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Fiocruz lança Guia de Recursos Educacionais Abertos

O que é educação aberta? Para o que serve? Como utilizar recursos educacionais abertos? Como empregá-los na área de educação? Essas e muitas outras questões são abordadas e debatidas no Guia de Recursos Educacionais Abertos: Conceitos e Práticas, que acaba de ser lançado pelo Campus Virtual Fiocruz. No contexto da pandemia, está cada vez mais necessário e urgente a utilização de materiais didáticos digitais. O Guia tem como finalidade apresentar conceitos, princípios e práticas sobre REA, ou Open Educational Resources (OER, na sigla em inglês), e contou com a contribuição de parceiros da Rede REA/OER – um projeto da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS), do Campus Virtual de Saúde Pública/Opas e da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS).

O material é dividido em duas grandes partes. A primeira aborda os conceitos, princípios e práticas sobre REA, o cenário internacional dos Recursos Educacionais Abertos, seus formatos e padrões. A segunda seção trata de questões de criação, avaliação da qualidade dos REA, seus aspectos legais e um glossário com os principais termos utilizados.

O Guia conta com uma versão navegável online, mas também pode ser baixado em pfd para impressão na Plataforma Educare.

A coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, ressalta que o Guia estabelece alguns padrões e formatos comuns, sendo um dos componentes da Plataforma Educare, cuja ideia é disseminar a importância do uso e o desenvolvimento dos recursos educacionais aberto em suas diferentes utilizações”. Ela aponta ainda que o conteúdo do guia integrará também, de forma diferenciada, o próximo módulo do Curso de Ciência Aberta da Fiocruz, específico sobre Educação Aberta e REA, com lançamento previsto para o mês de agosto.

A publicação adota o conceito de REA da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que considera REA cursos completos, partes de cursos, módulos, livros didáticos, vídeos, testes, software, e qualquer outra ferramenta, material ou técnica que possa ampliar o acesso ao conhecimento e apoiar as atividades de ensino. A coordenadora adjunta do CVF, Rosane Mendes, salienta que o Guia traz informações importantes para o processo de desenvolvimento de um recurso do ponto de vista tecnológico. Segundo ela, “o uso de formatos técnicos abertos facilita o acesso e reuso potencial dos recursos publicados digitalmente”, detalha Rosane.

A coordenação do Guia, assim como seu conteúdo, foi elaborado por Ana Furniel, Ana Paula Mendonça e Rosane Mendes, do Campus Virtual Fiocruz, ligado à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz).

RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS NA FIOCRUZ

Em 2014, a Fundação Oswaldo Cruz, instituiu sua Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, visando garantir à sociedade o acesso gratuito, público e aberto ao conteúdo integral de toda sua obra intelectual. No mesmo ano, criou um Grupo de Trabalho para discutir e propor um conjunto de diretrizes para o desenvolvimento e a adoção de REA na Fiocruz, em conjunto com parceiros, como o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/Opas), o CVSP/Opas e a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS/MS).

Nesse movimento de ampliação de cursos virtuais e adoção e construção de plataformas abertas que incentivem a construção colaborativa e o compartilhamento de conhecimentos, em 2016, criou o Campus Virtual Fiocruz, cujo objetivo é integrar as iniciativas da Fiocruz na área de Ensino, e disponibilizar Ferramentas Educacionais que colaborem com os princípios do acesso aberto, tais como o Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle, um ambiente para os seus cursos online aberto e massivo (Mooc – Massive Open Online Course, na sigla em inglês), e o Educare – Ecossistema de Recursos Educacionais.

Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)
Imagem: Divulgação

Fiocruz Amazônia discute os impactos da Ciência Aberta na Região Norte

Você sabe o que é Ciência Aberta? Uma prática científica em que a partilha, colaboração e contribuição são os pontos fundamentais da pesquisa, bem como os dados de investigação e notas laboratoriais compartilhados entre a comunidade científica, a sociedade e as empresas.

Para falar mais sobre essa nova forma de fazer ciência, ocorreu nesta sexta-feira, 13/3, a palestra “Ciência aberta e a comunicação científica”, ministrada por Célia Regina Simonetti Barbalho, promovida pelo Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A palestra teve como um dos principais tópicos, os impactos da Ciência Aberta na Região Norte do Brasil, além de ressaltar os elementos conectores e os panoramas da implantação dos repositórios digitais.

Célia Regina reforça sobre a resistência dos pesquisadores quanto à abertura dos dados científicos para a comunidade em geral. “A comunidade científica mundial vem trabalhando sobre a ciência aberta há muitos anos. O primeiro registro é em 2001. É importante que a gente lembre que a ciência, quando é produzida especialmente com recurso público, precisa ser pública e ser dada ao público, para que ele tenha acesso aquilo que está sendo produzido, aquilo que a gente vem chamando de uma ciência cidadã, que possa construir efetivamente uma cidadania, para aqueles que tem efetivamente financiado essa ciência”.

SOBRE A PALESTRANTE

Professora titular da Ufam, Célia é graduada em Biblioteconomia pela Ufam, mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 Atualmente realiza Estágio Pós-Doutoral no Programa em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, ponto focal da Universidade de Federal do Rio de Janeiro.

Possui experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em gestão de unidades de informação, gestão da informação e do conhecimento, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino superior, qualidade, biblioteconomia, competências profissionais, propriedade intelectual e planejamento estratégico.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Foto: Eduardo Gomes

Ciência aberta e comunicação científica serão pautas do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

Na próxima sexta-feira, 13/3, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Ciência aberta e a comunicação científica”, a ser ministrada por Célia Regina Simonetti Barbalho, professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Segunda a pesquisadora, a palestra objetiva caracterizar os aspectos que envolvem a ciência aberta, destacando suas motivações e trajetória, as quais estão configurando um novo modelo de divulgação da comunicação científica. Além disso, irá destacar o papel protagonista do pesquisador neste contexto, e as implicações e impactos deste processo no fazer científico.

Clique Aqui para se inscrever

Interessados em participar devem preencher o formulário de inscrição, no Campus Virtual da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A apresentação ocorrerá na sala de aula 02, prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Professora titular da Ufam, Célia é graduada em Biblioteconomia pela Ufam, mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 Atualmente realiza Estágio Pós-Doutoral no Programa em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, ponto focal da Universidade de Federal do Rio de Janeiro.

Possui experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em gestão de unidades de informação, gestão da informação e do conhecimento, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino superior, qualidade, biblioteconomia, competências profissionais, propriedade intelectual e planejamento estratégico.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes