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Com apoio da Fapeam, Embrapa Amazônia Ocidental inaugura laboratório de nutrição e saúde de peixes

A área de pesquisa em piscicultura da Embrapa Amazônia Ocidental conta com uma nova estrutura para ampliar e aprimorar as experimentações para o setor: o Laboratório de Nutrição e Saúde de Peixes. O novo laboratório foi instalado na sede do centro de pesquisa, em Manaus (AM), e foi viabilizado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio de dois projetos aprovados em editais da instituição.

Segundo o pesquisador Jony Dairiki, a nova estrutura vai ampliar as possibilidades de experimentação com as principais espécies nativas comerciais do Estado do Amazonas – tambaqui (Colossoma macropomum) e matrinxã (Brycon amazonicus). A implantação do laboratório foi feita com a revitalização de uma antiga casa de vegetação, e para sua revitalização foi essencial o apoio de funcionários da empresa, que colaboraram nas reformas e adequação das instalações. A reforma consistiu no recobrimento do teto com cobertura plástica e o revestimento das laterais com tela, além da recuperação de um viveiro escavado de 153 m³. “Com o laboratório vai ser possível uma maior acurácia e confiabilidade na condução de experimentos”, ressalta o pesquisador.

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O Laboratório de Nutrição e Saúde de Peixes conta com as seguintes estruturas: sistema de 24 caixas d’água de polietileno de 1.000 litros para experimentação, inclusive para animais destinados a engorda e terminação; sistema de 10 caixas d’água de polietileno de 1.000 litros destinadas ao recebimento e adaptação dos peixes antes da experimentação; sistema de 30 aquários de polietileno de 70 litros para ensaios com peixes juvenis com aeração, entrada de água proveniente de poço artesiano e controle da temperatura por meio de termostatos e aquecedores; sistema de 120 tanques flutuantes de polietileno de 60 litros para condução de experimentos em viveiro escavado com influência do plâncton; e sistema de 12 tanques rede de nylon de 1 metro cúbico para condução de experimentos em viveiro escavado com influência do plâncton.

Os recursos utilizados para revitalização da estrutura e aquisição de equipamentos e materiais foram provenientes dos projetos financiados pela Fapeam: “Estratégias de manejo alimentar e monitoramento da qualidade da água visando a diminuição do custo de produção do tambaqui no Estado do Amazonas”, liderado pelo pesquisador Jony Koji Dairiki; e “Avaliação de taninos em dietas para juvenis de tambaqui no controle de helmintos e desempenho zootécnico”, liderado pela pesquisadora Cheila de Lima Boijink. Com a implantação do Laboratório ocorrerão benefícios para o atendimento das atividades propostas nos dois projetos além de outros futuros, assim como para formação de estudantes de iniciação científica e pós-graduação e transferência de tecnologia.

Para 2020, vinculado ao laboratório de Nutrição e Saúde, está prevista a construção da Fábrica de Ração Experimental com recursos aprovados em emenda parlamentar. A estrutura permitirá a realização de treinamentos para confecção de rações, contribuindo para a difusão do conhecimento e a melhoria da atividade de piscicultura no estado do Amazonas.

Por: Embrapa Amazônia Ocidental

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Estudo científico pretende identificar a resistência de fungo causador de doenças em lavouras

Com apoio da Fapeam, pesquisa tem o intuito de mapear a ocorrência de resistência de fungos a fungicidas no Amazonas

Identificar a resistência do fungo fitopatogênico Corynespora cassiicola, causador da doença conhecida como mancha-alvo, a fungicidas disponíveis no mercado, e que são amplamente utilizados nas lavouras por produtores rurais de municípios do Amazonas, é base de um estudo científico realizado por pesquisadores da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Segundo a coordenadora da pesquisa, a doutora em Fitopatologia Jania Lília da Silva Bentes, a mancha-alvo é uma doença que acomete várias espécies de cultivo suscetíveis a ação do fungo como, por exemplo, o tomate, o pepino, a berinjela, o mamão e a soja. É um fitopatógeno de parte aérea, ou seja, ele causa doença nas folhas, nos ramos e até nos frutos.

A presença da doença é caracterizada por lesões que se iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares de coloração castanho-clara a castanho-escura, e provoca a queda de folhas, podendo levar a planta à morte.

A pesquisa é desenvolvida com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas.

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Pesquisa quer identificar a resistência do fungo fitopatogênico Corynespora cassiicola, causador da doença mancha-alvo

Pesquisa

Jania explicou que o objetivo do estudo é identificar a presença e distribuição de variantes do fungo resistentes aos principais grupos de fungicidas utilizados nas plantações para o controle de doenças nas lavouras do Amazonas.

“O intuito é avaliar a sensibilidade, in vitro e em campo, do fungo Corynespora cassiicola aos principais grupos químicos (fungicidas) usados para controle da doença no Brasil”, disse.

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Estudo é coordenado pela doutora em Fitopatologia Jania Lília da Silva Bentes, da Universidade Federal do Amazonas

A coordenadora pontua ainda que vários dispositivos podem ser responsáveis pela resistência dos fungos aos fungicidas, e o principal deles é a mutação, que é um mecanismo de geração de variabilidade genética que ocorre naturalmente nas populações de microrganismos.

“A resistência a fungicidas é favorecida principalmente pelo uso contínuo do mesmo produto, manejo, dose e intervalos de aplicação inadequados dos fungicidas, podendo auxiliar o surgimento desses variantes resistentes na população do patógeno no campo”, destacou.

Apesar da contribuição que os fungicidas proporcionam no controle de doenças, o uso intensivo pode ter como consequência a seleção isolados de fungos menos sensíveis ou resistentes a esses compostos químicos.

“Não existe um produto químico registrado no Ministério da Agricultura para controle desse patógeno em tomate. Então, é preciso aprender a manejar e a resolver um problema que também é da nossa região”, disse.

Para o estudo os pesquisadores vão avaliar a sensibilidade, in vitro, do fitopatógeno, na presença dos seguintes fungicidas, Tebuconazol, Clorotalonil, Carbendazim, Boscalida e Azoxistrobin, e em diferentes plantações localizadas em municípios do Amazonas, como, por exemplo, Manaus, Iranduba, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Rio Preto da Eva e Humaitá.

“Nessa fase da pesquisa pretendemos identificar a ocorrência em regiões produtoras do Estado e verificar a distribuição dessa ocorrência de fungicidas nas lavouras”, detalhou.

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Pesquisa é desenvolvida na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade Federal do Amazonas

Início

Os pesquisadores começaram a investigar a resistência dos fungos aos fungicidas porque desconfiam que os produtores rurais utilizem produtos químicos no campo que não estão apresentando eficiência esperada no controle da mancha-alvo.

“Provavelmente os produtores estão usando produto químico que não está sendo eficiente no controle das doenças, e consequentemente gerando dano econômico e ambiental. Por isso a intenção com os estudos é apresentar para o produtor rural melhores estratégias de manejo da doença”, informou.

A pesquisa está em fase inicial com as coletas de amostras, em campo, para a análise e identificação molecular dos isolados.

Experimento

A pesquisadora explica que a primeira etapa do estudo será para testar, nas análises de laboratório, o crescimento e a reprodução de isolados de C.cassiicola resistentes na presença de diferentes fungicidas, e também avaliar a resistência por meio de inoculação em plantas de tomate.

“Escolhemos o tomate porque é o principal hospedeiro desse patógeno aqui na região”, informou a pesquisadora.

Os experimentos estão sendo feitos em parte no laboratório de Microbiologia e Fitopatologia da FCA/Ufam. Os testes em campo serão realizados no setor de produção vegetal da FCA, na Fazenda Experimental da Ufam e em possíveis áreas rurais que forem firmadas parcerias para experimentação científica.

Etapas da pesquisa

A coordenadora explica que a pesquisa começa com a coleta em campo, em diferentes municípios, das espécies vegetais hospedeiras do patógeno.

Esse material coletado são folhas apresentando sintomas típicos da doença. Nós trazemos para o laboratório, é feito o preparo das lâminas para a identificação morfológica da presença do patógeno nesse material, depois fazemos o isolamento, e em seguida a identificação molecular do fungo com base em marcadores genéticos para identificação da espécie Corynesposa cassiicola, e a partir daí são feitos os testes de inibição in vitro”, explicou a pesquisadora.

Testes com os fungicidas

A pesquisadora menciona que para os testes serão usados diferentes tipos de fungicidas, de diferentes grupos químicos para avaliar a inibição ou não do crescimento do fungo em placa de petri.

“Depois que nós identificamos a presença desses isolados sensíveis ou não sensíveis, partimos para os experimentos em casa de vegetação onde vamos cultivar as plantas de tomateiro, com a inoculação de fungos tanto sensível como não sensível ao fungicida e em seguida vamos aplicar o produto para verificar o comportamento do fungo também na planta, porque muitas vezes o comportamento desse  fitopatógeno pode variar nos testes de laboratório e na presença planta hospedeira”, explicou Jania.

A coordenadora explica que depois dessa avaliação dos fungicidas na presença das plantas, os pesquisadores irão correlacionar os resultados com a distribuição desses variantes resistentes nas diferentes áreas de coleta.

“Essa análise é para ter um entendimento dos locais que podem está ocorrendo ou não à presença desses variantes resistentes nas áreas produtoras do nosso Estado”, mencionou a pesquisadora.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Com apoio da Fapeam, Inpa inaugura revitalização do Centro de Aquicultura

Centro contribui para o fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de aquicultura

O Centro de Aquicultura do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), no Campus III, Morada do Sol, zona centro-sul, passou pelo processo de revitalização e foi reinaugurado na manhã desta quinta-feira (21).  O local contará a partir de agora com dois novos espaços: fábrica de ração de peixes e sala de aula para contribuir no fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de Aquicultura.

 O Centro  conta com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) no âmbito do Pró-Equipamentos, que destina recursos para aquisição de equipamentos voltados para compor a estrutura de pesquisa dos programas de pós-graduação recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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Centro irá fortalecer a pesquisa e a capacitação de recursos humanos na área de aquicultura

Durante a cerimônia, o diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que o governador Amazonino Mendes definiu a Piscicultura como uma das atividades prioritárias para o desenvolvimento e geração de emprego e renda no Estado.  Segundo ele, para desenvolver o setor de Aquicultura no Amazonas é necessário conhecimento e tecnologia. Nesse cenário, o Inpa está sendo renovado com um centro de geração de conhecimento, principalmente, na nutrição de peixes, produção e testes de ração.

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Diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que para desenvolver o setor de Aquicultura no Amazonas é necessário conhecimento e tecnologia

“A Fapeam participou da renovação desse processo, temos certeza que o Centro de Aquicultura será um local de formação técnica e desenvolvedor do conhecimento para que possamos alavancar a Piscicultura no Estado, e assim colocar o Amazonas para competir com nossos vizinhos que hoje são: Rondônia e Roraima, responsáveis pelo abastecimento de grande parte do nosso mercado”, disse Barcelos.

 As obras são fruto do Projeto “Implantação de Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia (IUDAA)”, subprojeto Aquicultura, coordenado pela Dra. Elizabeth Gusmão.

 Líder do Grupo de Pesquisa Aquicultura na Amazônia Ocidental, Gusmão, explicou que o Centro de Aquicultura conta com uma infraestrutura moderna e adequada para uma fábrica de ração com capacidade para produzir até 400 kg de ração por hora.

 “O mais interessante da revitalização é o de poder produzir algumas rações que antes tínhamos algumas dificuldades, para  atender as diferentes fases de desenvolvimento dos peixes, com os quais  trabalhamos dentro da Aquicultura que são: tambaqui, matrinxã e pirarucu”, detalhou.

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Sala de aula será usada para minicursos voltados a produtores rurais, técnicos e outros profissionais ligados a instituições estaduais

 Gusmão destacou ainda que o complexo contribui para o fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de Aquicultura.

 “Por meio do apoio da Fapeam, estamos fazendo uma manutenção na extrusora, um equipamento que produz a fabricação da ração, o que  proporcionará uma grande melhoria na qualidade das nossas rações experimentais e também para que nossos técnicos possam trabalhar em condições adequadas. Dentro dessa revitalização, temos a construção de uma sala de aula, que será usada para minicursos voltados a produtores rurais, técnicos e outros profissionais ligados a instituições estaduais que atuam na capital e interior”,  destacou.

A titular da Coordenação de Tecnologia Social do Inpa, Dra. Denise Gutierrez, destacou que o foco do centro também está relacionado à inclusão social.

“A ciência tem que produzir conteúdo relevante e esse espaço tem uma estrutura maravilhosa para trazermos um ator social que não costuma transitar nesse espaço que é o produtor rural. É a oportunidade dos pesquisadores serem chamados a essa responsabilidade social que é a capacitação, distribuição de folders e cartilhas com uma linguagem compreensível para qualquer pessoa da sociedade, que não tem conhecimento técnico, mas que precisa produzir no campo”, disse.

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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