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Estudo sobre diversidade microbiana do trato genital feminino é desenvolvida em Manaus

O Papilomavírus Humano (HPV) é um vírus transmitido por meio de contato sexual, apontado como um dos principais agentes causadores do câncer de colo de útero. Segundo a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Manaus apresentou percentual de 50,3% de jovens infectados pelo HPV (sendo 33,9% de infecções por HPV de alto risco oncogênico).

Diante desse contexto, pesquisa científica apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) desenvolveu estudo com a finalidade de investigar a composição microbiana em pacientes com microbiota autóctone (normal) e microbiota de pacientes com lesões pré-malignas e malignas.

O projeto coordenado pela doutora em Biotecnologia, Cristina Maria Borborema dos Santos, foi desenvolvido no Centro de Apoio Multidisciplinar (CAM) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio do Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas) edital N° 021/2011, da Fapeam.

A pesquisa surgiu com objetivo de responder o porquê que 90% das mulheres infectadas por HPV têm suas infecções resolvidas, ou seja, evoluem para a cura, enquanto 10% têm a infecção persistente com progressão para malignidade.

“Ao realizar esse trabalho surgiram inúmeras perguntas, como por exemplo, se haveria algum fator característico, próprio de cada mulher que estivesse interferindo para persistência do vírus. Se estaria esse fator relacionado ao microambiente vaginal. Queríamos saber o que havia de diferente entre os grupos de mulheres em diferentes condições clínicas. E partimos em busca de uma metodologia por meio de uma busca bibliográfica e no diálogo com pesquisadores com a finalidade de que conseguíssemos obter as respostas às nossas indagações,” disse.

Dra. Cristina Barbosa - UFAM - Fotos Érico X-12

Estudo foi coordenado pela doutora em Biotecnologia, Cristina Maria Borborema dos Santos, na Ufam.

Resultados

Um total de 187 mulheres residentes em Manaus participou do estudo. A maioria atendida em Unidade Básica de Saúde (UBS) Leonor Mendonça de Freitas, da zona Oeste de Manaus. Também participaram da pesquisa mulheres atendidas na FCecon, centro de referência na rede pública para mulheres que apresentam lesões pré-malignas e malignas do colo do útero.

O diagnóstico molecular do HPV foi realizado em todas as mulheres participantes do estudo, revelando uma alta prevalência do HPV16, tipo oncogênico de alto risco para o desenvolvimento do câncer de colo do útero, como pode ser conferido no artigo científico Prevalence of human papillomavirus, Chlamydia trachomatis, and Trichomonas vaginalis infections in Amazonian women with normal and abnormal cytology, publicado pelo grupo de pesquisa, como parte dos resultados gerados pela pesquisa.

Integrante do grupo de pesquisa, a doutoranda em Biotecnologia, Évelyn Costa, explicou que o gênero Ureaplasma (gênero que abrange bactérias pleomórficas, desprovida de parede celular e envolvida em infeções urogenitais) foi detectado em maior abundância no grupo de mulheres que apresentavam lesões pré-malignas do colo do útero.

Dra. Evellyn Costa - UFAM - Fotos Érico X

Doutoranda em Biotecnologia, Évelyn Costa, integrante do grupo de pesquisa.

Após a coleta, o DNA genômico total foi isolado e, em seguida, foram amplificadas as regiões V1-V2 do gene 16S rRNA. Os produtos foram então sequenciados e analisados por bioinformática, em parceria com a Dra. Tainá Raiol da Fiocruz de Brasília, para este fim.

Evelyn ressalta a necessidade de continuação da pesquisa, pioneira no âmbito nacional, que se encontra ainda no início, podendo trazer grande colaboração científica.

Grupo de Pesquisa

A pesquisa também contou com a colaboração de vários pesquisadores  dentre eles Prof. Dr. Spartaco Astolfi Filho da Ufam, a Dra. Enedina Assunção, Msc. Roberto Alexandre Barbosa Filho e dos alunos de graduação Lucas Munareto, Priscila Rocha e Arine Heloíse.

