Arquivo da Categoria: Ciência

Programa de apoio à realização de eventos científicos e tecnológicos no AM recebe inscrições até o dia 16 de Outubro

Primeira chamada do programa é para eventos ocorrentes no período de março a dezembro de 2018

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebe, até o dia 16 de outubro, as propostas de interessados na realização de eventos de cunho científico e tecnológico no Amazonas. As propostas devem estar relacionadas  à Ciência, Tecnologia e Inovação: congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

Os projetos devem ser submetidos ao Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev), em versão eletrônica, por intermédio do formulário contido no Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SIGFapeam), disponível na página eletrônica da instituição. Para acessar o formulário eletrônico, o proponente deverá utilizar seu login e senha previamente cadastrados.

SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO AMAZONAS 2016-84

Programa visa divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico no Estado Amazonas

Novos usuários deverão realizar o cadastramento no banco de pesquisadores da Fapeam, no endereço citado acima. Além do envio do Formulário online, por meio da Fapeam, a submissão da proposta requer também a apresentação de documentação complementar a ser anexada no SIGfapeam.

O edital conta com um investimento da ordem de R$1,2 milhão para apoiar a realização de eventos locais, regionais, nacionais e internacionais sediados no Amazonas. As propostas para a primeira chamada, que contempla eventos realizados de março a junho de 2018, podem ser submetidas até o dia 16 de outubro de 2017. Já a segunda chamada, para eventos que ocorrem de julho a dezembro de 2018, podem ser enviadas até o dia 19 de fevereiro de 2018.

Um dos requisitos para participar do edital é ter vínculo empregatício com instituição de pesquisa e ensino superior, centros de pesquisas, órgãos públicos sediados ou com unidade permanente no Amazonas, adiante denominados instituição executora do evento e ter título de doutor.

SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO AMAZONAS 2016-72

Clique aqui para acessar ao edital

Esterffany Martins – Agência Fapeam

O post Programa de apoio à realização de eventos científicos e tecnológicos no AM recebe inscrições até o dia 16 de Outubro apareceu primeiro em FAPEAM.

Lixo orgânico é transformado em ração animal

 Especial Sinapse da Inovação- A pesquisa usa as larvas das moscas no processo de produção e pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal

 Uma pesquisa desenvolvida no Amazonas com apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) está transformando o lixo orgânico, oriundo de feiras e restaurantes de Manaus, em ração para animais. O produto desenvolvido pela empresa “Natuprotein”, contemplado no programa Sinapse de Inovação, pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal.

MVI_0343.MOV.06_18_14_02.Quadro001As larvas das moscas, que se alimentam do lixo orgânico, desenvolvem uma biomassa proteica rica em nutrientes que pode ser utilizada na produção da ração sustentável 

O coordenador da pesquisa, Carlos Gustavo Nunes, explicou que o projeto constitui na conversão da matéria orgânica residual em proteína. As proteínas são as larvas das moscas  que se alimentam dos resíduos e  se desenvolvem produzindo uma biomassa proteica que é  aproveitada para  produção de uma ração sustentável para animais.

“Essa biomassa proteica é tão boa quanto à proteína que já é utilizada, atualmente, para rações de animais na pecuária, e em quantidade suficiente para que consiga atender a demanda que é muito grande na nossa região. A biomassa proteica tem a palatabilidade interessante para os animais, no caso, da piscicultura e aves, principalmente. Além disso possui uma boa quantidade de nutrientes”, disse o pesquisador.

Assista a reportagem produzida pela TV FAPEAM

Outro ponto que Nunes destacou é que além de oferecer ao mercado um novo produto, a matéria-prima ainda ganha destino sustentável tendo em vista que os resíduos  antes  descartados se tornaram  a nova base para ração.

“Se pensarmos no aspecto mais amplo, estamos convertendo um resíduo que pode ser considerado até problemático na cidade ou no campo em uma matéria-prima abundante para ser utilizado na cadeia produtiva do pescado. Um dos principais gargalos para essa produção de pescado na região são os insumos, ou seja, até 70% do custo na piscicultura é oriundo da ração”, contou.

MVI_0361.MOV.06_20_43_05.Quadro001A pesquisa é desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas via  Fapeam na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

A pesquisa já está em fase de protótipo. Nunes disse que a equipe já dominou a conversão do resíduo orgânico em biomassa proteica  utilizando os insetos. A equipe também  já tem condições, hoje, de fazer o suplemento proteico e com isso adiciona-lo a outros ingredientes da ração. O resíduo desse processo também pode ser utilizado na indústria de biofertilização orgânica como, por exemplo, na nutrição de plantas.

A equipe também trabalha nas análises da massa proteica como: nutricionais e químicas e nas análises dos rejeitos do processo do biofertilizante.

“Do resíduo orgânico retiramos a proteína e o rejeito desse processo pode ser utilizado na agricultura como húmus (adubo produzido por minhocas a partir de restos de matéria orgânica)” concluiu o pesquisador.

Sinapse de Inovação

A ração para animais é um dos 28 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse de novação fruto da parceria firmada entre o Governo do Amazonas, via Fapeam, com a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, além de fortalecer o empreendedorismo o cenário inovador e econômico no Amazonas.

MVI_0342.MOV.06_18_11_04.Quadro001Os resíduos do processos da produção da ração também podem ser usados como biofertilizantes 

 

Texto e Fotos – Esterffany Martins –Agência Fapeam

O post Lixo orgânico é transformado em ração animal apareceu primeiro em FAPEAM.

Lixo orgânico é transformado em ração animal

 Especial Sinapse da Inovação- A pesquisa usa as larvas das moscas no processo de produção e pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal

 Uma pesquisa desenvolvida no Amazonas com apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) está transformando o lixo orgânico, oriundo de feiras e restaurantes de Manaus, em ração para animais. O produto desenvolvido pela empresa “Natuprotein”, contemplado no programa Sinapse de Inovação, pretende oferecer uma nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal.

MVI_0343.MOV.06_18_14_02.Quadro001As larvas das moscas, que se alimentam do lixo orgânico, desenvolvem uma biomassa proteica rica em nutrientes que pode ser utilizada na produção da ração sustentável 

O coordenador da pesquisa, Carlos Gustavo Nunes, explicou que o projeto constitui na conversão da matéria orgânica residual em proteína. As proteínas são as larvas das moscas  que se alimentam dos resíduos e  se desenvolvem produzindo uma biomassa proteica que é  aproveitada para  produção de uma ração sustentável para animais.

“Essa biomassa proteica é tão boa quanto à proteína que já é utilizada, atualmente, para rações de animais na pecuária, e em quantidade suficiente para que consiga atender a demanda que é muito grande na nossa região. A biomassa proteica tem a palatabilidade interessante para os animais, no caso, da piscicultura e aves, principalmente. Além disso possui uma boa quantidade de nutrientes”, disse o pesquisador.

Assista a reportagem produzida pela TV FAPEAM

Outro ponto que Nunes destacou é que além de oferecer ao mercado um novo produto, a matéria-prima ainda ganha destino sustentável tendo em vista que os resíduos  antes  descartados se tornaram  a nova base para ração.

“Se pensarmos no aspecto mais amplo, estamos convertendo um resíduo que pode ser considerado até problemático na cidade ou no campo em uma matéria-prima abundante para ser utilizado na cadeia produtiva do pescado. Um dos principais gargalos para essa produção de pescado na região são os insumos, ou seja, até 70% do custo na piscicultura é oriundo da ração”, contou.

MVI_0361.MOV.06_20_43_05.Quadro001A pesquisa é desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas via  Fapeam na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

A pesquisa já está em fase de protótipo. Nunes disse que a equipe já dominou a conversão do resíduo orgânico em biomassa proteica  utilizando os insetos. A equipe também  já tem condições, hoje, de fazer o suplemento proteico e com isso adiciona-lo a outros ingredientes da ração. O resíduo desse processo também pode ser utilizado na indústria de biofertilização orgânica como, por exemplo, na nutrição de plantas.

A equipe também trabalha nas análises da massa proteica como: nutricionais e químicas e nas análises dos rejeitos do processo do biofertilizante.

“Do resíduo orgânico retiramos a proteína e o rejeito desse processo pode ser utilizado na agricultura como húmus (adubo produzido por minhocas a partir de restos de matéria orgânica)” concluiu o pesquisador.

Sinapse de Inovação

A ração para animais é um dos 28 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse de novação fruto da parceria firmada entre o Governo do Amazonas, via Fapeam, com a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, além de fortalecer o empreendedorismo o cenário inovador e econômico no Amazonas.

MVI_0342.MOV.06_18_11_04.Quadro001Os resíduos do processos da produção da ração também podem ser usados como biofertilizantes 

 

Texto e Fotos – Esterffany Martins –Agência Fapeam

O post Lixo orgânico é transformado em ração animal apareceu primeiro em FAPEAM.

Estudantes do 6º CMPM recebem palestras e exposições do ILMD/ Fiocruz Amazônia

Com a proposta de incentivar, fomentar e apoiar o ensino e a pesquisa no âmbito escolar, o 6º Colégio Militar da Policia Militar do Amazonas (CMPM) – Escola Estadual Senador Evandro das Neves Carreira, realizou entre os dias 29 e 31 de agosto, a I Semana de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com o tema: “Educação em Saúde para viver melhor”.

