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Projeto busca vírus que possam causar pandemias globais

A revista Science publicou, nesta sexta-feira (23/2), um artigo que descreve um projeto que quer fazer diferente usando um velho conselho: é melhor prevenir que remediar. O artigo trata do Projeto Viroma Global (PVG), iniciativa internacional que propõe uma estratégia absolutamente diversa da que tem sido adotada ao combate dos riscos virais. A proposta do PVG é identificar e caracterizar os vírus com potencial de risco, gerando conhecimento que possibilite antever as próximas epidemias e mitigar seus danos. Os cientistas do PVG estimam que há aproximadamente 1,6 milhão de vírus desconhecidos no mundo. Entre eles, de 600 a 800 mil deles podem infectar o homem. Os cientistas do PVG querem saber quem são eles e qual caminho podem seguir. O grupo de cientistas pretende caracterizar os patógenos emergentes, identificar práticas e comportamentos que levam a propagação e ampliação da doença e propor conjunto de medidas para caso de emergências.

A proposta, embora audaciosa, está sustentada em evidências robustas coletadas pelo Predict – um projeto piloto, conduzido pela Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAIDS) com foco no fortalecimento de competências e estruturas laboratoriais para detectar e prever pandemias a partir de vírus que são transmitidos da relação entre animais e humanos. Para alcançar seu objetivo, o PVG pretende ampliar e fortalecer laboratórios de virologia existentes e criar uma base de dados de larga escala em ecologia e genética de vírus de alto risco propondo transformar a ciência básica em virologia em uma área de conhecimento baseada em big data.

O Predict, em oito anos, com U$ 170 milhões e mais de 30 países parceiros, conseguiu coletar aproximadamente 250 mil amostras de mais de 90 mil origens e identificou aproximadamente mil novos vírus. Capacitou mais de 4 mil profissionais e tem 50 laboratórios em plena atividade. Os números demonstram o acerto na abordagem OneHealth, que considera a intrínseca relação entre a população, animais e o meio ambiente para o mapeamento de vírus que representam perigo para a saúde.

De fato, 75% dos patógenos emergentes é transmitido por animais. De acordo com o artigo publicado na Science, o PVG estima que a maioria da diversidade viral de nossos reservatórios zoonóticos podem ser descobertos, caracterizados e avaliados em um prazo de dez anos. De acordo com o artigo, a iniciativa dependerá da adoção de tecnologias de ponta para sequenciamento além da colaboração entre virologistas, epidemiologistas e modeladores, novas estratégias para avaliar as relações entre vírus e hospedeiros, e conhecimento nas áreas de biologia evolutiva, modelagem de biodiversidade, veterinária, entre outras.

O Brasil faz parte dessa iniciativa. O coordenador do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias em Saúde (CDTS/Fiocruz), Carlos Morel, é co-autor do artigo da Science e participa da governança do projeto ao lado do diretor da Unidade de Desenvolvimento e Segurança da Saúde Global da Agência Americana para Ajuda Internacional, Dennis Carroll. O Brasil é um hotspot para pesquisas e coleta de amostras dada a alta probabilidade de extrapolação dos vírus de seus reservatórios para o ser humano.  Além disso, o país tem cientistas com importantes contribuições para a compreensão e prevenção de doenças emergentes virais, como o especialista em virologia do CDTS Thiago Moreno, que a partir do sequenciamento e análise do comportamento do vírus da zika identificou a trajetória da epidemia e testa medicamentos já aprovados para tratar a doença e evitar que a transmissão do vírus para o feto. O Brasil tem biodiversidade, liderança, ciência e experiência em alianças internacionais.

Os organizadores do PVG estão estabelecendo um desenho de gestão transparente e com participação equitativa de cada país envolvido. Questões éticas, sociais, legais pautam as atividades científicas. Na prática, isso representa um esforço para construir protocolos de acesso a biodiversidade e patrimônio genético em conformidade com Protocolo de Nagoya e as regras dos países envolvidos, acordos para o compartilhamento de amostras, dados e potenciais benefícios na hipótese de desenvolvimento e comercialização de produtos e serviços, além de políticas de proteção da propriedade intelectual e compliance que estabelecem, de antemão, os valores e princípios que os parceiros devem observar, garantindo a proteção das populações e o meio ambiente e a primazia do interesse público e o bem comum. A estratégia de vigilância orientada e baseada no risco, voltada para a detecção de vírus no seu ambiente natural pode conduzir a intervenções eficientes antes do contágio de pessoas ou animais alimentares.

O custo da empreitada foi avaliado em US$ 1,2 bilhão, para aumentar a capacidade de identificação de patógenos, fortalecer capacidades e laboratórios existentes, colher dados e gerar conhecimento. Entre os benefícios, mais conhecimento pode oferecer respostas mais eficientes e rápidas aos surtos, nortear o desenvolvimento e aprimoramento de diagnósticos, medicamentos e vacinas. Entendendo como o vírus se comporta, é possível, inclusive, evitar que se espalhe e criar consciência global e regional e informar políticas para evitar ou mitigar a disseminação dos vírus.

Para fins de comparação, um recente estudo na área da economia da saúde avaliou que o Brasil gastou R$ 2,3 bilhões com dengue, chikungunya e zika, apenas em 2016. Considerado conservador pelos próprios autores, o estudo calculou custos diretos, como atendimento e medicamentos e ausência no trabalho, e indiretos, como o combate ao mosquito vetor, mas excluiu, por exemplo, despesas com tratamento da microcefalia e anos de vida perdidos. Pode-se dizer que o Brasil pagou o preço alto pela inação.

O Boletim Epidemiológico 3/2018 do Ministério da Saúde divulgou que mais de 3 mil crianças nasceram com malformação em virtude do vírus zika entre os anos de 2015 e 2017. Por malformação compreende-se microcefalia, comprometimento do sistema nervoso central, epilepsia, deficiências auditivas e visuais, dificuldade de desenvolvimento psicomotor, além de prejuízos nos ossos e articulações. Entre mais de 15 mil notificações de suspeitas de zika, 507 crianças morreram, desconsiderando abortos e natimortos.

Esse número ganha corpo com a história de Henrique, de 2 anos. Diagnosticado com microcefalia causada pela zika, tem dificuldades de se manter de pé, sentar ou sustentar a cabeça. Pouco fala e mal enxerga. As atividades de fisioterapia, fonoaudiologia, estimulação visual e terapia ocupacional que o menino faz desde o nascimento não têm promovido melhoras expressivas e a mãe de Henrique, apesar da esperança, pouco sabe sobre seu futuro.

Cientistas vêm descobrindo e descrevendo os efeitos das epidemias virais na medida em que seus danos ocorrem. Do mesmo modo que autoridades administrativas na área da saúde tomam decisões no auge dessas emergências. A fragilidade das ações em saúde pública que reagem a propagação de vírus novos e reemergentes não é exclusividade do Brasil. Agora mesmo, assistimos os EUA definindo como lidar com o H3N2, um tipo de influenza A, no meio da crise.

Há muito ainda para ser desenvolvido em termos de tecnologias para diagnósticos e tratamentos. Medicamentos e vacinas levam de 10 a 20 para seu desenvolvimento completo. É um processo longo, complexo, custoso e de alto risco. Por outro lado, aproximadamente três novas doenças virais surgem a cada ano. De acordo com o Ministério da Saúde, em apenas dois anos o número de mortos pelo chikungunya subiu de 14 (2015) para 173 pessoas (2017).

As tecnologias disponíveis não dão conta dos efeitos causados pelas doenças virais emergentes, seja porque pensadas para um grupo limitado de pacientes ou por falta de capacidade de produção e distribuição que garanta o acesso imediato de alto volume de tratamento ou vacinas. O vírus H1N1, por exemplo, foi detectado em 2009 e infectou quase 2 bilhões de pessoas em 73 países. Nesse mesmo prazo, como resposta sanitária, apenas 17% da população global foi imunizada.

Pensar em política públicas de saúde e desenvolver medidas de reparação após a dispersão do vírus expõe a população a danos trágicos, como os de Henrique. Estudos recentes estimam que o mundo conhece apenas 1% dos vírus que podem causar doenças. Mudanças demográficas e ambientais, além do mercado global e trânsito internacional de pessoas, contribuem para o aumento e propagação de vírus novos e reemergentes, como HIV, ebola, Mers, síndrome respiratória aguda grave (SARS), dengue, chikungunya, zika etc.

Detecção precoce é elemento imprescindível para combater as doenças virais emergentes. Nossa capacidade de lidar com as próximas epidemias está limitada pelo desconhecimento sobre essas ameaças. O PVG pretende abastecer a comunidade global com informações necessárias para detectar, prevenir e agir de maneira proativa às epidemias emergentes, mitigando o risco de futuras epidemias reduzindo o impacto das doenças como a zika, que afetou Henrique e sua família. Se o objetivo for alcançado, o preço é insignificante.

CDTS/Fiocruz, por Renata Curi Hauegen
Fonte: AFN

Com apoio da Fapeam, pesquisador defende tese sobre movimentos sociais amazônicos no contexto de grandes projetos, na Unicamp

Estudo foi desenvolvido via o Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós- Graduados para o Interior do Estado do Amazonas

Na próxima sexta-feira (23) o doutorando em Educação e professor do curso de Comunicação Social – Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas em Parintins (Ufam/Parintins), Lucas Milhomens, defende a tese de doutorado “Movimentos Sociais e Redes de Mobilização na Amazônia: O Caso da Hidrelétrica de Belo Monte”, na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.

O estudo conta com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) via programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados para o Interior do Estado do Amazonas (Proint). O programa concede bolsa de mestrado e doutorado para profissionais graduados, residentes no interior do Estado do Amazonas há no mínimo quatro anos ou que mantenham relação de trabalho ou emprego com alguma instituição municipal, estadual ou federal sediada ou com unidade permanente no interior do Estado do Amazonas, interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em programa credenciado pela Capes, em instituições no Estado do Amazonas, localizadas em município diferente do de residência ou em outro Estado da Federação.

A pesquisa de doutorado aponta a importância dos movimentos sociais amazônicos na luta contra grandes projetos e seus impactos socioambientais. O estudo analisou os fatores históricos e socioculturais que viabilizaram o surgimento de uma série de grupos e movimentos sociais organizados, atuante na região, em especial em cidades como Altamira (PA).

“O município é permeado por uma sobreposição de conflitos sociais que datam desde o início do Governo Civil-Militar nos anos de 1960, onde foram planejados grandes projetos de infraestrutura que geraram uma série de impactos sociais, econômicos e ambientais, atingindo uma série de grupos, sobretudo povos tradicionais e populações indígenas. Como foi o caso da construção da rodovia Transamazônica nos anos de 1970 e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, inaugurada em 2016”, disse.

Cacique Raoni Kaiapó no Acampamento Terra Livre 2017

Cacique Raoni Kaiapó no Acampamento Terra Livre 2017 (foto: Lucas Milhomens)

 

Outro ponto abordado na tese do pesquisador diz respeito a centralidade dos movimentos sociais amazônicos, que além de visibilizar pautas pouco difundidas na opinião pública nacional (como os impactos gerados a diversas populações atingidas pela construção de usinas hidrelétricas e projetos mineradores) atuam.

Segundo o professor, sob o formato de “redes de mobilização”, um esquema onde diversos grupos e atores sociais fazem uso de um complexo repertório que vai desde a utilização contínua da Internet e seus inúmeros recursos comunicacionais (como sites de compartilhamento de vídeos, blogs, redes sociais etc.) até uma articulação global com parceiros nacionais e internacionais através de redes solidárias, visando apoiar e divulgar as bandeiras dos movimentos que lutam contra os grandes projetos na Amazônia e seus diversos impactos socioambientais.

Segundo o pesquisador, o estudo foi orientado pela professora da Unicamp, a doutora Maria da Glória Gohn, considerada uma das maiores especialistas em movimentos sociais da América Latina.

Lucas Milhomens defende a tese de doutorado na Faculdade de Educação da Unicamp

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

 

 

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Com apoio da Fapeam, pesquisador defende tese sobre movimentos sociais amazônicos no contexto de grandes projetos, na Unicamp

Estudo foi desenvolvido via o Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós- Graduados para o Interior do Estado do Amazonas

Na próxima sexta-feira (23) o doutorando em Educação e professor do curso de Comunicação Social – Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas em Parintins (Ufam/Parintins), Lucas Milhomens, defende a tese de doutorado “Movimentos Sociais e Redes de Mobilização na Amazônia: O Caso da Hidrelétrica de Belo Monte”, na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.

O estudo conta com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) via programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados para o Interior do Estado do Amazonas (Proint). O programa concede bolsa de mestrado e doutorado para profissionais graduados, residentes no interior do Estado do Amazonas há no mínimo quatro anos ou que mantenham relação de trabalho ou emprego com alguma instituição municipal, estadual ou federal sediada ou com unidade permanente no interior do Estado do Amazonas, interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em programa credenciado pela Capes, em instituições no Estado do Amazonas, localizadas em município diferente do de residência ou em outro Estado da Federação.

A pesquisa de doutorado aponta a importância dos movimentos sociais amazônicos na luta contra grandes projetos e seus impactos socioambientais. O estudo analisou os fatores históricos e socioculturais que viabilizaram o surgimento de uma série de grupos e movimentos sociais organizados, atuante na região, em especial em cidades como Altamira (PA).

“O município é permeado por uma sobreposição de conflitos sociais que datam desde o início do Governo Civil-Militar nos anos de 1960, onde foram planejados grandes projetos de infraestrutura que geraram uma série de impactos sociais, econômicos e ambientais, atingindo uma série de grupos, sobretudo povos tradicionais e populações indígenas. Como foi o caso da construção da rodovia Transamazônica nos anos de 1970 e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, inaugurada em 2016”, disse.

Cacique Raoni Kaiapó no Acampamento Terra Livre 2017

Cacique Raoni Kaiapó no Acampamento Terra Livre 2017 (foto: Lucas Milhomens)

 

Outro ponto abordado na tese do pesquisador diz respeito a centralidade dos movimentos sociais amazônicos, que além de visibilizar pautas pouco difundidas na opinião pública nacional (como os impactos gerados a diversas populações atingidas pela construção de usinas hidrelétricas e projetos mineradores) atuam.

Segundo o professor, sob o formato de “redes de mobilização”, um esquema onde diversos grupos e atores sociais fazem uso de um complexo repertório que vai desde a utilização contínua da Internet e seus inúmeros recursos comunicacionais (como sites de compartilhamento de vídeos, blogs, redes sociais etc.) até uma articulação global com parceiros nacionais e internacionais através de redes solidárias, visando apoiar e divulgar as bandeiras dos movimentos que lutam contra os grandes projetos na Amazônia e seus diversos impactos socioambientais.

Segundo o pesquisador, o estudo foi orientado pela professora da Unicamp, a doutora Maria da Glória Gohn, considerada uma das maiores especialistas em movimentos sociais da América Latina.

Lucas Milhomens defende a tese de doutorado na Faculdade de Educação da Unicamp

Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

 

 

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Prorrogadas as inscrições para o curso de doutorado em Clima e Ambiente do Inpa/UEA

A inscrição pode ser feita até o dia 2 de fevereiro de 2018. O processo contará com três etapas eliminatórias. 

