Arquivo da Categoria: Coronavírus

Estudo identifica diferentes linhagens do novo coronavírus circulando no Amazonas

Três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no Amazonas, é o que aponta estudo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que investigou amostras dos municípios de Manacapuru, Autazes, Careiro e Manaquiri (Região Metropolitana), Santa Isabel do Rio Negro (Rio Negro), Tabatinga e Santo Antônio do Içá (Alto Solimões), e Manicoré (Rio Madeira), além da capital Manaus.

A investigação foi realizada pela equipe do pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca. Segundo ele, a existência das 3 linhagens  do SARS-CoV-2: A2; B1.1; B1, sugere ao menos 3 introduções do vírus no Estado.

Em Manaus foram identificadas as três linhagens. Em Manacapuru, Manaquiri e Manicoré a pesquisa encontrou 2 linhagens circulando, e nos demais municípios uma linhagem.

As linhagens achadas no Amazonas são frequentemente encontradas em amostras da Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

37 GENOMAS SEQUENCIADOS

O estudo de Epidemiologia Molecular do SARS-CoV-2 no Amazonas sequenciou 37 genomas do novo coronavírus. Felipe Naveca alerta para a importância desses dados, especialmente diante da escassez de informações sobre os vírus que causam síndromes respiratórias na população do Estado.

Em março deste ano Naveca concluiu o primeiro genoma SARS-CoV-2 do Norte do país. Agora, foram mais 36 sequenciamentos.

O sequenciamento dos genomas de amostras do SARS-CoV-2 contribuem para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra o vírus. Os genomas identificados no Amazonas agora podem ser comparados a outros que circulam no Brasil e no mundo.

O estudo é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Editais de apoio à CT&I recebem propostas até sexta-feira (29/05)

Pesquisadores podem submeter propostas até sexta-feira (29/05) para três editais e chamada pública de apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) apoia, por meio dos programas, a inserção de pesquisadores em projetos estratégicos de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação nas Fundações de Saúde com sede no Amazonas, projetos em áreas estratégicas para o desenvolvimento socioambiental e que vão contribuir para a fixação de mestres e doutores no interior do Estado.  

Lançados no mês de fevereiro, as propostas  serão selecionadas nos seguintes editais: 1) Chamada Pública N° 01/2020  Fapesp-Fapeam; 2) Programa de Apoio à Interiorização em Pesquisa e Inovação Tecnológica no Amazonas (Painter)- Edital N°003/2020 e 3) Programa Estratégico de Ciência, Tecnologia & Inovação nas Fundações de Saúde (Pecti- AM/Saúde)-Edital N°004/2020.

Vale destacar que o Painter é um programa inédito com objetivo de promover a interiorização de atividades de pesquisa aplicada e inovação tecnológica, por meio de indução em áreas estratégicas. Entre elas, a bioeconomia para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado, com a finalidade de aplicação de seus resultados no interior.

Outra novidade é o Fapesp-Fapeam, resultado de parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que visa estimular a colaboração entre pesquisadores do Amazonas e de São Paulo. O programa vai financiar projetos colaborativos que contribuam para o avanço do conhecimento científico e tecnológico nos dois estados e na Amazônia, voltados para três áreas temáticas: meio ambiente, desenvolvimento econômico e Amazonas e suas fronteiras.

Os critérios e requisitos para participar  estão especificados nos editais dos programas. Acesse aqui os editais abertos da Fapeam. 

Por: Hellen de Melo

O post Editais de apoio à CT&I recebem propostas até sexta-feira (29/05) apareceu primeiro em FAPEAM.

Pesquisa “Distanciamento social durante a epidemia de Covid-19 no Brasil”

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) divulgam questionário do projeto de pesquisa “Distanciamento social durante a epidemia de Covid-19 no Brasil”.

O objetivo é compreender a opinião sobre o distanciamento social e o impacto da medida durante a pandemia do novo coronavírus.

