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Pesquisadores desenvolvem células solares empregando pigmentos vegetais do Amazonas

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Pesquisadores pretendem produzir energia elétrica utilizando células solares desenvolvidas a partir de pigmentos vegetais extraídos de plantas Amazônicas como, o bujuju, o açaí, o urucum, o jenipapo, a murtinha e o crajiru. Trata-se de uma solução alternativa de baixo custo para a geração de eletricidade com aplicabilidade de materiais orgânicos como fontes renováveis de energia.

CELULAS SOLARES UFAM  - Fotos Érico Xavier_-19

Estudo foi apoiado pela Fapeam, por meio do Universal AM

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), os pesquisadores desenvolvem células solares fotossensibilizadas por corantes vegetais, baseadas no modelo concebido por Michael Grätzel, no entanto, estas células fazem uso de pigmentos naturais que substitui os custosos corantes sintéticos a base de metais pesados.

Estas células possuem um arranjo estrutural muito simples, condicionadas a um foto-anodo (FTO/TiO2/corante), eletrólito e contra eletrodo. A célula é fechada na conformação similar a um sanduíche, intermediado pelo par redox (eletrólito). Os parâmetros elétricos são obtidos medindo a curva I-V (corrente-tensão).

O projeto “Desenvolvimento de células solares empregando pigmentos vegetais de plantas do Amazonas” foi desenvolvido no Laboratório de Bioeletrônica e Eletroanálises (Label) da Central Analítica (CA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, amparado pelo Programa Universal Amazonas, Edital Nº 030/2013.

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Coordenador do projeto, Walter Ricardo Brito.

Para o coordenador do projeto, Walter Ricardo Brito, o aproveitamento da energia solar é uma das alternativas mais promissoras diante de outras fontes como, por exemplo, a hidrelétrica. Além disso, a pesquisa pretende mostrar o potencial do capital científico-tecnológico que a Região possui e, que possibilita desenvolver pesquisas nas áreas de produção de energia a partir de tecnologias de última geração.

“Também será possível a prospecção e seleção de materiais e pigmentos vegetais do Amazonas para aplicar em sistemas sustentáveis de geração de energia”, disse.

A limitação dos recursos energéticos na natureza, o aumento do consumo de energia e o aumento da conscientização para a conservação do meio ambiente favorecem a pesquisa e o desenvolvimento em sistemas de células solares, especialmente em regiões como a Amazônia.

Comunidades isoladas

As novas células solares sensibilizadas por corantes podem ser utilizadas por meio de diferentes tecnologias, principalmente o sistema fotovoltaico, ou seja, painéis solares que captam a luz do sol e a transformam em energia elétrica.

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Pigmentos vegetais extraídos de plantas Amazônicas

No que se refere às comunidades isoladas, a nova geração de painéis solares será uma das opções tecnológicas que permitirá a inclusão da população sem acesso à eletricidade, bem como, potenciar a Bioeconomia através de uma exploração sustentável dos recursos naturais que a Floresta Amazônica oferece.

Esses sistemas estão entre os mais promissores para a redução do consumo de energia gerada a partir de combustíveis fósseis e, de outros fatores negativos, ao mesmo tempo em que oferecem oportunidades para o desenvolvimento e o crescimento econômico da Região. 

Universal Amazonas

O objetivo do Programa Universal Amazonas é financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do  Amazonas em instituição de pesquisa ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no Estado.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Campanha Janeiro Branco enfatiza a importância dos cuidados com a saúde mental

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A Campanha Janeiro Branco tem como principal objetivo discutir a saúde mental. A escolha do primeiro mês do ano foi pensada porque normalmente, o início do ano, costuma ser um período de reflexão sobre o desejo tanto de cumprir metas quanto repensar as metas que não foram alcançadas no ano anterior como, por exemplo, cuidar da saúde e melhorar o estilo de vida.

Para falar sobre o assunto o Portal da Fapeam conversou com o médico psiquiatra, Rozenval Levinthal. Boa leitura!

 Fapeam: Qual o principal objetivo da Campanha Janeiro Branco?

Rozenval Levinthal: É alertar, dar visibilidade e conscientizar a sociedade sobre as questões relativas à saúde mental e, o impacto dessas questões na vida cotidiana das pessoas. Até bem pouco tempo a saúde mental era relegada a último plano como uma doença silenciosa, em que as pessoas sofriam e eram praticamente invisíveis. Com a mobilização, especialmente dos profissionais da área de saúde mental (psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e etc.), a situação veio à tona e, hoje a doença mental é muito mais discutida e valorizada que algum tempo atrás. Estamos saindo dessa área de invisibilidade e nos tornando mais visíveis. A prevalência das doenças mentais está aumentando muito, aliás, as doenças e os transtornos mentais serão considerados na próxima década como os males mais prevalentes do ser humano.

