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Queimadas na Amazônia causam forte impacto no SUS

A Fiocruz, em estudo coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), mapeou o impacto das queimadas para a saúde infantil na região amazônica. A pesquisa concluiu que, nas áreas mais afetadas pelo fogo, o número de crianças internadas com problemas respiratórios dobrou. Foram cerca de 2,5 mil internações a mais, por mês, em maio e junho de 2019, em aproximadamente 100 municípios da Amazônia Legal, em especial nos estados do Pará, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso – o que acarretou custo excedente de R$ 1,5 milhão ao Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com pesquisas, viver em uma cidade próxima aos focos de incêndio aumenta em 36% o risco de se internar por problemas respiratórios.

O levantamento aponta ainda que em cinco dos nove estados da região houve aumento na morte de crianças hospitalizadas por problemas respiratórios. É o caso de Rondônia. Entre janeiro e julho de 2018, foram cerca de 287 mortes a cada 100 mil crianças com menos de 10 anos. No mesmo período, em 2019, esse número subiu para 393. Em Roraima, 1.427 crianças a cada 100 mil morreram internadas por problemas respiratórios, no primeiro semestre de 2018. No mesmo período de 2019, foram 2.398.

As informações integram um informe técnico do Observatório de Clima e Saúde, projeto coordenado pelo Icict/Fiocruz. Esse estudo contou também com cientistas da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). O objetivo do trabalho é alertar gestores e profissionais do SUS, de modo a se programarem para o atendimento à saúde das populações mais vulneráveis. Além disso, o levantamento apontou para a importância de reforçar a atenção básica e a busca ativa de casos em locais de maior concentração de queimadas e maiores níveis de poluição atmosférica, já que alguns grupos populacionais podem não ter acesso a hospitais.

INTERNAÇÕES QUINTUPLICARAM EM ALGUMAS CIDADES

Os dados chamam atenção para as cidades de Santo Antônio do Tauá, Ourilândia do Norte e Bannach, no Pará; Santa Luzia d’Oeste, em Rondônia; e Comodoro, no Mato Grosso, onde o número de internações foi mais de cinco vezes maior do que o esperado. Mas o chamado “material particulado” – resíduo tóxico gerado por queima – pode também alcançar grandes cidades situadas a centenas de quilômetros dos focos de queimadas, devido ao transporte de poluentes pelos ventos.

Desde sua fundação, em 2010, o Observatório de Clima e Saúde vem acompanhando a evolução das queimadas e seus efeitos sobre a saúde das populações na Amazônia e no Cerrado. É a primeira vez que um estudo reúne, quase que em tempo real, informações tão abrangentes sobre a correlação entre as queimadas e seus efeitos para a saúde na região da Amazônia Legal.

Os pesquisadores reuniram dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), do DataSUS, entre os meses de maio e junho – último período disponível -, e aplicaram sobre eles uma técnica de “varredura espacial” chamada Satscan, de modo a detectar conjuntos de municípios que possuem taxas de internação por doenças respiratórias acima do valor esperado. Foram usados também dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e dos sistemas BDQueimadas e Prodes Desmatamento, ambos produzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados obtidos, porém, são preliminares, uma vez que nem todas as internações do período estudado já estão cadastradas no sistema. Por isso, é possível que os índices sejam ainda mais graves.

As imagens obtidas por satélite e usadas no estudo mostram ainda como focos de fogo se encontram nas bordas de terras indígenas, que ainda parecem desempenhar um papel de proteção contra as queimadas e o desmatamento. Os pesquisadores chamam atenção para o fato de que as populações indígenas também devem estar sendo afetadas pela poluição do ar – no entanto, ainda não é possível avaliar a incidência de doenças nessas áreas.

CRIANÇAS MAIS SUSCETÍVEIS

O Observatório levou em consideração que as queimadas acontecem no que é chamado de Arco do Desmatamento, que compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, parte do Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins, em geral de maio a outubro. Durante o período de seca na região – que coincide com a diminuição das chuvas regionais, a queda dos índices de umidade e o período de queimadas – já é registrado, normalmente, um aumento no número de casos de afecções respiratórias, por conta do aumento da emissão de poluentes e a concentração de gases tóxicos na atmosfera, comprometendo a saúde da população. A situação, porém, se agravou muito com as queimadas recentes.

Nas cidades analisadas houve um total de 5.091 internações por mês, quando o valor esperado seria de 2.589. Estes resultados sugerem um excesso de 2,5 mil internações de crianças nos municípios mais impactados pelas queimadas.

Considerando o perfil médio das internações de crianças por problemas respiratórios no SUS, estas internações teriam gerado um custo excedente de R$ 1,5 milhão e 9.750 leitos-dia de ocupação nos hospitais públicos e conveniados com o SUS.

A queima de madeira pode gerar uma grande diversidade de gases e aerossóis, vários destes prejudiciais à saúde, principalmente pelo seu pequeno diâmetro e capacidade de penetrar no aparelho respiratório inferior. “Crianças são mais sensíveis a fatores externos, como a poluição”, explica o pesquisador Christovam Barcellos, do Icict/Fiocruz. “Seu sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e o aparelho respiratório, em formação. São mais suscetíveis a alergias”. Além disso, crianças passam mais tempo ao ar livre do que os adultos e, assim, inalam mais poluentes. Durante exercício físico, a deposição de partículas no pulmão aumenta cinco vezes, afirma Sandra Hacon, pesquisadora da Ensp/Fiocruz.

APENAS UMA PARTE DO PROBLEMA

Barcellos alerta que o estudo usou as internações em crianças como indicadores de risco. Porém, adultos – e principalmente aqueles com doenças crônicas e idosos – podem ser afetados pela poluição das queimadas. “Por usarmos somente as internações pagas pelo SUS, isto é, sem considerar os dados do sistema privado de saúde, avaliamos apenas uma parte do problema. Além disso, muitas crianças podem não ter conseguido chegar aos hospitais. Na região amazônica as distâncias são enormes. Muitas pessoas podem ter tido episódios de bronquite e asma, entre outros, sem atenção médica”, completa o pesquisador.

“As queimadas na Amazônia representam um grande risco à saúde da população”, assegura o texto do informe técnico. “Os poluentes emitidos por estas queimadas podem ser transportados a grande distância, alcançando cidades distantes dos focos de queimadas. Dentre os poluentes, encontram-se o material particulado fino (PM2.5), CO (monóxido de carbono), NO2 (dióxido de nitrogênio) e compostos orgânicos voláteis (VOCs) que podem causar o agravamento de quadros de cardiopatia, inflamação das vias aéreas, inflamação sistêmica e neuroinflamação, disfunção endotelial, coagulação, aterosclerose, alteração do sistema nervoso autônomo, e danos ao DNA, com potencial carcinogênico”.

As mortes e internações hospitalares são os aspectos mais graves e evidentes dos problemas de saúde causados pelas queimadas, mas não os únicos: “Outros eventos adversos de saúde, como atendimentos de emergência e limitações funcionais do sistema respiratório são fenômenos mais frequentes, mas de difícil detecção pelos sistemas de informação de saúde”, alerta o estudo.

Fonte: AFN Notícias / ICICT Fiocruz

Palestra do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia vai abordar condições de vida e serviços de saúde em assentamentos na Amazônia

Na próxima sexta-feira, 13/9, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Dimensões do abandono como dispositivo de uma condição subalterna: a ausência do Estado e seus rebatimentos nas condições de vida e nos serviços de saúde em assentamentos na Amazônia”, a ser ministrada pela pesquisadora, Ana Cláudia Fernandes Nogueira, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A palestra pretende apresentar a potência discursiva presente na vivência cotidiana, atravessada pelas condições naturais e políticas que assentamentos embrenhados na Amazônia impõem. Condições, que segundo a pesquisadora, na maioria dos assentamentos, têm sua gênese na exploração dos seringais, que por toda a região levava uma legião de humanos à precarização da vida.

De acordo com Ana Cláudia, a discussão sobre dimensões do abandono como dispositivo da condição de subalternidade “é costurada, como retalhos, principalmente a partir da fala das mulheres, uma vez que independente de suas origens, estas trazem em si a marca da renúncia e lançam seus olhares sobre os acontecimentos como maneira de justificar a partida ou a permanência nos assentamentos”, explicou.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 1, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Ana Cláudia é graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas, especialista em Antropologia da Saúde pela Fiocruz Amazônia, Mestre em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, na área de Política de Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Amazonas, e Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Tem experiência na área de Sociologia, Antropologia e Ciências do Ambiente, com ênfase em Sociologia Rural, Meio Ambiente e Saúde, Agroecologia, Educação do Campo, atuando nos seguintes temas: meio ambiente, assentamentos rurais, conflitos rurais, política pública e cultura .

Atualmente é professora Adjunta da Universidade Federal do Amazonas no Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente – IEAA, Campus do Vale do Madeira e membro do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Ambiente, Socioeconomia e Agroecologia – NUPEAS, no IEAA.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Anticorpos e testes para detecção de malária são desenvolvidos em pesquisa no Amazonas

A malária continua sendo uma doença que atinge a população no  Brasil e no mundo, e o diagnóstico rápido e preciso desta doença é de fundamental importância para o correto tratamento dos pacientes.

Pensando em buscar novas metodologias para solucionar este problema, o pesquisador doutor em Biotecnologia, Luis André Mariúba, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) vem desenvolvendo juntamente com seu grupo e colaboradores, anticorpos e imunoensaios  específicos para diagnósticos de malária.

O projeto contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde (PROEP).

A pesquisa coordenada pelo Dr. Mariúba desenvolveu e avaliou o desempenho de anticorpos IgG (produzidos em camundongos) e IgY (produzidos em ovos de galinha) capazes de detectar no sangue de pacientes proteínas marcadoras de infecções causadas por Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum, os quais são os principais causadores da malária no Brasil.

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“Avaliamos estes anticorpos na metodologia tradicional de Testes para Diagnóstico Rápido (TDRs) por fluxo lateral (com apoio do Laboratório de Tecnologias de Diagnóstico Bio-Manguinhos/Fiocruz); por um método de fluxo lateral utilizando nanotubos de carbono (desenvolvido pelo Dr. Jin Woo Choi, Louisiana State University-USA), com adaptações desenvolvidas pela equipe; por eletroquímica (com apoio do Dr. Walter Brito – Ufam); e por citometria de fluxo”, disse.

Testes para Diagnóstico Rápido – (TDRs)

Maríuba destaca que os TDRs tornaram-se uma grande alternativa ao diagnóstico, principalmente, em situações onde a microscopia não é de fácil acesso, como em localidades distantes.

“ Vale ressaltar que o Brasil ainda é muito dependente atualmente de TDRs estrangeiros. Exemplos destas tecnologias de conhecimento geral pelo grande público são os testes comprados em farmácias como de gravidez e de glicemia. Ambos os casos estão dentro do conceito “Point-of-Care” (PoC), que são tecnologias que podem ser utilizadas ao lado do leito do paciente e ajudar nas decisões de profissionais da área da saúde”, relata.

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Formação de Recursos Humanos

O projeto possibilitou a realização de trabalhos de  iniciação científica (IC)  e dois de mestrados, e sua continuação atualmente é base para duas IC, um mestrado, dois doutorado e um pós-doutorado. Foram desenvolvidos ainda um protótipo de equipamento para leitura quantitativa de testes rápidos e um aplicativo para registro de casos de malária (MalariaApp), ambos em colaboração com  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)  e Instituto Federal do Amazonas ( Ifam).

Patente

O pesquisador informou ainda que a pesquisa gerou em outubro de 2018 um depósito de patente referente a um método de solubilização de nanotubos de carbono e diferentes aplicações testadas, como em TDRs, sensores eletroquímicos, citometria de fluxo e imunização de animais.

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Malária no Amazonas

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), no primeiro trimestre de 2019 foram registrados 11.358 casos de malária no Amazonas. Até o momento, o Amazonas está com redução 42,36% casos em comparação do mesmo período de 2018, que registrou 19.704.

A malária é causada por um parasita do gênero Plasmodium, transmitida pela picada de mosquitos infectados. Febre alta, sudorese e calafrios, palidez, cansaço, falta de apetite e dores na cabeça e em outras regiões do corpo são os principais sintomas, que podem se manifestar, geralmente, em algumas semanas após a picada.

Grupo de Pesquisa

O projeto contou com apoio dos outros pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia além de pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ifam, Senai e Bio-Manguinhos/Fiocruz.

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PROEP

O programa  visou apoiar a promoção e execução de projetos estratégicos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) por meio da concessão de auxílio pesquisa e bolsas; e fortalecer o papel estratégico da pesquisa desenvolvida no Instituto para geração de conhecimentos científicos que possam contribuir com a melhoria da saúde da população Amazônica.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Mostra de filmes marcará abertura de atividades do Jubileu de prata da Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) promove entre os dias 12 e 14 de junho, no Casarão de Ideias, a mostra de filmes “Adrian Cowell – Um olhar sobre a Amazônia”, que abordará questões socioambientais e políticas da Amazônia Brasileira. O evento marcará a abertura das atividades, em comemoração aos 25 anos de atuação da Fiocruz na Amazônia.

A mostra exibirá os filmes “Matando por terras”, “O destino dos Uru Eu Wau Wau” e “Batida na floresta”, obras do documentarista, registradas durante suas experiências pelo Brasil, acompanhando o processo de desenvolvimento da Amazônia, o impacto dos grandes projetos, avanços da agricultura e pecuária, projetos de colonização, construção de estradas e hidrelétricas, retratando suas conseqüências no cotidiano das pessoas que vivem na região: populações indígenas, seringueiros, madeireiros, garimpeiros e outros.

Os documentários contribuem para o debate político e cultural que envolve a Amazônia e constituem a memória dos povos da floresta, promovendo férteis discussões, no sentido de compatibilizar o desenvolvimento socioambiental e o uso sustentável dos recursos naturais. Após a exibição dos filmes, serão realizados debates sobre os temas apresentados.

Para Stella Oswaldo Cruz Penido, curadora da mostra, é de grande relevância a abertura de debates sobre os aspectos históricos ambientais da Amazônia, presentes em importantes debates da atualidade. “É incrível essa possibilidade de parceria entre a COC, a Fiocruz Amazônia e o Casarão de Ideias, pois com essas ações reuniremos um público específico para este tipo de debate aqui no Amazonas. O acervo chegou ao Brasil em 2008, já se passaram mais de 10 anos, mas faz todo sentido trazer os filmes do Adrian, nesse momento, mostrando os aspectos históricos dessas questões sobre Amazônia. É muito importante atualizarmos o debate sobre essas questões ambientais, com pessoas que estão atuando, militando nessa agenda ambiental em 2019, discutindo esses filmes”, destacou.

A entrada para assistir aos filmes e participar dos debates da mostra “Adrian Cowell – Um olhar sobre a Amazônia” será gratuita. O Casarão de Ideias fica localizado na Rua Barroso, 279, no Centro de Manaus.

SOBRE ADRIAN COWELL

Adrian Cowell foi um documentarista chinês, naturalizado britânico, estudou na Austrália e na Inglaterra. Graduou-se em história pela Universidade de Cambridge em 1955. Entre 1955 e 1956, foi com a Oxford & Cambridge Far Eastern Expedition de Londres até Singapura, fazendo uma série de três programas, de 26 minutos para a BBC, intitulados “Travellers Tales“.

Entre 1957 e 1958, esteve pela primeira vez no Brasil, quando a Oxford & Cambridge Expedition veio à América do Sul, para a produção de quatro programas de 26 minutos, para a série “Adventure” da BBC. A convite dos irmãos Villas Bôas, Adrian filmou, de 1967 a 1969, a expedição para contatar a tribo de índios isolados Panará. Os filmes realizados neste período “The Tribe that Hides From Man” (A Tribo Que Se Esconde do Homem) e “Kingdom in the Jungle” (O Reinado na Floresta), foram produzidos para a ATV.

No Brasil, ele se tornou amigo de Chico Mendes. Produziu diversos filmes sobre a Amazônia, nos quais ele retrata a difícil situação dos índios e as injustiças sociais existentes no local. O Acervo Adrian Cowell é constituído de filmes 16 mm, fitas de vídeo, slides e diários de campo sobre a Amazônia. São 50 anos de trabalhos que documentam a história, por meio das imagens registradas por Adrian Cowell e equipe, acompanhando o processo de desenvolvimento da região.

Confira a sinopse dos filmes que serão exibidos:

  • Dia 12/6 – ”MATANDO POR TERRAS” (52 min / 1990)

Filmado em 1986 na fronteira leste da Amazônia, ao longo da rodovia Belém Brasília, período em que foram assassinadas mais de 100 pessoas. Grandes fazendeiros, prestes a perder benefícios adquiridos durante o governo militar, contratam pistoleiros para expulsar grupos de sem-terra acampados. Casas queimadas, assassinatos, famílias expulsas: fatos que levam à retaliação dos sem-terra com queimadas de pastos e protestos, forçando os pistoleiros a abandonar o local.

Contudo, a eficácia de tais medidas só dura até o assassinato de mais dois sem-terra e de uma criança de três anos. Nem mesmo a polícia ousa enfrentar os assassinos e a justiça libera os mandantes do crime por falta de evidências. Uma entrevista com o pistoleiro mais famoso da região, conhecido por ter assassinado mais de 300 pessoas, deixa evidente que a justiça não alcança pistoleiros e latifundiários. Primeira versão brasileira (2011).

Debatedor: Felipe Milanez (UFBA)

Debatedor: Vicente Rios (PUC-GO)

Mediadora: Stella Oswaldo Cruz Penido (COC- Fiocruz)

  • Dia 13/6 – “O DESTINO DOS URU EU WAU WAU” (52min / 1999)

Este filme faz parte da Trilogia “Os Últimos Isolados”. Três décadas depois de “Na Trilha dos Uru Eu Wau Wau”, Adrian Cowell reencontra alguns dos personagens. Descobrimos que o líder Tari, que raptou a criança branca de “Na Trilha dos Uru Eu Wau Wau”, teve sua própria irmã raptada, por brancos, quando tinha 6 anos. O filme proporciona um encontro inesperado dos irmãos e nos mostra como os Uru Eu Wau Wau puderam lidar com as transformações em seu mundo, ao longo dessas décadas.

Debatedora: Elaíze Farias (Jornalista / Portal Amazônia Real)

Debatedor: André Fernando Baniwa (Organização Indígena da Bacia do Içana OIBI)

Mediadora: Selda Vale da Costa (UFAM)

  • Dia 14/6 – “BATIDA NA FLORESTA” (59min / 2005)

A luta de Walmir de Jesus, gerente do IBAMA em Ji-Paraná, para conter o desmatamento desenfreado da Amazônia em Rondônia. O filme mostra Walmir combatendo a extração e a venda ilegal de madeira, corrupção na política e no funcionalismo público local, desemprego e invasões em áreas de Parques Nacionais e de índios isolados.

Debatedor: Phillip Fearnside (Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia – INPA)

Mediador: Felipe Milanez (UFBA)

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Pinheiro

 

 

 

 

Projeto do PCE analisa importância da paisagem geográfica de bairro da zona Leste

No Amazonas, professores e estudantes do ensino fundamental (5° ao 9° ano), do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar também são  beneficiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Esse apoio vem por meio do Programa Ciência na Escola (PCE) que dentre seus objetivos visa contribuir para o processo de formação continuada dos professores, despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes do ensino público estadual do Amazonas e municipal de Manaus.

O programa é desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc-AM) e a Secretaria Municipal de Manaus (Semed).

Dentre os projetos selecionados na última edição do PCE, edital N°001/2018, está o intitulado “Geografia e Educação no Contexto Urbano: Moradias em Áreas de Risco Ambiental”, realizado com alunos do ensino médio da Escola Estadual Maria Madalena Santana de Lima, no bairro Armando Mendes, zona Leste de Manaus.

Da escola para a comunidade

O projeto de Iniciação Científica Júnior (IC/JR) trabalhou o ensino da Geografia além da sala de aula, tendo como cunho principal analisar o conceito da disciplina e levar o conhecimento adquirido pelos alunos para a comunidade, em relação com a transformação do bairro.

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Projeto do PCE foi coordenado pelo professor de Geografia, Márcio Silveira. Foto: Érico Xavier

Segundo o coordenador do projeto, o professor de Geografia, Márcio Silveira, a ideia foi analisar a importância da paisagem, que é o entorno em que se vive, para a compreensão do espaço vivido e despertar nos alunos o interesse para o planejamento, conservação, uso e ocupação sustentável dos espaços onde vivem.

Para isso foi adotada cartilha produzida pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)- Serviço Geológico do Brasil para informar aos moradores que residem em áreas consideradas de risco ambiental sobre práticas seguras e sustentáveis.

“Sabemos que a paisagem está em constante transformação, muitas pessoas não se sentem como atores dessa mudança e colocam a culpa nas autoridades. Mas as pessoas também contribuem para os problemas ocorrerem. Com o projeto, queremos que a comunidade faça uma leitura do bairro e compreenda que os moradores são atores da transformação geográfica do bairro Armando Mendes”, disse.

Os estudantes realizaram pesquisa bibliográfica e de campo no entorno da escola, ações educativas e reconhecimento das diferentes situações de riscos ambientais, utilizando os conhecimentos adquiridos em sala de aula, nas atividades inerentes ao projeto.

Durante o projeto os estudantes entrevistaram os moradores para saber a ideia que eles têm sobre o espaço em que vivem.

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Estudantes realizaram pesquisa bibliográfica e de campo no entorno da escola. Foto: divulgação

 Além da sala de aula

O projeto foi apresentado na Feira de Ciências da Amazônia, durante a última edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A escola também promoveu no bairro o evento “Ciência na Praça”, com objetivo de apresentar à comunidade os projetos de iniciação científica desenvolvidos na escola.

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Evento Ciência na Praça apresentou trabalhos de Iniciação Científica Junior para a comunidade. Foto: divulgação

Para um dos colaboradores voluntários do projeto, Anderson Castro, e hoje estudante de Pedagogia, a experiência de participar do projeto de iniciação científica é importante para seguir a formação.

“A primeira coisa que me deparei quando cheguei à faculdade foi com o tripé: ensino, pesquisa e extensão. Isso foi algo que vi em projetos dos PCE. A pesquisa foi viabilizada pela prática, porque fomos ao local e conseguirmos obter um bom resultado. Já a extensão foram os projetos aplicados à comunidade por meio da interação com a escola. É muito gratificante levar essa experiência para minha vida acadêmica”, informou.

Por Esterffany Martins

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Alimentos funcionais são criados a partir de frutas amazônicas

O açaí (Euterpe oleracea Mart.) e o camu-camu (Myrciaria dubia (Kunth) Mac vaugh), frutas típicas da região Amazônica, mostraram ser capazes de auxiliar na redução do colesterol. Os resultados são de uma pesquisa científica que busca extrair dos frutos da região, propriedades nutricionais e benéficas para saúde, com objetivo de produzir alimentos funcionais como, por exemplo, barra de cereal, bebidas, farinhas, cereal matinal e produtos de panificação, para oferecer ao mercado alimentício.

Intitulado “Estudo de Frutos Amazônicos para a Produção de Alimentos Funcionais”, o projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Cooperação Internacional (GUYAMAZON).

Em andamento, o estudo coordenado pela doutora em Biotecnologia, Francisca Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), também já analisou o cubiu (Solanum sessiliflorum), a pupunha (Bactris gasipaes H.B.K) e o tucumã (Astrocaryum aculeatum).

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Estudo é coordenado pela doutora em Biotecnologia, Francisca Souza, do Inpa

Segundo a pesquisadora, já foram elaborados os cereais com o açaí e com a pupunha. Também foi feita bebida, tipo shake (que mistura o pó do fruto na água) de camu-camu, que apresentou potencial para auxiliar no tratamento da obesidade e diabetes.

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Bebida, tipo shake que mistura o pó do camu-camu na água, apresentou potencial para auxiliar no tratamento da obesidade e diabetes

“A bebida foi capaz de reduzir as taxas de colesterol e diabetes. O cubiu também conseguiu reduzir. Mas o efeito desse fruto comparado ao camu-camu foi menor. Mas os dois apresentaram resultados significativos. Já a pupunha tem como benefício melhorar a saúde da visão”, explicou.

Francisca conta que o estudo continua na avaliação da quantidade e biodisponibilidade de nutrientes em frutos da região para produção de alimentos funcionais.

“Nosso objetivo é oferecer à sociedade mais informações sobre o consumo e benefícios das frutas amazônicas. Na pesquisa buscamos comprovar se realmente elas trazem benefícios à saúde e de que forma podem auxiliar no tratamento, por exemplo, de doenças crônicas”, disse.

GUYAMAZON

O programa apoia a execução de projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), no âmbito da colaboração científica e tecnológica entre pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa do Estado do Amazonas e pesquisadores franceses. O apoio se destina ao financiamento de pesquisa e mobilidade de pesquisadores e estudantes.

O programa é realizado pela Fapeam, em parceiras com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (Fapema), Embaixada da França, Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) e região da Guiana Franceses.

Por Esterffany Martins

Fotos- Barbara Brito

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Manaus sedia evento internacional sobre Gestão da Amazônia

A realização é da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), com o apoio da Fapeam

De 29 a 31 de agosto, a capital amazonense sediará evento internacional inédito. Trata-se do  Amazonian Management Symposium – AMAS (1˚ Congresso de Gestão da Amazônia). Palestrantes nacionais e internacionais participarão do evento, debatendo a temática central sob a ótica da Inovação, Sustentabilidade e Governança.

O AMAS, que será realizado no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques,  é uma realização da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP).  “Este evento é resultado da parceria firmada entre as duas instituições de ensino há mais de um ano e o objetivo principal é debater o tripé Inovação, Sustentabilidade e Governança a partir da interação entre Academia e setor produtivo”, destaca o professor da UEA e vice-presidente da Comissão Organizadora, Dr. Paulo César Araújo.

A estimativa de público é de aproximadamente 300 congressistas, entre os quais, pesquisadores, estudantes, representantes do setor produtivo, de órgãos governamentais, entre outros. Interessados em participar já podem realizar inscrição pelo site https://amasconference.com/.

A cerimônia de abertura e Palestra Magna ocorrerá no dia 29 de agosto, das 18h30 às 19h30. Na programação, estão previstas ainda plenárias com pesquisadores internacionais; painéis para debater os temas Governança&Sustentabilidade e Empreendedorismo&Inovação; bem como apresentações orais de artigos selecionados e Oficinas Metodológicas sobre Softwares Analíticos e Estratégias Metodológicas.

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Segundo o presidente da Comissão Organizadora e professor titular da FEA/USP, Dr. Roberto Sbragia, a Amazônia é um habitat que possui extraordinária biodiversidade, ampla dimensão geográfica e conta com população em todos os países por ela abrangidos de mais de 30 milhões de habitantes, sendo assim, o AMAS será um evento focado na busca de alternativas em Inovação, especialmente tecnológica e social; Sustentabilidade e Governança abrangendo inclusive a questão de políticas públicas.

Conforme o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, ao longo dos últimos anos, a Fundação tem atuado fortemente na formação de capital intelectual, no fomento a empresas e no fortalecimento da infraestrutura de inovação do Estado e, por outro lado, Manaus conta com um dos mais importantes polos fabris da América Latina, constituído por empresas nacionais e multinacionais, oriundas de diversos países, entre os quais, Japão, China e França, além de contar com diversas organizações não-governamentais que não necessariamente produzem bens ou serviços. “Nesse sentido, o AMAS proporcionará uma importante troca de experiência entre a Academia e todos esses atores no sentido de fortalecer as ações de integração para o desenvolvimento da inovação, da sustentabilidade e da governança”, salientou.

Submissão de artigos e visitas técnicas

Professores, pesquisadores, especialistas e estudantes também podem submeter artigos ao Congresso. Para isso, as inscrições estarão disponíveis a partir do próximo mês. Os artigos podem estar relacionados tanto aos temas centrais do Congresso, como a áreas correlatas.

As propostas deverão ser submetidas mediante resumo, o qual deve conter itens como, por exemplo, tipo de contribuição, finalidade e resultados, a ser disponibilizado no sistema de submissão. Uma comissão científica formada por representantes do corpo docente da USP e UEA ficará responsável pela avaliação dos artigos que poderão, inclusive, ser publicados em revistas renomadas da área de Administração. A escolha dos artigos a serem publicados será feita com base na linha editorial de cada periódico e na adequação temática e estrutural dos textos.

Também serão realizadas Visitas Técnicas às seguintes empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM): Moto Honda, Samsung e Pharmakos. Serão disponibilizadas 90 vagas – 30 para cada uma das empresas. A escolha dos locais a serem visitados ocorrerá durante a inscrição. O preenchimento das vagas seguirá a ordem de inscrição dos congressistas.

O Amazonian Management Symposium conta com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Programa de Pós-graduação em Administração da FEA/USP, Fundação Instituto de Administração (FIA Business School), Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e Associação Latino-Iberoamericana de Gestão Tecnológica (Altec).

 

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Manaus sedia evento internacional sobre Gestão da Amazônia

A realização é da Universidade do Estado do Amazonas em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, com o apoio da Fapeam

De 29 a 31 de agosto, a capital amazonense sediará evento internacional inédito. Trata-se do  Amazonian Management Symposium – AMAS (1˚ Congresso de Gestão da Amazônia). Palestrantes nacionais e internacionais participarão do evento, debatendo a temática central sob a ótica da Inovação, Sustentabilidade e Governança.

O AMAS, que será realizado no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques,  é uma realização da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP).  “Este evento é resultado da parceria firmada entre as duas instituições de ensino há mais de um ano e o objetivo principal é debater o tripé Inovação, Sustentabilidade e Governança a partir da interação entre Academia e setor produtivo”, destaca o professor da UEA e vice-presidente da Comissão Organizadora, Dr. Paulo César Araújo.

A estimativa de público é de aproximadamente 300 congressistas, entre os quais, pesquisadores, estudantes, representantes do setor produtivo, de órgãos governamentais, entre outros. Interessados em participar já podem realizar inscrição pelo site https://amasconference.com/.

A cerimônia de abertura e Palestra Magna ocorrerá no dia 29 de agosto, das 18h30 às 19h30. Na programação, estão previstas ainda plenárias com pesquisadores internacionais; painéis para debater os temas Governança&Sustentabilidade e Empreendedorismo&Inovação; bem como apresentações orais de artigos selecionados e Oficinas Metodológicas sobre Softwares Analíticos e Estratégias Metodológicas.

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Segundo o presidente da Comissão Organizadora e professor titular da FEA/USP, Dr. Roberto Sbragia, a Amazônia é um habitat que possui extraordinária biodiversidade, ampla dimensão geográfica e conta com população em todos os países por ela abrangidos de mais de 30 milhões de habitantes, sendo assim, o AMAS será um evento focado na busca de alternativas em Inovação, especialmente tecnológica e social; Sustentabilidade e Governança abrangendo inclusive a questão de políticas públicas.

 Conforme o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, ao longo dos últimos anos, a Fundação tem atuado fortemente na formação de capital intelectual, no fomento a empresas e no fortalecimento da infraestrutura de inovação do Estado e, por outro lado, Manaus conta com um dos mais importantes polos fabris da América Latina, constituído por empresas nacionais e multinacionais, oriundas de diversos países, entre os quais, Japão, China e França, além de contar com diversas organizações não-governamentais que não necessariamente produzem bens ou serviços. “Nesse sentido, o AMAS proporcionará uma importante troca de experiência entre a Academia e todos esses atores no sentido de fortalecer as ações de integração para o desenvolvimento da inovação, da sustentabilidade e da governança”, salientou.

Submissão de artigos e visitas técnicas

Professores, pesquisadores, especialistas e estudantes também podem submeter artigos ao Congresso. Para isso, as inscrições estarão disponíveis a partir do próximo mês. Os artigos podem estar relacionados tanto aos temas centrais do Congresso, como a áreas correlatas.

As propostas deverão ser submetidas mediante resumo, o qual deve conter itens como, por exemplo, tipo de contribuição, finalidade e resultados, a ser disponibilizado no sistema de submissão. Uma comissão científica formada por representantes do corpo docente da USP e UEA ficará responsável pela avaliação dos artigos que poderão, inclusive, ser publicados em revistas renomadas da área de Administração. A escolha dos artigos a serem publicados será feita com base na linha editorial de cada periódico e na adequação temática e estrutural dos textos.

Também serão realizadas Visitas Técnicas às seguintes empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM): Moto Honda, Samsung e Pharmakos. Serão disponibilizadas 90 vagas – 30 para cada uma das empresas. A escolha dos locais a serem visitados ocorrerá durante a inscrição. O preenchimento das vagas seguirá a ordem de inscrição dos congressistas.

Amazonian Management Symposium conta com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Programa de Pós-graduação em Administração da FEA/USP, Fundação Instituto de Administração (FIA Business School), Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e Associação Latino-Iberoamericana de Gestão Tecnológica (Altec).

A realização é da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), com o apoio da Fapeam.

De 29 a 31 de agosto, a capital amazonense sediará evento internacional inédito. Trata-se do  Amazonian Management Symposium – AMAS (1˚ Congresso de Gestão da Amazônia). Palestrantes nacionais e internacionais participarão do evento, debatendo a temática central sob a ótica da Inovação, Sustentabilidade e Governança.

O AMAS, que será realizado no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques é uma realização da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP).  “Este evento é resultado da parceria firmada entre as duas instituições de ensino há mais de um ano e o objetivo principal é debater o tripé Inovação, Sustentabilidade e Governança a partir da interação entre Academia e setor produtivo”, destaca o professor da UEA e vice-presidente da Comissão Organizadora, Dr. Paulo César Araújo.

A estimativa de público é de aproximadamente 300 congressistas, entre os quais, pesquisadores, estudantes, representantes do setor produtivo, de órgãos governamentais, entre outros. Interessados em participar já podem realizar inscrição pelo site https://amasconference.com/.

A cerimônia de abertura e Palestra Magna ocorrerá no dia 29 de agosto, das 18h30 às 19h30. Na programação, estão previstas ainda plenárias com pesquisadores internacionais; painéis para debater os temas Governança&Sustentabilidade e Empreendedorismo&Inovação; bem como apresentações orais de artigos selecionados e Oficinas Metodológicas sobre Softwares Analíticos e Estratégias Metodológicas.

Segundo o presidente da Comissão Organizadora e professor titular da FEA/USP, Dr. Roberto Sbragia, a Amazônia é um habitat que possui extraordinária biodiversidade, ampla dimensão geográfica e conta com população em todos os países por ela abrangidos de mais de 30 milhões de habitantes, sendo assim, o AMAS será um evento focado na busca de alternativas em Inovação, especialmente tecnológica e social; Sustentabilidade e Governança abrangendo inclusive a questão de políticas públicas.

Conforme o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, ao longo dos últimos anos, a Fundação tem atuado fortemente na formação de capital intelectual, no fomento a empresas e no fortalecimento da infraestrutura de inovação do Estado e, por outro lado, Manaus conta com um dos mais importantes polos fabris da América Latina, constituído por empresas nacionais e multinacionais, oriundas de diversos países, entre os quais, Japão, China e França, além de contar com diversas organizações não-governamentais que não necessariamente produzem bens ou serviços. “Nesse sentido, o AMAS proporcionará uma importante troca de experiência entre a Academia e todos esses atores no sentido de fortalecer as ações de integração para o desenvolvimento da inovação, da sustentabilidade e da governança”, salientou.

Submissão de artigos e visitas técnicas

Professores, pesquisadores, especialistas e estudantes também podem submeter artigos ao Congresso. Para isso, as inscrições estarão disponíveis a partir do próximo mês. Os artigos podem estar relacionados tanto aos temas centrais do Congresso, como a áreas correlatas.

As propostas deverão ser submetidas mediante resumo, o qual deve conter itens como, por exemplo, tipo de contribuição, finalidade e resultados, a ser disponibilizado no sistema de submissão. Uma comissão científica formada por representantes do corpo docente da USP e UEA ficará responsável pela avaliação dos artigos que poderão, inclusive, ser publicados em revistas renomadas da área de Administração. A escolha dos artigos a serem publicados será feita com base na linha editorial de cada periódico e na adequação temática e estrutural dos textos.

Também serão realizadas Visitas Técnicas às seguintes empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM): Moto Honda, Samsung e Pharmakos. Serão disponibilizadas 90 vagas – 30 para cada uma das empresas. A escolha dos locais a serem visitados ocorrerá durante a inscrição. O preenchimento das vagas seguirá a ordem de inscrição dos congressistas.

Amazonian Management Symposium conta com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Programa de Pós-graduação em Administração da FEA/USP, Fundação Instituto de Administração (FIA Business School), Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e Associação Latino-Iberoamericana de Gestão Tecnológica (Altec).

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Pesquisa analisou encontro entre Amazônia e o pensamento marxista brasileiro

Estudo será apresentado ao público na Ufam, na próxima segunda-feira (9), às 14h

Analisar o encontro entre a Amazônia e o pensamento marxista brasileiro foi objetivo de um estudo desenvolvido pelo doutor em Sociologia Luiz Fernando de Souza Santos. A pesquisa é fruto da tese de doutorado dele e será apresentada ao público na próxima segunda-feira (9), às 14h, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e Sociais (ICHL), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Intitulado “Entre o Mágico e o Cruel: a Amazônia no Pensamento Marxista Brasileiro” a pesquisa contou com apoio do Governo do Amazonas, via a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado do Amazonas (PROPG-AM).

Desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com a Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, Santos disse que o estudo partiu das seguintes hipóteses: a Amazônia não é o relicário de um passado remoto, mas é presente, intimamente ligada que está às formas de acumulação capitalista. E mais que uma espacialidade geográfica particular, ela se constitui para as ciências sociais, para o marxismo brasileiro, num potente elemento de explicação heurística, que nos ajuda a refletir melhor sobre o sentido de nossa época.

“A possível contribuição desta pesquisa para a sociedade, reside no debate que faz entre os nexos do local/regional com a nação e o mundo. Os projetos de desenvolvimento à nação e a região devem estar submetidos a uma lógica que faça a ruptura com dualismos como centro e periferia, que só reificam as desigualdades. O desenvolvimento da região se baseia no padrão que rompe  modelos, que a destinam como um lugar de acumulação primitiva de capital em favor do capital industrial e financeiro, como até aqui tem se dado”, pontuou.

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Pesquisa contou com apoio da Fapeam e foi realizada pelo doutor em Sociologia Luiz Fernando de Santos

Segundo Santos, a linha da pesquisa é do pensamento social e de teoria sociológica.  Na era dos discursos científicos assépticos, ou de críticas radicais que não ultrapassam os umbrais das formas estetizadas de enunciação, próprias do império dos termos acompanhados pelo prefixo pós (pós-moderno, pós-estruturalismo, pós-marxismo, pós- colonialismo).

“Este é um trabalho que se envolve com uma página da sociologia brasileira, particularmente da Escola Sociológica Paulista, que pretende retirar da quietude, do silêncio, seus nexos com a tradição marxista e os desdobramentos destes no encontro dessa escola e dessa tradição intelectual com a Amazônia”, explicou.

Entre os resultados da pesquisa ele destaca a contribuição teórica para uma apreensão da Amazônia como artefato sócio-histórico-cultural.  Trazer para o âmbito da teoria sociológica o encontro que remonta ao século XIX, atravessa o século e chega até o presente, do marxismo com a região Amazônica.

“Conexo ao item anterior, esta pesquisa pôde demonstrar que Karl Marx, em sua obra fundamental, O Capital, já possui marcas dos trópicos em sua exposição da crítica da economia política. Por fim, derivado da hipótese assinalada antes, a tese pôde demonstrar que, através da Amazônia, é possível uma leitura sociológica da nação e do mundo”, disse.

Metodologia

 Para o estudo foram usados elementos diversos: leitura e análise de livros, capítulos de livros, dos autores centrais à pesquisa. Também foram realizadas entrevistas com os pesquisadores da Amazônia que trazem marcas da influência da Escola Sociológica Paulista. Assim como foi coletado e analisado uma massa documental elativa aos cursos de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará e Universidade Federal do Amazonas que informavam sobre o processo de formação dos pesquisadores destas universidades e o contexto de institucionalização dos referidos cursos.

“Os autores analisados são aqueles da chamada Escola Sociológica Paulista e aqueles que, professores-pesquisadores das Universidades Federais do Amazonas e Pará, dialogaram com a referida Escola, a saber: Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Fernando Henrique Cardoso, José de Souza Martins, Francisco de Oliveira, Renan Freitas Pinto, Marilene Correa da Silva Freitas, Violeta Refkaleski Loureiro e Alex Fiúza de Melo”, explicou.

PROPG-AM

O programa concede bolsas de mestrado e doutorado aos profissionais graduados, residentes no Estado do Amazonas há, no mínimo, quatro anos, interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em Programa de Pós-Graduação recomendado pela Capes em outros Estados da Federação.

“O apoio da Fapeam  foi de suma importância para o desenvolvimento desta pesquisa. Compreendo que esta Fundação é estratégica para o desenvolvimento de uma política de Ciência, Tecnologia e Inovação que efetivamente contribua para que a região tenha melhor destino”, disse.

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Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Pesquisa analisou encontro entre Amazônia e o pensamento marxista brasileiro

Estudo será apresentado ao público na Ufam, na próxima segunda-feira (9), às 14h

Analisar o encontro entre a Amazônia e o pensamento marxista brasileiro foi objetivo de um estudo desenvolvido pelo doutor em Sociologia Luiz Fernando de Souza Santos. A pesquisa é fruto da tese de doutorado dele e será apresentada ao público na próxima segunda-feira (9), às 14h, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e Sociais (ICHL), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Intitulado “Entre o Mágico e o Cruel: a Amazônia no Pensamento Marxista Brasileiro” a pesquisa contou com apoio do Governo do Amazonas, via a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado do Amazonas (PROPG-AM).

Desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com a Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, Santos disse que o estudo partiu das seguintes hipóteses: a Amazônia não é o relicário de um passado remoto, mas é presente, intimamente ligada que está às formas de acumulação capitalista. E mais que uma espacialidade geográfica particular, ela se constitui para as ciências sociais, para o marxismo brasileiro, num potente elemento de explicação heurística, que nos ajuda a refletir melhor sobre o sentido de nossa época.

“A possível contribuição desta pesquisa para a sociedade, reside no debate que faz entre os nexos do local/regional com a nação e o mundo. Os projetos de desenvolvimento à nação e a região devem estar submetidos a uma lógica que faça a ruptura com dualismos como centro e periferia, que só reificam as desigualdades. O desenvolvimento da região se baseia no padrão que rompe  modelos, que a destinam como um lugar de acumulação primitiva de capital em favor do capital industrial e financeiro, como até aqui tem se dado”, pontuou.

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Pesquisa contou com apoio da Fapeam e foi realizada pelo doutor em Sociologia Luiz Fernando de Santos

Segundo Santos, a linha da pesquisa é do pensamento social e de teoria sociológica.  Na era dos discursos científicos assépticos, ou de críticas radicais que não ultrapassam os umbrais das formas estetizadas de enunciação, próprias do império dos termos acompanhados pelo prefixo pós (pós-moderno, pós-estruturalismo, pós-marxismo, pós- colonialismo).

“Este é um trabalho que se envolve com uma página da sociologia brasileira, particularmente da Escola Sociológica Paulista, que pretende retirar da quietude, do silêncio, seus nexos com a tradição marxista e os desdobramentos destes no encontro dessa escola e dessa tradição intelectual com a Amazônia”, explicou.

Entre os resultados da pesquisa ele destaca a contribuição teórica para uma apreensão da Amazônia como artefato sócio-histórico-cultural.  Trazer para o âmbito da teoria sociológica o encontro que remonta ao século XIX, atravessa o século e chega até o presente, do marxismo com a região Amazônica.

“Conexo ao item anterior, esta pesquisa pôde demonstrar que Karl Marx, em sua obra fundamental, O Capital, já possui marcas dos trópicos em sua exposição da crítica da economia política. Por fim, derivado da hipótese assinalada antes, a tese pôde demonstrar que, através da Amazônia, é possível uma leitura sociológica da nação e do mundo”, disse.

Metodologia

 Para o estudo foram usados elementos diversos: leitura e análise de livros, capítulos de livros, dos autores centrais à pesquisa. Também foram realizadas entrevistas com os pesquisadores da Amazônia que trazem marcas da influência da Escola Sociológica Paulista. Assim como foi coletado e analisado uma massa documental elativa aos cursos de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará e Universidade Federal do Amazonas que informavam sobre o processo de formação dos pesquisadores destas universidades e o contexto de institucionalização dos referidos cursos.

“Os autores analisados são aqueles da chamada Escola Sociológica Paulista e aqueles que, professores-pesquisadores das Universidades Federais do Amazonas e Pará, dialogaram com a referida Escola, a saber: Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Fernando Henrique Cardoso, José de Souza Martins, Francisco de Oliveira, Renan Freitas Pinto, Marilene Correa da Silva Freitas, Violeta Refkaleski Loureiro e Alex Fiúza de Melo”, explicou.

PROPG-AM

O programa concede bolsas de mestrado e doutorado aos profissionais graduados, residentes no Estado do Amazonas há, no mínimo, quatro anos, interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em Programa de Pós-Graduação recomendado pela Capes em outros Estados da Federação.

“O apoio da Fapeam  foi de suma importância para o desenvolvimento desta pesquisa. Compreendo que esta Fundação é estratégica para o desenvolvimento de uma política de Ciência, Tecnologia e Inovação que efetivamente contribua para que a região tenha melhor destino”, disse.

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Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

O post Pesquisa analisou encontro entre Amazônia e o pensamento marxista brasileiro apareceu primeiro em FAPEAM.