O questionário aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) pode ser acessado aqui ou https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfsVjbgC_a580Jt4aOrx4C6VhTnOLmd3RERZLbrVbv827bGJA/viewform

Os pesquisadores solicitam ao público que compartilhe o questionário nas redes sociais Whatsapp, Facebook e outras, para que mais pessoas possam respondê-lo.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Aumento da Covid-19 no Amazonas pode não estar relacionado apenas às mutações do novo coronavírus

“Vários fatores do ponto de vista biológico podem contribuir para o aumento, ou maior gravidade de casos de uma doença em uma determinada região”, a explicação é do pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ao falar sobre o aumento de casos de Covid-19 e a relação desses com possíveis mutações do SARS-CoV-2, no Amazonas.

O pesquisador alerta que os fatores biológicos podem ter causas não apenas na mutação de um vírus, mas também na própria diversidade genética de uma população, ou numa combinação desses dois agentes.

“No caso do novo coronavírus, esses dois fatores: humano e vírus, precisam ser estudados o mais rápido possível, em diferentes partes do mundo. Aqui no Amazonas, nós estamos à frente porque temos uma iniciativa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a Rede Genômica em Saúde, que iniciou no final do ano passado, ou seja, antes da Covid-19, e que hoje nos possibilita investigar o SARS-CoV-2”, comenta Naveca.

Responsável pela realização do primeiro sequenciamento genético do novo coronovírus no Norte do Brasil, o pesquisador acredita que não devem ter ocorrido diferentes entradas do vírus no Amazonas, ou que uma ou mais dessas entradas possam ter tido mais sucesso em se espalhar, mas adverte que para se ter certeza dessa afirmação, é necessário que se faça outros estudos de genomas do vírus no Estado, tal qual o que apresentou no final de março.

No estudo desenvolvido por Naveca e sua equipe, as mutações descritas mostram diferenças entre o vírus original de Wuhan (China) e o caso que chegou a Manaus, oriundo da Espanha.

“Para se dizer que uma mutação está associada a um quadro mais ou menos grave é necessário estudar um número grande de amostras e observar as mutações, em uma frequência muito superior. Aplicamos testes estatísticos que suportam ou não essa hipótese e, aí, podemos sugerir essa relação”, adverte o pesquisador.

Ele lembra que aguarda autorização do comitê de ética em pesquisa para iniciar estudos da genética humana e do vírus em uma escala bem maior.

SEQUENCIAMENTO DO GENOMA

O primeiro sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi concluído por Felipe Naveca e sua equipe. O resultado contribui  para a ampliação do conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19.

O estudo foi feito a partir de amostra de paciente do Amazonas, oriundo da Espanha.

Para mais informações sobre o novo coronavírus, acesse https://portal.fiocruz.br/coronavirus

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Investimento da Fapeam em genômica fortalece a pesquisa no contexto da Covid-19

2020-03-27

Apoiar a ciência nunca foi tão necessário, especialmente quando consideramos a realidade da pandemia da Covid-19. Foi com a visão da necessidade de investir em áreas prioritárias para desenvolvimento cientifico, tecnológico, ambiental, social e econômico do Estado, que o Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) decidiu apoiar a Rede Genômica de Vigilância em Saúde   (Regesam).

Em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) a Fapeam, no final de 2019, anunciou apoio a instituições de saúde do Amazonas, por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado/Saúde). A Regesam, que é formada por órgãos do Estado, instituições de ensino e pesquisa e laboratórios, em pouco tempo, já apresenta resultados importantes da genômica, no contexto da Covid-19, por meio de seus parceiros.

13.03.2020 - REUNIÃO FAPEAM E FAS - FOTOS ÉRICO X._-6

Diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales.

Para a presidente da Fapeam, Márcia Perales,  o anúncio do primeiro sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte, realizado pelo pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), instituição que integra a Regesam, revela o alcance da ciência quando é apoiada pelo Estado.

“Neste momento, pesquisadores do mundo todo dedicam seu tempo e conhecimento para investigar o SARS-CoV-2. Conhecer o comportamento desse vírus é possível, por meio da genética, o que demonstra que estamos no caminho certo quando apoiamos as instituições e pesquisadores do Amazonas, para que contribuam ao encontro de soluções de problemas que aflijam a sociedade”, comentou Márcia Perales.

Katia Torres - Foto Érico X.

Kátia Torres, coordenadora da Regesam

As instituições que formam a Regesam idealizaram a Rede desde 2008, no entanto, apenas em 2019 foram aprovados para receberem recursos da Fapeam para fortalecimento da Rede. Kátia Torres,  diretora de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amaonas (FCecon) e coordenadora da Regesam, explica que além da FCecon, a Rede é formada por pesquisadores da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Fiocruz Amazônia.

“A genômica é uma área do conhecimento, que depende de tecnologias avançadas e de equipamentos de alto desempenho, para gerar dados necessários para fazer a análise. No momento da pandemia, que nós estamos passando, o sequenciamento do genoma do vírus é importantíssimo para que a gente possa entender a  sua dinâmica, a dinâmica dessa infecção, a taxa de mutação que o vírus gera e, essas informações, abrem o leque para  perspectivas de produção de vacinas, de abordagens terapêuticas ou diagnósticas”, disse Kátia Torres.

FELIPE NAVECA - VICE DIRETOR DE PESQUISA DA FIOCRUZ AMAZONAS - FOTOS ÉRICO X._-2

Felipe Naveca, pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia

Felipe Naveca ressaltou a importância do trabalho dos pesquisadores da Rede e de como suas atividades em genômica necessitam do apoio do Estado para acontecerem e anteverem situações como as do contexto do Covid-19.

“A realização do primeiro sequenciamento completo do genoma do novo coronavírus aqui na Região Norte mostra a importância de termos a Rede funcionando e, é através dela, que vamos conseguir fazer e acompanhar a evolução desse vírus no nosso Estado, fazendo outros genomas completos do novo coronavírus, que  também vão nos auxiliar a entender a dinâmica de transmissão, como, por exemplo, saber quantas vezes esse vírus foi introduzido no Amazonas. A situação é grave, mas nós temos o apoio da Fapeam e a formação dessa Rede que nos consolida para continuarmos no pioneirismo desta pesquisa”, conclui Naveca.

Sequenciamento do Genoma 

O primeiro  sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi  anunciado recentemente pelo pesquisador Felipe Naveca (Fiocruz Amazônia) e sua equipe.  O resultado contribui  para a ampliação do  conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19, somando-se a outras iniciativas de genômica no país e no mundo.

 “As análises iniciais mostraram nove mutações em relação à amostra original de Wuhan na China. Queremos entender se existe relação dessas variações no genoma viral no desfecho da infecção”, explica o pesquisador, ao acrescentar que os estudos continuam para sequenciar outras amostras.

Segundo ele, o sequenciamento do genoma da amostra do Amazonas já  pode ser comparado com outros que circulam no Brasil e no mundo para identificar se existe um marcador de piora ou de melhora do quadro, além de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina ou medicamento contra o  vírus SARS-CoV-2 .

O depósito  do sequenciamento foi feito na base de dados Global Initiative on Sharing All Influenza Data (GISAID), em  https://www.gisaid.org), sob o número EPI_ISL_417034.

Regesam

A Rede iniciou suas atividades neste ano, a partir  da assinatura do termo de outorga junto à Fapeam. A Regesam começa suas atividades já  fortalecida pelo trabalho da Fiocruz Amazônia que vem confirmar a atuação e capacidade  das instituições de saúde no Estado de darem respostas, especialmente nessa fase critica da saúde pública.

Pesquisadores e instituições que formam a Rede atuam na perspectiva de todas as doenças, em diferentes grupos seja no trabalho com malária, com tuberculose, com doenças crônicas, associadas à genética ou a outros fatores, como o câncer, visando conhecer melhor a dinâmica de cada doença e a dinâmica dos organismos no enfrentamento das doenças.

Os recursos destinados pela Fapeam à Regesam vão permitir a manutenção de máquinas e equipamentos já existentes, aumentar o arsenal que o Estado tem de uso compartilhado desses equipamentos pelas instituições, potencializar o desenvolvimento de mais projetos, potencializar a formação de mestres e doutores, aumentar o número de publicações científicas de alto impacto, dentre outras ações planejadas para quatro anos.

Pró-Estado Saúde

O Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa  (Pró-Estado) tem por objetivo incentivar e consolidar o desenvolvimento da pesquisa científica, tecnológica e inovação nas instituições estaduais do governo, por meio de financiamento de projetos induzidos, com o intuito de promover o desenvolvimento econômico e social do Estado do Amazonas.

