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Resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou o resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição da Chamada Pública Nº006/2020, referente ao processo seletivo do Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia  (PPGVIDA).

O resultado está disponível na Plataforma SIGA da Fiocruz em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

A inscrição para o processo seletivo inicia hoje, 15/6, e vai até o próximo dia 3 de julho.

Para esta chamada pública estão sendo oferecidas 15 vagas nas seguintes linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia (10 vagas);  e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (5 vagas).

Confira o edital.

SOBRE O PPGVIDA

O curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

 ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Vice-presidente de Educação da Fiocruz fala sobre formação de profissionais de saúde na pandemia

Formar profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS) é missão da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – e um dos pilares para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Para marcar os 120 anos da instituição, celebrados neste 25 de maio, o Campus Virtual Fiocruz conversou com a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado. Em entrevista, ela compartilha desafios, estratégias e ações para superar a crise sanitária.

Cristiani trata das ações voltadas à formação dos profissionais de saúde em todo o país, da integração entre as diversas unidades, de alternativas pensadas durante a pandemia e para depois da crise, além da importância do financiamento para as áreas sob sua gestão. “As ações na área de educação mostram que a comunidade acadêmico-científica está muito mobilizada, refletem nossa diversidade e o quanto a Fiocruz. Seus pesquisadores, professores e alunos estão interessados em desenvolver projetos para enfrentar essa crise sanitária e outras doenças infecciosas importantes em saúde pública para o Brasil”, afirma a vice-presidente. Leia a entrevista completa a seguir.

CVF: Como a área de educação está lidando com as urgentes mudanças impostas pela pandemia de Covid-19?

Cristiani Vieira Machado: As ações de educação frente à pandemia estão estruturadas em três grandes vertentes: formação profissional para o Sistema Único de Saúde (SUS), adaptação das atividades educacionais em face da suspensão das aulas presenciais e investimentos em novos cursos e recursos para a educação.

A primeira contempla o desenvolvimento de cursos, materiais didáticos, cartilhas, podcasts e uma série de protocolos, guias e informações para os profissionais de saúde, em especial os que estão na linha de frente de atendimento nos serviços de saúde.

A segunda vertente é de adaptação das atividades educacionais da Fiocruz, devido à suspensão das atividades presenciais. A Fundação está presente em 11 estados, e todos apresentaram transmissão comunitária do coronavírus e aumento progressivo de casos da doença. Enquanto esses números de casos e de óbitos continuarem a crescer, as atividades presenciais nas unidades não poderão ser retomadas. Destaco que, aliadas ao Plano de Contingência da Fiocruz, incorporamos Orientações complementares para pós-graduação, que se traduzem em 11 diretrizes.

A terceira dimensão diz respeito aos investimentos em disciplinas e cursos, principalmente e com utilização de material de base na modalidade à distância (EAD), sobre temas estratégicos e transversais, assim como em recursos educacionais. Com as ofertas, fortalecemos o SUS, o sistema de Ciência e Tecnologia (C&T) e a atuação de profissionais de saúde, pesquisadores e professores. Já temos trabalhado nessa lógica de disciplinas transversais sobre temas estratégicos para a formação de alunos de diferentes programas e cursos de pós-graduação da Fiocruz, como: divulgação científica, metodologia científica, ciência aberta, biossegurança. Outras disciplinas transversais já foram propostas e ainda serão desenvolvidas, como sobre integridade e ética em pesquisa, história da saúde públicae o SUS, entre outros temas.

Dessa forma, os materiais que elaboramos ganham abrangência, podendo ser apropriados pelos programas Stricto e Lato sensu. Por exemplo, a disciplina Introdução à Divulgação Científica, que faz parte do Programa de Pós-graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, em 2019 foi cursada por mais de 100 alunos, de 14 programas stricto sensu da Fundação, em diferentes estados, com base em um material EAD, complementada por atividades interativas. Neste caso, é uma disciplina eletiva, desenvolvida num modelo híbrido, que permite interações dos alunos com o professor e o coordenador, ao incluir componentes como fóruns de debates ou oficinas presenciais e uma avaliação final. Essa mesma disciplina também está disponível sob a forma de curso online, autoinstrucional e aberto ao público externo, que teve 15.400 alunos.

CVF: Quais são as principais iniciativas na área de educação para formar, capacitar e informar profissionais de saúde neste contexto de crise?

Cristiani Vieira Machado: As unidades têm desenvolvido inúmeras iniciativas importantes nesse sentido, há também muitos alunos inseridos em ações de apoio ao enfrentamento da Covid-19, e desenvolvemos algumas propostas na vice-presidência.

A Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) preparou cartilhas muito interessantes voltadas à capacitação de agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e cuidadores de idosos, profissionais que lidam com  grupos diretamente afetados pela Covid-19. Já a Fiocruz Brasília lançou o curso de atualização em Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Covid-19, oferecido na modalidade à distância, que se integra à produção de uma série de materiais sobre este tema. Isso inclui a colaboração com pós-graduandos de outras unidades, como a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). A Fiocruz Brasília também organizou, junto à Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS), um hotsite para profissionais de saúde e afins.

Uma iniciativa importante para alcançar milhares de profissionais de saúde é o curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus, desenvolvido pelo Campus Virtual Fiocruz. A formação à distância é aberta, mas especialmente voltada a trabalhadores de saúde da linha de frente. Em pouco mais de um mês chegamos a 34 mil pessoas em todo o Brasil e mais de 20 países. O curso mobilizou especialmente o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e a Ensp, mas contou com a colaboração de várias unidades da Fiocruz – Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), por meio da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz, Fiocruz Brasília e Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF).

O primeiro e o segundo módulos do curso – Introdução ao novo coronavírus e Manejo Clínico na Atenção Básica já foram lançados. Nesta semana do aniversário de 120 anos da Fiocruz, abriremos as inscrições para terceira parte da formação, que trata do manejo clínico na atenção especializada da Covid-19. O curso, que a princípio estava organizado em três módulos,  tem a previsão de ganhar ao menos mais duas disciplinas que serão eletivas para os já inscritos: uma, sobre saúde das populações indígenas; e outra, voltada à saúde nas prisões, temas de grande invisibilidade no contexto brasileiro, que são estratégicos no enfrentamento da doença. Além de ser elaborado por especialistas da Fiocruz, traz um conjunto de referências, protocolos e links para sites confiáveis sobre a Covid-19, que são fontes para os participantes se manterem sempre atualizados sobre o tema. Esse é um compromisso nosso: na medida em que novas informações forem descobertas, buscaremos atualizar os principais aspectos do curso. Ressalto que foi extremamente desafiador lidar com uma condição tão nova, sobre a qual ainda estamos aprendendo e existe uma série de incertezas, principalmente no que se refere ao manejo da doença. Tem sido uma experiência muito positiva.

CVF: Qual o papel dos residentes, da formação em serviços no cenário da pandemia? Por favor, comente as ações desenvolvidas para esses profissionais?

Cristiani Vieira Machado: Os residentes estão trabalhando intensamente no enfrentamento da crise, com uma contribuição absolutamente relevante e decisiva para os seus campos de prática, que muitas vezes são unidades assistenciais de Atenção Primária à Saúde, localizadas em territórios vulnerabilizados. É o caso de Manguinhos, no Rio de Janeiro, por meio do Projeto Teias, ou das unidades de saúde da rede no Mato Grosso do Sul, por exemplo. Atualmente, há 30 programas de residência nas unidades da Fiocruz, alguns começaram a funcionar neste ano. Temos também residências em hospitais, no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e no Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF).

No que diz respeito a esse grupo, que envolve as residências médica, de enfermagem e multidisciplinar buscamos formular orientações complementares específicas para orientar o exercício de suas atividades nos campos de práticas.

Nossa principal preocupação é assegurar as condições mínimas de trabalho e segurança aos que estão atuando de forma tão dedicada. Esses pontos estão entre as nossas 11 orientações complementares ao Plano de Contingência da Fiocruz e visam salvaguardar as condições de trabalho dos residentes, o respeito à carga horária, o fornecimento e uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPI) – que, vale ressaltar, deve ser garantido a todos os profissionais de saúde –, a compatibilidade entre atividades teóricas e práticas/assistenciais, de acordo com o momento da trajetória do residente, entre outras. Houve reuniões das equipes de coordenação com nossos residentes para verificar e assegurar as melhores condições de trabalho possíveis. Também atuamos no sentido de oferecer suporte psicológico e emocional a eles.

CVF: Conte-nos sobre as iniciativas da Vice-Presidência de Educação e Comunicação para dar continuidade às ações neste momento em que a recomendação é o distanciamento social?

Cristiani Vieira Machado: Como comentei, além de seguir as orientações gerais e elaborar orientações complementares, temos pensado um conjunto de medidas para incentivar que as unidades da Fiocruz, nossos programas e cursos continuem a desenvolvê-las, sempre respeitando a diversidade entre territórios, cursos, modalidades de ensino, grades curriculares, trajetórias formativas, itinerários de formação e também o perfil dos alunos.

Temos uma série de desafios pedagógicos, tecnológicos, culturais e de acesso que não são resolvidos da noite para o dia. Somente no Stricto sensu, temos 43 programas de pós-graduação em áreas de conhecimento que vão desde a pesquisa laboratorial básica até as ciências sociais e humanas em saúde, passando pela saúde pública e programas interdisciplinares. Os discentes dos cursos de saúde pública e de medicina muitas vezes estão inseridos no sistema de saúde, na ponta do serviço, e agora, por exemplo, estão trabalhando fortemente na pandemia, sem dedicação exclusiva aos cursos. Caso diferente dos alunos da área da pesquisa básica e das ciências sociais e humanas em saúde, que, em sua maioria, são alunos dedicados exclusivamente à pós-graduação.

Devemos respeitar essa diversidade. Na medida do possível, as unidades devem adotar atividades educacionais remotas, sempre considerando as especificidades já citadas, bem como as condições socioeconômicas dos alunos, pois é necessário também assegurar o acesso deles às tecnologias etc. É ponto pacífico de nossas discussões que não há como substituir atividade presencial por remota, automaticamente. Da mesma forma que atividade virtual não é sinônimo de educação à distância. Temos tradição em formações concebidas em EAD, principalmente voltadas à qualificação profissional — caso do novo curso sobre manejo da Covid-19. Mas os cursos online têm desenhos diferentes das formações presenciais. Adotar formas de atividade e interação virtual num curso originalmente presencial é uma mudança complexa, com processo de adaptação lento. Não basta o professor, de uma hora para outra, estar na frente do computador falando para vários alunos ao mesmo tempo.

Começamos a nos preparar e oferecer ferramentas de interação virtual para os cursos e programas de forma célere. O Campus Virtual Fiocruz preparou o Guia de Tecnologias Educacionais, com diversas soluções tecnológicas que pudessem ser incorporadas aos poucos pela comunidade acadêmica. Também oferecemos informações e tutoriais para o uso de ferramentas já disponíveis na Fiocruz: as salas virtuais da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e o Microsoft Teams; além de adquirirmos licença para o uso da plataforma de videoconferências Zoom. Nossa ideia é ter, pelo menos neste primeiro momento, três diferentes possibilidades para as atividades educacionais.

Oferecemos treinamentos e elaboramos materiais, particularmente voltados às diretrizes para educação, dirigidos à comunidade de professores e às Secretarias Acadêmicas. E abrimos um processo de debate com as diferentes unidades da Fiocruz. Cerca de um mês depois da suspensão das atividades presenciais não essenciais, elaboramos um questionário para avaliar como cada unidade estava se adaptando e que atividades estão realizando. As respostas ao questionário têm ajudado a traçar um diagnóstico e analisar a situação como um todo.

Debatemos essa temática no Fórum de Stricto sensu e na Câmara Técnica de Educação (CTE). Em nosso mais recente encontro da Câmara (nos dias 20 e 21/5), realizado remotamente, tivemos mais de 130 participantes e foi muito rico. Houve relatos de experiências dos diferentes cursos, como cada um está lidando com as novas necessidades e que tipos de atividades estão desenvolvendo. Alguns programas passaram a oferecer disciplinas ou parte delas de forma virtual. Outros, estão organizando seminários em torno de temas relacionados à Covid-19. E, ainda, tem aqueles que estão desenvolvendo materiais educacionais para seus alunos e fazendo orientações virtuais. O interessante é observar que todos, de alguma forma, passaram por algum tipo de adaptação das atividades. Para o segundo semestre, já de forma mais planejada e organizada, tentaremos maior dinamização das nossas atividades. Mas isso ainda requer o diagnóstico mais detalhado sobre a situação dos alunos, preparação pedagógica, replanejamento dos cursos, enfim, requer muito diálogo e preparação interna. Além disso, há questões tecnológicas e de conectividade que precisam ser equacionadas para não ampliar as desigualdades.

CVF: Já estão sendo pensadas novas alternativas em relação à educação para o cenário pós-pandemia?

Cristiani Vieira Machado: Iniciamos durante a reunião da Câmara Técnica de Educação uma discussão de planejamento mais estruturado para o segundo semestre de 2020, cientes de que vai ser muito difícil retomar as aulas presenciais neste momento. Nosso foco é buscar condições para garantir a preparação dos docentes e alunos, garantindo acesso à conexão e outras condições para que possam realizar suas atividades, na medida do possível. Não podemos esquecer que não se trata de uma conversão automática do que já se tinha e vivia. É, na verdade, um processo de adaptação dos nossos cursos para uma nova realidade.  Pode ser inclusive necessário assegurar eventualmente a possibilidade de ida aos campi da Fiocruz, para quem precisar — como para atividades laboratoriais, uso de equipamentos de informática em caso dificuldades de acesso, entre outras situações específicas.

O cenário pós-pandemia ainda é incerto, a depender da evolução da doença no país, o que nos leva a um processo de revisão permanente do nosso planejamento. Trabalhando nessa perspectiva, estamos intensificando o diálogo com as unidades num movimento de preparação coletiva. Já agendamos as reuniões da CTE em junho e julho para avaliarmos a situação e avançarmos nessas questões. Para além disso, cada unidade fará uma oficina interna de planejamento, discutindo suas atividades educacionais. Na sequência, apoiaremos esse debate em diálogo com as unidades da Fiocruz. O objetivo é ajudá-las em seus planejamentos à luz das especificidades dos cursos de cada uma.

Sabemos que não teremos condições iguais às de antes. Falam em “novo normal” e isso implica diretamente reorganizar algumas nossas atividades e nossos ambientes educacionais para oferecer mais segurança a todos. Sem falar na aposta em novas formas de interação virtual, outros ambientes, outras adequações… Portanto, nós já começamos a traçar esse planejamento, que será construído em diálogo com as unidades nos próximos meses.

CVF: Qual a importância dos editais emergenciais que foram lançados recentemente?

Cristiani Vieira Machado: A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançou recentemente o Programa Estratégico Emergencial de Combate a Surtos, Endemias, Epidemias e Pandemias, que tem o objetivo de apoiar projetos de pesquisa e formação de recursos humanos altamente qualificados, no âmbito dos programas de pós-graduação Stricto sensu, voltados ao enfrentamento da Covid-19 e em temas relacionados a endemias e epidemias típicas do país. São voltados a docentes e discentes com pesquisas relacionadas ao tema. Com isso, vários programas nossos das áreas de infectologia, saúde pública, pesquisa básica relacionada a doenças infecciosas e outros foram contemplados.

As Ações Estratégicas Emergenciais Imediatas consistem na concessão emergencial de bolsas de mestrado e doutorado para programas de pós-graduação Stricto sensu com notas 5, 6 e 7. Algumas unidades já tinham alunos estudando essas temáticas correlatas, outros abriram processos seletivos, como o curso de Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e os cursos da Ensp.

Outra iniciativa importante foi o edital para projetos em áreas específicas: Epidemias; Fármacos e Imunologia; e Telemedicina e Análise de Dados Médicos, para ao qual a Fiocruz submeteu oito projetos… As ações na área de educação mostram que a comunidade acadêmico-científica está muito mobilizada, refletem nossa diversidade e o quanto a Fiocruz, seus pesquisadores, professores e alunos estão interessados em desenvolver projetos para enfrentar essa crise sanitária e outros problemas de saúde relevantes no Brasil, fortalecendo o SUS.

Por: Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz) / Colaboração: Flávia Lobato
Fotos: Divugação (Foto 1) / Érico Xavier (Foto 2)

Fapeam capacita participantes para a Fase II do Programa Centelha Amazonas

“De centelha a uma startup de sucesso: como aprimorar a sua ideia” foi o tema da palestra de abertura da Oficina de Capacitação promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para os proponentes que tiveram propostas de projetos aprovadas na Fase I do Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Programa Centelha-AM), edital N°011/2019.

O objetivo da Oficina é auxiliar os 207 participantes a estruturar os projetos de empreendimento a serem submetidos na Fase II do Centelha. A atividade ocorre nos dias 5 e 6 de março no auditório Vânia Pimentel, localizado na Universidade Nilton Lins, bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

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Oficina de Capacitação promovida pela Fapeam.

 

Segundo a diretora técnico-científica da Fapeam, Márcia Irene Andrade, a Oficina é mais uma opção para colaborar com a qualificação de propostas que serão submetidas na Fase II do Centelha e, dessa forma colocar o estado do Amazonas e a região Norte no circuito da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) .

Capacitação

Para assessorar os participantes, a Fapeam convidou o consultor técnico do Centro de Empreendedorismo Inovador da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), Carlos Eduardo Negrão Bizzotto, que atua na orientação de empreendedores na elaboração de planos de negócios.

“A ideia principal é ajudar os empreendedores a qualificar a proposta e ampliar a chance de sucesso no momento de submetê-la na Fase II do Centelha.  Para isso, vou explorar alguns pontos que geralmente são os erros mais cometidos por aqueles que submetem propostas”, disse Bizzotto.

Carlos Eduardo Negrão Bizzotto

Carlos Eduardo Negrão Bizzotto.

 

Para Ruth Neves, que submeteu proposta ao Programa, a capacitação é de extrema importância e irá ajudar a refinar a estrutura do projeto, com uma visão mais ampla e apurada do que realmente é importante na submissão de propostas.

Outro proponente, Erick Garantizado, também estava na oficina em busca de orientação para aperfeiçoar a ideia de empreendimento. Para ele, a palestra o ajudou a ter uma nova visão sobre empreendedorismo, como se comportar no mercado e, se portar com os clientes.

Etapas

O Programa é divido em três fases distintas e eliminatórias, sendo elas: Fase I- Ideias Inovadoras; Fase II: Projeto de Empreendimento e Fase III: Projeto de Fomento.

Na Fase II, as principais dimensões a serem apresentadas pelos proponentes são: equipe, produto, tecnologia, mercado, capital e gestão. Nesse período, os participantes farão os detalhamentos das propostas submetidas na fase anterior com foco na viabilidade e no desenvolvimento do empreendimento.

Sobre o Centelha

O Programa conta com investimento de R$ 1.820.000,00 (um milhão oitocentos e vinte mil reais), os recursos disponibilizados serão destinados à subvenção econômica (recursos não reembolsáveis) para o apoio de até 28 projetos de inovação, no valor unitário de até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais).

O Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa é executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi e visa transformar ideias em negócios de sucesso, oferecendo aos participantes, capacitação e suporte para alavancar o negócio e, ampliação do networking.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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Fapeam realizará Oficinas de Capacitação para a Fase 2 do Programa Centelha Amazonas

Recentemente a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) anunciou as propostas aprovadas na primeira fase do Programa Centelha. Agora, para contribuir com a formação dos proponentes para os desafios a serem enfrentados na Fase 2 do Programa, a Fapeam oferece nos dias 5 e 6 de março oficinas de Capacitação  para quem está concorrendo às próximas etapas.

A abertura será  às 8h30 com a palestra  intitulada “De Centelha a uma startUp de sucesso: como aprimorar sua ideia” . As oficinas serão realizadas das 13h às 18h e acontecerão no auditório Vânia Pimentel da Universidade Nilton Lins, bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Para participar, os proponentes devem se inscrever no link: https://bit.ly/2VHTClm. No ato da inscrição, o candidato poderá selecionar o grupo e a data (5 ou 6/3) em que deseja participar da Oficina de Capacitação.

Programa Centelha

Lançado em agosto de 2019,  o Programa Centelha Amazonas recebeu 964 propostas de 35 municípios do Amazonas. No total, 207 ideias foram aprovadas para a Fase II, que consiste no projeto de empreendimento.

O Programa Centelha é realizado em 21 estados. No Amazonas, a iniciativa é executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

O Programa visa estimular a criação de empreendimentos inovadores, bem como disseminar  a cultura do empreendedorismo inovador em todo território nacional, incentivando a mobilização e a articulação institucional dos atores nos ecossistemas locais, estaduais e regionais de inovação do país.

Por: Esterffany Martins

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Fiocruz Amazônia abre inscrições para cursos de atualização em 39 municípios do Amazonas

Iniciam nesta terça-feira, 21/1, as inscrições para o processo de seleção pública simplificada de candidatos, para ingresso nos Cursos de Atualização em Organização de Ações de Vigilância, Prevenção e Controle de Agravos Notificáveis e/ou Organização de Ações de Monitoramento de Agravos Imunopreveníveis, em parceria com o Conselho Dos Secretários Municipais De Saúde Do Amazonas – COSEMS-AM e a Prefeitura Municipal de cada um dos municípios apresentados no Edital, através das respectivas Secretarias Municipais de Saúde.

A capacitação é voltada aos Agentes Comunitários de Saúde – ACS e Agentes de Combate a Endemias – ACE, dos municípios do interior do estado, apresentados nesta Chamada Pública, vinculados às Secretarias Municipais de Saúde dos respectivos municípios, e que desempenham suas funções e/ou atividades no cuidado primário à saúde da população do município. No município de Manaus, serão dirigidos unicamente aos ACE’s.

Confira AQUI o Edital

Os cursos serão de 40 horas e as vagas para cada um desses municípios, estão dispostas em turmas de até 50 (cinquenta) alunos cada. Os cursos, cujas vagas são oferecidas nesta Chamada Pública, ocorrerão na sede de cada um dos municípios participantes.

Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 3.000 vagas (três mil), em 39 (trinta e nove) municípios, como parte da meta de agentes dos municípios do estado do Amazonas. Os cursos serão ministrados em período integral (matutino e vespertino), em cinco dias corridos, nas datas estabelecidas no Edital.

Os egressos desses cursos receberão certificado de Atualização, desde que assegurado o cumprimento de, no mínimo, 75% de presença às atividades do Curso.

INSCRIÇÕES

Será de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde dos municípios listados no Anexo I e II e do COSEMS-AM, a inscrição e a seleção desses profissionais para participação no curso de Atualização, cabendo ao ILMD/Fiocruz Amazônia o acompanhamento do estrito cumprimento aos critérios de seleção definidos nesta Chamada Pública.

Na cidade de Manaus, a inscrição será unicamente para os ACE’s e a responsabilidade da seleção será da Escola de Saúde Pública de Manaus, situada na Av. Professor Nilton Lins, 3259, Bloco D – Parque das Laranjeiras. Para inscrição, o ACE ou ACS deverá apresentar à Secretaria de Saúde do Município, os documentos solicitados no edital.

RESULTADO

A divulgação da lista de candidatos selecionados, será publicada no site do ILMD/Fiocruz Amazônia, no seguinte endereço  ( https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031 ) e na sede da Secretaria Municipal de Saúde do município, no caso do município de Manaus, no site da ESAP (www.semsa.manaus.am.gov.br).

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

 

 

 

Fiocruz Amazônia abre inscrições para curso de especialização em Gestão das Organizações Públicas de Saúde, em Itacoatiara (AM)

Iniciam nesta sexta-feira, 20/9, as inscrições para o processo de seleção pública simplificada de candidatos, para ingresso no Curso de LatoSensu em Gestão das Organizações Públicas de Saúde, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, em parceria com o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde -COSEMS, no âmbito do Projeto QUALIFICA SUS.

O curso tem por objetivo o aperfeiçoamento do processo de gestão, planejamento e orçamento público dos sistemas e serviços de saúde em qualquer nível de organização, uma  vez que este exige dos gestores o enfrentamento de novos paradigmas e um esforço de apropriação de informações relevantes para a melhoria do desempenho institucional.

Poderão participar do curso, profissionais com nível superior, do município de Itacoatiara (AM) e municípios vizinhos, que desempenham suas funções e/ou atividades na área de Gestão da Atenção Básica. O ingresso ao Curso de Especialização ocorrerá por meio de processo seletivo simplificado, que será realizado em duas etapas: Homologação das inscrições e análise documental.

Confira aqui o Edital

Para esta Chamada, serão oferecidas 50 vagas. As aulas ocorrem entre outubro de 2019 e setembro de 2020, com início previsto para 28/10/2019, na cidade de Itacoatiara, no horário de 08h às 12h e 14h às 18h, com oferta de uma disciplina por mês, em módulos com duração de uma semana.

As inscrições são gratuitas. Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital.

Após o preenchimento do formulário de inscrição, disponível no Anexo I da Chamada Pública, este deverá ser impresso, assinado pelo candidato e encaminhado juntamente com toda documentação exigida no subitem 2.2.1, que deve ser digitalizada em único arquivo, no formato “pdf” de até 10 MB. O arquivo deve ser anexado e enviado para o endereço eletrônico inscricaolato.ilmd@fiocruz.brInscrição

Ao longo de 12 meses, o aluno deverá cursar 400 horas em disciplinas e Trabalho de Conclusão de Curso – TCC. Os egressos do referido curso receberão certificado de Especialista em Gestão das Organizações Públicas de Saúde, considerando como requisitos obrigatórios para obtenção do título de especialista são os seguintes: cumprimento da carga horária total do curso; aprovação da defesa de Trabalho de Conclusão de Curso.

Esclarecimentos sobre os documentos e envio da inscrição poderão ser solicitados somente através do endereço eletrônico duvidaslato.ilmd@fiocruz.br

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotarão modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos serão ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com apoio da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Cosems-AM.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Pinheiro

 

Fiocruz Amazônia abre inscrições para curso de atualização em 32 municípios do Amazonas

Nesta quinta-feira, 19/9, o Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, abre as inscrições de candidatos, para o processo de seleção pública simplificada, no âmbito do Projeto QUALIFICASUS do ILMD/Fiocruz Amazônia, para ingresso no Curso de Atualização em Organização de Ações de Vigilância, Prevenção e Controle de Agravos Notificáveis.

O curso será dirigido aos Agentes Comunitários de Saúde – ACS e Agentes de Combate a Endemias – ACE, de 32 municípios do Estado do Amazonas, conforme apresentados no Anexo I desta Chamada Pública, vinculados às Secretarias Municipais de Saúde dos respectivos municípios, e que desempenham suas funções e/ou atividades no cuidado primário à saúde da população.

Confira o Edital Aqui

Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas as primeiras 2.700 vagas, da meta de 5.000 agentes de municípios do Estado. O curso será de 40 horas, com aulas que ocorrerão na sede de cada um dos municípios participantes, em período integral (matutino e vespertino), durante 5 dias corridos, nas datas estabelecidas no edital.

O curso possui os seguintes objetivos: Conhecer tópicos da dinâmica de transmissão passíveis de intervenções pela atenção básica; Sensibilizar a atenção básica à incorporação de estratégias e ações destinadas à prevenção e controle das doenças de transmissão vetorial; Conhecer ferramentas utilizadas pela educação em saúde para a prevenção e controle das doenças de transmissão vetorial; e, Construir plano de trabalho frente às diferentes realidades na esfera municipal.

INSCRIÇÕES

As inscrições são gratuitas e a seleção desses profissionais para participação no curso de Atualização será de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde dos municípios listados no Anexo I e do COSEMS-AM, cabendo ao ILMD/Fiocruz Amazônia o acompanhamento do estrito cumprimento aos critérios de seleção.

Para inscrever-se, o ACE ou ACS deverá apresentar à Secretaria de Saúde do Município, todos os documentos exigidos no Edital. Esclarecimentos sobre o processo seletivo deverão ser solicitados somente através do endereço eletrônico duvidaslato.ilmd@fiocruz.br

A divulgação da lista de candidatos selecionados, será publicada no site do ILMD/Fiocruz Amazônia, no seguinte endereço (https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031) e na sede da Secretaria Municipal de Saúde do município, à medida que os processos de seleção forem ocorrendo.

A oferta deste curso de Atualização é parte integrante das ações de Educação previstas no Projeto QUALIFICASUS do ILMD/Fiocruz Amazônia, desenvolvido em parceria com o CONSELHO DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE SAÚDE DO AMAZONAS – COSEMS-AM e a Prefeitura Municipal de cada um dos municípios apresentados no Anexo I, através das respectivas Secretárias Municipais de Saúde.

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotarão modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos serão ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com apoio da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Cosems-AM.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Pinheiro

Prorrogada data de divulgação das inscrições homologadas no processo seletivo para facilitadores

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), considerando o grande número de inscrito no processo seletivo, referente a Chamada Pública Nº 006/2019, para a seleção de profissionais com nível superior que irão atuar nos municípios do Amazonas como facilitadores, comunica que publicará o resultado da análise das inscrições, para fins de homologação, no dia 31 de julho de 2019, às 15h.

A Comissão de seleção informa ainda que, no dia 22 de julho, publicará o cronograma do processo seletivo, com as datas das demais etapas do processo.

Confira o comunicado AQUI.

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotarão modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos serão ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda 71040010, da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas  (Cosems-AM).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Qualifica SUS: Fiocruz Amazônia e Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas celebram acordos de cooperação.

Na última terça-feira, 28/5, o diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Sérgio Luz, apresentou o Projeto Qualifica SUS, durante o VII Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas, realizado no município de Presidente Figueiredo.

Na ocasião, visando oficializar a parceria com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), a Fiocruz Amazônia selou os acordos de cooperação para o desenvolvimento do programa, que pretende qualificar mais de 5 mil trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.

“Nós pretendemos contribuir para o aprimoramento do desempenho profissional dos trabalhadores, para que atuem em conformidade com as políticas e diretrizes de saúde, de forma integrada, articulando o ensino com a aplicação prática do conhecimento em suas funções”, explicou Sérgio Luz.

A iniciativa conta com apoio da bancada parlamentar do Amazonas, intermediada por emenda do senador Omar Aziz, e foi apresentada na última segunda-feira, 27/5, durante cerimônia, na sede da Fiocruz Amazônia. O Projeto vai ofertar cursos em todos os 61 municípios, além da capital Manaus.

Serão cursos de atualização, especialização e mestrado que estarão disponíveis para trabalhadores do SUS, que serão capacitados sob um modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, diante da realidade de cada localidade, respeitando o conhecimento e a experiência dos alunos.

A parceria com os secretários municipais de saúde, por meio do Cosems-AM vai possibilitar à Fiocruz Amazônia atender a todos os 62 municípios do Amazonas, por meio do Projeto Qualifica SUS, o que será um grande passo para a melhoria e efetividade dos serviços de saúde no interior do Estado.

“Esse é um sonho que temos há mais de 10 anos, em que os municípios possam ter maior acesso aos programas de capacitação. Esse projeto foi construído com base nas necessidades do sistema e, sobretudo com o apoio da Fiocruz Amazônia que é sempre muito sensível às nossas dificuldades”, comentou Januário da Cunha Neto, presidente do Cosems-AM.

Para Lizandra Farias, secretária municipal de saúde do município de Boa Vista do Ramos, o programa possibilitará a qualificação dos profissionais e melhoria na qualidade dos serviços de saúde prestados. “Isso vai ser muito importante para o município, pois os nossos profissionais poderão se qualificar, sem ter que ir até a Capital. Com essa iniciativa, poderemos oferecer uma saúde com mais qualidade para a população

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

 

Fiocruz Amazônia oficializa Projeto Qualifica SUS

Qualificar mais de 5 mil trabalhadores do SUS no Amazonas, por meio de cursos presenciais é o que pretende o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) com o Projeto Qualifica SUS. A iniciativa que conta com apoio da bancada parlamentar do Amazonas, intermediada por emenda do Senador Omar Aziz, recebeu nesta segunda-feira, 27/5, mais uma importante contribuição, a oficialização de parceria com Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

Em encontro ocorrido no Salão Canoas, na Fiocruz Amazônia, foram recebidos secretários municipais de saúde do interior e da capital, a direção do Cosems-AM, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), e o Senador Omar Aziz.

Fizeram parte da mesa o diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz,  a médica da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon), Mônica Bandeira de Melo, o presidente do Cosems-AM, Januário da Cunha Leite, o vice-presidente do Conasems, Wilames Freire Bezerra, o secretário municipal de Saúde de Manaus (Semsa), Marcelo Magaldi Alves, e o Senador Omar Aziz.

Sérgio Luz, diretor da Fiocruz Amazônia, ressaltou a importância do projeto para o Amazonas. “Com o Qualifica SUS pretendemos oferecer qualificação gradual do corpo técnico de Saúde dos municípios do Amazonas, contribuindo para o aprimoramento do desempenho profissional dos trabalhadores, para que atuem em conformidade com as políticas e diretrizes de saúde, de forma integrada, articulando o ensino com a aplicação prática do conhecimento em suas funções”, explicou.

Para o senador Omar Aziz, o Projeto Qualifica SUS vem ao encontro de outras ações apoiadas por ele e que contribuem para a melhoria da Saúde no Estado. “A qualificação dos trabalhadores para atuar na área da saúde é muito importante, pois se tem uma gama de servidores que não têm essa oportunidade, e a Fiocruz Amazônia se dispôs a fazer isso, levantando as necessidades de treinamento e de endemias no Amazonas. Então, fico muito feliz em contribuir com uma emenda para qualificar pessoas que atendem à população mais carente do meu Estado”, comentou.

PARCERIA COM O COSEMS

A parceria com os secretários municipais de saúde, por meio do Cosems-AM vai possibilitar à Fiocruz Amazônia atender a todos os 62 municípios do Amazonas, por meio do Projeto Qualifica SUS, o que será um grande passo para a melhoria e efetividade dos serviços de saúde no interior do Estado, comentou Januário da Cunha Neto.

Na oportunidade, foi celebrado o Acordo de Cooperação entre Fiocruz Amazônia e Cosems-AM para o apoio à qualificação do corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das secretarias municipais de saúde do Estado e órgãos parceiros, com o comprometimento desses órgãos, de alocarem, dentro de suas possibilidades, recursos humanos e materiais, para projetos conjuntos, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS, no nível da atenção básica.

MEDALHA ZÉ DO SUS

Durante o evento, o Cosems-AM  concedeu ao Senador Omar Aziz, ao médico, professor e pesquisador Bernardino Claudio de Albuquerque e ao pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, a Medalha de Honra ao Mérito Zé do SUS, pelo trabalho dos agraciados para a melhoria da Saúde no Amazonas,

Na ocasião, Januário da Cunha Neto, lembrou que o nome da Medalha Zé do SUS  é uma homenagem a um colaborador da Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (Susam), falecido em 2018, que ingressou no serviço público em 1978, onde ajudou na formulação de diretrizes, orçamento e organização do SUS, construindo um legado de atuação na saúde do Amazonas, que por seu entusiasmo lhe rendeu o apelido de “Zé do SUS”, devido seu compromisso com uma saúde voltada para a melhoria da qualidade de vida da população.

PROJETO QUALIFICA SUS

Durante o evento, o Projeto Qualifica SUS foi apresentado pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Maria Luiza Garnelo, que falou, dentre outras coisas, sobre o número de cursos e público a quem o projeto se destina.

O Qualifica SUS vai ofertar cursos em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. Serão cursos de atualização, especialização e mestrado que estarão disponíveis para trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), que serão capacitados sob um modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, diante da realidade de cada localidade, respeitando o conhecimento e a experiência dos alunos.

PREVENÇÃO DE DOENÇAS

Em tema levantado pela médica Mônica Bandeira de Melo, fortalecido pelo discurso do senador Omar Aziz, esteve a questão da necessidade de ações de prevenção de doenças e promoção da saúde no Amazonas.

Na oportunidade, eles chamaram a atenção para a necessidade da união de esforços para combater o câncer de colo uterino e para a importância da interiorização das ações em saúde. Temáticas que serão continuadas amanhã, 28/5,  no VII Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas, que acontecerá no município de Presidente Figueiredo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes