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PROPG-Capes-Fapeam recebe propostas até o dia 13 de maio

Apoiar a formação de recursos humanos em áreas estratégicas nas quais o Estado do Amazonas ainda não possui programas de pós-graduação em nível de mestrado ou doutorado é o objetivo do Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições Fora do Estado do Amazonas (PROPG-Capes/Fapeam)-edital N°001/2019, que recebe propostas até o dia 13 de maio. O programa é desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O programa disponibiliza 50 bolsas via Capes, sendo 25 bolsas para mestrado e 25 para doutorado, para alunos residentes no Amazonas, matriculados em cursos de pós-graduação stricto sensu, credenciados pela Capes.

Clique aqui para acessar o edital

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A bolsa de mestrado corresponde ao valor de R$1.500, com prazo máximo de 24 meses.  Para doutorado, o valor será de R$2.200, com vigência máxima de 48 meses.

Propostas

As propostas podem ser enviadas até o dia 13 de maio, em formulário online específico, por meio do Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SIGFapeam), disponível no portal da Fapeam. A submissão da proposta requer também a apresentação de documentação complementar a ser anexada ao sistema, conforme o edital.

A implementação da bolsa depende da entrega da documentação solicitada no edital, bem como da portaria de liberação, caso o bolsista tenha vínculo empregatício ou funcional com instituição pública.

A previsão é que o resultado das propostas aprovadas seja divulgado no mês de junho/2019.

Edital PROPG-Capes-Fapeam

 

Por Jessie Silva

Arte- Barbara Brito

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Pesquisa busca estratégias para o desenvolvimento da cadeia produtiva do óleo essencial de pau-rosa no Amazonas

Com o apoio da Fapeam a pesquisa deve revelar o potencial produtivo atual no Estado

Uma pesquisa científica desenvolvida no Amazonas busca estratégias para o desenvolvimento da cadeia produtiva do óleo essencial extraído de árvores reconhecidas de pau-rosa (complexo Aniba panurensis) por organizações comunitárias do Estado. O estudo é desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Silvicultura Tropical e Propagação de Plantas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

De origem amazônica e conhecida internacionalmente pelo aroma do seu óleo essencial, a pesquisa desenvolvida com o pau-rosa conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas, edital Nº 002/2018, que financia atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Estado do Amazonas.

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Pau-rosa é uma árvore da família Lauracea e pode ser encontrada no Brasil, Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Peru, Colômbia e Equador

O coordenador do projeto, doutor em Silvicultura, Paulo de Tarso Barbosa Sampaio, explica que a proposta do estudo é contribuir na organização da cadeia produtiva do óleo essencial extraído de árvores de pau-rosa, com objetivo de revelar o potencial produtivo atual no Estado, e consequentemente auxiliar as organizações comunitárias do interior do Amazonas para o manejo racional e sustentável do pau-rosa, com o beneficiamento e venda do óleo essencial diretamente às empresas interessadas na compra desse produto.

“Inúmeras comunidades tradicionais no Amazonas vêm implementando plantios da espécie com a perspectiva de geração de renda. No entanto, a organização para o beneficiamento e comercialização por grupos comunitários é muito incipiente”, explicou Paulo.

Para desenvolver a pesquisa o coordenador esclarece que inicialmente será realizado um diagnóstico da cadeia produtiva do pau-rosa no Estado. Com essas informações será possível estimar a capacidade produtiva das organizações comunitárias dos municípios de abrangência do projeto, além de atualizar o mapa de ocorrência e produção.

O pesquisador explica que o pau-rosa é uma árvore da família Lauracea e pode ser encontrada no Brasil, Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Peru, Colômbia e Equador. Ele informa que devido à insustentabilidade da exploração, sofrida no século passado para extração de óleo essencial, atualmente a espécie está ameaçada de extinção sendo raramente encontrada em populações naturais.

“O óleo essencial obtido da árvore é marcado pelo característico odor doce e amadeirado, muito apreciado pela indústria de perfumaria”, afirmou.

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Objetivo do estudo é contribuir na organização da cadeia produtiva do óleo essencial extraído de árvores de pau-rosa

 Pesquisa  

Segundo o coordenador,  serão estudadas também as características morfológicas e a variação química das variedades de pau-rosa, de diferentes origens, concentradas em plantios tanto de produtores quanto de extrativistas. Considerando um universo amostral de mais de 200 árvores.

“Com isto, esperamos revelar informações importantes para a classificação botânica, assim como o perfil químico das plantas reconhecidas como pau-rosa e dos plantios nas distintas regiões de produção, o que poderá impulsionar a cadeia produtiva e aproximar os grupos produtores das empresas consumidoras”, explicou

Manejo sustentável

Sampaio explica que a escassez do recurso levou à diminuição drástica da oferta do produto e consequente o aumento da demanda por inúmeras empresas do ramo da perfumaria que desejam utilizar a nobre essência de pau-rosa em suas formulações. Segundo ele, atualmente apenas duas empresas do Amazonas localizadas nos municípios: Maués e Novo Aripuanã comercializam o óleo essencial.

“Este cenário tem estimulado o plantio da espécie, muitas vezes fomentado por projetos de pesquisa para obter informações sobre a silvicultura e por Organizações não Governamentais  (ONGs), com o intuito de estimular a geração de renda através do manejo sustentável. Em municípios como Presidente Figueiredo, São Sebastião do Uatumã, Silves, Maués e Parintins há inúmeros plantios de pau-rosa implementados com apoio das organizações comunitárias, porém sem nenhuma organização prévia para as etapas de manejo, beneficiamento e venda”, disse o pesquisador.

No momento o estudo está em fase de planejamento estabelecendo contato com as organizações comunitárias e organizando a próxima etapa, que será a coleta de dados em campo.

O coordenador pontuou que a pesquisa será desenvolvida nos municípios da Amazônia Central como: Maués, Silves, Itacoatiara, Parintins, Presidente Figueiredo, Novo Aripuanã, onde antigamente houve intensa exploração predatória de pau-rosa e que atualmente há plantios da espécie vegetal.

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Com apoio da Fapeam, pesquisa é coordenada pelo doutor em Silvicultura, Paulo de Tarso Barbosa Sampaio, no Inpa

Para isso serão realizadas entrevistas com todos os atores-chave possíveis nos municípios de abrangência do projeto, incluindo técnicos e extensionistas dos órgãos governamentais e não governamentais, pesquisadores, produtores rurais, antigos donos de usinas e extrativistas.

Com isso será possível ter dados antigos e atuais sobre a produção de pau-rosa, além do mapeamento participativo destas áreas. Em alguns locais, os pesquisadores irão até os plantios para georreferenciar e coletar amostras que serão utilizadas para as análises morfológicas, químicas e produtivas.

“Acreditamos que a realização deste projeto é de extrema importância para o desenvolvimento do setor produtivo florestal do Estado, com aplicação direta dos resultados por populações tradicionais, organizações comunitárias e empresas interessadas na geração de renda através da produção sustentável do óleo de pau-rosa. A superação dos obstáculos poderá ser determinante para o início da nova fase da cadeia produtiva desta espécie tão emblemática e importante na história do Amazonas”, garantiu.

O que é o manejo?

O manejo é o uso racional e sustentável dos recursos florestais, seguindo uma série de métodos e técnicas com o objetivo de gerar o menor impacto ecológico possível na sua extração.

Os pesquisadores que estudam o pau-rosa vêm recomendando há muitos anos que para extrair o óleo essencial não é preciso derrubar as árvores, pois o óleo obtido da destilação de galhos e folhas também possui um aroma e composição química muito interessante. Assim, o óleo de pau-rosa pode ser extraído através do manejo da copa, pois a espécie apresenta uma alta capacidade de regeneração após a realização de podas.

“Além disto, como existem poucas árvores de pau-rosa atualmente na floresta, recomendamos que a produção de óleo seja realizada através do manejo de plantios, contribuindo desta forma para a conservação deste recurso genético”, finalizou.

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Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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Fapeam fortalece interiorização da CT&I no Estado

Uma série de eventos em municípios do interior acontecerá no segundo semestre deste ano, contando com investimentos da Fapeam por meio do Parev

 A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) tem intensificado ações de interiorização da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Diversos eventos na área estão previstos para serem realizados no segundo semestre deste ano, em municípios do interior do Estado, com investimentos do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos (Parev).

Até o próximo dia seis de julho, ocorre o “15˚ Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia (Simcon)”. Realizado tradicionalmente na sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), o simpósio objetiva divulgar as pesquisas desenvolvidas pelo IDSM voltadas tanto para a conservação da Biodiversidade quanto para o manejo de recursos naturais e melhoria da qualidade de vida das populações locais.

Neste ano, serão debatidos os seguintes temas: Biogeografia, Extrativismo, Biodiversidade, Taxonomia de Peixes e ainda, Desenho Científico. O diretor-geral do Instituto Mamirauá, Helder Queiroz, será um dos palestrantes, abordando sobre “O papel do extrativismo das populações locais e a conservação e o desenvolvimento sustentável na Amazônia”. Também haverá apresentação de resultados do projeto Providence, que compreende um sistema de monitoramento criado para rastrear espécies da biodiversidade da Amazônia por meio de imagem, som e transmissão remota de dados. De acordo com o diretor de Pesquisa do Instituto Mamirauá, Emiliano Ramalho, “dentro de um cenário atual em que há desinvestimento em Ciência, é preciso valorizar o investimento que o Governo do Estado, por meio da Fapeam, tem feito na área”.

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Outro evento que contará com o apoio da Fapeam é o “I Workshop de Modelagem do Balanço de Energia de Superfície por Sensoriamento Remoto na Amazônia”, a ser realizado de 24 a 28 de setembro, no Instituto de Educação Agricultura e Ambiente, da Universidade Federal do Amazonas (IEAA/ UFAM), em Humaitá. Com o objetivo de debater sobre entender sobre as principais variáveis meteorológicas na interface biosfera-atmosfera, bem como observar o impacto na mudança do uso e cobertura da terra nas variáveis meteorológicas na região amazônica, o workshop contará com palestrantes locais e nacionais, entre os quais, Dr. Marcelo Biudes e Dra. Nadja Machado, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e ainda o Dr. Marcos Antônio Lima Moura, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

“Ao final do evento, pretende-se confeccionar um livro apontando em escala regional os impactos da mudança do uso e cobertura da terra no Amazonas (principalmente no eixo sul, que faz parte do arco do desmatamento) e espera-se com esse material, subsidiar pesquisas que envolvam possíveis impactos climáticos causados pela substituição da cobertura natural da floresta amazônica”, explica o coordenador do evento, Carlos Alexandre Querino. Ele destaca a importância da Fapeam para a realização de eventos técnico-científicos em municípios do interior: “É imprescindível o incentivo que a Fapeam vem dando, principalmente para os IFs (Institutos Federais) fora da capital, o que possibilita a abertura de fronteira com outras instituições do Brasil, alavancando as pesquisas no interior do Estado”. Em breve, será lançado o site oficial do workshop com toda a programação. Por enquanto, o contato pode ser feito pelo e-mail  carlosquerino@ufam.edu.br.

A “XII edição da Semana de Informática” do Centro de Estudos Superiores, da Universidade do Estado do Amazonas, em Itacoatiara (CESIT/UEA), também terá investimentos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas. O evento, que ocorre de 29 a 31 de outubro, é organizado por professores e alunos do curso de Licenciatura em Computação e visa debater sobre conhecimentos e tecnologias com ênfase na área da Informática Aplicada à Educação, contribuindo dessa forma para o uso mais efetivo de novas tecnologias como suporte pedagógico nas escolas.

Segundo o coordenador, Jhonathan Oliveira, a Semana de Informática permitirá aos participantes debater sobre temática atual relacionada ao campo da Informática, contribuindo para a melhoria da qualidade na educação e possibilitando, dessa forma, uma formação cidadã adequada para o desenvolvimento social e sustentável. Na programação da Semana de Informática, estão previstas palestras, oficinas, apresentação de artigos, concurso de software educacional e minicursos. Podem participar docentes, discentes da UEA e o público em geral.

Ele ressalta que o apoio da Fapeam é de grande relevância, sobretudo porque viabilizará a participação de palestrantes de renome de outras instituições de ensino, inclusive de fora do Estado, além de possibilitar a  confecção de material de divulgação e favorecer a submissão de artigos por meio do sistema JEMS, da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). O público estimado é de 200 participantes. As inscrições, cujo período ainda está sendo definido, poderão ser feitas pelo endereço eletrônico http://www.seminfo.net.br/

Fundação apoia outros eventos no interior

Ainda no segundo semestre, serão realizados outros eventos, no interior do Estado, com o apoio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos, da Fapeam. Em outubro, o município de Itacoatiara sediará a edição regional da “XII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia”, sob a coordenação da Ufam, nos dias 15, 16, 17, 18 e 19. Ainda em outubro, só que de 16 a 19, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) promove, em Parintins, o “III Simpósio sobre Diversidade Biológica do Baixo e Médio Amazonas”.

A agenda positiva de eventos em CT&I se intensifica em novembro. Coincidentemente, nos mesmos dias (7 a 9), serão promovidos o “II Workshop Cunhantã”, em Itacoatiara, e o 1˚ “Congresso Internacional sobre Povos Indígenas em Fronteiras Amazônicas: Diálogos Interdisciplinares” no município de Tabatinga. Já no fim do mês de novembro, de 26 a 28, em Humaitá, o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) realiza a “2ª Semana da Consciência Negra e Indígena: Conflitos e Territorialidades na Amazônia”.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Fapeam participa do Encontro de Ouvidorias do Estado do Amazonas

Evento tem a proposta de estreitar as relações entre as ouvidorias e promover a maior participação popular

Com o tema de “Olho para o Futuro”, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) participou, nesta terça-feira (4), do Encontro Estadual de Ouvidorias. O evento ocorre no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques (CCAVV), localizado na Avenida Constantino Nery, das 8h às 18h, com a proposta de estreitar as relações entre as ouvidorias e promover a maior participação popular.

Durante o evento, o diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que o trabalho desempenhado pela ouvidoria é de extrema importância para instituição e para a sociedade, além de ser uma porta de entrada para receber sugestões, elogios, dúvidas e demandas dos pesquisadores vinculados à instituição, assim como do público em geral.

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Diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, destacou que o trabalho desempenhado pela ouvidoria é de extrema importância para instituição e para a sociedade

 

“Temos o maior interesse que a Fapeam seja fortalecida cada vez mais e que a ouvidoria da instituição seja eficaz por meio do retorno a todas as demandas recebidas. Este encontro é uma oportunidade de reunir todos servidores do Estado que fazem parte deste setor. Isso cria um vínculo para que possamos melhorar sempre os nossos atendimentos e a prestação do serviço com a sociedade”, detalhou.

Para Adriane Dias, responsável pela Ouvidoria da Fapeam, o setor é muito importante dentro da instituição por identificar as dificuldades ou dúvidas que os pesquisadores/usuários da Fapeam enfrentam, proporcionado solução sempre da melhor forma possível.

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Adriane Dias, responsável pela ouvidoria da Fapeam,  disse que o evento reforça o papel que a ouvidoria possui com o usuário do serviço público

 

“Este evento contribui de forma muito positiva, pois reforça o papel que a ouvidoria possui com o usuário do serviço público, que sempre busca a eficiência e eficácia nos serviços prestados”, destacou.

Programação

A programação será composta por palestras com temas voltados aos novos conceitos de atendimento ao público e transformações sociais, que se constituem em modelos inovadores de relacionamento. Temas como “Mediação de conflitos na administração pública” e “Utilização das novas tecnologias” serão abordados.

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Encontro de Ouvidorias do Estado do Amazonas teve como tema “De olho no Futuro”

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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