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Workshop na Fiocruz Amazônia promove troca de experiências e celebra continuidade da parceria entre Brasil e China

Dando continuidade ao segundo “Workshop Acadêmico do Centro de Pesquisa e Prevenção de Doenças Infecciosas – IDRPC”, realizado na última semana, no Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CDTS/Fiocruz), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu em Manaus, a visita da Vice-Prefeita de Shenzhen, Wu Yihuan, junto com pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências.

O encontro visa a troca de informações, experiências e conhecimento entre pesquisadores brasileiros e chineses, além de celebrar a continuidade da cooperação Brasil-China em desenvolvimento em saúde. Em Manaus, na recepção e à frente das apresentações com a comitiva chinesa, ao lado do Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, esteve o Bolsista do INCT de inovação em doenças de populações negligenciadas CDTS/Fiocruz, André Lobato.

“Essa parceria é muito ampla, ela envolve tanto a capacitação de pessoal aqui no Brasil, como o envio de pessoal para treinamento lá. Eles estão muito abertos a fortalecer essa parceria, com foco em doenças que possuem importância para a gente, que são doenças tropicais, doenças infecciosas”, Explicou Naveca.

O pesquisador Shi Zhengli, do Instituto de Virologia de Wuhan (Chineses Academy of Science) ministrou a palestra “Bat Coronaviruses associated with animal and human diseases“; Shi Yi, do Instituto de Microbiologia (Chineses Academy of Science) apresentou o estudo “Influenza virus replication and antiviral countermeasures development“; Zhong Jin, do Instituto Pasteur de Xangai Chineses Academy of Science) abordou a pesquisa “Development of virus reverse genetics”.

Pelo Brasil, os pesquisadores da Fiocruz Amazônia, Flor Ernestina Espinosa, Claudia María Ríos Velásquez, James Lee Crainey e Felipe Naveca, expuseram os seguintes estudos: “Zika vírus infection in pregnant women: a cohort study from Manaus, Amazonas, Brazil“, “Zika virus venereal transmission in Aedes aegypti mosquitoes“, “Mosquito-Disseminated Insecticide for Vector Control“, “The filarial parasites of the Brazilian Amazon” e “Genomic, epidemiological and digital surveillance of Chikungunya virus in Brazilian Amazon“.

“O seminário em Manaus foi um sucesso. Depois das palestras a troca de contatos foi forte e estamos preparados para fazer a cooperação avançar ainda mais. Ficou claro para os dois lados que a Fiocruz e a Academia Chinesa de Ciências estão criando uma relação duradoura e de longo prazo. Ambas instituições tem em comum um compromisso inabalável de fazer avançar a ciência e a tecnologia em prol do desenvolvimento. Cientistas interessadas em fazer parte da colaboração serão muito bem-vindas”, destacou André Lobato.

Entre os novos projetos propostos para esta parceria entre os países está o CEEID, Centro de Excelência em Doenças Infecciosas Emergentes, um esforço conjunto com a Academia Mundial de Ciências para aumentar a prontidão para novas epidemias.

PARCERIA

A colaboração oficial entre Brasil e China foi iniciada em fevereiro de 2018, pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, em uma cerimônia realizada em Shenzhen. Desde então, os parceiros reforçam os laços com visitas mútuas, publicações em revistas e comunicação constante sobre interesses compartilhados.

Entre as demonstrações de parceria, o Instituto Genômico de Pequim emprestou duas máquinas de sequenciadores genéticos de última geração para a Fiocruz. Esta é a primeira remessa desse tipo para o Brasil. O equipamento deve entrar em operação em Bio-Manguinhos nos próximos meses. Os outros parceiros são o Laboratório de Microbiologia da Academia Chinesa, a empresa ZTEICT e o Terceiro Hospital Popular de Shenzhen.

ILMD/Ficruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fapeam participa de encontro sobre cooperação internacional entre Brasil e União Europeia

Evento permite ampliar o conhecimento sobre as iniciativas da comunidade europeia para o desenvolvimento da CT&I

Apresentar o que foi desenvolvido nos últimos dez anos em termos de cooperação internacional em Ciência, Tecnologia e Inovação entre o Brasil e a União Europeia e disseminar as oportunidades no âmbito do Horizon 2020. Esse foi o objetivo do encontro realizado nesta terça-feira (4), no auditório Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília, com a participação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Segundo o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, o evento permite ampliar o conhecimento sobre as iniciativas da comunidade europeia  no campo da pesquisa, além de divulgar as áreas de interesse para aplicação dos recursos que são importantes para o financiamento da pesquisa no Brasil e em outros países.

“A Amazônia é e continuará sendo uma região fundamental para o desenvolvimento da fronteira tecnológica e a solução de problemas que não são somente brasileiros, mas sim do planeta que é nossa única casa, pelo menos por enquanto”, disse.

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Fapeam participa de encontro sobre cooperação internacional entre Brasil e União Europeia

Sobre o Amazonas em relação à cooperação internacional, Reis citou com exemplo o Programa de Cooperação Internacional GuyAmazon, que apoia a execução de projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I), no âmbito da colaboração científica e tecnológica entre os pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa do Estado do Amazonas e pesquisadores franceses.

“A partir da cooperação podemos andar mais rápido em áreas prioritárias como clima, meio-ambiente, novos materiais, cidades inteligentes, produção de alimentos, entre outras áreas. Não se trata apenas de trazer recursos para financiamento, mas também recursos humanos altamente qualificados para nossos laboratórios”, explicou.

Projeto

Um dos projetos desenvolvidos com apoio da Fapeam no âmbito do GuyAmazon é do doutor em Horticultura, Charles Roland Clement. Intitulado ‘Saberes científicos e saberes locais sobre a agrobiodiversidade na Amazônia’, a ideia  do trabalho de colaboração brasileira-francesa é realizar um workshop em Manaus para planejar um projeto que elaborará um estado-da-arte sobre a agrobiodiversidade nativa da Amazônia.

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Evento permite ampliar o conhecimento sobre as iniciativas da comunidade europeia no campo da pesquisa, além de divulgar as áreas de interesse para aplicação dos recursos que são importantes para o financiamento da pesquisa no Brasil e em outros países

Ainda conforme Reis, outro ponto abordado no evento foi à disseminação de oportunidades no âmbito do Horizon 2020. Além disso, as discussões visaram traçar futuros caminhos de cooperação a partir do programa, ainda em construção, Horizon Europe.

“O Horizon Europe vem sendo construído com maiores recursos para pesquisa e inovação (€ 100 bilhões) e um escopo ainda mais abrangente, reunindo grupos de pesquisadores de diferentes países com o objetivo de perseguir alvos claramente definidos. Em 2019 e 2020 serão lançados vários editais, alguns ainda estão em avaliação para serem lançados”, disse.

Texto – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Divulgado resultado do Programa de Cooperação Internacional Guyamazon

O programa apoia projetos de P&D&I no âmbito da colaboração científica e tecnológica entre os pesquisadores do Amazonas e da França

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou, nesta terça-feira (22), o resultado do processo de seleção do Programa de Cooperação Internacional Guyamazon, referente ao edital n˚ 002/2017. O programa apoia a execução de projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I), no âmbito da colaboração científica e tecnológica entre os pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa do Amazonas e pesquisadores franceses.

Os candidatos brasileiros concorreram no edital lançado pela Fapeam, enquanto os franceses em edital específico lançado simultaneamente pelo Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) naquele País. Nesta edição, foram aprovados os projetos “Saberes Científicos e Saberes locais sobre agrobiodiversidade na Amazônia”, submetido pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Charles Roland Clement; “Biogeografia comparada de Anfíbios amazônicos”, da pesquisadora Fernanda de Pinho Werneck, também do Inpa; “Dinâmica de circulação de bens e pessoas e planejamento territorial na fronteira franco-brasileira”, de Kátia Cilene do Couto, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); e por último o projeto “Delimitação de espécies e genômica ecológica na família das castanheiras do Brasil diante das mudanças globais”, da pesquisadora do Inpa, Maristerra Rodrigues Leme.

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Os recursos alocados pela Fapeam para financiamento do Edital foram da ordem de R$ 600 mil

No total, 25 propostas foram submetidas ao programa. Pelo Amazonas, o GuyAmazon recebeu 13 projetos. As propostas foram avaliadas pelo Comitê de Pilotagem. As propostas apresentadas deveriam se inserir em uma das seguintes modalidades: Realização de missões, reuniões e workshops que sirvam como plataforma de aproximação e aprimoramento da colaboração entre pesquisadores brasileiros e franceses de forma a promover a elaboração conjunta de projetos de pesquisas; e projetos de pesquisa, de inovação e fortalecimento de capacidades.

Os recursos alocados pela Fapeam para financiamento do Edital foram da ordem de R$ 600 mil. O Guyamazon é uma iniciativa do Governo do Estado Amazonas por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas em parceira com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (FAPEAP), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (Fapema), a Fundação Amazônia de Amparo à Estudos e Pesquisas (Fapespa), a Embaixada da França, o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD),  o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD), o Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) e a Coletividade Territorial da Guiana (CTGA). O apoio se destina ao financiamento de pesquisas e mobilidade de pesquisadores e estudantes.

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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Vacina de febre amarela será ampliada para todo o país

Todo o território brasileiro será área de recomendação para vacina contra a febre amarela. A ampliação, anunciada na terça-feira (20/3) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, será feita de forma gradual, iniciando neste ano e sendo concluída até abril de 2019. A medida é preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção contra a doença para toda população em caso de um aumento na área de circulação do vírus. A parceria entre o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz) com o laboratório Libbs Farmacêutica, em São Paulo, pretende aumentar a capacidade de produção da vacina de febre amarela. A expectativa é que o laboratório passe a fornecer vacinas ao Ministério da Saúde a partir do segundo semestre deste ano. Atualmente, Biomanguinhos/Fiocruz é o maior produtor da vacina de febre amarela do mundo.

“Estamos agindo antecipadamente ao estabelecer um cronograma para vacinar toda a população brasileira. É uma ação de prevenção, não de emergência. Buscaremos os mecanismos necessários para vacinar todos brasileiros ainda não imunizados dentro da cobertura adequada para cada uma dessas áreas. Vamos fazer por precaução, pois a melhor forma de evitar a doença é vacinando a população”, destacou o ministro Ricardo Barros.

Atualmente, alguns estados do Nordeste e parte do Sul e Sudeste não fazem parte das áreas de recomendação de vacina. Com a ampliação, devem ser vacinadas 77,5 milhões de pessoas em todo o país. O quantitativo corresponde à estimativa atual de pessoas não vacinadas nessas novas áreas.

A estratégia de vacinação em todo o Brasil será feita de forma gradativa, conforme cronograma do Ministério da Saúde de produção e distribuição da vacina. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia são os primeiros a estenderem a vacinação, que começou neste ano, a todos os municípios. Apenas estes três estados continuarão vacinando a população com a dose fracionada, seguindo a Campanha de Fracionamento da Vacina de Febre Amarela deste ano. Serão contempladas 40,9 milhões de pessoas nestes estados.

” Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia iniciaram a vacinação fracionada de febre amarela por conta da circulação do vírus e casos confirmados nessas localidades. Por isso, os três estados concluirão a vacinação com a dose fracionada, que tem a mesma proteção que vacina padrão. A Organização Mundial da Saúde indica a vacina fracionada em localidades onde o vírus está circulando e áreas de grande contingente populacional que precisa vacinar rapidamente”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Adeilson Cavalcante.

Em seguida, em julho deste ano, os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul adotarão a vacina padrão em todos os municípios para mais 11,3 milhões de pessoas. Em janeiro de 2019, os estados do Nordeste começam a vacinação da dose padrão. Os estados do Piauí, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Sergipe e Rio Grande do Norte totalizarão 25,3 milhões de pessoas. O estado do Maranhão não entra nessa medida porque já é considerado área com recomendação de vacina, ou seja, a vacina da febre amarela faz parte da rotina do estado.

Com isso, até abril de 2019, 1.586 novos municípios estarão incluídos como áreas com recomendação de vacina, atingindo 100% do território nacional. Desde 1997, o Ministério da Saúde vem ampliando as áreas de recomendação de vacinação. Até então, a vacina de febre amarela fazia parte da rotina de 23 estados, sendo nove com áreas parciais de recomendação de vacinação.

CASOS

Entre 1º de julho de 2017 e 13 de março de 2018 foram confirmados 920 casos de febre amarela no país, sendo que 300 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 3.483 casos suspeitos, sendo que 1.794 foram descartados e 769 permanecem em investigação, neste período. No ano passado, de julho de 2016 a 13 de março de 2017, eram 610 casos confirmados e 196 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

Embora os casos do atual período de monitoramento tenham sido superiores à sazonalidade passada, o vírus da febre amarela circula hoje em regiões metropolitanas do país com maior contingente populacional, atingindo 32 milhões de pessoas que moram, inclusive, em áreas que nunca tiveram recomendação de vacina. Na sazonalidade passada, por exemplo, o surto atingiu uma população de 8,9 milhões de pessoas.

Isso explica a incidência da doença neste período ser menor que no período passado. A incidência da doença no período de monitoramento 2017/2018, até 13 de março, é de 2,7 casos para 100 mil/habitantes. Já na sazonalidade passada, 2016/2017, a incidência foi de 6,8/100 mil habitantes, no mesmo período.

Agência Saúde
Fonte: AFN
Foto: (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Fiocruz Amazônia inicia em Tabatinga mais um módulo do curso de Especialização Vigilância em Saúde na Rede de APS

Até sábado, 24/2, acontece em Tabatinga (AM), o quarto módulo Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A disciplina Vigilância Epidemiológica I está sendo ministrada desde o dia 19/2, pelos professores José Ueleres Braga e Daniel Barros de Castro. Nesta etapa são abordados conceitos e métodos epidemiológicos aplicados à vigilância e controle de doenças e agravos à saúde: medidas epidemiológicas e desenhos de estudo; técnicas de análise de dados aplicados ao diagnóstico de saúde da população residente na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru; e introdução à investigação de surtos e epidemias: propósitos, etapas e operacionalização.

O curso iniciou no dia 23/10/2017 com alunos do Brasil, Peru e Colômbia. As aulas são ministradas no Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga).

 O próximo módulo, Vigilância Epidemiológica II, será realizado no período de 19 a 24 de março.

PARCEIROS

O curso é resultado de parceria com a Organização Panamericana de Saúde – Opas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Aisa-MS, Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Ifam/Campus Tabatinga, ProEpi/MS e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Para outras informações sobre o curso, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Valderice Mendes

 

Ministério da Saúde atualiza casos de febre amarela

O Ministério da Saúde atualizou nesta semana as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 30 de janeiro de 2018) foram confirmados 213 casos de febre amarela no país, sendo que 81 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 1.080 casos suspeitos, sendo que 432 foram descartados e 435 permanecem em investigação, neste período.

No ano passado, de julho de 2016 até 30 janeiro de 2017, eram 468 casos confirmados e 147 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

CAMPANHA

A campanha de fracionamento da vacina contra a febre amarela começou na última quinta-feira (25) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A antecipação foi adotada porque o Ministério da Saúde já repassou, a ambos os estados, os insumos que serão utilizados nas campanhas. A campanha de vacinação no estado da Bahia começa no dia 19 de fevereiro.

Para auxiliar os estados e municípios na realização da campanha, o Ministério da Saúde vai encaminhar aos estados R$ 54 milhões. Desse total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo; R$ 30 milhões para Rio de Janeiro, e está em trâmite a portaria que autorizará o repasse no valor de R$ 8,2 milhões para a Bahia.

A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

O Ministério da Saúde, no ano de 2017 até o momento, encaminhou, as Unidades Federadas, o quantitativo de aproximadamente 58,9 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 49,8 milhões de doses, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação, sendo 19,7 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

Distribuição dos casos de febre amarela notificados: 1º/7/2017 a 30/01/2018

Distribuição dos casos confirmados no período sazonal de monitoramento

Fonte: Ministério da Saúde
Foto: Fiocruz, por  Raquel Portugal

Confap e MDIC lançam chamada para cooperação entre empresas brasileiras e alemãs

O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no conjunto de suas Fundações, e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil (MDIC) publicaram Chamada Pública para apresentação de propostas conjuntas para projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) entre empresas alemãs e brasileiras do MDIC e do Ministério Federal da Economia e da Energia da República Federal da Alemanha (BMWi). O objetivo é fomentar empresas brasileiras e Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação – ICTIs (que desenvolvam projetos em parceria com empresas brasileiras) na concepção e viabilização de projetos de inovação tecnológica em cooperação técnico-científica-empresarial com empresas da Alemanha, que resultem no desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços de aplicação industrial direcionados à comercialização no mercado doméstico e global.

Participam desta chamada, financiados por suas respectivas Fundações, os estados do Amazonas (Fapeam), Amapá (Fapeap), Bahia (Fapesb), Distrito federal (FAPDF), Espírito Santo (Fapes), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Minas Gerais (Fapemig), Mato Grosso do Sul (Fundect), Pernambuco (Facepe), Paraná (Fundação Araucária), Rio de Janeiro (Faperj), Rio Grande do Sul (Fapergs), Sergipe (Fapitec), Santa Catarina (Fapesc) e Tocantins (Fapt). O montante de recursos aportados por projeto, bem como o número de projetos financiados, será definido e publicado por cada FAP. As FAPs que aderiram a este edital poderão apoiar projetos aprovados no âmbito da Chamada MDIC-BMWi com recursos provenientes de seus orçamentos próprios.

As propostas deverão ser cadastradas no site do MDIC para Cooperação Internacional, submetidas na Plataforma do SIGConfap (http://sigconfap.ledes.net) e enviadas para o e-mail cooperacaointernacional@mdic.gov.br. Será permitida somente uma proposta por Empresa ou ICT e o prazo para a submissão termina no dia 31 de maio de 2018.

Acesse aqui a Chamada Pública CONFAP-MDIC nº 02/2017.

 

Fonte:  Confap

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