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Campanha Janeiro Branco enfatiza a importância dos cuidados com a saúde mental

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A Campanha Janeiro Branco tem como principal objetivo discutir a saúde mental. A escolha do primeiro mês do ano foi pensada porque normalmente, o início do ano, costuma ser um período de reflexão sobre o desejo tanto de cumprir metas quanto repensar as metas que não foram alcançadas no ano anterior como, por exemplo, cuidar da saúde e melhorar o estilo de vida.

Para falar sobre o assunto o Portal da Fapeam conversou com o médico psiquiatra, Rozenval Levinthal. Boa leitura!

 Fapeam: Qual o principal objetivo da Campanha Janeiro Branco?

Rozenval Levinthal: É alertar, dar visibilidade e conscientizar a sociedade sobre as questões relativas à saúde mental e, o impacto dessas questões na vida cotidiana das pessoas. Até bem pouco tempo a saúde mental era relegada a último plano como uma doença silenciosa, em que as pessoas sofriam e eram praticamente invisíveis. Com a mobilização, especialmente dos profissionais da área de saúde mental (psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e etc.), a situação veio à tona e, hoje a doença mental é muito mais discutida e valorizada que algum tempo atrás. Estamos saindo dessa área de invisibilidade e nos tornando mais visíveis. A prevalência das doenças mentais está aumentando muito, aliás, as doenças e os transtornos mentais serão considerados na próxima década como os males mais prevalentes do ser humano.

Fapeam: Por que as doenças mentais serão mais prevalentes?

R.L: Um das causas é principalmente porque melhoraram as condições de diagnóstico. Hoje, as pessoas procuram mais os serviços de atendimento, não têm tanta vergonha de se expor e buscarem tratamento. A outra causa são as condições de vida, trabalho e pressão social que se tornaram maiores atualmente. As pessoas estudam, trabalham, têm que sustentar a família, tem a questão dos relacionamentos e, tudo isso gera muita pressão social. As pessoas são muito mais cobradas e, muitas vezes elas não têm mecanismos compensatórios e, acabam desenvolvendo a doença ou o transtorno mental.

Fapeam: O que são esses mecanismos compensatórios?

R.L: São processos mentais que a maioria das pessoas tem para evitar o adoecimento. A resiliência, por exemplo, que é capacidade de resistir às pressões e, se manter ativo apesar das contrariedades, isso varia muito de pessoa para pessoa. Por exemplo têm pessoas com mais facilidade para superar problemas até mesmo sem ajuda, outras pessoas adoecem mais facilmente. Isso, provavelmente é devido a questões genéticas, a vulnerabilidades sociais, questões relacionadas à infância, relações sociais desde o nascimento, se houve traumas. Na verdade é uma questão muito complexa, mas o fato é que algumas pessoas têm mais susceptibilidade ao adoecimento mental que outras, especialmente se ela já tem componentes genéticos e históricos de doença mental na família.   

Fapeam: Quais são as doenças mentais?

R.L: Primeiro é preciso fazer uma diferença entre doença mental e o transtorno mental. O conceito em si de doença significa uma patologia, nesse caso, uma alteração na saúde mental. Podemos citar alguns exemplos de doenças mentais: transtorno bipolar, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do estresse pós-traumático e a esquizofrenia, esta última é uma doença mental que tem causas e sintomas bem conhecidos e estabelecidos. Nós conhecemos os fatores que levam a essa doença, como a história genética, sinais, sintomas e tratamento. Por isso, hoje o diagnóstico de esquizofrenia é muito mais seguro e, dependendo do grau da doença: leve, moderado ou grave ela pode ser incapacitante para o paciente. A doença mental uma vez estabelecida, na maioria das vezes é incisiva, discriminatória e incapacitante, tem o tratamento, mas não tem cura. Já o transtorno mental, geralmente, tem uma incidência menos incapacitante e, é uma alteração que pode ou não ser passageira, é normalmente pontual como, por exemplo, transtorno de ansiedade que pode está relacionado a certo episódio na vida de uma pessoa e, que causa sofrimento mental. Após o tratamento medicamentoso ou psicoterápico, geralmente, a pessoa tem cura, outras vezes o transtorno persiste por mais tempo. Mas tanto as doenças quanto os transtornos mentais levam a pessoa ao sofrimento.

Fapeam: Por que a escolha do mês de janeiro para tratar sobre saúde mental?

R.L: Normalmente como é o início do ano as pessoas se propõem a cumprir metas e, dentre essas metas está geralmente cuidar da saúde e melhorar o estilo de vida. Quando vira o ano é uma nova oportunidade de vida, das pessoas reverem as suas prioridades na tentativa de fazer com que elas priorizem a saúde mental. Então, a campanha é para conscientizar e aproveitar essa empolgação e motivação das pessoas para correr atrás do tratamento. A cor branca é significativa porque ela expressa uma folha em branco para você reescrever a sua vida, uma oportunidade de repensar, de mudar a sua trajetória, de mudar o seu estilo de vida. Simbolicamente entregando uma folha em branco para que você reescreva a sua história.

Fapeam: Para quem a campanha é direcionada?  

R.L: É direcionada não somente para os pacientes, mas especialmente para as pessoas que estão ao redor deles, como os familiares, os amigos e a população em geral para chamar atenção para o sofrimento muitas vezes silencioso dessas pessoas. O paciente tem vergonha, medo de falar aquilo que ele está sentindo e ser discriminado. Os próprios amigos às vezes minimizam o problema, com convites para sair, se divertir, ir a festas, isso acaba oprimindo a pessoa que está em sofrimento de modo que ela tende muitas vezes a acreditar que isso é passageiro e vai retardando o diagnóstico e o tratamento.   

Fapeam: Em que momento se deve começar a preocupação e a cuidar da saúde mental?

R.L: Todos nós deveríamos ser estimulados a fazer uma avaliação sobre nossas condições psicológicas, especialmente, os profissionais que lidam com a saúde mental (psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e etc). O trabalho dessas pessoas é muito estressante porque exige muita dedicação ao lidar com o sofrimento crônico de outras pessoas. Nós que somos trabalhadores da saúde mental precisamos parar e olhar para a nossa vida e ver o que nós estamos fazendo, tendo jornadas estressantes, plantões em cima de plantões, isso acaba adoecendo os profissionais da saúde mental. Então para essas pessoas especificamente é preciso começar a se questionar e muitas vezes consultar outro profissional.

Fapeam: Qual a importância dessa conscientização?

R.L: A maioria das pessoas ao tratar o assunto acaba minimizando, ou seja, as pessoas não priorizam o atendimento à saúde mental, às vezes só buscam tratamento quando o quadro já está estabelecido, esquecem fundamentalmente a prevenção que na maioria das vezes é relativamente simples. Quando a pessoa começa a sinalizar um problema é o momento da pessoa parar e buscar ajuda, ou pelo menos, procurar olhar para dentro de si e projetar as perspectivas, será se eu tenho condições de melhorar a minha vida, será se isso não vai causar problemas no futuro?

Fapeam: Onde se deve procurar ajuda especializada para que se defina a melhor rota terapêutica?

R.L: Unidades Básicas de Saúde (UBS) Unidade de Saúde da Família, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Policlínicas e Hospital Psiquiátrico Eduardo que atende casos de urgência e emergência.   

 Por: Helen de Melo

 

 

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Estudo mostra que caramuri tem três vezes mais vitamina C que a laranja

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Fruta Caramuri. Foto: Acervo do Inpa

Pesquisa aponta  que o caramuri (Caramuri Pouteria elegans), fruto nativo da Amazônia, possui alta composição de potássio, ferro e magnésio, além de conter mais  vitamina C que a laranja. Os resultados do estudo desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), foram publicados no Journal of Food Properties, com o artigo Aromatic and nutritional profile of an Amazonian autochthonous species, Caramuri Pouteriaelegans (A.DC.) Baehni.

O trabalho é resultado do projeto “Frutos Amazônicos para produção de Alimentos Funcionais” apoiado pela Fapeam, por meio do programa Universal Amazonas edital Nº 030/2013, desenvolvido pelos pesquisadores do  (Inpa/MCTI), Francisca das Chagas do Amaral Souza e Jaime Paiva Lopes Aguiar. O artigo foi assinado também pelos pesquisadores Dionísia Nagahama, além do bolsista de pós-doutorado, Edson Silva, e o professor do Centro de Estudos Superiores de Tefé (Cest – UEA) Raimundo Junior.

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Jaime Aguiar- Foto: Érico Xavier/Fapeam

Segundo Jaime Aguiar, o estudo buscou englobar o fruto para analisar seus constituintes nutricionais. “Constatamos que Caramuri é muito rico em minerais, fibra, magnésio, ferro, cálcio, potássio. Além de toda essa composição nutricional, descobrimos também  que ele é muito rico em fibras solúveis e fibras insolúveis e  que possui o triplo de  Vitamina C que a laranja” conta.

Francisca Chagas destaca que não existia estudo científico para a fruta e que o resultado da pesquisa indicou que o Caramuri tem potencial para ser utilizado pela indústria alimentícia e farmacêutica.

“Através da pesquisa descobrimos que existe uma comunidade conhecida por “Caramuri”, o mesmo nome da fruta,  que está interessada na utilização do fruto, devido a boa  quantidade de produção. Agora é unir as forças, o conhecimento científico com os produtores e ver os possíveis produtos que poderão ser obtidos a partir dessa matéria-prima, obtendo  uma farinha, ou uma bebida, o que for viável. Vamos  testar para repassar esse conhecimento para a comunidade e quem sabe futuramente gerar produtos alimentícios”, relata.

