação da Embrapa Amazônia Ocidental e coordenador do projeto, Marcos Salame

app também conta com ferramentas de cálculos que ajudam na obtenção de informações adicionais, como por exemplo, de calagem por alumínio e por saturação de base; cálculo dos espaçamentos simples e duplo para obter o total de plantas em um hectare; bem como de conversão de Nitrogênio, Fósforo e Potássio para as formulações mais utilizadas no mercado. O analista de TI enfatiza que, no caso das conversões, foi identificado que os laboratórios que realizam a análise química não utilizam as mesmas unidades de medida. “Com isso, o aplicativo contém uma diversidade de conversões de unidades de medida”, afirma.

Manejo adequado

Agricultores com informações suficientes podem utilizar o Nutrisolo de maneira prática, contudo, se tiverem alguma dificuldade, devem procurar técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos ou profissionais da área de extensão rural para auxiliá-los. A pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Mirza Carla Normando, especialista na cultura de banana e uma das responsáveis por fornecer os subsídios técnicos ao Nutrisolo, afirma que esta orientação técnica é importante, desde o processo de coleta de solo para que o resultado seja confiável, até a interpretação e a emissão de dados direto no aplicativo para que sejam gerados os resultados da recomendação.

Segundo a pesquisadora, o Amazonas possui solos “pobres”, sendo que um percentual alto da população pratica a agricultura, mas em geral sem fertilizante e sem o uso de técnicas de correção de solo, portanto, o aplicativo é apontado como uma evolução diante desse cenário. Contudo, ela alerta para o fato de que não adianta seguir os procedimentos orientados para o uso da ferramenta sem que outras atividades necessárias no processo de manejo das culturas sejam realizadas para obter boa produtividade.

No caso da cultura da banana especificamente, tudo o que está recomendado no aplicativo é para uma quantidade de, no máximo, três plantas por cova. Sendo assim, se um produtor deixa um bananal entoiceirar, não faz a retirada de folha e nem corta o coração do cacho na época adequada, provavelmente a planta não responderá à produtividade esperada, mesmo com todo o custo de adubação que se terá com base na recomendação do aplicativo.

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Mirza Carla Normando, especialista na cultura de banana e uma das responsáveis por fornecer os subsídios técnicos ao Nutrisolo

Mirza Normando explica ainda que a escolha pelas culturas do abacaxi, banana, citros e mandioca para a composição da primeira versão do app ocorreu devido à série de pesquisas disponíveis, iniciadas há muitos anos, sobre o processo de nutrição dessas plantas. De acordo com a pesquisadora, esses estudos deram origem às tabelas que tratam de aspectos sobre os nutrientes que cada cultura retira do solo, a quantidade necessária na fase de desenvolvimento das plantas e de produção dos próprios frutos e ainda, o que é necessário na pós-colheita visando à preparação para novo plantio. “Precisamos finalizar as pesquisas relacionadas a outras culturas, adequar os resultados à linguagem do aplicativo e gerar novas versões”, salientou.

Apoio da Fapeam

A proposta do aplicativo foi originada de um projeto de Iniciação Científica desenvolvido na Embrapa, que contou com a participação dos alunos de Graduação Rodrigo da Silva do Nascimento e Francisco dos Anjos Tavares, os quais contaram com bolsas concedidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Marcelo Salame diz que, durante o desenvolvimento do software, foram realizados diversos tipos de testes, incluindo o de certificação de execução das funcionalidades. Ao final, foi feita a validação por técnicos do Idam, com alto índice de satisfação. Também participaram do projeto como responsáveis por subsidiar as informações técnicas, os pesquisadores da instituição Marcos Vinícius Bastos Garcia e Inocêncio Júnior de Oliveira, além de Mirza Carla Normando.

Durante a solenidade de lançamento do aplicativo, o diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, enfatizou que a missão da Fundação é transferir conhecimento científico para o campo e que o foco é dar continuidade aos projetos com o objetivo de promover o desenvolvimento do Estado.

Novas versões do Nutrisolo

O coordenador do projeto esclarece que existe a pretensão de lançar novas versões do Nutrisolo, com novas funcionalidades e provavelmente, outras culturas agrícolas. Ele faz questão de enfatizar que o software foi idealizado com base na realidade amazônica, por isso, da opção de adotar o formato off line (sem a necessidade de conexão com a Internet), com pouco megabytes de armazenamento e baixo poder de processamento.

“O aplicativo funciona em aparelhos celulares antigos e novos e ainda, é compatível com várias versões de Android”, afirma o analista de TI, o qual complementa: “Ele é bem flexível e adaptável para que possa atender ao maior público possível”. Para baixar o aplicativo, basta acessar: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.embrapa.infes.

 

Departamento de Difusão do Conhecimento – DECON

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