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Comitiva da Fiocruz Amazônia visita novos gestores de órgãos do Governo do Amazonas

Com intuito de fortalecer parcerias já existentes e prospectar futuras ações no Amazonas, a direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) visitou hoje, 31/1, o novo secretário da pasta de Planejamento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Jório de Albuquerque Veiga Filho.

A comitiva da Fiocruz Amazônia, formada pelo diretor Sérgio Luz, e vice-diretores Claudia Velásquez (de Ensino, Informação e Comunicação) e Felipe Naveca (de Pesquisa e Inovação) fez breve explanação para o secretário sobre a missão e ações da Fiocruz na Amazônia.

“As visitas aos órgãos governamentais são importantes para se renovar os votos de apoio e de confiança aos novos gestores, especialmente os que estão diretamente envolvidos com a nossa missão e com o nosso trabalho e, de certa forma, abrir um canal de comunicação e mostrar as iniciativas da Fiocruz Amazônia, o planejamento e demais assuntos de interesse comum na área de CT&I”, explicou Sérgio Luz.

Na oportunidade Jório Veiga Filho também falou sobre o trabalho que pretende desenvolver na Seplancti, órgão da administração direta do Estado, que abriga a Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação. Sobre as ações em sua gestão e expectativas ele disse que “primeiro, vamos trabalhar no desenvolvimento sustentável, atraindo novos investimentos para o Estado, especialmente investimentos que possam promover o desenvolvimento do interior, sem descuidar da Zona Franca, que será trabalhada junto com as próprias indústrias e com outros setores do Governo,  para que seja fortalecida e modernizada, para atender às novas demandas que vêm pela frente”, ponderou.

As visitas aos gestores de órgãos do Estado serão continuadas no decorrer dos próximos dias, sempre com o intuito de fortalecer e ampliar parcerias institucionais.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Fungos encontrados no rio Amazonas são analisados em estudo no combate ao câncer

Pesquisadores buscam identificar novas substâncias antitumorais que possam ser utilizadas na produção de fármacos contra a doença

 O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da UEA

O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da UEA

Projeto desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Instituto Gonçalo Moniz da Bahia (Fiocruz – BA), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Amazonas Estratégico, pretende descobrir se linhagens de fungos filamentosos encontrados no fundo do rio Amazonas produzem substâncias contra os cânceres de fígado, mama, colo do útero e sangue (leucemia).

O estudo tem a finalidade de investigar o potencial biológico desses microrganismos, por meio de ensaios de atividade antioxidante, microbiológica e citotóxica. A descoberta de novos compostos bioativos é o primeiro passo para auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos capazes de combater a proliferação de células tumorais.

O coordenador do projeto, pós-doutor em Química Orgânica e professor da Universidade do Estado do Amazonas, Héctor Koolen, explica que os resultados alcançados por meio dos estudos com os fungos filamentosos devem fomentar a pesquisa de base na área de química e farmácia no Estado do Amazonas, além de descobrir as potencialidades da biodiversidade amazônica, bem como a necessidade da preservação do ecossistema.

“A pesquisa especificamente com esses fungos está na etapa microbiológica, ou seja, é a fase em que os fungos estão sendo propagados e em seguida preservados. Entretanto, os estudos laboratoriais identificaram moléculas com potencial biotecnológico em fungos endofíticos e em plantas da região”, informou Héctor.

Koolen, busca identificar se é possível isolar essas substâncias e utilizá-las farmacologicamente contra o câncer

Pesquisa 

 Ele explica que para identificar se é possível isolar essas substâncias e utilizá-las farmacologicamente contra o câncer serão feitas a caracterização química de 110 linhagens de amostras desses novos microrganismos, verificando se esses compostos são responsáveis pela atividade antitumoral.

“A produção de medicamentos será possível se ao longo do processo de estudos as substâncias forem aprovadas nos testes pré-clínicos (in vivo) com camundongos. Mas não basta que a molécula seja ativa, ela necessita não ser prejudicial ao restante do organismo. Isso será avaliado neste projeto de modo a fomentar o interesse de alguma indústria farmacêutica para as sínteses e estudos clínicos (ensaios em seres humanos). Vale ressaltar que o processo para que um candidato vire fármaco é custoso, e leva em média 15 anos para a aprovação final. Esse projeto visa fomentar possíveis estudos clínicos”, ressaltou.

Desde 2015, o grupo de pesquisa estuda linhagens de fungos, com o trabalho de identificar, catalogar e preservar as estirpes.

Para Koolen, a principal meta do projeto é a descoberta de uma molécula orgânica com potencial anticâncer in vitro e in vivo que seja produzido por um fungo do Amazonas. “Iniciativas na área como a que esse projeto se propõe constituem o primeiro, e bastante importante, passo para o apoio estratégico ao desenvolvimento econômico-ambiental do Estado do Amazonas”.

Segundo Héctor, a pesquisa se justifica pela necessidade de adquirir um amplo conhecimento em relação ao potencial do Amazonas em gerar um novo candidato a insumo farmacêutico no combate ao câncer. “O Estado do Amazonas por toda sua riqueza de recursos naturais constitui um depósito de moléculas bioativas ainda por descobrir. Infindáveis espécies de fungos, muitas delas ainda nem descritas, habitam o nosso Estado e podem fornecer novas moléculas com atividade anticâncer”, completa Koolen.

Programa Amazonas Estratégico

  É uma iniciativa da Fapeam destinada à coordenação das ações de investigação, fomento e seleção de projetos de pesquisa que contemplem atividades de prospecção, desenvolvimento, engenharia e/ou absorção tecnológica, produção e comercialização de produtos, processos e/ou serviços inovadores, estratégicos e demais ações necessárias para que esses sejam levados ao mercado de forma competitiva, visando ao desenvolvimento de empresas e tecnologias brasileiras nas cadeias produtivas.

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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Fungos encontrados no rio Amazonas são analisados como possível fonte para composição de fármacos contra o câncer

Pesquisadores buscam identificar novas substâncias antitumorais que futuramente possam ser utilizadas na produção de fármacos contra o câncer

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O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da UEA

Pesquisa pretende descobrir se linhagens de fungos filamentosos encontradas no fundo do rio Amazonas produzem substâncias anticancerígenas contra os cânceres de fígado, mama, colo do útero e sangue (leucemia). O estudo tem a finalidade de investigar o potencial biológico desses microrganismos por meio de ensaios de atividade antioxidante, microbiológica e citotóxica. A descoberta de novos compostos bioativos é o primeiro passo para auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos capazes de combater a proliferação de células tumorais.

O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Metabolômica e Espectrometria de Massas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz – BA), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio Estratégico ao Desenvolvimento Econômico-Ambiental do Estado do Amazonas – Amazonas Estratégico.

O coordenador do projeto  pós-doutor em Química Orgânica e professor da UEA, Héctor Koolen, explica que os resultados alcançados por meio dos estudos com os fungos filamentosos devem fomentar a pesquisa de base na área de química e farmácia no estado do Amazonas, além de descobrir as potencialidades da biodiversidade Amazônica, bem como a necessidade da preservação do ecossistema.

“A pesquisa especificamente com esses fungos encontra-se na etapa microbiológica, ou seja, é a fase em que os fungos estão sendo propagados e em seguida preservados. Entretanto, os estudos laboratoriais identificaram moléculas com potencial biotecnológico em fungos endofíticos e em plantas da região”, informou.

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Coordenador do projeto pós-doutor em Química Orgânica e professor da UEA

Koolen busca identificar se é possível isolar essas substâncias e utilizá-las farmacologicamente contra o câncer, serão feitas a caracterização química de 110 linhagens de amostras desses novos microrganismos, e verificar se esses compostos são responsáveis pela atividade antitumoral.

“A produção de medicamentos será possível se ao longo do processo de estudos as substâncias forem aprovadas nos testes pré-clínicos (in vivo) com camundongos. Mas não basta que a molécula seja ativa, ela necessita não ser prejudicial ao restante do organismo. Isso será avaliado neste projeto de modo a fomentar o interesse de alguma indústria farmacêutica para as sínteses e estudos clínicos (ensaios em seres humanos). Vale ressaltar que o processo para que um candidato vire fármaco é custoso, e leva em média 15 anos para a aprovação final. Esse projeto visa fomentar possíveis estudos clínicos”, ressaltou.

Pesquisa

Desde 2015, o grupo de pesquisa estuda linhagens de fungos, com o trabalho de identificar, catalogar e preservar as estirpes.

Para Koolen, a principal meta do projeto é a descoberta de uma molécula orgânica com potencial anticâncer in vitro e in vivo que seja produzido por um fungo do Amazonas.

“Iniciativas na área, como a que esse projeto se propõe constituem o primeiro, e bastante importante, passo para o apoio estratégico ao desenvolvimento econômico-ambiental do estado do Amazonas”, disse

Segundo Héctor, a pesquisa se justifica pela necessidade de adquirir um amplo conhecimento em relação ao potencial do estado do Amazonas em gerar um novo candidato a insumo farmacêutico no combate ao câncer.

“O estado do Amazonas por toda sua riqueza de recursos naturais constitui um depósito de moléculas bioativas ainda por descobrir. Infindáveis espécies de fungos, muitas delas ainda nem descritas habitam o nosso Estado e podem fornecer novas moléculas com atividade anticâncer”, informou

Programa Amazonas Estratégico

É uma iniciativa da Fapeam destinada à coordenação das ações de investigação, fomento e seleção de projetos de pesquisa que contemplem atividades de prospecção, desenvolvimento, engenharia e/ou absorção tecnológica, produção e comercialização de produtos, processos e/ou serviços inovadores, estratégicos e demais ações necessárias para que esses sejam levados ao mercado de forma competitiva, visando ao desenvolvimento de empresas e tecnologias brasileiras nas cadeias produtivas.

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Protótipos de aeronaves são desenvolvidos por alunos de Engenharias

Projeto é desenvolvido por estudantes dos cursos de engenharias da UEA

 Incentivar os estudantes de engenharia a participarem de atividades multidisciplinares, que abrangem desde a concepção até a construção de aeronaves, colocando a universidade entre as mais competitivas na área de engenharia da mobilidade é o objetivo do projeto Urutau Aerodesign.

O trabalho é desenvolvido na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado) da Fapeam, que visa fortalecer e ampliar a formação de recursos humanos ao nível de Pós-Graduação Stricto Sensu, além de apoiar com recursos financeiros, a melhoria da infraestrutura de pesquisa de instituições vinculadas ao Governo do Estado.

O projeto que surgiu em 2013, teve apoio financeiro da Fundação com recurso de R$ 298 mil. O apoio financeiro possibilitou a construção de um laboratório que atualmente funciona como oficina de trabalho para  a construção das aeronaves, com estrutura de equipamentos, computadores e softwares apropriados para a criação dos protótipos.

A iniciativa foi idealizada pelo professor doutor, Antônio Kieling, que tem assumido o desenvolvimento de todas as etapas do projeto na Universidade desde sua criação.

“Tudo começou quando um grupo de alunos visitou uma apresentação de mobilidade na área de engenharia na cidade de Florianópolis-SC e voltaram com a ideia de montar um projeto aeronáutico para a universidade.  A partir disso, apoiei essa inciativa e estou como coordenador e orientador até hoje”, disse.

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Iniciativa foi idealizada pelo professor doutor, Antônio Kieling, que tem assumido o desenvolvimento de todas as etapas do projeto na Universidade desde sua criação

Kieling ainda ressalta que sem o apoio da Fapeam seria inviável tirar o projeto do   papel. “Sem apoio financeiro não teríamos condições para construir o laboratório, inclusive equipes de outros Estados que já participaram de competições, visitaram nosso laboratório e ficaram impressionados, porque muitos não têm toda essa estrutura que temos aqui na UEA”, destacou.

Equipe Urutau

Atualmente, o grupo é formado por 25 estudantes das engenharias:  mecânica, controle e automação, elétrica, civil, produção, naval e eletrônica, naval e química, que são empenhados na construção de protótipos de aeromodelismo, com a finalidade de participarem de competições.

Segundo o coordenador, todo ano é lançado um edital para a seleção dos candidatos. “Selecionamos os alunos, através de provas de etapas eliminatórias compostas no edital, realizamos primeiro uma prova teórica, após isso,  uma dinâmica com várias atividades que são propostas para avaliar o comportamento em equipe e os mais aptos são selecionados para compor o time”, explicou.

Grupo é formado por 25 estudantes da área de engenharias com a finalidade de participarem de competições

Competição

O Campeonato é realizado anualmente na pista de decolagem do aeroporto da cidade de São José dos Campos-SP. O evento é organizado pelo projeto SAE BRASIL Aerodesing, que tem como principal objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre diversos estudantes.

Em 2017, a equipe de Manaus  conquistou  o 3 º lugar. Em 2018, os estudantes ficaram em 5º lugar. O grupo é único representante do Estado do Amazonas e também da Região Norte.

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Projeto incentiva os estudantes a participarem de atividades multidisciplinares, que abrangem desde a concepção até a construção de aeronaves

Para o estudante do 2º período de Engenharia de Controle e Automação, Rodrigo Oliveira, o projeto traz uma grande experiência profissional. “Desde criança fui muito apaixonado por aviação e desde os 18 anos eu pratico aeromodelismo. Logo quando entrei na UEA já tinha muita vontade de  participar do Urutau. Além disso, é perceptivo que um projeto desses tem um peso muito grande para meu desenvolvimento pessoal e profissional”, enalteceu.

Com mais de anos no projeto,  Yuri Silva, do 6º período de Engenharia Mecânica, conta que desde o ensino médio já participava de campeonatos de competições, mas de outros segmentos.

“A função que desenvolvo no projeto é de cargas e estruturas, entrei no 1º período da faculdade, pois já tinha uma base de eventos de competição. Assim que ingressei  na UEA tive a oportunidade de fazer parte do Urutau, comecei a criar uma paixão para o segmento da aeronáutica. Após terminar a graduação penso em fazer um mestrado na área”, relata o estudante.

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Em 2017, a equipe de Manaus conquistou o 3 º lugar. Em 2018, os estudantes ficaram em 5º lugar

Resultados

Para o coordenador, a ideia é que futuramente  a iniciativa venha firmar um corpo técnico nas diversas áreas da engenharia aeronáutica.

“Esperamos que em um futuro próximo, o fruto de todo esse trabalho gere um núcleo de pessoas altamente qualificadas para a criação de um curso tecnológico na área de aeronáutica ou até mesmo de engenharia. Vivemos na região com uma necessidade muito grande de deslocamento aéreo, no qual temos aeroportos, aeronaves, mas não temos um curso de formação para futuros engenheiros de aeronáutica”, explicou.

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Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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Nova tecnologia para produção de juvenis de Matrinxã

Em andamento, estudo científico analisa a Tecnologia de Bioflocos como uma alternativa para aumentar a produtividade da espécie

O matrinxã, a segunda espécie mais importante da piscicultura do Estado do Amazonas, tem dois grandes problemas: a reprodução induzida que só ocorre por estímulos ambientais, limitando entre os meses de setembro a março e a elevada taxa de canibalismo, com cerca de 80% de perda da prole.

Para melhorar a produção do matrinxã, uma pesquisa desenvolvida com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Amazonas Estratégico, vem desenvolvendo pesquisas tecnológicas para disponibilizar ao produtor uma nova alternativa de produção da espécie.

 A pesquisa é coordenada pela doutora em Ecologia e Recursos Naturais, Elizabeth Gusmão, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que vem avaliando a Tecnologia de Bioflocos (BFT) para as espécies nativas de interesse da piscicultura, o matrinxã.

A tecnologia  tem como vantagem a utilização de um espaço reduzido para a criação, uma boa gestão dos recursos hídricos por empregar uma quantidade mínima de água, além da elevada produtividade. Com isso, a tecnologia tem sido considerada uma alternativa promissora para uma aquicultura sustentável, que engloba a alta produtividade, a manutenção da qualidade da água, as elevadas densidades de estocagem, a maior resistência às doenças e uma fonte proteica extra como alimento, possibilitando rações com menor nível de proteína, consequentemente, menor custo de produção.

Conforme citado pela pesquisadora, a larvicultura do matrinxã é um problema sério na região, devido à baixa produção de juvenis e a alta taxa de canibalismo na fase larval. Nesse período, o índice de mortalidade pode atingir até 80% da produção, o que  reflete no custo para o consumidor final.

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A pesquisa é coordenada pela doutora em Ecologia e Recursos Naturais, Elizabeth Gusmão, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)

Segundo Elizabeth, com este projeto espera-se diminuir a taxa de canibalismo nesta espécie, definir a melhor densidade de estocagem durante a fase inicial de desenvolvimento (larva e juvenil) e diminuir o nível de proteína na ração, gerando maior lucratividade para o produtor no Amazonas.

“Durante o período de desova natural da espécie, o produtor de alevino utiliza  hormônios para estimular a reprodução artificialmente, mas isto não é possível fora desta fase (setembro a março), sendo um entrave para a cadeia produtiva do matrinxã. Além disso, imagina perder 80% de cada reprodução decorrente do canibalismo da espécie na fase larval. Como consequência, criar matrinxã se torna muito caro, principalmente para o pequeno produtor, que perde o interesse na sua produção. Com tecnologias que venham diminuir estes entraves, o produtor poderá ser estimulado a criar esta espécie, de grande interesse comercial. O matrinxã tem várias vantagens para sua criação, principalmente porque possui hábito onívoro, o que exige menor teor de proteína da ração, além de utilizar o alimento natural disponível no viveiro, possui alto valor de mercado, e uma cadeia produtiva bem desenvolvida. Entretanto, precisamos testar novas tecnologias que possam ser viáveis para melhorar o processo produtivo dessa espécie no Amazonas, tornado-a mais competitiva e viável para o setor”, explicou.

Líder do Grupo de Pesquisa Aquicultura na Amazônia Ocidental, a Dra. Elizabeth explica que as larvas de matrinxã eclodem 10 a 13 h após a fertilização dos ovos e o canibalismo tem início 25 a 36 h pós-eclosão, sendo considerado período crítico para a espécie. Apesar dos vários estudos com o objetivo de aumentar a taxa de sobrevivência das larvas desta espécie, os resultados obtidos ainda não são suficientes para garantir maior oferta de juvenis.

“Pelo que já temos de conhecimento, o bioflocos pode ser uma grande saída. Primeiro por mudar a cor da água, ou seja, torna a visibilidade praticamente impossível entre os peixes no período larval, fase mais crítica do canibalismo, além das vantagens já citadas. Essa é uma proposta bastante desafiadora para o grupo de pesquisa, envolvendo o histórico de uma espécie com elevado canibalismo, apesar das informações já existentes na literatura que vem contribuindo nesta área do conhecimento. O projeto é dividido em três etapas realizadas em bioensaio no laboratório, sendo a primeira a diminuição do canibalismo, seguida das questões relacionadas à alimentação e densidade das larvas e juvenil de matrinxã, encerrando com a validação desses resultados no campo”, detalhou.

 Grupo de Pesquisa

O projeto conta com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais da área de reprodução, larvicultura, nutrição, sanidade, fisiologia e bioquímica, sistema de produção, fisiologia do comportamento, além de alunos de pós-graduação (mestrado e doutorado), graduação, bolsistas de apoio técnico e Pós-doc.

“Esses profissionais, certamente, irão contribuir para que os objetivos propostos neste projeto sejam desenvolvidos em mais alto nível, gerando resultados que possam ser aplicados nas pisciculturas comerciais do amazonas e toda a região Norte do país”, afirmou.

Capacitação  

 Segundo a pesquisadora, a capacitação neste projeto é outro grande objetivo do grupo que pretende em expandir os conhecimentos nesta área sobre BFT. Todos os conhecimentos gerados no projeto serão repassados por meio de material didático e cursos de extensão aos técnicos e produtores do Estado no fim  do desenvolvimento dos estudos.

 “O compromisso com o produtor é essencial para garantir que os recursos disponibilizados pela Fapeam sejam revertidos em benefícios à sociedade, gerando lucro ao produtor e menor custo ao consumidor”, enfatiza a pesquisadora.

 Além disso, a pretensão do Grupo de pesquisa é transformar o projeto em um Programa, que inclui a continuidade de novas pesquisas e recursos disponíveis para desenvolvê-las.

 “Todos os resultados poderão ser disponibilizadas à sociedade por meio de uma página na internet, bem como outras informações relevantes que envolvem desenvolvimento do sistema com tecnologia de bioflocos para  espécies amazônicas”, acrescentou.

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Texto – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Plantas amazônicas podem auxiliar no tratamento de inflamações uterinas e obesidade

Em andamento, o estudo avalia a utilização das plantas Jucá, Carapanaúba e o Uchi-Amarelo no tratamento das doenças

O Jucá, a Carapanaúba e o Uchi-Amarelo, que são plantas medicinais nativas da região Amazônica, estão sendo analisadas por pesquisadores do Amazonas com o objetivo de avaliar a utilização delas nos tratamentos de inflamações uterinas e no manejo adjuvante da obesidade. A pesquisa científica é desenvolvida por pesquisadores do Departamento de Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O estudo conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio  por meio do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas, edital Nº 002/2018, que financia atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas de conhecimento, representam contribuição significativa para o desenvolvimento do Estado do Amazonas.

A coordenadora do projeto e doutora em Química Orgânica, Rita Nunomura, explica que a proposta do estudo é fazer a caracterização química das espécies vegetais, que consiste especificamente em identificar quais são os tipos de substâncias e o princípio ativo que se encontram nas plantas que foram selecionadas para os testes laboratoriais, e a partir daí verificar o potencial biológico dessas substâncias através de estudos de atividade antioxidante, antimicrobiana, citotóxica e no combate à obesidade.

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As espécies vegetais Carapanaúba, assim como o Jucá estão sendo estudados pelo grupo de pesquisa e os resultados são bastante promissores

Segundo Rita, na Amazônia o uso popular de plantas medicinais está inserido na cultura regional, mas alerta que o uso indiscriminado de plantas para o tratamento de doenças sem qualquer comprovação científica pode ser perigoso, uma vez que muitas dessas plantas podem não apresentar a atividade biológica preconizada, ou seja, não apresenta a atividade para a qual é indicada popularmente, podendo até mesmo serem tóxicas.

“Por esse motivo é de fundamental importância que tanto os estudos químicos quanto o das atividades biológicas dessas espécies sejam realizados para validar o uso medicinal dessas espécies de plantas”, alertou

A coordenadora explica que a análise química para isolar e identificar os principais constituintes químicos presentes nas espécies vegetais está sendo feita no Laboratório de Abertura de Amostras e Ensaios Químicos da Central Analítica da Ufam em parceria com o Inpa , e a partir dessa investigação, conjuntamente com os parceiros, realizar os ensaios biológicos.

“As espécies vegetais Carapanaúba, Uchi-Amarelo cujo principal componente é a bergenina, assim como o Jucá estão sendo estudados pelo grupo de pesquisa e os resultados são bastante promissores, indicando diversas propriedades, entre elas, anti-inflamatória, antioxidante e antimicrobiana”, explica a coordenadora

A pesquisadora ressalta que mais estudos precisam ser realizados para a comprovação e validação dessas espécies como medicinais e que esse projeto visa dar continuidade aos estudos com essas espécies abordando de uma forma multidisciplinar a química e a farmacologia dessas espécies vegetais.

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É feita a coleta das espécies vegetais, com seleção e limpeza das partes colhidas, depois passa para os processos de secagem, moagem e peneiramento, até formar uma espécie de serragem

“A caracterização química dessas espécies vegetais pretende, ainda, desenvolver métodos de análise e obtenção do perfil metabolômico dessas amostras, possibilitando futuramente, que essas espécies sejam reconhecidas cientificamente como medicinais, bem como de fitoterápicos quem venham a ser desenvolvidos”, detalha Rita.

A parte da pesquisa que trata sobre a farmacologia abordará estudos de atividade antimicrobiana, antiproliferativa e inibitória de enzimas mediadoras da inflamação a fim de avaliar o potencial para o qual são indicadas, que envolve o tratamento de miomas, cistos, endometriose, além de outras inflamações uterinas.

“Considerando que algumas dessas espécies têm indicado potencial inibitório de enzimas relacionadas à obesidade, estudos mais aprofundados através de testes in vivo também serão realizados a fim de verificar o potencial dessas espécies para o combate à obesidade”, disse.

O grupo de pesquisa acredita que o projeto deve contribuir para o desenvolvimento científico da região na agregação de conhecimento, no desenvolvimento tecnológico para o desenvolvimento de futuros produtos a partir de plantas amazônicas medicinais.

PESQUISA EM ETAPAS

A coordenadora da pesquisa explica que os estudos tiveram início em 2016 e parte da identificação dos constituintes químicos e atividade antimicrobiana devem terminar em 2019.

Primeiramente é feita a coleta das espécies vegetais, com seleção e limpeza das partes colhidas, depois passa para os processos de secagem, moagem e peneiramento, até formar uma espécie de serragem. Esse material é reservado em frascos de vidros com solventes (Etanol ou Metanol) que é um álcool que tem o poder de extrair várias classes de substâncias, exatamente por ele ser orgânico ter a capacidade de extrair substâncias apolares e também as de alta polaridade.

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A pesquisa tem como objetivo avaliar a utilização das plantas nos tratamentos de inflamações uterinas e no manejo adjuvante da obesidade

“O material fica por vários dias imersos no solvente e depois filtra esse material, descarta a serragem e concentra o extrato removendo os solventes em rotaevaporador”, contou.

Segundo a pesquisadora o extrato concentrado é submetido a sucessivos fracionamentos até chegar até uma substância isolada. Em seguida as frações são testadas para verificar quais delas apresentam potencial antioxidante, antimicrobiano e citotóxico.

Rita Nunomura explica que os testes in vitro para identificar as atividades citotóxicas e antimicrobianas serão realizados em parceria com a UFMS, através das Dras. Simone Schneider Weber e Renata Trentin.

A coordenadora esclarece que os estudos neste projeto envolvendo caracterização química e ensaios de atividade biológica a serem realizados são o pontapé inicial, uma vez que indicam o potencial biológico dessas espécies.

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Coordenadora do projeto e doutora em Química Orgânica Rita Nunomura

A pesquisadora esclarece que para o desenvolvimento de um produto seguro, ainda são necessários vários estudos com diferentes parceiros, envolvendo outros ensaios biológicos e ensaios clínicos. A divulgação desses resultados busca despertar o interesse de mais pesquisadores e empresas para o desenvolvimento dos mesmos e para validação dessas espécies popularmente. Além disso, contribui para a valorização dos produtos da região de forma que desperte o interesse no uso sustentável da floresta Amazônica.

“Entre os resultados obtidos, temos a caracterização química de frações ricas em substâncias fenólicas das espécies Endopleura uchi (uchi-amarelo) e Libidibia ferrea (jucá), bem como a verificação de seu alto potencial antioxidante por meio de ensaios químicos realizados. A espécie Aspidosperma nitidum (carapanaúba) também tem demonstrado potencial antioxidante e inibitório de enzimas relacionadas com o Sistema Nervoso Central (SNC), possivelmente devido à presença de uma classe de substâncias comumente encontrada no gênero, que são os alcaloides”, disse Rita

“Os estudos da obesidade com a espécie E.uchi têm demonstrado o potencial de redução de sobrepeso nos animais testados, bem como nos níveis de colesterol em comparação com animais que não receberam tratamento. O estudo também tem demonstrado que a espécie também apresenta potencial profilático, inibindo o ganho de peso mediante a indução da obesidade nos animais testados” explicou a pesquisadora.

Texto – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Atividades culturais e palestras marcam a SNCT 2018

Evento tem como principal meta a difusão das ações de ciência e tecnologia no meio estudantil e comunidade em geral

Exposições, atividades culturais e palestras marcaram o último dia da 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, bairro Flores, Zona Sul de Manaus.

O evento reuniu mais de 30 instituições, 54 estandes e 10 startups. Estudantes, pesquisadores e professores estiveram presentes para visitação.

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Estudantes, pesquisadores e professores estiveram presentes para visitação no estande da Fapeam

Segundo o secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), João Prestes Schneider, a disseminação da ciência é algo importante. Segundo ele, é preciso valorizar o que tem sido feito na região no campo científico.

Sobre o cenário da CT&I para 2019, Schneider disse que é preciso priorizar segmentos da ciência com aplicação amazônica como as áreas da Biotecnologia, Botânica, Ciências Naturais, Hidrologia, entre outros.

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Secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), João Prestes Schneider

“Vivemos na maior bacia hidrográfica no mundo, então, os maiores especialistas de água têm que está na região. Sabemos que muitas áreas da ciência não se aplicam na Amazônia, elas têm que ser adaptadas às condições locais. Estamos disseminando a nossa ciência na região. A ciência é aberta, por isso é importante ter uma interação com o mundo todo”, disse.

A SNCT 2018  trouxe o tema ‘Ciência para Redução das Desigualdades’, para o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, a ciência tem um papel importante para mudar esse cenário. Segundo ele, a ciência é capaz de contribuir, por exemplo, na formação das pessoas por meio do contato das crianças, ainda na educação básica, com o cenário científico.

Reis citou como exemplo o Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam, conhecido por incentivar a aproximação da ciência no ambiente escolar, visando à participação de professores e estudantes, por meio de projetos de Iniciação Científica Junior (ICT/JR).

“Quando se aplica a ciência no dia a dia das pessoas a gente também promove a eliminação dessas desigualdades, pois por meio dos estudos científicos é possível promover uma infraestrutura na área da saúde, qualidade de vida e oportunidades para as pessoas alcançarem patamares maiores. A ciência em todas suas vertentes é uma promotora da eliminação das desigualdades”, disse o diretor técnico-científico da Fapeam.

Atividade

Uma das atividades da programação do último dia da SNCT foi à palestra “Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência Visual na Educação”, organizada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped), ministrada pelo sociólogo Ricardo Souza. Para ele é muito importante poder mostrar as pessoas, que mesmo com limitações elas podem trabalhar regularmente.

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Palestra intitulada “Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência Visual na Educação” foi organizada pela Seped

“Participo de palestras como voluntário para motivar pessoas mostrando que mesmo com a limitação visual elas podem trabalhar e realizar projetos. Apenas precisamos de mais incentivos de inclusão social”, disse.

Projetos

Mais de 20 projetos de escolas estaduais do Amazonas, vinculados ao PCE foram apresentados durantes os dois dias do evento. Um dos projetos apresentados foi o intitulado “O Estudo da Pintura Corporal nos Jogos Indígenas do Brasil”.

Coordenado pelo professor Jhones Pereira, o projeto é desenvolvido na Escola Estadual Governador  Melo Póvoas, bairro Santo Antônio, zona Oeste de Manaus. A proposta do trabalho é proporcionar aos alunos conhecimento da cultura dos povos indígenas.

“No projeto os alunos têm a oportunidade de conhecer mais sobre os saberes dos povos indígenas e as diversas formas de manifestações da cultura corporal”, contou.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Fapeam participa do Encontro de Ouvidorias do Estado do Amazonas

Evento tem a proposta de estreitar as relações entre as ouvidorias e promover a maior participação popular

Com o tema de “Olho para o Futuro”, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) participou, nesta terça-feira (4), do Encontro Estadual de Ouvidorias. O evento ocorre no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques (CCAVV), localizado na Avenida Constantino Nery, das 8h às 18h, com a proposta de estreitar as relações entre as ouvidorias e promover a maior participação popular.

Durante o evento, o diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que o trabalho desempenhado pela ouvidoria é de extrema importância para instituição e para a sociedade, além de ser uma porta de entrada para receber sugestões, elogios, dúvidas e demandas dos pesquisadores vinculados à instituição, assim como do público em geral.

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Diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, destacou que o trabalho desempenhado pela ouvidoria é de extrema importância para instituição e para a sociedade

 

“Temos o maior interesse que a Fapeam seja fortalecida cada vez mais e que a ouvidoria da instituição seja eficaz por meio do retorno a todas as demandas recebidas. Este encontro é uma oportunidade de reunir todos servidores do Estado que fazem parte deste setor. Isso cria um vínculo para que possamos melhorar sempre os nossos atendimentos e a prestação do serviço com a sociedade”, detalhou.

Para Adriane Dias, responsável pela Ouvidoria da Fapeam, o setor é muito importante dentro da instituição por identificar as dificuldades ou dúvidas que os pesquisadores/usuários da Fapeam enfrentam, proporcionado solução sempre da melhor forma possível.

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Adriane Dias, responsável pela ouvidoria da Fapeam,  disse que o evento reforça o papel que a ouvidoria possui com o usuário do serviço público

 

“Este evento contribui de forma muito positiva, pois reforça o papel que a ouvidoria possui com o usuário do serviço público, que sempre busca a eficiência e eficácia nos serviços prestados”, destacou.

Programação

A programação será composta por palestras com temas voltados aos novos conceitos de atendimento ao público e transformações sociais, que se constituem em modelos inovadores de relacionamento. Temas como “Mediação de conflitos na administração pública” e “Utilização das novas tecnologias” serão abordados.

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Encontro de Ouvidorias do Estado do Amazonas teve como tema “De olho no Futuro”

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Projeto usa paródias no ensino de Ciências

Projeto foi realizado no município de Manacapuru com apoio da Fapeam por meio do Programa Ciência na Escola

As paródias têm conquistado cada vez o público jovem. Sucesso na internet, a paródia consiste na recriação de uma obra já existente, a partir de um ponto de vista cômicoUm projeto desenvolvido na Escola Estadual Agra Reis, no município de Manacapuru, interior do Amazonas, inovou no ensino de Ciências e utilizou as paródias para facilitar aprendizagem dos estudantes na disciplina.

O projeto, realizado em 2017 na escola, foi desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE).

No total, sete paródias foram desenvolvidas por alunos e apresentadas na hora cívica da escola.

Segundo a professora e coordenadora do trabalho, Josiane Menezes, a atividade foi um trabalho que integrou o ensino e a música dentro da sala de aula. O objetivo foi propiciar aos alunos um ensino diferenciado e ao mesmo tempo prazeroso, que é o de estudar os conteúdos de Ciências através das paródias.

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Para o projeto foram selecionados alunos que gostam de música e que tinham habilidades nessa área. Após isso, foi feita também a identificação das músicas conhecidas e fáceis de aprender a cantar e tocar. Outro passo do trabalho foi à elaboração da paródia destacando as características e funções específicas da disciplina de Ciências.

“Os cinco bolsistas e os dois voluntários se empenharam na construção das paródias e estudaram a fundo os assuntos escolhidos por eles para escreverem as paródias, tudo sob minha orientação. Além das paródias, os bolsistas também foram desafiados a aprenderem a tocar instrumentos musicais como o violão. Foi um grande desafio”, detalhou.

Segundo a professora, o conhecimento adquirido por meio do projeto PCE é algo que o aluno levará para a vida, sendo capaz de influenciar sua família, amigos, comunidade e todos que vivem à sua volta, além de despertar o interesse para pesquisa científica.

Assista a paródia feita pelos bolsistas do PCE

A professora disse ainda que um dos pontos positivos foi à mudança no comportamento dos alunos em sala de aula. Segundo Josiane, o projeto tornou os estudantes mais participativos durante as aulas e aumentou a curiosidade e  o interesse deles pela disciplina.

“Alguns alunos eram desinteressados, mas com o início do projeto podemos ver o aumento na média ao final do bimestre, não só na disciplina Ciências, mas também em outras matérias”, informou.

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PCE

O PCE incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico.

A edição 2017 do PCE, contou com 396 propostas aprovadas que contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Confap e British Council lançam chamada para melhoria do ensino e aprendizado da língua inglesa

Iniciativa é voltada para o fomento de projetos conjuntos entre instituições de ensino superior brasileiras e britânicas

Com o objetivo de fomentar a pesquisa aplicada em língua inglesa, o British Council e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no conjunto de suas Fundações, lançaram a Chamada UK Brazil English Collaboration. A iniciativa é voltada para o fomento de projetos conjuntos entre instituições de ensino superior brasileiras e britânicas.

O apoio financeiro se dará em duas linhas de pesquisa. A primeira é direcionada a políticas para a língua inglesa como componente do processo de internacionalização de instituições de ensino superior brasileiras, alinhadas com a agenda da “internacionalização em casa”. A segunda linha de fomento é voltada para a educação básica com o apoio a pesquisas sobre o aprimoramento do ensino e aprendizagem de inglês na rede pública brasileira – ensino fundamental e médio. Essa linha inclui temas como desenvolvimento de currículo, formação inicial e continuada de professores, uso de tecnologias e avaliação.

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Propostas conjuntas poderão ser submetidas por universidades, faculdades ou outras instituições privadas do Reino Unido em colaboração com institutos federais e universidades, públicas e privadas, do Brasil. A submissão será realizada entre 16 de julho e 21 de setembro de 2018. O resultado esperado é o aumento no intercâmbio de conhecimento e pesquisa, com o objetivo de desfazer as barreiras que impedem o aprimoramento de aprendizado (English Language Learning – ELL) e Ensino de Inglês (English Language Teaching – ELT) em um país com as dimensões do Brasil.

As Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) brasileiras apoiarão acordos bilaterais, envolvendo instituições dos estados de Alagoas (Fapeal), Amapá (Fapeap), Amazonas (Fapeam), Distrito Federal (FAPDF), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Mato Grosso (Fapemat), Minas Gerais (Fapemig), Paraná (Fundação Araucária) e Piauí (Fapepi). Serão financiados projetos de valor máximo de dez mil libras esterlinas a serem implementados em um período de até sete meses. Os recursos são destinados à mobilidade acadêmica, organização de eventos, custos de viagem e licenças de software.

As Fundações poderão exigir requisitos específicos em cada Estado. O edital completo pode ser acessado no link: http://confap.org.br/news/wp-content/uploads/2018/06/0_uk-brazil_english_collaboration_call_21062018-en_0.pdf

Mais informações: https://www.britishcouncil.org.br/en/uk-brazil-english-collaboration-call

Fonte:  Comunicação Social do Confap

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