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Chamada internacional busca, no Amazonas, projetos colaborativos de P,D&I abordando questões relativas aos desafios da água

São € 100 mil euros, via Fapeam, para seleção de até três projetos, com duração máxima de 36 meses

Pesquisadores vinculados às Instituições de Pesquisa e Ensino Superior (IPES), localizadas no Estado do Amazonas, têm até o dia 11 de dezembro para submeter proposta de pesquisa para a chamada conjunta “Desafios da Água para um Mundo em Mudança – Gestão de Recursos Hídricos em Apoio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis ​​das Nações Unidas”.

 O objetivo desta chamada é permitir a cooperação transnacional de projetos colaborativos de pesquisa, desenvolvimento e inovação abordando questões relativas aos desafios da água enfrentados pela sociedade.  A chamada é realizada no âmbito da iniciativa de programação conjunta de água, em parceria com a Comissão Europeia sob o H2020as Fundações de Amparo à Pesquisa Estaduais (FAPs), articulada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) também participa da chamada conjunta.

A chamada conjunta Water JPI 2017 será financiada por 14 organizações parceiras de financiamento envolvendo países. Os recursos disponíveis para essa chamada via Fapeam são da ordem  de € 100 mil euros para seleção de até três projetos, com duração máxima de 36 meses, que contarão com o financiamento de despesas de capital e custeio.

 Submissão de Propostas Os pesquisadores interessados em submeter proposta à chamada devem atender as instruções e condições estabelecidas na chamada. Um dos requisitos é ser pesquisador doutor, com até cinco anos de obtenção da referida titulação.  As propostas submetidas devem estar relacionadas aos temas de pesquisas descritos na chamada. Cada proposta apresentada deverá ter um investigador principal do Estado de Amazonas (proponente/coordenador da proposta) e pelo menos dois sócios, sendo cada um de um país diferente entre os países participantes da chamada.

A pré-proposta dos projetos de pesquisas devem ser submetidas até o dia 11 dezembro. A data limite de submissão das propostas completas é até o dia 27 de junho de 2018. As propostas deverão ser enviadas através de uma plataforma web, especialmente projetada para o Convênio Conjunto 2017, na página oficial do JOINT CALL 2017.

(http://www.waterjpi.eu/index.php?option=com_content&view=article&id=583&Itemid=1097)

Esclarecimentos e informações adicionais acerca do conteúdo desta chamada  podem ser obtidos encaminhando mensagem para o endereço: elisa.confap@gmail.comprogramas.pesquisa@fapeam.am.gov.br;

Para acessar ao edital da chamada conjunta clique aqui

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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Confap e MDIC lançam chamada para cooperação entre empresas brasileiras e alemãs

O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no conjunto de suas Fundações, e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil (MDIC) publicaram Chamada Pública para apresentação de propostas conjuntas para projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) entre empresas alemãs e brasileiras do MDIC e do Ministério Federal da Economia e da Energia da República Federal da Alemanha (BMWi). O objetivo é fomentar empresas brasileiras e Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação – ICTIs (que desenvolvam projetos em parceria com empresas brasileiras) na concepção e viabilização de projetos de inovação tecnológica em cooperação técnico-científica-empresarial com empresas da Alemanha, que resultem no desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços de aplicação industrial direcionados à comercialização no mercado doméstico e global.

Participam desta chamada, financiados por suas respectivas Fundações, os estados do Amazonas (Fapeam), Amapá (Fapeap), Bahia (Fapesb), Distrito federal (FAPDF), Espírito Santo (Fapes), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Minas Gerais (Fapemig), Mato Grosso do Sul (Fundect), Pernambuco (Facepe), Paraná (Fundação Araucária), Rio de Janeiro (Faperj), Rio Grande do Sul (Fapergs), Sergipe (Fapitec), Santa Catarina (Fapesc) e Tocantins (Fapt). O montante de recursos aportados por projeto, bem como o número de projetos financiados, será definido e publicado por cada FAP. As FAPs que aderiram a este edital poderão apoiar projetos aprovados no âmbito da Chamada MDIC-BMWi com recursos provenientes de seus orçamentos próprios.

As propostas deverão ser cadastradas no site do MDIC para Cooperação Internacional, submetidas na Plataforma do SIGConfap (http://sigconfap.ledes.net) e enviadas para o e-mail cooperacaointernacional@mdic.gov.br. Será permitida somente uma proposta por Empresa ou ICT e o prazo para a submissão termina no dia 31 de maio de 2018.

Acesse aqui a Chamada Pública CONFAP-MDIC nº 02/2017.

 

Fonte:  Confap

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Pesquisas científicas na área da saúde são avaliadas em seminário no Amazonas

Estudos fazem parte do Programa de Pesquisa para o SUS desenvolvidos com apoio da Fapeam em parceria com MS, CNPq e Susam

Os resultados de 29 pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação desenvolvidas na área da saúde no Amazonas foram apresentados durante o Seminário de Avaliação do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão compartilhada em saúde (PPSUS), que ocorreu nos dias 23 e 24 de novembro.

O PPSUS é desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam). Nas três chamadas públicas do edital, lançadas de 2012 a 2013, foram investidos mais de R$ 5 milhões.

O programa tem como objetivo apoiar a execução de projetos de pesquisa que promovam a formação e a melhoria da qualidade de atenção à saúde no Estado no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), representando significativa contribuição para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia & Inovação em Saúde e para a implantação das redes de atenção à saúde no Amazonas.

O Secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Estevão Monteiro de Paula, disse que a saúde é área prioritária do Governo do Estado e que a pesquisa científica é fundamental neste campo.

“É importante que continuem sendo desenvolvidas pesquisas na área da saúde. Gostaria de agradecer aos consultores, que participaram da avaliação dos projetos do PPSUS, dedicando-se para que possamos continuar gerando conhecimento e trazendo benefícios a população amazonense”, disse

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Diretor -presidente da Fapeam, René Levy Aguiar, disse que há previsão de lançar, em 2018, um programa específico para a saúde, a exemplo do PPSUS

Durante o seminário, o diretor-presidente da Fapeam, René Levy Aguiar, elogiou o trabalho desempenhado por todos os envolvidos no PPSUS e destacou a importante parceria realizada pelo Governo do Amazonas, via Fapeam, com o Governo Federal por meio do Ministério da Saúde.

“Temos a perspectiva de continuar avançando em projetos que são de suma importância para o Estado do Amazonas como é o caso, em especial, os da área da saúde”, disse.

Levy lembrou ainda que a avaliação das propostas submetidas à chamada pública de N° 001/2017 do PPSUS, lançada em maio deste ano, já estão em fase conclusiva pela Fapeam, CNPq e Ministério da Saúde. Antecipou ainda que há previsão de lançar, em 2018,  um programa específico para a saúde, a exemplo do PPSUS, mas que prevê a participação da iniciativa privada e instituições de fora do Estado.

“Temos um edital que já está sendo elaborado para que seja homologado, prevendo diversas parcerias. O Governo do Amazonas tem atenção especial à área da saúde que precisa levar em conta, principalmente, as peculiaridades da nossa região, para que, dessa forma, possamos somar esforços no sentido de minimizar as dificuldades e estabelecer melhores condições e alternativas para nossa população”, completou Levy.

Roberta Ataídes, que faz parte da equipe técnica do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE) do MS, ressaltou a importância do PPSUS na saúde local e disse que o programa traz a possibilidade de fazer pesquisas conforme as demandas do Estado.

“O programa traz mais realidade para que esses projetos sejam incorporados no Sistema Único de Saúde (SUS). Participar do seminário é importante para sabermos os resultados dessas pesquisas e como elas podem contribuir na saúde local”, informou.

Avaliação

Todos os projetos desenvolvidos no âmbito do PSSUS foram avaliados, criteriosamente, por um grupo de consultores formados por doutores qualificados e renomados.

A doutora em Ciências, Paula Moreira, da Universidade de Pernambuco e da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (UPE/Hemope), destacou que o PPSUS é um programa incrível que faz a integração do ensino e serviço. Em relação aos projetos, Paula informou que ficou bem impressionada e que todos cumpriram, rigorosamente, os objetivos propostos dentro do PPSUS.

“O PPSUS no Estado foi um sucesso, virmos a integração do ensino e do serviço através das universidades e das fundações de saúde que são muitas no Amazonas”, “Todos os projetos atendem muito bem os problemas, que são bem específicos, da Amazônia”, elogiou.

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Resultados dos projetos desenvolvidos no âmbito do PPSUS foram avaliados por pesquisadores qualificados e renomados

Na avaliação do doutor em Microbiologia, Bruno Mota, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), todos os projetos aprovados são interessantes e com aplicabilidade para o SUS.

“Achei muito interessante que tivemos várias vertentes e projetos como de doenças infecciosas, não infecciosas, alguns agravos à saúde, mas todos bem focados na questão da saúde do Estado”, contou.

Já a Doutora em Medicina, Sueli Carneiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que ficou contente com a qualidade das pesquisas científicas apresentadas no seminário. Segundo Sueli, isso mostra que o Estado do Amazonas está bem inserido dentro do desenvolvimento tecnológico e educacional do país e também e com a inserção internacional.

“Os projetos foram excelentes e vejo que todos os pesquisadores do Amazonas estão envolvidos com o desenvolvimento da região. e creio que todos esses projetos têm a sua aplicação no SUS”, enalteceu.

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

Fotos- Decon

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Fiocruz Amazônia promove atividades referentes à 14ª SNCT

Exposições, jogos e palestras marcaram o início das atividades referentes à 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), promovidas pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). A abertura aconteceu no Espaço da Cidadania Ambiental (ECAM), localizado no mezanino do Manauara Shopping, zona centro-sul de Manaus.

O evento foi realizado pela Fiocruz Amazônia, em parceria com a coordenação do Programa Ocas do Conhecimento Ambiental, da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Pela manhã, aproximadamente 40 alunos da Escola Municipal Villa Lobos, estiveram no espaço para participar das atividades e foram recepicionados pelo Diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, e pelo juiz da Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa), Adalberto Carim, que ressaltaram a importância do estudo científico e do contato dos jovens com esse tipo de conhecimento.

Na oportunidade, Sérgio Luz, ressaltou a importância do evento, e destacou exemplos para os alunos sobre a relevância da ciência na vida cotidiana. “Tem uma grande importância a semana de ciência e tecnologia na vida de cada um de nós, porque tudo hoje em dia é ciência, desde a comida que você come, a roupa que você veste, tudo é feito a partir de ciência.”

Os estudantes puderam assistir as palestras “Saúde Ecossistêmica”, ministrada pela pesquisadora Alessandra Nava, e “Ferramenta de detecção de aglomerados de doença”, ministrada pelo pesquisador Antônio Balieiro. Além disso, os alunos puderam acompanhar uma exposição sobre o trabalho do médico Carlos Chagas, responsável pela descoberta da doença de chagas.

Confira a galeria de fotos

“Temos uma exposição sobre as doenças transmitidas por insetos, onde os alunos podem visualizar os insetos que transmitem doenças como dengue e malária, com o auxílio de microscópios e lupas. E temos também um espaço de jogos sobre saúde e alimentação, no qual apresentamos questões de saúde e alimentação saudável”, explicou Luz.

Carim destacou que a iniciativa promovida pela Fiocruz Amazônia se encaixa perfeitamente na proposta do espaço Ecam. “É uma oportunidade única que a gente tenha os jovens, que são nosso futuro, imergindo na ciência de maneira lúdica. Eles vão exercitar esse lado do conhecimento, vão se aprofundar de uma forma espontânea e divertida. E quando a gente percebe que esse espaço se presta a isso, a gente percebe que acertamos, pois a ideia era essa”, disse.

Para o gestor da Escola Municipal Villa Lobos, Enery Cavalcante, poder proporcionar esse tipo de atividade para os estudantes é fundamental. Ele informou que além de levar os alunos para atividades fora da escola, também pretende realizar esse tipo de trabalho dentro da unidade de ensino.

“Nós vamos realizar uma ação científica no dia 22 de novembro, chamada Bioexatas, onde vamos trabalhar diversos temas voltados para a Amazônia, acima de tudo, envolvendo geografia, ciências e matemática”, conclui.

SOBRE A SNCT

“A Matemática está em tudo” é o tema da 14ª SNCT, em 2017. A escolha deste tema se baseia Biênio da Matemática Gomes de Souza (2017-2018). Na Fiocruz Amazônia, as atividades terão continuidade entre os dias 21 e 24 de novembro.

A SNCT é realizada sempre no mês de outubro, sob a coordenação do MCTIC, por meio da Coordenação-Geral de Popularização e Divulgação da Ciência (CGPC/SEPED) e conta com a colaboração de secretarias estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.

A ideia é aproximar a Ciência e Tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o País, criando uma linguagem acessível à população, por meios inovadores que estimulem a curiosidade e motivem a população a discutir as implicações sociais da Ciência, além de aprofundarem seus conhecimentos sobre o tema.