 Câncer de colo de útero

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no biênio 2018/2019, estima-se para o Brasil 16.370 casos novos de câncer de colo uterino, uma taxa bruta de 15,43 a cada 100 mil mulheres. Para o Amazonas, estima-se cerca de 840 casos novos de câncer de colo uterino, uma taxa bruta de 40,97 a cada 100 mil mulheres. Desses casos novos do estado, cerca de 640 serão mulheres residentes em Manaus.

Atualmente, o câncer de colo de útero é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres do mundo inteiro com 70% dos novos casos ocorrendo nos países em desenvolvimento.

Dra. Evellyn e Dra. Cristina  - UFAM - Fotos Érico X-5

Por Jessie Silva

Fotos-Érico Xavier

 

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Projeto do PCE analisa importância da paisagem geográfica de bairro da zona Leste

No Amazonas, professores e estudantes do ensino fundamental (5° ao 9° ano), do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar também são  beneficiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Esse apoio vem por meio do Programa Ciência na Escola (PCE) que dentre seus objetivos visa contribuir para o processo de formação continuada dos professores, despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes do ensino público estadual do Amazonas e municipal de Manaus.

O programa é desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc-AM) e a Secretaria Municipal de Manaus (Semed).

Dentre os projetos selecionados na última edição do PCE, edital N°001/2018, está o intitulado “Geografia e Educação no Contexto Urbano: Moradias em Áreas de Risco Ambiental”, realizado com alunos do ensino médio da Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, no bairro Armando Mendes, zona Leste de Manaus.

Da escola para a comunidade

O projeto de Iniciação Científica Júnior (IC/JR) trabalhou o ensino da Geografia além da sala de aula, tendo como cunho principal analisar o conceito da disciplina e levar o conhecimento adquirido pelos alunos para a comunidade, em relação com a transformação do bairro.

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Projeto do PCE foi coordenado pelo professor de Geografia, Márcio Silveira. Foto: Érico Xavier

Segundo o coordenador do projeto, o professor de Geografia, Márcio Silveira, a ideia foi analisar a importância da paisagem, que é o entorno em que se vive, para a compreensão do espaço vivido e despertar nos alunos o interesse para o planejamento, conservação, uso e ocupação sustentável dos espaços onde vivem.

Para isso foi adotada cartilha produzida pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)- Serviço Geológico do Brasil para informar aos moradores que residem em áreas consideradas de risco ambiental sobre práticas seguras e sustentáveis.

“Sabemos que a paisagem está em constante transformação, muitas pessoas não se sentem como atores dessa mudança e colocam a culpa nas autoridades. Mas as pessoas também contribuem para os problemas ocorrerem. Com o projeto, queremos que a comunidade faça uma leitura do bairro e compreenda que os moradores são atores da transformação geográfica do bairro Armando Mendes”, disse.

Os estudantes realizaram pesquisa bibliográfica e de campo no entorno da escola, ações educativas e reconhecimento das diferentes situações de riscos ambientais, utilizando os conhecimentos adquiridos em sala de aula, nas atividades inerentes ao projeto.

Durante o projeto os estudantes entrevistaram os moradores para saber a ideia que eles têm sobre o espaço em que vivem.

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Estudantes realizaram pesquisa bibliográfica e de campo no entorno da escola. Foto: divulgação

 Além da sala de aula

O projeto foi apresentado na Feira de Ciências da Amazônia, durante a última edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A escola também promoveu no bairro o evento “Ciência na Praça”, com objetivo de apresentar à comunidade os projetos de iniciação científica desenvolvidos na escola.

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Evento Ciência na Praça apresentou trabalhos de Iniciação Científica Junior para a comunidade. Foto: divulgação

Para um dos colaboradores voluntários do projeto, Anderson Castro, e hoje estudante de Pedagogia, a experiência de participar do projeto de iniciação científica é importante para seguir a formação.

“A primeira coisa que me deparei quando cheguei à faculdade foi com o tripé: ensino, pesquisa e extensão. Isso foi algo que vi em projetos dos PCE. A pesquisa foi viabilizada pela prática, porque fomos ao local e conseguirmos obter um bom resultado. Já a extensão foram os projetos aplicados à comunidade por meio da interação com a escola. É muito gratificante levar essa experiência para minha vida acadêmica”, informou.

Por Esterffany Martins

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PAREV recebe propostas até hoje

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebe, até hoje (19/02), as propostas de pessoas interessadas em participar da 2ª chamada do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (PAREV), edital N° 009/2018. O programa contempla projetos de eventos que ocorrerão de julho a dezembro de 2019.

O PAREV é uma das ações da Fapeam de fomento a popularização e difusão da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) produzida no Amazonas. Para isso, o programa conta com investimento de R$ 750 mil para apoiar a realização de eventos locais, regionais, nacionais e internacionais sediados no Estado relacionados à CT&I.

Dentre os eventos que podem ser apoiados estão: congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, com objetivo de divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico no Amazonas.

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Para participar do programa, um dos requisitos é ter título de doutor e vínculo empregatício com instituição de pesquisa e ensino superior, centros de pesquisas, órgãos públicos sediados ou com unidade permanente no Estado.

Conforme o edital, a previsão para divulgação do resultado, com os projetos aprovados, será a partir de março no site da Fapeam.

Submissão de propostas

A proposta deverá ser apresentada em versão eletrônica por intermédio do formulário contido no Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SIGFapeam),  disponível na página eletrônica da Fundação. Além do envio do Formulário, a submissão da proposta requer também a apresentação de documentação complementar a ser anexada ao sistema, conforme detalhado no edital.

Mais informações acesse:  Edital N° 009/2018 – PAREV

 

Por Esterffany Martins

Arte- Said Mendonça

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Comitiva da Fiocruz Amazônia visita novos gestores de órgãos do Governo do Amazonas

Com intuito de fortalecer parcerias já existentes e prospectar futuras ações no Amazonas, a direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) visitou hoje, 31/1, o novo secretário da pasta de Planejamento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Jório de Albuquerque Veiga Filho.

A comitiva da Fiocruz Amazônia, formada pelo diretor Sérgio Luz, e vice-diretores Claudia Velásquez (de Ensino, Informação e Comunicação) e Felipe Naveca (de Pesquisa e Inovação) fez breve explanação para o secretário sobre a missão e ações da Fiocruz na Amazônia.

“As visitas aos órgãos governamentais são importantes para se renovar os votos de apoio e de confiança aos novos gestores, especialmente os que estão diretamente envolvidos com a nossa missão e com o nosso trabalho e, de certa forma, abrir um canal de comunicação e mostrar as iniciativas da Fiocruz Amazônia, o planejamento e demais assuntos de interesse comum na área de CT&I”, explicou Sérgio Luz.

Na oportunidade Jório Veiga Filho também falou sobre o trabalho que pretende desenvolver na Seplancti, órgão da administração direta do Estado, que abriga a Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação. Sobre as ações em sua gestão e expectativas ele disse que “primeiro, vamos trabalhar no desenvolvimento sustentável, atraindo novos investimentos para o Estado, especialmente investimentos que possam promover o desenvolvimento do interior, sem descuidar da Zona Franca, que será trabalhada junto com as próprias indústrias e com outros setores do Governo,  para que seja fortalecida e modernizada, para atender às novas demandas que vêm pela frente”, ponderou.

As visitas aos gestores de órgãos do Estado serão continuadas no decorrer dos próximos dias, sempre com o intuito de fortalecer e ampliar parcerias institucionais.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Pesquisa busca estratégias para o desenvolvimento da cadeia produtiva do óleo essencial de pau-rosa no Amazonas

Com o apoio da Fapeam a pesquisa deve revelar o potencial produtivo atual no Estado

Uma pesquisa científica desenvolvida no Amazonas busca estratégias para o desenvolvimento da cadeia produtiva do óleo essencial extraído de árvores reconhecidas de pau-rosa (complexo Aniba panurensis) por organizações comunitárias do Estado. O estudo é desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Silvicultura Tropical e Propagação de Plantas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

De origem amazônica e conhecida internacionalmente pelo aroma do seu óleo essencial, a pesquisa desenvolvida com o pau-rosa conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas, edital Nº 002/2018, que financia atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Estado do Amazonas.

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Pau-rosa é uma árvore da família Lauracea e pode ser encontrada no Brasil, Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Peru, Colômbia e Equador

O coordenador do projeto, doutor em Silvicultura, Paulo de Tarso Barbosa Sampaio, explica que a proposta do estudo é contribuir na organização da cadeia produtiva do óleo essencial extraído de árvores de pau-rosa, com objetivo de revelar o potencial produtivo atual no Estado, e consequentemente auxiliar as organizações comunitárias do interior do Amazonas para o manejo racional e sustentável do pau-rosa, com o beneficiamento e venda do óleo essencial diretamente às empresas interessadas na compra desse produto.

“Inúmeras comunidades tradicionais no Amazonas vêm implementando plantios da espécie com a perspectiva de geração de renda. No entanto, a organização para o beneficiamento e comercialização por grupos comunitários é muito incipiente”, explicou Paulo.

Para desenvolver a pesquisa o coordenador esclarece que inicialmente será realizado um diagnóstico da cadeia produtiva do pau-rosa no Estado. Com essas informações será possível estimar a capacidade produtiva das organizações comunitárias dos municípios de abrangência do projeto, além de atualizar o mapa de ocorrência e produção.

O pesquisador explica que o pau-rosa é uma árvore da família Lauracea e pode ser encontrada no Brasil, Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Peru, Colômbia e Equador. Ele informa que devido à insustentabilidade da exploração, sofrida no século passado para extração de óleo essencial, atualmente a espécie está ameaçada de extinção sendo raramente encontrada em populações naturais.

“O óleo essencial obtido da árvore é marcado pelo característico odor doce e amadeirado, muito apreciado pela indústria de perfumaria”, afirmou.

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Objetivo do estudo é contribuir na organização da cadeia produtiva do óleo essencial extraído de árvores de pau-rosa

 Pesquisa  

Segundo o coordenador,  serão estudadas também as características morfológicas e a variação química das variedades de pau-rosa, de diferentes origens, concentradas em plantios tanto de produtores quanto de extrativistas. Considerando um universo amostral de mais de 200 árvores.

“Com isto, esperamos revelar informações importantes para a classificação botânica, assim como o perfil químico das plantas reconhecidas como pau-rosa e dos plantios nas distintas regiões de produção, o que poderá impulsionar a cadeia produtiva e aproximar os grupos produtores das empresas consumidoras”, explicou

Manejo sustentável

Sampaio explica que a escassez do recurso levou à diminuição drástica da oferta do produto e consequente o aumento da demanda por inúmeras empresas do ramo da perfumaria que desejam utilizar a nobre essência de pau-rosa em suas formulações. Segundo ele, atualmente apenas duas empresas do Amazonas localizadas nos municípios: Maués e Novo Aripuanã comercializam o óleo essencial.

“Este cenário tem estimulado o plantio da espécie, muitas vezes fomentado por projetos de pesquisa para obter informações sobre a silvicultura e por Organizações não Governamentais  (ONGs), com o intuito de estimular a geração de renda através do manejo sustentável. Em municípios como Presidente Figueiredo, São Sebastião do Uatumã, Silves, Maués e Parintins há inúmeros plantios de pau-rosa implementados com apoio das organizações comunitárias, porém sem nenhuma organização prévia para as etapas de manejo, beneficiamento e venda”, disse o pesquisador.

No momento o estudo está em fase de planejamento estabelecendo contato com as organizações comunitárias e organizando a próxima etapa, que será a coleta de dados em campo.

O coordenador pontuou que a pesquisa será desenvolvida nos municípios da Amazônia Central como: Maués, Silves, Itacoatiara, Parintins, Presidente Figueiredo, Novo Aripuanã, onde antigamente houve intensa exploração predatória de pau-rosa e que atualmente há plantios da espécie vegetal.

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Com apoio da Fapeam, pesquisa é coordenada pelo doutor em Silvicultura, Paulo de Tarso Barbosa Sampaio, no Inpa

Para isso serão realizadas entrevistas com todos os atores-chave possíveis nos municípios de abrangência do projeto, incluindo técnicos e extensionistas dos órgãos governamentais e não governamentais, pesquisadores, produtores rurais, antigos donos de usinas e extrativistas.

Com isso será possível ter dados antigos e atuais sobre a produção de pau-rosa, além do mapeamento participativo destas áreas. Em alguns locais, os pesquisadores irão até os plantios para georreferenciar e coletar amostras que serão utilizadas para as análises morfológicas, químicas e produtivas.

“Acreditamos que a realização deste projeto é de extrema importância para o desenvolvimento do setor produtivo florestal do Estado, com aplicação direta dos resultados por populações tradicionais, organizações comunitárias e empresas interessadas na geração de renda através da produção sustentável do óleo de pau-rosa. A superação dos obstáculos poderá ser determinante para o início da nova fase da cadeia produtiva desta espécie tão emblemática e importante na história do Amazonas”, garantiu.

O que é o manejo?

O manejo é o uso racional e sustentável dos recursos florestais, seguindo uma série de métodos e técnicas com o objetivo de gerar o menor impacto ecológico possível na sua extração.

Os pesquisadores que estudam o pau-rosa vêm recomendando há muitos anos que para extrair o óleo essencial não é preciso derrubar as árvores, pois o óleo obtido da destilação de galhos e folhas também possui um aroma e composição química muito interessante. Assim, o óleo de pau-rosa pode ser extraído através do manejo da copa, pois a espécie apresenta uma alta capacidade de regeneração após a realização de podas.

“Além disto, como existem poucas árvores de pau-rosa atualmente na floresta, recomendamos que a produção de óleo seja realizada através do manejo de plantios, contribuindo desta forma para a conservação deste recurso genético”, finalizou.

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Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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Governo do Amazonas fortalece investimentos em CT&I, preparando o Estado para um outro nível de desenvolvimento

 Instituição também dedicou recursos para a modernização de CT&I, com o objetivo de estimular a adequação e modernização da infraestrutura das instituições de ensino e pesquisa

Execução de R$ 47,3 milhões e investimento de R$ 40,3 milhões para o financiamento de 281 projetos de pesquisa científica e tecnológica. Pagamento de mais de 24 mil bolsas, além de oito projetos de subvenção econômica. Esses são alguns dos números de desempenho da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em 2018. Nesse ano, a receita da Instituição totalizou R$ 112,3 milhões.

Vale lembrar que a receita da Fundação é composta por: 1% da receita tributária líquida do Estado, como determina a Constituição estadual; 20% dos royalties gerados pela exploração do petróleo e gás, recursos hídricos e outros minerais no Estado, de forma a complementar os recursos recebidos do Tesouro Estadual; além de recursos provenientes de outras fontes, como convênios.

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Segundo o relatório Governamental 2018, a Instituição também dedicou recursos para a modernização de CT&I

 

Todo esse apoio do governo Amazonino Mendes ao fomento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) se deu de forma direta (institucionalmente) e indireta (recursos a pesquisadores). Tal política abrangeu dezenas de instituições públicas e privadas, entre elas a Universidade Federal (Ufam), Universidade do Estado (UEA) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).Áreas de atuação – O Fomento à Formação e Capacitação de Recursos Humanos para a Ciência, Tecnologia e Inovação financiou 2.634 bolsas, um total de R$ 22,5 milhões, a estudantes nesse ano, desde o Ensino Fundamental até os grandes níveis de especialização – mestrado e doutorado. Na promoção de Intercâmbio e Cooperação Interinstitucional, Nacional e Internacional, o investimento foi de R$ 1,6 milhão.No apoio a Projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação em Instituições Públicas e Privadas no Setor Produtivo, a Fapeam custeou projetos de apoio à empresas juniores, fomentou projetos em saúde, investiu na atração de recursos humanos altamente qualificados, além de apoiar o desenvolvimento econômico, especificamente por intermédio do Programa Amazonas Estratégico.

Segundo o Relatório Governamental 2018, a Instituição também dedicou recursos para a modernização de CT&I, com o objetivo de estimular a adequação e modernização da infraestrutura das instituições de ensino e pesquisa. A Fapeam também se dedicou à difusão da CT&I, com realização da Semana Nacional de CT&I, do Prêmio de Jornalismo Científico. Também esteve nas universidades divulgando seu trabalho e investiu em comunicação científica e na publicação de produtos de difusão científica.

 

Fonte: Secom

 

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Aeronave rádio controlada cargueira é apresentada em estande da Fapeam

Com apoio da Fapeam, a aeronave é construída para participar da competição de AeroDesign promovida pela SAE Brasil

O público que visitou o estande da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), na última quinta-feira (29), durante a 1ª Feira Polo Digital de Manaus, conheceu um projeto  que constrói aeronaves rádio controladas cargueiras para participarem da competição de AeroDesign, promovida pela SAE Brasil. O evento ocorreu de 27 a 29 de novembro, no Studio 5- Centro de Convenções, no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus.

O trabalho é desenvolvido na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado) da Fapeam, que visa fortalecer e ampliar a formação de recursos humanos em nível de Pós-Graduação Stricto Sensu, além de apoiar, com recursos financeiros, a melhoria da infraestrutura de pesquisa de instituições vinculadas ao Governo do Estado.

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Projeto é desenvolvido por estudantes da área de Engenharias da Universidade do Estado do Amazonas

 

Segundo o graduando do curso de Engenharia Mecânica da UEA, Yuri Leandro Silva, a elaboração da aeronave rádio controlada cargueira é desenvolvida com base na metodologia de um avião comercial.

A ideia é criar uma aeronave mais leve possível e que transporte uma maior quantidade de carga. O projeto é desenvolvido por estudantes da área de Engenharias, que criam desde  a concepção do avião até a construção do equipamento.

“Criamos a aeronave rádio controlada cargueira para participação das competições da SAE Brasil, que ocorrem geralmente entre outubro e novembro, na cidade São José dos Campos, em São Paulo. Esse ano ficamos em 5º lugar, com a nossa aeronave chamada ‘Caboquinha’, na categoria Classe Advanced” explicou.

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Estudantes da UEA explicam a criação e como funciona a aeronave rádio controlada cargueira

 

Em 2017 a equipe ficou em 3º lugar, na categoria Classe Advanced, com a aeronave chamada de URT-17.

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Texto – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Estande da Fapeam atrai visitantes na 1ª Feira Polo Digital de Manaus

Evento foi realizado  no Studio 5- Centro de Convenções com objetivo de mostrar as linhas de ação da Instituição que são fomento, inovação e empreendedorismo 

Quem visitou o estande da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) durante a 1ª Feira Polo Digital de Manaus teve a oportunidade de conhecer mais sobre o trabalho realizado pela Fundação no campo da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). O evento ocorreu de 27 a 29 de novembro, no Studio 5- Centro de Convenções, no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus.

A instituição esteve presente com  um estande apresentando ao público os projetos desenvolvidos na gestão do Amazonino Mendes com apoio da Fapeam.

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Estande da Fapeam apresentou ao público projetos desenvolvidos na área de inovação e tecnologia

A estudante Maria Gabriela conheceu no estande da Fapeam o projeto do fantoche eletrônico voltado para crianças autistas. Ela conta que gostou de saber da iniciativa da Fundação de fomentar trabalhos na área da inovação e para inclusão social.

“Eu acho importante ajudar as pessoas com a tecnologia. Eu gostei muito do projeto com fantoches, ajuda muito as crianças que são autistas e têm dificuldade de aprender o som dos animais”, explicou.

Doutor Roceli Lima mostrando o Fantoche Eletrônico para visitantes

Visitantes conhecem fantoche eletrônico para crianças autistas no estande da Fapeam

A professora Goretti Falcão afirma que o apoio da Fapeam é essencial para inovação e tecnologia no Amazonas. “Acho muito importante o papel da Fapeam no incentivo da inovação e da tecnologia no Amazonas. Os projetos são geniais e merecem o investimento”, contou.

Já a professora Aldecir Mesquita parabenizou a Fapeam pelo incentivo da CT&I no Amazonas.

“Vim visitar a Feira buscando inovações e me surpreendi com o que vi. Os projetos da Fapeam estão de parabéns”, disse.

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Texto – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

 

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Estande da Fapeam atrai visitantes na 1ª Feira Polo Digital de Manaus

Evento foi realizado  no Studio 5- Centro de Convenções com objetivo de mostrar as linhas de ação da Instituição que são fomento, inovação e empreendedorismo 

Quem visitou o estande da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) durante a 1ª Feira Polo Digital de Manaus teve a oportunidade de conhecer mais sobre o trabalho realizado pela Fundação no campo da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). O evento ocorreu de 27 a 29 de novembro, no Studio 5- Centro de Convenções, no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus.

A instituição esteve presente com  um estande apresentando ao público os projetos desenvolvidos na gestão do Amazonino Mendes com apoio da Fapeam.

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Estande da Fapeam apresentou ao público projetos desenvolvidos na área de inovação e tecnologia

A estudante Maria Gabriela conheceu no estande da Fapeam o projeto do fantoche eletrônico voltado para crianças autistas. Ela conta que gostou de saber da iniciativa da Fundação de fomentar trabalhos na área da inovação e para inclusão social.

“Eu acho importante ajudar as pessoas com a tecnologia. Eu gostei muito do projeto com fantoches, ajuda muito as crianças que são autistas e têm dificuldade de aprender o som dos animais”, explicou.

Doutor Roceli Lima mostrando o Fantoche Eletrônico para visitantes

Visitantes conhecem fantoche eletrônico para crianças autistas no estande da Fapeam

A professora Goretti Falcão afirma que o apoio da Fapeam é essencial para inovação e tecnologia no Amazonas. “Acho muito importante o papel da Fapeam no incentivo da inovação e da tecnologia no Amazonas. Os projetos são geniais e merecem o investimento”, contou.

Já a professora Aldecir Mesquita parabenizou a Fapeam pelo incentivo da CT&I no Amazonas.

“Vim visitar a Feira buscando inovações e me surpreendi com o que vi. Os projetos da Fapeam estão de parabéns”, disse.

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Texto – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

 

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Projeto usa paródias no ensino de Ciências

Projeto foi realizado no município de Manacapuru com apoio da Fapeam por meio do Programa Ciência na Escola

As paródias têm conquistado cada vez o público jovem. Sucesso na internet, a paródia consiste na recriação de uma obra já existente, a partir de um ponto de vista cômicoUm projeto desenvolvido na Escola Estadual Agra Reis, no município de Manacapuru, interior do Amazonas, inovou no ensino de Ciências e utilizou as paródias para facilitar aprendizagem dos estudantes na disciplina.

O projeto, realizado em 2017 na escola, foi desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE).

No total, sete paródias foram desenvolvidas por alunos e apresentadas na hora cívica da escola.

Segundo a professora e coordenadora do trabalho, Josiane Menezes, a atividade foi um trabalho que integrou o ensino e a música dentro da sala de aula. O objetivo foi propiciar aos alunos um ensino diferenciado e ao mesmo tempo prazeroso, que é o de estudar os conteúdos de Ciências através das paródias.

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Para o projeto foram selecionados alunos que gostam de música e que tinham habilidades nessa área. Após isso, foi feita também a identificação das músicas conhecidas e fáceis de aprender a cantar e tocar. Outro passo do trabalho foi à elaboração da paródia destacando as características e funções específicas da disciplina de Ciências.

“Os cinco bolsistas e os dois voluntários se empenharam na construção das paródias e estudaram a fundo os assuntos escolhidos por eles para escreverem as paródias, tudo sob minha orientação. Além das paródias, os bolsistas também foram desafiados a aprenderem a tocar instrumentos musicais como o violão. Foi um grande desafio”, detalhou.

Segundo a professora, o conhecimento adquirido por meio do projeto PCE é algo que o aluno levará para a vida, sendo capaz de influenciar sua família, amigos, comunidade e todos que vivem à sua volta, além de despertar o interesse para pesquisa científica.

Assista a paródia feita pelos bolsistas do PCE

A professora disse ainda que um dos pontos positivos foi à mudança no comportamento dos alunos em sala de aula. Segundo Josiane, o projeto tornou os estudantes mais participativos durante as aulas e aumentou a curiosidade e  o interesse deles pela disciplina.

“Alguns alunos eram desinteressados, mas com o início do projeto podemos ver o aumento na média ao final do bimestre, não só na disciplina Ciências, mas também em outras matérias”, informou.

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PCE

O PCE incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico.

A edição 2017 do PCE, contou com 396 propostas aprovadas que contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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