Fapeam: Por que as doenças mentais serão mais prevalentes?

R.L: Um das causas é principalmente porque melhoraram as condições de diagnóstico. Hoje, as pessoas procuram mais os serviços de atendimento, não têm tanta vergonha de se expor e buscarem tratamento. A outra causa são as condições de vida, trabalho e pressão social que se tornaram maiores atualmente. As pessoas estudam, trabalham, têm que sustentar a família, tem a questão dos relacionamentos e, tudo isso gera muita pressão social. As pessoas são muito mais cobradas e, muitas vezes elas não têm mecanismos compensatórios e, acabam desenvolvendo a doença ou o transtorno mental.

Fapeam: O que são esses mecanismos compensatórios?

R.L: São processos mentais que a maioria das pessoas tem para evitar o adoecimento. A resiliência, por exemplo, que é capacidade de resistir às pressões e, se manter ativo apesar das contrariedades, isso varia muito de pessoa para pessoa. Por exemplo têm pessoas com mais facilidade para superar problemas até mesmo sem ajuda, outras pessoas adoecem mais facilmente. Isso, provavelmente é devido a questões genéticas, a vulnerabilidades sociais, questões relacionadas à infância, relações sociais desde o nascimento, se houve traumas. Na verdade é uma questão muito complexa, mas o fato é que algumas pessoas têm mais susceptibilidade ao adoecimento mental que outras, especialmente se ela já tem componentes genéticos e históricos de doença mental na família.   

Fapeam: Quais são as doenças mentais?

R.L: Primeiro é preciso fazer uma diferença entre doença mental e o transtorno mental. O conceito em si de doença significa uma patologia, nesse caso, uma alteração na saúde mental. Podemos citar alguns exemplos de doenças mentais: transtorno bipolar, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do estresse pós-traumático e a esquizofrenia, esta última é uma doença mental que tem causas e sintomas bem conhecidos e estabelecidos. Nós conhecemos os fatores que levam a essa doença, como a história genética, sinais, sintomas e tratamento. Por isso, hoje o diagnóstico de esquizofrenia é muito mais seguro e, dependendo do grau da doença: leve, moderado ou grave ela pode ser incapacitante para o paciente. A doença mental uma vez estabelecida, na maioria das vezes é incisiva, discriminatória e incapacitante, tem o tratamento, mas não tem cura. Já o transtorno mental, geralmente, tem uma incidência menos incapacitante e, é uma alteração que pode ou não ser passageira, é normalmente pontual como, por exemplo, transtorno de ansiedade que pode está relacionado a certo episódio na vida de uma pessoa e, que causa sofrimento mental. Após o tratamento medicamentoso ou psicoterápico, geralmente, a pessoa tem cura, outras vezes o transtorno persiste por mais tempo. Mas tanto as doenças quanto os transtornos mentais levam a pessoa ao sofrimento.

Fapeam: Por que a escolha do mês de janeiro para tratar sobre saúde mental?

R.L: Normalmente como é o início do ano as pessoas se propõem a cumprir metas e, dentre essas metas está geralmente cuidar da saúde e melhorar o estilo de vida. Quando vira o ano é uma nova oportunidade de vida, das pessoas reverem as suas prioridades na tentativa de fazer com que elas priorizem a saúde mental. Então, a campanha é para conscientizar e aproveitar essa empolgação e motivação das pessoas para correr atrás do tratamento. A cor branca é significativa porque ela expressa uma folha em branco para você reescrever a sua vida, uma oportunidade de repensar, de mudar a sua trajetória, de mudar o seu estilo de vida. Simbolicamente entregando uma folha em branco para que você reescreva a sua história.

Fapeam: Para quem a campanha é direcionada?  

R.L: É direcionada não somente para os pacientes, mas especialmente para as pessoas que estão ao redor deles, como os familiares, os amigos e a população em geral para chamar atenção para o sofrimento muitas vezes silencioso dessas pessoas. O paciente tem vergonha, medo de falar aquilo que ele está sentindo e ser discriminado. Os próprios amigos às vezes minimizam o problema, com convites para sair, se divertir, ir a festas, isso acaba oprimindo a pessoa que está em sofrimento de modo que ela tende muitas vezes a acreditar que isso é passageiro e vai retardando o diagnóstico e o tratamento.   

Fapeam: Em que momento se deve começar a preocupação e a cuidar da saúde mental?

