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Estudantes do PCE expõem trabalhos em shopping de Manaus

Três projetos do PCE envolvendo sustentabilidade, jogos lúdicos e na área da saúde foram apresentados ao público na última segunda-feira (30)

Três projetos desenvolvidos no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) participaram na última segunda-feira (30) de uma exposição realizada no Espaço Cultural da Cidadania Ambiental (Ecam), no Manauara Shopping.  Produtos feitos a partir de materiais reciclados, jogos lúdicos para o  ensino da disciplina da Geografia e cuidados com a saúde foram os trabalhos apresentados ao público pelos bolsistas de alfabetização científica do programa.

O programa é desenvolvido pelo Governo do Amazonas via a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, em parceria com as Secretarias Estadual e Municipal de ensino, e permite a produção da ciência dentro do espaço escolar por meio do desenvolvimento de projetos de pesquisa que oportunizam a formação acadêmica e a transformação do pensar, fazer e entender ciência pelo cidadão.

O projeto intitulado ‘Jovens empreendedores: artesanato sustentável’, realizado na Escola Municipal Vicente de Paula, no bairro Japiim, mostrou os produtos desenvolvidos na escola a partir das ações da educação ambiental e reaproveitamento dos materiais como garrafa pet e caixas de leite, que antes teriam como o destino o lixo.

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Bolsistas do PCE reaproveitam materiais descartados e transformam em produtos sustentáveis em Manaus

A atividade é realizada com alunos do 6º ano do ensino fundamental. De acordo com a coordenadora do projeto, Socorro Brelaz, a ideia de trabalhar essa ação na escola surgiu ao ver a grande quantidade lixo jogado nas ruas.

Na prática, os alunos aprendem sobre a reciclagem e a importância da sustentabilidade na preservação do meio ambiente.

“Os alunos se tornaram multiplicadores deste conhecimento, eles fazem as coletas dos materiais que serão usados para confeccionar os produtos. Utilizamos caixas de leite, CD, garrafas plásticas e retalhos de tecidos que são transformados em jogos, enfeites natalinos, objetos de decoração para casa e utilidades”, disse a professora.

A bolsista do projeto Lívia Oliveira contou que já aprendeu muito sobre quais  produtos podem ser criados a partir do reaproveitamento de materiais, além de saber a importância da reciclagem e como tudo isso impacta no meio ambiente.

Para a Lorena Flávia, que também participa do projeto, a atividade traz benefício não apenas aos estudantes da escola, mas para toda sociedade.

“Isso nos ajuda fazer com que as pessoas entendam sobre o que é reciclagem, um incentivo para não descartarem o lixo em qualquer lugar”, destacou.

Jogos Lúdicos

 Os jogos lúdicos utilizados por estudantes da Escola Municipal Antonina Borges de Sá, no bairro São José, também foram expostos no Ecam. O projeto intitulado ‘Os Jogos Lúdicos no Ensino-Aprendizagem nas Aulas de Geografia’ trabalha com alunos do 8º ano do ensino fundamental e mostrou como os jogos têm influenciado e melhorado o desempenho dos alunos na disciplina.

Amarelinha, jogo da velha, trilha dos países, caça palavras, quebra-cabeça, roleta magnética e dominó são alguns exemplos de jogos trabalhados na escola. De acordo com a coordenadora do projeto, Raquel Vieira, a atividade desperta e aumenta o interesse dos estudantes pela disciplina de Geografia.

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Jogos lúdicos têm aumentado o interesse e desempenho de alunos na disciplina de Geografia

“Sabemos que os alunos adoram jogar. Fizemos uma pesquisa para saber se eles gostavam das aulas com jogos lúdicos e o resultado foi positivo. Os dados mostram que eles acham as aulas dinâmicas mais atrativas e, consequentemente, auxilia na aprendizagem” conta Raquel.

 Saúde

Na área da saúde, os bolsistas do PCE do ensino de Educação de Jovens e Adultos (EJA) realizaram aferição de pressão, tudo supervisionado pelo coordenador do projeto, o professor da disciplina de Ciências Arthur Castro.

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Projeto do PCE desenvolvido na área da saúde  tem objetivo de fazer um  pré-diagnóstico verificando a pressão dos alunos e funcionários da escola

O projeto intitulado ‘Pré-diagnóstico da Hipertensão Arterial’ desenvolvido na Escola Municipal Madre Tereza de Calcutá, no bairro Jorge Teixeira, tem o objetivo de desenvolver ações de rastreamento de possíveis hipertensos inseridos na escola.

“Queremos fazer um pré-diagnóstico para verificar pressão dos alunos e funcionários. Todos os alunos da escola estão envolvidos na atividade. Eles têm mostrado um desempenho muito bom dentro do projeto, aprendendo todo dia e na prática como é realizada a pesquisa científica” disse o professor.

A estudante Adriana Campos informou que esta é a primeira vez que participa de um projeto que envolve pesquisa científica. Ela informou que por essa experiência tudo indica que seguirá carreira na área da saúde.

“Com esse incentivo tenho a oportunidade de crescer e adquirir mais conhecimento. É um trabalho em conjunto que permitirá eu chegar na graduação mais preparada, no que diz respeito a pesquisa”, disse Adriana.

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

Fotos – Decon

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Fiocruz Amazônia, Rede Unida e Fapeam realizam evento sobre a produção do trabalho e o Programa Mais Médicos no Amazonas

Com o objetivo discutir os resultados finais da pesquisa nos serviços de saúde do Estado do Amazonas, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA) e com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e parceria com a Associação Brasileira da Rede Unida, realiza nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, das 8h30 às 16h, no auditório Canoas do ILMD/Fiocruz Amazônia, o evento “A Produção do Trabalho e o Programa Mais Médicos no Estado do Amazonas”.

De acordo com o coordenador do Projeto e pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia, Dr. Júlio Cesar Schweickardt  o evento proporcionará uma reflexão sobre as políticas de saúde no SUS, especialmente a Atenção Básica em Saúde, juntamente com a equipe de pesquisa, gestores municipais, coordenadores da Atenção Básica em Saúde e médicos do Programa Mais Médicos que atuam no Amazonas.

Na manhã do dia 31 de outubro, após a abertura do evento, a programação continuará com a mesa redonda “Estudos avançados sobre o Programa Mais Médicos no Amazonas”, com o Prof. Dr. Rodrigo Tobias de Sousa Lima (ILMD/Fiocruz Amazônia), “Micropolítica do trabalho na ABS e o PMM, com o Prof. Dr. Júlio Cesar Schweickardt (ILMD/Rede Unida), “O PMM na atenção à saúde das crianças brasileiras”, com Nayara Maksoud (Semsa/PPGVIDA) e “O que a pesquisa tem produzido sobre o PMM?”, com o Prof. Dr. Alcindo Ferla (UFRGS/Rede Unida).

No período  da tarde a programação continua com a roda de conversa “Efetividade do Programa Mais Médicos na perspectiva da gestão dos trabalhadores e pesquisadores do SUS”, que será estendida na programação do dia 1º de novembro com encerramento às 10h30 com o debate “Futuro da Pesquisa: Propostas e encaminhamentos para pesquisa e gestão”.

Segundo a organização do evento, já confirmaram presença representantes de secretarias municipais de saúde do Amazonas e médicos do Programa Mais Médicos, assim como instituições e universidades.

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Assessoria LAHPSA

Foto : Araquém Alcântara

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Pesquisa desenvolve biossurfactantes a partir de fungos encontrados no solo da floresta amazônica

O surfactante, atualmente, é derivado do petróleo. O produto é usado, principalmente, em cosméticos e materiais de limpeza

Uma pesquisa desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) analisou fungos encontrados no solo da floresta amazônica com potencial para produção de biossurfactantes.

O surfactante é um produto usado na indústria e consiste em substâncias químicas capazes de misturar moléculas não solúveis em água, como o óleo, no mesmo recipiente. No mercado ele está presente em produtos de limpeza/higiene, cosméticos e alimentos, por exemplo. Hoje a produção de um surfactante é derivada do petróleo.

Assista a reportagem produzida pela TV Fapeam

De acordo com o coordenador do estudo, João Vicente, durante a pesquisa já foi analisado mais de 100 microrganismos, desse número cinco apresentaram potencial na produção de biossurfactantes.

“Fizemos a seleção de fungos amazônicos e encontramos um capaz de produzir o biossurfactante por meio de resíduos regionais. Vamos continuar a segunda parte da pesquisa em que buscamos fazer isso em grande escala, ou seja, analisar e fazer com que os fungos tenham capacidade de se manter em produção para fins industriais”, disse o pesquisador.

Doutor em Biotecnologia Industrial, Vicente, explicou que a pesquisa busca encontrar um fungo capaz de produzir biossurfactantes mais baratos utilizando resíduos regionais. Ele espera que esse modelo seja aplicado nas indústrias, visando, principalmente, o mercado de cosméticos e farmacêuticos.

FOTO 05Durante a pesquisa foi analisado mais de 100 microrganismos e cinco apresentaram potencial na produção de biossurfactantes

“O gargalo na produção de biossurfactante é o preço. Nós precisamos diminuir o preço e as formas de como fazer isso. Por isso, buscamos microrganismos que sejam grandes produtores e que tenham custo de produção e meio de cultura que tenham valor menor. Pensando nisso, nós estudamos se a casca da pupunha, tucumã, cupuaçu servem como substratos para a produção. Já testamos vários substratos regionais com o fungo para saber se eles produzem biossurfactante utilizando esses resíduos regionais”, informou.

O pesquisador disse ainda que a indústria tem a necessidade de produtos naturais, que são obtidos por meio das plantas, fungos, microrganismos em geral, mas capazes de misturar a água e óleo, e assim substituir os surfactantes industriais antigos. Um surfactante natural, por exemplo, ele pode ser capaz de misturar água e óleo e ainda proporcionar atividade antimicrobiana, aroma e até antioxidante, detalhou Vicente.

“Tudo que o ser humano cria é incrível, no entanto a natureza não reconhece essa estrutura química que o ser humano criou: no caso os surfactantes. Por isso, os principais problemas que eles trazem são: tóxicos, acumulam na natureza, ou seja, não são biodegradáveis. Hoje a indústria busca por substâncias chamadas naturais, que podem ser obtidas por meio de plantas, fungos e microrganismos em geral, capazes de substituir os surfactantes químicos, além de outras propriedades e funções”, acrescentou.

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

Fotos- Decon

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Fiocruz Amazônia inicia em Tabatinga (AM) curso de especialização em Vigilância em Saúde na Rede de APS

O município de Tabatinga (AM) recebe nesta semana profissionais de saúde do Brasil, Peru e Colômbia para o Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

 A abertura do curso ocorreu na segunda-feira (23/10), no auditório do Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga) e contou com a presença de autoridades, parceiros e alunos.

O curso inicia com 45 alunos, sendo 33 brasileiros e 12 profissionais da Colômbia e do Peru.  A mesa de abertura foi composta por Carlós Campelo (Organização Panamericana de Saúde – Opas), Edgar Magalhães (Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde – Aisa/MS), Miriam de Moura Mar  (Laboratório de Fronteira de Tabatinga), Hermísio Coelho Pedrosa (Coordenadoria Regional da Fundação Nacional do Índio – Funai), Ercivan Gomes de Oliveira (Ifam/Campus Tabatinga), Fernando Herkrath (coordenador do curso, do ILMD/Fiocruz Amazônia) e Sérgio Luz (diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia).

Sérgio Luz revelou que há algum tempo a Fiocruz Amazônia vinha tentando trazer um curso dessa magnitude para os profissionais que atuam no Alto Solimões, na tríplice fronteira, e que dessa vez, com apoio dos parceiros, foi possível para a Fiocruz oferecer curso presencial, que une a parte de vigilância com a atenção primaria e percebe essa região como um único território.

“Nossa finalidade com este curso é justamente capacitar os profissionais que estão à frente desses serviços e começar a ter um olhar diferenciado para essa região, que será transformado em medidas diretas para a população que aqui vive, e que enfrenta sérios problemas de saúde. Esse quadro nós começamos a reverter, a partir do momento em que se tem profissionais mais capacitados e prontos para agir e pensar o que é melhor para resolução dos nossos problemas”, disse Sérgio Luz.

Carlós Campelo, parabenizou a Fiocruz Amazônia pela iniciativa e disse que a proposta do curso de integrar a vigilância em saúde com a atenção primária é uma oportunidade e também um desafio, especialmente por estar numa região de fronteira amazônica.  “Esse curso vai ter muita história a contar”, presumiu, recomendando também que os alunos aproveitem o curso ao máximo.

Edgar Magalhães lembrou que a Aisa-MS é apoiadora do curso desde a sua concepção, principalmente por apresentar uma possibilidade de proposta internacional e por pensar a vigilância em saúde e a atenção primária não só na bacia do Rio Solimões, mas também do Rio Amazonas, que é uma bacia plurinacional e que compartilha as mesmas experiências, o que torna o curso uma oportunidade riquíssima.

Para Fernando Herkrath, o curso é resultado um grande esforço e investimento das instituições e profissionais envolvidos para a realização da especialização em  Tabatinga. Além disso,  haverá um esforço permanente no decorrer do curso para a compreensão por parte dos alunos dos distintos sistemas de saúde e de vigilância dos países envolvidos, como ferramenta indutora de futuros programas e ações conjuntas.

ALUNOS

Para o aluno Moises Solimões Pinheiro, antropólogo, que atua na vigilância sanitária, no município de Benjamin Constant (AM), região fronteiriça, o curso é uma oportunidade para enriquecer o conhecimento e também melhorar o serviço que desempenha na fronteira com o Peru.

O agente de endemias, Adriano Saldanha, também de Benjamim Constant, espera aprimorar seus conhecimentos e tornar-se multiplicador de tudo que aprender para compartilhar com os profissionais de saúde que atuam na fronteira.

 

Para a bióloga e especialista em  análises clínicas,  Deijane Alves Grandes, de Tabatinga, que trabalha na Prefeitura, o curso é uma excelente para interagir com outros profissionais da saúde e a partir dessas experiências enriquecer seu conhecimento, juntamente com o que for levado pelos professores.

 

Para Wieslawa Guivanni Alava Flores, do Centro de Investigacion em Enfermidades Tropicales – INS-Cietrop, de Iquitos- Peru, o curso irá oferecer uma grande oportunidade de integração e discussão em torno das endemias comuns na região.

INÍCIO DAS AULAS

Após a abertura do evento os alunos deslocaram-se à sala de aula, no Ifam/Tabatinga, para receberem informações sobre o curso, como carga horária, presença, sistema de avaliação etc. e iniciarem o primeiro módulo: “Políticas de saúde, o território e o contexto da APS em regiões de fronteira”, ministrado por professores da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo  (ProEpi/MS).

Segundo a professora Sarah Ferraz, do ProEpi/MS, que atua em saúde pública, saúde coletiva e em vigilância em saúde com foco em APS, a disciplina tem como finalidade fazer a integração entre os alunos, conduzindo-os para que cada um conheça um pouco do cenário do outro, de outro país, e discutir possibilidade de integração entre países e sistemas de saúde.

Ainda nesta semana, os alunos terão Metodologia, com o coordenador e professor do curso, Fernando Herkrath.

PARCEIROS

O curso é resultado de parceria com a Opas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Aisa-MS, Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Ifam/Campus Tabatinga, ProEpi/MS e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia inicia em Tabatinga (AM) curso de especialização em Vigilância em Saúde na Rede de APS

O município de Tabatinga (AM) recebe nesta semana profissionais de saúde do Brasil, Peru e Colômbia para o Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

 A abertura do curso ocorreu na segunda-feira (23/10), no auditório do Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga) e contou com a presença de autoridades, parceiros e alunos.

O curso inicia com 45 alunos, sendo 33 brasileiros e 12 profissionais da Colômbia e do Peru.  A mesa de abertura foi composta por Carlós Campelo (Organização Panamericana de Saúde – Opas), Edgar Magalhães (Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde – Aisa/MS), Miriam de Moura Mar  (Laboratório de Fronteira de Tabatinga), Hermísio Coelho Pedrosa (Coordenadoria Regional da Fundação Nacional do Índio – Funai), Ercivan Gomes de Oliveira (Ifam/Campus Tabatinga), Fernando Herkrath (coordenador do curso, do ILMD/Fiocruz Amazônia) e Sérgio Luz (diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia).

Sérgio Luz revelou que há algum tempo a Fiocruz Amazônia vinha tentando trazer um curso dessa magnitude para os profissionais que atuam no Alto Solimões, na tríplice fronteira, e que dessa vez, com apoio dos parceiros, foi possível para a Fiocruz oferecer curso presencial, que une a parte de vigilância com a atenção primaria e percebe essa região como um único território.

“Nossa finalidade com este curso é justamente capacitar os profissionais que estão à frente desses serviços e começar a ter um olhar diferenciado para essa região, que será transformado em medidas diretas para a população que aqui vive, e que enfrenta sérios problemas de saúde. Esse quadro nós começamos a reverter, a partir do momento em que se tem profissionais mais capacitados e prontos para agir e pensar o que é melhor para resolução dos nossos problemas”, disse Sérgio Luz.

Carlós Campelo, parabenizou a Fiocruz Amazônia pela iniciativa e disse que a proposta do curso de integrar a vigilância em saúde com a atenção primária é uma oportunidade e também um desafio, especialmente por estar numa região de fronteira amazônica.  “Esse curso vai ter muita história a contar”, presumiu, recomendando também que os alunos aproveitem o curso ao máximo.

Edgar Magalhães lembrou que a Aisa-MS é apoiadora do curso desde a sua concepção, principalmente por apresentar uma possibilidade de proposta internacional e por pensar a vigilância em saúde e a atenção primária não só na bacia do Rio Solimões, mas também do Rio Amazonas, que é uma bacia plurinacional e que compartilha as mesmas experiências, o que torna o curso uma oportunidade riquíssima.

Para Fernando Herkrath, o curso é resultado um grande esforço e investimento das instituições e profissionais envolvidos para a realização da especialização em  Tabatinga. Além disso,  haverá um esforço permanente no decorrer do curso para a compreensão por parte dos alunos dos distintos sistemas de saúde e de vigilância dos países envolvidos, como ferramenta indutora de futuros programas e ações conjuntas.

ALUNOS

Para o aluno Moises Solimões Pinheiro, antropólogo, que atua na vigilância sanitária, no município de Benjamin Constant (AM), região fronteiriça, o curso é uma oportunidade para enriquecer o conhecimento e também melhorar o serviço que desempenha na fronteira com o Peru.

O agente de endemias, Adriano Saldanha, também de Benjamim Constant, espera aprimorar seus conhecimentos e tornar-se multiplicador de tudo que aprender para compartilhar com os profissionais de saúde que atuam na fronteira.

 

Para a bióloga e especialista em  análises clínicas,  Deijane Alves Grandes, de Tabatinga, que trabalha na Prefeitura, o curso é uma excelente para interagir com outros profissionais da saúde e a partir dessas experiências enriquecer seu conhecimento, juntamente com o que for levado pelos professores.

 

Para Wieslawa Guivanni Alava Flores, do Centro de Investigacion em Enfermidades Tropicales – INS-Cietrop, de Iquitos- Peru, o curso irá oferecer uma grande oportunidade de integração e discussão em torno das endemias comuns na região.

INÍCIO DAS AULAS

Após a abertura do evento os alunos deslocaram-se à sala de aula, no Ifam/Tabatinga, para receberem informações sobre o curso, como carga horária, presença, sistema de avaliação etc. e iniciarem o primeiro módulo: “Políticas de saúde, o território e o contexto da APS em regiões de fronteira”, ministrado por professores da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo  (ProEpi/MS).

Segundo a professora Sarah Ferraz, do ProEpi/MS, que atua em saúde pública, saúde coletiva e em vigilância em saúde com foco em APS, a disciplina tem como finalidade fazer a integração entre os alunos, conduzindo-os para que cada um conheça um pouco do cenário do outro, de outro país, e discutir possibilidade de integração entre países e sistemas de saúde.

Ainda nesta semana, os alunos terão Metodologia, com o coordenador e professor do curso, Fernando Herkrath.

PARCEIROS

O curso é resultado de parceria com a Opas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Aisa-MS, Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Ifam/Campus Tabatinga, ProEpi/MS e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Evento na Fiocruz Amazônia aborda infecção fúngica negligenciada no Amazonas

Pneumologistas, infectologistas, biomédicos, biólogos, profissionais da área da saúde e estudantes de graduação e pós-graduação participaram na última sexta-feira (20/10) do “I Encontro de Criptococose em Pacientes Imunocompetentes – Manaus/AM”. O evento foi promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), organizado pelas pesquisadoras da Instituição, Joycenea Matsuda, Ormezinda Fernandes, e Ani Beatriz Matsuura.

Segundo a coordenadora do encontro, Joycenea Matsuda, o objetivo principal do evento foi reunir profissionais da saúde pública para discutir sobre a doença negligenciada, e propor iniciativas que auxiliem na criação de programas que possam orientar melhor os pacientes no Amazonas. “A ideia inicial era organizar com várias instituições, profissionais de saúde para tentar dar início a um ciclo de debates sobre os problemas dessa doença, que ocorre no nosso Estado”, explicou.

Durante palestra, a médica e pesquisadora do Laboratório de Micologia do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Márcia dos Santos Lazéra, apresentou um panorama da Criptococose no Brasil. Ainda na ocasião, houve mesa-redonda sobre Cryptococcus sp. e Criptococose no Amazonas, e relatos de casos.

“Essa micose é na verdade uma infecção fúngica, que entra pelo organismo humano através da respiração, da mesma maneira como a tuberculose, se instala nos pulmões e pode progredir para outras áreas do corpo. Essa é uma realidade que precisa ser conhecida”, destacou a pesquisadora.

Márcia Lazéra avaliou de forma positiva o evento. “Foi uma proposta muito feliz do grupo das diversas instituições que trabalham com doenças infecciosas aqui no Estado do Amazonas. Foi uma percepção muito boa, que nasceu de uma necessidade de uma situação que já ocorre na Amazônia”.

SOBRE A CRIPTOCOCOSE

A criptococose é uma doença infecciosa causada por um fungo, Cryptococcus neoformans ou pelo Cryptococcus gattii, levando a uma micose sistêmica, pode acometer o homem e mamíferos domésticos. São leveduras encapsuladas podendo causar pneumonia ou meningoencefalite. Estão presentes, principalmente, no solo contaminado por excretas de aves.

Matsuda destacou que é importante difundir os conhecimentos sobre a criptococose, uma vez que os sintomas podem assemelhar-se com outras doenças. “A imagem que o fungo ocasiona no pulmão é semelhante a imagem do câncer. Muitos casos de Criptococose são confundidos com outras doenças”, disse.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

Evento na Fiocruz Amazônia aborda infecção fúngica negligenciada no Amazonas

Pneumologistas, infectologistas, biomédicos, biólogos, profissionais da área da saúde e estudantes de graduação e pós-graduação participaram na última sexta-feira (20/10) do “I Encontro de Criptococose em Pacientes Imunocompetentes – Manaus/AM”. O evento foi promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), organizado pelas pesquisadoras da Instituição, Joycenea Matsuda, Ormezinda Fernandes, e Ani Beatriz Matsuura.

Segundo a coordenadora do encontro, Joycenea Matsuda, o objetivo principal do evento foi reunir profissionais da saúde pública para discutir sobre a doença negligenciada, e propor iniciativas que auxiliem na criação de programas que possam orientar melhor os pacientes no Amazonas. “A ideia inicial era organizar com várias instituições, profissionais de saúde para tentar dar início a um ciclo de debates sobre os problemas dessa doença, que ocorre no nosso Estado”, explicou.

Durante palestra, a médica e pesquisadora do Laboratório de Micologia do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Márcia dos Santos Lazéra, apresentou um panorama da Criptococose no Brasil. Ainda na ocasião, houve mesa-redonda sobre Cryptococcus sp. e Criptococose no Amazonas, e relatos de casos.

“Essa micose é na verdade uma infecção fúngica, que entra pelo organismo humano através da respiração, da mesma maneira como a tuberculose, se instala nos pulmões e pode progredir para outras áreas do corpo. Essa é uma realidade que precisa ser conhecida”, destacou a pesquisadora.

Márcia Lazéra avaliou de forma positiva o evento. “Foi uma proposta muito feliz do grupo das diversas instituições que trabalham com doenças infecciosas aqui no Estado do Amazonas. Foi uma percepção muito boa, que nasceu de uma necessidade de uma situação que já ocorre na Amazônia”.

SOBRE A CRIPTOCOCOSE

A criptococose é uma doença infecciosa causada por um fungo, Cryptococcus neoformans ou pelo Cryptococcus gattii, levando a uma micose sistêmica, pode acometer o homem e mamíferos domésticos. São leveduras encapsuladas podendo causar pneumonia ou meningoencefalite. Estão presentes, principalmente, no solo contaminado por excretas de aves.

Matsuda destacou que é importante difundir os conhecimentos sobre a criptococose, uma vez que os sintomas podem assemelhar-se com outras doenças. “A imagem que o fungo ocasiona no pulmão é semelhante a imagem do câncer. Muitos casos de Criptococose são confundidos com outras doenças”, disse.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

Pesquisadora desenvolve painel ecológico à base de resíduos de indústrias do PIM e de madeiras amazônicas

Durável, sustentável e de baixo custo, o produto pode ser usado em pisos, decorações, base para mesa, cadeira e como deck para piscina. O painel de madeira plástica é uma alternativa viável para o aproveitamento de materiais que seriam incinerados 

Um produto inédito, no Amazonas, produzido a partir do poliestireno (plástico) com resíduos de madeira (serragem) resultou num painel de madeira-plástica, que misturados proporciona resistência e uma textura com desenhos diferentes e únicos. É resultado do trabalho de mestrado em Ciências Florestais e Ambientais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da engenheira florestal Giselle Rebouças, com orientação da pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), a doutora em Ciências Biológicas (Botânica), Claudete Catanhede.

A pesquisadora explica que o trabalho de Rebouças teve uma proposta inicial voltada para o meio ambiente com o objetivo de aumentar o rendimento das madeiras amazônicas. “O produto é de excelente qualidade, por conta das propriedades físicas e mecânicas, sendo um painel altamente sustentável porque não irá derrubar a floresta para ser produzido”, afirma.

O poliestireno é um dos plásticos mais utilizados no mundo sendo produzidos milhões de toneladas anualmente. Pode ser naturalmente transparente, mas geralmente é colorido com o uso de corantes e é usado como uma embalagem de proteção. Já a serragem de madeira é o resíduo proveniente das diferentes etapas do corte da madeira.

“A serragem, por ter uma dimensão muito pequena, é um material de maior problemática para sua destinação final e por não poder ser reutilizada na produção de um novo produto”, explica Rebouças.

Ecologicamente correto, economicamente viável, barato e sustentável, o painel é produzido com a utilização dos resíduos descartados do Polo Industrial de Manaus (PIM) e de madeireiras e é também uma resposta viável para solução do aproveitamento desses materiais que seriam incinerados ou jogados fora.

painelmadeiraplasticaFotoLucietePedrosaINPA

Painel produzido com inaproveitamento de materiais do Polo Industrial de Manaus é ecologicamente mais correto e viável economicamente

Além disso, tem diferentes aplicabilidades e pode ser usado tanto como piso, quanto para a confecção de artesanato em geral, em decorações ou como base para mesa, cadeira e bandeja e como deck para piscina.

Para Rebouças, o painel é um produto que tem um ótimo valor agregado e utiliza a madeira que já está disponível (serragem). Segundo ela, o resíduo pode se tornar um prejuízo ambiental se continuar no ambiente. A indústria fornecedora de poliestireno para o projeto produz atualmente 18 toneladas mensais de resíduos na alta temporada, que são incinerados e que poderiam ser aproveitados para produzir os painéis. Na indústria madeireira parceira do projeto são nove toneladas diárias de resíduos produzidos, entre eles a serragem.

“Pode-se produzir aproximadamente 35 mil unidades de painéis no tamanho de 20 X 20 centímetros”, explica Rebouças, ao acrescentar que isto representa um aproveitamento de 100% do material plástico que requer uma maior preocupação, já que não é um produto biodegradável e leva anos para se decompor. “Os resíduos produzidos pelas indústrias nos segmentos poderão atender demanda de produção em escala industrial”, destaca.

Vantagens

Uma das vantagens do painel é que eles têm uma produção barata e rápida porque não precisam de muito tempo para ser produzido, além de não necessitar de água para o resfriamento após o processo de fabricação na prensagem. “O tempo para se produzir um painel é de aproximadamente 25 minutos”, garante a mestre. “Os ensaios de flexão e de compressão do painel apresentaram resultados de resistência semelhantes a algumas madeiras amazônicas”, revela.

De acordo com a mestre, a junção da madeira com o poliestireno como base do painel favoreceu uma melhor resposta aos testes e também na trabalhabilidade do painel quanto à facilidade de corte na serra, perfuração por broca, prego e parafuso. “Por isso é um produto bastante versátil”, destaca.

Conforme Rebouças, comprova-se a agregação de valor das madeiras da Amazônia ao utilizar resíduos na produção de produto sustentável com qualidade para ser inserido no mercado  e com alta competitividade, o que contribui para o aumento do rendimento das madeiras amazônicas e comprova a viabilidade do manejo na região.

“Com isso estaremos contribuindo, não só para uma maior valorização da madeira e com o seu aproveitamento completo, mas também para manter a floresta em pé porque não precisaremos derrubá-la para a confecção dos painéis, pois é utilizado somente o pó de serragem”, explica.

Patente

O painel ecológico está em processo de pedido de depósito de patente conjunto entre a Ufam e o Inpa no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).

O empreendedor que se interessar em produzir este produto terá vários benefícios: rapidez no processo de produção (25 minutos), produto barato, competitivo e resistente à chuva e ao sol, pois não corre o risco de deformar ou quebrar.

Diferencial

Cada painel tem um desenho próprio e único, o que favorece ainda mais o seu diferencial. Pode-se ter até três desenhos diferentes porque o material-base da composição é coletado em três etapas diferentes. Além disso, o painel também pode ter o tamanho desejado, dependendo do tipo de prensa utilizada.

Segundo a pesquisadora do Inpa e orientadora do trabalho de mestrado, Claudete Catanhede, o painel é um produto inédito, porque é produzido com madeiras amazônicas, o que poderia ser um fator de dificuldade para a sua produção por causa da complexidade que essas diferentes espécies possuem como as resinas, que dificultam a aglutinação das partículas.

O painel não é feito de várias espécies ao utilizar a serragem de diferentes madeiras de alta densidade, a exemplo do angelim, maçaranduba, breu e diversos louros, cada um com sua particularidade. “Apesar de serem diferentes não influenciaram na qualidade do produto”, explica Catanhede, que também é integrante do Instituo Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Madeiras da Amazônia/Inpa.

Coletas

Os materiais para a produção do painel foram coletados a partir dos resíduos descartados numa serraria em Itacoatiara (AM),que trabalha com madeiras certificadas, e em indústria do Polo Industrial de Manaus. “Com isso, o trabalho de Rebouças veio atingir uma das metas do INCT Madeiras da Amazônia, que é agregar valor para as madeiras amazônicas em toda sua essência”, diz a pesquisadora. “Se tiver um resíduo que não esteja nos tamanhos padronizados eles podem ser transformados em serragem para aumentar a produção”, acrescenta.

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Textos e Fotos- Inpa

 

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Projeto de pesquisa ensina educação financeira em escola pública em Manaus

Estudo é realizado no âmbito do PCE da Fapeam que envolve turmas do 1º ano do Ensino Médio

Ser consumidor ou consumista? Esse é um dos diversos questionamentos realizados no projeto “Educação Financeira na Escola: Planejando a Vida”, realizado por estudantes do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Profª Adelaide Tavares de Macedo, situada no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus.

O projeto, que é coordenado pela professora de Artes e Sociologia Mariá de Nazaré Conceição Sena, é realizado no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e conta com a participação das alunas Adria Cristina, Giovanna Galvão e Suzyane Oliveira. Além das bolsistas, as turmas de 1º ano do turno matutino participam das atividades do grupo de pesquisa.

Segundo a professora Mariá, o projeto tem a proposta de trabalhar a cultura da prevenção voltada à educação financeira. Ela conta que o estudo busca também orientar os alunos sobre o comportamento deles em sociedade e como ser um consumidor e não um consumista.

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Estudantes aprendem na prática, desde cedo, como planejar a mesada e a ajudar no orçamento familiar

 

“Eles (alunos) aprendem a se planejarem financeiramente desde cedo. O planejamento vai desde a redução do consumo de energia até questões sobre como fazer compras de forma sustentável. Será que devo comprar aos pouquinhos ou devo me planejar para ir ao supermercado e comprar tudo de uma vez?”, questiona.

Mariá destacou que além do conhecimento repassado durante as atividades do projeto, os alunos são incentivados a serem multiplicadores dos conceitos aprendidos. A ideia é que seus familiares, amigos e conhecidos também compreendam a importância da educação financeira.

“Vamos tornar os alunos multiplicadores de ações. Tudo o que eles aprendem na escola vão passar de alguma forma para família deles. Por exemplo, nós fizemos estudo dos 5R’s que vão desde repensar suas atitudes até reciclar. Os alunos também irão trazer de casa as contas de energia e criaremos uma dinâmica para fazer a redução desse gasto no imóvel”, contou.

Conforme a professora, a dinâmica será realizada em todas as turmas nas quais ela ministra aula. O desafio será avaliado como nota do terceiro bimestre. Os alunos irão listar todos os eletroeletrônicos que possuem em casa e a forma de interação das pessoas com esses objetos.

“Outra questão que a gente trabalha dentro do projeto é análise da fatura do cartão de crédito e como as pessoas se programam para comprar e pagar suas contas. Analisamos também à lista de compras de supermercado”, ressaltou Mariá.

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A ideia é que familiares, amigos e conhecidos também compreendam a importância da educação financeira

 

A proposta de fazer multiplicadores do conhecimento sobre educação financeira tem dado certo. A bolsista Adria Cristina conta que mudou seus hábitos de consumo e que seus familiares também têm se enquadrado nesse novo momento. Segundo a bolsista, a redução do valor da conta de energia é a prova de que o projeto tem alcançado seus objetivos.

“Consegui aprender várias coisas que eu fazia de errado e com dinheiro que gastava com besteiras posso usar em coisas melhores. Por exemplo, eu compro roupas novas e dou as antigas pra quem precisa. Outra coisa, quando todo mundo sai de casa eu tiro todos os objetos das tomadas. Hoje pagamos R$ 121 de energia, antes pagávamos muito mais. É um alívio. Quando saímos para fazer compras sempre pergunto para minha mãe se aquilo que estamos comprando é realmente preciso”, ressaltou.

Assim como Adria, a bolsista Giovana Galvão também tem repensado a maneira de consumir e planejar seu orçamento. “Estou gostando bastante do projeto porque agora consigo pensar melhor em como gastar o dinheiro que recebo dos meus pais e não gastar com besteiras. Penso sempre em investir em alguma coisa maior”, disse.

Para a bolsista Suzyane Oliveira, o estudo tem sido uma base que incentiva o estudante a pensar e planejar o futuro. “Quando estiver mais adulta já vou ter essa base e vou saber como investir ao invés de ficar gastando e não ter nada de volta, como muitos adultos fazem. Então, acho que se a gente economizar a partir de agora o nosso dinheiro, pra faculdade ou pra comprar nossa casa futuramente, é mais importante”, finalizou.

 O PCE

O programa incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico. Ao todo, 396 propostas foram aprovadas pela Fapeam e contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado.

 

Texto e fotos:  Decon

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Programa de apoio à realização de eventos científicos e tecnológicos no AM recebe inscrições até o dia 16 de Outubro

Primeira chamada do programa é para eventos ocorrentes no período de março a dezembro de 2018

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebe, até o dia 16 de outubro, as propostas de interessados na realização de eventos de cunho científico e tecnológico no Amazonas. As propostas devem estar relacionadas  à Ciência, Tecnologia e Inovação: congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

Os projetos devem ser submetidos ao Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev), em versão eletrônica, por intermédio do formulário contido no Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SIGFapeam), disponível na página eletrônica da instituição. Para acessar o formulário eletrônico, o proponente deverá utilizar seu login e senha previamente cadastrados.

SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO AMAZONAS 2016-84

Programa visa divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico no Estado Amazonas

Novos usuários deverão realizar o cadastramento no banco de pesquisadores da Fapeam, no endereço citado acima. Além do envio do Formulário online, por meio da Fapeam, a submissão da proposta requer também a apresentação de documentação complementar a ser anexada no SIGfapeam.

O edital conta com um investimento da ordem de R$1,2 milhão para apoiar a realização de eventos locais, regionais, nacionais e internacionais sediados no Amazonas. As propostas para a primeira chamada, que contempla eventos realizados de março a junho de 2018, podem ser submetidas até o dia 16 de outubro de 2017. Já a segunda chamada, para eventos que ocorrem de julho a dezembro de 2018, podem ser enviadas até o dia 19 de fevereiro de 2018.

Um dos requisitos para participar do edital é ter vínculo empregatício com instituição de pesquisa e ensino superior, centros de pesquisas, órgãos públicos sediados ou com unidade permanente no Amazonas, adiante denominados instituição executora do evento e ter título de doutor.

SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO AMAZONAS 2016-72

Clique aqui para acessar ao edital

Esterffany Martins – Agência Fapeam

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