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) participou do evento, por meio de apresentações de palestras e exposições. Um dos destaques entre as atividades apresentadas pela equipe da Fiocruz Amazônia, foi a exposição entomológica, bacteriana e de fungos, realizada pelos Laboratórios de Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), e de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) do ILMD.

“Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)” foi o tema da palestra ministrada pela pesquisadora Rita Bacuri. Já a palestra ministrada por Layssa do Carmo, mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), abordou a temática “micoses e doenças de pele”.

Os alunos puderam conferir ainda uma exposição de banners sobre a vida e obra do biólogo, médico sanitarista, cientista e bacteriologista brasileiro, Carlos Chagas, que trabalhou como clínico e pesquisador. Atuante na saúde pública do Brasil, o pesquisador iniciou sua carreira no combate à malária.

O 6º CMPM fica situado à Avenida Felicidade s/n, no Conjunto Viver Melhor, Bairro Lago Azul, Zona Norte de Manaus, e segue o modelo de administração dos demais Colégios sob Gestão da Policia Militar do Amazonas.

A ação visa potencializar as pesquisas realizadas no Instituto, por meio da divulgação dos resultados científicos e tecnológicos para além da academia, por meio de estratégias que alcancem a sociedade, realizando, assim, a popularização da ciência.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia

Foto: Edmilson Bibiani

Estudo sobre zika revela lesões oculares graves em bebês

Um ano e meio após o início da emergência sanitária internacional de microcefalia relacionada à infecção congênita do vírus zika, um novo estudo coordenado por especialistas do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) apontou que anormalidades oculares podem ser o único achado inicial dos bebês cujas mães foram infectadas durante a gravidez.

De acordo com os pesquisadores, a descoberta sugere a necessidade de se repensar os critérios de avaliação na triagem neonatal, para incluir o exame de fundo de olho de todos os bebês com potencial exposição materna ao vírus. Publicado na renomada revista americana The Journal of the American Medical Association (Jama) o artigo é fruto de uma parceria da Fiocruz, por meio do IFF e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), com a Universidade da Califórnia e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O trabalho envolveu a maior série de casos confirmados de exposição à zika com dados coletados sistematicamente. “Conseguimos fazer um estudo descritivo das anormalidades oculares, correlacionando-as com achados do sistema nervoso central, ocorrência de microcefalia e o momento da infecção materna a partir de uma coorte robusta, envolvendo bebês cujas mães tiveram resultado laboratorial positivo para a infecção na gestação”, destacou a oftalmologista pediátrica do IFF e autora do artigo, Andrea Zin.  Além de Andrea, participaram do estudo outros seis pesquisadores do Instituto: Maria Elisabeth Moreira, Zilton Vasconcelos, Marcos Vinicius Pone, Sheila Pone, Mitsue Aibe e Ana Carolina da Costa.

Das 112 crianças acompanhadas do nascimento até os seis meses de vida, 46 não tinham diagnóstico de microcefalia. No entanto, dez delas apresentaram anormalidades oculares ao exame de fundo de olho. O número representa 42% das crianças com algum tipo de lesão oftalmológica, sendo questões referentes ao nervo óptico e a retina os achados mais frequentes. O estudo também revelou que a maioria das gestantes foi infectada ainda no primeiro trimestre (58%). Em 33%, a infecção aconteceu no segundo trimestre e, em 8%, no final da gestação, já no terceiro trimestre.

As diretrizes atuais recomendam exames oculares em bebês com microcefalia, mas não inclui todas crianças potencialmente expostas ao vírus zika no útero. “Encontramos lesões significativas em crianças que não apresentavam microcefalia. Trata-se de alterações graves e quanto mais precoce for o diagnóstico, mais cedo a criança pode ser submetida a uma intervenção para habilitação da visão. Com esses achados, ressaltamos a necessidade de repensar os critérios de avaliação, de forma a incluir o exame de fundo de olho na triagem neonatal de todos os bebês com potencial exposição materna ao vírus”, destacou Andrea Zin.

Os achados, ilustrados no artigo do Jama, foram registrados por meio da RetCam, câmera fotográfica especial adquirida pela Fiocruz no final do ano passado. O investimento foi fundamental para possibilitar o estudo e sua publicação.  “Através deste equipamento, que fotografa em 360º o fundo de olho, conseguimos documentar as alterações com grande riqueza de detalhes, possibilitando a comparação de exames subsequentes. Com isso, foi possível não só refinar a capacidade de diagnóstico, como também tornar mais acessível a troca de informações entre especialistas”, finalizou a pesquisadora.

Por Aline Câmera (IFF/Fiocruz)

Fonte: AFN