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Francisca Chagas- Foto: Érico Xavier/Fapeam

Chagas explica que além do valor nutricional foi detectado o valor funcional do fruto que também é um dos focos do estudo. “Observamos que ele é rico em antioxidante dentre eles o Pileno e também antimicrobiano. Identificamos uma série de compostos pertencentes à classe dos monoterpenos e terpenóides, compostos não apenas de interesse para a indústria alimentícia como também para a indústria farmacêutica”.

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Aguiar explica que o período de frutificação do Caramuri é de setembro a fevereiro, com árvores podendo chegar a 30m de altura. “É uma fruta pouco difundida na região principalmente porque existe uma cultura que diz que ela só aparece a cada 4 anos, por meio da pesquisa descobrimos que ela pode ser reproduzida em menos tempo”, disse.

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Francisca Chagas ressalta a importância da pesquisa para a sociedade. “A ideia de fato é poder confirmar o potencial nutricional e funcional dos frutos da Região Amazônica,  ampliando nosso leque de estudos e  aumentando a quantidade de frutos estudados.  Com o apoio da Fapeam foi possível realizar esse estudo, para aumentar esse conhecimento por meio da pesquisa e mostrar para a população que  temos  grande potencial ainda a ser explorado na nossa região”, comenta.

Universal Amazonas

O Programa Universal Amazonas realizado pela Fapeam tem o objetivo de  financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental  do Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no Estado.

 

Por: Jessie Silva

Arte: Suellen Sousa

 

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Alunos do interior do Amazonas aprendem a importância da floresta e biodiversidade Amazônica

02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-39

Mais de 40 estudantes da Escola Estadual Isaías Vasconcelos, no município de Iranduba, participaram de oficina e atividades interativas que trouxeram a reflexão sobre os ganhos e perdas que ocorrem no ecossistema com a manutenção e derrubada da floresta Amazônica. A atividade foi realizada na segunda-feira (2/12).

A ação faz parte do projeto intitulado “Brincando se a aprende: a importância da floresta e biodiversidade amazônica”, desenvolvido pela pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e coordenadora do projeto, Genoveva Chagas de Azevedo, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação  (POP CT&I), edital N°009/2019.

O proje02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-29to foi desenvolvido em seis escolas, com alunos do Ensino Médio e Fundamental, da rede pública de Manaus, Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo. Também foi realizada oficina para simular o trabalho de campo no Bosque da Ciência do Inpa, para os visitantes em geral.

Segundo a coordenadora do projeto, Genoveva Azevedo, especificamente para esse projeto, o tema desenvolvido e debatido foi à floresta amazônica.

“Criamos uma espécie de jogo com base no que a gente ganha com a floresta em pé e o que a gente perde com a floresta no chão, trazer essa discussão levar informação de conhecimento científico  e propor essa reflexão aos estudantes  o que  a gente ganha , o que a gente perde se não cuidar da nossa floresta.  Sendo um debate tão presente e tão atual”, conta.

  Jogo

Segundo Genoveva, o jogo utiliza dois painéis, que retratam a floresta em pé, exuberante e o outro a floresta no chão (queimada/derrubada). Cada painel é composto por 20 quadrados nas laterais enumerados de 1 a 6, que os participantes escolhem após jogar o dado. Cada quadrado corresponde a uma possível consequência de cada cenário.  Ao final o aluno leva consigo um cartão informativo sobre o cenário apresentado.

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“Essa atividade possibilita ao estudante de forma lúdica e interativa o conhecimento sobre o papel da floresta no ecossistema. A gente acredita que o conhecimento aliado com o processo educativo e com a reflexão crítica, é possível que o cidadão se coloque também na condição de co-responsável  e isso venha gerar uma conduta diferente na questão dos cuidados com o meio ambiente”, disse.

O estudante Lucas Albuquerque, do 3º ano do ensino médio, que participou da atividade, conta que aprendeu muito com o tema abordado na oficina. “Achei legal, muitas coisas que ocorrem no processo natural da floresta que eu não conhecia. Isso permitiu que refletisse sobre a importância da floresta para nosso meio ambiente e também para nossa vida”.

Segundo a estudante, Larissa Dantas, também do 3º ano do ensino médio,  oficinas como essas nas escolas é muito importante para o conhecimento. “Aprendi mais do que nunca que devemos preservar nossa floresta, ela serve para tudo e se continuar o crescimento do desmatamento das florestas, nós seremos os maiores prejudicados”, disse.

No Amazonas, o Governo do Estado, por meio do POP CT&I da Fapeam, apoia a realização de 26 eventos de popularização da ciência, em diversas áreas, na capital e no interior. Lançado no mês de junho, o POP CT&I, conta com recursos financeiros da ordem de R$800 mil, para apoiar a realização de exposições, feiras, oficinas, minicursos, palestras e outras atividades interativas sobre CT&I, em locais públicos, organizados por temas, campos ou áreas do conhecimento.

Para a coordenadora do projeto a iniciativa da Fapeam é fundamental, que editais como POP CT&I têm alcance bastante interessante junto à população.02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-55

 

“É

uma forma também de saber que existe investimento de popularização da ciência para apoiar pesquisadores, professores para desenvolver atividades dessa natureza, onde podemos criar mecanismos recursos que possam mediar essa discussão, essa questão do conhecimento científico. O pesquisador publica seu artigo,  mas  como vai fazer para decodificar isso? Como torna esse tipo de conhecimento acessível a outros grupos? e esse tipo de projeto é fundamental ele instiga e desafia o pesquisador a buscar uma forma de tornar esse  conhecimento acessível em uma linguagem que os cidadãos de um modo geral entendam”, relata a pesquisadora.

Por Jessie Silva

Fotos: Jessie Silva

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NOTA DE PESAR

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio de sua gestão e demais trabalhadores, lamenta a morte de seu primeiro presidente, José Aldemir de Oliveira, doutor em Geografia Humana, com ênfase em Geografia Urbana e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

José Aldemir destacou-se no cenário de ciência, tecnologia e inovação do Amazonas, por defender a CT&I, para o desenvolvimento do Estado. Em 2003, assumiu a presidência da Fapeam e, em seguida, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas (Secti-AM), da qual foi secretário, e depois Reitor da Universidade do Estado do Amazonas.

Nos últimos anos, atuava como professor dos cursos de Pós-graduação Sociedade e Cultura na Amazônia e de Geografia, ambos da Ufam, além de ser líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas das Cidades na Amazônia.

José Aldemir deixa um extenso legado que muito orgulha os amazonenses, seja na sua atuação como professor, escritor,  idealizador da política de CT&I do Estado e excelente gestor.

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Avanços da pós-graduação e fortalecimento do sistema de CT&I foram assuntos de reunião promovida pela Fapeam

Fortalecer o sistema de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) de um Estado requer investir na formação de recursos humanos, entre esses, cientistas. Isso deve ser percebido desde a educação básica com a formação de professores qualificados, à graduação e, em seguida, a pós-graduação.  Neste sentido, a direção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) reuniu-se na quarta-feira, 30/10, com gestores de instituições de ensino e pesquisa do Amazonas, além do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e secretária executiva de CT&I. O encontro teve como objetivo discutir ações estratégicas para a melhoria dos cursos de pós-graduação no Amazonas.

Reunião Interinstucional: Fapeam e o Sistema Estadual de CT&I

Reunião Interinstucional: Fapeam e o Sistema Estadual de CT&I

Participaram do encontro, representando a Fapeam, a diretora-presidente Márcia Perales, e as diretoras Marne Vasconcellos e Márcia Irene Andrade (diretora técnico-científica e administrativo-financeira, respectivamente). Pela Sedecti, o secretário Jório Albuquerque Veiga Filho e Tatiana Schor.

Representando as instituições de ensino e pesquisa estiveram o reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleinaldo Costa; o reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Sylvio Puga; pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a diretora Antonia Franco; e pelo  Instituto Federal do Amazonas (Ifam), a diretora sistêmica de pesquisa e pós-graduação, Cláudia Ribeiro de Souza e a pró-reitora de ensino, Lívia de Souza Camurça Lima.

Durante o encontro, Márcia Perales destacou que mais de 50% dos investimentos realizados pela Fapeam são destinados à formação de

Márcia Perales-diretora-presidente da Fapeam

Márcia Perales-diretora-presidente da Fapeam

recursos humanos para CT&I, e conclamou os gestores presentes para ampliarem as possibilidades de avanços das instituições de ensino e pesquisa, em especial nos cursos de pós-graduação. “Tudo que temos conversado é com o objetivo de fortalecer o sistema de CT&I no Amazonas, para isso temos que trabalhar de forma integrada, identificando os desafios a serem superados e os aspectos convergentes que podem consolidar nossos cursos de pós-graduação e a pesquisa”, ressaltou.

O titular da Sedecti lembrou que o Amazonas possui o segundo maior parque industrial do Brasil. “Precisamos aproximar a academia e a indústria”, comentou Jório Albuquerque Veiga Filho.

Retomada de Investimentos

Neste ano, a Fapeam investiu R$19.542.010,00 apenas para o Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad), para a concessão de 725 bolsas para alunos de mestrado e doutorado mais auxílio financeiro para as instituições de ensino e pesquisa do Amazonas.

Cleinaldo Costa-Reitor da UEA

Cleinaldo Costa-Reitor da UEA

Cleinaldo Costa reconhece que é evidente a retomada do cenário de crescimento em investimento em 2019 pela Fapeam, demonstrando o comprometimento do atual Governo do Amazonas em fortalecer a CT&I e o empreendedorismo no Estado. “A primeira reunião (realizada dia 18 de outubro) serviu para dar essa clareza e colocar questões do que a educação no Brasil hoje compreende em relação aos cursos de pós-graduação e o panorama do que precisamos fazer, para avançar com o cenário mais robusto de CT&I”, pontuou.

A diretora do Inpa, Antonia Franco, disse que há 20 anos eram poucos os cursos de pós-graduação e que também não havia tantos alunos os buscando como atualmente. “Vários cursos foram abertos, no Inpa mais de 2,7 mil alunos já foram formados desde a criação dos cursos de pós-graduação. Os coordenadores desses cursos estão repensando formas para melhorar ou até mesmo modificar alguns cursos para elevá-los”, comentou.

Capes

Alterações na Avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (SNPG/Capes) foi outro ponto de destaque na reunião.

Vale destacar que o SNPG/Capes cumpre um papel importante para o desenvolvimento da pós-graduação, da pesquisa científica e tecnológica no Brasil. Assim, com o intuito de esclarecer pontos importantes sobre as alterações na avaliação da Capes e ampliar as possibilidades para os avanços das instituições de pesquisa e ensino, a Fapeam promoverá no dia 7 de novembro uma reunião com a diretora de avaliação da Capes, Sônia Nair Báo, em Manaus, e abordar também os instrumentos do Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad/Fapeam–Resolução 003/2019), que são definidos em consonância com as normas da Capes.

Devem participar desse encontro os gestores das instituições de ensino e pesquisa, coordenadores dos programas de pós-graduação e professores interessados.

Por: Esterffany Martins e Marlúcia Seixas

Fotos: Érico Xavier

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Diretoria da Fapeam visita Instituto Transire de Tecnologia e Biotecnologia

Com intuito de estreitar a interlocução e prospectar parcerias visando o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas, a diretoria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) visitou na terça-feira (29/10) o Instituto Transire de Tecnologia e Biotecnologia do Amazonas, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

O objetivo foi  conhecer as atividades desenvolvidas pelo instituto e verificar possibilidades que sejam convergentes entre as duas instituições para possíveis parcerias.

A visita foi realizada pela diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, juntamente com a diretora Administrativo-Financeira, Márcia Irene Andrade, que foram recebidas  pelo diretor de desenvolvimento do Instituto Transire de Tecnologia e Biotecnologia do Amazonas, Carlos Henrique Fonseca, a diretora de pesquisa e desenvolvimento da Transire, Juliana Marchiori, e pelo coordenador de marketing, Luiz Chouin.

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No encontro, Márcia Perales destacou que a Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e a formação de recursos humanos. E que a Fundação é a principal instituição na esfera estadual no fomento de recursos financeiros diretos para o desenvolvimento dessas ações.

“Em 2019 o Governo do Amazonas reposicionou a CT&I no Estado, por entender a importância dessa área para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado. Somente neste ano, já lançamos 15 programas, incluindo o de cooperação internacional”, informou.

29.10.2019 - FAPEAM VISITA INST. TRANSIRE-114

Segundo Carlos Henrique Fonseca, o Instituto Transire de Tecnologia e Biotecnologia do Amazonas promove projetos com foco na pesquisa, desenvolvimento de tecnologias, produtos e serviços inovadores. Para isso, atua com profissionais de diversas áreas do conhecimento.

“Ficamos  felizes com a visita da Fapeam ao nosso Instituto. Mostramos os nossos laboratórios, infraestrutura, nossos principais projetos aqui nas áreas tecnológicas e de biotecnologia. Eu espero que diante do que foi apresentado à Fapeam e ao governo do Estado conhecendo as nossas linhas de pesquisa identifiquem aí sinergias, possibilidades de convergências para que nós possamos então alavancar cada vez mais inovações e pesquisa aqui na nossa região”, comentou.

Juliana Marchiori avalia de forma positiva a aproximação entre o setor privado com o público. “Fomentar a pesquisa é muito importante. Eu acho que faz muito sentido, principalmente para a região que tem muito potencial ainda a ser explorado”, disse.

Por: Esterffany Martins

Fotos: Érico Xavier

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Fapeam analisa projetos em Seminário de Avaliação Final do Pecti

Cinco projetos selecionados pelo Programa Estratégico de Ciência, Tecnologia & Inovação nas Fundações de Saúde do Amazonas (Pecti/AM-Saúde) foram analisados pelo Comitê Gestor e Avaliador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) durante Seminário de Avaliação Final do Programa. O evento foi realizado no dia 23/10, no Hotel Nobile Suites Manaus Airport, localizado no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.

O Programa foi lançado pela Fapeam, edital Nº 001/2014, com o objetivo de fomentar a inserção de pesquisadores em Projetos Estratégicos de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação nas Fundações de Saúde com sede no Amazonas.

Os projetos foram desenvolvidos por pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Fundação Alfredo da Matta (Fuam), Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) e Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS).

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Os Projetos foram analisados pelo Comitê Gestor e Avaliador da Fapeam.

 

Abertura

Participaram da mesa de abertura a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, o assessor técnico da Susam, Jani Kenta Iwata, o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Jorge Luiz Maia Carneiro e o chefe do Departamento de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), André Luís Willerding.

Durante o seminário, Márcia Perales, reiterou que o Governo do Amazonas tem dado todo apoio para as ações desenvolvidas pela Fundação, para alavancar o cenário de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e que neste ano reposicionou estrategicamente a CT&I, por entender a importância desta área para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado.

Marcia Perales reforçou ainda que os resultados ao fim de uma pesquisa científica precisam ser evidenciados e que a informação deve chegar até a sociedade. “Hoje temos a apresentação de cinco projetos que são vinculados às fundações de saúde do Amazonas e instituições de ensino e pesquisa. Foi uma carta-convite importante lançada em 2014, que priorizou a área da saúde”, comentou.

Márcia Perales

Diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales.

 

Para Jani Kenta Iwata, o fomento para projetos científicos voltados para a área da saúde é importante e traz impacto e fortalecimento para o SUS. “É um programa que fortalece as nossas unidades, principalmente as fundações de saúde do Amazonas”, disse.

O chefe do Departamento de Ações Estratégicas da Sedecti, André Luís Willerding, disse que o PECTI/AM-Saúde é um programa estratégico importante para a área da saúde no Amazonas. “A secretaria executiva de CT&I, dentro da Sedecti, tem toda uma sensibilidade e apoia constantemente pesquisas na área de saúde, porque sabemos da importância desses resultados”, comentou.

Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Jorge Luiz Maia Carneiro, é muito gratificante e interessante participar desses momentos de compartilhamento das informações científicas especificamente participando como representante do Sistema Único de Saúde (SUS) e, vendo o que é produzido pela ciência em benefício desse Sistema.

Projetos

Um dos projetos avaliados durante o Seminário foi desenvolvido pela pesquisadora da Fuam, Maria da Graça Cunha, intitulado “Consolidação da pesquisa científica em infecções sexualmente transmissíveis, hanseníase e outras doenças dermatológicas de interesse sanitário na Fundação Alfredo da Matta”, com o objetivo de consolidar a pesquisa cientifica na Fuam, nos níveis de graduação e pós-graduação, para elaboração de novos projetos visando a captação de recursos para execução de estudos científicos que objetivem identificar ferramentas inovadoras para o diagnóstico, tratamento e controle epidemiológico das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), hanseníase e outras doenças dermatológicas de interesse sanitário.

“É importante que a Fapeam continue com este olhar especial para as Fundações de Saúde porque elas representam um pilar dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e essa proximidade da pesquisa com a assistência tem que continuar a ser incentivada. É preciso tirar o vácuo que existe entre a pesquisa básica e a aplicação dos resultados. A Fapeam tem ajudado nesse processo de investir numa pesquisa que aproxima a ciência da sua utilização no atendimento às pessoas que são o foco principal da nossa atuação como pesquisadores”, disse Maria da Graça.

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Pesquisadora da Fuam, Maria da Graça Souza Cunha.

 

A pesquisadora informou que o projeto possibilitou a publicação de artigos científicos em periódicos nacionais e internacionais, dissertações de mestrado, teses de doutorado, projetos de iniciação científica e credenciamento em 2017 do Mestrado Profissional de Ciências Aplicadas à Dermatologia (Universidade do Estado do Amazonas-UEA), Fuam e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O pesquisador do Hemoam, Alysson Guimarães da Costa, explica que o projeto “Incorporação de Novas Tecnologias na Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas” permitiu a criação do laboratório de genômica e sua estruturação com equipamentos e equipe treinada, aumento nas publicações que refletiram na consolidação do mestrado em Ciências Aplicadas em Hematologia, além disso, foi possível aumentar o número de mestres e doutores dentro da Fundação.

Projetos Avaliados

Programa Estratégico de Apoio à Pesquisa e ao Ensino na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD);

Programa Estratégico de Consolidação da Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazonas);

Consolidação da Pesquisa Científica em Infecções Sexualmente Transmissíveis, Hanseníase e Outras Doenças Dermatológicas de Interesse Sanitário na Fundação Alfredo da Matta (Fuam);

Fortalecimento das atividades de pesquisa, tecnologia e ou inovação para execução de programas estaduais de prevenção e controle de doenças na Fundação de Vigilância em Saúde (FVS);

Incorporação de Novas Tecnologias na Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Outubro Rosa reforça a importância da prevenção e detecção precoce do câncer de mama

De acordo com levantamento realizado pelo  Instituto Nacional do Câncer (Inca) cerca de 440 novos casos de câncer de mama devem ser registrados no Amazonas, anualmente. No Brasil o câncer de mama é segundo tipo mais comum representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino. Estima-se 59.700 casos novos de câncer de mama em 2019, com risco estimado de 56 casos a cada 100 mil mulheres.

Para falar sobre o assunto a equipe de comunicação da Fapeam conversou com o médico mastologista, Gerson Mourão, que é atualmente o diretor-presidente da  Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Na entrevista, Mourão  fala sobre o câncer de mama, os mitos que circulam sobre a doença e as formas de prevenção. Boa leitura!

1-   Fapeam-  O que é o câncer de mama? Como a doença se desenvolve?

Gerson Mourão  (G.M) – O câncer de mama consiste no crescimento desordenado das células da mama. A célula do câncer, não tem nenhuma função ela simplesmente cresce e vai sugando o alimento das outras células, destruindo o corpo da pessoa e crescendo com uma rapidez muito grande.

2-   Fapeam-  Quais os principais fatores de risco relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama?

G.M- Por exemplo, se uma pessoa já teve alguém na família com câncer de mama o risco aumenta e quanto maior o número de pessoas na família maior o risco. E outro detalhe importante, se na família um homem teve câncer de mama o risco aumenta da mesma forma. Outro exemplo, a pessoa que engorda muito depois da menopausa o risco aumenta assustadoramente. O  consumo excessivo de álcool, tabagismo, sedentarismo, estresse, também estão entre os  fatores de risco.

3-  Fapeam- O câncer de Mama é hereditário?

G.M- As pessoas tem uma ideia que o câncer de mama é genético ou  hereditário, ou seja, se a tia, a mãe ou avó tiveram, não significa que pessoa vai adquirir também, 90% dos cânceres não são hereditários, apenas 10% são hereditários e outros não sabemos qual a causa. No entanto, quem possui histórico familiar de câncer de mama é bom ter uma orientação individualizada com o especialista. É importante destacar que mesmo que não haja casos na família, a partir dos 40 anos, a orientação é que todas as mulheres façam o exame de rastreamento.

4- Fapeam- Existem  sintomas do  câncer de mama?

G.M – O câncer é uma doença silenciosa, quem dera que ele detectasse dor. O nódulo que mulher sente na mama no momento do autoexame cresce devagar sem causar dor, mas quando  atinge 1 cm ele ganha força e vai se desenvolvendo rapidamente. Outro detalhe, nenhum câncer acontece de repente, quando a mulher sente um nódulo de 1 cm ele já existe há uns 10 anos, ele  não nasceu da noite para o dia. A maioria dos nódulos pequenos  que uma mulher apalpa é benigno, agora se for grande pode ser um câncer.

 

25.09.2019 - Dr.Gerson Mourão- FOTOS ÉRICO X._-11

5- Fapeam- A partir de que idade a mulher deve fazer estes exames?

G.M- A mamografia deve ser realizada a partir dos 40 anos, anualmente, para todas as mulheres. Antes disso,  oriento fazer sempre o autoexame que é o toque de mama, após cada ciclo menstrual.

6- Fapeam- Quais as recomendações referentes à prevenção?

G.M- Primeiro ser feliz, que busque sua felicidade; segundo uma alimentação saudável, evitar bebida alcoólica, praticar algum tipo de atividade física, grande parte dos cânceres têm relação com não praticar atividade física, não precisa ser um atleta, mas uma caminhada de 30 minutos todos os dias salva muita gente. Dentro da  parte clínica, a orientação é fazer a mamografia, anualmente,  a partir dos 40 anos.

 7-   Fapeam- Quais são as chances de cura de câncer de mama? Ao ser diagnosticado quais os procedimentos?

G.M- Quando diagnosticado precocemente, existe  95% de chance de cura. Quando  a mulher recebe o diagnóstico, primeiro ela precisa mudar seu estilo de vida, se for sedentária e consome bebida alcóolica ou fumante, de imediato será necessário  repensar em eliminar esses hábitos. Isso tudo vai contribuir para aumentar a resistência e o bem- estar dela, para conseguir enfrentar a doença.

8-  Fapeam- Quais os principais mitos sobre o câncer de mama?

G.M- O primeiro é o desodorante antitranspirante, é preciso desmistificar para a população que o uso de desodorante à noite pode causar câncer de mama. O segundo é a pancada nas mamas, e o terceiro, porém muito importante  é sobre a  mamografia, dizem que quando realizada muitas vezes provoca  o câncer de mama, por conta da irradiação do exame, tudo isso são ideias divulgadas sem respaldo científicos.

9-  Fapeam- A atriz Angelina Jolie devido histórico familiar, ela submeteu a uma mastectomia redutora de risco, após realizar um exame genético. Esse exame é efetivo?

G.M- O caso da Angelina Jolie foi o seguinte, ela fez o teste chamado BRCA1/BRCA2 , que serve para detecção de câncer de mama e ovário hereditários, quando ela fez o teste deu positivo  e decidiu submeter a mastectomia, pois devido o histórico familiar dela ela iria chegar aos 80 anos de idade com 85% de chance de ter o câncer, que no normal para as mulheres sem histórico são de 12 % uma diferença muito grande, esse exame no caso dela foi fundamental. Só que tem um grande detalhe que não foi muito divulgado, ela apenas diminuiu a porcentagem de adquirir o câncer, mas não zerou a possibilidade, ela conseguiu diminuir para 8%  bem menor que da população geral, porém não zerou nenhuma chance.

10-  Fapeam-  Você acha que as mulheres estão mais atentas depois que a campanha Outubro Rosa passou a ser realizada com mais intensidade?

G.M- A campanha contribuiu para a conscientização das mulheres, mas infelizmente ainda não mexeu na quantidade de mortes, esse é o grande problema isso que precisamos resolver. No Brasil o câncer de mama continua tendo o maior índice, com exceção do nosso estado que é o câncer de colo de útero, ele supera o câncer de mama.

 

Por: Jessie Silva

Foto: Érico Xavier

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Economia Comportamental foi tema da I Jornada de Economia do Amazonas

Discussões sobre decisões financeiras, preferências sociais, consumo irracional, poupança, escolha intertemporal e economia comportamental  foram os temas abordados na I Jornada de Economia.  O evento ocorreu no período de 7 a 10 de outubro, no auditório Rio Amazonas,  da Faculdade de Estudos Sociais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e no auditório da Escola Superior de Ciências Sociais (ESO), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev), o evento foi organizado por meio dos cursos de Ciências Econômicas da Ufam e UEA.  O evento integrou  a 8ª Semana do Curso de Economia da Ufam.

A jornada teve o objetivo de promover o intercâmbio técnico-científico entre a comunidade acadêmica dos cursos de economia com especialistas da área. Participaram cerca de 300 pessoas e 22 palestrantes regionais e locais.

I JORNADA DE ECONOMIA DO AMAZONAS - UFAM - 10.10.2019_-14

Segundo a coordenadora do evento, Rosana Zau Mafra, professora da Ufam, a maioria das pessoas tem interesse em investimentos, ações, mercado financeiro, mas para justificar esse tema foi aprofundado na literatura e foi descoberta uma nova área do conhecimento que se chama Economia Comportamental considerada uma disciplina relativamente nova no campo das teorias econômicas.

“A Ecomomia Comportamental enxerga uma realidade formada por hábitos, experiências pessoais fortemente influenciadas pela emoção e não a razão, ou seja o ser humano age primeiramente pela emoção e por último pela razão”, contou.

Rosana Mafra destacou que o apoio da  Fapeam foi essencial para a realização do evento e que a partir de uma pesquisa de satisfação na universidade identificou-se o tema  como  uma demanda solicitada pelos próprios alunos. Com o evento, eles trocaram experiências sobre economia comportamental, empreendedorismo, mercado financeiro. “A jornada trouxe uma compreensão melhor sobre a educação financeira, que as pessoas possam se proteger do consumo excessivo, do endividamento elevado, para não se tornarem reféns das dívidas e juros de cartões e bancos ”,relata.

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Parev

O Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev) da Fapeam tem o objetivo de apoiar a realização de eventos locais, regionais, nacionais e internacionais sediados no Estado do Amazonas  relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação, como congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

A segunda chamada do programa recebe propostas até o dia 31 de janeiro, online, via SIGFapeam,   de interessados em realizar eventos  de CT&I no período de  julho a dezembro de 2020.

Acesse aqui o edital do PAREV N° 007/2019

Texto e fotos: Jessie Silva

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Ideias inovadoras podem ser inscritas no Centelha Amazonas durante a 41ª Expoagro

Os interessados em  conhecer de perto e já realizar a inscrição e submissão de ideias inovadoras no Programa Centelha Amazonas podem comparecer a 41ª Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro), que ocorre na área externa do Centro Universitário Nilton Lins, zona centro-sul de Manaus. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam)  está com estande sobre o Programa  até o próximo domingo (6/10), no horário de 17h as  22h,  e conta com  equipe técnica  para  orientar a população em relação ao Programa, bem como sobre  a  inscrição.

O Programa Centelha é realizado pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação de Pesquisa (Finep), com objetivo de transformar ideias em negócios de sucesso, oferecendo aos participantes, capacitação e suporte para alavancar o negócio e ampliação do networking.  O Programa recebe inscrição de forma gratuita até o dia 29 de outubro, por meio do site www.programacentelha.com.br.

As propostas concorrem a até R$ 65 mil para permitir aos novos empreendedores iniciar um novo negócio. O investimento é por meio de subvenção econômica, ou seja, recurso não reembolsável, para apoiar até 28 projetos de inovação apenas no Amazonas.

03.10.2019 - PROGRAMA CENTELHA NA EXPOAGRO -  FOTOS ÉRICO X._-20

Quem pode participar?

Podem participar pessoas físicas, vinculadas ou não a empresas com até 12 meses de existência anteriores à data de publicação do edital e faturamento bruto anual de até R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais), sediadas no Amazonas.

 Os projetos terão prazo de execução de até 12 meses, não prorrogáveis, contados a partir da data do Termo de Outorga.

Sobre o Centelha

O Programa Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa será executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

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