R.L: Todos nós deveríamos ser estimulados a fazer uma avaliação sobre nossas condições psicológicas, especialmente, os profissionais que lidam com a saúde mental (psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e etc). O trabalho dessas pessoas é muito estressante porque exige muita dedicação ao lidar com o sofrimento crônico de outras pessoas. Nós que somos trabalhadores da saúde mental precisamos parar e olhar para a nossa vida e ver o que nós estamos fazendo, tendo jornadas estressantes, plantões em cima de plantões, isso acaba adoecendo os profissionais da saúde mental. Então para essas pessoas especificamente é preciso começar a se questionar e muitas vezes consultar outro profissional.

Fapeam: Qual a importância dessa conscientização?

R.L: A maioria das pessoas ao tratar o assunto acaba minimizando, ou seja, as pessoas não priorizam o atendimento à saúde mental, às vezes só buscam tratamento quando o quadro já está estabelecido, esquecem fundamentalmente a prevenção que na maioria das vezes é relativamente simples. Quando a pessoa começa a sinalizar um problema é o momento da pessoa parar e buscar ajuda, ou pelo menos, procurar olhar para dentro de si e projetar as perspectivas, será se eu tenho condições de melhorar a minha vida, será se isso não vai causar problemas no futuro?

Fapeam: Onde se deve procurar ajuda especializada para que se defina a melhor rota terapêutica?

R.L: Unidades Básicas de Saúde (UBS) Unidade de Saúde da Família, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Policlínicas e Hospital Psiquiátrico Eduardo que atende casos de urgência e emergência.   

 Por: Helen de Melo

 

 

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Música auxilia na aprendizagem da língua inglesa em Manaus

21.11.2019 - PROGRAMA PCE - CORAL AULA DE INGLÊS - FOTOS ERICO X-17

Projeto foi desenvolvido com apoio da Fapeam

Quem não gosta de ouvir a canção favorita? Seja para cantar, dançar, refletir, relaxar ou até mesmo para praticar alguma atividade física. A música é universal e possui diferentes ritmos e línguas. Em Manaus, a música também tem sido usada como instrumento inclusivo no ensino da língua inglesa, por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N° 003/2019, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O projeto desenvolvido com 41 alunos do 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Waldir Garcia, zona centro-sul, foi coordenado pela professora, Luana Camila Lima, que buscou trazer novas metodologias para facilitar o aprendizado da língua, além de buscar a inclusão dos estudantes refugiados (haitianos e venezuelanos), bem como os estudantes brasileiros com dificuldade de aprendizagem no ensino da língua inglesa.

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Segundo a professora, o projeto ajudou a melhorar a questão de aquisição de vocabulário, pronúncia das habilidades como leitura, escrita e também a postura no ato do canto e a expressão corporal.

“Espero que essa iniciativa não pare por aqui, que possamos continuar para atingir mais crianças, e que elas vejam que é possível aprender outro idioma de forma prazerosa e dinâmica, não sendo algo cansativo, mas sim algo que elas possam desenvolver de forma agradável”, relata.

21.11.2019 - PROGRAMA PCE - CORAL AULA DE INGLÊS - FOTOS ERICO X-39

Projeto foi realizado por meio do PCE

Para a estudante do 5º ano e integrante do coral, Maria Luíza Nascimento, o projeto ajudou no seu desenvolvimento de aprendizagem do inglês. “Eu acho muito legal poder participar desse projeto, o coral me ajudou a desenvolver melhor a pronúncia do inglês, antes eu não sabia falar quase nada em inglês agora já aprendi muitas coisas. O coral me ajudou bastante.”

Esta é a primeira vez que a professora participa do PCE, Luana lima destaca a importância da música como uma forte aliada no ensino de outro idioma.  “Eu sempre acreditei na potência das artes, então a música vem para trabalhar justamente para que esse processo de inclusão seja mais favorável. Ela contribui muito para o processo de aprendizagem de outro idioma, ajuda a desenvolver vocabulário, a pronúncia, também tem a questão de trabalhar em grupo, a empatia, nós temos alguns alunos autistas, eles têm certa dificuldade de ter empatia com o colega então a música ajuda nesse processo”, relata.

 

Metodologia

Para o projeto as músicas foram trabalhadas de acordo com o nível de inglês de cada turma. Durante os ensaios, foram trabalhadas as habilidades de escuta, pronúncia, leitura, vocabulário e estruturas gramaticais juntamente com o conhecimento de técnicas básicas do canto (coral), que pode envolver o aquecimento prévio das vozes. A identificação dos diferentes tons e notas musicais, os ensaios também tiveram apoio técnico de estudantes do curso de Música da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que auxiliaram na questão de técnicas vocais e aquecimento.

O projeto que iniciou em julho de 2019 realizou um levantamento para saber quais estudantes tinham dificuldades de aprendizagem para analisar cada caso.

PCE

O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus. O PCE é desenvolvido Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-Am) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus).

 

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Alunos do interior do Amazonas aprendem a importância da floresta e biodiversidade Amazônica

02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-39

Mais de 40 estudantes da Escola Estadual Isaías Vasconcelos, no município de Iranduba, participaram de oficina e atividades interativas que trouxeram a reflexão sobre os ganhos e perdas que ocorrem no ecossistema com a manutenção e derrubada da floresta Amazônica. A atividade foi realizada na segunda-feira (2/12).

A ação faz parte do projeto intitulado “Brincando se a aprende: a importância da floresta e biodiversidade amazônica”, desenvolvido pela pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e coordenadora do projeto, Genoveva Chagas de Azevedo, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação  (POP CT&I), edital N°009/2019.

O proje02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-29to foi desenvolvido em seis escolas, com alunos do Ensino Médio e Fundamental, da rede pública de Manaus, Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo. Também foi realizada oficina para simular o trabalho de campo no Bosque da Ciência do Inpa, para os visitantes em geral.

Segundo a coordenadora do projeto, Genoveva Azevedo, especificamente para esse projeto, o tema desenvolvido e debatido foi à floresta amazônica.

“Criamos uma espécie de jogo com base no que a gente ganha com a floresta em pé e o que a gente perde com a floresta no chão, trazer essa discussão levar informação de conhecimento científico  e propor essa reflexão aos estudantes  o que  a gente ganha , o que a gente perde se não cuidar da nossa floresta.  Sendo um debate tão presente e tão atual”, conta.

  Jogo

Segundo Genoveva, o jogo utiliza dois painéis, que retratam a floresta em pé, exuberante e o outro a floresta no chão (queimada/derrubada). Cada painel é composto por 20 quadrados nas laterais enumerados de 1 a 6, que os participantes escolhem após jogar o dado. Cada quadrado corresponde a uma possível consequência de cada cenário.  Ao final o aluno leva consigo um cartão informativo sobre o cenário apresentado.

02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-29

“Essa atividade possibilita ao estudante de forma lúdica e interativa o conhecimento sobre o papel da floresta no ecossistema. A gente acredita que o conhecimento aliado com o processo educativo e com a reflexão crítica, é possível que o cidadão se coloque também na condição de co-responsável  e isso venha gerar uma conduta diferente na questão dos cuidados com o meio ambiente”, disse.

O estudante Lucas Albuquerque, do 3º ano do ensino médio, que participou da atividade, conta que aprendeu muito com o tema abordado na oficina. “Achei legal, muitas coisas que ocorrem no processo natural da floresta que eu não conhecia. Isso permitiu que refletisse sobre a importância da floresta para nosso meio ambiente e também para nossa vida”.

Segundo a estudante, Larissa Dantas, também do 3º ano do ensino médio,  oficinas como essas nas escolas é muito importante para o conhecimento. “Aprendi mais do que nunca que devemos preservar nossa floresta, ela serve para tudo e se continuar o crescimento do desmatamento das florestas, nós seremos os maiores prejudicados”, disse.

No Amazonas, o Governo do Estado, por meio do POP CT&I da Fapeam, apoia a realização de 26 eventos de popularização da ciência, em diversas áreas, na capital e no interior. Lançado no mês de junho, o POP CT&I, conta com recursos financeiros da ordem de R$800 mil, para apoiar a realização de exposições, feiras, oficinas, minicursos, palestras e outras atividades interativas sobre CT&I, em locais públicos, organizados por temas, campos ou áreas do conhecimento.

Para a coordenadora do projeto a iniciativa da Fapeam é fundamental, que editais como POP CT&I têm alcance bastante interessante junto à população.02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-55

 

“É

uma forma também de saber que existe investimento de popularização da ciência para apoiar pesquisadores, professores para desenvolver atividades dessa natureza, onde podemos criar mecanismos recursos que possam mediar essa discussão, essa questão do conhecimento científico. O pesquisador publica seu artigo,  mas  como vai fazer para decodificar isso? Como torna esse tipo de conhecimento acessível a outros grupos? e esse tipo de projeto é fundamental ele instiga e desafia o pesquisador a buscar uma forma de tornar esse  conhecimento acessível em uma linguagem que os cidadãos de um modo geral entendam”, relata a pesquisadora.

Por Jessie Silva

Fotos: Jessie Silva

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Termina terça-feira (29/10) inscrições de ideias inovadoras no Programa Centelha Amazonas

O Programa Centelha Amazonas que visa apoiar ideias inovadoras para transformá-las em negócios de sucesso encerra suas inscrições na terça-feira (29/10). As propostas  concorrem a até R$ 65 mil para permitir aos novos empreendedores iniciar um novo negócio. O investimento é oferecido por meio de subvenção econômica, ou seja, recurso não reembolsável, para apoiar até 28 projetos de inovação apenas no Amazonas.

Para quem pretende empreender essa é a oportunidade de tirar do papel uma ideia, receber orientação para ajustá-la ao mercado e ainda poder contar com recurso financeiro para torná-la um empreendimento inovador.

Realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), a inscrição de ideia inovadora é gratuita e pode ser realizada por meio do site www.programacentelha.comclicando no mapa do Amazonas. 

Os interessados deverão apresentar suas ideias de produtos (bens e/ou serviço) ou processos inovadores com potencial para transformar-se em empreendimentos que incorporem novas tecnologias aos setores econômicos, conforme especificado no edital.

Quem pode se inscrever?

Podem participar pessoas físicas, vinculadas ou não a empresas com até 12 meses de existência anteriores à data de publicação do edital e faturamento bruto anual de até R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais), sediadas no Amazonas.

Os projetos terão prazo de execução de até 12 meses, não prorrogáveis, contados a partir da data do Termo de Outorga.

Sobre o Centelha

O Programa Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa será executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Acesse aqui o edital do Programa Centelha Amazonas

Por: Jessie Silva

 

 

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16ª Semana Nacional de C&T foi lançada no Ifam

Com o tema “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável” iniciou na segunda-feira (21/10) a 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). O Instituto Federal do Amazonas (Ifam) realizou cerimônia para iniciar as atividades no instituto. A solenidade ocorreu no Campus-Manaus-Centro, com a participação de autoridades, professores e estudantes.

As atividades  de popularização da ciência contemplam diversas áreas do conhecimento e ocorrem nos 15 Campi do Ifam.  A SNCT tem o objetivo de aproximar a ciência e a tecnologia da população. A ideia é criar uma linguagem acessível, com soluções criativas que estimulem a curiosidade e motivem a população a discutir as implicações sociais da ciência e aprofundarem seus conhecimentos sobre o tema.

Participaram da abertura da SNCT no Ifam a diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Márcia Perales; pelo Ifam, a pró-reitora de ensino, Lívia de Souza Camurça Lima; a diretora sistêmica de pesquisa e pós-graduação, Cláudia Ribeiro de Souza; o diretor geral do Campus-Centro-Manaus, Edson Valente; diretor do Campus-Distrito Industrial, Nivaldo Rodrigues; o diretor técnico do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), Carlos Gabriel Koury e o diretor da Aliança para Bioeconomia da Amazônia (Abio), João Carlos de Souza.

Na abertura do evento, a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, enfatizou que os eventos de popularização da ciência como a SNCT contribuem para que a política pública nacional e estadual de CT&I seja mais fortalecida, ampliada e efetiva aos problemas enfrentados na sociedade. “A ciência está presente no nosso dia a dia, seja por meio de uma lâmpada ligada ou aparelho celular, por exemplo, tudo é fruto de pesquisa científica. A ciência é uma conquista da humanidade e precisa estar a serviço da sociedade”, disse.

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Márcia Perales disse ainda que, apesar da crise econômica enfrentada no Estado, a Fapeam tem tido todo apoio do Governo do Amazonas para investir e impulsionar o cenário de ciência, tecnologia e inovação no estado. Para 2019 estão provisionados recursos de R$85 milhões, muito mais que em 2017 quando o valor foi de R$ 39.213,917, o que reposiciona a CT&I no estado.

Vale destacar que neste ano, a Fapeam já lançou 13 programas e retomou o Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação (POP CT&I), cuja edição anterior foi realizada em 2014.

O POP CT&I 2019 conta com R$800 mil para apoiar a realização de 27 eventos de popularização da ciência na capital e no interior, por meio do financiamento da produção e distribuição de materiais educativos para democratizar a produção do conhecimento em CT&I, fortalecer a Semana Estadual de Ciência e Tecnologia/2019 e a própria política pública de CT&I do Amazonas.

No evento, a diretora sistêmica de pesquisa e pós-graduação do Ifam, Cláudia Ribeiro de Souza, elogiou o trabalho desenvolvido pela Fapeam, principalmente, neste ano com a retomada de vários programas. “A Fapeam é uma das poucas fundações que oferta bolsas aos programas profissionais e agradecemos a Fapeam pelos nossos alunos de mestrado terem essas bolsas”, disse.

