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Debate da Fiocruz reúne intelectuais indígenas e lança chamadas públicas

Por meio do Observatório Covid-19, a Fiocruz promoveu o debate virtual Povos indígenas na produção de conhecimento: por uma saúde não silenciada. O encontro, que pode ser assistido no canal da Fundação no YouTube, reuniu pesquisadores da Fiocruz e intelectuais indígenas. Estes apresentaram suas trajetórias acadêmicas e no mundo da pesquisa e comentaram os muitos percalços que ainda precisam superar. A atividade teve o apoio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz) e integra o projeto Vozes Indígenas na Produção do Conhecimento, que se originou a partir de um diálogo entre intelectuais indígenas de diversas regiões do Brasil e pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). O objetivo é dar visibilidade ao conhecimento produzido por pesquisadoras e pesquisadores indígenas, envolvê-los nos eventos tecno-científicos, estimular trabalhos conjuntos e a circulação de ideias e reflexões.

O evento marcou o lançamento de duas chamadas públicas voltadas para pesquisadores indígenas de toda a América Latina que sejam autores principais dos trabalhos. Co-autores podem ser não-indígenas. As chamadas também buscam contribuições que versem sobre a vivência dos povos indígenas no contexto da Covid-19. O objetivo das chamadas é reunir contribuições que deem visibilidade às múltiplas especificidades inerentes às realidades sócio-territoriais de cada povo, com ênfase nas complexas inter-relações sócio-culturais e políticas com a saúde dos povos indígenas.

Em ambas as chamadas podem ser enviadas contribuições em português e línguas indígenas (maternas, nativas ou originárias), desde que contem com a tradução para o português. Além das chamadas, durante o evento houve ainda o lançamento de uma série de curtas sob o título Vozes indígenas do território à academia, produzido em uma parceria da VideoSaúde/Fiocruz com a Canoa Produções que apresenta as trajetórias de indígenas acadêmicos e suas carreiras na universidade e na docência.

A pesquisadora da Ensp e coordenadora do GT de Saúde Indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) Ana Lúcia Pontes, que faz parte da coordenação da iniciativa, abriu o evento virtual lembrando que o projeto surgiu entre pesquisadores da Fiocruz e da Abrasco, em articulação com profissionais de outras instituições que também atuam nas áreas de antropologia e saúde indígena. O intuito é valorizar e dar visibilidade à produção do conhecimento de pesquisadores indígenas e abrir caminhos para que participem de eventos científicos na área de saúde coletiva.

Em seguida ela apresentou o primeiro dos vídeos exibidos durante o debate, no qual a pesquisadora Braulina Aurora Baniwa conta a sua trajetória no mestrado na UnB e na produção de conhecimento. Ela narrou os muitos obstáculos que os indígenas precisam superar para chegar (e permanecer) na academia. “Ainda somos vistos por muitos como inúteis. Não reconhecem o nosso potencial. Também não somos apenas uma sociedade indígena, mas várias. Somos 300 povos e 380 línguas. Apesar das dificuldades, estamos abrindo portas”.

O pesquisador Ricardo Ventura Santos, da Ensp e do Museu Nacional/UFRJ, disse em seguida que é importante amplificar as vozes dos povos indígenas. Ele louvou a iniciativa, que permitiu pensar em chamadas que terão a participação de intelectuais indígenas, algo improvável até poucos anos atrás. Segundo ele, na última década houve um importante avanço, no ensino superior, de alunos vindos de povos indígenas, o que agora começa a se refletir em dissertações de mestrado e teses de doutorado. “Diante desse avanço podemos começar a olhar para o futuro com altivez e esperança”.

A vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, afirmou em sua intervenção que “o tema é necessário e relevante e reúne pesquisadores de variadas unidades da Fundação que trabalham em articulação com os povos indígenas”. Ela elogiou a qualidade dos vídeos produzidos e disse que “esses povos precisam ser sujeitos e vocalizar seus direitos, além de manifestar suas especificidades, como o direito ao território, a defesa da natureza, a luta pelas florestas e pela preservação da sua história e da sua memória. Sem dúvida eles têm muito a nos ensinar, sobretudo neste momento de crise sanitária e humanitária sem precedentes pelo qual o planeta vem passando”.

Logo após a participação da vice-presidente houve a exibição de um novo vídeo, com a mestranda em sociologia Urawive Suruí. Segundo ela, seu projeto acadêmico tem como proposta contar a experiência dos suruí para as próximas gerações, refletindo o conhecimento social desse povo. Após o vídeo, Inara do Nascimento Tavares, do Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena, disse em sua intervenção que a universidade, para os indígenas, é mais um espaço de luta, para o qual os povos indígenas levam seus corpos, seus sonhos e suas cores.

O doutorando em direito Dinamam Tuxá, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, observou que reunir as lideranças intelectuais indígenas é fundamental para que alcancem o objetivo de democratizar o espaço acadêmico. “E nossas pesquisas também contribuem para a divulgação e maior disseminação dos saberes tradicionais. É necessário quebrar o paradigma de que apenas o conhecimento europeu é válido e científico. No mundo de hoje é inadmissível que se duvide da capacidade intelectual dos nossos povos. Infelizmente, mesmo na universidade, que deveria ser mais aberta e inclusiva, ainda percebemos esse preconceito”.

A psicóloga Nita Tuxá, da Articulação Brasileiras dos (as) Psicólogos (as) Indígenas, disse que a discriminação aos povos indígenas “gera sofrimento e nos faz lutar diariamente por nossos direitos”. Para ela, “a escolarização é uma arma de luta, visando transformar uma ciência colonizadora e abrir espaço para a diversidade de conhecimento. Precisamos de uma ciência acolhedora e inclusiva. E o nosso desafio é também o de traduzir para os nossos povos o conhecimento que adquirimos”. Nita listou alguns dos problemas enfrentados pelos indígenas, como a violação de direitos, a invasão de terras, o garimpo e o desmatamento ilegal. “Os indígenas passaram muito tempo silenciados. Não mais. Esse tempo ficou para trás”.

Mário Nicácio, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), afirmou estar havendo uma contaminação em massa de indígenas pela Covid-19. “E esse cenário desolador está destruindo grande parte de nossas enciclopédias vivas, os anciãos indígenas. É uma perda incalculável e irreparável”. Segundo Nicácio, os povos indígenas buscam não ser mais identificados como objetos, e sim autores, sujeitos soberanos que pensam, refletem, criam, pesquisam, lecionam.

A última intervenção foi de Joziléia Daniza Kaigang, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina. Ela disse que o evento representa “nós falando por nós”. A professora afirmou que tem aumentado significativamente a qualidade da pesquisa feita por indígenas, que muitas vezes está ligada à ancestralidade e à conexão com o território. “Somos diversidade e pluralidade e temos múltiplas possibilidades para caminhar na produção de conhecimento”, disse. Junto com a intervenção de Joziléia ocorreu a exibição do vídeo da advogada Simone Terena, pesquisadora na área de violência contra a mulher indígena.

CHAMADAS

Para participar das chamadas, os autores indígenas precisam submeter os trabalhos até 30 de agosto, pelo e-mail vozes.indigenas.fiocruz@gmail.com, seguindo as orientações dos editais:

Chamada 1: “Corpo, Território, Saúde e Existência/Resistência dos Povos indígenas da América Latina”

Chamada 2: “Diversidade de Vozes dos Territórios Indígenas: Saúde Silenciada”

Agência Fiocruz de Notícias, por Ricardo Valverde

Fiocruz Amazônia divulga Republicação de Chamada Pública do processo seletivo para o PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) anuncia a Republicação da Chamada Pública N.006/2020, com alterações nos seguintes itens: Redução do valor da Taxa de Inscrição; Retirada da prova de inglês do processo seletivo e Modificação do cronograma do processo seletivo, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Para a republicação clique AQUI

SOBRE O PPGVIDA

O curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Ascom ILMD /Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

 

Termina quinta-feira (06.02) inscrições para a Chamada Confap-Maeci Call 2019

A Chamada Pública Confap-Maeci Call 2019 para pesquisa conjunta entre instituições brasileiras e italianas  recebe propostas  até a próxima quinta-feira (06.02) , às 10h (horário de Brasília). O objetivo é apoiar projetos de pesquisa nas áreas de inteligência artificial, ciências básicas (química, física e matemática), doenças transmissíveis, energias renováveis, nutrição e doenças metabólicas, agricultura de precisão, ciências espaciais, produção sustentável e uso estratégico de minerais.

O Amazonas participa do edital por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A Chamada foi lançada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália (Maeci), dentro do Programa Executivo de Cooperação Científica e Tecnológica estabelecido por meio de acordo entre Brasil e Itália.

Podem participar da chamada, do lado italiano, organizações públicas e privadas, no qual o coordenador principal  possua nacionalidade italiana ou da União Europeia, residência legal na Itália, e vínculo permanente ou vínculo temporário que cubra o período do projeto. Do lado brasileiro, o coordenador principal deve estar vinculado a Instituições de Ensino Superior (IES) ou Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIs) brasileiras dos Estados cujas Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) aderiram à Chamada.

Para a contraparte brasileira, os candidatos devem consultar previamente a respectiva FAP, a qual pode definir suas condições específicas de elegibilidade e requisitos do projeto.

Diretrizes Específicas da Fapeam

1. Recurso 

A Fapeam informa que serão alocados para financiamento recursos na ordem de € 100.000 (cem mil euros) para apoio de 1 (um) projeto. Os recursos disponibilizados deverão ser utilizados apenas para despesas de custeio.

2. Elegibilidade

2.1 Por parte da Instituição

A Instituição de vínculo do autor da proposta, ora denominada Proponente, deve:

a) Ser Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT), localizada no estado do Amazonas;

b) Se comprometer a propiciar condições adequadas de espaço, infraestrutura, pessoal de apoio técnico e administrativo, bem como tempo para a equipe dedicar-se ao projeto proposto;

2.2 Por parte do coordenador

a) Ter título de doutor;

b) Ter vínculo permanente com a instituição de pesquisa e/ou ensino superior ou centro de pesquisa, públicos ou privados, sem fins lucrativos, com sede ou unidade permanente no estado do Amazonas;

c) Ter cadastro atualizado no sistema SigFapeam;

d) Ter currículo atualizado na Plataforma Lattes do CNPq;

e) Ter experiência compatível e comprovada com o tema da proposta apresentada (coordenação de projetos, integrante de equipe, publicação na área, entre outras experiências que serão avaliadas);

f) Demonstrar qualidade e regularidade em sua produção científica e/ou tecnológica nos últimos três anos;

e) Ter anuência do dirigente máximo da instituição de vínculo do proponente ou seu representante legal junto à Fapeam;

f) Responsabilizar-se pelas autorizações de caráter ético ou legal para execução da proposta, quando aplicável;

g) Apresentar e ser responsável por apenas uma proposta. No caso de submissão de mais de uma proposta pelo mesmo coordenador, apenas a última proposta submetida será considerada para avaliação;

h) Estar adimplente técnica e financeiramente com a Fapeam, no momento da submissão da proposta;

i) Assumir o compromisso de manter, durante a execução do projeto, todas as condições de qualificação, habilitação e idoneidade necessárias ao perfeito cumprimento do seu objeto, preservando atualizados os seus dados cadastrais juntos aos registros.

O Edital completo e os demais procedimentos para submissão das propostas, critérios de seleção, avaliação das propostas e publicação dos resultados estarão disponíveis no site do Confap.

ACESSE AQUI CHAMADA CONFAP MAECI CALL 2019

 Fonte: Fapeam e Confap

 

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Comissão divulga resultado da prova escrita do processo seletivo para o mestrado PPGBIO-Interação, da Fiocruz Amazônia

A Comissão de Seleção para ingresso no curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), Chamada Pública Nº 008/2019, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou o resultado da segunda etapa, prova escrita.

O resultado está disponível na Plataforma Siga,  da Fiocruz, em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127. A interposição de recursos pode ser feita até amanhã, 6/11.

A terceira etapa do processo seletivo  inicia no dia 11/11, com a entrega do projeto de pesquisa (prova oral) e do currículo lattes documentado. Para mais informações acesso o edital disponível na Plataforma Siga.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O curso se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Prorrogadas as inscrições para o processo seletivo do curso de Mestrado PPGBIO-Interação

Foram prorrogadas nesta quarta-feira, 16/10, as inscrições para o processo seletivo do curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia). Interessados podem se inscrever até 18/10.

Confira aqui a Republicação da Chamada Pública.

A Chamada Pública Nº 008/2019 do Programa oferece 20 vagas, distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

O início das aula está previsto para ocorrer no dia 2/3/2020.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Republicação de Chamada Pública: processo seletivo do PPGVIDA para Candidatos Estrangeiros

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) anuncia a Republicação da Chamada Pública N.007/2019, com alterações nos itens 1, 2, 3 e anexo III, referentes ao processo de seleção pública de candidatos estrangeiros, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Gondições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Para a republicação clique AQUI

As vagas são destinadas a candidatos oriundos da Colômbia e do Peru. O ingresso de alunos estrangeiros ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo simplificado, nos termos da chamada pública e cronograma com todos os eventos das etapas, disponíveis no Edital.

SOBRE O CURSO

O curso de Mestrado de Condições de vida e situações de saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Ascom/ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia oferece vagas em Curso de Especialização em Saúde Pública para profissionais da Semsa-Manaus

Até sexta-feira, 28/6, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus  (Semsa) podem se inscrever no Curso de Especialização em Saúde Pública, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O curso é gratuito e destina-se a profissionais com formação superior completa e que estejam atuando na área da saúde, preferencialmente, em Unidades Básicas de Saúde, Núcleos Ampliados de Atenção à Saúde da Família e Atenção Básica, Centros de Especialidades Odontológicas, Policlínicas Municipais e Centros de Atenção Psicossocial. Para esta chamada estão sendo oferecidas 35 vagas. As inscrições são online e devem ser feitas no endereço eletrônico: https://www.amazonia.fiocruz.br/sistemas/saudepublica.

A oferta do curso integra as ações de Educação definidas no Projeto QualificaSUS, do ILMD/Fiocruz Amazônia, que nesta atividade conta com em parceria da Semsa, por meio da Escola de Saúde Pública de Manaus (Esap/Semsa), da Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública (Redescola) e do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Amazonas  (Cosems).

DOCUMENTOS PARA INSCRIÇÃO

Antes de se inscrever, o candidato deverá ler com atenção o edital da Chamada de Seleção Pública Simplificada Nº 005/2019, que está disponível no site da Fiocruz Amazônia, ou acesse em https://amazonia.fiocruz.br/doc/saudepublica.pdf

Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a seguinte documentação:  Formulário de inscrição para o processo seletivo; Carteira de Identidade Civil ou Militar ou Carteira do Conselho de Classe; CPF; Diploma do curso de graduação devidamente reconhecido pelo MEC; Certidão de casamento; Histórico Escolar do curso superior; Carta de liberação para cursar a especialização emitida pela chefia imediata; Declaração ou Certidão de Tempo de Serviço na Semsa/Manaus; e Memorial Descritivo.

Esclarecimentos sobre os documentos e envio da inscrição podem ser solicitados somente pelo e-mail duvidaslato.ilmd@fiocruz.br

A seleção dos alunos será feita por uma Comissão de Seleção que divulgará os resultados no site da Fiocruz Amazônia (https://amazonia.fiocruz.br) e no site da Semsa – Manaus  (https://semsa.manaus.am.gov.br/).

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotarão modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos serão ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com apoio da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fapeam participa de chamada do Confap e CNPq para pesquisadores doutores integrarem projetos de pesquisas europeus do ERC

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) participa da chamada pública lançada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para pesquisadores doutores vinculados a instituições de pesquisa brasileiras integrarem equipes de pesquisadores principais com projetos financiados pelo Conselho Europeu de Pesquisa (European Research Council – ERC). A chamada ERC – Confap – CNPq Call 2019 é voltada a pesquisadores em nível pós-doutoral com pesquisa ativa.

A apresentação da manifestação de interesse e pedido da lista dos projetos fomentados pelo ERC, que podem receber pesquisadores brasileiros, incluindo a descrição dos projetos fomentados pelo ERC e contatos dos pesquisadores desses projetos deve ser feita até 29 de maio de 2019. A submissão de propostas vai até 30 de junho de 2019.

Os projetos aprovados terão início no segundo semestre de 2019. As visitas poderão ser realizadas em um período contínuo ou divididas em visitas curtas. As FAPs e o CNPq apoiarão os projetos aprovados viabilizando as despesas de viagem. Os pesquisadores brasileiros aprovados na chamada continuarão a receber seus salários ou bolsas, de acordo com os termos e condições de suas Instituições.

A Chamada é lançada por meio do Acordo Implementing Arrangement assinado entre a Comissão Europeia e o Confap, em 2016, e inclui o CNPq por meio do Arranjo Administrativo assinado entre as instituições, em maio de 2018.

Pelo Confap, além da Fapeam, participam desta chamada as Fundações dos Estados de Alagoas (Fapeal), Amapá (Fapeap), Bahia (Fapesb), Ceará (Funcap), Distrito Federal (FAPDF), Espírito Santo (Fapes), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Mato Grosso (Fapemat), Mato Grosso do Sul (Fundect), Minas Gerais (Fapemig), Pará (Fapespa), Paraíba (Fapesq), Paraná (Fundação Araucária), Pernambuco (Facepe), Piauí (Fapepi), Rio de Janeiro (Faperj), Rio Grande do Sul (Fapergs), Santa Catarina (Fapesc), São Paulo (Fapesp) e Sergipe (Fapitec).

Áreas de interesse

Os projetos do ERC que estão abertos a abrigar pesquisadores brasileiros são projetos na fronteira do conhecimento e foram selecionados pela Comissão Europeia e pela Agência Executiva do ERC (ERC Executive Agency – ERCEA). Eles cobrem uma vasta área de campos científicos, que incluem:

Biologia e Bioquímica estrutural e molecular; Genética, genômica, bioinformática e biologia sistêmica; Biologia celular e desenvolvimental; Fisiologia, patofisiologia e endocrinologia; Neurociências e desordens neurais; Imunidade e infecção; Ferramentas de diagnóstico, terapias e saúde pública; Biologia evolucionária, populacional e ambiental; Ciências aplicadas à vida e biotecnologia não-médica; Matemática; Constituição fundamental da matéria; Física de matéria condensada; Ciências da químico-física e química analítica; Química sintética e materiais; Ciência da Computação e informática; Engenharia de sistemas e de comunicações; Engenharia de produtos e processos; Ciências do universo; Ciência do sistema terrestre; Mercados, indivíduos e instituições; Instituições, valores, crenças e comportamento; Meio ambiente, espaço e população; A mente humana e sua complexidade culturas e produção cultural; Estudo do passado humano e Sinergia.

Submissão de propostas

Para submeter uma proposta, o pesquisador vinculado a uma instituição brasileira deverá se cadastrar na plataforma do Confap (http://www.confap.org.br/news/ercform/public/login), observando as exigências do edital, para ter acesso à lista dos projetos fomentados pelo ERC que podem receber pesquisadores brasileiros, incluindo a descrição dos projetos fomentados pelo ERC e contatos dos pesquisadores desses projetos. Algumas Fundações podem ter critérios de elegibilidade específicos que devem ser consultados antes da submissão.

A lista é enviada após o preenchimento do formulário cumprindo os requisitos em até cinco dias úteis. Feito isso, o pesquisador do Brasil deverá contatar o pesquisador principal do projeto financiado pelo ERC e acordar sua participação. O pesquisador precisará receber do pesquisador principal do ERC e de sua instituição de destino um aceite, que é necessário para sua elegibilidade à submissão da proposta de trabalho.

De posse das cartas de aceite e incluindo os documentos solicitados na Chamada Pública, o pesquisador fará, em seguida, a submissão da proposta na plataforma do Confap, observando as possíveis exigências de elegibilidade junto à Fundação de seu estado e ao CNPq.

Fomento

Os pesquisadores brasileiros visitantes aprovados e incorporados no grupo de pesquisadores financiados pelo ERC poderão receber suporte dos projetos ERC e o fomento poderá ser negociado e definido entre os Pesquisadores Principais (ERC Grantees) e os pesquisadores brasileiros.

Mais informações podem ser consultadas no link (https://erc.europa.eu/managing-your-project/set-and-develop-your-team). Esclarecimento de dúvidas e suporte podem ser solicitados pelo e-mail: confap.erc.ia@gmail.com

Acesse aqui a ERC – Confap – CNPq Call 2019: http://confap.org.br/pt/editais/28/erc-confap-cnpq-call-2019.

 

Fapeam com informações do Confap

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2ª Republicação de Chamada Pública: mestrado acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) anuncia a 2ª Republicação da Chamada Pública Nº 002/2019, com alterações no anexo III, referentes ao cronograma do processo seletivo para o curso de mestrado acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Para a republicação acesse http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 9 de setembro deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Além disso, o PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Resultado das análises de recursos do processo seletivo do PPGVIDA será publicado na segunda-feira, 16/4

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa que acatou a solicitação de homologação das inscrições de candidatos do processo seletivo do mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), que enviaram documentos através do Sistema de Inscrição disponibilizado no site do Instituto,  www.amazonia.fiocruz.br/sistemas/ppgvida, ou que enviaram para o e-mail selecaoppgvida.ilmd@fiocruz.br.

Acesse o Comunicado Nº 002/2018, na Plataforma Siga, no link http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

Neste sentido, na segunda-feira, 16/4, às 17h, será publicada uma única lista contendo o resultado das análises da Comissão de Recurso e os da Comissão Geral do Processo Seletivo.

Para esclarecimentos sobre a etapa de homologação e demais etapas do processo, o candidato deve enviar para e-mail posgradvida.ilmd@fiocruz.br;

Vale ressaltar que, para garantir o direito de recurso visando a ampla participação dos inscritos no processo seletivo do PPGVIDA, será facultado o dia 17/4, nos horários de 8h às 12h e de 13h às 17h, e no dia 18/4, de 8h às 12h, para os candidatos apresentarem recurso do  último resultado.

As datas das provas estão mantidas.

Saiba mais sobre o processo seletivo do PPGVIDA na Plataforma Siga.

O processo seletivo do PPGVIDA acontece em três etapas. Para esta chamada pública estão sendo oferecidas 17 vagas, distribuídas nas linhas de pesquisa: Fatores sociobiológicos no processo saúde-doença na Amazônia (6 vagas), e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (11 vagas).

SOBRE O CURSO

O curso de Mestrado de Condições de vida e situações de saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Pinheiro