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Pesquisa classifica mais de 400 rios e igarapés para conservação de áreas úmidas na Amazônia

A Organização das Nações Unidas (ONU) decretou 22 de março o Dia Mundial da Água, por meio da resolução de 47/193 em 1992. Segundo o site ONU Brasil, existe uma crise causada pela crescente demanda de recursos hídricos para atender às necessidades agrícolas e comerciais da humanidade, bem como a crescente necessidade de saneamento básico.

No Amazonas, pesquisa científica desenvolvida com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) avaliou a classificação química da água em mais de 400 rios e igarapés, incluindo os principais rios da região amazônica sendo eles: rio Juruá, Jutaí, Tefé, Tapajós, Uatumã e Jaú, dentre outros. A pesquisa teve a finalidade de subsidiar novos estudos para práticas de conservação e manejo dos recursos hídricos em áreas úmidas da Amazônia (AUs).

Coordenado pelo doutor em Clima e Ambiente, Eduardo Antonio Rios Villamizar, a pesquisa é desenvolvida pelo grupo de Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas Amazônicas (Maua/Codam), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

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Estudo foi coordenado pelo doutor em Clima e Ambiente, Eduardo Antonio Rios Villamizar, do Inpa

Segundo o pesquisador, o estudo foi feito com base na classificação de águas pretas do Rio Negro, águas brancas Rio Solimões e águas claras do Rio Tapajós. A pesquisa utilizou a literatura já existente e vem acrescentando novos levantamentos para refinar a caracterização de águas da Amazônia.

Conforme Villamizar, a pesquisa é continuidade do trabalho desenvolvido no doutorado, no qual foram coletadas informações da água dos rios da Amazônia para reavaliar a classificação dos rios em termo da qualidade química da água.

“Quando falamos águas pretas aqui na região destacamos o rio Negro, águas brancas o Solimões e rio Amazonas, e águas claras o Tapajós. Busquei trabalhar em cima dessa classificação tentando detalhar um pouco mais esse tipo de água, em vista que, hoje em dia, temos muitas informações químicas dos rios e de muitos igarapés” disse.

Segundo o pesquisador, a contribuição para a sociedade acontece por meio do monitoramento de ambientes de áreas úmidas dentre os menos estudados do bioma Amazônico (igapó e savanas em áreas interfluviais), no intuito de fornecer para a comunidade científica e sociedade civil dados para auxiliar na elaboração de diretrizes que garantam a sua proteção e uso sustentável.

“As áreas úmidas são as várzeas, igapós, campinas, campinaranas, dentre outras. Nestas áreas o nível da água flutua ao longo do ano, alguns locais são alagados temporariamente e outros completamente e o tipo de água determina também o tipo de área úmida,” explicou.

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A pesquisa teve a finalidade de subsidiar novos estudos para práticas de conservação e manejo dos recursos hídricos em áreas úmidas da Amazônia (AUs)

Resultados

O pesquisador afirma que os resultados foram às descobertas de mais três categorias de água juntando com as categorias já existentes na literatura sendo elas  as águas brancas, pretas e claras.

“Além das três categorias já existentes, sugeri mais duas categorias intermediárias e uma categoria de água salobres, quando se fala de águas brancas, pretas e claras se refere mais a grandes rios, águas pretas Rio Negro, águas brancas rio Solimões, águas claras rio Tapajós que são os rios de grande porte, mas quando começamos a ver os pequenos rios e igarapés eles não se encaixam nessas categorias clássicas, aí que entra a importância das categorias intermediárias,” disse.

Villamizar explica que as três categorias propostas ficaram classificadas em intermediárias tipo A e tipo B, e águas salobres.

“ A tipo A é um subtipo das águas claras, a B é para as águas que estão entre brancas e pretas, e a categoria das águas salobres, que é para água com alta condutividade elétrica (alto conteúdo de íons ou eletrólitos na água). A gente manteve as três categorias já existentes e juntamos com as da pesquisa no total 6 categorias. Com esse resultado podemos ter um detalhamento bem mais amplo da classificação das águas amazônicas, pois essas novas categorias de água serão importantes para o manejo e conservação tantos dos rios quanto das áreas úmidas.” contou.

Fixam

A pesquisa foi concluída em 2017 no âmbito do Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam/AM ) da Fapeam, que tem a finalidade de estimular a fixação de recursos humanos com experiência em ciência, tecnologia e inovação e/ou reconhecida competência profissional em instituições de ensino superior e pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas privadas e microempresas que atuem em investigação científica ou tecnológica.

Por Esterffany Martins e Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento lança site especial sobre água

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou na última quarta-feira (21) o site “Água é Vida”, por ocasião do 8º Fórum Mundial da Água.

Trata-se de uma contribuição do escritório do PNUD no Brasil ao debate sobre recursos hídricos e saneamento. Nele, pessoas interessadas no assunto encontrarão notícias, reportagens, artigos opinativos, fotos, vídeos, entre outros materiais que favorecem a compreensão do tema e, sobretudo, como o PNUD atua nessa área específica, tanto no Brasil quanto em outros países.

Em português, inglês e espanhol, o site reúne conteúdo global, regional e local. A ideia é compartilhar informação com pessoas de diferentes origens e idiomas para que conheçam o que o PNUD e seus parceiros estão realizando mundo afora em relação a água em geral.

Algumas soluções podem ser replicadas, outras não, mas todas servem de inspiração a gestores, pesquisadores, estudantes – qualquer pessoa, enfim, interessada em um leque mais amplo de exemplos e reflexões sobre a temática, hoje crucial para a sustentabilidade do planeta.

A equipe do PNUD Brasil atualizará o site periodicamente. Mais que um repositório de informação, ele poderá servir como subsídio inicial para debates e reflexões sobre a questão da gestão dos recursos hídricos, do saneamento e, especialmente, de sua relação direta e indireta com a mudança global do clima e outros aspectos da Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Dois dos ODS focam nessa temática: o número seis, que busca assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos; e o número 14, que busca promover a conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

Gestoras e gestores públicos terão no site a oportunidade de conhecer a atuação do PNUD na área e como ele pode apoiar governos, em diferentes níveis, na gestão de um recurso natural hoje escasso e sob risco constante. O público em geral encontrará no espaço multimídia uma abordagem ao mesmo tempo séria e lúdica de um tema que está na ordem do dia.

Fonte: ONU BR

Chamada internacional busca, no Amazonas, projetos colaborativos de P,D&I abordando questões relativas aos desafios da água

São € 100 mil euros, via Fapeam, para seleção de até três projetos, com duração máxima de 36 meses

Pesquisadores vinculados às Instituições de Pesquisa e Ensino Superior (IPES), localizadas no Estado do Amazonas, têm até o dia 11 de dezembro para submeter proposta de pesquisa para a chamada conjunta “Desafios da Água para um Mundo em Mudança – Gestão de Recursos Hídricos em Apoio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis ​​das Nações Unidas”.

 O objetivo desta chamada é permitir a cooperação transnacional de projetos colaborativos de pesquisa, desenvolvimento e inovação abordando questões relativas aos desafios da água enfrentados pela sociedade.  A chamada é realizada no âmbito da iniciativa de programação conjunta de água, em parceria com a Comissão Europeia sob o H2020as Fundações de Amparo à Pesquisa Estaduais (FAPs), articulada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) também participa da chamada conjunta.

A chamada conjunta Water JPI 2017 será financiada por 14 organizações parceiras de financiamento envolvendo países. Os recursos disponíveis para essa chamada via Fapeam são da ordem  de € 100 mil euros para seleção de até três projetos, com duração máxima de 36 meses, que contarão com o financiamento de despesas de capital e custeio.

 Submissão de Propostas Os pesquisadores interessados em submeter proposta à chamada devem atender as instruções e condições estabelecidas na chamada. Um dos requisitos é ser pesquisador doutor, com até cinco anos de obtenção da referida titulação.  As propostas submetidas devem estar relacionadas aos temas de pesquisas descritos na chamada. Cada proposta apresentada deverá ter um investigador principal do Estado de Amazonas (proponente/coordenador da proposta) e pelo menos dois sócios, sendo cada um de um país diferente entre os países participantes da chamada.

A pré-proposta dos projetos de pesquisas devem ser submetidas até o dia 11 dezembro. A data limite de submissão das propostas completas é até o dia 27 de junho de 2018. As propostas deverão ser enviadas através de uma plataforma web, especialmente projetada para o Convênio Conjunto 2017, na página oficial do JOINT CALL 2017.

(http://www.waterjpi.eu/index.php?option=com_content&view=article&id=583&Itemid=1097)

Esclarecimentos e informações adicionais acerca do conteúdo desta chamada  podem ser obtidos encaminhando mensagem para o endereço: elisa.confap@gmail.comprogramas.pesquisa@fapeam.am.gov.br;

Para acessar ao edital da chamada conjunta clique aqui

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Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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