Foram prorrogadas até o dia 2 de fevereiro de 2018 as inscrições para o curso de doutorado em Clima e Ambiente, uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). De acordo com a Coordenação de Capacitação (Cocap), o curso oferece 10 vagas com ingresso em março de 2018.

Pelo Edital Inpa/Cocap nº19, os interessados em participar do processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente (PPG-Cliamb) podem fazer a inscrição, por meio de formulário que deve ser preenchido, assinado e encaminhado em formato digital (PDF) para o email selecao.cliamb@gmail.com. O formulário está disponível em http://portal.inpa.gov.br/index.php/pos-graduacao/regulamentos-e-documentos.

O processo contará com três etapas eliminatórias. A primeira é análise curricular, a segunda é a avaliação do anteprojeto e a terceira, entrevista, todas coordenadas pela comissão de seleção.

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 Sobre o PPG-Cliamb

O PPG-Cliamb desenvolve pesquisas em diversas áreas tratando das questões dos impactos climáticos e ambientais na Amazônia advindos das mudanças de uso da terra na região e das mudanças climáticas globais, de maneira multi e interdisciplinar, na formação e treinamento de recursos humanos, e é aprovado pelo CAPES/MEC.

Fonte: Inpa

Foto: Luiz Claudio Marigo

 

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Infecção pós-operatória em pacientes com câncer na região da cabeça e pescoço é analisada em pesquisa

 

Estudo pioneiro no Amazonas é desenvolvido na FCecon. Os resultados deverão contribuir para medidas de prevenção no hospital

Saber quais são as áreas com maior índice de infecção pós-operatória em pacientes submetidos ao tratamento de câncer na região da cabeça e pescoço é à base de uma pesquisa científica desenvolvida na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O estudo é pioneiro no Estado e os resultados deverão contribuir para medidas de prevenção no hospital.

A pesquisa é realizada pela graduanda, Thaís Reinehr, que cursa o 3° ano de Medicina na Universidade Nilton Lins. O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa de Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Segundo Thaís, para o estudo serão avaliados pacientes que realizaram cirurgias no período de 2017 a 2018 na FCecon. Ano passado, 110 pacientes, com câncer na região da cabeça e pescoço, fizeram o procedimento no hospital.

No momento, a equipe trabalha na coleta de informações e traçando o perfil de cada paciente para saber o número de pessoas diagnosticadas com infecção pós-operatória e as principais áreas afetadas.

“O objetivo é avaliar a incidência de infecção pós-operatória durante a internação hospitalar. Por exemplo, se a infecção surge mais na cavidade oral, faringe ou laringe. Esse é o foco do nosso projeto avaliar as áreas mais comuns desse tipo de infecção. Com isso podemos traçar métodos de prevenção”, explicou.

Os resultados parciais da pesquisa deverão ser divulgados no mês de fevereiro na apresentação oral do PAIC parcial na FCecon.

Thaís disse ainda que na FCecon o número de cirurgias, relacionadas a cabeça e pescoço,   chega a  cinco  por semana.  E como está no início do projeto, a equipe já selecionou 10 pacientes que apresentaram infecção pós-operatória, mas o número deverá aumentar até o fim do projeto.

“Os benefícios que podemos destacar com esse projeto é que vamos compreender as principais causas e locais da infecção pós-operatória. Por exemplo, será que é algo relacionado com a equipe cirúrgica ou hospital que fazem surgir os casos de infecção? Por isso, estamos avaliando para, futuramente, contribuir com providências”, contou.

PAIC 

O programa visa disseminar o conhecimento científico por meio do envolvimento das instituições, pesquisadores e estudantes de graduação em todo o processo de investigação, proporcionando principalmente aos alunos a experiência prática e o desenvolvimento de habilidades em pesquisas.

“A experiência em participar de um projeto de iniciação científica é ótima porque aproxima o estudante de medicina do paciente. Além disso, aprendemos na prática com outros médicos sobre os procedimentos, por exemplo. Tudo isso contribui para nossa formação”, finalizou.

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Texto – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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Aplicativos E-Fapeam e Fapeam Docs estão disponíveis na plataforma iOS

Sistemas permitem acessar editais lançados, programas, tutoriais, serviços, redes sociais e notícias da Fapeam, entre outros serviços

Os aplicativos E-Fapeam e Fapeam Docs, que permitem o acesso ao conteúdo e as atividades desenvolvidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a partir de agora também estão disponíveis para download na plataforma  iOS, para usuários de Iphone e Ipad. Em 2017, foi lançada a versão Android dos aplicativos.

Os aplicativos desenvolvidos pela Fapeam, em parceria com o Centro de Treinamento Samsung Ocean e o Laboratório de Tecnologia, Inovação e Economia Criativa (Ludus), ambos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), estão disponíveis para download, de forma gratuita, no App Store e Google Store.

A novidade é que os aplicativos, tanto para sistema Android quanto para o iOS, têm novas ferramentas e interfaces que deixaram o aplicativo com  visual moderno e de fácil acesso para os usuários.

Com o E-Fapeam o usuário fica por dentro dos editais lançados, decisões do conselho, tutoriais, serviços, redes sociais e notícias da Fapeam, entre outros serviços. Já o Fapeam Docs oferece ao usuário acesso as revistas digitais, suplementos, catálogos, relatórios e demais documentos.

“Os sistemas foram desenvolvidos dentro do Ludus pelos alunos sob a supervisão dos professores. Os novos aplicativos agora funcionam no sistema iOS e Android. E possuem várias melhorias técnicas e desempenho em relação a versão anterior”, disse o coordenador do projeto, o doutor Jucimar Silva.

Usuários

A pesquisadora e doutora em Ciências Biológicas, Yamile Benaion Alencar, disse que com os aplicativos da Fapeam os pesquisadores e demais usuários da plataforma online da instituição ganham rapidez no acesso a todas as informações científicas, o que dinamiza o processo de interação dos usuários com a instituição.

“Hoje os recursos da área de tecnologia da informação são indispensáveis para maior rapidez das informações importantes que a Fapeam disponibiliza diariamente e que contribuem de forma significativa para disseminação das informações de natureza técnica e cientifica em nossa região. Acredito que isso beneficia a todos os usuários e, principalmente, nós os pesquisadores que necessitamos estar por dentro dos lançamentos dos editais, tutoriais de prestação de contas e notícias relacionadas as nossas pesquisas”, informou.

Para a graduanda em Enfermagem, Nataly Alves, que acompanha as notícias do cenário científico no portal eletrônico e na revista da instituição, disse que com aplicativo será mais fácil se manter informada sobre o que acontece no cenário de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) no Amazonas.

“Fico feliz em saber que a Fapeam disponibilizou os aplicativos para as duas plataformas. Hoje em dia, o smartphone, por exemplo, é um item indispensável para maioria das pessoas. Por isso, criar a ferramenta é permitir que os usuários possam ter acesso a tudo isso com apenas um clique, na palma da mão”, disse.

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Texto e fotos – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

 

 

 

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Pesquisa utilizará almofadas com dispositivos de áudio com objetivo de trazer mais conforto a pacientes da FCecon

No momento, a equipe trabalha na confecção das almofadas e finaliza a produção dos dispositivos de áudio

Uma almofada com um dispositivo de áudio será colocada em teste com objetivo de trazer mais conforto e qualidade de vida aos pacientes atendidos na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).  O equipamento foi desenvolvido pelos estudantes do Programa de Educação Tutorial (PET) de Computação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e será avaliado na prática por meio de um estudo desenvolvido pelo graduando em Medicina Mateus Catique, que está no 3º ano do curso na Ufam.

O ‘Estudo de Alternativa Humanizadora e seu Reflexo na Terapia Medicamentosa e Qualidade de Vida de Pacientes em Tratamento Quimioterápico no Serviço de Cuidados Paliativos da FCecon’, realizado por Mateus Catique, é desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) via Programa de Apoio à Pesquisa Científica (Paic).

“Estamos estudando uma alternativa, no caso deste trabalho, será feito por meio de dispositivos de áudio dentro de almofadas para os pacientes se sentirem mais confortáveis dentro do hospital e terem um contato mais próximo com os familiares. Uma vez que existe o limite de pessoas para visitação”, explicou.

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Segundo Catique, o aparelho de áudio é semelhante ao MP3, mas com algumas especificações para ser trabalhado em conjunto com a almofada.

“ O objetivo é que o dispositivo grave as mensagens dos familiares, religiosas, ou de algo que o paciente goste. É importante que tudo que será colocado no dispositivo de áudio remeta a alegria para o paciente. Tudo isso tem como objetivo fazer com que a pessoa se sinta mais confortável durante o período em que ficará no hospital”, disse.

A ideia é que a pesquisa seja feita com pacientes que permaneçam por, no mínimo, cinco dias no hospital e que estejam sob a atenção do Serviço de Tratamento da Dor e Cuidados Paliativos da FCecon.

Catique, que participa também do PET em Medicina da Ufam, disse que a questão da humanização dos pacientes é um dos assuntos priorizados durante a graduação. O estudante afirma também que existem estudos que comprovam que uma melhor estadia no hospital é capaz de proporcionar melhores resultados durante o tratamento.

Além de proporcionar mais conforto aos pacientes, o estudante disse que será feito um levantamento para saber os benefícios que as almofadas eletrônicas irão trazer para o paciente e de que forma isso irá impactar no tratamento.

No momento, a equipe trabalha na confecção das almofadas e na finalização da produção dos dispositivos de áudio. O estudo também está tramitando pelo Comitê de Ética e Pesquisa.

“Após a aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa, vamos começar a entrevistar os pacientes para selecionar os interessados em participar do estudo e também saber quais são as mensagens e o que eles gostariam que o dispositivo trouxesse até eles, assim como ensinar sobre o uso”, disse Catique.

 PAIC 

O programa visa disseminar o conhecimento científico por meio do envolvimento das instituições, pesquisadores e estudantes de graduação em todo o processo de investigação, proporcionando principalmente aos alunos a experiência prática e o desenvolvimento de habilidades em pesquisas.

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/Fapeam

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Fapeam recebe propostas para 2ª chamada do PAREV até o dia 19 de fevereiro

Programa apoia a realização de eventos de cunho científico e tecnológico ocorrentes no período de julho a dezembro de 2018

Os interessados em submeter projeto na 2ª chamada do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (PAREV) têm até o dia 19 de fevereiro de 2018  para submeter propostas no programa.  O PAREV tem como objetivo  divulgar os resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

Esta chamada apoia a realização de eventos de cunho científico e tecnológico ocorrentes no período de julho a dezembro de 2018. Os eventos devem estar relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação como: congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho.

A segunda chamada do PAREV conta com um investimento na ordem de R$750 mil. O programa  é uma ação do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Um dos requisitos para participar do edital é ter vínculo empregatício com instituição de pesquisa e ensino superior, centros de pesquisas, órgãos públicos sediados ou com unidade permanente no Amazonas, a partir de agora denominados instituição executora do evento e ter título de doutor. Conforme o edital, a publicação com os resultados das propostas serão divulgadas em março 2018.

A proposta deverá ser apresentada em versão eletrônica por intermédio do formulário contido no Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SIGFapeam), disponível na página eletrônica da instituição. Para acessar o formulário eletrônico, o proponente deverá utilizar seu login e senha previamente cadastrados.

Novos usuários deverão realizar o cadastramento no banco de pesquisadores da Fapeam, no endereço supracitado. Além do envio do Formulário on line, via SIGFapeam, a submissão da proposta requer também a apresentação da Documentação Complementar a ser anexada ao sistema SIGFapeam, como especificado no edital.

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Acesse o edital clique aqui

Texto e fotos – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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Pesquisa desenvolve creme à base de jucá no tratamento alternativo contra a Leishmaniose

Resultados da pesquisa indicam que tratamento da leishmaniose tegumentar com o produto microemulsionado, à base de jucá, aumenta a eficácia do tratamento e reduz efeitos colaterais apresentados pelas dolorosas injeções de Glucantime

Uma árvore amazônica, o jucá (Libidibia ferrea), utilizada pelos ribeirinhos como remédio caseiro para diversas enfermidades, pode ser transformada em um novo medicamento alternativo associado à medicação preconizada pelo Ministério da Saúde, o Glucantime, para agir como coadjuvante no tratamento da Leishmaniose tegumentar, doença infecciosa que compromete pele e mucosas. A planta também conhecida como pau-ferro está em estudo no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

De acordo com o farmacêutico e doutorando em inovação farmacêutica Bruno Jensen, a pesquisa está em fase de experimentação pré-clínica e restrita a roedores. Os resultados mostraram que o grupo controle que não recebeu tratamento teve uma evolução clínica das lesões cutâneas de 300% maior que o período do inóculo inicial (aquele que dá origem às primeiras infecções) do parasita. Já as lesões tratadas com a microemulsão desenvolvida (formulação translúcida) incorporada com a fração substância encontrada no jucá (diclorometano) tiveram um crescimento de apenas 25%.

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Já na comparação entre os grupos tratados – um com a microemulsão e o outro com o Glucantime – medicação preconizada pelo Ministério da Saúde (MS) como primeira escolha para o tratamento da leishmaniose -, foi possível observar que não houve diferença estatística quanto à evolução das lesões.

Na opinião de Jensen, isto significa um aspecto bastante positivo, pois o tratamento desse tipo de leishmaniose poderia ser complementado com o produto microemulsionado, à base de jucá, aumentando a eficácia do tratamento das feridas e reduzindo os efeitos colaterais apresentados a partir da administração da medicação única indicada pelo MS. “A partir daí surge à necessidade de novas alternativas para buscar um medicamento mais eficaz e com menos efeitos colaterais”, alerta Jensen.

Atualmente os pesquisadores conseguiram desenvolver um fitoterápico tópico, composto menos refinado por se tratar do uso de parte da planta, como alternativa da terapia para a Leishmaniose. Os próximos passos da pesquisa é desenvolver um fitofármaco com a molécula isolada mais ativa e incorporada na formulação farmacêutica. “Com isso, será possível viabilizar um medicamento com maior eficácia e com mínimas reações adversas. No momento, estamos abertos a colaboradores para proporcionar o avanço da pesquisa que já vem demonstrando resultados positivos”.

Causada por protozoários do gênero Leishmania, a leishmaniose é dividida em tegumentar (LT), que ataca pele e mucosas, e visceral (LV), conhecida como calazar, que atinge órgãos internos como fígado e baço. A LT possui alta capacidade de produzir deformidades.

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A doença é transmitida ao homem e outras espécies de mamíferos por insetos vetores ou transmissores chamados de flebotomíneos, também conhecidos como birigui, cangalhinha e mosquito-palha. A LT, único tipo registrado no Amazonas, é tratada principalmente com Glucantime e Pentamidina, injeções dolorosas que contribuem para que muitos pacientes desistam do tratamento.

Por ano, as leishmanioses afetam cerca de 2 milhões de pessoas no mundo, com registro anual de 0,7 a 1,3 milhão de novos casos da tegumentar, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, em 2015 foram registrados 19.395 casos de LT, 72% deles no Norte (8.939) e Nordeste (5.152) do Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde (MS). O Amazonas ocupa a terceira posição com maior número de casos do Brasil (1.645), ficando atrás apenas do Pará (3.610) e Maranhão (1.684). Os casos identificados no Estado são encaminhados para tratamento nas Fundações de Medicina Tropical e Alfredo da Mata.

 

Fitofármaco

Durante um ano de experimentação (2017), a pesquisa foi objeto de mestrado do farmacêutico Bruno Bezerra Jensen. O grupo de pesquisa do Laboratório de Leishmaniose e Doenças de Chagas do Inpa vem investigando os estudos de frações da árvore do jucá que já tinham apresentado resultados satisfatórios. Agora, a pesquisa prossegue no doutorado em Inovação Farmacêutica da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) com orientação da pesquisadora do Inpa, a doutora Antonia Maria Ramos Franco, líder do grupo de pesquisa.

Na opinião de Franco, o desenvolvimento de novos fármacos é importante e de extrema necessidade para um País que necessita reduzir os custos com relação ao tratamento de uma doença considerada negligenciada – aquelas causadas por agentes infecciosos ou parasitas e que afetam, principalmente, as pessoas de menor poder aquisitivo.

De acordo com Franco, apesar de tratar-se da vagem do jucá e de suas propriedades farmacológicas, o creme tópico utiliza outras substâncias que juntos auxiliam no tratamento. “Nosso creme é uma formulação própria feito em laboratório, então, não basta pensar que usando o chá ou ralando a vagem e aplicando na ferida que se terá o mesmo resultado ou a cura. Isso não vai acontecer”, alertou.

Busca de parceiros

“Somos especialistas na realização de pesquisas científicas envolvendo este tipo de enfermidade, que é considerada um grande problema mundial, não só no Brasil”, diz a pesquisadora. “Agora, estamos iniciando uma nova etapa que vem a ser a busca por parceiros que tenham interesse em produzir esse fitoterápico à base de jucá em escala industrial, como método alternativo auxiliar no tratamento da leishmaniose e estamos abertos para novas parcerias”, ressalta Franco.

As investigações no Laboratório de Leishmaniose e Doenças de Chagas acontecem a partir do envolvimento da descoberta de novos tratamentos e também no contato com os pacientes que comentam com os pesquisadores o uso de chás e emplastos de ervas para diferentes enfermidades. Para a pesquisadora, esse contato com o paciente é de grande importância para as pesquisas básicas.

“Os resultados promissores obtidos pelos estudos iniciados pela professora Claudia Dantas (2015) motivou-nos a dar continuidade à investigação dessafração (diclorometano), que demonstrou ter um grande potencial na área farmacêutica e na aplicação da terapia da leishmaniose”, diz o doutorando Bruno Jensen.

Potencial

De acordo com o doutorando, o enfoque central do estudo é o desenvolvimento de um fitofármaco (preparações feitas com plantas medicinais ou com os princípios ativos retiradas delas) que será trabalhado a partir dafração diclorometanoe noisolamento de substâncias mais ativas encontradas no jucá para uma nova formulação.

A pesquisa da Dra. Dantas selecionou partes do jucá e avaliou inúmeros extratos. Procurou-se modificar e potencializar a eficácia da fração obtida a partir do extrato de jucá, que obteve maior potencial de atividade, mas que precisava ser melhor estudado. A pesquisa contou com a colaboração da doutora Maria da Paz, do Laboratório de Química de Produtos Naturais do Inpa e da professora doutora Katia Solange, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Ufam, que também coorienta o doutorado de Jensen.

O uso da tecnologia farmacêutica permitiu a elaboração de um novo produto biotecnológico, que passará por um processo de pedido de patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Jensen explica que a microemulsão, uma formulação translúcida, é um sistema que apresenta inúmeras vantagens por ser um sistema de controle de liberação de fármacos, de escala nanométrica, e apresentar-se termodinamicamente estável. “Esta tecnologia vem sendo bastante utilizada nas ciências farmacêuticas, permitindo a sua aplicação para o desenvolvimento de formulações com substâncias com atividades antiinflamatórias, analgésicas e antimicrobianas”, destaca.

A pesquisa

Com base nos pontos positivos quanto à formulação da microemulsão, foram desenvolvidas quatro frações. Segundo Jensen, resolveu-se incorporar a fração diclorometano encontrada no jucá – que em ensaios in vitro e in vivo na emulsão desenvolvida na tese da Dra. Claudia, demonstrou ter um grande potencial de atividade –  e aplicar numa microemulsão, que foi objeto de estudo de seu mestrado.

A partir do estudo com a microemulsão, foi realizada a caracterização desse produto, que resultou em formulações estáveis e com parâmetros ideais condizentes com a literatura. Quanto à aplicação da nova formulação no tratamento da leishmaniose, não foram observadas ações de toxicidade cutânea e demonstrou-se bem permeável.

Jensen relata que conforme os resultados finais foi possível constatar que houve um controle do crescimento das lesões dos animais de experimentação que estavam infectados, comparado com outro grupo que não recebeu nenhum tipo de tratamento.

