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Projeto usa paródias no ensino de Ciências

Projeto foi realizado no município de Manacapuru com apoio da Fapeam por meio do Programa Ciência na Escola

As paródias têm conquistado cada vez o público jovem. Sucesso na internet, a paródia consiste na recriação de uma obra já existente, a partir de um ponto de vista cômicoUm projeto desenvolvido na Escola Estadual Agra Reis, no município de Manacapuru, interior do Amazonas, inovou no ensino de Ciências e utilizou as paródias para facilitar aprendizagem dos estudantes na disciplina.

O projeto, realizado em 2017 na escola, foi desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE).

No total, sete paródias foram desenvolvidas por alunos e apresentadas na hora cívica da escola.

Segundo a professora e coordenadora do trabalho, Josiane Menezes, a atividade foi um trabalho que integrou o ensino e a música dentro da sala de aula. O objetivo foi propiciar aos alunos um ensino diferenciado e ao mesmo tempo prazeroso, que é o de estudar os conteúdos de Ciências através das paródias.

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Para o projeto foram selecionados alunos que gostam de música e que tinham habilidades nessa área. Após isso, foi feita também a identificação das músicas conhecidas e fáceis de aprender a cantar e tocar. Outro passo do trabalho foi à elaboração da paródia destacando as características e funções específicas da disciplina de Ciências.

“Os cinco bolsistas e os dois voluntários se empenharam na construção das paródias e estudaram a fundo os assuntos escolhidos por eles para escreverem as paródias, tudo sob minha orientação. Além das paródias, os bolsistas também foram desafiados a aprenderem a tocar instrumentos musicais como o violão. Foi um grande desafio”, detalhou.

Segundo a professora, o conhecimento adquirido por meio do projeto PCE é algo que o aluno levará para a vida, sendo capaz de influenciar sua família, amigos, comunidade e todos que vivem à sua volta, além de despertar o interesse para pesquisa científica.

Assista a paródia feita pelos bolsistas do PCE

A professora disse ainda que um dos pontos positivos foi à mudança no comportamento dos alunos em sala de aula. Segundo Josiane, o projeto tornou os estudantes mais participativos durante as aulas e aumentou a curiosidade e  o interesse deles pela disciplina.

“Alguns alunos eram desinteressados, mas com o início do projeto podemos ver o aumento na média ao final do bimestre, não só na disciplina Ciências, mas também em outras matérias”, informou.

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PCE

O PCE incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico.

A edição 2017 do PCE, contou com 396 propostas aprovadas que contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Confap e British Council lançam chamada para melhoria do ensino e aprendizado da língua inglesa

Iniciativa é voltada para o fomento de projetos conjuntos entre instituições de ensino superior brasileiras e britânicas

Com o objetivo de fomentar a pesquisa aplicada em língua inglesa, o British Council e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no conjunto de suas Fundações, lançaram a Chamada UK Brazil English Collaboration. A iniciativa é voltada para o fomento de projetos conjuntos entre instituições de ensino superior brasileiras e britânicas.

O apoio financeiro se dará em duas linhas de pesquisa. A primeira é direcionada a políticas para a língua inglesa como componente do processo de internacionalização de instituições de ensino superior brasileiras, alinhadas com a agenda da “internacionalização em casa”. A segunda linha de fomento é voltada para a educação básica com o apoio a pesquisas sobre o aprimoramento do ensino e aprendizagem de inglês na rede pública brasileira – ensino fundamental e médio. Essa linha inclui temas como desenvolvimento de currículo, formação inicial e continuada de professores, uso de tecnologias e avaliação.

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Propostas conjuntas poderão ser submetidas por universidades, faculdades ou outras instituições privadas do Reino Unido em colaboração com institutos federais e universidades, públicas e privadas, do Brasil. A submissão será realizada entre 16 de julho e 21 de setembro de 2018. O resultado esperado é o aumento no intercâmbio de conhecimento e pesquisa, com o objetivo de desfazer as barreiras que impedem o aprimoramento de aprendizado (English Language Learning – ELL) e Ensino de Inglês (English Language Teaching – ELT) em um país com as dimensões do Brasil.

As Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) brasileiras apoiarão acordos bilaterais, envolvendo instituições dos estados de Alagoas (Fapeal), Amapá (Fapeap), Amazonas (Fapeam), Distrito Federal (FAPDF), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Mato Grosso (Fapemat), Minas Gerais (Fapemig), Paraná (Fundação Araucária) e Piauí (Fapepi). Serão financiados projetos de valor máximo de dez mil libras esterlinas a serem implementados em um período de até sete meses. Os recursos são destinados à mobilidade acadêmica, organização de eventos, custos de viagem e licenças de software.