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Palestra

Após a cerimônia de abertura, o superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana, ministrou a palestra intitulada “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”. Na oportunidade, destacou o trabalho realizado pela FAS na promoção do desenvolvimento sustentável, conservação ambiental e melhoria da qualidade de vida das comunidades ribeirinhas do estado do Amazonas.

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Virgílio Viana também abordou o desmatamento e os incêndios florestais na Amazônia e apresentou como as iniciativas realizadas pela FAS têm gerado resultados positivos para o controle das queimadas em unidades de conservação do Estado.

 

Por: Esterffany Martins

Fotos: Ifam

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Potencial de plantas amazônicas é abordado durante palestra na Fiocruz Amazônia

Na manhã desta segunda-feira, 21/10, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu a palestra “Histórico de uso das plantas amazônicas”, ministrada por Fabiana Frickmann, gestora das RedesFito Amazônia. A atividade faz parte da programação da 16a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), cujo tema na Instituição é “Fiocruz Amazônia e você na semana de C&T (2ª edição): Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”.

A palestra ocorreu na sede da Fiocruz Amazônia e contou, na abertura, com a presença da coordenadora do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PIC), Priscila Aquino, da assessora da diretoria, Maria Olívia Simão, e da vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação, Claudia Ríos.

Na abertura do evento, Maria Olívia falou da importância da divulgação científica para o esclarecimento da sociedade sobre assuntos relacionados a ciência e tecnologia, e pediu aos participantes que falem mais sobre ciência com as pessoas no seu entorno, com a finalidade de disseminar a importância da pesquisa para a obtenção de novos saberes. Como convite aos presentes, Dra. Claudia María Ríos Velásquez, ressaltou a intensa agenda de atividades da SNTC da Fiocruz Amazônia.

Pesquisadores, técnicos e bolsistas de iniciação científica participaram da atividade, que teve como principal objetivo capacitar e disseminar informações sobre o histórico da Bioeconomia na Região Amazônica, bem como as possibilidades de plantas medicinais como potenciais fármacos, propriedades industriais e intelectuais.

“Quando se desenvolve uma tecnologia, não se deve ficar guardada. Estratégias de políticas públicas podem ser usadas para isso. O processo evolutivo como se deu e, a partir disso, aprender e fazer de uma forma melhor e mais inovadora. Toda ciência deve ser feita para saúde e prosperidade, correndo o risco de ser utilizada para fins negativos. Mas por isso ninguém mais vai inventar? Não. Mesmo que possa ser utilizada para o mal, o pesquisador tem que estar focado no bem social dessa inovação”, afirmou a pesquisadora.

Durante a palestra, uma linha cronológica foi apresentada, começando em 1835, com as plantas produtoras de látex extraídas da Amazônia para a Malásia, até 2019, com novos produtos com indicação geográfica amazônica, selos de comprovação com o intuito de proteger a natureza das espécies, como a farinha do Vale do Juruá e o abacaxi do Novo Remanso.

Além disso, foram apresentados exemplos de potenciais consolidados de Bioecomia na região, como o caso da Borracha (Hevea brasiliensis), Guaraná de Maués (Paullinia cupana) e Pau-rosa (Aniba rosaeodora). Fabiana ressaltou a importância de engajamento dos estudantes como possíveis pesquisadores do assunto, focando em estudos sobre manejo e pesquisa, a fim de evitar a extração desenfreada e o risco de extinção das espécies.

SOBRE A PALESTRANTE

Fabiana é professora Visitante do Programa de Pós Graduação em Biotecnologia (PPG-BIOTEC/BIONORTE) da Universidade Federal do Amazonas, Doutora em Biotectologia Vegetal (UFRJ), 2012. Atuou como Coordenadora das RedesFito, Professora e orientadora da Pós-Graduação do Curso de “Gestão em Inovação de Fitomedicamentos”. Desenvolve projetos nas áreas de: prospecção biotecnológica, etnoecologia, sustentabilidade socioambiental e gestão nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação & Saúde. 

Atualmente trabalha na área de Gestão da inovação de produtos de origem natural, ecologia e biotecnologia Vegetal da RedesFito Amazônia.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Fotos: Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia mobiliza escolas públicas através do graffiti com o “Projeto Escola Olímpica: Obsma na SNCT 2019”

Entre os dias 22 e 27/11, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove atividades de popularização da ciência, através do “Projeto Escola Olímpica: Obsma na SNCT 2019”. A ação faz parte da programação da Instituição, durante a 16a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

A atividade tem como principal objetivo a divulgação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) em escolas públicas da capital, utilizando como estratégia a produção de painéis sobre Saúde e Meio Ambiente, em alusão aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

A ação pretende sensibilizar professores e estudantes, por meio da arte do graffiti nos muros de escolas públicas de Manaus, além da distribuição de folders, cartazes e regulamentos da Obsma para a comunidade escolar.

Participarão da mobilização 10 Escolas Públicas de Manaus, selecionadas pela Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) e Secretaria Municipal de Educação (SEMED): Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, Escola Estadual Vicente Schettini, Escola Estadual Maria Amélia do Espírito Santo, IFAM/Zona Leste, Escola Estadual Márcio Nery, Escola Estadual Altair Severiano Nunes, Escola Estadual Ângelo Ramazzotti, Escola Estadual Sant’ana, Escola Estadual de Tempo Integral Prof. Djalma Batista, Instituto Batista Ida Nelson.

O projeto beneficiará cerca de 500 pessoas, entre estudantes, corpo técnico das escolas e a comunidade ao entorno. Durante os dias do evento serão realizados 10 painéis de graffiti, com o intuito de enfatizar os seguintes temas: Saúde, Bioeconomia e Desenvolvimento Sustentável. A Grafiteira Deborah de Lemos Vieira Cabral (Deborah Erê) será responsável pela concepção e pintura dos painéis.

Na oportunidade, a equipe da Regional Norte da Obsma levará os materiais de divulgação nas Escolas Olímpicas e dialogará com a gestão, os professores e os alunos, a fim de incentivar a participação na Olimpíada e o desenvolvimento de projetos de Saúde e Meio Ambiente. Após a conclusão da pintura, será entregue para a escola o certificado de Escola Olímpica e cartaz comemorativo pelo título ganho.

Para a coordenadora Regional Norte da Obsma, Rita Bacuri, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), o evento é uma oportunidade de “divulgação do principal trabalho da Obsma, despertar a divulgação científica em nível de educação básica, a fim de que os alunos encontrem na Olimpíada um caminho a se trilhar. A Semana concede o espaço de divulgação, ampliação e popularização da divulgação científica. Desse modo, Fiocruz e Obsma têm a oportunidade de articular com outras instituições e levar a proposta da Olimpíada a todos”.

Confira a programação do evento: 

 

                                                         

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Imagens: Cael Fernando

Fiocruz Amazônia promove ciclo de atividades durante 16ª SNCT

Outubro é o mês nacional da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Com atividades coordenadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a celebração tem o objetivo de mobilizar a população, em especial os jovens, para atividades científico-tecnológicas. O mês vai expandir as atividades já realizadas anualmente na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

Com o tema “Fiocruz Amazônia e você na semana de C&T (2ª edição): Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promove entre os dias 21 e 27/10, um ciclo de atividades, que buscam dialogar com a sociedade por meio de estratégias variadas.

Na próxima segunda-feira, 21/10, a instituição abre a programação da 16ª SNCT, com a realização da Intervenção Reflexiva: “Inovação no SUS”. A atividade consiste em uma profunda reflexão que sugere o encontro de olhares e sentidos dos estudantes de Iniciação Científica, sobre o cotidiano do trabalho do SUS e sua repercussão nas formas de fazer ciência na Fiocruz e nesses locais.

As ações promovidas pelo ILMD/Fiocruz Amazônia ocorrerão até novembro, com atividades que abrangerão a divulgação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), em escolas públicas de Manaus. A atividade utilizará como estratégia a produção de painéis sobre saúde e meio ambiente, em alusão aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda 2030, com a arte do graffiti em muros de escolas públicas de capital. A programação ainda inclui a distribuição de folders, cartazes e regulamentos da Obsma para a comunidade escolar.

Ao longo dos dois meses, a Fiocruz Amazônia ainda irá realizar a segunda exposição: “Aqui tem ciência, Aqui tem Fiocruz”. Outra atividade realizada durante a 16ª SNCT da Fiocruz Amazônia será o “Digiciência”, uma oficina de vídeos digitais para divulgar a ciência. O projeto vai beneficiar estudantes, pesquisadores e professores de pós-graduação da Instituição.

Ainda está previsto na programação, a realização de oficinas de produção e divulgação do material didático “Malária – o caminho da gota espessa”, além da feira Ciência & Saúde para Você, a ser realizada no município de Tabatinga (AM), em parceria com o Instituto Federal do Amazonas (IFAM).

SOBRE A SNCT

A SNCT tem o objetivo de aproximar ciência e tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições, a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o país.

As atividades do Mês Nacional de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações serão coordenadas pelo MCTIC, com a colaboração de instituições públicas e privadas, universidades, museus, fundações de amparo à pesquisa, parques ambientais, jardins botânicos e zoológicos, secretarias estaduais e municipais, e outras entidades que tratem do tema. A finalidade é mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, valorizando a criatividade, a atitude científica a inovação e a comunicação.

Segundo a organização da SNCT, as atividades realizadas durante o mês irão se aliar à missão Institucional do MCTIC, de apresentar a produção de conhecimento e riqueza, alinhadas à melhoria na qualidade de vida da população brasileira, de modo a permitir o debate acerca dos resultados, relevância e impactos da pesquisa científico-tecnológica, principalmente daquelas realizadas no Brasil, e suas aplicações.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Cael Fernando

 

Fapeam realiza programação para alertar colaboradoras sobre o câncer de mama e útero

Com o objetivo de alertar servidoras, comissionadas e bolsistas sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dos cânceres de mama e colo do útero a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Setor de Promoção à Saúde e Qualidade, organizou um espaço para debater questões importantes a respeito do tema.

As atividades realizadas, em alusão à Campanha Outubro Rosa, foram programadas durante os dias 10 e 11 e incluiu sessão de cinema, com a exibição do filme Lado a Lado, rodas de conversas, oficinas e palestras sobre prevenção, fatores de risco e linha de cuidado e serviços de saúde na atenção básica voltados à saúde da mulher.

11.10.2019  - AÇÃO PALESTRA OUTUBRO ROSA NA FAPEAM - FOTOS ÉRICO X._-31

A assistente social da Fapeam, Silviane Campos, disse que a iniciativa é feita com o objetivo de sensibilizar as mulheres, também dentro do ambiente de trabalho, ao autocuidado, prevenção e promoção à saúde.

Para a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, a programação foi feita para alcançar as colaboradoras da melhor forma possível, por meio  da informação, autocuidado e autoconhecimento. 

Segundo a diretora administrativo-financeira da Fapeam, Márcia Irene Andrade, os conteúdos debatidos são de extremamente importância porque permitem que as pessoas socializem e multipliquem o conhecimento adquirido nos grupos em que estão inseridos.  

Programação

Para compartilhar informações sobre os dois tipos de cânceres e promover a conscientização, prevenção e diagnóstico dessas doenças, a diretora de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) Kátia Luz Torres Silva, falou que a detecção precoce ainda é a maior aliada para o tratamento eficaz tanto do câncer de mama quanto do câncer de colo uterino.

Kátia Luz

Diretora de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) Kátia Luz Torres Silva.

Kátia falou como deve ser feito o rastreio de lesões precursoras de câncer de colo uterino, causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV), que é através de exame ginecológico (Papanicolaou), e falou também sobre a importância do autoexame das mamas para o diagnóstico precoce da doença.

“A prevenção é a melhor opção para combater as doenças. É importante estar vigilante porque o câncer propriamente dito só acontece depois de 10 a 15 anos da convivência com o vírus do HPV. Por isso, é importante prevenir com vacinação de meninas e meninos, além dos exames preventivos”, alertou Kátia.

Para a bolsista da Fapeam, Júlia Moreira, a roda de conversa sobre a prevenção ao câncer de mama e colo do útero foi fantástica, emocionante e incentivou as mulheres presentes a se prevenir e fazer os exames regularmente.

A enfermeira do Distrito de Saúde Oeste, Flamícia Fortes, falou como funciona o atendimento nas Unidades de Saúde, a orientação e sensibilização da população sobre prevenção através do rastreio das doenças com os exames preventivos.   

11.10.2019  - AÇÃO PALESTRA OUTUBRO ROSA NA FAPEAM - FOTOS ÉRICO X._-39

Enfermeira do Distrito de Saúde Oeste, Flamícia Fortes.

Para a bolsista, Auristela Conserva, a escolha dos temas foi bastante interessante, esclarecedora e de grande importância para a capacitação e divulgação do conhecimento.

Para Gilmara Souza, a promoção desses eventos proporciona momentos de aprendizagem e conhecimento. Para ela a iniciativa é válida, também, porque propicia ocasiões de descontração no ambiente de trabalho.

Outubro Rosa

O mês de Outubro já é conhecido mundialmente como um mês marcado por ações afirmativas relacionadas à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. O movimento, conhecido como Outubro Rosa, é celebrado anualmente desde os anos 90. O objetivo da campanha é compartilhar informações sobre o câncer de mama e, mais recentemente, câncer do colo do útero, promovendo a conscientização sobre as doenças, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e contribuindo para a redução da mortalidade.

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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