Ascom ILMD, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Programa de apoio à realização de eventos científicos e tecnológicos no AM recebe inscrições até o dia 16 de Outubro

Primeira chamada do programa é para eventos ocorrentes no período de março a dezembro de 2018

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebe, até o dia 16 de outubro, as propostas de interessados na realização de eventos de cunho científico e tecnológico no Amazonas. As propostas devem estar relacionadas  à Ciência, Tecnologia e Inovação: congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

Os projetos devem ser submetidos ao Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev), em versão eletrônica, por intermédio do formulário contido no Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SIGFapeam), disponível na página eletrônica da instituição. Para acessar o formulário eletrônico, o proponente deverá utilizar seu login e senha previamente cadastrados.

SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO AMAZONAS 2016-84

Programa visa divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico no Estado Amazonas

Novos usuários deverão realizar o cadastramento no banco de pesquisadores da Fapeam, no endereço citado acima. Além do envio do Formulário online, por meio da Fapeam, a submissão da proposta requer também a apresentação de documentação complementar a ser anexada no SIGfapeam.

O edital conta com um investimento da ordem de R$1,2 milhão para apoiar a realização de eventos locais, regionais, nacionais e internacionais sediados no Amazonas. As propostas para a primeira chamada, que contempla eventos realizados de março a junho de 2018, podem ser submetidas até o dia 16 de outubro de 2017. Já a segunda chamada, para eventos que ocorrem de julho a dezembro de 2018, podem ser enviadas até o dia 19 de fevereiro de 2018.

Um dos requisitos para participar do edital é ter vínculo empregatício com instituição de pesquisa e ensino superior, centros de pesquisas, órgãos públicos sediados ou com unidade permanente no Amazonas, adiante denominados instituição executora do evento e ter título de doutor.

SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO AMAZONAS 2016-72

Clique aqui para acessar ao edital

Esterffany Martins – Agência Fapeam

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Lixo orgânico é transformado em ração animal

 Especial Sinapse da Inovação- A pesquisa usa as larvas das moscas no processo de produção e pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal

 Uma pesquisa desenvolvida no Amazonas com apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) está transformando o lixo orgânico, oriundo de feiras e restaurantes de Manaus, em ração para animais. O produto desenvolvido pela empresa “Natuprotein”, contemplado no programa Sinapse de Inovação, pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal.

MVI_0343.MOV.06_18_14_02.Quadro001As larvas das moscas, que se alimentam do lixo orgânico, desenvolvem uma biomassa proteica rica em nutrientes que pode ser utilizada na produção da ração sustentável 

O coordenador da pesquisa, Carlos Gustavo Nunes, explicou que o projeto constitui na conversão da matéria orgânica residual em proteína. As proteínas são as larvas das moscas  que se alimentam dos resíduos e  se desenvolvem produzindo uma biomassa proteica que é  aproveitada para  produção de uma ração sustentável para animais.

“Essa biomassa proteica é tão boa quanto à proteína que já é utilizada, atualmente, para rações de animais na pecuária, e em quantidade suficiente para que consiga atender a demanda que é muito grande na nossa região. A biomassa proteica tem a palatabilidade interessante para os animais, no caso, da piscicultura e aves, principalmente. Além disso possui uma boa quantidade de nutrientes”, disse o pesquisador.

Assista a reportagem produzida pela TV FAPEAM

Outro ponto que Nunes destacou é que além de oferecer ao mercado um novo produto, a matéria-prima ainda ganha destino sustentável tendo em vista que os resíduos  antes  descartados se tornaram  a nova base para ração.

“Se pensarmos no aspecto mais amplo, estamos convertendo um resíduo que pode ser considerado até problemático na cidade ou no campo em uma matéria-prima abundante para ser utilizado na cadeia produtiva do pescado. Um dos principais gargalos para essa produção de pescado na região são os insumos, ou seja, até 70% do custo na piscicultura é oriundo da ração”, contou.

MVI_0361.MOV.06_20_43_05.Quadro001A pesquisa é desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas via  Fapeam na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

A pesquisa já está em fase de protótipo. Nunes disse que a equipe já dominou a conversão do resíduo orgânico em biomassa proteica  utilizando os insetos. A equipe também  já tem condições, hoje, de fazer o suplemento proteico e com isso adiciona-lo a outros ingredientes da ração. O resíduo desse processo também pode ser utilizado na indústria de biofertilização orgânica como, por exemplo, na nutrição de plantas.

A equipe também trabalha nas análises da massa proteica como: nutricionais e químicas e nas análises dos rejeitos do processo do biofertilizante.

“Do resíduo orgânico retiramos a proteína e o rejeito desse processo pode ser utilizado na agricultura como húmus (adubo produzido por minhocas a partir de restos de matéria orgânica)” concluiu o pesquisador.