O programa é de fluxo contínuo direcionado à modernização de infraestrutura para pesquisa. Em 2019, a  área de saúde foi considerada prioritária para receber investimentos do programa, que chegaram a R$ 11 milhões para 7 projetos, a serem executadas durante quatro anos, com vistas à melhoria dos serviços de saúde ofertados à população amazonense. Uma iniciativa do Governo do Estado para fortalecer a pesquisa na área da saúde no Amazonas.

Por: Marlúcia Seixas

Fotos: Érico Xavier

O post Investimento da Fapeam em genômica fortalece a pesquisa no contexto da Covid-19 apareceu primeiro em FAPEAM.

Chamada para combater infecções por coronavírus recebe propostas até hoje (31/03)

2020-03-25

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), considerando as implicações humanitárias e à saúde pública diante da pandemia do Covid-19,  aderiu à chamada lançada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), designada “Desenvolvimento de terapêutica e diagnóstico para combater infecções por coronavírus”. Essa chamada é uma iniciativa do Innovative Medicines Initiative, junto com a Comissão Europeia e a European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations (EFPIA). A chamada é aberta a pesquisadores e instituições brasileiras, com previsão de co-financiamento.

Foram destinados EUR 45 milhões para a iniciativa que não estabelece limites mínimos ou máximos para as instituições participantes. Lançada de forma emergencial, diante da pandemia de Covid-19 que atinge o mundo, a chamada estabelece o dia 31 de março como data limite para a submissão de propostas, que serão avaliadas pelo lado europeu até 15 de abril.

Acesse as Diretrizes Específicas da Fapeam (Clique aqui)

Consórcios proponentes são convidados a submeterem propostas que abordem pelo menos um dos objetivos do tópico. O tamanho e a composição de cada um dos consórcios devem ser adaptados a fim de que correspondam aos objetivos científicos e aos resultados/produtos chave esperados.

Consórcios proponentes, durante todas as etapas do processo de avaliação, devem considerar a natureza e a dimensão do programa IMI2 JU como uma colaboração público-privada.

Enquanto são preparadas as suas propostas, os consórcios proponentes devem garantir que as necessidades dos pacientes sejam adequadamente abordadas e, quando apropriado, é incentivado o envolvimento de pacientes.

Os proponentes devem garantir que as dimensões de gênero também sejam consideradas. As sinergias e complementaridades com outras nações e projetos internacionais e iniciativas devem ser exploradas, a fim de que se evite a duplicação dos esforços e a fim de criar colaboração a nível global para maximizar o valor agregado Europeu em pesquisa da saúde. Quando apropriado, é também incentivado fortemente o envolvimento de reguladores.

Os consórcios proponentes devem assegurar que, quando pertinente, suas propostas estão em conformidade com a Regulamentação Geral para Proteção de Dados (EU) 2016/679 e Regulamentação de Ensaios Clínicos (EU) 536/2014 (e/ou a Diretiva 2001/20EC) e qualquer outra legislação que se aplique.

Antes de submeter à proposta, os consórcios proponentes devem se familiarizar com todos os documentos da Chamada, tais como o Manual para submissão, avaliação e concessão de benefício da IMI2 JU, e os critérios de avaliação da IMI2. Os proponentes devem consultar os formulários específicos e os processos de avaliação associados com o tipo de tópico da Ação de Pesquisa e Inovação (RIA).

  • Link da Chamada:  (Clique Aqui)
  • Para mais informações – Webinar sobre a Chamada:   (Clique Aqui)
  • Para a busca de parceiros:   (Clique Aqui)
  • Perguntas e respostas sobre a Chamada:  (Clique Aqui)
  • Link da Chamada no portal Horizon 2020 / plataforma de busca de parceiros: (Clique Aqui)
  • Anexo 1- Diretrizes específicas Fapeam (Clique aqui)

Dúvidas entrar em contato por e-mail: internacionalizacao@fapeam.am.gov.br

O post Chamada para combater infecções por coronavírus recebe propostas até hoje (31/03) apareceu primeiro em FAPEAM.

Fiocruz Amazônia conclui o primeiro sequenciamento do SARS-CoV-2  da região Norte

O primeiro  sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi  concluído por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).  O resultado contribui  para a ampliação do  conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19.

O sequenciamento que foi feito pelo pesquisador Felipe Naveca e sua equipe, a partir de amostra de paciente do Amazonas, soma-se a outras iniciativas de genômica no país e no mundo.

Pesquisador Felipe Naveca. Foto: Eduardo Gomes

 “As análises iniciais mostraram nove mutações em relação à amostra original de Wuhan na China. Queremos entender se existe relação dessas variações no genoma viral no desfecho da infecção”, explica o pesquisador, ao acrescentar que os estudos continuam para sequenciar outras amostras.

Segundo ele, o sequenciamento do genoma da amostra do Amazonas já  pode ser comparado com outros que circulam no Brasil e no mundo para identificar se existe um marcador de piora ou de melhora do quadro, além de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina ou medicamento contra o  vírus SARS-CoV-2 .

O pesquisador reforça a importância da ciência e do apoio a estudos sobre o coronavírus e lembra que o sequenciamento de vírus é uma das atribuições da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam), que é apoiada pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam).

Para mais informações sobre coronavírus  acesse https://portal.fiocruz.br/coronavirus

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz lança Plano de Contingência para Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou, nesta sexta-feira (13/3), o seu Plano de Contingência diante da pandemia do novo coronavíus (Covid-19). O documento é um conjunto de orientações, recomendações e medidas para garantir o pleno funcionamento da instituição e a proteção dos trabalhadores, estudantes, pacientes e demais frequentadores dos campi da Fundação em todo o país.

Disponível no Portal Fiocruz, o Plano traz orientações de ordem prática, que vão desde medidas de prevenção individual a proteção nos ambientes de trabalho, até recomendações sobre viagens e realização de eventos. Trata também de procedimentos nos casos de trabalhadores e estudantes com sintomas de doenças respiratórias, fluxo e comunicação entre os setores e manejo de casos suspeitos e confirmados.

O Plano será permanentemente atualizado, de acordo com o estágio da pandemia. Elaborado por um comitê dedicado de especialistas de várias unidades e áreas, sob a orientação da Coordenação de Vigilância e Laboratórios de Referência da Fundação, o documento segue os princípios de planos elaborados e colocados em prática por instituições internacionais que já passaram primeiro pela experiência.

COMPROMISSO

“A minha saúde é a saúde do outro. O compromisso de todos é fundamental”, afirmou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. “Não adianta uma norma se não houver uma cultura na instituição. A gente não está protegendo só a nossa saúde, está protegendo a saúde coletiva”, disse. A presidente destacou a recomendação de evitar concentrações de pessoas e restringir viagens. “Independentemente de eu ter boa saúde, tenho que evitar circular para não ser um agente de transmissão”.

A pandemia do novo coronavírus e o Plano de Contingência foram tema de debate na instituição durante a manhã, no programa on-line Sexta de Conversa. O programa, voltado para o público interno, foi criado pela Presidência para ampliar os canais de diálogo e participação dos trabalhadores na gestão da Fiocruz. Mensalmente, a presidente fala sobre vários temas e responde a perguntas via chat.

Como medida coletiva de prevenção e proteção diante da pandemia, a participação presencial foi suspensa nesta edição. Para a discussão (13/3), Nísia Trindade Lima convidou a chefe do laboratório de Vírus respiratório e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Marilda Siqueira; a diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Valdiléa Veloso; e o vice-diretor de Serviços Clínicos do INI/Fiocruz, Estevão Portela Nunes.

INFORMAÇÃO CONFIÁVEL

Marilda Siqueira ressaltou a importância da comunicação no quadro atual. “Estamos em um momento em que a comunicação é essencial – clara, transparente e responsável”, afirmou. “Quer saber o que está acontecendo? Entre em um site confiável. Ninguém vai lucrar com a quantidade de fake news que temos por aí”, disse. A virologista ressaltou a importância da previsão de outras doenças e d os adultos manterem sua carteira de vacinação atualizada.