As Fundações poderão exigir requisitos específicos em cada Estado. O edital completo pode ser acessado no link: http://confap.org.br/news/wp-content/uploads/2018/06/0_uk-brazil_english_collaboration_call_21062018-en_0.pdf

Mais informações: https://www.britishcouncil.org.br/en/uk-brazil-english-collaboration-call

Fonte:  Comunicação Social do Confap

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Programa concede bolsas de mestrado e doutorado para fora do Amazonas

Programa irá conceder até 25 bolsas para mestrado e 25 para doutorado. A submissão de propostas pode se feita até o dia 24 de maio 

Investir na formação de recursos humanos em áreas estratégicas nas quais o Amazonas ainda não possui programas de pós-graduação em nível de mestrado ou doutorado é objetivo do Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado do Amazonas (PROPG-Capes/Fapeam) lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Para participar é preciso residir no Amazonas, há no mínimo quatro anos, e estar matriculado em curso de pós-graduação Stricto Sensu, em Programa de Pós-Graduação recomendado pela Capes em outros Estados da Federação. Além de não ter recebido bolsa da Fapeam ou de outra agência de fomento para estudos no mesmo nível.

A submissão de proposta para concorrer à bolsa pode ser feita até o dia 24 de maio. Ao todo, o programa irá conceder até 25 bolsas para mestrado e 25 para doutorado. A previsão é que o resultado seja divulgado no mês de junho e a implementação das bolsas no mês de agosto deste ano.

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 A bolsa de mestrado corresponde ao valor de R$1,5 mil, com o prazo estipulado de, no máximo, 24 meses.  Para doutorado o valor sobe para R$ 2,2 mil, com vigência por, no máximo, 48 meses. As duas modalidades de bolsas serão pagas a partir do mês de implementação.

Conforme especificado no edital, não serão concedidas bolsas referentes aos meses já cursados anteriormente ao mês da implementação.

 Submissão de Proposta

 As propostas deverão ser apresentadas em Formulário online específico e enviadas por meio eletrônico, via Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SIGFapeam), disponível no endereço eletrônico: http://www.fapeam.am.gov.br.

 Para acessar o formulário o proponente deverá utilizar seu login e senha previamente cadastrados. Novos usuários deverão realizar o cadastro no banco de pesquisadores da Fapeam. Além do envio do Formulário on line, a submissão da proposta requer a apresentação da documentação complementar a ser anexada ao sistema SIGFapeam, como detalhado no edital.

 Não serão aceitas propostas que não foram submetidas via internet. Após o prazo final para recebimento das propostas, nenhuma proposta nova será recebida, examinada e julgada.

Para acessar o edital Clique Aqui

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Edital contempla projetos em áreas estratégicas para o desenvolvimento do Amazonas

Propostas deverão estar de acordo com as linhas temáticas e requisitos previstos no edital

Mais de R$ 12 milhões serão investidos em projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, que beneficiem áreas prioritárias para o desenvolvimento do Estado.  O recurso é do Programa de Apoio Estratégico ao Desenvolvimento Econômico-Ambiental do Estado Amazonas (Amazonas Estratégico), lançado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Os interessados têm até o dia 10 de maio para submeter as propostas. A divulgação da análise de enquadramento deve ocorrer até o dia 25 de maio. Os projetos aprovados deverão ser executados em no máximo de 24 meses, com prazo de vigência de 30 meses.

No programa serão apoiados projetos de inovação com tecnologias aplicáveis nas linhas temáticas relacionadas nas seguintes áreas: Agricultura (Fruticultura);  Aquicultura (Piscicultura e Peixes Ornamentais); Química Fina, Biocosméticos e Biofármacos; Tecnologia da Informação e Comunicação; Novos materiais (bio-compósitos, compósitos avançados e metamateriais bio-inspirados); Recuperação/Regeneração de Área Degradada; Serviços ambientais; Mineração.

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Programa Amazonas Estratégico irá contemplar projetos específicos para o desenvolvimento do interior do AM

 

As áreas temáticas foram escolhidas de acordo com as oportunidades identificadas para o desenvolvimento estratégico do Estado do Amazonas. As linhas também foram objeto de consulta a potenciais interessados para validação e refinamento.

