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Resultado de propostas enquadradas no Painter e Pecti-AM/Saúde

2020-06-30 (11)

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) divulgou, nesta terça- feira (30/6), os resultados da etapa de enquadramento das propostas submetidas aos editais do Programa de Apoio à Interiorização em Pesquisa e Inovação Tecnológica no Amazonas (Painter) Nº 003/2020 e Programa Estratégico de Ciência, Tecnologia e Inovação nas Fundações de Saúde (Pecti-AM/ Saúde) Nº 004/2020.

A  etapa de enquadramento consiste na análise da equipe técnica da Fapeam do cumprimento dos requisitos e documentos solicitados para a concorrência ao edital do programa.  As propostas enquadradas  seguem para análise de mérito.

A divulgação dos resultados com as propostas aprovadas nos programas ocorrerá a partir do mês de agosto, conforme especificado no edital. A partir de hoje, os pedidos de reconsideração da etapa de enquadramento  têm  prazo de 5 dias úteis.

Painter e Pecti-AM/Saúde

O Painter é um programa inédito com objetivo de promover a interiorização de atividades de pesquisa aplicada e inovação tecnológica por meio de indução em áreas estratégicas, especialmente a bioeconomia, para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do estado do Amazonas,  com a finalidade de aplicação de seus resultados na resolutividade/minoração de problemas específicos dos municípios do interior do Amazonas.

Já o Pecti- AM /Saúde tem a finalidade de potencializar a interação de pesquisadores em projetos estratégicos de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação nas Fundações de Saúde com sede no estado do Amazonas.

>> Acesse aqui- Resultado de Enquadramento do Painter edital N° 003/2020

>> Acesse aqui- Resultado de Enquadramento do Pecti-AM/Saúde edital N°004/2020

Por: Jessie Silva 

Arte: Barbara Brito

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Fiocruz Amazônia abre espaço para publicações sobre Covid-19 na Amazônia

Com o objetivo de armazenar registros produzidos por especialistas em diversas áreas do conhecimento, no contexto da pandemia de Covid-19 na Amazônia, o site do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abriu um novo espaço de divulgação, os Repositórios de Percepções (Humanidades) e de Epidemiologia.

Os Repositórios abrigam um conjunto de dados, artigos, documentos, informações e documentos sobre diferentes olhares, percepções e ações de prevenção e intervenção para o enfrentamento do Covid-19 no Amazonas, desde a capital às populações indígenas e comunidades rurais da fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Idealizados pelos pesquisadores  Fabiane Vinente e José Joaquín Carvajal  com a finalidade de disponibilizar um espaço para pesquisadores e especialistas de diferentes áreas e instituições poderem publicar os mais diversos registros desse momento em que o novo coronavírus  atinge a Amazônia, os Repositórios instituíram comissões distintas de análise e validação dos documentos para publicação.

Fabiane explica que o Repositório de Percepções “nasce numa perspectiva de horizontalidade dos saberes e das percepções, valorizando a singularidade das vivências que os relatos descrevem e servindo de apoio para pensar essa diversidade em um processo global”, portanto sua expectativa é de que ele alcance um público mais amplo e diverso.

 “Não se trata de apenas colecionar relatos, mas de pensar a experiência da pandemia como algo que por estar sendo experienciado por todo o mundo, pode ser refletido e construído como conhecimento por todo o mundo também, independente de ser um cientista ou profissional de saúde”, comenta.

Interessados em publicar textos, poesias, fotos ou áudios no Repositório de Percepções (Humanidades) podem enviar o material para o e-mail fabiane.vinente@fiocruz.br. A Comissão  de Validação é formada pelas pesquisadoras do ILMD/Fiocruz Amazônia Evelyne Mainbourg  e Amandia Braga (Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis – Sagespi), Kátia Lima (Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA ) e Fabiane Vinente (Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade – TASS).

Para mais informações sobre o Repositório Percepções (Humanidades), clique e acesse ao material já publicado.

EPIDEMIOLOGIA

Sobre o Repositório de Epidemiologia, José Joaquín explica que ele surgiu a partir de uma demanda da Rede Transfronteiriça Covid-19, que é uma iniciativa colaborativa entre instituições e profissionais da saúde para enfrentamento do novo coronavírus , na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

“A Rede Transfronteiriça Covid-19 busca contribuir com ferramentas e informações técnicas, científicas e acadêmicas, úteis para agilizar o fluxo de informação aos povos indígenas e para a tomada de decisões dos diferentes atores e a sociedade civil, nos diferentes níveis de organização, para o enfrentamento da Covid-19 nos seus territórios, visando melhorar as condições de vida e saúde das populações amazônicas”, comenta o pesquisador.

A Comissão de Validação do Repositório de Epidemiologia também é constituída por  pesquisadores da Fiocruz Amazônia, do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia – (EDTA) e tem como membros Claudia María Velásquez, Alessandra Nava e José Joaquín Carvajal. Os interessados em publicar neste repositório podem entrar em contato com seus membros ou enviar e-mail para jose.carvajal@fiocruz.br.

Clique e saiba mais sobre o Repositório de Epidemiologia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia envia testes rápidos para Covid-19 aos povos indígenas do Alto Rio Negro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) inicia o envio de testes rápidos para Covid-19 aos povos indígenas do Amazonas. Os testes foram doados pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Inicialmente, recebem os testes os povos indígenas do Alto Rio Negro, depois os do Alto Solimões e Vale do Javari.

Além dos testes, outras doações foram feitas ao Amazonas, por meio do Programa Unidos Contra a Covid-19, da Fiocruz. O pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, explica que outros produtos, equipamentos e aparelhos estão sendo adquiridos  para enfrentamento ao novo coronavírus na área indígena, em Manaus e para aumentar  a capacidade de testagem  da Fiocruz Amazônia.

Segundo Luiza Garnelo, pesquisadora da Fiocruz Amazônia, que está à frente da distribuição das doações para a saúde indígena, à medida em que as doações chegam à Manaus, estão sendo levadas às localidades beneficiadas.

Na oportunidade, a Fiocruz Amazônia deslocou para o município de São Gabriel da Cachoeira uma equipe profissional para treinar os trabalhadores da saúde indígena em relação ao manejo dos testes nas comunidades,  com o objetivo de descentralizar e capilarizar as ações de controle da epidemia de Covid-19.

Outra ação dessa equipe será a coleta de amostras para a realização de exames PCR para a detecção do SARS-CoV-2, em profissionais de saúde. O material coletado será analisado no laboratório do ILMD/Fiocruz Amazônia, em Manaus.

RECURSOS

Ao Amazonas, foram destinados quase R$ 6 milhões para aquisições  de testes rápidos para Covid-19, equipamentos de proteção individual (EPI’s) e outros dispositivos para testes, visando o enfrentamento ao novo coronavírus.

As doações foram feitas ao Programa Unidos Contra a Covid-19, pela Vivo (R$ 3.000.000,00), pelo Fundo Emergencial da Saúde/Movimento Bem Maior (R$ 1.200.000,00), Fundação Banco do Brasil ( R$ 52.000,00)  e o restante por Bio-Manguinhos/Fiocruz.

UNIDOS CONTRA COVID-19

O Programa Unidos Contra a Covid-19 é uma iniciativa da Fiocruz que tem como objetivo potencializar as ações da Fundação Oswaldo Cruz frente à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), por meio da união de esforços dos setores público e privado, tornando-se um canal onde empresas, organizações e indivíduos interessados formam uma rede de apoiadores de ações desenvolvidas pela Fundação para o enfrentamento da emergência sanitária.

Para saber mais sobre o Unidos contra a Covid-19 e como apoiar, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Sully Sampaio e Eduardo Gomes

Projeto Fiocruz contra a Covid-19 contempla iniciativas solidárias que irão beneficiar populações vulneráveis na Amazônia

O projeto Fiocruz contra a Covid-19 vai beneficiar iniciativas solidárias em todo Brasil, por meio da Chamada Pública para apoio a ações emergenciais de enfrentamento à Covid-19, voltada para populações vulneráveis. A ação alcança mais de 80 municípios de todos os estados brasileiros. Entre os projetos aprovados, 19 foram da Região Norte, sendo três do Amazonas.

Mais de 800 organizações não governamentais se inscreveram. Entre as iniciativas aprovadas, 110 incluem ações de segurança alimentar, 101 preveem atividades de comunicação, 95 trabalham os protocolos de higiene coletiva e individual (com distribuição de produtos de limpeza, por exemplo), 73 dedicam-se à assistência de grupos de risco e 28 voltam-se ao tema da saúde mental.

Acesse AQUI a lista de projetos contemplados.

A Fiocruz deve investir 4,5 milhões de reais, provenientes de doações feitas à instituição para aplicação em ações humanitárias. As propostas se encaixam em três faixas de financiamento, segundo o orçamento apresentado: até R$10 mil; até R$25 mil e até R$50 mil.

Além dos recursos financeiros, todos as organizações selecionadas terão apoio técnico da Fiocruz. Para isso foi estruturada uma equipe de 70 profissionais, que farão o acompanhamento dos projetos. Eles serão responsáveis por validar os conteúdos informativos produzidos e distribuídos no âmbito dos projetos, além de orientar as organizações para a execução segura das atividades previstas.

PROJETOS

Entre os projetos selecionados está o “Programa Emergencial para o enfrentamento da crise do Coronavírus com foco especial para populações ribeirinhas no Amazonas”, desenvolvido na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga da Conquista, localizada à margem direita do Rio Negro (distante 65 quilômetros da capital), que abrange 15 comunidades rurais e indígenas. A ação tem como objetivo auxiliar populações de comunidades remotas do interior do Amazonas, especialmente povos tradicionais, no enfrentamento do Coronavírus.

Com a aprovação, a primeira medida será o lançamento de uma campanha de comunicação intitulada “Comunidades Ribeirinhas contra o Coronavírus”, voltada para conscientização das pessoas sobre as medidas de prevenção, a importância do isolamento social e os sintomas recorrentes da doença. Além disso, o projeto também prevê a doação de cestas de produtos básicos, como alimentos não produzidos localmente e artigos de higiene. A ideia central é assegurar o acesso das famílias a produtos essenciais, oferecer condições para higienização adequada, e evitar o deslocamento de pessoas para as cidades, para compra destes artigos, reduzindo assim, o risco de contágio e de disseminação do vírus.

Proposto pelo Centro Social Roger Cunha Rodrigues, em Manaus (AM), o projeto “3C contra o Covid-19: Comunicação, Consciência e Caridade”, também foi selecionado. O projeto visa mobilizar a população através da difusão de informações nas ruas, com orientações de combate, em linguagem direta e acessível, medidas de afastamento, formas de disseminação, higiene, conduta frente aos sintomas da doença, cuidados e riscos de auto medicação.

A ação também pretende garantir alimentação básica, com a compra e distribuição de alimentos às famílias; oferecer material de higiene e orientações de combate do Covid-19, além da produção voluntária de máscaras de tecido (EPI), possibilitando a distribuição de máscaras à comunidade. Outro destaque entre os projetos do Amazonas é a iniciativa da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC).

A iniciativa busca viabilizar as medidas de distanciamento social entre comunidades agroextrativistas do Médio rio Juruá, sudoeste do Amazonas. Em virtude da escassez sazonal de recursos pesqueiros e das recomendações para que as comunidades restrinjam o acesso às áreas urbanas do município, impossibilitando a aquisição na cidade de outros gêneros alimentícios que compõem a cesta básica das famílias, a ação busca contribuir para a segurança alimentar das comunidades agroextrativistas durante o período de distanciamento social por meio do acompanhamento remoto e permanente da situação de segurança alimentar e distribuição segura de cestas básicas.

Entre os projetos selecionados com orçamento de até R$50mil, está a “Ação Emergencial a Famílias em Vulnerabilidade Social do Bairro Periférico Tarumã”, desenvolvido em Manaus, sob coordenação do Instituto DELFOS, também denominado Instituto Restaura. O projeto tem como objetivo levar produtos alimentícios, material de higiene e limpeza a 60 famílias em situação de extrema pobreza do bairro Tarumã, assim como também ofertar serviços de atendimento psicossocial e socioassistencial, com o intuito de minimizar os impactos sociais, econômicos e psicológicos que a pandemia vem causando na população.

O campeão na faixa de R$25 mil foi a Associação Indígena Krãnhmenti, localizada no muncípio de Banach, interior do Pará. Eles vão usar o recurso obtido para realizar uma campanha bilíngue (português e Mebêngôkre-Kayapó) de esclarecimento sobre o enfrentamento da pandemia. Também vão produzir máscaras e distribuí-las, junto com cestas básicas, a 50 famílias da etnia kayapó na região.

A chamada pública viabiliza o financiamento de projetos em todo território nacional, que contribuem para prevenir o contágio entre esses grupos sociais, garantindo condições mínimas de sobrevivência a famílias impactadas economicamente pelas medidas de isolamento social em vigência.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Estudo avaliou os potenciais de plantas medicinais amazônicas para elaboração de bioprodutos

Pesquisadores analisaram substâncias isoladas de extratos e óleos essenciais de espécies vegetais amazônicas, utilizadas como plantas medicinais, com objetivo de obter conhecimento científico de suas propriedades para futura elaboração de bioprodutos,  como  fitoterápicos ou alimentos nutracêuticos.

O estudo desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam), foi coordenado pela Dra. Jaqueline de Araújo Bezerra, do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A pesquisa avaliou uma estimativa de 35 espécies, das quais destacaram-se cientificamente Myrtaceae (plantas arbóreas, representadas principalmente pelas plantas frutíferas) e Piperaceae (plantas medicinais, ornamentais) que apresentaram potenciais bioativos.  

MAM2019

Jaqueline Bezerra- coord. do estudo

“Fizemos um screening de espécies nas quais se destacaram mais promissoras foram às ativas nos ensaios de capacidade antioxidante, enzimáticos e por apresentaram baixa toxicidade in vitro. As amostras vegetais foram analisadas quimicamente por técnicas cromatográficas e espectrométricas, para obter os perfis químicos”, explicou.

Segundo Jaqueline, todo conhecimento da constituição química e das propriedades antioxidantes, enzimáticas, citotóxicas e antimicrobianas contribuem para a elaboração de uma variedade de bioprodutos a base de espécies vegetais com maior valor agregado.

Resultados

Com o estudo foi possível a implantação dos protocolos de diversos ensaios de rotina nos laboratórios durante a execução do projeto, a seleção das espécies mais promissoras para continuidade dos estudos e futura elaboração de produtos biotecnológicos.

 “Os trabalhos desenvolvidos geraram publicações no período de 2018 a 2020 que tiveram apoio do projeto, utilizando a plataforma de ensaios com diversas matrizes, incluíram: 3 artigos com óleos essenciais; 6 artigos de sucos de frutas amazônicas, 3 artigos com sucos encapsulados; 2 artigos com bebidas fermentadas e 1 artigo de extratos vegetais. E por fim elaboramos bebidas fermentadas a base de frutos com propriedades antioxidantes que está em processo de patenteamento em parceria com Ifam-Ufam”,disse.

Para a pesquisadora o Programa Fixam foi essencial para o início da carreira científica e o desenvolvimento do estudo. “O recém-doutor adquire experiência para coordenar um projeto com recurso financeiro, orientar bolsistas de apoio técnico, desenvolver uma pesquisa, colaborar com a academia e consolidar uma linha de pesquisa”,destacou.

Parcerias

Jaqueline destaca a importância da consolidação de pesquisadores parceiros entre as áreas da química, biologia, engenharia de alimentos e farmácia, assim como a contribuição científica de propriedades das diversas matrizes com a publicação de artigos, junto aos parceiros, utilizando as plataformas de ensaios químicos. “Existiu uma  equipe técnica envolvida com pessoas que foram  fundamentais em uma análise ou outra. A equipe deu certo pois cada um ficou responsável por sua área. Eu como química contribui com as análises químicas de todos os artigos”, acrescentou a pesquisadora. 

Contribuíram com a pesquisa o prof. Dr. Marcos Batista Machado, prof. Dr. Edgar Aparecido Sanches, prof. Dr. Pedro Henrique Campelo da Ufam, profa. Dra. Lucia Schuch Boeira e prof. Dr. Valdely Ferreira Kinupp do Ifam, profa. Dra. Francinete Ramos Campos da UFPR, que continuam como parceiros de pesquisa do projeto Universal em desenvolvimento. Participaram também MSc. Josina Moreira Mar, a MSc. Laiane Santos Silva e MSc. Edinilze, todas bolsistas do Fixam e junto com as integrantes do grupo de pesquisa MSc. Amanda dos Santos (ex-aluna de mestrado) e Dra. Andrezza da Silva Ramos que contribuíram também na execução das análises.

Fixam

O programa consiste em estimular a fixação de recursos humanos com experiência em ciência, tecnologia e inovação e/ou reconhecida competência profissional em instituições de ensino superior e pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas privadas e microempresas que atuem em investigação científica ou tecnológica.

Por: Jessie Silva

Fotos- Arquivo do pesquisador

 

 

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Rede Solidária da Fiocruz vai enviar doações ao Amazonas para enfretamento da Covid-19

Quase R$ 6 milhões em testes para Covid-19, equipamentos de proteção individual (EPI’s) e dispositivos para testes serão doados ao Amazonas para enfrentamento ao novo coronavírus. O repasse do material será feito pelo Programa Unidos Contra a Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A distribuição dos produtos será acompanhada pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), explica o pesquisador e gestor da Unidade da Fiocruz no Amazonas, Sérgio Luz. Segundo ele, serão destinados 3 mil kits de teste rápidos e R$ 1.200.000,00 em Epi’s para os povos indígenas do Alto Rio Negro, Alto Solimões e Vale do Javari; R$ 1.552.000,00 em Epi’s para os hospitais de Manaus, além de R$ 1.500.000,00 em equipamentos para a Fiocruz Amazônia triplicar sua capacidade de testagem para Covid-19.

As doações foram feitas ao Programa Unidos Contra a Covid-19, pela Vivo (R$ 3.000.000,00),  pelo Fundo Emergencial da Saúde/Movimento Bem Maior (R$ 1.200.000,00), Fundação Banco do Brasil ( R$ 52.000,00)  e o restante pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos), especificamente para o Amazonas.

Os produtos estão em fase de aquisição e assim que chegarem a Manaus serão encaminhados às instituições e povos indígenas.

UNIDOS CONTRA COVID-19

O Programa Unidos Contra a Covid-19 é uma iniciativa da Fiocruz, lançado em 2/4, com o objetivo de potencializar as ações da Fundação Oswaldo Cruz frente à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), por meio da união de esforços dos setores público e privado, tornando-se um canal onde empresas, organizações e indivíduos interessados formam uma rede de apoiadores de ações desenvolvidas pela Instituição para o enfrentamento da emergência sanitária.

Para saber mais sobre o Unidos contra a Covid-19 e como apoiar, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Bernardo Portella/Fiocruz

Pesquisa revela que desigualdades sociais contribuíram para o aumento explosivo de mortes em Manaus

Estudo aponta que a gravidade da epidemia de Covid-19 em Manaus e o elevado número de mortalidade têm suas raízes na grande desigualdade social, fraca efetividade de políticas públicas e fragilidade dos serviços de saúde na cidade.

Para a investigação foram usados dados de mortalidade oriundos da Central de Informações do Registro Civil (CRC) Nacional e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), durante a 11ª e a 16ª semana epidemiológica (período de 15 de março a 25 de abril de 2020), revela o pesquisador Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Ele adianta que apesar das incertezas sobre mortalidade específica por Covid-19 é possível estimar o impacto da epidemia indiretamente, mediante o indicador de mortalidade geral, que avalia o excesso de óbitos ou o número de mortes não esperadas na população.

Jesem Orellana

“Normalmente, o indicador de mortalidade geral, varia pouco ou quase nada em curto espaço de tempo. Somente em situações excepcionais como desastres naturais, guerras ou de crise sociossanitária pode haver repentina e sustentada variação no padrão de mortalidade da população. Portanto, em tempos de ampla disseminação do novo coronavírus, especialmente em contexto sociossanitário desfavorável, espera-se não só maciço contágio e adoecimento, como também elevado e atípico número de óbitos”, comenta o pesquisador.

Além da Covid-19, outras possíveis causas de mortes foram consideradas pela CRC, como síndrome respiratória aguda grave (SRAG); pneumonia; septicemia; e insuficiência respiratória. Os óbitos não classificados em nenhuma dessas condições foram incluídos na categoria “demais causas”. Por fim, as mortes “indeterminadas” (causas de mortes ligadas a doenças respiratórias, mas não conclusivas) que representaram menos de 1% da amostra avaliada e não foram apresentadas separadamente.

A análise mostrou uma similaridade entre o total de óbitos registrados em 2019 e 2018, ao longo das semanas selecionadas em março e abril. Porém, ao se fazer uma comparação entre o total de óbitos de 2020 e 2019, observou-se um excesso de mortalidade, a partir da 14ª semana epidemiológica de 2020 e uma explosão na 16ª semana na qual o número de óbitos foi 200% maior do que o observado em 2019.

O expressivo aumento de mortes a partir da 14ª semana, deu-se aproximadamente 15 dias após a confirmação dos 30 primeiros casos de Covid-19 em Manaus. Já o alarmante e inédito aumento do número de mortes na 16ª semana, coincidiu com o colapso da rede pública hospitalar, gerando um aumento três vezes maior de sepultamentos diários.

Nesse período, as mortes em casa e em via pública também aumentaram, bem como os casos de Covid-19 nos municípios vizinhos. Esse conjunto de acontecimentos resultou, provavelmente, de uma grande aceleração da epidemia em Manaus nas semanas anteriores, contribuindo para a consolidação de uma crise sociossanitária sem precedentes.

“Variações no indicador de mortalidade geral, em cenário de crise sociossanitária, não estão restritas  a países de baixa e média renda, pois um número excessivo de mortes, também foi observado em Nova York e outras cidades da Europa, especialmente na Itália e Espanha, reforçando que a subnotificação na mortalidade específica por Covid-19 tem ocorrido nos mais diferentes contextos e regiões do planeta”, observa o pesquisador.

O estudo também aponta ainda que em Manaus quase 70% das mortes ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais, um dado semelhante aos mostrados em estudos realizados em outros países, e que confirmam que nesse segmento populacional, as comorbidades têm sido associadas com um prognóstico pior em casos de internação por Covid-19.

Outro dado que corrobora com outros estudos, diz respeito aos diferenciais por sexo, com risco de mortalidade maior entre os homens, e um aumento explosivo de mortalidade por problemas respiratórios, que são complicações comuns da Covid-19.

Para o pesquisador, “reforços devem ser envidados rapidamente por gestores das três esferas de governo de modo a conter ou minorar o efeito deletério da Covid-19 em Manaus, sobretudo em áreas mais precárias, onde o impacto da pandemia sobre a mortalidade tende a ser mais acentuado”, conclui Orellana.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes-ILMD/Fiocruz Amazônia

Projetos de pesquisadores da Fiocruz Amazônia são aprovados no PCTI-EmergeSaúde/AM

Duas propostas submetidas ao Programa Ciência, Tecnologia e Inovação nas Emergências de Saúde Pública no Amazonas Covid-19 (PCTI-EmergeSaúde/AM) por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foram contempladas pelo Edital N°005/2020 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Os projetos aprovados são da linha temática 2: Pesquisa, serviço e desenvolvimento de protocolos de análises moleculares e/ou imunológicas para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Estado do Amazonas. As propostas foram submetidas por Priscila Aquino e Felipe Naveca.

Para o pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, o apoio da Fapeam “representa a oportunidade de contribuir para a vigilância de vírus respiratórios, no contexto epidemiológico do estado do Amazonas, desenvolvendo ensaios que atendam à necessidade regional e não importando soluções já prontas, as quais nem sempre nos atendem”, comentou.

Da mesma forma, Priscila Aquino considera fundamental o apoio da Fapeam para a execução de seu projeto. “Dada a urgência e rápida propagação de Covid-19 em nosso estado, nosso grupo se propôs a utilizar uma metodologia inovadora para convergir a um painel de proteínas correlacionadas à gravidade clínica dos pacientes. Além disso, esse financiamento também irá contribuir para a compreensão dessa doença em nível proteico, fornecendo dados inclusive para a coalisão internacional de espectrometria de massas aplicada à Covid-19”.

O investimento estadual é de R$ 1.618.912,00, provenientes do orçamento da Fapeam, conforme Plano Plurianual 2020-2023, do Governo do Amazonas. O recurso vai apoiar seis projetos aprovados.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Josue Damacena/Fiocruz

Com apoio da Fapeam Fiocruz Amazônia lança edital de iniciação científica

Colocar o estudante em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico esse é o objetivo da iniciação científica. O Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), tem apoiado a formação de jovens cientistas por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic).

O Programa permite às instituições de ensino e pesquisa do Estado desenvolver projetos de pesquisa com a colaboração de estudantes de graduação. Neste contexto de pandemia da Covid-19, as instituições têm inovado nos seus processos de seleção de jovens cientistas.

É o que acontece com o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que lançou na quinta-feira, 14/5, o edital e abertura de inscrições online para o Programa de Iniciação Científica (PIC), destinado a estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas, reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

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Márcia Perales, diretora-presidente da Fapeam

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, destaca que um programa de iniciação científica é majoritariamente o primeiro contato do estudante de graduação com o mundo científico, por meio da pesquisa aplicada ou básica. “Por meio desse “primeiro passo” abrem-se aos jovens pesquisadores perspectivas acadêmicas, antes desconhecidas. Além disso, ampliam-se horizontes em direção à produção inicial de novos conhecimentos nas diversas áreas, que podem contribuir para uma postura criativa, indagadora e executiva frente ao mundo e à sociedade. Esse é um caminho que também possibilita o acesso à ciência, contribuindo para a sua popularização”, acrescentou.

A parceria entre ILMD/Fiocruz Amazônia e Fapeam contribui fortemente para a consolidação da Política de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do Amazonas. Para a coordenadora do PIC da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino, o apoio da Fapeam aos estudantes, por meio de bolsas, é fundamental para a existência e desenvolvimento dos projetos de iniciação científica da Fiocruz Amazônia. “Com o financiamento das bolsas e também do auxílio-pesquisa ao PIC, a Fapeam propicia aos alunos uma experiência única, estimulando o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade para a resolutividade dos problemas estudados ou alvo da pesquisa”, comentou.

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Priscila Aquino, coordenadora do PIC no ILMD/Fiocruz Amazônia

Foram  disponibilizadas 32 cotas de bolsas, incluindo duas bolsas para as coleções existentes na Unidade, para a Fiocruz Amazônia. “Para este ano esperamos obter o preenchimento total dessas cotas com a submissão de projetos pelos pesquisadores nas diferentes linhas de pesquisa. Além disso, o incremento no número de bolsas do programa de iniciação científica pela Fapeam, diante dos diversos cortes que a ciência vem sofrendo no País, demonstra um diferencial positivo quanto ao apoio à formação de recursos humanos no Estado”, explica Priscila.

As inscrições no Programa de Iniciação Científica (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia)  iniciam na sexta-feira (15/5) e seguem até o dia 12 de junho, com o envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br

Acesse aqui ao edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

O ILMD/Fiocruz Amazonia também lançou um Banco de Currículo, para que os estudantes possam depositar seus currículos e assim facilitar o acesso dos pesquisadores aos novos talentos.

Requisitos para o PIC

Para participar do processo de seleção do PIC do ILMD/Fiocruz Amazônia o candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital. No caso de renovação de bolsa, a nota deve ser maior ou igual a 6,0.

Devido ao contexto de pandemia, o processo seletivo do PIC será todo online, e o Banco de Currículo vai facilitar aos pesquisadores a busca e seleção de estudantes interessados em participar de iniciação cientifica na Fiocruz Amazônia.

PAIC

A Fapeam via Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) oferta para a edição 2020-2021 um total de 1.283 cotas de bolsas, distribuídas para estudantes de 14 instituições de ensino e pesquisa do Estado. O valor da bolsa para estudante de iniciação científica corresponde a R$400, ao mês, por 12 meses.

Por: Departamento de Difusão do Conhecimento-Decon/Fapeam

 

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Editais de apoio à CT&I recebem propostas até sexta-feira (29/05)

Pesquisadores podem submeter propostas até sexta-feira (29/05) para três editais e chamada pública de apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) apoia, por meio dos programas, a inserção de pesquisadores em projetos estratégicos de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação nas Fundações de Saúde com sede no Amazonas, projetos em áreas estratégicas para o desenvolvimento socioambiental e que vão contribuir para a fixação de mestres e doutores no interior do Estado.  

Lançados no mês de fevereiro, as propostas  serão selecionadas nos seguintes editais: 1) Chamada Pública N° 01/2020  Fapesp-Fapeam; 2) Programa de Apoio à Interiorização em Pesquisa e Inovação Tecnológica no Amazonas (Painter)- Edital N°003/2020 e 3) Programa Estratégico de Ciência, Tecnologia & Inovação nas Fundações de Saúde (Pecti- AM/Saúde)-Edital N°004/2020.

Vale destacar que o Painter é um programa inédito com objetivo de promover a interiorização de atividades de pesquisa aplicada e inovação tecnológica, por meio de indução em áreas estratégicas. Entre elas, a bioeconomia para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado, com a finalidade de aplicação de seus resultados no interior.

Outra novidade é o Fapesp-Fapeam, resultado de parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que visa estimular a colaboração entre pesquisadores do Amazonas e de São Paulo. O programa vai financiar projetos colaborativos que contribuam para o avanço do conhecimento científico e tecnológico nos dois estados e na Amazônia, voltados para três áreas temáticas: meio ambiente, desenvolvimento econômico e Amazonas e suas fronteiras.

Os critérios e requisitos para participar  estão especificados nos editais dos programas. Acesse aqui os editais abertos da Fapeam. 

Por: Hellen de Melo

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