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Cinco cidades apresentam resultados positivos com o uso de Estações Disseminadoras de Larvicida para o controle de Aedes

Representantes das secretarias de saúde dos municípios de Parintins, Tefé, Tabatinga, Borba (no Amazonas), de Boa Vista (Roraima) e representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/MS) participaram de Reunião Técnica de Avaliação e Apresentação de Resultados do Projeto Controle de Aedes spp. com Estações Disseminadoras de Larvicida, ontem, 17/6, em Manaus, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Sob a reponsabilidade do pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, o Projeto Controle de Aedes spp. com Estações Disseminadoras de Larvicida tem como tática usar os mosquitos para disseminarem larvicida em seus criadouros e assim eliminar suas larvas e pupas.

A adoção dessa estratégia de controle de mosquitos Aedes aegypti e Ae. albopictus, transmissores dos vírus da dengue, zika e chikungunya  iniciou  em 2014, em Manaus e em Manacapuru (no Amazonas), cidades nas quais a alternativa apresentou resultados promissores no controle desses vetores.

Com apoio do Decit/MS, o projeto foi implantado em outros cenários para que fosse testada a eficácia da disseminação do larvicida pelos mosquitos em escalas espaciais diferentes e maiores.

Sérgio Luz explica que o objetivo do encontro foi compartilhar com a equipe do Decit/MS os resultados alcançados pelo projeto nas cidades de Parintins, Tefé, Tabatinga, Borba e Boa Vista.

“Com a reunião foi possível discutir os resultados e traçar novas estratégias para o futuro do projeto, uma vez que o Decit/MS sinalizou a possibilidade de dar continuidade ao apoio financeiro, numa nova edição. Então, vamos alinhar as diversas metodologias para que os resultados sejam padronizados em todas as regiões e possamos analisar o todo, mesmo considerando as diferentes localidades”, explica Sérgio Luz.

Para Janio Obando, gerente de endemias de Tabatinga, onde foram instaladas Estações Disseminadoras de Larvicida em outubro do ano passado, os resultados alcançados pelo projeto são bastante expressivos e motivaram a cidade de Letícia, na Colômbia, a também aderir ao projeto, diante da queda do número de casos notificados de dengue, zika e chikungunya em Tabatinga.

ESTAÇÕES DISSEMINADORAS

As Estações Disseminadoras de Larvicida são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida, e que para funcionarem necessitam de uma certa quantidade de água para atrair os mosquitos.

Ao pousarem na superfície da Estação, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpo dos mosquitos, que acabam levando esse produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar larvas e pupas, inclusive em criadouros que muitas vezes não poderiam ser localizados pela população e equipes de vigilância.

A equipe que técnica que trabalha no projeto na capacitação de agentes, implantação das Estações, planejamento de atividades e gestão também participou da Reunião Técnica de Avaliação.

Os dados recebidos serão analisados pelos pesquisadores e posteriormente estarão disponíveis em publicações científicas e para a sociedade.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

 

 

Pesquisadores e profissionais de saúde participam de encontro para discutir estratégias de saúde nas fronteiras

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia),  Instituto Oswaldo Cruz – IOC/Fiocruz,  Institut de Recherche Pour le Développement (IRD) reuniram-se com gestores e pesquisadores da Universidade Nacional da Colômbia – Sede Amazônia (UNAL), em Letícia (COL), para compartilhar informações sobre ações institucionais e possíveis estratégias para a saúde na fronteira, sob um olhar interdisciplinar e intercultural, visando alinhar esforços conjuntos de cooperação internacional, contemplando principalmente, a zona fronteiriça entre Brasil e Colômbia.

O encontro realizado na primeira semana de junho, dias 5 e 6, teve como enfoque os seguintes temas: incentivo à criação de uma rede de pesquisa sobre questões de saúde com uma perspectiva interdisciplinar e intercultural, articulação para a consolidação da sala de situação em saúde na fronteira Brasil e Colômbia, e planejamento de evento científico sobre questões de saúde na fronteira. O primeiro dia de atividade ocorreu na UNAL.

Para o diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, o encontro foi um passo para se fazer uma estratificação em vigilância em saúde na fronteira, na qual os parceiros possam colaborar.

Participaram também do Encontro na UNAL, o representante da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde (Aisa-MS), Edgard Magalhães, e o representante da Secretaria Departamental de Salud Amazonas, Jose Hernan Becerra.

O segundo dia de apresentações e debates ocorreu no auditório do Hospital de Guarnição de Tabatinga (HGuT), momento em que participaram profissionais que atuam na área de saúde, além da diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), Rosemary Costa Pinto, e da subdiretora do Hospital de Guarnição de Tabatinga, TC Christina, e demais profissionais de saúde.

ESPECIALIZAÇÃO EM VIGILÂNCIA EM SAÚDE

Na oportunidade, Sérgio Luz, anunciou a realização da segunda turma do Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, oferecido pela Fiocruz Amazônia, em formato presencial em Tabatinga (AM).

O curso é gratuito e destina-se a profissionais de nível superior que atuam em unidades básicas de saúde ou em unidades de saúde da família na região amazônica. Serão ofertadas 50 vagas, distribuídas entre Brasil (20), Colômbia (10), Equador (10) e Peru (10). Os candidatos estrangeiros serão indicados pelos órgãos competentes de seus países.

A segunda edição do curso é resultado de parceria entre Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde (Aisa-MS), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Organização Panamericana de Saúde (Opas), e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Para mais informações sobre o curso que recebe inscrições até o dia 25 de junho, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Estratégia de controle de mosquitos da Fiocruz Amazônia chega a Recife

Recife recebe projeto de controle de aedes de pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).  Trata-se do projeto que utiliza como estratégia as Estações Disseminadoras de Larvicida. Na cidade, elas serão instaladas nos bairros Casa Amarela, Jordão, Ibura 3, Agua Fria 1, Cajueiro, Campina de Barreto, Fundão e IPSEP.

O treinamento das equipes locais para implantação do projeto acontece nos dias 10 e 11/6. Em seguida, nos dias 12, 13 e 14/6 serão instaladas as estações nos bairros.

O projeto avalia a eficácia das Estações Disseminadoras de Larvicida  (EDs) como alternativa no controle de mosquitos Aedes aegypti e Ae. albopictus, transmissores dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

Como tática o projeto usa os mosquitos para levarem larvicida aos seus criadouros e assim eliminar suas larvas e pupas. Uma das vantagens do uso dos mosquitos na disseminação do larvicida é que eles podem alcançar criadouros presentes em locais de difícil acesso como calhas de telhados, terrenos baldios, casas abandonadas, etc. O larvicida utilizado nas Estações é o pyriproxyfen, que não apresenta riscos à saúde humana ou a de animais domésticos

ESTAÇÕES DISSEMINADORAS

As Estações Disseminadoras de Larvicida são simples baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida e que para funcionarem necessitam de uma certa quantidade de água para atrair os mosquitos.

Ao pousarem na superfície da Estação, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpos dos mosquitos, que acabam levando o produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar suas larvas e pupas, ocasionando o controle da circulação desses vetores.

Clique aqui e saiba como funciona o projeto.

Vale lembrar que o apoio da população é imprescindível para o projeto, portanto a instalação das Estações nos imóveis depende da aceitação dos responsáveis pelos imóveis.

Outra orientação é importante é que as Estações fiquem em ambientes de sombra e protegidas da chuva como áreas de serviço, varandas, garagens e fora do alcance de crianças e animais domésticos (se necessário, suspenda a Estação com um arame).

SOBRE O PROJETO

Este estudo iniciou em 2014 com experimentos feitos nas cidades de Manaus e em Manacapuru, no Amazonas. O resultado inicial foi bastante animador, o que levou, com apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Decit & Devit/MS), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas-OMS), e das secretarias municipais e estaduais de Saúde, o projeto para outras cidades, para que os ensaios ocorressem em diferentes regiões do Brasil, visando avaliar a eficácia da tática do uso das Estações Disseminadoras de Larvicida para o controle do Aedes aegypti e A. albopictus, em diferentes paisagens geográficas e escalas.

Além dos bairros anunciados para receberem as Estações Disseminadoras, outros terão acompanhamento do projeto para controle, são eles: Imbiribeira 2 e 3, Ponto da Parada, Hipódromo, Encruzilhada, Ibura 1 e 2, Dois Unidos 2 e Linha de Tiro.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Inscrições para a segunda turma do curso de especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde começam na segunda-feira, 10/6

De 10 a 25 de junho estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).  O curso está em sua segunda edição, e assim como a primeira, será realizado no município de Tabatinga (AM).

O curso é gratuito e destina-se a profissionais de nível superior que atuam em unidades básicas de saúde ou em unidades de saúde da família na região amazônica. Serão ofertadas 50 vagas, distribuídas entre Brasil (20), Colômbia (10), Equador (10) e Peru (10). Os candidatos estrangeiros devem ser indicados pelos órgãos competentes de seus países.

A segunda edição do curso é resultado ​de parceria entre Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde (Aisa-MS), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Organização Panamericana de Saúde (Opas), e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O curso será realizado em período integral (matutino e vespertino), em sistema modular, uma semana por mês, de segunda a sábado. A carga horária total do curso é de 440 horas, sendo 360h presenciais e 80h dedicadas ao trabalho de conclusão de curso.

O objetivo do curso é qualificar profissionais que atuam em cuidados primários de saúde para implantação e desenvolvimento de ações de Vigilância em Saúde no plano territorial-local, promovendo a integração entre oferta de cuidados de APS e ações de vigilância na rede básica de serviços de saúde.

Para se inscrever o candidato deve acessar a Plataforma Siga, da Fiocruz. São necessários os seguintes documentos: ficha de inscrição (disponível na Siga); currículo; carta de liberação para cursar a pós-graduação lato sensu (fornecida pela chefia imediata do candidato); declaração de disponibilidade do candidato para cursar a pós-graduação; passaporte com prazo de validade (no caso de alunos estrangeiros); histórico escolar do curso de graduação; e certidão de nascimento ou casamento.

O edital estará disponível a partir da segunda-feira, 10/6, no link http://www.sigals.fiocruz.br/inscricao/cadastro.do?acao=telaInicial&codCL=20584&codECL=18862&codI=625.

PÚBLICO-ALVO

O curso destina-se aos profissionais de nível superior que desempenham suas funções e/ou atividades em unidades básicas de saúde e/ou unidades de saúde da família, ou equivalente, na região amazônica.

INSCRIÇÃO   

As inscrições são feitas online e ocorrem de 10 a 25 de junho de 2019. Antes de se inscrever o candidato deve ler com atenção o edital.

Para mais informações, envie mensagem para seca.ilmd@fiocruz.br ou telefone para (92) 3621-2350

A primeira turma de especialização de Vigilância em Saúde na Rede de APS do Alto Solimões encerrou em novembro do ano passado, com a realização de um simpósio onde foram apresentados os trabalhos nas modalidades de pôsteres e comunicações orais. O curso aconteceu na sede do Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto arquivo Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia oficializa Projeto Qualifica SUS

Qualificar mais de 5 mil trabalhadores do SUS no Amazonas, por meio de cursos presenciais é o que pretende o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) com o Projeto Qualifica SUS. A iniciativa que conta com apoio da bancada parlamentar do Amazonas, intermediada por emenda do Senador Omar Aziz, recebeu nesta segunda-feira, 27/5, mais uma importante contribuição, a oficialização de parceria com Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

Em encontro ocorrido no Salão Canoas, na Fiocruz Amazônia, foram recebidos secretários municipais de saúde do interior e da capital, a direção do Cosems-AM, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), e o Senador Omar Aziz.

Fizeram parte da mesa o diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz,  a médica da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon), Mônica Bandeira de Melo, o presidente do Cosems-AM, Januário da Cunha Leite, o vice-presidente do Conasems, Wilames Freire Bezerra, o secretário municipal de Saúde de Manaus (Semsa), Marcelo Magaldi Alves, e o Senador Omar Aziz.

Sérgio Luz, diretor da Fiocruz Amazônia, ressaltou a importância do projeto para o Amazonas. “Com o Qualifica SUS pretendemos oferecer qualificação gradual do corpo técnico de Saúde dos municípios do Amazonas, contribuindo para o aprimoramento do desempenho profissional dos trabalhadores, para que atuem em conformidade com as políticas e diretrizes de saúde, de forma integrada, articulando o ensino com a aplicação prática do conhecimento em suas funções”, explicou.

Para o senador Omar Aziz, o Projeto Qualifica SUS vem ao encontro de outras ações apoiadas por ele e que contribuem para a melhoria da Saúde no Estado. “A qualificação dos trabalhadores para atuar na área da saúde é muito importante, pois se tem uma gama de servidores que não têm essa oportunidade, e a Fiocruz Amazônia se dispôs a fazer isso, levantando as necessidades de treinamento e de endemias no Amazonas. Então, fico muito feliz em contribuir com uma emenda para qualificar pessoas que atendem à população mais carente do meu Estado”, comentou.

PARCERIA COM O COSEMS

A parceria com os secretários municipais de saúde, por meio do Cosems-AM vai possibilitar à Fiocruz Amazônia atender a todos os 62 municípios do Amazonas, por meio do Projeto Qualifica SUS, o que será um grande passo para a melhoria e efetividade dos serviços de saúde no interior do Estado, comentou Januário da Cunha Neto.

Na oportunidade, foi celebrado o Acordo de Cooperação entre Fiocruz Amazônia e Cosems-AM para o apoio à qualificação do corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das secretarias municipais de saúde do Estado e órgãos parceiros, com o comprometimento desses órgãos, de alocarem, dentro de suas possibilidades, recursos humanos e materiais, para projetos conjuntos, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS, no nível da atenção básica.

MEDALHA ZÉ DO SUS

Durante o evento, o Cosems-AM  concedeu ao Senador Omar Aziz, ao médico, professor e pesquisador Bernardino Claudio de Albuquerque e ao pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, a Medalha de Honra ao Mérito Zé do SUS, pelo trabalho dos agraciados para a melhoria da Saúde no Amazonas,

Na ocasião, Januário da Cunha Neto, lembrou que o nome da Medalha Zé do SUS  é uma homenagem a um colaborador da Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (Susam), falecido em 2018, que ingressou no serviço público em 1978, onde ajudou na formulação de diretrizes, orçamento e organização do SUS, construindo um legado de atuação na saúde do Amazonas, que por seu entusiasmo lhe rendeu o apelido de “Zé do SUS”, devido seu compromisso com uma saúde voltada para a melhoria da qualidade de vida da população.

PROJETO QUALIFICA SUS

Durante o evento, o Projeto Qualifica SUS foi apresentado pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Maria Luiza Garnelo, que falou, dentre outras coisas, sobre o número de cursos e público a quem o projeto se destina.

O Qualifica SUS vai ofertar cursos em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. Serão cursos de atualização, especialização e mestrado que estarão disponíveis para trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), que serão capacitados sob um modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, diante da realidade de cada localidade, respeitando o conhecimento e a experiência dos alunos.

PREVENÇÃO DE DOENÇAS

Em tema levantado pela médica Mônica Bandeira de Melo, fortalecido pelo discurso do senador Omar Aziz, esteve a questão da necessidade de ações de prevenção de doenças e promoção da saúde no Amazonas.

Na oportunidade, eles chamaram a atenção para a necessidade da união de esforços para combater o câncer de colo uterino e para a importância da interiorização das ações em saúde. Temáticas que serão continuadas amanhã, 28/5,  no VII Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas, que acontecerá no município de Presidente Figueiredo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Programa Centelha é apresentado a pesquisadores e alunos da Fiocruz Amazônia

Você tem uma ideia inovadora que possa impactar positivamente a vida das pessoas e acredita valer a pena empreender com ela? Então, fique atento ao Programa Centelha, que deve ser lançado, em junho deste ano.

A iniciativa, que no Amazonas será executada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e  Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), operada pela Fundação Certi.

Para falar sobre o Programa Centelha, esteve hoje, 23/5, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a diretora técnico-científica da Fapeam, Marne Vasconcellos, que, na oportunidade, apresentou em linhas gerais o programa, seus objetivos e forma de participação.

“Dentre as instituições visitadas, a Fiocruz tem como diferencial trabalhar com conhecimentos e tecnologias voltados para a saúde, especialmente para o Sistema Único de Saúde (SUS). Então, nossa expectativa é de que pelo Amazonas sejam submetidas ao Programa Centelha boas ideias para a área da Saúde”, comentou Marne Vasconcellos.

Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, vê com bons olhos a oportunidade que será dada pelo Programa Centelha a pesquisadores, estudantes e demais grupos. “Essa iniciativa vem ao encontro de outras já apresentadas pela Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, como o Programa Inova Fiocruz, que apoia projetos tecnológicos e inovadores em Saúde, nas áreas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz”, explicou.

Participaram do encontro com a diretora técnico-científica da Fapeam, estudantes, pesquisadores e equipe do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-ILMD/Fiocruz Amazônia).

Fonte: Programa Centelha.

O Programa Centelha será lançado em 21 estados. Para o Amazonas estão previstos R$ 1.820.000,00 (um milhão, oitocentos e vinte mil reais) em subvenção econômica, sendo uma parte verba federal e, outra, do estado. Estão entre os objetivos do Programa, gerar novas empresas, a partir do conhecimento concebido nas instituições de ciência, tecnologia e inovação; gerar inovações de interesse direto da sociedade e de empresas; formar cultura e fortalecer ecossistema de empreendedorismo inovador.

A expectativa é que pelo Amazonas sejam submetidas ao menos 1.000 novas ideias e que este seja o mesmo número de empreendedores a serem capacitados no Estado. Vão poder concorrer ao Programa pessoas físicas ou empresas, que atenderem às exigências do edital.

WORKSHOP

Amanhã, 24/5, às 9h, será realizado o Workshop de Apresentação do Programa Centelha e Construção da Rede de Parceiros, no Salão Tauató, sede da Fapeam, à  rua Sobradinho, n° 100 – Flores.

O evento destina-se a representantes de instituições de ensino e pesquisa e atores envolvidos no ecossistema de inovação e empreendedorismo, e tem como objetivo formar uma rede de parceiros do Programa Centelha, no Amazonas, para difusão e ampliação tanto de instituições parceiras quanto de Agentes Centelha. Na oportunidade, serão definidas as estratégias de atuação desses parceiros.

Para mais informações acesse Programa Centelha e Fapeam.

ILMD/Fiocruz Amazonia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Protocolo diagnóstico desenvolvido por pesquisador da Fiocruz Amazônia identifica simultaneamente mayaro e outros arbovírus

Mayaro, um vírus que esta semana passou a assustar a população do sudeste do Brasil, já é estudado desde 2007, pelo pesquisador do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Gomes Naveca.

“Todas as vezes em que temos procurado em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, nós temos encontrado o vírus Mayaro. Já o encontramos no Amazonas e em Roraima”, explica o pesquisador.

A identificação rápida do vírus tem sido possível graças aos protocolos de diagnóstico laboratorial pelo método PCR em Tempo Real, desenvolvidos pelo pesquisador, que identifica Parvovírus B19, sarampo, vírus Oeste do Nilo, oropouche, mayaro e outras arboviroses.

Os insumos específicos para o diagnóstico de mayaro e oropouche já estão publicados e foram patenteados pela Fiocruz, em 2017. No momento, estão sendo usados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e, mais recentemente, pelo de Mato Grosso do Sul.

Os sintomas da infeção por mayaro são semelhantes à chikungunya, como febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, dor nas articulações, fotofobia e dor na região lombar.

O pesquisador explica que a Fiocruz Amazônia tem atuado em parceria com outras instituições e auxiliado com o desenvolvimento de ferramentas para o diagnóstico de arboviroses. Naveca trabalha na execução e coordenação de projetos de vigilância epidemiológica, para a detecção e caracterização genética de possíveis casos humanos de arboviroses e a circulação em potenciais vetores, com financiamento do Decit-MS, CNPq, Capes (a partir da Chamada MCTIC/FNDCT – CNPq / MEC-Capes / MS-Decit Nº 14/2016 – Prevenção e Combate ao Vírus Zika), e do Programa Inova Fiocruz (a partir das chamadas Geração de Conhecimento e Produtos Inovadores).

Felipe Naveca esclarece que os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números demonstram que existe o risco de outros vírus se tornarem um problema de saúde pública. A emergência e o avanço epidêmico dos vírus chikungunya e zika, nos últimos anos, são provas desse risco. Por esse motivo, o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, comentou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Protocolo diagnóstico desenvolvido por pesquisador da Fiocruz Amazônia identifica simultaneamente mayaro e outros arbovírus

Mayaro, um vírus que esta semana passou a assustar a população do sudeste do Brasil, já é estudado desde 2007, pelo pesquisador do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Gomes Naveca.

“Todas as vezes em que temos procurado em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, nós temos encontrado o vírus Mayaro. Já o encontramos no Amazonas e em Roraima”, explica o pesquisador.

A identificação rápida do vírus tem sido possível graças aos protocolos de diagnóstico laboratorial pelo método PCR em Tempo Real, desenvolvidos pelo pesquisador, que identifica Parvovírus B19, sarampo, vírus Oeste do Nilo, oropouche, mayaro e outras arboviroses.

Os insumos específicos para o diagnóstico de mayaro e oropouche já estão publicados e foram patenteados pela Fiocruz, em 2017. No momento, estão sendo usados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e, mais recentemente, pelo de Mato Grosso do Sul.

Os sintomas da infeção por mayaro são semelhantes à chikungunya, como febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, dor nas articulações, fotofobia e dor na região lombar.

O pesquisador explica que a Fiocruz Amazônia tem atuado em parceria com outras instituições e auxiliado com o desenvolvimento de ferramentas para o diagnóstico de arboviroses. Naveca trabalha na execução e coordenação de projetos de vigilância epidemiológica, para a detecção e caracterização genética de possíveis casos humanos de arboviroses e a circulação em potenciais vetores, com financiamento do Decit-MS, CNPq, Capes (a partir da Chamada MCTIC/FNDCT – CNPq / MEC-Capes / MS-Decit Nº 14/2016 – Prevenção e Combate ao Vírus Zika), e do Programa Inova Fiocruz (a partir das chamadas Geração de Conhecimento e Produtos Inovadores).

Felipe Naveca esclarece que os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números demonstram que existe o risco de outros vírus se tornarem um problema de saúde pública. A emergência e o avanço epidêmico dos vírus chikungunya e zika, nos últimos anos, são provas desse risco. Por esse motivo, o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, comentou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Movimento Maio Amarelo é tema da Feira de Produtos Orgânicos da Fiocruz Amazônia

Violência no trânsito também pode ser assunto de feira. Sob esta ótica, a edição deste mês da Feira de Produtos Orgânicos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que aconteceu nesta quinta-feira, 16/5, ofereceu várias atividades do Movimento Maio Amarelo numa parceria com o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM).

“A feira é um espaço da sociedade onde as coisas acontecem de forma sistêmica. A ideia é, a cada edição da Feira de Produtos Orgânicos da Fiocruz Amazônia, incorporar questões de agendas públicas que precisam de visibilidade nos espaços públicos”, explica Marcílio Medeiros, pesquisador da Unidade da Fiocruz.

O evento é promovido pelo Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (Tass) do ILMD/Fiocruz Amazônia, em parceria com a Coordenação Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma), com apoio da coordenação regional Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública  (Asfoc-AM)  e, nesta edição, contou também parceria do Detran-AM, por meio da Gerência de Educação para o Trânsito e da Coordenação de Operação Lei Seca.

Durante a Feira, foram realizadas palestras e teatro de fantoche para alunos da Educação Básica de escolas localizadas no entorno da Fiocruz Amazônia, com enfoque em violência do trânsito, com o objetivo de orientar crianças e jovens sobre o correto uso do veículo e de chamar a atenção para se evitar acidentes e mortes no trânsito. Outra atração foi a presença do personagem “Oswaldinho”, mascote da Fiocruz Amazônia, em referência ao cientista, patrono da Instituição, Oswaldo Cruz.

PLATAFORMA DIGITAL

Vale ressaltar que no início deste mês foi assinado um termo de cooperação técnica entre o Detran-AM e a Fiocruz Amazônia para a integração de dados ao projeto de pesquisa “Plataforma Digital Colaborativa da Prevenção e Vigilância das Violências”, coordenado pelos pesquisadores Marcílio Medeiros e Rita Bacuri, do laboratório Tass.

A Plataforma Digital Colaborativa da Prevenção e Vigilância das Violências tem como objetivo desenvolver um aplicativo de vigilância participativa para o controle e redução das lesões e mortes por violência no trânsito de Manaus.

Participam da Feira de Produtos Orgânicos, agricultores da Associação dos Agricultores São Francisco de Assis – Ramal da Cachoeira, entidade ligada à Rede Maniva de Agroecologia do Amazonas (Rema).

Dentre os produtos agrícolas orgânicos comercializados, estão hortaliças, frutos regionais de época, plantas medicinais e plantas comestíveis não convencionais, entre outros. Artesanato, alimentos feitos a partir de produtos orgânicos e mudas de plantas também estão na feira.

 São produtos orgânicos os cultivados sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos, portanto produtos considerados limpos e saudáveis, que respeitam o meio ambiente e contribuem para a preservação dos recursos naturais.

A próxima edição da Feira de Produtos Orgânicos será no dia 13 de junho. A feira acontece na rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes e Mackesy Nascimento

Cancelamento de evento: Oficina de Planejamento no Arranjo Ecoprodutivo Local Marapuama

Informamos que a Oficina de Planejamento da Rota da Biodiversidade no Arranjo Ecoprodutivo Local (AEPL) Marapuama, atividade do Projeto Rota da Biodiversidade, da RedesFito/Farmanguinhos, foi cancelado.

O evento o ocorreria nos dias 22 e 23 de maio, em Manaus, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia