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Nova tecnologia para produção de juvenis de Matrinxã

Em andamento, estudo científico analisa a Tecnologia de Bioflocos como uma alternativa para aumentar a produtividade da espécie

O matrinxã, a segunda espécie mais importante da piscicultura do Estado do Amazonas, tem dois grandes problemas: a reprodução induzida que só ocorre por estímulos ambientais, limitando entre os meses de setembro a março e a elevada taxa de canibalismo, com cerca de 80% de perda da prole.

Para melhorar a produção do matrinxã, uma pesquisa desenvolvida com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Amazonas Estratégico, vem desenvolvendo pesquisas tecnológicas para disponibilizar ao produtor uma nova alternativa de produção da espécie.

 A pesquisa é coordenada pela doutora em Ecologia e Recursos Naturais, Elizabeth Gusmão, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que vem avaliando a Tecnologia de Bioflocos (BFT) para as espécies nativas de interesse da piscicultura, o matrinxã.

A tecnologia  tem como vantagem a utilização de um espaço reduzido para a criação, uma boa gestão dos recursos hídricos por empregar uma quantidade mínima de água, além da elevada produtividade. Com isso, a tecnologia tem sido considerada uma alternativa promissora para uma aquicultura sustentável, que engloba a alta produtividade, a manutenção da qualidade da água, as elevadas densidades de estocagem, a maior resistência às doenças e uma fonte proteica extra como alimento, possibilitando rações com menor nível de proteína, consequentemente, menor custo de produção.

Conforme citado pela pesquisadora, a larvicultura do matrinxã é um problema sério na região, devido à baixa produção de juvenis e a alta taxa de canibalismo na fase larval. Nesse período, o índice de mortalidade pode atingir até 80% da produção, o que  reflete no custo para o consumidor final.

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A pesquisa é coordenada pela doutora em Ecologia e Recursos Naturais, Elizabeth Gusmão, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)

Segundo Elizabeth, com este projeto espera-se diminuir a taxa de canibalismo nesta espécie, definir a melhor densidade de estocagem durante a fase inicial de desenvolvimento (larva e juvenil) e diminuir o nível de proteína na ração, gerando maior lucratividade para o produtor no Amazonas.

“Durante o período de desova natural da espécie, o produtor de alevino utiliza  hormônios para estimular a reprodução artificialmente, mas isto não é possível fora desta fase (setembro a março), sendo um entrave para a cadeia produtiva do matrinxã. Além disso, imagina perder 80% de cada reprodução decorrente do canibalismo da espécie na fase larval. Como consequência, criar matrinxã se torna muito caro, principalmente para o pequeno produtor, que perde o interesse na sua produção. Com tecnologias que venham diminuir estes entraves, o produtor poderá ser estimulado a criar esta espécie, de grande interesse comercial. O matrinxã tem várias vantagens para sua criação, principalmente porque possui hábito onívoro, o que exige menor teor de proteína da ração, além de utilizar o alimento natural disponível no viveiro, possui alto valor de mercado, e uma cadeia produtiva bem desenvolvida. Entretanto, precisamos testar novas tecnologias que possam ser viáveis para melhorar o processo produtivo dessa espécie no Amazonas, tornado-a mais competitiva e viável para o setor”, explicou.

Líder do Grupo de Pesquisa Aquicultura na Amazônia Ocidental, a Dra. Elizabeth explica que as larvas de matrinxã eclodem 10 a 13 h após a fertilização dos ovos e o canibalismo tem início 25 a 36 h pós-eclosão, sendo considerado período crítico para a espécie. Apesar dos vários estudos com o objetivo de aumentar a taxa de sobrevivência das larvas desta espécie, os resultados obtidos ainda não são suficientes para garantir maior oferta de juvenis.

“Pelo que já temos de conhecimento, o bioflocos pode ser uma grande saída. Primeiro por mudar a cor da água, ou seja, torna a visibilidade praticamente impossível entre os peixes no período larval, fase mais crítica do canibalismo, além das vantagens já citadas. Essa é uma proposta bastante desafiadora para o grupo de pesquisa, envolvendo o histórico de uma espécie com elevado canibalismo, apesar das informações já existentes na literatura que vem contribuindo nesta área do conhecimento. O projeto é dividido em três etapas realizadas em bioensaio no laboratório, sendo a primeira a diminuição do canibalismo, seguida das questões relacionadas à alimentação e densidade das larvas e juvenil de matrinxã, encerrando com a validação desses resultados no campo”, detalhou.

 Grupo de Pesquisa

O projeto conta com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais da área de reprodução, larvicultura, nutrição, sanidade, fisiologia e bioquímica, sistema de produção, fisiologia do comportamento, além de alunos de pós-graduação (mestrado e doutorado), graduação, bolsistas de apoio técnico e Pós-doc.

“Esses profissionais, certamente, irão contribuir para que os objetivos propostos neste projeto sejam desenvolvidos em mais alto nível, gerando resultados que possam ser aplicados nas pisciculturas comerciais do amazonas e toda a região Norte do país”, afirmou.

Capacitação  

 Segundo a pesquisadora, a capacitação neste projeto é outro grande objetivo do grupo que pretende em expandir os conhecimentos nesta área sobre BFT. Todos os conhecimentos gerados no projeto serão repassados por meio de material didático e cursos de extensão aos técnicos e produtores do Estado no fim  do desenvolvimento dos estudos.

 “O compromisso com o produtor é essencial para garantir que os recursos disponibilizados pela Fapeam sejam revertidos em benefícios à sociedade, gerando lucro ao produtor e menor custo ao consumidor”, enfatiza a pesquisadora.

 Além disso, a pretensão do Grupo de pesquisa é transformar o projeto em um Programa, que inclui a continuidade de novas pesquisas e recursos disponíveis para desenvolvê-las.

 “Todos os resultados poderão ser disponibilizadas à sociedade por meio de uma página na internet, bem como outras informações relevantes que envolvem desenvolvimento do sistema com tecnologia de bioflocos para  espécies amazônicas”, acrescentou.

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Texto – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Plantas amazônicas podem auxiliar no tratamento de inflamações uterinas e obesidade

Em andamento, o estudo avalia a utilização das plantas Jucá, Carapanaúba e o Uchi-Amarelo no tratamento das doenças

O Jucá, a Carapanaúba e o Uchi-Amarelo, que são plantas medicinais nativas da região Amazônica, estão sendo analisadas por pesquisadores do Amazonas com o objetivo de avaliar a utilização delas nos tratamentos de inflamações uterinas e no manejo adjuvante da obesidade. A pesquisa científica é desenvolvida por pesquisadores do Departamento de Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O estudo conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio  por meio do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas, edital Nº 002/2018, que financia atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas de conhecimento, representam contribuição significativa para o desenvolvimento do Estado do Amazonas.

A coordenadora do projeto e doutora em Química Orgânica, Rita Nunomura, explica que a proposta do estudo é fazer a caracterização química das espécies vegetais, que consiste especificamente em identificar quais são os tipos de substâncias e o princípio ativo que se encontram nas plantas que foram selecionadas para os testes laboratoriais, e a partir daí verificar o potencial biológico dessas substâncias através de estudos de atividade antioxidante, antimicrobiana, citotóxica e no combate à obesidade.

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As espécies vegetais Carapanaúba, assim como o Jucá estão sendo estudados pelo grupo de pesquisa e os resultados são bastante promissores

Segundo Rita, na Amazônia o uso popular de plantas medicinais está inserido na cultura regional, mas alerta que o uso indiscriminado de plantas para o tratamento de doenças sem qualquer comprovação científica pode ser perigoso, uma vez que muitas dessas plantas podem não apresentar a atividade biológica preconizada, ou seja, não apresenta a atividade para a qual é indicada popularmente, podendo até mesmo serem tóxicas.

“Por esse motivo é de fundamental importância que tanto os estudos químicos quanto o das atividades biológicas dessas espécies sejam realizados para validar o uso medicinal dessas espécies de plantas”, alertou

A coordenadora explica que a análise química para isolar e identificar os principais constituintes químicos presentes nas espécies vegetais está sendo feita no Laboratório de Abertura de Amostras e Ensaios Químicos da Central Analítica da Ufam em parceria com o Inpa , e a partir dessa investigação, conjuntamente com os parceiros, realizar os ensaios biológicos.

“As espécies vegetais Carapanaúba, Uchi-Amarelo cujo principal componente é a bergenina, assim como o Jucá estão sendo estudados pelo grupo de pesquisa e os resultados são bastante promissores, indicando diversas propriedades, entre elas, anti-inflamatória, antioxidante e antimicrobiana”, explica a coordenadora

A pesquisadora ressalta que mais estudos precisam ser realizados para a comprovação e validação dessas espécies como medicinais e que esse projeto visa dar continuidade aos estudos com essas espécies abordando de uma forma multidisciplinar a química e a farmacologia dessas espécies vegetais.

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É feita a coleta das espécies vegetais, com seleção e limpeza das partes colhidas, depois passa para os processos de secagem, moagem e peneiramento, até formar uma espécie de serragem

“A caracterização química dessas espécies vegetais pretende, ainda, desenvolver métodos de análise e obtenção do perfil metabolômico dessas amostras, possibilitando futuramente, que essas espécies sejam reconhecidas cientificamente como medicinais, bem como de fitoterápicos quem venham a ser desenvolvidos”, detalha Rita.

A parte da pesquisa que trata sobre a farmacologia abordará estudos de atividade antimicrobiana, antiproliferativa e inibitória de enzimas mediadoras da inflamação a fim de avaliar o potencial para o qual são indicadas, que envolve o tratamento de miomas, cistos, endometriose, além de outras inflamações uterinas.

“Considerando que algumas dessas espécies têm indicado potencial inibitório de enzimas relacionadas à obesidade, estudos mais aprofundados através de testes in vivo também serão realizados a fim de verificar o potencial dessas espécies para o combate à obesidade”, disse.

O grupo de pesquisa acredita que o projeto deve contribuir para o desenvolvimento científico da região na agregação de conhecimento, no desenvolvimento tecnológico para o desenvolvimento de futuros produtos a partir de plantas amazônicas medicinais.

PESQUISA EM ETAPAS

A coordenadora da pesquisa explica que os estudos tiveram início em 2016 e parte da identificação dos constituintes químicos e atividade antimicrobiana devem terminar em 2019.

Primeiramente é feita a coleta das espécies vegetais, com seleção e limpeza das partes colhidas, depois passa para os processos de secagem, moagem e peneiramento, até formar uma espécie de serragem. Esse material é reservado em frascos de vidros com solventes (Etanol ou Metanol) que é um álcool que tem o poder de extrair várias classes de substâncias, exatamente por ele ser orgânico ter a capacidade de extrair substâncias apolares e também as de alta polaridade.

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A pesquisa tem como objetivo avaliar a utilização das plantas nos tratamentos de inflamações uterinas e no manejo adjuvante da obesidade

“O material fica por vários dias imersos no solvente e depois filtra esse material, descarta a serragem e concentra o extrato removendo os solventes em rotaevaporador”, contou.

Segundo a pesquisadora o extrato concentrado é submetido a sucessivos fracionamentos até chegar até uma substância isolada. Em seguida as frações são testadas para verificar quais delas apresentam potencial antioxidante, antimicrobiano e citotóxico.

Rita Nunomura explica que os testes in vitro para identificar as atividades citotóxicas e antimicrobianas serão realizados em parceria com a UFMS, através das Dras. Simone Schneider Weber e Renata Trentin.

A coordenadora esclarece que os estudos neste projeto envolvendo caracterização química e ensaios de atividade biológica a serem realizados são o pontapé inicial, uma vez que indicam o potencial biológico dessas espécies.

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Coordenadora do projeto e doutora em Química Orgânica Rita Nunomura

A pesquisadora esclarece que para o desenvolvimento de um produto seguro, ainda são necessários vários estudos com diferentes parceiros, envolvendo outros ensaios biológicos e ensaios clínicos. A divulgação desses resultados busca despertar o interesse de mais pesquisadores e empresas para o desenvolvimento dos mesmos e para validação dessas espécies popularmente. Além disso, contribui para a valorização dos produtos da região de forma que desperte o interesse no uso sustentável da floresta Amazônica.

“Entre os resultados obtidos, temos a caracterização química de frações ricas em substâncias fenólicas das espécies Endopleura uchi (uchi-amarelo) e Libidibia ferrea (jucá), bem como a verificação de seu alto potencial antioxidante por meio de ensaios químicos realizados. A espécie Aspidosperma nitidum (carapanaúba) também tem demonstrado potencial antioxidante e inibitório de enzimas relacionadas com o Sistema Nervoso Central (SNC), possivelmente devido à presença de uma classe de substâncias comumente encontrada no gênero, que são os alcaloides”, disse Rita

“Os estudos da obesidade com a espécie E.uchi têm demonstrado o potencial de redução de sobrepeso nos animais testados, bem como nos níveis de colesterol em comparação com animais que não receberam tratamento. O estudo também tem demonstrado que a espécie também apresenta potencial profilático, inibindo o ganho de peso mediante a indução da obesidade nos animais testados” explicou a pesquisadora.

Texto – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Atividades culturais e palestras marcam a SNCT 2018

Evento tem como principal meta a difusão das ações de ciência e tecnologia no meio estudantil e comunidade em geral

Exposições, atividades culturais e palestras marcaram o último dia da 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, bairro Flores, Zona Sul de Manaus.

O evento reuniu mais de 30 instituições, 54 estandes e 10 startups. Estudantes, pesquisadores e professores estiveram presentes para visitação.

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Estudantes, pesquisadores e professores estiveram presentes para visitação no estande da Fapeam

Segundo o secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), João Prestes Schneider, a disseminação da ciência é algo importante. Segundo ele, é preciso valorizar o que tem sido feito na região no campo científico.

Sobre o cenário da CT&I para 2019, Schneider disse que é preciso priorizar segmentos da ciência com aplicação amazônica como as áreas da Biotecnologia, Botânica, Ciências Naturais, Hidrologia, entre outros.

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Secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), João Prestes Schneider

“Vivemos na maior bacia hidrográfica no mundo, então, os maiores especialistas de água têm que está na região. Sabemos que muitas áreas da ciência não se aplicam na Amazônia, elas têm que ser adaptadas às condições locais. Estamos disseminando a nossa ciência na região. A ciência é aberta, por isso é importante ter uma interação com o mundo todo”, disse.

A SNCT 2018  trouxe o tema ‘Ciência para Redução das Desigualdades’, para o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, a ciência tem um papel importante para mudar esse cenário. Segundo ele, a ciência é capaz de contribuir, por exemplo, na formação das pessoas por meio do contato das crianças, ainda na educação básica, com o cenário científico.

Reis citou como exemplo o Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam, conhecido por incentivar a aproximação da ciência no ambiente escolar, visando à participação de professores e estudantes, por meio de projetos de Iniciação Científica Junior (ICT/JR).

“Quando se aplica a ciência no dia a dia das pessoas a gente também promove a eliminação dessas desigualdades, pois por meio dos estudos científicos é possível promover uma infraestrutura na área da saúde, qualidade de vida e oportunidades para as pessoas alcançarem patamares maiores. A ciência em todas suas vertentes é uma promotora da eliminação das desigualdades”, disse o diretor técnico-científico da Fapeam.

Atividade

Uma das atividades da programação do último dia da SNCT foi à palestra “Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência Visual na Educação”, organizada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped), ministrada pelo sociólogo Ricardo Souza. Para ele é muito importante poder mostrar as pessoas, que mesmo com limitações elas podem trabalhar regularmente.

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Palestra intitulada “Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência Visual na Educação” foi organizada pela Seped

“Participo de palestras como voluntário para motivar pessoas mostrando que mesmo com a limitação visual elas podem trabalhar e realizar projetos. Apenas precisamos de mais incentivos de inclusão social”, disse.

Projetos

Mais de 20 projetos de escolas estaduais do Amazonas, vinculados ao PCE foram apresentados durantes os dois dias do evento. Um dos projetos apresentados foi o intitulado “O Estudo da Pintura Corporal nos Jogos Indígenas do Brasil”.

Coordenado pelo professor Jhones Pereira, o projeto é desenvolvido na Escola Estadual Governador  Melo Póvoas, bairro Santo Antônio, zona Oeste de Manaus. A proposta do trabalho é proporcionar aos alunos conhecimento da cultura dos povos indígenas.

“No projeto os alunos têm a oportunidade de conhecer mais sobre os saberes dos povos indígenas e as diversas formas de manifestações da cultura corporal”, contou.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Fapeam participa do Encontro de Ouvidorias do Estado do Amazonas

Evento tem a proposta de estreitar as relações entre as ouvidorias e promover a maior participação popular

Com o tema de “Olho para o Futuro”, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) participou, nesta terça-feira (4), do Encontro Estadual de Ouvidorias. O evento ocorre no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques (CCAVV), localizado na Avenida Constantino Nery, das 8h às 18h, com a proposta de estreitar as relações entre as ouvidorias e promover a maior participação popular.

Durante o evento, o diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que o trabalho desempenhado pela ouvidoria é de extrema importância para instituição e para a sociedade, além de ser uma porta de entrada para receber sugestões, elogios, dúvidas e demandas dos pesquisadores vinculados à instituição, assim como do público em geral.

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Diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, destacou que o trabalho desempenhado pela ouvidoria é de extrema importância para instituição e para a sociedade

 

“Temos o maior interesse que a Fapeam seja fortalecida cada vez mais e que a ouvidoria da instituição seja eficaz por meio do retorno a todas as demandas recebidas. Este encontro é uma oportunidade de reunir todos servidores do Estado que fazem parte deste setor. Isso cria um vínculo para que possamos melhorar sempre os nossos atendimentos e a prestação do serviço com a sociedade”, detalhou.

Para Adriane Dias, responsável pela Ouvidoria da Fapeam, o setor é muito importante dentro da instituição por identificar as dificuldades ou dúvidas que os pesquisadores/usuários da Fapeam enfrentam, proporcionado solução sempre da melhor forma possível.

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Adriane Dias, responsável pela ouvidoria da Fapeam,  disse que o evento reforça o papel que a ouvidoria possui com o usuário do serviço público

 

“Este evento contribui de forma muito positiva, pois reforça o papel que a ouvidoria possui com o usuário do serviço público, que sempre busca a eficiência e eficácia nos serviços prestados”, destacou.

Programação

A programação será composta por palestras com temas voltados aos novos conceitos de atendimento ao público e transformações sociais, que se constituem em modelos inovadores de relacionamento. Temas como “Mediação de conflitos na administração pública” e “Utilização das novas tecnologias” serão abordados.

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Encontro de Ouvidorias do Estado do Amazonas teve como tema “De olho no Futuro”

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Projeto usa paródias no ensino de Ciências

Projeto foi realizado no município de Manacapuru com apoio da Fapeam por meio do Programa Ciência na Escola

As paródias têm conquistado cada vez o público jovem. Sucesso na internet, a paródia consiste na recriação de uma obra já existente, a partir de um ponto de vista cômicoUm projeto desenvolvido na Escola Estadual Agra Reis, no município de Manacapuru, interior do Amazonas, inovou no ensino de Ciências e utilizou as paródias para facilitar aprendizagem dos estudantes na disciplina.

O projeto, realizado em 2017 na escola, foi desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE).

No total, sete paródias foram desenvolvidas por alunos e apresentadas na hora cívica da escola.

Segundo a professora e coordenadora do trabalho, Josiane Menezes, a atividade foi um trabalho que integrou o ensino e a música dentro da sala de aula. O objetivo foi propiciar aos alunos um ensino diferenciado e ao mesmo tempo prazeroso, que é o de estudar os conteúdos de Ciências através das paródias.

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Para o projeto foram selecionados alunos que gostam de música e que tinham habilidades nessa área. Após isso, foi feita também a identificação das músicas conhecidas e fáceis de aprender a cantar e tocar. Outro passo do trabalho foi à elaboração da paródia destacando as características e funções específicas da disciplina de Ciências.

“Os cinco bolsistas e os dois voluntários se empenharam na construção das paródias e estudaram a fundo os assuntos escolhidos por eles para escreverem as paródias, tudo sob minha orientação. Além das paródias, os bolsistas também foram desafiados a aprenderem a tocar instrumentos musicais como o violão. Foi um grande desafio”, detalhou.

Segundo a professora, o conhecimento adquirido por meio do projeto PCE é algo que o aluno levará para a vida, sendo capaz de influenciar sua família, amigos, comunidade e todos que vivem à sua volta, além de despertar o interesse para pesquisa científica.

Assista a paródia feita pelos bolsistas do PCE

A professora disse ainda que um dos pontos positivos foi à mudança no comportamento dos alunos em sala de aula. Segundo Josiane, o projeto tornou os estudantes mais participativos durante as aulas e aumentou a curiosidade e  o interesse deles pela disciplina.

“Alguns alunos eram desinteressados, mas com o início do projeto podemos ver o aumento na média ao final do bimestre, não só na disciplina Ciências, mas também em outras matérias”, informou.

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PCE

O PCE incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico.

A edição 2017 do PCE, contou com 396 propostas aprovadas que contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Confap e British Council lançam chamada para melhoria do ensino e aprendizado da língua inglesa

Iniciativa é voltada para o fomento de projetos conjuntos entre instituições de ensino superior brasileiras e britânicas

Com o objetivo de fomentar a pesquisa aplicada em língua inglesa, o British Council e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no conjunto de suas Fundações, lançaram a Chamada UK Brazil English Collaboration. A iniciativa é voltada para o fomento de projetos conjuntos entre instituições de ensino superior brasileiras e britânicas.

O apoio financeiro se dará em duas linhas de pesquisa. A primeira é direcionada a políticas para a língua inglesa como componente do processo de internacionalização de instituições de ensino superior brasileiras, alinhadas com a agenda da “internacionalização em casa”. A segunda linha de fomento é voltada para a educação básica com o apoio a pesquisas sobre o aprimoramento do ensino e aprendizagem de inglês na rede pública brasileira – ensino fundamental e médio. Essa linha inclui temas como desenvolvimento de currículo, formação inicial e continuada de professores, uso de tecnologias e avaliação.

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Propostas conjuntas poderão ser submetidas por universidades, faculdades ou outras instituições privadas do Reino Unido em colaboração com institutos federais e universidades, públicas e privadas, do Brasil. A submissão será realizada entre 16 de julho e 21 de setembro de 2018. O resultado esperado é o aumento no intercâmbio de conhecimento e pesquisa, com o objetivo de desfazer as barreiras que impedem o aprimoramento de aprendizado (English Language Learning – ELL) e Ensino de Inglês (English Language Teaching – ELT) em um país com as dimensões do Brasil.

As Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) brasileiras apoiarão acordos bilaterais, envolvendo instituições dos estados de Alagoas (Fapeal), Amapá (Fapeap), Amazonas (Fapeam), Distrito Federal (FAPDF), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Mato Grosso (Fapemat), Minas Gerais (Fapemig), Paraná (Fundação Araucária) e Piauí (Fapepi). Serão financiados projetos de valor máximo de dez mil libras esterlinas a serem implementados em um período de até sete meses. Os recursos são destinados à mobilidade acadêmica, organização de eventos, custos de viagem e licenças de software.

As Fundações poderão exigir requisitos específicos em cada Estado. O edital completo pode ser acessado no link: http://confap.org.br/news/wp-content/uploads/2018/06/0_uk-brazil_english_collaboration_call_21062018-en_0.pdf

Mais informações: https://www.britishcouncil.org.br/en/uk-brazil-english-collaboration-call

Fonte:  Comunicação Social do Confap

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Com apoio da Fapeam, Inpa inaugura revitalização do Centro de Aquicultura

Centro contribui para o fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de aquicultura

O Centro de Aquicultura do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), no Campus III, Morada do Sol, zona centro-sul, passou pelo processo de revitalização e foi reinaugurado na manhã desta quinta-feira (21).  O local contará a partir de agora com dois novos espaços: fábrica de ração de peixes e sala de aula para contribuir no fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de Aquicultura.

 O Centro  conta com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) no âmbito do Pró-Equipamentos, que destina recursos para aquisição de equipamentos voltados para compor a estrutura de pesquisa dos programas de pós-graduação recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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Centro irá fortalecer a pesquisa e a capacitação de recursos humanos na área de aquicultura

Durante a cerimônia, o diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que o governador Amazonino Mendes definiu a Piscicultura como uma das atividades prioritárias para o desenvolvimento e geração de emprego e renda no Estado.  Segundo ele, para desenvolver o setor de Aquicultura no Amazonas é necessário conhecimento e tecnologia. Nesse cenário, o Inpa está sendo renovado com um centro de geração de conhecimento, principalmente, na nutrição de peixes, produção e testes de ração.

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Diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que para desenvolver o setor de Aquicultura no Amazonas é necessário conhecimento e tecnologia

“A Fapeam participou da renovação desse processo, temos certeza que o Centro de Aquicultura será um local de formação técnica e desenvolvedor do conhecimento para que possamos alavancar a Piscicultura no Estado, e assim colocar o Amazonas para competir com nossos vizinhos que hoje são: Rondônia e Roraima, responsáveis pelo abastecimento de grande parte do nosso mercado”, disse Barcelos.

 As obras são fruto do Projeto “Implantação de Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia (IUDAA)”, subprojeto Aquicultura, coordenado pela Dra. Elizabeth Gusmão.

 Líder do Grupo de Pesquisa Aquicultura na Amazônia Ocidental, Gusmão, explicou que o Centro de Aquicultura conta com uma infraestrutura moderna e adequada para uma fábrica de ração com capacidade para produzir até 400 kg de ração por hora.

 “O mais interessante da revitalização é o de poder produzir algumas rações que antes tínhamos algumas dificuldades, para  atender as diferentes fases de desenvolvimento dos peixes, com os quais  trabalhamos dentro da Aquicultura que são: tambaqui, matrinxã e pirarucu”, detalhou.

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Sala de aula será usada para minicursos voltados a produtores rurais, técnicos e outros profissionais ligados a instituições estaduais

 Gusmão destacou ainda que o complexo contribui para o fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de Aquicultura.

 “Por meio do apoio da Fapeam, estamos fazendo uma manutenção na extrusora, um equipamento que produz a fabricação da ração, o que  proporcionará uma grande melhoria na qualidade das nossas rações experimentais e também para que nossos técnicos possam trabalhar em condições adequadas. Dentro dessa revitalização, temos a construção de uma sala de aula, que será usada para minicursos voltados a produtores rurais, técnicos e outros profissionais ligados a instituições estaduais que atuam na capital e interior”,  destacou.

A titular da Coordenação de Tecnologia Social do Inpa, Dra. Denise Gutierrez, destacou que o foco do centro também está relacionado à inclusão social.

“A ciência tem que produzir conteúdo relevante e esse espaço tem uma estrutura maravilhosa para trazermos um ator social que não costuma transitar nesse espaço que é o produtor rural. É a oportunidade dos pesquisadores serem chamados a essa responsabilidade social que é a capacitação, distribuição de folders e cartilhas com uma linguagem compreensível para qualquer pessoa da sociedade, que não tem conhecimento técnico, mas que precisa produzir no campo”, disse.

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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Aplicativo que facilita o recebimento do troco pelos consumidores conquista o mercado amazonense

Aplicativo ‘Trocados’ ganhou incentivo de R$ 50 mil da Fapeam

Entre os cases de sucesso apresentados pelo Programa Sinapse de Inovação, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), um tem obtido resultados expressivos no mercado. Criado por empresários amazonenses, o aplicativo “Trocados” funciona como uma espécie de “cofrinho”. Os usuários podem acumular os trocos que receberiam no comércio ou reverter os valores em recarga de celular e cartão PassaFácil, do transporte coletivo. Depois de um ano do lançamento oficial, o aplicativo já acumula mais de 20 mil trocos comercializados e mais de 10 mil pessoas beneficiadas.

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Empresário Silvestre Paiva, Co-fundador do aplicativo

 Co-fundador do aplicativo, o empresário Silvestre Paiva explica que a ideia surgiu após um contratempo pelo qual ele passou, quando não pode efetuar uma compra em razão da falta de troco no estabelecimento. A partir daí, ele e os outros dois sócios buscaram uma solução para um problema tão comum no comércio. Por meio do Programa Sinapse de Inovação, da Fapeam, eles investiram R$ 50 mil no negócio e puderam dar um importante incremento no projeto.

 “Quando a gente teve a ideia, começou a desenvolver o projeto, só que faltava aquela força para botar ele em prática. Então, a gente se inscreveu no Programa Sinapse da Inovação. Quando a gente conseguiu passar nesse processo, o negócio acelerou. A gente conseguiu colocá-lo no mercado mais rápido. Então, foi de total importância o apoio da Fapeam”, explica Silvestre.

 Estabelecimentos adotam aplicativo – Criado oficialmente em abril de 2017 pelos sócios Silvestre Paiva, Amaike Kric e Eric Neves, hoje o aplicativo funciona em 40 estabelecimentos de Manaus, como supermercados, drogarias, restaurantes, lanchonetes e panificadoras. Uma das razões do seu sucesso no mercado é a facilidade de utilização do aplicativo pelos usuários.

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Aplicativo funciona em 40 estabelecimentos de Manaus, como supermercados, drogarias, restaurantes, lanchonetes e panificadoras

 No momento em que o caixa não tiver troco, o cliente informa que deseja recebê-lo no “Trocados”. O caixa, por sua vez, deposita o troco no “Trocados”, solicitando apenas o número do celular do cliente, que recebe um SMS validando o depósito do seu troco. Em seguida, ele pode acumular e resgatar o seu troco gratuitamente transferindo para uma conta bancária, comprar recargas adicionais de celular e recarregar seu cartão PassaFácil.

Expansão – Entre os planos de expansão do negócio, está a conversão dos trocos dos clientes em corridas no aplicativo de transporte privado urbano Uber, além da reutilização dos valores acumulados em novas compras nos estabelecimentos cadastrados, segundo adianta o empresário Silvestre Paiva.

Fonte: Secom / Fotos: Valdo Leão/Secom

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Manaus sedia 13º Congresso Internacional da Rede Unida

Realizado pela primeira vez na região Norte do País, a 13ª edição do congresso recebeu inscrições de todos os estados brasileiros e de países dos continentes africano, americano, asiático e europeu

Com o tema “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas”, o Congresso da Rede Unida movimentará a agenda científica do País com a participação estimada de 3 mil congressistas e convidados nacionais e internacionais. O evento será sediado no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no período de 30 de maio a 2 de junho de 2018, em Manaus (AM).

O Congresso tem como finalidade propor o debate em torno da saúde, da educação, da arte e cultura, da participação cidadã, da gestão e do trabalho em saúde na perspectiva do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo é composto por trabalhadores da saúde, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais.

A expectativa do presidente desta edição do Congresso, Rodrigo Tobias, é que os participantes vejam que a Região Amazônica não é somente o lugar da distância, da dificuldade, da falta de acesso, o lugar das carências e das doenças. “Esperamos que esse evento possa deixar nos congressistas a ideia de que a Amazônia também é um lugar de potencialidades, de produção de saúde, de vida, com suas especificidades. O nosso desejo é que os participantes reservem sua participação nesse congresso e desfrutem de tudo o que vai acontecer. Estamos trabalhando muito para que tudo saia bem”, declarou Tobias.

Atividades Internacionais

As atividades internacionais incluem cinco fóruns, que fomentam debates sobre temas da atualidade em relação à gestão da educação e do trabalho em saúde na perspectiva de diferentes países. Trata-se do V Fórum Internacional de Educação na Saúde, com a temática “Interprofissionalidade na formação e no trabalho em saúde: desafios às políticas e ao cotidiano”; do IV Fórum Internacional de Participação em Saúde, Políticas Públicas e Educação Cidadã, com o tema “A vitalidade da democracia quando as instituições padecem: a resistência cidadã como artesania de novos tempos”; do V Fórum Internacional de Atenção Básica/Primária em Saúde, com o tema “A atenção básica/primária nos sistemas de saúde universais: desafios e avanços após 40 anos de Alma Ata”; do IV Fórum Internacional de Cooperação em Saúde e Políticas Públicas, com o tema “Direitos humanos, políticas públicas e inclusão em tempos de austeridade: repercussões na gestão da educação e do trabalho na saúde”; e do I Fórum Internacional de Saúde do Migrante, com o tema “A dignidade e a saúde das pessoas em tempos sombrios: as fronteiras nacionais e a afirmação de direitos humanos”.

 Trabalhos submetidos

Esta edição no Amazonas fechou com o número de 3.420 submissões de trabalhos nacionais e internacionais. Realizado pela primeira vez no Norte do País, a região foi a que mais teve trabalhos submetidos, totalizando 1.652 submissões com destaque aos estados do Amazonas e Pará, com 913 e 641 trabalhos inscritos, respectivamente.  A região Nordeste ficou em segundo lugar com 628 trabalhos. Já o Sudeste figurou em terceira posição com 383 submissões. As regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil tiveram 298 e 165 trabalhos submetidos, respectivamente. Da participação internacional, a Itália submeteu três trabalhos.

Nos congressos da Rede Unida são aceitos trabalhos para apresentação oral nas modalidades Távolas e Rodas de Conversa. Para os organizadores, o volume de trabalhos submetidos e aprovados aponta um Congresso com grande densidade técnico-científica, além da enorme diversidade de temas e de experiências locais que compõem uma programação atrativa para diferentes públicos.

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13ª edição do congresso recebeu inscrições de todos os estados brasileiros e de países dos continentes africano, americano, asiático e europeu

Confira a programação de apresentação dos trabalhos: http://www.redeunida.org.br/pt-br/evento/5/menu/rodas-e-tavolas

Segundo o coordenador Nacional da Rede Unida, Júlio César Schweickardt, a organização do Congresso é um dos desafios da atual coordenação, que tem dentre os seus objetivos mobilizar os vários setores e atores que atuam no contexto da saúde e da educação, incluindo usuários de serviços de saúde, membros de Conselhos de Saúde e trabalhadores do SUS, oportunizando um fórum especial de participação cidadã. “Ver com novos olhares a saúde pública brasileira, fortalecer o nosso Sistema Único de Saúde [SUS] e pensar na formação dos profissionais da área são algumas de nossas missões à frente da Rede Unida, uma instituição muito atuante e comprometida com as políticas de saúde no Congresso”, concluiu.

Programação

Além da apresentação dos trabalhos e da realização dos fóruns internacionais, a programação do congresso inclui atividades como Mostra Fotográfica, Lançamentos de livros, Seminários, encontros e oficinas, Conferências, Intervenções e muitas outras atividades contemplando os cinco eixos centrais: Educação, Trabalho, Gestão, Controle Social e Participação e Saúde, Cultura e Arte.

Inscreva-se e participe das atividades: http://www.redeunida.org.br/pt-br/evento/5/menu/inscricoes

Instituições parceiras

São parceiros desta edição a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde (MS), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e ILMD/Fiocruz Amazônia, co-organizador do Congresso.

Sobre a Rede Unida

A Associação Brasileira da Rede Unida reúne projetos, instituições e pessoas interessadas na mudança da formação dos profissionais de saúde e na consolidação de um sistema de saúde equitativo e eficaz com forte participação social.

A principal ideia força da Rede Unida é a proposta de parceria entre universidades, institutos de pesquisa, serviços de saúde e organizações comunitárias. Não se trata de qualquer parceria: trata-se de uma modalidade de co-gestão do processo de trabalho colaborativo, em que os sócios compartilham poderes, saberes e recursos.

Por ser uma Associação de abrangência nacional, a Rede Unida prima por estimular a produção de estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informação e conhecimentos técnicos e científicos, que digam respeito às atividades de promoção da educação e da saúde em todo o País, bem como de proposição de novos modelos sócios produtivos e de sistemas alternativos de produção que fortaleçam o campo da saúde, a fim de garantir e ampliar a cidadania, os direitos humanos, a democracia e outros valores universais.

Nesse sentido, é tarefa prioritária da Rede Unida é reafirmar o processo histórico de luta pela reforma sanitária e democratização da saúde, com o objetivo de fortalecer o SUS por meio de mudanças na formação profissional em saúde.

Para tanto, é desafio da Rede induzir modelos de educação profissional interdisciplinares, multiprofissionais e que respeitem os princípios do controle social e do SUS e, assim, promover tessituras entre educação, saúde e sociedade a partir da formação de trabalhadores críticos e reflexivos, capazes de realizar leituras de cenário, identificar problemas e propor soluções no cotidiano de sua prática profissional e na organização do trabalho em saúde.

 

Fonte:Rede Unida

 

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22ª Semana de Enfermagem FCecon apresentará vasta programação científica

Evento traz o tema “As dimensões e a multidisciplinaridade no cuidar da enfermagem” e ocorre de 15 a 17 de maio

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), realiza, no período de 15 a 17 de maio, a 22a Semana de Enfermagem, com a  oferta de 100 vagas para atividades diversas. O tema, este ano, é “As dimensões e a multidisciplinaridade no cuidar da enfermagem”. O evento faz parte da programação científica anual da instituição e visa promover a troca de conhecimento profissional, a aprendizagem e a atualização de protocolos assistenciais, destacou a diretora-presidente da FCecon, engenheira biomédica Ana Paula Lemes.

As inscrições para a 22Semana de Enfermagem podem ser feitas no Departamento de Ensino e Pesquisa da FCecon, localizado na rua Francisco Orellana, Dom Pedro, zona Centro-Oeste, até que se esgotem as vagas. Podem participar enfermeiros, estudantes e técnicos da área de saúde. A programação completa está disponível no site www.fcecon.am.gov.br.

A coordenadora do Departamento de Ensino e Pesquisa, enfermeira Julia Mônica Benevides, explica que os cursos de ‘Hipodermóclise’ (punção em região subcutânea, que permite ao enfermeiro administrar uma quantidade maior de medicamentos), ‘Radiodermite’ (novas tecnologias para a recuperação de tecido danificado pela radioterapia) e ‘Terapia por pressão negativa’ (TPN), são algumas das novidades que serão apresentadas durante o evento.

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Evento faz parte da programação científica anual da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas

 

Durante a Semana de Enfermagem, diversas aulas serão ministradas por especialistas de instituições convidados e pelos próprios enfermeiros da FCecon, que falarão sobre as rotinas e protocolos utilizados em oncologia.  “As aulas ministradas por enfermeiros dão ao aluno de enfermagem, tanto na parte prática quanto na teórica, mais segurança no aprendizado em relação à assistência aos pacientes oncológicos. Eles vão tratar do que deve ser função de domínio geral de todos que exercem ou pretendem exercer a profissão de enfermeiro”, pontuou Júlia Benevides.

Inscrições – Dia 15, primeiro dia da programação será dedicado aos cursos de Hipodermóclise (15 vagas), Radiodermite (20 vagas) e Terapia por pressão negativa (20 vagas). Nos dois últimos dias, serão ofertadas 100 vagas, abrangendo todo o ciclo de palestras, com inscrições à parte. Profissionais da FCecon estão isentos da taxa de inscrição, que varia entre R$ 20 a R$ 40.

Palestras – A abertura da programação será com o curso de Hipodermóclise, ministrado pela representante da empresa Mundipharma, Márcia Morette, e por Maressa Gasparoto (Sensumed/FCecon). Sobre o curso de Terapia por pressão negativa, que ocorrerá também no primeiro dia, a abordagem será baseada no tratamento de feridas oncológicas, úlceras por pressão, feridas traumáticas, entre outras.

No segundo dia (16/05), os temas selecionados são: Protocolos de dor oncológica, ministrado por Márcia Morette (Mundipharma); Experiência da gestão no contexto da enfermagem, por Débora Miranda (Singular); Segurança do paciente: implantação em centro cirúrgico oncológico, por Graça Godim (FCecon);  Estomaterapia: intervenções ao paciente oncológico, por Ricardo Xavier (FCecon).

 O último dia de evento será dedicado à ‘Enfermagem frente ao paciente imunodeprimido’, por Ellen Freitas (FCecon); ‘Assistência à saúde com qualidade para promover a segurança do paciente’, por Marielle Colares Magalhães Martins (NPS/FCecon); ‘O papel da nutrição no processo de cicatrização de feridas’, por Bruno Moller (Nestlé); e ‘Atividades da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) e Departamento de Enfermagem (Campanha ‘Você faz o melhor’)’.

Texto e Foto: FCECON

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