Podem participar pesquisadores, doravante denominados “proponentes”, que tenham vínculo empregatício permanente com instituições sediadas no Amazonas, com título de doutor e que estejam cadastrados no sistema de Currículo Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e no Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SIGFapeam).  Os requisitos estão especificados no edital do programa.

Empresas

 Podem participar também dos projetos de pesquisa definidos pelo edital, em cooperação com pesquisadores (proponentes), empresas brasileiras ou grupos econômicos, estabelecidas no Estado do Amazonas, que realizem, ou se proponham a realizar, atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P, D&I) no Estado do Amazonas.

Conforme o edital, as microempresas e empresas de pequeno porte podem participar do projeto, em cooperação com o pesquisador isoladamente ou por meio de parceria com uma ou mais empresas que serão denominadas coexecutoras. Neste caso, todas as empresas envolvidas deverão atender aos critérios de elegibilidade. No caso de mais de uma empresa participar do projeto, a contrapartida se mantém nos percentuais estabelecidos para cada uma das participantes, descrito no edital.

As empresas que estabelecerem parceria com os pesquisadores para apresentação de proposta de projeto de pesquisa deverão cumprir todas as exigências estabelecidas pela legislação em vigor para a participação em certames públicos e apresentar em caso de aprovação do projeto, a documentação listada no edital.

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Áreas temáticas foram escolhidas de acordo com as oportunidades identificadas para o desenvolvimento AM

 

Submissão de Proposta

A proposta deverá apresentada sob a forma de projeto de pesquisa e enviada em versão eletrônica por intermédio dos formulários contidos no SIGFapeam, disponível na página eletrônica da Fapeam. Para acessar o formulário eletrônico, o proponente deverá utilizar seu login e senha previamente cadastrados. Novos usuários deverão realizar o cadastramento no banco de pesquisadores da instituição. Além do envio do Formulário online, via SIGFapeam a submissão da proposta requer também a apresentação de documentação complementar a ser anexada ao sistema, como detalhado  no edital.

Não serão aceitas propostas que não foram submetidas via internet. Após o prazo final para recebimento das propostas, nenhuma proposta nova será recebida, examinada ou julgada.

No edital estão especificadas as áreas e linhas de pesquisas, bem como a quantidade de projetos a serem financiados para cada área, linha temática e tipo de projeto, assim como o número de bolsas e auxílio pesquisa estabelecido para cada tipo de projeto.

Esclarecimentos e informações adicionais, sobre o conteúdo deste edital, podem ser obtidos através de mensagem eletrônica para o endereço: programas.inovacao@fapeam.am.gov.br

Edital Amazonas Estratégico

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Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

Fotos- Érico Xavier

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Programas voltados para o desenvolvimento do interior do AM serão uma das prioridades da Fapeam

Previsão é lançar programas que fomentem a CT&I no Estado, mas que também  tenham foco no desenvolvimento do Interior do Amazonas

Projetos que tenham foco no aproveitamento, desenvolvimento e fortalecimento das potencialidades dos municípios do interior do Amazonas serão uma das linhas de prioridades da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A afirmação é do novo diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, que assumiu a direção da instituição no mês de fevereiro.

Segundo Barcelos, a ideia é trabalhar com programas, estrategicamente criados, voltados para o desenvolvimento dos municípios do Amazonas. O incentivo é para alavancar a economia do Estado por meio do uso da tecnologia, para a geração de emprego e renda à população no interior do Estado.

Para o diretor-presidente da Fapeam só é possível promover o desenvolvimento  da Amazônia, pelo  uso sustentável da biodiversidade por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Segundo ele, nesse processo a Fapeam tem um papel fundamental no fortalecimento do cenário científico no Amazonas, sendo capaz, inclusive, de  conduzir  o fluxo de capacidade  de pesquisa para os assuntos de interesse do Estado, por meio do direcionamento da geração de conhecimento, tecnologia, bens e serviços que podem ser apropriados e aplicados no interior  com o objetivo de melhorar a vida do caboclo e reduzir os desequilíbrios internos.

“Vamos olhar para o interior do Estado, selecionando tudo o que foi feito na área da pesquisa com o apoio da Fapeam, que seja possível transformar em bens, serviços, produtos ou processos e acelerar a transferência de tecnologia. A ideia é pegar tudo isso e oferecer aos nossos prefeitos, ribeirinhos e empreendedores locais para que se possa gerar empregos e renda. Dessa forma acreditamos poder  influenciar, melhorar e mudar a vida da população. Essa foi uma das recomendações do Governador do Amazonas, Amazonino Mendes”, contou.

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Dr. Edson Barcelos assumiu a direção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas em fevereiro

 

Engenheiro agrônomo e doutor em Melhoramento Genético, Barcelos disse que com o lançamento de editais específicos pela Fapeam para atender a demanda do interior do Estado, os pesquisadores poderão direcionar a pesquisa e assim trazer resultados em curto prazo que beneficiem, diretamente, a população amazonense.

“Estamos perdendo um mercado fantástico. Por exemplo, a natureza nos deu uma grande riqueza de açaí no interior do Estado, mas hoje temos em torno de 15 indústrias de açaí no Amazonas. Esse número poderia ser maior. Por isso, uma alternativa é direcionar alguns editais da Fapeam para transformar o conhecimento das instituições em atividades, bens e processos para serem desenvolvidos no interior do Estado, que possam ser objetos inclusive de um possível financiamento pela Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam)”, disse.

Sobre lançamentos de novos editais como os que contribuem para formação de recursos humanos, que concedem bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado, Barcelos disse que a ideia é manter a mesma política de editais anteriores, que em breve novos editais para estas áreas serão lançados pela instituição.

Outro ponto que o diretor-presidente da Fapeam frisou foi em relação ao pagamento das bolsas. Segundo ele, a Fapeam e o Governo do Estado estão empenhados para que o pagamento seja feito dentro do prazo estipulado.

Novo diretor-presidente da Fapeam

Edson Barcelos possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa (1977), mestrado em Biologia (Ecologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (1984) e doutorado em Ciências Agronômicas/Melhoramento Genético de Plantas pela Escola Nacional Superior de Agronomia de Montpellier, França (1998).

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

Foto: Aguilar Abecassis

 

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Programas voltados para o desenvolvimento do interior do AM serão uma das prioridades da Fapeam

Previsão é lançar programas que fomentem a CT&I no Estado, mas que também  tenham foco no desenvolvimento do Interior do Amazonas

Projetos que tenham foco no aproveitamento, desenvolvimento e fortalecimento das potencialidades dos municípios do interior do Amazonas serão uma das linhas de prioridades da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A afirmação é do novo diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, que assumiu a direção da instituição no mês de fevereiro.

Segundo Barcelos, a ideia é trabalhar com programas, estrategicamente criados, voltados para o desenvolvimento dos municípios do Amazonas. O incentivo é para alavancar a economia do Estado por meio do uso da tecnologia, para a geração de emprego e renda à população no interior do Estado.

Para o diretor-presidente da Fapeam só é possível promover o desenvolvimento  da Amazônia, pelo  uso sustentável da biodiversidade por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Segundo ele, nesse processo a Fapeam tem um papel fundamental no fortalecimento do cenário científico no Amazonas, sendo capaz, inclusive, de  conduzir  o fluxo de capacidade  de pesquisa para os assuntos de interesse do Estado, por meio do direcionamento da geração de conhecimento, tecnologia, bens e serviços que podem ser apropriados e aplicados no interior  com o objetivo de melhorar a vida do caboclo e reduzir os desequilíbrios internos.

“Vamos olhar para o interior do Estado, selecionando tudo o que foi feito na área da pesquisa com o apoio da Fapeam, que seja possível transformar em bens, serviços, produtos ou processos e acelerar a transferência de tecnologia. A ideia é pegar tudo isso e oferecer aos nossos prefeitos, ribeirinhos e empreendedores locais para que se possa gerar empregos e renda. Dessa forma acreditamos poder  influenciar, melhorar e mudar a vida da população. Essa foi uma das recomendações do Governador do Amazonas, Amazonino Mendes”, contou.

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Dr. Edson Barcelos assumiu a direção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas em fevereiro

 

Engenheiro agrônomo e doutor em Melhoramento Genético, Barcelos disse que com o lançamento de editais específicos pela Fapeam para atender a demanda do interior do Estado, os pesquisadores poderão direcionar a pesquisa e assim trazer resultados em curto prazo que beneficiem, diretamente, a população amazonense.

“Estamos perdendo um mercado fantástico. Por exemplo, a natureza nos deu uma grande riqueza de açaí no interior do Estado, mas hoje temos em torno de 15 indústrias de açaí no Amazonas. Esse número poderia ser maior. Por isso, uma alternativa é direcionar alguns editais da Fapeam para transformar o conhecimento das instituições em atividades, bens e processos para serem desenvolvidos no interior do Estado, que possam ser objetos inclusive de um possível financiamento pela Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam)”, disse.

Sobre lançamentos de novos editais como os que contribuem para formação de recursos humanos, que concedem bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado, Barcelos disse que a ideia é manter a mesma política de editais anteriores, que em breve novos editais para estas áreas serão lançados pela instituição.

Outro ponto que o diretor-presidente da Fapeam frisou foi em relação ao pagamento das bolsas. Segundo ele, a Fapeam e o Governo do Estado estão empenhados para que o pagamento seja feito dentro do prazo estipulado.

Novo diretor-presidente da Fapeam

Edson Barcelos possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa (1977), mestrado em Biologia (Ecologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (1984) e doutorado em Ciências Agronômicas/Melhoramento Genético de Plantas pela Escola Nacional Superior de Agronomia de Montpellier, França (1998).

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

Foto: Aguilar Abecassis

 

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Cortes em Ciência e Tecnologia podem inviabilizar pesquisas

A queda no orçamento público para Ciência e Tecnologia neste ano e no próximo pode inviabilizar pesquisas em andamento no país. Este é o diagnóstico dos pesquisadores brasileiros que estiveram na Câmara dos Deputados na última terça-feira (10/10) para entregar um abaixo-assinado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contra os cortes. O documento da campanha Conhecimento sem Cortes reuniu mais de 80 mil assinaturas. Proposto pelo deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), o debate envolveu membros da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Academia Brasileira de Ciências (ABC), do Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), além de universidades e outras entidades representativas.

A comunidade científica afirma que o orçamento de investimentos do setor passou de R$ 8,4 bilhões em 2014 para R$ 3,2 bilhões este ano. Para 2018, o programado é ainda menor, de R$ 2,7 bilhões.

Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, Ildeu Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), lembrou que 23 ganhadores do Prêmio Nobel enviaram uma carta ao presidente Michel Temer em setembro, alertando que os cortes podem comprometer o futuro do Brasil.

“Reconhecer a importância da ciência brasileira, assinar uma carta, o que não é comum. Assinar uma carta ao presidente da República de um país, dizendo da importância da ciência brasileira, que ela tenha continuidade. E, no entanto, nos envergonha que a gente veja que cientistas do exterior, desse alto quilate, tenham mais sensibilidade com a ciência brasileira que nossos governantes”, afirmou o presidente da SBPC.

O coordenador de Estratégias de Integração Regional e Nacional da Fiocruz, Wilson Savino, que representou a presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima, na audiência pública, disse que “sem sombra de dúvida, a resposta que o Brasil deu na epidemia de zika, quando fomos confrontados com uma doença cuja causa era até então desconhecida, só foi possível porque estávamos preparados do ponto de vista de informação e equipamentos. Uma política que dê continuidade aos cortes fará com que, em outra epidemia, não tenhamos condições de dar a resposta que demos. É fundamental que em todas as áreas do conhecimento, inclusive na Saúde, possamos recuperar o orçamento”.

MINISTÉRIO

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações informou, por meio de nota, que está trabalhando para elevar os recursos deste ano e que os valores de 2018 ainda não estão fechados.

Helena Nader, da Academia Brasileira de Ciências, disse que o trabalho dos pesquisadores está presente na alta produtividade agrícola do país e na exploração de petróleo em águas profundas. Ela disse que países como a Coreia do Sul gastam mais de 4% do Produto Interno Bruto em Ciência e Tecnologia; enquanto o Brasil investe cerca de 1%.

O presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica, Fernando Peregrino, disse que o problema também é de gerenciamento de recursos. Segundo ele, o sistema de Justiça brasileiro gasta quase 2% do PIB, o dobro do que tem o setor de Ciência e Tecnologia. Nos Estados Unidos, segundo ele, os gastos com C&T representam 2,4% do PIB enquanto o sistema de justiça tem 0,2%.

A deputada Luiza Erundina (Psol-SP) pediu aos colegas que atuem para reverter os cortes. “Como é que se quer disputar a hegemonia no mundo – e isso não se fará sem ciência, sem tecnologia, sem inovação – se vai se andando para trás na destinação de recursos públicos para essas áreas? É algo incompreensível, é algo burro, me desculpe a força da expressão”, disse.

TETO DE GASTOS

Outros deputados e convidados afirmaram que os cortes decorrem da emenda constitucional que fixou um teto de gastos para o país pelos próximos 20 anos, enquanto o pagamento da dívida pública não sofre interrupções. Eles também defenderam a manutenção do ensino superior público.

Fonte: Agência Fiocruz, por Ricardo Valverde (CCS/Fiocruz)