“Não temos uma vacina para o coronavírus, provavelmente não vamos ter em menos de um ano pelo menos. A Organização Mundial da Saúde [OMS] já identificou 20 empresas trabalhando nisso, mas até chegar à população, demora”, informou. “A vacina de Influenza não protege contra o coronavírus, mas é importante que os grupos contemplados tomem, porque é uma infecção respiratória a menos. Tem que ser tomada anualmente”, explicou. “Essa gripe é uma doença que nos debilita muito. O vírus já está circulando e os picos da doença são em abril e junho”.

ASSISTÊNCIA

Estevão Portela Nunes reafirmou a importância da informação confiável para a população e fez um panorama da situação. “Não é a primeira vez que estamos passando por isso e certamente não será a última. Pela forma como o mundo é articulado, viroses emergentes e reemergentes surgem periodicamente. Cabe sempre reflexão para que a gente saia disso com algum legado´”, disse.

“A Fiocruz tem um histórico de enfrentamento. Dentro do INI, temos um trabalho nas linhas de pesquisa, mas também um trabalho de fortalecimento do SUS”, destacou. “Quando chegam ameaças assim, a nossa preocupação é com as pessoas mais vulneráveis, seja pela questão social, seja pela da idade. É nosso trabalho ajudar e fortalecer a atuação nesse segmento”, afirmou Estevão.

A diretora do INI alertou para que se evite o pânico. “Nós temos trabalhado reunindo informações e conhecimento, a partir dos casos ocorridos na China, para montar protocolos e planejar como vamos atender nossos pacientes e como trabalhar com a rede para gerar conhecimento”, contou Valdilea Veloso.

O INI é hospital referenciado para internações no caso de coronavírus, onde são atendidos pacientes encaminhados pela rede de postos de saúde. “Temos uma interação com os hospitais que trabalharam com a gente no surto da febre amarela. Com eles nós estamos estruturando uma colaboração para que nós possamos gerar rapidamente informações sobre manejo e tratamento de pacientes do coronavírus”, afirmou Valdilea.

RECOMENDAÇÕES

De acordo com o médico infectologista Estevão Portela Nunes, as pessoas com sintomas de gripe que estejam bem – não tenham outras patologias que tragam risco para uma evolução grave da doença – devem ficar em casa. “Não há tratamento específico, ele é apenas sintomático. O melhor tratamento, como a presidente Nísia falou, é não se locomover”, disse.

Máscaras devem ser usadas apenas por pacientes que estão com sintomas respiratórios e precisam sair de casa. “Se não tiverem máscara, assim que chegarem ao serviço de saúde, devem se identificar como sintomáticos de doenças respiratórias para então receberem uma máscara”, explicou Estevão. Ele alertou para que as pessoas sem sintomas não usarem máscaras. “Os assintomáticos vão utilizar a máscara de forma inadequada e vão acabar desabastecendo os estoques para quem de fato precisa. Isso precisa ser falado. Não temos estoques infinitos de todos esses insumos”, destacou.

O médico reiterou o papel da Fiocruz na assistência. “O INI é referência para internação. O acesso inicial, a porta de entrada, é a rede básica. É assim que foi estruturado o atendimento e é importante para que possa funcionar adequadamente. Atendemos pacientes imunodeprimidos, pacientes graves”, afirmou. “A gente está fortalecendo a nossa articulação com a rede. Assim é a filosofia do SUS, trabalhamos de forma articulada”.

VALOR DO SERVIÇO PÚBLICO

A presidente fechou sua participação no programa destacando o papel das instituições públicas. “É um momento muito importante para que os servidores públicos mostrem o seu valor para a sociedade”, afirmou a Nísia Trindade Lima. “Temos que mostrar à sociedade como somos imprescindíveis. Sem a Fiocruz, não haveria diagnóstico. Sem a Fiocruz e a rede que trabalha pesquisa clínica no Brasil, não haveria uma resposta adequada a esse momento que vivemos”, disse.

O trabalho das duas cientistas brasileiras que lideraram o sequenciamento do novo coronavírus, divulgando sequência completa do genoma viral apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso da doença no Brasil, foi destacado pela presidente. O estudo foi conduzido por Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP), e Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na USP, ao lado de outros pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz (IAL), da Universidade de Oxford e do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT/USP).

“A epidemia nos traz ensinamentos. É o momento de reforçar o papel das instituições públicas”, concluiu Nísia Trindade Lima.

 Agência Fiocruz de Notícias, por Claudia Lima
*Colaboraram Erika Farias e Leonardo Azevedo

Palestra sobre coronavírus reúne 150 pessoas na Fiocruz Amazônia

Aproximadamente 150 pessoas, entre profissionais de saúde, estudantes, pesquisadores e público em geral compareceram a palestra “COVID-19: situação atual e perspectivas”, na última sexta-feira, 6/3, promovida pelo Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A palestra foi ministrada pelo médico Bernardino Claudio de Albuquerque, professor assistente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), pesquisador adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), pesquisador visitante sênior e coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde do ILMD/Fiocruz Amazônia, que acontece no município de Tefé (AM).

Para o pesquisador e Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, a iniciativa de debater temas de interesse popular vai de encontro ao compromisso da Instituição. “A gente está mostrando o nosso trabalho. A população está preocupada, está vindo atrás dessa informação. Todo mundo está falando de coronavírus. É um papel nosso, é um compromisso nosso levar essa informação para a população”, destacou.

O debate abordou a situação epidemiológica no mundo e no Brasil, a produção do conhecimento e aspectos relacionados a prevenção e controle do novo coronavírus. Para responder alguns questionamentos do público, Bernardino falou ainda sobre algumas orientações do Ministério da Saúde para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus.

Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Loren Anselmo, professora de Epidemiologia, da Universidade Paulista (Unip) programou uma aula diferente, trazendo os alunos para conhecerem a instituição e participar da atividade. “A proposta era trazer os alunos para um Instituto de pesquisa e fazer com que eles ouvissem de uma pessoa muito experiente na área de controle epidemiológico, notícias reais e não aquelas que são muito veiculadas. Inclusive, foi enfatizado durante a palestra de hoje, o combate às fake news, informações exageradas. Trazer os alunos para uma conversa real sobre a epidemiologia que tanto se altera, muitas vezes da noite para o dia, foi muito relevante. Eles ficaram muito felizes em participar, principalmente com a apresentação do brilhante Dr. Bernardino, que tanto contribuiu”, relatou.

Em entrevista, Priscila Aquino, pesquisadora e coordenadora do Centro de Estudos avaliou a atividade de forma muito positiva. “Foi algo realmente super relevante para a Instituição e para o Centro de Estudos. Isso nos deixa muito felizes, enquanto coordenação, até mesmo para pensar nas próximas edições, pois a gente está conseguindo chegar em público maior e divulgar um pouco mais temas de relevância para a saúde, para a população em geral, para que a comunidade tenha acesso a essas e outras informações”, pontuou.

SOBRE O PALESTRANTE

Bernardino é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, especialista em Medicina do Trabalho pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e em Auditoria em Serviços de Saúde e Mestre em Medicina (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Atualmente, é professor assistente IIV na Ufam, Pesquisador Adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, que acontece no município de Tefé.

Possui experiência na área de Medicina, com ênfase em Doenças Infecciosas e Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: Doenças Endêmicas da Amazônia, Controle e Epidemiologia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Situação atual e perspectivas sobre o COVID-19 será tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

Na próxima sexta-feira, 6/3, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) retoma suas atividades, apresentando a palestra “COVID-19: situação atual e perspectivas”, a ser ministrada por Bernardino Claudio de Albuquerque, médico, professor assistente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Pesquisador Adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde do ILMD/Fiocruz Amazônia, que  acontece no município de Tefé (AM).

O objetivo do debate é discutir sobre a situação epidemiológica no mundo e no Brasil, a produção do conhecimento e aspectos relacionados a prevenção e controle do novo coronavírus. A apresentação ocorrerá na Sala de Aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Bernardino é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, especialista em Medicina do Trabalho pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e em Auditoria em Serviços de Saúde e Mestre em Medicina (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Atualmente, é professor assistente IIV na Ufam, Pesquisador Adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, que acontece no município de Tefé.

Possui experiência na área de Medicina, com ênfase em Doenças Infecciosas e Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: Doenças Endêmicas da Amazônia, Controle e Epidemiologia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento