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Estudo científico pretende identificar a resistência de fungo causador de doenças em lavouras

Com apoio da Fapeam, pesquisa tem o intuito de mapear a ocorrência de resistência de fungos a fungicidas no Amazonas

Identificar a resistência do fungo fitopatogênico Corynespora cassiicola, causador da doença conhecida como mancha-alvo, a fungicidas disponíveis no mercado, e que são amplamente utilizados nas lavouras por produtores rurais de municípios do Amazonas, é base de um estudo científico realizado por pesquisadores da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Segundo a coordenadora da pesquisa, a doutora em Fitopatologia Jania Lília da Silva Bentes, a mancha-alvo é uma doença que acomete várias espécies de cultivo suscetíveis a ação do fungo como, por exemplo, o tomate, o pepino, a berinjela, o mamão e a soja. É um fitopatógeno de parte aérea, ou seja, ele causa doença nas folhas, nos ramos e até nos frutos.

A presença da doença é caracterizada por lesões que se iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares de coloração castanho-clara a castanho-escura, e provoca a queda de folhas, podendo levar a planta à morte.

A pesquisa é desenvolvida com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas.

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Pesquisa quer identificar a resistência do fungo fitopatogênico Corynespora cassiicola, causador da doença mancha-alvo

Pesquisa

Jania explicou que o objetivo do estudo é identificar a presença e distribuição de variantes do fungo resistentes aos principais grupos de fungicidas utilizados nas plantações para o controle de doenças nas lavouras do Amazonas.

“O intuito é avaliar a sensibilidade, in vitro e em campo, do fungo Corynespora cassiicola aos principais grupos químicos (fungicidas) usados para controle da doença no Brasil”, disse.

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Estudo é coordenado pela doutora em Fitopatologia Jania Lília da Silva Bentes, da Universidade Federal do Amazonas

A coordenadora pontua ainda que vários dispositivos podem ser responsáveis pela resistência dos fungos aos fungicidas, e o principal deles é a mutação, que é um mecanismo de geração de variabilidade genética que ocorre naturalmente nas populações de microrganismos.

“A resistência a fungicidas é favorecida principalmente pelo uso contínuo do mesmo produto, manejo, dose e intervalos de aplicação inadequados dos fungicidas, podendo auxiliar o surgimento desses variantes resistentes na população do patógeno no campo”, destacou.

Apesar da contribuição que os fungicidas proporcionam no controle de doenças, o uso intensivo pode ter como consequência a seleção isolados de fungos menos sensíveis ou resistentes a esses compostos químicos.

“Não existe um produto químico registrado no Ministério da Agricultura para controle desse patógeno em tomate. Então, é preciso aprender a manejar e a resolver um problema que também é da nossa região”, disse.

Para o estudo os pesquisadores vão avaliar a sensibilidade, in vitro, do fitopatógeno, na presença dos seguintes fungicidas, Tebuconazol, Clorotalonil, Carbendazim, Boscalida e Azoxistrobin, e em diferentes plantações localizadas em municípios do Amazonas, como, por exemplo, Manaus, Iranduba, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Rio Preto da Eva e Humaitá.

“Nessa fase da pesquisa pretendemos identificar a ocorrência em regiões produtoras do Estado e verificar a distribuição dessa ocorrência de fungicidas nas lavouras”, detalhou.

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Pesquisa é desenvolvida na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade Federal do Amazonas

Início

Os pesquisadores começaram a investigar a resistência dos fungos aos fungicidas porque desconfiam que os produtores rurais utilizem produtos químicos no campo que não estão apresentando eficiência esperada no controle da mancha-alvo.

“Provavelmente os produtores estão usando produto químico que não está sendo eficiente no controle das doenças, e consequentemente gerando dano econômico e ambiental. Por isso a intenção com os estudos é apresentar para o produtor rural melhores estratégias de manejo da doença”, informou.

A pesquisa está em fase inicial com as coletas de amostras, em campo, para a análise e identificação molecular dos isolados.

Experimento

A pesquisadora explica que a primeira etapa do estudo será para testar, nas análises de laboratório, o crescimento e a reprodução de isolados de C.cassiicola resistentes na presença de diferentes fungicidas, e também avaliar a resistência por meio de inoculação em plantas de tomate.

“Escolhemos o tomate porque é o principal hospedeiro desse patógeno aqui na região”, informou a pesquisadora.

Os experimentos estão sendo feitos em parte no laboratório de Microbiologia e Fitopatologia da FCA/Ufam. Os testes em campo serão realizados no setor de produção vegetal da FCA, na Fazenda Experimental da Ufam e em possíveis áreas rurais que forem firmadas parcerias para experimentação científica.

Etapas da pesquisa

A coordenadora explica que a pesquisa começa com a coleta em campo, em diferentes municípios, das espécies vegetais hospedeiras do patógeno.

Esse material coletado são folhas apresentando sintomas típicos da doença. Nós trazemos para o laboratório, é feito o preparo das lâminas para a identificação morfológica da presença do patógeno nesse material, depois fazemos o isolamento, e em seguida a identificação molecular do fungo com base em marcadores genéticos para identificação da espécie Corynesposa cassiicola, e a partir daí são feitos os testes de inibição in vitro”, explicou a pesquisadora.

Testes com os fungicidas

A pesquisadora menciona que para os testes serão usados diferentes tipos de fungicidas, de diferentes grupos químicos para avaliar a inibição ou não do crescimento do fungo em placa de petri.

“Depois que nós identificamos a presença desses isolados sensíveis ou não sensíveis, partimos para os experimentos em casa de vegetação onde vamos cultivar as plantas de tomateiro, com a inoculação de fungos tanto sensível como não sensível ao fungicida e em seguida vamos aplicar o produto para verificar o comportamento do fungo também na planta, porque muitas vezes o comportamento desse  fitopatógeno pode variar nos testes de laboratório e na presença planta hospedeira”, explicou Jania.

A coordenadora explica que depois dessa avaliação dos fungicidas na presença das plantas, os pesquisadores irão correlacionar os resultados com a distribuição desses variantes resistentes nas diferentes áreas de coleta.

“Essa análise é para ter um entendimento dos locais que podem está ocorrendo ou não à presença desses variantes resistentes nas áreas produtoras do nosso Estado”, mencionou a pesquisadora.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Atividades culturais e palestras marcam a SNCT 2018

Evento tem como principal meta a difusão das ações de ciência e tecnologia no meio estudantil e comunidade em geral

Exposições, atividades culturais e palestras marcaram o último dia da 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, bairro Flores, Zona Sul de Manaus.

O evento reuniu mais de 30 instituições, 54 estandes e 10 startups. Estudantes, pesquisadores e professores estiveram presentes para visitação.

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Estudantes, pesquisadores e professores estiveram presentes para visitação no estande da Fapeam

Segundo o secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), João Prestes Schneider, a disseminação da ciência é algo importante. Segundo ele, é preciso valorizar o que tem sido feito na região no campo científico.

Sobre o cenário da CT&I para 2019, Schneider disse que é preciso priorizar segmentos da ciência com aplicação amazônica como as áreas da Biotecnologia, Botânica, Ciências Naturais, Hidrologia, entre outros.

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Secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), João Prestes Schneider

“Vivemos na maior bacia hidrográfica no mundo, então, os maiores especialistas de água têm que está na região. Sabemos que muitas áreas da ciência não se aplicam na Amazônia, elas têm que ser adaptadas às condições locais. Estamos disseminando a nossa ciência na região. A ciência é aberta, por isso é importante ter uma interação com o mundo todo”, disse.

A SNCT 2018  trouxe o tema ‘Ciência para Redução das Desigualdades’, para o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, a ciência tem um papel importante para mudar esse cenário. Segundo ele, a ciência é capaz de contribuir, por exemplo, na formação das pessoas por meio do contato das crianças, ainda na educação básica, com o cenário científico.

Reis citou como exemplo o Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam, conhecido por incentivar a aproximação da ciência no ambiente escolar, visando à participação de professores e estudantes, por meio de projetos de Iniciação Científica Junior (ICT/JR).

“Quando se aplica a ciência no dia a dia das pessoas a gente também promove a eliminação dessas desigualdades, pois por meio dos estudos científicos é possível promover uma infraestrutura na área da saúde, qualidade de vida e oportunidades para as pessoas alcançarem patamares maiores. A ciência em todas suas vertentes é uma promotora da eliminação das desigualdades”, disse o diretor técnico-científico da Fapeam.

Atividade

Uma das atividades da programação do último dia da SNCT foi à palestra “Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência Visual na Educação”, organizada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped), ministrada pelo sociólogo Ricardo Souza. Para ele é muito importante poder mostrar as pessoas, que mesmo com limitações elas podem trabalhar regularmente.

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Palestra intitulada “Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência Visual na Educação” foi organizada pela Seped

“Participo de palestras como voluntário para motivar pessoas mostrando que mesmo com a limitação visual elas podem trabalhar e realizar projetos. Apenas precisamos de mais incentivos de inclusão social”, disse.

Projetos

Mais de 20 projetos de escolas estaduais do Amazonas, vinculados ao PCE foram apresentados durantes os dois dias do evento. Um dos projetos apresentados foi o intitulado “O Estudo da Pintura Corporal nos Jogos Indígenas do Brasil”.

Coordenado pelo professor Jhones Pereira, o projeto é desenvolvido na Escola Estadual Governador  Melo Póvoas, bairro Santo Antônio, zona Oeste de Manaus. A proposta do trabalho é proporcionar aos alunos conhecimento da cultura dos povos indígenas.

“No projeto os alunos têm a oportunidade de conhecer mais sobre os saberes dos povos indígenas e as diversas formas de manifestações da cultura corporal”, contou.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Fapeam apresenta ações e programas para acadêmicos da Fametro

Estudantes conheceram os principais programas da Fapeam e as ações desenvolvidas para impulsionar o cenário de CT&I no Amazonas

Uma parte das ações e atividades desenvolvidas pela a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) foi apresentada para a comunidade acadêmica da Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro), na manhã dessa quarta-feira (7). A palestra faz parte do ciclo de apresentações do projeto ‘Fapeam nas Universidades’, que tem o objetivo de aproximar e estimular os acadêmicos a participarem dos programas realizados pela Fundação.

Na ocasião, o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, falou sobre as linhas de pesquisas e programas fomentados pela instituição na formação de recursos humanos, pesquisa, empreendedorismo e inovação.

“Com o projeto ‘Fapeam nas Universidades’ queremos levar para alunos e professores informações sobre a atuação da Fapeam. Acreditamos que essa ação possibilita o esclarecimento de dúvidas e incentiva a comunidade acadêmica, da rede pública e privada, a participar dos programas da fundação”, contou.

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‘Fapeam nas Universidades’ tem o objetivo de aproximar e estimular os acadêmicos a participarem dos programas realizados pela Fundação

 

Graduanda em Arquitetura e Urbanismo na Fametro, Josielen Leandro, disse que a iniciativa da Fapeam é inovadora, principalmente por levar o projeto em instituições de ensino superior da rede privada.

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Josielen foi bolsista do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam

“Acredito que a Fapeam foi certeira, o projeto é brilhante, pois o gestor se propôs a fazer mais que a sua função de apenas gerir. Ele está promovendo o conhecimento”, afirma a estudante.

Josielen foi bolsista do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam quando estava no Ensino Médio. Segundo ela, participar do projeto de iniciação científica foi um diferencial para sua vida acadêmica.

“Participei por meio de um projeto na área de Biologia. Eu acredito que o PCE foi importante para chegar à graduação, penso em ir além com o mestrado e doutorado. Geralmente, quando você vem de escola pública pensa apenas em terminar o Ensino Médio e entrar no mercado de trabalho, não se tem a visão de ir além”, contou.

Programas

Durante a palestra, o diretor técnico-científico da Fapeam destacou o Programa de Apoio à Empresas Juniores, que visa à ampliação e o aprimoramento das atividades desenvolvidas por essas empresas, a fim de promover o aumento das atividades de inovação e o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Segundo Reis, a Fapeam é a segunda Fundação de Amparo à Pesquisa do país a fomentar iniciativas voltadas para o segmento. O programa, lançado no mês de abril, apoia 12 empresas juniores.

Reis falou ainda sobre os programas que ofertam bolsas de mestrado e doutorado como o Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos para o Interior do Estado do Amazonas (PROINT-AM), que concede bolsa de mestrado e doutorado a profissionais graduados residentes no interior do Estado.

Ele também destacou o Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado do Amazonas (PROPG-CAPES/Fapeam), que possibilita residentes no Amazonas realizar Pós-Graduação em nível de mestrado ou doutorado em outros Estados da Federação, em áreas estratégicas nas quais o Amazonas ainda não possui.

Faculdade 

A coordenadora de Pesquisa da Fametro, Suelania Figueiredo, disse que ação da Fapeam de levar para dentro da academia a atuação da Fundação e as linhas pesquisas é algo importante.

Segundo Suelania, o ensino superior não se sustenta apenas em aulas expositivas e sim por meio do tripé: ensino, pesquisa e extensão.

“Somos uma instituição de ensino superior privada com fins lucrativos e nos foi colocado que há uma possibilidade de convênios com a Fapeam para projetos. A Fapeam com essa abrangência e acolhimento com os alunos irá melhorar a formação de capital humano do nosso Estado”, destacou.

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Uma parte das ações e atividades desenvolvidas pela Fapeam foi apresentada para a comunidade acadêmica da Fametro

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Fapeam fortalece interiorização da CT&I no Estado

Uma série de eventos em municípios do interior acontecerá no segundo semestre deste ano, contando com investimentos da Fapeam por meio do Parev

 A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) tem intensificado ações de interiorização da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Diversos eventos na área estão previstos para serem realizados no segundo semestre deste ano, em municípios do interior do Estado, com investimentos do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos (Parev).

Até o próximo dia seis de julho, ocorre o “15˚ Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia (Simcon)”. Realizado tradicionalmente na sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), o simpósio objetiva divulgar as pesquisas desenvolvidas pelo IDSM voltadas tanto para a conservação da Biodiversidade quanto para o manejo de recursos naturais e melhoria da qualidade de vida das populações locais.

Neste ano, serão debatidos os seguintes temas: Biogeografia, Extrativismo, Biodiversidade, Taxonomia de Peixes e ainda, Desenho Científico. O diretor-geral do Instituto Mamirauá, Helder Queiroz, será um dos palestrantes, abordando sobre “O papel do extrativismo das populações locais e a conservação e o desenvolvimento sustentável na Amazônia”. Também haverá apresentação de resultados do projeto Providence, que compreende um sistema de monitoramento criado para rastrear espécies da biodiversidade da Amazônia por meio de imagem, som e transmissão remota de dados. De acordo com o diretor de Pesquisa do Instituto Mamirauá, Emiliano Ramalho, “dentro de um cenário atual em que há desinvestimento em Ciência, é preciso valorizar o investimento que o Governo do Estado, por meio da Fapeam, tem feito na área”.

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Outro evento que contará com o apoio da Fapeam é o “I Workshop de Modelagem do Balanço de Energia de Superfície por Sensoriamento Remoto na Amazônia”, a ser realizado de 24 a 28 de setembro, no Instituto de Educação Agricultura e Ambiente, da Universidade Federal do Amazonas (IEAA/ UFAM), em Humaitá. Com o objetivo de debater sobre entender sobre as principais variáveis meteorológicas na interface biosfera-atmosfera, bem como observar o impacto na mudança do uso e cobertura da terra nas variáveis meteorológicas na região amazônica, o workshop contará com palestrantes locais e nacionais, entre os quais, Dr. Marcelo Biudes e Dra. Nadja Machado, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e ainda o Dr. Marcos Antônio Lima Moura, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

“Ao final do evento, pretende-se confeccionar um livro apontando em escala regional os impactos da mudança do uso e cobertura da terra no Amazonas (principalmente no eixo sul, que faz parte do arco do desmatamento) e espera-se com esse material, subsidiar pesquisas que envolvam possíveis impactos climáticos causados pela substituição da cobertura natural da floresta amazônica”, explica o coordenador do evento, Carlos Alexandre Querino. Ele destaca a importância da Fapeam para a realização de eventos técnico-científicos em municípios do interior: “É imprescindível o incentivo que a Fapeam vem dando, principalmente para os IFs (Institutos Federais) fora da capital, o que possibilita a abertura de fronteira com outras instituições do Brasil, alavancando as pesquisas no interior do Estado”. Em breve, será lançado o site oficial do workshop com toda a programação. Por enquanto, o contato pode ser feito pelo e-mail  carlosquerino@ufam.edu.br.

A “XII edição da Semana de Informática” do Centro de Estudos Superiores, da Universidade do Estado do Amazonas, em Itacoatiara (CESIT/UEA), também terá investimentos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas. O evento, que ocorre de 29 a 31 de outubro, é organizado por professores e alunos do curso de Licenciatura em Computação e visa debater sobre conhecimentos e tecnologias com ênfase na área da Informática Aplicada à Educação, contribuindo dessa forma para o uso mais efetivo de novas tecnologias como suporte pedagógico nas escolas.

Segundo o coordenador, Jhonathan Oliveira, a Semana de Informática permitirá aos participantes debater sobre temática atual relacionada ao campo da Informática, contribuindo para a melhoria da qualidade na educação e possibilitando, dessa forma, uma formação cidadã adequada para o desenvolvimento social e sustentável. Na programação da Semana de Informática, estão previstas palestras, oficinas, apresentação de artigos, concurso de software educacional e minicursos. Podem participar docentes, discentes da UEA e o público em geral.

Ele ressalta que o apoio da Fapeam é de grande relevância, sobretudo porque viabilizará a participação de palestrantes de renome de outras instituições de ensino, inclusive de fora do Estado, além de possibilitar a  confecção de material de divulgação e favorecer a submissão de artigos por meio do sistema JEMS, da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). O público estimado é de 200 participantes. As inscrições, cujo período ainda está sendo definido, poderão ser feitas pelo endereço eletrônico http://www.seminfo.net.br/

Fundação apoia outros eventos no interior

Ainda no segundo semestre, serão realizados outros eventos, no interior do Estado, com o apoio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos, da Fapeam. Em outubro, o município de Itacoatiara sediará a edição regional da “XII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia”, sob a coordenação da Ufam, nos dias 15, 16, 17, 18 e 19. Ainda em outubro, só que de 16 a 19, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) promove, em Parintins, o “III Simpósio sobre Diversidade Biológica do Baixo e Médio Amazonas”.

A agenda positiva de eventos em CT&I se intensifica em novembro. Coincidentemente, nos mesmos dias (7 a 9), serão promovidos o “II Workshop Cunhantã”, em Itacoatiara, e o 1˚ “Congresso Internacional sobre Povos Indígenas em Fronteiras Amazônicas: Diálogos Interdisciplinares” no município de Tabatinga. Já no fim do mês de novembro, de 26 a 28, em Humaitá, o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) realiza a “2ª Semana da Consciência Negra e Indígena: Conflitos e Territorialidades na Amazônia”.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Fapeam participa do Encontro de Ouvidorias do Estado do Amazonas

Evento tem a proposta de estreitar as relações entre as ouvidorias e promover a maior participação popular

Com o tema de “Olho para o Futuro”, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) participou, nesta terça-feira (4), do Encontro Estadual de Ouvidorias. O evento ocorre no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques (CCAVV), localizado na Avenida Constantino Nery, das 8h às 18h, com a proposta de estreitar as relações entre as ouvidorias e promover a maior participação popular.

Durante o evento, o diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que o trabalho desempenhado pela ouvidoria é de extrema importância para instituição e para a sociedade, além de ser uma porta de entrada para receber sugestões, elogios, dúvidas e demandas dos pesquisadores vinculados à instituição, assim como do público em geral.

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Diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, destacou que o trabalho desempenhado pela ouvidoria é de extrema importância para instituição e para a sociedade

 

“Temos o maior interesse que a Fapeam seja fortalecida cada vez mais e que a ouvidoria da instituição seja eficaz por meio do retorno a todas as demandas recebidas. Este encontro é uma oportunidade de reunir todos servidores do Estado que fazem parte deste setor. Isso cria um vínculo para que possamos melhorar sempre os nossos atendimentos e a prestação do serviço com a sociedade”, detalhou.

Para Adriane Dias, responsável pela Ouvidoria da Fapeam, o setor é muito importante dentro da instituição por identificar as dificuldades ou dúvidas que os pesquisadores/usuários da Fapeam enfrentam, proporcionado solução sempre da melhor forma possível.

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Adriane Dias, responsável pela ouvidoria da Fapeam,  disse que o evento reforça o papel que a ouvidoria possui com o usuário do serviço público

 

“Este evento contribui de forma muito positiva, pois reforça o papel que a ouvidoria possui com o usuário do serviço público, que sempre busca a eficiência e eficácia nos serviços prestados”, destacou.

Programação

A programação será composta por palestras com temas voltados aos novos conceitos de atendimento ao público e transformações sociais, que se constituem em modelos inovadores de relacionamento. Temas como “Mediação de conflitos na administração pública” e “Utilização das novas tecnologias” serão abordados.

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Encontro de Ouvidorias do Estado do Amazonas teve como tema “De olho no Futuro”

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Confap e British Council lançam chamada para melhoria do ensino e aprendizado da língua inglesa

Iniciativa é voltada para o fomento de projetos conjuntos entre instituições de ensino superior brasileiras e britânicas

Com o objetivo de fomentar a pesquisa aplicada em língua inglesa, o British Council e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no conjunto de suas Fundações, lançaram a Chamada UK Brazil English Collaboration. A iniciativa é voltada para o fomento de projetos conjuntos entre instituições de ensino superior brasileiras e britânicas.

O apoio financeiro se dará em duas linhas de pesquisa. A primeira é direcionada a políticas para a língua inglesa como componente do processo de internacionalização de instituições de ensino superior brasileiras, alinhadas com a agenda da “internacionalização em casa”. A segunda linha de fomento é voltada para a educação básica com o apoio a pesquisas sobre o aprimoramento do ensino e aprendizagem de inglês na rede pública brasileira – ensino fundamental e médio. Essa linha inclui temas como desenvolvimento de currículo, formação inicial e continuada de professores, uso de tecnologias e avaliação.

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Propostas conjuntas poderão ser submetidas por universidades, faculdades ou outras instituições privadas do Reino Unido em colaboração com institutos federais e universidades, públicas e privadas, do Brasil. A submissão será realizada entre 16 de julho e 21 de setembro de 2018. O resultado esperado é o aumento no intercâmbio de conhecimento e pesquisa, com o objetivo de desfazer as barreiras que impedem o aprimoramento de aprendizado (English Language Learning – ELL) e Ensino de Inglês (English Language Teaching – ELT) em um país com as dimensões do Brasil.

As Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) brasileiras apoiarão acordos bilaterais, envolvendo instituições dos estados de Alagoas (Fapeal), Amapá (Fapeap), Amazonas (Fapeam), Distrito Federal (FAPDF), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Mato Grosso (Fapemat), Minas Gerais (Fapemig), Paraná (Fundação Araucária) e Piauí (Fapepi). Serão financiados projetos de valor máximo de dez mil libras esterlinas a serem implementados em um período de até sete meses. Os recursos são destinados à mobilidade acadêmica, organização de eventos, custos de viagem e licenças de software.

As Fundações poderão exigir requisitos específicos em cada Estado. O edital completo pode ser acessado no link: http://confap.org.br/news/wp-content/uploads/2018/06/0_uk-brazil_english_collaboration_call_21062018-en_0.pdf

Mais informações: https://www.britishcouncil.org.br/en/uk-brazil-english-collaboration-call

Fonte:  Comunicação Social do Confap

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Com apoio da Fapeam, Inpa inaugura revitalização do Centro de Aquicultura

Centro contribui para o fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de aquicultura

O Centro de Aquicultura do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), no Campus III, Morada do Sol, zona centro-sul, passou pelo processo de revitalização e foi reinaugurado na manhã desta quinta-feira (21).  O local contará a partir de agora com dois novos espaços: fábrica de ração de peixes e sala de aula para contribuir no fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de Aquicultura.

 O Centro  conta com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) no âmbito do Pró-Equipamentos, que destina recursos para aquisição de equipamentos voltados para compor a estrutura de pesquisa dos programas de pós-graduação recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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Centro irá fortalecer a pesquisa e a capacitação de recursos humanos na área de aquicultura

Durante a cerimônia, o diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que o governador Amazonino Mendes definiu a Piscicultura como uma das atividades prioritárias para o desenvolvimento e geração de emprego e renda no Estado.  Segundo ele, para desenvolver o setor de Aquicultura no Amazonas é necessário conhecimento e tecnologia. Nesse cenário, o Inpa está sendo renovado com um centro de geração de conhecimento, principalmente, na nutrição de peixes, produção e testes de ração.

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Diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que para desenvolver o setor de Aquicultura no Amazonas é necessário conhecimento e tecnologia

“A Fapeam participou da renovação desse processo, temos certeza que o Centro de Aquicultura será um local de formação técnica e desenvolvedor do conhecimento para que possamos alavancar a Piscicultura no Estado, e assim colocar o Amazonas para competir com nossos vizinhos que hoje são: Rondônia e Roraima, responsáveis pelo abastecimento de grande parte do nosso mercado”, disse Barcelos.

 As obras são fruto do Projeto “Implantação de Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia (IUDAA)”, subprojeto Aquicultura, coordenado pela Dra. Elizabeth Gusmão.

 Líder do Grupo de Pesquisa Aquicultura na Amazônia Ocidental, Gusmão, explicou que o Centro de Aquicultura conta com uma infraestrutura moderna e adequada para uma fábrica de ração com capacidade para produzir até 400 kg de ração por hora.

 “O mais interessante da revitalização é o de poder produzir algumas rações que antes tínhamos algumas dificuldades, para  atender as diferentes fases de desenvolvimento dos peixes, com os quais  trabalhamos dentro da Aquicultura que são: tambaqui, matrinxã e pirarucu”, detalhou.

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Sala de aula será usada para minicursos voltados a produtores rurais, técnicos e outros profissionais ligados a instituições estaduais

 Gusmão destacou ainda que o complexo contribui para o fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de Aquicultura.

 “Por meio do apoio da Fapeam, estamos fazendo uma manutenção na extrusora, um equipamento que produz a fabricação da ração, o que  proporcionará uma grande melhoria na qualidade das nossas rações experimentais e também para que nossos técnicos possam trabalhar em condições adequadas. Dentro dessa revitalização, temos a construção de uma sala de aula, que será usada para minicursos voltados a produtores rurais, técnicos e outros profissionais ligados a instituições estaduais que atuam na capital e interior”,  destacou.

A titular da Coordenação de Tecnologia Social do Inpa, Dra. Denise Gutierrez, destacou que o foco do centro também está relacionado à inclusão social.

“A ciência tem que produzir conteúdo relevante e esse espaço tem uma estrutura maravilhosa para trazermos um ator social que não costuma transitar nesse espaço que é o produtor rural. É a oportunidade dos pesquisadores serem chamados a essa responsabilidade social que é a capacitação, distribuição de folders e cartilhas com uma linguagem compreensível para qualquer pessoa da sociedade, que não tem conhecimento técnico, mas que precisa produzir no campo”, disse.

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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Manaus sedia 13º Congresso Internacional da Rede Unida

Realizado pela primeira vez na região Norte do País, a 13ª edição do congresso recebeu inscrições de todos os estados brasileiros e de países dos continentes africano, americano, asiático e europeu

Com o tema “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas”, o Congresso da Rede Unida movimentará a agenda científica do País com a participação estimada de 3 mil congressistas e convidados nacionais e internacionais. O evento será sediado no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no período de 30 de maio a 2 de junho de 2018, em Manaus (AM).

O Congresso tem como finalidade propor o debate em torno da saúde, da educação, da arte e cultura, da participação cidadã, da gestão e do trabalho em saúde na perspectiva do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo é composto por trabalhadores da saúde, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais.

A expectativa do presidente desta edição do Congresso, Rodrigo Tobias, é que os participantes vejam que a Região Amazônica não é somente o lugar da distância, da dificuldade, da falta de acesso, o lugar das carências e das doenças. “Esperamos que esse evento possa deixar nos congressistas a ideia de que a Amazônia também é um lugar de potencialidades, de produção de saúde, de vida, com suas especificidades. O nosso desejo é que os participantes reservem sua participação nesse congresso e desfrutem de tudo o que vai acontecer. Estamos trabalhando muito para que tudo saia bem”, declarou Tobias.

Atividades Internacionais

As atividades internacionais incluem cinco fóruns, que fomentam debates sobre temas da atualidade em relação à gestão da educação e do trabalho em saúde na perspectiva de diferentes países. Trata-se do V Fórum Internacional de Educação na Saúde, com a temática “Interprofissionalidade na formação e no trabalho em saúde: desafios às políticas e ao cotidiano”; do IV Fórum Internacional de Participação em Saúde, Políticas Públicas e Educação Cidadã, com o tema “A vitalidade da democracia quando as instituições padecem: a resistência cidadã como artesania de novos tempos”; do V Fórum Internacional de Atenção Básica/Primária em Saúde, com o tema “A atenção básica/primária nos sistemas de saúde universais: desafios e avanços após 40 anos de Alma Ata”; do IV Fórum Internacional de Cooperação em Saúde e Políticas Públicas, com o tema “Direitos humanos, políticas públicas e inclusão em tempos de austeridade: repercussões na gestão da educação e do trabalho na saúde”; e do I Fórum Internacional de Saúde do Migrante, com o tema “A dignidade e a saúde das pessoas em tempos sombrios: as fronteiras nacionais e a afirmação de direitos humanos”.

 Trabalhos submetidos

Esta edição no Amazonas fechou com o número de 3.420 submissões de trabalhos nacionais e internacionais. Realizado pela primeira vez no Norte do País, a região foi a que mais teve trabalhos submetidos, totalizando 1.652 submissões com destaque aos estados do Amazonas e Pará, com 913 e 641 trabalhos inscritos, respectivamente.  A região Nordeste ficou em segundo lugar com 628 trabalhos. Já o Sudeste figurou em terceira posição com 383 submissões. As regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil tiveram 298 e 165 trabalhos submetidos, respectivamente. Da participação internacional, a Itália submeteu três trabalhos.

Nos congressos da Rede Unida são aceitos trabalhos para apresentação oral nas modalidades Távolas e Rodas de Conversa. Para os organizadores, o volume de trabalhos submetidos e aprovados aponta um Congresso com grande densidade técnico-científica, além da enorme diversidade de temas e de experiências locais que compõem uma programação atrativa para diferentes públicos.

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13ª edição do congresso recebeu inscrições de todos os estados brasileiros e de países dos continentes africano, americano, asiático e europeu

Confira a programação de apresentação dos trabalhos: http://www.redeunida.org.br/pt-br/evento/5/menu/rodas-e-tavolas

Segundo o coordenador Nacional da Rede Unida, Júlio César Schweickardt, a organização do Congresso é um dos desafios da atual coordenação, que tem dentre os seus objetivos mobilizar os vários setores e atores que atuam no contexto da saúde e da educação, incluindo usuários de serviços de saúde, membros de Conselhos de Saúde e trabalhadores do SUS, oportunizando um fórum especial de participação cidadã. “Ver com novos olhares a saúde pública brasileira, fortalecer o nosso Sistema Único de Saúde [SUS] e pensar na formação dos profissionais da área são algumas de nossas missões à frente da Rede Unida, uma instituição muito atuante e comprometida com as políticas de saúde no Congresso”, concluiu.

Programação

Além da apresentação dos trabalhos e da realização dos fóruns internacionais, a programação do congresso inclui atividades como Mostra Fotográfica, Lançamentos de livros, Seminários, encontros e oficinas, Conferências, Intervenções e muitas outras atividades contemplando os cinco eixos centrais: Educação, Trabalho, Gestão, Controle Social e Participação e Saúde, Cultura e Arte.

Inscreva-se e participe das atividades: http://www.redeunida.org.br/pt-br/evento/5/menu/inscricoes

Instituições parceiras

São parceiros desta edição a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde (MS), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e ILMD/Fiocruz Amazônia, co-organizador do Congresso.

Sobre a Rede Unida

A Associação Brasileira da Rede Unida reúne projetos, instituições e pessoas interessadas na mudança da formação dos profissionais de saúde e na consolidação de um sistema de saúde equitativo e eficaz com forte participação social.

A principal ideia força da Rede Unida é a proposta de parceria entre universidades, institutos de pesquisa, serviços de saúde e organizações comunitárias. Não se trata de qualquer parceria: trata-se de uma modalidade de co-gestão do processo de trabalho colaborativo, em que os sócios compartilham poderes, saberes e recursos.

Por ser uma Associação de abrangência nacional, a Rede Unida prima por estimular a produção de estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informação e conhecimentos técnicos e científicos, que digam respeito às atividades de promoção da educação e da saúde em todo o País, bem como de proposição de novos modelos sócios produtivos e de sistemas alternativos de produção que fortaleçam o campo da saúde, a fim de garantir e ampliar a cidadania, os direitos humanos, a democracia e outros valores universais.

Nesse sentido, é tarefa prioritária da Rede Unida é reafirmar o processo histórico de luta pela reforma sanitária e democratização da saúde, com o objetivo de fortalecer o SUS por meio de mudanças na formação profissional em saúde.

Para tanto, é desafio da Rede induzir modelos de educação profissional interdisciplinares, multiprofissionais e que respeitem os princípios do controle social e do SUS e, assim, promover tessituras entre educação, saúde e sociedade a partir da formação de trabalhadores críticos e reflexivos, capazes de realizar leituras de cenário, identificar problemas e propor soluções no cotidiano de sua prática profissional e na organização do trabalho em saúde.

 

Fonte:Rede Unida

 

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Pesquisadores lançam obra sobre planejamento de sistemas trilhas

A obra conta com dois eixos temáticos e dez capítulos, sendo um deles relacionado às orientações de Segurança

Diversos destinos turísticos pelo mundo oferecem trilhas em diferentes ambientes, desde montanhas, inclusive nevadas, até densas florestas, como é o caso da Amazônica. Porém, quem participa dessas atividades, muitas vezes, não sabe que, por trás de tudo isso, se tem um planejamento complexo, fundamentado em teorias científicas e na análise do ambiente natural e social, para tornar aquele passeio uma experiência diferenciada.

Foi pensando em oferecer uma publicação que pudesse servir de embasamento para pesquisadores, operadores e condutores que foi produzido o livro Planejamento de Sistemas de Trilhas: uma pegada social, cultural e ambiental. A obra, cujos autores são os estudiosos da área Ronisley Martins e Francisco Girão será lançada no próximo dia 12 de maio, às 10h, no Palacete Provincial (praça Heliodoro Balbi, s/n˚, Centro).

Martins conta que sempre atuou com pesquisas científicas voltadas aos sistemas de trilhas.  A primeira delas foi, de 2002, tendo sido desenvolvida com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) no assentamento agrário Tarumã-Mirim.  “Foi quando tive o primeiro contato com o assunto, mas tive dificuldade devido ao pouco material disponível. Depois da Graduação, surgiu a vontade de escrever conteúdo científico que desse embasamento ao planejamento de trilhas e após 2009, começamos a elaborar esse livro com base em várias experiências”, ressaltou.

A obra conta com dois eixos temáticos e dez capítulos. O primeiro compreende uma abordagem teórica, com a apresentação de metodologias de estudo de maneira a permitir uma análise ampla de todos os elementos envolvidos, incluindo vegetação, solo, água e principalmente, a população.  O segundo eixo é fundamentado na apresentação de técnicas e ferramentas necessárias ao planejamento e execução de trilhas sustentáveis.

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Livro  foi escrito  pelos autores e estudiosos da área Ronisley Martins e Francisco Girão

O conteúdo do livro aponta para o ordenamento de uma trilha planejada, contendo sinalizações, classificação do grau de dificuldade e definição quanto ao público que se quer alcançar.  Segundo Ronisley Martins, uma trilha interpretativa, por exemplo, deve ser de curta distância (de 500m a 1km),  ocorrer em áreas planas e é direcionada a crianças e pessoas da melhor idade. “Se for um público mais aventureiro, é preciso estender a trilha e ampliar o grau de dificuldade de acordo com o ambiente”, disse. “Assim, o organizador de trilha tem de analisar a paisagem e planejar conforme o público que pretende alcançar”, completou.

Um dos capítulos de maior destaque é o relacionado às orientações de Segurança. O autor esclarece que há riscos eminentes ao se fazer uma caminhada ou até antes, para os próprios organizadores, portanto, é preciso minimizá-los.  Neste trecho, são detalhadas ainda informações com base na norma NBR 15505/02, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que visa orientar sobre o uso de equipamentos, com base no grau de dificuldade das trilhas.  Se for de longo percurso, requer muito mais acessórios, entre os quais, mochila, kits de sobrevivência e de primeiros socorros, bota cano longo, calça, camisa de manga longa, vestimenta para trocas, além de alimentação rica em glicose, fibra e bastante água. Importante destacar que é de responsabilidade do condutor a orientação antecipada para que os participantes usufruam do serviço já com equipamentos e materiais necessários.

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Ronisley Martins disse que a obra conta com dois eixos temáticos e dez capítulos, sendo um deles relacionado às orientações de Segurança

Em relação às trilhas na Amazônia, ele destaca que é preciso conhecer os geoambientes da floresta.  Conforme o pesquisador, existem diversos tipos de florestas dentro da Amazônia e isso, precisa ser levado em consideração, no momento do planejamento, esses diversos ambientes, como mata de terra firme, campina, floresta de baixio e floresta de igapó, uma vez que contribui para enriquecer muito mais a caminhada, aumentando o que se chama de  “elementos de interpretação da paisagem”, essenciais no momento da abordagem.

“Este é o diferencial da floresta amazônica: diversos ambientes e elementos que são usados nas técnicas de interpretação ambiental. Para isso. o condutor precisa conhecer a floresta e ter contato com a geoambientação”, frisou Martins, o qual cita ainda o exemplo de trilhas culturais, que, além da ambientação, agrega outros elementos com o fim de agregar valores à caminhada e à paisagem no geral.

Na visão do autor, é necessário aos planejadores fazer o inventário de todos os elementos da paisagem, tanto naturais como culturais. Em relação aos condutores, é fundamental fazer o reconhecimento antecipado para poder medir o grau de dificuldade, além de ter noção de técnicas de condução de grupo. “Quando uma trilha é planejada e classificada, tem logo no início sinalização com o mapa, percursos, paradas, tempo de percurso, grau de dificuldade e dos equipamentos necessários”, alertou Martins.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Fapeam amplia cota de bolsas para o Programa de Apoio à Iniciação Científica

O lançamento do edital do PAIC está previsto para acontecer no mês de maio. A implementação das bolsas deve ocorrer a partir de agosto

 Após investimento da ordem de R$ 26,6 milhões de recursos próprios, nos primeiros meses deste ano, por meio do lançamento dos editais dos programas de fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) anuncia nova conquista. A cota de bolsas do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) será ampliada. A decisão foi divulgada durante reunião da Câmara de Pesquisa da fundação.

 O lançamento do edital do PAIC está previsto para acontecer ainda no mês de maio. A implementação das bolsas deve ocorrer a partir de agosto. A quantidade das bolsas saltará de 773 para 1000 – adicional de 227, o que representa um aumento de aproximadamente 30%.

De acordo com o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, essa decisão fortalece ainda mais as ações governamentais no sentido de promover o desenvolvimento da pesquisa e o estímulo à iniciação científica nas instituições do Estado.  Ele esclarece ainda que as novas vagas serão proporcionalmente distribuídas entre as instituições de pesquisa e/ou ensino superior com atuação no Estado.

No caso do PAIC, o processo de seleção das propostas abrange duas etapas. A primeira consiste na apresentação de carta de manifestação de interesse assinada pelo dirigente da instituição proponente, acompanhada do plano de implantação ou consolidação.  A etapa posterior compreende apresentação do plano de trabalho de cada um dos bolsistas para implementação das bolsas e declaração com a lista nominal dos bolsistas referentes à cota de contrapartida da instituição.

O PAIC prevê adicionalmente a concessão de auxílio-pesquisa, correspondente a um percentual do total de bolsas implementadas em cada instituição para apoio à execução de ações relacionadas à atividade-fim do programa.  O período de concessão da cota de bolsas será de 12 meses. As instituições beneficiadas devem assumir, obrigatoriamente, contrapartida adicional tanto referente às cotas de bolsas quanto do auxílio-pesquisa.

Na última edição, foram beneficiadas pelo programa as seguintes instituições: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ),  Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMTV-HVD), Fundação Universidade do Amazonas (FUAM), Fundação de Vigilância Sanitária (FVS), Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

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