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Estudo científico pretende identificar a resistência de fungo causador de doenças em lavouras

Com apoio da Fapeam, pesquisa tem o intuito de mapear a ocorrência de resistência de fungos a fungicidas no Amazonas

Identificar a resistência do fungo fitopatogênico Corynespora cassiicola, causador da doença conhecida como mancha-alvo, a fungicidas disponíveis no mercado, e que são amplamente utilizados nas lavouras por produtores rurais de municípios do Amazonas, é base de um estudo científico realizado por pesquisadores da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Segundo a coordenadora da pesquisa, a doutora em Fitopatologia Jania Lília da Silva Bentes, a mancha-alvo é uma doença que acomete várias espécies de cultivo suscetíveis a ação do fungo como, por exemplo, o tomate, o pepino, a berinjela, o mamão e a soja. É um fitopatógeno de parte aérea, ou seja, ele causa doença nas folhas, nos ramos e até nos frutos.

A presença da doença é caracterizada por lesões que se iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares de coloração castanho-clara a castanho-escura, e provoca a queda de folhas, podendo levar a planta à morte.

A pesquisa é desenvolvida com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas.

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Pesquisa quer identificar a resistência do fungo fitopatogênico Corynespora cassiicola, causador da doença mancha-alvo

Pesquisa

Jania explicou que o objetivo do estudo é identificar a presença e distribuição de variantes do fungo resistentes aos principais grupos de fungicidas utilizados nas plantações para o controle de doenças nas lavouras do Amazonas.

“O intuito é avaliar a sensibilidade, in vitro e em campo, do fungo Corynespora cassiicola aos principais grupos químicos (fungicidas) usados para controle da doença no Brasil”, disse.

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Estudo é coordenado pela doutora em Fitopatologia Jania Lília da Silva Bentes, da Universidade Federal do Amazonas

A coordenadora pontua ainda que vários dispositivos podem ser responsáveis pela resistência dos fungos aos fungicidas, e o principal deles é a mutação, que é um mecanismo de geração de variabilidade genética que ocorre naturalmente nas populações de microrganismos.

“A resistência a fungicidas é favorecida principalmente pelo uso contínuo do mesmo produto, manejo, dose e intervalos de aplicação inadequados dos fungicidas, podendo auxiliar o surgimento desses variantes resistentes na população do patógeno no campo”, destacou.

Apesar da contribuição que os fungicidas proporcionam no controle de doenças, o uso intensivo pode ter como consequência a seleção isolados de fungos menos sensíveis ou resistentes a esses compostos químicos.

“Não existe um produto químico registrado no Ministério da Agricultura para controle desse patógeno em tomate. Então, é preciso aprender a manejar e a resolver um problema que também é da nossa região”, disse.

Para o estudo os pesquisadores vão avaliar a sensibilidade, in vitro, do fitopatógeno, na presença dos seguintes fungicidas, Tebuconazol, Clorotalonil, Carbendazim, Boscalida e Azoxistrobin, e em diferentes plantações localizadas em municípios do Amazonas, como, por exemplo, Manaus, Iranduba, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Rio Preto da Eva e Humaitá.

“Nessa fase da pesquisa pretendemos identificar a ocorrência em regiões produtoras do Estado e verificar a distribuição dessa ocorrência de fungicidas nas lavouras”, detalhou.

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Pesquisa é desenvolvida na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade Federal do Amazonas

Início

Os pesquisadores começaram a investigar a resistência dos fungos aos fungicidas porque desconfiam que os produtores rurais utilizem produtos químicos no campo que não estão apresentando eficiência esperada no controle da mancha-alvo.

“Provavelmente os produtores estão usando produto químico que não está sendo eficiente no controle das doenças, e consequentemente gerando dano econômico e ambiental. Por isso a intenção com os estudos é apresentar para o produtor rural melhores estratégias de manejo da doença”, informou.

A pesquisa está em fase inicial com as coletas de amostras, em campo, para a análise e identificação molecular dos isolados.

Experimento

A pesquisadora explica que a primeira etapa do estudo será para testar, nas análises de laboratório, o crescimento e a reprodução de isolados de C.cassiicola resistentes na presença de diferentes fungicidas, e também avaliar a resistência por meio de inoculação em plantas de tomate.

“Escolhemos o tomate porque é o principal hospedeiro desse patógeno aqui na região”, informou a pesquisadora.

Os experimentos estão sendo feitos em parte no laboratório de Microbiologia e Fitopatologia da FCA/Ufam. Os testes em campo serão realizados no setor de produção vegetal da FCA, na Fazenda Experimental da Ufam e em possíveis áreas rurais que forem firmadas parcerias para experimentação científica.

Etapas da pesquisa

A coordenadora explica que a pesquisa começa com a coleta em campo, em diferentes municípios, das espécies vegetais hospedeiras do patógeno.

Esse material coletado são folhas apresentando sintomas típicos da doença. Nós trazemos para o laboratório, é feito o preparo das lâminas para a identificação morfológica da presença do patógeno nesse material, depois fazemos o isolamento, e em seguida a identificação molecular do fungo com base em marcadores genéticos para identificação da espécie Corynesposa cassiicola, e a partir daí são feitos os testes de inibição in vitro”, explicou a pesquisadora.

Testes com os fungicidas

A pesquisadora menciona que para os testes serão usados diferentes tipos de fungicidas, de diferentes grupos químicos para avaliar a inibição ou não do crescimento do fungo em placa de petri.

“Depois que nós identificamos a presença desses isolados sensíveis ou não sensíveis, partimos para os experimentos em casa de vegetação onde vamos cultivar as plantas de tomateiro, com a inoculação de fungos tanto sensível como não sensível ao fungicida e em seguida vamos aplicar o produto para verificar o comportamento do fungo também na planta, porque muitas vezes o comportamento desse  fitopatógeno pode variar nos testes de laboratório e na presença planta hospedeira”, explicou Jania.

A coordenadora explica que depois dessa avaliação dos fungicidas na presença das plantas, os pesquisadores irão correlacionar os resultados com a distribuição desses variantes resistentes nas diferentes áreas de coleta.

“Essa análise é para ter um entendimento dos locais que podem está ocorrendo ou não à presença desses variantes resistentes nas áreas produtoras do nosso Estado”, mencionou a pesquisadora.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Encontro discute pesquisa operacional na região Norte

Evento traz minicursos, palestras e mesa redonda

Disseminar e identificar as novas abordagens de Pesquisa Operacional (PO) no âmbito regional através da troca de conhecimentos e experiências entre pesquisadores, profissionais e estudantes de diversas regiões do país é a finalidade do 4º Encontro Regional de Pesquisa Operacional do Norte. O evento realizado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) começou nessa quinta-feira (8) e segue até o dia 9 de novembro.

O encontro é coordenado pela professora adjunta do Departamento de Engenharia de Produção da UEA, Renata Onety. Ela explicou que o P.O é uma área que engloba tanto a parte de otimização quanto a parte de simulação de sistemas, ou seja, tem uma temática multidisciplinar que serve para pessoas de todas as áreas.

“Todo mundo quer otimizar tudo em qualquer área, aí que vamos aplicar o método, transformar os problemas  utilizando através de técnicas computacionais, para resolver os problemas das mais diversas áreas”, detalhou.

O encontro conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev), que apoia a realização de eventos locais, regionais, nacionais e internacionais sediados no Amazonas.

Para o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, os eventos científicos possibilitam a troca de conhecimento e experiências.  Sobre o evento, ele afirma que um dos compromissos da Fapeam é o de contribuir na formação de recursos humanos, por exemplo, por meio da capacitação de pessoal de alto nível, com bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado para incentivar o surgimento de novos especialistas.

“Precisamos de mais engenheiros na nossa região. Temos que inserir mais jovens nesse mercado. Para alavancar esse cenário, a Fapeam tem trabalhado com programas específicos que estimulam estudantes, da capital e do interior, a partir do 1º ano do Ensino Médio, a seguirem carreira acadêmica e profissional na área de Tecnologia da Inovação e Engenharias. Não existe desenvolvimento em lugar no mundo sem engenharia”, disse.

Palestra

Durante o evento foi realizada uma palestra sobre “Pesquisa Operacional”, ministrada pelo o presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa Operacional (SOBRAPO), Felipe Muller. Na ocasião, ele explicou que a aplicação da Pesquisa Operacional na região Norte encontra-se em expansão, apresentando inúmeras possibilidades na área de estudo e as problemáticas.

“Não existe nenhuma outra forma de trabalhar hoje sem usar a P.O. A gente já  vem divulgando essa ciência para as instituições que já aplicam a pesquisa operacional”, contou.

Para o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), Afonso Costa,  o evento é uma oportunidade para apoiar a pesquisa operacional na região e mostrar que é algo viável que precisa ser implementado.  Para isso, o órgão trabalha em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio de ações de divulgação. “Estamos aqui para apoiar que isso seja realizado o mais rápido possível. O Crea-AM não medirá esforços para que isso seja possível”, afirmou.

Já o coordenador de Engenharia Naval da UEA, José Luiz Sansone, destacou como a pesquisa operacional pode contribuir com a área da Engenharia Naval no Estado, que tem tudo para entrar em expansão. Segundo o professor, uma das dificuldades enfrentadas no Amazonas é a logística, algo que é sentido principalmente pela população que reside no interior do Amazonas. A parceria com a pesquisa operacional é uma alternativa para mudar o cenário.

“Tem muita coisa que precisa ser feita para melhorar a logística. Por exemplo, as embarcações não têm um horário fixo para passar em determinada comunidade, porque é algo que não existe no interior. Uma pessoa dentro da comunidade precisa sinalizar para lancha parar. Estamos no caso sério em pleno século XXI e ainda não evoluímos nada com isso”, pontuou. Sobre o evento, ele disse que é importante promover ações que trazem discussões relacionadas à pesquisa operacional, inovações e atualizações para o segmento.

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Atividades culturais e palestras marcam a SNCT 2018

Evento tem como principal meta a difusão das ações de ciência e tecnologia no meio estudantil e comunidade em geral

Exposições, atividades culturais e palestras marcaram o último dia da 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, bairro Flores, Zona Sul de Manaus.

O evento reuniu mais de 30 instituições, 54 estandes e 10 startups. Estudantes, pesquisadores e professores estiveram presentes para visitação.

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Estudantes, pesquisadores e professores estiveram presentes para visitação no estande da Fapeam

Segundo o secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), João Prestes Schneider, a disseminação da ciência é algo importante. Segundo ele, é preciso valorizar o que tem sido feito na região no campo científico.

Sobre o cenário da CT&I para 2019, Schneider disse que é preciso priorizar segmentos da ciência com aplicação amazônica como as áreas da Biotecnologia, Botânica, Ciências Naturais, Hidrologia, entre outros.

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Secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), João Prestes Schneider

“Vivemos na maior bacia hidrográfica no mundo, então, os maiores especialistas de água têm que está na região. Sabemos que muitas áreas da ciência não se aplicam na Amazônia, elas têm que ser adaptadas às condições locais. Estamos disseminando a nossa ciência na região. A ciência é aberta, por isso é importante ter uma interação com o mundo todo”, disse.

A SNCT 2018  trouxe o tema ‘Ciência para Redução das Desigualdades’, para o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, a ciência tem um papel importante para mudar esse cenário. Segundo ele, a ciência é capaz de contribuir, por exemplo, na formação das pessoas por meio do contato das crianças, ainda na educação básica, com o cenário científico.

Reis citou como exemplo o Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam, conhecido por incentivar a aproximação da ciência no ambiente escolar, visando à participação de professores e estudantes, por meio de projetos de Iniciação Científica Junior (ICT/JR).

“Quando se aplica a ciência no dia a dia das pessoas a gente também promove a eliminação dessas desigualdades, pois por meio dos estudos científicos é possível promover uma infraestrutura na área da saúde, qualidade de vida e oportunidades para as pessoas alcançarem patamares maiores. A ciência em todas suas vertentes é uma promotora da eliminação das desigualdades”, disse o diretor técnico-científico da Fapeam.

Atividade

Uma das atividades da programação do último dia da SNCT foi à palestra “Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência Visual na Educação”, organizada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped), ministrada pelo sociólogo Ricardo Souza. Para ele é muito importante poder mostrar as pessoas, que mesmo com limitações elas podem trabalhar regularmente.

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Palestra intitulada “Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência Visual na Educação” foi organizada pela Seped

“Participo de palestras como voluntário para motivar pessoas mostrando que mesmo com a limitação visual elas podem trabalhar e realizar projetos. Apenas precisamos de mais incentivos de inclusão social”, disse.

Projetos

Mais de 20 projetos de escolas estaduais do Amazonas, vinculados ao PCE foram apresentados durantes os dois dias do evento. Um dos projetos apresentados foi o intitulado “O Estudo da Pintura Corporal nos Jogos Indígenas do Brasil”.

Coordenado pelo professor Jhones Pereira, o projeto é desenvolvido na Escola Estadual Governador  Melo Póvoas, bairro Santo Antônio, zona Oeste de Manaus. A proposta do trabalho é proporcionar aos alunos conhecimento da cultura dos povos indígenas.

“No projeto os alunos têm a oportunidade de conhecer mais sobre os saberes dos povos indígenas e as diversas formas de manifestações da cultura corporal”, contou.

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Fapeam apresenta ações e programas para acadêmicos da Fametro

Estudantes conheceram os principais programas da Fapeam e as ações desenvolvidas para impulsionar o cenário de CT&I no Amazonas

Uma parte das ações e atividades desenvolvidas pela a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) foi apresentada para a comunidade acadêmica da Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro), na manhã dessa quarta-feira (7). A palestra faz parte do ciclo de apresentações do projeto ‘Fapeam nas Universidades’, que tem o objetivo de aproximar e estimular os acadêmicos a participarem dos programas realizados pela Fundação.

Na ocasião, o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, falou sobre as linhas de pesquisas e programas fomentados pela instituição na formação de recursos humanos, pesquisa, empreendedorismo e inovação.

“Com o projeto ‘Fapeam nas Universidades’ queremos levar para alunos e professores informações sobre a atuação da Fapeam. Acreditamos que essa ação possibilita o esclarecimento de dúvidas e incentiva a comunidade acadêmica, da rede pública e privada, a participar dos programas da fundação”, contou.

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‘Fapeam nas Universidades’ tem o objetivo de aproximar e estimular os acadêmicos a participarem dos programas realizados pela Fundação

 

Graduanda em Arquitetura e Urbanismo na Fametro, Josielen Leandro, disse que a iniciativa da Fapeam é inovadora, principalmente por levar o projeto em instituições de ensino superior da rede privada.

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Josielen foi bolsista do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam

“Acredito que a Fapeam foi certeira, o projeto é brilhante, pois o gestor se propôs a fazer mais que a sua função de apenas gerir. Ele está promovendo o conhecimento”, afirma a estudante.

Josielen foi bolsista do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam quando estava no Ensino Médio. Segundo ela, participar do projeto de iniciação científica foi um diferencial para sua vida acadêmica.

“Participei por meio de um projeto na área de Biologia. Eu acredito que o PCE foi importante para chegar à graduação, penso em ir além com o mestrado e doutorado. Geralmente, quando você vem de escola pública pensa apenas em terminar o Ensino Médio e entrar no mercado de trabalho, não se tem a visão de ir além”, contou.

Programas

Durante a palestra, o diretor técnico-científico da Fapeam destacou o Programa de Apoio à Empresas Juniores, que visa à ampliação e o aprimoramento das atividades desenvolvidas por essas empresas, a fim de promover o aumento das atividades de inovação e o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Segundo Reis, a Fapeam é a segunda Fundação de Amparo à Pesquisa do país a fomentar iniciativas voltadas para o segmento. O programa, lançado no mês de abril, apoia 12 empresas juniores.

Reis falou ainda sobre os programas que ofertam bolsas de mestrado e doutorado como o Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos para o Interior do Estado do Amazonas (PROINT-AM), que concede bolsa de mestrado e doutorado a profissionais graduados residentes no interior do Estado.

Ele também destacou o Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado do Amazonas (PROPG-CAPES/Fapeam), que possibilita residentes no Amazonas realizar Pós-Graduação em nível de mestrado ou doutorado em outros Estados da Federação, em áreas estratégicas nas quais o Amazonas ainda não possui.

Faculdade 

A coordenadora de Pesquisa da Fametro, Suelania Figueiredo, disse que ação da Fapeam de levar para dentro da academia a atuação da Fundação e as linhas pesquisas é algo importante.

Segundo Suelania, o ensino superior não se sustenta apenas em aulas expositivas e sim por meio do tripé: ensino, pesquisa e extensão.

“Somos uma instituição de ensino superior privada com fins lucrativos e nos foi colocado que há uma possibilidade de convênios com a Fapeam para projetos. A Fapeam com essa abrangência e acolhimento com os alunos irá melhorar a formação de capital humano do nosso Estado”, destacou.

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Uma parte das ações e atividades desenvolvidas pela Fapeam foi apresentada para a comunidade acadêmica da Fametro

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Estudantes produzem repelente natural a partir da Citronela e Cravo da Índia

Projeto de iniciação científica júnior  é desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam

A fabricação do composto natural para repelir mosquitos é feito no laboratório da escola pelos alunos sob a orientação e supervisão da coordenadora do projeto, Dayse Monassa, que começou a desenvolver o projeto como alternativa simples e acessível para combater mosquitos como o Aedes aegypti e o Anopheles que são os principais agentes transmissores de doenças como a Dengue, Zika, Chikungunya, febre amarela e a malária, além de ensinar aos alunos a importância da prevenção contra essas enfermidades.

O projeto é desenvolvido através do Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com estudantes do ensino médio, na Escola Estadual Luizinha Nascimento, no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus.

Para produzir o repelente caseiro é preciso primeiro fazer a extração do extrato das folhas da Citronela, que é uma espécie de capim utilizado naturalmente como repelente. O composto é à base de álcool, água destilada ou mineral, óleo corporal, citronela e cravo da índia. Esse último ingrediente é acrescentado na fórmula para potencializar a ação do produto e repelir os mosquitos.

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Para produzir o repelente caseiro é preciso primeiro fazer a extração do extrato das folhas da Citronela, que é uma espécie de capim utilizado naturalmente como repelente

Os estudantes começam o preparo cortando as folhas do vegetal em tamanhos bem pequenos, em seguida depositam a citronela em uma garrafa de vidro escuro de um litro, e acrescentam a proporção de 30% de álcool para 70% de água, e 200g de cravo da índia. A garrafa deve ser fechada e envolvida em um tecido de cor preta. Em seguida, essa mistura precisa ficar guardada dentro de um armário descansando por 15 dias e longe da incidência de luminosidade. A cada dois dias essa combinação precisa ser agitada. Depois desse período o extrato já pode ser usado na composição do repelente caseiro.

Para a composição do repelente utiliza-se 150ml de óleo corporal, 150ml do extrato obtido da citronela, 350ml de álcool e 350 de água destilada ou mineral e 10g de cravo da índia, depois coloca no borrifador e o produto pode ser utilizado como repelente natural.

E foi com base no preparo dessa fórmula natural é que a professora, mestre em Biotecnologia em recursos naturais encontrou uma maneira de ensinar ciências biológicas aos alunos do 3º ano do Ensino Médio.

Para a professora o repelente caseiro é uma solução natural, rápida e barata para quem quer afastar os insetos, e pode ser uma alternativa para aquelas pessoas que não podem usar repelentes químicos muitas vezes por sensibilidade aos seus componentes.

 “A solução caseira não tem contraindicações e nem prazo de validade. O custo para produzir um litro do produto fica em torno de R$10,00 a R$15,00. Tanto crianças quanto adultos podem utilizar a solução caseira porque é um produto natural”, garante a professora

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Bolsistas fizeram pesquisas bibliográficas sobre o princípio ativo das duas espécies vegetais: a Citronela e o Cravo da índia

bolsistas fizeram pesquisas bibliográficas sobre o princípio ativo das duas espécies vegetais, a Citronela e o Cravo da Índia e como essas substâncias se estruturariam na fórmula natural.

Para dar sustentação ao estudo experimental os bolsistas fizeram pesquisas bibliográficas sobre o princípio ativo das duas espécies vegetais, a Citronela e o Cravo da índia e como essas substâncias se estruturariam na fórmula natural. Os estudantes fizeram também pesquisas científicas sobre os mosquitos vetores de doença como o Aedes aegypti e o Anopheles e as ocorrências da dengue, Zika e Chikungunya, malária e febre amarela no Estado.

Para o bolsista do projeto, Marcos Vinícius de Oliveira, a fabricação do composto natural deu nova motivação para ele estudar e aprofundar o conhecimento científico.

“Tenho certeza de que essa experiência vai aumentar bastante os meus conhecimentos na área de biologia, além de desenvolver um trabalho que pode ser compartilhado com a comunidade”, informou o estudante

A professora informou que o repelente irá passar por testes para testar a eficácia e depois o projeto deve se estender à comunidade com um trabalho de conscientização sobre as doenças causadas por mosquitos, além de ensinar a comunidade a preparar o repelente caseiro.

“O próximo produto que queremos fazer são as velas aromáticas com ação repelente”, informou Dayse

Para a professora o incentivo dado através da Fapeam é de suma importância para o apoio à iniciação científica na escola de ensino regular.

Departamento de Difusão do Conhecimento – DECON

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Pesquisas voltadas na área de hematolagia são ampliadas no Amazonas

A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) ampliou as pesquisas desenvolvidas na área de Hematologia no Estado. A instituição conta com um laboratório inédito na Região Norte de Genômica Humano voltado para realizar o diagnóstico de tromboses, geradas por falhas genéticas ou adquiridas em decorrência de problemas de saúde, e também analisar o processamento molecular que ocorre dentro das células sanguíneas, e dessa forma identificar a causa genética que leva ao aumento de risco do aparecimento e desenvolvimento progressivo de células malignas no organismo.

A adequação e ampliação de laboratório de genômica humana contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (PRÓ-Estado).

As pesquisas desenvolvidas são no campo da biologia molecular. Segundo o diretor-presidente do Hemoam, Nelson Fraiji, tem muitas patologias e situações de acompanhamento de tratamento que necessitavam de tecnologia de diagnóstico sofisticadas que não existiam no Amazonas e na Região Norte.

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Iinstituição conta com um laboratório inédito na Região Norte de Genômica Humano voltado para realizar o diagnóstico de tromboses

“Foi identificado essas tecnologias e objetivamos resolver essa questão no projeto. Por exemplo, um problema que existe na saúde dentro da especialidade de assistência hematológica são as tromboses. No Amazonas, não existiam exames para diagnósticos de tromboses. As tromboses são produzidas por defeitos genéticos e decorrências de problemas adquiridos. Nós implantamos três métodos de biologia molecular para diagnóstico de trombose de origem hereditária. Esse é um laboratório inédito na região que nos auxilia muito neste  problema e na investigação também”, informou.

O Hemoam também participa de um ensaio clínico com alguns centros do Brasil para o tratamento de leucemias em crianças. Neste protocolo um momento crítico é a identificação após o início do tratamento para saber se resultou no controle eficiente ou não da doença. Para saber isso é preciso saber a Doença Residual Mínima.

“Esse é um laboratório de biologia molecular sofisticado que também foi implantado e que permite que nós possamos conhecer com marcados moleculares o nível de resposta ao tratamento. Se esse tratamento não for eficaz é possível oportunizar a essa criança um protocolo mais efetivo para cura. Isso aumenta a possibilidade de cura nas crianças com leucemia”, explicou.

Segundo o diretor, as pesquisas voltadas para a área da biologia molecular também melhoraram a capacidade de diagnóstico de uma doença chamada Leucemia Mielóide Crônica.

“Hoje essa doença tem um tratamento medicamentoso, via oral, promissor em que a efetividade do remédio é tamanha que se cogita a possibilidade que esse medicamento cure a leucemia. Mas para atingir esse objetivo é preciso haver um controle molecular”, disse Fraiji.

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Laboratório que permite determinar o perfil genético normal de espécies animais inclusive do ser humano

O médico explica que na Leucemia Mielóide Crônica existe um defeito genético, uma mutação que acompanha essa doença e a quantificação dessa mutação no decorrer do tratamento é estratégica na determinação de possibilidade de cura ou de mudança na administração do medicamento.

“É a quantificação dos transcritos genéticos que definem essa doença no decorrer tratamento. A cada seis meses tem que fazer a quantificação desse defeito genético, se está presente ou não, e em que quantidade”, salientou o médico.

Para Fraiji o PRO-Estado permitiu a incorporação de novas tecnologias nas áreas de Hematologia e Hemoterapia no Hemoam. Além da possibilidade também de montar um laboratório na instituição que permite determinar o perfil genético normal de espécies animais inclusive do ser humano.

“Um equipamento extremamente sofisticado, o Ilumina Miseq, que permite identificar num determinado ser vivo o seu perfil genético completo animal. E identificar as modificações em relação normal permitindo a compreensão de inúmeras patologias”, informou Fraiji.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Programa da Fapeam forma novos doutores na área de biodiversidade biotecnologia

Resultados do Programa RH-Bionorte da Fapeam em parceria com a Finep foram divulgados em seminário de avaliação

Um total de 15 doutores foram formados por meio do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados no âmbito da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (RH-Bionorte). Os resultados foram divulgados na última quinta-feira (25), durante o Seminário Final de Avaliação do programa, no Hotel Nobile, no bairro Tarumã, zona Norte de Manaus.

O programa desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projeto (Finep), contribui na geração de recursos humanos altamente qualificados com foco na biodiversidade e biotecnologia com o objetivo de gerar conhecimentos, processos e produtos que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Outro dado positivo dos resultados alcançados pelo programa é que foi submetida uma patente, mais de 100 artigos  publicados em periódicos, 25 livros/ capítulos livros e 482 resumos em anais de eventos científicos.

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O coordenador do programa afirma que o objetivo foi alcançado com dados muito mais promissores no projeto

Por meio do programa também foram adquiridos equipamentos para os laboratórios que dão suporte nas atividades de ensino e pesquisa.

Segundo o coordenador do programa, Dr. Spartaco Astolfi Filho, o objetivo foi alcançado com dados muito mais promissores do que os traçados no projeto para o programa. Ele conta que o programa visava, principalmente, formar 15 doutores, mas formou 15 e adicionalmente apoiou, parcialmente, com bolsas três outros doutorandos que estão em pleno desenvolvimento de suas teses.

“Em geral, pela Bionorte são formados profissionais que irão atuar na área de desenvolvimento de tecnologias para conservação, área de manejo para sistemas agroflorestais entre outros. Já na área de Biotecnologia podem atuar desenvolvendo processos de produtos de interesse da sociedade como medicamentos, bioinseticida e vários outros”, conta o coordenador.

Seminário

Durante o seminário, o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, parabenizou o coordenador do programa pelos resultados alcançados no projeto. Reis disse que a Fapeam fica feliz em poder ver que esta edição do programa termina com vários resultados positivos.

“O RH-Bionorte é um programa estratégico e importante para o desenvolvimento da nossa região. A rede possibilitou a formação de novos recursos humanos altamente qualificados, certamente, tudo isso irá impulsionar a área de biotecnologia e bioeconomia na Amazônia e no Estado” enalteceu.

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Representante da Seplacti, Leonardo Rodrigo da Silva e o Diretor Técnico-Científico da Fapeam, Dércio Reis

Representando a Secretaria de Estado de Planejando, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Leonardo Rodrigo da Silva, também destacou que o programa é importante por contribuir na formação de recursos humanos, principalmente, por ter o foco na biodiversidade e biotecnologia.

Silva disse ainda que a secretaria trabalha intensamente na concepção de uma nova matriz econômica para o Estado por meio da utilização responsável e sustentável  dos recursos naturais da Amazônia.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Programa da Fapeam forma novos doutores na área de biodiversidade biotecnologia

Resultados do Programa RH-Bionorte da Fapeam em parceria com a Finep foram divulgados em seminário de avaliação

Um total de 15 doutores foram formados por meio do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados no âmbito da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (RH-Bionorte). Os resultados foram divulgados na última quinta-feira (25), durante o Seminário Final de Avaliação do programa, no Hotel Nobile, no bairro Tarumã, zona Norte de Manaus.

O programa desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projeto (Finep), contribui na geração de recursos humanos altamente qualificados com foco na biodiversidade e biotecnologia com o objetivo de gerar conhecimentos, processos e produtos que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Outro dado positivo dos resultados alcançados pelo programa é que foi submetida uma patente, mais de 100 artigos  publicados em periódicos, 25 livros/ capítulos livros e 482 resumos em anais de eventos científicos.

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O coordenador do programa afirma que o objetivo foi alcançado com dados muito mais promissores no projeto

Por meio do programa também foram adquiridos equipamentos para os laboratórios que dão suporte nas atividades de ensino e pesquisa.

Segundo o coordenador do programa, Dr. Spartaco Astolfi Filho, o objetivo foi alcançado com dados muito mais promissores do que os traçados no projeto para o programa. Ele conta que o programa visava, principalmente, formar 15 doutores, mas formou 15 e adicionalmente apoiou, parcialmente, com bolsas três outros doutorandos que estão em pleno desenvolvimento de suas teses.

“Em geral, pela Bionorte são formados profissionais que irão atuar na área de desenvolvimento de tecnologias para conservação, área de manejo para sistemas agroflorestais entre outros. Já na área de Biotecnologia podem atuar desenvolvendo processos de produtos de interesse da sociedade como medicamentos, bioinseticida e vários outros”, conta o coordenador.

Seminário

Durante o seminário, o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, parabenizou o coordenador do programa pelos resultados alcançados no projeto. Reis disse que a Fapeam fica feliz em poder ver que esta edição do programa termina com vários resultados positivos.

“O RH-Bionorte é um programa estratégico e importante para o desenvolvimento da nossa região. A rede possibilitou a formação de novos recursos humanos altamente qualificados, certamente, tudo isso irá impulsionar a área de biotecnologia e bioeconomia na Amazônia e no Estado” enalteceu.

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Representante da Seplacti, Leonardo Rodrigo da Silva e o Diretor Técnico-Científico da Fapeam, Dércio Reis

Representando a Secretaria de Estado de Planejando, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Leonardo Rodrigo da Silva, também destacou que o programa é importante por contribuir na formação de recursos humanos, principalmente, por ter o foco na biodiversidade e biotecnologia.

Silva disse ainda que a secretaria trabalha intensamente na concepção de uma nova matriz econômica para o Estado por meio da utilização responsável e sustentável  dos recursos naturais da Amazônia.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Estudo pretende implantar sistema de monitoramento da qualidade do ar em Manaus

Estação de qualidade do Ar foi construída na UEA/EST apoiada pela Fapeam

Atualmente em função da crescente preocupação com o meio ambiente, cresce também a necessidade de avaliar os impactos gerados a partir da poluição ambiental. Pensando nesse contexto o pesquisador e professor Ricardo Ferreira da Universidade do Amazonas (UEA/EST) realizou um estudo para avaliar a qualidade do ar na Região Metropolitana de Manaus (Manaus, Iranduba e Manacapuru).

O projeto contou com um comitê científico composto por pesquisadores brasileiros e norte-americanos de diversos institutos de pesquisa e universidades. O objetivo do projeto foi a aquisição de uma estação de qualidade do ar que hoje funciona na UEA/EST apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A ideia de escolher o município de Manacapuru e outros municípios vizinhos como ciclo experimental partiu da análise de estudo que a cidade está vento abaixo de Manaus, ou seja, toda carga de poluição de Manaus vai em direção ao interior, em média em boa parte do ano.

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O objetivo do projeto foi a aquisição de uma estação de qualidade do ar que hoje funciona na UEA/EST

Segundo Ferreira, ao longo do ano boa parte do vento de Manaus vai em direção da região o experimento rodou por mais de um ano e os resultados mostraram que na estação seca os níveis de poluição de Manacapuru como, por exemplo, material de particulado de ozônio estavam  bem acima dos níveis considerados pelo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

“O vento predomina na nossa região parte do ano de leste para oeste e parte do ano do nordeste para sudoeste, então foi escolhido a cidade para analisar os níveis de poluição daquela região que acreditamos que possam ser de Manaus,” explicou.

Para o pesquisador, há uma grande quantidade de olarias em Iranduba no qual contribui para uma pior qualidade do ar. Na estação seca, durante alguns dias, o  ar nesses municípios fica mais poluído que em Manaus. Além disso, o fato destes municípios ficarem localizados vento abaixo da capital faz com que eles recebam, em boa parte do ano, a carga de poluição de Manaus.

“Não sei como funciona a regulamentação das olarias, mas independente disso Manacapuru e Iranduba sofrem um pouco com essa carga de poluição e coloca em uma situação mais vulnerável, em ponto de vista qualidade do ar,” conta o especialista.

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O projeto visa fortalecer e incentivar o desenvolvimento de iniciativas que ampliem a formação de recursos humanos em nível de Pós-Graduação Stricto Sensu

Para o professor, as medidas que foram realizadas são de cunho científico, as pesquisas têm uma vida útil e hoje não existe um monitoramento contínuo em diferentes pontos da cidade de Manaus. A UEA tem apenas uma estação piloto de monitoramento e vem tentando novas parcerias para ampliar este monitoramento para outras zonas da cidade de Manaus.

“Já estamos discutindo com algumas secretarias, com o tempo esperamos renovar essa parceria, no primeiro é colocar a estação operacional, que construímos. No segundo momento é ampliar essa rede e no terceiro momento é a gente alertar para os órgãos de controle sobre os níveis de  qualidade de ar de Manaus,” explica.

Parcerias

O projeto teve apoio da Fapeam através do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró–Estado) que visa fortalecer e incentivar o desenvolvimento de iniciativas que ampliem a formação de recursos humanos em nível de Pós-Graduação Stricto Sensu – de conhecimento científico e inovação tecnológica no âmbito das Instituições Estaduais de Ensino Superior.

Conforme Ferreira, o fruto de todo esse exercício, foi criado um convênio de cooperação entre a Universidade do Estado do Amazonas e a Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade de Harvard (EUA) assinado no dia 21 de maio de 2015.

“Foi uma sucessão de projetos e não um projeto único começamos com um projeto estruturante da Finep 2012 e 2013 em seguida veio o GoAmazon parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) ,Fapeam e  Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE).

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Ao longo do ano boa parte do vento de Manaus vai em direção da região o experimento rodou por mais de um ano e os resultados mostraram que na estação seca os níveis de poluição de Manacapuru

Atualmente a atividade de monitoramento está sendo realizada na torre do observatório do Museu da Amazônia (Musa) com os alunos de doutorado que também participam do projeto, é realizada uma coleta de amostra de ar na atmosfera embarcado em veículos aéreos não tripulados comercialmente disponíveis (Drones).

“A gente traz essa amostra de ar para o laboratório analisamos e observamos o nível de concentração de orgânicos de voláteis na floresta “

A doutoranda Pós Graduação em Clima e Ambiente, Carla Etefani, explica que a vegetação é responsável por quase toda a emissão de compostos orgânicos voláteis biogênicos (COVB’s), que variam amplamente entre as espécies de plantas, tipo de ecossistema, estação do ano, hora do dia e condições ambientais. Essas diferenças têm efeitos significativos na química atmosférica, na qualidade do ar e do clima, podendo ser indicadores de mudanças nos ecossistemas.

“Estamos realizando observações em campo para as emissões de COVB’s realizadas em torres de localização fixa de drones, pois possuem o potencial de preencher essa lacuna no conhecimento devido à suamanobrabilidade permitindo trabalhar em uma escala intermediária de 100 a 3000 metros. explica,”.

Recursos Humanos

Para Ferreira, um dos aspectos de todas essas pesquisas é atuar fortemente na capacitação dos recursos humanos.

“Já formamos mais de dezenas de alunos envolvendo graduação, mestrado e doutorado e isso fica para o estado e a maioria dos alunos futuramente serão absorvidos aqui para os institutos de pesquisa da região e essa é mão de obra especializada que foi capacitada e formada aqui gerando novos pesquisadores”, finalizou.

 

Departamento de Difusão do Conhecimento – DECON

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Estudo pretende implantar sistema de monitoramento da qualidade do ar em Manaus

Estação de qualidade do Ar foi construída na UEA/EST apoiada pela Fapeam

Atualmente em função da crescente preocupação com o meio ambiente, cresce também a necessidade de avaliar os impactos gerados a partir da poluição ambiental. Pensando nesse contexto o pesquisador e professor Ricardo Ferreira da Universidade do Amazonas (UEA/EST) realizou um estudo para avaliar a qualidade do ar na Região Metropolitana de Manaus (Manaus, Iranduba e Manacapuru).

O projeto contou com um comitê científico composto por pesquisadores brasileiros e norte-americanos de diversos institutos de pesquisa e universidades. O objetivo do projeto foi a aquisição de uma estação de qualidade do ar que hoje funciona na UEA/EST apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A ideia de escolher o município de Manacapuru e outros municípios vizinhos como ciclo experimental partiu da análise de estudo que a cidade está vento abaixo de Manaus, ou seja, toda carga de poluição de Manaus vai em direção ao interior, em média em boa parte do ano.

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O objetivo do projeto foi a aquisição de uma estação de qualidade do ar que hoje funciona na UEA/EST

Segundo Ferreira, ao longo do ano boa parte do vento de Manaus vai em direção da região o experimento rodou por mais de um ano e os resultados mostraram que na estação seca os níveis de poluição de Manacapuru como, por exemplo, material de particulado de ozônio estavam  bem acima dos níveis considerados pelo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

“O vento predomina na nossa região parte do ano de leste para oeste e parte do ano do nordeste para sudoeste, então foi escolhido a cidade para analisar os níveis de poluição daquela região que acreditamos que possam ser de Manaus,” explicou.

Para o pesquisador, há uma grande quantidade de olarias em Iranduba no qual contribui para uma pior qualidade do ar. Na estação seca, durante alguns dias, o  ar nesses municípios fica mais poluído que em Manaus. Além disso, o fato destes municípios ficarem localizados vento abaixo da capital faz com que eles recebam, em boa parte do ano, a carga de poluição de Manaus.

“Não sei como funciona a regulamentação das olarias, mas independente disso Manacapuru e Iranduba sofrem um pouco com essa carga de poluição e coloca em uma situação mais vulnerável, em ponto de vista qualidade do ar,” conta o especialista.

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O projeto visa fortalecer e incentivar o desenvolvimento de iniciativas que ampliem a formação de recursos humanos em nível de Pós-Graduação Stricto Sensu

Para o professor, as medidas que foram realizadas são de cunho científico, as pesquisas têm uma vida útil e hoje não existe um monitoramento contínuo em diferentes pontos da cidade de Manaus. A UEA tem apenas uma estação piloto de monitoramento e vem tentando novas parcerias para ampliar este monitoramento para outras zonas da cidade de Manaus.

“Já estamos discutindo com algumas secretarias, com o tempo esperamos renovar essa parceria, no primeiro é colocar a estação operacional, que construímos. No segundo momento é ampliar essa rede e no terceiro momento é a gente alertar para os órgãos de controle sobre os níveis de  qualidade de ar de Manaus,” explica.

Parcerias

O projeto teve apoio da Fapeam através do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró–Estado) que visa fortalecer e incentivar o desenvolvimento de iniciativas que ampliem a formação de recursos humanos em nível de Pós-Graduação Stricto Sensu – de conhecimento científico e inovação tecnológica no âmbito das Instituições Estaduais de Ensino Superior.

Conforme Ferreira, o fruto de todo esse exercício, foi criado um convênio de cooperação entre a Universidade do Estado do Amazonas e a Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade de Harvard (EUA) assinado no dia 21 de maio de 2015.

“Foi uma sucessão de projetos e não um projeto único começamos com um projeto estruturante da Finep 2012 e 2013 em seguida veio o GoAmazon parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) ,Fapeam e  Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE).

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Ao longo do ano boa parte do vento de Manaus vai em direção da região o experimento rodou por mais de um ano e os resultados mostraram que na estação seca os níveis de poluição de Manacapuru

Atualmente a atividade de monitoramento está sendo realizada na torre do observatório do Museu da Amazônia (Musa) com os alunos de doutorado que também participam do projeto, é realizada uma coleta de amostra de ar na atmosfera embarcado em veículos aéreos não tripulados comercialmente disponíveis (Drones).

“A gente traz essa amostra de ar para o laboratório analisamos e observamos o nível de concentração de orgânicos de voláteis na floresta “

A doutoranda Pós Graduação em Clima e Ambiente, Carla Etefani, explica que a vegetação é responsável por quase toda a emissão de compostos orgânicos voláteis biogênicos (COVB’s), que variam amplamente entre as espécies de plantas, tipo de ecossistema, estação do ano, hora do dia e condições ambientais. Essas diferenças têm efeitos significativos na química atmosférica, na qualidade do ar e do clima, podendo ser indicadores de mudanças nos ecossistemas.

“Estamos realizando observações em campo para as emissões de COVB’s realizadas em torres de localização fixa de drones, pois possuem o potencial de preencher essa lacuna no conhecimento devido à suamanobrabilidade permitindo trabalhar em uma escala intermediária de 100 a 3000 metros. explica,”.

Recursos Humanos

Para Ferreira, um dos aspectos de todas essas pesquisas é atuar fortemente na capacitação dos recursos humanos.

“Já formamos mais de dezenas de alunos envolvendo graduação, mestrado e doutorado e isso fica para o estado e a maioria dos alunos futuramente serão absorvidos aqui para os institutos de pesquisa da região e essa é mão de obra especializada que foi capacitada e formada aqui gerando novos pesquisadores”, finalizou.

 

Departamento de Difusão do Conhecimento – DECON

O post Estudo pretende implantar sistema de monitoramento da qualidade do ar em Manaus apareceu primeiro em FAPEAM.