Sinapse de Inovação

A ração para animais é um dos 28 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse de novação fruto da parceria firmada entre o Governo do Amazonas, via Fapeam, com a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, além de fortalecer o empreendedorismo o cenário inovador e econômico no Amazonas.

MVI_0342.MOV.06_18_11_04.Quadro001Os resíduos do processos da produção da ração também podem ser usados como biofertilizantes 

 

Texto e Fotos – Esterffany Martins –Agência Fapeam

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Lixo orgânico é transformado em ração animal

 Especial Sinapse da Inovação- A pesquisa usa as larvas das moscas no processo de produção e pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal

 Uma pesquisa desenvolvida no Amazonas com apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) está transformando o lixo orgânico, oriundo de feiras e restaurantes de Manaus, em ração para animais. O produto desenvolvido pela empresa “Natuprotein”, contemplado no programa Sinapse de Inovação, pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal.

MVI_0343.MOV.06_18_14_02.Quadro001As larvas das moscas, que se alimentam do lixo orgânico, desenvolvem uma biomassa proteica rica em nutrientes que pode ser utilizada na produção da ração sustentável 

O coordenador da pesquisa, Carlos Gustavo Nunes, explicou que o projeto constitui na conversão da matéria orgânica residual em proteína. As proteínas são as larvas das moscas  que se alimentam dos resíduos e  se desenvolvem produzindo uma biomassa proteica que é  aproveitada para  produção de uma ração sustentável para animais.

“Essa biomassa proteica é tão boa quanto à proteína que já é utilizada, atualmente, para rações de animais na pecuária, e em quantidade suficiente para que consiga atender a demanda que é muito grande na nossa região. A biomassa proteica tem a palatabilidade interessante para os animais, no caso, da piscicultura e aves, principalmente. Além disso possui uma boa quantidade de nutrientes”, disse o pesquisador.

Assista a reportagem produzida pela TV FAPEAM

Outro ponto que Nunes destacou é que além de oferecer ao mercado um novo produto, a matéria-prima ainda ganha destino sustentável tendo em vista que os resíduos  antes  descartados se tornaram  a nova base para ração.

“Se pensarmos no aspecto mais amplo, estamos convertendo um resíduo que pode ser considerado até problemático na cidade ou no campo em uma matéria-prima abundante para ser utilizado na cadeia produtiva do pescado. Um dos principais gargalos para essa produção de pescado na região são os insumos, ou seja, até 70% do custo na piscicultura é oriundo da ração”, contou.

MVI_0361.MOV.06_20_43_05.Quadro001A pesquisa é desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas via  Fapeam na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

A pesquisa já está em fase de protótipo. Nunes disse que a equipe já dominou a conversão do resíduo orgânico em biomassa proteica  utilizando os insetos. A equipe também  já tem condições, hoje, de fazer o suplemento proteico e com isso adiciona-lo a outros ingredientes da ração. O resíduo desse processo também pode ser utilizado na indústria de biofertilização orgânica como, por exemplo, na nutrição de plantas.

A equipe também trabalha nas análises da massa proteica como: nutricionais e químicas e nas análises dos rejeitos do processo do biofertilizante.

“Do resíduo orgânico retiramos a proteína e o rejeito desse processo pode ser utilizado na agricultura como húmus (adubo produzido por minhocas a partir de restos de matéria orgânica)” concluiu o pesquisador.

Sinapse de Inovação

A ração para animais é um dos 28 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse de novação fruto da parceria firmada entre o Governo do Amazonas, via Fapeam, com a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, além de fortalecer o empreendedorismo o cenário inovador e econômico no Amazonas.

MVI_0342.MOV.06_18_11_04.Quadro001Os resíduos do processos da produção da ração também podem ser usados como biofertilizantes 

 

Texto e Fotos – Esterffany Martins –Agência Fapeam

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Estudantes do 6º CMPM recebem palestras e exposições do ILMD/ Fiocruz Amazônia

Com a proposta de incentivar, fomentar e apoiar o ensino e a pesquisa no âmbito escolar, o 6º Colégio Militar da Policia Militar do Amazonas (CMPM) – Escola Estadual Senador Evandro das Neves Carreira, realizou entre os dias 29 e 31 de agosto, a I Semana de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com o tema: “Educação em Saúde para viver melhor”.

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) participou do evento, por meio de apresentações de palestras e exposições. Um dos destaques entre as atividades apresentadas pela equipe da Fiocruz Amazônia, foi a exposição entomológica, bacteriana e de fungos, realizada pelos Laboratórios de Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), e de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) do ILMD.

“Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)” foi o tema da palestra ministrada pela pesquisadora Rita Bacuri. Já a palestra ministrada por Layssa do Carmo, mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), abordou a temática “micoses e doenças de pele”.

Os alunos puderam conferir ainda uma exposição de banners sobre a vida e obra do biólogo, médico sanitarista, cientista e bacteriologista brasileiro, Carlos Chagas, que trabalhou como clínico e pesquisador. Atuante na saúde pública do Brasil, o pesquisador iniciou sua carreira no combate à malária.

O 6º CMPM fica situado à Avenida Felicidade s/n, no Conjunto Viver Melhor, Bairro Lago Azul, Zona Norte de Manaus, e segue o modelo de administração dos demais Colégios sob Gestão da Policia Militar do Amazonas.

A ação visa potencializar as pesquisas realizadas no Instituto, por meio da divulgação dos resultados científicos e tecnológicos para além da academia, por meio de estratégias que alcancem a sociedade, realizando, assim, a popularização da ciência.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia

Foto: Edmilson Bibiani

Estudo sobre zika revela lesões oculares graves em bebês

Um ano e meio após o início da emergência sanitária internacional de microcefalia relacionada à infecção congênita do vírus zika, um novo estudo coordenado por especialistas do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) apontou que anormalidades oculares podem ser o único achado inicial dos bebês cujas mães foram infectadas durante a gravidez.

De acordo com os pesquisadores, a descoberta sugere a necessidade de se repensar os critérios de avaliação na triagem neonatal, para incluir o exame de fundo de olho de todos os bebês com potencial exposição materna ao vírus. Publicado na renomada revista americana The Journal of the American Medical Association (Jama) o artigo é fruto de uma parceria da Fiocruz, por meio do IFF e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), com a Universidade da Califórnia e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O trabalho envolveu a maior série de casos confirmados de exposição à zika com dados coletados sistematicamente. “Conseguimos fazer um estudo descritivo das anormalidades oculares, correlacionando-as com achados do sistema nervoso central, ocorrência de microcefalia e o momento da infecção materna a partir de uma coorte robusta, envolvendo bebês cujas mães tiveram resultado laboratorial positivo para a infecção na gestação”, destacou a oftalmologista pediátrica do IFF e autora do artigo, Andrea Zin.  Além de Andrea, participaram do estudo outros seis pesquisadores do Instituto: Maria Elisabeth Moreira, Zilton Vasconcelos, Marcos Vinicius Pone, Sheila Pone, Mitsue Aibe e Ana Carolina da Costa.

Das 112 crianças acompanhadas do nascimento até os seis meses de vida, 46 não tinham diagnóstico de microcefalia. No entanto, dez delas apresentaram anormalidades oculares ao exame de fundo de olho. O número representa 42% das crianças com algum tipo de lesão oftalmológica, sendo questões referentes ao nervo óptico e a retina os achados mais frequentes. O estudo também revelou que a maioria das gestantes foi infectada ainda no primeiro trimestre (58%). Em 33%, a infecção aconteceu no segundo trimestre e, em 8%, no final da gestação, já no terceiro trimestre.

As diretrizes atuais recomendam exames oculares em bebês com microcefalia, mas não inclui todas crianças potencialmente expostas ao vírus zika no útero. “Encontramos lesões significativas em crianças que não apresentavam microcefalia. Trata-se de alterações graves e quanto mais precoce for o diagnóstico, mais cedo a criança pode ser submetida a uma intervenção para habilitação da visão. Com esses achados, ressaltamos a necessidade de repensar os critérios de avaliação, de forma a incluir o exame de fundo de olho na triagem neonatal de todos os bebês com potencial exposição materna ao vírus”, destacou Andrea Zin.

Os achados, ilustrados no artigo do Jama, foram registrados por meio da RetCam, câmera fotográfica especial adquirida pela Fiocruz no final do ano passado. O investimento foi fundamental para possibilitar o estudo e sua publicação.  “Através deste equipamento, que fotografa em 360º o fundo de olho, conseguimos documentar as alterações com grande riqueza de detalhes, possibilitando a comparação de exames subsequentes. Com isso, foi possível não só refinar a capacidade de diagnóstico, como também tornar mais acessível a troca de informações entre especialistas”, finalizou a pesquisadora.

Por Aline Câmera (IFF/Fiocruz)

Fonte: AFN