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Fapeam e Ministério da Saúde avaliam propostas submetidas ao PPSUS- AM

Programa tem o objetivo de fomentar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação na área da saúde

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), começou nesta quinta-feira, a avaliação das propostas submetidas à chamada pública de N° 001/2017 do Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS).  A previsão é que os resultados com as propostas aprovadas no programa sejam divulgados em até 90 dias.

O edital conta com investimento da ordem de R$ 2,9 milhões. O programa é uma parceria da Fapeam com o Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE/MS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Secretaria de Estado da Saúde do Estado do Amazonas (Susam).

Segundo o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, os projetos serão implementados após as avaliações e liberação dos resultados pelo MS e CNPq. Reis destacou a importância do programa PPSUS para a área da saúde no Amazonas.

“As pesquisas realizadas na área da saúde para nossa região são fundamentais porque temos alguns problemas que são, praticamente, exclusivos da Região Norte. Por isso, investimentos dentro dessas linhas de pesquisas são importantes para o conhecimento das doenças e tratamento”, destacou o diretor técnico-científico da Fapeam.

O consultor técnico do Ministério da Saúde do Programa de Pesquisa para o SUS, José Eloy dos Santos Junior, informou que o programa teve, aproximadamente, 80 propostas submetidas.

Segundo Junior, as propostas avaliadas no momento passaram por uma comissão formada por especialistas de diversas áreas da saúde de fora do Estado do Amazonas, onde foram avaliadas questões como mérito e relevância das propostas. A ideia de usar pesquisadores de outros Estados é para deixar o processo transparente e imparcial.

“Nessa fase, agora, já temos o ranking a partir das melhores notas. Todas as propostas são avaliadas e o que se espera é que a gente consiga a partir destas comissões fomentar as melhores pesquisas conforme as prioridades do Estado na área da saúde. Todas as pesquisas avaliadas até o momento são muito boas e tem mérito técnico científico, mas temos que apontar as prioridades na área da saúde. Todo esse trabalho está sendo feito de forma criteriosa”, detalhou.

Junior disse ainda que o grande diferencial do PPSUS é que se trata de um edital local, diferente dos editais lançados a nível nacional, ou seja, possui um recurso destinado para cada unidade federativa.

“Antes da chamada do edital ser lançada é feita uma oficina de prioridade, onde os pesquisadores e gestores da área da saúde participam de uma grande reunião onde são apontadas as prioridades. Quem indica as prioridades são os gestores e pesquisadores locais, um caráter mais íntimo ao programa de pesquisa”, acrescentou.

PPSUS

O PPSUS financia projetos de pesquisa que promovam a melhoria da qualidade da atenção à saúde no Estado do Amazonas no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), representando significativa contribuição para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) local.

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No mês de maio o Governo do Amazonas por meio da Fapeam lançou a chamada pública do edital Nº001/2017 do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS). Cada pesquisador pôde apresentar uma proposta de pesquisa e solicitar até R$ 200 mil reais para o desenvolvimento do projeto. A submissão de propostas foi realizada até o mês de agosto de 2017.

 

 

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

 

 

 

 

 

 

 

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Projeto de pesquisa ensina educação financeira em escola pública em Manaus

Estudo é realizado no âmbito do PCE da Fapeam que envolve turmas do 1º ano do Ensino Médio

Ser consumidor ou consumista? Esse é um dos diversos questionamentos realizados no projeto “Educação Financeira na Escola: Planejando a Vida”, realizado por estudantes do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Profª Adelaide Tavares de Macedo, situada no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus.

O projeto, que é coordenado pela professora de Artes e Sociologia Mariá de Nazaré Conceição Sena, é realizado no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e conta com a participação das alunas Adria Cristina, Giovanna Galvão e Suzyane Oliveira. Além das bolsistas, as turmas de 1º ano do turno matutino participam das atividades do grupo de pesquisa.

Segundo a professora Mariá, o projeto tem a proposta de trabalhar a cultura da prevenção voltada à educação financeira. Ela conta que o estudo busca também orientar os alunos sobre o comportamento deles em sociedade e como ser um consumidor e não um consumista.

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Estudantes aprendem na prática, desde cedo, como planejar a mesada e a ajudar no orçamento familiar

 

“Eles (alunos) aprendem a se planejarem financeiramente desde cedo. O planejamento vai desde a redução do consumo de energia até questões sobre como fazer compras de forma sustentável. Será que devo comprar aos pouquinhos ou devo me planejar para ir ao supermercado e comprar tudo de uma vez?”, questiona.

Mariá destacou que além do conhecimento repassado durante as atividades do projeto, os alunos são incentivados a serem multiplicadores dos conceitos aprendidos. A ideia é que seus familiares, amigos e conhecidos também compreendam a importância da educação financeira.

“Vamos tornar os alunos multiplicadores de ações. Tudo o que eles aprendem na escola vão passar de alguma forma para família deles. Por exemplo, nós fizemos estudo dos 5R’s que vão desde repensar suas atitudes até reciclar. Os alunos também irão trazer de casa as contas de energia e criaremos uma dinâmica para fazer a redução desse gasto no imóvel”, contou.

Conforme a professora, a dinâmica será realizada em todas as turmas nas quais ela ministra aula. O desafio será avaliado como nota do terceiro bimestre. Os alunos irão listar todos os eletroeletrônicos que possuem em casa e a forma de interação das pessoas com esses objetos.

“Outra questão que a gente trabalha dentro do projeto é análise da fatura do cartão de crédito e como as pessoas se programam para comprar e pagar suas contas. Analisamos também à lista de compras de supermercado”, ressaltou Mariá.

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A ideia é que familiares, amigos e conhecidos também compreendam a importância da educação financeira

 

A proposta de fazer multiplicadores do conhecimento sobre educação financeira tem dado certo. A bolsista Adria Cristina conta que mudou seus hábitos de consumo e que seus familiares também têm se enquadrado nesse novo momento. Segundo a bolsista, a redução do valor da conta de energia é a prova de que o projeto tem alcançado seus objetivos.

“Consegui aprender várias coisas que eu fazia de errado e com dinheiro que gastava com besteiras posso usar em coisas melhores. Por exemplo, eu compro roupas novas e dou as antigas pra quem precisa. Outra coisa, quando todo mundo sai de casa eu tiro todos os objetos das tomadas. Hoje pagamos R$ 121 de energia, antes pagávamos muito mais. É um alívio. Quando saímos para fazer compras sempre pergunto para minha mãe se aquilo que estamos comprando é realmente preciso”, ressaltou.

Assim como Adria, a bolsista Giovana Galvão também tem repensado a maneira de consumir e planejar seu orçamento. “Estou gostando bastante do projeto porque agora consigo pensar melhor em como gastar o dinheiro que recebo dos meus pais e não gastar com besteiras. Penso sempre em investir em alguma coisa maior”, disse.

Para a bolsista Suzyane Oliveira, o estudo tem sido uma base que incentiva o estudante a pensar e planejar o futuro. “Quando estiver mais adulta já vou ter essa base e vou saber como investir ao invés de ficar gastando e não ter nada de volta, como muitos adultos fazem. Então, acho que se a gente economizar a partir de agora o nosso dinheiro, pra faculdade ou pra comprar nossa casa futuramente, é mais importante”, finalizou.

 O PCE

O programa incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico. Ao todo, 396 propostas foram aprovadas pela Fapeam e contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado.

 

Texto e fotos:  Decon

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