Arquivo da Categoria: Ciência

Resultado de propostas enquadradas no Painter e Pecti-AM/Saúde

2020-06-30 (11)

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou, nesta terça- feira (30/6), os resultados da etapa de enquadramento das propostas submetidas aos editais do Programa de Apoio à Interiorização em Pesquisa e Inovação Tecnológica no Amazonas (Painter) Nº 003/2020 e Programa Estratégico de Ciência, Tecnologia e Inovação nas Fundações de Saúde (Pecti-AM/ Saúde) Nº 004/2020.

A  etapa de enquadramento consiste na análise da equipe técnica da Fapeam do cumprimento dos requisitos e documentos solicitados para a concorrência ao edital do programa.  As propostas enquadradas  seguem para análise de mérito.

A divulgação dos resultados com as propostas aprovadas nos programas ocorrerá a partir do mês de agosto, conforme especificado no edital. A partir de hoje, os pedidos de reconsideração da etapa de enquadramento  têm  prazo de 5 dias úteis.

Painter e Pecti-AM/Saúde

O Painter é um programa inédito com objetivo de promover a interiorização de atividades de pesquisa aplicada e inovação tecnológica por meio de indução em áreas estratégicas, especialmente a bioeconomia, para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do estado do Amazonas,  com a finalidade de aplicação de seus resultados na resolutividade/minoração de problemas específicos dos municípios do interior do Amazonas.

Já o Pecti- AM /Saúde tem a finalidade de potencializar a interação de pesquisadores em projetos estratégicos de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação nas Fundações de Saúde com sede no estado do Amazonas.

>> Acesse aqui- Resultado de Enquadramento do Painter edital N° 003/2020

>> Acesse aqui- Resultado de Enquadramento do Pecti-AM/Saúde edital N°004/2020

Por: Jessie Silva 

Arte: Barbara Brito

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Fiocruz Amazônia lança edital do Programa de Iniciação Científica

Amanhã, 15/5, iniciam as inscrições para o Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia). O processo de inscrição é todo online, através do envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital. No caso de renovação de bolsa, a nota deve ser maior ou igual a 6,0.

Acesse aqui ao edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Os candidatos têm até o dia 12 de junho para fazerem suas inscrições. O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O resultado será divulgado no dia 6 de julho de 2020.

“Este ano foi lançado o Banco de Currículo para os alunos que tenham interesse em realizar iniciação científica no ILMD/Fiocruz Amazônia”, comenta Priscila Aquino, coordenadora do PIC. Ela explica ainda que o Banco vai facilitar o acesso dos pesquisadores aos currículos dos alunos.

Para mais informações sobre o Banco de Currículo, clique.

O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Acesse ao Banco de Currículo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Editais de apoio à CT&I recebem propostas até sexta-feira (29/05)

Pesquisadores podem submeter propostas até sexta-feira (29/05) para três editais e chamada pública de apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) apoia, por meio dos programas, a inserção de pesquisadores em projetos estratégicos de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação nas Fundações de Saúde com sede no Amazonas, projetos em áreas estratégicas para o desenvolvimento socioambiental e que vão contribuir para a fixação de mestres e doutores no interior do Estado.  

Lançados no mês de fevereiro, as propostas  serão selecionadas nos seguintes editais: 1) Chamada Pública N° 01/2020  Fapesp-Fapeam; 2) Programa de Apoio à Interiorização em Pesquisa e Inovação Tecnológica no Amazonas (Painter)- Edital N°003/2020 e 3) Programa Estratégico de Ciência, Tecnologia & Inovação nas Fundações de Saúde (Pecti- AM/Saúde)-Edital N°004/2020.

Vale destacar que o Painter é um programa inédito com objetivo de promover a interiorização de atividades de pesquisa aplicada e inovação tecnológica, por meio de indução em áreas estratégicas. Entre elas, a bioeconomia para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado, com a finalidade de aplicação de seus resultados no interior.

Outra novidade é o Fapesp-Fapeam, resultado de parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que visa estimular a colaboração entre pesquisadores do Amazonas e de São Paulo. O programa vai financiar projetos colaborativos que contribuam para o avanço do conhecimento científico e tecnológico nos dois estados e na Amazônia, voltados para três áreas temáticas: meio ambiente, desenvolvimento econômico e Amazonas e suas fronteiras.

Os critérios e requisitos para participar  estão especificados nos editais dos programas. Acesse aqui os editais abertos da Fapeam. 

Por: Hellen de Melo

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TV FAPEAM- Ações de CT&I para o enfrentamento da Covid-19

Pesquisadores do mundo todo dedicam seu tempo e conhecimento para investigar o novo coronavírus. No Amazonas, a ciência, tecnologia e inovação para o enfrentamento da Covid-19 ganharam reforço do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Assista ao vídeo e conheça algumas ações realizadas pela  Fapeam.

Por: Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/Fapeam

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NOTA EM DEFESA DA CIÊNCIA E DOS PESQUISADORES DA FIOCRUZ

O Conselho Deliberativo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vem a público manifestar seu apoio aos pesquisadores responsáveis pelo estudo CloroCovid-19, que vem sendo realizado por mais de 70 pesquisadores, estudantes de pós-graduação e colaboradores de instituições com tradição em pesquisa, como Fiocruz, Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Universidade do Estado do Amazonas e Universidade de São Paulo.

A instituição considera inaceitáveis os ataques que alguns de seus pesquisadores vem sofrendo nas redes sociais, após a divulgação de resultados preliminares com o uso da cloroquina em pacientes graves com a Covid-19. Estudos como esse são parte do esforço da ciência na busca por medicamentos e terapêuticas que possam contribuir para superar as incertezas da pandemia de Covid-19. A pesquisa CloroCovid-19 permanece em andamento e foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

A Fiocruz tem trabalhado incansavelmente em diversas frentes de atuação e vem a público clamar pela tranquilidade e segurança de seus pesquisadores, requisitos essenciais para o desenvolvimento de seus estudos. É fundamental alertar que a busca por soluções não pode prescindir do rigor científico e do tempo exigido para obtenção de resultados seguros e que as pesquisas devem se manter, portanto, fora do campo narrativo que constrói esperanças em cima de respostas rápidas e ainda inconclusivas.

A Fundação apoia incondicionalmente seu corpo de pesquisadores, que estão absolutamente comprometidos com a ciência e com a busca de soluções para o enfrentamento dessa pandemia, e reafirma seu compromisso com a missão de produzir, disseminar e compartilhar conhecimentos e tecnologias voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira.

Programa Ciência na Escola recebe propostas até o dia 8 de maio

Professores da rede estadual do Amazonas e municipal de Manaus têm até o dia 8 de maio para inscrever projeto no Programa Ciência na Escola (PCE), edital N°001/2020. Desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus), o programa tem o objetivo de despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes de ensino público, bem como contribuir para o processo de formação continuada dos professores.

Pioneiro no país, o PCE estima apoiar até 600 projetos na capital e no interior do Amazonas. Cada proposta aprovada no PCE poderá ser contemplada com uma bolsa para professor (R$560), pelo período de seis meses, e três bolsas para estudantes (R$150), pelo período de cinco meses.

Submissão de propostas

As propostas podem ser enviadas pelos professores até o dia 8 de maio e deverão ser apresentadas em Formulário online específico via Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SIGFapeam), disponível no endereço eletrônico: http://www.fapeam.am.gov.br. Além do envio do Formulário online, a submissão do projeto requer a apresentação de documentação complementar, a ser anexada no sistema, como detalhado no edital.

Visão de professores

Para a professora de Língua Inglesa da Escola Municipal Professor Waldir Garcia, Luana Lima, O PCE oportuniza uma experiência única de fazer ciência e incentivar a pesquisa nas Escolas. “Como professora de Língua Inglesa realizei uma pesquisa inovadora na área da linguagem, juntamente, com os jovens cientistas, conseguimos desenvolver o projeto e beneficiar tanto os alunos como a comunidade escolar, pois todos estavam envolvidos”.

Outro  projeto desenvolvido, em 2019,  foi o  intitulado “Formulação de Sorvetes Caseiros como Estratégia para o Ensino de Química” realizado com estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Maria Madalena Santa de Lima, para popularizar o ensino de química. “Os alunos melhoraram o rendimento escolar e aprenderam na prática conceitos e teoria da disciplina. Esse conhecimento pode até gerar renda para a família”, comenta a professora Nancy Grangeiro.

A pedagoga e coordenadora de Tecnologias e Ciências da Escola Municipal Thomás Meirelles, relata que já participou de duas edições do PCE e agora pretende participar desta edição. “O Programa Ciência na Escola proporcionou qualificação e oportunizou experiência que agregaram valor na minha prática diária com meus alunos. O incentivo fez com que eu buscasse no universo científico capacitação para melhoria da qualidade da minha prática pedagógica”, comenta.

PCE

O PCE  apoia a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais sediadas no Amazonas e municipais de Manaus.

Edital do Programa Ciência na Escola, edital N°001/2020 – Clique aqui

Por: Jessie Silva

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Chamada para combater infecções por coronavírus recebe propostas até hoje (31/03)

2020-03-25

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), considerando as implicações humanitárias e à saúde pública diante da pandemia do Covid-19,  aderiu à chamada lançada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), designada “Desenvolvimento de terapêutica e diagnóstico para combater infecções por coronavírus”. Essa chamada é uma iniciativa do Innovative Medicines Initiative, junto com a Comissão Europeia e a European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations (EFPIA). A chamada é aberta a pesquisadores e instituições brasileiras, com previsão de co-financiamento.

Foram destinados EUR 45 milhões para a iniciativa que não estabelece limites mínimos ou máximos para as instituições participantes. Lançada de forma emergencial, diante da pandemia de Covid-19 que atinge o mundo, a chamada estabelece o dia 31 de março como data limite para a submissão de propostas, que serão avaliadas pelo lado europeu até 15 de abril.

Acesse as Diretrizes Específicas da Fapeam (Clique aqui)

Consórcios proponentes são convidados a submeterem propostas que abordem pelo menos um dos objetivos do tópico. O tamanho e a composição de cada um dos consórcios devem ser adaptados a fim de que correspondam aos objetivos científicos e aos resultados/produtos chave esperados.

Consórcios proponentes, durante todas as etapas do processo de avaliação, devem considerar a natureza e a dimensão do programa IMI2 JU como uma colaboração público-privada.

Enquanto são preparadas as suas propostas, os consórcios proponentes devem garantir que as necessidades dos pacientes sejam adequadamente abordadas e, quando apropriado, é incentivado o envolvimento de pacientes.

Os proponentes devem garantir que as dimensões de gênero também sejam consideradas. As sinergias e complementaridades com outras nações e projetos internacionais e iniciativas devem ser exploradas, a fim de que se evite a duplicação dos esforços e a fim de criar colaboração a nível global para maximizar o valor agregado Europeu em pesquisa da saúde. Quando apropriado, é também incentivado fortemente o envolvimento de reguladores.

Os consórcios proponentes devem assegurar que, quando pertinente, suas propostas estão em conformidade com a Regulamentação Geral para Proteção de Dados (EU) 2016/679 e Regulamentação de Ensaios Clínicos (EU) 536/2014 (e/ou a Diretiva 2001/20EC) e qualquer outra legislação que se aplique.

Antes de submeter à proposta, os consórcios proponentes devem se familiarizar com todos os documentos da Chamada, tais como o Manual para submissão, avaliação e concessão de benefício da IMI2 JU, e os critérios de avaliação da IMI2. Os proponentes devem consultar os formulários específicos e os processos de avaliação associados com o tipo de tópico da Ação de Pesquisa e Inovação (RIA).

  • Link da Chamada:  (Clique Aqui)
  • Para mais informações – Webinar sobre a Chamada:   (Clique Aqui)
  • Para a busca de parceiros:   (Clique Aqui)
  • Perguntas e respostas sobre a Chamada:  (Clique Aqui)
  • Link da Chamada no portal Horizon 2020 / plataforma de busca de parceiros: (Clique Aqui)
  • Anexo 1- Diretrizes específicas Fapeam (Clique aqui)

Dúvidas entrar em contato por e-mail: internacionalizacao@fapeam.am.gov.br

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Fiocruz Amazônia discute os impactos da Ciência Aberta na Região Norte

Você sabe o que é Ciência Aberta? Uma prática científica em que a partilha, colaboração e contribuição são os pontos fundamentais da pesquisa, bem como os dados de investigação e notas laboratoriais compartilhados entre a comunidade científica, a sociedade e as empresas.

Para falar mais sobre essa nova forma de fazer ciência, ocorreu nesta sexta-feira, 13/3, a palestra “Ciência aberta e a comunicação científica”, ministrada por Célia Regina Simonetti Barbalho, promovida pelo Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A palestra teve como um dos principais tópicos, os impactos da Ciência Aberta na Região Norte do Brasil, além de ressaltar os elementos conectores e os panoramas da implantação dos repositórios digitais.

Célia Regina reforça sobre a resistência dos pesquisadores quanto à abertura dos dados científicos para a comunidade em geral. “A comunidade científica mundial vem trabalhando sobre a ciência aberta há muitos anos. O primeiro registro é em 2001. É importante que a gente lembre que a ciência, quando é produzida especialmente com recurso público, precisa ser pública e ser dada ao público, para que ele tenha acesso aquilo que está sendo produzido, aquilo que a gente vem chamando de uma ciência cidadã, que possa construir efetivamente uma cidadania, para aqueles que tem efetivamente financiado essa ciência”.

SOBRE A PALESTRANTE

Professora titular da Ufam, Célia é graduada em Biblioteconomia pela Ufam, mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 Atualmente realiza Estágio Pós-Doutoral no Programa em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, ponto focal da Universidade de Federal do Rio de Janeiro.

Possui experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em gestão de unidades de informação, gestão da informação e do conhecimento, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino superior, qualidade, biblioteconomia, competências profissionais, propriedade intelectual e planejamento estratégico.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Foto: Eduardo Gomes

Ciência aberta e comunicação científica serão pautas do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

Na próxima sexta-feira, 13/3, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Ciência aberta e a comunicação científica”, a ser ministrada por Célia Regina Simonetti Barbalho, professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Segunda a pesquisadora, a palestra objetiva caracterizar os aspectos que envolvem a ciência aberta, destacando suas motivações e trajetória, as quais estão configurando um novo modelo de divulgação da comunicação científica. Além disso, irá destacar o papel protagonista do pesquisador neste contexto, e as implicações e impactos deste processo no fazer científico.

Clique Aqui para se inscrever

Interessados em participar devem preencher o formulário de inscrição, no Campus Virtual da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A apresentação ocorrerá na sala de aula 02, prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Professora titular da Ufam, Célia é graduada em Biblioteconomia pela Ufam, mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 Atualmente realiza Estágio Pós-Doutoral no Programa em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, ponto focal da Universidade de Federal do Rio de Janeiro.

Possui experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em gestão de unidades de informação, gestão da informação e do conhecimento, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino superior, qualidade, biblioteconomia, competências profissionais, propriedade intelectual e planejamento estratégico.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Mulheres na ciência: pesquisadoras que atuam no cenário científico do Amazonas

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A participação feminina em diversas áreas obteve crescimento. Entretanto, a luta por igualdade de gênero e de raça é uma jornada que ainda está sendo percorrida. Quando se trata de representação da mulher na ciência, tecnologia e inovação, elas estão em número bem menor. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres, ou seja ainda há um número baixo de mulheres nos campos científicos.

No Amazonas, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) tem em seu sistema de cadastro de pesquisadores em torno de 54% mulheres. Entretanto, quando se busca qualificar essa informação para saber qual posição elas ocupam, há uma inversão e os homens passam a ser 54% como coordenadores de projetos.

Para mudar esse cenário, a Fapeam adotou, em 2020, em seu calendário anual, atividades de apoio ao movimento Mulheres e Meninas na Ciência, com o objetivo estimular o acesso integral e igualitário de mulheres e meninas na ciência.

As mulheres têm participação na ciência e para mostrar um pouco desse cenário, a equipe de comunicação da Fapeam conversou com três mulheres pesquisadoras que atuam no campo científico do Amazonas e que têm estudos amparados pela Fapeam. Boa leitura!

Maria das Graças Vale Barbosa Guerra- Pesquisadora com graduação em Ciências Biológicas pela Ufam, mestrado e doutorado em Ciências Biológicas (Entomologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Atualmente é pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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Dra. Maria das Graças – pesquisadora da FMT-HVD

Maria das Graças conta que seu primeiro contato com a pesquisa começou ainda quando era aluna de graduação da Ufam, por conta de uma disciplina de zoologia na parte de invertebrados. Naquela época, um aluno de mestrado do Inpa buscava por estagiários para trabalhar em Entomologia, foi quando ela ingressou no grupo do pesquisador Inpa, Jorge Luiz Nessimian.

No doutorado trabalhou com ecologia de diversidades de insetos. Em 2000 concluiu o doutorado e começou a atuar na área de entomologia. A pesquisadora também tem projetos amparados pela Fapeam como estudos e testes imunológicos para o diagnóstico sorológico da Doença de Chagas Crônica e Coleções Entomológicas.