Fonte:  Inpa

 

 

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Exposição fotográfica retrata Teatro Amazonas e seu entorno sob o olhar de estudantes

 A exposição acontece no Teatro Chaminé ate o dia 2 de fevereiro. As fotografias foram feitas por alunos do IEA

O Teatro Amazonas e seu entorno foram registrados de ângulos diferentes pelas lentes dos alunos do Instituto de Educação do Amazonas (IEA). As fotografias fazem parte da exposição “Minha Cultura, Meu Maior Patrimônio”, que está no Teatro Chaminé, no Centro de Manaus, até o dia 2 de fevereiro de 2018.

A ação que contribui para a valorização da cultura conta 30 registros fotográficos. A exposição está aberta para visitação de terça a sábado, 13h às 17h. No domingo de 11h às 15h. A entrada é gratuita.

A exposição fotográfica é uma das fases do projeto intitulado ‘Minha cultura, meu maior patrimônio: a valorização dos patrimônios materiais do centro histórico de Manaus pelos alunos do 6º e 7º anos do IEA’, aprovado na edição 2017 do Programa Ciência na Escola (PCE).

De acordo com a coordenadora do projeto, Denise Bezerra, o público que visitar a exposição poderá encontrar por meio das fotografias o olhar dos estudantes através da valorização dos patrimônios históricos de Manaus.

“Esta é uma das atividades desenvolvidas dentro do projeto do PCE 2017. Após a exposição, pensamos em fazer com as fotos um leilão beneficente em prol do Abrigo Coração do Pai, bairro Japiim. As peças serão leiloadas e expostas no abrigo com objetivo de fazer com que as pessoas conheçam e ajudem o local. A data do evento ainda está sendo definida. Mas, quem visitar a exposição já pode escolher a fotografia e deixar anotado o lance”, contou a professora.

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Exposição fotográfica é uma das fases do projeto desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE)

Antes da exposição, as histórias por trás dos patrimônios materiais do centro histórico de Manaus estavam sendo conhecidas e registradas pelos alunos  a partir da perspectiva artística, educação patrimonial e alfabetização científica.

O projeto do PCE também contou com a parceria dos graduandos do curso de Comunicação Social-Relações Públicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A parceria possibilitou a realização de cursos e oficinas de fotografias para os alunos do IEA.

A bolsista de alfabetização científica, Marcella Wolfarth, que participa pela segunda vez do PCE, conta que a exposição mostra uma parte do aprendizado adquirido na sala de aula e que o público pode conferir de perto este trabalho.

“Tivemos oficinas com os alunos da Ufam que passaram dicas sobre ângulos e o uso da câmera para fazermos as melhores fotografias. No projeto, procuramos saber mais sobre os monumentos, teve toda uma pesquisa antes de fazermos as fotos. As fotografias, que fazem parte da exposição, mostram detalhes que muitas vezes passam despercebidos pela população”, disse Marcella.

A bolsista do PCE, Leika Silveira, disse que foi gratificante fazer o registro do Teatro Amazonas e do entorno.

“A cada registro foi possível conhecer mais sobre a história de cada local. Por meio do projeto, percebemos que os patrimônios culturais da nossa cidade devem ser valorizados e preservados”, contou a estudante.

Para a aluna, Rayandra Paz,  foi um privilégio participar do projeto e ver o trabalho fazer parte de uma exposição. Uma experiência, segundo ela, que levará para a vida.

“Eu consegui fazer foto próximo ao Teatro Amazonas e da Igreja São Sebastião. Muitas pessoas que moram em Manaus não conhecem os pontos turísticos da cidade, como estudante tive essa oportunidade de conhecer e saber a história deles”, disse Rayandra.

FOTO EXPOSIÇÃO TEATRO CHAMINÉ

Exposição conta 30 registros fotográficos e fica aberta para visitação de terça a sábado, 13h às 17h. No domingo de 11h às 15h. A entrada é gratuita.

 

PCE

O PCE incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico.

A atividade é realizada com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

A edição 2017 do PCE, contou com 396 propostas aprovadas que contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado.

A Secretária Executiva Adjunta Pedagógica da Seduc, Luciana Cáuper, destacou que o programa dar suporte  na capacitação técnica do professor em relação a  área científica, tecnológica e inovadora e que isso contribui na formação dos alunos.

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Coordenadora do projeto na escola com os alunos expositores e a Secretária Executiva Adjunta Pedagógica da Seduc, Luciana Cáuper

“É um programa que contribui com  todo o desenvolvimento da escola, porque eles passam a ter contado com a pesquisa científica aliada as práticas pedagógicas que já estão sendo desenvolvidas na escola. Isso é muito positivo para os alunos e para a escola”, contou.

A coordenadora institucional do PCE/ Seduc, Simara Couto de Abrantes, disse que o programa é muito importante para os alunos e professores, uma vez que o incentivo a pesquisa desperta no aluno o interesse para pesquisa científica.

“Este incentivo, desde a educação básica, faz com que o aluno tenha mais interesse e certeza também sobre a área que irá seguir e continuar trilhando o caminho da ciência”, disse.

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Texto e fotos – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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