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Lugar de Mulher é Onde ela quer Estar

Oito de Março é o Dia Internacional da Mulher. O Departamento de Comunicação e Difusão do Conhecimento (Decon) da Fapeam escolheu essa data para iniciar a publicação  de uma série de vídeos que contam a história de mulheres que atuam na produção do conhecimento científico no Amazonas.

 O título da série é Lugar de Mulher é Onde ela quer Estar. Os vídeos serão publicados às  sextas-feiras do mês de março nas redes sociais e no portal da Fapeam.

O primeiro vídeo é com a médica Mônica Santos, dermatologista  da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta (Fuam).

 

Vídeo – TV Fapeam

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Óleo essencial como alternativa biotecnológica de controle de doenças em hortaliças cultivadas

Os experimentos estão sendo feitos com a cebolinha, tomate e pimenta-de-cheiro

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em parceria com a Embrapa (Laboratório de Produtos Naturais e de Fitoquímica) e com a UEA (Laboratório Central de Análises Químicas), estão desenvolvendo um estudo que tem como objetivo avaliar, em hortaliças cultivadas, o efeito fungitóxico (substância tóxica que inibe o crescimento de micro-organismos que parasitam plantas) de óleos essenciais no controle alternativo das doenças: mancha-alvo em tomateiro e da antracnose em pimenta-de-cheiro e cebolinha. Os óleos essenciais são substâncias oriundas do metabolismo secundário das plantas que se caracterizam por serem voláteis, de natureza complexa, apresentarem baixo peso molecular e geralmente possuírem forte odor.

A pesquisa é desenvolvida com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), através do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas, edital Nº 002/2018.

O coordenador do projeto, doutor em Biotecnologia Rogério Hanada, explica que a mancha-alvo é a principal doença do tomateiro e é caracterizada por lesões que se iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, tipo alvo de coloração castanho-clara a castanho-escura. Já os principais sintomas da antracnose ocorrem nas folhas, que passam a apresentar lesões circulares, deprimidas, com halo de coloração marrom clara. Progressivamente as lesões se unem formando uma grande área necrosada, e assim as folhas secam e morrem.

“A mancha-alvo é causada pelo fungo Corynespora cassiicola, que é um patógeno que infecta inúmeras espécies de plantas, entre elas o tomateiro e outras hortaliças cultivadas. Já a antracnose é uma doença também causada por fungo de várias espécies do gênero Colletotrichum, que afeta o estabelecimento, o crescimento e a produção das plantas. A antracnose é uma doença muito comum em pimentão, pimenta-de-cheiro, cebolinha e em várias outras hortaliças. Essas doenças se desenvolvem principalmente em clima tropical (quente e úmido), como o nosso da Amazônia”, explica o pesquisador.

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As cebolinhas que foram plantadas para o experimento estão sendo cultivadas na estufa do INPA é de lá que devem sair os próximos resultados das pesquisas com a utilização de óleos essenciais

O pesquisador explica que o estudo tem como objetivo avaliar e selecionar produtos naturais eficientes no controle de microorganismos que ocasionam doenças em hortaliças cultivadas, e a partir dessa análise indicar a aplicação dessas substâncias como uma alternativa promissora para reduzir o uso indiscriminado de defensivos agrícolas.

“O estudo tem como propósito impulsionar a utilização de óleos essenciais de plantas com a atenção voltada para uma agricultura sustentável, visando fortalecer os mercados de produtos alternativos e contribuir para a melhoria do cenário agrícola atual, além de gerar bons resultados para que futuramente, esses produtos possam constituir uma alternativa biotecnológica aos fungicidas convencionais”, destacou Hanada.

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Testes feitos no laboratório com óleos essenciais de várias espécies de plantas contra os microorganismos, serão testados em condições de campo (in vivo)

No laboratório foram testados treze óleos essenciais de várias espécies de plantas contra os microorganismos, sendo que 10 foram eficientes e serão testados em condições de campo (in vivo).

Atualmente estão sendo conduzidos os experimentos em condições in vivo onde os óleos essenciais serão aplicados diretamente nas hortaliças cultivadas para verificar se as substâncias inibem o desenvolvimento do patógeno, controla ou reduz a incidência e a severidade da doença, além de verificar se essas substâncias estimulam o crescimento e o desenvolvimento das plantas.
Os pesquisadores começaram os testes avaliando a eficiência dos óleos essenciais no controle da antracnose em cebolinha e em pimenta de cheiro. Posteriormente os testes serão estendidos para análise da mancha-alvo em tomateiro.

As cebolinhas que foram plantadas para o experimento estão sendo cultivadas na estufa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) é de lá que devem sair os próximos resultados das pesquisas com a utilização de óleos essenciais.

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O coordenador do projeto, doutor em Biotecnologia Rogério Hanada explica que o objetivo da pesquisa é avaliar em hortaliças cultivadas, o efeito fungitóxico de óleos essenciais no controle alternativo das doenças

O pesquisador explica que a cebolinha é uma hortaliça facilmente cultivada e utilizada como um dos principais temperos para o preparo de pratos à base de peixes, principalmente caldeiradas, iguaria muito popular entre os amazonenses.

“Mas apesar de ser facilmente cultivada, existem várias doenças que podem afetar a produção da cebolinha e uma das mais severas é a antracnose. Essa doença afeta a qualidade do produto e causa perdas que podem atingir até 100% da produção dependendo das condições de manejo da cultura”, informou Hanada.

Por esse motivo o pesquisador explica que o controle da antracnose na cebolinha é considerado desafiador. Por ser uma planta de ciclo curto e explorada em pequena escala não existem fungicidas registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

“Por isso outros métodos de controle devem ser desenvolvidos para o manejo da doença. O uso de produtos naturais com atividade antimicrobiana ou indutora de resistência pode ser uma alternativa no controle da antracnose”, explicou o pesquisador.

O pesquisador ressalta ainda que os produtos derivados de vegetais (óleos, extratos e hidrolatos) têm vantagem de não agredir o meio ambiente e a saúde do produtor e do consumidor por serem biodegradáveis.

“Na nossa região existe uma enorme biodiversidade e estamos tentando encontrar algum óleo essencial de alguma planta que possa controlar essas doenças. Os nossos estudos com os óleos essenciais estão apenas começando. No experimento in vitro os óleos essenciais inibiram o crescimento do fungo que causa antracnose na cebolinha”, disse Hanada.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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Pesquisa analisa alternativa para controlar parasitos de tambaqui

A ideia é controlar os parasitos através do medicamento Cloridato de Lavamisol

Um estudo científico desenvolvido pelo  aluno de mestrado José Lima vem mostrando resultados satisfatórios para a melhoria da  Aquicultura na região. A ideia da pesquisa é controlar a infestação de acantocéfalo (Neoechinorhynchus buttnerae) espécie de parasito que ataca tanto tambaquis jovens quanto adultos, que absorve nutrientes dos alimentos ingeridos pelo animal impedindo que o peixe se desenvolva e com isso o produtor passa a ter prejuízos.

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José Lima, Mestrando do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu da Universidade Nilton Lins em parceria com o Inpa

Segundo Lima, o objetivo do estudo é avaliar e definir a melhor concentração de Cloridato de Lavamisol (CL),  um medicamento amplamente utilizado para tratar de verminoses intestinais humanas e na medicina veterinária para o tratamento ovinos, caprinos, bovinos, suínos, aves e peixes. Sendo que para peixes são poucos os estudos, e especificamente em tambaqui, esta pesquisa é pioneira.

“Estaremos disponibilizando para os produtores e pesquisadores uma alternativa para o controle desse parasito, de modo seguro tanto para os peixes, os consumidores e para o meio ambiente,”Uma vez que este medicamento é rapidamente eliminado do organismo do animal, e no meio ambiente é rapidamente biodegradado. Além de ser um remédio que já é vendido nas lojas de produtos veterinários da cidade de Manaus, e tem um preço acessível aos produtores”, disse.

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Mestrando do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu da Universidade Nilton Lins em parceria com o Inpa, Lima é natural do município de Barcelos e  conta com apoio do Programa de Bolsas de Pós-Graduação voltado ao Interior do Estado do Amazonas (PROINT-AM) da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado do Amazonas (Fapeam), que tem com objetivo oferecer bolsas de estudos de Pós-Graduação Stricto Sensu (mestrado e doutorado).

De acordo com dados do Anuário da Associação Brasileira de Piscicultura (PEIXE BR), o tambaqui representa 43,7% da produção brasileira.

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O objetivo do estudo é avaliar e definir a melhor concentração de Cloridato de Lavamisol (CL), um medicamento amplamente utilizado para tratar de verminoses intestinais humanas e na medicina veterinária para o tratamento ovinos, caprinos, bovinos, suínos, aves e peixes

Para o pesquisador atualmente a demanda por tambaqui é crescente é a espécie nativa mais produzida no Brasil, sua maior produção se encontra na região Norte do Brasil, com destaque para o Estado de Rondônia o que leva os produtores a intensificar seus sistemas de produção. Com isso gera e um estresse crônico nos animais, causando prejuízos ao sistema imunológicos, tornando-os mais susceptíveis a ação de (patógenos) que são organismos capazes de causar doença em um hospedeiro que no caso é o tambaqui.

“Com aumento de população numa determinada região, aliado ao manejo inadequado, como excesso de manuseio dos peixes, má alimentação, sobra de ração nos viveiros, o que leva a deterioração da água mudando as sua características físicas e químicas, acontece o desenvolvimento de organismos, como fungos, bactérias, protozoários, vírus e parasitos (ex. o acantocéfalo Neoechinorhynchus buttnerae, alvo desta pesquisa,”contou.

 Texto- Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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Projeto usa celular como ferramenta pedagógica

Proposta do trabalho é de viabilizar o uso do aparelho no processo de ensino aprendizagem

O celular tornou-se uma ferramenta indispensável para maioria das pessoas. O aparelho tem sido à base de um projeto desenvolvido no interior do Amazonas, que utiliza o instrumento como ferramenta pedagógica. O trabalho é realizado na Escola Estadual de Tempo Integral Álvaro Maia, no município de Humaitá/AM.

O projeto é desenvolvido por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edição 2018, realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Como forma de conscientização quanto à dependência dos alunos com relação ao celular, a proposta do trabalho é de viabilizar o uso do aparelho no processo de ensino aprendizagem.

O coordenador do projeto, Marcos Antônio Oliveira, disse que decidiu realizar o trabalho na escola devido o celular fazer parte da vida diária dos alunos o que causa também dependência em seu uso. Ele afirma que a ausência do aparelho chega até mesmo a provocar transtornos psicológicos nos alunos. As regras impostas pela família e instituições escolares na tentativa de impedir o uso em sala de aula tem sido ineficiente.

“O objetivo desse trabalho é viabilizar o celular como uma opção a mais de pesquisa escolar funcionando como um ambiente virtual disponível aos alunos 24 horas”, contou.

Professor de História na escola, Oliveira explicou que os slides trabalhados em sala de aula são postados no grupo de um aplicativo para smartphone, que é administrado pelo professor coordenador e a gestora da escola. Antes de cada avaliação é cedido em torno de 10 minutos para que os alunos possam consultar os slides enviados, os quais contêm os conteúdos que serão cobrados nas avaliações.

“Para permitir que os alunos que não possuem celulares sejam beneficiados pela produção de conhecimento obtido no grupo são efetuados debates em sala aula com os membros participantes com foco nos materiais postados”, disse. 

Comportamento dos Alunos

Conforme o professor, os livros também são usados durante as aulas, mas  o efeito produzido por meio do projeto no processo de ensino aprendizagem aumentou com a leitura dos conteúdos digitais.

“A maioria dos estudantes, seja por desinteresse ou pelo peso dos livros, não levam os mesmos para a sala de aula. Quando isso acontece, há uma prioridade para os livros de português e matemática. Mas, quase todos  possuem aparelhos celulares de última geração e os transportam diariamente às escola em seus bolsos ou bolsas escolares. O que se percebe com relação aos celulares utilizados pelos alunos é que a qualidade e custo dos mesmos muitas vezes é maior daqueles utilizados pelos professores”, detalhou.

Outro ponto positivo do projeto é que nas aulas os alunos demonstram interesse em discutir determinados trechos de textos ou imagens postadas aumentando o desempenho durante as avaliações.

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O projeto é desenvolvido por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edição 2018, realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed)

Para aluna e bolsista do PCE, Laís Ferreira dos Santos, 3° ano do Ensino Médio, o projeto é importante por tornar os conteúdos debatidos em sala de aula atrativos e digitais.

“É algo que nos ajuda não apenas na aprendizagem em sala de aula, mas também nos auxilia como preparatório para prestarmos o vestibular, pois os conteúdos postados também são relacionados a estes temas”, informou.

A estudante, Thalia Aparecida dos Santos, do 2º ano do Ensino Médio,  conta que a atividade proporciona estudar história de maneira diferente.

“São postados no grupo materiais que reforçam o estudo em sala de aula, tais como textos, imagem, vídeos e o próprio slide que o professor usa em sala de aula e faz com que o aluno adquira mais conhecimento por conta do celular está presente na vida dos jovens 24h por dia”, disse.

Já para Radyjia de Lima, do 2º ano do Ensino Médio,  o projeto atrai os alunos por envolver a tecnologia no ensino. A estudante conta ainda que como alguns materiais são enviados pelo celular quando não está próxima dos livros fica mais fácil de ter o conteúdo a um toque da mão.

“Esse projeto nos ajuda a estudar em vários lugares diferentes, na escola, em casa. Com temos acesso mais fácil ao celular nós podemos levar para vários lugares e facilita o nosso aprendizado no dia a dia”, contou.

PCE

O PCE apoia a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais sediadas no Amazonas e municipal.

Lançado no mês de março, o programa conta com investimento de quase R$2,5 milhões para incentivar a aproximação da ciência no ambiente escolar, visando à participação de professores e estudantes, por meio de projetos de Iniciação Científica Junior (ICT/JR).

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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Estudo detecta casos de desvio de septo em pacientes com inflamação no Ouvido

A pesquisa foi realizada no ambulatório detectado em 31 pacientes

Um estudo científico realizado na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) detectou a ligação de problemas relacionados ao ouvido com desvio de septo no nariz, alteração que impede o nariz de realizar suas funções no sistema respiratório. A pesquisa foi realizada pelo graduando em Medicina, Adnaldo Maia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O estudo foi desenvolvido no âmbito do Programa de Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).  O programa é voltado para o desenvolvimento do pensamento científico e iniciação à pesquisa de estudantes de graduação do ensino superior.

Segundo o estudante, para a pesquisa foram avaliados 31 pacientes, acima de 18 anos, atendidos no Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial da FHAJ. Desse número, todos apresentavam queixas no ouvido e sintomas nasais.

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Graduando em Medicina, Adnaldo Maia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

“Alguns pacientes já tinham mais de 10 anos que não escutavam direito junto a isso outro sintoma associado era o prurido, quando o nariz coça muito e também viviam com rinite. Os resultados foram iguais aos que estão descritos na literatura estes pacientes realmente tinham muitas alterações, além de uma duração da doença de ouvido muito longa”, explicou.

Maia diz que o problema se não tratado faz com que o paciente sofra com a doença no ouvido que em alguns casos pode levar até mesmo a perda auditiva, quando os sintomas de rinite e sinusite são frequentes.

Com o resultado da pesquisa, o estudante esperar contribuir para que algum tipo de protocolo seja criado na Fundação e que possa ajudar os profissionais que trabalham no ambulatório no diagnóstico.

“Imagina uma paciente com quase 14 anos com perda da audição e da qualidade de vida. É importante esse conhecimento por meio da pesquisa científica para melhorar o atendimento e a vida nosso paciente”, contou.

Texto- Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon 

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Biocida Nanotecnológico produzido com óleos essenciais de plantas amazônicas pode substituir agrotóxicos sintéticos

A formulação do inseticida natural de liberação controlada pode ser utilizada no combate aos ácaros, insetos, fungos e bactérias em plantações de mamão, cupuaçu e abacaxi

Um biocida de liberação controlada produzido a partir de óleos essenciais extraídos de plantas coletadas da região Amazônica está em fase de desenvolvimento com a finalidade de combater a ação de microrganismos como insetos, ácaros, fungos e bactérias em plantações de frutas como o mamão, o abacaxi e o cupuaçu. Os pesquisadores pretendem produzir um tipo de inseticida natural que não cause prejuízos ao meio ambiente, aos agricultores e aos consumidores, e que tenha eficiência suficiente para substituir, de maneira sustentável, os agrotóxicos sintéticos disponíveis no mercado.

A pesquisa é desenvolvida no Laboratório de Polímeros Nanoestruturados (NANOPOL), pelos pesquisadores do Departamento de Física da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), através do Programa de Apoio Estratégico ao Desenvolvimento Econômico-Ambiental do Estado do Amazonas – Amazonas Estratégico, edital Nº 004/2018.

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Os pesquisadores pretendem produzir um tipo de inseticida natural que não cause prejuízos ao meio ambiente, aos agricultores e aos consumidores, e que tenha eficiência suficiente para substituir, de maneira sustentável, os agrotóxicos sintéticos disponíveis no mercado

O coordenador do projeto e pós-doutor em Bionanotecnologia, Edgar Sanches, explica que os óleos essenciais, responsáveis pelas ações inseticidas e acaricidas, são substâncias químicas naturais e de baixíssima toxicidade. Segundo o pesquisador, a concentração utilizada nessas formulações é tão baixa que é possível considerá-las atóxicas, ou seja, não nocivas à saúde.

Os estudos realizados até o momento mostram que existem óleos essenciais com ações similares aos produtos sintéticos. Outro ponto é que a equipe também obteve sucesso nas formulações de nanopartículas feitas a partir de polímeros biodegradáveis, além de elevada eficiência de encapsulamento e ação prolongada desses óleos essenciais com a liberação dessas nanopartículas.

O pesquisador explica que os agrotóxicos naturais à base de óleos essenciais possuem constituintes altamente voláteis e por isso a aplicação direta dessas substâncias nas plantas se torna inviável.

“É aí que entra a nanotecnologia, ela permite que possamos encapsulá-los, ou seja, inseri-los dentro de uma nanopartícula feita de polímeros biodegradáveis, para protegê-los da volatilização”, explicou.

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Edgar Sanches, coordenador do projeto e pós-doutor em Bionanotecnologia,

Conforme Sanches é possível comparar essa partícula a uma bala recheada, onde o recheio é o óleo essencial e a casca da bala é o polímero biodegradável, e no momento em que essas nanopartículas recheadas de óleo essencial são aplicadas sobre as plantas, as cascas externas feitas de polímeros biodegradáveis se rompem e liberam o óleo essencial diretamente sobre as plantas e os microrganismos.

“Essa liberação pode ser modulada, ou seja, ela pode ser programada para que a liberação do óleo essencial aconteça durante um longo período de tempo. Essa é a liberação controlada ou liberação prolongada. Essa tecnologia faz com que a concentração do óleo essencial utilizado seja baixa, além de diminuir consideravelmente o número de reaplicações, já que o efeito é prolongado, podendo muitas vezes ser realizada apenas uma aplicação semanal”, detalhou

Segundo Sanches as pesquisas para desenvolvimento desses biocidas são extensas e multidisciplinares por se tratar de produtos naturais e biodegradáveis com formulações 100% constituídas de produtos biodegradáveis e atóxicos. Para o pesquisador o desafio é precisar a estabilização desses sistemas, ou seja, mantê-los estáveis, livres da rápida degradação e com elevada eficiência de encapsulamento pelo maior tempo possível, para que um dia essas substâncias possam vir a se tornar produtos de prateleiras.

Desde 2013 o grupo de pesquisa vem estudando e identificando pelo menos 15 espécies de plantas, em que os óleos essenciais são altamente eficazes contra insetos, ácaros e larvas, especialmente as de Aedes aegypti.

“Esse rastreamento permitiu chegarmos a quatro espécies com elevada ação biológica, que se tornaram o carro chefe das pesquisas realizadas em nosso laboratório”, explicou

Biocidas x Agrotóxicos

Edgar explica que o controle químico por meios de métodos convencionais que envolvem o uso de agrotóxicos sintéticos é atualmente o recurso mais utilizado para combater pragas nas plantações. Por esse motivo é que os pesquisadores estão desenvolvendo um produto que possa substituir agrotóxicos químicos por outros de igual ou superior eficácia. A partir disso, indicar a aplicação dessas substâncias como uma alternativa promissora para reduzir o uso indiscriminado de defensivos agrícolas.

 “O que se discute aqui não é a função química dos agrotóxicos. O que se discute aqui é a ação consciente do homem, ou seja, a criação de regulamentações eficazes e condizentes com a realidade do país, o uso de concentrações corretas, a manutenção de um número mínimo de reaplicações, o cuidado com a possível contaminação de águas e o cuidado com o manuseio dos produtos, sem ainda deixar de pensar, claro, no consumidor final”, contou

O pesquisador explica que existem disponíveis no mercado vários produtos de base tecnológica e de ação prolongada, como fármacos, cosméticos, produtos para animais domésticos (linha pet), suplementos alimentares, fertilizantes, repelentes e até mesmo agrotóxicos. No entanto, ainda não estão à disposição no mercado nenhum tipo de biocida de base nanotecnológica e de liberação controlada feito integralmente a partir de produtos naturais, atóxicos e biodegradáveis.

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As pesquisas para desenvolvimento desses biocidas são extensas e multidisciplinares por se tratar de produtos naturais e biodegradáveis com formulações 100% constituídas de produtos biodegradáveis e atóxicos

“Existem inseticidas de liberação controlada baseados em substâncias ativas sintéticas e com toxicidade ainda duvidosa, como o DEET que é um composto químico utilizado como repelente de insetos”, destacou

Edgar ressalta que esses compostos químicos convencionais causam um enorme prejuízo ao meio ambiente com a contaminação do solo e das águas, especialmente de lençóis freáticos, para os organismos aquáticos, além de riscos às pessoas que o manuseiam e ao consumidor final.

“Embora alguns agrotóxicos façam uso da nanotecnologia na formulação de inseticidas de ação prolongada, nenhum deles é baseado na ação de óleos essenciais e de nanopartículas feitas a base de polímeros biodegradáveis. Esse é um nicho de mercado que pode ser explorado, especialmente porque as pessoas estão muito mais preocupadas com produtos que preservem o meio ambiente, o próprio consumidor, e que sejam formulados a partir de materiais naturais e de baixa toxicidade. Além disso, a utilização sustentável de nossos recursos regionais torna esse biocida ainda mais interessante”, disse o pesquisador.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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Fapeam e CNPq lançam edital que contempla projetos para pesquisadores de núcleos de excelência

Interessados podem submeter os propostas até o dia 30 de janeiro de 2019 via internet por meio do sistema da Fapeam

Com um investimento de  R$2 milhões, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), lançaram o edital do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex). O edital apoia a execução de projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, visando dar suporte financeiro aos trabalhos dos grupos de pesquisas com excelência reconhecida no Estado de Amazonas.

Os interessados podem submeter os projetos até o dia 30 de janeiro de 2019 por meio de formulário online específico  via Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (Sigfapeam), disponível no endereço eletrônico: http://www.fapeam.am.gov.br. A divulgação da análise de enquadramento deverá ocorrer a partir do mês de maio de 2019.

Segundo o presidente da Fapeam, Edson Barcelos, o Pronex é um programa que visa consolidar alguns grupos de pesquisas da região, por meio da união de pesquisadores de alta produtividade.

“Serão novos grupos que a Fapeam e o CNPq estarão apoiando para a melhoria de um nível científico cada vez melhor na região. Esses grupos geralmente são pesquisadores que são envolvidos em cursos de nível de  mestrado e doutorado, ou seja, é uma forma de melhorar os cursos de pós-graduação Stricto Sensu das instituições de ensino superior do Amazonas’’, disse.

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Requisitos

O edital é destinado para pesquisadores bolsistas de Produtividade categoria I do CNPq (PQ ou DT), residentes no Estado, que se apresentem como líderes de Núcleos de Excelência e que tenham vínculo empregatício permanente com instituições científicas e tecnológicas sediadas no Amazonas dos seguintes tipos: ensino superior, públicas ou privadas, Institutos e Centros de Pesquisa e empresas públicas de atividades de pesquisa em Ciência, Tecnologia ou Inovação.

Para mais informações acesse o edital PRONEX/FAPEAM/CNPq: http://www.fapeam.am.gov.br/editais/edital-n-0112018-pronexfapeamcnpq/

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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Fapeam participa de debate sobre bioeconomia na Amazônia

Evento debate estratégias de forma conjuntas com instituições e autoridades do governo para o desenvolvimento da Bioeconomia para a região Amazônica

Unir viabilidade econômica ao desenvolvimento sustentável e sua aplicabilidade na Amazônia serão assuntos debatidos durante o Seminário Internacional Bioeconomia e Inovação Verde na América Latina e Caribe. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) marca presença no evento que ocorre, nos dias 17 e 18, na sede da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul de Manaus.

Promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em parceria com a FAS, com apoio da Fapeam e Governo do Amazonas, o encontro reúne representantes de instituições de ensino e pesquisa e órgãos governamentais  para debater de forma conjunta o futuro da bioeconomia e biotecnologia na região Amazônica.

Durante o evento, o diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, destacou que a Fundação já atua por meio de programas na área da pesquisa e inovação direcionadas para a Bioeconomia. Ele citou como exemplo o programa Sinapse da Inovação. Lançado em 2015, o programa teve como objetivo transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, além de fortalecer o empreendedorismo, cenário inovador e econômico no Amazonas.

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Seminário Internacional Bioeconomia e Inovação Verde na América Latina e Caribe

Segundo Barcelos, 80% dos projetos desenvolvidos no programa foram voltados para o segmento. Ele ressaltou ainda que a bioeconomia é uma área importante, mas o caminho para alcançá-la é por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), além da dedicação de toda a equipe envolvida no processo.

“Sabemos que o Brasil ainda não é muito forte em transformar nossas riquezas, principalmente da biodiversidade em produtos ou processos. A Fapeam entra investindo na formação de recursos humanos e por meio da parceria com as instituições internacionais, para que possamos dar saltos tecnológicos com inovação, de forma que a gente saia do potencial e chegue até a geração de emprego e renda, com produtos no mercado que sejam comercializados no mercado nacional e internacional”, acrescentou.

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Diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, também disse que a instituição já vem atuando dentro do novo cenário da bioeconomia

O diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, também disse que a instituição já vem atuando dentro do novo cenário da bioeconomia, não necessariamente dentro do formato tradicional, mas através dos editais dos programas que a Fapeam já promove ao longo de 15 anos.

“Desde 2008, a Fapeam já participa desse movimento de financiamento a projetos de inovação, através dos convênios que ela mantém com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Por meio dessa parceria,  já foram lançados  6 editais de programas de subvenção econômica como o Pappe Integração e Tecnova. Um programa novo que vamos lançar em breve  é o Centelha  que também tem esse papel de fomentar a inovação. A ideia desse programa é pegar empresas que queiram criar novos processos, novos bens e  fomentar isso com um viés muito grande de trazer a inovação para dentro dessas empresas e mantê-las competitiva no mercado”, informa Reis.

Reis disse ainda que a Fapeam tem um papel fundamental que é o de selecionar bons projetos e investir em áreas estratégicas que venham trazer novos conhecimentos. O objetivo principal da Fundação é fazer com que os resultados do fomento a CT&I no Estado alcance a sociedade.

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Superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana

Para o superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana, o momento é oportuno para a construção de uma agenda colaborativa em prol do desenvolvimento sustentável da região.

“Nosso objetivo é construir uma agenda de colaboração entre instituições do Amazonas e de organizações como o BID, visando estimular o desenvolvimento da bioeconomia como uma alternativa econômica necessária para a Zona Franca de Manaus. A Amazônia tem possibilidades econômicas importantes a partir da biodiversidade, e nosso objetivo é desenvolver valorizando a floresta em pé e os povos da floresta”, disse.

O representante do BID no Brasil, Hugo Flórez, destacou que para desenvolver a Bioeconomia no Estado, primeiramente, é preciso pensar em desenvolver um plano de desenvolvimento sustentável, e que esse plano tem que está relacionado com todos os eixos importantes para se fazer uma política de Estado, além de ver temas como educação, infraestrutura, temas econômicos,como, por exemplo, tributários promover investimentos privados. Ele disse ainda que tudo isso precisa de um diálogo amplo e um apoio de participação ativa do setor privado e centros de pesquisa.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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Pesquisas científicas aplicadas em saúde são apresentadas em Seminário de Avaliação

Projetos foram coordenados por pesquisadores servidores do Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane da Fundação Oswaldo Cruz

Quase R$1 milhão foi investido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em pesquisas básicas aplicadas em saúde para geração de conhecimentos científicos, que possam contribuir com a melhoria da saúde da população Amazônica, por meio do Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde (Proep).

Os resultados de nove projetos científicos desenvolvidos no programa foram apresentados nesta sexta-feira (7), na sede Fapeam, no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus. O Proep foi realizado pela Fapeam em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ via o Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane (CpqLMD).

Para a gerente do Departamento de Acompanhamento e Avaliação (DEAC) da Fapeam, Aline Lauria, os resultados dos projetos servirão de base para ações e programas, que podem contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas na área da saúde.

 O Proep foi realizado pela Fapeam em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ via o Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane (CpqLMD)


O Proep foi realizado pela Fapeam em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ via o Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane (CpqLMD)

“O objetivo do programa é facilitar o processo de diagnósticos de doenças endêmicas no Estado. Essas pesquisas impactam na sociedade contribuindo com melhoria no atendimento, por exemplo, nos postos de saúde, pois com mais conhecimento sobre a doença é possível utilizar os medicamentos mais eficazes para solução de doenças consideradas comuns no Amazonas”, contou.

Ainda conforme Aline, todos os projetos foram avaliados por consultores com amplo conhecimento nos projetos desenvolvidos.

Projetos

Entre os projetos apresentados durante o seminário está o da doutora em alimentos, Ani Beatriz Jackisch Matsuura, que realizou um estudo etio-epidemiológico e molecular dos dermatófitos, causadores de dermatofitoses em pessoas atendidas em serviços públicos de micologia de Manaus.

A dermatofitose é uma doença causada por fungos ou cogumelos chamados dermatófitos. Estes fungos alimentam-se de queratina e se localizam na pele, no pelo e nas unhas.

Doutora em alimentos, Ani Beatriz Jackisch Matsuura, que realizou um estudo etio-epidemiológico e molecular dos dermatófitos, causadores de dermatofitoses em pessoas atendidas em serviços públicos de micologia de Manaus

A pesquisa foi realizada com o objetivo de identificar possíveis fontes de infecção das dermatofitoses, e consequentemente, oferecer subsídios para a prevenção e controle desse problema de saúde pública.

Outro projeto apresentado foi do doutor em Biotecnologia, Luis André Morais Mariúba, sobre o desenvolvimento de um sensor eletrônico para detecção de malária, utilizando nanotubos de carbono.

 

TEXTO – Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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Camu-camu é avaliado em pesquisa para o tratamento de úlceras de pressão em pacientes acamados

Fruto possui alta concentração de vitamina C e pode ajudar na cicatrização das feridas

Um dos principais problemas enfrentando pelos pacientes quando estão acamados são os surgimentos de úlceras de pressão. As feridas ocorrem em função da falta de oxigenação superficial da pele, provocada por compressão prolongada em pacientes acamados por longos períodos.

Uma pesquisa desenvolvida pela médica Tamara Menezes busca no camu-camu, fruto nativo da região Amazônica, uma nova terapia de tratamento para pacientes que sofrem com a doença.

O estudo é desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio Estratégico ao Desenvolvimento Econômico Ambiental do Estado do Amazonas (Amazonas Estratégico).

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Pesquisa desenvolvida pela médica Tamara Menezes

Segundo Tamara, o estudo começou em razão do índice elevado de pacientes acamados com vulnerabilidade a formação de úlcera de pressão. Nas pesquisas, o camu-camu já mostrou possuir alta concentração de vitamina C, superando frutos como a acerola, laranja e limão. A vitamina é uma das principais responsáveis por estimular a formação das fibras colágenas, presentes em todos os tecidos do corpo, que ajudam no processo de cicatrização das úlceras após tratadas.

“A nossa pele é formada por colágeno, o nosso organismo em si tem uma deficiência de uma enzima que não produz a vitamina C, ou seja, nós temos que ingerir para poder essa enzima sintetizar e acontecer à produção de colágeno. Nós precisamos ingerir pelo menos 100mg de vitamina C por dia, um camu-camu possui 180mg de vitamina C, ou seja, um fruto já ultrapassa a necessidade do corpo”, afirmou.

A pesquisadora conta que o processo de cicatrização das úlceras é considerado bastante complexo. Os fatores sistêmicos como: idade, doença de base, o uso de alguns medicamentos, além de fatores locais como presença de corpos estranhos, infecção ou necrose e localização da ferida podem interferir no processo de restauração da ferida, prolongando ainda mais o tempo de cicatrização.

“Um paciente que chega com uma ferida aberta contaminada é iniciado o tratamento com o antibiótico. A infecção foi tratada, agora preciso cuidar da parte da cicatrização dessa ferida, onde é necessário estimular as células do colágeno, aí que entramos com a ingestão do fruto camu-camu”, conta a pesquisadora.

Pesquisa

Durante a pesquisa, Tamara afirma que percebeu uma concentração maior de vitamina C quando o fruto está verde.  Ainda conforme a pesquisadora, a ideia é fazer um suplemento oral e utilizar o mesmo extrato do fruto para produção, por exemplo: spray, pomada, cápsulas, gel e adesivos.

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O camu-camu é rico em vitamina C, possui até 60 vezes mais comparado a outros frutos

“O camu-camu é rico em vitamina C, possui até 60 vezes mais comparado a outros frutos. Não vamos extrair apenas a vitamina C, mas também analisar outras potencialidades do fruto como a ação antioxidante.Vamos avaliar os componentes importantes que contém no fruto e depois fazer análise laboratorial utilizando o fruto como base no processo de cicatrização”, contou.

Amazonas Estratégico

O programa Amazonas Estratégico da Fapeam tem o objetivo financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em diversas linhas temáticas.

 

Texto– Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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