Para a Maria das Graças existe espaço para todo mundo, mas as mulheres têm mais sensibilidade, em alguns aspectos, que os homens não têm, não sendo melhores que ninguém, cada um com seu papel e com a sua visão.

“O problema é que o nosso mundo enxerga o homem como denominador de tudo, eu acho que, por mais que sejamos em menor número na pesquisa científica, somos grandes quando se analisa a história, com grandes descobertas realizadas por mulheres. Somos em menor número, porém conquistamos nosso espaço. A mulher tem papel importante nesse processo, se a pesquisa científica não tivesse mulheres envolvidas, muita coisa tinha passado despercebida e talvez nunca tivesse sido descoberta. Hoje, temos uma receptividade maior,  temos menos portas fechadas, se a mulher quiser ela consegue fazer pesquisa em qualquer lugar do mundo”, relata.

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Trypanosoma cruzi circulantes no Amazonas pode auxiliar no diagnóstico da Doença de Chagas Crônica

Cristina Motta Ferreira- Farmacêutica-Bioquímica com Especialização em Imunohematologia pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Doutorado em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Universidade do Estado do Amazonas pela (UEA). Atua na Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) como pesquisadora nas linhas de Hematologia, Hemoterapia, Genética Microbiana e Epidemiologia Molecular .

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Dra. Cristina Motta- pesquisadora do Hemoam

Durante sua fase de estudante, desde a escola primária até a faculdade, sempre gostou de estudar e de pesquisar os trabalhos que os professores passavam. Seu interesse na pesquisa iniciou na faculdade, mas foi no mestrado que percebeu que realmente se identificava com o campo científico e que poderia encontrar satisfação em exercer sua profissão e, ao mesmo tempo, desenvolver projetos que pudessem trazer avanços e melhorias para a área da saúde pública.

Hoje, Cristina avalia o cenário da participação feminina na pesquisa científica como relevante e com aumento a cada dia. “Cada vez mais as cientistas estão deixando “suas marcas”, ampliando seu espaço em praticamente todas as áreas do conhecimento. Diversas mulheres já se destacaram na área da pesquisa, inclusive sendo premiadas com o Nobel. Para aquelas que pretendem dedicar sua vida profissional atuando na pesquisa, posso dizer que não meçam esforços para atingir esse objetivo e não se deixem abater pelos momentos de dificuldades, sejam eles quais forem. Não sei se podemos dizer que é uma mensagem, mas, quando estou com meus alunos, sempre digo que fazer pesquisa científica é trabalhoso, requer muita dedicação, estudo, caráter, responsabilidade e ética, mas que, no final de todo o trabalho, teremos a grande satisfação de ver que todos os nossos objetivos foram atingidos e que nossa contribuição que foi dada à ciência”, destaca.

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Estudo avaliou bactérias multirresistentes no ambiente hospitalar

 

Lionela da Silva- É professora da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e doutoranda em Educação Física e Esporte na Universidade de São Paulo (USP), atua nas áreas de educação física adaptada, ginástica e dança.

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Lionela da Silva-doutoranda em Educação Física e Esporte

Começou a fazer pesquisa logo que entrou na Faculdade de Educação Física. No primeiro período entrou como voluntária para o Programa de Atividades Motoras para Deficientes (Proamde). Em 2015 concorreu ao edital do Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas) da Fapeam, no qual coordenou a pesquisa intitulada “Estudo sobre qualidade de vida de pessoas com deficiência praticantes e não praticantes de atividade física”.

Lionela conta que o incentivo de outra mulher na sua vida foi peça fundamental para a vivência na pesquisa. “A minha orientadora, a Dra. Kathya Thomé sempre perguntava o que te inquieta? Transforme isso em pesquisa e terá a resposta para essa inquietação. Mulheres sejam inquietas! e incentivem outras mulheres a serem também. Eu sempre estava envolvida na equipe de pesquisa, isso me dava conhecimento e acendia ainda mais minha vontade de pesquisar, pois uma pesquisa leva a outras. Acho que a mulher ganhou espaços em muitos lugares que antes era habitado, principalmente, por homens e a ciência é um deles. Hoje, temos muitas mulheres pesquisando e incentivando outras e ganhando destaques” conta.

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Pesquisa avaliou a qualidade de vida de pessoas com deficiência praticantes e não praticantes de atividade físicas

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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